Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados

  • Membros

[info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de San Juan e os parques próximos - Parque Provincial Ischigualasto e Parque Nacional Talampaya, nas províncias de San Juan e La Rioja. Hospedagem, alimentação, agitos e locomoção. Se você já conhece alguma destas localidades conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info]

 

 

Esta região deveria estar na mira de nós, turistada brasileira (fora os que jogam latinhas de cerveja pela janela)! Há lugares muito legais para se visitar. Procurem ver nos sites das províncias neste site: http://argentour.com/es/mapa/index.php.

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 1 ano depois...
  • Respostas 42
  • Criado
  • Última resposta

Mais Ativos no Tópico

  • Membros

Oi pessoal, irei fazer uma viagem ao Chile em novembro para um congresso e quero dar uma desviada para Argentina pra conhecer uns parques que ficam mais próximos de Santiago. Existem dois parques nacionais na Argentina, próximos à Santiago: O Talampaya e o Ischigualasto. Alguém conhece esses parques? qual o melhor pra conhecer em termos de belezas naturais? Só terei tempo de ir a um deles. Espero que alguém possa me ajudar.

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 2 meses depois...
  • Membros

Olá.

Passarei por esses parques no começo do ano de 2009.

to procurando informações a respeito da geolgia e geomorfologia...para tentar entender melhor como aquela região maravilhosa foi formada...

Encontrei um site, o

http://www.parquesnacionales.gov.ar/03_ap/36_talampaya_PN/36_talampaya_PN.htm

Vale a pena perder um tempo.

Qdo eu tiver alguma informação nova, eu passo à vcs.

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

Ola,

 

Em abril fiz uma viagem a Mendoza e iria passar em San Juan para conhecer Talampaya (que está na província de La Rioja) e/ou Ischigualasto (San Juan), mas fiz umas alterações no roteiro e acabei não passando pela região, mas tenho algumas informações com relação a excursões e preços que averigüei na época. Pode ser que ajudem vcs. Todos os lugares que me comuniquei procurando informações foram bastante atenciosos.

 

Segue um anexo com as informações.

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros

Bom pessoal, tive que ter a própria experiência pra responder a minha pergunta. Estive nos dois parques no início de Novembro agora. E posso dizer: VALE MUUUUUUUUITO A PENA, os dois parques sao maravilhosos...Pra chegar nos parques o melhor jeito é ir pra San Juan. De mendonza dá pra pegar um ônibus que custa mais ou menos R$18,00. São duas horas de viagem ate San Juan e sempre tem onibus disponível. Chegando em San Juan deve-se pegar outro ônibus para uma cidadezinha chamada Vale Fertil que fica ao norte da capital da província. Sao mais 4 horas de viagem e custa em torno de 25,00. Chegando em Vale Fertil vcs encontrarão duas empresas de turismo que fazem um pacote para o Ischiguslasto e o Talampaya no mesmo dia, um parque pela manha e outro a tarde. Mas pode-se optar por somente um deles. nao é legal fazer por conta própria, vale a pena pagar pelo serviço, é mais comodo e seguro. O pacote completo, incluindo entradas, translado dos parques ate o hotel (ou alojamento) e serviço de guias custa 280 pesos, o q deve ser mais ou menos 200 reais. O Parque Ischigualasto permite a entrada do carro da empresa de turismo e o guia acompanha fazendo paradas nos principais lugares e explicando as características do local. Tem tempo suficuente para contemplar a paisagem fantástica do lugar e tirar muitas fotos!. Depois do Ischiguslasto a van leva até o parque Talampaya (uns 40 min pra chegar). O parque Talampaya, passou por um processo de privatizaçao e somente as vans do proprio parque sao permitidas a fazer o percurso!!! A van da empresa de turismo leva ete a entrada e depois pegamos a van do próprio parque. A paisagem também é de arrepiar...com escrituras nas pedras e muita coiosa linda pra se ver. O passeio termina umas 7h da noite, mas ainda tem sol forte esse horário do dia...em Vale Fertil tem uns alberguezinhos e um hotel pra passar a noite...pois depois q terminar o passeio vc terá q esperar o onibus de 3h da madrugada pra voltar pra San Juan, o onibus antes desse é as 5 da tarde, e vcs ainda estarão no parque. Sugiro que chegeum um dia antes em Vale Fértil, pq o passeio começa bem cedo, as 8h a van da empresa de turismo vai pegar todos nos hoteis e pousadas. Embora fiquem em provícias diferentes os dois parques sao colados um no outro, bem na fronteira entre San Juan e La Rioja, mas o melhor acesso é por San Juan (por Vale Fertil). Então...espero q vcs tenha a experiencia que eu tive e que foi inesquecível!!!!

Abraços a todos!!!!

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 1 mês depois...
  • 8 meses depois...
  • Membros

Alô pessoal, tudo tranquilo?

 

::sos::

Por favor, qual a cidade base para conhecer os dois parques para quem estiver descendo a partir de Salta? É melhor fazer com agência ou indepenmdente? É possível visitá-los num mesmo dia sem que seja "correndo", ou tenho que reservar um dia para cada parque?

Estarei em dezembro por aquela região, alguém mais?

obrigado

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • Membros
Olá, Gostaria de saber que empresas de ônibus fazem o trajeto Mendoza - San Juan, não encontrei nenhuma até agora....Acho que a Andesmar faz, mas o site deles está um lixo, não consegui acessar. Se alguém souber, por favor, me fale.

 

Abs

 

Daniel

 

Cara, El Rapido e Andesmar com certeza fazem. Qualquer companhia que faça Cordoba - Mendoza passa por San Juan. Te digo isso porque desci em San Juan por engano, risos.

Link para o post
Compartilhar em outros sites
  • 1 mês depois...
  • Silnei changed the title to San Juan, Talampaya e Ischigualasto

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
  • Conteúdo Similar

    • Por Mari Moraes
      ...ou as 5 coisas mais estúpidas que eu fiz em 5 dias na Nicaragua.
      porque dica do que fazer todo mundo dá. tudo é lindo nas fotos, nos textão. quero ver compartilhar as cagadas. só vou relembrar porque eu me prometo e tá escrito: NUNCA mais fazer umas cagadas dessas. 

      (((até a proxima viagem)))   1. Naufragar de Kayak 

      i love the smell of vai dar ruim in the morning. na minha última manhã em granada acordei cedo com siricutico e fui pro centro da cidade procurar um passeio pra ser o gran finale da estadia. já não bastava ter nadado em cratera de vulcão e cheirado enxofre do outro cuspindo lava, não. tinha que ter mais emoção, isso, tinha que ter mais aventura.

      tinha mesmo é que ter ficado quieta no meu canto mas...

       
      cheguei no centrinho e tava tudo fechado, a cidade só acorda 8h30. povo esperto esse povo da nicaragua, temos muito a aprender com eles. 

        tudo aquilo que o sol toca, simba, é menos trouxa que você e só acorda as 8h30 da manhã bom, não vou esperar 1h sentada aqui no banco da praça né? volto pro hostel e arrumo as coisas, afinal, tenho que pegar um ônibus meio dia pra outra cidade. o universo sempre se comunica comigo.

      e eu devo falar aramaico.

      aproveitei o tempo ocioso pra conversar com a familia e tirar fotos da cidade vazia. tava tão vazia que rolou até um pau de selfie sem walk of shame.

      fechei um passeio de kayak pelas isletas e, como eu não sabia que ia andar de kayak quando acordei, tava com a minha sandalia que ocupa + espaço na mala, aquelas de gladiador romano. vocês  acharem cafona é problema de vocês. na nicaragua faz  sucesso.



      o motorista se ofereceu pra passar no meu hostel pra trocar. mas eu não queria fazer as outras 4 pessoas me esperarem. fora que minha malinha é organizada com o método tetris, se abrir tem que chamar esquadrão anti bomba pq pula roupa pelo quarto inteiro. então recusei. já que ia ficar dentro do kayak, não tinha pq me preocupar com sapato. 

      (((nessa hora consigo mentalizar o universo, lá de longe, acenando negativamente em um facepalm)))

      o briefing antes de sairmos pro mar incluiu uma pergunta importantíssima de um alemão:
      "pq colete salva vidas? algum kayak já virou?"
      a resposta ficou marcada pra sempre em mim
        "apenas procedimento padrão de segurança pra não sermos multados. olha, posso te garantir, fizemos cerca de 600 tours e nunca aconteceu nada"     tinhamos duas opções de kayak: duplo e individual. obviamente os 4 pegaram os duplos e eu sobrei ¯\_(ツ)_/¯   o kayak individual é bem mais punk que o duplo, ele é pesado e ruim de jogo, além de ser todo fechado. enquanto o duplo é aberto e de plastico (olha eu tentando dar desculpinha pra tentar justificar a cena rrrrrrridicula que vai se passar comigo alguns paragrafos abaixo)   kayak nutella. duplo. molezinha. pra americano no spring break kayak raiz. individual. senhor com 35 anos de experiencia em alpinismo e sobrevivente de ataque de tubarão em moçambique além disso, começávamos o percurso na areia e pra chegar nas isletas, precisava passar a rebentação. isso ninguém te avisa antes de pegar seus dolares suadinhos.    estava ventando. bastante. isso quer dizer que as ondas tavam boas. não pra nós,claramente. mas tinha gente surfando no lago. eu podia ter desistido nessa hora. mas não. a certeza que ia dar ruim eu já tinha, agora eu ia atrás da humilação REAL.    e fui. o programa que acontece todos os dias nos mais de 600 tours é mais ou menos o seguinte:   9h - chegada na marina e briefing  9h15 - todo mundo com o kayak na areia rumo as isletas 9h50 - chegada as isletas 10h40 - visita ao forte 11h - retorno pra marina 11h30 - fim  
      e agora uma imagem aérea de onde eu estava as 10:00

          eu não conseguia, de jeito nenhum, quebrar as ondas e tava sendo jogada pras pedras. a cada estourada, entrava mais água no kayak (lembra que era fechadão? pois é). eu já tava com os braços e as pernas doloridas e o sol tava ardendo. tinha esquecido capa a prova dágua e meu celular tava em um ziplock de pão, agarrado no meu colete sendo submerso.    olhei pro céu. alguém devia tá rindo de mim.   lembrei dos mais de 3 mil kayaks que já tinham passado por ali e nunca tinham afundado, enquanto ia sentindo o meu ficando cada vez mais pesado, no nivel da água.tava a poucos minutos de virar estatística, podia sentir. eu ia mudar o curso da resposta pra pergunta do colete.   parece triste, mas o pessoal do meu grupo que já tava no rio calmo, ria com respeito de mim e tentava gritar alguma coisa pra me ajudar. o guia, um nicaraguense de 19 anos, só falava frases de motivação tipo treinador de crossfit. as ondas vinham rasgando pra cima de mim.    até que eu vi ela, e ela me viu. a onda veio e eu nem tentei lutar.   o kayak virou, e eu, em câmera lenta com as duas perninhas arreganhadas pra cima, tentando segurar o celular com a boca tomei um caldo épico.
      se tivesse trilha sonora, seria a nona de beethoven (6:46 do video, mais precisamente), mas como não tinha, foi um grunhido sem graça e um "fuck i think i sank".    o guia explodiu de rir.   boiei até chegar o resgate. 

      me trouxeram um novo kayak.

      um de criança.

      se fosse poesia terminaria 

      com a foto do inicio do post

      como não é,

      termina com uma queimadura de sol

      de primeiro grau 

      nas canelas com a silhueta

      da danada da sandalia

      de gladiador    que eu não quis trocar

      amaldiçoados sejam os romanos.   2. Descer um vulcão a 75km/h... e quase morrer por isso 
        Na lista das coisas que eu deixei nesse país, além de um pedaço do meu coração e da dignidade pós naufrágio de kayak, está um estão alguns tecos da minha perna e, surpreendentemente, nada além disso.   A CNN colocou a descida do Cerro Negro na lista das 50 Coisas Mais Desafiadoras Que Você Pode Fazer Viajando. Está em segundo lugar, atrás apenas de pilotar um avião caça. 

      Só pra entender, muito atrás, lá em oitavo lugar está pular de paraquedas no Everest.Achei bonito pra por no currículo.   Fui.

         
      Depois de sobreviver a um rola que a minha cabeça quicou 7 vezes a 75km/h, olhando pro céu com medo de me mexer, ter fraturado alguma coisa (provavelmente tudo) e na tentativa de levantar, simplesmente me desmontar, decidi ficar afundadinha ali nas cinzas do vulcão por algum tempo agradecendo por estar viva.    Será que eu tava viva mesmo???   
      Dos meus últimos momentos, lembrava de ter descido sem afobação, ganhando velocidade aos poucos até que sim, drummond, porra, tinha um caralho de uma pedra no meio do caminho. Que fez meu board voar.

      Interrompendo meu devaneio, surgiu uma cabeça entre o meu rosto e o sol: era o médico da cruz vermelha querendo falar comigo. Com aquela cara coberta de guerrilheiro, definitivamente não era São Pedro. Já que não tava no céu, resolvi levantar. O homem ficou assustado, como se tivesse vendo defunto ressuscitando. Queria saber se eu queria ajuda, falei que não uuuu ariana forte independente e logo me arrependi.   
      Vi meu board a uns 5m ladeira acima e lembrei da regra suprema que o guia tinha frisado: "não importa o que aconteça, seu board é sua responsabilidade". No topo do vulcão é tranquilo andar, mas ali no meio a parada fica sinistra, a cada passo, a perna afunda até o joelho de pedra e cinza QUENTE. Num sol de 35º com um macacão de sarja de manga comprida do pescoço até o pé. tá feito o cozido de Mari al Bafo.    no tutorial de make de hoje vamo ensinar a nunca arrastar a cara em cinza de vulcão
      Nessas horas lembrei da minha mãe falando pra eu não me meter em roubada que o seguro saúde não cobria. PQP mãe, eu sei que você avisou. Pra não dar o braço a torcer, apesar da vontade de ligar pra mamai e chorar, me prometi que só ia contar a história depois de ter ido embora de Leon.    
      Quando cheguei no pé do vulcão tava geral incrédulo me cumprimentando, querendo saber se eu tava bem. Eu falava que sim, fingindo costume de aventureira, mas por dentro tava toda estrupiada.

        vocês tem apenas uma tentativa pra localizar o irlandês marrento
      Tinha um irlandês marrentinho que tava enchendo o saco desde o início do krl do tour que seria o mais rápido. O tempo dele tinha sido 72 km/h. Eu tava tão zureta que nem perguntei o meu. Na verdade, eu sentia que nem tinha ido tão rápido assim. Me falaram que fizeram um bolão porque acharam que eu tinha sido mais rápida. Hm, interessante...

      Perguntei. O cara com o velocímetro "You?" com o zoião e um sorrisão no rosto "Look - apontou pro tempo - 75, mas rapida"

       

      Senti aquele orgulho alheio. Só que era eu mesma. Krl como assim, tudo isso?
      E o pessoal que tava em volta ainda adicionou que os 75km foram graças a esse rola que me impediu de acelerar mais, porque ia passar de 80km/h tranquilo. imagina a merda que ia dar. #semfreio #quasesemfreio #cabeçaABS

          agora, papo sério: adrenalina é muito maneiro. me amarro, mas ser inconsequente não é legal. nós não somos intocáveis. não acontece só com os outros. 
        E se serviu de alguma coisa essa história? Além de ter virado lenda na cidade por um dia e bio do tinder (é de cair o c da bunda o tanto de homem que prefere uma boa história no lugar de umas boas fotos) eu que antes não tinha medo de nada, comecei a ser mais consciente dos piriiigos que a gente se mete sem pensar duas vezes, o "só se vive uma vez". Agora até pra pular trampolim fico calculando onde que minha cabeça pode bater e dar ruim. Traumatico, não recomendo.
        cheia de bolha do remo do dia anterior, imagina como não ficou inflamadinho cheio de cinzas 😇   Apesar de tudo, a frase que encerra o artigo da CNN sobre o Cerro Negro consegue me levar de volta praquela boleia do caminhão na estrada rumo a Leon, a 5 mil km de casa, na selva, bebendo cerveja, cantando a todo pulmão as musicas do rádio com 30 estranhos que já tinham virado meus melhores amigos.

      sangrando, toda suja de terra e cinzas, eu só tinha a agradecer.   "On the ride back to Leon I give silent thanks to the inspired people of the world: the ones whose minds run off on all manner of daring tangents, like the flanks of Cerro Negro. The ones who admire not just the aesthetics of the wilds, but the possibilities too. And most of all the ones who stare up at active volcanoes and think: "I wonder if I could ride my fridge down that?"       e dá pra reclamar? 3. Fazer happy hour de rum...  ...e conhecer a famigerada invalidez.
      na sexta, cheguei no hostel depois do vulcão e fui pesquisar sintomas de traumatismo craniano. Tinha que ir pra outra cidade no dia seguinte - san juan del sur - mais ""rústica"" fodida ainda, mas enjoada e com dor de cabeça, boa coisa essa viagem não ia dar.
      achei um artigo médico que descrevia o seguinte:     Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento.   a minha era positiva pras perguntas 2 e 3. a 4 já veio de nascença. o pessoal tava preocupado, mas a real é que eu tinha duas opções:    - passar a noite num hospital duvidoso na nicaragua e muito provavelmente voltar pra casa com diagnostico de virose.   - aproveitar o happy hour e encher a a cara de cachaça pra esquecer a dor de cabeça.   quantas doses de rum o corpo humano consegue aguentar? multiplica por 2.    resumindo, ia rolar uma festa na praia las peñitas que foi cancelada, o gerente ficou maluco e resolveu compensar em león mesmo. 2 copos de rum com coca pelo preço de um. 

      as vezes três copos, dependendo do humor do bar.   (recomendações: fique o mais longe possivel de drinks que contenham as letras R U M, especialmente se do lado você encontrar essa formula matemática 2 X 1)    
      como você tem que pegar todos os copos de uma vez, pra socializar pra não esquentar, muita gente te oferece o segundo. acabei ganhando alguns da carmelita*, minha amiga de quarto, outros muitos dos irlandeses malucos, algum por sobreviver ao capote, outro on the bar........... qualquer motivo era motivo.   mas, se ainda faltava alguma desculpa: TOMA. lá pra algumas muitas da noite começou a final de rugby entre lions (da irlanda) e all blacks.    É A FINAL DA COPA DO MUNDO ENTRE BRASIL E ARGENTINA.
      o hostel foi abaixo. eram cerca de 40 irlandeses. muitos litros de cerveja e rum foram misturados nesse intervalo de tempo e você não precisa ser professor de química pra saber que essa mistura heterogênea é mais danosa pro fígado e pra cabeça que ingerir ácido.

      não sei quem ganhou, mas lembro que nas comemorações, tinha uma menina pelada dançando em cima do balcão do bar. 

      nada mais fazia sentido. 

      resolvi deitar pra dormir. tava muito difícil sair da cadeira do balcão. era daquelas altas, sabe? nesse momento da noite, olhando pra baixo, parecia que eu tava a uns 2 metros do chão.  

      blackout.

        evidências da noite anterior no rolo da câmera acordei 2 da tarde no dia seguinte, hora que o pessoal que foi descer o cerro negro no sábado tava voltando e fazendo festa. mal imaginam o que vai acontecer daqui umas horas. brace yourselves kids.       tradição depois do vulcão é tomar um shot de pimenta. acordei no sábado com uma situação parecida com essa. pelo menos eu tava sem dor de cabeça, o que não fazia sentido nenhum. olhei pro lado e vi a carmelita na outra cama em estado de putrefação também. depois que eu fui dormir, ela emendou uma balada. evidências da noite anterior no instagram
      lembrando dos arrependimentos acontecimentos da noite com a carmelita, ela me fez reviver meus últimos momentos acordada da madrugada de sexta pra sábado.começava comigo tentando sair da cadeira.

      na primeira tentativa de levantar, o juan* um anjo que deus o abençoe e o tenha por me aguentar perguntou se eu precisava de ajuda. respondi queclaramente pfvr mim ajude não, conseguia me virar sozinha. 

      na segunda, o gerente do hostel, o pablo*, pediu pro juan me acompanhar, porque eu já não sabia o que tava falando. pablo já tinha tomado pelo menos uns 20 copos de rum e tava se achando com moral.
        pablito ensinando irlandês beber na terceira eu decidi que ia, era meu momento, ia provar que tava certa caminhando sobriamente pra ir pro quarto. já tinha até ensaiado a cara de turn down for what. 

      apoiei as duas palmas da mão nos cantos redondos do banco e fiz pressão pra dar equilíbrio pra tomar o impulso e sair. 

      a pressão foi tanta que acabei fazendo peso na parte da frente do banco. se eu tivesse numa sala de primeira série, tinham gritado madeeeeeira. 
       

      caí que nem bosta, de cara no chão. segurando os lados do banquinho com força. apaguei. a pancada deve ter sido exatamente do lado contrário da batida do vulcão pra equilibrar os chakras da cabeça. por isso que eu tava sem dor.

      pablo, juan e carmelita me ajudaram a ir pro quarto. ainda bem que eu não vou ver ninguém nunca mais.

      volta pra 2 da tarde de sábado porque eu e carmelita estamos famintas e precisamos procurar comida. 

      primeira pessoa que encontro saindo do quarto, sentado lendo: juaniiito. 
      "e aí bela adormecida, pensei que ia pra san juan hoje"

        EU TINHA ESQUECIDO DO KRL DA VIAGEM    trajeto que eu tinha que fazer perguntei se eu ainda conseguia pegar um chicken bus a tempo.

      "esquece, 6h de até lá e vai ter que fazer baldeação sozinha a noite" 

      bugou tudo. não sei direito o que aconteceu mas começamos a caminhar sem rumo pra achar comida e, por inércia, entramos na principal atração turística da cidade: A Catedral de Leon. 

      eu tava sem celular. saí só com a roupa do corpo. tava num estado parecia que tinha tomado chá de fita cassete. triste, vendo scar matar mufasa num looping eterno.

        escorando em qualquer canto e pensando q q to fazendo com a minha vida na volta, experimentei a sensação de falência múltipla em vida: corpo, mente e bolso em estado irrecuperável. deitei no sofá e encarei o teto por tanto tempo, mas não vi passar. sabe quando a gente se irrita porque quer descansar e a cabeça não para de pensar? nesse momento eu não. eu só existia. eu o teto e mais nada.

       
      agora sei como vivem as amebas. a diferença é dentro do protoplasma delas você consegue encontrar o núcleo, dentro de mim, o cérebro tava boiando no rum.

        morri mas passo bem mal                 a pessoa que tá de ressaca, descalça, sem pentear o cabelo há 10 dias não quer guerra com ninguém
       * o nomes na história foram trocados pra preservar a integridade e dignidade de todos os envolvidos kkk menos a minha
        4. Chegar em San Juan no domingo direto pro Sunday Funday...

      ...e quase perder a festa.

      por causa da lástima do item anterior, resolvi que ia pra san juan no domingo no shuttle do hostel - pra não ter nenhum problema com chicken bus e chegar a tempo. 

        chicken bus são esses ônibus iradíssimos com tecnologia de primeira classe que garante que cinco corpos ocupem o mesmo lugar. sempre custam alguns centavos de dolar, e pelo que oferecem, posso te garantir que ainda tá caro minha ideia inicial era ficar no pachamama em san juan, onde começa o sunday funday ou no naked tiger, onde termina, mas obviamente eles tavam esgotados.

      os amigo do bigfoot, hostel que eu tava em leon, ficaram tudo compadecido com a minha situação e ligaram pro casa de olas, que é do lado do naked tiger, onde eles tinham ficado por duas semanas e acharam 10 x melhor. 

      pelo menos lugar pra dormir e como chegar eu tinha agora.

      atualização: é mesmo 10 x melhor.

       
      tinha só um porém: o shuttle estava programado pra chegar as 3:30 em sjds.exatamente o mesmo horário que sai o ultimo carro pro sunday funday. já que o shuttle deixa na porta do hostel, é fazível né?

      antes de entrar no shuttle, o motorista pergunta a cidade e o hostel de destino de cada um. finalmente podia descansar antes do furacão em san juan. 

      a viagem foi tranquila, fui vegetando. ressaca de 2 dias, já teve? já ouviu falar? paramos em todos esses lugares que fala aí no mapa  de cima e eu não lembro de nada. só lembro do motorista encostando no meio da estrada e 
        "NAKED TIGER, CASA DE OLAS"
      olhei pros lados, só mato. o motorista deve ter se confundido. continuei deitada fingindo que não era comigo. ele abriu a porta da van. "você! chegou! tem mala?"

        antes de achar que é tranquilo, lembre-se jove, olhe o tamaninho do ponto brancoque podia ser meu carro, pra comparação. depois entenda que o google maps da nicaragua tá em 2d ainda, essa estradinha que liga onde eu tava e o lugar que eu tinha que tá sobe uns 458 mil metros acima do mar. é um morrão, que no estado que eu tava, parecia o kilimanjaro
      pois é... tá vendo aquele asterisco ali embaixo de san juan del sur no roteiro do shuttle?"AT ANY HOSTEL*" 

      eu era o asterisco. o motorista me explicou que como esses dois hostels estão fora de san juan e em cima de uma montanha com uma estradinha de terra, a van não passava. aquele era o lugar mais perto que ele conseguiria me deixar.

       
      já que não tinha alternativa, catei minha mochila e comecei a peregrinação morro acima. no pasa nada. literalmente nada passa nessa estrada. Deus me proteja.

      dava pra ouvir os grilinhos na mata. espero eu que sejam os grilos. depois de uns 10 min começo a ouvir um barulho de carro vindo. gelo. o barulho vai se aproximando e ficando muito mais alto. o carro para do meu lado. 

      uma caminhonete com dois caras no banco da frente me oferece carona.  já vi filmes de terror o suficiente pra saber onde isso ia acabar. recuso, fico em pânico e eles arrancam. um alívio. continuo subindo.

      nem sei quanto tempo se passa, e em alguns momentos da subida eu começo a duvidar que to no caminho certo. quando eu chego no meu limite do cansaço com a mochila nas costas, vejo o naked tiger. 

      ALELUIA.
        procurando imagens da estradinha de terra pra escrever esse monte de bobagem, achei essa recomendação no site oficial do naked tiger. DO NOT WALK UP THE ROAD. kkkkk -rindo de nervoso cheguei finalmente no casa. estava estranhamente silencioso e só tinham três pessoas em volta da piscina. três hippies chapados. com cara de quem vai te dar um golpinho.

      a menina levanta e pergunta se eu quero fazer check in. ela explica que é voluntária no hostel. acho suspeito. falo que sim e que to atrasada pro sunday funday. ela muda de expressão na hora e começa a dizer pra eu deixar meu passaporte, meus cartões e minha mochila com ela e CORRER pro naked tiger porque eu não tenho mais tempo.

      eu entro num estado de pânico e não sei se devo confiar todas as minhas coisas nessa mina chapada. começo a tatear meus cartões e coloco na minha doleira pra levar comigo. ela se irrita a cada coisa que eu tento pegar e fica repetindo pra eu deixar com ela que ela vai cuidar. 
        "YOU WONT NEED IT, GO".   a tentação de não ir pro sunday funday e ficar no casa é grande apesar das suspeitas, deixei meu passaporte válido com ela, mas levei meu antigo comigo e todo meu dinheiro.

      fui pro naked tiger pagar o ticket. um dos donos do sunday funday tava lá, já travado. e aposto bastante que não tinha nem bebido ainda.

      ele falou que eu tinha muita sorte porque todos os carros já tinham saído, mas um voltou pra buscar uns israelenses e tava só me esperando agora.

      saí da recepção e vi a caminhonete que tinha passado por mim na estrada, com os dois caras no banco da frete. e os israelenses na caçamba. 

      andei meia hora com peso nas costas a toa. agora eu precisava dos caras que poucos minutos antes me apavoraram sem intenção na estrada. eles só queriam ajudar. olhei pro céu. ri de nervoso. eles acabaram de salvar meu dia.

      irônica a vida.     5. Ficar sem dinheiro... 

      ...e quase não conseguir voltar pra casa.

      precisei de um dia inteiro pra me recuperar do sunday funday. 

        piscina do casa: dependendo do ângulo parece que você tá num barco em alto mar. não é exatamente o que o homem de ressaca procura, então fiquei nesse ângulo seguro aqui até que no casa, não é muito difícil a missão de caminhar de volta pro seu estado humano. o dono do lugar, um australiano que vive na nicaragua há uns 7 anos, parece o pai de todos. fred acorda cedo tomando umas pra ficar rindo da cara dos marmanjo jogado pelos cantos. conversa com todo mundo. todo mundo quer falar com ele. o cara tem muita história. e de quebra coleciona histórias de outros que passaram por lá. 

      alguns highlander acordam 7 da manhã pra beber na piscina. na verdade, não sei nem se dormem.     fui conferir minhas finanças na doleira. um susto. só sobraram 20  dolares e o hostel não aceita cartão. preciso ir pra cidade sacar dinheiro e comer.   casa de olas, segunda, 7am. esse sujeito na piscina é um dos que passaram super bonder na mão e grudaram na latinha de cerveja. enquanto to me arrumando, alguém gira a roleta e ganha um drink. o fred avisa que vai fazer almoço pra todo mundo por conta da casa. SERIA UM SONHO???????   o café da manhã eu já tinha garantido, agora o almoço. Deus realmente abençoa os mochileiros depois de me entupir de comida, lá pras 3 da tarde desci pra cidade. parecia outra. o furacão insano de lotado do dia anterior, agora era uma silenciosa vila de pescador. ainda tem um ou outro gringo bêbado nas sarjetas. fico pensando no mal que o sunday funday causa pra quem mora lá.  todo domingo a mesma história.    vejo as lojinhas na rua e penso que talvez, no fim, seja bom. talvez eu esteja me enganando pra justificar.   tem 3 caixas eletrônicos na cidade. vou que nem barata tonta de um pro outro. tão sem dinheiro. chamo um policial que tá sentado numa cadeira de plástico cochilando perto do banco. ele explica que é normal, as pessoas sacam muito dinheiro no domingo e geralmente segunda as máquinas ficam sem.   memes brasileiro: maior produto de exportação. enzo já chegou na nicaragua me fodi. meu voo pro brasil é as 14h do dia seguinte saindo de managua e não apresento nenhuma condição de pegar chicken bus pra lá.    alguns lugares oferecem shuttle por $25 pro aeroporto mas nenhum aceita cartão. fico desnorteada entrando de vendinha em vendinha perguntando, até que eu acho um surfshop de um francês, que cobra 10% pra passar cartão.   a shuttle sai as 9:30 de san juan e a previsão de chegada é 13:00 no aeroporto internacional de managua. com a graça de Deus espero que dê tempo. não tenho outra opção.   surfshop do francês amor que aceita cartão volto pro casa cabisbaixa e conto pro fred sobre os caixas eletrônicos. faltam $10 em dinheiro pra eu conseguir pagar minhas diárias. digo que posso transferir na hora via paypal, com juros.    história do casa: and a lot of times a lot of guidance 😂   ele não quer. diz que eu sou a primeira brasileira que passa no casa e que eu era uma "menina boa" - vulgo não corri pelada em volta da piscina no dia anterior com as australianas - e me pede um favor em troca dos 10 dólares: que eu volte pra lá outra vez e traga mais amigos do brasil pra "pagar minha dívida".    quando eu cheguei não entendi o social media free zone depois das 5:30. depois que vi o bicho pegando quando o sol baixa, fiz um ATA quase choro. agora que já passei por tanto nervoso pra conseguir o bendito do shuttle,não quero mais ir embora.    outra regra que esqueceram de escrever nesse quadro é não se apegar. tem gente que vai passar 2 dias no casa, como eu, e fica dois meses.    mas a maior regra de todas: não depender do krl do capitalismo eletrônico nas segundas. marx tava certo: ele vai te decepcionar.   ----   é isso pessoal. se você tiver um pouquinho de noção que seja, não faça essas coisas todas aí quando chegar na nicaragua.
      se fizer, escreve uns post bem grandão pra gente dar risada de você...

      ...antes de ir pra lá e querer repetir mais uma vez as mesmas cagadas.
    • Por Suelih
      Pessoal, estou devendo um relato da nossa última viagem pelos Andes (Argentina e Chile) que fizemos em Janeiro 2014.
      Foram 28 dias viajando de carro na seguinte rota:
       
      Florianópolis, São Borja, Mendoza, Santiago, Curicó, San Rafael, Cordoba, La Serena,
      Copiapó, Fiambalá, Antofagasta de La Sierra, Tafí del Valle, Foz do Iguaçu.
       
      Sei, sei, o roteiro é um tanto maluco, vai e volta, entra e sai da Argentina e Chile, volta pra Cordoba... (lá pra frente explico o porquê).
      Mas garanto desde já que valeu a pena cada "mil quilômetros" rodados... hehehe.
      Desta vez farei um relato mais enxuto porque já existem vários relatos semelhantes bem descritos e bem detalhados na internet, principalmente aqui no Mochileiros. Então aí vai:
       
       
      Demos a largada no dia 20 de Dezembro saindo do país por São Borja(RS).
      Neste dia atravessamos o estado de Santa Catarina inteiro, almoçamos em Passo Fundo e pernoitamos em __________, cerca de 50 Km antes de São Borja. Hotel - 90 reais TPL.
       
      Dia 21/Jan. Federal (AR)
       
      Passamos por São Borja e entramos na Argentina por Santo Tomé.
      Fizemos câmbio de reais por pesos dentro da própria Aduana Argentina (em Santo Tomé). Troquei apenas uma parte pois sabia que em Mendoza/Córdoba iria ter melhor cotação para o nosso real. Também compramos a Carta Verde alí mesmo, pagando 40 reais (válido por 30 dias). E tem também um pedágio de 20 reais para entrar no país. (engraçado, paga-se em reais...)
      Pernoite em Federal. Hotel____ 350 pesos TPL.
       
      22/Dez. Santa Fé, Villa Maria, Rio Cuarto, San Luís
       
      Continuando na estrada, já um pouco cansados das longas retas e entediados da mesmice da paisagem que não mudou quase nada durante esses 3 dias... assim seguimos parando para pernoitar numa vila antes de San Luís, cabanas Las Glicinias (270 pesos TPL). Esta vila é um balneário, há várias pousadas e casas de veraneio. Preparamos macarrão para o jantar na cabana e depois cama!
      Almoço em San Francisco - 168 pesos (fast food no Shopping da cidade).
       
      23/Dez. Mendoza
       
      Na tarde do dia 23/Dez chegamos em Mendoza! Todas as estradas estavam boas até aqui, com exceção de alguns trechos curtos com buracos, mas sem grandes problemas. E também não tivemos nenhum problema com a polícia caminera, em todas as paradas que fizemos fomos bem tratados.
      Chegando em Mendoza fomos direto para nosso hotel previamente reservado, (816 B&B) muito bom hotel, com garagem e um café da manhã delicioso! Total: 1.155 pesos por 2 diárias TPL.
      Tive uma boa impressão da cidade, o centro animado, a peatonal, os restaurantes, os monumentos e parques. A nossa primeira impressão foi ótima!
      Andamos a tarde pela peatonal procurando casa de câmbio mas estavam já todas fechadas. Passeamos a noite e jantamos no La Florencia (bife de chorizo!).
      Em Mendoza não deixem de tomar sorvete na Heladeria Perin. Muito bom! Em frente ao restaurante La Florencia.
       
      24/Dez. Mendoza
       
      Pela manhã consertamos uma lâmpada queimada do carro, passeamos pelo Parque San Martin então fomos para as Termas de Cacheuta, distante uns 40 Km da cidade. Há várias piscinas térmicas lá, de variadas temperaturas, encravadas no meio das montanhas. Há poucos restaurantes e quiosques na entrada do balneário. O dia em que fomos não tinha muita gente por ser véspera de Natal, mas acredito que em finais de semana normais aquilo deve fervilhar de gente... Passamos a tarde toda lá.
      Entrada para as termas: 70 pesos/persona. (20 pesos estacionam.). Almoço: Los Cactos - 200 pesos para 3.

       
       
      25/Dez. Uspallata (via Villavicencio)
       
      Saímos cedo de Mendoza, subimos a estrada antiga passando por Villavicencio. Que estrada linda! Ficamos maravilhados com a paisagem, as curvas, as flores ao longo da estrada. Paramos muito para fotos.

       
       
      Quando faltava uns 5 Km para chegar em Uspallata nos deparamos com a estrada coberta de lama (por uns 100 m) devido às chuvas que cairam dias antes. Cerca de 10 carros estavam parados nos dois sentidos da estrada. O pessoal resolveu então arregaçar as mangas, ou melhor, as calças, e enfiaram o pé na lama literalmente para limpar a estrada. Fizeram uma espécie de calha para escoar no lugar mais crítico, assim os carros puderam passar fazendo um banzé de lama pra todo lado... Até chegou o carro do Corpo de Bombeiros, mas nessa altura já nem precisou. Serviu apenas pra jogar água nas pessoas pra limpar o barro. Chegamos enfim a Uspallata com o carro enlameado até quase o teto, parecia ter saído direto do Rally Dakkar.

       
      Ficamos nas ótimas Cabanas Uspallata, logo na entrada da cidade pra quem chega por Villavicencio. 240 pesos/dia. Para o jantar fizemos macarrão na cabana. Usamos o wi-fi do Posto YPF para mandar notícias aos familiares, aliás foi muito conveniente para nós, em todos os postos YPF que passamos (ou quase todos) havia wi-fi grátis! Até mesmo no meio do deserto perto de Tallampaya!

       
       
      26/Dez. Uspallata
       
      Na cabana conhecemos um casal brasileiro (Cesar e Irene) que viajava numa potente caminhonete, toda equipada, carregava quase a casa toda deles atrás. Uma simpatia de pessoas, muito queridos! Trocamos muitas experiencias e dicas de viagem. Eles partiram no dia seguinte para Pucón e nós ficamos para nossa próxima aventura, que foi...
      O Mirante do Aconcágua (cerca de 50 km de Uspallata). A estrada é linda (a Ruta 7), pagamos o ingresso ao parque (20 pesos), deixamos o carro no estacionamento e fizemos a trilha (fácil) até o Mirante. Vale a pena ir até lá, a vista do Aconcágua (6.960m) é maravilhosa! e o entorno idem! Tomamos o nosso lanche com essa vista linda e retornamos a trilha de volta.


       
       
      Após o Aconcágua subimos até o Monumento ao Cristo Redentor. Uma estrada estreita muito íngreme, cheia de curvas fechadas e em ferradura! toda em rípio, sem proteção nenhuma nos leva até a altura de 4.000m onde está o monumento. A estrada é bem estreita de maneira que se vier um carro no outro sentido, temos que parar e ir até um lugar mais largo para o outro passar. Eu achei um tanto perigoso mas a paisagem em compensação é linda demais! Vários picos nevados, geleiras, inclusive gelo pelo caminho. ah! nem precisa dizer que lá em cima o vento é de matar! Muito frio! Não aconselho subir se tiver um tempo chuvoso.
      Nós subimos por um caminho que não é o usual, não foi pelo Portal por onde a maioria sobe, subimos pelo outro lado. De qualquer jeito, os dois caminhos são parecidos e merecem todo cuidado.



       
       
      Neste dia também paramos para visitar a Puente del Inca, uma formação natural de rochas coloridas e com nascentes de águas termais. Fica bem ao lado da Ruta 7.


×
×
  • Criar Novo...