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Tiago Korb

Relato: Transmantiqueira toda a pé + Serra dos Órgãos.

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Tiago Korb    0

Este post inaugura o relato que farei em 10 capítulos. Sinta-se a vontade para fazer seu comentário.

 

Foram 4 meses de planejamento e preparativos para encarar as Travessias Transmantiqueira toda a pé de Piquete SP a Itatiaia RJ (Marins x Itaguaré + Serra Fina + Ruy Braga), ainda fiz a travessia Petropólis x Teresopólis RJ.

 

Realizei as travessias de forma autônoma (sem guia e logistica de carros), e sem nunca ter estado nesses locais. Curti muito todos os locais e contatos de novos amigos que fiz no caminho.

 

Informações técnicas:

Distância total a pé: 175,15 Km

Aclive/declive totais acumulados: +10230 metros/-10524 metros

 

Altimetria da Travessia da Transmantiqueira SP/MG/RJ: aclive acumulado de 7683 metros e declive acumulado de 7882 metros.

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Ponto de menor elevação: 422 metros de altitude. Ponto de maior elevação: 2797 metros de altitude. Altitude média: 1641 metros.

Média de inclinação aclive/declive: 10,3% e -8,7% respectivamente.

 

Visão da Transmantiqueira no Google Earth:

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Altimetria da Travessia da Serra dos Órgãos RJ: aclive acumulado de 2547 metros e declive acumulado de 2642 metros.

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Ponto de menor elevação: 881 metros de altitude. Ponto de maior elevação: 2275 metros de altitude. Altitude média: 1601 metros.

Média de inclinação aclive/declive: 14,0% e -12,1% respectivamente.

 

Visão da travessia Petropólis x Teresopólis no Google Earth:

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Tiago Korb    0

Planejamento:

Baixei da internet os trajetos das travessias Marins x Itaguaré, Serra Fina, Serra Negra e Rui Braga. Interliguei os traçados das travessias no Google Earth, ainda criei opções rotas de fuga, pontos de água, de acampamentos prováveis e os uni no programa Track Maker.

 

Li e reli todos relatos de pessoas que fizeram as travessias para me prevenir de qualquer incerteza. Anotei todas informações importantes.

Me preparei fisicamente para a mega travessia da melhor forma, ou seja, fiz trekking em todos finais de semana que pude.

 

Adquiri equipamentos confiáveis, com ao menos dupla utilidade e o mais leves possíveis. Escolhi a dedo o que eu levei, sem nada de excesso.

Alias: uma das melhores coisas do trekking além da própria ação, é fazer o planejamento do mesmo. Ser detalhista, organizado e observador foi a chave do meu sucesso neste trekking.

 

Como chegar:

Embarquei em um ônibus da empresa Pluma de Santa Maria RS no dia 19/07/2011 para São Paulo SP - terminal Tietê. Cheguei no dia 20/07/2011 às 6h e às 8h embarquei em um ônibus da empresa Pássaro Marrom para Lorena SP que chegou às 11h. Às 12h embarquei em outro ônibus da mesma empresa para Piquete SP chegando meia hora depois.

 

Orientação e navegação:

Usei durante a travessia um GPS Garmin e-trex Legend que deu conta do recado. A que interessar, poderei repassar os dados para GPS.

Para as travessias Marins x Itaguaré, Serra Fina e Petropólis x Teresopólis usei os livros Guia de Trilhas Trekking volumes 1 e 2 do Guilherme Cavallari – Editora Kalapalo, como backup de segurança em caso do GPS estragar. Nem precisaria dizer que comprei os livros e que tirei cópias das páginas que eram importantes para não carregar ambos os livros.

 

1º DIA – 20/07/2011: De Piquete SP até o Morro do Careca.

Eu e o Wesley (conheci aqui no site Mochileiros), começamos a travessia na cidade de Piquete SP tão logo que desembarcamos do ônibus. Já vínhamos discutindo o por que do pessoal achar tão difícil sair a partir de Piquete para a Travessia Marins x Itaguaré, sempre preferindo contratar um transporte para tal. Afinal tão perto...

 

Mal saimos da cidade a subidinha da BR 459 deu sua cara...

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Mochilas limpinhas totalmente ajeitadas, bem organizadas, com comida para 4 dias (até Passa Quatro MG), enfim bem pesadas. ::tchann::

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Mais a frente e acima encontramos um pequeno trevo que sai da rodovia BR 459 e liga Piquete até o Bairro de Marins (estrada municipal Imbe-Marins), mais afastado da cidade.

 

O trajeto aqui melhorou bastante, com paisagens mais bonitas e lá ao fundo o imponente Pico dos Marins.

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Você já deve estar se perguntando, mas por que esses loucos não foram de van ou Kombi até lá no acampamento base dos Marins? Minha resposta é simples: a melhor maneira de conhecer um local novo em que você nunca esteve é a pé! É a pé que a pessoa nota os detalhes.

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A pé até o bairro de Marins é uma dureza só! Muita distância e subida acumulada. Após passar pelo bairro e igrejinha há uma bifurcação não muito clara que pode confundir, mas subindo a esquerda a estradinha com paralilepipedos vai pro Pico dos Marins e indo reto vai para a cachoeira do Curiaco.

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A partir da bifurcação a estradinha até o Acampamento Base do Marins fica mais íngreme e mais bela inclusive. Em dias bons dá pra passar de carro, mas imagino que um chuvinha na estrada já a torna impraticável para veículos 4 x 2.

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Mais a frente na Estrada, já quase no topo passa-se por um mata burro em uma porteira e na sequência pequena descida há uma bifurcação a direita identificada com placa.

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Esta estrada a direita indo para o Acampamento Base do Marins que é cuidado pelo Milton Gouvêa: http://basemarins.multiply.com/

O Milton tem neste lugar espaço para estacionar carros, camping, serviço de guia, etc. Tudo o que a pessoa precisar para ter conforto e segurança em sua visita ao Pico dos Marins.

 

Na passada pelo Base do Marins não achamos o Milton, mas quase chegando ao Morro do Careca o encontramos descendo com uma cliente. Aqui eu dou a dica a quem não o faz, sempre ao encontrar uma pessoa numa trilha identifique-se, troque dicas e informações sobre o percurso a frente. Afinal você ganha fazendo isso, fica sabendo das condições da trilha na frente e se for o caso de se perder ao menos alguém vai ter noção que você esteve lá.

 

Segundo o Milton nos últimos 5 anos ninguém que ele saiba fez a Travessia da Transmantiqueira toda a pé. Conversamos com o Milton uns 20 minutos, ótima conversa por sinal, o cara conhece toda região e nos deu várias dicas. Infelismente o por do sol já estava dando sua cara e tivemos que montar acampamento no Morro do Careca. Alias, um ótimo local, plano, abrigado do vento e com água perto.

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Foi um dia bem cansativo devido as viagens de cada um e ao tamanho do percurso vencido com as mochilas com 4 dias de comida.

Fizemos nossas jantas e ainda deu um bom tempo para curtir a vista noturna no local. No meu caso ainda sem o chimarrão que aprecio todos os dias inclusive nas travessias mais curtas, troquei pelo chá, o qual apreciei esta bebida quente ideal para o frio da noite na mantiqueira. Um ótimo substituto com peso insignificante se comparado com o peso das tralhas do chimarrão (cuia, bomba, erva mate e garrafa térmica).

 

Por falar em frio que não era lá grande coisa (7 ºC), meu amigo mineiro sumiu dentro da barraca, dizendo: - Uaiiii, bota frio nisso! ::lol4::

 

Dados do primeiro dia:

Distância percorrida a pé: 22,9 Km

Altimetria acumulada aclive/declive: +1821 m/-743 m

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Tiago Korb    0

É isso ai Otávio Luiz! Pode dar teu pitaco sobre os posts. Assim como demais pessoas também podem fazê-lo!

 

Opa, marcando presença por aqui pra acompanhar mais esta aventura...

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Jorge Soto    0

parabens Tiagão... haja perna, hein? Já fiz a SF e a Maringuaré de uma vez só e fiquei com as pernas já cambaleantes.. as demais ja fiz noutras ocasioes, separadamente e mais de uma vez, nas mais variadas formas e trajetos. O Augusto ja fez a Transmantiqueira completa na mesma ocasiao em q me limitei apenas as duas primeiras travessias. Qdo tiver tempo, explore as variacoes mais pauleiras de uma Mantiqueira q poucos conhecem: na SF suba a Mina pelo Rio Branquinho; e do Marins acesse o Mariana, pico ao lado, ou simplesmente desca qq crista serra abaixo. E em Itatiaia, tente fazer a pauleira (e proibida) Travessia Completa do Parque, saindo do Pinhal e terminando em Mauá..

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Tiago Korb    0

Muito obrigado Jorge! Ótimas dicas desses percursos alternativos e mais dificeis. Abraço

 

parabens Tiagão... haja perna, hein? Já fiz a SF e a Maringuaré de uma vez só e fiquei com as pernas já cambaleantes.. as demais ja fiz noutras ocasioes, separadamente e mais de uma vez, nas mais variadas formas e trajetos. O Augusto ja fez a Transmantiqueira completa na mesma ocasiao em q me limitei apenas as duas primeiras travessias. Qdo tiver tempo, explore as variacoes mais pauleiras de uma Mantiqueira q poucos conhecem: na SF suba a Mina pelo Rio Branquinho; e do Marins acesse o Mariana, pico ao lado, ou simplesmente desca qq crista serra abaixo. E em Itatiaia, tente fazer a pauleira (e proibida) Travessia Completa do Parque, saindo do Pinhal e terminando em Mauá..

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Tiago Korb    0

2º DIA – 21/07/2011: Do Morro do Careca até o último acampamento antes do Itaguaré.

 

Após uma boa noite de sono finalmente deu para recuperar o cansaço da longa viagem desde o RS. Acordei a noite, acho que eram umas 4h com um pessoal passando pela trilha ao lado das barracas. Provavelmente devem ter feito a travessia de ataque, pois não os vimos mais.

 

Optei durante todas travessias por um café da manhã sem café, ::tchann::, já que o café com 4 colheradas de açúcar por café pesariam muito para os 10 dias. Comi todos os dias bolachas de água e sal ou doces e ainda pedaços de queijo para garantir que a fome tardasse a aparecer.

 

Café da manhã às 06:30 é claro com o visual que só as montanhas podem oferecer.

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Desmontamos o acampamento e seguindo orientação do Milton coletamos água no Morro do Careca para todo dia, nossa meta seria de chegar até o Pico Itaguaré até o final do dia. Após a coleta de água que fica próxima a esta placa no começo da trilha para o Pico dos Marins, partimos montanha acima.

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Basicamente para trekkers observadores e experientes a travessia Marins x Itaguaré não necessita de GPS se o tempo for bom. Há dezenas de totens indicando o caminho a seguir e se a pessoa se perder momentaneamente é parar e observar se existem algum totem de pedra por perto.

 

A subida apertava cada vez mais, mas as vistas recompensavam e nos motivavam!

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Durante esta travessia não senti necessidade das luvas que o pessoal fala que é tão importante levar para proteger as mãos do granito da montanha. Penso que melhor que as luvas é um bastão de caminhada, pois assim evita-se e de usar as mãos na rocha e poupa-se o joelho nas descidas.

 

Após alguma subida avistamos o Pico dos Marins a nossa frente.

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Não muito longe deste ponto encontramos o ponto de água do acampamento dos Marins, porém a mesma estava poluída (coliformes fecais = merda). Infelizmente as pessoas ainda acampam próximo a água e fazem suas necessidades a menos de 70 metros.

 

Se você enquadra-se nesse grupo tente mudar seu estilo de trekking, afinal carregar montanha acima 4 Kg de água não é nada bom!

 

Mais a fernte marcamos o ponto no GPS e deixamos nossas cargueiras no meio de um capinzal alto. Começamos o ataque ao topo munidos só de bastões de caminhada e câmeras fotográficas.

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O topo do Pico dos Marins, montanha mais elevada totalmente dentro do estado de São Paulo, tem uma vista incrível!

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Ao fundo: Pico do Itaguaré e Serra Fina.

 

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Acima: a cidade de Cruzeiro SP.

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Topo do Pico dos Marins – 2420,7 metros:

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A descida no trekking é sempre mais preocupante que a subida já que nela ocorrem a maior parte dos acidentes. Então todo cuidado é válido especialmente se o piso estiver molhado.

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Pegamos nossas mochilas e paramos mais adiante depois de um charco (abrigados do vento). Fizemos nosso almoço mais rápido, neste caso optamos pela comida liofilizada da Liofoods.

Durante o almoço já traçávamos a possível rota de subida do Marinzinho e sem dúvida foi uma das mais cansativas do dia. Longa e íngreme.

 

Vencida a subida já no seu topo ai sim novamente a recompensa!

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O pico do Marinzinho é mais elevado que o do Marins, porém este já esta na divisa entre SP/MG e assim não tem tanta fama quanto o do Marins que esta somente dentro de SP.

 

Ao fundo Pico dos Marins SP visto a partir do Pico do Marinzinho.

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Após o Pico do Marinzinho há umas setas pichadas na pedra descendo que não devem ser seguidas, penso que darão em alguma pousada. O sentido da travessia é sempre ir pela crista a partir do Marinzinho.

 

Assim sendo, logo após isso já tem a mal falada corda da travessia. Não vi nada demais a menos que a pessoa tenha medo de altura (vai ter que tomar muito cuidado). Sempre preste atenção a corda, afinal a mesma esta sob ação as interpéries. Cheguei a levar um cordim de 4 mnm com 20 metros para este trecho, mas... É a corda que conheço que mais passeia! ::lol4::

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Após a corda é morro abaixo! Um descidão seguido de um subidão!

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A propósito: na minha opinião achei mais difícil e gostei mais desta travessia do que a Petropolis x Teresopolis. O visual, a exigência física/técnica e a essência selvagem da travessia são espetaculares!

 

Esse trecho entre o Marinzinho e o Itaguaré é puxado! Mas é o verdadeiro sentido da travessia: trechos técnicos a toda hora.

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Chegamos na Pedra Redonda já um pouco atrasados devido a que meu parceiro estava com dor no joelho. Apesar dele querem muito pernoitar no bom acampamento da Pedra Redonda, decidi pelo óbvio.

 

Vamos até o Itaguaré, não tem água aqui! Já estava acertado desde a noite anterior isso e iríamos fazer o possível para estar lá neste dia.

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O problema com a dor no joelho foi se intensificando, nossa velocidade caindo e a água acabando. O final do dia já estava dando sua cara e o Pico do Itaguaré continuava longe...

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Caminhamos o máximo que deu tendo luz natural, menos mal que no meu planejamento inclui possiveis locais para acampamentos de emergência. O próximo já estava pertinho!

 

Chegamos nele, uma boa clareira com espaço para até 5 barracas e pedi para o Wesley montar o acampamento. Nos estávamos sem água e decidi buscar água para nos no acampamento do Itaguaré, a 1,22 Km de distância. Detalhe: à noite.

 

Usei o chapéu da cargueira da Deuter Aircontact Pro que se transforma numa mochila de ataque, GPS, pilhas extras, 2 lanternas, bastão de caminhada e os reservatórios para 4,5 litros de água.

 

Parti às 18:30 e fui seguindo o que o GPS indicava nas bifurcações das trilhas, um breu total! Por não conhecer nada do caminho tive certa dificuldade para encontrar a noite a trilha e o ponto minguado de água do Itaguaré, já morto de sede.

 

Abasteci os reservatórios de água e parti rumo aos nosso acampamento no qual cheguei às 20:30. Repassei a cota de água ao Wesley que quase virou de uma só vez 1,5 litro. Adverti-o que aquela água teria que dar pra chegar no Itaguaré no outro dia ainda e não era perto ou fácil.

 

Tranquilamente montei meu acampamento e ainda fui fazer meu chá (2 litros pra reidratar). Enquanto apreciava o chá me chamou a atenção a quantidade de camundongos que habitavam o local!

Assim, recomendo a todos que não joguem comida fora ou dêem para os ratinhos a fim de diminuir a população deles. Convêm lembrar de que devem fechar sempre o zíper da barraca para evitar a entrada dos ratos e lacrar com sacos plásticos as comidas para evitar que eles roam os tecidos da barraca ou mochila atrás da comida.

 

De janta saiu uma massa de conchinha das bem pequenas, pois o pacote de 500 gramas ocupa menos espaço na mochila com molho de sopa (creme de queijo). Alias uma receita que aproveita a mesma água do cozimento da massa para cozinhar a sopa, rendendo uma panela cheia de massa com molho sem desperdiçar uma gota de água!

 

Dados do segundo dia:

Distância percorrida: 12,17 Km

Altimetria acumulada aclive/declive: +1179 m/-747 m

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gvogetta    0

Olá Tiago!

 

Mais uma vez os meus sinceros parabéns por esta mega pernada! O relato também está muito bom!

 

Foi um projeto grande e ambicioso e quando comecei a acompanhar o teu planejamento pensei que pudesse ter algum problema para executá-la da forma como fora concebido mas depois, ao longo dos meses seguintes, percebi que estavas preparado física, técnica e psicologicamente e isso fez toda a diferença! O sucesso absoluto na conclusão deste conjunto de travessias apenas veio laurear teu preparo e dedicação.

 

Aguardo os demais capítulos...

 

Abraços!

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e ai Korb blz !! pow ta demais este seu " guia " transmantiqueira + petro x tere !!!

parabens pela conquista inedita de fazer todas as travessias na pernada sem auxilio nenhum de apoiio !!!

caraca eu ja faço o resgate no final da travessias de carro e ja canso ::lol4:: !! imaginei vc mandando todos esses KM`s na pernada !!

pow só vc mesmo brother pra mandar esta !!! ia ser dificil mesmo uma companhia aguentar todos km´s !!

tipo "trator " ::lol4::::lol4::

demais !!!

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Tiago Korb    0

Muito obrigado Getulio!

 

Postarei novos capítulos esta semana e não deixe de dar seus comentários, até mesmo com dicas adicionais se for necessário.

 

Abraço

 

Olá Tiago!

 

Mais uma vez os meus sinceros parabéns por esta mega pernada! O relato também está muito bom!

 

Foi um projeto grande e ambicioso e quando comecei a acompanhar o teu planejamento pensei que pudesse ter algum problema para executá-la da forma como fora concebido mas depois, ao longo dos meses seguintes, percebi que estavas preparado física, técnica e psicologicamente e isso fez toda a diferença! O sucesso absoluto na conclusão deste conjunto de travessias apenas veio laurear teu preparo e dedicação.

 

Aguardo os demais capítulos...

 

Abraços!

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Tiago Korb    0

Dae Bruno!

 

Guia Transmantiqueira + Serra dos Órgãos é boa! rsrs

 

O desgaste físico é intenso mesmo, mesmo comendo muito perdi 3 Kg nos 10 dias e a barrigueira da cargueira já parecia aqueles cintos de quem passa fome. No último ajuste e quase caindo quadril abaixo! ::lol4::

 

Trator? Calma que tu não viu o relato da Serra Fina! ::otemo::

 

e ai Korb blz !! pow ta demais este seu " guia " transmantiqueira + petro x tere !!!

parabens pela conquista inedita de fazer todas as travessias na pernada sem auxilio nenhum de apoiio !!!

caraca eu ja faço o resgate no final da travessias de carro e ja canso ::lol4:: !! imaginei vc mandando todos esses KM`s na pernada !!

pow só vc mesmo brother pra mandar esta !!! ia ser dificil mesmo uma companhia aguentar todos km´s !!

tipo "trator " ::lol4::::lol4::

demais !!!

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Tiago Korb    0

3º DIA – 22/07/2011: Do último acampamento antes do Itaguaré até quase Toca do Lobo.

 

A noite foi amena com temperatura por volta dos 10 ºC, sem vento mas com bastante orvalho. Após um breve café da manhã, já com alguma prática desmanchamos o acampamento rapidamente e partimos rumo ao Pico Itaguaré.

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O Pico do Itaguaré SP/MG com 2308 metros tem uma passagem estreita e arriscada para pessoas que não dominam as técnicas de escalada. Se tiver medo e não tiveres os equipamentos necessários convém não se arriscar. Na foto abaixo dá para ver o talho no meio do morro com a parte arriscada.

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Essa parte da descida até o Itaguaré é só usada por quem vai fazer a travessia, sendo assim mais fechada pelo mato e com bifurcações. Mas o caminho a se seguir é sempre na direção do pico.

Há algumas partes mais difíceis de trepa pedra ou passagem por baixo de grandes pedras, sendo necessário tirar a mochila inclusive.

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Portanto, fica a dica para as travessias na Mantiqueira de colocar o isolante térmico e barraca dentro da mochila para que não prendam na vegetação e danifique o equipamento. O isolante pode ser colocado em formato de U, dobrado em 3 a partir de seu comprimento total. Assim isola o conteúdo da mochila do calor e ocupa pouco espaço na mochila.

 

Meu amigo a toda hora me perguntava se era por ali mesmo que eu tinha passado durante a noite para buscar água. Eu afirmei que sim pensando comigo, afinal eu iria passar onde olhando para um precipício de cada lado! ::tchann::

 

Chegamos ao pé do Itaguaré e o Wesley já tinha acabado com sua água, por acaso encontramos um grupo de 12 pessoas que gentilmente cederam 1 litro de água para o meu amigo que virou as 2 garrafas. ::lol4::

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Iniciamos a subida e logo após um pequeno platô deixamos as cargueiras para fazer o ataque até o topo. O visual é incrível!

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Retornamos e com as cargueiras nas costas partimos rumo a fonte de água do Itaguaré para reabastecer, passando na sequência pelo acampamento do Itaguaré.

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Começamos a descida e aqui deve-se ter cuidado para não descer pela trilha errada, já que há uma que o pessoal do acampamento vai buscar água. A trilha certa passa por cima de uma elevação rochosa para depois descer o morro bem inclinado e entrar na mata.

 

Inclusive é uma mata muito bonita e nunca tinha visto tantas araucárias. Tem muito mais do que no RS ou SC!

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Acabamos no Campinho do Itaguaré, local muito bom para deixar os carros e acampar para fazer o bate/volta no pico. Lá estavam o grupo todo que cedeu água ao meu amigo. Tentando reanimar uma bateria de um dos carros que ficou com a luz interna ligada.

 

Resolvemos ali fazer o almoço e eu aproveitei para tomar um bom banho no riacho que passa atrás, lavar minhas roupas de trilhas e secar a barraca e saco de dormir. Se notarem, do primeiro dia ao último dia da travessia é a mesma roupa, viva o conceito ultralight! ::lol4::

 

Após o almoço começamos a caminhada só por estradas de chão do Campinho com destino até o Bairro Pinheirinho em Passa Quatro MG. Uma caminhada muito bonita, com bastante mata ao lado da estrada, pássaros de todos os tipos e rios de água muito limpa.

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Como o Wesley vinha apresentando dor no joelho e sabendo da dificuldade maior da Serra Fina com 8 dias de comida na mochila e chegando a levar 4 litros de água por dia. Pedi a ele que até Passa Quatro ele tivesse uma decisão dele se continuaria ou não na Transmantiqueira.

 

A estrada de chão estava com muita poeira e o clima começava a ficar tão seco, mas tão seco que quando eu queria cuspir eu acabava assoviando! ::lol4::

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Continuamos nossa caminhada por essas estradas de chão e próximo a MG 158 encontramos parte da antiga Estrada Real. Pro meu amigo mineiro nada de mais, mas pra mim que só via na TV foi uma boa surpresa!

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O asfalto já estava perto, então decidimos ir por ele já que o Bairro Pinheirinho estava muito perto e lá deveria existir algum bar ou venda. Dito e feito, havia uma boa venda o qual o dono nos atendeu muito bem.

 

O Wesley tomou a sabia decisão de desistir da Transmantiqueira por conta do problema no joelho. O dono da venda já vendo a mudança do tempo em cima da Serra Fina me alertou para não ir, já que as coisas ficavam feias por lá e até gente da cidade se perdia lá.

 

O Wesley então disse a frase: - Mas, você não conhece o Van Damme (se referindo a mim).

Dei muita risada e continuo dando até hoje. ::lol4::

 

O amigo acabou descolando uma carona até a rodoviária de Passa Quatro. Eu carreguei a bateria da câmera, comprei comida para os próximos 8 dias conforme planejamento, acabei ganhando gasolina na venda para o meu fogareiro (lá ainda tem querosene e álcool).

 

Dos itens que comprei gostei muito de uma liguiça mista defumada que era muito boa, de um doce de leite tipo tijolinho e um ótimo queijo parmezão mineiro. Recomendo esta venda no Bairro de Pinheirinho para compra de mantimentos de quem for fazer a Serra Fina ou mesmo Transmantiqueira.

 

As 18h parti rumo a Toca do Lobo independente de quanto tempo eu demoraria. Da venda até a estrada de chão que leva a Fazenda Santa Amália são algumas centenas de metros. A estrada de chão era boa, os aclives no final da tarde eu até conseguia ver, mas impagável era ver a cara dos moradores vendo eu sozinho com mochilão e o tempo virando. Devem ter pensado: - Que cara mais louco! ::lol4::

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O trajeto até a Toca do Lobo tem placas e a estrada estava em boas condições. É uma subida sem fim, ainda lembro de um contato que fiz com um guia local que ao ser perguntado por mim se fazia a transmantiqueira toda a pé sem logística de transportes, ele me disse: - Deus me livre! Que caminhada mais enfadonha! rsrs

 

Por volta das 20h começou uma chuva fraca e eu vendo que faltavam ainda 2 Km até a Toca do Lobo acabei tendo que procurar outro local para pernoitar. Tive sorte de encontar uma pequena estradinha abandonada no lado direito da estrada com água bem pertinho. Ali encerrei o dia e montei o acampamento.

 

Dados do terceiro dia:

Distância percorrida: 30,6 Km

Altimetria acumulada aclive/declive: +1079 m/-1953 m

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Muito Show a Travessia meu amigo Tiago.

 

Agradeço pela companhia desses 3 dias na Travessia Marins ao Itaguaré (Piquete-SP a Passa Quatro-MG)

 

Mas infelizmente eu não pude continuar devido a grande lesão no meu joelho direito. Descobri que é um desgaste do membrana patelar devido as corridas fortes...

Mas fiz fisioterapia e ainda estou fazendo...recuperando a musculatura com academia...já to quase bão...no final do mês vamos pro Pico da Bandeira...

 

Mas falando da travessia foi show de bola.

Muito linda e pra mim tem várias dificuldades técnicas...O maior problema é a questão da água msm. No mais é planejar certinho.

Saimos na hora do almoço em Piquete na quarta-feira na sexta a tarde já estavamos no bairro do Pinheirinho...tudo a pé, sem nenhum resgate.

 

Confesso que passei um frio lascado a noite e na madrugada, meu amigo como é do Sul nem passou frio, pra ele era uma marolinha...O ritmo desse cara é muito forte, não é pra qualquer um...

 

Foi sucesso total na Transmantiqueira + Serra dos Orgãos e muito sucesso nas proximas...

 

Paz de Jah

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Tiago Korb    0

Boa Wesley!

 

Só te cuida com o peso da cargueira na descida do Pico da Bandeira! hehe

 

Valeu a parceria!

 

Abraço

Muito Show a Travessia meu amigo Tiago.

 

Agradeço pela companhia desses 3 dias na Travessia Marins ao Itaguaré (Piquete-SP a Passa Quatro-MG)

 

Mas infelizmente eu não pude continuar devido a grande lesão no meu joelho direito. Descobri que é um desgaste do membrana patelar devido as corridas fortes...

Mas fiz fisioterapia e ainda estou fazendo...recuperando a musculatura com academia...já to quase bão...no final do mês vamos pro Pico da Bandeira...

 

Mas falando da travessia foi show de bola.

Muito linda e pra mim tem várias dificuldades técnicas...O maior problema é a questão da água msm. No mais é planejar certinho.

Saimos na hora do almoço em Piquete na quarta-feira na sexta a tarde já estavamos no bairro do Pinheirinho...tudo a pé, sem nenhum resgate.

 

Confesso que passei um frio lascado a noite e na madrugada, meu amigo como é do Sul nem passou frio, pra ele era uma marolinha...O ritmo desse cara é muito forte, não é pra qualquer um...

 

Foi sucesso total na Transmantiqueira + Serra dos Orgãos e muito sucesso nas proximas...

 

Paz de Jah

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Tiago Korb    0

hehe, o relato da parte da Serra Fina e Petro x Tere vai ficar legal!

 

Pode comentar a vontade!

 

Pô, TK, tô na fissura de ler o resto! Show de bola!

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rengaw    0

ae Thiago, show essa sua trip. Já bateu a vontade de planejar p 2012.

Dá pra postar com detalhes e a marca do seu equipamento completo + refeições. O

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rengaw    0

oops, postei sem querer rs.

Quero saber o que foi acertado, e o que vc mudaria no seu equipo, tudo ... detalhes da marca, funcionalidade e resultado

Botas, mochila, refeição, barraca, anorak , fogareiro, saco de dormir, como vc transportou sua água ...

Valeu , to corujando !

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Pô, TK, tô na fissura de ler o resto! Show de bola!

E ainda é quenem novela, um capítulo novo a cada dia!!! Não posso perder o próximo...

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Tiago Korb    0

Tudo Rengaw!

 

Pretendo fazer um check list do equipamento que usei resaltando seus beneficios ou maleficios no final deste relato. Algumas coisas em relação aos equipamentos durante o relato eu vou escrevendo também.

 

Tenho que lembrar que o sucesso e mum trekking assim deve-se:

- experiência da pessoa com trekking de longa duração.

- planejamento bem feito.

- equipamentos confiaveis.

- preparo físico adequado.

 

Durante os relatos dos dias pode perguntar a vontade.

 

oops, postei sem querer rs.

Quero saber o que foi acertado, e o que vc mudaria no seu equipo, tudo ... detalhes da marca, funcionalidade e resultado

Botas, mochila, refeição, barraca, anorak , fogareiro, saco de dormir, como vc transportou sua água ...

Valeu , to corujando !

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