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10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis

Posts Recomendados

Contatos úteis:

• Prefeitura de Angra dos Reis, Praça Nilo Peçanha, 186, Centro, 3377-8311

• Fundação de Turismo de Angra dos Reis (TurisANGRA), Av. Júlio Maria, 10, 3367-7866 / 3368-4372, [email protected]

• Estação de Turismo do Abraão, Praia do Abraão, 3361-5760

• CIT Rodoviária, Av. Almirante Jair Carneiro Toscano de Brito, 110, Praia da Chácara, diar das 7-19h

• CIT Santa Luzia, Cais de Santa Luzia, Centro, 3365-6421, diar das 7-19h. Em reforma (em 15/07/2015) - no Cais dos Pescadores (perto do posto), montaram uma tenda para atendimento aos turistas

• CIT Praia do Anil, Av. Ayrton Senna, 580, Praia do Anil, 3369-7704 / 7709 / 3367-7826 / 7855 (fax), diar das 8-20h

• CIT Serra D'Água, Trevo da Rodovia 155 com a Estrada do Zungu, diar das 8-18h

Links úteis:

Prefeitura Municipal de Angra dos Reis

Fundação de Turismo de Angra dos Reis (TurisANGRA)

Cidades Maravilhosas - Costa Verde

CCR Barcas

Ilha Grande

Ilha Grande

Ilha Grande

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Nanci Naomi
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Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

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21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

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19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes

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Dicas de Ilha Grande:

• Preço de acesso à internet parece tabelado também. Não sei se todas tarifam por minuto ou se algumas cobram por períodos fixos

• Não circulam carros, exceto da polícia, prefeitura, UERJ e há poucas bicicletas. As principais ruas são mais largas, o resto são caminhos estreitos, que parecem mais calçadas

Não há banco, nem mesmo caixa eletrônico na ilha, por isso muitos estabelecimentos só aceitam dinheiro. Não são todos que aceitam cheque. Alguns aceitam cartão, mas geralmente impõem valor mínimo ou colocam um acréscimo que pode até ser superior a 10%. Agências normalmente dão desconto se o pagamento é em dinheiro, ou seja, a taxa já está embutida; pergunte e peça desconto. Parece que agora em Abraão tem posto de atendimento do Bradesco e da Caixa Econômica Federal, mas não estive lá recentemente e não posso confirmar essa informação

• Bouganville é um mini-shopping, uma galeria de lojas. Uma calçada com lojas, restaurantes e algumas pousadas dos dois lados

• Tem forró e funk na R. Bicão, no Eco-cine Ipaumguaçu

• Acredito que não seja um destino bom para famílias com crianças muito pequenas, pois o forte da ilha são as trilhas e os passeios de barco/escunas

• A ilha parece bem preservada, com exceção das vilas, a vegetação reina, mas em alguns poucos lugares há mansões que cercaram as praias

• Mata da ilha é secundária e se refez sozinha. Foi cortada para plantio e pastagem de gado. Agora há projeto de plantação de mudas em áreas “carecas” da ilha, que não conseguiram se refazer sozinhas

• Ilha Grande conta com saneamento básico parcial. Funcionários da prefeitura cuidam da limpeza das praias e vilas e da manutenção das trilhas. O lixo coletado é embarcado e levado ao continente. A água vem de fontes do meio da mata e parece que cada vila/praia tem reservatórios com controle de qualidade, mas não necessariamente uma estação de tratamento. Quanto ao esgoto, parece que a Vila de Abraão é atendida parcialmente por uma estação de tratamento. O restante dessa vila e outras praias/vilas utilizam fossas ou fazem o despejo direto em córregos e rios. Placas em algumas vilas, por exemplo, em Araçatiba, anunciavam um projeto de tratamento de esgoto, mas parece que ainda não foi implementado. Os sistemas ficam sobrecarregados na alta temporada

• Existem postos de saúde nas vilas principais, como Abraão, Saco do Céu, Araçatiba, Provetá e Matariz. Nestes são realizados os atendimentos básicos e primeiros socorros, os demais casos são encaminhados para o continente

• Acho que só tem farmácia na Vila do Abraão e Provetá, de qualquer forma é melhor se prevenir levando todos os remédios de uso contínuo/habitual

• Não é raro que o abastecimento de energia na ilha seja interrompido. Eu acreditava que o problema maior era a sobrecarga no verão quando o grande fluxo de turistas exauria o sistema com o uso maciço de AC e outros equipamentos elétricos/eletrônicos em horário de pico. Porém, parece que o maior motivo de interrupção de energia é o rompimento de cabos no meio da mata. Fato que ocorre nas épocas de muitas chuvas e/ou ventos. A energia elétrica vem por meio de cabeamento submarino do continente para a ilha, onde é distribuído entre os vilarejos. Os postes de luz cortam a mata em direção a esses vilarejos, inclusive as trilhas normalmente acompanham a fiação que servem de referência. Por isso, realmente deve ser comum que galhos de árvores caiam e danifiquem a rede elétrica. Pousadas e comércios geralmente contam com geradores que são acionados na falta de energia, mas que atendem, geralmente, parte das instalações. Por exemplo, pousadas costumam priorizar a cozinha e os freezers com alimentos, por isso é possível que os quartos fiquem sem energia

• Celular funciona bem na ilha no lado voltado ao continente. Parece que do outro lado a cobertura é bem fraca ou inexistente

• Na Vila de Araçatiba, a Praia Grande é bem iluminada, pois há postes de luz, mas há alguns trechos mais escuros, por isso uma lanterna vai bem (o flash do celular funciona bem, mas a bateria descarrega rápido)

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Nanci Naomi
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Dicas de Angra dos Reis (continente):

• Atendimento do Turisangra é muito bom, há mapas e folders gratuitos. Os atendentes são bem atenciosos, eles respondem e-mails e oferecem informações diversas e detalhadas, como horário de transporte e lista de hospedagem

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Relato de viagem de Ilha Grande:

Segunda, 06/07/2015 - dia parcialmente nublado

Rodoviária de Paraty, Cais dos Pescadores, Pousada Tony Montana, Praia Grande de Araçatiba

 Em Angra dos Reis, o ônibus passa em frente à rodoviária, mas não entra lá. O ponto final é a Estação Santa Luzia, onde desembarcamos. Eu pretendia pegar mapas e pedir dicas/informações, mas o CIT está em reforma e um aviso diz para se dirigir ao CIT da Praia do Anil. Seguimos para o lado esquerdo, onde fica o Cais dos Pescadores. Encontramos o Barco Poxa Poxa do Alex, que o pessoal da pousada indicou. Aproveitamos para guardar a nossa bagagem e pedimos indicação de local para almoçar. Seguimos até o Rest. Casarão, demos uma olhada e decidimos ficar por lá mesmo e não nos arrependemos, a comida era simples, mas boa. Fomos ao Supermercado Redeconomia bem em frente à Estação Santa Luzia para comprar água. O traslado para Araçatiba serve como passeio e vamos curtindo o visual. Primeiro, temos um visual do continente com a Igreja N. Sra do Carmo ao fundo, que vai se afastando e dando lugar para uma sucessão de ilhas, como a Ilha de Cataguás, Ilha do Pitangui, etc. Acho que os passageiros eram moradores e todos desembarcaram na Praia da Longa. Continuamos, avistando a Lagoa Verde no meio do percurso. Depois de cerca de 1h30min desembarcamos no cais da Praia Grande e seguimos andando pela areia da praia até a Pousada Tony Montana, simples, mas pé na areia. Instalamo-nos e saímos para fazer reconhecimento da área. Vemos uma sequência de residências, restaurantes/bares, pousadas, uma sorveteria, um mercadinho, uma loja de artesanato, uma loja de material de construção, escola, posto de saúde, etc. Apesar de ter uma vila com várias construções, a água da praia é limpa. Resolvemos jantar na pousada mesmo, uma refeição simples. Dormimos com o barulho do mar. Disseram que o mar está de ressaca com ondas fortes. Acho que só tinha nós na pousada, sossegado. O nome da praia local gera controvérsias, os locais se referem a ela apenas como Praia Grande, mas mapas da ilha a denominam de Praia Grande de Araçatiba.

 Terça, 07/07/2015 - dia parcialmente nublado

T7 Praia Grande de Araçatiba – Gruta do Acaiá

 Depois do café da manhã, simples, mas bom, resolvemos pegar a trilha para a Gruta do Acaiá. Emprestamos cajados da pousada. Eles já deixam alguns bambus e varas para as pessoas usarem como bastão de caminhada para as trilhas. Passamos por algumas entradas, a maioria conduzindo a pousadas. Temos um visual da Praia Grande. Chegamos à Praia de Araçatiba, também conhecida como Araçatibinha, que é pequena, com águas límpidas e deserta, com exceção de um quiosque/barzinho no meio da praia que estava fechado. A próxima parada foi na Praia de Itaguaçu, também conhecida como Praia do Gaúcho, que tem algumas casas singelas e muitas pedras. Retornando para a trilha principal, tem a entrada para a Piscina Natural de Itaguaçu, também conhecida como Lagoa Lagamar, mas passamos reto e só viemos a conhecê-la em outro dia. Continuando pela trilha, desembocamos na Praia Vermelha que tem várias construções, incluindo alguns restaurantes, mas a maioria estava fechada. No final da praia (lado esquerdo) tem escadas e rampas de cimento, por onde subimos. Depois voltamos a percorrer a trilha de terra batida. Começam a surgir várias bifurcações e há apenas uma ou outra placa improvisada sinalizando o caminho para a Gruta do Acaiá. Subimos um morro bem íngreme sob sol, pois a vegetação é mais rasteira. Aproveitamos para olhar para baixo e admirar a vista panorâmica das praias Vermelha e de Itaguaçu. Começamos a descer pelo meio da mata fechada, sombreada. Depois começam a aparecer algumas casas. Viramos à direita e demos na costeira, de onde avistamos alguns barcos pequenos de madeira de pescadores. Voltamos e seguimos pela trilha e chegamos finalmente à gruta. Há uma placa informativa da trilha T7 com um desenho e uma breve descrição da Gruta do Acaiá. É necessário descer por uma escada de madeira a 90 graus. São poucos degraus, mas batia um vento muito forte. Depois há uma rampa inclinada entre a pedra de cima e a de baixo. Não é pequena, mas é estreita, deve ter menos de 1m de altura. Galhos/troncos finos e longos de madeira estão dispostos espaçadamente na horizontal e vertical, como se fosse uma escada bem larga, posicionada sobre a rampa ajuda a descer e a se guiar. Uma lanterna de cabeça vai bem, pois é completamente escuro, não dá para ver nada. Sem lanterna, é preciso ir tateando, devagarzinho. O vento continua a bater, mas é menos forte, pois ele dissipa na área que é maior. Desci, sempre ouvindo o barulho das ondas batendo. Sinistro, no escuro completo e com aquele vento e o barulho das ondas, achei que eu ia ser engolida pelo mar ou encontrar o Gollum... Aproximadamente, no meio da descida, dá para ver, no fundo da gruta, a água do mar que fica numa cor verde fluorescente por causa do efeito da luz que incide e reflete na água. Como o mar estava de ressaca, muito agitado, as ondas batiam com bastante força, não desci até o fundo, mas me disseram que há um salão lá embaixo e é até possível entrar na água, provavelmente apenas quando o mar está mais calmo. Retornamos e no meio do caminho encontramos com uma senhora que nos perguntou se tínhamos ido à gruta e nos informou sobre a taxa cobrada. Disse a ela que batemos nas casas, mas não encontramos ninguém. Ela respondeu que eles estavam fazendo farinha. Quando eles estão lá, uma pessoa acompanha até o fundo da gruta, auxiliando e levando uma lanterna, o que é uma boa pedida. A taxa é de 15,00, mas ela disse que cobraria 10,00 por ter ido sozinha. Paguei, pois eles mantêm o local arrumado, com as escadas, mas acho que poderia ter mais sinalização no meio do caminho e valeria muito mais ter pago 15,00 com guia. Fizemos uma parada na Praia Vermelha, no Restaurante Arambare, para almoçar. Era o único aberto. Local simples, mas arrumaram a mesa com capricho e a comida estava gostosa e bem servida. De volta à pousada, banho, descanso. Saímos para jantar no Rest. da Pousada Convés que é bem agradável, a comida é muito boa. É um local diferenciado, mas os preços são mais elevados também. Como estamos na ponta direita da praia e o restaurante fica na ponta esquerda, tivemos que atravessar toda a extensão da praia que é bem iluminada, pois há postes de luz. Apenas um ou outro trecho é meio escuro, por isso uma lanterna vai bem.

 Quarta, 08/07/2015 - dia parcialmente nublado

T6 Sítio Forte - Praia Grande de Araçatiba

 Dia de mais uma trilha. Saímos às 9h30min. A descrição que eu tinha da trilha, descrevia-a no sentido contrário, ou seja, de Sítio Forte para Araçatiba, por isso foi meio trabalhoso seguir as dicas e informações, mas não foram necessárias, foram utilizadas apenas para tirar dúvidas em uma ou outra bifurcação. No lado direito da Praia Grande vemos uma placa de sinalização da T6 Praia Grande de Araçatiba - Sítio Forte com mapa e informações da trilha. A primeira parada foi na Praia da Cachoeira. Retornamos à trilha principal e passamos direto sem entrar na Lagoa Verde. Passamos por algumas bifurcações. Desembocamos na Praia da Longa, ao lado da Igreja de São Pedro. A vila tem várias casas e uma escola. Parece que tem um camping, um mercadinho e o Bar da Dona Nélia serve refeições, mas é necessário avisar com antecedência. Andando pela areia da praia, pedimos indicação de onde ficava a continuação da trilha. Passamos pela Cachoeira da Longa. Achamos um quiosque/bar (fechado nessa época) e uma ponte sobre o que eu suponho se tratar da cachoeira. Ou nós não fomos até a cachoeira ou ela é apenas uma sequência de corredeiras e não uma queda d’água. Continuamos subindo pela trilha e olhando para trás temos uma vista panorâmica parcial da Praia da Longa. A trilha continuava bem demarcada, mas ia ficando mais estreita. Chegamos a um alambrado e uma placa de propriedade particular. Pela posição da placa e dos postes de luz, que estávamos seguindo, resolvemos ir pela direita. Acabamos dentro da propriedade e demos de cara com o alambrado e a Praia de Ubatubinha do outro lado, ou seja, estávamos presos do lado de dentro. Acompanhamos o alambrado até encontrar uma porteira para sair para a praia, aproximadamente no meio de sua extensão. Fomos até o final da praia (lado direito) e encontramos uma placa de sinalização da T6 que indicava a continuação da trilha que é bem visível. Desse trecho em diante, a trilha segue mais próxima ao mar e a vegetação é mais baixa. Caminhamos sob sol, mas somos recompensados pela vista panorâmica da Enseada do Sítio Forte. Descemos para a Praia da Tapera que é abrigada, na Enseada do Sítio Forte. A praia não é extensa, há coqueiros, poucas embarcações e a água é límpida. No final da praia (lado direito) tem uma passarela/ponte de madeira sobre o rio/mangue que leva à continuação da trilha, a qual segue à beira-mar. Olhando para trás, temos o visual da Praia da Tapera. Logo temos um belo visual da Praia do Sítio Forte. Alcançamos finalmente a praia que é pequena, mas muito bela, com poucas embarcações e águas límpidas. Retornamos fazendo o mesmo percurso, mas na Praia de Ubatubinha seguimos até a extremidade esquerda da praia. Localizamos a trilha facilmente. De volta à Praia Grande de Araçatiba, sem ter almoçado, resolvemos garimpar algum local para comer. Perguntamos na Pousada do Gabriel se eles estavam servindo refeições ou petiscos e eles disseram que não, mas indicaram o Quiosque da Josi que foi uma boa surpresa. Simples, mas com uma bela vista, atende bem a um preço honesto pelo padrão local. De volta à pousada, banho e descanso. Resolvemos tentar jantar no Rest. Govinda Mar. Subimos aquela ladeira e descobrimos que não estava funcionando. Porém o dono foi muito atencioso e nos disse que estava abrindo apenas aos finais de semana, na baixa temporada. Sem muita opção no meio da semana, com vários restaurantes fechados, fomos de novo ao Quiosque da Josi.

 Quinta, 09/07/2015 - manhã parcialmente nublado, tarde ensolarada

T8 Praia Grande de Araçatiba – Provetá, T9 Provetá – Aventureiro

 Resolvemos encarar mais uma trilha, ou melhor, duas. A ideia inicial era fazer apenas a trilha Araçatiba-Provetá, mas o Tony (dono da pousada) disse que dava para seguir para Aventureiro, então fizemos também a trilha Provetá-Aventureiro. As duas trilhas são curtas, mas os morros são muito íngremes. Basicamente, subimos e descemos um morro para chegar à Provetá. Depois, subimos e descemos outro morro para chegar a Aventureiro. Não há muitos atrativos durante o percurso, pois não há outras praias e vilas pelo meio do caminho. O começo da T8 e da T7 são iguais. Passamos pela Praia de Araçatiba. Continuamos pela trilha, até surgir a bifurcação com placa sinalizando a T7 à direita e a T8 à esquerda. Passamos por uns dois riachos, mas com pouca água. Aproximando-se da praia, temos uma vista panorâmica da Praia de Provetá pontilhada de barcos e da vila que é de bom tamanho e tem até calçamento na rua principal. Desembocamos na praia. Seguimos para a esquerda e perguntamos sobre a continuação da trilha. Em meio a várias casas, tem bifurcações que confundem. Se olhar para o alto, mais para o lado esquerdo, verá uma placa de sinalização da T9 Provetá – Aventureiro lá em cima. Com vegetação baixa nessa parte, temos um belo visual da praia sob outro ângulo. Cruzamos alguns trechos com pedras e dois pequenos cursos d'água que tinham pouquíssimo volume de água, provavelmente devido ao período de seca. Desembocamos na Praia de Aventureiro. Há alguns campings e barcos com placas oferecendo transporte para Parnaioca. Logo localizamos o Camping e Rest. do Luis que o Tony nos indicou para almoçar, mas o restaurante não estava operando, pois eles estavam fazendo uma reforma na cozinha. Eles indicaram o Bar da Neneca, mas não tinha ninguém lá, parece que ela tinha ido ao continente. Retornamos pelo mesmo caminho e na chegada à Praia Grande, aproveitamos para curtir o pôr de sol e bater algumas fotos. Sem muita opção diferente, fomos jantar no Quiosque da Josi de novo. Muito bacana, andar à noite pela praia, sob o céu estrelado.

 Sexta, 10/07/2015 - dia ensolarado

Lagoa Verde, Trilha Lagoa Verde – Praia da Longa, Vila da Praia Grande de Araçatiba

 Amanheceu um dia ensolarado lindo! Resolvemos curtir a Lagoa Verde e talvez tomar um banho de mar, já que o dia prometia esquentar. Saímos pela T6 e seguimos até a pedra com a indicação “Lagoa Verde” e uma seta pintadas de branco. Saímos da trilha principal e entramos à esquerda, em direção ao bambuzal (de bambu gigante). Na descida da trilha, dá para ter uma vista panorâmica da Praia da Cachoeira, de um lado, e da Praia Grande, do outro lado. Descemos para a Lagoa Verde, bem verde, de águas claras e transparentes, especialmente mais bela sob sol forte e com maré baixa que faz o nível d'água ficar bem raso no canal. É possível caminhar pela área. Nesse horário ainda estava bastante tranquilo e era possível contemplar a natureza com sossego. Retornando, decidi seguir à beira-mar para ver se encontrávamos alguma piscina natural ou algum recanto sui generis. Fui andando pela trilha que era limpa, demarcada e agradável. Sombreada, segue bem próximo ao mar, com uma brisa refrescante e é quase plana, com algumas subidas e descidas suaves. O visual do mar é bloqueado pela vegetação, dá para ver apenas vislumbres do mar entre as árvores. Parece que não tem praias pelo meio do caminho, só costeiras com pedras. Queria ver aonde essa trilha iria dar e, depois de uns 30 min, cheguei a uma praia e perguntei a dois barqueiros onde eu estava, para confirmar que era a Praia da Longa. Descobri que esse caminho era bem mais curto, mais agradável e mais suave do que o trecho da T6 que conduz a essa praia. Retornei e ao passar pela Lagoa Verde, vi que esta estava cheia de barcos e lanchas na maior muvuca. O dia ficou bem quente, mas o vento estava fresquinho. Voltei para a pousada e saímos para almoçar no Rest. da Pousada Mar de Araçatiba. Acabou energia na hora do almoço. Parece que foi na ilha toda. A pousada tem gerador, mas apenas para o essencial, incluindo a recepção e a cozinha do restaurante. Sem energia nos quartos, ficamos a luz de velas e com banho frio. Depois de ficar em frente à pousada, descansando debaixo da árvore, decidi fazer aquela subida pela escadaria de cimento no meio da vila para esquentar e dar mais coragem de encarar o banho frio. Aproveitei para passar no Rest. Govinda Mar para saber se eles abririam mesmo sem energia. Do alto, descortina-se uma bela vista da praia. Voltei à pousada e ganhamos um pratinho com duas velas e um isqueiro. Encarei o banho gelado a luz de vela. Com tudo escuro, só o flash do celular como lanterna, saímos andando pela areia da praia curtindo o céu muito estrelado. Subimos a escadaria perto da Pousada do Gabriel para ir ao Rest. Govinda Mar, comer pizza. Não que estivéssemos com tanta vontade assim de comer pizza, mas é que a gente queria variar um pouco e também fazer distribuição de renda. Sobre a mesa de plástico na varanda, 2 copos com uma vela dentro de cada um eram responsáveis pela iluminação do jantar. A pizza estava muito boa. O local é lindo, belo visual lá de cima, céu estrelado, mar só iluminado pela lua e pelas estrelas ao som do mar, do rio e da mata. Sem luz, o visual do céu estrelado era realçado. Sem energia = sem TV e sem aparelhos sonoros = silêncio. Além de aproveitar melhor o visual sem a poluição luminosa, dá para apreciar melhor os sons da natureza sem a poluição sonora também. Então a falta de energia tem os seus pontos positivos.

 Sábado, 11/07/2015 – dia ensolarado

Pousada Okinawa, Praia do Bananal

 Amanheceu ainda sem energia elétrica, mas o gerador garantiu suco gelado no café da manhã. Fizemos o check-out e caminhamos pela areia da praia, carregando nossa bagagem até o cais, onde esperamos o nosso barco. O barco da pousada do Bananal veio nos buscar, só nós dois. Aproveitamos para curtir o visual das praias. Desembarcamos no cais, onde o Rodrigo nos aguardava. Não precisamos caminhar pela areia, pois tem uma calçada de concreto em frente às casas. A Pousada Okinawa é simples, mas também fica de frente ao mar. Parece que todas as pousadas aqui são de descendentes de japoneses e todos parentes. Ficamos sabendo que seríamos apenas nós dois na pousada, me senti em casa, sossego total e natureza linda! Deixamos a nossa bagagem no quarto que era de frente para a praia com uma varanda bem agradável. Mais uma vez dormir com o som das ondas quebrando na praia. Pouco depois descemos para o almoço, comida simples, mas muito saborosa, bem caseira. Achei que tinha muita coisa, tanto em variedade quanto em quantidade, considerando-se que éramos apenas nós dois hospedados. A energia voltou pouco depois do almoço, completando cerca de 24h sem energia elétrica. Pegamos algumas dicas com o Rodrigo e saímos caminhando pela Praia do Bananal para fazer o reconhecimento da área. De volta à pousada, uma garrafa térmica com café e bolachinhas ficam disponíveis aos hóspedes à tarde. Curtimos um belo pôr do sol. Jantamos muito bem. O quarto não tem TV, mas tem um aparelho na sala com canais por assinatura da Oi. Como éramos os únicos hóspedes, a TV era só nossa.

 Domingo, 12/07/2015 - – dia ensolarado

T5 Bananal – Sítio Forte

 Tomamos café e pegamos o lanche que o pessoal da pousada preparou. O pessoal da pousada deixa cajados estrategicamente disponíveis aos hóspedes que querem fazer uma trilha. Partimos por volta das 8h30. Seguimos para o lado esquerdo da praia. No final da praia (lado esquerdo), a trilha segue a costeira e, na bifurcação, seguimos à esquerda. A trilha estava bem fechada com mato roçando de ambos os lados, muito diferente das outras trilhas pelas quais já tínhamos passado que estavam em excelente estado de manutenção. Finalmente chegamos à Praia de Matariz. Depois de passar o cais, seguimos contornando a fábrica de pescado abandonada. Entre as casas, a trilha segue com escadas escavadas na terra. Paramos para conhecer a Praia de Jaconema que é bem isolada. Retornamos à trilha principal. Pouco à frente, surge mais um atrativo que não é praia, mas é inusitado, é a Figueira branca, uma árvore alta “plantada” sobre uma pedra. A próxima atração é a Praia de Passaterra. Esse trecho do litoral impressiona pela cor e transparência da água, favorecida pelo sol intenso. Chegamos à Praia de Maguariqueçaba. Entramos por uma curta trilha para a Praia do Marinheiro. Retornando à trilha principal, passamos por algumas casas e desembocamos em um corredor gramado cercado de ambos os lados por coqueiros bem altos que terminam na Praia de Sítio Forte. A praia tem uma nascente e um manguezal. Na volta refizemos o mesmo trajeto, mas bem mais rápido, pois não paramos nas praias do caminho. Já próximos ao Bananal, pegamos outra trilha diferente da ida. Descobrimos que cortamos aquele trecho de trilha fechada, com mato invadindo a trilha. De volta à pousada, banho de mar nas águas límpidas e geladas. Curtimos mais um pôr do sol. Jantamos muito bem. Saímos para dar uma volta na vila, mas fomos até a Pousada do Preto e retornamos.

 Segunda, 13/07/2015 – dia ensolarado

T4 Freguesia de Santana – Bananal, T3 Saco do Céu - Freguesia de Santana

 No final da Praia do Bananal, do lado direito, passamos por baixo de uma construção redonda azul, entre as pilastras que a sustentam. Logo a trilha surge bem demarcada. Atravessamos a Praia do Bananal Pequeno. Continuamos pela trilha e a próxima parada foi na Praia de Baixo que é deserta. Aoo final dela (lado direito), surge a trilha para a Praia de Grumixama. Ao olhar para trás temos um belo visual da Praia de Baixo. A trilha segue beirando a costeira e, apesar de termos apenas vislumbres do mar por entre a vegetação, é claramente visível o estonteante tom esverdeado da água. Ao chegar à praia deserta, é visível a Lagoa Azul. Não vi trilha no lado direito dessa praia, talvez seguindo pela costeira seja possível se aproximar da lagoa. Porém, segundo informações que recebi de moradores da região, não é possível alcançar a lagoa por trilha, apenas por barco. Retornamos para voltar à trilha principal. Passamos ao lado de uma escola abandonada cercada por um alambrado, do lado esquerdo da trilha. Desembocamos ao fundo da Igreja da Freguesia de Santana. A igreja é muito bonita e uma bela e alta palmeira imperial ajuda a compor um cenário de singela beleza. Descemos para a Praia da Freguesia de Santana do Leste. Ao final dela, do lado esquerdo, inicia a trilha para a Praia da Baleia, que segue beirando o mar. Do lado esquerdo dessa praia, é que fica o canal estreito que a separa da Ilha dos Macacos, onde está localizada a Lagoa Azul. Retornamos até a Praia da Freguesia de Santana do Leste e rumamos em direção ao Saco do Céu. A próxima parada foi na Praia do Japariz que é bem estruturada, cheia de restaurantes e vimos até uma pousada e um mercadinho à beira-mar. Após atravessar as areias dessa praia, depois do último restaurante, viramos em direção ao interior, seguindo a trilha que logo se definiu. Chegamos ao campo de futebol e, ao lado esquerdo, vemos a Praia do Funil que é inconfundível, dado o seu formato. Depois de um bom trecho de trilha, vemos algumas casas e desembocamos no Saco do Céu, repleto de embarcações. Do lado esquerdo, vemos o mangue, do direito, uma vila com várias construções. Passamos em frente à Igreja de São Cosme e São Damião. O local é bastante bonito, mas as águas são sujas, não sei se é por causa da quantidade de embarcações e/ou do manguezal e/ou do esgoto lançado na água pelas casas e/ou de ser um local mais fechado, de água mais parada. Voltamos pelo mesmo caminho, embora exista um atalho, usado pelos moradores, que vai do Saco do Céu direto ao Bananal. Corta bem o caminho, mas carece do visual das praias. Mais um final de tarde típico, vendo o pôr do sol e tomando banho de mar gelado. Mais uma noite típica jantando aquela comida caseira e saborosa e assistindo TV.

 Terça, 14/07/2015 – dia ensolarado

Passeio de barco para a Lagoa Verde e a Praia Vermelha, Mirante do Bananal

 Dia sem programação de trilha definida. Resolvemos fazer um dia mais light, seguindo a programação usual das pousadas, com passeio de barco pela manhã. O passeio foi muito agradável, pois saímos com uma família muito simpática que estava hospedada na Pousada do Preto. Fomos até a Lagoa Verde. Ao chegar lá, o barco já foi cercado pelos peixes. Acho que eles já estão condicionados: barco significa comida. Estava bem sossegado, pois não havia outros barcos. Depois seguimos para a Praia Vermelha. Descobrimos com o pessoal do barco que há uma piscina natural na Praia do Itaguaçu. Entre a Praia Vermelha e a de Itaguaçu, quase em frente à Pousada Lagamar, há um pequeno poste de madeira do lado esquerdo que marca uma trilha que desce em direção ao mar. Ela é bem curta e desemboca na piscina cercada de grandes pedras. O local é bastante bonito, protegido pelas pedras de vários formatos e tamanhos que represam a água. A seguir, seguimos para a Praia do Itaguaçu. Ao retornar para a Praia Vermelha, vimos muitos saguis nas árvores à beira da trilha. De volta à pousada, almoçamos muito bem. De barriga cheia foi difícil subir ao Mirante do Bananal (atitude de 670m). O jeito foi seguir bem devagar, pois a subida é bem íngreme. Até o final, a trilha segue serpenteando o morro, dentro da mata e não há trechos expostos. Só no final, depois de um amontoado de bromélias, saímos no alto da pedra, onde não há vegetação com exceção de alguns cactos grudados na pedra. A vista lá de cima é belíssima. Vale o esforço da subida. Como usual, aproveitamos o final de tarde para tomar um banho de mar nas águas geladas da praia e curtir o por do sol. Jantamos muito bem de novo.

 Quarta, 15/07/2015 – parcialmente nublado

Cais dos Pescadores, Rodoviária de Paraty, Centro Histórico, Rodoviária de Ubatuba, Rodoviária de São Luiz do Paraitinga, Rodoviária de Taubaté

 

14/07/2008 - Dia ensolarado

Rodoviária de Taubaté, Rodoviária de Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande

Peguei o ônibus as 7h50, na Rodoviária de Taubaté, com destino a Paraty. O ônibus parou na Rodoviária de Ubatuba e chegou à Rodoviária de Paraty as 11h30min. Aproveitei para passar em uma agência de turismo lá perto e pegar alguns folders. Peguei um ônibus estilo circular para Angra dos Reis às 12h e desembarquei no Centro, às 14h. Aproveitei para passar no Centro de Informações Turísticas, no Cais Santa Luzia. Gostei do atendimento e recebi mapas, folders e indicações de hospedagem em Angra dos Reis, que iria utilizar quando retornasse de Ilha Grande, na próxima semana, pois pretendia passar uns 2 dias na parte do continente. Com tempo disponível, passei nas 3 agências de passeios com escunas e me informei sobre os roteiros disponíveis. Rumei para o Cais da Lapa, para pegar a barca às 16h. Recusei as ofertas de escunas e parti na barca, que estava vazia, talvez por ser baixa temporada e/ou por ser segunda-feira. Notei que havia um grupo grande de estrangeiros na barca. Com o mar muito tranqüilo, a barca não balançou nadinha e a travessia para Ilha Grande levou 1h30min. Rumei direto para a primeira pousada da minha lista de hospedagem (ordenada por preço), Pousada do Bicão. Realmente a pousada era bem simples, rústica, mas achei que dava para encarar. Deixei as malas, tomei um banho e resolvi fazer reconhecimento de território. Então percebi que havia vários grupos de estrangeiros andando pelas ruas, nas pousadas e nos restaurantes. Nunca tinha visto tanto estrangeiro junto, eram europeus, principalmente franceses. Percebi que cerca de 90% dos turistas eram estrangeiros. Achei o Restaurante Armação dos Anjos, local agradável, arrumado e parei para jantar. A comida era boa, mas a porção era pequena, o filé era acompanhado apenas por arroz e fritas. A minha primeira impressão geral de Angra dos Reis não foi boa. O centro da cidade (continente) é feio, muitas construções nos morros e as praias muito sujas. Ilha Grande me parecia muito rústica.

15/07/2008 - Dia ensolarado

T01 Circuito do Abraão e T02 Aqueduto - Saco do Céu

Acordei e me deparei com um dia ensolarado e um céu muito azul. Tomei um café da manhã muito simples, mas que tinha o essencial. Saí o mais rápido possível, pois as trilhas eram longas. Resolvi tentar fazer T1 mais T2. Descobri logo no início, que as trilhas eram bem sinalizadas, as praias lindas e a natureza preservada. Toda a impressão ruim do dia anterior se esvaneceu. Saí com mochila levando água, lanche, mapas e mais algumas tralhas. Fui de calça comprida, pois estava bem fresco de manhã, mas depois esquentou e quase morri de calor. Comecei lá pelas 8h30min, passando por umas casas de madeira à esquerda. À direita vi o que suponho ser a Pedra do Corisco, que assim se chama porque dizem que um raio cortou a pedra durante uma tempestade. Há uma bifurcação e segui pela direita, passando pela Praia Preta e pelas Ruínas do Lazareto. No meio do caminho, há diversas praias pequenas. Esse trecho é bem fácil, a trilha é quase uma estrada, larga e fácil de ser seguida. Em menos de 1h cheguei ao Aqueduto e resolvi continuar a T2, que é mais estreita, mais trilha mesmo e mais íngreme também. Resolvi ir até a Cachoeira da Feiticeira, mas não consegui pegar a trilha certa, pois há várias bifurcações e desisti, resolvi continuar, quando encontrei um rapaz, o Marcelo, e perguntei. Ele estava indo justamente para a cachoeira, fazer rapel. Segui com ele e cheguei à cachoeira, que é bonita, mas bem pequena. Ele montou os equipamentos para fazer rapel, esperando os turistas. Eu não fiz rapel, pois achei a água muito fria, embora ele me garantisse que é impossível sentir duas coisas ao mesmo tempo, ou você sente frio ou sente medo. Mesmo assim não me animei a experimentar. Perto da cachoeira, há placas indicando táxi-boat, na praia de mesmo nome. Ele me deu dicas de como continuar a trilha para o Saco do Céu e me avisou para retornar antes das 17h, pois como a trilha é fechada, nesse horário já fica escuro na trilha. Continuei, passando por várias praias, como a Praia do Camiranga, Praia do Perequê e Praia de Fora. No trecho perto do manguezal, a trilha segue mais à esquerda, por dentro e não seguindo pela praia. Depois de passar pelo Rio Perequê, cheguei ao Saco do Céu, que tem muitas embarcações atracadas e uma vila. Fui até a Igreja de São Cosme e São Damião e resolvi voltar, pois já estava ficando tarde, considerando o caminho de volta e também estava bem cansada e já estava contando com o táxi-boat. No Saco do Céu há vários barqueiros, mas eles cobram pela viagem e como estava sozinha e não tinha com quem rachar o barco, iria ficar muito caro. Os próprios barqueiros sugeriram ir até a Praia de Fora, onde encontraria um táxi-boat. Porém passei direto e só percebi mais tarde, então resolvi tentar um barqueiro na outra praia, acho que era a Camiranga, mas ele disse que estava sem óleo e não poderia me levar. O jeito era continuar até a Praia da Feiticeira. Arrastei-me até lá, pois já estava morta de cansaço e prometi que iria pegar um táxi-boat, não importando o preço e se não tivesse nenhum barco, então eu iria cair na areia da praia e ficar por lá mesmo até o dia seguinte, pois não tinha forças para terminar a trilha até a Vila de Abraão. Cheguei à Praia da Feiticeira que estava cheia de gente e tinha barcos saindo praticamente de hora em hora ou assim que juntasse o mínimo de 4 pessoas que quisessem ir até a Vila. Dessa forma, consegui voltar de barco, que era pequeno, mas com o mar tranqüilo, não balançou nadinha e levou cerca de 30min para ir até a Vila de Abraão. Depois de voltar de barco, já estava um pouco mais descansada e despreocupada, então até tive ânimo de caminhar até a Praia do Canto. Fui pela areia da praia, pois nesse trecho não há mais rua. Voltei para a pousada, tomei um bom banho e saí para jantar, varada de fome. Andei “prospectando” restaurantes e encontrei um ótimo, ao lado da Igreja, o Restaurante Pizza na Praça. Local é bem agradável, arrumado, a comida muito boa, porção grande, bem servida. Quando o meu PF chegou me deparei com um prato caprichado, uma travessa de salada fresquinha e uma tigela grande de feijão preto. Tinha esquecido que o costume do Rio é comer feijão preto. Apesar da fome, não agüentei comer tudo. Passei em uma agência, pois queria fazer um passeio de barco, depois aquele longo e exaustivo dia e vi um casal interessado no passeio de lancha “Volta Ilha”. Resolvi agendar o passeio também, mas ainda não tinha data confirmada, pois precisava de um número mínimo de 6 pessoas para sair. Voltei a prospectar, agora eram camisetas. Achei uma loja simpática no Boungaville, Areia Branca, onde comprei 2 camisetas. Ao final do dia, concluí que a trilha T1 + T2 é longa, mas não é tão pesada assim, o que me atrapalhou um pouco, foi que eu não saí muito cedo e perdi tempo na Cachoeira da Feiticeira, o que atrasou a volta. Também fui de calça comprida e estava quente, então com calor, preocupada com a hora e sem saber se haveria táxi-boat para a volta, tive que caminhar depressa e, sem pausas para descanso, acabei me esgotando...

 

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16/07/2008 - Dia ensolarado

T10 Abraão- Praia dos Mangues – Pouso e T11 Pouso - Lopes Mendes

Acordei e me deparei com mais um dia belíssimo. Sem passeio de barco, resolvi fazer T10 mais T11, sabendo de antemão que havia táxi-boat para a volta. Então fui mais sossegada. Fui até o final da R. da Praia e peguei a trilha. Uma bifurcação indica a Praia do Pouso à direita e Praia do Abraãozinho à esquerda. Então segui em frente. Bem sinalizada, não tem erro, mas a trilha tem muita pedra e raiz, exige cuidado para não tropeçar. Também tem certos trechos bem íngremes. No alto ao ver a enseada, à direita há uma subidinha pelo barranco, onde se tem um ótimo ângulo para foto. Continuando pela trilha, um pouco antes de chegar à Praia das Palmas, há um riacho com água boa para beber. Você pode usá-la para encher o cantil. Peguei a trilha à esquerda para conhecer a Praia Brava. É bem perto, a praia é pequena e bem vazia. Tem um quiosque lá e parece que tem um camping no local, é bem tranqüila. Voltei à Praia das Palmas e a atravessei. Falaram que tinha jacaré na lagoa, mas não vi nenhum, infeliz ou felizmente. Passei em frente à Capela de São Benedito e continuei na trilha para chegar à Praia dos Mangues, que tem um quiosque/bar. Após essa praia chega-se finalmente à Praia do Pouso, onde há um restaurante flutuante, que é o último restaurante da trilha, pois a Praia de Lopes Mendes tem apenas ambulantes vendendo lanches naturais, salgadinhos e bebidas em isopor na praia. Então peguei a T11 e não achei a placa do IEF, que indicaria a Praia de Santo Antônio, mas vi outra placa à direita indicando essa praia. Segui por ela e depois de uns 15min cheguei numa adorável praia, pequena e muito bonita com água muito azul. Estava quase deserta, com exceção de um pequeno grupo que logo foi embora. A trilha é fácil e bem marcada, mas é muito fechada e estreita, tem vários trechos que você passa roçando pela vegetação em ambos os lados. O guia dizia que há uma bifurcação em Y (Santo Antônio ou Caxadaço), mas não a vi. Acho que o outro caminho não é utilizado e está encoberto pelo mato. Imperdível subir nas pedras à esquerda para ver a Praia de Lopes Mendes. Retornei à trilha principal e segui em direção à Praia de Lopes Mendes. Ela é bem extensa e a areia faz barulho quando você anda nela. Tinha bastante gente na praia, pois há muitos barcos que deixam o pessoal na Praia do Pouso, de forma que é necessário seguir apenas a T11 para chegar a essa praia. Segui até quase o final da praia, até a Capela N. Sra. de Santana. Resolvi tentar voltar por outro caminho. Atrás da Igreja, peguei uma estrada, que é bem larga, seguindo sempre à esquerda, mas devo ter pegado uma bifurcação errada, pois eu voltei ao início da Praia Lopes Mendes, então retornei pelo mesmo caminho da ida. Apesar das placas advertindo sobre perigo de encontrar jacarés, não encontrei nenhum. Voltei até Praia do Pouso, onde peguei o táxi-boat até Vila do Abraão. Dessa vez, o barco era maior (capacidade para 43 pessoas), mas o mar estava mais agitado na primeira metade do percurso e balançou um pouco, depois ficou calmo. Voltei para a pousada, tomei banho e resolvi jantar no Restaurante Aconchego, o local é agradável, arrumado. Comi um PF com peixe frito. Comida muito boa, porção de tamanho médio (consegui comer tudo, ou a porção era menor, ou o meu apetite tinha aumentado :) A salada era muito boa. Ligaram da agência para confirmar o passeio de lancha para o dia seguinte e eu fiquei feliz, pois depois de dois dias de trilha, queria descansar um pouco as pernas.

 

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17/07/2008 - Dia ensolarado

T14 Abraão - Dois Rios

O passeio de lancha foi cancelado, pois um grupo de 4 pessoas desistiu em cima da hora. Dessa forma, eu e o casal, Suzy e Eduardo, que também iriam fazer o passeio de lancha, resolvemos fazer a T14. Embora o guia dissesse que era pesada, não achei. Fui e voltei andando, pois não tem barco para voltar, uma vez que fica do lado oceânico. Na verdade não é uma trilha, trata-se de uma estrada de terra que liga a Vila de Abraão a Vila de Dois Rios e por onde circulam carros da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que levam moradores, universitários ou pesquisadores da UERJ. No local existe, além de um centro de pesquisa da universidade, uma vila, a Capela de N. Sra do Bom Despacho e as ruínas do presídio. Chegando à vila, há uma cantina à direita e uma casa bem arrumadinha à esquerda, perto das ruínas, que serve refeições. Tudo isso fica localizado mais para dentro e não na beira da praia, onde não há construções. Hoje a vila tem várias casas abandonadas. Permanência é permitida até certo horário. Na entrada da vila, um guarda controla a entrada e saída de visitantes, anotando o nome de quem entra na praia. A Praia de Dois Rios tem esse nome, pois há dois rios, um em cada ponta da praia. Caminhei até as 2 pontas, para conhecer os 2 rios. Tive uma má impressão com a quantidade de urubus na praia, pois as praias que eu conhecia que tinham urubus eram sujas. Mas me surpreendi com a limpidez da água. A praia é grande e arredondada. Num trecho do meio, a praia afunda rápido, tem inclinação. Na volta passamos pela Piscina dos Soldados, onde pegamos um atalho, mas não sei se valeu à pena. Talvez seja mais curta, mas você troca a estrada por uma trilha estreita com pedras e raízes. No meio do caminho vi uns morangos silvestres. Jantei no Restaurante Pizza na Praça de novo. Resolvi procurar algum short ou bermuda para mim, pois estava muito quente para fazer trilha de calça e tinha trazido apenas uma bermuda. Achei 2 shorts no Boungaville, na mesma loja Areia Branca, onde tinha comprado as camisetas.

 

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18/07/2008 - Dia ensolarado

T01 Circuito do Abraão e T10 Abraão- Praia dos Mangues – Pouso

Sem passeio de lancha confirmado e sem vontade de fazer uma trilha pesada, resolvi fazer parte da T1 e da T10, que não tinha feito ainda. Voltei para ver o Mirante da Praia Preta, o Mirante do Aqueduto e o Poção, pois no outro dia, tinha seguido pelo outro lado, com o propósito de ver esses 2 pontos na volta, mas voltei de barco. Depois fiz a trilha que vai até a Praia de Abraãozinho. No meio do caminho passa-se pela Praia da Júlia, Praia da Biquinha, Praia Comprida, Praia da Crena e finalmente Praia Abraãozinho. Lá eu encontrei um casal muito simpático. Passeei pela Vila de Abraão e tirei fotos. Resolvi aproveitar o tempo para ler e-mails. Internet funciona via satélite e estava bom. Lá pelas 15h, não tinha quase ninguém e a velocidade de acesso estava boa. Resolvi jantar no Restaurante Biergarten. O local é bonito, bem agradável e arrumado. Não tem muita variedade, mas a comida é boa, a salada fresca e tem até alguma opção de comida vegetariana. É bom para quem come pouco, senão fica caro. Experimentei uma cocada queimada num daqueles carrinhos cheios de doces, que ficam na R. da Praia. Como era sexta-feira, a festa Julina começou e as barracas vendiam doces, bebidas e petiscos. Mas fui embora cedo, não vi se teve quadrilha ou qualquer outro tipo de festejo. A ilha estava mais cheia com o pessoal que chegou para o final de semana.

 

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19/07/2008 - Dia ensolarado

Volta Ilha

O passeio saiu da Vila de Abraão às 9h30min, com 10 pessoas, mais o Eduardo e o Robson, da Agência Phoenix. A lancha era boa, com dois motores e foi uma delícia passear de lancha. A primeira parada foi na Praia de Caxadaço, que fica escondida. Ela é bem pequena, mas muito bonita. Tem um visual incrível de cima da pedra. A lancha parou no raso e desci andando. A parada foi rápida, mas como a praia é pequena, dá para curtir o local. A próxima parada foi na Praia de Dois Rios. A lancha parou mais longe, não dava pé, tive que agarrar num macarrão e ser rebocada pela Suzy. Que situação! Tenho que aprender a nadar! Mas como disse o Marcelo, ou a gente sente medo ou sente frio, como queria chegar à praia logo, nem senti frio e foi a primeira vez que entrei na água. Antes disso só tinha molhado os pés. A parada é muito curta para curtir a praia, que é longa. Então ou você vê um dos dois rios ou vê as ruínas do presídio. Não sobra tempo para fazer muita coisa. Eu, a Susy e o Eduardo ficamos tranqüilos batendo papo com o pessoal, pois a gente já conhecia o local, da trilha de alguns dias atrás. Outra parada foi na Praia de Parnaioca. A lancha parou longe e não dava pé, lá fui eu de novo, rebocada pela Suzy. A praia é muito bonita, o rio tem muitos peixes e a praia é pequena. Mais uma parada agora na Praia de Aventureiro. Desembarquei num píer num canto da praia, que é muito lindo, cheio de pedras e a cor da água é demais. Logo achamos o coqueiro torto. Colocaram uma placa dizendo que é proibido subir no coqueiro. Já imaginou se alguém quebra o coqueiro, acaba com a atração principal do local! A praia é pequena e bonita, com uma igrejinha, a Igreja de Santa Cruz. Depois paramos na Praia de Meros. Paramos no raso e dava pé. A praia é bem pequena, tem muitos peixes e dá para fazer snorkel no canto direito da praia. Paramos na Lagoa Verde, local muito famoso para mergulhar e ver peixes, estrelas-do-mar, tartarugas e cavalos marinhos. Fiquei na lancha e vi apenas peixes... Outra parada foi na Lagoa Azul, que também é famosa para mergulho, mas eu não desci, só olhei de dentro da lancha. Dizem que ao meio dia a água fica bem azul, mas à tarde quando fui, ela estava verde... A última parada foi no Saco do Céu, para almoçar no Restaurante Coqueiro Verde. O local é muito bonito, chique e acredito que deva ser um dos restaurantes mais caros da ilha. Creio que deva ser um convênio entre as agências e o restaurante. Para finalizar olhamos a Praia do Amor da lancha, não paramos lá. No local há uma capela e há uma estória de um casal que se gostava e se encontrava nessa praia. O pai da moça ao descobrir o romance matou o rapaz e a moça, por sua vez, se suicidou. Dizem que o casal, que passar pela praia e escrever o nome lá, ficará junto para sempre. Voltei para a pousada e depois de um bom banho, jantei uma bela macarronada no Restaurante Pizza na Praça e comi um brigadeiro num daqueles carrinhos de doce.

 

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20/07/2008 - Dia ensolarado

T13 Abraão - Pico do Papagaio

Fui com o guia Paes e mais um turista de BH, o Fernando. Resolvi ir com guia, pois recebi várias informações que a trilha era pesada, com trechos mal demarcados e com bifurcações, que poderiam confundir. Na dúvida e sozinha, resolvi não arriscar. Há alguns trechos perigosos, que requerem atenção, uma escorregada e você vai para lá embaixo, mas há sinalização e com alguma noção de direção, bom senso e muito cuidado é possível fazer a trilha sem guia. Porém em grupo sempre, pois se você estiver sozinho e rolar ribanceira abaixo, ninguém vai te ver e te socorrer. Também é primordial ir cedo para voltar antes de escurecer e levar celular, pois embora a cobertura não seja total, ajuda. O legal de ir com guia é que você vai escutando histórias do lugar e vai tranqüilo, sem se preocupar. Consegui ir e voltar numa boa, sem por os bofes de fora. Levamos quase 4h pra subir, num ritmo bem tranqüilo, parando para tirar fotos e apreciando a vegetação. Na volta levamos cerca de 3h, num ritmo tranqüilo também, para não forçar os joelhos com os trancos/pulinhos da descida. A trilha é bem estreita e está bem demarcada na maior parte de percurso, há algumas bifurcações, mas geralmente elas voltam a se juntar logo. Há trechos perigosos, como uma grande rampa de pedra, por onde escorre água. Na época que passei, seca em julho, estava tranqüilo, mas acredito que em outras épocas possa ter mais água e ser mais escorregadio. Tem um trecho que você passa por dois vales, um de cada lado, um escorregão e você vai parar lá embaixo. Tem muitas pedras e raízes pelo caminho que exigem atenção para não tropeçar. Também há muitas árvores caídas, que exigem que você passe ora por cima, ora por baixo delas. A visibilidade do lado do continente não estava muito boa, estava meio esbranquiçado/embaçado, mas do outro lado estava muito bonito, era possível ver a Ilha de Jorge Grego, a Praia de Dois Rios e de Lopes Mendes com nitidez. Sentei lá em cima e tomei meu lanche olhando para aquele visual. Dizem que a melhor visibilidade ocorre em dezembro ou depois de uma boa chuva. Lá em cima tem uns ganchos para fazer rapel. Na volta, pegamos a trilha que vai a um mirante na base do pico. Seguindo o ritual de fim do dia, depois de um banho fui almoçar/jantar no Restaurante Aconchego.

 

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Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes

9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

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Relato de viagem de Angra dos Reis (continente):

21/07/2008 - Dia ensolarado

Ilha Grande, Angra dos Reis (continente)

Acertei as contas da pousada, dei uma última volta pela Vila de Abraão, passando pela Casa da Cultura, e depois peguei a primeira barca para o continente. Cheguei às 11h30min e fui direto para o Hotel Porto Rico, que estava na minha lista de possíveis hospedagens, de acordo com informações recebidas na Turisangra. Realmente o hotel era muito simples, mas dava para encarar, era limpo, tinha o essencial e localizado no centro. Também de acordo com sugestões recebidas, fui almoçar no Restaurante Fogão de Minas. Bom, local agradável, com bastante variedade de pratos. Resolvi fazer uma caminhada pela Estrada do Contorno e consegui ir até a Praia de Tanguá. Parti da Praça General Osório, passei pela Rua do Comércio, por uma praça cheia de canhões perto do Cais da Lapa. Logo no início fica o Colégio Naval, que parece uma vila. A estrada é bem longa e as praias são distantes uma das outras. É bem agradável e tem uma ciclovia/ pista de corrida, pena que as praias centrais sejam poluídas. Até Praia Grande não é muito longe e acesso a ela é fácil. O acesso à Praia do Bonfim também é fácil. Tem muitas propriedades particulares à beira da praia, com muros altos, que impedem a visão da praia. Na Vila Velha tem muitos condomínios e eu passei direto, não vi o acesso para a praia. O acesso para a Praia da Bica é por trilha curta em meio à vegetação. A praia é bem pequena e deserta. A Praia da Figueira tem um acesso por uma longa escadaria de concreto, a descida é bem íngreme. A praia não é bonita e a faixa de areia é estreita (ou a maré estava alta). Para a Praia de Tanguasinho ou de Tanguá, não tenho certeza, tem um acesso por uma escada de madeira não muito longa, onde há um resort à beira da praia. Desse ponto eu voltei de ônibus, pois estava cansada de andar e de ver praias sem graça, depois de ter visto as praias de Ilha Grande. As praias do centro são sujas, há muito esgoto. Parei na Agência Doce Angra para ver o passeio de escuna para o dia seguinte. Passei no Turisangra para confirmar o acesso ao Shopping Piratas. Passei no supermercado e peguei um lanche para a noite. Voltei ao hotel, tomei banho e dormi.

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22/07/2008 - Dia ensolarado

Centro Histórico e Passeio de Escuna

Tomei café da manhã na padaria perto do hotel, pão com manteiga e pingado em copo americano molhado. Como o passeio de escuna sairia mais tarde, aproveitei para passear pelo Centro Histórico. Passei pela Casa da Cultura, Igreja N. Sra da Conceição, na Praça Silvestre Travassos, Prefeitura Municipal e Câmara Municipal, na Praça Nilo Peçanha. Também passei pela Biblioteca Municipal Professor Guilherme Briggs e pelo Chafariz da Carioca. Subi o Morro de Santo Antônio para chegar ao Convento São Bernardino de Sena e a Capela da Venerável Ordem Terceira de São Francisco. Muito bonito, visitei as ruínas com o funcionário Raphael, que muito atencioso e informado, me explicou tudo e disse que o convento será reformado, sem mexer muito para não descaracterizar o local. Irão reconstruir o pavimento superior. Interessante o fogão, a pia gasta, pois as escravas usavam para amolar facas e o passa-pratos. Há um relógio alemão, recém-restaurado e quase pronto para voltar ao funcionamento. O telhado tem aquelas telhas feitas nas coxas dos escravos. As paredes são de pedras, conchas e óleo de baleia. Havia algumas exposições no local, como a Exposição da Festa do Divino. O batente da entrada é mármore de Carrara e há algumas portas de madeira originais. Também estavam lá algumas portas de grade da Câmara, antiga cadeia, que davam direto para a rua e os presos colocavam as mãos nos vãos chamando quem passava na rua. Há um Cruzeiro na entrada, no caminho para o convento. Descendo em direção ao Centro Histórico, passei por algumas casas preservadas, mas elas estão perdidas no meio das construções novas. Passei pela Casa Larangeiras e pelo Mercado do Peixe, na Praça Duque de Caxias, que está em reforma. Acho que tinha uma bica por ali, mas com a reforma ela não estava lá. Passei também pelo Centro Cultural e depois de andar pelo centro, fui ao Cais Santa Luzia para o passeio com a escuna Copacabana. A primeira parada foi na Ilha de Cataguases, pequena e bonita. Desci fácil, dava pé. A próxima parada foi na Lagoa Azul. Não desci, pois já conhecia. Era mais cedo e a água estava um pouco mais azul, por causa do horário. Depois paramos na Praia de Japariz, que tem um cais para embarque/desembarque. Essa foi a parada para almoço. No local há vários restaurantes. Acho que cada agência tem uma espécie de convênio com um deles. Porém já tinha tomando meu lanche, então resolvi percorrer parte da trilha T3 Saco do Céu-Freguesia de Santana. A quarta e última parada foi na Praia de Freguesia de Santana do Leste. Há um cais no local. Praia é aberta, mas há uma cerca que vai de fora a fora da praia. Há um acesso entre duas cercas para a Igreja de Santana. Há um coqueiro muito alto do lado da igreja, que fica no alto, muito bonita. O passeio foi bom, bem organizado. À noite peguei um ônibus para o Shopping Piratas, que é pequeno e a praça de alimentação tem pouca variedade. Acabei comendo num restaurante por Kg e aproveitei para comer feijão carioca, pois já estava enjoada de comer feijão preto. Aproveitei para comprar umas bolachas no supermercado do shopping. Foi bem rápido e logo peguei o ônibus de volta ao centro, pois não queria circular tarde pela cidade.

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23/07/2008 - Dia ensolarado

Centro Histórico, Angra dos Reis, Paraty, Ubatuba, Taubaté

Aproveitei a parte da manhã para visitar a Igreja N. Sra do Carmo e o Sobrado da Praça General Osório. Passei pela Igreja de Santa Luzia e parei na Casa da Cultura, onde vi uma exposição de quadros. Fui até a Igreja da Lapa, onde funciona o Museu de Arte Sacra. É muito antiga e bonita e tive um ótimo atendimento da Marília e Luiz. Fechei as contas e retornei a Paraty. Aproveitei para passar pelo Centro de Informações Turísticas e pegar folders e dicas para uma próxima viagem. Como o ônibus para Taubaté ia demorar muito, resolvi pegar um ônibus para Ubatuba e de Ubatuba para Taubaté. Em Ubatuba, também aproveitei para passar no Centro de Informações Turísticas.

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Coloquei o relato e as fotos de todos os passeios!!!

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tópicos como este seu que estao me animando a fazer minha primeira viagem sozinha.

 

acho que em maio coloco a mochila nas costas e vou pra Ilha Grande =]

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fico feliz q tenha se animado!

esse foi a 2.a mochila sozinha.

escolhi esse roteiro por ser perto p/ mim, dava p/ ir d bus. Lá na ilha dá p/ fazer passseios por conta, s/ depender d guia, s/ depender d formar grupo p/ rachar as despesas...

lembra: bagagem pequena p/ vc se virar sozinha.

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Naomi,

 

dia 15 de maio tô indo pra Ilha Grande! Fiz um roteiro, o que vc acha?

 

 

1º dia (terça – 15/05)

Saio do Rio beeeeem cedo na terça (ainda não sei se de carro ou de ônibus), vou até Mangaratiba e pego a barca das 8h.

 

Deixo a mochila na pousada e vou fazer algo leve, provavelmente farei a T1 (circuito Abraão).

 

2º dia (quarta – 16/05)

Acordar cedo, tomar café e partir.

T10 + T11 Lopes Mendes

 

3º dia (quinta – 17/05)

Acordar cedo, tomar café e partir.

T14 + T15 Dois Rios

 

 

4º dia (sexta – 18/05)

Acordar cedo, tomar café e partir.

T1+T2

Saco do Céu

 

5º e último dia (sábado – 19/05)

Acordar a hora que o olho abrir, passar mt gelol, aproveitar uma praia que as pernas consigam chegar (talvez Palmas).

Pegar a barca de 17:30 pra Mangaratiba.

 

 

Tem uma amiga que tá querendo ir cmg, mas ela falou que só no inicio do mes saberá se vai poder ir ou nao.

Se ela for, vou de carro ate Mangaratiba (rachando a gasolina compensa) e ficarei na pousada do bicao (que continua sendo a mais barata).

Caso ela nao vá, irei de ônibus até Mangaratiba e ficarei no Che Lagarto Hostel (que apesar de eu já ter tido pequenos problemas, ja conheço. fiquei hospedada em Floripa e em Salvador em hostel da rede e sei que o clima é sempre bom)

 

sei que é meio sonho achar que vou aguentar andar tanto, mas caso eu nao consiga, pego barco mesmo. rs

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Mapas:

trilhas http://www.angra.rj.gov.br/asp/turisangra/turis_mapas.asp

pousadas http://ilhagrande.org/Mapa-Pousadas-Vila-Abraao

trilhas detalhadas: http://ilhagrande.org/Trilhas-na-Ilha-Grande

 

acho q o roteiro tá mto bom.

vao alguns comentarios/dicas:

 

1.o dia = dependendo do horario q chegar acho q dá p/ fazer um pedacinho da T1 e da T10, igual eu fiz no dia 18/07.

a trilha T1 bifurca, faça um dos lados, não lembro qual era o mais leve, mas eu fiz o da esquerda, q passava pelo Mirante da Praia Preta, o Mirante do Aqueduto e o Poção. Volte p/ a vila, almoce, pergunte aos moradores, pessoal da pousada, centro d visitante qual é o restaurante BBB (bom, bonito e barato!), acho q tinha uma padaria arrumadinha lá, dá p/ fazer lanche ou levar p/ comer no meio do caminho. A tardezinha dá p/ fazer o lado das praias da T10, a trilha tb bifurca, siga pelo lado esquerdo, lado das praias. São todas bem pertinho, segue pela praia, então nao tem desnivel, não vai te cansar, dá p/ tomar um banho, descansar.

 

2.o dia: T10 + T11

é bem legal. Se vc ficar cansada, volte d taxi boat.

 

3.o dia

acho q só dá p/ fazer T14, pois é longe da vila de abraao até 2 rios. acho q não dá p/ fazer T14 + T15.

A distancia da T14 é equivalente à distancia da T10 + T11, então se no dia anterior vc achar q ficou mto cansada, então reavalie se vai aguentar a T14, pois aqui não tem opção de táxi boat. É ir e voltar pela trilha.

 

4.o dia:T1+T2

é meio longa, mas tem a opção de voltar d taxi boat. O problema é q o taxi boat sai sempre da Praia da Feiticeira (mta gente p/ dividir o barco, c/ partidas frequentes), então se for até o SAco do Céu, terá q retornar um bocado até chegar a Feiticeira. Do SAco do Céu e praias proximas nem sempre tem barco e acho q é meio dificil encotnrar gente p/ rachar o barco, tem q contar c/ a sorte

 

5.o dia:

dá p/ fazer um passeio d barco/escuna p/ Lagoa Azul, Lagoa VErde, enfim p/ algum lugar diferente q vc ainda nao tenha ido

ou

dá p/ retornar p/ alguma praia próxima q vc tenha gostado, como vc citou

 

saia cedo

Prepare a mochila, repelente e protetor solar é sempre bom. Leve lanche e água se não quiser gastar em quiosque d praia. Tb é bom prevenir, pois tem longos trajeto s/ comercio e lembro d poucos lugares c/ bica d'água. Só cuidado p/ nao exagerar no peso, pricipalmente se nao etiver acostumada a andar.

marque o tempo gasto na ida, p/ calcular a hora da volta. ]

vá c/ roupa apropriada, uma camiseta leve e uma bermuda/short, um bom tenis confortavel no pé, as distancias sao longas e o terreno irregular, eu particularmente acho q a papete nao dá conta, chinelo nem pensar. Vi gente d chinelo, mas eu nao recomendaria. Eu gosto d calça tac-tel, não é quente, protege do sol, dos mosquitos e até de uma eventual arranhada na vegetação à beira da trilha

****************************************
Nanci Naomi
http://nancinaomi.000webhostapp.com/

Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes

9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

marcelanuol disse:

1º dia (terça – 15/05)

Saio do Rio beeeeem cedo na terça (ainda não sei se de carro ou de ônibus), vou até Mangaratiba e pego a barca das 8h.

Deixo a mochila na pousada e vou fazer algo leve, provavelmente farei a T1 (circuito Abraão).

 

2º dia (quarta – 16/05)

Acordar cedo, tomar café e partir.

T10 + T11 Lopes Mendes

 

3º dia (quinta – 17/05)

Acordar cedo, tomar café e partir.

T14 + T15 Dois Rios

 

4º dia (sexta – 18/05)

Acordar cedo, tomar café e partir.

T1+T2

Saco do Céu

 

5º e último dia (sábado – 19/05)

Acordar a hora que o olho abrir, passar mt gelol, aproveitar uma praia que as pernas consigam chegar (talvez Palmas).

Pegar a barca de 17:30 pra Mangaratiba.

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    • Por maizanara
      Na Patagônia fizemos o nosso primeiro trekking sozinhos, o Circuito W no Parque Nacional de Torres del Paine,  e voltamos ao Brasil energizados para fazer o nosso primeiro em terras brasileñas.
      Só tinhamos um problema: qual? Qual trekking nós, mortais sem GPS,  faríamos?
      Foi aí que nossos amigos Ádria e Hugo, também mortais sem GPS em busca do primeiro trekking no Brasil,  lançaram o convite para fazermos a travessia de Petrópolis Teresópolis no feriado da Páscoa. E quer saber? Por que não? 
      Demos uma olhada nas fotos do Google,  Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. 
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL

      E então, o perrengue a emoção começou
      O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia".
      Não queríamos contratar um guia,  opção nossa, e não tínhamos um GPS,  opção do nosso bolso.
      O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos.
      Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico,  primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta.
      Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela...
      Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. 
      DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo.
      Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto.  Pé na trilha!

      DIA 1
      O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava.
      Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação.
      O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo.  No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação.
      A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga.

      DIA 2
      Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino.
      5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. 
      Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo.
      Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado!

      A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava  bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale.
      Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus.
      Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água.  Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista!

      A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita,  continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando.  Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos.
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL


      Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo!
      Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho.
      O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. 
           - Amigo,  quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né?
      Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó.
      Pronto, mergulho superado,  então vamos para o próximo,  o Cavalinho.
      Quando chegamos lá,  adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho?  Um dos Indiana Jones.
           - É amigo,  no filme era mais fácil, né?
      Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio,  que me perguntou:
      - Você é guia?
      - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo.
      - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando .
      Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados.
      Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. 

      Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila.
      DIA 3
      5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol.

      Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos.
      Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho.
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL

       
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    • Por Caio Vinicius Aleixo
      Pra chegar em Ilha grande
      Fomos de Jundiaí pra SP (Rodoviaria do Tiete) 16,00
       Depois de SP para Angra 112,00 (sem taxa de conveniência pq comprei na rodoviária)
      Da rodoviária pegamos uber (7,00) pro cais. (da pra ir andando, uns 20 min)
      No cais compramos a travessia de barco rápido (90,00 ida e volta ou 50 cada trecho se comprar separado). Tem a opção de balsa que é 17 reais por trecho mas os horários são mais limitados (Angra-Ilha as 15h e Ilha angra as 10:30 se não me engano). O barco rápido faz o trajeto em 30 min mais ou menos, a balsa faz em mais ou menos 1h. Na volta acho que não compensa (se bater os horários) pegar o barco rápido, pqe ele fez uma parada em outra praia pra depois ir pra Angra, então deu o msm tempo da balsa. Se comprar o Barco rápido antecipado vc precisa deixar agendado o trecho de volta mas da pra re-agendar facilmente com o número do bilhete ligando no numero descrito tb no bilhete.
       
      Hospedagem
      Ficamos no Hostel Beach House, café da manhã ok, tinha café, leite, um suco que acho que é natural (diluído), pão, presunto e queijo (teve um dia que não teve), melancia e bolo.
      Os quartos são limpos, tem onde trancar a mala, fiquei num quarto pra 9 com um banheiro dentro do quarto (no final ficamos só em 3 pessoas no quarto pqe era baixa temporada na ilha). Custo é de 30,00 reais em dias da semana e 35,00 em fds. Hostel fica bem localizado, perto de mercado, farmácia, restaurantes (se bem que a vila é pequena nada é mt longe). Embaixo do hostel tem uma agencia de turismo
      http://bit.ly/Hostel_Beach_House

       
      Passeios
      Dia 1 - Lopes Mendes
      Fomos andando e voltamos de barco (20,00 barco rápido 15,00 barco mais lento)
      Tem a opção de ir e voltar de barco ou ir e voltar de trilha.
      A trilha é cansativa pqe sobe mt, e é relativamente longa (umas 2h30). A trilha é de mata fechada e tem 1 mirante basicamente (logo depois que terminar de subir tem uma parte de barro a direita, é ali que tem que subir). A trilha é longa então é bom ir de tênis.
       
      Dia 2 - Abraãozinho (lado norte da ilha)
      Fomos andando até a praia do abraãzinho (passa por varias praias até la, que são mais bonitas que a abraãozinho inclusive). Essa caminhada é de boa, vai beirando as praias.
       
      Dia 3 -  Passeio Praias paradisíacas 80,00
      Melhor Passeio na minha opinião, é um passeio que passa em várias ilhas de Angra (botinas cataguases, praia do dentista, lagoa azul (acho que é isso e tem mais uma que não lembro). Passeio é bom para snorkel, o passeio inclui snorkel, agua e macarrão (boia). as praias e ilhas são mto bonitas msm. o passeio foi feito de lancha com capacidade para umas 12 pessoas. (o passeio foi mt animado pqe tinha um carioca engraçadíssimo e uma galera animada na frente. Na frente o barco bate mais se o mar estiver agitado e o visual é melhor. Atrás molha mais caso o mar esteja agitado. Faz frio na volta desse passeio)
       
      Dia 4 - Cachoeira da feiticeira e tentativa de praia da feiticeira (lado sul da ilha)
      A trilha passa pela praia preta, antigo hospital (hospital p pessoas com lepra se não me engano, parece um presídio, mas não confunda com o antigo presídio que existia em 2 rios)
      a trilha não é tãão fácil mas é mais tranquilo que a trilha pra lopes mendes. No meio do caminho tem um lugar que a sinalização é estranha, acabamos pegando o caminho errado e não saímos na praia da feiticeira, saímos em uma praia do lado. Voltamos de barco (20,00) 
       
      Dia 5 - Passeio meia volta 100,00
      Passeio para em algumas praias mas os principais são Lagoa verde e lagoa azul, tem também a praia do amor (que fica de frente p onde gravaram alguma coisa do filme crepúsculo) gostei bastante do passeio mas preferi o “praias paradisíacas”. Passeio é bom para snorkel, o passeio inclui snorkel, água e macarrão (bóia) assim como o “praias paradisíacas”
       
      DICAS: 
      Leve tenis, muita coisa é feita de trilha e tênis vai tornar muito mais confortável as caminhadas
      Para os passeios de barco, de preferencia para os dias de sol, deixa o passeio/praias mt mais bonitos e a prática de snorkel ainda melhor.
      Lagoa azul e lagoa verde tem muita vida marinha, não deixe de praticar snorkel.
      Se sentir mt frio, leve blusa p os passeios de barco qnd estiver nublado (na volta pega mt vento)
      Existem diversos passeios, alguns feitos de escuna, que são mais baratos mas perde-se mt tempo navegando e passa em menos lugares. 
      O Hostel “Aquário” (http://bit.ly/2ueaRPF) da uma festa td noite, é de graça e só paga o que consumir.
      Alimentação vc acha de td, comi pf por 23 reais e moqueca (no restaurante lua e mar) que ficou 90,00 por pessoa (a comida é deliciosa e o ambiente bem massa, pegamos um prato que teoricamente é pra 2 e comemos em 3. Estávamos famintos e deu de boa)
      Comer no “Coruja” é um lugar que vende uma empanada SENSACIONAL, 8,00 e tem opções vegetarianas. lá tb tem promoção de 3 caipirinhas por 25 reais (varios restaurantes do lado tb tem)
      La tem mto estrangeiro, fui em setembro e tinha mt frances e argentino.
      Me disseram que em alta temporada os preços sobem MUITO, tanto passeios qnt restaurantes, hostel TUDO.
      O clima da ilha é meio Roots, não tem carro, é mt bom pra relaxar e fazer amizade. Achei a galera mt gente boa no geral.
       
      Contatos 
      Hostel beach house: http://bit.ly/Hostel_Beach_House
      Nativos turismo (onde fechei os passeios, fica logo em baixo do beach house)                                      24 99997 6382
       
      Quem quiser ver fotos ou tirar duvidas, me chama no instagram @caioviniciusaleixo (lá eu fico mais atento as mensagens)
       
    • Por Guia Claudia Lucia
      Beleza pessoal? Passando só para deixar contatos. Somos um grupo de trilhas no RJ, sempre haverá companhia para trilhar. Quando passar pelo RJ da uma olhadinha na nossa agenda, trilhas de segunda a segunda por R$25.
      AGENDA em nossas redes sociais
      No rodapé do site: partiunatureza.com
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