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aline mota

Meus 50 dias de Europa...

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E eu achando que tinha uma mente fértil, hein Michel! kkkkkkkkkkkk

 

Gente, desculpem o abandono do tópico. Atropelos do dia a dia...

 

Agradeço a lembrança, ao detetive, né Karen... rsrsrs e o coro Lordello_br kkkkkkkkkkkk

 

Mas prometi não fazer propaganda enganosa, então...

 

Abraços e muito obrigada.

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Viajar é crescer. Crescer como pessoa. É tornar-se um ser humano melhor. É olhar pro diferente e além do respeito ver beleza, ter admiração, emocionar-se!

 

Viajar é literalmente transpor barreiras, fronteiras. Conhecer o novo e apropriar-se dele.

 

Viajar é tornar-se cidadão. É colocar na pratica o direito de ir e vir.

 

E foi um pouco disso que senti no aeroporto da Grécia. Não quando cheguei totalmente perdida, desamparada e não sabendo o que deveria fazer.

 

Nessa segunda vez algo era diferente. Nunca me senti tão gente. Tão plena, possuidora e praticante dos meus direitos.

 

Viajar é simplesmente viciante. Foi quando me senti realmente viva em toda a minha existência!

 

Era como se eu pudesse fazer tudo, qualquer coisa. Como se tudo estivesse ao alcance das minhas mãos.

A sensação de LIBERDADE que eu nunca, jamais, por mais que viva 1000 anos, irei esquecer!

 

Tinha vindo à Grécia e apesar de todas as mazelas, trapalhadas eu tinha dado conta do recado! ::otemo:: Acreditem, se eu consegui... qualquer um consegue! :wink:

 

Me dar conta de tudo isso, sem sombra de duvidas, foi a melhor parte da minha viagem!! ::otemo::

 

Eu não trocaria isso por nada, absolutamente nada nesse mundo! 8)

 

Viajar, minha gente, eu descobri naquele dia. Que viajar é VIVER! :wink:

 

Sei que tenho extrapolado um pouco, ou talvez totalmente o modo de relatar-se uma viagem aqui no mochileiros - sendo tão detalhista, descrevendo o que senti na minha viagem. Sei que as pessoas querem objetividade... Mas esse foi o meio que encontrei de, principalmente, incentivar os futuros viajantes. Dizer que apesar das adversidades e dificuldades viajar é possível!

Acompanhada, sozinha, com muito ou pouco dinheiro, falando ou não inglês, com roteiros abertos ou fechados... tudo tem seus pros e contras. E vale muito a pena ir e descobrir o que acontece... sempre valerá!

 

Você com toda certeza encontrará pessoas que pensam o contrário, que vão achar que vc, sendo um pobre, economizar um, dois anos pra gastar tudo em uma viagem é simplesmente um louco! Então seja um louco, mas vá!!! :D

 

Quando me perguntavam pq essa "loucura" de passar 50 dias viajando, a minha resposta era simples: cansei de ver o mundo pelos olhos dos outros, pelas impressões alheias.

 

Li e reli vários relatos de viagem aqui do site. E apesar de serem um deleite pro meu cérebro de sonhadora, eu descobri que não poderia ficar com a descrição dos outros o resto da vida... eu precisa ter as minhas.

 

Hoje, viajar pra mim tornou-se algo vital. ::otemo::

 

FOI SÓ UM MOMENTO DESABAFO. :wink: AGORA O RELATO!

 

O que mais gostei da Grécia sem dúvida as pessoas, o povo grego. Como disse antes, até agora não conheci gente igual!

São espontâneos, excêntricos, gentis – se vc não reclamar da internet! ::lol4::::lol4:: São práticos, e falam inglês! :wink:

 

A minha dica pra quem for a Grécia, ou melhor, pra quem for viajar: conheça pessoas, interaja com elas. Pode ter certeza de uma coisa a sua viagem será infinitamente mais interessante.

 

Viajar sozinha é uma coisa, ficar sozinha o tempo é outra bem diferente. :wink:

 

Ser assediada faz parte: mulher e ainda viajando sozinha é prato cheio (fica o aviso) mas vc não é obrigada a fazer o que não quer. Aceitei ajuda e convite de muita gente, mas quando o "caboco" começava com o papo de como minha boca era bonita – e olha que ela nem é – eu pegava meu banquinho e saia de mansinho. :wink:

 

Chegando à Itália.

Desembarquei no aeroporto de Fiumiccino. Lá mesmo é possível comprar a passagem pro centro de Roma que fica um pouco distante. Paguei 15 euros de Fiumiccino até o Termini. Esse procedimento foi super tranquilo. Estava bem orientada: imprimi em português todas as explicações de como chegar aos hostels. Claro que nem sempre isso foi o suficiente pra não me perder... mas ajuda um pouco. :wink:

 

Minha mala demorou mas chegou. Na saída tinha um povo da imigração e só pediram pra ver meu passaporte, perguntaram minha profissão e me deixaram passar sem bronca. ::otemo::

 

Graças a Deus o trem não demorou a chegar, autentiquei meu passe e tive uma briga feia com minha mala: uma altura razoável do chão até o primeiro degrau do trem. Eu tinha que me desfazer daquela coisa. ::grr::::grr::::grr::

 

Já entrei no trem a procura de alguém a quem pedir informação sobre o Termini. Haviam pouquíssimas pessoas no vagão mas consegui visualizar uma vitima em potencial. ::lol3::

 

Eis que Roma resolve me pregar uma peça de boas vindas. :o

 

Eu achando que havia encontrado uma vitima... eis que o feitiço vira contra o feiticeiro! :shock:

 

Sentei enfrente a um homem que, tadinho, parecia que havia fugido de algum campo de concentração. Se bem que eu também não estava muito longe disso... :cry: Perguntei ao "menino do pijama listrado" se ele conhecia a estação que eu deveria descer. Ele me olhou balançando a cabeça negativamente tentando explicar que não falava quase nada de inglês. ::putz::

 

Fazer o que?! Fiquei admirando a paisagem da viagem, nada de especial. :roll:

 

De repente o cara pergunta minha nacionalidade e quando respondi que era brasileira os olhos dele até brilharam. (seria ele brasileiro?)

 

Foi a minha vez ver alguém sair de Pantera Cor de Rosa pra Grilo Falante. E o cara ia falando um português horrível. Minha vontade era de cair na gargalhada mais mantive a seriedade que o momento pedia. ::xiu::

 

O rapaz começou explicando que falava um pouco de português pq havia trabalhado durante alguns anos com um brasileiro não lembro onde. Felicidade explicada!! ::lol4::

 

Bem, o cara tinha uma historia maluca e, eu não queria estar no lugar dele!

Segundo o que consegui decifrar daquele português romeno,nacionalidade do rapaz, foi que ele havia viajado com a família. No retorno pra casa não conseguiu embarcar pq o passaporte dele havia perdido a validade. A família: esposa e os filhos voltaram pra casa e ele ficou.

 

Pelo que pude perceber ele estava mais perdido que cego em tiroteio. Disse que tentaram orienta-lo sem êxito pq ninguem falava a sua lingua (ele estava revoltado por isso! Realmente todo mundo deveria falar romeno ou português nesse planeta! kkkkkkkkkkk).

Fizeram-lhe uma reserva em um hotel em Roma, tinha pouco dinheiro e não sei bem como iriam resolver o problema do passaporte vencido. Só sei que era uma baita de uma confusão que, tenho certeza, não consegui compreender nem um terço da cagada que ele tentava me explicar. Era uma historia tão maluca e surreal que eu custava acreditar.

 

Mas enfim, tentei ser solidaria ao rapaz, e tudo o que eu dizia era: “complicado hein...” já parecia o falso francês que so sabia dizer no problem.

 

Foi ai que o sobrevivente da Lista de Schingler resolveu me ver como a salvadora da pátria, a Sassa Mutema, a amiga de infância, a Bia de Sampa dos olhos dele!!

Por essas alturas ele já queria ir pro mesmo albergue que eu! ::lol4:: Não sei se queria fazer o mesmo roteiro e voltar comigo pro Brasil mas de resto ele tava topando qualquer parada! Tadinhho. Isso que é desespero, hein! ::lol4::

 

Perguntou se eu poderia ajuda-lo...

 

Bem, eu não via como, mas perguntei de que forma seria isso, só por curiosidade.

Eu e esse meu bocão... e o Buda me fala da iluminação que acabara de ter: ele queria que eu o acompanhasse até o local que haviam indicado no Termini, lá eu seria a tradutora dele já que eu falava inglês e ele não, vcs acreditam nisso, eu sendo interprete de alguém, era a piada do século!!! ::lol4::

 

De lá NÓS iriamos até o hotel dele, cancelaríamos a tal reserva e voltaríamos pro hostel onde ele se oferecia pra ficar juntinho comigo (se o trem não estivesse em movimento eu teria saído correndo).

Queria saber se havia vaga no hostel pro qual eu estava indo. (Meu deus ele era eu chegando na Grécia). ::lol4::

 

Expliquei que não sabia, talvez tivesse ou não. Que seria melhor ele ficar no hotel dele. E acabei por convence-lo disso quando informei que nesse hostel eram varias camas em um mesmo quarto. (sim, na cabeça dele eu ficaria em um quarto sozinha e queria saber se eu via algum problema dele ficar comigo lá!!!) :shock:

Um problema eu realmente não via... pq eu via vários, muitos, todos os problemas do mundo!!!

 

Do outro lado iam sentados dois caras com traços indianos, num alinhamento de homem de escritório, com direito a terno e gravata. Eu não faço ideia se eles compreendiam alguma coisa da minha conversa com Seu Madruga, só sei que uma hora e outra eu olhava pra eles e como resposta eu os via balançar a cabeça negativamente pra mim. Como quem diz: sai correndo, mesmo com o trem em movimento!

 

Como toda desgraça pra pobre ainda é pouco... comecei a achar que aquilo era golpe, eu não sabia bem que golpe mais não iria a lugar algum com aquele cara. A Bia que me desculpasse, mas eu não seria tão boa com o maior abandonado quanto ela havia sido comigo. Pra mim era uma questão de sobrevivência!!

 

Fiquei imaginando como eu iria me sair daquele ser humano, tinha que encontrar um jeito.

 

Quando chegamos a estação Termini me adiantei pra sair logo e bem depressa do trem, mesmo que nada, meu carma me atrasou bastante e quando percebo o cara já tava colado em mim. Sim, mordomo do Mr. Deeds!!

 

Ajudou a descer a minha mala e apoderou-se dela. (porque essa abençoada não foi extraviada de novo?!)

 

Bem, fui atrás de saber pra q lado ficava o metrô. Peguei informação e fui explicar pro romeno. E o cara diz, então vamos. Então vamos é muita gente. Então vá!

Quis pegar minha mala e o cara segurando “vc não vai me ajudar?” Nossa, aquela pergunta me atingiu como um tapa na cara! Doeu lá na consciência. Eu só lembrava da Bia todo solicita comigo e, quando chega minha vez de retribuir a gentileza, eu agindo daquele jeito super egoísta... :oops:

Me resignei e tentei ajudar o cara, mas não muito pq juro que pra mim aquilo parecia golpe.

 

Iniciamos uma peregrinação pelo termine tentando, em vão, descobrir onde ele deveria ir. ::grr::

 

Eu não podia ver um balcão que pra mim significava a chance de ter a resposta ao problema do meu desorientado companheiro e minha carta de alforria – mas eu estava tão ou mais desorientada que o poverelo! ::lol4::

 

Cheguei a conclusão que tinha, mesmo, que ser no metrô. Mas eu não via viva alma entrando naquele corredor da morte. Eu que não ia sozinha com o cara pra lá. Tentei explicar novamente o pouco que havia entendido ao rapaz e na hora de ir... eu não fui. Ele saiu levando minha mala e eu fiquei parada olhando. Vão-se os anéis e ficam-se os dedos! :wink:

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Aline, aff!

Até que em fim... Aqui estou eu relendo o seu relato maravilho. E concordo plenamente com a dissertação. Viajar e uma renovação por completa, com queda de paradigma e outras cositas.

Mais, uma vez vc é louca em deixar sua mala rsrsrs !!!

Bom retorno.

Bjs

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::carai::::carai::::ahhhh::::ahhhh::::carai::::carai::

 

Não acredito Aline, vc parou o relato bem no meio de um momento crítico???!!!

 

Esse relato tá muito bom, e realmente "Viajar é Viver"!!!

 

Espero que você poste logo a continuação do relato, ele continua muito bom.

 

T+

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Volta Alinêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêê!!

 

Mas como assim? Você deixou ele levar sua mala?? Wtf??! oO

 

Ah, só pra relatar, seu relato está muito bom, estou até querendo incluir a Grécia também agora no meu roteiro pela Europa! LOL

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kkkk

 

Ok Diogo, assumo. Tenho feito de propósito mesmo! kkkkk Mas é pq o povo já batizou de novela... tenho q seguir a linha agora... rsrsrsrs

 

Pois é, Edmilson... o cara levou... mas... tai o resultado. :wink:

 

Valeu, Karen.

 

Muito obrigada.

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