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Prainha Branca - GUARUJÁ...

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Salve salve galera ...............

 

aqui vai um breve relato e fotos da prainha "mágica".................

 

... ah e quem não conhece a prainha branca famosa pela paz, tranquilidade e pelos luais que acontece aos finais de semana ( geralmente pelos bares do local que toca um reggae a noite ) showwwww...

 

neste dia fui de moto a prainha branca fica ao lado da balsa bertioga-guarujá atravesando a balsa já é visivel o portal e o acesso a trilha para se chegar a mesma....

 

para se chegar lá......... bom para min que moro na zona leste o caminho mais curto é

 

av aricanduva........ continua elevado aricanduva......rodovia fernão dias .......mantenha á direita.............rodovia presidente dutra..............pegue a saida á direita para a rodovia mogi- bertioga...............

rodovia mogi- bertioga até o fim...... atravese a balsa e verá o portal.............

 

bom no local tem um estacionamento para motos do lado direito ( que foi aonde deixei a moto e que vende cervejas, água e salgadinhos a preço popular...)

 

 

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...o portal e inicio da trilha formada por escadas calçada e próximo da praia é de areia.

 

 

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pessoal é isso e para quem for lá conhecer boa viagem a todos..........................

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    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato com as dicas para fazer trilhas, cachoeira e conhecer três praias em um bate e volta de 2 dias bem perto da cidade de São Paulo. Este relato será baseado na minha última visita a Prainha Branca porém contém dicas e fotos de todas as vezes que fui neste paraíso!
       
           1º Dia: Ida - 29/04/18 - 11h00min - São Paulo x Bertioga x Guarujá - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Camping Tabajara R$30,00
       
           Partindo de São Paulo do bairro de Perdizes, peguei o METRÔ de SP na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Azul) para baldear até a estação Sé (linha Vermelha) e depois até a estação Brás (linha Vermelha). Aguarda por alguns minutos pelo trem da CPTM com sentido a estação Guaianazes (linha Coral) onde acontece a troca de trens (se dirija ao primeiro vagão do trem, pois no desembarque você poderá ter problemas por causa do fluxo contrário). Feito a troca é só pegar sentido estação Estudantes (linha Coral) com tempo de aproximadamente 1h10min este primeiro trecho.  
           Na estação Estudantes existe um terminal de ônibus com passagens para Bertioga por R$26,00 e com tempo estimado em 1h30min. A linha é a Mogi x Bertioga e o tempo de descida depende de como está o fluxo do trânsito no dia. Em feriados prolongados e datas festivas acontece muito fluxo por essas estradas e o tempo de descida pode demorar um pouco mais para chegar até Bertioga, então fiquem ligados. No mesmo terminal assim que você sai das catracas da estação Estudantes de trem, algumas pessoas vão te oferecer o mesmo caminho feito por carros ou vans pelo valor de R$25,00 por pessoa. É só aguardar por alguns minutos até fechar a quantidade de um carro (4 pessoas) ou van (10 pessoas) que acontece a descida (nos feriados, reveillon e carnaval a espera é bem rápida pois muitas pessoas fazem este percurso, então vale a pena esperar). 

           Chegando em Bertioga fomos até a balsa para fazer a travessia até o lado do Guarujá, onde fica a trilha para a Prainha Branca. A travessia de balsa dura aproximadamente uns 15 minutos e chegando é só seguir poucos metros para o começo da trilha para Prainha Branca pois fica bem perto da balsa. A trilha de nível fácil hoje está calçada até a vila ficando de fácil acesso inclusive em dias de chuva,  dando um tempo de aproximadamente 10 a 20 minutos. 
         
           Pronto, chegando na vila da Prainha Branca onde tem toda infraestrutura da praia com padaria, mercadinhos, camping, pousadas e alguns restaurantes, tudo bem simples mas bem receptivos. Chegando na praia seguimos para o lado esquerdo e caminhamos por uns 10 minutos até o Camping Tabajara que fica quase no final da praia. Fechei o valor de R$30,00 por pessoa com banheiros, chuveiro quente, cozinha compartilhada (fogão, geladeira, mesa, cadeiras e alguns utensílios de cozinha), com Wi-fi  e uma bela área para acampar. O camping fica a poucos metros da praia então você dorme com o som das ondas a noite quando o silêncio do lugar prevalece. www.campingtabajara.com/  
       

           Acampamento montado, mochila guardada bora curtir o dia na Praia Branca. Como era um feriado prolongado e muitos iriam trabalhar na segunda-feira, a praia não estava nem muito cheia e nem muito vazia, estava meio a meio. Ficamos o resto do dia nesta praia com um por do sol nas montanhas fantástico com cores muito fortes e assim que o sol se foi uma Lua digna de uma pintura se levantou no céu ainda azulado. Ela parecia que nascia de dentro do mar iluminando cada vez mais enquanto se erguia no céu. Horas de contemplação para esse momento pois era de uma beleza única! 

         
       

       

         Fui informado que aconteceria um Luau na praia mais a noite, então fomos para o camping para pegar alguns drinks e bora pro luau que aconteceu no meio da Prainha Branca e foi sensacional, a lua iluminando toda praia ao som de uma banda que só tocava os sons que você mais gosta, foi muito boa a vide e o clima do pessoal.
          
       
       

      Na praia mesmo existem algumas barracas com porções de peixe, batata frita, calabresa, cervejas e drinks mas seus preços são um pouco salgados por estarem localizados na areia da praia, então vale a pena dar uma pesquisada antes. Após comer um belo peixe frito e tomar uma bela garrafa de vinho fomos para o camping descansar pois o dia seguinte teria que acordar cedo para fazer as trilhas para conhecer as outras duas praias e a cachoeira. 
       
      2º Dia: Volta: 30/04/18 - 21h30min - Guaruja x Bertioga x São Paulo - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Almoço Restaurante Lipe Point R$15,00 a R$20,00
       
           Por volta das 6h00 da manhã com nascer do sol maravilhoso na Prainha Branca tomamos nosso café da manhã, aprontamos nossas mochilas com alimentos e água e bora trilhar. Andamos a Prainha Branca até o final e como ainda a maré estava baixa, teve a possibilidade de conhecer a ilha que fica bem pertinho da praia a pé mesmo atravessando pelo mar. Tem um trilha que corta a ilha atravessando do outro lado tendo uma vista muito linda. Voltamos e fomos em direção a entrada da trilha para a Praia Preta que fica no canto do último restaurante da praia. Ou se não encontrar é só perguntar pro pessoal do restaurante que te informarão onde fica. A trilha é de nível fácil também e leva aproximadamente uns 15 a 20 minutos até a Praia Preta. Quando estiver quase chegando, quando você conseguir ver e ouvir o mar, vai ser quando aparecerá uma bifurcação, vá para o lado esquerdo descendo a trilha, pois se continuar reto irá chegar na cachoeira que fica uns 20 minutos a frente.

       
        
           A cachoeira não é muito grande, mas da pra tomar um belo banho na sua queda para renovar as energias. Descemos a trilha e ficamos contemplando a Praia Preta que geralmente fica vazia pois não tem nenhuma infraestrutura na praia e nem se pode acampar por lei, mas algumas pessoas ainda sim acampam. Eu mesmo já acampei uma única vez na Praia Preta em uma outra vez  e fui surpreendido pelo helicóptero da Polícia Ambiental que desceram na praia e mandaram desmontar a barraca imediatamente ou seria multado pelo crime previsto na lei ambiental. Ficamos algumas horas na praia preta e de lá fomos para mais uma trilha, agora para a Praia do Camburi. A entrada da trilha fica no final da Praia Preta, é de nível fácil e leva uns 25 minutos até a Praia do Camburi. A praia é cortada por um rio de água doce que faz um contraste lindo com o mar. A praia também não tem infraestrutura nenhuma porém existe uma casa de um senhor que dependendo do seu humor ele pode te arrumar um lugar para acampar, tudo bem barato. Mas lembre - se, isso só acontece se o humor do senhorzinho que reside lá estiver bom rsss. Contemplamos por horas esse pedacinho de paraíso, como chegamos de manhã na praia, ficamos com ela somente para nós. Esta sensação de estar sozinho em uma praia é maravilhosa, te dá a sensação de liberdade! Ficamos horas nesta praia contemplando cada pedacinho de paraíso ali.
       
         

       
       
       

       
       


           Pra voltar para a Prainha Branca onde estava o camping é só fazer o mesmo caminho, não tem erro. Chegando na prainha branca almoçamos em um restaurante que fica nas pequenas ruas da vila chamado Restaurante e Pousada Lipe Point, pedi um tipo de prato feito que vem em um bandejão por R$15,00 a R$20,00. Barriga cheia e pé na areia! Fomos direto para a praia, dormi algumas horas de frente para aquele mar fantástico, com um céu azul, um sol lindo ai foi só encontrar uma boa sombra debaixo das árvores para algumas horas de sono.
       

       

      Corpo descansado ficamos por alguns estantes na praia até o anoitecer, quando recebemos de presente o nascer da lua ainda mais linda que na noite anterior. Ela estava fantástica iluminando mais uma vez toda a praia e a vila da Prainha Branca. Foi emocionante! 
       
       
          Após este presente da natureza retornamos ao camping para levantar acampamento e fazer a trilha de volta para a balsa para poder voltar a São Paulo. Assim que você sai do camping ao invés de retornar até a vila para fazer a trilha de volta, dentro do próprio camping já tem uma outra trilha que se encontra com a principal e corta um bom caminho, fazendo com que não tenha necessidade de andar nas areias com mochila nas costas, o que é muito cansativo. Então quando for sair do Camping Tabajara se informe com o proprietário do camping, o Marcelo, onde fazer a trilha para a balsa. A trilha é de fácil acesso e te leva até a trilha principal para retornar a balsa. Chegando na balsa é só aguardar alguns minutos para que a balsa possa ter o número de carros e pessoas para a travessia até Bertioga.

           Chegando em Bertioga é só caminhar até as feirinhas e perguntar onde fica os guichês da empresa de ônibus Viação Breda que sai de Bertioga até a Estação Estudantes pela Mogi-Bertioga. O valor da passagem é de R$26,00 e tem a duração de 1h30min dependendo do trânsito no dia. Sugiro que comprem as passagens de volta antecipadamente em feriados ou datas festivas pois corre o risco de acabar. 
          Chegando na estação/terminal Estudantes (linha Coral) é só pegar o trem sentido Guaianazes  (linha Coral), trocar de trem e pegar sentido estação da Luz, ai faz a baldeação para a Estação Paraíso (linha Azul) e de lá para a Estação Vila Madalena (linha Verde). Pronto nosso bate e volta de dois dias ao litoral saindo de São Paulo esta feito!
           Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
       
       
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    • Por cristinegranato
      Passei a virada de ano na Prainha Branca que fica no Guarujá, acho valido compartilhar as informações.
      • Como ir saindo de SP (ônibus)?
      1) Estação Estudantes sai vans e ônibus para Bertioga (preço médio R$ 20,00/25,00)
      2) Terminal Tietê tem ônibus saindo para Bertioga (preço médio 30,00)
      3) Terminal Jabaquara tem ônibus saindo para Bertioga (preço médio 30,00)
      4) Ir de carro, moto e afins.

      Tem ônibus saindo da Rodoviária Tiete (Viação Litorânea) e também da Rodoviária Jabaquara (Viação Ultra). Além das vans e ônibus que saem ali da Estação Estudante
      Após pegar o ônibus (tempo de viagem de 1h30) e chegar em Bertioga há duas opções para chegar na Prainha Branca:
      1) Pegar a balsa (gratuita para pedestres) e fazer a trilha pavimentada (tempo médio: 40min) OU,
      2) Pegar o barco - R$ 15,00 por pessoa (tempo médio 10min) e ir direto para Prainha Branca.

      • Como ir saindo de SP (carro)?
      1) Ir até Bertioga
      2) Deixar o carro num estacionamento
      3) Pegar a balsa (gratuita para pedestres) e fazer a trilha pavimentada (tempo médio: 40min) OU,
      4) Pegar o barco - R$ 15,00 por pessoa (tempo médio 10min) e ir direto para Prainha Branca.
      • Fiquei no Camping da Lica.
      - Não tem cozinha coletiva, mas tinha um fogão do lado de fora.
      - Tem 3 banheiros, todos de água gelada. Para banho quente pagar R$ 5,00.
      - Valor da diária: R$ 50,00 por pessoa com aluguel de barraca + lona + colchonete.
      Não conheço outros campings de lá, ficamos nesse porque era o único que ainda tinha barracas para alugar.
      • Sobre a praia
      Estava cheia por ser ano novo, ficou suja é claro... mas a água estava maravilhosa e curtimos muito.
      • Infraestrutura
      Há diversos campings, a trilha é pavimentada, tem barcos pra fazer a travessiva, mas os quiosques deixam a desejar, para tomar café da manhã e almoçar demoramos em média 2hrs. Muita fila, equipe mal organizada, demora, apenas uma atendente caixa em todos os quiosques/restaurantes que fui. É inacreditavel como estão despreparados para atender periodos de alta demanda.
      • Passeio de escuna
      Fizemos o passeio de escuna assim que chegamos em Bertioga, antes de ir pra Prainha Branca, custou R$ 25,00 por pessoa. Há uma pausa de 15 minutos para que possamos nadar em alto mar e disponibilizam colete salva vidas para quem não sabe nadar. Curtimos bastante. Obs: Levamos bebidas em caixas térmicas e não houve problema algum em consumirmos lá dentro do barco, atendimento da equipe da escuna nota 10! O passeio dura 1h30.
      • Dica •
      No primeiro dia só ficamos na Prainha Branca, no segundo dia fomos pra praia ao lado, a Prainha Preta e lá é muito melhor, tem menos ondas e pedras legais. Tem uma mini trilha pra chegar nela, ou se a maré estiver baixa dá pra ir andando pela areia.
      • Preços Médios das Comidas/Serviços •
      - Prato Feito: 20,00
      - Refrigerante Latinha: 5,00
      - Ducha: 3,00
      - Café da manhã: 10,00 (comi um pão com salsicha, purê e batata palha, um café com leite e tomei uma água)
      - Passeio de escuna: 25,00 por pessoa.
      - Travessia de barco: 15,00 por pessoa.
      - Açai Grande: 15,00
      • Informações adicionais •
      - A maioria dos quiosques aceita cartão de débito e crédito. Porém o camping onde ficamos não aceitava. É bom andar com dinheiro porque o sinal das máquinhas de cartão é horrivel.
      - Nos feriados é muito cheio, dê preferencia de ir fora do periodo de alta procura, você vai curtir mais.
      - Pelo que percebi há diversos campings mas apenas uma pousada.
      Instagram: CristineGranato

      Contatos de Campings/Pousadas:

      CAMPING MARA - (13) 997017831
      CHALÉ JAMBOLOEIRO - (13) 997721757
      RECANTO DA MARÉ (POUSADA E CAMPING) (13) 997184566 | (13) 33056136
      POUSADA CICI (13) 997059533
      CAMPING GUARU (13) 33056134
      Camping da Lica (13) 33835569 | (13) 997265569 | (13)991530217 | (13) 997611875
      POINT DO GELADINHO (CAMPING) (13) 33056133 | (13)997225184 | (13)996171972 | (13)996019848
      POUSADA E CAMPING Paula Passaro (13)33056118
      POUSADA MIRANTE TIO PEDRO  (13) 997016996
      POUSADA LARICAS  (11) 973956987
      CAMPING TABAJARA (13)997343798
      CAMPING DO LAGO (13) 997268782
      CAMPING CANTÃO (13) 996122575
      CAMPING FIAMA (13) 996244529
      POUSADA CAIÇARA (13) 33056126
      POUSADA E CAMPING PRAINHA BRANCA (13)33056131 | (13)997510163
      POUSADA DO MANELES (13) 33056114 | (13)997725560 |(13)997832223
      CAMPING RAIO DE SOL (13)33056150
       
       




    • Por Kássio Massa
      Trip realizada de 29/12/2011 a 01/01/2012
      Por: Gabriel Medina, Jefferson Zanandrea, Kássio Massa e Renata Aguiar
       
      Galeria completa de fotos
       
      Atenção, este texto não é recomendado para pessoas normais!
       
      Há alguns meses tentávamos traçar um roteiro bacana para finalizar o ano, a fim de unir bom visual de alguma queima de fogos por aí e o nosso tão aconchegante clima natureba, em meio à exuberante mata atlântica paulista. A princípio, a ideia - que foi apenas engavetada - era subir ao majestoso Pico do Corcovado, em Ubatuba-SP, com seus 1100m, e alí mesmo, assistir toda a queima de fogos que aconteceria lá embaixo, na muvucada civilização, retornando à base na manhã seguinte. Porém, após alguns inconvenientes que puseram em cheque esta trip, terminamos por alterá-la completamente, transformando-a num duplo perrengue, que se resumiria à descida da Serra do Mar, por trilha, rumo à Baixada Santista e acampamento numa praia deserta, chamada Prainha Preta, vizinha à semi-badalada Prainha Branca, localizada entre Guarujá e Bertioga. Por motivos de trabalho, a trip deveria ser concluída no dia 01/01/2012.
       
      O planejamento
       
      De fato, existem vários meios de se descer a Serra do Mar, a pé, dos quais já haviamos testado dois (as descidas pelo Vale do Rio Mogi e pela antiga e abandonada ferrovia Funicular da São Paulo Railway). Consequentemente, nos restavam algumas rotas ainda não realizadas, como por exemplo, a rota do Rio Itapanhaú, ou mesmo, a clássica rota do Vale do Rio Quilombo, que tem como pontos altos da pernada a traiçoeira Pedra Lisa e o magnífico Poço das Moças, culminando nos limites entre Cubatão e Santos, após caminhada árdua de 15km. Obviamente, o Vale do Quilombo estava mais ao nosso alcance que qualquer outra travessia, portanto, o escolhemos para esta trip, visto que é uma das travessias mais rápidas da região, podendo ser concluída em 6h.
       
      Me dei ao esforço de coletar infos sobre o caminho que, atualmente, encontra-se interditado, aberto apenas para grupos acompanhados por guias e monitores ambientais - um absurdo - e que, portanto, exigiria que a adentrássemos em algum horário em que a guarita estivesse fechada, para que não fôssemos frustrantemente impedidos de seguir rumo. Resolvemos então, marcar o encontro do grupo para Quinta-feira, às 22h, na Estação Rio Grande da Serra para que pudéssemos iniciar a trilha ainda à noite, acampando pouco após a guarita, e concluí-la por volta das 12h do dia seguinte, Sexta.
       
      Sem atrasos significativos, eu e o Gabriel nos encontramos com o Jefferson e a Renata, na plataforma da estação, e nos dirigimos ao ponto de ônibus aonde o coletivo rumo a Paranapiacaba chegou sem nenhuma enrolação! Apesar do horário, encontramos um numeroso grupo de jovens que rumavam ao Camping Simplão de Tudo, nos arredores de Taquarussu, vilarejo vizinho de Paranapiacaba. Durante todo o trajeto, tivemos uma breve conversa sobre a trip, em que parte do grupo demonstrou incertezas referentes às condições da trilha e insatisfações diante do longo trecho, de 10km, que teríamos que percorrer em estrada de terra interminável, durante a travessia. Sendo assim, foi cogitada a possibilidade de descermos a serra por alguma que já tenhamos feito antes, e o concenso geral do grupo fez por voltar à tona a ideia de refazer a histórica Travessia do Funicular, a mesma que realizei no final de Agosto do mesmo ano!
       
      Em busca do Funicular
       
      Pois bem, após 20min, às 22h45, nosso ônibus estacionou no bucólico e silencioso estacionamento da vila inglesa, onde nos despedimos dos jovens e fomos em direção ao mirante do Vale do Rio Mogi, uma humilde plataforma de madeira que, a cada visita minha ao local, encontra-se com menos degraus! Alí, ainda encontramos mais turistas que aproveitavam aquela fria noite para apreciar o vasto visual de todo o vale e da cidade de Cubatão, ao fundo.
       
      Às 23h, tomamos o início da Trilha do Rio Mogi, de onde sai, aos seus primeiros 30m, uma bifurcação parcialmente fechada pela mata, que nos levou às margens da ferrovia ativa operada pela MRS, conhecida como "Sistema Cremalheira" - por utilizar equipamentos especiais de tração na via chamados de cremalheira-aderência, que possibilitam as pesadas locomotivas subirem e descerem o grande declive da Serra do Mar com segurança. Neste ponto, é recomendada atenção, pois para atingir o leito do Funicular, é preciso atravessar a via da Cremalheira, seguí-la por uns 200m e subir por uma antiga canaleta de escoamento de água, evitando ser visto pela segurança presente no local, pois é lei federal a proibição de se caminhar em ferrovias. Sendo assim, tratamos de desligar nossas lanternas e andamos ligeiramente pela via, chegando ao leito do Funicular sem qualquer imprevisto, às 23h20. Sucesso!
       
      Daqui, bastou seguirmos os precários trilhos até chegarmos ao 5º túnel, onde instalamos nossas barracas em sua entrada, às 0h, a fim de conseguir burlar a friaca daquela noite e pegar num quase impossível sono.
       
      Pés nos trilhos
       
      Após uma loga e mal dormida noite, às 5h30, levantamos o acampamento, recolhemos as tralhas e seguimos adiante. Atravessamos o 5º túnel, caracterizado pelas suas janelas laterais, de onde é possível ter vista parcial para o outro lado do vale. Este túnel antecede o temido abismo da Grota Funda, cortado pelo 14º Viaduto do sistema Funicular - com 60m de altura, o mais alto de todos - e por um outro viaduto pertencente à Cremalheira, bem mais abaixo. Não hesitamos e o transpomos sem muitas dificuldades - como na outra vez o fiz pelos trilhos da direita, desta vez, optei pelos da esquerda, para ter um melhor visual da cachoeira da Grota Funda. Nesta hora, tivemos um encontro com dois rapazes que também seguiam pelos leitos da dita ferrovia, porém, faziam a transporição da ponte de forma não recomendada: pelos dormentes podres e frágeis. Atingindo terra firme, notamos os primeiros raios do Sol refletidos na serra ao fundo, ocasionando um cenário digno de bem enquadradas fotos!
       



       
      Passamos brevemente pelo 4º Patamar, onde pudemos conferir todo o maquinário que um dia movimentou os cabos de aço responsáveis por tracionar os Locobreques - locomotivas especialmente fabricadas para rodarem no Funicular Serra Nova - que circularam alí, trazendo e levando povos e especiarias, e promovendo o progresso do Estado de São Paulo.
       

       
      Às 7h30, demos continuidade à pernada, retornando à via e seguindo-a por mais túneis e pontes horrendas e precárias e pelo 3º Patamar, que nos serviu como mais um dos trocentos possíveis mirantes do percurso. Uma das pontes, a 11ª, estava com seus trilhos parcialmente soltos, o que nos fez cogitar em contorná-la pela trilha que saia à sua direita. Porém, resolvemos nos arriscar e atravessá-la, desde que, para isto, fossemos um por vez, para evitar sobrepeso na estrutura.
       





       
      A "Ponte Mãe"
       
      Após quase 6h de trilhos, chegamos ao 4º Viaduto, também conhecido como "Ponte Mãe", por ser o mais extenso do sistema, com mais de 200m! Esta ponte é temida por muitos, em razão de seu estado calamitoso e por estar muito coberta pela mata densa e espinhenta. No geral, os aventureiros costumam contorná-la por uma trilha em "S" que costura a ponte até culminar em sua extremidade oposta. Porém, mais uma vez, decidimos fazê-la por cima, nem que para isto, fossem necessárias habilidades no manuseio de facões.
       
      Logo nos primeiros metros, notei um galho enroscado em minha calça, na perna direita. Não era possível removê-lo com as mãos, pois o mesmo era totalmente envolvido por espinhos. Me ví preso a quase 30m de altura! Numa tentativa desafiadora de me livrar deste, tratei de me equilibrar com o pé esquerdo no estreito trilho e, simplesmente, dei um ligeiro chute no ar com o direito, até que, finalmente, o bendito se desprendeu e eu pude retomar meu rumo.
       

       
      Nos aproximávamos da metade da ponte e outro emaranhado de mata espinhenta nos impedia de seguir por este lado - o esquerdo - da mesma, nos obrigando a passar para os trilhos da direita, nos fazendo valer de um humilde hístimo metálico paralelo aos dormentes, pertencente à estrutura da ponte, aparentemente mais resistente que qualquer outra estrutura a mais presente alí. Pois bem, o Jefferson foi o primeiro, seguido por mim. A Renata e o Gabriel vinham pouco atrás e, portanto, os esperamos para instruí-los a como proceder. Inesperadamente, a Renata deu um salto para trás, um tanto assustada pelo que acabara de ver: uma serpente, mais tarde identificada pelo nosso amigo do fórum Mochileiros.com, Gabriel "Mochileiro Peregrino" como sendo uma Caninana - não peçonhenta, porém, agressiva e ágil. Esta passou totalmente despercebida por mim e pelo Jefferson, enquanto nos atentávamos somente a atravessar a precária estrutura da ponte, que já tomava totalmente nossas atenções! Com cuidado redobrado e todos já nos trilhos da direita, terminamos de transpor a Ponte Mãe, desta forma extremamente inusitada e perigosa!
       



       
      A pernada final
       
      A partir da Ponte Mãe, a travessia suaviza. Já não é mais necessário transpor mais nenhuma ponte, pois há trilha fácil que as contorna. Restavam-nos apenas mais 2h de caminhada para que atingíssemos o pátio de manobras da MRS, já em Cubatão. Atravessamos o Tunel 11, ou "Túnel Pai", o mais extenso, com 240m, paramos na cachoeira referente ao 2º Viaduto, o que não resistiu ao abandono e as ações do clima e desabou há anos, e assim, às 15h10, finalizamos a travessia histórica pela ferrovia que construiu o país, durante um século!
       


       
      Uma vez no pátio de manobras da MRS, bastou atravessar alguns trilhos e seguir rumo ao ponto de ônibus localizado na rotatória frente à Usiminas (antiga Cospia).
       
      Fim de trip?
       
      Diferente de qualquer travessia que fizemos até então, nossa trip ainda teria continuidade! Tomamos o coletivo da EMTU rumo ao Guarujá, onde descemos em seu ponto final, um terminal urbano, chamado de Ferry Boat Plaza, bem estruturado e que serve de ponto de entrada da cidade, também, para quem vem por balsa, a partir de Santos. Deste local, é possível ter vista privilegiada de toda a baía de Santos e de parte do porto. Com sorte, conseguimos flagrar em enorme cargueiro passando a poucos metros de nós!
       

       
      Às 16h20, embarcamos na linha 930, um coletivo, também da EMTU, que seguia para Riviera de São Lourenço, passando por Bertioga. Nosso objetivo era pegar a balsa gratuita em Bertioga que, contraditoriamente, nos deixaria, novamente, no Guarujá, porém, em sua outra extremidade, a mais de 40km do Ferry Boat Plaza. Em Bertioga, nos adiantamos e adquirimos nossas passagens para o retorno a Mogi das Cruzes, que seria na manhã de Domingo, às 8h.
       
      Logo ao lado do pier da balsa, já no lado do Guarujá, inicia-se a trilha sussa à Prainha Branca. Porém, nossa exaustão decorrente da travessia não nos fazia concordar com a facilidade desta trilha, totalmente pavimentada e de baixa declividade! Mesmo sendo, às 18h, já nos deparávamos com a muvuca característica de fim de ano, que pairava naquela comumente bucólica praia. É interessante notar as diferentes tribos presentes alí, gente de todos os tipos e gostos. Paramos num pequeno bar, onde aproveitamos para encher nossas panças, finalmente, após um longo dia de precária alimentação, resumida em apenas morangos silvestres e barrinhas de cereais.
       
      Apesar do clima, nosso point não seria a Branca, mas sim, uma praia vizinha a esta, pois não é permitido camping alí, por questões diversas. Então, às 22h, nos despedimos dos amigos do Jefferson, com quem nos encontramos e que também estavam a passar o Reveillon na região, e fomos direto à trilha que nos deixou, às 22h30, na deserta Prainha Preta. Para nossa surpresa, já havia algumas barracas instaladas no local. Armamos as nossas barracas e pegamos logo num profundo sono, junto à brisa vinda do mar!
       
      Um novo perrengue: a fuga da virada
       
      Acordei às 6h, com o Gabriel tentando sair da barraca para obter algumas fotos do amanhecer que podíamos presenciar naquele momento. A praia é marcada por um apêndice rochoso que salta 4m acima do nível do mar, e pela tonalidade ligeiramente escura de suas areias.
       



       
      Nosso dia se resumiu a apreciar a paisagem bucólica do lugar, o mar incansável de se observar e a papos dos mais diversos. O Gabriel, com um pouco mais de pique, decidiu seguir uma trilha que o levaria à Praia do Camburizinho, onde o elemento marcante é uma lagoa formada pelo curso de um rio que deságua alí. Enfim, o bom tempo que se mostrava diante de nós sofreu uma mudança brusca quando, as 18h, ocorreram os primeiros pingos de chuva que, em poucos minutos, se tornaram um grande e interminável dilúvio, que persistiu até altas horas, nos deixando presos em nossas barracas, sem muito o que fazer.
       
      Numa tentativa frustrada de quebrar a lentidão do tempo, que tardava a passar, jogávamos conversa fora, abordando temas que variavam desde a nossa própria trip a assuntos relacionados a games ou computação gráfica (minha área de atuação profissional).
       
      Enquanto a chuva não cessava, decidíamos também como procederíamos na ocasião, tentando entrar num consenso sobre a viabilidade de desarmarmos o camping e irmos à civilizada Prainha Branca, ainda naquela noite, para podermos assistir à tão esperada queima de fogos, ou se seria melhor permanecermos alí até que a chuva enfraquecesse ou parasse de vez, desde que não se extendesse para além das 5h da manhã seguinte, pois teríamos que chegar a Bertioga até as 8h para tomar nosso ônibus.
       
      Porém, notamos que o riozinho que corria próximo à nossa área de acampamento havia subido seu nível drasticamente, atingindo nossas barracas! Nossa decisão imediata foi abandonar o local. Desmontamos tudo, pusémos nossas bagagens nas costas e rumamos pela trilha em direção à Prainha Branca, às exatas 0h - isso mesmo, passamos a virada do ano no meio de uma trilha!
       
      Finalmentes
       
      Após perdemos todo o espetáculo da queima de fogos e com a chuva já tímida, atingimos o solo da Branca, às 0h30, onde tratamos de nos aconchegar na areia da mesma. Eu, por vez, decidi procurar algum restaurante para jantar e mandei ver com uma porção de fritas e outra de frango empanado! Reencontrei o pessoal num outro quiosque, às 3h, onde permanecemos moscando - flagrando um cara extremamente chapado derrubando tudo à sua frente, sem sequer conseguir se manter em pé - até que, às 5h30, partimos rumo à balsa para Bertioga.
       
      Chegamos ao outro lado, em Bertioga, às 6h10, onde passamos numa padaria que acabava de abrir as portas, naquela manhã de Domingo e compramos alguns salgados e água, e paramos numa praça às margens do cais para as últimas fotos da trip, enquanto nosso ônibus não chegava.
       

       
      Dadas pontuais 8h, nos vimos dentro do veículo que não demorou a partir rumo a Mogi das Cruzes, onde chegamos às 9h20 e tomamos o trem da CPTM, que por sua vez, nos deixou no centro de São Paulo. Daqui, cada um seguiu sua jornada final para casa, com muita história para contar e a garantia de que 2012 foi estreado com não um, mas dois perrengues que, pela insanidade, tornaram-se dignos de serem relembrados por muito tempo!
    • Por msf.RICO
      Bom galera este e mais uma passeio sem nenhuma programação em que eu mais o primo doido pela estrada que eu tenho fizemos neste domingão dia 06.DEZ.08. na prainha branca em Bertioga sampa.
      Lá vai as fotos.
       
      Começa a formação na frente de minha casa.

       
      Dar de beber para as sassas.

       

       
      Primeira parada na Imigrantes para o café da manhã.

       
      As placas tem vez.

       
      Cheio de graça rsrs.

       
      Pistas ruim cheia de buracos olha ai!!!

       
      Mais uma da galera.

       
      Subindo, subindo, subindo...

       
      Belo rio no percurso.

       
      Senhora RICO quiz aparecer rsrs.

       
      Estamos quase lá.

       
      Entrada da cidade.

       
      Sempre de boa rsrs.

       
      E o garoto todo equipado rsrs.

       
      Chegando na orla de Bertioga.

       
      Guardando as meninas na casa da dona Nilza uma senhora dona de uma
      casinha que no fins de semana cede o fundo do terreno para o motociclistas
      guadarem suas preciosidaddes.

       
      Olha a galerinha ai de novo.

       
      Uma vista da enseada.

       
      O canal do local.

       
      E eu tinha que sai né.

       
      A vez dos monumentos.

       
      Belas paisagens.

       
      Nem percebi esta.

       
      Praia tambem e cultura.

       

       
      Registrando o momento.

       

       

       
      Olha eu de novo.

       
      Canhão situado no forte da cidade.

       
      Lado externo do forte.

       
      Marcando o momento.

       
      Cheio de graça.

       
      Embarcando na balsa sentido a Prainha Branca.

       

       

       
      O portal da Prainha Branca.

       

       
      Pra chegar lá só de barco ou na bota rsrs.

       
      As trilhas estão com pedras e nada do antigo barro.

       

       

       
      Fauna e flora preservada.

       
      Show.

       
      Pra refletir.

       

       
      Já na Prainha.

       
      Uma vista da ilha.

       
      Resolvemos subir a trilhar e curtir o visu!!!

       

       
      Estressado o menino.

       

       
      Belas paisagens.

       

       

       
      E eu de novo rsrs.

       

       

       
      Já no entardecer.

       
      Pena que estava acabando.

       

       
      Hora de se preparar para subir com as meninas.

       
      Olha o congestinamento mas e hora de voltar pra casa.

       
       
      Espero que tenham gostado galera mais uma bom lugar para respirar um ar puro aqui em Sampa...abçs..(RICO)
    • Por Bravo Mochileiro
      Estava andando por aí e fui parar no Guarujá, praias bacaninhas, bastante movimento na orla da praia da Enseada e na Pitangueiras (principais praias da cidade), casas de pessoas ricas, jet-skis e lanchas por todos os lados, uma "mini Babilônia" a beira-mar!
      Bem próximo da cidade Guarujá, a aproximadamente 29km de uma bonita e tortuosa estradinha está a Balsa que leva da Ilha ao continente para a cidade Bertioga. Ali também existe uma lanchonete e uma entradinha charmosa para uma trilha morro acima, quem passa desapercebido nem dá importância, mas ali é a entrada para um paraíso...
      Seguindo por essa trilha, de aproximadamente 3km por 20min chega-se na Prainha Branca, na metade do caminho já é possível enxergar ao longe o que te espera, uma linda praia de areia alva e grandes ondas. Ainda na trilha, que é toda calçada com pedras (trabalho feito em regime de mutirão e parceria com a prefeitura), pode se admirar a exuberante Mata Atlântica que cerca a região. Chegando na praia a trilha passa a ser de areia e ganha bifurcações que levam à pousadas, campings, casas de moradores, e alguns pequenos restaurantes bem estilo Roots e finalmente, mais a frente seguindo o som das ondas, chega-se à exuberante Praia Branca... Que visual incrível!!!
      Não existe acesso de carro ou moto, o trajeto é feito por essa trilha ou pagando R$ 10,00 por pessoa pra ir de barco (o que nunca foi uma opção pra mim, hehehe). Isso já adianta um pouco a noção de como o cenário é lindo. A cor da areia faz jus ao nome, branquinha branquinha branquinha, Prainha Branca. São uns 3km de orla, e ondas radicais e perigosas devido à formação geológica do lugar, ao lado existe outra praia, bem menor, de uns 300 metros mais ou menos, a Prainha Preta, pois a areia se mistura com a terra do morro, ficando um pouco preta. Entre as duas praias existe uma pequena ilha que fica acessível a pé na maré baixa, tem uma trilhazinha maneirinha nessa ilha, vale a pena ir nas pedras do outro lado pra ver o sol nascendo... Além disso outras trilhas levam à cachoeiras e a outras praias mais isoladas... Era tudo que eu precisava!!!
      Quando cheguei dei de cara com um doido com cara de malandro e uma prancha zoada debaixo do sovaco, bem safo e gente fina, o "Miugrau" (chamava ele assim pq tudo dele era "miugrau"). Assim que me viu com cara de maluco, suando em bicas da trilha "sobemorrodescemorro", me intimou perguntando se eu precisava de um camping... era o que eu precisava mesmo, pra começo de conversa. Fui seguindo o rapaz e já fui adiantando que eu não tinha grana, e que meu lance era ficar um tempo bom e arranjar um trabalho, e que portanto tinha que ser barato. Chegando no pico me bateu um forte sentimento de felicidade, é um dos melhores campings da praia, fica na frente do mar, afastado do "centro do barulho" mas não tanto a ponto de ser longe, não tinha ninguém só o próprio Miugrau que morava no camping em sua barraquinha em baixo de uma pequena Gameleira, tinha espelho, mesa, cadeira, fogareiro a álcool, álcool e tudo mais... tava morando bem o cara (na minha opinião, hehehe).
      Instalado, sozinho e feliz fui procurar um rango e aproveitei pra dar um rolé na comunidade da Prainha, explorar a vida turística e descolar um trampo (nem tudo são flores). Existem vários quiosques que vendem de tudo, mas durante a noite ficam apenas alguns bares e restaurantes abertos, entre eles os dois maiores e principais, o "Larica's" que é um bar na beira da praia, com estrutura de palco e espaço pra dançar, em dias de grande movimento e temporada tem shows de Reggae e Forró (dá pra ser mais perfeito?!), tem também o ponto da comida, o bandejão caiçara "Restaurante Lipe Point", entre os dois pontos comerciais tem uma espécie de "pracinha" onde os Hippies (os de verdade) vendem seus badulaques, peitas e bermas, no dia não tinha nada lá, a praia estava bem vazia era uma semana antes do carnaval.
      Fui comer no tal do Lipe Point, R$ 10,00 o bandejão com um bife, arroz, feijão preto, batata frita, salada e farinha, até que estava bom. Já era tarde pro almoço e cedo pro jantar, estava ali comendo perto do bar e percebi a movimentação de maior galera dentro do bar, vi um a figura, um maluco completamente bêbado entrou na copa, pegou um descartável e encheu com uns 200ml de pinga e virou de um só gole (se eu faço isso passo uma semana vomitando), fiquei espantado, achei que fosse o filho do dono do bar aprontando, hahaaa, tudo bem né! Paguei a conta e no ato mandei o jargão "e ae mano, ta precisando de alguém pra trabalhar aí?" O rapaz do caixa disse que talvez e mandou voltar depois pra falar com o dono do lugar. Voltei e deu certo, arrumei um bico no paraíso e além disso descolei um quintalzinho de areia pra montar minha barraca de grátis, ô beleza!
      Durante o dia muito sol e bem mais movimento que com o chegar do Carnaval ia só aumentando até o dia que a praia estava lotada com 5 mil paulistas e gente de tudo que é lugar, nesse ponto já não havia vagas nas pousadas e alguns campings chegaram a lotar, eu já estava no meu quintal free, mas sempre voltava no "Camping do Zao" pra visitar o Miugrau e a outra galera q eu conheci nos dias que fiquei lá (foi chegando gente né, eu não ia ficar lá sozinho pra sempre). Com muita gente, muita farra, muito lixo, mas também muita interação positiva. Conheci várias figuras, o Pescador e o seu irmão que sempre faziam rango e os peixes que pegavam, depois conversando com eles descobri que os dois são Coveiros, não vou precisar dos serviços deles por agora (assim espero), conheci o Nóinha, um maluco magrelo, sem dente, mentiroooooso que veio na bagagem do Pescador, uma história muito louca, mas vai ficar pra depois, conheci duas mocinhas lindas de Cubatão, um casal de meninas de Sampa, o casal Lorota, dois viajantes amantes que faziam tatoos de henna tosquíssimas (um brother do camping fez uma tatoo com eles, desculpem o palavreado, mas se fudeu kkk), conheci também o Fábio das Pulseiras, um maluco que faz pulseiras e tornozeleiras de corda, muito bacanas, fiquei brother do cara, entre outras pessoas e figuras, como o Gordinho, o Mineiro (maluco q tava bebado no bar), o Pintor, o Lipe e a sua irmã Paola, loira surfista gata estilo malhação e etc. até toquei violão com um Hippie arrogante que, como eu, não terminava uma música sequer, ele me falou que conhecia o Ventania (aquele dos cogumelos azuis) e eu não duvidei!
      Rapidamente me habituei ao local, trilhas praias, cachoeiras, mulheres lindas, amigos mochileiros, quem não iria se habituar?! Meu trabalho era simples, instalei uns ventiladores de teto na pousada do Deda (dono do Lipe Point e pai do Lipe e da Paola) e fiquei ajudando a montar os bandejões e fazendo sanduíches na chapa durante a noite... A regra era curtir o dia e a praia e ralar de noite com escapadas clássicas pra curtir um Reggae ou dançar um Forrózinho pé de Serra com o pé na areia... Ô rotina chata, né?! Não tem sensação melhor do que dar aquela primeira lavada no rosto pela manhã diretamente no mar, ah não tem! Além disso, como o trabalho era em um restaurante e eu estava "morando" lá, fazia todas as minhas refeições de graça por lá mesmo, perfeito!
      Na prainha conheci o "Tom" (realmente não lembro se era esse mesmo o nome do cara, mas vai ser aqui no meu relato), esse maluco mora no "cantão" da Prainha Branca com sua esposa, ele é branco, galego e esguio, queimado de sol, veio de fora da Praia, casou com uma nativa da comunidade (várias delas são lindas, inclusive a dele) e se mudou pra lá. O quintal de sua casa é um camping e a "sala-cozinha" é aberta para os hospedes, não tem água encanada e a eletricidade vem de uma extensão muito grande e serve apenas para ligar uma lâmpada durante a noite, que ainda assim fica meio fraca por conta da queda de tensão causada pela grande distância da tomada que ele usa, a cozinha é em uma grande varanda com vista para o mar (a melhor cozinha do mundo). O Tom não aceita farofeiros no seu camping, só galera Good Vibe, ainda bem que a minha vibe é good e a hospedagem estava garantida.
      Fiquei os 2 dias finais hospedado no Cantão, conheci um casal de mochileiros espanhóis e quase me apaixonei pela mulher do cara, mas fiquei na minha, óbvio, respeito mulher dos outros, mas olhar (respeitosamente) não tira pedaço, conheci também um Rasta chamado "Anauê" que tinha um dread central gigantesco nas gostas, um cara muito sereno e tranquilo, comprei uns badulaques dele pra ajudar, além do casal de viajantes brasileiros muito comédia. Naquela noite nem fui pro agito, o Carnaval já tinha acabado, eu estava na praia a 18 dias e tirei o fim da viagem pra descansar para o retorno, ficamos todos na cozinha de frente para o mar à meia luz, conversando, trocando histórias, rindo, tocando violão, fizemos um rango coletivo e comemos, em total comunhão de paz e amor, sem interesses, sem julgamentos, sem brigas, apenas irmãos desconhecidos gozando de uma noite maravilhosa cercados de natureza!
      Penúltimo dia, já não tinha trampo, não tinha trampo, nem companheiros, rumei sozinho para a tal trilha da cachoeira que ainda não tinha feito. Uma trilha curtinha, de uns 2,5km mas sobe, desce, lama, pedra, ladeira, escala... ufa! Cheguei na cachu... eu e Deus... como vim ao mundo me deliciei em uma pequena queda d'água e um poço que dava até pra nadar. Nesse momento refleti e agradeci por tudo que tinha acontecido comigo nessa viagem que já estava batendo na casa de 3 meses de duração. Renovado, segui pra praia Camburizinho que ficava "perto" dessa cachoeira, uma praia pequena, mas deserta, tinha um malucão acampado lá, mas eu não o incomodei, tomei um banho de mar e voltei.
      Nesse dia só tinha eu o Tom, a mulher dele e o Anauê no camping, comi alguma coisa e fui dormir, no outro dia cedo eu juntei minhas coisas, me despedi da galera do restaurante e peguei meu rumo pra casa, satisfeito, feliz, empolgado e cheio de histórias pra contar...
       
      Essa foi minha experiência nesse cantinho de paraíso, espero que tenham gostado...
      Essa é a minha Fanpage no facebook, é nova, não tem muita coisa, mas nesse momento eu estou mochilando, então vai ter atualização direto, quem quiser me acompanhar, segue o link:
       
      https://www.facebook.com/TudoDeuCertoVireiHippie
       
      Good Vibes para todos!
       
















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