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avimeney

Torres de Paine - Circuito W - fev/2012

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Obrigado ae pelo relato!

 

Muito proveitoso seu mapa....como não disponho dos 10dias pra fazer o "O" mas também queria explorar algo mais, acho que vou seguir seu mapa....

Tiraria algo ou faria o mesmo trajeto?

 

Abras.

 

Affonso.

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Oi Affonso,

 

Fazia tempo que eu não aparecia por aqui. Desculpe a demora para respondê-lo. Não sei se ainda ajudo, mas vamos lá: Eu diria que o único ponto fraco do meu roteiro foi a falta do acampamento Italianos. Como tivemos que fazer o trecho Pehoe->Cuernos em um só dia, acabamos ficando sem tempo suficiente para conseguir chegar até o último mirante do Vale del Frances. Indo novamente, eu certamente faria um pernoite no acampamento Italianos. Já se o objetivo for economizar tempo e (muita) energia, vale a pena suprimir o pernoite no acampamento Grey. É bem cansativo subir e descer o trecho do Grey com equipamento completo. Neste caso, o ideal seria pernoitar no Pehoe e fazer um bate-e-volta no Grey, deixando o trecho Grey->Paso para outra viagem.

 

Abraços,

Ângelo

 

Obrigado ae pelo relato!

 

Muito proveitoso seu mapa....como não disponho dos 10dias pra fazer o "O" mas também queria explorar algo mais, acho que vou seguir seu mapa....

Tiraria algo ou faria o mesmo trajeto?

 

Abras.

 

Affonso.

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Ângelo, muito bom o relato.

Vou para o torres del paine no fim de novembro.

Os planos são de completar o circuito O ( na dependência de que este esteja aberto e o degelo já tenha avançado).

Caso não seja possível farei algo próximo do seu percurso.

Algumas dúvidas:

1- quanto de água é preciso carregar? há onde reabastecer durante as caminhadas ou é preciso carregar bebida para o dia todo?

2 - você relatou dificuldade em pregar os specs da barraca. Há algum lugar onde isso não seja possível? Há bastante pedra para amarrar os cordeletes? Pergunto isso pois pretendo acampar sempre que possível mas minha barraca é uma nepal 2 da aztec, com apenas uma vareta de sustentação, ela não permanece em pé a menos que bem preza ao solo.

3- qual tipo fogareiro voce levou? teve problema com o frio e altitude ou só com o vento?

4 - há possibilidade de comprar mais alimentos nos abrigos?

 

abraços

 

Pedro

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Ângelo, muito bom o relato.

Vou para o torres del paine no fim de novembro.

Os planos são de completar o circuito O ( na dependência de que este esteja aberto e o degelo já tenha avançado).

Caso não seja possível farei algo próximo do seu percurso.

Algumas dúvidas:

1- quanto de água é preciso carregar? há onde reabastecer durante as caminhadas ou é preciso carregar bebida para o dia todo?

2 - você relatou dificuldade em pregar os specs da barraca. Há algum lugar onde isso não seja possível? Há bastante pedra para amarrar os cordeletes? Pergunto isso pois pretendo acampar sempre que possível mas minha barraca é uma nepal 2 da aztec, com apenas uma vareta de sustentação, ela não permanece em pé a menos que bem preza ao solo.

3- qual tipo fogareiro voce levou? teve problema com o frio e altitude ou só com o vento?

4 - há possibilidade de comprar mais alimentos nos abrigos?

 

abraços

 

Pedro

 

Olá, Pedro!

 

Obrigado. Respondendo suas perguntas:

 

1 - A água é abundante e de boa qualidade em todo o parque. Durante as trilhas frequentemente surgem rios e pequenos cursos d'água onde se pode abastecer o cantil. Fiz todo o percurso carregando comigo apenas uma garrafa de 500 ml. Como as temperaturas costumam ser baixas, o consumo também não é tão grande quanto numa "trilha tropical".

2 - Tivemos problemas com os specs apenas nos Cuernos, pois o camping estava lotado e restaram apenas lugares muito ruins, com solo duro e entremeado pedras. Como não conseguimos fincar todos os specs, com um pouco de paciência, conseguimos coletar no entorno algumas pedras soltas para amarrar os cordeletes. Mas isso foi uma exceção. Nos demais campings não tivemos problemas e certamente no Cuernos as coisas seriam mais fáceis se ele não estivesse tão cheio.

3 - Levei um fogareiro pequeno, convencional ("tekgas"), de propano + butano. Funcionou sem problemas quanto ao frio e altitude. O vento atrapalhou um pouco em alguns momentos, mas nada que não fosse contornado com algumas pedras em volta do fogareiro ou buscando um lugar mais abrigado. No acampamento Grey, por exemplo, pudemos cozinhar dentro do abrigo.

4 - Acho que é possível comprar alimentos sim. Entretanto, levamos tudo o que consumimos, por isso, não sei dar mais detalhes sobre o assunto. Eu não recomendaria fazer uma excursão como essa contando apenas com a compra de comida nos abrigos. Acho que levar uma quantidade mínima para se manter é importante.

 

Boa viagem e qualquer coisa é só perguntar!!

 

Abraços!!!

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avimeney, obrigado pelo relato e informações!

 

Estou indo agora em dez/jan para TDP, e levarei meu fogareiro tekgas também. Estava um pouco preocupado com o vento, mas como você disse que usou, vou arriscar também!

Pergunta:

- Você comprou os cartuchos de gás lá em Puerto Natales mesmo? Encontro cartucho compatível lá? Porque provavelmente não se pode transportar gás no avião..

- Vamos em 2 pessoas, acampar 6 noites sempre fazendo comida. Acho que 2 cartuchos dá e sobra né?

 

Obrigado!

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avimeney, obrigado pelo relato e informações!

 

Estou indo agora em dez/jan para TDP, e levarei meu fogareiro tekgas também. Estava um pouco preocupado com o vento, mas como você disse que usou, vou arriscar também!

Pergunta:

- Você comprou os cartuchos de gás lá em Puerto Natales mesmo? Encontro cartucho compatível lá? Porque provavelmente não se pode transportar gás no avião..

- Vamos em 2 pessoas, acampar 6 noites sempre fazendo comida. Acho que 2 cartuchos dá e sobra né?

 

Obrigado!

 

Oi Gabriel!

 

Você certamente já foi e voltou do TDP e eu não tinha visto sua pergunta... Desculpe pela demora e espero que tenha aproveitado por lá. Vou responder de qualquer forma para ficar registrado aqui, caso seja útil para mais alguém.

 

- Nós não viajamos com gás no avião. Compramos cartuchos compatíveis em Punta Arenas. Em Puerto Natales também é possível comprar.

- Usamos 2 cartuchos de 230g para 4 pessoas em 6 dias e sobrou bastante. Acredito que 1 cartucho destes renda cerca de 10 refeições.

 

Abraços,

Ângelo

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Muito bom seu relato, Ângelo!

 

Planejo ir pra lá agora em fevereiro de 2015, e farei o circuito W. Farei o percurso sozinho e não tenho lá muita experiência com um trajeto desse porte incluindo camping. Fiz a trilha inca em 2011, mas sabe como é, o staff contratado para nos guiar acaba se encarregando de tudo, o que não nos dá uma boa "base" pra saber o que podemos precisar e tal. Sendo assim, tenho algumas dúvidas:

 

1- quando se referem a "área para cozinhar", o que encontramos? Só o local coberto mesmo, sendo necessário fogareiro próprio?

2- barraca, isolante, saco de dormir e bastões podem ser facilmente encontrados para aluguel?

 

Se puder me responder essas questões a tempo de partir pro rolê, ficarei grato! De qualquer forma fica a resposta de registro pra ajudar pessoas que assim como eu no momento, andam pesquisando sobre o rolê que estão pra iniciar...

 

Um abraço,

 

André

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Oi André!

 

Já tem três anos que estive lá, então algumas coisas já estão escapando da memória. Quanto às "áreas para cozinhar", me lembro que no Grey havia realmente um local fechado, com mesas, bancos e pia, mas não lembro se havia um fogão de uso coletivo. Relendo o meu relato, vi que no Cuernos também existia um local fechado, mas não conseguimos usar por estar super lotado. No camping das Torres, relatei que não havia local fechado. De qualquer forma, o fato é que você deve sim, levar seu fogareiro e gás. Usamos o nosso próprio equipamento em todas as refeições, seja porque não havia fogão coletivo, seja porque a cozinha estava lotada.

 

Os equipamentos de montanha que você listou podem ser alugados em Puerto Natales. Nos próprios hostels você deve encontrar este serviço. Não tente fazer isso no parque, procure na cidade, com antecedência. Qualquer outra dúvida é só falar! Boa viagem!

 

Abraços,

Ângelo

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Boa tarde, Ângelo!

 

Agradeço o esclarecimento das dúvidas, fico mais tranquilo pra partir pro rolê!

Mais uma coisa: já li todo tipo de relato que poderia por aqui, inclusive as postagens mais antigas, e não vi nada com relação a reserva das entradas para o parque TDP, não há necessidade, certo? Tenho essa dúvida pois na Trilha Inca há a necessidade de reserva antecipada para garantir a entrada no santuário no dia determinado (há aquele limite de 500 visitantes por dia)...

 

Desde já agradeço!

 

Abraço,

 

André

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Oi André!

 

Boa tarde! Não é necessário reserva antecipada. É só chegar e comprar o ingresso na portaria. Não existe limitação de número de visitantes.

 

Abraços!!!

Ângelo

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      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
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      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

       
      Armamos a barraca, deixamos nossas mochilas e fomos apenas com a mochila de ataque até o mirante Grey. Muito cuidado com as comidas deixadas nas barracas, a raposa-colorada (Lycalopex culpaeus) adora lanchinhos fora de hora. Infelizmente, o que mais me impressionou neste percurso não foi a linda paisagem ao meu redor, mas o resultado do maior incêndio florestal do Chile em 2012: 18 000 hectares  queimados. Uma tristeza  ver as marcas desta grande tragédia e por isso repito: siga as regras do parque, não faça fogo nem use seu fogareiro fora das áreas destinadas. Precisamos cuidar e respeitar a natureza. Aquele lugar é espetacular e todos têm o direito de visitá-lo e apreciá-lo. Depois de quase 3 horas de caminhada e muito vento no caminho, chegamos aoMirador Grey. O tempo estava bem fechado. A geleira Grey se misturava com o céu e não dava para saber onde terminava a geleira e começava o céu. A geleira é um local impressionante! Dia 2 -  café com montanha
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      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
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      Mesmo assim estávamos só felicidade, afinal estávamos a caminho do Refugio Los Cuernos, onde passaríamos a noite em uma linda cabana de madeira na beira do lago.   Sim, foi puro luxo! Não temos dinheiro para Não ligamos para luxo quando o assunto é hospedagem, mas há anos atrás vimos uma foto no Facebook de um casal em um ofurô com uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo. Escrevemos para a pessoa que postou a tal foto perguntando onde era: Refugio Los Cuernos.
      Deste dia em diante, não tiramos mais aquela imagem da cabeça e estava decidido: iríamos naquele ofurô e ponto final. Não era nossa intenção ficar na cabana, mas no site estava bem claro: somente hóspedes das cabanas tinham acesso ao ofurô. Bem, com muita, mas muita dor, reservamos a tal cabana e sonhamos com este dia desde então. Parte deste valor eu havia ganho de presente de aniversário, muito obrigada Celzinha!
      Na trilha para o Refugio Los Cuernos, o sol finalmente resolveu aparecer de forma muito marcante, acentuando ainda mais a cor da lagoa. Para quem está fazendo o W invertido é descida na maior parte. Eu senti por quem estava subindo... Na minha opinião o trecho de trilha mais lindo! O vento intenso levantava a água da lagoa e até DOIS arcos-íris se formavam na nossa frente ao mesmo tempo, arrancando gargalhadas dos dois bobos incansáveis ao admirar tamanha beleza.
      Então, finalmente chegamos às cabanas e, ansiosos, vimos de longe o tal ofurô. Corremos para checar o tão sonhado ofurô de perto. Mas o que encontramos foi uma placa: MANUTENÇÃO!   Mas que #@$%&! Ficamos muito putos, bravos, arrasados tristes com a notícia, afinal estávamos esperando há anos por aquele dia, mas não tinha nada que pudéssemos fazer. A cabana era linda, tinha uma lareira, toalha limpinha, cama fofinha e chuveiro gostoso!
      Fomos conhecer o refúgio, admirar o Los Cuernos e conversar com nossos amigos e quando retornamos encontramos uma garrafa de vinho chileno e alguns docinhos. A princípio, tive a certeza que havia sido o Antonio quem preparou aquela linda surpresa (tipo cena de filme mesmo! Imaginem que romântico: uma cabana de madeira, um vinho, lareira e aquela vista incrível). Ele perdeu a chance de ganhar muitos pontos (e na sequência perder muitos mais, é claro) ao não confirmar que havia sido ele - não foi, acreditamos que foi a forma do refúgio se desculpar por destruir nossos sonhospelo inconveniente. Após muitas risadas e desapontamento (nunca vou esquecer da cara do Antonio não conseguindo confirmar que havia sido ele o autor da ideia romântica) aproveitamos o delicioso vinho.   CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI. Dia 4 - meu querido saco de dormir
      A noite na cabana não foi tão tranquila quanto imaginávamos, o vento era tão forte que parecia que a cabana se desmontaria. Não sobrou dinheiro para queríamos comprar a pensão completa no refúgio, fizemos nossa comida na mesma cozinha reservada para o pessoal do camping.
      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Bons ventos!
    • Por maizanara
      Este post é um relato sobre o auge de nossa viagem pela Patagônia: o Parque Nacional Torres del Paine (TDP),  símbolo da beleza exuberante da Patagônia Chilena e o destino dos sonhos dos amantes da natureza de todo o mundo. Vamos contar como foram os 5 dias de trekking, o famoso Circuito W.
      Tem muitas outras informações no meu blog: www.mawaybr.com.br
      Tem um post com os custos desta viagem AQUI e outro sobre como fazer as reservas AQUI.
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      Caminhamos desde o nosso hostel em Puerto Natales até a rodoviária. Compramos a passagem no próprio hostel. Existem várias empresas que fazem este percurso e não há diferença significativa no valor.
      A rodoviária fica lotada de trilheiros com suas mochilas enormes! Todos muito animados para a trilha de suas vidas. Durante o percurso até a entrada do parque é possível ver os guanacos pulando as cercas e a linda cadeia de montanhas ao fundo.
      Na Portería Laguna Amarga enfrentamos uma longa fila para preenchermos o termo de compromisso e pagarmos a taxa de entrada.
      É necessário assistir um pequeno vídeo com informações gerais e as regras do parque. Uma das mais importantes: não é permitido fazer fogo fora das áreas delimitadas(!!!). Entramos em outro ônibus (valor já incluso) que nos levou até a Portería Pudeto.
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.

      Fomos os últimos a pegar o catamarã que cruzou o Lago Pehoe. A viagem não poderia iniciar de melhor maneira, à nossa direita, o imponente Los Cuernos! Compramos o bilhete do catamarã durante o trajeto.   Chegamos ao Refugio Paine Grande sem reservas e por sermos os últimos a chegar no camping, as meninas da recepção nos deixaram ficar. Muito obrigada, meninas! (AVISO: aconselho fortemente que você não faça isso!! )
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      Após uma noite de muito vento (dica: monte muito bem sua barraca!), tomamos café na cozinha do acampamento com uma vista incrível, arrumamos tudo e saímos.
      Logo no início da trilha, na Portería Lago Pehoe, o guarda-parque pediu para ver nossa reserva impressa do acampamentoItaliano, reservas confirmadas, pé na trilha! A cadeia de montanhas Los Cuernos estava bem escondida, mas conforme nos aproximávamos dela, mais ela aparecia, e uma caminhada de 2,5 horas, fizemos em incríveis 4,5 horas. Haja foto!
      A alegre chegada ao acampamento Italiano é anunciada pela ponte que temos que atravessar e deu um medinho! Como venta muito, ela parece bem instável. Fizemos o check-in no acampamento, conversamos com os guardas e fomos preparar nosso jantar.
      Decidimos não fazer nenhuma outra trilha neste dia pois a trilha para o Mirador Britanico fecha às 17h e a do Mirador Frances às 19h. E quando digo que a trilha fecha, ela fecha mesmo, pois um dos guardas percorre a trilha até o final para garantir que não há mais ninguém na trilha (todos os dias, imagina!).
      Dia 3 - doce ilusão
      O vento faz parte da Patagônia, aceite! Eu acordei assustada a noite, pois dormíamos debaixo da copa das árvores e o vento balançava seus galhos com força. E o medo daqueles galhos caírem sobre nós?
      Não, nenhum galho caiu, ufa! Deixamos nossos pertences no acampamento e seguimos em direção ao Mirador Britanico com nossas mochilas de ataque. Todo mundo larga suas mochilas no acampamento, isso é bem normal (também algo que tive que aceitar me acostumar). Quando chegamos ao Mirador Frances o tempo já estava muito fechado, andamos mais um pouco e decidimos voltar, afinal não conseguiríamos ver nada mesmo. Ficamos sentados um tempo esperando por uma avalanche no topo das montanhas, que também não aconteceu...
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      Seguimos rumo ao acampamento El Chileno. Neste dia enfrentamos as 4 estações do ano, inclusive chuva. Existe um cruzamento, e você pode optar por ir para o Hotel Las Torres ou um atalho para o acampamento - é claro que optamos pelo atalho!
      No caminho vimos os bombeiros resgatando alguém em uma maca, ficamos muito assustados (depois ouvimos boatos de que a menina havia torcido o tornozelo - o que a impossibilitou de terminar a trilha, por isso todo cuidado é pouco).
      Chegando no refúgio, fizemos o check-in e fomos procurar uma plataforma para colocar nossa barraca. Dica: chegue o mais cedo que puder e coloque sua barraca, as plataformas estão colocadas num barranco, e se estiver chovendo (como estava) o chão molhado quase te impedirá de chegar em sua barraca sem cair alguns tombos.
      O jantar no refúgio foi extremamente agradável, nada de macarrão com vina, ou salsinha como vocês dizem. Entrada, prato principal e sobremesa, tudo com raio gourmetizador ativado! Não havia opção de reservar o local de camping sem todas as refeições inclusas (sim, eles são bem espertinhos).
      Ficamos na área de convivência do refúgio até tarde conversando, quando nossa amiga Tânia chega desesperada dizendo que estava entrando água dentro da barraca dela. Conseguimos alguns sacos de lixo e o Antonio foi ajudar o Beto com o "pequeno" problema. Logo em seguida entra outro trilheiro com seu saco de dormir completamente encharcado, eu entrei em desespero! Já imaginei meu saco de dormir molhado, seria o fim (que exagerada!). Pedi ao Antonio que conferisse se nossa barraca estava molhada, e para minha alegria, tudo estava completamente seco. Dia 5 - sonho realizado
      Antonio nunca havia visto neve e sempre falou que se fosse para ver neve, que fosse na montanha. Estávamos tomando café no refúgio quando vejo um ser saindo correndo gritando "Está nevando, está nevando". Parecia uma criança vendo neve pela primeira vez - e na montanha, como ele havia sonhado!
      Eu não fiquei assim tão feliz, afinal isso significava que o tempo estaria fechado nas Torres - e como eu queria ver aquelas meninas!  Tomamos um café super reforçado (incluído em nosso pacote) e seguimos a trilha até às Torres. Ao contrário dos outros dias, neste caminhamos muito rápido e os joelhos reclamaram um tanto (DICA: se puderem fazer a trilha no seu tempo, sem correr, é melhor. Fizemos isso todos os outros dias e não sentimos dor alguma).
      A trilha é pesadinha, mas isso não impede que jovens, crianças e idosos a façam, cada um no seu ritmo, no seu tempo. Eu não sabia quem eu admirava mais, se as famílias com crianças ou o grupo dos mais experientes. Quando fomos chegando pertinho da lagoa o coração foi acelerando. O Antonio foi na frente e lá do alto chamou minha atenção ao gritar uma linda declaração <3.
      Quando finalmente meus olhos encontraram as meninas (as Torres) não pude me conter de emoção - me faltam adjetivos para descrever a beleza deste local. Encontramos nossos amigos Daniel, Daniela, Beto e Tânia lá no topo, foi uma delícia compartilhar aquele momento com nossos novos amigos.
      Mas foi o tempo de contemplarmos a paisagem, tirar algumas fotos (nossa e da Maiza, coitado do Antonio) que o tempo virou completamente. As nuvens encobriram o céu azul e as Torres, e a neve começou a cair - "não era neve que você queria Antonio?"
      Muita neve! O vale também ficou completamente encoberto. A emoção de completar o circuito W, nossa primeira travessia, foi indescritível. Sensação de superação e eterna gratidão.

       
      CRIAMOS UMA COLEÇÃO DE CAMISETAS INSPIRADA NO CIRCUITO W, VEJA AQUI.
      Escrevi um post com os custos desta viagem AQUI.
      Bons ventos!
       
       


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