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Antonina/PR, Guaraqueçaba/PR, Ilha de Superagui/PR e Ilha do Cardoso/SP de bicicleta


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Nunca tinha percorrido mais de 25 km com uma bicicleta, mas no ano de 2010, conversando com vários amigos que já tinham viajado com este meio de transporte, comecei a ter ideias um tanto quanto ousadas para a minha reduzida resistência física. Passei de Março até o final do ano (2010), planejando um roteiro de viagem para fazer sozinha: Ilha de Superagui (PR) até Ilha do Cardoso (SP). Sim, eu sei, algumas pessoas fazem isso tranquilamente em um final de semana, mas eu realmente nunca tinha feito nada do tipo até então, por isso passei tanto tempo planejando (tomando coragem na verdade).

A Ilha de Superagui, para mim, é um pedaço do paraíso! Vou para lá com frequência, adoro os moradores, os bailes de fandango e sua praia deserta. Já a Ilha do Cardoso, eu não conhecia até então, mas já tinha tido ótimas referências do lugar, vindas na sua maior parte de paulistas que visitam Superagui. Perfeito, meu roteiro estava fechado, seriam 37 km até chegar na Barra da Ararapira, onde eu faria a travessia para a Ilha do Cardoso e mais uns 17 km lá, para chegar até o Marujá, vila onde eu ficaria hospedada. A viagem iria começar dia 26 de dezembro com o limite de terminar dia 30 de janeiro, quando as minhas férias acabassem. Contudo, muita coisa aconteceu durante o ano e perto do dia 26/12 meu roteiro tinha aumentado alguns quilômetros...

Discutindo com um amigo, Anibal (atual namorado), sobre minha viagem, tivemos a ideia de mudar a cidade de partida e ir até Superagui juntos, para então seguirmos cada um para o seu rumo. O roteiro então mudou para: Antonina/PR até Ilha do Cardoso (SP). Isso aumentaria 100 km de pedalada, em plena estrada de chão, pois passaríamos pela cidade de Guaraqueçaba (PR), onde então iríamos pegar o barco para chegar em Superagui.

Dia 26/12 partimos de Antonina às 7h30 rumo à Guaraqueçaba, sem previsão de horário para chegada. São 100 km de estrada de chão, com subidas de todos os níveis. Para se ter uma ideia de como éramos amadores, ambos tinham achado que o outro levaria kit para conserto da bike e, é claaaro, nenhum dos dois levou. O pneu da bicicleta do Anibal furou e tive que percorrer vários km sozinha, tentando encontrar algum tipo de civilização, que só encontramos muitas horas depois. Perto das 17h chegamos em Tagaçaba (metade do caminho). Decidimos parar para descansar e acampamos no camping do Sr. Valdecir, ótima estrutura: banho com água quente, terreno bem arborizado e de frente para um rio. Tudo por apenas R$ 8,00 por pessoa.

Saímos no dia seguinte às 8h da manhã e finalmente terminamos nosso percurso, neste dia vimos macaco Bugio pelo caminho! Chegando em Guaraqueçaba, tomamos um banho em um camping por R$ 2,00 por pessoa e fomos fazer uma merecida refeição. Os barcos para Superagui já tinham acabado, já eram mais de 16h. Conseguimos "carona" (pagamos R$ 20,00 pessoa) com um barco que transporta os lixos das ilhas e que estava retornando para a ilha. Este percurso de barco até Superagui, foi sem dúvida um dos melhores que já fiz, porque foi feito por um trajeto onde não pegamos mar aberto, o que deixou a viagem muito mais tranquila do que é normalmente, quando a saída é da cidade de Paranaguá (PR).

Chegamos em Superagui 18h, nossos amigos já estavam acampados lá, iríamos passar a virada de ano juntos. Na ilha sempre acampo no Camping do Codo: R$ 10,00 por pessoa, banho quente, ambiente organizado e muito limpo. Ficamos hospedados na vila 10 dias e decidimos, juntos, seguir até o próximo destino.

A pedalada até a Ilha do Cardoso não foi fácil, pegamos o vento contra, sol forte e areia fofa. Na travessia, ficamos um pouco apreensivos, pois não conseguimos chegar na Barra da Ararapira, porque a maré estava alta. Não tínhamos noção de onde era e nem se algum barco passaria, esperamos alguns minutos, quando um barco com turistas apareceu. O barco era grande e os tripulantes não mostraram-se dispostos a atracar, por isso tivemos que pegar as bikes e levá-las até o barco, com o mar acima da cintura. Na chegada à ilha, o barqueiro nos cobrou R$ 20,00 pela carona e nós, é claro, não achamos nem um pouco ruim, pois já estávamos pensando em acampar na praia se nenhum barco aparecesse.

Logo que pisamos na Ilha do Cardoso a bicicleta do Anibal estragou, fui na frente novamente para encontrar a primeira vila. Logo encontrei Pontal, a primeira vila, habitada por poucos moradores. Lá só se pode acampar no camping que "está na vez" de receber turistas. Acampamos no terreno de um dos moradores: R$ 13,00 por pessoa, banho frio, sem cozinha coletiva, porém o morador nos emprestou a sua cozinha. Encontramos um menino que consertou a bicicleta e a deixou pronta para o uso no dia seguinte na porta da barraca!

Seguimos pedalando para a próxima vila: Enseada da Baleia. Ficamos pouco tempo lá, mas gostamos muito da pequena vila. Em uma hora de pedalada chegamos no Marujá, nosso destino final! Lá, os campings custam em média R$ 15,00, mas conseguimos um descontaço com o Sr. Vladimir (fandangueiro e fã do Bob Marley), que nos deixou montar acampamento no seu quintal pagando R$ 7,00 por pessoa. Adorei a Ilha do Cardoso, ela tem um clima parecido com o da Ilha do Mel (PR), com a diferença de ter o legítimo samba paulistano todas as noites (pelo menos as que estive lá).

Nossa viagem terminou alguns dias depois, o Anibal voltou pelo mesmo caminho que fizemos de bicicleta e eu segui em frente, rumo à Cananéia. De Marujá saem barcos (R$ 20,00) sentido Cananéia, meu objetivo era passar a noite lá para no dia seguinte terminar minha viagem em Embu das Artes (SP), onde iria visitar um amigo. Chegando em Cananéia encontrei uma pousada, passei a noite e no dia seguinte peguei o ônibus para Registro às 5h45 :?. Lá embarquei para Embu, onde a viagem acabou!

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  • 1 ano depois...
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Nossa Danieli! que viagem massa!

Estou planejando conhecer p aqueles lados tb, mas a pé...vc pode me ajudar a descobrir como faço para fazer o trajeto de cananeia para Guaraqueçaba? sei da triha do telegrafo, mas não encontro nenhuma referencia sobre ela e estou com um pouco de receio, já que vou sozinha...nem sobre ônibus ou embarcação consegui informações...

obrigada!

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  • 3 meses depois...
  • Membros

Oi, Eloisa. Desculpa a demora em responder. Não conheço a trilha do telégrafo pessoalmente, mas dizem que ela não é aconselhável (ainda mais sozinha). Recomendo fazer o mesmo trajeto que fiz, mas ao contrário SP-PR, se for de bike melhor ainda, você aproveitará muito mais a viagem!

Cananeia - Ilha do Cardoso

Ilha do Cardoso - Superagui

Superagui - Guaraqueçaba

Guaraqueçaba - Antonina

 

Lembrando que a estrada de Guaraqueçaba tem aproximadamente 100 km de extensão e é completamente deserta!

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