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10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis

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Período: 14 a 23/07/2008 e 06 a 15/07/2015

Cidades: Ilha Grande

 

Ilha Grande, o paraíso dos turistas estrangeiros. Nunca vi tanto turista estrangeiro junto! O local é bem rústico, simples, sem carros e considero como principais atrações, as trilhas e passeios de barco. Bom para quem gosta de caminhar (muito!) e não tem enjôo de mar, mas a recompensa são praias lindas, de água muito clara, cercadas por mata. Acredito que não seja um destino bom para quem tem crianças pequenas, devido às características do local, como o acesso difícil às principais belezas da ilha. Também não é indicado para quem espera luxo, conforto e não vive sem as facilidades de uma cidade grande.

 

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada na Vila do Abraão, que é a maior vila da ilha e com mais infra-estrutura. Na segunda viagem para a ilha, dividi a estadia entre Araçatiba e Bananal.

 

Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.

 

O texto na cor preta se refere ao primeiro relato de 2008 e o texto na cor verde, às informações atualizadas ou ao novo relato de 2015.

 

A cidade

 

É uma das inúmeras ilhas de Angra dos Reis, a qual possui, em sua totalidade, cerca de 148mil habitantes (dados IBGE 2007) e área de 800 Km². Faz limite com as cidades de Bananal (SP), Cunha (SP), Mangaratiba, Paraty, Rio Claro e São José do Barreiro (SP). Apresenta clima tropical úmido com temperatura média de 27ºC.

 

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Trilhas:

Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

 

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Angra dos Reis está localizada a 157 km da capital Rio de Janeiro e a 396 km da cidade de São Paulo. O principal acesso é pela Rod. Rio-Santos (BR-101), que liga Angra dos Reis a Paraty a oeste e a Mangaratiba a leste. Para se chegar à Ilha Grande (Vila de Abraão), parte-se de Angra dos Reis ou Mangaratiba ou Conceição de Jacareí. Barcas atendem o percurso a partir de Angra dos Reis e Mangaratiba. Escunas e lanchas oferecem o traslado a partir de Conceição de Jacareí e Angra dos Reis. Parece que atualmente há um horário de barco a partir de Paraty, três vezes por semana. Para outras localidades da Ilha Grande, como Araçatiba e Bananal, há linhas regulares apenas a partir de Angra dos Reis

 

• Terminal Rodoviário Vereador Nilton Barbosa, Av. Almirante Jair Carneiro Toscano de Brito, 110, Balneário, 3365-2041

• Cais da Lapa, s/n, Centro

 

Transporte Angra dos Reis/Ilha Grande - Vila de Abraão:

• As barcas partem do Cais da Lapa para a Vila de Abraão, na Ilha Grande, às 15h30 em dias úteis e às 13h30 aos finais de semana e feriados; com retorno às 10h. Ver mais informações no site da CCR Barcas

• Escunas e lanchas partem da Estação Santa Luzia para a Vila de Abraão, na Ilha Grande, em diversos horários. Preços e tempos de travessia (aproximadamente de 30min a 1h30min) variam conforme a embarcação

 

Transporte Angra dos Reis/Ilha Grande - Araçatiba:

• Partindo do Cais dos Pescadores, vários barcos fazem a linha Angra dos Reis-Praia Grande de Araçatiba com custo de R$25,00 (em 07/2015) e tempo de travessia de 1h30. Saída de Angra dos Reis de seg-sex às 12h e 14h; sáb, dom e fer às 8h30. Saída da Praia Grande de Araçatiba às 7h. Essa linha também atende a Praia Vermelha e a Praia da Longa e é usada por moradores para transportar suas compras

• Flexboat Natiga 1, 99922-8918 (Vivo) / (21) 3958 8024 / (21) 3500 1961 / (11) 3717 3361 / (19) 3455 0986, [email protected], http://www.ilhagrande.com.br/como-chegar/como-chegar-em-aracatiba/flexboat-natiga/'>http://www.ilhagrande.com.br/como-chegar/como-chegar-em-aracatiba/flexboat-natiga/ Partindo da Estação Santa Luzia, oferece uma linha regular Angra dos Reis-Praia Grande de Araçatiba com custo de R$40,00 (em 07/2015), tempo de travessia de 20 a 25 min (pode aumentar em até 20 min, caso ocorram paradas extras) e capacidade para 26 passageiros com bagagens. Saída de Angra dos Reis na seg, qua, qui às 12h; na sex às 12h e 20h; no sáb às 9h; no dom às 12h e 18h. Saída da Praia Grande de Araçatiba na seg, qua, qui, sáb às 8h; na sex às 8h e 17h; no dom às 10h e 17h. Podem ser feitas paradas na Praia do Bananal, Praia da Longa e Praia Vermelha conforme solicitação dos passageiros; para embarque nessas localidades, agendar com antecedência. Se não me engano, ele atende qualquer praia no trecho Praia do Bananal-Praia Vermelha, bastando solicitar previamente

 

Transporte Paraty/Angra dos Reis:

• Viação Colitur, 3371-1238 / 1224. Paraty x Angra dos Reis (direto): 9h40, 14h10; Angra dos Reis x Paraty (direto): 6h45, 12h. Ônibus do tipo rodoviário, sem roleta, com bagageiro. O percurso custa R$21,00 (em 07/2015) e é feito em 1h40min

• A Viação Colitur também atende o mesmo percurso com ônibus do tipo circular, com roleta. Há partidas das 5h às 22h30min, com intervalos que variam de 40min a mais de 1h, dependendo do período. É melhor confirmar horários previamente. O percurso custa R$11,30 (em 07/2015) e é feito em 2h10min. Ele para nas praias/vilas e, dependendo do fluxo de passageiros, pode atrasar

 

Transporte Rio de Janeiro/Angra dos Reis:

• Empresa Costa Verde, (21) 3622-3123, http://www.costaverdetransportes.com.br/

 

Transporte São Paulo/Angra dos Reis:

• Reunidas Paulista, 0800 709 9020, [email protected], http://www.reunidaspaulista.com.br/

 

Dicas e comentários sobre transporte:

• Para quem mora em SP, o acesso mais próximo à Ilha Grande é por Angra dos Reis. Para quem mora no RJ, o acesso mais próximo é por Mangaratiba ou Conceição de Jacareí

• Se estiver com carro, este deverá ficar em estacionamento em Angra dos Reis. Peça indicação de estacionamento de confiança com o pessoal da pousada

• A barca é a opção mais em conta para se ir à Vila de Abraão, porém há apenas um horário por dia, tanto a partir de Angra dos Reis, quanto de Mangaratiba e o tempo de travessia é de aproximadamente 1h30min. Antes havia diferença no preço da passagem conforme o dia da semana, em feriados e finais de semana era bem mais caro. Porém vi apenas um preço no site da CCR Barcas (em 07/2015), é melhor confirmar previamente

• Embora divididos em Cais da Lapa, Estação Santa Luzia e Cais dos Pescadores, os cais de Angra dos Reis ficam um ao lado do outro. Possui um CIT com mapas e informações diversas. Se precisar pernoitar por lá na ida ou na volta do passeio à Ilha Grande, há uma infraestrutura básica nas imediações (perto o suficiente para ir a pé) com supermercado, restaurantes, padarias, pousadas, etc. Porém acho que a região poderia ser mais bem cuidada. No geral, o centro de Angra dos Reis não é bonito e não convida ao turismo. O mar no local é bastante poluído, mas não se assuste, as ilhas são outro departamento

• É muito popular o uso de táxi-boat em Ilha Grande. Na Vila de Abraão, há partidas frequentes para a Praia da Feiticeira e a Praia do Pouso, principalmente na alta temporada. Desconheço se há saídas regulares para outras localidades. Conforme o destino, é mais fácil e mais barato sair de Angra dos Reis direto ao destino, sem fazer conexão na Vila de Abraão

• Existem barcos que operam linhas regulares entre Angra dos Reis e Araçatiba, Bananal, Enseada das Estrelas/Saco do Céu e Provetá. Parece que existe uma linha regular entre Provetá e Aventureiro, mas que pode ser interrompida devido a condições climáticas adversas por se tratar de navegação em mar aberto

• É aconselhável confirmar previamente o horário dos traslados de barco, pois pode haver alterações conforme o dia da semana e o período (alta e baixa temporada ou feriados, por exemplo). Na baixa temporada pode haver redução no número de horários, na alta pode ser necessário agendar e/ou pode ter horários extras. Peça ajuda à pousada

• Informações detalhadas de como ir para Ilha Grande, podem ser encontradas no site http://www.ilhagrande.com.br

 

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Trilhas:

Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

 

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Depende das suas intenções. Em dezembro, janeiro e fevereiro é alta temporada e a ilha fica cheia. O mesmo acontece em feriados. Em julho, apesar de ser férias escolares, o clima frio e as águas geladas não atraem muito turistas brasileiros, mas os estrangeiros enchem a ilha a partir da segunda quinzena do mês até agosto, segundo informações que recebi de moradores da ilha. Em julho, geralmente o clima está seco e favorece as caminhadas. Percebe-se que os preços são diretamente proporcionais à temperatura, quanto mais alta a temperatura, mais caros ficam os preços, principalmente das diárias. Com algumas variações entre estabelecimentos, março, abril, segunda quinzena de julho, outubro, novembro e primeira quinzena de dezembro podem ser considerados meses de média temporada. Baixa temporada só mesmo em maio, junho, primeira quinzena de julho, agosto e setembro.

 

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Trilhas:

Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

 

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Para resumir, digo vá a todas as praias da ilha, pois cada uma tem uma beleza diferente. Vá de barco, escuna, catamarã, lancha ou a pé.

 

Trilhas:

• São listadas as trilhas "oficiais" da ilha, apontando seus atrativos turísticos. Veja um detalhamento das trilhas e praias em Trilhas em Ilha Grande.

 

As trilhas a seguir consideram como ponto de partida a Vila de Abraão e é possível voltar no mesmo dia, sem acampar ou dormir no meio do caminho.

 

T1 Circuito do Abraão:

• Praia de Abraão: Pedra do Corisco

• Praia Preta

• Ruínas do Lazareto

• Praia do Galego

• Mirante da Praia Preta

• Mirante do Aqueduto

• Poção (Cachoeira dos Escravos)

• Aqueduto

 

T2 Aqueduto - Saco do Céu:

• Aqueduto

• Cachoeira da Feiticeira: tobogã e poço no topo da cachoeira, com acesso por uma trilha à direita

• Praia do Iguaçu

• Praia da Feiticeira

• Praia da Camiranga

• Praia do Perequê

• Praia de Fora

• Praia do Galo

• Praia do Conrado

• Saco do Céu: Igreja de Cosme e Damião

 

T10 Abraão - Mangues - Pouso:

• Praia de Abraão

• Praia da Júlia

• Praia da Biquinha

• Praia Comprida

• Praia da Crena

• Praia do Abraãozinho

• Praia Brava

• Praia de Palmas: Capela de São Benedito

• Praia dos Mangues

• Praia do Pouso

 

T11 Mangues - Pouso - Lopes Mendes:

• Praia do Pouso

• Praia de Santo Antônio

• Praia de Lopes Mendes: Capela N. Sra de Santana

 

T13 Abraão - Pico do Papagaio:

• Praia de Abraão

• Pico do Papagaio

 

T14 Abraão - Dois Rios:

• Praia de Abraão

• Piscina dos Soldados (ou Lago do Guarda)

• Praia de Dois Rios: ruínas do Presídio da Ilha Grande, Igreja de N.S. do Bom Despacho, rios

 

Outras trilhas com possível ponto de partida de Abraão. Nos três casos, é necessário percorrer uma trilha antes, o que pode inviabilizar o bate e volta a partir de Abraão.

 

T12 Mangues - Pouso - Farol de Castelhanos:

• Praia do Pouso

• Praia de Itaóca

• Praia da Aroeira

• Praia do Recife

• Praia e Piscina de Castelhanos

• Farol de Castelhanos

• Fazenda do Peter - Alemão

 

T15 Dois Rios - Caxadaço:

• Praia de Dois Rios

• Caminho das Pedras

• Praia de Caxadaço

 

T16 Dois Rios - Parnaioca:

• Praia de Dois Rios

• Toca das Cinzas

• Praia de Parnaioca: cemitério antigo, Igreja Sagrado Coração de Jesus, lagoa de Parnaioca, Cachoeira de Parnaioca

 

As próximas trilhas consideram como ponto de partida Araçatiba e é possível voltar no mesmo dia, sem acampar ou dormir no meio do caminho.

 

T6 Sítio Forte - Praia Grande de Araçatiba:

• Praia do Sítio Forte: Nascente

• Praia da Tapera

• Praia de Ubatubinha

• Praia da Longa: Cachoeira da Longa, Igreja de São Pedro

• Lagoa Verde

• Praia da Cachoeira

• Praia Grande de Araçatiba: Igreja de Nossa Sra da Lapa

 

T7 Praia Grande de Araçatiba - Gruta do Acaiá:

• Praia Grande de Araçatiba

• Praia de Araçatiba

• Praia de Itaguaçu: Piscina Natural

• Praia Vermelha

• Gruta do Acaiá

 

T8 Praia Grande de Araçatiba - Provetá:

• Praia Grande de Araçatiba

• Praia de Araçatiba

• Praia de Provetá

 

T9 Provetá - Aventureiro:

• Praia de Provetá

• Praia do Aventureiro: Igreja de Santa Cruz, coqueiro torto, Praia e Pedra do Demo

 

As trilhas a seguir consideram como ponto de partida Bananal e é possível voltar no mesmo dia, sem acampar ou dormir no meio do caminho.

 

T3 Saco do Céu - Freguesia de Santana:

• Saco do Céu

• Praia da Guaxuma

• Praia do Funil

• Praia de Japariz

• Praia de Freguesia de Santana do Leste: Igreja da Freguesia de Santana

• Praia da Baleia

 

T4 Freguesia de Santana - Bananal:

• Praia de Freguesia de Santana do Leste

• Lagoa Azul

• Praia da Grumixama

• Praia de Baixo (ou Freguesia de Santana do Sul)

• Praia do Bananal Pequeno

• Praia do Bananal: Mirante do Bananal, Igreja do Divino Espírito Santo

 

T5 Bananal - Sítio Forte:

• Praia do Bananal

• Praia de Matariz: Igreja de N. Sra de Santana

• Praia da Jaconema

• Figueira Branca

• Praia de Passaterra

• Praia de Maguariqueçaba

• Praia do Marinheiro

• Praia do Sítio Forte

 

Acesso por Volta Ilha (a pé ou de lancha):

• Praia de Caxadaço

• Praia de Parnaioca

• Praia de Aventureiro

• Praia de Meros

• Lagoa Verde

• Lagoa Azul

• Saco do Céu

• Praia do Amor

 

Acesso por passeio de barco/escuna:

• Lagoa Verde

• Lagoa Azul

• Saco do Céu

• Praia do Amor

• Praia de Japariz

• Praia de Freguesia de Santana do Leste

 

Dicas e comentários sobre passeios:

• Preços de passeios de escuna são tabelados, há várias agências, mas todas praticam geralmente o mesmo preço

• É bom levar toalha para se secar e blusa de frio para a volta do passeio de barco, pois com o vento fica frio

• Para as trilhas, é recomendado o acompanhamento de um guia ou alguém que conheça bem a região

Ilha Grande:

• O que fazer: passeios de barco, escuna, catamarã ou lancha e trilhas

• Fui de táxi-boat da Praia da Feiticeira para a Vila de Abraão, levou cerca de 30min, com mar tranqüilo e não balançou nada. É uma boa alternativa de volta para quem já percorreu a trilha na ida

• Fui de táxi-boat da Praia do Pouso para a Vila de Abraão, balançou um pouco na primeira metade do caminho, mas depois ficou tranqüilo. É uma boa alternativa de volta para quem já percorreu a trilha na ida. É também uma boa alternativa para quem não gosta de caminhar muito, pois há várias saídas programadas de Abraão para Pouso e depois de Pouso para Abraão e, dessa forma, é possível conhecer Lopes Mendes, fazendo apenas a trilha T11

• No passeio “Volta Ilha”, a lancha balança um pouco, principalmente quando pega ondas provocadas por outra embarcação. Depois de um dia inteiro de lancha, quando desci senti tudo balançando. Pára em Praia de Caxadaço, Praia de Dois Rios, Praia de Parnaioca, Praia de Aventureiro, Praia de Meros, Lagoa Verde, Lagoa Azul e Saco do Céu. A última parada é no Restaurante Coqueiro Verde. Acredito que deva ser um convênio entre o restaurante e as agências de viagem. Fiz esse passeio com a Agência Phoenix. A lancha é boa, com dois motores e o atendimento foi bom também

• Existe outra opção de passeio “Volta Ilha”, de catamarã, é mais barato, mas pára apenas em quatro locais, pois é mais lento. Se não me engano pára em Dois Rios, Parnaioca, Aventureiro e Lagoa Verde

• Julho é baixa temporada, pois embora seja época de férias escolares, a água está fria naquela região. Disseram que preços são melhores na primeira quinzena, pois na segunda começa a subir por conta dos estrangeiros que chegam à ilha. É uma época boa, tem gente, mas não muita. Há pessoas nas trilhas e praias, mas está sossegado para curtir a natureza, sem aquele amontoado de gente. Não tem filas nos lugares e atendimento é bom

• Tem muitos estrangeiros, muitos europeus, principalmente franceses. De julho em diante eles aparecem, principalmente em agosto. Eu vi mais estrangeiros do que brasileiros. Inglês e francês tornam-se línguas oficiais da ilha nesse período

• Agência IGT, atendimento bom

• Na segunda visita à ilha, tive a impressão que a maré influencia na qualidade de alguns passeios. Por exemplo, achei a paisagem da Lagoa Verde mais bonita com a maré baixa e a água mais rasa. Entretanto, no geral, a paisagem das praias parece não sofrer grandes alterações devido à maré, apenas a largura da faixa de areia diminui com a maré alta

 

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Trilhas:

Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

 

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# Espaço Angra, Av. Julio Maria, 160, seg à sex de 8 às 21h e aos sáb de 8 às 14h

# Igreja da Lapa

# Centro Cultural

# Nossa senhora da Boa Morte, R. Arcebispo Santos, Centro, (24)3369-7693

# Mercado do Peixe

# Chafariz da Saudade, Praça Lopes Trovão

# Casa da Cadeia Pública/Câmara Munic. de Vereadores, Praça Nilo Peçanha, (24) 3365-3875; presidência 3365-0163, seg à sex das 10 às 17h

# Prédio do Governo Municipal, Praça Nilo Peçanha, 186

# Beco da Arte

# Igreja da Matriz

# Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis, Av. Raul Pompéia, esq para a Rua do Comércio, (24)3369-7595, ter a dom, das 10h ás 22h

# Igreja Santa Luzia, R. do Comércio, Centro, (24)3367-2220

# Casarão Alípio Mendes

# Conjunto da Praça General Osório, Pça General Osório (Largo do Carmo)

# Chafariz Marques de Herval, Praça General Osório

# Nossa Senhora do Carmo, Praça General Osório (Largo do Carmo), (24)3369-7693. No momento encontra-se em reforma

# Sobrado da Praça General Osório

# Chafariz da Carioca, R. Professor Lima

# Capela da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, Morro do Santo Antônio, Centro, (24)3365-3801 ( Dona Déia)

# Convento São Bernardino de Sena, Morro de Santo Antônio, Centro, ter a dom das 9 às 12 e das 13h30 às 17h

# Nossa Senhora da Conceição, Praça Silvestre Travassos, (24)3365-0778, de 8 às 19h

# Mercado Municipal, Praça Zumbi dos Palmares

# Bliblioteca Municipal Professor Guilherme Briggs, Praça Marques de Tamandaré, 116, (24) 3377-1958, seg à sex de 8 às 20h, sáb de 8 às 13h

# Sobrado da Ladeira de Santa Luzia

# Sobrado Laranjeiras

# Cruzeiro

 

Dicas e comentários sobre passeios:

• O que fazer: passeios de escuna para conhecer ilhas e praias; de carro ou ônibus dá para conhecer as praias da parte continental

• De Angra dos Reis partem alguns passeios de escuna com roteiros um pouco diferentes daqueles oferecidos em Ilha Grande

• Angra tem um centro histórico, mas são apenas alguns casarões e igrejas preservados no meio de construções novas. O centro não é bonito, tem esgoto correndo a céu aberto e praias do centro são muito, muito poluídas, infelizmente

• Infelizmente a água na região do cais continua suja, poluída, de cor escura e com mau cheiro; é despejo de esgoto. À medida que vai se distanciando do continente, a qualidade da água vai melhorando. Placas em Angra dos Reis informam do projeto de tratamento de esgoto. Porém, parece que é apenas projeto, pois a administração está com corte de verbas

• Pode-se caminhar pela Estrada do Contorno até Praia Grande, não é longe e acesso é fácil. Acesso à Praia do Bonfim também é fácil. Depois dessas praias, o acesso as outras praias fica mais difícil, pois há muitas propriedades particulares à beira da praia, com muros altos, que impedem a visão das praias. No meio das construções ficam os acessos às praias, mas eles costumam ser estreitos e meio escondidos

 

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Trilhas:

Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

 

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Ilha Grande - Vila do Abraão:

• Pousada do Bicão, R. do Bicão, 28, Vila de Abraão, [email protected], http://www.ilhagrande.org/pousadadobicao Bem simples, quarto com TV, frigobar, ventilador de teto e chuveiro elétrico. Café simples e básico. Localização boa, não é longe do centro (igreja) da Vila, fica na encosta, mas no início, não tem que subir muito. Foi uma das mais em conta que encontrei na época

 

Outras opções - cito algumas bem simples que encontrei na época, mas há muitas outras opções:

• P. Acalanto, R. Getúlio Vargas (frente Posto Médico), [email protected], http://www.ilhagrande.org/acalanto Simples, mas bem jeitosinha

• P. Albatroz, R. das Flores, 151, [email protected], http://www.ilhagrande.org/albatroz

• P. Guapuruvu, R. do Bicão, 299, [email protected], http://www.ilhagrande.org/guapuruvu

• P. Arrastão, R. Getúlio Vargas, 22, [email protected], http://www.ilhagrande.org/arrastao

 

Ilha Grande - Araçatiba:

• Pousada Tony Montana, Praia Grande, 3367-4026 / 99218-7000 / 7815-9238 / (21) 99894-5590, [email protected], http://pousadatonymontana.com.br/. É uma pousada simples, básica, mas é agradável e bem localizada, pé na areia. É um sobrado, com restaurante na parte da frente do térreo que é aberto também a não hóspedes. O prédio parece estar em bom estado de conservação e não tem área de lazer, mas quem precisa de piscina ou outro tipo de instalação quando tem uma praia bonita de águas limpas para nadar e/ou caminhar? O quarto e o banheiro são pequenos, mas atendem bem. O quarto simples tem colchão de espuma, frigobar, TV LCD (canais abertos), ventilador de teto e AC novo. Banheiro simples, mas todo azulejado com box blindex, o chuveiro é elétrico, mas permitiu um bom banho. Tem wifi rápido, mas intermitente, às vezes cai ou fica fora por algumas horas. Café da manhã é simples, básico, mas é bom. O Tony é muito atencioso e sempre estava presente, o que faz a diferença. O valor da diária está na média dos preços cobrados na região que são mais elevados do que os praticados na Vila do Abraão. Porém não sei se dá para comparar, visto que Araçatiba é mais isolada e com isso os valores tendem a subir

 

Outras opções:

• Pousada Gabriel, Praia Grande, 3367-4016 / 99818-3333 / 9272-2239 / 8809-1264, [email protected], http://www.pousadagabriel.com/

• Pousada Mar de Araçatiba, Praia Grande, 99976-8651 / 99955-1734, http://www.mardearacatiba.com/

• Pousada Convés, Praia Grande, 7835-3177 / (21) 99568-0124, [email protected], http://www.ilhagrandepousadaconves.com.br/

 

Ilha Grande - Bananal:

• Pousada Okinawa, Praia do Bananal, 3367-2416 / 3364-4664 / 99979-2547 / 99235-2166, [email protected], http://www.pousadaokinawa.com.br/ É uma pousada simples, básica, mas é bem ampla, agradável e bem localizada, pé na areia, de frente para a praia. Tem mesas, cadeiras, espreguiçadeiras e guarda-sóis na parte da frente da construção. É um sobrado e, no térreo, ficam uma sala com sofás e a única TV (os quartos não tem TV) com canais por assinatura da Oi e o restaurante, onde são servidas as refeições. O prédio parece estar em bom estado de conservação e não tem área de lazer, mas quem precisa de piscina ou outro tipo de instalação quando tem uma praia bonita de águas limpas para nadar e/ou caminhar? O quarto e o banheiro são simples, mas são amplos e tem uma varanda gostosa (quarto número 1) para ver o pôr do sol. Um varal de chão que ajuda bastante para secar as roupas de banho. O quarto tem cama box e ventilador de teto, mas não tem frigobar, AC, TV ou wifi. O ponto positivo é que o quarto também é atendido pelo gerador. O chuveiro elétrico era bom, sai bastante água e deu para tomar um bom banho. Na falta de energia, o sistema de aquecimento a gás garante o banho quente. Apesar da simplicidade, cativa pelo sossego, pela natureza exuberante que a cerca e pelo atendimento atencioso e familiar. Os donos moram lá e isso faz a diferença. Café da manhã é simples, básico, mas é bom. Gostei muito do almoço e do jantar, tudo bem caseiro e gostoso. À tarde, uma garrafa térmica com café e bolachinhas caseiras ficam disponíveis. Há horários determinados para as atividades do dia e são bem pontuais: café da manhã às 7h30, passeio de barco às 8h30 e retorno às 13h30, almoço após o retorno do passeio e jantar às 19h30. Já começam a montar a mesa do café da manhã antes das 7h (pelo menos foi assim em todos os dias que estivemos lá - eu acordo cedo), então é muito bom para quem quer adiantar e sair cedo. Para fazer trilhas, isso é ótimo, sair bem cedo para fazer a trilha com calma e retornar com dia claro ainda. Considero a relação custo/benefício muito boa, o valor das diárias é bastante razoável e condizente com a qualidade do que é oferecido

 

Outras opções:

• Pousada Casa Nova, Praia do Bananal, 3365-3964 / 99819-7899 / 99255-5010, [email protected], http://www.ilhagrande.com.br/hospedagem/pousadas/saco-do-bananal/casa-nova/

• Pousada Três Coqueiros, Praia do Bananal, 3365-2020 / 99216-0805 / 99982-1025 / 99211-4266, [email protected], http://www.pousadatrescoqueiros.com.br/

• Pousada da Satiko, Praia do Bananal, 3365-3538 / 99857-9784, [email protected], http://www.pousadadasatiko.com.br/

• Pousada do Preto, Praia do Bananal, 3365-4944 / 99968-9310, [email protected], http://www.pousadadopreto.com.br/

 

Dicas e comentários sobre hospedagem:

 

Ilha Grande:

• No geral, pousadas são rústicas, mas há opções para todos os gostos e bolsos

• Algumas pousadas fecham para reforma em julho, mas mesmo assim sobram vagas nessa época

• Pudemos presenciar uma ocorrência que não é rara na ilha: a falta de energia elétrica; ficamos aproximadamente um dia inteiro sem energia. Os estabelecimentos costumam estar preparados e contar com geradores, mas que geralmente atendem parte da demanda. É provável que AC e chuveiros não funcionem, pois eles "puxam" muita energia. No inverno, o contratempo será o banho frio (se não houver aquecimento a gás) e no verão, o calor não poderá ser amenizado com AC. Se isso for muito relevante para o seu conforto, informe-se previamente com o meio de hospedagem se ele possui geradores e quais instalações são atendidas. Desconheço se alguma pousada (mesmo as mais chiques) contam com geradores com capacidade suficiente para sustentar uma pousada inteira com AC funcionando a carga total em um dia de verão causticante. Particularmente, não vejo grandes problemas, mas é bom estar com o espírito preparado para essa eventualidade. Aproveite o lado bom: curta uma linda noite com luar e céu estrelado e, com o silêncio (sem energia não tem TV, nem aparelhos sonoros), aprecie melhor o som do mar, do rio e da mata

• Leve dinheiro em espécie e é bom levar cheques para emergências. Por exemplo, em Araçatiba poucos locais aceitam cartão e, destes, a maioria cobra uma taxa para passar o cartão. É bom perguntar antes, pois algumas pousadas me passaram o valor da diária que só valia se fosse pago em dinheiro, pois no cartão tinha uma porcentagem a mais e eles só informaram esse detalhe quando eu perguntei explicitamente sobre as formas de pagamento e taxas. Para escapar das taxas, só em dinheiro mesmo, pois onde aceita cartão, geralmente não aceita cheques

• Abraão é a maior vila da ilha e concentra o maior número de hospedagens

• Araçatiba e Bananal também têm opções de hospedagem, ainda que em número bem menor do que Abraão

• Provetá é a segunda maior vila da ilha, conta com farmácia, mercadinho, padaria, bar, lanchonete e algumas lojas, mas é uma comunidade mais fechada e há poucas opções de hospedagem por lá, segundo informações que recebi na ilha

• Algumas praias são muito isoladas e são praticamente desertas. Por exemplo, na Praia de Jaconema, a Pousada Nautilus é a única habitação da praia e está distante das praias vizinhas, o que garante um clima de isolamento quase total. Na Praia de Itaguaçu, a Pousada Lagamar fica no meio da vegetação, mas descendo alguns metros alcança-se a praia e a piscina natural bastante tranquilas; para ver gente basta caminhar até Praia Vermelha, bastante próxima

• Para uma primeira vez na Ilha Grande, sugiro a Vila de Abraão como destino, pois é mais fácil, prático e barato. Há mais opções de traslados, hospedagem, alimentação e passeios. A principal vila da ilha tem mais infraestrutura para receber os visitantes. É mais cheio e mais movimentado também, principalmente na alta temporada, o que agrada uns e desagrada outros. Para os que querem mais sossego e ficar em um local com mais cara de vilinha remota de praia, há outros destinos mais interessantes

 

Ilha Grande - Vila do Abraão:

• A Vila de Abraão é a capital da ilha e concentra a maior e a melhor infraestrutura da região. Aqui encontra-se o maior número de hospedagens, de alimentação e de passeios. Geralmente as diárias incluem apenas café da manhã, pois há opções de restaurantes e de agências que oferecem passeios. Acredito que aqui seja o local com melhores preços da ilha

• A Vila de Abraão tem mais opções de lazer e apresenta movimentação maior, principalmente na alta temporada. Fora dessa época costuma ser tranquila

• A Vila de Abraão é pequena, então os locais são de fácil acesso, através de caminhada curta. Porém algumas pousadas ficam na encosta e pode ser um pouco mais cansativo para chegar até lá

• Algumas pousadas oferecem transporte de mala de cortesia, do cais até a pousada, mas há carregadores de mala uniformizados, com carrinhos, aguardando no cais, já que não existe táxi na ilha. Mas, sinceramente, deixe malões com rodinhas em casa, bem como salto alto e peças elaboradas. Faça uma mochila com roupa de banho, shorts, chinelos e um tenis para andar mais confortável

• Segundo dicas de um colega, deve-se evitar pousadas que fiquem muito no centro, por causa do barulho provocado pelos restaurantes, bares e passagem das pessoas que transitam pelo centro

• Pousada na Praia do Canto são mais silenciosas, mas o acesso é feito pela areia da praia, não tem caminho/rua

 

Ilha Grande - Araçatiba e região:

• A maior estrutura da região está na Praia Grande, seguida da Praia Vermelha que também conta com algumas pousadas e restaurantes (P. e Rest Argonauta, Rest. Arambare). Na Praia de Itaguaçu tem uma pousada também (Lagamar). Os preços de hospedagem, alimentação e itens gerais de consumo são maiores aqui se comprados com a Vila de Abraão, onde é possível encontrar valores mais baixos. Veja que o deslocamento para cá é mais complicado e o turismo ocorre em menor escala, ocasionando valores mais altos

• Na pesquisa que realizei, localizei cerca de uma dúzia de pousadas na Praia Grande. Todas são bastante semelhantes e a estrutura costuma ser simples, mas a proximidade com a praia, às vezes pé na areia, é recompensadora. Geralmente as diárias incluem apenas o café da manhã, mas algumas oferecem meia pensão (café + jantar)

• Para as refeições existem alguns restaurantes e as pousadas, que costumam ter seus próprios restaurantes, atendem não hóspedes também

• Passeios podem ser contratados direto na pousada e várias placas na praia anunciam táxi boat

 

Ilha Grande - Bananal e região:

• A maior estrutura da região está na Praia do Bananal. Praias vizinhas tem uma ou outra pousada e restaurantes

• Na pesquisa que realizei, localizei 5 pousadas na Praia do Bananal. Achei também uma pousada em cada uma das seguintes praias: Matariz (Recanto dos Lima), Jaconema (Nautilus), Passaterra (Maria Bonita) e Maguariqueçaba (Recanto dos Pássaros). Todas são bastante semelhantes e a estrutura costuma ser simples (sem TV, sem AC e sem wifi - algumas já tem quartos com AC), mas a proximidade com a praia, na maioria das vezes pé na areia, é recompensadora. Geralmente as diárias incluem traslado Angra dos Reis-pousada-Angra dos Reis, pensão completa (café + almoço + jantar) e 1 passeio de barco por dia. O dia segue uma programação com horários pré-determinados: café da manhã, passeio de barco, almoço, tarde livre e jantar. É para arrumar a mala, ir para lá e não se preocupar com mais nada

• Não vi restaurantes nem comércio de qualquer tipo na Praia do Bananal, mas isso não é problema visto que as refeições e os passeios já estão incluídos nas diárias das pousadas

• Considero a relação custo/benefício muito boa. Obviamente, é possível fazer um turismo de custo bem menor na Vila do Abraão, mas se colocar na ponta do papel, todos os benefícios incluindo 2 boas refeições por dia e mais um passeio de barco, verá que o valor das diárias é bastante razoável e condizente com a qualidade do que é oferecido

 

****************************************

Trilhas:

Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

 

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11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo

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# Hotel Porto Rico, Rua Coronel Carvalho, 54, (24) 3365-0992. Bem simples, sem café da manhã

 

Dicas e comentários sobre hospedagem:

• Não acho vantagem ficar hospedado no centro, pois praias não são boas

• Dizem que as praias da parte continental não são bonitas. Talvez as praias mais afastadas sejam mais bonitas e existam bons hotéis à beira dessas praias. Porém para ficar hospedado num lugar assim, carro é bom, pois as praias são distantes uma das outras, a menos que a intenção seja ficar isolado, descansando e relaxando num mesmo local

• Para quem tem poucos dias de férias, acredito que não compensa ficar no centro de Angra dos Reis, vale mais ir direto para Ilha Grande

 

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Trilhas:

Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

 

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Ilha Grande - Vila do Abraão:

* Restaurante Pizza na Praça, ao lado da Igreja de São Sebastião, à la carte, tem pizzas e pratos individuais, local bem agradável, arrumado. Os PFs são muito bons, porção grande, bem servida. Relação custo-benefício é muito boa

* Restaurante Aconchego, R. Getúlio Vargas, à la carte, tem pratos individuais, local agradável. Os PFs são muito bons, porção de tamanho médio. Relação custo-benefício é boa

* Restaurante Biergarten, R. Getúlio Vargas, self-service por Kg, local bonito, bem agradável e arrumado. Não tem muita variedade, mas a comida é boa, a salada fresca e tem até alguma opção de comida vegetariana. É bom para quem come pouco, senão fica caro Relação custo-benefício é média

* Restaurante Armação dos Anjos, Bouganville, à la carte, tem pratos individuais, local agradável, arrumado, comida boa, mas porção pequena. Relação custo-benefício é média

 

Outras opções:

* Restaurante Coqueiro Verde, Saco do Céu: talvez o mais chique da ilha. O local é muito bonito, agradável, mas é muito caro. O passeio Volta Ilha pára lá para almoço, provavelmente trata-se de um convênio entre agências e o dono do restaurante

 

Ilha Grande - Araçatiba e região:

• Quiosque da Josi, Praia Grande. O ambiente é bem simples, mas é agradável. Gostei e recomendo! Em minha opinião, uma das melhores opções do local, pois apesar da comida ser simples, é gostosa, bem servida e o preço é honesto, achei o melhor custo/benefício da região, considerando-se a média de preços local. O preço das bebidas também é menor do que o de outros restaurantes. O cardápio inclui porções, refeições individuais e pratos para dois. Fica do lado esquerdo da Praia Grande, em um deque de madeira sobre o mar com uma bela vista da praia. A recepção do Luis e da Josi é calorosa, são duas figuras. Achamos o local por acaso, visto que não tem placa com nome (mas tem uma lousa com algumas opções do restaurante) e a porta estava meio encostada, quase fechada. Paramos a primeira vez à tarde e pedimos uma porção de camarão médio (alguns eram médios, outros pequenos, mas alguns eram bem grandes, então na média eram médios). Estava muito bom. Na noite do mesmo dia, voltamos para jantar, pedimos refeição de peixe frito que veio bem servido. Voltamos mais uma noite para jantar lá, pedimos um prato de peixe frito. Abre todos os dias, independente de ser alta ou baixa temporada. Não cobra 10%

• Govinda Mar, Travessa Castelo, 8, (suba pela escadaria perto da Pousada Gabriel), Praia Grande, 99948-3216. O ambiente é simples, mas é agradável, parece que o restaurante foi montado na varanda casa do Mauro que é um argentino muito simpático. Gostei e recomendo! O cardápio é centrado em pizzas e tapiocas, mas também inclui pratos vegetarianos, açaí e sucos naturais. Pode parecer desanimador quando olhar a escada que você tem que subir para chegar lá, mas vale a pena. A vista lá de cima é belíssima, tanto de dia quanto de noite. Na noite em que fomos lá, não tinha energia elétrica e o local estava mais lindo ainda, o céu muito estrelado e com o silêncio dava para ouvir, de um lado, o som do mar, do outro lado, o som do rio e da mata. Experimentamos a pizza de muçarela, tomate, manjericão, alho e azeitona. Muito gostosa, a massa é boa, veio com bastante manjericão e alho na medida certa, suficiente para dar gosto, mas sem exagero. Achei o preço compatível com a qualidade do que é servido, por isso considero a relação custo/benefício boa, baseando-se na média de preços da região. Estava abrindo apenas aos finais de semana (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região). Não cobra 10%

• Rest. da Pousada Mar de Araçatiba, Praia Grande. O ambiente é simples, mas é agradável. O restaurante fica na parte da frente da pousada. Pé na areia, tem mesas dentro da construção com vista para o mar, bem como na areia debaixo de guarda-sóis. É aberto também a não hóspedes. O cardápio inclui porções, refeições individuais e pratos para dois. Pedimos peixe com banana que estava bom e bem servido. Achei o preço compatível com a qualidade do que é servido, considero a relação custo/benefício razoável, baseando-se a média de preços da região. Bom atendimento. Abriu a partir da quinta-feira, mas nesse dia não tinham todos os pratos do cardápio por falta de ingredientes, mas na sexta já operavam normalmente (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região). Não cobra 10%

• Rest. da Pousada Tony Montana, Praia Grande. O ambiente é simples, mas é agradável. No lado direito da praia, o restaurante fica na parte da frente do térreo da pousada. Pé na areia, tem mesas na varanda da construção bem como na areia debaixo de árvores e/ou guarda-sóis. É aberto também a não hóspedes. Tem pouca variedade no cardápio, como porções, alguns tipos simples de pizzas e lanches. Tem refeição (tipo PF) de carne e frango. Fomos de refeição com bife acebolado. Estava bem servido, mas achei o valor um pouco elevado, considerando a simplicidade do prato e comparando com outros restaurantes da região. Um dos pontos positivos, é que estava aberto todos os dias (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região por causa das temperaturas mais frias nessa época)

• Rest. da Pousada Convés, Praia Grande. Ambiente bem agradável, fica na extremidade esquerda da Praia Grande, em um deque sobre o mar. Considerando-se o clima rústico da região, o ambiente do restaurante é diferenciado, pode-se dizer até que seja sofisticado (dado o contexto) e aceita cartão, mas o sinal é fraco, por isso não é sempre que funciona. Atendimento ótimo. Pedimos moqueca de camarão e suco de kiwi. Comida maravilhosa, bem saborosa, bem servida. Os preços são mais altos dos que os praticados nos outros restaurantes, mas acho que a relação custo/benefício é a mesma, pois eles cobram mais, mas oferecem mais também. O cardápio é bastante variado e estão abertos diariamente, mesmo nessa época de baixa temporada, quando o movimento está bastante reduzido, por isso acho que eles têm o seu mérito. Tivemos um pequeno incidente, mas foi resolvido sem problemas, por isso não tenho nenhuma reclamação do local

• Rest. Arambare, Praia Vermelha, 99831-0100, [email protected] (o primeiro do lado direito, parece que é de um sul-africano). O ambiente é bem simples, mas de frente para a praia. Arrumaram a mesa com cuidado, toalha, jogo americano, prato de cerâmica colorido e bonito, azeite, aceto balsâmico, sal marinho de moer (da África do Sul), pimenta em conserva. Comida gostosa e bem servida. Pedimos uma refeição com peixe frito. O prato era simples, mas veio bem saboroso, a salada bem caprichada. Achei o preço compatível com a qualidade do que é servido, considero a relação custo/benefício razoável, baseando-se a média de preços da região. Estava aberto na terça-feira (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região). Nessa praia, acho que era o único aberto no dia em que passamos por lá

 

Outras opções:

• Parece que outras pousadas de Araçatiba também têm restaurantes, mas que só abrem em épocas de maior movimento

• Tem um restaurante na Lagoa Verde

• Recanto dos Maias, Praia da Tapera na Enseada do Sítio Forte. Parece que é o único quiosque da praia. À la carte, serve porções e pratos, mas paramos lá apenas para comprar água. Os preços são meio caros, mas é o preço "normal", equivalente a quiosques de outras praias da região

• Camping e Rest. do Luis, Praia do Aventureiro. Disseram que é um bom local para almoçar, mas o restaurante estava fechado para reforma (em jul/2015)

 

Ilha Grande - Bananal e região:

• Como na Enseada do Bananal praticamente todas as pousadas trabalham no esquema de pensão completa, não há restaurantes nessa região. O único que eu lembro de ter visto foi na Praia de Maguariqueçaba

• Ao longo da T4, a Praia de Japariz tem vários restaurantes, pois é ponto de parada para almoço de vários roteiros de passeio de barco que saem tanto de Ilha Grande quanto do continente. Como não almocei por lá, não posso avaliar a qualidade e o preço dos pratos, mas achei o preço da água uma exploração, pois estava mais caro do que na Praia do Aventureiro que é muito mais isolada, remota e de difícil acesso. Na Praia de Japariz, com tanto movimento poderia ter um valor mais honesto

 

Dicas e comentários sobre alimentação:

 

Ilha Grande:

• Um colega disse que a comida dos pontos de parada dos passeios de escuna, é muito cara e/ou ruim

• O costume no Rio de Janeiro é comer feijão preto

 

Ilha Grande - Vila do Abraão:

• A dica é levar lanche para a trilha/praia e almoçar/jantar quando retornar à vila, pois há muita opção. Vi 2 padarias na R. da Praia e mais outra ao lado do Igreja, essa é maior, onde se pode comprar lanche. É bom levar água e lanche para as trilhas, pois alguns trechos são longos e não há quiosques/barracas no meio do caminho. Porém quase toda praia tem quiosques ou pelo menos pessoas com isopor vendendo bebidas, lanches e salgadinhos

• Normalmente os restaurantes abrem às 15h, mas me disseram que o Biergarten abre às 12h e tem alguma opção de comida vegetariana

• Nos dias que eu fui ao mercadinho, as frutas e as verduras não estavam boas e estavam bem caras

 

Ilha Grande - Araçatiba e região:

• Achei os preços de alimentação bem elevados nessa área

• Araçatiba tem poucos restaurantes (contando os das pousadas) e, na baixa temporada, alguns só abrem aos finais de semana ou fecham completamente, como presenciei em julho. Então não tem muita opção, mas vamos procurando e perguntando por ali e acolá e achamos algumas alternativas

• Praia Vermelha tem umas três opções, mas só um dos restaurantes estava aberto na terça-feira (estivemos lá em julho que é considerado baixa temporada na região)

• Outras praias da região são desertas ou tem apenas um quiosque. É bom ir prevenido com lanche e água. Só algumas trilhas têm fontes, mesmo assim estavam com pouco volume d'água nessa época de seca

• Na Praia Grande, localizamos três mercadinhos: Maravilha's (de frente para a praia, na porção central); Mercadinho da Pousada do Gabriel (no lado esquerdo da praia); Bar e Mercadinho Bela Vista (no meio da escada de cimento, pouco acima da Pousada do Gabriel). Obviamente os preços são mais altos e as opções menores do que no continente, mas são úteis caso tenha esquecido de colocar algum item na mala e também para comprar bebidas e lanches

 

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Trilhas:

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• Casarão, Praça General Osório, 8, Centro, 3377-4088. Bufê por kg. É um casarão antigo reformado que exibe paredes largas de pedra. O ambiente é agradável e tem funcionários atenciosos. Opera no sistema de bufê (inclui churrasco) por kg. Não tem muita variedade, mas oferece opções suficientes de saladas e pratos quentes e a comida é boa e saborosa. Não experimentei o churrasco. É uma boa opção para almoçar no centro; perto do cais, atende bem a quem vai embarcar para Ilha Grande

# Rest. Fogão de Minas, Centro. Self-service por Kg, bom, local agradável, com bastante variedade de pratos

# Shopping Piratas, praça de alimentação com várias opções

 

Outras opções:

• Rest. Barítimos, R. Arcebispo Santos, 142, Centro, 3365-4385

 

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      Boa tarde colegas de mochila!!
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      R$83 busão
      R$18 lanches pra viagem e café da manhã
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      R$44 a diária
      R$28 compras pros dias seguintes

       
      Dias 2 - 3. Ponta Negra (comunidade tradicional caiçara)
      Tínhamos planejado ir pra Cachoeira do Saco Bravo pegando uma trilha de dois dias saindo de Paraty, mas o tempo não colaborou. Além disso, tava rolando uma manifestação na estrada, o que fez a gente sair de Paraty só por volta de 14hs. Pegamos o busão que vai até a Vila Oratório, descemos no ponto final e começamos a caminhada. É bem sinalizada e tranquila, mas tem muitas descidas e subidas. Se cê tiver na dúvida, só usar o Wikiloc que lá tem aos montes. Por volta de 16hs chegamos na Praia do Sono e pretendíamos seguir caminhada até a Ponta Negra pra acampar lá, mas o tempo tava muito fechado e a gente teria que passar correndo pelas praias e cachoeiras no caminho, então acampamos nessa mesmo. Encontramos um caiçara gente finíssima - salve Abraão! - que deixou a gente acampar no quintal dele por R$15 e deu umas dicas pra gente de como seguir. Aproveitamos pra conhecer a comunidade tbm, recomendo esse passeio e trocar ideia com os nativos da região. Na manhã seguinte partimos assim que acordamos rumo à cachoeira, mas o tempo tava MUITO fechado e o mar muito bravo, então acabamos parando em Ponta Negra pra curtir a praia nos minutinhos de sol que abriram (a cachoeira do Saco Bravo é na beira do mar, então é perigoso de se ficar em dias de ressaca). No caminho paramos na praia dos Antigos e na cachoeira da Galheta, os dois lugares MUITO BONITOS! Chegamos de volta na vila do Oratório de volta umas 16h e pegamos o primeiro busão de volta pra Paraty.
      R$10 busão (ida e volta, saindo da rodoviária de Paraty)
      R$15 camping do Abraão
      R$4 miojo que compramos na vila pra dar um gás a noite, pq a comida acabou rápido kkkkk

       
      Dias 3 - 4. Paraty
      De volta a Paraty no fim da tarde do terceiro dia, comemos num restaurante perto da rodoviária e compramos uns vinhos e pães pra fazer uma social à noite no hostel. A galera da recepção ficou trocando ideia com a gente e uma das hóspedes apresentou pra gente a Gabriela, cachaça típica de Paraty. Gostamos tanto que fomos no centro histórico no dia seguinte comprar algumas. Dia seguinte, na hora do almoço, comemos o resto do rango que tínhamos e partimos pra Trindade.
      R$44 a diária
      R$20 rango no restaurante
      R$16 vinhos + paradas de fazer hotdog
      R$45 cachaças (compramos Gabriela e umas outras também)
       
       
      Dias 4 - 6. Trindade
      Chegamos em Trindade na tarde de quinta-feira, largamos as paradas no hostel sem nem explorar direito e fomos direto conhecer as praias mais próximas - praia do Forte e praia do Meio. Pegamos o sol se pondo nas pedras, lugar maneirasso e de energia incrível! No início da noite comemos no Laranja's Bar por indicação da gerente do Hostel - salve, Heidi! - e ficamos APAIXONADOS no lugar. Achamos os rangos em Trindade muito mais baratos que em Paraty e nesse lugar, além de rolar umas cachaças pra degustação, a ambientação faz tudo ficar mais gostoso. E é open feijão e open pirão! Fizemos umas compras e voltamos pro Hostel Kaissara à noite. Lugar simplesmente maravilhoso! É um pouco mais afastado da rua principal e fica no meio das árvores, com um riacho percorrendo por baixo. Fizemos amizade com um argentino que trabalhava por lá - grande Matias - e ficamos trocando ideia até o fim da noite. Dia seguinte fomos pras piscinas naturais do Caxadaço e visitamos algumas praias ali pela região, mas quando a gente decidiu ir na Pedra Que Engole eu me machuquei feio e precisei voltar pra Paraty pra ir na UPA. Voltei pra Trindade só à noite, bati um rango e no dia seguinte a gente já ia partir pra Ilha Grande.
      R$70 duas diárias no Hostel Kaissara
      R$46 rangos no Laranja's (dos dois dias)
      R$7,50 lanches e frutas pra comer na praia
      R$20 busão Paraty x Trindade (duas idas e duas voltas)

       
      Dias 6 - 10. Ilha Grande
      Saímos de Trindade às 10h, fomos pra Paraty e fizemos compras pra levar pra Ilha Grande. Tinha lido aqui no fórum que lá quase não existiam mercados e os poucos que tinham eram muito caros e não aceitavam cartão - balela! kkkk TODOS os lugares que passamos aceitam cartão e os preços eram um pouco mais altos que em Paraty, mas nada que tivesse valido a pena levar as sacolas de macarrão e legumes que levamos. Esperávamos chegar em Angra a tempo de pegar a barca que saía as 13h30 (é uma ao dia e custa $17, saindo nesse horário por ser um sábado), mas com as compras e o trânsito acabamos atrasando e chegando às 15h. Pegamos um flex boat até Ilha Grande, que sai de hora em hora, e chegamos lá antes das 17h. Ficamos hospedados no Biergarten, na rua principal. O hostel é bonito e bem cuidado, mas tem uma vibe muito diferente dos últimos que ficamos - que eram bem menores e menos "comerciais". O Biergarten tem um restaurante e um bar que ficam abertos até tarde e tem várias opções, porém todas bem caras.
       
      No dia em que chegamos tava rolando uma festa junina na ilha, então compramos um vinho e ficamos lá dançando um forrózinho à beira-mar até o fim da noite. No dia seguinte, de manhã, fomos empolgados atrás de um passeio de barco e tivemos a triste notícia: os passeios estavam interrompidos até o mar voltar a ficar calmo. Tivemos que optar pelas trilhas, mas eu tava meio ferido ainda então fizemos só as mais próximas (fizemos a T01, que é o circuito do Abraão, e fomos até a praia do Abraãozinho). Todas as trilhas em ilha grande são enumeradas e as que fizemos eram bem sinalizadas também. A T01 passa pela Praia Preta, pelas ruínas do Lazareto e por um aqueduto. Se você faz nessa ordem, quando você sai do poço e começa a volta tem uma pedra que dá pra tomar um sol e ficar curtindo a vista. Muito foda! A trilha até o Abraãozinho é um pouco mais puxada, a volta foi meio tensa porque a maré ja tava meio alta no horário (~16h30) e tem que passar por umas faixas de areia com pedra, mas vale a pena. À noite tomamos uma caipirinha no bar do Hostel e ficamos conversando por lá mesmo.

       
      No dia seguinte, oitavo dia de viagem, conseguimos fazer o passeio da meia-volta! Foram os R$80 mais bem gastos da viagem. Fomos de flex boat e visitamos a lagoa azul, lagoa verde, umas praias e o saco do céu. Maravilhoso, rola até de nadar com os peixinhos com o macarrão e o óculos de mergulho que a agência oferece. Entretanto, os almoços são muito caros e tivemos que nos saciar com os lanches que havíamos comprado e deixar pra comer direito na vila, mais à noite. A gente tava na onda do crepe, mas todas as creperias estavam fechadas exceto a da rua da praia (que era MUITO cara!), então comemos umas iscas de peixe e um macarrão. No dia seguinte, último dia na ilha, estávamos determinados a caminhar até Lopes Mendes ou Dois Rios, mas o passeio de Ilhas Paradisíacas estava disponível (e de lancha!). Tiramos onda demais e visitamos umas ilhas de Angra que são do caralho! Sem dúvidas o lugar mais bonito que já vi. Os dois passeios duraram o dia inteiro, o da meia volta terminando umas 17hs e o de Ilhas Paradisíacas até umas 18hs. Nesse dia, comemos uns Shawarmas lá na ruazinha principal e arrumamos as malas pra voltar no dia seguinte.
      R$166 as quatro diárias no Biergarten Hostel
      R$77 pra chegar na ilha (17 paraty x angra, 60 angra x ilha grande)
      R$60 álcool nos passeios (de barco e pela vila)
      R$170 os dois passeios (80 meia volta, 90 ilhas paradisiacas)
      R$130 comidas p/ todos os dias (comer em restaurantes na ilha é bem caro, mas se cê procurar consegue achar uns pratos entre R$20 e R$30)
      R$76 pra chegar no Rio (17 ilha grande x angra, 3.50 do cais até a rodoviária, 56 angra x rj)

       
      Dia 10. Rio de Janeiro
      Nosso busão saía às 22h30 do centro do RJ e a barca saía de Ilha Grande rumo à Angra às 10hs (uma por dia), então ficamos um bom tempo de bobeira na Cidade Maravilhosa. Aproveitamos pra comer e tomar uma cervejinha ali na Rua do Ouvidor. Deixamos as mochilas no guarda-volumes da rodoviária, pra não ficar muito incômodo pra dar rolê, mas nem andamos muito porque em Ilha Grande quase todos saímos com algum machucado no corpo... histórias pra se contar hehe
      R$7,00 lanche pra viagem
      R$12,50 guarda-volumes da rodoviária (tínhamos 1 mochila por pessoa e 1 sacola compartilhada com as paradas que compramos)
      R$15 fast food da massa
      R$8 transporte rodoviária - centro, centro - rodoviária
      R$13 cerveja pré-busão

       
      No mais, achei que valeu muito a pena o role! Gastamos um pouco mais que o previsto, por volta de R$1.2k, mas a gente já esperava por não ter muitas informações sobre quanto gastaríamos em Ilha Grande e tudo lá depende muito de como o mar vai estar. Achei o role em Trindade melhor pra quem gosta mais de natureza, então se eu fosse repetir teria ficado mais tempo lá e menos tempo na ilha. Achei IG turístico demais pra mim (juro que cê quase não encontra brasileiros por lá) e por conta disso não consegui me conectar direito com a galera que mora ou trabalha por lá. Já Paraty é linda e boa pra todos os gostos - quem quer curtir praia, quem quer caminhar, quem quer ver passeio histórico. Ponto indispensável. Não é à toa que recebeu título de Patrimônio Mundial da UNESCO. 
       
      Espero que curtam o relato e que ele possa ser útil pra alguém aí!
      Qualquer dúvida, só mandar msgs!


    • Por Rogerio K C
      Para fazer algumas trilhas na Ilha Grande vi que é necessário contratar um guia (por exemplo, trilha do Abraão x Bico do Papagaio). Onde se consegue contratar esses guias? Tem algum ponto específico lá?
      E, para se fazer a volta inteira, já existe algum roteiro com lugares para dormir, comer, etc?
      Valeu.
    • Por Marlon Escoteiro
      Travessia do Parque Nacional do Itatiaia - junho/2019
      Foram aproximadamente 70 km m 5 dias de caminhada passando pelos seguintes pontos:
      Dia 1- Travessia Rui Braga subindo - Maromba (parte baixa PNI) – Abrigo Massena
      Dia 2- Travessia Couto Prateleiras – camping Rebouças
      Dia 3 – Agulhas Negras – Pedra do Altar – Camping Rebouças
      Dia 4 – Travessia Rancho Caído – Cachoeira do Aiuruoca – Ovos da Galinha – Pedra do Sino de Itatiaia – Rancho Caído
      Dia 5 – descida do Rancho caído até a cachoeira do escorrega do Maromba

      Nossa aventura começa na rodoviária Tiete com destino a Itatiaia. Saímos as 11h45 e por volta das 16h chegamos em Itatiaia. No caminho vim observando os contornos da serra do Itaguaré, Serra Fina e já imaginando a próxima aventura. Na rodoviária nosso anfitrião já nos esperava, passamos pela portaria do parque para o check in e pagamento de ingresso, porem já tinham fechado e falaram para que fizessemos todo o pagamento e check in no posto do Marcão. Fomos nos hospedar no quarto Gaia já dentro do PNI da parte baixa, uma casa dos anos 40 que hoje os moradores alugam os quartos para hospedagem. Um lugar muito aconchegante e bacana em total contraste com os próximos dias de trilha, uma noite bem dormida e corpo descansado. Inclusive a trilha começa ali mesmo, começamos as 7h30 e pegamos já um caminho por entre a mata passando pelas ruinas de uma imponente casa de outrora, seguindo pela rua de terra até o posto do Maromba onde chegamos as 8h e haviam nos informado que ali teria um guarda para checar a autorização da travessia Rui Braga. O homem não estava lá. Tinha um pessoal de colete amarelo do ICMBIO que estavam roçando a trilha e nos disseram para seguir adiante.

      Quarto Gaia

      Posto Maromba

      Começo da Ruy Braga

       
      E assim fomos, por uma trilha bem aberta no começo e recém roçada, em pouco tempo a trilha foi estreitando, mas ainda assim muito limpa, chamou a atenção alguns “guard rails” de concreto que encontramos no caminho, ali passou uma estrada antigamente, muito provavelmente para descer madeira que viraria carvão para os trens do Barão de Visconde de Mauá. Era um sigue zague de pouco aclive e fomos contornando as curvas de nível por entre a mata e passando por diversos riachos nas veredas que desciam. Ao meio dia em ponto chegamos no abrigo Macieiras, vários pinheiros europeus e araucárias o circundavam, uma casa de madeira bem antiga porem mal conservada, ainda assim se mantinha em pé, dava para imaginar que lugarzinho bucólico foi antigamente, com montanhistas e aventureiros se hospedando na casa. Ali fizemos nosso lanche do almoço e um breve descanso. As 12h45 seguimos adiante e logo mais alcançamos os campos de altitude e a primeira visão do Pico das Agulhas Negras e da serra das Prateleiras e para o outro lado do vale do Paraíba e da cidade de Resende.

      Abrigo Macieiras

       
      Mais um pouco de caminhada chegamos no Abrigo Massena as 14h45. Uma subida muito leve e tranquila. Imaginava que fosse mais pesada. O abrigo é imponente todo feito de pedra e muito deteriorado, sobrando somente as paredes de pedra maciça e uma parte do telhado do que deveria ser a sala principal do chalé, pois ali havia uma grande lareira em perfeitas condições. Tratamos de montar a barraca em frente e explorar a casa. Logo atrás subimos uma trilha até uma outra casa também abandonada no topo do morro que parecia ter tido uma antena pois havia uma base de ferro cortada e muito entulho de ferro em um buraco por ali. Atrás dela tinha uma linda vista do vale, da represa, da Serra do Mar e da Serra FIna. Eu havia lido em um relato aqui no mochileiros.com que tinha ainda uma terceira ruina em um morro aqui perto e por ali também seria a fonte de água próxima do Massena. Seguimos a trilha adiante e uns minutos depois achamos um fio de água que cruzava a trilha. Fomos em busca das ruinas seguindo a trilha mas não encontramos, quando resolvemos voltar vejo a ruina logo acima de um morro com uma araucária solitária visto de quem desce a Rui Braga. E para lá seguimos. Toda de pedra e tijolo maciço sem o telhado e todas as paredes em pé, havia ainda uma pia e parte do fogão a lenha. Estava aos pés das Prateleiras.

      Massena


      outras ruina com as prateleiras ao fundo

      Serra Fina
      Depois da exploração retornamos ao acampamento. Preparamos nossas coisas para jantar e com alguns galhos fizemos uma pequena fogueira na lareira. A fome apertava e fizemos a nossa janta. Com a noite veio o frio e as estrelas que brilhavam além de uma lua cheia intensa no céu. Tinha algumas nuvens, mas nada que incomodasse. Deitamos cedo.
      No dia seguinte acordamos as 5h a barraca estava coberta por uma fina camada de gelo, na hora de desmontar chegou a doer as mãos de frio para enrolar a lona. Café tomado e mochila pronta saímos as 6h30  subindo ainda mais um pouco até alcançar o vale do Rio Campo Belo tendo sempre as Agulhas Negras nos acompanhando, essa na realidade foi uma constante, pois a imponência deste Pico era vista de todo o parque em todas as trilhas que fizemos.  Nessa altura do vale nos encontramos com talvez a continuação da estrada, isso se elas se encontrassem no passado, ali havia até alguns trechos com asfalto e diziam ser a BR mais alta do Brasil mandada construir por Getulio Vargas. Passamos pela placa que marcava o inicio/fim da Rui Braga (seriam 21km entre este ponto e o posto do Maromba) e o acesso a base das Prateleiras, logo adiante a cachoeira das Flores e enfim o camping Rebouças onde chegamos as 9h, aproveitamos e já escolhemos um bom lugar para montar nossa barraca e deixar nossas coisas. Fomos conhecer o abrigo e os arredores do camping.



       

      Abrigo Rebouças

      camping Rebouças
      E logo partimos em direção ao posto do Marcão, passamos pela nascente do Rio Campo Belo. Ali na entrada fizemos os procedimentos de check in, o pessoal do PNI falou que havia abaixado de zero a noite anterior, e também pediu para guardarmos bem a comida pois havia um Logo Guará que estava rondando o camping durante a noite. Feito o pagamento de ingresso, fomos comunicar as trilhas que iriamos fazer, já passava das 11h e o pessoal do ICMBIO não autorizou fazermos a travessia do Couto-Prateleiras, somente o Morro do Couto, ficamos um pouco decepcionados. Ainda pela posto do Marcão tentamos fazer umas ligações para avisar a família que pela aquela área era a única que pegava celular. Falamos com a família para dizer que tudo estava bem e que ainda teríamos 3 dias sem celular pela frente. Lá pelo meio dia começamos nossa subida ao Morro do Couto, levamos mais ou menos 1h, chegando lá fizemos nosso lanche com a companhia dos tico tico sempre rodeando por uma migalha de pão. Ali decidimos seguir para as Prateleiras, mesmo sem autorização. Fizemos a travessia em 1h30min passando pelo Mirante, toca do índio, até a base do Prateleiras a 2450m, curtimos o visual por ali, apesar da neblina que vinha e ia. Depois uma esticada até a pedra da maça e da tartaruga próximo a pedra assentada. Depois retornamos e descemos a trilha para o camping Rebouças. Essa mesma trilha que tínhamos cruzado hoje cedo pela manhã. Passamos novamente pela cachoeira das Flores, mas agora descemos até ao poço e o Bernard arriscou um mergulho. Tava muito friiiio!! Eu me contentei com um banho de gato na quedinha de água.



      Morro do Couto

      Toca do Indio

      Base das Prateleiras


      Pedra Assentada e da Maça

      Cachoeira das Flores
       

       
      De volta ao acampamento nos preparamos para o jantar e de nos aquecer com algumas camadas de roupa. Fomos ate  o quiosque e começamos a fritar o bacon e preparar um delicioso arroz com curry, cogumelos, tomate seco e claro BACON. Junto no quiosque conhecemos três caras muito bacanas de Passa Quatro – MG o Igor, Natanael e a esposa dele. Eles trabalhavam como guia de montanha no Itatiaia, Itaguaré e Serra Fina. Estavam fazendo um verdadeiro banquete, e junto bebemos uma pinga com mel para esquentar. O papo tava bom e ficamos um bom tempo contando os causos de montanha. Depois fui dormir, pois o dia seguinte estava reservado para o Agulhas Negras. A noite foi fria beirando os zero grau. De manha cedo acordamos e tomamos nosso café tínhamos combinado com o Guia Willian Gammino as 8h, ele iria nos levar para o Pico das Agulhas Negras já que não tínhamos equipamento e não conhecíamos a via. Logo que ele chegou partimos rumo ao 5° maior pico do Brasil. Uma trilha leve e bem bonita, passamos pela famosa ponte pênsil, logo depois a trilha bifurcava sendo a esquerda o caminho para a Travessia do Rancho caído que passava pela Pedra do Altar e Asa de Hermes, a direita seguia nosso caminho, logo em seguida um riacho para abastecer nossos cantis e mais adiante já começava a subida. Primeiro uma rampa de laje inclinado onde ia seguindo pelas “agulhas” canaletas de água, passamos por um degrau grande onde os guias colocavam uma corda para subir, outra rampa íngreme e depois passamos por uma fenda de uns 3 metros de largura com muitas pedras caídas e fomos escalaminhando até uma pequena gruta e subimos no topo desta. Ali os guias armaram uma corda guia para ir subindo, apesar de bem fácil havia uma certa exposição.


      Prateleiras visto das Agulhas

      Primeiro ponto de corda




      E logo acima já estávamos no topo das Agulhas Negras, uma visão de 360° de toda a região sendo possível avistar o vale do Paraiba, as cidades lá embaixo, a serra do mar, as Prateleiras, Pedra do Sino a nascente do Airuoca, vale dos Dinossauros, Rancho Caido, Serra Negra... porem ali ainda não era o ponto culminante, para chegar lá tinha que descer um rapel de uns 8 metros numa fenda se apoiar numa pedra e escalar outro monólito de pedra até o cume do Itatiaçu com seus 2791,50m de altitude, ali estava o livro cume. Levamos menos de 3h no total para subir. No topo fizemos nosso lanche, como era sábado tinha muita gente, nós fomos uns dos primeiros a subir, isso é uma vantagem muito grande, pois quando começamos a descer de volta havia uma fila enorme esperando para subir, nosso guia foi bem esperto e bacana e montou um rapel para desviarmos a galera e ir descendo ate a fenda que formava o corredor de acesso. Depois só descida livre chegamos no córrego devia ser umas 13h30min, como tínhamos a tarde toda, resolvemos ir até a pedra do Altar que estava ali a uns 30 min, um visual e tanto lá de cima e sua posição estratégica era possível avistar longe, inclusive o caminho do Rancho Caido que iriamos fazer no dia seguinte, e a Pedra do Sino de Itatiaia. Ficamos pensando se não teria como fazer a travessia pela crista, demos uma olhada, aparentemente sim daria para fazer, mas isso vai ficar para uma próxima tentativa.


      Subida do Itatiaçu

      Cume das Agulhas Negras






       
      Retornamos para o acampamento e o mesmo já estava lotado, bem diferente da noite anterior. Naquele momento vimos um resgate vindo das prateleiras, uma menina parece que havia quebrado o pé e estava sendo descida de maca da montanha. Nesse dia o banho foi de chuveiro do camping, mas pensa numa água fria, meu Deus!!! Foi aquele banho de gato, só para tirar o grosso mesmo. E em seguida vesti todas as roupas que tinha. O frio pegou neste dia.
      Nos reunimos novamente com os amigos de Passa Quatro, tudo que ofereciam e não oferecesse o Bernard aceitava, virou o tico-tico só rodeando e beliscando um pouco de cada um. Tomamos uma pinga com mel e neste dia saiu uma macarronada a carbonara. Neste dia não nos demoramos muito pois estávamos cansados e o dia seguinte prometia muita caminhada. Já na barraca fomos dormir, estava muito frio.
      Lá pela meia noite tive que ir regar uma moita, quando sai da barraca quase congelei, a lua brilhava no alto. Enquanto estava ali na moita escutei um barulho de panela em uma barraca próxima, percebi que não havia ninguém e vi um rastro de lixo espalhado, pensei, será que o tal do Lobo? Não deu outra vi um vulto saindo dos vassourões e mexendo de novo na tralha de cozinha, dei a volta para tentar interceptar o “gatuno” ou seria o canino? Não o vi, fui pelo outro lado e me abaixei e assim vi  na contra luz da lua umas pernas indo e vindo, derrepente ele parou a uns 3m do outro lado da moita de vassouras, pensei se eu estiver abaixado e o bixo vir e der um bote, então levantei e dei de cara com o Lobo Guara, ficamos nos encarando, ele era enorme quase do meu tamanho, umas orelhas grandes, arredondas e apontadas para cima, permanecemos uns minutos assim até que ele rosnou para mim, ai pensei: “pode crê mano, vou te deixar em paz...” kkkkkkkk e voltei para minha barraca para dormir. Passado mais uns 30 minutos o Lobo começa a uivar, na realidade parecia um latido engasgado e lá de longe se ouvia outro responder, nisso acordou o acampamento inteiro, levantei novamente e o cara da barraca do lado havia sido “assaltado” e ficou preocupado, começou a conversar, fez fogo, ficou fazendo barulho... e eu voltei ao meu leito. Havia um casal com 2 crianças pequenas e os meninos começaram a chorar, pensa num choro. E assim foi nosso restante de noite.... uivos, choros, conversas...

       
      Acordamos cedo com todo o acampamento, havia uma fina camada de gelo nas barracas, tinha feito 1 grau negativo. Desmontamos a barraca com dificuldade pois ela estava congelada e gelava os dedos da mão. Logo depois fizemos uns pães de queijo de frigideira, um café nos arrumamos e as 8h com certo atraso do previsto começamos nossa trilha, na mesma direção das agulhas depois viramos a esquerda no rumo da  Pedra do Altar e depois mantivemos a esquerda para o Aiuruoca.
      Ainda pegamos gelo na trilha e lá pelas 9h30 passamos num pequeno riacho e as 10h30 chegamos na cachoeira do Aiuruoca, tiramos umas fotos e já saímos 11h15 já estávamos nos Ovos de Galinha uma formação rochosa muito curiosa e interessante, exploramos o complexo de pedra, tiramos umas fotos e deixamos nossas cargueiras por ali e partimos rumo a Pedra do Sino de Itatiaia. Fomos subindo suas rampas de pedra seguindo os vários totens pelo caminho em menos de 1h alcançamos o topo. Tiramos as fotos de praxe, fizemos um lanche e já iniciamos nossa descida até a base para resgatar nossas mochilas e seguir rumo ao Rancho caído.

      Airuoca

      Ovos da Galinha

      Pedra do Sino de Itatiaia
       
      Logo subimos uma crista e no topo estava todo queimado, percebi que era um acero, fogo controlado, pois dava para ver que se estendia por toda a crista com uma largura de uns 20m e as laterais estavam roçadas. Logo abaixo estava o vale dos dinossauros, o pico do Maromba a frente as Agulhas a nossa direita. Fizemos uma curva em direção a Serra Negra e fomos descendo e contornando o grande vale abaixo, pois parecia um grande banhado. Passamos por uns charcos e encontramos um formoção rochosa muito curiosa que emoldurava o Pico das Agulhas Negras e parecia uma miniatura dela. Mais uma pequena subida e uma descida por entre bambus e uma matinha nebular, havia uma trilha bem erodida pela agua. Logo abaixo a nascente do Rio Preto, e logo ali o Rancho Caido, pensamos em pegar agua, mas ouvimos mais adiante mais barulho de água e decidimos ir até o acampamento. Lá procuramos por um bom lugar para acampar. Era 15h30 achei que estávamos bem adiantados do previsto. Barraca montada, saímos atrás do barulho de água e encontramos uma pequena gruta onde o riacho passava por baixo. Cantil cheio, decidimos explorar o local e ir um pouco adiante na trilha.



       
      O Rancho caído esta num pequeno morro numa área de mata com algumas araucárias perdidas naquela área. Logo acima do morro havia algumas grandes pedras e fomos até lá. Quando voltamos para a barraca, fizemos uma pequena fogueira, preparamos nossa janta. Logo depois o Bernard foi dormir, fiquei ainda um tempo por ali curtindo o fogo e a lua cheia. Logo fui dormir. Acordamos as 5h e 6h30 com café tomado e acampamento desmontado iniciamos nossa trilha, ainda caminhamos por uma mata na lateral abaixo da crista do Maromba e Marombinha até a crista conhecida como mata cavalo e de lá vimos o vale abaixo do Rio Preto e a Serra Negra.

      Começamos a descer, depois já alcançamos uma mata nebular e por fim uma mata mais densa com grandes árvores, passamos algumas vezes por um rio até que a trilha foi alargando como uma estrada e achamos uma casa. Mais uns minutos pela estrada chegamos na cachoeira do escorrega do maromba as 10h e ali terminava nossa travessia oficial.



       

      O ônibus saia as 11h da Vila da Maromba, perguntamos aos hippies que estavam ali vendendo seu artesanato e disseram que tinha mais 30min de caminhada até a vila. Não pensei duas vezes e resolvi tomar uma banho de cachoeira antes de continuar. Pensa num banho delicioso, agua gelada, mas foi ótimos para relaxar e se lavar bem antes de enfrentar o ônibus para são Paulo e Posteriormente para Itajai, ainda mais depois de 5 dias de banhos de gato. Enfim aqui termina nossa jornada. Foram 5 dias incríveis que superaram minhas expectativas em relação ao Itatiaia. Tive uma parceria muito bacana do Bernard, altos papos durante a trilha e um ótimo companheiro. Escalamos várias montanhas, sendo que algumas delas estão entre as 10 maiores do Brasil. Pegamos muito frio a noite e calor de dia, muito sol. Encontro com Lobo e conhecemos pessoas bacanas no caminho. Agora já estou planejando voltar e fazer os picos secundários e curtir um pouco mais deste lugar.




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