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Alcides

Huayna Potosí

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No seu caso, o Huayna Potosi seria a melhor escolha.

 

Pode ir sozinho, pois eles te encaixam em algum grupo que esteja subindo. Geralmente sobe de dois a quatro pessoas que não se conhecem. É legal !!

 

Reprodução de uma mensagem minha de algum outro tópico que mão me membro:

 

O Huayna Potosí é uma montanha dita como fácil. Mas de fácil não tem nada. Pra subir, não é necessário muito conhecimento técnico, mas é preciso uma boa (boa mesmo) aclimatação e uma boa condição física.

 

O ideal pra quem não tem experiencia é subir em 3 dias.

 

1º dia - Sai de La Paz, faz um cursinho de prática em gelo em um glaciar e dorme no Refúgio.

 

2º dia - Sobe pro campo avançado e dorme lá (Campo Rocas).

 

3º dia - Acorda meia noite e começa a subida de quase 1000 metros, pelo gelo, até chegar ao cume. Demora de 5 a 7 horas.

 

A única agencia que presta é a Andreans Expedition. Fica na Calle Illampu. Como chegar: Suba a Calle Sagarnaga até chegar a Illampu, depois vira a direita. Acho que é a terceira loja nessa mesma calçada.

 

A Andreans é a única agencia que possui todos os equipamentos completos e de grandes marcas.

 

Eles tem tudo mesmo. Até óculos. E não te cobram a mais por isso.

 

Paguei o valor de 170 dólares por 3 dias + carregadores de equipamento pessoal. Não se engane, contrate esses carregadores, pois existe um trecho chamado Morrena que é um inferno de pedras.

 

Mesmo que é cascudo sofre muito nessa subida. E não vale arriscar de levar a mochila nas costas e depois não conseguir subir. A Morrena é o pior lugar que já subi. Pior que escalada, pois é muito chato.

 

Pra fazer essa expedição não vai precisar de nenhum equipamento, pois essa agencia tem tudo mesmo.

 

Mas vai precisar de uma aclimatação de no mínimo 8 dias e um bom preparo físico.

 

Ah... E é legal passar um dia no Chacaltaya (5.300 metros) pra aclimatar melhor.

 

Antes de ir, comece a tomar um medicamento chamado Citoneurin 5000. Esse medicamento é na realidade um complexo de vitamina B. Outra marca não adianta !!! Pois essa tem uma dose cavalar de vitamina B12, que é responsável pela produção de glóbulos vermelhos do sangue.

 

Ajuda horrores na aclimatação. Tomar meio comprimido por dia, iniciando duas semana antes da viagem.

 

Quando estiver em La Paz, tome um por dia. Pare somente quando sair da montanha.

 

Bem... Qualquer dúvida, só falar.

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Perfeito.. então to vendo que vou tentar subir o Potossi,

 

Em relação ao Potossi, sabe dizer se eu chegar na bolivia consigo arrumar guia de imediato ou é que nem Machu P.? que tem que fazer reserva antes? pois tenho um problema, vou conhecer primeiro copacapana, puno, cuzco Machu P. e não vou saber o dia certo que estarei em La Paz.

 

 

o que vc recomenda? pois prefiro deichar o tentar subir o potossi por ultimo, acho que é melhor para aclimatação e ja estarei perto de ir embora.

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Não entendi. Vc vai subir Potosi ou o Huayna Potosi ??

 

Tenta ler mais, pois tem tem muita informação sobre o Huayna Potosi. Eu mesmo já postei um passo a passo pra quem que subir a montanha.

 

Vc passa na agencia que vai querer utilizar e pega o telefone. Quando estiver saindo de Cusco, liga e marca o dia que vc quer.

 

Sempre melhor deixar por último mesmo. Aclimatação é a peça principal.

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Leo, existe algum impediemento quanto ao clima? No sentido de haver alguma janela de tempo durante o ano em que se pode fazer a escalada, enquanto o resto do ano fica impedido por nevascas ou derretimento do gelo.

 

Estou querendo ir em Julho, época de frio e tal, é uma boa época para ir?

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Somente nos meses de Junho, Julho, Agosto e um pedacinho de Setembro é legal subir.

 

No resto do anos, é bem perigoso, pois o gelo fica mais frágil.

 

Julho é a melhor época.

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Escalei o Huayna Potosi agora em dezembro, segui a dica do Leo e procurei a Andean Expedition mas o preço deles era bem mais alto que o das outras e nao oferecia servioço de carregador, acabei optando pela Huayna Potosi que tinha a opção de fazer no mesmo diz com uma gringa que ja tinha saido e se eu corresse podia ir com ela. Acabei indo pela Huayna Potosi e pagando US$100 (muito barato se comparado aos outros preços que tinha visto pelo Peru e Bolivia para alta montanha) por 2 dias. Não tinha nenhuma experiencia em escalada nem em caminhar no gelo e achei relativamente tranquilo, não tive problemas tambem com o equipamento da agencia, que apesar de nao serem tecnicos ate pro meu olhar leigo nao me criaram nenhum problema. Problemas mesmo so tiver com minha companheira de escalada (se é que se pode chamar assim) que derrobou eu e o guia duas vezes arrastand agente motanha abaixo e acabando com o pouquinho de reserva fisica e mental que me restava. Outro problema que enfrentamos foi que chegamos umas 9 horas da manha e atrapalhou muito na volta porque o gelo estava mole e escorregava muito alem de o guia ter errado em tirar os nossos crampons muito cedo (diminui um pouco a culpa da gringa). O balanço final é que se hoje me mandassem escolher entre economizar com a agencia ou indo com mais alguem eu preferiria uma agencia com equipamentos nao tao tecnicos para poder ir sozinho, mas a grana nãosendo problema eu iria sozinho com a Andean Expditions.

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Que merda Paulo...

 

Eles nem deveriam cogitar a ascensão a essa montanha nessa época por quem tem pouca experiencia.

 

O gelo fica bem frágil e o risco de acidente é bem maior. Ainda mais chegando ao cume às 09:00 !!

 

Eu acho a agencia Huayna Potosi a pior e a mais sem noção de todas. Mas eles tem os preços mais baratos mesmo. E refúgio próprio.

 

Legal ter conseguido chegar lá em dois dias, pois a maioria dos brasileiros não consegue.

 

Abraço,

Leo

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Léo,

 

obrigado pelas dicas, mas em junho eu não corro o risco de pegar chuva ou neblina, e não poder apreciar a paisagem.

 

Quando fui ao chile nessa época não pode escalar o vulcão villarrica pois estava nevando muito.

 

grato

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descoberto3

 

No inverno, chuva é meio que impossível.

 

Neblina, rola muito no final de tarde, mas nada que possa estragar sua aventura.

 

Abraço,

Leo

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É Leo, talvez nao tenha sido mesmo uma boa ideia fazer a motanha com eles. Mas em relação a epoca nenhuma das agencias se negou subir, inclusive a Andean Tours.

E uma coisa que me ajudou a escolher a Huayna Potosi foi que eu vi muitos gringos comentando que tinham feito com ela e que os guias deles indicavam a agencia (acho que Rough Guide) além de a recepcionista deles mostrar saber o que tava fazendo.

Sem duvida que o andinismo é um esporte perigoso, e aumentar esse perigo para economizar US$50 não é uma decisao muito inteligente. Ainda bem que sai ileso dessa :lol:

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    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.


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