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Relato Chapada dos Veadeiros - “Mochilão 04/01 – 16/01”

Então galera,

Como é de costume de todo mochileiro vou iniciar um breve relato da minha trip. Creio que esses relatos sirvam não apenas para guardar a memória de determinada viagem mas ajudar futuras aventureiro:

 

1º Dia: 04/01

Iniciei minha viagem do RJ – BSB, peguei o avião e aportei em Brasília por volta das 20:00. Chegando em Brasília uma amiga me hospedou na casa dela por uma noite – aproveitamos o reencontro e fomos sair para tomar umas e outras.

 

2º Dia: 05/01

 

Pela manhã ela me deixou na rodoviária nova de Brasília o ônibus para Alto Paraíso saiu às 10 horas.

Vai uma dica: Existem dois meios para ir para Alto Paraíso. Esse ônibus que sai da rodoviária nova às 10 horas da manhã e outro seria pegar um ônibus na rodoviária do plano piloto que passa por Alto Paraíso, Vilarejo de São Jorge (que é na entrada do parque) e Colinas (cidade vizinha). Esse ônibus sai a partir das 12 horas, mas pode atrasar horrores.

No ônibus conheci um casal de biólogos que estavam de mochilão pela chapada que nem eu – trocamos algumas informações porque era a primeira vez deles também.

Chegamos em Alto Paraíso umas 14 horas. O casal já tinha hospedagem certa para ficar em Alto Paraíso e meu destino seria o vilarejo de São Jorge. Como eu já tinha informações que na região carona funciona normal fiquei na espera de uma possibilidade de carona caso ela não acontecesse iria pegar o ônibus que sai meio-dia de Brasília. Mas depois de várias ofertas de R$ 70,00 e R$ 60,00 recusadas chegou um camarada e falou que estava indo para São Jorge e bastava dar o preço do ônibus R$ 8,00 – LÁ FUI EU PARA VILAREJO DE SÃO JORGE.

Passamos pelo Morro da Baleia - segue a foto.

 

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Cheguei ao vilarejo por volta das 16 horas, ainda claro me dirigir direto ao camping Taiuá. Quando cheguei ao camping me apresentaram toda a estrutura (que é excelente) e logo fui arrumar um canto para montar minha barraca.

No resto do dia apenas fui conhecer o vilarejo e me entrosar com a galera do camping (diga-se de passagem ambas muito fácies). Conheci o resto do camping e fui comprar alguma coisa para fazer no camping (lá tem uma estrutura boa de chuveiros, banheiro, cozinha e local para descanso – ALÉM DA NOITE ROLAR UNS FILMES NUMA ÁREA DE CONVIVÊNCIA MUITO BOA).

barraca boa...

 

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3º Dia: 06/01

Acordei umas 9 horas e tratei de arrumar a mochila para iniciar a primeira aventura. Tomei um café reforçado e comprei algumas coisas (frutas, água e biscoito) para o percurso. Cheguei na entrada do parque (vale uma explicação).

No parque é preciso entrar com guia. O guia são moradores da região alguns viviam do garimpo e hoje são guias e outros são filhos de garimpeiros – mas todos são moradores da região e possuem uma cooperativa. Outra coisa é que o guia custa R$ 100,00 e podem levar até 10 pessoas (quanto mais pessoas melhor individualmente pois dividem o custo).

Fiquei na entrada do parque aguardando formar um grupo (o que acontece rápido) – Logo se formou um grupo de 8 pessoas e fiz o primeiro passeio – OS SALTOS

O passeio é sensacional passamos nos saltos de 120 metros (Rio Preto), 80 metros e Corredeiras. No total o passeio é de uns 8 km (ida e volta). Não vou ficar tecendo elogios porque as fotos falam por si só. Pós-passeio almocei num restaurante (comida a Kilo) e retornei ao Camping – a noite fizemos uns lanches e muita música para passar a noite

 

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4º Dia: 07/01

Segundo dia de aventuras em são Jorge

Neste dia resolvi fazer o segundo passeio no parque. Os Cânions e a corredeiras das cariocas. Vale uma ressalva o primeiro cânion estava fechado, com isso, só os dois últimos atrativos tinha acesso ao público.

Fiz a mesma coisa do primeiro dia. Acordei fui tomar aquele café reforçado e, posteriormente, comprar algumas coisas para a caminhada. Esta caminhada seria no total de 10 Km (ida e volta). Fiquei na entrada do parque e logo construímos um grupo

Como o primeiro Cânion estava fechado fomos em direção ao segundo. Simplesmente achei fascinante o cânion – surreal a estrutura de rocha a passagem da água – tudo surreal.

 

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Depois da passagem pelo Cânion fomos para a cachoeira das Cariocas outro lugar que tentamos compreender como foi produzido – e não temos explicação...risos!!! A formação rochosa é fascinante. Neste dia o nível de água estava elevado (não podemos esquecer que estava no período de chuvas na região).

Depois de chegarmos a cidade (umas 16 horas) fui almoçar junto com o guia (Bill) e um casal de minas. Depois para o camping e no final do dia um churrasco com muita música e cerveja.

 

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5º Dia: 08/01

Acordei e estava caindo um dilúvio na cidade. Fiquei o dia inteiro no camping arrumando algumas coisas na barraca e curando a ressaca do dia anterior... Risos! Este dia fiz o almoço com o povo do camping e dei um rolé num córrego do lado chamado Preguiça – só um banho para desestressar e pegar bons fluidos...

 

 

6º Dia: 09/01

Acordei um pouco tarde mas como estava na chapada tinha que curtir alguma coisa. Não dá para ficar num local desses e ficar apenas no camping e barraca – mesmo com chuva fui embora.

Meu destino seria o Santuário Raizama (8 Km total). Quando estava na rua do vilarejo me deparei com o guia Bill e ele conseguiu uma carona para o Santuário (com o dono da fazenda) – nem gostei. Peguei a carona e cheguei no Santuário umas 14:00 horas. Curtir muito lá, devido a chuva as cachoeiras e o fluxo de água estava intensa em algumas partes só dava para andar pelas pedras o que dificultava o caminho.

O local é lindo e merece um dia inteiro. Tem uma queda fascinante. Conheci duas casais lá e voltei de caronas com eles (minhas pernas agradeceram).

A noite fomos para um barzinho na cidade, curtirmos uma música e bastante cervejinha – e duas pingas excelentes Seleta e Arnica (muito boas).

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7º Dia: 10/01

Acordei e junto com um camarada conhecido no camping “Thiago” – que estava sozinho também só que de São Paulo – resolvemos ir para o Vale da Lua. Pegamos as instruções de uma trilha que existe que vai do vilarejo para o Vale em meia-hora. Com as informações tomamos café e abastecemos a mochila para a aventura.

De início foi tranquila, descemos o campo de futebol passamos pela estrada de terra e entramos na mata fechada. Descendo a mata tivemos que atravessar um rio e depois uma subida que para mim foi tranquila. Mas o problema veio depois.....Nesta subida saímos numa estrada de terra (com caminho para carro) e achamos chegamos – fomos para direita andamos 20 minutos e nos deparamos com um portão fechado. Retornamos e andamos para esquerda depois de 25 minutos de caminhada apareceu um camarada correndo e ensinou para nós o caminho. Tínhamos que cortar a estrada e continuar na mata fechada para sair na entrada do vale da Lua. Com a informação voltamos ao ponto inicial da estrada (onde saímos) e descemos até pegar uma mata fechada mas foi em cheio saímos na entrada do vale da Lua.

Na noite anterior a chuva foi grande e pela manhã pegamos alguma chuva na trilha e com isso o vale da lua estava intenso. Mas valeu por conhecer o local que fiquei deslumbrado com a cor das pedras, a formação rochosa e tudo mais – parece que aquilo foi colocado lá, porém tem milhões de anos...impressionante!! Ah tive que pagar 10 reais para entrar.

FOTOS VALE DA LUA

 

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A noite foi a base de muita seleta e violão com pessoas que estavam lá e eram de São Paulo. (aliás todas as noites foram assim).

FOTOS DA NOITE DE SÃO JORGE

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8º DIA: 11/01

Este dia foi uma dificuldade para acordar. Uma amiga de São Paulo passou na minha barraca as 08h30min – se não ia acordar depois de meio-dia. Após o banho e arrumar a mochila guerreira resolvemos fazer o abismo/janela só que sem guia.

Um dos amigos do camping já tinha ido para o abismo, ou seja, conhecia o local (no total fomos em 5 para essa trilha). Começamos a andar – e vou falar uma andada boa em, cerca de 8 km. Passamos pela entrada da propriedade pagamos a taxa de R$ 10,00 e depois de andarmos mais um pouco chegamos no Abismo curtimos um pouco a cachoeira mais ou destino era mesmo Janela (dizem ser incrível). Do Abismo para Janela a trilha começa a piorar, muitas pessoas utilizam guia, mas preferimos ir sem guia – no caminho encontramos um casal de amigos que eram de Santa Catarina e também estavam curtindo a chapada.

Após uma subida boa chegamos à famosa Janela e podemos entender porque é tão famosa – simplesmente sensacional. A vista de qualquer ponto é fantástica, contudo, a parte onde se vê os dois saltos do parque é impressionante. O local parece mágico e construído pelo homem, contudo, é uma formação da natureza que devemos aproveitar para reoxigenar as energias. Segue algumas fotos.

Chegamos ao camping fizemos uma comida e depois dar uma descansada e cair na noite no bar do Valtinho – muito violão, samba e seleta.

FOTOS ABISMO e JANELA

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9º DIA: 12/01

Último dia em São Jorge e este dia parecia ter uma aventura sensacional. Para o dia resolvermos fazer algo diferente e irmos no pico chamada Macaquinhos. O camarada Thiago (que era de São Paulo e estava sozinho na viagem) agitou tudo – guia e carros. O guia Fabiano chegou no camping por volta das 9 horas com dois carros e no total foram 8 pessoas mais o guia e a companheira do guia.

Essa viagem foi foda, digo viagem porque andamos cerca de 100 Km do vilarejo para lá. Saímos de São Jorge e passamos em Alto Paraíso para abastecer. Depois veio a pior parte. Estava num corsa e 4 pessoas foram de Fiat (outro carro), quando chegamos na estrada de terra o Fiat passou a ser uma bárbarie. Segue a foto:

Tivemos que parar um tempo devido a superaquecimento do carro. Depois de muito perrengue – chegamos a entrada do pico. Pagamos a tradicional taxa e começamos nossa caminhada pelo Rio. Na verdade o local possui algumas cachoeiras no mesmo Rio. E então fomos seguindo o RJ até onde dava – sempre com a instrução do guia.

Segue algumas fotos. Ficamos lá até 18 horas curtindo o local e a paisagem da região. Literalmente no meio da mata.

Pegamos os carros – nosso FIAT ficou no local onde estava...kkkkk

Aí na viagem de volta tivemos que parar com o carro (superaquecimento de novo) na estrada – naquele breu e sem triangulo, imaginem a cena! Mas valeu, chegamos a São Jorge e pós-banho fomos comer uma pizza. Da pizza a tradicional passagem no bar – mas dessa vez não fiquei muito pois no dia seguinte tinha que continuar minha trip – Ir para Cavalcante e conhecer Santa Bárbara.

 

Fotos Macaquinhos

 

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10º DIA: 13/01

Acordei cedo para começar os preparativos da viagem. Arrumei a barraca e mochila, depois desmontei a barraca e deixei no camping. Fui até uma pousada, pois tinha conseguido carona com o dono da pousada até Alto Paraíso.

Chegamos a Alto Paraíso meio-dia. O Thiago acabou indo pois tinha que ir nos Correios enviar um documento lá em Alto paraíso encontramos um casal que estava em São Jorge e foram para lá sacar dinheiro (só existe dois bancos na cidade – Banco do Brasil e Itaú).

Deixei minha mochila na casa do Fabiano (guia que nos levou para o Macaquinhos) e fomos resolver tudo – passamos na lan house, banco e almoçamos. Depois fomos a rodoviária e encontramos o casal – os 3 foram para São Jorge e eu fiquei na beira da estrada a procura de carona para Cavalcante (90 km de Alto Paraíso). Fiquei uns 30 minutos até consegui-la um casal mais a mãe do rapaz estavam num carro e pararam cedendo a última vaga gentilmente para minha pessoa. Após 18 Km o carro resolveu parar por falta de gasolina o rapaz teve que voltar a Alto Paraíso pegar gasolina e esperar outra carona (onde estava) até onde estávamos (eu fiquei no carro aguardando junto a companheira dele e a mãe). Abastecemos o carro e partirmos rumo à Cavalcante.

Quando chegamos em Cavalcante fui a procura da Pousada Ceará (indicação do povo de SP) – 15 reais a pernoite (com certeza a mais barata da região). O casal me levou para jantar num churrasquinho no centro da cidade – barato e excelente a comida (com várias opções). Depois ele me deixaram na pousada e fui dormir – pois o projeto era acordar e subir até Santa Bárbara.

 

11º DIA: 14/01

Chegado o grande dia.

Acordei cedo e fui tomar café numa padaria. Comi uns pães de queijo na entrada para o Quilombo Kalunga (inicialmente minha idéia seria campar no quilombo, mas pela hora que cheguei no dia anterior seria impossível).

Fiquei aguardando na entrada do quilombo (são 32 km de Cavalcante) e passado uns 20 minutos passou um carro com um casal e uma garota. Pedi uma carona e eles aceitaram fomos na maior tranquilidade – paramos no mirante

FOTO DO MIRANTE

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Depois continuamos e chegamos ao quilombo. Pagamos a taxa de R$ 10,00 e um guia (próprio do quilombo) nos levou para Santa Bárbara. Andamos cerca de 4 km até chegar na maravilha chamada Santa Bárbara. Uma das cachoeiras mais impressionantes que visitei – uma energia própria. A água estava verde (na seca ela fica azul) o sol passa por cima dela o que da um reflexo todo especial – um arco-íris se formou na água da cachoeira – SENSACIONAL – agora entendo porque é uma das cachoeiras mais bonita da região.

 

FOTOS SANTA BÁRBARA

 

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Depois voltamos para a cidade (chegamos às 16 horas) – fui numa lan house e comer no churrasco. Lá fiz amizade com 2 caras que queriam ir a Santa Barbara no dia seguinte – ensinei como seria a melhor maneira. Eles estavam de bicicleta foram de Brasília até Cavalcante (uns 4 dias de viagem – com cerca de 90 Km/dia).

Voltei para a pousada e depois fui para um baile funk/sertanejo em Cavalcante – podem imaginar, mas foi bom e engraçado a versão que o povo faz para as músicas. Tudo termina em ritmo de sertanejo e funk.

 

12º Dia: 15/01

 

Acordei pela manhã e arrumei as coisas no quarto. Iria pegar o ônibus às 15 horas para Brasília. Depois de almoçar levantei acampamento da pousada e fui esperar o ônibus (que já estava lá) – ele saiu pontualmente no horário. Passei por todas as cidades satélites de Brasília e cheguei às 21 horas.

Indicaram-me ficar num hotel no Bandeirante. Fui de Taxi até lá (rachei com mais dois que estavam indo para o aeroporto) e parei num Motel (R$ 35,00 a pernoite) os hotéis estavam todos caros (60 e 70 reais).

 

13º Dia: 16/01

 

No último dia peguei o avião às 16 horas e cheguei ao RJ com a vontade de retornar muitas e muitas vezes.

Espero que o breve relato ajude todos os mochileiros pelo Brasil. A chapada é um local fascinante e mágico, pois possui uma energia própria – segundo os esotéricos essa energia se deve a estar perto do paralelo 14 (o mesmo que Machu Picchu. Outra importante é que na chapada não existe roteiro certo e isso se deve devido as inúmeras cachoeiras que existem na região. Algumas visitei como vocês acompanharam no relato outras ficaram para a próxima como São Bento, Almécegas, Loquinhas, Segredo e Cristais.

Um beijo e abraço a todos os mochileiros.

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Quem bom que o relato ficou com bastante dicas - essa era a intenção.

Precisando de dicas é só falar.

 

saudações

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Quem bom que o relato ficou com bastante dicas - essa era a intenção.

Precisando de dicas é só falar.

 

saudações

 

Fala Hugo!

 

Maneiro o relato!

 

Vou ter 6 dias em abril para viajar e estava pensando na Chapada dos Veadeiros. Acha que dá pra fazer uma boa parte do que fez neste tempo?

 

O periodo de seca/chuva é quando?

 

Abraços e obrigado

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