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Estrada Real a pé! (Diário de Viagem)

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A idéia de viajar pela Estrada Real surgiu a bastante tempo, e todas os meios de transporte (moto, carro, cavalo, etc) foram pensados, mas nunca de um modo mais sério!

 

Depois de muito planejamento e ansiedade, a idéia foi colocada em pratica em julho de 2008. Resolvemos percorrer (apenas eu e Paula, já que não tinha ninguém disposto a nos acompanhar) a pé o Caminho dos Diamantes, que tem +/- 350 Km de extensão e liga Diamantina/MG a Ouro Preto/MG!

 

No dia 16/jul/2008 saímos da Rodoviária do Tietê quase perdendo o ônibus que ia direto para Diamantina (pela Gontijo, R$110)! Essa deve ser a única empresa de transporte do Brasil que sai no horário certo e, nesse caso, 20h55 não virou 21h.

 

Embarcamos ouvindo reclamações dos funcionários e acabamos esquecendo de pegar os agasalhos na mala. Felizmente o motorista abriu o bagageiro na primeira parada. Ainda bem, pois o frio da madrugada não estava pouco.

 

O diário da viagem a seguir. Resolvi fazer 1 post para cada dia de viagem, para facilitar a leitura.

Espero que gostem...

 

[li=]Mais relatos e fotos em: http://sobreviagens.blogspot.com/[/li]

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(17/jul/08) Dia 1: Diamantina

As 11:00 da 5º-feira, depois de 3 paradas, frio e farofa, num ônibus velho e sem água, chegamos a Diamantina. A primeira coisa a fazer foi comprar um cartão telefônico (com ágio no preço sugerido) e ligar em varias pousadas, até resolvermos ficar no Hotel JK, que fica exatamente em frente da rodoviária.

 

Depois de instalados e de um banho, descemos até o Centro Histórico para comer pois já passava de 13:00 e ainda não tínhamos comido nada desde o dia anterior. Almoçamos no Restaurante Casa Velha. A comida era ótima, assim como o preço.

 

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Após o almoço, aproveitando que estávamos la embaixo, fomos visitar a Catedral Metropolitana; cuja fachada é simples e imponente, mas o interior não tem nenhum destaque se comparado às demais igrejas menores e mais antigas da cidade; o Museu do Diamante (R$1/estudante) e o Centro de Atendimento ao Turista, onde pegamos folhetos e mapas. Visitamos também a prefeitura – antiga Casa do Intendente – onde há um fosso de 9m, onde escravo que contrabandeavam diamantes eram jogados. Fomos à Associação de Guias de Turismo, onde conhecemos o Aguinaldo, guia de trilhas que por R$80 nos levaria para visitar parte do Caminho dos Escravos, o Morro do Cruzeiro e a Gruta do Salitre. Como achamos caro, prestei atenção nas explicações e decidimos ir por nós mesmos, no dia seguinte.

 

Durante a tarde, visitamos a Igreja de São Francisco de Assis (R$2/pessoa), em estilo rococó, que era utilizada pelos “brancos pobres” que é fascinante. Vistamos também a Casa da Glória, antigo convento e orfanato do séc. XVIII; e a Igreja do Carmo, que não pudemos ver devidamente, pois estava tendo missa. Ainda comemos no Café Mireiro, e tomamos um chopp no A Baiúca – e essa foi a “refeição” mais caras em Diamantina (quase R$15)!

 

Subimos até o hotel para colocar roupa de frio (à noite estava esfriando muito) e descemos novamente. Passamos no banco e jantamos um “Mixidão” (R$7 p/ 2 pessoas) no Restaurante Si.Si.Si. Andamos mais um pouco pela parte histórica de Diamantina na esperança de conseguir visitar mais alguma coisa, mas não tivemos sucesso. Resolvemos ir dormir às 22:00, já que toda a cidade parecia estar fazendo o mesmo ha algum tempo!

 

Informações locais:

  • Hotel JK: Largo Dom João, 135 - Fone: (38) 3531-1142 - (R$40/casal)

  • Rest. Casa Velha: R. Direita, 106 - Fone: (38) 3531-3538 - (R$13/Kg)

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(18/jul/08) Dia 2: Gruta do Salitre

Acordamos às 6:30, tomamos café as 7:15 já começamos a caminhada para a Gruta do Salitre. Seguindo nosso bom senso, os marcos da Estrada Real até a entrada para Milho Verde e pedidos de informação por garantia, chegamos à gruta em pouco menos de 2h de caminhada. Com muita poeira, ladeiras suaves e população local curiosa, percorremos o caminho de 9Km levando apenas pochete com o básico e água. A recompensa não poderia ser melhor e nenhuma palavra faria juiz à beleza que vimos. As fotos mostram, de uma forma bem reduzida, a beleza e a imponência tanto da gruta como do caminho.

 

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Como saímos da Gruta do Salitre pouco depois de 10:00 e precisávamos desocupar o quarto no hotel ao meio-dia, resolvemos pedir carona para voltar. Conseguimos numa parte do cominho, percorremos a pé o restante, e chegamos à pousada às 11:15. Tomamos banho, arrumamos as malas rapidamente e entregamos o quarto. Conseguimos deixar as mochilas guardadas no hotel e fomos almoçar no Jequitilanches (R$5 o PF grande).

 

Depois de almoçar, visitamos o Corpo de Bombeiros, cuja cede é na antiga Estação Ferroviária, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em estilo neo-gótico e o seminário anexo de mesmo nome (que não constam na lista de atrativos oficiais da cidade, mas não deve-se deixar de conhecer).

Resolvemos ir de ônibus para São Gonçalo do Rio das Pedras, compramos as passagens para as 15:30 (horário único, R$8/pessoa, pela Vale do Ouro), pegamos as malas no hotel e embarcamos sem nem esperar.

 

Ônibus velhos e lotado, viagem de 1:30, seguindo pela Estrada Real num trecho poeirento, com ladeiras íngremes, curvas acentuadas e muito calor. Passamos pelos povoados de Vau e Ribeirão, descemos no bucólico centro de São Gonçalo do Rio das Pedras (o ônibus continuou) e fomos procurar um lugar para ficar. Na preguiça, acabamos ficando na Pousada Pequi, a primeira que encontramos. Pelo menos o banho era bom! Dormimos cedo, pois nem TV ou rádio tinha no quarto, logo depois de jantar uma feijoada na pousada para chamar o sono.

 

Informações locais:

Pousada Pequi: R. Jatobá, S/n - Fone: (38) 9971-0996 - (R$70/casal)

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(19/jul/08) Dia 3: Até Milho Verde

Acordamos às 7h para arrumar as coisas e seguir viagem, afinal, seria o primeiro dia que efetivamente viajaríamos a pé. Tomamos café da manhã e às 8h começamos a caminhar para conhecer a Cachoeira do Comércio, logo no centro. Devido à época de estiagem, não havia muita água e, apesar de ter 60m de altura, não dava nem pra ver a cachoeira direito. Olhamos apenas o entorno, os "vira-latas pescadores" e seguimos viagem. Além da cachoeira, apenas muros de pedra feitos por escravos nos chamaram a atenção, pois nem chegamos a visitar as igrejas locais.

 

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A caminhada até Milho Verde foi tranqüila. A Estrada Real nesse trecho é bastante movimentada e bem sinalizada e as subidas e descidas são poucas e suaves; resultado chegamos a Milho Verde na hora do almoço e com apenas 1h parada pra descanso.

 

Depois de cogitar um camping e pedir informações no Centro de Atendimento ao Turista mais mal humorado possível, acabamos nos hospedando na Pousada Morais com pensão completa! Não poderíamos ter ficado em lugar melhor, e não somente pelo preço o lugar é muito pitoresco e atrai os mais variados tipos de viajantes; de pessoas que farão apenas 1 refeição a visitantes “da casa” que ficam semanas. Para completar, as refeições eram feitas numa grande mesa coletiva e a comida, deliciosamente simples, ficava no fogão à lenha para que todos (não apenas os hóspedes) se servissem à vontade, o que torna quase impossível não acabar conhecendo as pessoas à mesa, trocar experiências e conselhos e pontos interessantes no caminho. Chegamos 12h30 e tivemos que esperar o quarto ser arrumado e o almoço ficar pronto (o gás tinha acabado). D. Anete, a mãe da casa, já estava incomodada por não poder “resolver o problema” do atraso. Almoçamos 13h30 e só então fomos entrar no quarto.

 

À tarde, fomos, de chinelo, na Cachoeira do Moinho, que era a mais perto da cidade e estava bem cheia de gente. O acesso à cachoeira, que fica a apenas 1km da cidade (pela Estrada Real) é uma ladeira muito inclinada, chão de cascalho, terra vermelha seca e muita poeira. A cachoeira não tinha nada de diferente das cachoeiras habituais, exceto pelos 2 moinhos de água, feitos de pau-a-pique, que não funcionam mais. Na volta para a pousada, tomamos uma cerveja no Armazém Bar (um lugar, no mínimo, peculiar) e ao chegar fomos tomar um banho para tentar tirar o pó (que não saiu todo, graças à brilhante idéia de irmos de chinelos) e logo jantar. Acabamos dormindo antes das 21h.

 

Informações locais:

  • Camping do Ademar: R. do Campo , 145 - Tel:(38) 3541-4013 - (R$10/pessoa)
    Pousada Morais: R. Direita, 76 - Tel:(38) 3541-4014 - (R$60/casal, depois de muito choro)

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(20/jul/08) Dia 4: Rumo a Serro

Acordamos às 7h para arrumar as coisas pro primeiro dia que prometia ser realmente difícil: seriam 21km percorridos (segundo o mapa) e até então não tínhamos percorrido nem metade disso em um só dia.

 

Tomamos café e saímos às 8h15. O sol já estava quente, mas o calor ainda aumentaria: o caminho estava só começando. Esse foi o primeiro grande erro do dia: sair tarde demais, deveríamos ter saído antes das 7h.

 

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Apesar da inclinação bastante íngreme da Estrada Real nesse trecho, o ritmo de caminhada estava ótimo e chegamos ao povoado de Três Barras (7km depois) em 2h. No último quilômetro, fomos acompanhados pela Dona das Dores, moradora local que nos mostrou uma cachoeira próxima onde resolvemos fazer nossa segunda parada de descanso do dia. Descansamos bastante tempo, enchemos os cantis no único bar e nos despedimos da Dona das Dores, recusando o convite para almoçar – segundo grande erro – por achar que era muito cedo, e seguimos para Serro.

 

Meio à vegetação do serrado, às montanhas pedregosas da Serra do Espinhaço, aos rios e riachos, seguimos pela Estrada Real, que insistia em transpor todos os morros da deslumbrante paisagem. Entre subidas, descidas, sol e poeira o caminho nos presenteava com as mais belas paisagens e esculturas naturais, e ao mesmo tempo, cobrava inclemente nossas costas e nossos pés. Há menos de 7km de Serro, o trânsito de locais aumentou, mas por ser domingo, nada de ônibus, caminhões ou caronas. A Paula já estava com tantas bolhas nos pés que mal podia caminhar e as mochilas pareciam ficar mais pesadas à medida que a água acabava. Há 5km, recusamos a carona de um táxi – terceiro grande erro. A partir desse ponto, o ritmo de caminhada caia constantemente e, se pela manhã caminhávamos aproximadamente 4km por hora, apesar das subidas, agora íamos à metade da velocidade, se o terreno fosse plano! Às 16h45 avistamos Serro do morro mais alto do relevo local. Olhamos para trás e percebíamos que passamos nesse mesmo dia pelo último morro que conseguíamos enxergar, e que toda a paisagem que enxergávamos da Estrada Real, já possuía nossas pegadas. Mas Serro é visível muito antes de se chegar, efetivamente, ao centro da cidade e embora a visão nos motivasse, o almoço que não tivemos e o cantil seco dificultava a chegada.

 

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Caminhamos mais quase 2km à beira de uma estrada asfaltada e na entrada da cidade, no bairro do Gambá, paramos para o último descanso em uma praça. Enquanto fui ao único posto de gasolina comprar água e alguma coisa para comer, a Paula esperou na praça com as mochilas. Ao retornar, descobri que uma moradora local nos ofereceu pouso e comida – o que, nos dias de hoje, não imaginávamos que poderia acontecer, mas já era a segunda vez nessa viagem. Não aceitamos o convite, mas aceitamos a carona que o irmão dela nos ofereceu até uma pousada no centro da cidade. Hospedamos-nos na Pousada Matriz (R$50 o casal), tomamos um banho e quase não conseguimos sair para jantar, tamanho era o esgotamento. Acabamos saindo para comer no lugar mais próximo possível: Bar Zé Lindolfo, muito freqüentado pelos moradores locais. Voltamos para a pousada e desmaiamos.

 

Informações locais:

  • Bar Zé Lindolfo: Pça. Dr. Andrade, 28 - Tel:(38) 3541-1633 - (R$6/PF)
    Pousada Matriz: R. Alferes Luiz Pinto, 82 - Tel:(38) 3541-1591 - (R$25/pessoa)

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(21/jul/08) Dia 5: Serro encanta!

Acordamos perto de 8h30, tomamos um bom café da manhã (com direito ao famoso queijo de Serro, claro!) e já saímos para conhecer melhor a cidade, tirar dinheiro (desde Diamantina não havia agências bancárias) e lavar as roupas. As roupas resolvemos ainda na pousada: acertamos com a mulher da pousada mesmo e ela lavou nossas roupas (R$1 a peça) por lá. O dinheiro também não foi problema, pois tinha agência do Banco do Brasil na cidade e Correios, que funciona como banco postal para o Bradesco.

 

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Resolvidas as necessidades emergenciais, fomos conhecer a Igreja Nossa Senhora do Carmo, que fica bem no centro da cidade, logo em frente ao casarão onde hoje funciona a Prefeitura e a Câmara Municipal. A igreja é realmente impressionante e em nada fica devendo às mais belas que vimos em Diamantina. Andando pela cidade, passamos em frente a várias outras pousadas e resolvemos dormir em outro lugar na próxima noite. Antes da hora do almoço levamos nossas coisas para a Pousada Serrana e a relação custo X beneficio não poderia ser melhor. Em seguida fomos almoçar no Restaurante Rancho Serrano, e a comida estava ótima.

 

Fomos ver também a antiga Casa do Barão de Diamantina (que, pasmem, fica em Serro!) e logo depois do almoço, por orientação do monitor Alexandro da Igreja Nossa Senhora do Carmo, procuramos pelo Rogério na Igreja Nossa Senhora da Conceição – que estava em restauração – que nos deu uma verdadeira aula, não apenas sobre a igreja e sua arte sacra, como também sobre o processo de restauração e sobre toda a cidade (de sua história à condição atual) e digo, sem exagero, que essa conversa com o Rogério foi determinante para a boa impressão que tivemos sobre a cidade. Inesperadamente, ele ainda nos mostrou a igreja, mesmo ainda sendo restaurada e como ocorre todo o processo. Depois de conversar bastante, fomos visitar a Igreja do Bom Jesus do Matozinho (ainda em restauração, mas que também conseguimos visitar) e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde recentemente caiu um raio (ira dos céus?! rsrs) e por isso estava interditada. Depois de muito passear, voltamos às necessidades de viajantes: buscar as roupas lavadas, passar numa Lan House para descarregar as fotos, e jantar. Dormir cedo não foi problema depois de tanta coisa.

 

Informações locais:

  • Pousada Serrana: Trav. Magalhães, 55 - Tel:(38) 3541-1949 - (R$70/casal)
    Rest. Rancho Serrano: R. General Osório, 5 - Tel:(38) 3541-2095 - (R$15/kg)

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(22/jul/08) Dia 6: Serro fica para trás

Acordamos cedo novamente e tomamos o melhor café da manhã até então! Fomos logo cedo visitar a Igreja de Santa Rita e embora a escadaria fosse intimidadora, para quem já andou tanto quanto havíamos andado, não nos importamos e subimos. Realmente valeu a pena, mesmo que a restauração recente não tenha revelado toda a beleza da arte sacra presente nela.

 

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Aproveitamos que estávamos lá no alto e fomos ver a PUC, que funciona em Serro desde 2003 e está instalada num antigo convento; e a Capela São Miguel, em estilo neogótico e cemitério anexo. Logo em seguida, descemos para visitar o Museu Casa dos Ottoni (R$1/estudante) e a Chácara do Barão de Serro, que está sendo restaurada, e então fomos almoçar no Restaurante Vila do Príncipe, que achamos mediano.

 

Depois de almoçar, liberamos o quarto e novamente pudemos deixar as mochilas guardadas na pousada. Fomos novamente conversar com o Rogério e ficamos até as 15h jogando conversa fora, horário em que sairia o ônibus para Conceição do Mato Dentro (3 horários, R$6,30/pessoa, pela Vale do Ouro). O ônibus era como o que pagamos em Diamantina e o caminho também não foi muito diferente: no início, mais plano, e a partir da metade, muitas subidas e descidas bem inclinadas. Serro foi a cidade de que mais gostamos, tanto pela cordialidade dos locais como pela cidade, minúscula e povoada de bustos por todos os lados.

 

Chegamos a Conceição do Mato Dentro pouco antes das 18h e passamos por várias pousadas antes de decidir ficar na Pousada JK e jantar na pizzaria Brasitalia, onde gastamos R$16 e chegamos à conclusão obvia: “em Minas Gerias, coma comida mineira; não italiana!” Voltamos para a pousada, tomamos um excelente banho e fomos dormir já era quase 22h30 (o dia em que fomos dormir mais tarde).

 

Informações locais:

  • Pousada JK: Av. JK , 670 - Tel:(31) 3868-1543 - (R$60/casal)
    Rest. Brasitalia: R. Joaquim Américo, 120 - Tel:(31) 3868-1178
    Rest. Vila do Príncipe: R. Antônio Honório Pires, 11 - Tel:(38) 3541-1030 - (R$16/Kg)

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(23/jul/08) Dia 7: Salão de Pedras

As 9h acordamos e fomos visitar o centro histórico de Conceição de Mato Dentro, mas descobrimos que é praticamente inexistente e bastante descaracterizado – uma pena. Aproveitamos e passamos no Centro de Informações Turísticas e descobrimos que a grande maioria das atrações turísticas por aqui são longe (mais de 20km de morros, claro!) e não há ônibus ou qualquer tipo de transporte público que faça o trajeto. Para ajudar, ônibus intermunicipal, somente para Belo Horizonte ou Serro! Como o turismo em Conceição do Mato Dentro é para pessoas que estão motorizadas, que não era o nosso caso, decidimos ficar o mínimo nessa cidade!

 

Ainda pela manhã, visitamos tudo que havia de interessante referente à parte histórica e cultural na cidade. Fomos até à Matriz Nossa Senhora da Conceição e infelizmente, constatamos que ela está praticamente em ruínas, e não pudemos visitá-la. A Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos estava fechada nas duas vezes que tentamos visitá-la. O Sobrado da Prefeitura está muito mal conservado, por dentro e por fora. O Chafariz da Praça Dom Joaquim, embora ainda esteja lá, não funciona mais. A antiga Casa de Câmara e Cadeia está conservada, assim como o Colégio São Joaquim e o Mercado Municipal, que ainda são utilizados hoje.

 

O que realmente valeu a pena visitar foi o Santuário do Bom Jesus de Matozinhos: a construção, que é recente e em estilo eclético, é bem diferente de tudo que tínhamos visto até então. O altar-mor merece ser conferido com atenção, assim como os vitrais e a vista panorâmica do lado de fora. Almoçamos cedo no Solar da Lili, que não merece destaque.

 

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À tarde estava um calor infernal, como o de costume, e achamos melhor esperar até as 14h para iniciar a caminhada até o Parque do Salão de Pedras, a única atração natural que se pode visitar a pé, pois fica a 3km da cidade, e rendeu fotos belíssimas. O caminho foi fácil e às 15h já estávamos lá, tendo passado pelo Pocinho Azul (que de azul não tinha nada!). Ficamos por lá até perto de 16h30 e voltamos, chegando na pousada tranqüilamente antes do anoitecer.

 

Resolvemos ir para Belo Horizonte por falta de alternativas e de lá para Barão de Cocais. Infelizmente, Conceição de Mato Dentro mostrou-se a cidade mais “urbanizada” e a mais sem graça até então.

 

Informações locais:

  • Solar da Lili: R. Raul Soares, 29 - Tel:(31) 3868-1276 - (R$19/Kg)

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(23/jul/08) Dia 8: Ônibus

Acordamos às 8h, tomamos café da manhã e pegamos o ônibus de 10h30 para Belo Horizonte (vários horários, R$30/pessoa, pela Vale do Ouro). Era o mesmo ônibus que pegamos de Serro até aqui, igualmente ruim, e como não o pegamos na rodoviária, não tínhamos lugares certos. Foram 4h30 de viagem poeirenta, sacolejando no calor e com direito a vômito (que, pelo menos, foi na frente e nós estamos no fundo). Dos lugares por que passamos nesse trecho de ônibus, certamente a Serra do Cipó merece destaque!

 

Chegamos a Belo Horizonte e nem saímos da rodoviária (que, por sinal, é bastante funcional); apenas comemos um lanche e enrolamos até as 17h, que era quando partia o ônibus para Barão de Cocais (vários horários, R$25/pessoa, pela Pássaro Verde). O ônibus não era novo, mas era bem melhor que os anteriores, e a viagem durou pouco menos de 2h.

 

Chegando a Barão de Cocais, fomos logo procurar uma pousada e acabamos ficando no Hotel Caraça, o único onde tinha vaga para casal. Deixamos as coisas e fomos procurar uma Lan House para descarregar as fotos. Aproveitamos e fomos comer algo na praça, que estava movimentada por conta do festival Pés de Pomba. Ironicamente, foi só aqui (e não em Conceição do Mato Dentro) que consegui comer o tão falado pastel de angu, que é bem gostoso (lembra um risole). Fomos dormir as 23h sem saber bem o que fazer no dia seguinte.

 

Informações locais:

  • Hotel Caraça: Av. Getúlio Vargas, 803 - Tel:(31) 3837-1432 - (R$50/casal)

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(24/jul/08) Dia 9: Barão de Cocais e Mariana

Acordamos perto de 8h30 e fomos tomar café. Na saída da pousada, conhecemos o Marquinho que nos ofereceu uma carona pra Cocais, na hora do almoço; que aceitamos prontamente. Ficamos enrolando durante toda a manhã e aproveitamos para conhecer o Santuário São João Batista, aparentemente a única atratividade, além da mineração, na cidade.

 

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Ao meio dia fomos com o Marquinho para o distrito de Cocais e, como ele nasceu lá, foi nos contando sobre a história e a geografia do lugar. Almoçamos no único lugar possível em Cocais (R$6 o PF) e visitamos o que foi possível. O distrito de Cocais está sendo gradativamente descaracterizado e o pouco preservado estava fechado. Uma pena, pois o distrito, a 8km de Barão de Cocais, poderia usufruir turisticamente da preservação histórica e cultural. Infelizmente, não visitamos o Sítio Arqueológico da Pedra Pintada, nem a cachoeira, pois a Paula ainda não estava conseguindo colocar tênis, e voltamos para Barão de Cocais.

 

Às 18h pegamos o ônibus para Mariana (vários horários, R$20/pessoa, pela Vale do Ouro) e já era quase 21h quando descemos no centro histórico e nos descobrimos no meio do Festival de Invernos de Mariana e Ouro Preto! Na verdade nós sabíamos do festival, mas planejávamos chegar depois dele; viajar de ônibus adiantou nosso cronograma. Rodamos quase 1h para encontrar um lugar pra dormir. Acabamos ficando na única opção, Pousada Chafariz, um lugar meramente aceitável, exceto pelo preço. Chegamos, tomamos banho e dormimos! Nem assistir ao show do Arnaldo Antunes DE GRAÇA nós fomos!

 

Informações locais:

  • Pousada do Charafiz : R. Cônego Rego, 149 - Tel:(31) 3557-1492 - (R$132/casal)

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(25/jul/08) Dia 10: Mina da Passagem

Acordamos as 7h, tomamos café da manhã e saímos ainda sem saber onde dormiríamos esta noite – chegamos a considerar passar a noite em claro, já que não havia vagas em nenhum lugar na cidade – e a pousada onde estávamos estava lotada para esta noite devido a reservas antecipadas.

 

Saímos para visitar a cidade e, conforme passávamos em frente a pousadas e hotéis, procurávamos vagas para a noite. Vistamos a Catedral Nossa Senhora da Assunção (Igreja da Sé) (R$2/pessoa) e depois na Casa da Cultura e o Centro de Informações Turísticas, ambos ineficientes ao prestar auxílio. Conhecemos ainda a Igreja de São Francisco de Assis (R$2/pessoa), a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Praça Dr. Gomes Freire, o antigo prédio da Casa de Câmara e Cadeia, a Capela de Sant'Ana, que estava fechada, e a Igreja de N. Sra. do Rosário. Por sorte e indicações, conseguimos uma vaga na Pousada Getsêmani, meio longe do centro histórico, mas na nossa situação, melhor seria difícil.

 

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Logo após mudar de pousada, comemos no "Restaurante" Rancho (PF por R$5/cada), que é mais uma boteco, e fomos pegar o ônibus para a Mina da Passagem (R$24/pessoa). Passeio fantástico e totalmente diferente dos que fizemos até então onde passamos a tarde inteira, pois voltamos só as 17h; valeu muito a pena. Na volta, ainda passamos para ver as igrejas com a iluminação noturna e voltamos para a pousada.

 

Tomamos um banho e saímos para tentar jantar, o que foi impossível! Todos os lugares estavam abarrotados de pessoas e a cidade como um todo estava igualmente cheia; inclusive as ruas, lotadas de carro (até parecia São Paulo)! Ficamos pela rua um tempo, assistimos ao show do Zeca Baleiro na Praça Minas Gerais, "jantamos" um salgado e voltamos para dormir.

 

Curiosamente, esse foi o primeiro dia nublado na viagem inteira! Ainda assim, estava muito calor, mas o sol de verão deu uma folga!

 

Informações locais:

  • Pousada Getsemani: R. Vereador Roberto Brandão Guimarães, 10 - Tel:(31) 33557-2667 - (R$100/casal)

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(26/jul/08) Dia 11: Trêm para Ouro Preto

Como seria nosso último dia em Mariana, acordamos as 6h30, arrumamos tudo e fomos tomar café da manhã. Saímos tão cedo que, no centro histórico as atrações ainda estavam fechadas! Aproveitamos então para ir à Estação Ferroviária de Mariana comprar os bilhetes para Ouro Preto Trem da Vale, R$9/estudante, só de ida) à tarde e, aproveitando que ainda era cedo e subimos, dessa vez de dia, para visitar a Igreja de São Pedro dos Clérigos (R$2/pessoa), cuja vista e decoração são impares, e as Igreja de São Francisco dos Cordões e a Igreja Nossa Senhora das Mercês, que estavam fechadas. Depois fomos conhecer o Museu da Música, que funciona no antigo Palácio dos Bispos. Já perto da hora do almoço, fomos ao Museu Arquidiocesano de Arte Sacra (R$1/estudante) e ficamos o máximo que podemos. Saímos correndo para pegar as malas e de lá para a estação de trem e, na correria, o almoço se resumiu a um salgado. Chegamos à estação e logo o embarque foi pontualmente anunciado.

 

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Entre túneis e vistas panorâmicas, a viagem de trem durou 1h e chegamos a Ouro Preto as 16h30. Subimos (e que subida) até o centro histórico, passamos no Centro de Informações Turísticas e fomos, novamente, procurar onde dormir. Como a cidade ainda estava cheia por causa do festival, não tivemos escolhas e nem preços módicos: ficamos na Pousada Ouro Preto, tomamos banho e dormimos.

 

Informações locais:

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(27/jul/08) Dia 12: Igrejas em Ouro Preto

 

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Acordamos cedo, tomamos café e fomos resolver “problemas”: descarregar a maquina digital que já estava lotada de novo, mandar postais e, principalmente, arrumar um lugar mais barato para ficar, pois percebemos que os gastos já excediam o previsto e Ouro Preto tem MUITA coisa a ser conhecida (também, não esperava menos de um Patrimônio Histórico da Humanidade!). Ficamos a manhã todas nessas tarefas e, ao final, arrumamos um lugar ótimo: Pouso Café com Arte extremamente bem localizada e arrumada.

 

Depois de mudar as coisas de lugar, almoçamos um PF excelente (R$6/cada) no Restaurante do Tomáz e começamos a visitar a cidade. Fomos à Igreja de Nossa Senhora do Carmo (R$2/pessoa) e em seguida ao Museu do Oratório (anexo, R$1/estudantes), onde ficamos quase 2h. Depois fomos à afamada Igreja de São Francisco de Assis (R$2/pessoa) e no Matriz de Nossa Senhora da Conceição (R$2/pessoa) e no Museu Aleijadinho (anexo, R$1/estudante), e lá ficamos até as 18h. Depois de tanta movimentação, dormir rápido foi inevitável e nem o jantar foi lembrado!

 

Informações locais:

  • Pouso Café com Arte: R. das Mercês, 45 - Tel:(31) 3552-2671 - (R$75/casal, internet grátis)

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(28/jul/08) Dia 13: Ladeiras em Ouro Preto

 

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Acordar cedo todo dia não é fácil. Pela manhã a neblina e o frio não são pouco. Acordamos as 7h30, mas até tomar coragem, café da manhã e sair já era quase 9h. Fomos então levar as roupas pra lavar perto da Estação Ferroviária. Aproveitando que já tínhamos descido e visitamos a tão falada Matriz de Nossa Senhora do Pilar (R$2/estudante), tida como a terceira igreja mais rica do Brasil, a Igreja do Bom Jesus do Matozinho e o convento anexo, a menos interessante até então em Ouro Preto. Na volta, visitamos a fabulosa Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (R$2/pessoa) e perambulamos um bom tempo até encontrar a Capela de Nossa Senhora do Bonfim e a Capela de São José, que estavam fechadas.

 

Almoçamos no Acaso85, o estabelecimento comercial mais impressionante em que entramos em toda a viagem. De barriga cheia, encaramos ladeiras bastante íngremes para visitar a Igreja São Francisco de Paula (R$2/pessoa). Depois, aproveitando a proximidade, fomos à rodoviária e já compramos as passagens para São Paulo (3 horários, R$97,50/cada, pela Útil) para 5º-feira as 18h30. Na volta, visitamos a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia (ou Mercês de Cima), que já explica muito e o Teatro Municipal (R$1/estudante), o mais antigo ainda em funcionamento das Américas.

 

Novamente não deu tempo de jantar! Voltamos para tomar banho e eu saí para conhecer o Guiordano (que eu conheci pelo CouchSurfing antes) mas a Paula preferiu ficar dormindo. Fomos ao Barroco, na rua direita, e ficamos ate 21h30 conversando, tomando cerveja, comendo coxinha (das melhores que já comi até hoje) e mandioca!

 

Informações locais:

Acaso85: Largo do Rosário, 85 - Tel:(31) 3551-2397 - (R$22/kg)
Barroco Bar: R. Conde de Bobadela, 106 - Tel: (31) 3551-3032

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(29/jul/08) Dia 14: Horto dos Contos

 

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Saímos já era quase 9h e ainda estava frio, embora a névoa já tivesse dissipado. Pegamos um ônibus até a rodoviária (R$1,40/cada) e fomos percorrer o Horto dos Contos desde o alto. Todas as recomendações não foram exageradas: o caminho é muito bonito e cheio de vistas panorâmicas da cidade. O percurso demorou 1h30 e o único problema é a sujeira e o cheiro de esgoto a partir da Casa dos Contos (a parte mais movimentada da cidade), de resto só elogios!

 

Aproveitamos que estávamos novamente na parte baixa e fomos novamente até a Estação Ferroviária de Ouro Preto para visitar com calma e sem muito movimento o museu lá instalado. Demoramos pouco mais de 1h e aproveitamos para pegar a roupa limpa (R$2/kg) antes de subir de volta até a pousada.

 

Almoçamos no Restaurante Casa dos Contos (e se tivesse pago a metade, ainda não teria valido a pena!) e fomos visitar o Museu da Ciência e Técnica (R$2,50/estudante) e ficamos lá por 2h30 e mesmo assim não conseguimos ver tudo (a parte de Mineralogia é muito ampla)! Quando o museu fechou, as 17h00, fomos à Casa dos Contos (R$1/pessoa; estudante NÃO paga meia!) e tivemos apenas 50min para ver tudo, que não foi suficiente para ver com calma. Voltamos para a pousada as 18h15, morrendo de frio (quando o sol de inverno se põe em Ouro Preto, esfria rápido demais). Tomamos banho e fomos dormir novamente sem jantar.

 

Informações locais:

  • Restaurante Casa dos Contos: R. Camilo de Brito, 21 - Tel:(31) 3551-5359 - (R$30/pessoa)

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(30/jul/08) Dia 15: O último dia

 

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Tentamos sair da pousada mais cedo, mas não conseguimos! Saímos só as 9h, já deixando as coisas todas arrumadas, e fomos na Mina do Chico Rei (R$5/estudante). Os túneis são estreitos e sem sustentação, ao contrario da Mina da Passagem. O chão e as paredes são de terra, goteja água, a iluminação é precária e o uso obrigatório de capacete não é nenhum exagero. Ainda bem que fomos de bota porque, mesmo com firmeza nos pés, precisamos apoiar as mãos em vários trechos.

 

Saímos da mina e fomos conhecer a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões (Mercês de Baixo), mas não sei por que estava fechada. Fomos então comprar lembranças na feira em frente à Igreja de São Francisco de Assis e depois terminar de arrumar as coisas e liberar o quarto.

 

Deixamos tudo guardado por lá mesmo e finalmente fomos visitar o Museu da Inconfidência (R$2,50/estudante); onde ficamos 2h30. Logo que saímos fomos almoçar no lugar mais próximo possível (R$5 o PF) e fomos terminar de visitar o Museu da Ciência e Técnica, que não tivemos tempo de ver inteiro no dia anterior. As duas partes que faltavam, tomaram apenas 30min e às 16h já tínhamos visto tudo que planejamos para o dia.

 

Aproveitamos o tempo que sobrou para procurar e comprar mais lembranças. As 17h pegamos as coisas e fomos para a rodoviária, de o ônibus circular, que foi rápido. As 18h já estávamos no ônibus para São Paulo, que estava em péssimo estado de conservação e parou em todas as cidades, postos, bares e pontos de ônibus existentes no caminho. A viagem durou 12h e foi a pior de todas dessa viagem. Chegamos novamente à Rodoviária do Tietê e ainda tivemos que ir até Caraguatatuba pela Litorânea, mas esse problema já é rotina.

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(Estrada Real a pé) Conclusões e Referências

 

Toda viagem, por mais planejada que seja, sempre é cheia de imprevistos! Então, depois que a viagem acaba, vale a pena fazer um balanço do que deu certo e o que deu errado na viagem como um todo. Assim aprendemos com nossos erros e propagamos os acertos.

 

Nossas preocupações: violência, ferimentos, gastos excessivos, falta de água e desorientação; felizmente não se concretizaram. No trecho que percorremos da Estrada Real, vimos sinalização freqüente (a cada 3km, em média) e funcional, não havendo confusão quanto a qual caminho seguir ou sobre distâncias. Os gastos excederam pouco o que esperávamos. Os únicos ferimentos foram as bolhas nos pés da Paula. Água, comprada ou não, sempre esteve disponível ao longo da estrada. E nem sinal de violência por onde passamos, apenas cordialidade e hospitalidade.

 

Das decisões que tomamos no planejamento, as CERTAS foram:

  • Ter iniciado por Diamantina e terminado em Ouro Preto, e não o contrario! Ouro Preto é tão mais impressionante que todo o resto que, sendo a última cidade, coroou esplendidamente a viagem. Se tivéssemos começado por ela, tudo o que vimos depois teria sido ofuscado. Do ponto de vista de custos também, pois os gastos em Ouro Preto foram os mais altos da viagem e se tivéssemos começado por lá o final da viagem poderia ter sido comprometido por falta de dinheiro.

  • Ter levado pouco dinheiro e utilizado cheque sempre que possível. Não ficamos 4 dias sem encontrar um banco. Assim minimizamos a paranóia referente a assaltos.

  • Ter levado os cabos da maquina digital, pois embora a minha utilize o cabo USB padrão, em nenhum lugar havia disponível.

  • Ter levado tênis (solado de látex, para dar mais firmeza no calçamento de paralelepípedo das cidades, é recomendado) e chinelo. Afinal, na cidade você não precisa andar de bota. Já o chinelo, é imprescindível caso seu pé forme bolhas ou machuque. Valem o peso extra.

  • Ter consultado o Google Earth antes. O Caminho dos Diamantes é bastante visível em quase toda a sua extensão e as fotos dos usuários “marcam” várias atrações interessantes!

E as ERRADAS:

  • Ter levado roupa em excesso (principalmente de frio) porque não foram necessárias e deixaram as mochilas pesadas.

  • Ter levado coisas para acampar, que não utilizamos. Esse erro nos fez carregar 7kg a mais, totalmente desnecessários! Só leve equipamento de camping se você realmente pretende acampar, e não por precaução.

  • Não ter levado uma mochila de ataque. Pochetes não substituem mochilas, pois não comportam garrafa d'água, agasalho e eventualmente um chinelo junto com todas as outras coisas necessárias. Uma mochila de ataque para cada 3 pessoas facilita bastante.

 

Arquivos e Referências:

Mapa do Caminho dos Diamantes

 

  • Marcações do Google Earth
CaminhosdosDiamantes.kmz

 

  • Planilha de Gastos
CaminhodosDiamantes-Gastos.pdf

 

  • Checklist para o Caminho dos Diamantes
CaminhodosDiamantes-Checklist.pdf

 

  • Plano de Viagem
CaminhodosDiamantes-Planodeviagem.pdf

 

  • Cronograma de Caminhada
CronogramadeCaminhada.pdf

 

Planilha sobre o Caminho dos Diamantes (muito detalhada)
Site original: http://www.4x4semlimites.com.br/?url=noticias.asp&id=60

 

[li=]Mais informações, fotos e relatos em:

http://sobreviagens.blogspot.com/[/li]

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ola...otavio parabens pelo seu relato, viagem incrivel...vi que vc é de são carlos. moro perto de vc em dourado. tbm qro fazer uma viagem como q vc esta planejando para bolivia, peru, chile , argentina e uruguai..mas somente em set/ out de 2010. caso vc for nessa data podemos ir juntos ou como mais galera...caso for antes vc poderia me passar algumas informações...sobre oroteiro, hoteis, custo em geral....qto mais informação melhor!

 

obrigado! e boa viagem!

 

meu e-mail p contato - [email protected]

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Voce fez o caminho com calma visitando os atrativos possiveis, parabens pela descrição, mas, teria como detalhar +/- o que foi gasto com comida e hospedagem?!, vi que colocou alguns valores, mas existiram outros gastos alem?

 

Valeu pela ótima descrição e dicas, quero fazer o caminho fim deste ano

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... mas, teria como detalhar +/- o que foi gasto com comida e hospedagem?!, vi que colocou alguns valores, mas existiram outros gastos alem?

 

Ola ...

Os meus gastos estão todos na planilha de gastos (disponivel no ultimo post) ... inclusive comida e hospedagem! Mas se voce ver direito nos posts, vera que as pessoas que foram não tinham problemas em comer de tudo, e em lugares baratos! (afinal, a comida dita "simples" em MG é uma delicia! :lol: )

Alem desses gastos, ha apenas presentes (que nao contabilizei na planilha por nao ser algo muito pessoal)

 

Qualquer outra duvida, é só falar!

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