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marcosplf

Essa é a minha religião – Travessia Lapinha x Tabuleiro

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Relato publicado previamente no meu blog Mochila&Capacete

 

“Montanhas não são estádios onde eu satisfaço a minha ambição, são as catedrais onde eu pratico a minha religião ... Eu vou a elas como os seres humanos vão aos templos. De seus picos elevados eu vejo o meu passado, o sonho do futuro e, com uma acuidade incomum, eu vivo a experiência do presente momento ... a minha visão clareia, minha força renova. Nas montanhas eu celebro a criação. Em cada viagem que eu rejuvenesço.”

Anatoli Boukreev

 

Sou cristão, porém não tenho religião, acredito em uma filosofia própria de vida, na qual me baseio em dogmas de outras religiões. Não frequento igrejas, templos ou similares, porém tal qual Anatoli Boukreev, montanhista cazaque que desapareceu em 1997 no monte Annapurna, tenho como minha igreja as montanhas e natureza em geral. A célebre frase do montanhista, com a qual abro esse relato, expressa bem o que eu e meus amigos que me acompanharam nessa travessia sentimos.

 

A travessia Lapinha x Tabuleiro é um clássico circuito de trekking, que durante 3 dias corta a Serra do Espinhaço em Minas Gerais, no trecho entre o distrito de Lapinha da Serra, pertencente a Santana do Riacho e o distrito de Tabuleiro, pertencente a Conceição do Mato Dentro.

Planejava há muito tempo fazer essa travessia e agora, no feriado de 1 de maio de 2012, a travessia se concretizou.

Sai de São Paulo no dia 27 de abril, acompanhado de meu primo que iria debutar no mundo das trilhas, chegamos no aeroporto de Confins – MG as 22h 30min e ali aguardamos o “resgate” da van com o pessoal de BH e do Rio de Janeiro que iria montar nossa comitiva em direção ao nosso “templo”.

 

28.04.2012 – Dia 1 – Lapinha da Serra – Casa D. Ana Benta

 

Chegamos no distrito de Lapinha da Serra por volta das 4 horas da manhã, tiramos algumas fotos e as 5h 45min começamos a trilha, que se inicia em uma estrada a esquerda da igreja do vilarejo em direção ao pico da Lapinha (1686m), após vinte minutos de caminhada sendo acompanhados pelo sol que timidamente acordava, somos brindados pela vista de uma bela cachoeira que corre pelo paredão de pedra, com água escura, conhecida por todos como “água de coca-cola”, após a cachoeira a trilha continua, sempre íngreme, em direção ao abrigo de montanha, que fica atrás do pico da Lapinha, já no abrigo paramos para repor nossas energias por alguns minutos e abastecer nosso reservatório de água.

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Logo após o abrigo a subida até o pico da Lapinha não se delonga por muito tempo, demandando um pouco de atenção por conta das inúmeras pedras, exigindo uns trechos de escalaminhada. Atingimos o cume por volta das 9 da manhã e ali ficamos um tempo apreciando a bela paisagem.

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Após descermos do pico da Lapinha, rumamos em direção ao pico do Breu, caminhando pela crista das montanhas por umas horas chegando a base do pico, onde descansamos e tirei um merecido cochilo, pois já estava acordado a mais de 24 horas, decidimos não subir até o cume e o circundamos em direção ao riacho e com o intuito de voltarmos a trilha principal que leva a casa da Dona Ana Benta, nosso primeiro ponto de acampamento.

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A descida do Breu foi muito tortuosa, com uma vegetação de touceiras, sem trilha nítida demarcada, o que dificultava o deslocamento e a navegação, pois nosso GPS não seguia por esse caminho, após muito custo chegamos ao riacho e, após atravessá-lo, seguimos pelo pasto até a trilha principal, e de lá até a casa da D. Ana Benta seria fácil, se o GPS não tivesse apontado a localização errada desse ponto (cuidado com alguns tracklogs na internet eles indicam o fim do primeiro dia em lugar errado), para seguir até a casa da dona Benta é fácil, basta seguir a estrada branca de pó de pedra até uma bifurcação, já em terra vermelha, e pegar o caminho da direita.

 

Chegamos no nosso destino após 10 horas de caminhada e fomos muito bem recepcionado pela D. Ana Benta, que nos preparou um delicioso jantar no fogão a lenha, armamos nossas barracas, tomamos um banho quente e dormimos exaustos, esperando iniciar-se o próximo dia.

 

29.04.2012 – Dia 2 – Casa D. Ana Benta – Casa Seu José – Tabuleiro por cima

 

Levantamos junto com o sol e antes das 8 da manhã já estávamos andando novamente, a trilha até a Casa do Seu José, segundo ponto de acampamento, se inicia do alto da colina, em uma estrada a direita do curral que ali se encontra, a trilha é bem demarcada, contornando as montanhas com uma subida até que suave que leva em direção da porteira que adentra no parque.

 

Após 4 horas chegamos a casa do Seu José e da Dona Maria (como alguns mapas intitulam o local). Seu José, no alto de seus 70 anos, é uma pessoa cativante, receptivo demais e que adora uma boa conversa, conversei por um bom tempo com ele no final desse dia, conhecê-lo é uma atração a mais da travessia, proporcionando um pouco de conforto e descontração aos caminhantes.

 

Como chegamos cedo, por volta de meio-dia, à casa de Seu José, armamos acampamento e decidimos atacar a cachoeira do Tabuleiro por cima, que é a 3a mais alta do Brasil, com 273 metros de queda livre. O ataque até a cachoeira se dá por uma trilha a direita da casa de seu José, uma trilha longa, porém caminhando sem o peso das cargueiras levamos cerca de 3 horas até lá.

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O local é fantástico, o rio corre por entre cânions de pedra, com inúmeras quedas d’água e piscinões calmos, um bom aperitivo para a fantástica vista do dia seguinte.

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Voltamos ao acampamento antes do anoitecer e, após um banho quente, fomos agraciados com o delicioso jantar preparado no fogão a lenha pelo Seu Jose e D. Maria, regado a um boa cachacinha de alambique. Após o jantar, como já disse acima, passei um bom tempo conversando com nosso anfitrião, me dirigindo depois para área de acampamento onde meus amigos se reuniam ao redor da fogueira apreciando a “marvada” e contando muitos causos.

 

30.04.2012 – Dia 3 –Casa Seu José – Cachoeira Tabuleiro

 

No último dia da travessia tomamos um bom café na casa do Seu José e partimos morro abaixo em direção a imponente cachoeira, o sol estava forte e nos castigou nesse dia, este trecho da trilha é muito bonito, com vista para as imponentes formações geológicas da Serra do Espinhaço.

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Em pouco mais de três horas chegamos ao mirante e podemos ver a majestosa Cachoeira Tabuleiro, simplesmente uma paisagem indescritível.

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Caminhamos mais um pouco e chegamos até a sede do parque, onde deixamos nossas cargueiras e seguimos em direção à base da cachoeira, uma trilha cansativa, com um longa descida e seguindo pelo leito do rio, pulando diversas pedras até alcançarmos o “poção”, ver a cachoeira por baixo é impressionante, toda aquela imponência ao longo de uma queda de 273 metros diante de nossos olhos é surreal, são momentos como esse compensam todo o esforço e demonstram a existência de algo Maior.

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Após curtir um pouco o local tivemos que sair rápido de lá, pois os bombeiros estavam evacuando o local, pois havia risco de uma tromba d’água, subimos os 2 quilômetros de trilha até a sede do parque e ali aguardamos nosso resgate até BH.

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Posso descrever essa travessia como uma das melhores que fiz nos últimos tempos, um lugar com uma beleza impar, ideal para a prática do trekking, andamos em torno de 50 quilômetros em 3 dias, subindo montanhas, cruzando rios e nos banhando nas aguas de belas cachoeiras, uma travessia onde o contato com a natureza se dá por completo e, parafraseando Anatoli Boukreev, lugares como esses “são as catedrais onde eu pratico a minha religião”.

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Ficha Técnica

Duração da travessia: 3 dias

Quilometragem andada: 53 km

Valores gastos:

- Camping: R$ 25,00 - Casa do Seu José e R$ 30,00 Casa da Dona Benta, ambos com banho quente e jantar.

-Entrada no Parque: R$ 5,00

VAN BH-Lapinha-Tabuleiro-BH: R$ 190,00

 

Navegação feita com GPS, track log encontrado na internet, e Guia de Trilhas do Gulherme Cavallari

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Parabens Marcos!!! ::otemo::

Realmente um excelente relato e é muito bom saber que não sou uma ilha, pois sinto as mesmas sensações que Vc, Boukreev e muitos outros enquanto estou fazendo minhas trilhas e contemplando a natureza é o momento que me sinto mais vivo e proximo de Deus. Posta mais fotos. T+ um grande abraço!!!!

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Marcão,

 

Excelente relato! Fotos profissionais e lindas!

 

Saudades da Serra do Espinhaço e da galera simples que vive por lá!

Quando fiz a travessia com o Peter, não subimos o Breu pois o tempo estava fechado e não ia dar tempo de descer para montar acampamento com a luz do dia. Durante a noite, avistamos um grupo descendo o Breu. As luzes das lanternas pareciam fracas e o pessoal parecia despreparado para a empreitada! Achamos imprudência aquela condição, visto a dificuldade da descida.

 

Também não fizemos a derivação do Tabuleiro por cima, pois chegamos um pouco tarde na casa de Dona Maria (Seu José) e não conseguimos avistar a cachu por baixo, pois o rio estava alto demais. Da mesma forma, foi um trekking fantástico!

 

Abraços,

Edver

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Parabéns pelo relato.

Em 2008 eu fiz a cachoeira do Tabuleiro por baixo, foi muito impactante pra mim a chegada, a natureza caprichou naquele pedaço.

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Marcos, parabéns pelo relato e pelas belas fotos!!!

 

Você pode passar o contato desta van que fez o traslado de Confins para Lapinha?

Estou planejando ir com alguns amigos e estou tendo dificuldade para arranjar um transporte.

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Agradeço as palavras de todos!!!

 

 

Marcos, parabéns pelo relato e pelas belas fotos!!!

 

Você pode passar o contato desta van que fez o traslado de Confins para Lapinha?

Estou planejando ir com alguns amigos e estou tendo dificuldade para arranjar um transporte.

 

Mineirim, vou ver se consigo e te mando, quem arrumou foi o pessoal de BH.

 

Abs

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    • Por casal100
      Esse relato é dividido em duas partes:
      A primeira foram mais de 900 kms (da página 1 até a 6), trechos de picos, travessias e alguns trechos no entorno de cidades;
      A segunda parte,  mais de 300kms, só teve uma travessia e muitos picos,  começa  na página n° 7.
       
      Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos  mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores  (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses,  caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos,  comidas deliciosas,  não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo.
       
      O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! 
      E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas  e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras,  e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem,  para nossa sorte desistimos em cima da hora.
      LOCAIS VISITADOS:
      Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo)
      Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos)
      São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro)
      Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho)
      Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras)
      Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada)
      PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas)
      São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros)
      Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas)
      Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi)
      Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale.
      Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão)
      Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro  (base e mirante)
      Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado,  parte travessia Lapinha x Tabuleiro)
      Brumadinho - Mg(Inhotim)
      PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto)
      Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins)
      Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima.
      As surpresas da viagem:
      Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas.
      Algumas fotos
      Subida ao pico dos Marins - SP

      Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg

      Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg

      Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg

      Vista desde o pico da Lapinha

      Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg

      A incrível JANELA DO CÉU 

      flora exuberante



      Cachoeira do Tabuleiro - Mg

      Pico da Bandeira - ES

      Pedra do Altar - Mg

    • Por Rafaelramoss
      Bom dia/tarde/noite aos aventureiros e aventureiras.
       
                  Apesar de existirem dezenas de relatos sobre a Travessia da Serra Fina, creio que, independente de todos compartilharem do mesmo objetivo (completar o roteiro), também possuímos experiências e perspectivas diferentes das situações que planejamos e encontramos, portanto, como os relatos nos ajudaram muito, retribuirei com minha parte, para quem sabe ajudar próximos aventureiros também. 
                  Não tem como escapar, a rotina de trabalho dificulta muito os planejamentos para realizar estes desafios. Juntando a temporada ideal + 4 dias de folga seguidos = feriado prolongado. É grupo em cima de grupo. Você sobe em uma árvore e tem gente sentado no galho que você iria sentar, cava um buraco e sai três trilheiros, pega fila para abraçar a árvore, saem 15 pessoas de Robert na selfie (fica parecendo entrevista de político com os papagaios de piratas atrás) e por aí vai. É lotado mesmo e ponto final. Isso é um problema? Não se você for já sabendo isso. É possível curtir e apreciar tudo sim, afinal é melhor uma Serra lotada do que o metrô de Sampa. 
                  Eu e minha companheira Mi ingressamos nas trilhas há alguns anos. Como paulistanos, fomos conhecendo as trilhas mais próximas. Subimos aqui, ali e logo começamos a sentir falta de algo mais imersivo. Descobrimos as inúmeras travessias que podem ser realizadas próximo a SP, principalmente nas divisas de MG e RJ. Já que é o desafio que nos motiva, nos preparamos para a Serra Fina, a travessia mais difícil do Brasil, segundo algumas reportagens. Se é verdade, ou não, explicarei ao longo do relato.
                  Feriado prolongado de 9 de julho, no meio do inverno, em alta temporada, nas férias de julho de muitos trilheiros, previsão de maior frente fria já registrada... Pensamos igual no filme missão impossível: altas chances de fracasso, certeza de explosão, é isso, vamos. 
                      Chega de introdução, vamos para o relato.
                      Nosso grupo se define em: Rafael, Miriam, Luan e Charles (guia).
      Roteiro previsto:
      1º dia: saída da Toca do lobo - Pernoite no Pico do Capim amarelo ou Maracanã (01h30m depois) - Aprox. 7 km;
      2º dia: saída Pico do Capim Amarelo ou Maracanã – Pernoite Pedra da Mina - Aprox. 7 km;
      3º dia: saída Pedra da Mina – Pernoite Pico dos 3 estados - Aprox. 7 km;
      4º dia: saída Pico dos 3 estados – Pernoite Sampa City Summit - Aprox. 11 km.
       
      Total aprox. 33km.
       
      Na prática:
      1º dia:
                  Saída do Hostel as 07h com o transfer.
                  Chegada no início da subida de barro as 07h30m aproximadamente. Dependendo do transfer, ele te leva uns 500 metros mais para cima, bom negócio se for possível.
                  Começamos a subir e as 08h estávamos no point inicial. A toca do lobo. Todos se abasteceram de água no nível máximo (4L cada), pois precisaríamos de água para o dia e para a janta, já que o próximo ponto de água seria 01h:30m após o Pico do Capim Amarelo, no maracanã. Tivemos uma breve conversa com o guia Charlinho, no qual explicou o roteiro, dicas, perigos, etc. Partimos para a aventura. 🧗‍♂️


                      Como previsto, você sobe, daí sobe um pouco, sobe ali, escalaminhada aqui, subiu um trecho, subiu outro, daí tem uma subida e você chega onde? No ¼ da subida do dia. Num trecho famoso, o quartzito. Muita nuvem, mas já bonito e animador.


                      Que tal subir agora? Subiu, subiu e continuamos subindo, até que apareceu um dos cartões postais da travessia. O passo dos anjos. Emblemático trecho que mostra toda crista da serra que vinha pela frente no primeiro dia. Só que aconteceu o que previmos, estava com neblina devido a chuva do dia anterior. Não vimos no ângulo tão sonhado, mas conseguimos uma imagem semiaberta depois que passamos.


                  Paramos algumas vezes para petiscar e adivinha? Subimos mais.
                  Daí aconteceu algo que abalou a todos. Estávamos na trilha quando passamos por uma senhora que estava desacordada. Isso quando já estávamos há mais de 2 mil metros de altitude. Ficamos sabendo depois que ela teve um AVC e inclusive saiu no G1 uma notícia sobre isso. Esperamos que ela esteja bem. Um helicóptero dos bombeiros fez um trabalho espetacular junto dos guias que estavam na montanha. Fizeram uma tremenda força tarefa e conseguiram levar a senhora até o helicóptero, que conseguiram pousar NA MONTANHA. Foi um trabalho de extrema competência. Todos ficaram baqueados, mas seguimos em frente. Fica como um adendo para todos. A montanha deve ser levada a sério. Muito importante estar com exames em dia e se preparar, pois imprevistos podem acontecer, infelizmente. 


                  Após este ocorrido, fizemos um lanche em uma área coberta por bambus e já fomos recebidos pelos proprietários da montanha, . Os ratinhos. Chegam a ser bonitinhos, pois são pequenos, como hamsters, mas não deixa de ser um rato, eita bicho medonho e travesso. Já notamos que eles estariam presentes na viagem.
                  Também ficamos chocados com trechos congelados que encontrávamos já na subida. Imagine o frio que estava por vir.

                  Chegamos no capim amarelo as 13h. Um local incrível. Já sentimos muito orgulho de ter iniciado essa aventura. Conversamos sobre o planejamento e decidimos ir para o Maracanã, pois seria mais próximo da água e também do próximo destino do dia seguinte.



                  Ao descer o capim amarelo, o joelho do nosso amigo Luan deu uma esperneada, afinal o dia da ascensão exige muito. Decidimos parar em um bambuzal bastante abrigado, chamam de "avançado". Por volta das 15h já estávamos com as barracar montadas e prontos para um por do sol próximo dali.


                    No fim ficamos sabendo que fizemos boa escolha, perceberá o porquê.
                    Pendure suas comidas e lixos em árvores, pois os ratos causam nesse lugar, como em qualquer outro. Tivemos visitas na madrugada que incomodaram um pouco. Inclusive a barrigueira da Mi foi roída , pois havia o sachê do gel (que é doce) usado, então deve ter vazado um pouco. Tivemos de colocar as cargueiras para dentro da barraca. Deixar no avance deu receio. Aproveitamos e usamos as mochilas para colocar a perna em cima nos locais onde dormimos inclinados. Importante nivelar para não ter dores na madrugada.
       
      2º dia:
                      Sair da barraca já foi o primeiro desafio, pois o frio estava insano. Arrumamos as coisas, tomamos o café e iniciamos o dia.
                      
                      Não adianta, a roupa para o dia depende de cada um. Alguns saem igual esquimó e ficam no efeito cebola o dia inteiro, outros já saem com pouca roupa para fazer menos pausa para tirar. Todas as vezes que coloquei blusa a mais eu me arrependi. Assim que o sol aparece você já começa a sentir calor. Protetor solar eu já passo antes mesmo do sol aparecer, pois nessa altitude o sol judia.
                      40 minutos após o início da caminhada e avistamos o Maracanã. Os grupos que dormiram ali já estavam saindo também. Para surpresa nossa, todos reclamaram do frio. Congelaram todas as águas que eles tinham nas garrafas. Fez -8º no maracanã, surreal. No bambuzal pegamos uns 0º, tivemos “sorte”. ❄️
                  Reabastecemos em um ponto de água logo após o maracanã. Fizemos um isotônico do Popeye e deixamos 2 litros de água na camelbak para cada um caminhar, visto que antes do ataque ao cume da Mina haviam 2 pontos de água para reabastecer completo.
       
                  Desde a primeira subida do dia já podíamos avistar nosso objetivo: a Pedra da Mina. Eita negócio alto. Quando você acha que ela é pequena, você se surpreende ao ver o pessoal mais atleta já subindo com as mochilas fluorescentes. Pareciam 1 grão de areia na montanha.

                  Dia mais agradável de percurso, pois são constantes sobe e desce, diferenciando bem do primeiro dia do Everest amarelo . Logo após o primeiro "mini" cume que passamos já tínhamos uma linda vista do Capim Amarelo atrás. E também conseguíamos ver Marins / Itaguaré no fundo. Que show!

       
                  Quase chegando na base da Mina, fomos para o ponto de água chamado cachoeira vermelha. Incrível o lugar. Água com muito ferro, por isso dos tons avermelhados. Reabastecemos com água para a janta, pois o próximo ponto de água só aconteceria no dia seguinte após descermos a Pedra.


                  Ao chegar na base da Pedra, passamos por cima da mini ponte do rio que cai 🌁. Ali havia um bom acampamento no qual vimos um grupo já instalado para pernoitar. Era um grupo com roteiro diferente. Eles não dormiam nos cumes, fizeram um outro planejamento. Ali tinha o rio com pessoas abastecendo para a subida, mas eu não acho uma fonte muito confiável. O guia inclusive comentou que pode estar contaminado. É ao lado do acampamento, consequentemente os banheiros também devem ser. Se for pegar esta água, ferva e jogue o clorin como precaução, pois dor de barriga ninguém merece .
                  Iniciamos o ataque. Estávamos pesados com a água, mas suportável. Como todas outras subidas da travessia, esta era mais uma bem estruturada. Sempre com degraus “curtos” formados pelas pessoas. Quase não esticamos as pernas na travessia inteira, pois as ascensões eram todas em pequenas “escadinhas” já formadas. Um agravante seria o barro, muito presente na serra inteira, mas como a temperatura estava hiper baixa, os barros estavam congelados, evitando possíveis deslizes dos pés ao subir.

      Uma boa perspectiva para ver o tamanho da encrenca com as formigas atômicas fluorescentes subindo.

      Pausa na subida da Pedra com a vista para o Capim Amarelo a esquerda da foto (ponto onde iniciamos o dia).

                  Chegamos no incrível no cume, que lugar sensacional! Sem dúvidas o pico mais legal de toda a viagem. Bem cheio de barraca, pois haviam os grupos da travessia completa, meia travessia e bate a volta pelo Paiolinho, uma opção bem legal de chegar na Pedra da Mina também. O bom é que há espaço para todos, pois mesmo sem ficar no cume, você consegue ficar logo abaixo dele, 5 minutos de caminhada.



      O Agulhas Negras já aparecia imponente no parque Itatiaia. Que vista!

                  Pegamos um baita pôr do sol, jantamos e fomos dormir.

       
                  Nessa noite conseguimos uns goles de cachaça e dormimos mais quentes. Já virou um item indispensável para as próximas travessias. O cobertor de litro salva sua noite.🍹
       
      3º dia:
                      Meio congelado, meio vivo. Era mais ou menos nossa situação. Com certeza fez menos que -5º esta noite. Serra fina do gelo!!!  

                  Após o ritual sagrado de desmontar, arrumar e seguir, iniciamos a descida pelo lado de trás da montanha, num visual muito show! O vale do Ruah já se destacava no nascer do sol. Os primeiros raios de sol no Vale refletiam o rio de uma maneira diferente, achamos estranho. Quando chegamos perto que entendemos, o rio inteiro estava congelado. Imagine como foi a noite num dos locais mais frios do Brasil. Há quem diga que bateu -15º.

                  E que lugar muito doido, achamos legal demais. Capim Elefante para todo o lado, barro, labirinto, rio congelado... Parecia um filme! Bom momento para se despedir da bota semi limpa. Ali não tem jeito, você vai usar todas funções da sua bota impermeável. 


                  Os grupos seguiram e abasteceram a água em umas cachoeiras mais a frente, mas nós abastecemos antes em uma correnteza que passava no meio do vale. Parecia bem limpa e cristalina, afinal é dali que surge a fonte do Rio Verde. Nome fácil de entender, pensa em uma água transparente e limpa! Atenção!!! É aqui o último ponto de água da trilha, basicamente. Coloque água nas garrafinhas, camelbaks, meias, bonés, toucas, etc. 🌊. Saímos com 4 litros e pouco cada um (para caminhada do dia, jantar e caminhada da volta). Foi o suficiente, mesmo fazendo macarrão a noite.


                  Também passamos por mais cristas, muito lindas por sinal, em direção ao cupim de boi. Da pra entender o porquê do cupim de boi.  É esta montanha menor que está um pouco abaixo do Agulhas Negras. A montanha a direita é a cabeça de touro. Bem alta e imponente, mas é um passeio a parte. Do cupim, partimos pelas cristas até a montanha mais alta a esquerda, que já é o Pico dos 3 estados.

      Pedra da Mina ficou para trás... 

      A caminho do cupim do boi a esquerda.




                  Chegando no topo do cupim, fizemos um almoço com vista para o Pico dos 3 estados de um lado e todo o parque do Itatiaia do outro. Vista incrível!!! O Agulhas Negras estava nítido, mesmo há bons km’s de distância.

                  Dica: Levem filtros de lente UV e Polarizados para a câmera. Eu esqueci a minha câmera no transfer, sorte que a Mi tem uma super potente com um zoom sinistro, mas as fotos ficaram azuladas com a luminosidade da altitude.            
                  Energias renovadas, partiu 3 estados. Trilha nota 10. Escalaminhadas só próximo ao cume. Nenhuma pernada longa, escalaminhamos porque no final estava mais íngreme e escorregadio, mas não havia exposição.
                  Mais uma montanha top 10 Brasil na listinha pessoal!!!




                  Rolou aquela vida “chata” de bater papo sentado nas pedras do cume, vendo o pôr do sol, tomando um refresco, se preparando para o jantar e rindo dos perrengues da trilha. Depois disso caímos no sono. Noite bem tranquila, local abrigado por capim, então rolou pouco vento, foi bom o descanso.
                  Não esquecendo nunca daquela boa olhada no céu MUITO estrelado e das cidades brilhando bem longe. Que cenário show!

       
      4º dia:
                  Já acordamos naquele ar de: Será que tô feliz por conseguir chegar até aqui? Triste por ir embora? Feliz por chegar perto de um banho? Triste por pensar na rotina de SP voltando?
                  Não tem segredo, o jeito é curtir o momento. E esses momentos são incríveis todos os dias da travessia. Todos têm suas particularidades e belezas diferentes.
                  Nascer do sol de praxe...

                  Despedida da montanha e partiu dia mais longo (11 km).


                  Como diz a Mi, subir é sempre mais difícil, em tudo na vida, mas na serra fina não tem nada fácil. Até o descer é difícil, pois os joelhos já estão cansados dos 21 kms já percorridos e o esforço da constante descida é ainda mais doloroso para os joelhos do que a subida. Mesmo já não estando tão pesado. Tínhamos quase 1,8L cada em média para o dia até a última fonte, que já é próxima do fim.
                  Sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce até que avistamos a última subida da viagem. Até comemoramos quando subimos, pois para quem tem joelho meio abalado, subir é melhor que descer. Chegamos no Pico dos Ivos, mais um dos muitos picos de 2400+ que passamos. Paramos para o lanche, fizemos a selfie da equipe e voltamos para a descida. Se tivesse uma tirolesa do pico dos 3 estados até a fazenda pierre, seriam 2 horas na corda de aço  eita descida interminável!



       
                  Aos poucos a vegetação foi mudando, brigamos com os bambuzinhos (use capa nas mochilas e proteja seu isolante, pois a treta é brava) e a mata mais fechada surgiu. Incríveis bons km’s no meio da mata, show de bola!

       
                  Nossa água deu na medida. Acabou a hidratação minutos antes da última fonte de água antes da saída. Já batia um sentimento de saudade da montanha.

                  Andamos, andamos, andamos, andamos, andamos, chegamos na mansão do Pierre. Olha só, chegamos! Não, não chegamos. Ainda tinham uns 2 km, eita! Meu joelho, que vinha tão bem, já começou a me questionar o pq eu estava fazendo isso com ele e decidiu resmungar, mas isso ficou de lado e foi só comemorações e orgulho do corpitcho que, apesar de um pouco acima do peso, conseguiu aguentar essa travessia incrível.
       
      Chegada...
       
                  Óbbbbvvviiioo que brindamos com a cervejinha na casa e fomos para o transfer. Pensa numa cerveja merecida!

                  Fim...
       
                  Vou deixar informações abaixo sobre o que utilizamos.
                  Minha companheira Mi, que a todo momento ficou ao meu lado, foi um exemplo de força, determinação e comprometimento. E claro representando as mulheres, que já são mais fortes e corajosas 💪 por natureza. Senti muito orgulho de poder participar de momentos como esse. Certos ensinamentos e pensamentos só são apreciados de verdade na montanha, quando estamos na hora da dificuldade, na hora da esperança e também na hora da vitória!
                  Luan, um parceiro que surgiu do boteco e com certeza perdurará muitos anos, tanto nas trilhas, como nos botecos também, óbvio. Sempre agradável e solicito, um rapaz de futuro!
                  Charles joelhos de aço, nosso guia atleta, que nos ajudou a todo o momento e deu o suporte que precisávamos. Além de cada dia tirar uma surpresa da mochila para comemorar. Nosso muito obrigado!
                  Um exemplo de que todos nós podemos realizar nossos desejos e enfrentar nossos medos. Menino, menina, homem, mulher, idoso e idosa. Vimos todos juntos nas trilhas, se unindo e se incentivando. Bonito de se ver o respeito, educação e limpeza que os guias pregam para todos, proporcionando uma montanha agradável, limpa e o menos impactada possível.
                  Se você tá em dúvida se aguenta, se é bonito o lugar, se vale a pena... pode parar por aí. Se prepare, se equipe com materiais de qualidade e partiu!
                  A Serra Fina é possível para todos!

       
      Equipamentos necessários /// utilizados:
      ·         Mochilas cargueiras 70L ou mais. Item primordial, pois temos escassez de água e trajetos relativamente longos. A capacidade e ergonomia precisam ser consideradas com seriedade. Invista na sua cargueira /// Cargueira Deuter Aircontact Lite;
      ·         Sacos de dormir conforto 0º ou -5º /// Deuter Orbit -5. Foi mais do que o suficiente. Deu conta dos -9º que passamos. Não vacile com o saco de dormir, pois hipotermia é perigoso de verdade; XXX
      ·         Isolante Térmico. /// Naturehike modelo inflável Nylon TPU. Ótimo custo benefício. Isolantes tapetes também são ótimos. Ideal os de 1 cm de espessura, pois o chão é muito frio e úmido;
      ·         Bastões de caminhada. Joelhos agradecem! Acho primordial. /// Bastão de Trilha Arpenaz 200 Quechua. Modelo ok, até que aguentou, mas possuem bem superiores no mercado;
      ·         Travesseiro. Fica ao critério de cada um. O ideal é inflável para ocupar menos espaço e peso. /// Naturehike dobrável;
      ·         Barraca 2 ou 3 pessoas. Quanto mais leve e bem projetada para ventos, melhor. /// Naturehike Cloud 2p. As vezes sentimos falta de espaço, pois eu e a Mi somos relativamente altos (1,83 e 1,70), mas no frio isso não é um problema. XXX
      ·         Lanternas de cabeça e de punho. Tem que ter ou vc só funciona até o por do sol. Item obrigatório. XXX / Importei da china, nem sei o modelo, mas vale dar uma investida.
      ·         Kits cozinha: fogareiro, gás, panelas, talheres, papel toalha, álcool em gel, pratos, etc.
      ·         Botas. Impermeáveis, confortáveis e com ótima aderência (para as escalaminhadas cheias de barros e pedras). Se for nova, amaciar antes da viagem! /// Salomon Mid GTX;
      ·         CamelBak ou Garrafinhas. Vai do gosto de cada um. Gosto da praticidade da camelbak, pois você se hidrata sem parar. /// Modelo chinês, 2L. Paguei barato e deu problema na torneirinha. Aconselho investir um pouco, pois perder água por vazamento numa travessia com escassez de fontes não é nada agradável.
      ·         Cobertor de alumínio para emergências;
      ·         Roupas: Corta-vento, Jaqueta e calça impermeável, camisetas de manga comprida com proteção UV, meias para trilha, luvas (ajudam a escalar também), touca e boné, Buff (proteção UV para nariz, boca e nuca); Tudo de secagem rápida e o mais leve possível.
      ·         Protetor solar para rosto e boca.
       
      Refeições:
                      Tudo sempre prático, que utilize pouca água de preferência e que tenha alto valor nutritivo. Na próxima viagem levarei ovos para o café da manhã. Desta vez não levei e fez bastante falta. Não fizemos almoço, apenas parávamos e comíamos os petiscos em maior quantidade e hidratávamos com isotônico em pó diluído na água (excelente negócio!!!).
                      Uma boa dica é variar o máximo possível. Fizemos os lanches com queijo e mortadela. O ideal é fazer no mínimo 2 sabores para não enjoar. Também não tomávamos um café muito elaborado, pois acordávamos muito cedo para caminhar e nessa hora o apetite não é dos maiores.
                      Sempre se hidratando o máximo possível. Carregávamos 4 litros de água por dia para cada um. Também ingeríamos algo a cada 1 hora, para sempre manter energia.
      ·         Primeiro dia:
      o   Café da manhã no hostel: Bolo de queijo, diversas frutas, sucos e café (caprichado, pois estávamos com o carro ainda);
      o   “Almoço”: lanche;
      o   Jantar: Risoto de queijo, frango em pedaços e legumes. Tudo pré-cozido.
      o   Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel.
      ·         Segundo dia:
      o   Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café;
      o   “Almoço”: lanche;
      o   Jantar: macarrão, molho vermelho, calabresa e bacon;
      o   Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel.
      ·         Terceiro dia:
      o   Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café;
      o   “Almoço”: lanche;
      o   Jantar: macarrão alho e óleo, calabresa e bacon;
      o   Petiscar: 4 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 2 Carb-Up em gel.
      ·         Quarto dia:
      o   Café da manhã: 2 bisnagas com presunto e queijo e café;
      o   “Almoço”: lanche;
      o   Petiscar: 2 barras de cereais, mix de castanhas, banana e frutas desidratadas, isotônico para hidratação e 1 Carb-Up em gel.
      o   Jantar na humilde residência XXX.
       
      Guia: Charles Llosa. Muito experiente na montanha, nota 10! - 35 9917 9001
      Transfer: Leleco, gente boa, carro 4x4 (necessário) e pontual. - 35 9747 6203
      Hospedagem: Hostel e Pizzaria Serra Fina. Falar com Felipe. - 35 99720 3939
      Dúvidas só perguntar que respondo.
       
      Abraços.

    • Por Rafaelramoss
      Boa tarde.
      Tenho interesse em realizar a travessia da Serra Fina no feriado prolongado de 6 a 9 de julho. 
      Por enquanto sou eu e minha esposa. Talvez mais 2 colegas.
      Encontrei algumas agências que já possuem pacotes, mas o valor está um pouco acima do planejado (acima de 1k), portanto caso alguém esteja formando um grupo, queira formar um grupo ou que conheça um guia experiente, mande um oi o/
      *** Edit: conseguimos formar um grupo com guia especializado no local e possui 1 vaga. Valor bem mais em conta que por agência. Interessados me mandem msg.
      Abraços.
    • Por PedrãodoBrasil
      Travessia Alto Palácio x Serra dos Alves (3 Dias, 45 km)
       
      22 a 24 Fevereiro 2019
       
      ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL APA MORRO DA PEDREIRA
       
      PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ
       
      A travessia tem seu ponto de partida (ou de chegada, dependendo do sentido escolhido para caminhar) junto à Sede do Alto Palácio, no município de Morro do Pilar-Minas Gerais (Lat 19º15’34” S; Long 43º31’52” O).
       
      Integrantes
       
      *Pedrão do Brasil
       
      *Luciano
       
      *Mauro
       
      *Leila
       
      *Daniela
       
      *Dianna
       
      *Álisson
       
      *Vanessa
       
      *Talles
       
      *Fernando
       
      *Camila
       
      *Rafael
       
      *David
       
      *Ana
       
       
       
      Saída de Vitoria no dia 21 de Fevereiro de 2019. Chega em Belo Horizonte as 15:00 hs.
      Ida para o Lá em Casa Hostel no Bairro Santa Tereza.
       
       
      Dia 22 inicio da trip.
      1º dia
      Saímos de Belo Horizonte as 05:00  hs numa Van e chegamos em Alto Palácio as 08:00 hs. e fomos direto para o portal de Alto Palácio.
      Fizemos Chek-in e partimos para iniciar logo a trilha pois não sabíamos o que nos aguardava.
      Logo atingimos os campos de altitude da trilha.
      Logo atingimos umas Pedras onde tem umas Pinturas Rupestres
      Passamos na Cachoeira do Espelho, Travessão, e a partir dai uma subida tensa e frenética, logo a frente uma descida longa e atingimos a Casa de tábua, nosso primeiro Camping, que por sinal foi muito bom
      Inicio 08:30 hs
      Término 18:00 hs
      18 km.  
       
       
      Os Campos Rupestres
      Grande parte da trilha passa pelos campos rupestres, que são uma das fitofisionomias mais significativas do Parque, correspondendo a 84% do seu território (Mata Atlântica 8%; Cerrado 8%). Sua diversidade é conhecida em todo o mundo, com mais de 1500 espécies de plantas descritas. A necessidade de se assegurar tamanha riqueza foi um dos motivos que levaram à criação do Parque Nacional da Serra do Cipó. Além da riqueza da fauna e da flora existentes nos Campos Rupestres, as formações rochosas e seus arranjos na paisagem são um espetáculo à parte. As rochas, em grande parte formadas por uma matriz de Quartzito.
      O trecho entre os abrigos (cerca de 12 Km) é o de maior dificuldade do roteiro. Também é o trecho que passa pelas maiores altitudes de toda trilha, cerca de 1660 metros.
      Dia 23
       
      2º dia.
      Saída da Casa de tábua as 08:30 hs
      Percorremos uma subida interminável  e atingimos de novo os pampas das Minas Gerais, onde se tem uma visão do Infinito maravilhosa.
      Inicia-se uma descida a qual se atinge uma baixada exuberante.
      Cagada a Casa de Currais, local que mais parece um Resort em meio aos pampas e florestas no serrado da serra do cipó
       
       
      Inicio 08:30
      Termino as 16:00.
      13 km
       
       
       
       
      Dia 24
       
      3º dia
       
      Saída do Acampamento (Resort) Casa de Currais e encara-se uma subida boa e logo de novo atinge os pampas do serrado.
      Em seguida inicia se uma descida e logo se avista a Serra dos Alves
       
      Descendo mais ainda chega-se no mirante do Vale da Serra dos Alves.
      Logo se chega em meio a uma construção que foi abandonada após criação do Parque.
      Logos abaixo segue por uma Trilha a Direita e chega na Cachoeira da Luci, que por sinal é muito bonita.
      Nos banhamos e partimos para a Cachoeira dos Cristais, para mim a mais bonita de toda Trilha.
      Nos banhamos e partimos para a tão chegada ao Povoado da Serra dos Alves.
      A descida é bem Ingreme e logo abaixo da para se ver a Antiga Pousada da Luci.
       
      Continuamos descendo agora em uma estrada de terra batida até atingir o rio e Transpor a Ponte Móvel, onde algumas pessoas arregraram e forma por dentro do rio com medo. Kkkkk.
      Cânion Boca da Serra onde fica inserido as cachoeiras do final da trilha
      Inicio 09:00 hs
      Termino as 16:30 hs.
      14 km
       
       
      “As travessias são uma das mais claras vocações do Parque Nacional da Serra do Cipó, já praticadas muito antes da criação do Parque, sendo, na realidade, uma das práticas que levou à sua criação. “
      FAÇA A SUA RESERVA Procedimentos para solicitar a reserva e obter a autorização para a travessia IMPORTANTE: as vagas para a Travessia são limitadas a 30 pessoas por roteiro por dia. 1-Entre em contato com o Parque Parque Nacional da Serra do Cipó Rodovia MG 010, Km 97, Distrito da Serra do Cipó Santana do Riacho-Minas Gerais CEP 35847-000 [email protected]


























      20190224_140147.mp4
















      20190224_121626.mp4
    • Por Nathan Messias
      Boa noite galera, tudo bem? 
      Dia 18 de Maio estarei indo para Pedra da Mina, pela fazenda serra fina!
      Li alguns relatos por aqui mas alguém te mais alguma dica algo pra agregar? 
      Alguém estará indo pra lá também nessa mesma data?
       
      Abraços!! 


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