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Kássio Massa

Uma trip, dois perrengues! Travessia do Funicular + Prainha Branca

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Trip realizada de 29/12/2011 a 01/01/2012

Por: Gabriel Medina, Jefferson Zanandrea, Kássio Massa e Renata Aguiar

 

Galeria completa de fotos

 

Atenção, este texto não é recomendado para pessoas normais!

 

Há alguns meses tentávamos traçar um roteiro bacana para finalizar o ano, a fim de unir bom visual de alguma queima de fogos por aí e o nosso tão aconchegante clima natureba, em meio à exuberante mata atlântica paulista. A princípio, a ideia - que foi apenas engavetada - era subir ao majestoso Pico do Corcovado, em Ubatuba-SP, com seus 1100m, e alí mesmo, assistir toda a queima de fogos que aconteceria lá embaixo, na muvucada civilização, retornando à base na manhã seguinte. Porém, após alguns inconvenientes que puseram em cheque esta trip, terminamos por alterá-la completamente, transformando-a num duplo perrengue, que se resumiria à descida da Serra do Mar, por trilha, rumo à Baixada Santista e acampamento numa praia deserta, chamada Prainha Preta, vizinha à semi-badalada Prainha Branca, localizada entre Guarujá e Bertioga. Por motivos de trabalho, a trip deveria ser concluída no dia 01/01/2012.

 

O planejamento

 

De fato, existem vários meios de se descer a Serra do Mar, a pé, dos quais já haviamos testado dois (as descidas pelo Vale do Rio Mogi e pela antiga e abandonada ferrovia Funicular da São Paulo Railway). Consequentemente, nos restavam algumas rotas ainda não realizadas, como por exemplo, a rota do Rio Itapanhaú, ou mesmo, a clássica rota do Vale do Rio Quilombo, que tem como pontos altos da pernada a traiçoeira Pedra Lisa e o magnífico Poço das Moças, culminando nos limites entre Cubatão e Santos, após caminhada árdua de 15km. Obviamente, o Vale do Quilombo estava mais ao nosso alcance que qualquer outra travessia, portanto, o escolhemos para esta trip, visto que é uma das travessias mais rápidas da região, podendo ser concluída em 6h.

 

Me dei ao esforço de coletar infos sobre o caminho que, atualmente, encontra-se interditado, aberto apenas para grupos acompanhados por guias e monitores ambientais - um absurdo - e que, portanto, exigiria que a adentrássemos em algum horário em que a guarita estivesse fechada, para que não fôssemos frustrantemente impedidos de seguir rumo. Resolvemos então, marcar o encontro do grupo para Quinta-feira, às 22h, na Estação Rio Grande da Serra para que pudéssemos iniciar a trilha ainda à noite, acampando pouco após a guarita, e concluí-la por volta das 12h do dia seguinte, Sexta.

 

Sem atrasos significativos, eu e o Gabriel nos encontramos com o Jefferson e a Renata, na plataforma da estação, e nos dirigimos ao ponto de ônibus aonde o coletivo rumo a Paranapiacaba chegou sem nenhuma enrolação! Apesar do horário, encontramos um numeroso grupo de jovens que rumavam ao Camping Simplão de Tudo, nos arredores de Taquarussu, vilarejo vizinho de Paranapiacaba. Durante todo o trajeto, tivemos uma breve conversa sobre a trip, em que parte do grupo demonstrou incertezas referentes às condições da trilha e insatisfações diante do longo trecho, de 10km, que teríamos que percorrer em estrada de terra interminável, durante a travessia. Sendo assim, foi cogitada a possibilidade de descermos a serra por alguma que já tenhamos feito antes, e o concenso geral do grupo fez por voltar à tona a ideia de refazer a histórica Travessia do Funicular, a mesma que realizei no final de Agosto do mesmo ano!

 

Em busca do Funicular

 

Pois bem, após 20min, às 22h45, nosso ônibus estacionou no bucólico e silencioso estacionamento da vila inglesa, onde nos despedimos dos jovens e fomos em direção ao mirante do Vale do Rio Mogi, uma humilde plataforma de madeira que, a cada visita minha ao local, encontra-se com menos degraus! Alí, ainda encontramos mais turistas que aproveitavam aquela fria noite para apreciar o vasto visual de todo o vale e da cidade de Cubatão, ao fundo.

 

Às 23h, tomamos o início da Trilha do Rio Mogi, de onde sai, aos seus primeiros 30m, uma bifurcação parcialmente fechada pela mata, que nos levou às margens da ferrovia ativa operada pela MRS, conhecida como "Sistema Cremalheira" - por utilizar equipamentos especiais de tração na via chamados de cremalheira-aderência, que possibilitam as pesadas locomotivas subirem e descerem o grande declive da Serra do Mar com segurança. Neste ponto, é recomendada atenção, pois para atingir o leito do Funicular, é preciso atravessar a via da Cremalheira, seguí-la por uns 200m e subir por uma antiga canaleta de escoamento de água, evitando ser visto pela segurança presente no local, pois é lei federal a proibição de se caminhar em ferrovias. Sendo assim, tratamos de desligar nossas lanternas e andamos ligeiramente pela via, chegando ao leito do Funicular sem qualquer imprevisto, às 23h20. Sucesso!

 

Daqui, bastou seguirmos os precários trilhos até chegarmos ao 5º túnel, onde instalamos nossas barracas em sua entrada, às 0h, a fim de conseguir burlar a friaca daquela noite e pegar num quase impossível sono.

 

Pés nos trilhos

 

Após uma loga e mal dormida noite, às 5h30, levantamos o acampamento, recolhemos as tralhas e seguimos adiante. Atravessamos o 5º túnel, caracterizado pelas suas janelas laterais, de onde é possível ter vista parcial para o outro lado do vale. Este túnel antecede o temido abismo da Grota Funda, cortado pelo 14º Viaduto do sistema Funicular - com 60m de altura, o mais alto de todos - e por um outro viaduto pertencente à Cremalheira, bem mais abaixo. Não hesitamos e o transpomos sem muitas dificuldades - como na outra vez o fiz pelos trilhos da direita, desta vez, optei pelos da esquerda, para ter um melhor visual da cachoeira da Grota Funda. Nesta hora, tivemos um encontro com dois rapazes que também seguiam pelos leitos da dita ferrovia, porém, faziam a transporição da ponte de forma não recomendada: pelos dormentes podres e frágeis. Atingindo terra firme, notamos os primeiros raios do Sol refletidos na serra ao fundo, ocasionando um cenário digno de bem enquadradas fotos!

 

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Passamos brevemente pelo 4º Patamar, onde pudemos conferir todo o maquinário que um dia movimentou os cabos de aço responsáveis por tracionar os Locobreques - locomotivas especialmente fabricadas para rodarem no Funicular Serra Nova - que circularam alí, trazendo e levando povos e especiarias, e promovendo o progresso do Estado de São Paulo.

 

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Às 7h30, demos continuidade à pernada, retornando à via e seguindo-a por mais túneis e pontes horrendas e precárias e pelo 3º Patamar, que nos serviu como mais um dos trocentos possíveis mirantes do percurso. Uma das pontes, a 11ª, estava com seus trilhos parcialmente soltos, o que nos fez cogitar em contorná-la pela trilha que saia à sua direita. Porém, resolvemos nos arriscar e atravessá-la, desde que, para isto, fossemos um por vez, para evitar sobrepeso na estrutura.

 

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A "Ponte Mãe"

 

Após quase 6h de trilhos, chegamos ao 4º Viaduto, também conhecido como "Ponte Mãe", por ser o mais extenso do sistema, com mais de 200m! Esta ponte é temida por muitos, em razão de seu estado calamitoso e por estar muito coberta pela mata densa e espinhenta. No geral, os aventureiros costumam contorná-la por uma trilha em "S" que costura a ponte até culminar em sua extremidade oposta. Porém, mais uma vez, decidimos fazê-la por cima, nem que para isto, fossem necessárias habilidades no manuseio de facões.

 

Logo nos primeiros metros, notei um galho enroscado em minha calça, na perna direita. Não era possível removê-lo com as mãos, pois o mesmo era totalmente envolvido por espinhos. Me ví preso a quase 30m de altura! Numa tentativa desafiadora de me livrar deste, tratei de me equilibrar com o pé esquerdo no estreito trilho e, simplesmente, dei um ligeiro chute no ar com o direito, até que, finalmente, o bendito se desprendeu e eu pude retomar meu rumo.

 

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Nos aproximávamos da metade da ponte e outro emaranhado de mata espinhenta nos impedia de seguir por este lado - o esquerdo - da mesma, nos obrigando a passar para os trilhos da direita, nos fazendo valer de um humilde hístimo metálico paralelo aos dormentes, pertencente à estrutura da ponte, aparentemente mais resistente que qualquer outra estrutura a mais presente alí. Pois bem, o Jefferson foi o primeiro, seguido por mim. A Renata e o Gabriel vinham pouco atrás e, portanto, os esperamos para instruí-los a como proceder. Inesperadamente, a Renata deu um salto para trás, um tanto assustada pelo que acabara de ver: uma serpente, mais tarde identificada pelo nosso amigo do fórum Mochileiros.com, Gabriel "Mochileiro Peregrino" como sendo uma Caninana - não peçonhenta, porém, agressiva e ágil. Esta passou totalmente despercebida por mim e pelo Jefferson, enquanto nos atentávamos somente a atravessar a precária estrutura da ponte, que já tomava totalmente nossas atenções! Com cuidado redobrado e todos já nos trilhos da direita, terminamos de transpor a Ponte Mãe, desta forma extremamente inusitada e perigosa!

 

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A pernada final

 

A partir da Ponte Mãe, a travessia suaviza. Já não é mais necessário transpor mais nenhuma ponte, pois há trilha fácil que as contorna. Restavam-nos apenas mais 2h de caminhada para que atingíssemos o pátio de manobras da MRS, já em Cubatão. Atravessamos o Tunel 11, ou "Túnel Pai", o mais extenso, com 240m, paramos na cachoeira referente ao 2º Viaduto, o que não resistiu ao abandono e as ações do clima e desabou há anos, e assim, às 15h10, finalizamos a travessia histórica pela ferrovia que construiu o país, durante um século!

 

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Uma vez no pátio de manobras da MRS, bastou atravessar alguns trilhos e seguir rumo ao ponto de ônibus localizado na rotatória frente à Usiminas (antiga Cospia).

 

Fim de trip?

 

Diferente de qualquer travessia que fizemos até então, nossa trip ainda teria continuidade! Tomamos o coletivo da EMTU rumo ao Guarujá, onde descemos em seu ponto final, um terminal urbano, chamado de Ferry Boat Plaza, bem estruturado e que serve de ponto de entrada da cidade, também, para quem vem por balsa, a partir de Santos. Deste local, é possível ter vista privilegiada de toda a baía de Santos e de parte do porto. Com sorte, conseguimos flagrar em enorme cargueiro passando a poucos metros de nós!

 

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Às 16h20, embarcamos na linha 930, um coletivo, também da EMTU, que seguia para Riviera de São Lourenço, passando por Bertioga. Nosso objetivo era pegar a balsa gratuita em Bertioga que, contraditoriamente, nos deixaria, novamente, no Guarujá, porém, em sua outra extremidade, a mais de 40km do Ferry Boat Plaza. Em Bertioga, nos adiantamos e adquirimos nossas passagens para o retorno a Mogi das Cruzes, que seria na manhã de Domingo, às 8h.

 

Logo ao lado do pier da balsa, já no lado do Guarujá, inicia-se a trilha sussa à Prainha Branca. Porém, nossa exaustão decorrente da travessia não nos fazia concordar com a facilidade desta trilha, totalmente pavimentada e de baixa declividade! Mesmo sendo, às 18h, já nos deparávamos com a muvuca característica de fim de ano, que pairava naquela comumente bucólica praia. É interessante notar as diferentes tribos presentes alí, gente de todos os tipos e gostos. Paramos num pequeno bar, onde aproveitamos para encher nossas panças, finalmente, após um longo dia de precária alimentação, resumida em apenas morangos silvestres e barrinhas de cereais.

 

Apesar do clima, nosso point não seria a Branca, mas sim, uma praia vizinha a esta, pois não é permitido camping alí, por questões diversas. Então, às 22h, nos despedimos dos amigos do Jefferson, com quem nos encontramos e que também estavam a passar o Reveillon na região, e fomos direto à trilha que nos deixou, às 22h30, na deserta Prainha Preta. Para nossa surpresa, já havia algumas barracas instaladas no local. Armamos as nossas barracas e pegamos logo num profundo sono, junto à brisa vinda do mar!

 

Um novo perrengue: a fuga da virada

 

Acordei às 6h, com o Gabriel tentando sair da barraca para obter algumas fotos do amanhecer que podíamos presenciar naquele momento. A praia é marcada por um apêndice rochoso que salta 4m acima do nível do mar, e pela tonalidade ligeiramente escura de suas areias.

 

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Nosso dia se resumiu a apreciar a paisagem bucólica do lugar, o mar incansável de se observar e a papos dos mais diversos. O Gabriel, com um pouco mais de pique, decidiu seguir uma trilha que o levaria à Praia do Camburizinho, onde o elemento marcante é uma lagoa formada pelo curso de um rio que deságua alí. Enfim, o bom tempo que se mostrava diante de nós sofreu uma mudança brusca quando, as 18h, ocorreram os primeiros pingos de chuva que, em poucos minutos, se tornaram um grande e interminável dilúvio, que persistiu até altas horas, nos deixando presos em nossas barracas, sem muito o que fazer.

 

Numa tentativa frustrada de quebrar a lentidão do tempo, que tardava a passar, jogávamos conversa fora, abordando temas que variavam desde a nossa própria trip a assuntos relacionados a games ou computação gráfica (minha área de atuação profissional).

 

Enquanto a chuva não cessava, decidíamos também como procederíamos na ocasião, tentando entrar num consenso sobre a viabilidade de desarmarmos o camping e irmos à civilizada Prainha Branca, ainda naquela noite, para podermos assistir à tão esperada queima de fogos, ou se seria melhor permanecermos alí até que a chuva enfraquecesse ou parasse de vez, desde que não se extendesse para além das 5h da manhã seguinte, pois teríamos que chegar a Bertioga até as 8h para tomar nosso ônibus.

 

Porém, notamos que o riozinho que corria próximo à nossa área de acampamento havia subido seu nível drasticamente, atingindo nossas barracas! Nossa decisão imediata foi abandonar o local. Desmontamos tudo, pusémos nossas bagagens nas costas e rumamos pela trilha em direção à Prainha Branca, às exatas 0h - isso mesmo, passamos a virada do ano no meio de uma trilha!

 

Finalmentes

 

Após perdemos todo o espetáculo da queima de fogos e com a chuva já tímida, atingimos o solo da Branca, às 0h30, onde tratamos de nos aconchegar na areia da mesma. Eu, por vez, decidi procurar algum restaurante para jantar e mandei ver com uma porção de fritas e outra de frango empanado! Reencontrei o pessoal num outro quiosque, às 3h, onde permanecemos moscando - flagrando um cara extremamente chapado derrubando tudo à sua frente, sem sequer conseguir se manter em pé - até que, às 5h30, partimos rumo à balsa para Bertioga.

 

Chegamos ao outro lado, em Bertioga, às 6h10, onde passamos numa padaria que acabava de abrir as portas, naquela manhã de Domingo e compramos alguns salgados e água, e paramos numa praça às margens do cais para as últimas fotos da trip, enquanto nosso ônibus não chegava.

 

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Dadas pontuais 8h, nos vimos dentro do veículo que não demorou a partir rumo a Mogi das Cruzes, onde chegamos às 9h20 e tomamos o trem da CPTM, que por sua vez, nos deixou no centro de São Paulo. Daqui, cada um seguiu sua jornada final para casa, com muita história para contar e a garantia de que 2012 foi estreado com não um, mas dois perrengues que, pela insanidade, tornaram-se dignos de serem relembrados por muito tempo!

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Aloha!

 

Parabéns pelo relato Massa! Trip muito louca, cheia de imprevistos, superações, risadas e diversão!

Um perrengue lascado, na Funicular, muito mato, tensão nas alturas, e resistência. Na prainha preta, luta contra uma tempestade, e um rio que passava por debaixo da barraca hahaha... Trilha noturna até a prainha branca debaixo de um dilúvio!

Enfim, fatos que devem e serão guardados eternamente na memória, obrigado por compartilhar deste relato com todos nós fórum.

 

Fico ainda mais feliz em ter participado deste perrengue com vcs, afinal estamos saindo da fase amadores finalmente hehe...

 

Abração, muita positividade e pode ter certeza que depois de um começo de ano épico deste, o ano será cheio de aventuras e novos lugares!

 

Paz.

 

Trekking Forever Uhull...

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Pow tirando os medos nos trilhos e uma cobra me olhando

 

hsuauhsauhsauhas

 

Foi de mais!

 

Fantastico.....

 

o relato e as fotos ficaram show Massa.

 

Essa trip vai levar historias para ficar na memoria na vida inteira!

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Nossa ... Essa foi mais Punk ainda ...

Olha aquela cobra ali em cima ... vcs são doidões mesmo ...

Admiro a coragem e espírito de aventura ...

SHOW ! Dá até vontade de fazer essa trilha, que visual.

Nota 10 !

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kkkkkkkkkk segundo dizeres, parece que aquela cobra fica la na ponte, permamnentemente. Bem provavel que se vc fizer a trilha, vc a encontre por la. (não é peçonhenta)

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kkkkkkkkkk segundo dizeres, parece que aquela cobra fica la na ponte, permamnentemente. Bem provavel que se vc fizer a trilha, vc a encontre por la. (não é peçonhenta)

 

Ainda estes dias estava comentando da sua trip com um amigo meu e ele disse : "A pior das situações seria eles atravessando aquela estrada toda enferrujado e com os dormentes podres, tendo que se equilibrar e uma cobra vindo do outro lado andando ... o que fariam .. deixariam ser picados ou pulariam lá para baixo ? "

 

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Pior q a Re quase caiu kkkkkkkkkkkkkkkkkkk qdo ela reparou na cobra, deu um mega salto pra trás (precipicio) kkk

 

Cê tá doido maninho ... isso é perigoso demais ...

 

Com certeza a mãe de vocês nem imagina onde estão andando ultimamente, kkkkkkkkkkk !

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      diferentes dificuldades entre fácil, médio e difícil. O tempo pode ser de 1 a até 5 horas, dependendo da trilha.
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      Em frente temos o acesso ao Museo Funicular, a entrada custa R$ 5,00. Lá retrata a história da ferrovia, interessante visitar.
      Na hora de voltar, ao sair da passarela, vire a direita e vá para um outro caminho. É possível ver a torre do relógio de perto, que é uma réplica do Big Ben de Londres. Tem 20 metros de altura.
      Assim termina o passeio. 
      Espero gostem as informações, curta o vídeo e inscreva-se no canal.
      Valeu!!
    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 
       
       Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 
         Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. 
       
        
         
       
       
        Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado.

                
       
        Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos.
       
                
       
        Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. 
       
                

       
        Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs.  
       
                
       
        Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. 
       
       




        
        Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. 
       
      Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90  - Metrô e Trem R$4,00 
        Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! 
        Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
      Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
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    • Por Renato37
      Travessia realizada em 17/08/2019.
      Todas as fotos da travessia estão em: https://photos.app.goo.gl/iALbK8QSahnj7Lku6

      - Introdução -
       
      Fazia algum tempo que não batia perna na região de Paranapiacaba, ainda mais por conta da proibição e o aperto da fiscalização nas tradicionais trilhas do entorno da vila, como a da Fumaça e Cristal. Então, para evitar problemas, tenho optado por ir para outros lugares, como na Serra do Mursa, Itapety e Mogi, entre outros.

      Já tendo feito um batevolta na pouco conhecida Pedra Grande do Quatinga em 2013, es que me surge a ideia de retornar a mesma, mas não mais como um simples batevolta, mas sim, como travessia com 1 pernoite. Chamei várias pessoas, mas dado a logística e ter que acampar, apenas 5 toparam ir comigo na empreitada.

      Passava das 9:00 da manhã qdo saltei do metrô da linha 2 (verde) na estação de Tamanduateí, local previamente marcado com parte da turma. Lá encontrei o Marcio, Janaína e a Suzana que já me aguardavam no local. Sem perder tempo, logo embarcamos no trem da linha 10 da CPTM sentido Rio Grande da Serra, onde encontraríamos a 5º integrante da trupe, a Monike que é do ABC e que iria nos encontrar diretamente lá.

      Na Estação de Rio Grande da Serra esperando a ultima integrante da trupe, a Monike.

      Com toda a trupe reunida e após um breve café da manhã reforçado, embarcamos no latão rumo a Paranapiacaba que por sorte, estava com problemas na catraca e por isso, não houve cobrança da passagem, para a alegria de todos.


      1º Dia - Da Vila de Paranapiacaba ao Topo da Pedra Grande do Quatinga.
      Desembarcamos do ônibus em uma Paranapiacaba incrivelmente ensolarada e de céu estupidamente azul, coisa rara e que poucas vezes se vê por lá, com a ausência total do famoso "Fog" tradicional da vila inglesa. Para quem não sabe, o tradicional nevoeiro e os dias sem visual algum faz parte da vila inglesa, construída no Século XIX.


      O Relógio marcava pouco depois das 11:30 e precisaríamos apertar o passo afim de chegarmos até o topo da Pedra Grande a tempo de ver o por-do-sol. Após alguns clicks de praxe da vila inglesa e a tradicional foto clássica da trupe em frente a igreja, iniciamos a caminhada descendo a ladeira que liga a parte alta a baixa da vila.


      A turma na tradicional foto antes de começar a caminhada.
      Durante a caminhada na vila de Paranapiacaba, notei que muita coisa mudou desde a ultima vez que lá estive, anos atrás: O Bar da Zilda parecia um bar de balada, os quiosques do lado da passarela já não existiam mais e por fim o baixo movimento da vila para um Sábado ensolarado, reflexo da decadência que se tornou o local, que teve inicio após a proibição abusiva de acesso ao que foi um dos principais atrativos da vila: As trilhas que levam a várias cachoeiras da região.

      Pelo menos restauraram o velha replica do big ben de Londres da vila. Percebi tb que os moradores tiveram que ser criativos para atrair novos turistas para a região, que estavam espalhados pela vila, mas de nada lembrava a epoca boa de quando aquilo lá bombava.
      Acredito que, o que deve estar mantendo a vila de Paranapicaba em pé são os artesanatos, os vários festivais que são realizados ao longo do ano e que atraem centenas de milhares de turistas, como o tradicional festival de inverno.


      O novo "Big Ben" restaurado
      Com pouco tempo disponível, nem tiramos muitas fotos, pois tinhamos pela frente, vários quilômetros de caminhada até a Pedra Grande.
      As 12:15, deixamos Paranapiacaba e adentramos a pacata e tranquila estrada de terra do Taquarussu, palco inicial de várias outras trilhas feitas anteriormente. Essa estrada também liga o Bairro de Mogi a vila de Paranapiacaba.
      O trajeto começa logo de cara com uma subida que parecia assustar, mas como estavamos em um pequeno vale, esse trecho inicial de subida não foi um problema, pois aqui há enormes árvores que nos brindaram com uma refrescante sombra, o que foi um alívio para todos.

      Passamos por uma portaria e uma placa indicando que ali pertence ao parque natural nascentes de Paranapiacaba e que o acesso as trilhas requer a contratação de um guia, o que ignoramos é claro. Afinal, nosso destino estava bem distante dali, numa trilha em outro municipio. Algumas placas pelo caminho sugerem que essa mesma estradinha também faz parte do conhecido "caminho do sal".
      30 minutos de caminhada desde a vila de Paranapiacaba, passamos pela conhecida entrada da trilha que leva a cachoeira da Agua fria, onde havia um pessoal parado na beira da estrada e que  parece ter ido a cachoeira.
       Minha vontade de adentrar na trilha para rever a cachoeira foi reprimida pela obrigatoriedade de acompanhamento de um monitor, já que a trilha faz parte do pseudo parque natural de Paranapiacaba. Então, passamos batido por ela.
      Mais 15 minutos e passamos pelo marco divisor que divide os municipios de Sto André e Mogi das Cruzes, localizado no ponto mais alto da estradinha. A partir dai, inicia-se uma grande descida até o pitoresco vale do Taquarussu, pequeno vilarejo com meia duzia de casinhas simples.


      O Marco divisor fica do lado dessa placa, fincado da terra.
       
      Durante a descida, cruzamos com vários bikers e chegamos na pitoresca vila de Taquarussu as 13:20hs, mas nos limitamos a apenas algumas fotos, já que ainda tinhamos muito chão pela frente.
      Deixamos Taquarussu por volta das 13:30h e a partir dai, iniciamos um trecho pela mesma estrada de terra ainda mais deserta e em meio a um enorme vale. Aqui, as árvores são mais espaçadas e o sol passou a nos cozinhar, literalmente.
      2 horas de caminhada desde a vila de Paranapiacaba, resolvemos fazer um pit-stop para forrar o estomago e molhar a goela seca em um pequeno descampado ao lado da estrada.


      A Pitoresca Vila do Taquarussu, por ser uma propriedade particular, agora é toda cercada e fechada

      Descansados e saciados, voltamos a caminhada e as 14:20hs, chegamos a uma bifurcação, com uma placa indicando o camping simplão de tudo a direita, mas o caminho correto a seguir é a esquerda, em linha reta em direção ao pesqueiro trutas pedrinhas.
      Mais 10 minutos e chegamos em uma trifurcação, sendo que a esquerda vai para o Bairro de Quatinga sem passar pela Pedra Grande e a direita segue para o camping simplão de tudo. Mas o caminho correto é seguir em frente, em linha reta.


      Chegando nesse ponto, siga em frente ignorando os caminhos a esquerda e a direita

      Depois da trifurcação, passamos pelo 2º ponto de água, um enorme poção de água potavel que em um dia de calor de verão poderia ser a deixa para um convidativo tchibum. Aproveitamos para pegar água para o restante do dia e o seguinte. Como não lembrava de mais nenhum novo ponto confiável de agua a frente, sugeri a turma que coletasse toda a agua que fosse precisar a partir dali.


      O Poção e 2ºponto de água. O primeiro ponto é no acesso a cachoeira da Agua Fria, antes da vila de Taquarussu
      Recarregados com o precioso líquido, continuamos a caminhada e as 15:00hs, finalmente alcançamos o tal pesqueiro trutas pedrinhas. Mais uns 100 metros após o pesqueiro, chegamos a uma bifurcação, onde o caminho a seguir é para a direita. A partir desse ponto, passamos a caminhar por uma estrada mais estreita e precária, com a visão da face oeste da Pedra Grande agora visivel a maior parte do tempo. Passamos por alguns sitios e um lago a direita, enquanto a estradinha vai dando voltas pelo vale em direção a base da Pedra Grande e após passarmos por um grande vale, inicia-se uma sequencia de pequenas subidas.


      Pouco depois do pesqueiro, vire a direita.


      A Estrada correta vai levar diretamente a base da Pedra Grande, esse pico com a face careca logo acima na foto

      Face oeste da Pedra Grande visivel a maior parte do tempo
      Em uma curva a esquerda, já quase na base da Pedra Grande, uma trilha a direita serve de atalho e nela, havia uma placa indicando que ali é a continuação do conhecido "caminhos do sal." Adentramos a trilha e começamos uma das primeiras subidas em direção ao topo em uma trilha cheio de erosões e bem escorregadia, devido a constante passagem de motos. Muito cuidado nesse trecho.
      Durante a subida, passamos por mais um ponto de água, o último antes de chegar a base. Pegue toda a agua que for precisar desse ponto, que é o último. No topo e durante o restante da subida, não encontramos mais nenhum outro ponto de água.


      O acesso da trilha atalho: notem a placa no tronco indicando que ali é o caminhos do sal


      Trilha enlamenada, erodita e escorregadia por conta da passagem constante de motos
      Enfim, finalmente chegamos a entrada da trilha as 15:50hs. No meio das arvores ao lado da trilha, era possível ver o topo da Pedra Grande com seu topo bem visível dali. Agora iria começar a parte mais puxada desse primeiro dia, depois de quase 4 horas e 14 km de caminhada, que é subir até o topo, ainda mais com cargueira nas costas.
      A trilha é bem aberta e seu trecho inicial é composto por uma leve subida, sem grandes dificuldades. Caminhamos por cerca de 350 metros e chegamos a uma bifurcação, onde o caminho correto a seguir é para a esquerda, marcada por uma fita vermelha presa no tronco de uma árvore.


      Trecho inicial da trilha
      A partir desse ponto, a moleza acaba e a trilha inicia uma das várias subidas fortes em direção ao topo. Como acontece nos picos em geral, a medida que avançavamos, a subida ia ficando mais ingreme e o auxílio das mãos passou a ser constantemente necessários para impulso nos troncos, rochas e pedras.
      A subida é ardua, e com o peso da cargueira e o cansaço da longa caminhada até aqui, vou parando algumas vezes para retomar o fôlego.
      A Janaína e a Monike esboçavam sinais de estarem nas últimas e foram subindo em ritmo de tartaruga manca com muletas, mas não tinham escolha, pois subir era preciso!
      Felizmente, os trechos mais íngremes não duram muito tempo e logo adentramos a um trecho de ombro, com a subida mais forte dando uma trégua. 20 minutos desde a estradinha lá embaixo, eu e a Suzana emergimos da mata fechada e passamos a subir na parte descampada do topo, que era o trecho final da subida, mas que voltou a ficar bem íngreme e dessa vez com o sol forte na cachola.
      Finalmente, com pouco mais de 30 minutos de subida desde o inicio da trilha lá embaixo, chegamos ao topo dos 1.155 metros de altitude da Pedra Granda do Quatinga as 16:32hs, encerrando a caminhada desse 1ºdia de travessia. Não havia ninguém no topo e é claro que fomos donos absolutos do lugar, para a alegria da Suzana que passou a se fartar de fotos do topo.
      O cume tem um visual de 360 graus e lá do topo, consegue-se visualizar todas as cidades do entorno, como Mogi das Cruzes, Suzano e até Mauá bem distante.
      Sem perder tempo, fui logo procurando um lugar plano e protegido para montar a barraca. Qdo estava montando a barraca, Marcio, Janaina e a Monike chegaram ao topo, uns 15 minutos depois.







      Com a trupe reunida novamente, montamos rapidamente as barracas e ficamos só de boa só aguardando o Astro-rei repousar no horizonte que mais uma vez, foi um espetáculo a parte. A noite, a bola da vez foi as luzes das cidades do entorno todas iluminadas.
      Depois cada um foi preparar a sua janta e ficamos só jogando conversa fora e  vendo as estrelas com um plus a mais: O nascer da lua as 19:20hs toda avermelhada que foi um espetáculo único a parte.
      Mas com o vento frio e o sono vindo, nem fiquei muito tempo fora da barraca e fui dormir por volta das 21:30hs.

      2º Dia - Do Topo da Pedra Grande ao Bairro do Quatinga em Mogi

      Nascer do Sol
      O domingo amanheceu sem vestígio de nuvem alguma e apenas uma leve nevoa nos vales. Como de praxe, todos ficamos aguardando o surgimento do Astro-rei e após os clicks, fomos preparar o café da manhã. O meu foi com pão e um café bem quentinho para espantar o frio da manhã.
      Barraca desmontada e mochila nas costas, iniciamos a descida por volta das 8:30 com o belo visual da cadeia de morros e vales do alto da Serra do mar bem a nossa frente ainda encoberto por uma fina camada de névoa, o que foi mais um atrativo a parte.
      Descemos por uma trilha alternativa que faz algumas curvas para diminuir o desnível de quem sobe, evitando a pirambeira que sobe direto. Mas no restante da trilha, e as meninas sofreram um pouco, principalmente a Janaina que estava só com uma mochila comum carregando a barraca e isolante térmico nas mãos (que coragem).


      Vales tomados pela nevoa


      Com a descida muito íngreme, os escorregões dela foram inevitáveis, o que me deixou um pouco preocupado, dado o fato que poderia se machucar gravemente e ter que chamar o resgate. Mas felizmente o Marcio deu um auxilio nos trechos mais pirambeiros e a descida foi tranquila.
      Pouco depois das 9:00hs já estavamos todos de volta ao inicio da trilha e a partir dai, passamos a seguir pela continuação da estrada de terra da trilha atalho em que viemos no primeiro dia. 20 minutos após sair da trilha da Pedra Grande, a estrada começa uma longa, mas sinuosa descida até um grande vale, para depois virar a direira, subir um pouco e novamente descer.
      As 9:32, chegamos ao primeiro ponto de água desse trecho, que é um riozinho que corre paralelo a estrada e depois cruza ela um pouco a frente. A turma aproveitou para recarregar seus cantis pq segundo infos, seria o unico ponto de agua limpa e confiavel de todo o trecho. Como eu tinha 1 litro de suco e 500ml de agua de coco que eram mais que suficientes para mim para o trecho final, nem me preocupei.
      Após o trecho do rio, a estrada de terra passa a ficar mais movimentada, aparecem os primeiros sitios e casas e junto com eles, os carros, que nos fazem comer poeira.
      Mais 1 hora de caminhada tediosa pela estradinha, passamos por uma bifurcação com uma placa indicando que a esquerda, segue para o sítio Itaguassu e aproveitamos para fazer um rapido pit-stop nesse ponto para um lanche e molhar a goela seca.
      E enfim, após 2 horas desde o topo da Pedra Grande, alcançamos o bairro de Quatinga bem a tempo do próximo ônibus para Mogi .
      Após uma viagem de quase 1 hora, saltamos na estação central de Mogi das cruzes, onde pegamos o trem de volta para SP, chegando em casa por volta das 14:30h, cansado, mas feliz.

      Dicas:

      --> Durante toda a travessia, existem poucos pontos de água, mas bem distribuidos, não sendo necessário sair carregado de agua da vila ou de casa. O 1º ponto está na base da cachoeira da agua fria, após a trifurcação no poção e no inicio da trilha atalho.
      No segundo dia, o unico ponto de agua está bem na metade do caminho.

      --> Se for acampar, pegue toda a agua que precisar no ultimo ponto, pois na trilha e no topo não há água. Eu carreguei comigo 1 litro de agua e outro de suco que foram mais do que suficientes pra mim.

      --> No topo não há areas protegidas dos ventos, somente adentrando na trilha a esquerda que parte na direção sul. Lá há uns pequenos descampados para 1 ou 2 barracas em cada trecho e que são uma boa opção de area protegida. É só descer uns minutos pela trilha para achar os pequenos descampados planos e protegidos no meio da mata.

      --> As linhas de ônibus para o terminal Central de Mogi são:
      C192 Quatinga via Tomoki hiramoto e C193 Quatinga via Barroso.
      A Linha C192 tem poucos horários, mas a C193 tem vários horários, mesmo aos domingos.
      Ambos as linhas são municipais e a tarifa é de R$ 4,50 (Ref.Agosto/19)

      Maiores informações podem ser obtidas no site www2.transportes.pmmc.com.br ou pelo telefone 0800-195755.
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por rafacarvalho33
      Antes de começar o relato, gostaria de salientar que ocorre uma discussão a respeito dessa trilha,  se ela deve ser feita ou não e vou tentar explicar o porque desse debate. 

      A trilha de fato é ilegal, ela fica dentro de uma propriedade privada (a empresa MRS Logística) e a Sub prefeitura de Paranapiacaba não reconhece a trilha como oficial, além desses dois importantes fatores, não é anormal que ocorram a fiscalização para pegar os infratores na entrada da trilha, podendo gerar uma multa (que varia dos R$300 a R$500) e ate detenção por invasão a propriedade privada.

      Por outro lado, a trilha se dá ate Cubatão, passando pela Serra do Mar, com paisagens exuberantes, com fauna e flora muito rica e diversificada, além das cachoeiras pelo caminho, há também toda a importância histórica e cultural do trajeto, juntando esses fatores com o fato de Paranapiacaba estar próximo a cidade de São Paulo, é comum que dezenas de pessoas durante os finais de semana se arrisquem e realizem a travessia, ou pelo menos, parte dela. 
       
       Paranapiacaba recebe centenas de turistas nos finais de semana. 


      Por muitos anos, me recusei a fazer essa trilha, porque além de ela ser ilegal, ela também é perigosa, mas esse ano conheci duas pessoas que já fizeram esse trajeto mais de 05 vezes cada um, sendo conhecedores do local de olhos fechados, assim me senti mais seguro.

      Antes de mais nada, na minha opinião, acredito que a melhor solução para esse assunto seria a empresa cobrar uma taxa de entrada, e com esse dinheiro, aplicar na manutenção da trilha, deixando ela mais segura para os amantes de aventura, assim, todos ganhariam, a empresa, nós e Paranapiacaba, que assim, poderia receber mais turistas. 

      O fato de proibir por proibir sabendo que existem pessoas que ate acampam no local, da a sensação que as autoridades junto com a empresa tem preguiça de lidar com a situação, pois ao mesmo tempo o acessos a trilha e a saída dele são fáceis de identificar, se de fato quisessem proibir, não seria difícil fazer isso, ao meu ver parece que eles apenas buscam fugir da responsabilidade caso alguma coisa aconteça.


       
       Vagão de trem abandonado logo no começo da trilha
       
       
      Bom, dito tudo isso, vamos falar um pouco mais sobre a Trilha Funicular, a travessia até Cubatão tem 15 km, passando por 16 pontes e 13 túneis, as pontes estão a 50/60 metros de altura do chão, a trilha muitas vezes passa por mata fechada, tendo muitos espinhos, aranhas e até cobras, por isso é recomendável usar camisa manga longa e calça larga, e caso veja uma cobra pelo caminho, só precisa ter calma e deixar ela seguir seu trajeto em paz, recomendo o uso de lanterna para ajudar a atravessar os túneis. 
       
      A trilha é plana e tranquila de se fazer, não requer muito esforço físico, agora as partes que atravessam a ponte, essas não são tão simples, primeiro porque sempre dá aquele medo, então é comum muitas pessoas travarem na hora e não conseguirem, segundo, as pontes estão bem danificadas, já que elas foram construídas e postas em operação no ano de 1867 e foi desativada entre 1970 a 1980, então a conservação da ponte esta comprometida, a parte de madeira esta podre e em alguns locais, o ferro que da a sustentação, esta bem gasto. 
       
       A situação das pontes não são das melhores. 


      No caminho, atravessamos por 05 pontes na ida, a primeira foi a mais cansativa, por ter todos esses problemas que citei acima, mas conforme você vai fazendo, você vai pegando confiança e segurança, na quarta e quinta ponte já fazia em pé, sem precisar me apoiar em nenhum lugar. 

      A nossa volta, passamos por duas pontes e cortamos caminho para chegar ao novo sistema funicular, dando a oportunidade de ter a visão das pontes de longe.


       
       

      Além das pontes e trilhas, no caminho tem estruturas diversas, como as Casas das Máquinas, esses lugares geralmente são para as pessoas que querem acampar a noite, fazer alguma comida ou dar aquela descansada. 

      Começamos a trilha as 09:00h da manhã e voltamos a cidade as 15:30h da tarde, já que estava ameaçando chover, nosso trajeto foi até a segunda casa das máquinas, que fica depois da quinta ponte, lá tem um ótimo lugar para tirar fotos e apreciar a Serra do Mar, chegando a ver Cubatão ao fundo, muitos vão até a terceira ponte, onde tem a primeira casa das máquinas e um ótimo lugar para tirar fotos também, os mais corajosos vão ate Cubatão. 

       
       Dando aquela pausa na segunda casa das máquinas.


       
      A imponente Serra do Mar ao fundo 
       

      Recomendo que caso você tenha interesse em realizar a travessia ou parte dela, que busque algum guia local ou pessoas que já fizeram e que possam ter ajudar durante a trilha, é de extrema importância ter um apoio, se eu fizesse ela sozinho, sem ter ao meu lado duas pessoas experientes, a situação seria muito mais complicada do que foi. 


      Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga.


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