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Amilton & Poly

Buenos Aires/Mendoza/Santiago/Bariloche/El Calafate/Ushuaia em 24 dias (Ago/2011) - com fotos

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Quem somos: um casal de vinte e poucos anos, apreciadores da natureza e de aventura; e este será nosso segundo relato e primeiro mochilão internacional.

 

Planejamento: eu e minha namorada planejamos durante 7 meses o tão sonhado mochilão! Para montar o roteiro utilizamos inúmeros relatos dos mochileiros e o livro “Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul” (editora: O Viajante/ Trilhas e Montanhas - 5° edição).

 

Rotas: decidimos ir e voltar por Buenos Aires pois diminuiria os custos com passagens.

Os trechos de ônibus foram longos porém não foram tão cansativos já que são bem confortáveis, tem tv e serviço de bordo (café da manhã/ almoço/ lanches/ jantar).

 

São Paulo(Guarulhos) - BsAs = avião (pluna)

BsAs - Mendoza = ônibus (El rápido)

Mendoza - Santiago = avião (aerolíneas)

Santiago - Mendoza = avião (aerolíneas)

Mendoza - Bariloche = ônibus (andesmar)

Bariloche - Calafate = ônibus (marga)

Calafate - Ushuaia = avião (aerolíneas)

Ushuaia - BsAs = avião (aerolíneas)

BsAs - São Paulo (Guarulhos) = avião (pluna)

 

Câmbio: no Brasil cambiamos reais em dólares e pesos.

Levamos reais, dólares, pesos e cartão.

O melhor câmbio foi em BsAs no Banco La Nacion no aeroporto de Ezeiza.

 

Gastos: demonstraremos gastos por pessoa dos deslocamentos entre cidades e passeios (R$=reais, Ar$=pesos argentinos, C$= pesos chilenos).

 

Perrengues: não se assustem é que levamos um pouco de azar rs ::putz::

- Fronteira fechada para Santiago: a ideia era ir de ônibus de BsAs a Santiago, porém no dia da viajem o cara do guichê da CATA internacional (El Rapido) disse que a fronteira para Santiago estava fechada por causa da neve! A saída era irmos de BsAs a Mendoza e de Mendoza ir de avião para Santiago. Foi o que fizemos para não tirar Santiago do roteiro.

- Tour Viña/ Valpo cancelado: compramos o tour pelo hostel, porém no dia anterior ao passeio o recepcionista nos comunicou que o tour seria cancelado devido ao protesto dos estudantes.

- Furto em Mendoza: estávamos na rodoviária de Mendoza aguardando o ônibus para Bariloche. Numa distração furtaram nossa mochila que estava a máquina digital. Devido a isso não temos fotos dos primeiros dias de BsAs, Santiago e Mendoza.

- Cancelamento de passagem em Calafate: 2 dias antes de irmos para Ushuaia passamos na loja da Aerolíneas para tirar dúvidas qto a passagens. Pra nossa surpresa e desespero nos disseram que o vôo Calafate-Ushuaia não existia mais. Como assim né? Cancelaram e não informaram (coisas deste tipo são comuns na Aerolíneas). A saída: ir de ônibus até a cidade de Rio Galegos e de lá pegar avião para Ushuaia (a própria Aerolineas fez a transferência de vôo) .

- Câmbio em Calafate e Ushuaia: em Calafate só existe uma casa de câmbio que cambia real e funciona das 10h às 15h, ou seja, é o horário dos passeios. Conseguimos cambiar só no último dia e a cotação é horrível. No Ushuaia chegamos na tarde de sexta, a casa de câmbio fecha durante o fim de semana e na segunda era feriado lá. Resultado: pagamos o passeio no cartão que em média ficou 10% mais caro.

- Falta de água no Ushuaia: no 2° dia acabou água na cidade. A água voltou na cidade toda menos no hostel que estávamos (oo azar rsrs). Resultado: deixaram a gente tomar banho no hotel de luxo do lado (mesmo dono do hostel) e devolveram o dinheiro das diárias (sabia que a sorte iria nos encontrar rsrsrsr).

 

 

Buenos Aires

1° dia (03/08/11): São Paulo - BsAs: chegamos às 18:25h em Ezeiza (4h de vôo com conexão em Montevideo). Para chegar ao centro pegamos o ônibus 8 (aprox. 1:30h). Ficamos no Avenue Hostel, bem meia boca, porém ótima localização (a meia quadra da 9 de Julho, metrô em frente, carrefour a 1 quadra, quase em frente do Café Tortoni). Saímos para comer bife de chorizo e empanadas.

 

Sites:

-- http://www.booking.com/hotel/ar/avenue-hostel.pt.html?aid=311840;label=avenue-hostel-1drmYPtWSMLeWnXqWCWaLwS8540239753;ws=&gclid=CPGyv6ml4q0CFY-R7QodPSW02w

-- http://www.subte.com.ar/contenido/home.asp

 

 

2° dia (04/08/11): fomos ao Zoo Lujan (próximo ao metrô Plaza Italia pegue o ônibus 57. É mais ou menos 2h pra ir e 2h pra voltar). Vale muito a pena e é muito emocionante entrar nas jaulas com os animais.

Na volta andamos nas ruas do centro e de noite fomos de taxi no Hard Rock Café (bairro Recoleta) que fica dentro do Shopping Buenos Aires Design. Lá comemos um combo que vem 3 tipos de carne ao molho barbecue e batata frita.

 

Sites:

-- http://www.zoolujan.com/

-- http://www.hardrock.com/locations/cafes3/cafe.aspx?LocationID=131&MIBEnumID=3

 

3º dia (05/08/11): Fomos à Galeria Pacífico, tomamos sorvete Freddo na Calle Florida (o mais famoso é o de doce de leite mas tem outros sabores muito bons tbm). Fomos à praça San Martin (uma praça bem grande) e depois ao El Ateneo (interessante ver a cultura do portenho. No Ateneo as pessoas liam sentadas no chão ou nas escadas). No fim da tarde pegamos o ônibus no Terminal Retiro rumo a Mendoza.

 

Mais embaixo tem a continuação, já que de Ushuaia voltamos para BsAs.

 

São Paulo - BsAs: R$ 545,50 ida e volta

Avenue hostel: Ar$180,00 quarto privativo

Avenue hostel: Ar$40,00 quarto coletivo (porém estava vazio)

Zoo Lujan: Ar$100,00 (entrada) + Ar$40,00 (ônibus ida e volta)

Ônibus BsAs - Mendoza: Ar$380,00

 

Sites:

-- http://www.omnilineas.com.ar/

-- http://www.catainternacional.com/

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129225625.JPG 500 375 Hard Rock]Hard Rock[/picturethis]

 

Mendoza - Santiago

4º dia (06/08/11): chegamos em Mendoza 9:00h. Como nosso vôo para Santiago só sairia às 16h fomos conhecer o centro: Plaza Independencia (a água da fonte é azul) e Parque San Martin (lindo parque). No Parque fizemos um tour para conhecer os principais pontos do parque (é muito grande) até o Cerro da Gloria onde se tem visão ampla das Cordilheiras.

O vôo para Santiago tem muitas turbulências, porém a visão que se tem das Cordilheiras é inexplicável.

O aeroporto de Santiago tem mais fiscalização que na Argentina, tem até cães farejadores.

Fomos de ônibus e metrô para o Ecohostel. O hostel é limpo, organizado, café da manhã ótimo, pessoal atencioso, quartos grandes e banheiros limpos, o único ruim é que não tem comércio muito próximo.

Fechamos o passeio de Concha y Toro no hostel (como tinha mais 2 brasileiros tivemos desconto saindo mais barato que na Turistik que é a agência mais conhecida por lá).

Tentamos sair pra comer mas não encontramos nada aberto (era umas 22h) então compramos coisas no mercado mesmo.

 

Tour Parque San Martin: Ar$8,00

Avião Mendoza - Santiago: Ar$563,00 (ida e volta)

Ecohostel: C$19000,00 quarto privativo

 

Sites:

-- http://www.turismo.mendoza.gov.ar/

-- http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g294305-d1067246-Reviews-Ecohostel_Chile-Santiago.html

 

Santiago

5º dia (07/08/11): fomos conhecer o centro: almoçamos salmão no mercado central (comida boa e barata), Universidad Católica do Chile, Palacio La Moneda, Catedral, Plaza de Armas e outros prédios históricos. Tentamos ir no Cerro Santa Lucia, porém já estava fechado (era fim da tarde). Por isso fomos no bairro Bellavista em uma feira de artesanato e no Patio Bellavista, uma galeria a céu aberto muito bonita e organizada com lojas e barzinhos. Foi lá que tomamos o Mote com Huesillos, bebida não alcoólica muito boa.

 

Sites:

-- http://www.patiobellavista.cl/

-- http://mercadocentral.cl/

 

6º dia (08/08/11): saímos cedo (de van) para vinícola de Concha y Toro, fica a pouco mais de 50Km de Santiago, o passeio é bem interessante eles contam a historia da vinícola, apresentam os vinhos e, claro, oferecem degustação (2 tipos de vinho), o passeio durou aproximadamente 4 horas e no final cada um ganha uma taça de brinde. Na volta almoçamos novamente no Mercado Central e de tarde fomos de metrô conhecer o estádio Monumental/Colo-colo mas estava fechado pra visitas restou irmos ao cerro San Cristobal durante a noite. A vista de Santiago à noite é linda! Ao descer do funicular comemos pancho com palta ( cachorro quente com molho de abacate). Dá também para descer a pé, no caminho tem um zoológico.

 

Site:

-- http://www.conchaytoro.com/web/tour/?lang=es

 

7º dia (09/08/11): nesse dia reservamos pra fazer tour Viña e Valpo, porém devido ao protesto dos estudiantes, foi cancelado, ::carai:: então decidimos buscar uma alternativa o que foi sugerido pelo Ecohostel: Cajon del Maipo. Fomos por conta, seguindo as instruções do hostel. O complexo fica na grande Santiago é um cinturão verde aos pés das Cordilheiras com trilhas, tiroleza, rafting, caminhada, camping, etc. Decidimos fazer um trekking de aproximadamente 3 horas (ida e volta). Valeu a pena, a paisagem com cachoeiras no decorrer da caminhada é muito da hora, e saber que está andando aos pés das Cordilheiras é sensacional!!

Na volta fomos novamente no cerro San Cristobal para ver o pôr-do-sol e o reflexo no gelo das Cordilheiras, maravilhoso!!

 

Site:

-- http://www.cajondelmaipo.com/como_llegar.php

 

Concha y Toro: C$22000,00

Cerro San Cristobal: C$3600,00 (C$1800,00 cada subida + descida)

Cajon Del Maipo: C$4000,00 (para o trekking)

Ecohostel: C$57000,00 quarto privativo (3 diárias)

 

Santiago - Mendoza

8º dia (10/08/11): Acordamos cedo pra voltar pra Mendoza. Chegamos depois de um vôo turbulento na qual a mulherada gritou até umas horas!!!. Como nosso ônibus para Bariloche só iria sair de noite preferimos ficar pelo centro. De noite tomamos o ônibus sentido Bariloche quel durou 20 horas. Foi cansativo mas blz!!!

 

Ônibus Mendoza - Bariloche: Ar$450,00

 

Bariloche

9º dia (11/08/11): chegamos em Bariloche 16:30h com frio e chuva! Da rodoviária fomos para o Centro Cívico de coletivo (20min) pegar informações da cidade. Ficamos no Hostel Condor de Los Andes, muito limpo, pessoal gente boa, calefação, tem até lareira, mercado ao lado, a 2 quadras do centro cívico. No hostel fechamos o passeio do Circuito Chico para o dia seguinte. Á noite comemos no hostel mesmo.

 

10º dia (12/08/11): Circuito Chico: conhecemos a loja de óleo de rosa mosqueta, o Parque llao llao (onde tem um hotel de luxo) e uma vista linda e o Cerro Campanario onde tem uma das 7 vistas mais lindas do mundo segundo a National Geographic e onde pegamos neve caindo pela primeira vez!! Para subir o Cerro Campanario tem teleférico, lá em cima tem uma lanchonete com lareira e vários miradores, vale muito a pena. Fizemos esse passeio pela manhã. À tarde fomos ao Cerro Otto (têm ônibus de graça que leva, porém com horários definidos) onde conhecemos a famosa e romântica cafeteria giratoria e a noite passeamos pelas diversas chocolaterias do centro civico (a mais famosa é a Mamushka).

 

11º dia (13/08/11): esse foi o dia de fazer o Skibunda no Complexo de Piedras Blancas (se não tiver roupa de neve, alugue) foi muito divertido, o ticket lhe dá direito a 6 descidas de diversos níveis de dificuldade, voltamos no início da tarde ao hostel onde almoçamos e fizemos compras de chocolates e por fim o famoso fondue de queijo.

 

12º dia (14/08/11) Último e o mais esperado dia de esquiar. Fomos cedo de ônibus ao Cerro Catedral (já havíamos comprado, em uma das lojas de turismo do centro, a aula para iniciante e o aluguel dos equipamentos tudo pela escola La Base). Lá existem muitas escolas de ski e snowboard, aluguel de equipos, lanchonetes etc. Eles começam dando dicas básicas de como esquiar, blablabla, depois soltam a gente na pista de gelo onde aí sim vão ensinando como se equilibrar, freiar melhorar a velocidade, etc. Tivemos 2 horas de classe (aula), e no total ficamos 4 horas esquiando. Pra dois principiantes foi muito da hora. valeu muito a experiência. Voltamos estourados, mas muitos felizes de Bariloche. Cidade linda e divertida.

 

Hostel Condor de Los Andes: Ar$200,00 quarto coletivo (porém vazio) (4 diárias)

Circuito Chico: Ar$70,00

Cerro Campanario: Ar$20,00

Cerro Otto: Ar$70,00

Piedras Blancas: Ar$220,00

Cerro Catedral (aula+aluguel equipos): Ar$230,00

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129230226.JPG 500 375 Legenda da Foto]Llao Llao - Bariloche.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129230458.JPG 375 500 Legenda da Foto]Piedras Blancas - Bariloche.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129230735.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ski Cerro Catedral - Bariloche[/picturethis]

 

Bariloche - El Calafate

13º dia (15/08/11): 8:20h da matina e ja estávamos na estrada (de novo). Foram 27h de viajem.

 

Ônibus Bariloche - Calafate: $648,00

 

El Calafate

14º dia (16/08/11): Depois de muitos, muitos Km rodados e lindas paisagens de neve chegamos em El Calafate e fomos direto ao Calafate Hostel, bem tranquilo, limpo e com um dos melhores desayunos da nossa viagem. Fomos ao mercado fazer compras e nas agências de turismo comprar o passeio do Glaciar Perito Moreno (o mais esperado do mochilão).

 

15º dia (17/08/11): Acabamos comprando o passeio pelo hostel. Às 9h saímos para o Parque Nacional Todos los Glaciares, onde pagamos a taxa cobrada pelo parque e fizemos o Safari Nautico na qual uma embarcação nos levou á alguns metros da “cara sur” do Glaciar Perito Moreno. O safari dura mais ou menos 1:30h e vale a pena. Depois seguimos até os diversos miradores para ver o perito de vários ângulos e proximidades - emocionante!!!. Regressamos para Calafate onde jantamos Cordeiro Patagônico no La Tablita, não deixem de ir, uma delicia e preço bom.

 

16º dia (18/08/11): Pela manhã andamos pela cidade (só tem uma avenida) e fomos ver o lago que tem flamingos (no fim da avenida). Durante todas as nossas caminhadas pela cidade fomos acompanhados pelos cachorros de Calafate rs. De tarde fomos ao Museo Glaciarium. Em um ponto comum pega-se uma van que leva ao Museu. O museu fica no meio do nada, porém com muitas paisagens bonitas, é moderno e bem interessante, é interativo tbm. De noite andamos pelas lojas e tomamos o famoso sorvete de framboesa e calafate, mtooo bom!

 

Parque Nacional: Ar$70,00

Safari náutico: Ar$70,00

Guia para o parque nacional: Ar$90,00

Museu Glaciarium: Ar$70,00 entrada + Ar$25,00 van ida e volta

Calafate Hostel: Ar$135,00 quarto coletivo (porém vazio) (3 diárias)

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231024.JPG 500 375 Legenda da Foto]Perito Moreno - Calafate[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231159.JPG 500 375 Legenda da Foto]Perito Moreno - Calafate[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231323.JPG 500 375 Legenda da Foto]Museu Glaciarium[/picturethis]

 

El Calafate - Ushuaia

17º dia (19/08/11): Acordamos cedo para seguir de van até Rio Galegos, pois com o imprevisto do vôo El calafate - Ushuaia seguiríamos Rio Galegos - Ushuaia. Chegamos no início da tarde e a cidade estava coberta de neve pois tinha nevado muito nos últimos 3 dias ::Cold:: . Ficamos no Hostel Free Style, na verdade a única opção disponível pois a cidade estava superlotada devido alta temporada de esqui. A noite compras no supermercado e descanso.

 

Ônibus El Calafate - Rio Gallegos: Ar$90,00

Avião Rio Gallegos - Ushuaia: $482,00

 

Ushuaia

18º dia (20/08/11): fomos no passeio do Parque Nacional da Terra do Fogo de van na companhia de outros brasileiros. Na primeira parada embarcamos no Trem do Fim do Mundo o “Ferrocarril Austral”. O trem passa por 3 estações e em cada vagão uma gravação vai contando toda a história local dos presos que utilizavam esse trem, e tbm de outros fatores políticos. Depois, voltamos pra van onde continuamos até o Lago Lapataya, miradores, museu/restaurante e por fim fomos de van até o final da Ruta 3, ou seja no fim do mundo. Na volta a van nos deixou no porto onde faríamos, de Catamarã, o tour até o famoso Farol do Fim do Mundo e Ilha de Los Lobos (onde tem leões marinhos e aves que parecem pinguins). Muito bacana.

 

19º dia (21/08/11): optamos em fazer no último dia o passeio de 4X4 por onde passamos pelo Cerro Castor (apenas passagem), Lago Escondido, Lago Fagnano. O guia nos deixa na beira do Lago Fagnano e segue com o 4x4. Quando o alcançamos ele nos esperava com uma fogueira e um desayuno com medialunas, café e chá. Na volta passamos por um concurso de esculturas no gelo e paramos num Clube de inverno para almoçar. Retornamos ao centro de Ushuaia pra gastar alguns $$.

 

20º dia (22/08/11): neste dia passeamos pela orla do porto, praças, miradores da cidade e centro. Aproveitamos tbm o hostel, já que era o que tinha a melhor infraestrutura e vistas.

 

Van + guia para parque nacional: Ar$150,00

Ferrocarril: Ar$155,00

Catamarã: Ar$155,00 + $7,00 (taxa do porto)

Passeio 4x4: Ar$350,00

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231719.JPG 500 375 Legenda da Foto]Tren del Fim del Mundo - Ushuaia[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129231853.JPG 500 375 Legenda da Foto]Lago Fagnano - Ushuaia[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232002.JPG 500 375 Legenda da Foto]Cidade de Ushuaia[/picturethis]

 

Ushuaia - BsAs

21º dia (23/08/11): Fomos pela manhã embora para BsAs e dessa vez descemos no Aeroparque, bem mais perto do centro. Fomos novamente para o Avenue Hostel. Andamos pela Calle Florida comprando lembrancinhas. Fomos na Casa Rosada de noite (é mais bonita que de dia). Fomos para Puerto Madero na Ponte da Mulher (representação de um casal dançando tango). Comemos pizza em um dos restaurantes da 9 de Julho (não deixem de comer as pizzas de BsAs, como eles vendem por pedaço dá pra provar várias).

 

Avião Ushuaia - BsAs: $360,00

Avenue Hostel: $40,00 quarto coletivo

 

22º dia (24/08/11) Logo cedo pegamos o ônibus 64 com destino ao bairro de La boca onde compramos o boleto pra visitar o Museo de La Passion Boquense e a famosa La Bombonera. Pra quem curte futebol como eu é imperdivel, o guia explica tudo sobre o Boca Jrs e sua torcida. O passeio durou toda manhã e ao sairmos fomos conhecer o Caminito com suas apresentações de tango, artesanatos e restaurantes. A arquitetura do caminito é bonita de ver, porém o bairro é bem precário e aparenta ser bem inseguro, sugiro que fiquem bem atentos por lá. No restante da tarde conhecemos o bairro de Palermo Soho (onde tem outlets) e fomos novamente na Galeria Pacifico.

Decidimos buscar algo autêntico do povo portenho, pois achamos que os Shows de tango eram muito pra turista e queríamos algo mais representativo, mais real, depois de inúmeras perguntas aos moradores de BsAs indicaram-nos o Show no La Viruta, o local é simples, não é hollywoodiano, mas todos os dias tem apresentações e aulas de tango, muito pouco conhecido, principalmente entre os turistas. Fizemos uma ótima opção aprendemos a dançar alguns passinhos de tango (pelo menos tentamos), assistimos diversas apresentações, o pessoal super legal. Fica uma superdica

 

23º dia (25/08/11): Último dia pra curtir. Depois de tantos dias fora de casa tínhamos muitos lugares pra ir e pouco tempo. Resolvemos conhecer o Cabildo, Casa Rosada de dia, Palacio del Congresso, Catedral Metropolitana (onde é o mausoléu de San Martin), Café Tortoni, Teatro Colon (com tour guiado), Cementerio da Recoleta (túmulo de Evita Perón), Museo de Bellas Artes, Floralis Generica, Faculdad del Derecho e Obelisco

 

Museo do Boca: Ar$50,00

La Viruta: Ar$25,00

Teatro Colón: Ar$60,00

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232126.JPG 500 375 Legenda da Foto]Casa Rosada - BsAs[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232643.JPG 500 375 Legenda da Foto]La Bombonera - BsAs[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232820.JPG 500 375 Legenda da Foto]Caminito - BsAs[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120129232944.JPG 500 375 Legenda da Foto]La Viruta - BsAs[/picturethis]

 

 

BsAs - São Paulo

24º dia (26/08/11): acordamos bem cedo pq tínhamos que estar em Ezeiza às 8h. No aeroporto fizemos o procedimento do Tax Free. Retorno para São Paulo (Guarulhos). Fim da Trip!!!

 

Foi nosso primeiro Mochilão fora do país, e podemos dizer que apesar das coisas que aconteceram valeu mto a pena. Indicamos essa modalidade de viagem: aprendemos muito, passamos por muitas aventuras, voltamos muito ricos culturalmente. Foi sem dúvida uma experiência emocionante e inesquecível. ::otemo::

 

Dicas: ::prestessao::

-o free shop de Montevideo dá 10% de desconto.

-os ônibus só aceitam moedas.

-táxi em BsAs é bem barato.

- não achamos as coisas (roupas etc) de BsAs baratas. Porém para quem gosta de marca existe o bairro Palermo Soho com inúmeros outlets.

-quando comprar peça Tax Free.

- comida é muito barata, 1 prato geralmente dá para 2 pessoas.

- em Santiago o lugar com o melhor custo/benefício para comer é o mercado central.

-evitar cambiar no aeroporto de Santiago pois eles cobram uma taxa pra cambiar.

- em Bariloche as lojas abrem só depois das 17h e ficam até às 22:00h, portanto dá para fazer todos os passeios durante o dia sem preocupação em pegar loja/ comércio fechado.

- em viagens de ônibus deixe sempre em local fácil os documentos (passaporte, documentos de entrada no país) pois qdo a polícia para o ônibus eles pedem os documentos de todos os passageiros.

- os famosos alfajores são deliciosos, pra quem gosta vale a pena comprar grandes quantidades, de preferência em supermercados que saem em média 20% mais barato.

- manter-se sempre em plena vigilancia, pois o número de furtos nos calçadões de BsAs e nas rodoviárias é quase constante, portanto atenção redobrada e andem sempre com mochilas na frente.

- aerolíneas argentinas cancelam vôos e não avisam, por isso sempre confirmem os vôos.

- prefiram cambiar em grandes centros (BsAs e Santiago), pois conseguem melhores cotações.

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Olá, sou novo no mochileiros.com, achei interessante o relato de vcs, e ele tá bem parecido com a viagem q eu to querendo fazer em agosto desse ano. Gostaria de saber qto vcs gastaram no total. pra eu ter uma ideia de qto vou ter que guardar de grana pra poder ir.

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Olá Jayvson, bom vamos lá: tirando nossos imprevistos e os gastos com equipamentos foi aproximadamente R$ 3500,00. Fomos tbm em agosto e passamos 24 dias. Qualquer coisa estamos aí, podemos dizer q é uma viagem q vale a pena!

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mto boa suas dicas, e lindas fotos.. vou passar por Santiago, Mendonza e Buenos Aires no fim da minha trip. E serão mto boa as dicas..

obrigada

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Adorei o relato. Parabéns. Pretendo fazer uma viagem semelhante em dezembro...Só não irei passar por Santiago e irei acrescentar El Chaten.

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Vlw Marthinha29... Pesquise bastante, planeje; Tem muitos relatos legais e cada um complementa o outro, foi assim que montamos o nosso roteiro. A viagem começa aqui rsrs. Para qualquer duvide mande um email.

Boa trip!!!

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Parabéns adorei o relato!!!

Estou pensando em ir de Bariloche para El Calafate.

Mas vc sabe se os ônibus tem sempre?

 

Abç,

Lara

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    • Por spriesly
      Oi gente! Como o Mochileiros me ajudou muito nesses últimos anos a planejar as minhas viagens, resolvi relatar a minha mais recente aventura pros lados argentinos e chilenos. É a minha segunda vez nesses 2 incríveis países e vou começar com algumas informações básicas.
      Roteiro
      28/jan - Curitiba - Buenos Aires
      29/jan - Buenos Aires
      30/jan - Buenos Aires
      31/jan - Buenos Aires
      01/fev - Buenos Aires
      02/fev - Buenos Aires
      03/fev - Buenos Aires - Bariloche
      04/fev - Bariloche
      05/fev - Bariloche
      06/fev - Bariloche - San Martin de los Andes e Villa la Angostura
      07/fev - Bariloche - El Bolsón
      08/fev - Bariloche - Puerto Varas
      09/fev - Puerto Varas
      10/fev - Puerto Varas
      11/fev - Puerto Varas
      12/fev - Puerto Varas - Bariloche
      13/fev - Bariloche - Buenos Aires
      14/fev - Buenos Aires - Curitiba
      Comprei os trechos Curitiba - Buenos, Buenos - Bariloche, Bariloche - Buenos e Buenos - Cwb por 2 mil reais na Aerolíneas Argentinas. Tinha passagem mais barata mas com muitas horas de conexão, perrengue que não tô mais disposta a pagar. Não compensava também ir pra São Paulo pegar o vôo, a diferença era mínima e não pagava a passagem à parte pra SP.  Outra coisa: fiquei acompanhando por meses os preços mas ficaram bons em novembro, quando finalmente comprei.
      Como já conhecia Buenos Aires e parte da Patagônia, tentei fazer outras coisas nessa viagem, ainda mais que estava levando a minha mãe junto. Ela não conhecia nada e adaptei o roteiro pra que ela não tivesse desconforto, por isso optei por alguns passeios com tour na região dos lagos. Mas mesmo assim andávamos uma média de 10km por dia em Buenos e usamos metrô e ônibus. Ainda tenho que voltar pra região dos lagos pra fazer trekking, com certeza!
      Custos de Transporte
      Aéreos: R$2 mil cada
      Trecho Bariloche - Puerto Varas: R$109 (comprei um melhor assento na ida, valeu a pena!)
      Trecho Puerto Varas - Bariloche: R$83
      Uber Ezeiza - Recoleta: ARS533,35
      Uber Ezeiza - Palermo: ARS673
      Uber Palermo - Aeroparque: ARS300 (estava na tarifa dinâmica)
      Uber Recoleta - Aeroparque: ARS138
      Taxi Aeroporto - Airbnb em Bariloche: ARS500
      Remis Hotel Bariloche - Aeroporto: ARS400
      Táxi Airbnb Bariloche - Rodoviária: ARS170
      Táxi Rodoviária Bariloche - Hotel: ARS160
      Hospedagem
      Airbnb BA: R$1130,89
      Airbnb Bariloche: R$1443,06
      Hotel Bariloche: R$320
      Hostel Puerto Varas: R$940
      Hotel BA: R$190
       
      Utilizei os sites do Booking e Airbnb pra reservar acomodações e Skyscanner e Busbud para as passagens aéreas e rodoviárias. A empresa com que viajei para Puerto Varas foi a Andesmar.
      Felizmente peguei cotações de câmbio boas: na Argentina o real estava valendo 9,80 e no Chile 187. Em Buenos Aires troquei reais no próprio Banco de la Nacion no Aeroporto Ezeiza, pegando uma fila de mais de meia hora, e em Puerto Varas troquei na esquina da Calle San Francisco, uma das ruas principais da cidade. O câmbio no Chile estava me preocupando pois pela internet todas as as casas fechavam às 18h e meu ônibus chegava às 17:40, porém chegando lá tive a boa surpresa de que no verão as casas de câmbio ficam abertas todos os dias e em dias de semana fecham às 20h! 😍
      Pra escolher os lugares da viagem escolhi o critério de preço, localização e comodidade. Em Buenos Aires optei pela Recoleta porque tem vida à noite, é próximo de tudo e fazíamos praticamente tudo à pé. Estávamos atrás do Mall Recoleta e do Cemitério, e a 4 quadras da estação de metrô Las Heras, da linha amarela, além de ônibus que passavam na avenida principal próxima.
      O que ficou caro mesmo foi Bariloche e foi difícil escolher lugar tanto na ida quanto na volta. O Airbnb era bem compacto e o único defeito foi o calor (só tinha ventilador que não vencia) e fez muito calor na cidade pra ajudar. Porém a vista do lugar foi incrível - estava ao lado do lago Nahuel Huapi. Um problema de pegar hotel foi que os mais centrais tinham muitas avaliações negativas e continuavam caras; e os lugares mais em conta eram mais afastados. Como não alugamos carro, a opção foi pegar um airbnb mesmo. Na volta, decidimos pegar o hotel - que ficou atrás da rua do airbnb, bem central - para não ter incômodo em relação às malas. O nosso horário de volta para Buenos era apenas às 18h e precisávamos de um espaço guardar as bagagens sem nos preocuparmos se a pessoa estaria disponível ou não.
      Já em Puerto Varas, no Chile, pegamos um hostel com quarto privativo e banheiro (única exigência da minha mãe para ficar em hostel haha) e foi uma das acomodações mais baratas da região. A cidade é muito cara e tem pouquíssimos Airbnbs. 
      Na volta em Buenos Aires o critério foi proximidade com o Aeroparque e preço - e valeu muito a pena!
      Todas as acomodações não tinham café da manhã, com exceção do hotel em Bariloche. Porém os Airbnbs de BA e Bariloche, além do Hostel em Puerto Varas tinham cozinha, amenidades tipo café, açúcar, chaleira elétrica para água, cafeteira, etc que ajudou. O hotel de BA não tinha cozinha mas tinha a chaleira e saquinhos de chá, café e snacks com manteiga e geléias para um café rápido. Pra complementar, a gente comprava medialunas, empanadas e até pêssegos que estavam baratos (em Buenos Aires só ;p) e assim economizavámos no café da manhã.
      Estou de férias ainda e quero terminar esse relato até o final de fevereiro/março. Até a próxima postagem!
    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minha histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino  Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta e os reencontros Parte 16 - Reflexões
    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       



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