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Rio de Janeiro, Petrópolis e Niterói, duas mochileiras (fotos)


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Olás!

Cheguei de férias e vim aqui compartilhar meu relato, depois de ter conseguido umas dicas ótimas no fórum.

Passei uma semana deliciosa no Rio de Janeiro, com direito a bate-volta para Petrópolis e Niterói. Mesmo morando em São Paulo, nunca havia visitado o Rio, que vergonha! Tirei uma semana de férias e resolvi resolver esse “problema”. Embarquei com uma amiga e fomos de avião Cumbica-Galeão. Optei pelo Aeroporto Internacional porque moro perto de Guarulhos, mas já fica uma dica de cara: o Santos Dumont é muito mais próximo do centro da cidade, se puder, viaje por ele.

 

Para planejar a viagem, fucei muito na internet (e, claro, aqui no Mochileiros) e me baseei no Guia Verde Rio de Janeiro da Michelin. Ele é muito bom, tem dicas ótimas sobre a cidade e os arredores e, para quem vai com crianças, indica passeios especiais para famílias.

 

Sobre algumas neuras de viagem:

Viajar só entre mulheres, pode Arnaldo?

Bom, eu já fiz um mochilão bem grande sozinha, partindo do Uruguai e cruzando a Argentina e deu tudo certo, então estava mais tranquila. Claro que é sempre bom seguir as dicas básicas de segurança: evitar andar sozinha à noite, não dar trela pra gente “suspeita”, ficar de olho na mochila. Nada que você já não faça no dia a dia, certo?

 

Mas o Rio é violento...

Se pararmos para pensar, todas as grandes cidades são violentas. Passei a semana toda no Rio e não me senti insegura nenhuma vez. Claro que existem partes da cidade que são mais tensas, como em todo e qualquer lugar, mas no geral o Rio me pareceu muito tranquilo, de verdade. É só ficar com o radar ligado e evitar locais que sejam suspeitos.

 

A clássica rivalidade carioca X paulista

Eu acho esses negócios de rivalidadezinha com cidade ou país uma puta duma idiotice, nunca liguei para esses estereótipos. Não ouvi uma piadinha sobre o meu sotaque, nem fui desrespeitada nenhuma vez. Os cariocas são muito cosmopolitas (sério, tem gente de tudo quanto é canto em tudo quanto é bairro), de modo que dificilmente eles não irão te zoar por você ser de outra cidade. Claro que devem ter exceções, mas essa foi minha (ótima) experiência com o Rio ;)

 

Faz muito calor?

Fui na última semana de janeiro e só peguei três dias de calor intenso (leia-se sensação térmica: calango andando de skate para não queimar o bucho). De resto, por ser uma cidade litorânea, sempre fica aquele mormaço mesmo com o tempo nublado. Uma dica: leve muita roupa, sem dó. Lá a gente sua muito e – não existe maneira elegante de falar isso – a roupa fica fedendo horrores. Ainda mais sendo mochileiro, economizando cada centavo de transporte e optando por fazer tudo à pé. Coloque havaianas na mala e ande com elas por todo lado. Sapato e tênis só se for fazer caminhada ou sair de balada. Ah, e beba muita água. E passe protetor até para ir à padaria. Meninas, levem hidratantes mil, porque a maresia resseca demais a pele e os cabelos.

 

Agora, os relatos, comentários e impressões dia por dia. Ah, e qualquer dúvida só perguntar! ::otemo::

 

Primeiro dia - Aterro do Flamengo + show do Chico Buarque

Chegamos ao Rio às 11:45, voando Gol e desembarcando no Galeão. Logo na esteira tivemos duas surpresas desagradáveis. A primeira foi que nossa mala veio cheia de meleca. Sério, nojenta, parecia que um exército de pombas com diarréia tinha passado pelo avião. :shock: Fiquei muito puta, mas fazer o quê... Aí logo atrás de nós tinha uma companhia de táxi. Fomos averiguar os preços e....mais de 100 reais até Laranjeiras! Tá de brincadeira, né? Minha amiga e eu concordamos em ir procurar outra empresa de táxi na rua, e nem precisamos ir muito longe. Indo até as proximidades da entrada do aeroporto, mas ainda dentro do prédio, encontramos uma companhia que fecha a corrida por preço tabelado de acordo com o bairro. Nosso destino ficaria em 50 reais (ufa!), a moça emite uma nota e você acerta com o motorista no final.

Por isso, mochileiros

NÃO PEGUEM O TÁXI PERTO DA ESTEIRA DAS MALAS. É CILADA, BINO!

Fomos conversando com o motorista, um senhor muito simpático que ia contando a história dos locais por onde a gente passava. Logo de cara nos espantamos com o trânsito do Rio. Comparado a São Paulo, são menos carros, mas os motoristas dirigem, digamos, com mais intensidade, o que a gente chama aqui de “bração”. Cuidado ao atravessar a rua ou guiar por lá se não estiver acostumado.

Chegamos ao Hostel in Rio (http://hostelinriobrazil.com/) na hora do almoço. Recomendo muito o lugar. Fica em uma rua residencial de Laranjeiras, pertinho do aterro do Flamengo, do Largo do Machado e do Catete. Tem várias opções de ônibus e duas estações de metrô perto, uma maravilha! É limpo, organizado, silencioso, com um locker grande, staff competente e simpático e um café-da-manhã sem miséria.

O tempo estava super nublado e saímos caminhando pelo bairro de guarda-chuva e blusa de frio! Fomos ao mercado fazer as clássicas comprinhas e depois caminhamos até o aterro do Flamengo. E eis que o que vemos, logo de cara? O Pão de Açúcar!!! Que felicidade vê-lo pela primeira vez. Eu parecia criança tirando fotos ensandecidamente. Caminhamos pela orla e depois eu voltei cedo para o hostel porque iria ao show do Chico Buarque! ::love::::love::::love::::love::::love::

 

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O Pão de Açúcar visto do Flamengo. Feinho, né?

 

O show do Chico foi no Vivo Rio, fui e voltei de táxi sem problema (tirando o taxista da volta que queria que eu ensinasse o caminho para ele. Nem era golpe nem nada, era folga mesmo!) Mas correu tudo bem e deu para sentir como os cariocas são queridos. Sentei em uma mesa na qual ninguém se conhecia e já foi todo mundo batendo papo, se enturmando, coisa linda.

Fui dormir cedo para “explorar” a cidade no dia seguinte.

 

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Muito bem recebida no primeiro dia de Rio ::love::

 

Segundo dia - Horto Florestal, Lagoa, Ipanema e pedra do Arpoador

Acordamos cedo para ir ao Jardim Botânico. O Rio é muito bem servido de ônibus, e fomos com uma linha que parava na porta do Jardim. É cobrada uma taxa para entrada de 6 reais. A conservação do Jardim é impecável (ele foi fundado em 1808 pelo então príncipe regente D. João). Na entrada, o pessoal te dá um mapinha para que você não se perca na imensidão do Jardim. Ele tem duas lanchonetes bem boas e uma área específica para alimentação. Como é um patrimônio da cidade, não é em todo lugar que pode comer. E, claro, tirar “um pedacinho” das plantas é crime!

 

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Paz

 

Atenção para um detalhe importante: o Jardim tem uma visita guiada de graça ::otemo:: . As pessoas sentam em um carrinho que nem aqueles de golf e o guia vai explicando a história dos locais. O serviço é concorrido, mas dá para agendar no mesmo dia. Minha dica é já pedir a informação de onde fazer a inscrição logo na chegada(é perto de uma das entradas, ao lado da lojinha e do café), ficar andando por conta própria pelo jardim, estar lá na hora da visita e, depois, percorrer à pé o que mais gostar. Seja extremamente pontual na visita. Se chegar dois minutos atrasado eles riscam seu nome e chamam alguém da lista de espera sem a menor piedade.

Eu adorei o Jardim Botânico. Passamos o dia praticamente todo lá, foi lindo demais. Tem jardim especializados (orquidário, jardim japonês, jardim mexicano, bromélias), animais (várias aves e um monte de macaquinhos) e dá para almoçar tranquilo no café. Por cerca de 30 reais eu almocei, tomei suco e comi sobremesa, tudo delicioso.

 

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O Cristo visto do Jardim Botânico

 

Depois do Jardim fomos andando até a Lagoa Rodrigo de Freitas. Dizem os cariocas que morar lá é o mesmo preço de morar em Manhattan, então imaginem o luxo. A paisagem é bem bonita, muita gente aproveita a orla para correr, caminhar ou tirar um cochilo. Isso foi o que mais me encantou no Rio: como a natureza e a cidade estão integradas!

 

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A Lagoa

 

Andamos um monte na Lagoa e pegamos um ônibus para Ipanema. Impossível não ficar besta de feliz andando por aquelas calçadas pela primeira vez. Me senti uma Helena do Manoel Carlos. Caminhamos pela orla e fomos até a pedra do Arpoador ver o pôr-do-sol. Ipanema tem uma vibe bem gostosa, gente moderna, bonita... Enfim foi o segundo pôr-do-sol mais bonito da minha vida. Vá ao Arpoador se for ao Rio, pelamordedeus!

Para voltar de Ipanema, nós pegamos um ônibus. Mas descobrimos a estação Ipanema de metrô que fica bem perto da praia, e decidimos experimentá-la no próximo dia.

 

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Pode ficar aqui para sempre?

 

Terceiro dia - Ipanema, Copacabana, Leblon e Lapa

Utilizamos a velha tática do “tomar café como se tivesse acabado de chegar do Saara” e partimos para a praia. O tempo estava nublado desde que havíamos chegado, mas ir ao Rio e não ir à praia é sacanagem, né? Pegamos o metrô na estação Flamengo e fomos até a Ipanema. Descemos e fomos andando pela orla até achar nosso cantinho.

 

Aqui, duas pausas importantes:

Sobre o metrô do Rio: cuidado turistas! O metrô é tranquilo e tem um esquema de bilhete eletrônico similar ao Bilhete Único de São Paulo. Não há integração com os ônibus nas passagens, mas dá um descontinho para compras relativamente altas. O que eu achei bizarro no metrô é que um trem para dois destinos diferentes passa na mesma plataforma na mesma direção! Vamos supor que você vá para o bairro A. Você fica na plataforma e podem passar trens para A ou B. Para saber, olhe nos painéis eletrônicos na plataforma e nos letreiros nas laterais do trem. Eu demorei um pouco para acostumar com esse esquema, e ficamos perdidinhas nessa primeira viagem de metrô. Ah, e dá para ir para a praia de metrô de boa. No caminho encontramos vários passageiros com roupa “normal” e um biquíni à mostra, ou uma toalha a tira-colo.

Sobre as praias: um carioca nos explicou, e depois de alguns dias notamos que era verdade: cada praia do Rio tem um público especifico. A Praia Vermelha, por exemplo, é frequentada por famílias porque é pequena e dá para deixar as crianças brincando. Algumas partes de Copacabana são frequentadas por senhores que buscam divertimento “adulto”. Ipanema é descolada e tem regiões gays, de surfistas, de famílias... Não é que vá acontecer nada de ruim se você for a uma praia que não seja da sua turma, mas vale a pena prestar atenção no clima da praia que você escolheu e ver se você está confortável. Se sim, você achou sua praia no Rio :)

 

Voltando... ficamos em Ipanema, uma delícia. Andamos por vários “postos”, até chegar ao Leblon. Aí voltamos por Copacabana, procurando a famosa estátua do Drummond. Anda, anda, anda e nada. Aproveitamos para comer em um quilinho em Copacabana e, depois de muito caminhar, achamos a estátua. Mas o tempo estava mega nublado e tive que tirar foto de guarda-chuva! Hahaha, situação. Depois fomos até o Forte de Copacabana, de onde dá para ver toda a praia, mas ele estava fechado para visitação por conta de uma solenidade militar.

Voltamos para o hostel de ônibus, nos arrumamos e fomos à Lapa (e perdi a viagem, que aquela tal malandragem não existe maaaaaaaais) ::hahaha:: .

Fomos de metrô, descendo na Cinelândia e andando um pouquinho. Gosto de andar de transporte público, não apenas por ser mais barato, mas também por ser uma forma de conhecer os pormenores da cidade, a gente que mora ali. Chegamos aos Arcos da Lapa e, desculpa, mas eles estão bem caídos. Dizem que estava rolando uma restauração e eu quero acreditar, porque foi decepcionante. Lá pertinho também fica o Circo Voador (lendário!) não consegui assistir nenhum show lá, mas vale a pena tentar conciliar a agenda com a programação.

 

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Fué fué fueeeeeeeeeeeeen

 

Fomos andando pelos bares da Lapa e, por ser meio cedo (umas 6 e pouco) a coisa ainda estava meio caída. Entramos no Bar da Boa, onde estava rolando uma roda de samba lindíssima e tomamos umas brejas. Se puder, fique até bem tarde, porque parece que a coisa pega fogo. Nós só conseguimos ficar até umas 10 horas, depois voltamos para o hostel para descansar.

 

Quarto dia – Pão de Açúcar, Praia Vermelha, Centro do Rio de dia e à noite

O dia amanheceu ensolarado pela primeira vez na viagem e aproveitamos para ir ao bondinho do Pão de Açúcar ver o Rio do alto. Fomos de ônibus. Também dá para ir de metrô, mas a viagem de ônibus vai pela orla e é muito agradável. Ao chegar tem uma filinha pequena, paga-se o ingresso R$53,00. Apenas estudantes do Rio têm direito à meia entrada e rola um desconto para crianças menores de 12 anos. Mas vale muito a pena pagar o preço alto. Além da vista maravilhosa, o Pão de Açúcar tem uns espaços que são meio que um parque, com vegetação nativa, então dá para descansar e ficar bem à vontade.

 

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Cidade maravilhosa :o

 

Ficamos algumas horas no Pão de Açúcar e fomos à Praia Vermelha, só para ver mesmo. Depois seguimos para o Catete, ao Museu da República, um dos mais bonitos que já vi. Ele fica em um casarão onde funcionou a sede do governo até a construção de Brasília, então tem salas conservadas como na época dos primeiros governos, o quarto e banheiro do Getúlio Vergas com o pijama e a bala usados em seu suicídio (!) e uma exposição retratando toda a História da nossa República até o governo Dilma. Vale muito a visita, o acervo é muito vasto.

De lá rumamos para o centro do Rio, de metrô. A primeira parada foi a Biblioteca Nacional, que é lindíssima. Dica: eles têm visitas guiadas gratuitas de hora em hora. É só chegar um pouco antes e se inscrever. A visita passa pelas salas mais importantes da biblioteca e é impressionante conhecer todo aquele acervo, que recebe uma cópia de tudo o que é publicado no Brasil. De lá fomos ao Real Gabinete Português de Leitura, que também é belíssimo, ao Centro Cultural Banco do Brasil, incrível, e à Casa França-Brasil. Eu achei bem tranquilo deixar apenas meio dia para conhecer o centro do Rio rapidamente.

 

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O Real Gabinete Português de Leitura

 

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Detalhe do CCBB

 

Depois ficamos esperando na porta da casa França-Brasil porque havíamos nos inscrito em um programa da UFRJ que oferece caminhadas pela cidade à noite, e lá era o ponto de encontro. Mochileiros que vão para o Rio: confiram a programação desse passeio, é demais! É tudo grátis, e um professor da UFRJ acompanha as pessoas pelas ruas mais importantes do Rio, explicando a história dos prédios. Saiba mais aqui: http://roteirosgeorio.wordpress.com/ . Ficamos sabendo de várias curiosidades, conhecemos lugares importantíssimos, como a Rua do Ouvidor, onde o Machado de Assis ia buscar inspiração para seus livros, e a casa onde viveu a Carmen Miranda em seus dias de pobreza (e onde agora funciona o Clube das Mulheres!), a casa da Chiquinha Gonzaga, o Paço Imperial, várias igrejas... claro que tudo só de fora porque estava de noite, mas mesmo assim é maravilhoso. Achei muito curioso como o Rio conseguiu revitalizar boa parte do seu centro e dar “utilidade” aos prédios antigos. Vários casarões hoje são escritórios, bares ou lojas. São úteis para a sociedade e seguem preservados. A caminhada durou três horas e, desnecessário dizer, depois de tudo que havíamos caminhado desde de manhã, eu estava morrendo. Cheguei no hostel quase meia noite, tomei o melhor banho do mundo e capotei.

 

Quinto dia – Petrópolis

O plano era acordar cedinho para aproveitar o máximo que pudesse de Petrópolis. Mas quem disse? Estava tão cansada do dia anterior que só consegui levantar depois das 10 horas! Minha amiga preferiu aproveitar o sol e ir para a praia mais uma vez mas eu, nerd que sou, queria conhecer o Museu Imperial de Petrópolis. Chegar em Petrópolis é fácil. Comprei uma passagem na rodoviária Novo Rio mesmo (os ônibus saem de meia em meia hora e a viagem dura pouco mais de duas horas). Na rodoviária de Petrópolis tem um posto turístico muito bacana, é só ir lá perguntar por dicas do que fazer na cidade. A atendente era super simpática e me deu um mapa cheio de dicas do que fazer e onde comer. Peguei um ônibus de linha, normal, para sair da rodoviária, que fica bem longe do centro da cidade. A atendente do posto turístico me ensinou em que ponto descer, eu pedi para o cobrador me avisar e desci tranquila.

Todo mundo conhece o Museu Imperial na cidade (que é bem pequenininha). Ele é enorme e era onde funcionava a casa de veraneio da Família Real até a Proclamação da República. Em teoria, a Família Real deveria ir para lá nas folgas, mas eles passavam seis meses em Petrópolis para fugir do calor da então capital. Quem se interessa por História deve ir até lá. O Museu é extremamente preservado, com salas montadas tal qual eram na época, várias curiosidades e visitas guiadas de uma em uma hora. Não é permitido fotografar dentro do museu, e nós temos que usar umas pantufas no sapato, para preservar o assoalho original, o que só prova a preocupação em conservar o acervo por muitas gerações. Separe ao menos duas horas para conhecer todo o museu e seu belo jardim. Você vai precisar de calma para admirar a coroa de Dom Pedro II, suas vestes, as salas luxuosas... A lojinha do Museu também é super bonitinha e pode ser um lugar criativo para comprar presentes a preço justo.

 

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Detalhe do Museu Imperial

 

De lá fui caminhando até a Catedral da cidade, que é belíssima. Mas não pude olhar muito porque estavam celebrando uma missa e eu acho falta de respeito turistar nessas circunstâncias. Depois fui até o Museu Casa do Santos Dumont. É a casa que ele projetou e viveu aqui no Brasil, muito interessante. Tem alguns pertences dele, invenções, e você pode subir e descer pelas escadas malucas que ele criou. A casa me lembrou a Casa do Louco do Parque da Mônica! ::hahaha::

Caminhei um pouco pela cidade, que é super tranquila, fiquei na praça e depois peguei o ônibus para a rodoviária e outro para o Rio.

 

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Respeite a charrete!

 

Eu percebi que Petrópolis tem vários hoteizinhos delicia, em casarões antigos. Pode ser uma boa para quem quer descansar longe da cidade grande se hospedar em um deles por alguns dias e ficar só na piscina, na tranquilidade. A cidade também tem várias charretes que oferecem passeios para turistas. Elas saem da frente do Museu Imperial.

Dica importante para quem vai para Petrópolis de ônibus: se possível, sente na janela. E na ida e na volta, fique do lado esquerdo. É o lado de onde se podem ver as serras do Rio, que são absurdas de lindas.

 

 

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Conselho de amiga: sente na janela do lado esquerdo e veja isso

 

Depois da rodoviária, fui até a Praia do Flamengo e fiquei andando um pouco pela orla. Já eram umas 7 da noite, mas como estava muito calor, a galera aproveitou para correr, ir à praia ou levar as crianças para brincar. O Rio consegue ter esses momentos de sossego e contato com a natureza, uma delicia!

 

Sexto e último dia – Niterói, centro do Rio e volta para casa

Nós queríamos muito ir à Niterói, mas estávamos com medo de o passeio demorar e atrasarmos a volta para casa. Uma das funcionárias do hostel nos explicou que a barca para Niterói não demorava quase nada. Poderíamos ir tranquilas e decidimos arriscar. Pegamos um ônibus até a Praça XV e pedimos para o cobrador nos avisar o ponto das balsas. E ele: ah, o mergulhão! O cobrador não me esqueceu de avisar o ponto? Ele se deu conta só quando viu o ponto passando e começou a gritar para o motorista: para aí que as meninas vão desceeeeer! E o motorista me abre a porta no meio da rua, na pista do meio em uma rua de pista tripla! Lembra o que eu falei do trânsito maluco do Rio? Pois é.

Descemos e fomos até as balsas. Elas são o transporte diário de muita gente que mora em uma cidade e trabalha na outra, então a plataforma de embarque fica sempre lotada. Compramos o bilhete e em cerca de dez minutos o mergulhão fez a travessia. Mais uma vez, vale sentar na janela, a vista é lindíssima e quem gosta de fotografia vai se esbaldar.

 

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Vista do mergulhão

 

Ao lado do desembarque das balsas em Niterói tem um ponto de informações turísticas. Pedimos para o guia nos explicar como chegar ao Museu de Arte Contemporânea. Ele nos ensinou como chegar de ônibus, mas vimos o mapa, achamos que seria uma caminhada fácil e fomos andando. Resultado: caminhamos quase uma hora embaixo do sol e não chegava nuuuuunca! No fim a caminhada foi boa porque é só ir seguindo a orla e a paisagem é belíssima, mas nos cansamos muito.

 

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Orla de Niterói

 

O MAC é muito lindo. De suas janelas dá para ver boa parte de Niterói. Quem gosta de arquitetura vai se deslumbrar com a “loucura” do Niemeyer. E quem gosta de arte vai adorar o acervo.

 

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Olha o MAC aí

 

Pegamos um ônibus para voltar para as balsas e descemos na Praça XV do Rio. Aproveitamos para conhecer o Paço Imperial, que foi um prédio do governo durante o Império. Foi lá que a Lei Áurea foi proclamada e o Dia do Fico foi anunciado. O prédio foi restaurado e é lindíssimo. Quando fomos, estava rolando uma exposição de arte moderna e contemporânea com o acervo do Itaú Cultural e, nas janelas e entrada das salas, foram colocadas placas explicando o que aconteceu ali em que data, ou qual era o uso administrativo do lugar. Eu, como amante da História, me esbaldei! No Paço Imperial também tem um restaurante muito gostoso e com o preço honesto para a comida deliciosa que oferece. Almoçamos lá, pegamos o metrô e saímos correndo para o hostel e o aeroporto.

 

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Janelas do Paço Imperial vistas do pátio central

 

Pegamos táxi com um motorista muito comédia que ficou contando as aventuras mochileras dele: como foi para a Bolívia com 300 dólares, já dormiu embaixo da Torre Eiffel porque não tinha grana, um barato. Aí quando ele foi descer minha mala, falou: só que nos meus tempos de mochileiro eu não carregava tudo isso, não! Hahahaha!

Tirando o atendimento péssimo da Gol (atendente me deixou falando sozinha, virou as costas e saiu andando, minha mala foi entregue melada de novo e minha mochila chegou encharcada) ::carai:: , o voo foi uma delicia e, aí sim, eu vi o pôr-do-sol mais lindo da minha vida: o avião estava sobrevoando o Rio por cima das nuvens enquanto, no horizonte, o sol ia embora. Fiquei hipnotizada com tanta beleza. Se fosse só para ter ganho esse presente, a viagem já teria valido a pena.

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  • Membros de Honra

Bem legal seu relato. De fato, a "rivalidade" entre paulistas e cariocas existe, no máximo, no campo da brincadeira. Ninguém é discriminado por isso aqui, talvez no máximo por alguns idiotas, afinal, toda cidade tem deles. E a violência existe, é claro, mas é superdimensionada pela mídia. Todas as pessoas de fora que recebo aqui em casa atestam isso.

 

Olha, falta você voltar a Niteroi e conhecer duas das melhores praias do Rio de Janeiro - Camboinhas e Itacoatiara. E ver uma das melhores vistas, a do Parque da Cidade.

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  • Membros de Honra

Parabéns, MUITO bom relato. No ponto certo, ao menos do jeito que eu curto.

 

Achei interessante vc não ter ido ao Corcovado, isso não é comum entre turistas na cidade. :)

 

Com relação a aeroportos: sim, o Santos Dumont é bem mais central (se vc não tiver muita bagagem e se não chegar à noite ou num fim de semana, pode inclusive andar até a estação da Cinelândia de metrô) -- mas geralmente as passagens para o SDU são mais caras do que para o Galeão. Acho que vale +- a mesma regra do Guarulhos x Congonhas.

 

Taxi na saída do aeroporto: o ideal é pegar um amarelinho que roda pela bandeirada normal. Entretanto, dado que estamos falando de escolher uma das máfias presentes (não é incomum notícias de amarelinhos dando voltas mais longas ou com taximetro adulterado), acho que vc optou pela melhor forma.

 

Eu *acho* que o cobrador se referiu a "mergulhão" como o ponto de ônibus em que vcs ficariam (que fica num mergulhão embaixo da Praça XV). O que faz a travessia até Niterói é a barca. :)

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  • Membros

Olá!

 

Como bom carioca, adorei vc fazendo propaganda tão boa de nossa cidade! De fato, violência tem, mas nada de tão exagerado como a mídia divulga, é só tomar os cuidados básicos que todos de cidade grande já estão acostumados.

 

Volte mais vezes, viu! O tempo foi curto e não deu pra aproveitar outras maravilhas que tem por aqui. Indico o Parque Lage (um clip do Snoop Dog e um do Black Eyed Peas têm cenas filmadas lá) e é praticamento do lado do Jardim Botanico, o Cristo (claro), o Parque da cidade em Niterói tem uma vista absurdamente surpreendente, a praia de itacoatiara, tambem em Niteroi, a vista Chinesa, no meio da floresta da tijuca, e as praias da Macumba e Grumari (perto da Barra da Tijuca e Recreio)

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  • Membros

Muito bom seu relato, mais como aqui é um site de mochileiros vale ressaltar que o aeroporto Santos Dumont não tem vôo para todos os destinos do Brasil. Que do aeroporto do Galeão (Ilha do Governador) tem ônibus direto ao centro do Rio por R$ 2, 75, e do centro do Rio para qualquer lugar da capital do Rio de Janeiro por R$ 2,75. E que o metrô tem integração tanto com ônibus como com trens. As praias não têm públicos especifico e sim locais específicos em cada praia. Comer dentro do jardim botânico sai muito caro. No pão de açúcar qualquer morador do Rio (apresentando um comprovante), ou ter nascido no Rio (apresentando identidade ou certidão de nascimento) paga meia entrada.

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  • Membros

Oi gente!

 

Obrigada pelas dicas de lugares para conhecer, vou voltar mais vezes com certeza!

 

Mcm, não fomos ao Corcovado porque ficaria muito pesado para o orçamento e para a agenda ir lá e ao Pão de Açúcar, assim optamos por um e resolvemos deixar o outro para a próxima viagem. E eu entendi tudo errado a história do mergulhão? hahahaha, o cobrador chamou a balsa por esse nome várias vezes. Mas ele também era super confuso, não é fonte confiável não! ::hein:

 

Rodrigo, obrigada pelas dicas! O Rio é maravilhoso, sério! Sabia que a cidade era bonita e as pessoas seriam simpáticas, mas não imaginava o quanto.

 

G.Helio, valeu pelas dicas, nada como um "nativo" para nos explicar tudo melhor ::otemo:: . Eu acabei postando aqui o que me explicaram no hostel, me disseram por aí ou nos próprios meios de transporte. E , claro, o que aprendemos dando cabeçada...

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

Parabéns, pelo relato bem legal mesmo.

Bom como carioca, devo informa que oque você falou é bem verdade em relação as praias, elas são bem separadas mesmo a de ipanema é a mas descolada mesmo. Bom quanto a lapa, ela é muito boa pra mim o melhor lugar do rj,entretanto ela é boa a noite rs depois das 00:00 antes lá realmente não tem nada, depois desse horário o legal é que você vê gente de tudo qualquer jeito e de tudo qualquer lugar.

Mas uma vez parabéns pelo relato, e venha para cá mas vezes

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  • 2 semanas depois...

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