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14 dias inesquecíveis em Buenos Aires


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Olá mochileiros, recentemente iniciei essa maratona de mochileiro e tenho a impressão de que será difícil abandonar essa vida. Minhas primeiras viagens foram pelo litoral paulista e em julho resolvi expandir para a América do Sul, o primeiro país foi a Argentina, tracei uma meta de conhecer os países da América Latina antes de fazer qualquer outra viagem fora do continente. Essa decisão surgiu quando conheci a Bolívia em 2011 com alguns amigos e acabei fascinada e encantada pelo nosso continente, nossa história e cultura tão ricos e apaixonantes. Decidi que meus próximos destinos seriam Argentina e Chile.

No final de maio deste ano comprei as passagens parceladas e decidi que minhas férias de julho estavam garantidas. Depois de muita pesquisa aqui no site decidi reservar a estadia no Hostel Suítes Florida, porém eu não tinha cartão internacional para fazer a reserva e agradeço muito a espera de 10 dias para a emissão do cartão, pois foi isso que me fez optar pelo Suites Obelisco, que se tornou minha segunda opção quando se esgotaram as vagas em quarto coletivo feminino no Suítes Florida. Meados de junho e o inicio de julho foi o momento de empolgação total, trocava e-mails com uma lista de pessoas que fui conhecendo aqui no mochileiros, às vésperas de minha viagem a turma era tão grande que lotava a caixa de entrada do meu e-mail, mas como boa escorpiana que eu sou, não me empolguei ou criei grandes expectativas nessa galera. Depois de muitas combinações e programações, muitos foram chegando a BAs e mandando notícias, porém dois dias antes do meu embarque que era dia 10 de julho, nenhuma dessas pessoas se manifestou ou respondeu meus e-mails, mais uma vez agradeço a esse desencontro. Utilizei o serviço que faz o tranporte entre a estação Tatuapé do metro e o aeroporto de Guarulhos ( Airport Bus Service) o de 4 reais e não o executivo de 30 reais, não houve atrasos na saída do vôo e cheguei em BAs no horário previsto, por volta de 18 e 30, como já havia lido aqui nas dicas e conforme consta no site da rede Suites eu contratei o serviço da empresa Manuel Tienda Leon, que me deixou no hostel. No aeroporto Ezeiza apenas cambiei 100 reais que se transformaram em 200 pesos, suficiente para pagar os 60 pesos do transporte e me alimentar na primeira noite, claro que sobrou uma grana né gente!! Outra dica preciosa que segui foi não trocar todo o dinheiro por peso, muitos estabelecimentos aceitam o real, enquanto no Banco de la Nacion o real era trocado por 2,04 pesos em muitos estabelecimentos chegava-se a aceitar o real a 2,70 pesos. Portanto, não se desesperem, troquem apenas o suficiente para pagar o transporte até o local onde ficarão hospedados e reserve uma graninha pra Quilmes que é caraaaa demais e para as empanadas do primeiro dia.

Continuando o relato, logo no transporte já conheci um brasileiro que ficaria no mesmo hostel que eu e que estava sozinho, é muito engraçado, porque dá muito brasileiro em BAs, e as vezes estão todos falando um portunhol muito do sem vergonha e demoram pra perceber que são brasileiros, depois fica fácil reconhecer os brasileiros, mesmo antes de abrirem a boca.

Esse brasileiro,Wiliam, foi meu companheiro até o meio da viagem, ele e tantos outros brasileiros, venezuelanos, columbianos, estadunidenses, mexicanos que fui conhecendo e que foram engrossando a tchurma.

Assim que chegamos ao Hostel, meio desconfiados, meio indecisos e um pouco desambientados, logo tivemos a recepção de Humberto, um staff super gente boa que todos que passam pelo Suites Obelisco vão se lembrar, na sua super tranquilidade foi nos ambientando e nos deixando em casa. Na confusão que fiz para acertar os valores que faltavam deixei cair umas moedas no chão, uma guria muito simpática pegou minha moedinha de real e disse logo "Ah, uma brasileira" daí em diante já passou o Fábio que estava com ela e que se tornou meu melhor amigo de todos os tempos nos dois dias que ainda ficou por lá. Fiz o check in, fui conhecer o quarto, desci e reencontrei o William que veio no mesmo transporte que eu ficamos sentados com essa galera brasileira que conheci na entrada, mineiros muito receptivos de BH. Era hora de experimentar a famosa Quilmes, adorei, especialmente porque a outra opção era Stella Artois e nem curto muito. Ficamos por lá essa noite e tantas outras dessa estadia inesquecível em BAs.

Na manhã seguinte combinei com essa galera a ida ao Zoo Lujan que era uma das minhas prioridades nessa viagem, como acho que impressão é uma coisa que cada um tem que" ter a sua, determinada pela sua história e experiencia de vida, não falarei sobre o zoo. Darei apenas dicas sobre o trajeto de ida e volta ao Lujan, compre a passagem de volta, eu li muito sobre BAs, li coisas e anotei dicas que depois falharam, quando chegamos a Plaza Itália para comprar o bilhete de onibus que leva a Lujan, só havia ida e não havia volta, por isso foi dificil retornar para a cidade, pois o valor do onibus comum e 10 pesos e não se esqueça que os onibus são pagos com moedas. Em Lujan comi o lanche choripan, indicação de meus amigos de BH, só tenha moderação no molho ou salsa que pode acompanhar o choripan!! Com o ingresso de 115 pesos ou 65 reais, porque também pode-se pagar em reais você ganha direito a uma volta no dromedário, pode ser com acompanhante, fui com meu novo amigo Fábio, passeio estranho e divertido;

Depois de uma corrida e um perrengue pra voltar de Lujan, sem moedas e sem bilhete, o motorista "gente fina" contabilizou 5 passagens de 10 pesos e no final rolou uma cortesia (hospitalidade portenha, jejejejeje)fomos a Havanna tomar um cafézinho pra esquentar. Eu que não tomo café viciei no Submarino, que é um achocolatado bem diferente, eles servem um leite quente acompanhado com uma barra de chocolate meio amargo que você mistura ao leite, delíciaaaa!! Nesse mesmo dia meus amigos recentes de BH se preparavam para sua última noite em BAs, é claro que os convidei a ir ao Boliche, que é como os portenhos chamam as baladas, a boate da vez era a Kika. Já tinha ouvido falar bem dela e foi a balada que mais gostei em BAs, entre as cinco baladas que fui, sendo que fui duas vezes em três delas (kika, Terrazas e Severino{festa estranha com gente esquisita, eu não tô legal e só aguento ficar tomando mais 5 biritas}, e ao retornar a cada uma só na kika confirmei seu sucesso.

Minha primeira noite de fato na capital argentina foi gloriosa, os argentinos gostam das estrangeiras e o sucesso é garantido. Sem falar da música eletronica muito boa pra quem curte, do meio pro fim da noite rola o reggaeton, febre portenha. Ritmo gostoso, mas por prazo limitado de execução, hehehe.

Nessa noite me envolvi com um argentino Muy guapo, me perdi da galera e arquei com 70 pesos no táxi. Alias deixo registrado que de todos os pontos negativos sobre a cidade esse É O ÚNICO QUE SE CONFIRMOU NA MINHA VIAGEM - TÁXISTAS PILANTRAS - a galera pagou 40 pesos no mesmo trajeto, além disso dos 3 táxis que peguei sozinha, fui descaradamente cantada em 2, por uns velhos ridículos, paguei caro, cheguei sã e salva!! É o que importa quando está num lugar desconhecido. Se estivesse no Brasil, vinha aandando, mas não pagava, ser turista é foda.

 

Depois continuo galera. Só mais uma colocação, alguns amigos meus esnobaram minha ida à Buenos Aires e disseram - "O que?? VoCê vai ficar 7 dias naquele lugar? Em quatro dias voCê conhece tudo e começa a se entediar. Você vai em julho? Se prepara para o frio, vou te emprestar uns casacos!!" Final das contas = Fiquei 7 dias e não queria vir embora. Paguei a taxa para remarcar a passagem, paguei a diferença do valor atual da passagem e fiquei mais 7 dias em Buenos Aires. Ao final dos 14 dias quase renovei de novo, kkkk. Moral da História: Tirem suas prórias conclusões, como eu disse sobre o Lujan, não me manifesto. Cada um que tenha sua impressão pessoal; Há quem ame, há quem odeie BAs. Pertenço ao primeiro grupo e volto em breve pra reiterar ou não esta minha impressão.

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Eu não vou me recordar de todos os detalhes dessa incursão de 14 dias, mas tem algumas impressões muito boas que me marcaram, senti um quê de nacionalidade nos portenhos, um senso crítico que me deu uma pontinha de inveja, presenciei protestos em frente a casa rosada, ao redor do Obelisco e senti uma vivacidade política empolgante.

Um passeio marcante que fiz foi o passeio pelo rio Tigre, nesse dia o Acaso que é um grande aliado reuniu 12 pessoas de diversos lugares - França, Colombia, Venezuela, Curitiba, São Paulo; É um passeio encantador, saindo com o trem comum da estação Retiro e depois fazendo a passagem pelo charmoso Tren de la Costa que parte da estação Mitre estamos em contato com o Rio e a cidade muito aconchegante. Pra quem aprecia é possível passear de barco pelos canais do delta. A galera comemorou esse encontro brindando com Quilmes!!

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120730185553.jpg 500 333.333333333 Brinde ao encontro realizado pelo Acaso]Brindamos ao Acaso que nos reuniu![/picturethis]

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