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LONDRES-PARIS-AMSTERDÃ-BERLIM-PRAGA-MUNIQUE-VENEZA-FLORENÇA-ROMA (Em construção)


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Berlim - Dia 2

Acordamos cedinho e felizes, já que depois de tanto tempo de viagem, estávamos com roupas limpinhas e cheirosinhas! Tomamos café da manhã ainda no albergue e saímos para desbravar Berlim. Tínhamos a intenção de subir na Torre de TV (Fernsehturm), mas como o tempo ainda continuava nublado, desanimamos. Mesmo assim decidimos começar o nosso tour por lá e assim seguimos para a Alexander Platz.

Lá aproveitamos para ver a Weltzeituhr, um relógio gigantesco que traz a hora das grandes capitais do mundo e a prefeitura (Rotes Rathaus) com sua fonte que vale bons cliques, passamos então pelo Nikolai Quarter e seguimos para a Berliner Dom Cathedral! A igreja é lindíssima. Continuamos o tour pela Unter den Linden, uma das avenidas mais bonitas da cidade, descemos para a região do Gendarmenmarket e aproveitamos para conhecer a famosa loja de chocolates Fassbender & Rausch! A visita vale a pena mesmo que você não queira comprar nada, o ponto alto aqui é conhecer as esculturas feitas com chocolate. Quando fomos, haviam inúmeros pontos turísticos de Berlim, incluindo a Dom e o Portão de Bradenburg , com uma impressionante riqueza de detalhes! É claro que eu não resisti e comprei vários chocolatinhos!

Acabamos nos refugiando na loja para fugir dos chuviscos que teimavam em cair, mas a espera não foi longa, depois de alguns minutinhos a chuva já havia cessado!

De lá, seguimos para o Bradenburg Gate, o único dos 14 portões de Berlim que não foi destruído na 2ª Guerra, tiramos as fotinhos clássicas e paramos ali pertinho para provar o típico prato alemão, já que é impossível ir a Berlim e não experimentar a famosa Curry Wurst, salsicha ao curry, em uma das lanchonetes da cidade!

Depois de petiscar um pouquinho, seguimos para o Parlamento (Reichstag) e para a Chancellery. Na volta, ainda passamos pelo Memorial dos Judeus e seguimos para a Potsdamer Platz. Nessa praça, vale a pena observar o primeiro semáforo do mundo, algo bem diferente dos de hoje!

Nessa região há ainda pedaços do muro expostos e diversas fotos informativas que mostram como essa região era quando o muro ainda dividia a cidade!

Berlim traz muito de sua história, tudo nela gira em torno do Nazismo e por mais triste que isso seja é algo que se vê em todas as partes da cidade! O muro, apesar de ter caído em 1989, deixou grandes marcas até hoje. Pelo chão, cruzando ruas e calçadas, foi traçado com pedras o espaço percorrido pelo muro que dividia de um lado a Berlim Oriental e de outro a Ocidental! Há ainda plaquinhas evidenciando a passagem do muro por vários lugares da cidade!

Em ritmo de desbravadores da História, pegamos o metrô para a Bernauer Strasse, onde há um Memorial do Muro de Berlim! Assim que se chega à estação Nordbahnhof, temos a idéia de como a divisão do muro afetou a vida de milhares de pessoas. Através de fotos explicativas se abre um universo maluco, que mostra como o serviço do transporte de trens e metrô funcionava nessa época. A visita à estação vale muito a pena!

As linhas de metrô da Berlim Ocidental conseguiam adentrar no território da DDR, entretanto, as estações da Berlim Oriental foram todas destruídas e abandonadas, fazendo com que o percurso passasse direto por estações fantasmas. Muitos tentaram atravessar de um lado para o outro através das ruínas das estações de metrô, mas acabaram mortos na tentativa.

Assim que saímos para a rua, parecia que estávamos imersos naquela realidade triste! O Memorial manteve o muro e uma torre de observação onde ficavam os soldados, tudo exatamente como era!

Pois bem, estávamos lindamente caminhando pelo Memorial, ouvindo as explicações do áudio guia e lendo as descrições das fotos e de repente o muro estava a minha frente! Olhei pela fresta e vi a tal torre de observação dos soldados, uma curiosidade tremenda tomou conta de mim! Eu queria ver o que tinha do outro lado do muro! Não pensei duas vezes, olhei para o maridão e falei: Me levanta! (Só para facilitar a imaginação, eu tenho 1,76m de altura! O que quer dizer que a manobra não seria algo tão simples!) O marido entrelaçou as mãos, impulsionou o meu pé e lá estava eu, me equilibrando com a máquina pra conseguir uma foto!

Eis que quando estou lá no alto do muro, pude ver que várias pessoas me olhavam do alto de um prédio em uma área destinada à observação daquela parte! ::putz::

Bem que eu vi que aquele não devia ser o modo mais fácil para conseguir uma foto!

E foi assim que descobri que boa parte do Memorial fica na antiga parte Oriental (onde eu estava), com uma área descampada com fotos de pessoas que tentaram pular o muro e com áudio guias pra facilitar o entendimento. Do outro lado do muro, fica o Centro de Documentação com um ponto de observação no alto para se ver o perímetro do muro e a torre onde ficavam os soldados.

Minha dica aqui é, não tente pular o muro!

Até hoje me pego rindo quando lembro disso, acho que os turistas lá do alto devem ter pensado: o que essa louca está querendo fazer tentando pular o muro? hahaha Deve haver fotos minhas espalhadas pelo mundo todo! ::lol4::

Depois de tanto andar e ainda tentar pular muros, estávamos exaustos! Voltamos para o albergue para encontrar a Vivi e o Fred, que neste dia haviam ido visitar um campo de concentração próximo à Berlim! Como nossa idéia era conhecer o campo de Dachau, próximo à Munique, não fomos com eles!

A agitação do albergue era bem bacana e como passávamos o dia andando de um lado para outro, foi animador poder curtir o final do dia praticamente em casa! Mais uma noite nos reunimos na cobertura, onde ficava o bar, ansiosos para o próximo dia, quando visitaríamos os muros da East Side Gallery!

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Berlim – dia 3

Hoje o dia começava com cara de despedida, já que seria a última vez que veríamos a Vivi e o Fred. Passaríamos a tarde juntos e depois eles seguiriam viagem para Roma.

Tomamos um super café da manhã ainda no albergue e seguimos para a East Side Gallery.

Lá as pinturas coloridas sobre o trecho mais longo do que restou do Muro de Berlim são realmente tocantes. No geral, elas simbolizam esperança, medo, alegria, impotência e ódio, servindo como testemunho dos sentimentos que a queda do muro provocou. Todas as pinturas se encontram na antiga parte Oriental e acabou se tornando um grande ponto turístico. Do lado Ocidental, margeando o rio Spree, há diversos bares com pista de dança, piscinas, areia e clima de praia. É só fazer calor que o lugar fica bem animado, ótimo para tomar uma cerveja gelada tendo uma visão linda do rio. Como o tempo não estava ajudando, abortamos essa missão também!

Enquanto caminhávamos observando as obras de arte nos muros, um desfile dos famosos carrinhos antigos fabricado na Alemanha Oriental durante os anos 1960 e 1970 passou pela gente! Eram todos muito coloridos e não resistimos, fomos ver de pertinho como eles eram! O maridão até entrou dentro do autêntico Trabant – o tal carro! Era tão apertadinho que mal cabiam duas pessoas lá dentro!

Ali perto também vimos uma escultura de um urso fofíssimo doada por Romero Britto como presente à cidade. Aliás, outra observação engraçada é que haviam esculturas de ursos por todas as partes! Esse é o animal símbolo de Berlim e como forma de homenagear a cidade, vários artistas se reuniram para criar ursinhos coloridos e em poses divertidas!

Sem dúvidas, Berlim tenta apagar a história cinza de suas ruas com uma boa dose de cor e arte!

Dali, podíamos ir a alguns museus da cidade, mas preferimos fazer algo diferente, já que a cidade é pura História a céu aberto!

Inspirados pelo clima de futebol graças ao jogo do campeonato alemão dos dias anteriores, decidimos rumar para o Estádio Olímpico! Foi uma forma de fugirmos um pouquinho de tanta coisa sobre guerra! Nem preciso falar que os rapazes adoraram o passeio!

Agora era hora de visitarmos o Palácio de Charlottenburg e seus jardins, lindíssimos! Apesar de parecer estar em um mundo a parte de Berlim, o Palácio ficou bem destruído durante a segunda guerra! Acabou sendo reformado e hoje virou museu. Como queríamos aproveitar o tempo a céu aberto, optamos por curtir os jardins e a paisagem do lugar!

Era hora de comer, então seguimos para a famosa loja KadeWe! Gente do céu, aquela loja é o paraíso na terra! Tudo bem carinho, é verdade, mas pelo menos dá pra ficar com os olhos brilhando! A dica é ir para o último andar, o gourmet floor! Lá, dá pra saborear diversas comidinhas a preços bem acessíveis, além disso há queijos, embutidos, bolachinhas e uma série de guloseimas de dar água na boca! E o melhor, os preços são acessíveis!

Decidimos comer uma seleção de diferentes salsichas, já que estávamos no país certo pra isso! Foi então que uma alemã fez o pedido de algo que se parecia com mortadela e enquanto temperava o prato com mostarda e outros molhos, perguntei para o atendente o que era aquilo. A mulher, ouvindo minha pergunta, sorriu e respondeu... Leberwurst, ou para bom entendedor, salsicha de fígado!

Sabendo do que se tratava não fiquei muito animada em provar, mas a alemã, muito simpática, fez questão de que todos de nossa mesa provasse uma porção da iguaria! Foi engraçado ver os quatro, de garfo em punho, petiscando o prato da mulher!

Ali também era a nossa despedida! A Vivi e o Fred voltariam para o albergue e nós seguiríamos para o Checkpoint Charlie. Acreditarmos que aquela seria nossa última vez juntos na Europa, mal sabíamos que ainda iríamos acabar nos vendo de novo!

Seguimos nosso trajeto sozinhos, dessa vez só eu e o maridão, rumo a um dos lugares mais turísticos de Berlim.

O Checkpoint Charlie era um posto militar que separava a zona controlada pelo exército americano e russo. Para entrar no clima, há atores que posam para fotinhos vestidos em seus respectivos uniformes (e cobrando alguns euros para isso!) Ao lado da pequena guarita, há um grande painel com a foto de um soldado americano de um lado e de um soldado russo do outro.

Voltamos caminhando para o albergue e decidimos tirar o restinho da noite para descansarmos, arrumar as malas e terminar a noite mais uma vez no bar do hostel!

Amanhã era dia de viajar para Praga! ::otemo::

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  • Colaboradores

Olá Thais, muito prazer.

 

Estou adorando seu relato.

Fiz uma trip na Europa entre Setembro e Outubro e acabei de escrever e postar o meu relato(preferi escrever e montar todo antes de postar dessa vez). E como você disse, quando estamos escrevendo vamos revivendo toda a viagem, e isso é muito bom.

 

Agora que o meu está escrito, sempre que tenho um tempo fico relembrando a minha viagem lendo outros relatos e o seu é ótimo para isso.

Já li toda a parte de Londres e Paris, por onde também passei. Gosto de comparar os lugares que visitei que outros mochileiros também foram, ler sobre lugares que não fui mas que consigo imaginar por ter estado na ciadade e ver que estive em lugares que as pessoas não foram.

 

Agora vou começar a ler sobre lugares onde não estive nessa viagem e pretendo ler até o final, quando você escrever sobre Roma, que foi a sua última cidade e no meu caso a primeira. Foi em Roma o meu primeiro contato com a Europa.

 

Meus parabéns, muitos reputation points para você e tudo de bom.

 

Henrique

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  • Membros

Oioioi Henrique!

Realmente, relembrar essa viagem é um dos meus hobbies! Ainda tenho que acrescentar fotinhos, mas como ando sem tempo até pra escrever, no final dou um jeito nisso!

Eu também sou como vc... tudo que é relato de viagem me inspira! Acho que isso tá na veia de quem ama botar uma mochila nas costas (ou até uma mala de rodinhas nas mãos!)

Depois vou dar uma lida no seu relato também! Vou adorar!

Obrigada pelos pontinhos do Reputation Points! Iupi! :)

Beijinhos

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  • Colaboradores

É, realmente tempo para escrever é dificil. Ou as vezes, até tem tempo mas está sem inspiração. Eu mesmo sempre tinha inspiração quando não tinha tempo... RS

 

Mas esse eu fiz questão de terminar, comecei escrever relatos de outras viagens e ainda não terminei, e aí o tempo vai passando e vai ficando cada vez mais dificil, por isso eu preferi correr (e mesmo assim demorou 3 meses) mas terminei.

 

Agora terminei de ler até onde você escreveu também, ancioso pelos próximos capítulos.

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