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Alcides

Huayna Potosí

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Eu tenho uma dúvida, e recorro à vcs experientes.

Tenho real intenção de subir a HuaynaPotosi, no entanto me surgem mtas dúvidas :

1- A subida tem duas rotas? Francesa e Inglesa? Qual é mais fácil?

2- Meu condicionamento físico é bom, porém nao tenho experiencia nenhuma

3- Acredito que o melhor era fazer algo mais light ( alias, tenho ctz queé melhor hehe)

4- Não tenho tempo de me aclimatar por 6 dias...

 

Existe algum treking, que passe por montanhas nevadas( onde eu vou andar na neve) em La Paz? que seja mais de boa?

Se sim me ajudem pois 'nao to encontrando nada com relevancia a nao ser o H. Potosi.

 

Valeu...espero uma ajuda.

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Eu tenho uma dúvida, e recorro à vcs experientes.

Tenho real intenção de subir a HuaynaPotosi, no entanto me surgem mtas dúvidas :

1- A subida tem duas rotas? Francesa e Inglesa? Qual é mais fácil?

2- Meu condicionamento físico é bom, porém nao tenho experiencia nenhuma

3- Acredito que o melhor era fazer algo mais light ( alias, tenho ctz queé melhor hehe)

4- Não tenho tempo de me aclimatar por 6 dias...

 

Existe algum treking, que passe por montanhas nevadas( onde eu vou andar na neve) em La Paz? que seja mais de boa?

Se sim me ajudem pois 'nao to encontrando nada com relevancia a nao ser o H. Potosi.

 

Valeu...espero uma ajuda.

 

1- Se não tem experiência, vá pela Ruta Normal (inglesa). A francesa é subindo pelo lado sul e é uma parede bem grande.

 

2- Condicionamento físico não diz muita coisa em alta montanha. Seu estado mental e aclimatação são a chave do sucesso.

 

3- Com certeza

 

4- Então não vá, pode sofrer com edema cerebral e/ou pulmonar.

 

 

Se quer travessias em neve, estude sobre a cidade de Sorata, que fica na base da montanha Illampu. Algumas vezes, o Chacaltaya está nevado, principalmente no verão.

 

Abraço,

Leo

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Leo, vc pegou a mania dos bolivianos e peruanos de chamar o inverno de verão é? rs... eu lembro q eles me falavam q em julho era o verão deles pq n chovia (apesar da temperatura é mais baixa).

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Fala Sandman !!

 

As vezes faço isso sim ::lol4::::lol4:: Mas nesse caso não. Vou explicar.

 

A 5300m quando há precipitação, acaba nevando ou caindo pedras de gelo. Como La Paz quase não chove no inverno (junho, julho e agosto), geralmente não há ou terá pouca neve no cerro. Já no ''verão'' (dezembro, janeiro, fevereiro e março, podendo se estender até abril) é período de chuvas, sendo assim, é mais fácil pegar o Chacaltaya nevado nessa época.

 

Abraço,

Leo

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Eu tenho uma dúvida, e recorro à vcs experientes.

Tenho real intenção de subir a HuaynaPotosi, no entanto me surgem mtas dúvidas :

1- A subida tem duas rotas? Francesa e Inglesa? Qual é mais fácil?

2- Meu condicionamento físico é bom, porém nao tenho experiencia nenhuma

3- Acredito que o melhor era fazer algo mais light ( alias, tenho ctz queé melhor hehe)

4- Não tenho tempo de me aclimatar por 6 dias...

 

Existe algum treking, que passe por montanhas nevadas( onde eu vou andar na neve) em La Paz? que seja mais de boa?

Se sim me ajudem pois 'nao to encontrando nada com relevancia a nao ser o H. Potosi.

 

Valeu...espero uma ajuda.

 

1- Se não tem experiência, vá pela Ruta Normal (inglesa). A francesa é subindo pelo lado sul e é uma parede bem grande.

 

2- Condicionamento físico não diz muita coisa em alta montanha. Seu estado mental e aclimatação são a chave do sucesso.

 

3- Com certeza

 

4- Então não vá, pode sofrer com edema cerebral e/ou pulmonar.

 

 

Se quer travessias em neve, estude sobre a cidade de Sorata, que fica na base da montanha Illampu. Algumas vezes, o Chacaltaya está nevado, principalmente no verão.

 

Abraço,

Leo

 

Maravilha Léo, porém se eu tiver vindo de Machu Picchu? Já estarei aclimatado? Com uns 3 dias a mais em La Paz para escalada?

 

Sobre a Sorata tá difícil de encontrar algo, se tiver um relato de alguém q possa me indicar fico agradecido...

Valeu denv...se ta me ajudando pra kct.

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Sorata não rola turismo. É difícil achar relato de lá.

 

Se tiver mais ou menos a 15 dias na altitude acho legal sim. Machu Picchu é baixo. Muita gente acha que é mais alto que Cusco, mas não é. A Selva fica bem a baixo.

 

Se puder subir o Chacaltaya nesses 6 dias que estará se preparando em La Paz seria ótimo. Se puder, contrate o passeio de uma van e pague dois passeios. Um para subir, durma essa noite no refúgio do Chacaltaya e desça na van do dia seguinte. Tem que combinar isso na agencia !! Isso vai te aclimatar muito bem e vc verá realmente como seu corpo está funcionando a mais de 5000m.

 

Se passar muito mal lá, nem pense em subir a Huayna Potosí.

 

Abraço,

Leo

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João,

 

Para chegar em Sorata (cidade citada pelo Leo) de forma independente, você deverá tomar um ônibus que parte da região do Cemitério, próximo de onde saem os ônibus para Copacabana. Chegando lá é somente perguntar, que obtera informações. Alguns buses saem no começo da manhã.

 

Se estiver voltando do Peru por Kasani/Copacabana, dessa cidade, tem que seguir no ônibus que vai para La Paz, mais descer um Huarina e de lá tomar outro ônibus para Sorata, então é recomendado que faça isso no período da manhã, devido a maior oferta da transporte.

 

Quanto a relatos tem um do Lemoszne que ele cita Sorata, mais já faz mais de um ano esse, se não me falha a memória.

 

Maria Emilia

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Maria Emília, Léo. Muito obrigado pelas dicas...Pesquisei bastante e já vi que Huyana Potosi é coisa séria. Me prepararei mais para isso.

Sobre Sorata, vou pesqusiar bastante e criar um tópico ou algo parecido assim que eu voltar , haja vista que isso não tem muito no fórum e poderá ajudar muitas pessoas.

 

Abração à vcs.

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Sorata tem muita coisa sim.

 

Pesquisa se tem algum nevado pequeno ou se vai precisar de bota plástica com crampons, pois se precisar, vai ter que alugar isso em La Paz. Lá não deve ter. Se vc tiver uma bota Asolo quente, pode até não precisar de uma plástica, mas se for brasileira...

 

Abraço,

Leo

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ola galera !!

 

gostaria de obter o e-mail ou site da agencia Andreans Expeditions na qual o leorj sempre sita !!

eu ja caçei um monte na net e nda !!

se tiver recomendações de outras empresas de la paz que se tenha um contato por e-mail que realizam expedições p\ o huayna potosí favor exibir !!

 

valeu T+

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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