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Torres del Paine (Circuito "O") em 10 Dias - Relato Completo

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Você pode conferir esse relato com as fotos no meu blog!

http://escalandinho.blogspot.com/

 

E também assistir o vídeo da viagem:

 

Dezembro 2011

 

Fiz o circuito completo de Torres Del Paine com meu marido e companheiro Adolfo, e como também iríamos a El Chaltén fazer uma rock trip de escalada, decidimos fazer de nosso “campo base” a cidade de El Calafate na Argentina, diferente de muita gente que vai direto para Porto Natales. Nós tivemos que pegar um ônibus e viajar 5 horas até a cidade Chilena. (Pensávamos que alguma empresa pudesse nos levar direto até o parque, mas isso não acontece.) De Porto Natales para Torres Del Paine foram aproximadamente 2:30 de viagem.

O ônibus nos deixou na laguna amarga, lá você paga a entrada do parque de 15.000 pesos chilenos e ganha um mapa bem elaborado e muito útil. Pra quem vai fazer o circuito W compensa pegar uma van por 2.500 pesos chilenos e chegar até a Hosteria Las Torres, diminuindo 1,5hrs de caminhada por uma estrada de terra.

 

Nós resolvemos fazer o circuito no sentido anti-horário o que foi muito bom e vocês vão entender conforme lerem o relato.

Saímos direto da Laguna Amarga e caminhamos uns 5 km pela estrada de terra – a mesma estrada que o final dela leva ao começo do circuito W – logo entramos à direita numa placa de sinalização da trilha que leva ao acampamento Serón. Mais 10 km até o acampamento, totalizando em 15 km.

 

No primeiro dia não tínhamos idéia de que haveria água potável em todo percurso, então carregávamos muita água e bebíamos muita também, pois estava bem quente. Nos últimos 5 km vimos um riacho e resolvemos abastecer nosso estoque para o camping. Isso me matou lentamente! A mochila ficou muito pesada e eu não conseguia caminhar 5 minutos sem descansar. Aquela famosa sensação de “se no primeiro dia tá assim imagina nos outros” ou “devia ter deixado isso ou aquilo em casa”. Os rios que podem beber água são os menores e que correm água mais “transparente”. Os maiores com água azulada, com minerais, não servem para consumo.

No final, a trilha que de acordo com o mapa se faz em 4,5 hrs, nós fizemos em 5,5 hrs. Chegamos no camping mortos! O Adolfo armou a barraca e eu imediatamente deitei por meia hora pra recuperar a energia! Isso ajudou muito. Levantei, tomei banho (banho 3 estrelas: pouca água, mas quente e sem vento) e logo rolou a conversa de que no outro dia seriam mais 19 km e que partindo pro segundo camping voltar seria mais difícil. Recuperada e sabendo que não precisaria mais carregar tanta água, topei.

Outro lance que aconteceu foi que para lanches de trilha compramos pão de forma e fizemos sanduiches. Eles pesavam demais! E já no primeiro dia dava pra perceber que não iam durar muito. Resolvemos jogar metade dos lanches fora. A minha mochila ao chegar no camping pesava 23,5 kg, e no segundo dia ao sair pra trilha já pesava 20 kg. A mesma coisa com a mochila do Adolfo que foi de 26,5 para 23 Kg. (Eu peso 60 kg).

 

No segundo dia acordamos cedo, tomamos nosso leite em pó, comemos um dos lanches e partimos para o segundo camping, o Dickson. O psicológico já sabia que a caminhada ia ser longa, e com a mochila mais leve, senti que apenas os últimos km da trilha foram os mais difíceis. Foi uma subida de pedra cansativa, mas no final dela já se podia avistar o camping! Maravilhoso! Um dos mais lindos no sentido de visual. Porque de pernilongos é terrível! Foi chegar, armar a barraca, tomar banho (banho 3 estrelas: água quente mas portas pequenas, se tiver frio ou ventando é um problema!) e esperar a comida ficar pronta dentro da barraca! A comida foi dele, mas a louça ficou comigo.

A trilha até o Dickson de acordo com o mapa se faz em 6 hrs. Nós fizemos em 8 hrs porque eu preferi ir mais devagar e descansar mais durante todo o percurso. Mas ainda assim as mochilas estavam extremamente pesadas. Muita gente leva comida liofilizada e alguns outros alugam barracas e saco de dormir ou compram comida, podendo caminhar mais leves.

 

No terceiro dia partimos para o acampamento Los Perros, o acampamento mais afastado do parque e com pouca infra-estrutura (duchas geladas). Algumas pessoas passam direto para o próximo camping (Paso, o trecho mais difícil do circuito), mas preferimos parar no Perros. Com um pouco mais de subida, andamos num total de 9 km, com um visual de um glaciar de gelo muito lindo pouco antes de chegar ao camping. A hérnia de disco do Adolfo atacou nesse dia, e se não fosse um casal de alemães com um ibuprofeno 600mg doado, ele quase não conseguia se mexer. Eu tinha levado um analgésico, mas tinha esquecido que ele era alérgico a dipirona. Os alemães nos salvaram. Por isso resolvemos ficar dois dias nesse camping para descansar e recuperar para o próximo trecho.

 

No quarto dia tirado só para descanso deu pra curtir o frio e a chuvinha fina do camping. Descansamos bastante e flagramos até a raposinha que aparece de vez em quando lá no camping, segundo o guarda parque, a Charlie aparecia sempre.

 

Quinto dia, recuperados, partimos para o acampamento Paso, o trecho mais difíicil do circuito. São 12 km previsto para 6 hrs, um trecho curto no mapa, mas que levamos 8 hrs para fazer. No início encaramos um trecho de pântano, mas foi até sossegado perto do que falaram. Eu espera que ia ter lama até o joelho, mas uma escapada que dei a lama foi até meia bota. É um trecho meio chatinho, não importa o peso que você leve, ali sempre vai ter que ir mais devagar. Depois caminha-se pelo vale, super tranqüilo, florestinha e chuvinha fina. E depois começa a subida de pedra que não acaba mais. Não paramos muito pra descansar pois estava frio e o corpo sentia muita ao parar. Fizemos em 2 hrs a subida como o previsto, fiquei feliz. No final da subida um visual fascinante, foi realmente indescritível ver aquele mar de pedra terminar e se transformar em montanhas cobertas de neve e abaixo delas um gigantesco glaciar, o famoso glaciar Grey.

Logo depois a descida infernal!!!!!! Falaram que a descida era de 1 hr, fizemos em 2,5 hrs. Na descida, diferente da subida que se apóia mais a mochila nas costas, o corpo ficava mais ereto, buscando o equilíbrio, e a mochila tendia para trás, trazendo algumas dores na região do pescoço. Fora que alguns degraus eram altos, e conforme eu tirava uma perna para descer, a outra ficava sobrecarregada e o joelhinho reclamou. Parávamos muito para descansar. E outra vez, você desce e desce e não enxerga o maldito camping. Até que finalmente ele aparece do nada, e pra variar, na hora que chegamos e começamos a montar a barraca começou a chover mais forte. Entramos debaixo da nossa lona sem-terra (muito útil, levamos 1 cada um) e esperamos a chuva passar. Montamos a barraca e de tão cansados esquentamos um leite, comemos uma bolachinha e dormimos. Somente na manhã seguinte que comemos o macarrão com atum. O camping Paso não tem nada, só um comedor protegido e de banheiro uma latrina.

No sexto dia acordamos cedo e começou uma chuvinha fina novamente, levamos todas nossas coisas pro comedor e como ninguém tinha acordado arrumamos nossa mochila ali mesmo, vendo a chuvinha fina se transformar em neve. Mas nevou pouco. Logo saímos para o acampamento Grey e conforme caminhávamos vimos que o tempo feio e nebuloso estava localizado mais naquela região do glaciar, para frente já podia se ver céu azul. Entre o acampamento Paso e Grey tem um outro grátis que se chama Los Guardas, ele fica a 3 hrs do Paso, mas com mais 2 hrs se chega ao Grey. Paramos no Los Guardas somente para visitar o mirador que mostra de frente as paredes do glaciar.

 

Estávamos assustados com nosso tempo durante todo o circuito. As mochilas foram ficando mais leves, mas mesmo assim caminhar 1 ou 2 hrs a mais do que o mapa falava nos desanimou, surgiu até a idéia de pegar o Catamarã (um barco) no camping Paine Grande e ir embora. Mas esse dia surpreendeu! Fizemos tudo dentro do tempo, até sobrou uns 20 min e isso deu uma explosão de animação na equipe! Chegamos no refúgio Grey cedo, deu pra tomar um banho quente e demorado tranqüilo e o tempo estava uma delicia. No acampamento Grey já tinha muito mais gente, por ser o final do circuito W.

Encontramos um casal de Argentinos no camping que sempre cruzávamos durante as trilhas, acabamos fazendo amizade e eles nos falaram que do Grey iam direto para o Italiano, sem parar no Paine Grande, e essa foi a melhor dica que nos aconteceu. Seria um longo percurso, mas pelo menos poderíamos guardar um dia só para fazer o ataque ao Vale Francês.

 

Então no sétimo dia partimos do Grey com destino ao Italianos. Mas ainda queríamos ver se nosso tempo continuava batendo com o do mapa. Se até o acampamento Paine Grande estivesse tudo certo iríamos direito para o Italianos ,que é um camping grátis, e ainda teria uma grana a mais para ir comprando as bolachas caríssimas que eram tão bem-vindas.

Do Grey até Paine Grande foram 11 km em 3,5 hrs.. Acho que fizemos em 4 hrs, mas eu estava empolgada para chegar até o Italianos. O acampamento Paine Grande é lindo, muitíssimo bem estruturado, com guarda parque, mini mercado, muitas barracas, um comedor grande e bonito e banheiros bons. De lá chega o catamarã, uma embarcação que leva e trás os turistas até o hotel Paine Grande. Mas tocamos direto para o Italianos. O caminho do Paine Grande para o Italianos é considerado o mais fácil de todo o circuito e foi extremamente delicioso percorrer ele. Foram 7,6 Km do Paine Grande até o Italianos, totalizando 18,6 no dia.

 

O acampamento Italianos é grátis, não tem duchas e tem 4 banheiros construídos, mas somente um era aberto pelo guarda-parque. Foi o camping que eu mais vi barraca. Muita gente! Mas foi bem tranqüilo tirando o barulho de algumas pequenas avalanches que se ouvia de madrugada e pela manhã. A água se pega da corredeira perto do camping, ela tinha um pouco de minerais e com isso tive um leve desentendimento com meu fluxo intestinal.

No oitavo dia fizemos o ataque ao Vale Francês. Tirei a cabeça da mochila cargueira e fiz de mochilinha com algumas fitas. Caminhar com mochila leve foi até esquisito! Logo que saímos para o ataque pudemos avistar da onde vinha tanto barulho de avalanche, e quando ouvimos mais uma, pois o sol estava muito forte naquele dia, começamos a procurar a avalanche, e pra nossa surpresa era uma pequena quantidade de neve caindo que mal dava pra ver, mas que fazia um estrondo! Caímos na risada pela nossa falta de conhecimento nesse assunto. A trilha até o mirador tem 7,5 Km feitas em 3 hrs. Duplica-se pois fizemos ida e volta. E é muito melhor assim, do que ter que subir com peso e ter que ficar no acampamento Britânico, na verdade, eu não vi ninguém acampando lá! Os paredões de rocha do Vale Francês, com suas cores contrastando, subindo imponente numa volta de quase 270° é realmente encantador! Alguns dizem que vale mais a pena do que as torres principais.

Voltamos e dormimos novamente no Italianos.

 

No mapa que nos deram na entrada do parque não diz se há um acampamento no começo do W (para nós final do O anti-horário), apenas diz que existe uma hosteria Las Torres. Mas tínhamos a informação da internet de que haveria um camping lá e a idéia seria a mesma que fizemos no Italianos: acampar embaixo e subir leve, sem precisar ficar no camping Chileno.

 

Seguimos então no nono dia para o tal acampamento. Saímos do Italianos e depois de 2,5 hrs de caminhada passamos pelo acampamento Los Cuernos. O acampamento é bem bonito, perto de uma praia de pedras e bem estruturado, mas a bolacha lá foi caríssima! Depois seguimos para Hosteria por mais 4,5 hrs no total de 16,5 km. Não encontrávamos muita gente, mas sabia que estávamos certos devido às marcações da trilha feitas na cor laranja. Um pouco antes do final da trilha surgiu uma placa de um atalho para o acampamento Chileno, mas continuamos no nosso caminho que ficou cada vez mais deserto. De longe já pudemos avistar o grande hotel Las Torres e antes dele a bifurcação que ia acontecer para nós. De um lado a trilha que seguia para o Chileno e de outro seguia-se para o hotel.

 

Paramos na Hosteria para conhecer e perguntar sobre o camping, que era poucos metros mais a frente. Andamos mais um pouco e finalmente chegamos ao camping. Não reclamei muito das pernas durante todo o circuito, sentia mais falta do preparo aeróbico durante as subidas... Mas nesse dia cheguei com os músculos da coxa duros! O tempo estava maravilhoso, o banho foi o melhor da minha vida e pra variar era véspera de Natal. Resolvemos ir ao Refúgio perto do camping (que conta com uma ótima estrutura) comprar um molho de tomate para nossa ceia, e chegando lá havia um banquete com toda comida que se pode imaginar! Como meu aniversário seria dois dias depois e o combinado era jantar pela cidade, resolvi trocar o dia do presente. 10 dias no estilo Los pastas, um banho maravilhoso e comida até não poder mais... foi como fechar com chave de ouro! Mas ainda faltava o ataque ao Paine principal, por isso não deu pra exagerar muuuuuito na comida, só um cordeirinho ao estilo patagônico, assado com fogo de chão, uns pãezinhos com manteiga (ahhh manteiga!) e salada (ahh salada!) fora a mesa de sobremesa. Mas o estômago tava fechado e mesmo que quisesse não entraria tanta comida.

 

Como o dia na patagônia é longo não era de praxe colocar despertador para acordar cedo. Mas no décimo dia colocamos para acordar 6:30 e programamos para 7:30 já estar na estrada. O ataque ao mirador desde baixo tem 4,5hrs somente de ida - os km no mapa não são precisos. As primeiras 2hrs (de acordo com o mapa) até o acampamento chileno foram de subida bem íngreme (novamente mais uma vantagem de subir leve), e fizemos em 1:40hrs. O acampamento Chileno é lindo, paramos somente para usar o banheiro (não vi duchas, e para as necessidades só havia um banheiro) e logo seguimos.

Até o acampamento Torres, segundo o mapa, eram mais 1,5hrs e também fizemos em menos tempo. Mas daí pra frente a coisa ficou feia, pelo menos pra mim.. Começou uma subida bem íngreme. Para se ter uma idéia saímos de 135 metros de altitude e o mirador era a 886 metros de altitude. Uma subida que não acaba mais, mas vale muito a pena o final dela! Chegamos ao mirador e ficamos curtindo o visual um bom tempo. O céu estava de um azul indescritível!

 

Por termos saído cedo, na volta encontramos muuuuuita gente! Estava até ruim descer, imagina pra quem subia! Tinha até congestionamento! Encontramos brasileiros, um deles estava com o rosto todo inchado devido a um abscesso dentário. Sorte dele que encontrou dois dentistas (nós) e pudemos aconselhar a melhor coisa a se fazer. Abscesso dentário é uma acumulação de pus em volta da raiz de um dente e pode causar dor intensa persistente e latejante, além disso, pode causar infecção, febre, mal estar geral e dor de cabeça. Por isso, antes de uma trip ao fim do mundo, procure seu dentista! =)

A volta em geral foi uma delícia! Só descida, mas ainda assim o joelhinho (que não tem nada de errado) reclamou. Voltamos pro camping e mais um banho maravilhoso! Comemos e no outro dia de manhã pegamos a van que leva até a Laguna Amarga, de lá já pegamos direto o onibus até Porto Natales. Tivemos que ficar dois dias em Porto Natales pois é preciso avisar com antescedencia a volta para Calafate. E numa dessas esperas, num banco numa rua da cidade, uma senhorinha sai de dentro da casa, volta e depois sai novamente com ovinhos de chocolate e começa a conversar com a gente. Depois chega uma outra senhora, coloca ela pra dentro da casa e volta dizendo que ela não está muito lúcida dentro dos seus 95 anos e que ela é dona da propriedade particular onde se localizam os Paines. o.O Incrível!

 

Dois dias depois, o parque sofreu um grande incêndio que consumiu 8.500 hectares.

 

Coisas que aprendi no parque:

- Que as moscas gigante e peludas irritam pra caral#*! Elas te seguem por um longo tempo durante a trilha e no meu caso, ao pousarem rapidamente na minha mão ,que segurava o bastão, causou uma leve alergia e coçava muito. E só no último dia aprendi e criei coragem para matá-las. Foram mais de 10 no ataque as Torres.

- Minha bota que eu tanto elogiei e que meu deu somente duas bolhas, uma no calcanhar que não abriu e virou calo e outra no dedo que abriu e deu trabalho (fazia curativo com pomada - iruxol – e microporo), enfim, a bota rasgou e descobri isso passando por um rio e percebi que entrou agua em somente um dos pés.

- Descobri que bastão de caminhada pode dar calos nas mãos. Principalmente nos primeiros dias que a mochila estava pesada, eu apoiava demais nos bastões. Para descansar eu inclinava para frente e os apoiava nos ombros colocando todo meu peso e o da mochila sobre os bastõe. Esse vale a pena citar pois resistiu bravamente : bastões Trek Compact da Kailash

- Conforme vai caminhando as fitas da mochila vão desajustando e é preciso sempre deixar tudo ajustado. Alguns dias sofri de uma dor no lado esquerdo do pescoço que não sabia de onde vinha, tentei diminuir os bastões mas não resolveu. Descobri que ao tirar e colocar a mochila eu pegava sempre por uma das alças e elas foram descompensando, sendo que um lado estava mais ajustado que o outro. A técnica para colocar a mochila é apoiar ela nos joelhos e, apoiando, encaixar seu ombro em uma das alças e daí dar o balanço final para encaixar o resto do corpo. (Você pode ler mais sobre minha mochila no post anterior do blog).

- Descobri que o cansaço supera a fome. Mas que uma comida pode salvar o dia! O leite em pó que levamos, o salame que compramos, a sopinha rápida para tomar, as proteínas de soja, o chocolate depois do jantar salvou os dias longos.

- O sol patagônico não existe! Os dias quentes passamos muito protetor solar e mesmo assim o sol queimava muito que cheguei a ficar vermelha (e olha que nunca fui de ficar vermelha). Vimos algumas pessoas com ferida no lábio, por isso é importantíssimo passar protetor labial o tempo todo! Carregávamos no bolso e passávamos sempre! Uma ferida dessa pode virar coisa séria, escute os dentistas!

- Lencinhos úmidos para ir ao banheiro fazer o número dois chega a ser um luxo num lugar desse, mas te livra de alguns desconfortos que pode acabar com seu dia na trilha. Ou isso ou hipoglos.

- Sempre levar a farmacinha móvel. Você nunca sabe o que pode acontecer.

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Parabéns Xará!!!

Relato maravilhoso!!! Imagino quão fantástica deve ter sido esta trip!! ::otemo::

Lamento, é claro pelo incêndio que ocorreu no Parque, que pena!

 

Ah! fui conferir o blog tb, heheh já está nos meus favoritos. Qdo puder venham à bahia, tem a muitas escaladas fantásticas por aqui, na Região de Itatim, Itaberaba, Chapada Diamantina (Igatu é show!!).

 

Abraços! ::otemo::

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Muito bacana mesmo!!! Teu relato vai me ajudar bastante no preparo do meu circuito "O" que vou fazer em breve!!! abraços!!!

A dica mais importante foi a do ibuprofeno 600mg rsrsrsrsrsr, pq tenho um probleminha com o nervo ciático, nunca se sabe quando vai dar problema!!!

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Muito bacana mesmo!!! Teu relato vai me ajudar bastante no preparo do meu circuito "O" que vou fazer em breve!!! abraços!!!

A dica mais importante foi a do ibuprofeno 600mg rsrsrsrsrsr, pq tenho um probleminha com o nervo ciático, nunca se sabe quando vai dar problema!!!

 

Hahaha nunca se sabe!! mas vai dar tudo certo! boa viagem pra vc!

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Parabéns pela aventura !

 

Pretendo fazer TDP . Gostaria de ter mais informações sobre o trekking .

- Circuito "O" horário ou antihorário ;

- Melhor época - Nov / Dez ?

- Detalhes técnicos , etc ..

 

 

Abços !

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Parabéns pela aventura !

 

Pretendo fazer TDP . Gostaria de ter mais informações sobre o trekking .

- Circuito "O" horário ou antihorário ;

- Melhor época - Nov / Dez ?

- Detalhes técnicos , etc ..

 

 

Abços !

 

 

Oi Guto1! Desculpe a demora para responder! não entro muito nesse site (ou pelo menos eu esperava que algum comentario feito aqui me avisassem por email)...

Então, conforme disse no relato foi muito bom fazer o antihorario primeiro porque começa fazendo a parte mais difícil e depois fica mais tranquilo pra terminar... tbm fizemos um esquema muito bom de sair direto do Grey para o Italianos sem parar no Paine Grande. Pois do Italianos era só fazer um ataque para o vale frances sem mochilas.

Outra vantagem do antihorario é que finalizamos com o melhor visual do parque que são as torres principais... se você começa por ela tudo parece "menor" diante da beleza das torres. Além disso o banho no último camping e a comida foram os melhores! nada como finalizar assim!

Pesquisando para a viagem eu cheguei a ler em algum relato aqui que no começo de novembro chegou a nevar bastante que chegou a esconder a trilha... no final de dezembro que foi quando estive por lá, nevou bem pouco somente no acampamento Paso.

Se você quiser saber mais algum detalhe é só me mandar email!

[email protected]!

responderei com maior atenção!

Boa trip!!

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Adorei o relato! Acabei de fazer o W com meu namorado e pensamos em voltar para repetir ou para fazer o O. Sentimos que nosso preparo precisa melhorar bastante e seu relato foi encorajador!

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Oi, ótimo relato e belas fotos! Vou fazer a circuito "O" em dezembro, seu relato me deixou mais animada... só estou com um receio e acho que você poderia me ajudar, rs.

Li em outro relatos que há um trecho ao lado do Glaciar Grey onde venta bastante, e existe um abismo ao lado da trilha. Enfim, estou morrendo de medo! hahaha

Você achou esse trecho tranquilo?

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    • Por Gerhard Jahn
      Fala raça!
      Tô felizasso em poder compartilhar essa experiência com vocês. Fiz o mochilão na companhia do meu irmão Kevin Jahn e minha cunhada Carol Jahn em janeiro/fevereiro de 2020, dormindo em barraca, hostels, AirBnB e até no chão do aeroporto (pra dar aquela emoção a mais).
      Apesar de ter sido uma das melhores experiências que já vivi, foi bem difícil planejar essa viagem, então espero que essas poucas informações iluminem quem está cogitando conhecer essa região. De início vou focar apenas nas questões mais relevantes (roteiro, custos e o que levei na mochila), e aos poucos vou relatando os acontecimentos da viagem, principalmente o trekking em Torres del Paine e El Chaltén.

       
      ROTEIRO
      Dia 1: 23/01/20 - Floripa > Santiago > Punta Arenas
      Dia 2: 24/01/20 - Punta Arenas > Puerto Natales - Conhecemos o Estreito de Magalhães pela manhã e em seguida pegamos o ônibus para Puerto Natales. Final da tarde compramos as comidas para TdP
      Dia 3: 25/01/20 - Puerto Natales > Torres del Paine - Ataque ao Mirador Base de las Torres, acampamento no Camping Central
      Dia 4: 26/01/20 - Torres del Paine - Travessia até o Valle del Francés, acampamento no Camping Italiano
      Dia 5: 27/01/20 - Torres del Paine - Ataque ao Mirador Fracés e travessia até o Camping Paine Grande, onde acampamos
      Dia 6: 28/01/20 - Torres del Paine > Puerto Natales - Acabamos ficando de molho no Camping Paine Grande até a chegada do catamarã
      Dia 7: 29/01/20 - Puerto Natales > El Calafate - Ficamos mais de duas horas na aduana Chile/Argentina, foram mais de 8 horas de viagem ao total
      Dia 8: 30/01/20 - El Calafate - Dia de conhecer o Glaciar Perito Moreno, não fizemos o Mini Trekking mas foi ótimo pra tirar um dia pra descansar
      Dia 9: 31/01/20 - El Calafate > El Chaltén - Chegando em Chaltén já fomos direto para a Laguna Capri montar acampamento, final da tarde fizemos um ataque ao Fitz Roy
      Dia 10: 01/02/20 - El Chaltén - Descanso na cidade
      Dia 11: 02/02/20 - El Chaltén > El Calafate - Chorrillo del Salto pela manhã e viagem de volta a Calafate após o almoço
      Dia 12: 03/02/20 - El Calafate > Puerto Natales > Punta Arenas - Chá de ônibus nesse dia
      Dia 13: 04/02/20 - Punta Arenas > Santiago > Floripa

      TOTAL GASTO: R$ 4700,00 (joguei o valor um pouco pra cima porque posso ter esquecido de algo)
      Os valores estão por pessoa e na moeda utilizada no momento da compra.
      DESLOCAMENTOS: R$ 3.526,00.
      Passagem aérea ida/volta + seguro viagem + bagagem de mão + cargueira despachada + assento reservado + taxa de embarque: R$ 2760,00 pela LATAM, de Floripa à Punta Arenas com conexão em Santiago.* Ônibus Punta Arenas-Puerto Natales ida/volta: CLP $ 15.000,00 Ônibus Puerto Natales-Torres del Paine ida/volta: CLP $ 16.000,00. Transfer Guarita-Camping Central: CLP $ 3.000,00. Catamarã Camping Paine Grande-Guarita: CLP $ 23.000,00. Ônibus Puerto Natales-El Calafate ida/volta: CLP $ 34.000,00. Ônibus El Calafate-El Chaltén ida/volta: ARS $ 2400,00.  Van El Calafate-Perito Moreno ida/volta: ARS $ 1200,00. *Pelo meu monitoramento só o valor da passagem variou na época entre R$ 1900,00 a R$ 2400,00. Comprei com três meses de antecedência e confesso que há uma semana antes da viagem o preço ainda estava na mesma faixa.
      HOSPEDAGENS: R$ 506,00.
      Puerto Natales 
      Hostel Bella Vista: R$ 55,00 c/ café da manhã e aluguel de equipamentos de trekking, inclusive ganhamos de presente um gás da host Ni Torres del Paine (vou detalhar melhor no tópico exclusivo de TdP) Camping Central: USD $ 21,00. Camping Italiano: Free, grátis, na faixa. ~não recomendo Camping Paine Grande: USD $ 11,00. El Calafate
      Airbnb Groovy Dooby Doo: R$ 59,00. ~não recomendo El Chaltén
      Camping Laguna Capri: Free, grátis, na faixa. Hostel Rancho Apart: ARS $ 1250,00, quarto compartilhado. *valores por noite
      **foram 10 noites, na primeira passamos no avião e na última no chão do aeropoto.
      ENTRADAS: R$ 200,00.
      Entrada do parque Torres del Paine: CLP $ 25.000,00. Entrada do parque Los Glaciares - Perito Moreno: ARS $ 800,00. ALIMENTAÇÃO: R$ 350,00.
      Restaurante no Chile: em torno de CLP $ 3.500,00. Restaurante na Argentina: em torno de ARS $ 600,00. Mercado para Torres del Paine: CLP $ 6.600,00. Mercado para Fitz Roy: ARS $: 660,00. Compras nos aeroportos, rodoviárias, snacks, frutas e etc. COTAÇÕES
      R$ 1,00 = CLP $ 190,00 (Aeroporto de Santiago) R$ 1,00 = CLP $ 170,00 (Punta Arenas) R$ 1,00 = CLP $ 165,00 (Puerto Natales) R$ 1,00 = ARS $ 16,50 (Restaurante Casimiro em El Calafate, apesar de ter a melhor cotação de Dólar, Euro e Real, aqui é clandestino devido aos problemas políticos-econômico da Argentina)  
      VESTUÁRIO E EQUIPAMENTOS
      O segredo é focar em roupas e equipamentos apropriados para a região. A fama da Patagônia ter uma instabilidade climática não é um exagero, tu literalmente vai viver as quatro estações e todos os tipos de condições em um único dia.
      O que eu levei na minha mochila Forclaz Trek 900 50L + 10L:
      1x Calça modular - Tecido de secagem rápida e que não propagada corte 1x Fleece (0 a 7 ºC) - Uso um com zíper pra ser prático e ajudar a regular a temperatura corporal 1x Jaqueta impermeável (2000 mm) corta vento - Conhecida também como anorak, acabou passando a água em uma das tempestades em TdP 1x Calça segunda pele técnica - Usei a viagem toda, até por baixo dá bermuda 2x Blusas segunda pele - Uma técnica pra caminhada e uma mais quente pra dormir 1x Calça impermeável (2000 mm) - Precisei usar em vários momentos 3x Camisetas curtas Dry Fit - Acabei usando só duas 4x Cuecas de Microfibra  - Secagem muito rápida, foi excelente 2x Meias técnicas de trekking - Nunca tinha usado e fez muita diferença, deveria ter levado pelo menos 4 1x Meia térmica - Usei apenas pra dormir e foi muito bom para deixar as outras respirando 1x Bota de trekking impermeável - Confesso que a minha segurou a água mas a palmilha e solado eram fracos, sugiro comprar uma palmilha boa 1x Havaianas - Usei pra tomar banho, no avião e nas cidades (BRASIIIIIL) 1x Bermuda de banho - Usei bastante nos hostel, todos lugares tem calefação então sugiro levar algo curto pra dormir 1x Luva de fleece para trekking - Usei poucas vezes, somente quando chovia nos lugares mais frios de TdP 1x Protetor de orelha de fleece - Baita acessório, ajuda até pra dormir quando ainda tem luz 1x Cachecol - Acabei usando só pra dormir em virtude do meu saco de dormir ser patético 1x Touca de lã - Usei uma vez, protetor de orelha já resolve 1x Toalha de Microfibra - É item obrigatório, já uso há anos 1x Mochila de ataque 30L - Usei muito pra fazer compras, lá não tem sacola plástica 1x Bastão de trekking - Recomendo dois, a grande maioria das pessoas utilizava um par 1x Shoulder Bag - Ideal pra levar documentos e dinheiro, já tinha costume de usar nos acampamentos em Floripa, pra não deixar nada na barraca dando sopa 1x Barraca de trekking - Uso a Quechua Quick Hiker 2, tenho um vídeo falando sobre ela 1x Saco de dormir para 15 ºC - Não morri mas não passei bem haha sugiro um para 0 ºC 1x Isolante térmico - Uso um egg crate Nature Hike, é importante que o isolante seja bom, foi o que me salvou 1x Kit cozinha - Não pode levar o gás no avião 1x Lanterna de cabeça - Quase não usei porque escurece tarde (22:00) e amanhece cedo (05:00) 1x Kit Primeiro Socorros - Aconselho a levar medicamentos específicos, como antibióticos dose única, antitérmico, anti-histamínico, relaxante muscular 1x Silver Tape - Não usei, mas aconselho levar porque dá pra usar até pra tapar rasgos em roupas. 1x GoPro Hero 7 Black + Bateria extra + Carregador Duplo externo + Micro SD Card extra - Sou fã de GoPro, acho muito útil num lugar como esse que chove toda hora 1x Power Bank 20.000 mAh - Usei muito, apesar de ter entrada USB nos ônibus e tomada em alguns campings
      RESERVAS EM TORRES DEL PAINE
      http://www.conaf.cl/parques/parque-nacional-torres-del-paine/ (camping gratuito)
      https://www.verticepatagonia.cl/home (lado esquerdo do W)
      https://www.fantasticosur.com/en (lado direito do W)
      PASSAGENS DE ÔNIBUS
      https://www.bussur.com/
      https://www.recorrido.cl/ 
      http://www.busesfernandez.com/ 
       
      Espero que a leitura tenha sido útil, logo menos continuo o relato.
      Abraço a todos,
      Gerhard Jahn.
       
    • Por Marcelo Manente
      Em breve iniciarei o relato da aventura que está acontecendo neste momento.
      Estou hoje em Chile Chico, Chile. Seguindo para a Carretera Austral.
      Muitos perrengues, problemas da viatura, mas lugares maravilhosos para compensar tudo isso.
      Vou tentar fazer um relato com os custos de quase tudo que eu lembrar.

    • Por maizanara
      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
      Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
      Acompanhe nossas aventuras no Facebook ou Instagram
       
        Relato de Viagem">Relato do trekking realizado de 12 a 16 de Janeiro de 2017. Dia 1 - atento às regras
      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! Neste post falamos como fazer as reservas)
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

       
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos aoMirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho.   CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Bons ventos!
    • Por maizanara
      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
      Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
      Acompanhe nossas aventuras no Facebook ou Instagram
        Relato de Viagem">Relato do trekking realizado de 12 a 16 de Janeiro de 2017. Dia 1 - atento às regras
      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! )
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos ao Mirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!     CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

       
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Escrevi um post com os custos desta viagem AQUI.
      Bons ventos!
       
       
    • Por Ana Caroline Cunha
      Olá gente!
      Nem acredito que chegou a minha hora de deixar um relato de viagem haha eu pesquisei muito aqui nesse fórum e uma das grandes razões da viagem ter saído do papel e eu ter feito o meu primeiro mochilão sozinha foi as informações que encontrei por aqui. 
      Primeiramente, a base da minha viagem foi o relato da @appriim que está completinho nesse link aqui. Encontrei ela aqui no Mochileiros e no fim somos da mesma cidade e temos vários amigos em comum (e em breve espero que saia o encontro pessoalmente né Ana? haha)
      Fiz algumas alterações porque eu tinha alguns dias a mais que ela, então segue abaixo uma visão geral do meu roteiro e depois nos comentários vou escrevendo dia a dia.
      17/12/2019 - Florianópolis > Ushuaia
      18/12/2019 - Ushuaia - Carimbei o passaporte, comprei o ônibus para Punta Arenas e fiquei andando na cidade sem rumo
      19/12/2019 - Ushuaia - Passeio na Pinguinera + Canal Beagle e trilha no Glaciar Martial 
      20/12/2019 - Ushuaia - Laguna Esmeralda
      21/12/2019 - Ushuaia - descanso e andei pela cidade sem rumo de novo
      22/12/2019 - Ushuaia deslocamento > Punta Arenas - 12h de ônibus durante o dia
      23/12/2019 - Punta Arenas - fiz o câmbio e andei pela cidade, pela orla, fui ao mirante e cemitério as 17h peguei o ônibus para > Puerto Natales - 3h
      24/12/2019 - Puerto Natales - Aluguei um carro com o pessoal do hostel e fomos até o Parque Torres del Paine, fazendo o "Full Day" que vende em agências de forma privada
      25/12/2019 - Puerto Natales - Descanso
      26/12/2019 - Puerto Natales - Trilha Base de Torres del Paine 
      27/12/2019 - Puerto Natales deslocamento > El Calafate - 7h de ônibus durante o dia 
      28/12/2019 - El Calafate - Laguna Niemez, Lago Argentino e andei pela cidade
      29/12/2019 - El Calafate - Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno
      30/12/2019 - El Calafate deslocamento > El Chalten - 3h de ônibus saindo as 8h
      31/12/2019 - El Chalten - Laguna de los Três / Fitz Roy 
      01/01/2020 - El Chalten - Descanso 
      02/01/2020 - El Chalten - Chorrillo Del Salto 
      03/01/2020 - El Chalten - Mirador de Los Condores e Las Aguilas 
      04/01/2020 - El Chalten - Laguna Torres / Cerro Torre
      05/01/2020 - El Chalten - Madre e Hija
      06/01/2020 - El Chalten - Descanso
      07/01/2020 - El Chalten deslocamento > El Calafate - 3h de ônibus, saindo as 8h, andei sem rumo pela cidade
      08/01/2020 - El Calafate - Lago Argentino, andei pela cidade e meu voo saiu as 19:30h para Buenos Aires > Florianópolis
      09/01/2020 - Chegada em Florianópolis 
      Gastos aproximados: 
      DESLOCAMENTO: R$ 3.000,00
      R$ 2.139,00 passagem aérea Aerolíneas Argentinas | Ida: Floripa > Buenos Aires > Ushuaia | Volta: El Calafate > Buenos Aires > Floripa R$ 180,00 entre taxi, uber, transfer aos lugares R$ 530,00 deslocamentos de ônibus R$ 135,00 aluguel de carro por 1 dia em Puerto Natales (o carro foi dividido em 4 pessoas) HOSPEDAGEM: R$ 1.280,00
      Ushuaia: ANTARCTICA HOSTEL Punta Arenas: HOSTEL ENTRE VIENTOS Puerto Natales: WE ARE PATAGONIA BACKPACKERS (pagamento em dólar estamos isentos de 19% do imposto) El Calafate: FOLK HOSTEL El Chalten: LO DE TRIVI El Calafate: FOLK SUITS Reservas feitas pelo Booking e HostelWorld
      PASSEIOS: R$ 1.650,00
      Mini Trekking Perito Moreno - R$ 700,00 - comprado no Brasil valor com cartão de crédito e IOF Pinguinera + Canal Beagle - R$ 742,00 - pago no Brasil valor com cartão de crédito e IOF | observação importante: se fazer a caminhada com os Pinguins em Punta Arenas é metade do preço e rola reservar lá mesmo no próprio hostel pro dia seguinte. Entrada Parque Torres del Paine - R$ 185,00 (paguei o preço de 2019 ainda) ALIMENTAÇÃO: R$ 1.200,00 (tem mercado, cerveja, vinho e alfajor nessa conta haha)
      BAR: R$ 200,00 (isso são os extras dos dias que fui pro bar e só consumi álcool)
      SEGURO VIAGEM: R$ 215,00
      TOTAL GASTO R$ 8.000,00 (contando souvenir, extras que eu possa ter esquecido de anotar e etc)
      Conversões realizadas: 
      1 real > 13,60 pesos argentinos (Aeroporto Ezeiza de Buenos Aires)
      1 real > 185 pesos chilenos (Casa de Câmbio em Punta Arenas)
      1 real > 16 pesos argentinos (Restaurante Casimiro em El Calafate)
      Fiz umas outras conversões zoadas porque tive perrengue de dinheiro que conto depois hahah mas essas três foram as principais que acho que vale citar. 
      TOTAL QUE GASTEI EFETIVAMENTE: R$ 8.900,00 (perdi R$ 900,00 por um golpe na conversão do câmbio no Banco do Aeroporto Ezeiza, eu dei R$ 3.200,00 e eles me converteram como se eu tivesse trocando R$ 2.300,00, fui perceber só agora que já estava no Brasil, foi falta de atenção minha como recém mochileira que achava que tinha pensado em todos os detalhes, só que não... 💔💔)
       
      Aos poucos vou contando aqui sobre a viagem dia-a-dia, ah eu também fui postando tudo no meu Instagram (@anavoando), os stories estão salvos no destaques e fui escrevendo no feed também.
      Ah, leiam o post da Ana que citei lá no começo, eu li e reli um milhão de vezes e ela dá várias dias ótimas!! 
       




       
      Espero que gostem! 
      Continuarei aos poucos,
      Ana Caroline


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