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Torres del Paine (Circuito "O") em 10 Dias - Relato Completo

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Você pode conferir esse relato com as fotos no meu blog!

http://escalandinho.blogspot.com/

 

E também assistir o vídeo da viagem:

 

Dezembro 2011

 

Fiz o circuito completo de Torres Del Paine com meu marido e companheiro Adolfo, e como também iríamos a El Chaltén fazer uma rock trip de escalada, decidimos fazer de nosso “campo base” a cidade de El Calafate na Argentina, diferente de muita gente que vai direto para Porto Natales. Nós tivemos que pegar um ônibus e viajar 5 horas até a cidade Chilena. (Pensávamos que alguma empresa pudesse nos levar direto até o parque, mas isso não acontece.) De Porto Natales para Torres Del Paine foram aproximadamente 2:30 de viagem.

O ônibus nos deixou na laguna amarga, lá você paga a entrada do parque de 15.000 pesos chilenos e ganha um mapa bem elaborado e muito útil. Pra quem vai fazer o circuito W compensa pegar uma van por 2.500 pesos chilenos e chegar até a Hosteria Las Torres, diminuindo 1,5hrs de caminhada por uma estrada de terra.

 

Nós resolvemos fazer o circuito no sentido anti-horário o que foi muito bom e vocês vão entender conforme lerem o relato.

Saímos direto da Laguna Amarga e caminhamos uns 5 km pela estrada de terra – a mesma estrada que o final dela leva ao começo do circuito W – logo entramos à direita numa placa de sinalização da trilha que leva ao acampamento Serón. Mais 10 km até o acampamento, totalizando em 15 km.

 

No primeiro dia não tínhamos idéia de que haveria água potável em todo percurso, então carregávamos muita água e bebíamos muita também, pois estava bem quente. Nos últimos 5 km vimos um riacho e resolvemos abastecer nosso estoque para o camping. Isso me matou lentamente! A mochila ficou muito pesada e eu não conseguia caminhar 5 minutos sem descansar. Aquela famosa sensação de “se no primeiro dia tá assim imagina nos outros” ou “devia ter deixado isso ou aquilo em casa”. Os rios que podem beber água são os menores e que correm água mais “transparente”. Os maiores com água azulada, com minerais, não servem para consumo.

No final, a trilha que de acordo com o mapa se faz em 4,5 hrs, nós fizemos em 5,5 hrs. Chegamos no camping mortos! O Adolfo armou a barraca e eu imediatamente deitei por meia hora pra recuperar a energia! Isso ajudou muito. Levantei, tomei banho (banho 3 estrelas: pouca água, mas quente e sem vento) e logo rolou a conversa de que no outro dia seriam mais 19 km e que partindo pro segundo camping voltar seria mais difícil. Recuperada e sabendo que não precisaria mais carregar tanta água, topei.

Outro lance que aconteceu foi que para lanches de trilha compramos pão de forma e fizemos sanduiches. Eles pesavam demais! E já no primeiro dia dava pra perceber que não iam durar muito. Resolvemos jogar metade dos lanches fora. A minha mochila ao chegar no camping pesava 23,5 kg, e no segundo dia ao sair pra trilha já pesava 20 kg. A mesma coisa com a mochila do Adolfo que foi de 26,5 para 23 Kg. (Eu peso 60 kg).

 

No segundo dia acordamos cedo, tomamos nosso leite em pó, comemos um dos lanches e partimos para o segundo camping, o Dickson. O psicológico já sabia que a caminhada ia ser longa, e com a mochila mais leve, senti que apenas os últimos km da trilha foram os mais difíceis. Foi uma subida de pedra cansativa, mas no final dela já se podia avistar o camping! Maravilhoso! Um dos mais lindos no sentido de visual. Porque de pernilongos é terrível! Foi chegar, armar a barraca, tomar banho (banho 3 estrelas: água quente mas portas pequenas, se tiver frio ou ventando é um problema!) e esperar a comida ficar pronta dentro da barraca! A comida foi dele, mas a louça ficou comigo.

A trilha até o Dickson de acordo com o mapa se faz em 6 hrs. Nós fizemos em 8 hrs porque eu preferi ir mais devagar e descansar mais durante todo o percurso. Mas ainda assim as mochilas estavam extremamente pesadas. Muita gente leva comida liofilizada e alguns outros alugam barracas e saco de dormir ou compram comida, podendo caminhar mais leves.

 

No terceiro dia partimos para o acampamento Los Perros, o acampamento mais afastado do parque e com pouca infra-estrutura (duchas geladas). Algumas pessoas passam direto para o próximo camping (Paso, o trecho mais difícil do circuito), mas preferimos parar no Perros. Com um pouco mais de subida, andamos num total de 9 km, com um visual de um glaciar de gelo muito lindo pouco antes de chegar ao camping. A hérnia de disco do Adolfo atacou nesse dia, e se não fosse um casal de alemães com um ibuprofeno 600mg doado, ele quase não conseguia se mexer. Eu tinha levado um analgésico, mas tinha esquecido que ele era alérgico a dipirona. Os alemães nos salvaram. Por isso resolvemos ficar dois dias nesse camping para descansar e recuperar para o próximo trecho.

 

No quarto dia tirado só para descanso deu pra curtir o frio e a chuvinha fina do camping. Descansamos bastante e flagramos até a raposinha que aparece de vez em quando lá no camping, segundo o guarda parque, a Charlie aparecia sempre.

 

Quinto dia, recuperados, partimos para o acampamento Paso, o trecho mais difíicil do circuito. São 12 km previsto para 6 hrs, um trecho curto no mapa, mas que levamos 8 hrs para fazer. No início encaramos um trecho de pântano, mas foi até sossegado perto do que falaram. Eu espera que ia ter lama até o joelho, mas uma escapada que dei a lama foi até meia bota. É um trecho meio chatinho, não importa o peso que você leve, ali sempre vai ter que ir mais devagar. Depois caminha-se pelo vale, super tranqüilo, florestinha e chuvinha fina. E depois começa a subida de pedra que não acaba mais. Não paramos muito pra descansar pois estava frio e o corpo sentia muita ao parar. Fizemos em 2 hrs a subida como o previsto, fiquei feliz. No final da subida um visual fascinante, foi realmente indescritível ver aquele mar de pedra terminar e se transformar em montanhas cobertas de neve e abaixo delas um gigantesco glaciar, o famoso glaciar Grey.

Logo depois a descida infernal!!!!!! Falaram que a descida era de 1 hr, fizemos em 2,5 hrs. Na descida, diferente da subida que se apóia mais a mochila nas costas, o corpo ficava mais ereto, buscando o equilíbrio, e a mochila tendia para trás, trazendo algumas dores na região do pescoço. Fora que alguns degraus eram altos, e conforme eu tirava uma perna para descer, a outra ficava sobrecarregada e o joelhinho reclamou. Parávamos muito para descansar. E outra vez, você desce e desce e não enxerga o maldito camping. Até que finalmente ele aparece do nada, e pra variar, na hora que chegamos e começamos a montar a barraca começou a chover mais forte. Entramos debaixo da nossa lona sem-terra (muito útil, levamos 1 cada um) e esperamos a chuva passar. Montamos a barraca e de tão cansados esquentamos um leite, comemos uma bolachinha e dormimos. Somente na manhã seguinte que comemos o macarrão com atum. O camping Paso não tem nada, só um comedor protegido e de banheiro uma latrina.

No sexto dia acordamos cedo e começou uma chuvinha fina novamente, levamos todas nossas coisas pro comedor e como ninguém tinha acordado arrumamos nossa mochila ali mesmo, vendo a chuvinha fina se transformar em neve. Mas nevou pouco. Logo saímos para o acampamento Grey e conforme caminhávamos vimos que o tempo feio e nebuloso estava localizado mais naquela região do glaciar, para frente já podia se ver céu azul. Entre o acampamento Paso e Grey tem um outro grátis que se chama Los Guardas, ele fica a 3 hrs do Paso, mas com mais 2 hrs se chega ao Grey. Paramos no Los Guardas somente para visitar o mirador que mostra de frente as paredes do glaciar.

 

Estávamos assustados com nosso tempo durante todo o circuito. As mochilas foram ficando mais leves, mas mesmo assim caminhar 1 ou 2 hrs a mais do que o mapa falava nos desanimou, surgiu até a idéia de pegar o Catamarã (um barco) no camping Paine Grande e ir embora. Mas esse dia surpreendeu! Fizemos tudo dentro do tempo, até sobrou uns 20 min e isso deu uma explosão de animação na equipe! Chegamos no refúgio Grey cedo, deu pra tomar um banho quente e demorado tranqüilo e o tempo estava uma delicia. No acampamento Grey já tinha muito mais gente, por ser o final do circuito W.

Encontramos um casal de Argentinos no camping que sempre cruzávamos durante as trilhas, acabamos fazendo amizade e eles nos falaram que do Grey iam direto para o Italiano, sem parar no Paine Grande, e essa foi a melhor dica que nos aconteceu. Seria um longo percurso, mas pelo menos poderíamos guardar um dia só para fazer o ataque ao Vale Francês.

 

Então no sétimo dia partimos do Grey com destino ao Italianos. Mas ainda queríamos ver se nosso tempo continuava batendo com o do mapa. Se até o acampamento Paine Grande estivesse tudo certo iríamos direito para o Italianos ,que é um camping grátis, e ainda teria uma grana a mais para ir comprando as bolachas caríssimas que eram tão bem-vindas.

Do Grey até Paine Grande foram 11 km em 3,5 hrs.. Acho que fizemos em 4 hrs, mas eu estava empolgada para chegar até o Italianos. O acampamento Paine Grande é lindo, muitíssimo bem estruturado, com guarda parque, mini mercado, muitas barracas, um comedor grande e bonito e banheiros bons. De lá chega o catamarã, uma embarcação que leva e trás os turistas até o hotel Paine Grande. Mas tocamos direto para o Italianos. O caminho do Paine Grande para o Italianos é considerado o mais fácil de todo o circuito e foi extremamente delicioso percorrer ele. Foram 7,6 Km do Paine Grande até o Italianos, totalizando 18,6 no dia.

 

O acampamento Italianos é grátis, não tem duchas e tem 4 banheiros construídos, mas somente um era aberto pelo guarda-parque. Foi o camping que eu mais vi barraca. Muita gente! Mas foi bem tranqüilo tirando o barulho de algumas pequenas avalanches que se ouvia de madrugada e pela manhã. A água se pega da corredeira perto do camping, ela tinha um pouco de minerais e com isso tive um leve desentendimento com meu fluxo intestinal.

No oitavo dia fizemos o ataque ao Vale Francês. Tirei a cabeça da mochila cargueira e fiz de mochilinha com algumas fitas. Caminhar com mochila leve foi até esquisito! Logo que saímos para o ataque pudemos avistar da onde vinha tanto barulho de avalanche, e quando ouvimos mais uma, pois o sol estava muito forte naquele dia, começamos a procurar a avalanche, e pra nossa surpresa era uma pequena quantidade de neve caindo que mal dava pra ver, mas que fazia um estrondo! Caímos na risada pela nossa falta de conhecimento nesse assunto. A trilha até o mirador tem 7,5 Km feitas em 3 hrs. Duplica-se pois fizemos ida e volta. E é muito melhor assim, do que ter que subir com peso e ter que ficar no acampamento Britânico, na verdade, eu não vi ninguém acampando lá! Os paredões de rocha do Vale Francês, com suas cores contrastando, subindo imponente numa volta de quase 270° é realmente encantador! Alguns dizem que vale mais a pena do que as torres principais.

Voltamos e dormimos novamente no Italianos.

 

No mapa que nos deram na entrada do parque não diz se há um acampamento no começo do W (para nós final do O anti-horário), apenas diz que existe uma hosteria Las Torres. Mas tínhamos a informação da internet de que haveria um camping lá e a idéia seria a mesma que fizemos no Italianos: acampar embaixo e subir leve, sem precisar ficar no camping Chileno.

 

Seguimos então no nono dia para o tal acampamento. Saímos do Italianos e depois de 2,5 hrs de caminhada passamos pelo acampamento Los Cuernos. O acampamento é bem bonito, perto de uma praia de pedras e bem estruturado, mas a bolacha lá foi caríssima! Depois seguimos para Hosteria por mais 4,5 hrs no total de 16,5 km. Não encontrávamos muita gente, mas sabia que estávamos certos devido às marcações da trilha feitas na cor laranja. Um pouco antes do final da trilha surgiu uma placa de um atalho para o acampamento Chileno, mas continuamos no nosso caminho que ficou cada vez mais deserto. De longe já pudemos avistar o grande hotel Las Torres e antes dele a bifurcação que ia acontecer para nós. De um lado a trilha que seguia para o Chileno e de outro seguia-se para o hotel.

 

Paramos na Hosteria para conhecer e perguntar sobre o camping, que era poucos metros mais a frente. Andamos mais um pouco e finalmente chegamos ao camping. Não reclamei muito das pernas durante todo o circuito, sentia mais falta do preparo aeróbico durante as subidas... Mas nesse dia cheguei com os músculos da coxa duros! O tempo estava maravilhoso, o banho foi o melhor da minha vida e pra variar era véspera de Natal. Resolvemos ir ao Refúgio perto do camping (que conta com uma ótima estrutura) comprar um molho de tomate para nossa ceia, e chegando lá havia um banquete com toda comida que se pode imaginar! Como meu aniversário seria dois dias depois e o combinado era jantar pela cidade, resolvi trocar o dia do presente. 10 dias no estilo Los pastas, um banho maravilhoso e comida até não poder mais... foi como fechar com chave de ouro! Mas ainda faltava o ataque ao Paine principal, por isso não deu pra exagerar muuuuuito na comida, só um cordeirinho ao estilo patagônico, assado com fogo de chão, uns pãezinhos com manteiga (ahhh manteiga!) e salada (ahh salada!) fora a mesa de sobremesa. Mas o estômago tava fechado e mesmo que quisesse não entraria tanta comida.

 

Como o dia na patagônia é longo não era de praxe colocar despertador para acordar cedo. Mas no décimo dia colocamos para acordar 6:30 e programamos para 7:30 já estar na estrada. O ataque ao mirador desde baixo tem 4,5hrs somente de ida - os km no mapa não são precisos. As primeiras 2hrs (de acordo com o mapa) até o acampamento chileno foram de subida bem íngreme (novamente mais uma vantagem de subir leve), e fizemos em 1:40hrs. O acampamento Chileno é lindo, paramos somente para usar o banheiro (não vi duchas, e para as necessidades só havia um banheiro) e logo seguimos.

Até o acampamento Torres, segundo o mapa, eram mais 1,5hrs e também fizemos em menos tempo. Mas daí pra frente a coisa ficou feia, pelo menos pra mim.. Começou uma subida bem íngreme. Para se ter uma idéia saímos de 135 metros de altitude e o mirador era a 886 metros de altitude. Uma subida que não acaba mais, mas vale muito a pena o final dela! Chegamos ao mirador e ficamos curtindo o visual um bom tempo. O céu estava de um azul indescritível!

 

Por termos saído cedo, na volta encontramos muuuuuita gente! Estava até ruim descer, imagina pra quem subia! Tinha até congestionamento! Encontramos brasileiros, um deles estava com o rosto todo inchado devido a um abscesso dentário. Sorte dele que encontrou dois dentistas (nós) e pudemos aconselhar a melhor coisa a se fazer. Abscesso dentário é uma acumulação de pus em volta da raiz de um dente e pode causar dor intensa persistente e latejante, além disso, pode causar infecção, febre, mal estar geral e dor de cabeça. Por isso, antes de uma trip ao fim do mundo, procure seu dentista! =)

A volta em geral foi uma delícia! Só descida, mas ainda assim o joelhinho (que não tem nada de errado) reclamou. Voltamos pro camping e mais um banho maravilhoso! Comemos e no outro dia de manhã pegamos a van que leva até a Laguna Amarga, de lá já pegamos direto o onibus até Porto Natales. Tivemos que ficar dois dias em Porto Natales pois é preciso avisar com antescedencia a volta para Calafate. E numa dessas esperas, num banco numa rua da cidade, uma senhorinha sai de dentro da casa, volta e depois sai novamente com ovinhos de chocolate e começa a conversar com a gente. Depois chega uma outra senhora, coloca ela pra dentro da casa e volta dizendo que ela não está muito lúcida dentro dos seus 95 anos e que ela é dona da propriedade particular onde se localizam os Paines. o.O Incrível!

 

Dois dias depois, o parque sofreu um grande incêndio que consumiu 8.500 hectares.

 

Coisas que aprendi no parque:

- Que as moscas gigante e peludas irritam pra caral#*! Elas te seguem por um longo tempo durante a trilha e no meu caso, ao pousarem rapidamente na minha mão ,que segurava o bastão, causou uma leve alergia e coçava muito. E só no último dia aprendi e criei coragem para matá-las. Foram mais de 10 no ataque as Torres.

- Minha bota que eu tanto elogiei e que meu deu somente duas bolhas, uma no calcanhar que não abriu e virou calo e outra no dedo que abriu e deu trabalho (fazia curativo com pomada - iruxol – e microporo), enfim, a bota rasgou e descobri isso passando por um rio e percebi que entrou agua em somente um dos pés.

- Descobri que bastão de caminhada pode dar calos nas mãos. Principalmente nos primeiros dias que a mochila estava pesada, eu apoiava demais nos bastões. Para descansar eu inclinava para frente e os apoiava nos ombros colocando todo meu peso e o da mochila sobre os bastõe. Esse vale a pena citar pois resistiu bravamente : bastões Trek Compact da Kailash

- Conforme vai caminhando as fitas da mochila vão desajustando e é preciso sempre deixar tudo ajustado. Alguns dias sofri de uma dor no lado esquerdo do pescoço que não sabia de onde vinha, tentei diminuir os bastões mas não resolveu. Descobri que ao tirar e colocar a mochila eu pegava sempre por uma das alças e elas foram descompensando, sendo que um lado estava mais ajustado que o outro. A técnica para colocar a mochila é apoiar ela nos joelhos e, apoiando, encaixar seu ombro em uma das alças e daí dar o balanço final para encaixar o resto do corpo. (Você pode ler mais sobre minha mochila no post anterior do blog).

- Descobri que o cansaço supera a fome. Mas que uma comida pode salvar o dia! O leite em pó que levamos, o salame que compramos, a sopinha rápida para tomar, as proteínas de soja, o chocolate depois do jantar salvou os dias longos.

- O sol patagônico não existe! Os dias quentes passamos muito protetor solar e mesmo assim o sol queimava muito que cheguei a ficar vermelha (e olha que nunca fui de ficar vermelha). Vimos algumas pessoas com ferida no lábio, por isso é importantíssimo passar protetor labial o tempo todo! Carregávamos no bolso e passávamos sempre! Uma ferida dessa pode virar coisa séria, escute os dentistas!

- Lencinhos úmidos para ir ao banheiro fazer o número dois chega a ser um luxo num lugar desse, mas te livra de alguns desconfortos que pode acabar com seu dia na trilha. Ou isso ou hipoglos.

- Sempre levar a farmacinha móvel. Você nunca sabe o que pode acontecer.

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Parabéns Xará!!!

Relato maravilhoso!!! Imagino quão fantástica deve ter sido esta trip!! ::otemo::

Lamento, é claro pelo incêndio que ocorreu no Parque, que pena!

 

Ah! fui conferir o blog tb, heheh já está nos meus favoritos. Qdo puder venham à bahia, tem a muitas escaladas fantásticas por aqui, na Região de Itatim, Itaberaba, Chapada Diamantina (Igatu é show!!).

 

Abraços! ::otemo::

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Muito bacana mesmo!!! Teu relato vai me ajudar bastante no preparo do meu circuito "O" que vou fazer em breve!!! abraços!!!

A dica mais importante foi a do ibuprofeno 600mg rsrsrsrsrsr, pq tenho um probleminha com o nervo ciático, nunca se sabe quando vai dar problema!!!

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Muito bacana mesmo!!! Teu relato vai me ajudar bastante no preparo do meu circuito "O" que vou fazer em breve!!! abraços!!!

A dica mais importante foi a do ibuprofeno 600mg rsrsrsrsrsr, pq tenho um probleminha com o nervo ciático, nunca se sabe quando vai dar problema!!!

 

Hahaha nunca se sabe!! mas vai dar tudo certo! boa viagem pra vc!

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Parabéns pela aventura !

 

Pretendo fazer TDP . Gostaria de ter mais informações sobre o trekking .

- Circuito "O" horário ou antihorário ;

- Melhor época - Nov / Dez ?

- Detalhes técnicos , etc ..

 

 

Abços !

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Parabéns pela aventura !

 

Pretendo fazer TDP . Gostaria de ter mais informações sobre o trekking .

- Circuito "O" horário ou antihorário ;

- Melhor época - Nov / Dez ?

- Detalhes técnicos , etc ..

 

 

Abços !

 

 

Oi Guto1! Desculpe a demora para responder! não entro muito nesse site (ou pelo menos eu esperava que algum comentario feito aqui me avisassem por email)...

Então, conforme disse no relato foi muito bom fazer o antihorario primeiro porque começa fazendo a parte mais difícil e depois fica mais tranquilo pra terminar... tbm fizemos um esquema muito bom de sair direto do Grey para o Italianos sem parar no Paine Grande. Pois do Italianos era só fazer um ataque para o vale frances sem mochilas.

Outra vantagem do antihorario é que finalizamos com o melhor visual do parque que são as torres principais... se você começa por ela tudo parece "menor" diante da beleza das torres. Além disso o banho no último camping e a comida foram os melhores! nada como finalizar assim!

Pesquisando para a viagem eu cheguei a ler em algum relato aqui que no começo de novembro chegou a nevar bastante que chegou a esconder a trilha... no final de dezembro que foi quando estive por lá, nevou bem pouco somente no acampamento Paso.

Se você quiser saber mais algum detalhe é só me mandar email!

[email protected]!

responderei com maior atenção!

Boa trip!!

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Adorei o relato! Acabei de fazer o W com meu namorado e pensamos em voltar para repetir ou para fazer o O. Sentimos que nosso preparo precisa melhorar bastante e seu relato foi encorajador!

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Oi, ótimo relato e belas fotos! Vou fazer a circuito "O" em dezembro, seu relato me deixou mais animada... só estou com um receio e acho que você poderia me ajudar, rs.

Li em outro relatos que há um trecho ao lado do Glaciar Grey onde venta bastante, e existe um abismo ao lado da trilha. Enfim, estou morrendo de medo! hahaha

Você achou esse trecho tranquilo?

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      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
      Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
      Acompanhe nossas aventuras no Facebook ou Instagram
       
        Relato de Viagem">Relato do trekking realizado de 12 a 16 de Janeiro de 2017. Dia 1 - atento às regras
      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! Neste post falamos como fazer as reservas)
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

       
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos aoMirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho.   CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Bons ventos!
    • Por maizanara
      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
      Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
      Acompanhe nossas aventuras no Facebook ou Instagram
        Relato de Viagem">Relato do trekking realizado de 12 a 16 de Janeiro de 2017. Dia 1 - atento às regras
      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! )
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos ao Mirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!     CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

       
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Escrevi um post com os custos desta viagem AQUI.
      Bons ventos!
       
       
    • Por Ana Caroline Cunha
      Olá gente!
      Nem acredito que chegou a minha hora de deixar um relato de viagem haha eu pesquisei muito aqui nesse fórum e uma das grandes razões da viagem ter saído do papel e eu ter feito o meu primeiro mochilão sozinha foi as informações que encontrei por aqui. 
      Primeiramente, a base da minha viagem foi o relato da @appriim que está completinho nesse link aqui. Encontrei ela aqui no Mochileiros e no fim somos da mesma cidade e temos vários amigos em comum (e em breve espero que saia o encontro pessoalmente né Ana? haha)
      Fiz algumas alterações porque eu tinha alguns dias a mais que ela, então segue abaixo uma visão geral do meu roteiro e depois nos comentários vou escrevendo dia a dia.
      17/12/2019 - Florianópolis > Ushuaia
      18/12/2019 - Ushuaia - Carimbei o passaporte, comprei o ônibus para Punta Arenas e fiquei andando na cidade sem rumo
      19/12/2019 - Ushuaia - Passeio na Pinguinera + Canal Beagle e trilha no Glaciar Martial 
      20/12/2019 - Ushuaia - Laguna Esmeralda
      21/12/2019 - Ushuaia - descanso e andei pela cidade sem rumo de novo
      22/12/2019 - Ushuaia deslocamento > Punta Arenas - 12h de ônibus durante o dia
      23/12/2019 - Punta Arenas - fiz o câmbio e andei pela cidade, pela orla, fui ao mirante e cemitério as 17h peguei o ônibus para > Puerto Natales - 3h
      24/12/2019 - Puerto Natales - Aluguei um carro com o pessoal do hostel e fomos até o Parque Torres del Paine, fazendo o "Full Day" que vende em agências de forma privada
      25/12/2019 - Puerto Natales - Descanso
      26/12/2019 - Puerto Natales - Trilha Base de Torres del Paine 
      27/12/2019 - Puerto Natales deslocamento > El Calafate - 7h de ônibus durante o dia 
      28/12/2019 - El Calafate - Laguna Niemez, Lago Argentino e andei pela cidade
      29/12/2019 - El Calafate - Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno
      30/12/2019 - El Calafate deslocamento > El Chalten - 3h de ônibus saindo as 8h
      31/12/2019 - El Chalten - Laguna de los Três / Fitz Roy 
      01/01/2020 - El Chalten - Descanso 
      02/01/2020 - El Chalten - Chorrillo Del Salto 
      03/01/2020 - El Chalten - Mirador de Los Condores e Las Aguilas 
      04/01/2020 - El Chalten - Laguna Torres / Cerro Torre
      05/01/2020 - El Chalten - Madre e Hija
      06/01/2020 - El Chalten - Descanso
      07/01/2020 - El Chalten deslocamento > El Calafate - 3h de ônibus, saindo as 8h, andei sem rumo pela cidade
      08/01/2020 - El Calafate - Lago Argentino, andei pela cidade e meu voo saiu as 19:30h para Buenos Aires > Florianópolis
      09/01/2020 - Chegada em Florianópolis 
      Gastos aproximados: 
      DESLOCAMENTO: R$ 3.000,00
      R$ 2.139,00 passagem aérea Aerolíneas Argentinas | Ida: Floripa > Buenos Aires > Ushuaia | Volta: El Calafate > Buenos Aires > Floripa R$ 180,00 entre taxi, uber, transfer aos lugares R$ 530,00 deslocamentos de ônibus R$ 135,00 aluguel de carro por 1 dia em Puerto Natales (o carro foi dividido em 4 pessoas) HOSPEDAGEM: R$ 1.280,00
      Ushuaia: ANTARCTICA HOSTEL Punta Arenas: HOSTEL ENTRE VIENTOS Puerto Natales: WE ARE PATAGONIA BACKPACKERS (pagamento em dólar estamos isentos de 19% do imposto) El Calafate: FOLK HOSTEL El Chalten: LO DE TRIVI El Calafate: FOLK SUITS Reservas feitas pelo Booking e HostelWorld
      PASSEIOS: R$ 1.650,00
      Mini Trekking Perito Moreno - R$ 700,00 - comprado no Brasil valor com cartão de crédito e IOF Pinguinera + Canal Beagle - R$ 742,00 - pago no Brasil valor com cartão de crédito e IOF | observação importante: se fazer a caminhada com os Pinguins em Punta Arenas é metade do preço e rola reservar lá mesmo no próprio hostel pro dia seguinte. Entrada Parque Torres del Paine - R$ 185,00 (paguei o preço de 2019 ainda) ALIMENTAÇÃO: R$ 1.200,00 (tem mercado, cerveja, vinho e alfajor nessa conta haha)
      BAR: R$ 200,00 (isso são os extras dos dias que fui pro bar e só consumi álcool)
      SEGURO VIAGEM: R$ 215,00
      TOTAL GASTO R$ 8.000,00 (contando souvenir, extras que eu possa ter esquecido de anotar e etc)
      Conversões realizadas: 
      1 real > 13,60 pesos argentinos (Aeroporto Ezeiza de Buenos Aires)
      1 real > 185 pesos chilenos (Casa de Câmbio em Punta Arenas)
      1 real > 16 pesos argentinos (Restaurante Casimiro em El Calafate)
      Fiz umas outras conversões zoadas porque tive perrengue de dinheiro que conto depois hahah mas essas três foram as principais que acho que vale citar. 
      TOTAL QUE GASTEI EFETIVAMENTE: R$ 8.900,00 (perdi R$ 900,00 por um golpe na conversão do câmbio no Banco do Aeroporto Ezeiza, eu dei R$ 3.200,00 e eles me converteram como se eu tivesse trocando R$ 2.300,00, fui perceber só agora que já estava no Brasil, foi falta de atenção minha como recém mochileira que achava que tinha pensado em todos os detalhes, só que não... 💔💔)
       
      Aos poucos vou contando aqui sobre a viagem dia-a-dia, ah eu também fui postando tudo no meu Instagram (@anavoando), os stories estão salvos no destaques e fui escrevendo no feed também.
      Ah, leiam o post da Ana que citei lá no começo, eu li e reli um milhão de vezes e ela dá várias dias ótimas!! 
       




       
      Espero que gostem! 
      Continuarei aos poucos,
      Ana Caroline
    • Por Filomena Almeida
      Meu nome é Filomena (Filó), sou Técnica em Eletrônica, trabalho nesta área, adoro viajar e fazer trilhas. Tenho desgaste da cartilagem dos joelhos. Na época do trekking, eu tinha 52 anos (janeiro de 2018).
      Eber trabalha na mesma empresa que eu, é meu amigo e companheiro de trilhas. Difícil encontrar alguém pra te acompanhar nessas aventuras rsrsrs. 
      Não aconselho quem é totalmente sedentário a fazer o circuito. É PUXADO! Principalmente, a última parte da trilha até a base das torres.
      Mas, é possível para quem pratica alguma atividade física.
      Encontramos várias pessoas com idade na faixa de 60 e 70 anos fazendo o Circuito W com facilidade. Carregando aquelas cargueiras enormes!!!
       
      E assim começa a nossa aventura…
       Saímos de São Paulo às 22:30(vôo era às 21:40).
      Voamos bem até Santiago, onde chegamos à 01:10 do dia 06/01. Demoramos um tempão para estacionar e depois imigração.
      Saímos do Aeroporto 02:30 da manhã em direção à casa do Ângelo(fomos pela Transvip) Chegamos lá às 03:30. Ele estava acordado nos esperando. (Agradeço demais). Ele chamou um carro pra gente voltar para o aeroporto. Às 08:00 o carro estava lá nos aguardando.
      Gastos até aqui.
      Eber: 53,50 Uber da casa dele até aeroporto.
      Filó: 13,57, Uber até Tatuapé e ônibus até aeroporto.
      Lanche no aeroporto: Las Baguetes: 92,00😱😱😱( duas baguetes, um pão de queijo e dois chocolates quentes)
      Transporte aeroporto casa do Ângelo (ida e volta): 20 dólares cada um.
      Como não tínhamos tempo, fizemos câmbio no Aeroporto mesmo( paga -se uma taxa maior).
      Saímos às 11:10. Vôo tranquilo até o pequeno aeroporto de Puerto Natales. Chegamos as 14:10. Chegamos com chuva e frio.
       
      Pegamos um micro ônibus para o centro ( 2000 pesos cada um). Ele nos deixou na porta do hostel Danicar.
      Fizemos check in e fomos procurar um lugar para almoçar. Por indicação da Bete Doriana😁😁😁 fomos no El Bote(bom restaurante e com preço justo).
      Passamos no supermercado e compramos nossa refeição para um dia, na trilha (pão integral, salaminho, todinho, biscoitos, água).
      E chovendo….
      Voltamos pro hostel, descansamos um pouco e fomos até a rodoviária para conhecer o caminho é marcar o tempo que gastaríamos.
      Voltamos pro hostel, organizamos nossa mochila e fomos dormir…
       
      Dia 07/01
       
      Acordamos às 05:30, tomamos café e cadê as pessoas do hostel??? Elas iam guardar as nossas coisas. A gente levou o mínimo possível para Torres Del Paine.
      Bati na porta do quarto da dona do hostel e apareceu uma moça, na recepção em cima da hora. Guardou o que não levaríamos e saímos correndo para a rodoviária.
       
       
       Pegamos o ônibus para TDP ( comprei a passagem pela internet na Bussur).

       
      Depois de uma hora e meia chegamos em Laguna Amarga, entrada do Parque Torres Del Paine. Todos têm que passar por aqui. Aqui compramos o ingresso para o Parque (21000 pesos), preenchemos um formulário onde concordamos com as regras do parque, principalmente em relação a questão do fogo.
      Assistimos um vídeo, onde fala da preservação e das multas e penalidades que sofrerão quem causar um incêndio no parque.
      Às 09:10 saímos de Laguna Amarga em direção a Pudeto ( mesmo ônibus). Chegamos lá 10:20. Gostaríamos de ter pegado o catamarã das 09:00, mas impossível. ( Demora-se muito na entrada do Parque.
      Pegamos o das 11:00 que saiu às 11:20😐😐😐
              
       
      Depois de uma pequena viagem pelo maravilhoso
      Lago Pehoe, chegamos em Paine Grande.
      Que lugar maravilhoso! A localização é incrível e o abrigo é muito bom!
      Estávamos muito eufóricos! Queríamos ir logo para o acampamento Grey…
      Fizemos check in, deixamos nossas mochilas no quarto e fomos direto para trilha.

       
      Uma trilha linda! Cheia de flores diversas, pássaros e cachoeiras, lagos...uma visão triste são as árvores queimadas em boa parte da trilha... são sinais incêndio que aconteceu e que quase devastou o Parque 😞😞😞
                       
       
       Primeiro,  chegamos ao Mirador Grey, melhor lugar para contemplar o Glaciar Grey, várias placas de gelo se desprendem dele e vão descendo lago abaixo
      Apesar da previsão ser de chuva, estava um dia lindo, sol brilhando! Fomos com tempo bom até quase o Acampamento Grey
      Quase chegando lá começou a chover.
      Toda a nossa volta foi debaixo de chuva.
      Saída de Paine Grande: 12:20
      Acampamento Grey:16:20
      Saída do acampamento Grey: 16:40
      Chegada em Paine Grande: 19:00
      Andamos 22 km.
      Nossos companheiros de quarto era um casal, ela: carioca,  ele: mineiro de Juiz de Fora
      Eles fizeram de Las Torres para Paine Grande, contrário da gente.
       
      Dia 08/01/18
       
      A noite foi boa. Cama boa e quente.
      Acordamos as 06:00, nos arrumamos e fomos tomar café. Comi bastante 😊😊😊
      Pegamos o nosso lanche de trilha e em baixo de chuva saímos em direção au acampamento Italianos. Isso era 08:15.
      Choveu praticamente todo o trajeto. Muita lama pelo caminho.  Mochila pesada(12 kg, a minha) e a minha jaqueta da Decathlon que dizia ser impermeável….nada tinha de impermeabilidade.
      Chegamos ao acampamento Italianos às 11:00. Muita chuva!!🌧🌧🌧🌧
       Este acampamento é simples, ruim mesmo!
      Não vi chuveiros. O banheiro é fossa. Fedido pra caramba ( ainda bem que não achamos vaga nele! Ele é grátis, administrado pelo Conaf).
      Deixamos nossas mochilas em frente a casinha do guarda e fomos para o Mirador Frances. Aqui, estamos na parte central do W. O final dessa trilha seria o Mirador Britânico, mas por causa das chuvas, este Mirador estava fechado. Teríamos que atravessar um rio e estava muito perigoso.
      Fomos até o Mirador Frances (muito chuva! Parte que eu fiquei desanimada. Minha jaqueta não me protegia(JAQUETA QUECHUA QUE NÃO SEGUROU A CHUVA, A DECATHLON TROCOU A MESMA, QUANDO VOLTEI), muito frio!
      Deste ponto a gente vê as avalanches do Glacial Frances. Mesmo com chuva, um monte de gente fica lá sentados...de repente você escuta um barulho de trovão e lá vem a avalanche…
      Fizemos nosso lanchinho e iniciamos a descida.
      De volta ao Italianos. Pegamos nossas mochilas e caminhamos mais dois quilômetros até o Frances. Chegamos às 14:10. Na recepção do acampamento (um quartinho) tinha uma placa dizendo: (volto em poucos minutos)...e lá se foi mais de uma hora esperando 😞😞😞
      Tudo que eu queria era um banho quente, tirar as roupas molhadas…
      A pessoa responsável chegou, e nos indicou quais seriam as nossas barracas. O banheiro ficava muito longe de onde estávamos!!!
      Peguei minhas coisas e lá fui eu... comecei o banho e água estava morninha, no final estava congelando ⛄⛄⛄⛄
      Lembram do banho quente que eu queria????
      Pois é.
      Depois vimos uma placa, onde dizia: banho quente das 18:00 às 22:00😡😡😡
      Primeira noite acampada. Não foi fácil.
      O acampamento fica no meio de árvores, em baixo de uma montanha com neve nos picos.
      Não tinha como medir a temperatura, mas com certeza estava na casa do zero grau! E o vento?
      Parecia que as árvores cairiam sobre a barraca e outras vezes parecia que a barraca sairia voando….
      Aqui não tinha refeições. Então levamos lanches de Puerto Natales. Nossa janta, café da manhã e almoço foram lanches.
       
      Dia 09/01/18
      Acordamos cedinho, tomamos nosso café e lá fomos nós em direção ao Acampamento das Torres Central.
      Saímos às 08:45 do acampamento Frances.
      O trajeto entre Frances e Torres Central é um dos mais bonitos do circuito W.
      Quatro quilômetros depois do Frances a gente chega no Refúgio e acampamento Los Cuernos. Lugar bem bacana!! Do lado direito você tem o magnífico Lago Nordenskjöid e do lado esquerdo a imponente formação rochosa de Los Cuernos. Ao passar pela praia de pedras na beira do Lago vimos uns russos e holandeses tomando banho nas águas geladas ⛄⛄⛄⛄⛄😱😱😱😱😱que coragem!!!!
       
       
      Depois de duas horas estávamos no Abrigo Los Cuernos, fomos ao banheiro, descansamos um pouquinho e seguimos. Muitos trechos de subida e com a mochila pesada, sentimos bastante cansaço…( neste dia meu ombro ficou inchado). Às 12:15 paramos em um lugar maravilhoso para almoçar ( aqui acabamos com os nossos suprimentos que havíamos comprado em Puerto Natales). Subimos em uma pedra bem alta e lá a visão era maravilhosa!!! Via-se todo o lago e ficamos ali um bom tempo olhando aquela maravilha…
       
       
      Los Cuernos

      A visão mais linda do Lago Nordenskjöid
       
       Chega de moleza! Mochila nas costas e vamos seguir…
      Passamos por desfiladeiros, pontes cinematográficas, flores e vegetação típica do lugar e a gente dizia: será que falta muito?
      Tinha uns americanos mais ou menos juntos com a gente, ele nos perguntaram a mesma coisa…
      Faltava mais ou menos 4 km. Andamos mais um pouco e lá estava o complexo Las Torres 🙏🙏🙏👏👏👏👏
      Durou pouco nossa animação!!!😞😞😞😞
      A gente via o complexo, mas realmente a distância até lá era de 4km… 
      Fazer o quê???!!!
      Vamos embora, tá perto.
      Então às 16:15 chegamos no nosso acampamento... MORTOS!!!
      O moço levou a gente até as nossas barracas e nos instalamos. Tomamos um bom banho e descansamos até a hora do jantar. Nosso horário era de 20:30 às 21:30. Estávamos com bastante fome!!! Não gostamos dos serviços da Fantástico Sur. Eles colocam você em alguma mesa que já tem outras pessoas( fazem isso até completar toda os lugares da mesa). Saladas, pães e sucos são de uso comum e quando você chega, às vezes já acabou e então você precisa ficar pedindo. Com tanta fome! O jantar era purê de abóbora com uns cubinhos de carne. Foi pouco!!!!😠😠😠😠
      Bora dormir, no dia seguinte será o ÁPICE da nossa trilha…
       
      Dia 10/01/2018
      Acordamos cedo. Nosso horário de café era das 08:00 às 09:00. Tomamos café, pegamos nosso lanche de trilha e às 09:10 saímos em direção às Torres. Muita gente no trajeto. Muitas pessoas que vão, somente, até elas. Primeira subida já dava uma pequenina amostra do que seria este dia!!!
      Passamos por um grupo guiado que tinha um casal de brasileiros, depois encontramos um outro casal da zona sul de São Paulo e ele disse que não aguentaria e que a primeira coisa que faria quando voltasse pra São Paulo era procurar uma academia. Ele tem 58 anos.
      Disse a ele que a gente se via lá em cima…
      Continuamos nossa subida. Logo depois veio uma descida, desfiladeiro com rolamentos de pedras!!!

       Depois desse lugar a gente chega no Acampamento Los Chilenos. Parada pro banheiro, água e vamos que vamos, pois faltam 4km até as Torres…
      A partir desse ponto a gente tem praticamente só subida 😱😱😱😱
      Uma boa parte é entre árvores, bosques lindos, cachoeiras...
                         
       
       E continua subindo…
      O último 1,5km é o mais difícil! A subida é bem ingrime e de pedras. É uma parte que dá medo, pois o vento é forte.
      Tinha um casal com bebezinho bem pertinho da chegada nas Torres!!! Aliás, vimos muitas crianças neste trajeto. Crianças e idosos! Pessoal PORRETA! Todo o meu respeito.

       
      Com passinhos curtos... chegamos na base das Torres 👏👏👏👏😁😁😁😁
      Que felicidade! Objetivo alcançado! Obrigada meu Deus!!!

       
      Vamos almoçar e depois fotos...o vento era tão forte que nos enchia a boca de areia...
      Estava muuuuuuuiiiiiito frio e ventava muito forte!
      Falei pro Eber: vamos tirar nossas fotos e voltar.
      Tiramos fotos e não nos aventuramos a saltar ou explorar as pedras, pois o vento poderia nos derrubar.

      Hora de começar a descida... muita gente subindo, outras descendo.
      O último 1,5km foi difícil pra subir. Certo? Também é difícil pra descer. Você tem a sensação que vai rolar pirambeira abaixo…
      Não tem onde se agarrar, caso caia. E os joelhos são bastante exigidos.
      Lembram do casal da zona sul de São Paulo?
      Encontramos com ele na descida. Faltava uns 40 minutos pra eles chegarem nas Torres.
      Fizemos a descida de forma tranquila…
      Gente, banheiro é um problema, principalmente, pra nós mulheres...a trilha é muito movimentada e a maior parte do trajeto não tem árvores grandes, ou seja, você passa um aperto danado 😬😬😬
      Chegamos no acampamento por volta das 17:30 e de lá a gente podia ver as Torres com toda aquela imponência… E nossa sensação era difícil explicar: conquista, superação, realização, em fim... CONSEGUIMOS!!!!!!
      Banho e jantar reconfortantes, última noite em TDP.
      Atenção para essa DICA: programe-se para sair de TDP no fim do dia. Tem um ônibus para Puerto Natales às 13:00 e ou às 19:00.
      A gente não pesquisou os horários de saída de ônibus, do Parque. Então ficamos mais uma noite lá, ou seja, mais gastos com essa noite, jantar e café da manhã! É o pior: esperar até às 13:00 para voltar a Puerto Natales.
      Mas, a gente conseguiu uma carona até às entrada do Parque e de lá pegamos um ônibus.
      Chegamos cedo em Puerto Natales, conseguimos lavar nossas roupas ( tem várias lavanderias, combram por quilo de roupas), passeamos, almoçamos na famosa pizzaria Mesita Grande...
      Dormimos e no dia seguinte partimos em direção a El Cháten e El Calafate...mais trilhas e mais aventuras vem por aí…
       
      Informações importantes:
      Duas empresas particulares administram a maior parte dos acampamentos e abrigos:
      www.verticepatagonia.cl e www.fantasticosur.com.
      Você também pode reservar alguns acampamentos gratuitos no CONAF.
      http://www.parquetorresdelpaine.cl
      A Vertice é complicada. Você não consegue fazer reserva online. Você manda um e-mail e fica esperando eles confirmarem a reserva e te mandar um link para fazer o pagamento. Eles demoram muito pra responder e enquanto isso você vai perdendo as vagas nos outros abrigos e acampamentos. Eu enviei o primeiro e-mail no dia 23/08/17. Queríamos a reserva para 07/01/18. O meu amigo já tinha enviado no início de agosto…
      Era triste 😢😢😢as vagas da Fanstaticosur iam se acabando e nada deles responderem…
      Mandei vários e-mails, em espanhol, inglês, português e finalmente, quando já pensávamos em outro destino, eles me responderam: dia 07/09/17. Confirmaram nossa reserva e aí fomos reservar os outros lugares com a Fantasticosur. Não encontramos mais vagas nos abrigos. Então ficamos acampampados. Alugamos as barracas. Não queríamos carregar peso.
      A gente já encontra a barraca montada. Muito prático!
      Não tem sinal de celular. Nos abrigos tem wi-fi, mas não compensa pagar seis dólares por hora. Conexão ruim e muita gente usando.
       
      Ah! Parei de colocar os valores gastos…
       Mas, eu gastei R$6000,00 ao todo: passagem, hospedagem, comida...este valor foi o total da viagem que incluiu El Cháten e El Calafate.
      Isso foi a dois anos atrás, mas espero que ajudem quem quer fazer essa linda e maravilhosa viagem...
      NENHUMA CÂMERA PODE CAPTURAR A BELEZA QUE NOSSOS OLHOS PODEM



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