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Caros Mochileiros,

 

Estou planejando uma viagem para o norte do Chile e o noroeste da Argentina (San Pedro de Atacama, Jujuy, Salta e Mendoza). A princípio farei a viagem sozinho e utilizarei ônibus para me descocar entre estas cidades, com exceção do deslocamento inicial e final, que farei através de voos por Santiago.

 

Um dos objetivos principais da viagem é a ascenção ao vulcão Licancabur, localizado na fronteira entre Chile e Bolívia e acessível através de SPA. Gostaria de poder compartilhar experiência com pessoas que já fizeram esta subida e entender um pouco melhor o nível das exigências da montanha.

 

Segundo o que obtive de informações, o ideal é realizar a subida através do lado boliviano, pernoitando 1 noite no refúgio próximo à aduana e iniciando a atividade com um guia contratado antes do sol nascer.

 

Agradeço toda informação a respeito desta atividade.

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oi Leandro, qdo pretende fazer essa viagem?!

 

Estive em SPA em outubro/2011 e infelizmente não consegui fazer o Licancabur pois segundo dois guias que conversei por lá, falaram q era preciso agendar. Porém encontrei um aventureiro local que fazia o Vulcão Lascar, por exemplo, sem muitas exigências. Enfim, pelo que esses dois guias me disseram, para fazer o Licancabur são necessários 2 dias. Segundo eles a temperatura fica meio estabilizada, em torno de -10ºC, por isso é exigido um preparo em relação a roupas. Tanto que qdo comentei com um deles q estava interessada em fazer o Lascar, que é feito em um único dia, ele me disse q não teria roupa o suficiente e que para o momento ele não teria reservas p me emprestar.

Bom fechando o Licancabur por SPA vi valores que ficam de 150.000,00 a 200.000,00 CLP ...

 

Tenho intenção de voltar para fazer um dos dois vulcões e gostaria de passar por Salta tb. Estou me informando pois pretendo ir agora em março, se realmente não der certo adiarei para outubro.

 

Caso queria o contato do guia q conversei lá, posso te passar. Não é ele quem faz, mas ele indica o guia para o Licancabur.

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Oi Renata,

Pretendo fazer esta viagem em março, entre o dia 5 e o dia 24. Também li a respeito da ascenção ao Vulcão Lascar, como uma alternativa mais fácil que pode ser feita diretamente de SPA. Sobre o Lascar é muito mais fácil encontrar informações, inclusive de empresas que organizam excursões.

 

Com relação aos valores, a contratação de um guia na base boliviana é muito mais barata, mas ainda não descobri se é possível reservar com antecedência

(Veja http://www.rumos.net.br/rumos/rumo.asp?cdNot=146).

 

Ainda estou planejando e colhendo informações para traçar minha viagem. Se puder me passar o contato do guia, irá me ajudar muito.

 

Obrigado!

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Leandro,

 

Estou em fase de conclusão do roteiro de uma viagem de 34 dias de Lima até Ushuaia. No roteiro, incluo um tour de 4 dias desde Uyuni até SPA e a subida do Licancabur. Está difícil conseguir boas informações das operadoras através de email. Talvez a demanda esteja alta e eles não estejam tão interessados em prestar informações precisas. Vi que a subida é bem demarcada e que um GPS daria conta do recado, mas ja li algo sobre "campo minado" e não entendi se trata-se de uma metáfora ou realmente aparatos de guerra.. rs

 

Farei no sentido contrário do seu mas caso consiga alguma informação, passo pra você. Meu plano é estar no Licancabur no dia 4 de março de 2012.

 

 

Abraço,

 

Maurício

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Complementando a informação, segue a transcrição do texto retirado do site www.rumos.net.br.

 

p_146UT_133126_705547442.jpg

 

Licancabur

 

Altitude Máxima: 5921 metros.

 

Altitude Mínima: 4.350 metros (refúgio)

 

Temporada ideal: O ano todo

 

Outras montanhas do roteiro:

 

# Cerro Toco

# vulcão Juriques

# Cerro Laguna Verde

# Vulcão Sairecabur

 

Data obtenção dos dados: 4/3/2011

Forma da obtenção dos dados:

 

Georreferenciamento de tracklogs 31/5/2010 e coleta de waypoints in situ por Parofes.

 

Mais informações sobre esta montanha:

 

O vulcão Licancabur é um estratovulcão perfeitamente cônico quando observado do lado chileno. É considerado adormecido, não extinto.

 

Ruínas que cercam o vulcão e até mesmo em sua cratera evidenciam que nenhuma erupção ocorreu pelo menos nos últimos 500 a 1000 anos. Em sua cratera também há um pequeno lago de 70 metros de largura e 90 metros de comprimento, considerado um dos mais altos do mundo. Na região, há um lago com maior altitude situado no vulcão Lullaillaco a cerca de 6.300 metros, outro na cratera do vulcão Pili, a 6.020 metros.

 

O vulcão Licancabur juntamente com seu vizinho próximo Juriques dominam a vista do salar de atacama e de cidades vizinhas, é visto desde 150 kms de distância de qualquer direção.

 

Aproximação: Desde San pedro de Atacama consiga um transporte até a Laguna Blanca, este pode ser privado ou um micro ônibus de alguma agência que esteja deixando a cidade para passeios como Salar de Uyuni e Laguna Verde. Tenha certeza de que o transporte pare na Aduana para que faça sua entrada legalmente na Bolivia, pois é deste lado que fara sua ascenção.

 

Não é aconselhável tentar a ascenção em solitário a não ser que seja bastante experiente, abertura de novas rotas estão fora de cogitação pois o vulcão é cercado de campo minado, todo cuidado é pouco.

 

Centenas de metros após a Aduana há um refúgio muito bom (4.350 m), limpo e barato para se hospedar e aclimatar antes de tentar o cume.

 

Na vila de San Pedro de Atacama existem diversas agências que contam com guias de alta montanha com centenas de ascenções aos vulcões da região, porém o preço é bem salgado, cerca de US$ 300.00. Ao chegar no refúgio, contrate um guia local lá mesmo, custará 10% deste valor.

 

Ascenção: Desde o refúgio siga caminhando (se contratar o guia no refúgio, terá carona até aprox. 4.400 m de frente para a Laguna Verde) e margeando a Laguna Blanca, do outro lado verá uma imponente montanha, é o Cerro Laguna Verde de 5.680 metros. Continue até chegar a Laguna Verde, siga as marcas no chão de carros até que ela se acaba em um local plano que serve de estacionamento. Já estará na base do vulcão.

 

Apesar de absolutamente nada técnica, a subida é exigente, pois o desnível supera os 1.500 metros e a altitude poderá cobrar seu caro preço se não estiver bem aclimatado. A ascenção para aclimatados pode levar de 4 a 6 horas, dependendo do sesempenho, para não aclimatados entre 6 e 8 horas, se chegar ao topo. Muitas pessoas tentam e desistem por não serem montanhistas e por não estarem aclimatados, descem com uma terrível dor de cabeça.

 

No falso cume (que lembra muito o falso cume do Cerro San bernardo – Cordon Del Plata) verá o cume e um totem de pedra com alguns galhos e bandeirolas. Na cratera verá a laguna licancabur que apesar de ficar congelada a maior parte do ano, possui uma fauna própria e até algas em seu interior. Também verá ruínas na cratera do vulcão.

 

A rota de descida pode ser a mesma de subida, mas também pode ser diferente, um acarreio de rochas soltas desde as ruínas da cratera, muito bem marcado não há como errar. Siga este acarreio diretamente até chegar às ruínas ao pé do vulcão e depois siga para seu transporte.

 

A vista de 360 graus desde a cratera é realmente sensacional, dentre as montanhas mais próximas é possível ver muito de perto a gigantesca cratera do vulcão Juriques (5.706 metros), um pouco mais distante o Cerro Toco (5.604 metros) que também era um vulcão e possui até hoje atividade extrativista de enxofre a 5.000 metros. Também próximo, diretamente a norte, é possível observar o enorme vulcão Sairecabur e seu cume chamado de La teta. Na maioria dos dias até mesmo San Pedro pode ser vista. Muito mais ao longe se vê o vulcão Putana (constantes fumarolas) e Colorado.

 

 

LINK PARA OS WAYPOINTS:

http://www.rumos.net.br/news/rumos/arquivos/146/Licancabur.rar

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  • 7 meses depois...

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    • Por Leandro Moda
      Realizei a ascensão a este vulcão em Outubro de 2012, durante uma viagem que incluiu o Norte do Chile e o Noroeste da Argentina.
       
      Dias 18 e 19/10/2012
       
      Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa
       
      O Licancabur é uma montanha muito alta (5930 m.s.n.m), mas o local seco de sua localização faz com que quase não tenha neve. Para subí-la é necessário pernoitar no abrigo de alta montanha da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa (4340 m.s.n.m), poucos quilômetros após a fronteira do Chile com a Bolívia. É possível obter um guia local no próprio abrigo ou contratar uma excursão em San Pedro de Atacama. A segunda opção chega a ser algumas vezes mais cara, porém normalmente inclui toda a logística a partir do Chile.
       
      Optei pela primeira opção, e para maiores detalhes sobre o deslocamento até a reserva, segue o link do relato completo de minha viagem por Chile e Argentina, com os principais valores.
       
      http://www.mochileiros.com/santiago-atacama-vulcao-licancabur-jujuy-quebrada-de-humahuaca-salta-mendoza-t75972.html#p780225
       
      Cheguei à reserva cerca de 10:30 da manhã vindo de San Pedro de Atacama. Perguntei por Macario, guia que me fora recomendado em minhas pesquisas, porém o funcionário da reserva disse que ele não estava mais por lá. Havia um outro guia, de nome Ruben, que fica no abrigo e realiza as ascensões guiadas. Perguntei por ele no abrigo, mas soube que chegaria apenas no fim da tarde.
       
      Aproveitei a oportunidade para fazer uma caminhada de aclimatação ao longo da Laguna Blanca, saindo às 11:00 horas e retornando após as 15:00. Com o Sol a pino e nenhuma nuvem no céu, fazia até um pouco de calor. Passei por um pequeno grupo de casas na margem da laguna, seguindo no começo a trilha dos jipes, e depois caminhando pelo solo quebradiço da margem até o ponto onde os jipes das excursões se reúnem sobre um pequeno morro. Regressei pelo mesmo caminho, margeando o lago.
       

      Laguna Blanca
       

       

      Povoado próximo à margem da Laguna Blanca. Licancabur ao fundo.
       

       

       

       

       
      Encontrei Ruben no abrigo e acertamos os detalhes da ascensão. O valor cobrado foi CLP 75.000,00 incluindo o transporte em sua caminhonete até a base da montanha. Não haviam mais hóspedes no abrigo, apenas uma senhora boliviana e um rapaz que fica na recepção.
       
      Após um jantar preparado pela senhora boliviana (sopa de legumes e macarrão), fui ao quarto organizar o equipamento. Utilizei botas de couro impermeáveis (simples), uma calça térmica por baixo da calça de caminhada, uma blusa térmica fina e uma blusa de lã por baixo de um casaco impermeável, luvas e meias térmicas. Depois de separar tudo, deitei para dormir cedo, antes das 21:00 horas.
       
      A madrugada
       
      Despertei às 2:00 horas da manhã, 1:00 da manhã no horário boliviano. Não percebi a mudança de fuso quando cruzei a fronteira, o que me fez esperar um pouco. Coloquei uma lanterna de cabeça e vaguei pelos cômodos escuros do abrigo; sentei em um sofá e fiquei contemplando as sombras que a lanterna projetava nas paredes de pedra. Após muitos minutos, Ruben apareceu e me convidou para tomar um mate.
       
      Saímos em sua velha caminhonete e rodamos por alguns quilômetros pelas trilhas da planície irregular que leva até a base do vulcão. O veículo esquentou e começou a fazer barulhos com o vazamento do líquido do radiador. A mangueira do fluido estava com buracos, remendada porém ainda vazando. Ruben colocou água de uma garrafa que estava na parte de fora, e seguimos. Paramos mais umas duas vezes pelo mesmo motivo, até que o líquido reserva acabou. Mantive uma garrafa de dois litros para a subida, e fizemos a aproximação até a base caminhando cerca de dois quilômetros, passando por umas colinas de areia e pedra que não exigiram muito esforço.
       
      Gradualmente, as colinas acentuaram-se até transformarem-se em vias íngremes. O frio desapareceu em poucos minutos e o silêncio dominou o caminhar, quebrado apenas por minha respiração um pouco ofegante e pelo ruído da areia sob as botas. Não ventava - o ar estava parado. Acima, o céu mais limpo que já pude contemplar revelava todas as estrelas que podiam ser vistas no hemisfério sul. A lua estava crescente, uma linha fina que não iluminava. Às vezes parava e olhava para trás, para leste, procurando algum sinal do Sol aproximando-se. Nada ainda, o dia estava longe. Ao norte via uma fraca luminescência: eram as lagunas Blanca e Verde que refletiam as estrelas.
       
      Concentrei-me na subida, tentando aproveitar cada esforço. Era difícil pisar aquele terreno, que cedia alguns centímetros a cada passo, aumentando a taxa de cansaço paga por cada metro. Aprendi a pisar nas rochas maiores, e assim o terreno cedia menos. Paramos para descansar um pouco; tomei alguns goles d’água e masquei uma barra de cereal. Ruben tomou uma cerveja que trouxe na mochila e me ofereceu; agradeci e recusei, não queria relaxar daquela forma antes de chegar ao cume.
       
      O cume
       
      Quando o Sol começou a mostrar as cores do céu atrás de nós, eu apenas pisava e respirava, determinado a não desistir apesar do cansaço crescente. Essa postura pode ser perigosa neste terreno hostil, mas eu via uma espécie de necessidade em completar a subida. A presença do guia me tranquilizava um pouco, me permitindo ir um pouco além dos limites que normalmente colocaria para meu esforço. Ruben emprestou-me seus bastões de caminhada, que carregava na mochila e que não usaria. Segui com eles o restante do dia, e embora não havia utilizado o equipamento antes, logo percebi a vantagem de ter quatro apoios em um terreno tão instável.
       
      Nas próximas horas, o terreno acentuou-se, e agora caminhava em direção a uma série de cumes falsos que encobriam o cume verdadeiro. Como subia lentamente, o esforço não era intenso demais, porém prolongava-se por um tempo que parecia interminável, à medida que os falsos cumes eram atingidos e revelavam uma enorme distância ainda a percorrer. A via que utilizamos não revelou o cume verdadeiro até estarmos muito próximos. Quando já era possível avistá-lo, Ruben adiantou-se para descer e pegar água sob o gelo do lago da cratera.
       
      Concluí sozinho a última meia hora de subida. Já estava bastante cansado, mas contente com a proximidade do objetivo. Via então o mastro de madeira colocado para sinalizar o ponto mais alto, e descuidando um pouco de meus limites, caminhei as últimas centenas de metros em um ritmo para o qual não estava preparado o suficiente. Faltando uns 70 metros para chegar ao mastro, senti enjoo e botei para fora o pouco que tinha ingerido na subida. Parte disso foi devido à altitude e ao cansaço, parte devido à janta da noite anterior, que não me caiu muito bem. Passei alguns instantes me recuperando, e então voltei a caminhar, atingindo o topo vazio.
       
      Olhei em volta e não havia nenhuma umidade no ar para obstruir a visão. Ao norte, as altas montanhas da Bolívia preenchiam o horizonte. Antes delas, bem abaixo, as lagunas refletiam o Sol com suas cores únicas. Eram cerca de 10:20 da manhã, e o dia já havia atingido o ápice de sua luminosidade.
      Ao sul pude ver a enorme cratera, estendendo-se por centenas de metros de largura, e muito abaixo, o lago congelado que existe em seu fundo. Era uma grande caminhada descer até lá e voltar, e dada minhas condições, decidi permanecer no cume. Em pouco tempo voltei a sentir um pouco de frio, que era amenizado pelo sol absorvido pelas roupas escuras.
       

      Lagunas Blanca e Verde, muito abaixo
       

       

       

      Montanhas da Bolívia
       

      Lago congelado no fundo da cratera. Ao fundo, a região do Atacama
       
      A descida
       
      O guia me chamou de longe, já muito abaixo, na face sudeste da montanha. Iríamos descer por uma outra via, repleta de placas de gelo, porém diretamente até a base do vulcão. Ruben não conseguiu quebrar o gelo da cratera para pegar água, então voltou com um pouco de neve dentro de uma garrafa.
      Encontrei muita dificuldade em descer pelas placas de gelo, que eram irregulares e tinham buracos e frestas onde se podia apoiar a bota. Os bastões facilitavam o equilíbrio, mas às vezes o gelo rompia, fazendo-me cair sentado. A descida por ali pode representar algum risco nestas condições, e Ruben decidiu alterar a rota, fazendo um caminho um pouco mais longo para desviar do gelo.
       
      Desci muito devagar por horas, beirando à exaustão. Não sentia as dores de cabeça próprias do soroche, porém ainda tinha um pouco de enjoo, e não quis forçar-me a um ritmo mais forte. Ruben avançava até sumir da vista, mas o caminho dali já era óbvio e segui sem alterar minha velocidade.
       
      O solo de areia e pedras misturadas era o maior desafio. Toda pisada fazia o solo ceder, e um descuido maior provocava uma avalanche e um tombo considerável. As pedras estavam sempre tão soltas na areia que não me machuquei nem um pouco nos muitos tombos que contei durante a descida. Com o tempo acostumei-me, e passei a descer quase esquiando as dunas, utilizando os bastões para equilibrar as passadas. O Sol agora me fervia dentro da jaqueta, e tive que tirar as blusas que levava, ficando apenas com uma camiseta sob a jaqueta.
       
      Quando estávamos na metade da descida, Ruben esperou para me avisar que seguiria na frente até a caminhonete para trazê-la mais perto da base do vulcão. Continuei descendo sozinho em meu ritmo, já exausto, parando apenas umas poucas vezes para beber água.
       
      A descida ficou mais fácil quando cheguei a uma espécie de trilha nas areias, que descia em zigue-zague até um platô de onde eram visíveis as ruínas incas da base do vulcão. Segui sem me deter, e em mais 40 minutos estava na borda do platô, já avistando Ruben e a caminhonete, muitos metros abaixo. Fiz um caminho descendo através de pedras mais firmes da encosta, passando por alguma vegetação rala e musgos verdes que pareciam corais. Cheguei ao veículo por volta de 15:00 horas.
       
      Rodamos até a Laguna Blanca, onde coletamos água para o tanque do radiador. Após isso, voltamos chacoalhando até o abrigo. Com o atraso na descida, não pude chegar a tempo de tomar um dos últimos transportes até San Pedro. Combinei mais uma noite no abrigo e dormi até a manhã seguinte.
       
      Acordei às 7:00 horas e, após colocar tudo na mochila, aguardei no lado de fora a chegada de algum jipe que ia até a fronteira com o Chile. Consegui um transporte cerca de 9:00 horas, e pouco depois fazia a migração na aduana.
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