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Bom dia pessoal,

 

Sou novo aqui no mochileiros, moro em Piraquara (região metropolitana de Curitiba) e gostaria de relatar nossa viagem, que eu e minha esposa fizemos à Maresias e Ilhabela SP entre os dias 04/08 e 10/08. Eu e minha esposa (Dani) sempre curtimos o contato direto com a natureza, sempre liamos relatos de viagens, trilhas, trekking aqui no mochileiros e sempre ficávamos entusiasmados e empolgados com as paisagens de cada região, com a natureza exuberante, a cultura local, etc... Para o planejamento da viagem; pesquisei muito a respeito das trilhas que existem nas regiões, o nível de dificuldade, o que levar; quais cuidados essenciais, etc...escolhemos o litoral norte de SP pela diversidade da natureza da região, é um misto de mata atlântica, cachoeiras e praias e como seria nossa primeira experiencia tinha que ser inesquecível...e graças a Deus foi inesquecível!!!

 

1 DIA: Saída de Piraquara PR a Maresias SP.

 

Saimos dia 04/08 as 05:45hrs, via BR 116 sentido litoral de SP, conseguimos 2 promoções para hospedagem através do hotel urbano e escolhemos ficar em Maresias no chales do Paulo, ótimo lugar...3 diarias R$ 165,00 para o casal!!! Chegamos a maresias as 14.00hrs, mortos de fome; deixamos as mochilas e demais apetrechos na pousada e fomos "caçar" um local bom para comer...ai veio a primeira surpresa da viagem, andamos beirando a praia e avenida principal e sentamos num restaurante chamado "BADAUE" local show de bola..pedimos o cardápio eu com uma sede de matar pedi uma gelada...quando abrimos o cardápio e olhamos os valores...quase caímos de costas; pois o prato mais barato para o casal ficava em torno de R$ 140,00, pensei comigo..putz, nossas ferias vão virar tudo em alimentação aqui..rsrs...tomei a gelada mais cara da minha vida, R$ 10,00, e fomos embora; havíamos matado a sede mais a fome tava revirando nossa cabeça, resolvemos sentar num quiosque nativo em frente a praia e comer alguma coisa pra aliviar a fome e pedir informações sobre a trilha que íamos fazer no segundo dia..o nativo responsável pelo quiosque foi muito gente boa e nos passou todas as informações sobre a trilha entre MARESIAS x PAUBA. A noite resolvemos comer uma pizza e fomos descansar na pousada.

 

FOTOS DO PRIMEIRO DIA:

 

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2 DIA: Trilha entre MARESIAS x PAUBA.

 

Nível de Dificuldade: Fácil.

Tempo de travessia: 1.00hrs ida e volta.

Informações históricas: Caminho de passagem entre a comunidade caiçara.

Informações para chegar a trilha: Seguir em direção ao final da praia de maresias, avista-se um rio que desemboca no mar, atravessa, contorna a propriedade particular (liberado para visitantes) que delimita inicio da trilha e sobe o morro seguindo a demarcação da trilha.

 

Eu e minha esposa acordamos as 08.00hrs tempo nublado com cara de chuva; mesmo assim resolvemos arriscar e iniciar a trilha, tomamos um cafe na padaria próxima a pousada e outro susto tomamos..2 cafés com leite e 2 mistos R$ 25,00, deveria ter almoçado logo no cafe da manhã..rsrsrs...mas seguimos em direção ao inicio da trilha, botas na areia e seguimos para atravessar um riacho que deságua no mar, atravessei primeiro e ao invés de tirar a bermuda e a bota e atravessar de sunga, resolvi seguir de bermuda mesmo; no meio do riacho a água bate na cintura e acabei molhando toda a bermuda...minha esposa mais esperta foi com uma bermuda que seca mais rápido e não teve o mesmo problema; mas isso faz parte e bora subir o morro, a trilha não tem dificuldade nenhuma, é uma subida íngreme mas tranquila de se fazer, no alto do morro avista-se as 2 praias, PAUBA e MARESIAS, um visual deslumbrante e melhor teria sido se o sol tivesse dado as caras, atravessamos e chegamos a praia, uma praia tranquila para quem busca sossego e com mais ou menos 700mts de extensão, mar agitado e cercado de rochas e montanhas...sentamos um pouco, descansamos e fomos dar um volta na vila que fica em torno da praia, um local tranquilo com algumas casas de moradores locais e residencias de praia, voltamos para MARESIAS e fomos passear pelos arredores da praia, tentando procurar algum local mais barato param almoçar, apos algumas dicas chegamos num hostel 3 quadras para baixo da avenida principal, para minha surpresa e da minha esposa essa rua era muito mais agitada com bares e restaurantes que a avenida principal, almoçamos no restaurante em frente ao hostel e retornamos a pousada. Fomos informados que no hostel funcionava um barzinho estiloso que servia uma das melhores caipirinhas da região, chegando a noite fomos lá para conferir....e que grata surpresa...ambiente bem simples; com uma excelente decoração, ótima musica e como era domingo a noite só eu e minha esposa curtindo nossas 5 caipirinhas..rsrsr..(3 minhas e 2 da minha esposa).

 

FOTOS DO SEGUNDO DIA:

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3 DIA: Trilha da PRAIA BRAVA DE BOIÇUCANGA.

 

Nivel de dificuldade: medio/dificil

tempo de travessia: 3hrs ida e volta.

informações para chegar a trilha: na rodovia que liga boiçucança a maresias, tem uma placa sinalizando inicio da trilha bem ao lado de uma pousada, tem estacionamento para deixar o carro R$ 10,00.

 

Após 5 caipirinhas no barzinho do hostel, dormimos igual crianças...rsrsr...Acordamos cedo e dessa vez preparamos nosso próprio café, a pousada disponibilizava a cozinha comunitária e pagar R$ 25,00 todos os dias não estava nos nossos planos. Reabastecidos, preparamos as mochilas com bastante agua; doce de banana (alta caloria); bolachas; colocamos as botas e rumamos direto para o inicio da trilha da PRAIA BRAVA DE BOIÇUCANGA. Deixamos o carro no estacionamento do seu zé R$ 10,00 e iniciamos a trilha, com subidas ingremes, bastante pedras no caminho....no meio da trilha escuta-se bastante o grito dos bugios (macacos da região) mas não tivemos sorte de encontrar nenhum pelo caminho, no meio da trilha chega-se a um mirante que avista-se toda a praia deserta de boiçucanga, quando digo deserta é deserta mesmo, não há nada na região....esse mirante foi um caminho criado pela Petrobras que corta as montanhas da região, descemos na parte final da trilha rumo a praia brava, chegando a praia nos deparamos com um cenário belíssimo..uma das praias mais bonitas que já visitei, não há civilização em volta da praia, apenas montanhas de um lado e outro da praia que tem mais ou menos uns 400mts de extensão, mar agitadíssimo e com boas ondas para os surfistas, dizem que quando a maré sobe demais fica impossível chegar a praia, ficamos ali sentados na areia da praia eu e minha esposa admirando o cenário que Deus criou, foi nessa hora que tive a certeza que fizemos a escolha certa para nossa viagem, retomamos o folego e voltamos pra trilha pois a maré já estava começando a encher, almoçamos em boiçucanga e retornamos para pousada, a noite fizemos umas porções de camarão a milanesa na cozinha comunitária da pousada, 1lt de jurupinga, algumas duzias de skol e já estava virando os olhos de sono..rsrs.

 

FOTOS DO TERCEIRO DIA:

 

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4 DIA: Maresias x Ilhabela

 

Após 1 lt de jurupinga e algumas duzias de skol, descansamos bastante a noite e no dia seguinte pegamos uma praia como bons e tipicos farofeiros..rsrsrs...final da manhã arrumamos as coisas e levantamos acampamento rumo a Ilhabela, a rodovia que liga as 2 regiões é cortada pela serra do mar e quem tiver com carro 1.0, como o nosso vai sofrer um pouco, mas a paisagem que contorna a serra é sensacional e vale a pena. Chegamos para travessia da balsa que vai ate ilhabela umas 12.30hrs, aguardando na fila para entrar na balsa fomos abordados por uma figuraça que fica vendendo amendoim ali na fila da travessia, um cara gente boa e que nos empurrou 2 pctes de amendoim por R$ 14,00 e que nem chegamos a experimentar..mais isso eu vou contar mais um pouco a frente, chegamos em ilhabela as 13.30hrs e fomos direto para pousada, nos assustamos um pouco quanto à ilha devido ao transito e quantidade de carros e motos que circulavam pela região e se tratando de ilha imaginávamos o local um pouco mais pacato. Ficamos hospedados na pousada da agua branca, compramos o pacote pelo hotel urbano e pagamos R$ 199,00 para 3 diarias o casal, a pousada é show de bola, um riacho que desce da cachoeira corta a pousada e todos os dias dormíamos com o som da água caindo atrás do nosso chalé. Apos deixarmos as mochilas e demais apetrechos, fomos passear pela ilha e procurar algum local para almoçar, como Ilhabela é bem procurada por artistas, etc...não era de se espantar que os preços das refeições fossem baratos, mas pesquisando um pouquinho encontra-se bons lugares para almoçar sem pagar caro. Ilhabela é considerada a capital da vela, é uma cidade em uma ilha. Almoçamos e fomos procurar informações sobre as trilhas tão famosas na ilha, pegamos o carro e seguimos a praia da ponta da praia de sepituba, onde inicia a trilha do bonete, informações mapeadas retornamos a pousada para descansar e no dia seguinte encarar a tão famosa trilha do bonete.

 

FOTOS DO QUARTO DIA:

 

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5 DIA: TRILHA DO BONETE:

 

Descansados e munidos de bastante agua, bolachas, bananas, doces, etc...arrumamos as mochilas e seguimos para o inicio da trilha do bonete, 09.00hrs chegamos no inicio da trilha, deixamos o carro no único estacionamento antes da entrada do parque. A trilha tem 12km de extensão com subidas e descidas que aparecem não acabar mais, a trilha corta 2 cachoeiras sensacionais e bem delimitada e não há risco de sair da trilha, a água das fontes naturais são pura e limpa...ao longo de 12km um misto de barulho do mar e das cachoeiras nos davam o ar da graça do local, andamos e andamos....parecia não ter fim...ate que chegamos a primeira cachoeira, a cachoeira da lage, um local maravilhoso com piscinas naturais e uma queda de agua show de bola, fizemos a travessia da cachoeira por uma ponte de madeira e seguimos por mais 4km ate a segunda cachoeira, a cachoeira do areado, atravessamos pelas pedras com as mochilas nas costas e botas nas mão, aproveitamos e descansamos um pouco, tomamos um banho nas águas geladíssimas da cachoeira e retornamos a trilha rumos ao mirante da praia do bonete. Novamente andamos e andamos pelo meio da mata fechada, desanimados pelo cansaço avistamos no fundo da trilha um clarão..seguimos em frente e o clarão se abriu com uma vista que jamais iremos esquecer da praia do bonete, do alto de quase 500mts podíamos ver a praia do bonete, considerada a segunda praia mais bonita do Brasil, atrás apenas de Fernando de noronha, renovados pela vista paradisíaca da praia, descemos por mais uns 2km ate o final da trilha e pisamos nas areias da praia mais bonita que pude conhecer na minha vida. Exaustos e mortos de fome...eram 14.00hrs..não havia condições de voltar pela trilha devido ao horario e não tinhamos levado barraca de emergencia para acampar no local, eu e minha esposa resolvemos procurar os nativos na praia e ver as condições para volta de barco (R$ 30,00/pessoa), acertamos retornar de barco as 16.00hrs com um nativo pescador da região e fomos procurar algum local para tentar almoçar. A praia do bonete é uma vila com cerca de 150 moradores locais caiçaras e foi em uma dessas casas que cheguei para pedir informações sobre alguém que servisse almoço, lanches, etc...pois a fome já estava grudando em nossas costelas..rsrs...umas das nativas nos ofereceu almoço a R$ 15,00/pessoa com arroz, feijão, peixe da região e salada, e cerveja itaipava, eu e minha esposa fizemos uma cara de agradecidos e aceitamos a oferta, a moça montou uma mesa de frente para praia e sentamos para descansar e esperar ela trazer o almoço, foi uma das melhores refeições que fiz na minha vida. Logo após o almoço fomos andar pela praia e esperar o retorno de barco, notei nesse momento que o mar estava muito agitado, ondas de mais ou menos 2,5mts quebravam na praia e eu com aquele sentimento estranho, fomos ate o fim da praia onde desemboca um rio que desce da serra e serve de ancoradouro para os barcos nativos... uma paisagem de filme. Quando o nativo começou a trazer o barco para entrada da praia, notamos que seria dificil entrar naquele mar agitado com aquele barco, enrolamos nossa mochila, camera fotografica, botas, etc...e deixamos dentro do barco, com agua pela cintura, estava ajudando o nativo a entrar com o barco no mar; ele todo confiante estava dando as coordenadas de quando empurrar o barco contra a onda pra sair da arrebentação, num momento de calmaria ele disse para entrar no barco que seria a hora de sair, quando entramos no barco eu e minha esposa, olhamos para frente e vimos uma onda gigante se formar a nossa frente, uns 2,00mts de onda quebrou bem em cima do barco jogando o para longe, inundando o barco e quase nos afogando..rsrsrs..um experiencia unica, o nativo acostumado com a situação, ajeitou o barco novamente e conseguimos entrar no mar agitado e seguir para praia de sepituba, um belo passeio, sem coletes salva vidas, sem segurança alguma no barco, com o mar agitado, mas valeu a pena. Retornanos a pousada com o sentimento que aquilo realmente foi uma das melhores coisas que aconteceu em nossas vidas, um misto de loucura e realização, a noite na pousada fizemos algumas porções de iscas de peixe regado a muita skol gelada.

 

FOTOS DO QUINTO DIA:

 

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6 DIA: TRILHA DE JEEP CASTELHANOS.

 

Haviamos programado fazer a trilha de castelhanos a pé, são 22km de ida ate a praia de castelhanos, mais 2km ate a cachoeira do gato, a mais alta de ilhabela, porém como havíamos feito a trilha do bonete a pé, 12km, mais todo o cansaço de volta de barco ate sepituba, resolvemos ir caminhando ate a entrada o parque de castelhanos e prucurar algum jipeiro que nos levasse ate a praia de castelhanos, andamos cerca de 5km ate a entrada do parque e nada de jeep pela região, resolvemos retornar e procurar algum jipeiro no caminho, encontramos varios porém todos lotados e sem condições de nos levar, quase desistindo fazer essa trilha encontramos o seu Neri, jipeiro experiente, com mais 2 casais ( 1 casal de SP e outro da HOLANDA) e nos ofertou ir junto com ele para castelhanos, aceitamos na hora e seguimos ate castelhanos. Inicio da trilha parecia ser tranquila, não imaginava toda aquela preocupação em somente veiculos 4x4 trafegarem por ali....mais adiante..quase 1/2 da trilha começou a complicar e ai sim tive a certeza que somente jeeps poderiam fazer esta trilha, era um sobe e desce por meio de pedras e riachos que não parecia ter fim, a trilha é bem demarcada e tem 11km de subida e 11 km de descidas, depois de 1,30hrs chegamos a praia de castelhanos, um verdadeiro paraiso, praia cercada de mata atlantica, com infraestrutura para camping e aluguel de chales, chegamos e fomos conhecer a trilha que levava a cachoeira do gato, a mais alta da região, apos 40min de caminhada mata adentro começamos a ouvir o barulho da cachoeira, andamos mais um pouco e avistamos a cachoeira mais bonita da região, são 40mts de caida livre de agua, ficamos ali descansando deixando a agua cair sobre nossas costas e curtindo o visual, retornamos a praia, almoçamos, curtimos a praia e retornamos pela trilha ate a pousada.

 

FOTOS DO SEXTO DIA:

 

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7 DIA: RETORNO PIRAQUARA PR:

 

1227 km ida e volta da viagem.

 

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  • Membros de Honra

Olá Rodrigo e Dani!

 

 

Vizinhos, belo relato, parabéns! Uma viagem bem legal pelo litoral de SP e que conta bem as agruras que normalmente rondam essas "escapadas". Além disso já mandaram bem logo de cara, na "estréia" aqui no Mochileiros.com compartilhando sua viagem e experiências. Show de bola!

 

Ri muito com o episódio da gelada de R$ 10,00 e o cardápío caríssimo... Não de sacanagem, mas pela lembrança de situações parecidas pelas quais também já passei, afinal é uma situação "típica" destes dois "points" do litoral paulistano.

 

Abraço!

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  • 1 mês depois...
  • Membros

Olá Rodrigo, muito legal sua descrição. Me ajudou muito. Vou pra Maresias agora de 1 a 4/11 com meu marido e meus pais e com certeza vou fazer as 2 trilhas que vc e sua esposa fizeram. Diferente de vocês que passaram um tempinho em Ilhabela também, eu só vou ficar em Maresias, então queria saber se vc tem mais alguma indicação de passeio por lá. Algo que você ouviu dos moradores e turistas que possa compartilhar..

 

Abraço

Camila

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  • 1 ano depois...
  • Membros

Nossa Rodrigo, muito legal seu relato, mas confesso que estou um pouco brava com você!.rsrs... quando li o relato do 1º dia achei que viria um super guia de bolso por aí, mas de repente você passou a contar os milagres e esconder os santos...kkkk.... nomes de lugares que você encontrou, pessoas... por ex, vc fala do seu chalé em Ilha Bela, fiquei lendo o relato e esperando ansiosa pelo nome da pousada com cacheira ao fundo e .... e... vc não disse... :( se ainda lembrar e tiver um tempinho, coloca os nomes dos lugares pra gente! :)

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  • 1 mês depois...
  • 2 anos depois...
  • Membros
Olá Rodrigo e Dani.

 

Vocês lembram do nome ou do endereço desse hostel que vocês tomaram as caipirinhas?

Grato.

 

Bom, nao sei se ainda interessa mas o Hostel se chama ˜Hostel Maresias˜, sempre me hospedo lá e é um lugar com pessoas maravilhosas, perto da vida noturna ativa da cidade, sempre tem gente no bar do próprio hostel, no barzinho da frente e fica localizado simplesmente do lado do Sirena. Vale a pena.

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    • Por Carolina Rosaboni
      Chegando na praia do Bonete todas as nossas esperanças de sinal foram por água abaixo lá só chega Wi-Fi para as maquininhas de cartão e a luz vai até as 18h, então estejam preparados para ficarem incomunicáveis já chegando em Ilhabela, na parte Sul quase não tem sinal. Assim que pisamos fui no primeiro restaurante que encontrei e esqueci de pegar o nome pra tomar um Coca, como uma boa viciada, todos os atendentes foram super gente boa e me emprestaram o celular só para avisar que estava viva. reparamos que tinha uma ducha na porta desse restaurante e um camping do lado. 

      Nos afastamos e assistimos ao pôr do sol, em menos de meia hora a praia ficou vazia e um breu que só. Tomamos banho naquela ducha mesmo apenas iluminados pelas estrelas (dava pra ver a constelação das três marias inteirinha, o céu de lá é perfeito) e nos dirigimos para a outra ponta da praia para ver se havia possibilidade de armar a barraca. Já de aviso NEM TENTE, os moradores viram a noite com lanternas procurando se tem alguém com barraca e são bastante mal educados, chegam totalmente na ignorância só de te ver com as coisas se você não está se dirigindo a um dos campings. Mas felizmente uma mulher de São Sebastião veio nos pedir um isqueiro emprestado e disse que era super tranquilo só dormir na praia, ela e o marido estavam nessa a dois dias. 
       
      Estendemos a barraca debaixo de umas árvores perto deles e fomos atrás de comida no outro comércio que tinha na praia e tinha a aparência de estar aberto, a barraca do Cacau, assim que nos viram passando nos trataram muito, mas muito mal mesmo, com respostas vagas e sem olhar na nossa cara, até indicaram um lugar na vila que poderia estar aberto, mas depois de toda essa recepção decidimos não ir e comer o resto do que tínhamos levado para a trilha. Capotamos de cansaço às 20h, um pouco depois fui acordada pela luz da lua cheia que iluminava a praia inteira como uma lanterna em nossas cabeças, o céu de lá realmente não tem explicação e tirando os mosquitos não tivemos muitas preocupações de noite. 
      No outro dia acordamos com o nascer do sol e um grupo de golfinhos bem na nossa frente, se tivesse bateria teria sido uma foto perfeita. Nos lavamos no rio que encontra o mar bem na beira da praia e estendemos as roupas com uma corda entre as árvores. O comércio abria no final da manhã e compramos mais água e apenas salgadinhos, os preços eram bem fora do nosso padrão. Lá na vila descobrimos que havia uma trilha para outra cachoeira, mas no dia anterior um menino tinha morrido de picada de cobra, o que nos desencorajou totalmente de explorar. Acabamos  ficando pela praia mesmo pois o dia estava lindo, ao meio dia a orla se encheu de lanchas e jet skis e fomos almoçar no bar do Cacau mesmo que prometeu um PF que alimentaria 3 pessoas. Nossa sorte foi que pedimos dois, pois a porção dava  para um pouco mais de uma pessoa, mas estávamos felizes de estar comendo comida dessa vez. 

      Já eram 14h30 e tínhamos acabado de comer, literalmente do além surgiu uma ventania muito forte, daquelas de tirar as pessoas do chão. Corremos para guardar tudo e nos abrigamos no bar do Cacau enquanto observamos os barcos do tinham virado e estavam sendo arrastados, logo mais começou uma chuva forte de 2h. Nos informaram que iriam fechar e não poderíamos ficar abrigados lá, nem passar a noite na praia como no primeiro dia pois chovia, e barraca nem pensar se não irão destruí-la. Ficamos um tempinho debaixo de uma árvore e fui procurar o gerente do bar que conhecemos no primeiro dia e contei toda a história e que não tínhamos dinheiro para o camping se poderíamos dormir no chão do bar e tentariamos pagar um barco bem cedinho no dia seguinte. Ele até deixaria, mas tinha uma confraternização de Ano Novo com o dono do bar, mas a sogra dele nos deixaria ficar nos bancos na frente do bar dela que tinha um pouquinho de cobertura. Eu já estava super contente, mas fui encontrar o casal de amigos que estava abrigado no bar da praia esperando sermos desalojados novamente e contei tudo o que o gerente havia me falado. 
       
      Resolvemos tentar a sorte até a confraternização começar, umas 20h dois casais chegaram para arrumar as mesas e estávamos nos dirigindo ao bar da D. Rosinha que fica no povoado. O C. (vou chamá-lo assim para preservar a identidade, mas serei eternamente grata)  dono do bar se compadeceu da nossa miséria e salvou nosso ano novo, além de nos abrigar em seu quintal para montar a barraca, oferecer banho quente, ofereceram uma ceia maravilhosa e passamos o Ano Novo com sua família super gente boa, até me fez voltar a ter fé no pessoal de Bonete que tinha sido extremamente rude até o momento conosco. Os sobrinhos dele nos levaram para um bar que tocava música ao vivo no povoado e pulamos as ondinhas na praia. No outro dia acordamos às 8h e conseguimos um barco de volta para ilha por “apenas” R$60 (por causa do ano novo o mínimo seria R$80 ou R$90, mas o cara nos fez preço de temporada, pois era amigo do C. ) Por causa da tempestade  no dia anterior os golfinhos não apareceram, mas o barqueiro nos levou para conhecer o buraco do cação, que mesmo muito profundo dá pra ver o fundo de tão cristalina a água é
      Resumo: o Bonete é um lugar maravilhoso para visitar, uma das praias mais lindas que fui e dá pra dormir na areia tranquilamente, mas vá preparado financeiramente para imprevistos,  pois não é sempre que almas boas aparecem. E se for de trilha se prepare pois o clima lá muda em dois segundos, sempre bom levar o dinheiro do barco e não conte com o cartão sempre, pois lá o wi-fi é bem limitado o barqueiro só aceita dinheiro por exemplo

      Almoço: R$ 30 por prato + 10%
      Cerveja: R$ 6 skol
      Coca cola R$ 6 na mercearia e no bar do Cacau R$ 5 no primeiro restaurante
      Fofura R$ 5
      Shot de pinga da ilha R$7
      Barco para Ilhabela R$ 60 por pessoa
    • Por Carolina Rosaboni
      Decidi super em cima da hora com um casal de amigos a passar a virada em um camping em Ilhabela. Um grupo de amigos desse casal tinha fechado o Camping da Lage e iria conseguir um lugar para nós no dia primeiro depois de passar a virada na praia e subiriamos de trilha, o único problema é que esse grupo de amigos não nos informou em que praia iria virar. Calculando o tempo que levaria para chegar na praia do Bonete, que é a praia que tem uma trilha que sai desse Camping, e pensando no trânsito da virada, resolvemos que era melhor ir no dia seguinte, dia 30 e resolveriamos lá no Bonete onde iríamos ficar. Com fé e coragem pegamos um Blablacar às 5h30 lá do Tietê depois de quase virar a noite tentando lembrar de pegar tudo para o camping, chegamos na balsa para Ilhabela às 10h devido o trânsito de pessoas indo para o litoral. Até aí bem tranquilo, o pedestre não paga e ela sai de 30 em 30 min. Chegando lá fui tentar sacar dinheiro, mas me informaram que não tinha banco na Ilha (o que é mentira, pois depois achei vários na região central, inclusive o meu banco) e esse casal ficou me apressando para ir direto para o ônibus da trilha pois estavam com medo chover, parei só para comprar 2 águas e gelo para mantê-las geladas em minha sacolinha térmica. Já começamos a ser atacados pela fauna local e meu repelente parecia tempero de mosquito, é bom comprar o repelente da ilha que eu fiz mais tarde na viagem e é caro, mas é a unica coisa que salva. Fomos então pegar o ônibus que vai a parte Sul da ilha com meus poucos reais em espécie, comprei a ida e a volta (5 reais cada passagem e em tempos de não pandemia a passagem de domingo sairia por 1 real), foi a pior besteira que poderíamos ter feito. Chegando no ponto final desse ônibus não existe nada, nem sinal de celular (na verdade o sinal e qualquer mercado ou farmácia estão a mais de 5Km de onde o ônibus para) Nos informamos com o motorista que disse que a entrada da trilha estava um pouco a frente pela estrada de terra, andamos cerca de 40 min até a porteira do Parque Estadual, usualmente eles pedem que você marque um horário para a trilha, porém como nossa viagem foi super repentina nem pesquisamos sobre. (Recomendo que façam exatamente o contrário de nós e tente marcar.) Após assinar um termo de responsabilidade pudemos entrar, e o guardinha foi super simpático quando contamos que estávamos indo pra Lage e por isso podíamos entrar e avisou  que por causa do COVID o parque estaria fechado nos dias 1, 2 e 3. Finalmente iríamos começar a trilha de 12 Km de subidas e descidas ao meio dia em ponto. O guardinha comentou que tinha atleta que fazia em 1h mas a maioria em 5h, calculamos que em umas 3h já estaríamos lá (Claro que desconsideramos a falta de sono, fome e o peso das mochilas e a geladeira, até alí estava tudo bem) e também comentou que passando a Lage já era 20% do caminho. Já no começo da trilha tem bastante subidas, uma em principal que é bem íngreme e asfaltada dá em uma vista linda, onde o céu e o mar se confundem em dias de céu limpo, eu comecei a passar bem mal de fome. Depois de vomitar toda água que tinha no meu estômago,  pois não comia desde a noite anterior (o erro gigantesco, sempre coma algo leve, mas que te sustente antes de fazer a trilha) paramos para comer bananas que deram aquela revigorada de leve, mas ainda sentia falta de uma alimentação. Voltamos a trilha e chegamos na bifurcação indicando o camping da Lage e a praia do Bonete. O Camping era o único local da trilha que teria WiFi, mas como a Bonete estava bem longe e eles realmente estavam com medo da chuva fomos direto. Chegando na cachoeira da Lage previsão era de chuva fomos tentar a sorte com sinal na praia do  paramos para comer e relaxar um pouco, tirar umas fotos do lugar , eram já 13h .

      Revigorados voltamos a trilha 30 min depois, foi o trecho mais longo da trilha, o bom é que é quase impossível se perder na trilha do Bonete não tem bifurcações ou trilhas paralelas e você sempre vai estar acompanhado de um calango, em um momento avistamos uma cobra e eu não esperei muito para tentar descobrir mais sobre ela ( depois nos informaram que é bem comum mordida de cobra por lá, principalmente de Jararaca, mas a que vimos não matava, só necrosava a pele). Após uma longa subida seguida de uma descida, chega-se a segunda cachoeira apenas nos molhamos para tirar o suor e seguimos para o Bonete, já eram 15h40 e ainda não havia chovido, uns banhistas nos disseram que era mais 1h de atleta (to até agora tentando entender essa medida deles). Daí o trajeto spo sobe e você fica sem entender nada como vai chegar na praia só subindo, até chegar em um descampado que dá pra avistar a praia e deu aquela animada na nossa alma acabada, finalmente começam as descidas, mas fomos tomando bastante cuidado pois essa parte da trilha estava bem castigada pelas chuvas anteriores e sofreu horrores de erosão, tinha que ir prestando bastante atenção. Finalmente chegamos às 17h30, um tempo até que ok pela quantidade de coisas e nosso cansaço. Na escada que dava acesso a praia uma mulher nos recepcionou e comentou que tinha um grupo que tinha acabado de chegar e tinha saído às 8h da entrada do parque. Mas quem vai só com a água deixando as malas virem de barco geralmente demora umas 2h 

      Tempo total gasto de SP até a praia do Bonete: 12h
      Tempo total gasto na trilha: 5h30
       
      Blablacar: R$ 66 pra cada
      Água e comidinhas: R$ 40 pra cada
       
    • Por Dérik Martins
      Olá, pessoal! 
      Passei dois meses em Ilhabela fazendo voluntariado e as piscinas naturais se tornaram meu cantinho preferido na ilha! Eu amo o contraste da água verde na piscina e azul no mar! Sem contar que a energia lá é incrível! 
      Passo 1: Para chegar lá, basta colocar Piscinas Naturais Ilhabela no google! A entrada fica ao lado desse caminho que aparece (marquei com a seta)! Há estacionamento ao lado por R$10,00 e o ônibus que sai do terminal com destino à Borrifos passa por esse caminho! 

       
      Passo 2: Essa é a entrada da trilha, não tem sinalização! Mas é só abrir o portão e entrar. A trilha é bem fácil, dura uns 5 minutos e o caminho é reto. Você vai sair em um condomínio, continue descendo reto e verá o início de mais uma trilha ao final do caminho... Essa trilha também é bem curta e reta! 

       
      Passo 3: A trilha te levará para essas pedras... Fique atento à esse ponto, pois terá que seguir o caminho por cima das pedras e é um pouco alto. De qualquer forma, o caminho é bem curto, menos de 10 min e você chegará! 

       
      Finalmente você vai chegar e aproveitar esse paraíso! Se você conseguir ir durante a semana é ótimo, pois é mais vazio! Às vezes, a maré está alta, assim, o nível da água está maior e não tem pé!OneDrive-2019-07-06.zip


       
      Faço o passo a passo de todas as trilhas no insta: https://www.instagram.com/derikdemochila

       
       
    • Por Dérik Martins
      Olá, pessoal! 
      Passei dois meses em Ilhabela fazendo voluntariado e as piscinas naturais se tornaram meu cantinho preferido na ilha! Eu amo o contraste da água verde na piscina e azul no mar! Sem contar que a energia lá é incrível! 
      Passo 1: Para chegar lá, basta colocar Piscinas Naturais Ilhabela no google! A entrada fica ao lado desse caminho que aparece (marquei com a seta)! Há estacionamento ao lado por R$10,00 e o ônibus que sai do terminal com destino à Borrifos passa por esse caminho! 

       
      Passo 2: Essa é a entrada da trilha, não tem sinalização! Mas é só abrir o portão e entrar. A trilha é bem fácil, dura uns 5 minutos e o caminho é reto. Você vai sair em um condomínio, continue descendo reto e verá o início de mais uma trilha ao final do caminho... Essa trilha também é bem curta e reta! 

       
      Passo 3: A trilha te levará para essas pedras... Fique atento à esse ponto, pois terá que seguir o caminho por cima das pedras e é um pouco alto. De qualquer forma, o caminho é bem curto, menos de 10 min e você chegará! 

       
      Finalmente você vai chegar e aproveitar esse paraíso! Se você conseguir ir durante a semana é ótimo, pois é mais vazio! Às vezes, a maré está alta, assim, o nível da água está maior e não tem pé!OneDrive-2019-07-06.zip


       
      Faço o passo a passo de todas as trilhas no insta: https://www.instagram.com/derikdemochila

       
       
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    • Por Vgn Vagner
      Eu cheguei a ser inocente quando pensei que todo o meu roteiro seria cumprido a risca do jeitinho que eu o planejei. Muito pelo contrário, foi desde o início uma surpresa.
      "Eu consegui" recrutar duas pessoas para me acompanhar nessa aventura (uma novata e uma experiente), mas como na hora de por o pé na estrada as coisas mudam de maneira quase prevista. Ninguém foi. Mas uma delas me falou sobre um amigo que desceria pra Ilha e precisaria de uma carona. O destino da minha viagem já começou a mudar por aí. Combinamos por telefone o lugar e horário para encontro, ele levou uma amiga e seguimos tranquilos até o pé da serra de Caraguatatuba.
      Ainda na rodovia, em trecho de serra recebi uma ligação da Gerente da loja na qual trabalho, a pedido do patrão, pra que eu voltasse adiantado das férias para atender as novas mudanças que estavam fazendo na loja. Se eu voltasse, esse relato não teria nem início hehehe.
      A minha intenção era ficar no lado sul da ilha, mais especificamente no Camping do Veloso (o menor preço Q achei) na praia do mesmo nome. Atravessando a balsa o Cadu me disse: Você tem que conhecer a Nadya, ela oferece o quintal como Camping e também tem quartos para hospedagem. De repente ela te faz um bom preço e você fica por lá mesmo.
      Fiquei surpreso quando fomos recepcionados por uma senhora com dread Looks abrindo o portão pra nós receber. Entrando na casa, vi que se tratava de uma residência multicultural (Ateliê 13 luas), onde ela faz mosaicos com cacos de azulejos, lembrancinhas com papel marchê, dá aulas de capoeira e ainda têm, cuida e ensina a montar hortas orgânicas. Há trabalhos artísticos por toda a casa. E foram tantos trabalhos assim e cinco minutinhos de conversa tomando um cafezinho que decidi ficar acampado lá, Ja que puder usar a cozinha dela pra fazer os rangos (isso economiza muito).
      Cheguei na ilha depois de um fim de semana chuvoso, bem chuvoso mesmo. As águas caíram fortes nas montanhas trazendo várias trombas d'água pelas cachoeiras, vários bairros com casas e pousadas alagadas. Eu ainda peguei um resquício dessa chuva na segunda feira, isso fez com que meu primeiro dia fosse um pouco menos proveitoso daquilo que eu imaginava. Mas foi ótimo.
      Depois de montar acampamento e alimentar a alma ao som de Ponto de Equilíbrio, tive um longo tempo de conversa com a Nadya, pra depois que a chuva parasse eu poder ir fazer meus roteiros. Só que antes algo me chamou a atenção sobre a mesa, era um livrinho de orações da SEICHO-NO-IE aberto na pág.17. Curioso como sou, resolvi ler e achei o trecho bem a ver com o que eu estava por viver ali.
       
       
      "Eu não temo, pois sei que Deus é tudo, que nada existe além de Deus. Deus é Bem; portanto, o mal não existe. Deus me protege; Ele me nutre e me acolhe em Seus braços; Ele me ama. Por isso, nenhum mal me sucede, nem praga alguma chega à minha casa. Aonde eu vou, Deus zela por mim, enviando seus anjos para me proteger. Sou livre, pois despertei para a verdade. Sigo pelos caminhos da vida em companhia de Deus. Vejo somente o bem e a Verdade. Deus é tudo. O dia todo, ouço dentro de mim a vigorosa afirmação: Jamais penso em doença ou carência. Penso exclusivamente na verdade, no amor e na Vida. Tudo pertence a Deus. Sou filho de Deus. E tudo que é do pai é do filho também. Somente a força de Deus é força verdadeira. Tudo que Deus possui pertence também a mim. Por que recebo tudo de Deus, sou completo. Agradeço a Deus-pai, com toda sinceridade".
       
       

       
      Fui para o lado sul da ilha ver como estava a situação do Camping e vi que a melhor coisa foi ter ficado no bairro do Perequê. O acesso com o carro estava muito ruim, é uma subidinha de terra entre pedras e cascalhos. Eu judiaria do meu guerreiro toda vez que fosse sair pra algum lugar. Por isso, fui obrigado a deixar o carro numa rua pavimentada e seguir até o início da trilha (que é dentro do Camping). As infos da placa diz nível médio / 2h (ida/volta). Mas eu já fiz essa trilha duas vezes, e não durou mais dos que 1h (ida/volta).
      Pois bem, depois da Cach do Veloso_60 mts de queda d'água, no caminho de volta já entrei no sentido da Cach dos três tombos. Trilha fácil, de uns 250 mts de extensão que pode ser vencido fácil fácil por quem não gosta de longas caminhadas. A primeira queda d'água tem uma piscina natural bem agradável para banho, a segunda queda tem seus 2,5 mts e não tem piscina e a terceira queda tem sua aproximados 6 mts de altura (também sem piscina). Quando eu estava pra entrar no carro, abriu um sol forte do nada, então não tinha como eu sair dali sem um bom banho pra eliminar o cansaço do dia.
       
       
       
       
       
       
      2° dia
       
      Sai do Camping na intensão de ir até Castellanos com o meu carro mesmo já que me informaram que veículos baixos também estão tendo permissão para pegar a estrada, mas devido a chuva da madrugada somente os 4x4 estavam passando. Então pra não perder viagem, decidi fazer a trilha da Água branca que começa ali na entrada do Pq Estadual de Ilhabela. A trilha oferece 5 poços grandes para banho em um percurso de 2 km's e pode ter a volta pela mesma trilha ou pela estrada, que tem 3 km's para retornar. Pena que começou a chover na metade do caminho, dificultando uns bons "clicks".
      Depois de uma caminhada tranquila eu segui de volta com o carro bem devagar procurando entradas na mata, e não é que achei!? rsrsrs uns 200 mts depois da guarita, na esquerda escutei barulho de água caindo. Parei, desci e rapidinho cheguei na Cach da Barragem, administrada pela Sabesp. Para banho estava perigoso, então só admirei e bati umas fotos. Na volta procurei pelo Pq Min das Cachoeiras para visitar a Cachoeira do Bananal, aquela que se vê da Balsa, mas que não verdade se chama Cach da Água Branca, ela é linda, mas não é permitido banhar-se nela, pois não tem piscina natural, só rochas escorregadias. Ali está a antiga usina que captava a água da cachoeira através de cinco motores movidos a diesel para gerar energia elétrica para os moradores da ilha.
       
       

       
       
      Meio sem ter o que fazer, depois do almoço fui até a Praia do Jabaquara, no extremo norte, segui por 10 km de asfalto e 8 km de estrada de terra pra chegar numa visão fantástica que se tem do alto ante de pisar na areia e ser atacado pelos devoradores voadores (único lugar que os vi). Na volta parei na praia de Pacuiba pra uma breve visitação e acabei atolando o carro num tipo de areia movediça, às 17:30h, sozinho num lugar onde não passava quase ninguém e sem sinal de celular. Pensei: TÔ FUDIDO! daqui a pouco escurece e quero ver como vou sair dessa.
       
      Um cara parou mas nem se moveu pra ajudar. Disse que tentaria ajuda mais a frente;
      Um outro filho de Deus surgiu de uma chácara e tentou tirar no braço mesmo. Não conseguimos;
      Um caminhão parou e me rebocaria depois que pegasse uma mercadoria num condomínio mais a frente. Nesse meio tempo apareceu um caminhão da prefeitura que coleta lixo, e na solidariedade tirou meu" parceiro" do buraco.
       
      Depois do SOCORRO fui conhecer a praia, pois eu não poderia sair dessa sem conhecê-la, e ali era só ela e eu. Minutos depois eu já estava voltando e parando em varias orlas pra banhos e fotos (Pacuiba, Pedra do Sino, Itaquanduba, Viana e Perequê). O planos era dormir cedo e descansar bem pra mais uma tentativa de ir ate CASTELLANOS.
       

       
       
       
      3° dia (eu nem imaginaria)
       
      Era o dia de mais uma tentativa de eu ir a Castellanos, mas no início da madrugada caiu um temporal, e às 5h da manhã quando acordei a chuva voltou a cair. Pensei então, vou pelo menos até a Cach da lage (sentido Bonete) .
      Separei algumas coisa pra comer e beber, e fiquei deitado no atelier esperando o tempo melhorar, isso só aconteceu bem depois das 10h.
      Foram 20 km até a Ponta de Sepituba, e quando parei pra conversar com o Sr. Zé (do estacionamento) , caiu mais uma chuva pra me fazer crer que não era pra eu fazer nenhuma dessas duas trilhas nesse dia.
      Na volta, avistei uma mulher aparentando seus 50 anos, caminhando sob a chuva e sozinha na estrada. Parei, ofereci carona e ela aceitou (5 min depois parou de chover rsrsrs). Seguimos papeando, jogando conversa fora, ela é disse que tem uma filha que tem um quiosque em Castellanos, coisa e tal. A deixei num ponto de ônibus bem próximo de onde ela queria ir, e fui a Praia Grande passar um pouco o tempo, tomar banho de mar pra aproveitar o dia. Horas depois eu estava procurando mais uma Cach pra tomar aquele banho gelado hehe. Passei no Poço da pedra e também na Cach da Pedra lisa. Meio chateado por não estar conseguindo fazer as principais caminhadas que planejei, voltei pro ateliê pra almoçar e dar risada com os residentes. Não estava mais fim de sair.
      No comecinho da noite recebi uma ligação de um brother meu que mora em Caraguatatuba e que a anos atrás trabalhamos juntos. Marcamos de tomar alguma coisa (desculpas pra nos vermos), e nos divertimos bastante. Mas retornei cedo, pois no dia seguinte tentaria novamente ir ao encontro do meu objetivo...hehehe (persistente né? )
       

       
       
      4° dia (Deus na ajuda)
       
      Acordei determinado, recolhi minhas coisas e decidi ir até Castellanos em que fosse a pé (4h ida e 4h volta). E foi isso que fiz.
      Chegando novamente na guarita, mesmo depois de dois dias sem chuva forte não permitiram que eu passasse com meu carro, mas me deram uma dica de onde entrar na mata e cortar caminho economizando 3 km's, então peguei minha cargueira com o básico (barraca, isolante térmico, saco de dormr, água e itens de higiene) e iniciei a caminhada de inacabáveis 22 KILOMETROS / ida. Os únicos obstáculos da estrada são os km's a vencer e a subida. Procurei andar sem parar o quanto eu aguentasse e isso me rendeu 9 km's em 1:40h direto. Foi quando, depois de passarem poucas motos e Jeep's que uma caminhonete parou e me ofereceu carona, lógico que aceite rs, eu ainda estava na metade do caminho.
      Entre conversas acabei contando ao Zé que eu havia dado carona a uma senhora em certo certo lugar e que ela tem uma filha em Caste, coisa e tal. E por coincidência ou vibração divina, essa mulher é Sogra do Zé, o mesmo que estava ali me dando carona no dia seguinte.
      Com o pé na areia logo fui procurar o Camping do Léo, me instalei e dormi um soninho gostoso numa sombra de árvore. Levantei perto do meio dia e fui na busca do objetivo e real motivo dessa investida > A Cachoeira do Gato, que se esconde no cantão esquerdo da praia e é acessada por trilha de 40 minutos ida e + 40 min pra voltar. É uma trilha de fácil nível e navegação que não exige muito de quem a encara, mas quando eu estava bem perto de chegar na cachu (uns 7 min), ouvi uns roncos, tipo uns rugidos de onça, vindo de trás de uma rocha arborizada mais alta de onde eu estava "GELEI, NÃO PASSAVA NEM AGULHA". Eu tava quase pra borrar as calças. Nessa hora o suor de calor se misturou com o suor do medo, o coração batendo a mil, parei por um tempo imaginando o quê poderia aparecer e pedi proteção divina. . Segui em frente e logo me surpreendi com tamanha beleza, que, é difícil descrever, mesmo pra quem vê por fotos.
       
      obs.: não descobri o que era o ronco ou rugido. Ainda bem rsrs.
      Me senti realizado por superar o desafio e ter tomado um bom banho gelaaaaaado numa das cachoeiras que mais desejei conhecer., e ainda tendo só ela como companheira na mata. Na volta eu já estava menos apreensivo e sem adrenalina exalando do corpo do que na ida.
       


       
      Estranho entender...
       
      Por volta das 17h os Jeep's começam a deixar esse lado da ilha levando os turistas embora (a maioria gringos), e é pelo fato de ser uma vila caiçara tão pequena 'que nesse horário o cenário ganha um ar místico, parece que você é o único habitante do lugar e que forças ocultas não querem sua presença ali. Tudo muito estranho, por que eu sentia isso? Não queria passar aquela noite lá de jeito nenhum, isso fez com que eu me sentisse um invasor, um intruso. Mas se eu pegasse a estrada de volta, antes mesmo de chegar na metade a escuridão me abraçaria. Não seria nada bom.
      Na manhã seguinte acordei bem cedo, pois minha intenção era sair de lá antes do Sol começar a arder. Às 05:30 a.m. eu já comecei a arrumar minhas coisas, fiz uma pausa pra assistir um nascer do sol, lindo como a tempos eu não via, e às 06:15 a.m. eu estava andando rumo a estrada. Quando eu estava na casa dos 3 km's percorridos, escutei ao longe o barulho de um motor (parecia Jeep), mas eu nem imaginava que ganharia uma carona tão cedo e logo no primeiro veículo que passasse, mas ganhei rsrs, e na conversa amistosa que é sempre bem vinda, o cara que meu deu essa carona (o Alemão), é irmão do Zé que me deu carona um dia antes. Eita como Deus é maravilhoso, colocou tudo entre família.
       
       
       
      Depois de uma hora e vinte de estrada de terra, lá estava eu na guarita respondendo as perguntas sobre a via e de como fora minha aventura.
      Na volta ao camping conheci pessoalmente Alexandra, uma integrante do grupo que inicialmente viajaria comigo para trilhar, mas não tinha dado certo, então veio depois. Tomamos um bom café da manhã juntos, conversamos bastante, e depois das afinidades expostas partimos. No meio do caminho uma senhorinha discretamente fez sinal de carona e eu parei, quando ela desceu fomos para o lado sul da ilha tomar um banho na cachoeira da Lage. Foi lá que minha máquina fotográfica decidiu dar um mergulho também rsrsrs.
      Quando chegamos no Ateliê tinha um novo hóspede (Rincon), que logo se enturmou fácil. Na noite do mesmo dia reunimos todos os envolvidos da semana pra bater papo, foi quando o Cadú fez o convite de irmos ao veleiro dele na manhã seguinte. Foi tudo muito engraçado, uma nova e ótima experiência remar um bote a distância pra chegar onde a embarcação estava ancorada.
      Finalizamos com um bom almoço, e perto das quinze eu já estava atravessando o canal de São Sebá voltando pra casa.
       
      Fim.
       
       
      Dicas:
      Lugares para almoçar é jantar > Pimenta de Cheiro, Bahia e Pomar. Todos com excelentes refeições entre R$13,90 à R$21,90. Onde? na avenida principal no sentido norte da ilha;
      A balsa tem preços diferentes entre os dias de semana (ida R$14,10) e final de semana (ida R$21,20). Na volta é sempre cobrado uma taxa de preservação ambiental > R$6,20;
      Se for até Castellanos vá um pouco preparado, pois só se acha algum lugar pra comer no horário do almoço, e é caro (na casa dos R$30,00). De dia e a noite é tudo fechado;
      No Camping do Léo você tem duas opções: levar sua barraca e pagar $10,00 a diária ou alugar uma barraca dele e pagar $15,00 na diária;
      Contato do Camping do Sítio: (12) 3894-1677. Atualmente a diária está R$25,00 possui cozinha comunitária e banheiros para os dois sexos;
      O Ateliê 13 luas (casa da Nadya) , onde campeia é muito bem localizado. Não vou deixei o fone dela aqui pois ser um contato pessoal mas caso alguém queira é só me pedir em mensagem privada;
       
      Espero ter ajudado. Abraços.
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