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LERIBI

Glaciar Perito Moreno: Big Ice ou mini trekking???

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Valeu Albertino, pela resposta.

Olhei num post e os valores em Agosto era de:

" Precio: $540 pesos argentinos por persona.", no mini treking, que acho que deve dar em torno de R$ 300, só que era em baixa temporada;

Contudo, li um relato de um post de uma viagem agora de setembro que o cara pagou $ 700 pesos argentinos, que gira em torno de R$ 300 reiais, nossa, muito caro para um MOCHILEIRO!!!

Pode se fazer os passeios avulso, tipo apenas entrar no Parque e ver o glacial e andar nas passarelas, ou pagar mais um pouco e dar uma volta de barco, sem fazer o treking.

Mas só para por o pezinho no Parque é $ 70 Pesos, para andar de barco $ 50 Pesos, foi o que consegui ver em outros relatos e sites.

Caso alguém tenha outras informações...

Obrigado.

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olá, estarei indo para el calafate dia 06-11-2011, e farei esse tour do Big Ice pela hielo y aventura, ficou 770 pesos com transfer por pessoa fora a entrada do parque que ja esta em 100 pesos por pessoa, ja fizemos a reserva por e-mail, é caro e muito caro, mas ja que esta indo para lá, vale a pena, por que nunca se sabe quando ira voltar e se voltar!!!! O lugar é relamente para gringo!!!

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Fui com minha filha de 14 anos e tudo trascorreu tranquilo no mini trekking. Saímos de 07:30 de Calafate e voltamos às 18H.

 

AR$ 540,00 por cabeça.

 

- Transporte a partir do hostel (cerca de 80km).

- Parada no mirante (10min)

- Parada nas passarelas (1 hora) - se puder ir novamente só para ficar contemplando o glaciar e os eventuais rompimentos cujo ruído se assemelha ao de um trovão, vale a pena.

- Navegação Ida (20 min)

- Trilha curta p/ colocar os crampones (10min)

- Caminhada no Gelo (1h e meia)

Obs: a entrada do parque para cidadãos do mercosul custa AR$ 70,00 e menores de 16 anos não pagam. Na entrada do parque um fiscal entra no ônibus coletando e o pagamento deve ser em espécie.

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Estava duas semanas atrás em El Calafate e na dúvida se realizava o mini ou o big. Tava até meio apreensivo, pois estou acima do peso e, na ocasião, com as pernas bem doloridas de algumas caminhadas anteriores. Resolvi então fazer o big e não me arrependi. Ao contrário, foi fantástico! uma experiência única que ninguém pode perder. O único trecho um pouco mais puxado é o da trilha que leva ao acampamento onde colocamos os grampos nas botas. Leva cerca de uma hora e é quase tudo subida, mas dá pra fazer tranquilo. A caminhada no gelo é fácil, sem muitas subidas e os grupos são pequenos. O tempo de permanência é ideal: cerca de 4 horas. Os guias da Hielo e Aventura são ótimos. Então se tem alguém na dúvida entre o mini e o big, um conselho: faça o big.

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Fiz o Mini Treking em 2009 e foi mto legal... os guias são atenciosos e te alertam todo o tempo como caminhar sobre o Glaciar usando os grampones(igual pato) No final do passeio ainda em cima da Geleira, servem Whisky com gelo direto das paredes do Glaciar.

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20120316150601.JPG::hahaha::

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Pessoas, alguém poderia me dar umas dicas legais... ::sos::

 

Estou indo dia 30 de set para Buenos Aires fazer um curso de español, no entanto, adiantei minha ida em uma semana justamente para fazer o Big Ice.

Minha dúvida é em questão das roupas, moro em Natal e comprar esse tipo de vestimenta, será totalmente perdido qd voltar.

Alguém sabe se alugam botas ou se tem uns out let desse tipo por aki ou lá (quebra vento etc)?

Muito grato pela ajuda.

 

Wagton

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Wagton,

 

Em El Calafate lojas que vendem roupas de trekking (esportivas em geral) também alugam. Eu aluguei tudo. Mas estive la já tem um tempão. Com sinceridade acho que o big ice não é tão necessário assim. O mini trekking (esse que o Vladguanaco fez) ele nos deixa bem satisfeitos.

 

Minha amiga não tinha bota adequada pro trekking mas disse que não sentiu falta. Eles colocam umas garras acopladas ao seu tenis (é bem tranquilo!)

 

20120326212010.jpg

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Dete, muito obgdo por sua informações. ::otemo::

 

Entrei em contato com a Hielo & Aventura, pedindo mais informações, sobre preços e alugueis de roupas.

Ñ foram objetivos nas respostas, no entanto, recebi dois folders do Big Ice e do Mini Trekking, bem úteis. Algumas informações se repetem, por serem já ditas aqui, algumas atuais.

 

 

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    • Por victoralex
      Saravá, mochileiros!
      Me sinto na obrigação de fazer um relato completíssimo aqui no fórum da viagem que fiz na Patagônia Argentina sozinho em dezembro de 2017, uma vez que 98% da trip foi inspirada em dois relatos aqui do Mochileiros! Esses daqui: Carol (https://www.mochileiros.com/topic/54824-trilhas-em-el-chalténel-calafate-10-dias-sozinha-na-patagônia-argentina-out2016/) e Rezzende (https://www.mochileiros.com/topic/57467-imensa-patagônia-ushuaia-el-calafate-el-chaltén-e-bsas-em-15-dias-fev17/). Vale muito e leitura além do meu relato!
      Antes de tudo, assistam o vídeo compilado da viagem que eu fiz!
      Gastos
      Vamos começar com os gastos, questionamento mais frequente que eu tive. Fiquei 10 dias totais, sendo dois de deslocamento e 1 de descanso (essencial!). Aqui vão:
      Passagem Aérea LATAM: R$ 1396,00
      Seguro Viagem Assist Card: R$ 139,00
      Passeio Minitreking Perito Moreno (já com entrada do Parque): R$ 738,00
      Hostels EL Calafate e El Chaltén: R$ 463,00
      Comidas, Cartão de Crédito e Extras: R$ 1000,00
      Total com passagem aérea: R$ 3736,00
      Total sem passagem aérea: R$ 2340,00
      Eu ainda gastei uma grana com roupas e afins, mas nem vou contar como gastos dessa viagem porque trato como um investimento pras próximas haha!
       
      Câmbio
      Fiz o câmbio R$ - US$ no Brasil (300 dólares) e troquei para ARG$ no Aeroparque em Buenos Aires. Péssima ideia! Perdi uns 100 reais nessa bagunça, então o que eu recomendo, caso o real esteja forte, é trocar os R$ em espécie no aeroporto direto pra pesos! Maaas tava tudo na paz!
      Hostels
      Em El Calafate fiquei 2 dias no Bla! Guesthouse. Ele é bem centralizado, pertinho da avenida principal, com mercado perto, correios, bares e restaurantes. No geral bem confortável, com um café da manhã muito bom e bem limpo. Recomendo! Em El Chaltén, optei por retornar todos dias para o hostel ao invés de acampar, já que não tinha experiência. Foi no Condor de Los Andes, hostel bem confortável também, no entanto com um café da manhã bem mais ou menos, mas pelo menos tava incluso! Recomendo!
      Condicionamento Físico
      A história dessa minha viagem é bem legal. Um dia estava no trabalho e já estava procurando coisas pela América Latina para viajar no fim do ano. Eis que me aparece um pop-up da Laguna Los Tres, um dos lugares mais incríveis que vi nessa viagem, e cliquei. E foi batata: No dia seguinte, após passar o resto do dia inteiro lendo sobre a Patagônia estava comprando passagem aérea na loucura! A ideia era fazer as trilhas e ver o Minitrekking. Depois que me dei conta: "Será que você consegue fazer as trilhas, Victor?". Eu estava estudando pra um concurso em setembro (tudo isso foi em junho) e estava desde fevereiro paradão (sempre gostei de correr!). Então, depois do concurso, passei outubro e novembro treinando todos os dias resistência, e consegui perder 4kg e ficar com uma resistência bem boa! Fiz uma média de 21,3km diários nos 10 dias de viagem, então é uma trip que requer sim um bom condicionamento. Mas dá! Só não vá sedentário haha.
      Roupas
      Li nos relatos que me baseei que uma roupa impermeável era essencial, além de um fleeche e um anorak. E realmente foram! A Patagônia é uma loucura, então o tempo muda de pato pra ganso...do tipo tá muito calor um dia e do nada começa a ventar, ainda com sol, mas o que te faz usar um corta-vento. Não usei luvas nem cachecol, e não peguei nenhum dia de chuva! Mas sempre bom se prevenir com um anorak impermeável. Usei bastante também bandana/protetor de pescoço, pra proteger orelha de queimar, cabeça. Sobre sapatos, peguei uma bota impermeável do meu pai, que durou UM DIA. Depois a sola começou a descolar, e tive que comprar aquelas colas de sapateiro. Mas não aguentou a viagem toda! Minha última trilha em Chaltén foi com um tênis emprestado, e fiz 3km da penúltima trilha de meia! Fiquei arrrependido de não ter levado um tênis de corrida, dava total! Comprei ainda um bastão de trekking que AJUDOU MUITO, principalmente nas descidas das trilhas de Chaltén! Só coprem! Não é necessário o par, um já basta, até para deixar uma das mãos livres!
      Roteiro
      A viagem aconteceu entre 4/dez e 13/dez de 2017. Aqui vai o roteiro:
      Dia 1 - 4/dez/2017: Deslocamento: 08h00 Voo SP-Buenos Aires
                                                                     15h40 Voo Buenos Aires-El Calafate
      Cheguei umas 17h30 em Calafate, e já na semana anterior à viagem, o pessoal do hostel ofereceu um serviço de transfer do aeroporto pra lá poe 150 pesos! Foi ótimo e já tinha uma plaquinha me aguardando (mór daora). Nesse dia, ainda conheci o Steffen no transfer, um alemão que falava português fluentemente, e fomos tomar uma breja e comer uma pizza de boas, já que no próximo dia ia fazer o Minitrekking em Perito Moreno.
      Dia 2 - 5/dez/2017: Minitrekking Perito Moreno: 10,6km andados, dia inteiro
      Tinha reservado o passeio com a Hielo y Aventura duas semanas antes. Li nos relatos que o passeio lota, e como são grupos pequenos, é melhor reservar sim! A empresa tem o monopólio do turismo no Glaciar, então qualquer passeio que comprar de outras agências estará comprando deles! Melhor fazer diretão então, né? E como um bom monopólio, eles levam o preço láa em cima, devem ter visto nos gastos no início do texto! Mas como sabia que não voltaria pra Calafate tão cedo, achei que valia a pena. E valeu! Andar no gelo é sensacional. O passeio dura o dia inteiro, e você fica umas 2h horas andando na geleira. Mas ainda visita o parque, fica nas passarelas vendo os gelos caírem. E é SÓ no Minitrekking que eles servem o whisky na própria geleira! Fiquei sabendo que no Big Ice eles servem no barco apenas. O passeio é muito bunito e faz um barulhão da porra todo aquele gelo escorregando montanha abaixo!
      Eles te buscam e te deixam no hostel, então é show de bola!
      No fim do dia, ao voltar pro hostel, conheci três garotas de Brasília gente finíssimas! Fomos tomar uma breja junto com o alemão lá de noite e ainda iria encontrá-las em Chaltén no dia seguinte! Em Calafate, os bares que valem a pena são os de cerveja artesanal, mesmo preço da Quilmes de supermercado!



       
      Dia 3 - 6/dez/2017 - Ida para Chaltén + Miradores de Las Águilas e de Los Condores: 18,5km andados, 40min ida e 40min volta.
      Comprei o busão pra Chaltén de manhã, no próprio hostel, pra sair as 13h da rodoviária de Calafate. Paguei $600 pesos. E fui enganado! Descobri que tinha van por $450 pesos na própria rodoviária. Mas o busão que eu peguei era "de elite", tinha dois andares, lugar pra deitar...foi bem confortável, mas pegaria a van de boas. Tanto que na volta peguei. A empresa van é a Las Lengas! (http://www.transportelaslengas.com/es/).
      Antes de ir, passei a manhã na vila, mandei uns cartões postais e o mais importante: fiz compras. Fiquei sabendo que os mercados da vila de Chaltén são caríssimos, então comprei em Calafate 1 pacote de pão de forma, uma lata de atum, cream cheese, frutas e barrinhas de cereal. Basicamente essas foram as minhas refeições nos 6 dias de Chaltén! Melhor rolê!
      Chegando em Chaltén, umas 16h30, o busão para no centro de visitantes para explicar as regras da cidade, como a água é potável, cuidado com os animais (inclusive pumas!), etc. Fiz o check-in no hostel e já peguei minha mochila de ataque, bastão de trekking, a GoPro e parti pros Miradores Águilas e Condores, que ficam pertinho da cidade. Como era verão e anoitecia às 23h, tava suave para ir! Achei ótimo ter um panorama do que ia ver nos próximos dias de trilha, já que além da vila dava pra ver um aperitivo do Fitz Roy e do Cerro Torre.
      A noite ainda encontrei as meninas de Brasília e ficamos tomando vinho barato no hostel delas!

      Mirador de Los Condores!

       
      Mirador de Las Águilas!
      Dia 4 - 7/dez/2017 - Laguna Los Tres (Fitz Roy): 40,7 km andados, 4h ida e 6h volta (me perdi e fiz um caminho mais longo haha)
      E chegou o dia do graande motivo de ter escolhido a Patagônia de viagem! Aquele pop-up da Laguna Los Tres virou realidade! Fiz a ida pela Hosteria El Pilar, em que você pega uma van que sai do seu hostel e te deixa na Hosteria, onde tem o início de trilha. A volta foi na trilha que chega na cidade, só que eu consegui a proeza de ME PERDER e perceber depois de uns 8km andando na trilha alternativa. Calma, detalhes virão haha. O caminho na ida da Hosteria é muito bonito, você passa pelo Glaciar de Piedras Blancas, coisa que não faz quando vai pela vila. Além disso, o caminho é bem plano em comparação com a ida pelo caminho da vila, o que é essencial já que no fim da trilha, para subir até a Laguna Los Tres, é uma subidona do baralho! Cheio de pedras e beem íngrime. Então poupe energia! Aliás, aqui que percebi o quão o bastão de trekking foi ótimo. Parabéns aos envolvidos!
      Chegando na Laguna vem o baque: que lugar espetacular! O azul do lago é muito mais azul que o pop-up que eu vi! O tamanho do Fitz Roy é muito maior que a tela do laptop! E o lugar é o paraíso da calma. Claramente me emocionei ao bater o olho pela primeira vez, é inacreditável. Pensar que estava realizando aquele sonho, depois de um ano tão corrido, dando um presente pra mim, viajando sozinho...sem palavras. Fiquei das 13h às 17h30 naquele lugar, não dava vontade de sair! E como um bom brasileiro, apostei com uma garota da Nova Zelândia, a Lucy, que conheci lá em cima da Laguna que ela não nadava comigo naquela água gelada. E nenhuma surpresa: CHALLENGE ACCEPTED, a moça era tão sem noção quanto eu! E láa fomos nós nadar a 0º num dos lugares mais bunitos que já vi! 
      Fiquei trocando ideia com um povo do hostel que encontrei lá também, todos viajando sozinho e eles começaram a voltar lá pelas 16h. Quis ficar um pouco mais, e como estava planejando 4h de trilha de volta, tava tranquilo, teoricamente chegaria às 21h, de dia ainda! Mas senta que lá vem história!
      Fiz a primeira parte da volta tranquilo, caminho certo. Até que tem uma bifurcação: de um lado, Chaltén pelo caminho da vila, do outro uma trilha que conecta a trilha pra Laguna Torre com a da Laguna Los Tres. E o que o panguão aqui fez? Claramente entrou errado. Só fui perceber que estava completamente perdido 2h depois, no meio do caminho do Cerro Torre. E isso eram 20h30...Ou seja, tinha 2,5h a mais de sol pra fazer um trecho de trilha que demora umas 3h haha. Imagina um maluco correndo, sozinho, descida abaixo no caminho de volta do Cerro Torre, morrendo de medo que um Puma aparecesse de noite haha. Graças aos deuses patagônicos, 22h50 estava chegando em Chaltén, num pôr-do-sol espetacular, de presente pro perrengue. Aí tá a explicação dos mais de 40km andados nesse dia! Salve o verão patagônico!
      O legal é que, por conta desse caminho alternas que eu fiz, acabei conhecendo duas lagunas que não estava planejando visitar! A Laguna Madre e Hija! E particularmente as achei muito mais maneiras que a Laguna Capri, que conheceria no dia seguinte!
      A noite encontrei o povo que conheci lá no pico e ficamos tomando umas cervejas e dando risada do perrengue haha. Bora descansar que no dia seguinte também tinha trilha!

      Caminho pela Hosteria El Pilar! Esse é o Glaciar Piedras Blancas

      Mergulho a 0º!


      Pensem num lugar da paz!

      Laguna Madre e Hija, que conheci só porque me perdi! Haha

      Pôr-do-sol às 22h50, pós perrengue!
      Dia 5 - 8/dez/2017 - Chorrilho del Salto + Laguna Capri: 24,5km andados, o dia inteiro andando.
      Depois da aventura dos 40km rodados no dia anterior, optei por algo mais leve: Primeiro fui com o pessoal que conheci na Los Tres pra Chorrilho del Salto, uma cachoeira que fica 1,5h de trilha da vila. Foi bem de boa, a cachoeira é bunita, mas nada espetacular. Mas vale a pena, principalmente algum dia que você quer pegar leve! O pessoal só fez ela no dia, mas eu, o panguão, como errei o caminho no dia anterior, ainda não tinha conhecido a Laguna Capri! Ela normalmente se faz na volta da Los Tres, já que fica no caminho pro Fitz Roy via trilha. E lá fui eu sozinho ver a dita cuja. A subida da trilha pela vila é realmente bem íngrime no início, por isso que o povo faz pela Hosteria. A Capri fica no meio do caminho do Fitz Roy. No geral foi uma trilha tranquila, muita gente voltando do Fitz Roy, poucas indo.
      Na volta, lá pelas 19h, estou passando cansadíssimo na avenida que sai da trilha e ouço uma garota começar a gritar no meio da rua "Victooooorrr". Era a Lucy, a neozelandeza que nadou comigo! Ela tinha feito a cachoeira de manhã comigo e tava com o Thomas, um belga, que também conheci no pico da Los Tres tomando uma breja no happy hour de um dos bares. Fui lá com eles, ficamos um pouco e ainda passamos no mercado, compramos um macarrão e comemos no hostel os três. Mais uma vez demos bastante risada do perrengue.

      Chorrillo del Salto!

      Laguna Capri! Nada demais, mas vale o passeio! Só não se perca!
      Dia 6 - 9/dez/2017 - Descanso e passeio pela vila: 4,1km andados
      Tantos km andados até então, me dei um dia de descanso, já planejado quando estava programando a viagem. Mas como me sentiria um inútil ficar no hostel o dia inteiro, dei um passeio de 1h na vila, atrás de uns souvenirs..mas acabei comprando uma bandana do Fitz Roy e um mapa topográfico da região pra enquadrar! Melhor souvenir! Foi o único haha. De resto, hibernei a partir das 20h.
       
      Dia 7 - 10/dez/2017 - Loma del Pliegue Tumbado: 27,5km andados, 4h ida e 4h volta.
      Aí tava o segundo lugar que queria mais ver! Saí cedinho no domingo dia 10 pra fazer o Pliegue Tumbado, que é um vale imenso que dá pra ver a Laguna Torre de cima, além de conseguir ver todas as montanhas de Chaltén. É espetacular! E a trilha é bem legal de se fazer. A ida é constantemente íngrime, mas nada de morrer. Apenas inclinada. Mas o mais louco é que você passa por váarios ecossistemas no caminho. Saí no deserto, passa por uns lagos, uma floresta cheio de árvore, um campo de pampas e termina numa área de montanha cheia de pedra. É muito legal mesmo! Gostei mais desse caminho do que o caminho para a Laguna Los Tres! O mais engraçado que o povo não bota muita fé nessa trilha por não ter uma própria laguna, mas pra mim foi pau a pau com a Laguna Los Tres! Por conta disso, o lugar é vazio. Fiquei sentado lá um tempão, almoçando, e tava um solão de invejar!
      Depois de 1,5h sozinho lá em cima, quem surge? O Thomas, o belga que conheci no Fitz Roy. Ficamos trocando uma ideia até umas 16h, quando resolvemos voltar. Nesse dia, fomos comer uma carne com um americano, o Ilan e duas amigas americanas dele, a Ellie e Christine! Não é que nos demos tão bem que a Ellie e a Chris foram fazer a Laguna Torre com a gente no dia seguinte!

      Pliegue Tumbado!

      "Pulo" Tumbado!
       
      Dia 8 - 11/dez/2017 - Laguna Torre: 23,1 km andados, 4h ida e 4h volta
      E chegou o último dia de trilha! Fomos eu, as duas americanas e o belga fazer a Laguna Torre. O dia tava sol, mas tinha uma nuvem bem em frente ao Cerro Torre! Então não dava para ver direito. Mas tudo bem, já que tinha visto o pico com uma clareza especular no dia anterior, do Pliegue Tumbado. Fazer a trilha com eles foi engraçado, as meninas eram divertidíssimas. A Laguna Torre não é tãaao massa quanto a Laguna Los Tres, tem uma cor diferente, mais opaca, mas o lugar é muito legal! Vale o passeio. O engraçado é que já tinha feito metade do caminho no dia que me perdi haha. E pude ver o QUÃO longe eu tava quando percebi que estava perdidão. Só alegria!
      E ahh, mais uma vez, virei pra americana, a Ellie e a desafiei para nadar comigo na Laguna Torre! Não deu outra, assim como a Lucy, a americanazinha do Colorado era doida também e láa fomos nós pular na água, cheio de icebergs! Sim, eu zerei as lagunas nadáveis de Chaltén!
      A noite fiz um jantar pra todos no hostel e ficamos tomando vinho de caixinha! Melhor rolê!

      Laguna Torre com icebergs e nuvem no Cerro Torre!

      Eu e Ellie no verão patagônico de 0º!

      Magnífica Chaltén!
       
      Dia 9 - 12/dez/2017 - Deslocamento para o aeroporto de Calafate + Voo pra BsAs: 2,6km andados
      De manhã um café da manhã show com o pessoal antes de pegar a van Las Lengas direto pro aeroporto de El Calafate. O voo saiu às 17h30! Cheguei em BsAs, no Aeroparque umas 20h30. Tinha que trocar de aeroporto, já que o voo pra São Paulo saía de Ezeiza, que é o aeroporto "longeparacaraleo" da cidade. Mas foi batata: 200 pesos (o que dá uns 40 reais) o busão entre os aeroportos, demora uns 50min a viagem. A cia que usei foi a ArBus, empresa que além do translados entre aeroportos, também faz translados dos aeroportos para o centro da cidade, entre outros bairros. Achei ótimo! Sei que o Tienda Leon também faz, mas é mais caro! Viagem bem confortável, e dá pra comprar na hora!
      Chegando em Ezeiza, já fui pro embarque e arranjei um cantinho para dormir até o voo sair às 4h da manhã. Dica: vá para os últimos portões, depois do portão 12, que tem umas cadeiras inclinadas e com encosto grande! Perfeito pra dormir!
      O dia "10" foi apenas a chegada em SP, nada além disso.
       
      Conclusão
      Essa viagem, até agora, foi a viagem da minha vida, com absoluta certeza. Foi minha primeira viagem sozinho pra turismo apenas, de contato com a natureza a todo momento, numa paz inexplicável e com um sentimento de dever cumprido após um ano MUITO corrido. Cada momento que passei por lá foi de reflexão e autoconhecimento, de forma que voltei alguém muito mais de boas com a vida. Voltei com um sentimento de querer conhecer mais lugares de natureza (Atacama, Salar, além da própria Patagônia Chilena e o resto da Patagônia Argentina, além dos inúmeros parques nacionais aqui do Brasil). Emagreci 2kg na viagem, me sinto muito mais disposto depois de andar tanto e voltei querendo tornar o trekking um hobby na minha vida. E vai acontecer! Já estou planejando um trekking pro Pico da Bandeira pra 2018.
      Espero que eu tenha ajudado a dar um norte pra viagem de vocês e cara, se estão nessa vibe de fazer trilha mas estão com medo de elas não terem guias, não terem condicionamento, medo de viajar sozinho, DESCONSTÓI, TREINE e SÓ VAI! Não se arrependerá!! E responde aqui postando o relato que vou ler com certeza!
      Aqueele abraço pros leitores e partiu mais uma viagem! Salve a Argentina e Salve a Patagônia!
       
       
       
       
       
       
    • Por Thay Cavalcante
      RELATO – ARGENTINA DE LÉVS & TORRES DEL PAINE DE PESÁDS – OUT/NOV 2018
      Amigas, vou contar meu relato aqui sabendo que, quando pesquisamos, não encontramos  tanta informação e nem tantos relatos atuais de torres del paine, que foi o foco principal da viagem. Espero contribuir com outros rolês!
      Se quiserem perguntar algo, me procurem no instagram (perfil: _thayoba) pois eu não fico olhando o mochileiros. Lá é certeza que eu vou olhar a mensagem.
      Eu fui com meu companheiro, parceiro, namorado e melhor amigo Daniel, que compôs grande parte do roteiro porque ele já conhecia e porque eu tava sem condições de olhar isso a fundo na época. Dá pra ir só, mas é recomendável caminhar acompanhada pela trilha, por questões de segurança, caso aconteça acidente, coisa assim.
      A BASE DO ROTEIRO:
      1 DIA: CHEGAR EM BUENOS AIRES (de Brasília/DF)
      2 DIAS EM BUENOS AIRES (Circus Hostel)
      (avião)
       2  DIAS EM EL CALAFATE (America Del Sur Calafate Hostel)
      (busão)
       1 DIA EM PUERTO NATALES (Mia Loft)
      (busão)
       5 DIAS EM TORRES DEL PAINE (grey/paine grande/francês/torre central)
      (busão)
       1 DIA EM PUERTO NATALES (Toore Patagonia)
      (busão)
       1 DIA EM PUNTA ARENAS (Hostel Sol de Hivierno)
       
      O QUE LEVAR:
      Vick vaporub – pra boca ressecada. No frio tudo resseca, pele, cabelo, etc, mas quando chega na boca ela racha, sangra, dói. Vick resolve quase instantaneamente, aprendi com um boliviano Jaqueta corta vento impermeável +capa de chuva – na patagônia chove quase todo dia e venta muuuito! Botas impermeáveis – você atravessa riacho várias vezes, e em várias delas não tem jeito de ir pulando por ciminha pelas pedras não; Luvas, meias, gorrinhos, cachecóis, fleeces, segundas peles e tudo o que protege do frio extremo que faz lá. Conheço quem só chegou ao primeiro camping e precisou voltar porque teve hipotermia. Fica esperta! Protetor solar – INDISPENSÁVEL. A incidência UV lá é altíssima, se não me engano a região às vezes fica dentro do buraco da camada de ozônio. O tanto de gringa tostada que você vê terminando a trilha não é brincadeira. Elas aparentavam quase fritas na cara, sério mesmo, a coisa é séria. Azeite/óleo, Sal, alho em flocos e pimenta – não levei e senti falta na hora de cozinhar. Comida de astronauta – arroz de saquinho, sopa de saquinho, coisas que não pesam etc. Rola de levar macarrão também! Dizem que é mais complicado você passar pela fronteira com alimentos na mochila. Se não quiser arriscar, vale a pena comprar tudo em Puerto Natales. Tem uma marca chamada “trattoria”, do rótulo preto, que faz um bom arroz de astronauta e um excelente espaguete colorido; Remédios clássicos: dor de barriga, antialérgico, analgésico, anti-inflamatório, etc Bastão de caminhada – eu diria que é indispensável, mas sei que tem gente que não gosta. Eu gosto de usar 1 só ao invés de 2, porque prefiro ter uma mão livre pra me aparar caso eu tropece, sei lá kkkk Clorin não precisa, pq a água lá é muito pura, potável e deliciosa, mas se vc for dessas, não custa nada levar né  
      AO RELATO:
      BUENOS AIRES:
      Em 2 dias dá pra fazer muita coisa, mesmo!!! Conosco foi assim:
      Buenos 01 -  Plaza de Mayo: casa rosada, catedral, livraria el ateneo, bond street, café tortoni, Obelisco, La bomba del tiempo.
       a Bond Street é equivalente à Galeria do Rock, em SP.
       A El Ateneo é considerada a segunda livraria mais bonita do mundo.

      Vou descrever só o la bomba del tiempo, que é o menos roteirão desse roteirão. É um grupo FANTÁSTICO de percussão que, segundo o pessoal do hostel, se apresenta toda segunda feira com alguma convidada diferente. Tivemos o grande privilégio de estar na cidade ao tempo da apresentação deles. Muito legal MESMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

       
      Claro que um vídeo gravado não tem a menor emoção perto do show ao vivo, mas lá vai:
       

      20181022_210804.mp4 Buenos 02 – La boca, Caminito,  Cemitério la Recoleta, Floralis Generica (aquela frozinha prateada), obelisco,  puerto madero.
       
       No Cemitério da REcoleta, a tumba mais visitada é com certeza a da Eva Perón. A frozinha abre e fecha,simulando os movimentos de uma flor natural. 
      Caminito
      EL CALAFATE: o glaciar Perito Moreno
      Contamos um dia pra chegar (fomos de avião) e descansar e o outro dia pra fazer um passeio ao glaciar Perito Moreno.
      O passeio ao perito moreno: só tem uma empresa que faz, que se chama Hielo y Aventura.  O Trekking tem o nome de “Big Ice”. Dizem que é bom fazer a reserva com antecedência pela internet, e assim foi feito. Achamos um pouco estranha a forma de pagamento, em que, depois de preenchido um formulário pela internet, te enviam um email com mais formulários pra você imprimir, preencher (incluindo os dados do seu cartão de crédito), escanear e responder. Bom, até agora Daniel não identificou nenhuma compra esquisita no cartão.
      O passeio é proibido pra quem está grávida, quem tem problemas ou já fez cirurgia do coração e quem tem menos de 18 ou mais de 50 anos, bem como desaconselhado para quem está com sobrepeso,  mas não achei pior do que torres del paine não. Dá uma cansadinha, mas acho que essas restrições são mais pra empresa se resguardar de eventuais problemas jurídicos.  Afinal eles podem abrir mão desses clientes, são os únicos lá mesmo...
       
      Ah, mas esse passeio é maior caro... vale a pena?
       
      Amiguinha, esse passeio é caro pra chuchu. Pagamos o equivalente mais ou menos a 750 reais cada. Acho superfaturado sim,  mas só tem uma empresa que faz e aproveita, os guias são alpinistas experientes, tudo é organizadinho e a experiência foi única também. Vou descrever e você julga se pra você vale a pena:
      No mirante é proibido dançar funk, mas eu sou transgressora.
      A gente acorda cedinho e o busão busca a gente no hostel. Leva pro mirante do el calafate (tem gente que faz o passeio versão simples e vai só pro mirante. É top, mas cara, vc já pagou passagem, já tá pagando estadia, deu trabalho pra chegar lá, faz pelo menos o minitrekking se você puder). Dão mais ou menos 1 hora pra gente caminhar, admirar, fotografar e claro, torcer pra um pedação de gelo cair na água rererererer
      Em seguida, a gente pega um barco, que leva a gente pro ponto de descida do trekking no gelo. As pessoas do minitrekking seguem até essa parte eu acho. A gente caminha com umas subidinhas consideráveis até um domo onde está o equipamento da empresa.

      No primeiro, colocamos cadeirinha (caso aconteça acidente, já fica mais fácil resgatar), no segundo, os guias medem os crampões certos pra gente carregar até a beira do glaciar. Na beirinha da neve, um bolão de luvas, que são obrigatórias nesse passeio. Quem não tem, pega com eles emprestadas.
       A melhor parte dos crampões é quando a gente tira ele dos pés e qualquer chão duro e pedregoso fica parecendo nuvens fofinhas.
      Começa o trekking!  Alguns passos na neve lamacenta e chega a hora de colocar os crampões nos pés. São pesados e desconfortáveis, mas sem eles fica impossível caminhar. Os guias dividem os grupos e dão um mini tutorial de como subir, descer e caminhar em ladeira lateral na neve compactada.
      A paisagem, que já é incrível, vai ficando ainda mais bonita a cada hora de trekking. Lá mais pra dentro, o acúmulo de água forma lagos em vários tons de azul. Nem achei tão frio quanto parecia, porque não ventou muito enquanto estávamos lá em cima. E a trilha é meio pesada, o corpo esquenta também.

      Uma pausa para comer algo, tirar foto, admirar a paisagem e começamos a volta. Eu fiquei um pouquinho frustrada porque a empresa anuncia em todos os veículos umas cavernas lindíssimas azuis azuis azuis e quando chega lá, não vai ter caverna, já estamos voltando. Mas a formação do gelo é mutante, o glaciar chega a caminhar mais de 2 metros por dia, faz sentido às vezes não ter caverna pra entrar, né?.  Só que eles podiam avisar isso antes, pq dá impressão que a gente foi iludida, tanto que o site da empresa anuncia  “Já na geleira e com os crampons colocados, o mundo toma uma nova perspectiva: lagoas azuis, profundas falhas, enormes sumideiros, mágicas covas, e a sensação única de estar no centro da geleira.”
       
       A gente se sente uma formiguinha em uma torta de limão gigante.
      fotão do Daniel.
       
      Antes de ir embora a gente faz uma pausa numa casinha pra tomar um café.
       
      [ALERTA SPOILER]
      Você volta com todo luxo e glamour no barco, olhando o glaciar, o vento acariciando o seu rosto e soprando suavemente seus cabelos, o sol refletindo no pedaço de gelo patagônico que foi colocado no seu whisky. A vida é bela, você diz.
      Enfim, voltamos, cansadinhos e felizes, e compramos a passagem pra Puerto Natales (800 pesos cada) no hostel mesmo, comemos, fomos dormir.
      Mais detalhes sobre esse passeio no site da empresa:
      http://www.hieloyaventura.com/HIELO2015/bigice-glaciar-perito-moreno-port.html
       
      PUERTO NATALES – 01 dia pra chegar (de busão), comprar insumos, se preparar para o trekking
      A cidade é pequena e fofinha, então é possível dar umas voltinhas, tomar um café por aí, ir até o píer e assistir o por do sol, soprar milhões de dentes de leão que brotam em toda rua, em toda esquina, admirar as papoulas que as pessoas plantam em seus jardins, as casinhas de madeira, etc etc...  

      Compramos os ingressos de ida e volta até o parque torres del paine na rodoviária mesmo.  A senhorita que nos alugou o loft havia recomendado FORTEMENTE uma empresa chamada Buses maria José, que apesar de ser um titiquinho mais cara que as outras, trabalhava muito melhor. Ela relatou que vários clientes compravam a passagem pelas outras empresas e, quando ia ver, os ônibus não saíam porque estavam esperando encher mais, deixando todo mundo na mão, só pra sair no dia seguinte.  Que o Maria José sai independente do número de passageiros. Não íamos arriscar não poder sair só pra economizar uns 2 mil pesos né. Buses Maria José, sem nem pensar. Deu tudo perfeitamente certo e também deu pra perceber que trabalham bem! 
      aqui eles: http://www.busesmariajose.com/
      aproveitamos para comprar os ingressos para acesso ao parque nacional torres del paine ainda na rodoviária. Lá a moça pediu pra gente mostrar todas as reservas de acampamento antes de vender os ingressos. Não sei se direto no parque eles também fazem essa exigência. Também tivemos que assistir um vídeo rapidinho de poucos minutos de “por favor não incendeie o parque”. É que  houve um grande incêndio causado por negligência de humanos que queimou praticamente tudo e vai levar muito tempo para o parque se recuperar.
       
      COMEÇA TORRES DEL PAINE
      O mapa oficial é esse aqui:
       
      http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/mapa-oficial-1
       
       
      (eu achei que tem algo meio bagunçado e falho perto do acampamento central, mas no geral tem boas informações e dá pra usar de base sim)
      CONSIDERAÇÕES GERAIS:
      o trekking você meio que escolhe em quanto tempo faz, até onde vai, quantos dias leva... o mapa oferecido pelo CONAF indica distância entre pontos e tempo médio de caminhada entre eles. Há, porem umas falhazinhas, especialmente ao redor do camping central, onde os pontos não parecem muito bem medidos e tal. Mas deu tudo certo. Calculávamos o tempo do mapa + 30%. Não somos corredores de montanha e gostamos de parar pra tirar foto J
      Fizemos o circuito W invertido. Lê que você entende. Muita gente vai pra fazer o circuito O, que leva uns 10 dias, que consiste no W mais uma volta em cima. Até onde descobri por lá, o circuito O só abre em novembro.
      Tá, mas por que o W invertido? – porque pareceu ter menos subidas, pra deixar as torres pro último dia e pra ter uma vista melhor no caminho, especialmente do camping francês até o torre central.
      Reservas: foram feitas com alguma antecedência (umas 2 semanas, talvez) no site da vértice patagônia e da fantástico sur. O primeiro dia em refúgio, os outros, em camping. Sim, é caro. Tudo é pago separado, saco de dormir, café da manhã, etc etc... entra lá nos sites dessas duas empresas que vc confere.
      Levar barraca: pensamos, montamos, balançamos, vimos relatos por aí e optamos por não levar barraca, mas alugá-las em cada camping. Primeiro, porque qualquer 100g a mais no lombo esse tempo todo faz diferença. Segundo, porque sabíamos que os campings teriam barracas melhores e adaptadas para o frio. Foi a melhor decisão de todas, ainda que no último camping ela não era 100% vedada.
      Levar saco de dormir: igualmente, optamos por alugar os sacos de dormir (20 dólares em um dos campings), porque nosso saquinho véio de clima brasileiro obviamente não ia aguentar o rojão do frio patagônico. O saco que a gente alugou, se eu fosse botar dentro da minha mochila quéchua de 60 litros, com certeza ocuparia mais da metade do espaço, de tão volumoso que era. Tava lá que aguentava até -24ºC em situação extrema.  Pra gente não pegar as bactérias gringas, compramos liners na decathlon. Você também pode costurar um lençol no formato de um retângulo fino pra usar dentro do saco de dormir que dá certo.
       
      Ao todo foi assim:

       
      Dia 1, parte 1: busão até pudeto. Chega umas 9, 10h
      1.2: Catamarã até paine grande. Como fomos na segunda leva, chegamos perto de 13h  Larga a mochila grande em paine grande (cobram 2 mil pesos pra guardar).
      1.3: só com mochila de ataque, andamos até o grey. Dorme lá (aqui rolou refúgio porque tava maisem conta do que pagar o camping e alugar barraca + saco)
      2.1: Subir até o glaciar Grey: valeu muito a pena!
      2.2: Volta tudo até o paine grande. Dormimos no camping. Barracas TOP da north face, excelente vista, excelente estrutura, etc
      3.1: Anda até o italiano, deixa as mochilas grandes largadas no chão de terra (todo mundo faz isso) (pareceu seguro porque ficava um guardaparques lá) (mas é sempre um risco)
      3.2  sobe até os miradores francês e britânico. Desce, dorme no camping francês.
      4 – caminhar até o Paine grande. Não parece, mas é muita coisa, chegamos umas 21h. Frio congelante.
      5.1 – Subir até as torres em si. Descer.
      5.2 – Busão pegou a gente em pudeto umas 19:40. Voltamos pra cidade.
       
      Mais detalhado abaixo:
      PUERTO - PARQUE
      De Puerto Natales,  o ônibus sai da rodoviária às 7h. Descemos em Pudeto umas 9h, ponto de conexão com o catamaran, que, salvo engano, sairia às 11h (20 mil pesos, paga lá na hora de desembarcar, só aceita em espécie). Como chegamos muito cedo, sentamos, entramos em uma cafeteria que tem por ali, tomamos calmamente nosso cappuccino de maquininha de 2 mil pesos, usamos o banheiro... formou-se uma longa fila no píer, dava pra ver pela cafeteria. Carregamos um pouquinho os telefones, trocamos ideia...
      CATAMARÃ
      E na hora de embarcar a disgrama do catamarã deu overbooking. Então a recomendação é: pra chegar em paine grande 12h, tem que ir pra fila CEDO e ficar lá até o catamarã chegar, ou então você chega umas 13h e algo. Levou mais 1h pra ele ir, descer as pessoas, subir outras, voltar e levar a gente. Deu problema com uns gringos que marcaram rolê mas perderam a hora por conta do atraso do catamarã.
      O overbooking.
      A solução pro overbooking. Vale meditação, reiki, yoga, mindfulness e sair tirando foto dos arredores.
      Quando compramos o ingresso para o parque nacional, somos avisadas que o catamarã custa 20 mil pesos, que só aceitam dinheiro e que a cobrança é feita lá dentro, e assim foi.
       
      Chegamos em paine grande, largamos as mochilas grandes (2mil pesos) e fomos só com a mochila pequena até o grey. Caminho é de boas.
      REFÚGIO GREY
      O refúgio grey, como todos os outros, é bem bonitinho, de madeira, tem uma área comum com bar e várias mesas, onde são vendidos lanchinhos caros, café da manhã caro, almoço caro, essas coisas. Não sei se pode servir de índice, mas eu lembro que, convertendo para reais, uma taça de vinho custava em média 30 dinheiros. Uma lata de coca cola, uns 25. Levamos comida para cozinhar no camping, que era uma casa separada, a uns 50m de distância.
      Achei meio esquisito que, nos quartos, não havia cobertor, lençol, nada. As camas eram cobertas com uma espécie de lençol de elástico fofinho de microfibra e só. Sorte que levei o liner! Lá eu tomei o pior banho do rolê. Chuveiro só gotejava, e mesmo assim não esquentava de jeito nenhum. Foi um suplício!
      GLACIAR
      Vale muito a pena subir do refúgio grey até o glaciar. Há bons miradores pelo caminho, mas venta muitíssimo, a ponto de você precisar ter cuidado pra não ser derrubada, tropeçar e cair do penhasco. Há 2 pontes suspensas, mas acho que se a pessoa já está se aventurando a fazer torres del paine, não vai ter medo de altura desse jeito, né?
      não parece, mas venta muito forte. 
      Tem um passeio que anda por cima desse glaciar, mas não faço idéia se vale mais a pena do que o perito moreno. o preço era parecido.
       
      PAINE GRANDE
      Volta-se tudo até paine grande. A caminhada é longa, mas suave, sem grandes inclinações. O camping é o maior, melhor, mais bonito e com mais estrutura do rolê. As barracas eram iglus da north face, os sacos de dormir eram também da north face, havia uma construção só para as pessoas cozinharem e jantarem, a vista era maravilhosa, os banheiros eram bons, tomei banho decente, enfim, toppsterson. 
      Paine grande.
      Pagamos meio caro no aluguel do saco de dormir (20 dólares), mas não me arrependo de jeito nenhum. Dormir bem faz toda a diferença! O aluguel dos colchonetes foi 8mil pesos, salvo engano.
      MIRADORES FRANCÊS E BRITÂNICO
      A subida é forte, se você não está fitness, vai sofrer bastante. Caminhamos com mochilão até o camping italiano, onde largamos as coisas e subimos com a mochila pequena. A gente até fica com medo de largas as mochilas num canto pra subir, mas vimos que todo mundo faz a mesma coisa e que tem um guardaparques lá. Não aconteceu nada com nossas coisas na volta J
      Há um horário de fechamento dos mirantes. Quando chegamos ao italiano, vimos uma lousa branca com a previsão do tempo e o horário de fechamento. Saímos 12h30, algo assim. Já era meio dia e a subida demorou bastante, então, basicamente pulamos o almoço e arriscamos chegar depois do horário. Deu certo, passamos pelo francês, fizemos uma pausa rápida, continuamos, chegamos 15h40 no britânico e estava aberto, mas colega, não arrisque, agora você tem informação, acorde cedo, e se você está fatness e anda devagar, acorde mais cedo ainda.

      Sobe lá, é top!
      Desce, pega mochila, anda até o camping francês. Esse dia foi bastante cansativo, chegamos mortinhos da silva, por volta de 20h. Ainda estava claro, pois em novembro anoitece bem tarde, mas parece que todo mundo chegou em hora parecida. As barracas ficam em umas estruturas de madeira ao longo da costa da montanha. Dá preguicinha subir esses metros tão tão cansada, mas era o que tinha rerere. As barracas eram menos cabulosas e bem menores, apertadinhas eu diria, mas os colchonetes eram melhores.
      Camping francês.
       Os banheiros estavam lotados e a água quente do lugar havia acabado. Não que a água estivesse gelada, mas segundo o staff, ela não passaria de “tíbia” (morninha) enquanto as pessoas não terminassem seus banhos. Cozinhamos macarrão e uns 40 minutos depois eu arrisquei o banho. Deu certo, a água estava maravilhosamente quente, a estrutura era muito boa e deu tudo certo. Ah sim, em todos os campings existe um horário máximo de água quente (geralmente 22h, 21h) e um horário máximo de eletricidade (geralmente meia noite).
      do francês ao CAMPING CENTRAL
      Amanheceu NEVANDO. Não tivemos coragem de acordar 6h como o planejado. Esperamos o sol esquentar um pouquinho mais. Não me arrependi disso kkkkk. Essa parte do caminho é cheia de subida e descida, mas acredito que, no sentido do W invertido, havia mais descida do que subida. Fora que você vai margeando o lago Nordenskjöld, que é muito muito bonito, olhando também as montanhas ao fundo.
      Eu e minha Quechua de guerra. Cuidado aventureira, Quechua é porta de entrada para coisas mais perigosas. Quando você percebe, já está vendendo a TV da sua casa pra comprar as coisas da Sea2summit, mochila da osprey... enfim.
      O dia foi todo dedicado à caminhada, então não tivemos tanta pressa. Cozinhamos almoço no Los Cuernos e andamos, andamos, andamos... chegamos bem tarde no camping central. Na verdade, você ve umas casinhas de madeira ao longe e acha que já está chegando, mas anda infinito pra alcança-las, e quando finalmente consegue, descobre que o camping está longe pra caramba (tipo mais 1h andando). Essa parte é meio frustrante, mas o caminho é bem lindinho, tem uns cavalos, coelhos, montanha ao fundo, ainda é bonito.
      Esse último camping foi o menos estruturado. A barraca não era totalmente vedada, então entrava um vento frio de madrugada e isso foi ruim L. Lá pegamos temperatura negativa, tava bem bem frio mesmo, e acho que não foi só da previsão do tempo, porque o terreno é uma espécie de plano cercado pelas montanhas. Não tive coragem de tomar banho kkkkk
      AS TORRES EM SI
      Dia seguinte, acorda cedo, toma umas sopas pra esquentar (tem camping que pode cozinhar no avanço da barraca, tem camping que proíbe), arruma tudo, deixa as mochilonas no refugio , bora torres.
      Mais uma subida pesada, mas achei menos cabulosa do que do mirador britânico, apesar de o altímetro indicar maior inclinação. O caminho é bem pedregoso, daquelas pedras secas que tem poeira em cima, então é também perigoso, tanto de escorregar e torcer o pé, bater cabeça, etc, quanto de cair no penhasco. Recomendo subir com bastão de caminhada.
      Pit stop no refúgio chileno, almoçamos o sanduíche caro deles (+- 60 reais, convertendo), dos quais os insumos chegam a cavalo, mas estava bem gostosinho. Bora subir!
      Por favor um minuto da sua atenção para admirar meu sanduíche caro. Obrigada.
      Há muita gente que se hospeda no chileno (dá pra chegar a cavalo) só pra subir até as torres e ir embora no outro dia, sem fazer o trekking. Então esse é o dia mais cheio do circuito. Chegando às torres em si, havia muita, muita gente. Mas como o espaço era amplo, as pessoas se espalham e isso não atrapalha taaaaaaaaaaaanto assim na hora de tirar as fotos.
      Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee are the chaaaaaaaaaaaaaaaaaampionnnnnnnnnnnsssssssssss, my frieeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeend...
      Não daria tempo de conhecer o vale do silêncio, pois o tempo estava apertado, então das torres, descemos tudo, chegamos por volta de 19h, e esperamos o busão Maria José da volta, que nos buscou por volta de 20h. Volta pra cidade, comemora que deu tudo certo, que está todo mundo inteiro.
      Tchau, torres del paine, um dia eu volto pra te escalar!
      O RESTAURANTE LENGA
      Antes de sair, havíamos feito reserva nesse restaurante, pois a agenda deles é meio cheia e tal. A reserva foi feita pro dia da volta, às 22h30. Voltamos pra cidade, pegamos um taxi até o loft da vez (Toore patagônia. MARAVILHOSO), largamos as mochilas, atravessamos a pista e chegamos ao Lenga às 22h34.
      O sorriso de quem chega no restaurante chique e vê que tem menu vegetariano e vegano.
      ÔNIBUS ATÉ PUNTA ARENAS
      Quando compramos o busão Maria José até o parque nacional, demos uma olhada no traslado até punta arenas, e percebemos que havia ônibus praticamente toda hora. Então, nos demos ao luxo de dormir sem despertador. Acorda devagar, arruma as coisas devagar, rodova, compra o próximo bihete, partiu punta arenas. Dura umas 3, 4 horas a viagem.
      PUNTA ARENAS
      Queríamos conhecer uma zona franca que tem no centro da cidade, mas parece que chegamos em um feriado (finados, aparentemente) e não rolou. Ficamos no hostel Sol de Hivierno (por pouco tempo, pois o vôo de volta para o brasil sairia naquela noite), e o rapaz da recepção foi maravilhoso conosco, nos deu todas as dicas do que fazer em poucas horas na cidade e me ajudou muito na operação de resgate do meu celular que  conto a seguir.
      Em punta arenas tem um cemitério no estilo da recoleta, em Buenos aires, mas o que é atrativo mesmo são as BARRAQUINHAS de comida que encontramos fora do cemitério. Parecia uma estrutura mais permanentezinha, estilo feira de semana. Não perca a oportunidade de comer um completo (dogão chileno) (dá pra pedir um descontinho do completo de guacamole sem a salsicha) e de experimentar uma sobremesa que já esqueci o nome, que consiste basicamente em grãos de trigo hidratados em calda de pêssego, com o próprio pêssego em cima. Suavemente doce e muito gostosinha.
      Na cidade há também um mirante bem bacana, de onde dá pra apreciar o por do sol e a bela vista para o mar e para a terra do fogo.

      De noite, comemos em uma hamburgueria chamada Bulnes, que o maps indicava ser muito perto do hostel, mas era na realidade menos perto.  Tem brejas, tem pizza no metro, tem ambiente descontraído, etc. Nossa pizza estava “ok”.
      Na volta, eu me aventurei de deixar o celular no banco do táxi para poder testemunhar sobre a gentileza dos chilenos. Já no aeroporto, precisando fazer o check in, 3 da manhã, tempo correndo, avião se preparando, e lá estava eu, pedindo para um taxista aleatório ligar para o hostel (que havia agendado nosso táxi), para ligar para a empresa de táxi, para ligar para o taxista, pedindo que retornasse ao aeroporto com o aparelho. O taxista respondeu positivamente para a empresa, que respondeu para o hostel, que respondeu para o taxista que eu encontrei no aeroporto, que respondeu para mim que ele viria. Eu tinha 15 minutos até o horário de decolagem do vôo. Deu certo. Paguei outra corrida, lógico, mas muito feliz.
      É isso. Eu descrevo esse rolê de forma menos brutona, mais lúdica, talvez, no meu instagram, se quiser, vai lá: _thayoba
      Espero que essas informações sejam úteis e boa viagem!
       
       











    • Por renatomayer
      Seguindo recomendações de pessoas viajadas nessa região e vendo também alguns relatos e fotos, resolvi dedicar meus escassos dias de férias no final de janeiro/2011 para conhecer essa região da Patagônia argentina: El Calafate, famosa por estar próxima ao imenso glacial "Perito Moreno", e El Chaltén, meu destino principal, também conhecido como a capital do trekking argentino, destino de muitos amantes da natureza das mais variadas idades, de diversos países e de vários estilos de vida diferentes.
       
      24/01 - Maratona São Paulo - El Calafate
      Aproveitar as passagens aéreas com preços mais em conta requer algum sacrifício a mais. Saí de São Paulo no final da tarde do dia 23 para chegar as 9 da noite no aeroporto de Buenos Aires. De lá peguei um transfer até o aeroporto de Ezeiza onde passei a primeira noite, no meio de pernilongos e muito barulho, para finalmente pegar meu próximo vôo as 7 da manhã com destino a El Calafate (com uma breve escala em Bariloche). Cheguei quebrado no aeroporto em El Calafate, sem dormir, e peguei o transfer para a cidade. Foi quase um dia inteiro de vôos, esperas, transfers... mas enfim, cheguei na cidade e, após largar minhas coisas no pequeno hostel "Huemul", tratei de trocar algum dinheiro e comprar a minha passagem para El Chaltén para a manhã seguinte.
      Fica aqui uma dica para quem quer ir direto de El Calafate a El Chaltén: Pergunte pela rodoviária da cidade: ela fica estrategicamente escondida dos turistas e lá há várias empresas que oferecem os traslados. Se forem procurar nas empresas de turismo na avenida principal, com certeza tentarão vender algum pacote mais caro...
      Comprei minhas passagens El Calafate/El Chaltén/El Calafate por 150 pesos. A ida para a as 7 da manhã do dia 25, a volta deixei em aberto...
      Voltei pro hostel e tive uma surpresa: Havia uns 50 israelenses superlotando o hostel e fazendo aquele barulho todo que só eles sabem fazer... Gritaria, bagunça por todos os lados a noite toda... ainda bem que era só por uma noite...

       
      25/01 El Calafate - El Chaltén - Acampamento De Agostini
      Apesar de não ter dormido bem na noite anterior, estava muito disposto e animado ônibus das 7 que me levará a El Chaltén, uma viagem de cerca de 220km e aproximadamente 4h30min de duração. No caminho até a rodoviária já senti o vento gelado e fortíssimo já característico dessa região.
      A medida que nos aproximamos de Chaltén a paisagem se torna cada vez mais bela, maegeando o belo lago Viedna com seu imenso glacial ao fundo, e de repente descortinam-se os belos maciços que fazem de El Chaltén um lugar tão procurado por turistas do mundo inteiro. Não havia uma nuvem sequer no céu então a visão do FItz Roy era perfeita... sempre eo fundo da belíssima estrada.
      A ansiedade vai aumentando, e perto das 11:30 chegamos na entrada do Parque, onde somos obrigados a descer do ônibus na sede dos guarda-parques para ouvir uma palestra a respeito de informações sobre o Parque, regras a serem seguidas, e principalmente conscientização ecológica, achei muito interessante ver o quanto se preocupam com o meio-ambiente.
      FInalmente cheguei no pequeno e simpático vilarejo El Chaltén. O clima lá não poderia ser melhor: temperaturas amenas, sem nuvens, sem vento...
      Tratei de ser rápido para comprar algo para comer e uma garrafa de água no mercado e reservar algumas noites no hostal "Pioneros del Vale" para quando eu voltar dos acampamentos.
      Em pouco mais de uma hora estava partindo do vilarejo. Mapa em mãos, parti para uma trilha de 3 horas que me levará ao primeiro acampamento em que iria pernoitar: "De Agostini". Já era 1 da tarde mas como a noite chega apenas lá pelas 22h tinha tempo de sobra para fazer a trilha com calma aproveitando a belíssima paisagem só possível de se ver com o céu totalmente limpo. Logo no início a trilha é um pouco íngreme, mas após 1:30 hora chegamos ao primeiro mirante de "las torres" com um ótimo visual, e a partir daí a trilha torna-se mais plana, sempre passando por dentro de florestas e rios onde podemos completar nossas garrafas dágua. Água fresca, gelada e totalmente pura, melhor água que essa não há!
      Após passar por muitas áreas verdes, ora mais fechadas ora mais abertas, cheguei ao acampamento "De Agostini" que estava bem tranquilo, pouca gente. Montei minha barraca bem próximo ao pequeno barranco com vista para o rio e fui conhecer as redondezas: Laguna Torre. Em menos de 15 minutos de trilha bem demarcada cheguei a "laguna Torre" com o cerro Torres ao fundo. Nessa hora, perto das 18h, o tempo já havia fechado e o vento gelado tomava conta do lugar. Contornei o lago inteiro, subindo cada vez mais em suas encostas, as vezes bem inclinadas, até finalmente depois de 1 hora chegar ao mirante "Maestri" com uma vista privilegiada do lago e do glacial aos pés do "Cerro Torre". Apesar do frio a vista que temos deste mirante é excelente!!! Fiquei algum tempo ainda admirando essa paisagem, tirei algumas fotos e vídeos, e desci novamente rumo ao acampamento.
      Comida? Hummm desta vez optei por fazer uma viagem mais "leve" com pouca carga... então nem levei meu fogareiro, gás, panela, nada... apenas barras e mais barras... de chocolate, de cereais, de proteínas, multivitamínicos, mais nada... comi uma deliciosa barra de proteínas e lá pelas 21h peguei no sono, ao som do calmo rio que estava a poucos metros da barraca. Uma noite muito tranquila e bem dormida, sem vento nem chuva. Meu primeiro dia em El Chaltén não tinha como ter começado melhor!

       

       

       

       

       

       

       
      26/01 - De Agostini - Poincenot - laguna de Los 3 - Poincenot
      Apesar de fechado, o dia amanheceu sem vento e sem chuva. Rapidamente recolhi minhas coisas e me despedi do acampamento, rumo ao meu próximo destino, acampamento Poincenot.
      São cerca de 4h30min de trilhas. Após a bifurcação onde escolhemos voltar para o vilarjo ou seguir a Poincenot, a trilha torna-se bem mais íngreme pelo meio da floresta, até tornar-se plana novamente e aí temos um belo visual dos lagos "Hija" e "Madre". Muito raramente um turista ou outro passava por mim, e apesar da constante garôa neste trecho, fiz o caminho sem correria e curtindo bastante o visual. Quase no final do caminho ainda podemos nos abastecer de água em um agradável rio de águas límpidas.
      Cheguei ao acampamento Poincenot, estava bem lotado . Achei um canto para montar minha barraca e segui rumo ao famoso mirante onde podemos ver o Fitz Roy. Essa trilha sim é realmente mais empinada. Após passar por uma ponte, a trilha torna-se cada vez mais empinada, deteriorada e escorregadia. Nesse trecho, muitos turistas também querendo chegar ao famoso mirante. Após muito esforço cheguei ao mirante, e que vista linda! O que atrapalhou foram as nuvens encobrindo o Fitz Roy, uma pena!
      Descansei um pouco na beira do lago. Apesar de esgotado por estar o dia inteiro caminhando, percebi que ainda havia algo mais para ver, mais um lugar para subir. Foram 15 minutos a mais de subida, que me trouxeram como recompensa uma das vistas mais belas que já vi: O mirante de Los 3, de onde podemos ver a Lagura de los 3 com seus tons azulados, a laguna Sucia mais a esquerda beem mais abaixo com seus tons esverdeados, a atrás podemos ver toda a encosta que subimos com uma vista para todo o vale. Uma paisagem inesquecível!!!
      O vento não estava fácil e o clima também não... resolvi descer para o acampamento. As 20h estava na minha barraca. Lá pelas 22h começou a chover bastante. Para piorar as coisas, havia um grupo de uns 20 alemães fazendo um barulho absurdo, dentro das barracas, uma gritaria sem fim! Esse barulho persistiu até perto das 7 da manhã...
      TIve ainda mais uma surpresa: a impermeabilidade da minha barraca já era! Com a chuva começou a pingar água por todo o teto... só fui perceber isso quando me mexi e senti um "gelado" no saco de dormir", quando fui ver o que era percebi que a barraca estava inteeeira encharcada por dentro, assim como o saco de dormir... Usei até os bastões de caminhada na tentativa de desviar um pouco as goteiras, ajudou mas não resolveu meu problema.

       

       

       

       

       
      27/01 - Poincent - glacial Piedras Blancas - Piedra del Fraile
      A noite não foi nada fácil! Acordei com cara de poucos amigos e, após parar de chover, lá pelas 10h, recolhi todas as minhas coisas, que agora estavam bem mais pesadas por estarem encharcadas! Próximo destino: acampamento Piedra del Fraile, um acampamento pago, fora dos limites do Parque Nacional "Los Glaciares".
      No caminho, passaria ainda pelo glacial "Piedras Blancas".
      Por causa da chuva que persistiu pela madrugada inteira, a trilha tornou-se bastante escorregadia e cheia de charcos. TIve uma nova surpresa: minhasbitas também não eram mais impereáveis. Bastou eu enfiar o pé na primeira poça para perceber isso...
      Peguei um desvio a esquerda e, após algumas boas escalaminhadas nas pedras (bom para testar suas habilidades!), cheguei ao glacial Piedras Blancas. Visual muito belo de um glacial com algumas avalanches, e um lago cheio de gelo. Descansei um pouco e voltei para a trilha original, rumo a Piedra del Fraile. Logo aqui temos que cruzar um rio um pouco mais complicado e trabalhoso, principalmente quando se está sozinho. Mas, deu tudo certo. A partir deste trecho a trilha torna-se monótona, e as nuvens tampavam todas as montanhas ao redor. Aparecem milhares de bifurcações neste trecho, me perdi um pouco em alguns momentos, mas após algumas longas horas encontrie as placas sinalizando o caminho e cheguei ao tal acampamento. O vento era muito forte.
      Chegando ao acampameto, fui assaltado: 40 pesos para passar uma noite!!! A únca vantagem é que pude tomar um banho quente (depois de 3 dias sem banho, é uma maravilha!!!).
      Após me informar melhor, vi que meu plano de fazer o "paso del cuadrado" já era, pois há um trecho em que temos de subir e andar em um glacial, como não tenho equipamentos de gelo e estava sozinho, acabei desistindo... Eu faria apenas um trecho intermediário!
      O tempo estava fechado mas nada de chuva, apenas um vento gelado... ainda bem! Consegui secar algumas coisas...

       

       
      28/01 - Piedra del Fraile - El Chaltén
      Consegui dormir bem, sem barulho. Mas tive uma surpresa quando abri a barraca: tempo mais fechado do que nunca, começando a chover. Comi rapidamente uma deliciosa barra de cereal e guardei minhas coisas; não havia muito que fazer aqui com aquele clima. Tomaria o rumo de volta a Poincenot ou voltaria ao vilarejo... No meio da chuva, ao ver as nuvens escuras no caminho que eu faria a Poincenot, achei melhor ir para o outro lado e seguir algum caminho até a estrada para voltar ao vilarejo...
      O vento estava absurdo, e acabei virando o pé duas vezes no caminho de volta. A idéia de voltar a El Chaltén pela estrada não foi boa, deve ter uns 20 km monótonos e intermináveis em solo em estrada de pedras. Houve u momento em que olhei para trás na estrada e vi aquela poeira toda levantado, de longe achei que fosse algum veículo; eu pediria uma carona com certeza. Ao se aproximar, vi que não havia veículo algum, era uma rejada fortíssima de vento trazendo toda a terra e pedras possíveis... só me encolhi todo e protegi os olhos, para ser bombardeado... Até que demorou para o vento mostrar toda sua força na Patagonia! Só quem já esteve aqui sabe como é...
      Ao chegar em El Chaltén torci o pé novamente e aí passou a doer demais a cada novo passo... fiquei preocupado, será que eu teria de parar com as trilhas?
      Consegui um lugar para passar a noite: hostel del Lago. Voltar ao vilarejo foi uma ótima escolha, pois o tempo fechou de vez, chuvas e ventos fortíssimos!!!

       

       
      29/01 - El Chaltén - Mirante Los Condores e Las Aquilas
      Logo pela manhã acordei e fui procurar outro lugar para ficar, pois não havia vagas nesse hostel. A dona do hostel me ajudou, e com algumas ligações encontrou um bom lugar para eu passar a noite seguinte: hostel "Lo de Trivy".
      Após mudar meus pertences para este hostel, aproveitei que o tempo estava péssimo para conhecer melhor o vilarejo e fazer algumas trilhas curtas a partir dele: Mirantes "los Condores" com vista para o vilarejo, e "Las Aquilas" com vista para o lado Viedna. São trilhas curtas, de 40 minutos de ida, e 20 de volta, mas com a força do vento não podemos brincar... Uma pisada em falso e rola morro abaixo! rsss Mas correu tudo bem, as vistas são muito boas, as trilhas tranquilas (fiz elas de papete para descansar os pés), mesmo com o vento nos desequilibrando, e foi um bom teste para o meu pé que eu havia torcido algumas vezes... com cuidado, posso fazer algo mais pesado! Caminho livre para o "Loma del Pliegue tumbado" no dia seguinte!!!
      Voltei ao albergue e descansei para o dia seguinte.

       

       
      30/01 - Loma del pliegue tumbado
      Após nova migração para outro hostel (dessa vez ao Pioneros del Vale, o qual eu já havia reservado logo no início), as 9 da manhã eu já estava a caminho do "loma del pliegue tumbado", trilha bastante puxada com 12 km de ida e mais de 1000 metros de desnível...
      O vento soprava forte e mesmo com o tempo relativamente aberto as vezes caía uns pingos de chuva não sei de onde... A subida é constante, passando por trechos de floresta mais fechada, campos abertos com granado e vacas pastando, mais floresta, até que a mata dá lugar as intermináveis pedras e a chuva vira flocos de gelo que chegam a machucar por causa da força do vento.
      Quanto mais subia, mais frio, mais vento e mais difícil tornava-se o caminho. Após chegar a um belo mirante, vi que ainda havia muito mais a subir, um pico que parecia muito alto. Depois de mais 1 hora de muito, mas muuuito esforço subindo em zigue-e-zague uma escorregadia e inclinadíssima ladeira com o vento sempre jogando contra, finalmente cheguei lá em cima. Lá havia apenas uma pessoa sentada, e uma espanhola que eu encontrei muitas vezes pelo caminho. A paisagem infelizmente estava um pouco encoberta, e o vento lá em cima não nos deixava livres para caminhar. O jeito foi descansar um pouco abrigado nas pedras, e descer novamente. Uma ótima trilha! Só faltou mesmo a vista completa dos dois vales (Torres e Fitz Roy), mas de qualquer forma valeu muito a pena.
      Descer tudo aquilo também foi bastante cansativo... depois de alguma horas terminei a descida e voltei ao albergue.Tomei um ótimo banho, dei umas voltas pelo vilarejo as 9h da noite, e tive uma ótima de sono, apaguei na cama! Muito bom este albergue, excelente estrutura pelo preço de 60 pesos (30 reais) por dia.

       

       

       

       

       

       

       

       

       
      31/01
      Uma ótima surpresa logo quando acordei... o tempo estava ótimo! Pouquíssimas nuvens, sem vento! Dias assim são raríssimos em El Chaltén...
      Saí de bermuda e camiseta, sem peso nas costas, e resolvi fazer novamente o percurso de "laguna de los 3" dessa vez através da trilha "Fitz Roy" e passando pela Laguna Capri...
      Seria meu último dia de trilhas, então resolvi curtir tudo ao máximo, observar tudo, parar mais vezes para ver cada paisagem, aproveitar ao máximo cada momento! Esse foi o melhor dia de todos!
      Uma parada na bela laguna Capri para algumas fotos, mais algumas paradas pelo caminho, e lá estava eu passando pelo acampamento Poincenot e iniciando a subida até a Laguna de los 3. Essa subida cansa, mas dessa vez eu estava tranquilo, sem pressa, e quando cheguei lá em cima nada de vento, nem de nuvem encobrindo a paisagem, apenas o Sol e uma brisa fresca e suave... Tudo estava perfeito para eu poder contemplar tranquilamente a paisagem mais bela que eu já vi... fiquei mais de uma hora deitado nas pedras contemplando os lagos, o vale, o Fitz Roy... Depois desci ao lago e sua margem dele fiquei também por mais uma hora apenas observando a mudança das nuvens, o imponente maciço FItz Roy, sentindo aquela brisa suave e bebendo água do lago... Um sossego total, estava tudo perfeito, sentiuma energia muito boa.
      Mas, era hora de levantar e seguir meu rumo... Não era nada fácil descer tudo aquilo até a vila, ainda mais com o desgaste que eu já sentia... Mas nada parecia atrapalhar a vontade de aproveitar cada momento da volta, cada paisagem, cada rio que havia por perto... Nunca vou me esquecer desse dia!
      Cheguei no albergue e após um banho quente desabei na cama!

       

       

       

       

       

       

       

       

       
      01/02 - El Chaltén - El Calafate
      Dia de voltar a Calafate... Como a volta seria as 18:30, aproveitei o dia para conhecer a cachoeira lá perto e dar mais uma volta pelo vilarejo... e omer alguma coisa decente, afinal estava só nas barras e mais barras desde o início da viagem... Comi um bife de chouriço delicioso e gigante, mais umas empanadas e uma cerveja caseira...
      Peguei o ônibus para El Calafate e, chegando lá as 21:30, fui procurar um lugar para passar a noite... Dei sorte, hostel "Che Lagarto", minha primeira tentativa...

       
      02/02 - El Calafate - Perito Moreno
      Após resolver algumas coisas pela manhã, fui conhecer imenso glacial Perito Moreno a tarde... A estrutura é meio "prá turista ver" mas o glacial realmente é muito lindo, enorme, com um branco sem igual! Mas o que me complicou foi confiar no clima... saí de Calafate de bermuda e papete pois estava Sol e sem vento... ao chegar no Perito Moreno, Frio, vento gelado e tempo fechado!!! Como o ônibus só nos buscaria depois de 5 horas, passei frio a tarde inteira pela estrutura do parque esperando por algum desmoronamento do glacial, que não aconteceu. Eu nem sentia mais meus pés de tanto frio... Havia um lugar para comer lá dentro... pedi duas empanadas e fiquei mais de 1 h lá dentro... dei mais umas voltas morrendo de frio, até que o ônibus chegou e fui um dos primeiros a entrar... Ufa!
      Na volta, belas paisagens moldadas pelo pôr do Sol!

       

       

       

       

       

       
       
      03/02 - Icetrek no glacial Viedna
      Dia de Icetrek!!! Para quem conhece a região... Sim, esse glacial fica bem ao lado de El Chaltén, mas apesar da distância maior o pacote para esse glacial estava bem mais barato do que o do glacial Perito Moreno...
      Ida tranquila,passando por alguns mirantes, e chegando a um pequeno portono lago Viedna pegamos uma embarcação muito agradável para chegar ao glacial. Subi na parte descoberta para tirar umas fotos dos enormes pedaços de gelo que se desprendem do glacial, alguns com uma cor azul fortíssima!
      Descemos da embarcação e, após subir pelas pedras, colocamos os crampons para dar uma volta em cima do glacial... Incrível, parece que estamos em outro planeta, paisagem surreal, mesmo este glacial sendo um pouco sujo por conta das pedras e terra que vem das montanhas próximas...
      No final do Icetrek, os guias nos fizeram um brinde co Baileys e gelo do próprio glacial, muito legal!
      Ao voltar, tivemos um problema com nossa embarcação (que conseguiu bater no maciço rochoso e avariar o motor) e tivemos que aguardar mais 40 minutos para pegar uma outra embarcação... Acabou sendo engraçado!
      Cheguei de volta ao albergue as 21h, e após um pouco de conversa com umas argentinas no quarto, fui dormir...

       

       

       

       

       

       

       

       

       
      04/02
      Dia tranquilo e chuvoso, fiz o check-out e fiquei enrolando pela cidade e pelo albergue até pegar o transfer e começar a maratona para voltar a São Paulo... Com direito a mais um pernoite no aeroporto de Buenos Aires!!!
      Foi tudo perfeito, a viagem foi maravilhosa, vai deixar saudades, mas... chegou ao fim! Hora de voltar prá realidade... rs! Ano que vem tem mais!
       
      Despesas:
      Passagem aérea SP-Buenos Aires-El Calafate: Paguei em torno de R$1100
      Passagem ônibus El Calafate - El Chaltén - El Calafate: AR$ 150 no total (R$75,00)
      Acampamentos El Chaltén: De Agostini e Poincenot (de graça), Piedra del Fraile (AR$40)
      Diárias em albergue El Chaltén: Hostel del Lago (AR$50), hostel Lo de Trivy (AR$60) e Pioneros del Vale (AR$180 para ficar 3 dias)
      Diárias em El Calafate: Huemul (AR$30), Che Lagarto (AR$58)
      Visita ao Perito Moreno: AR$200 (100 para entrar no Parque + 100 de transoprte)
      IceTrek glacial Viedna a partir de El Calafate: cerca de AR$ 400 (não encontrei meu comprovante!
       
      Considerações:
      Recomendo esta viagem para todos os amantes da natureza que tenham disposição para encarar o frio e os ventos gelados da Patagonia e vontade de encarar as trilhas para conhecer paisagens fantásticas ou até mesmo curtir alguns dias de tranquilidade no pacato e simpático vilarejo de El Chaltén aos pés das belísismas montanhas nos dias de tempo ruim. Opções de hospedagem não faltam, para todos os gostos e bolsos, desde acampamentos até hotéis luxuosos.
      Lugar maravilhoso, que deixa saudades e aquela vontade de voltar mais uma vez para explorar um pouco mais a região.
    • Por MauroBrandão
      [info]Este tópico é um Guia que está sendo construido com informações de viagens realizadas pela equipe do site e também com informações de usuários que foram postadas nos fóruns relacionados ao tema aqui no Mochileiros.com.
      Este guia é atualizado periodicamente.
       
      O Mochileiros.com é uma fonte gratuita de informações para viajantes de língua portuguesa e a contribuição de todos os membros é muito importante.
       
      Veja como contribuir :
      1- Faça perguntas ou deixe suas dicas no Tópico El Chalén - Perguntas e respostas[/info]
       

       
      [t1]El Chaltén[/t1]
      Capital do Trekking da Patagônia Argentina
       
      El Chaltén, localizado na Provincia de Santa Cruz, é o povoado mais jovem da Argentina. Foi fundado em 12 de outubro de 1985 como posto fronteiço com Chile, em épocas de constantes disputas pela região do Lago del Deserto. Somente em 1987 começou a receber habitantes provenientes de todas as partes da Argentina, atraídos por incentivos dados pelo Governo, interessado em povoar a região.e
       
      O nome, "Chaltén", vem da lingua dos antigo povo Tehuelches, habitantes primitivos da região, e significa "Montanha que solta fumaça", facilmente compreendido ao se contemplar a principal atração da região, o Monte Fitzroy, também chamado de Cerro Chaltén.
       
      O povoado é o único cujo o território totalmente inserido no Parque Nacional de Los Glaciares, na seção Norte (Lago Viedma). É conhecida como a Capital do Trekking da Patagônia Argentina, atraíndo inúmeros aventureiros atraídos pela beleza e pelo desafio oferecido pelo Monte Fitzroy e por seu vizinho, Cerro Torre, que figuram entre as escaladas mais dificeis do mundo. As duas montanhas são o principal destino dos visitantes de El Chaltén; mas a cidade oferece outras atrações, como lagos e glaciares.
       
      O turismo é a principal atividade da cidade - fora de temporada, isto é, durante o inverno, sua população não ultrapassa os 600 habitantes.
       
      [linkbox]http://www.elchalten.com/'>http://www.elchalten.com/[/linkbox]
       
      este link praticamente consta tudo sobre Chaltén, Hotéis e pousadas, restaurantes, aluguel de equipamentos, transportes e passeios.
      http://www.elchalten.com
       
      Informações sobre caminhadas em Chaltén
      http://www.elchalten.com/'>http://www.elchalten.com/esp/actividades/caminatas.php
       
      Site para verificar o estado das estradas
       
      http://www.vialidad.gov.ar/partes/index
       
      [t1]Quando ir?[/t1]
       
      O melhor período para conhecer não só El Chaltén, mas a Patagônia Austral como um todo, fica entre os meses de Outubro e Maio. Final da Primavera e durante todo o Verão, as temperaturas são mais amenas , tornando principalmente Dezembro, Janeiro e Fevereiro os meses mais cheios. Entre Março e Maio, voltam a predominar temperaturas mais baixas, grande nebulosidade e nevascas.
       
      Fora desse período, as nevascas são constantes e as temperaturas extremamente baixas, o que dificulta - ou mesmo impede - qualquer possibilidade de realizar as principais atividades que a cidade tem para oferecer. Além disso, fora de temporada, quase tudo estará fechado e os ônibus ligandos El Chaltén à outras localidades são raros.
    • Por rherr
      Olá Pessoal,
      Gostaria de compartilhar com vocês, a minha inspiração, que é a Patagônia Argentina, e este livro, que acabo de lançar, sobre uma viagem até essas latitudes.
       
      SINOPSE
      Pouco depois de completar trinta anos e logo após perder o emprego, o jovem jornalista Abel Athayde decide fazer com suas últimas economias, uma viagem à Patagônia Argentina. O livro narra em primeira pessoa suas expedições dentro do Parque Nacional Los Glaciares e aos picos mais conhecidos da região como o Cerro Torre e o Fitz Roy. Ao mesmo tempo, a narrativa é contaminada por longas digressões que expõem os questionamentos do protagonista sobre temas relativos ao sentido da aventura, à espiritualidade, ao sexo feminino, aos encontros e desencontros. O movimento da viagem é usado para a floração de ideias e atitudes na busca do protagonista pela liberdade. Será que ele a encontrou?
       
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