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Buenos Aires 4 dias - Setembro 2012


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Prezados, estivemos em Buenos Aires do dia 11.09 a 15.09 de 2012 e gostaria de compartilhar algumas informações que julgo relevantes.

1 - As passagens foram trocadas por pontos da Smiles (GOL), por 3 mil pontos ida e vinda. Para o casal deu 6000 pontos. Levamos 3.500 pesos, que comprei aqui em Floripa por R$ 0,40.

2 - Descemos no aeroporto de Ezeiza, e logo no corredor de saída, onde há vários guichês de empresas de aluguel de carros e venda de passeios, os funcionários já vinham oferecer táxi. Dispensamos e preferimos pegar um taxi em outro guichê, após este corredor, onde está escrito Taxi Oficial. Foi cobrado o valor de 198 pesos até o nosso hotel (Pullitzer Hotel) perto da Galerias Pacífico. Após pagar o taxi, apareceu um rapaz que imaginei ser o taxista e foi levando a bagagem até o taxi. Lá ele nos apresentou ao taxista, pediu uma gorjeta (dei os dois pesos que sobraram) e foi embora.

3 - Depois de uns 40 minutos de viagem chegamos no hotel. Fica na esquina da Maipu com a Paraguai. Pertinho de tudo. O hotel é muito bom. Quartos limpos, funcionários simpáticos (coisa muito rara por lá) e prestativos. Achei um excelente custo-benefício (pagamos R$ 1.200,00 pelas 4 diárias). Fechei pelo booking.com. Cuidado pra quem for usar o serviço pois no valor que eles colocam no site não está incluso o IVA de 21%. Pelo site o total das diárias ficaria em torno de R$ 900,00, mas quando vem a fatura do cartão de crédito vem incluído o IVA.

4 - Naquela noite pegamos um taxi e fomos almoçar no restaurante Don Julio, em Palermo. Comemos um jo de bife e um bife de chorizo angusto (uma coisa assim) e realmente estava muito bom. Tomamos um vinho e o valor total ficou em torno de 330 pesos (incluída a gorjeta). Esse restaurante se mostrou o melhor de todos que fomos no decorrer da viagem.

5 - No outro dia fomos até a casa rosada, e em seguida pegamos o Bus Turistico, ali perto. O passeio custa 120 pesos por pessoa, e vale por 24 horas. Logo, se você comprar ao meio-dia, valerá até o meio dia do dia seguinte (óbvio né!?). O passeio foi bom pra conhecer os principais pontos da cidade. Você pode sair do ônibus na parada que achar interessante e pegar o próximo. Eles passam de 20 em 20 minutos. Resolvemos fazer poucas paradas. No Caminito paramos e tiramos algumas fotos naquela esquina que todo mundo vai. Sinceramente, não tem muito o que ver no Caminito. Pra mim, não passa de uma rua com várias casas de eternit pintadas de várias cores. Almoçamos por lá, num desses restaurante pra turistas. Comida bem sem graça. Sem falar que a higiene do local era duvidosa. Mas graças a Deus, não tivemos nenhum complicação de ordem intestinal. Paramos ainda perto do Planetário Galileu Galilei. Assistimos a uma sessão e realmente foi interessante. Pra gente que nunca tinha ido a um planetário valeu à pena. Depois fomos no Jardim Japones onde quase fomos devorados pelos mosquitos. Mas apesar disso, o lugar é muito bonito. Valeu pelas fotos.

6 - À noite inventamos de jantar num tal de El Estabulo. Perto do nosso hotel. Fomos na dica de um casal de nordestinos que conhecemos no Caminito. O local era bem simples. Não se via turistas ali. Pedimos um prato chamado tiras assadas e tomamos um vinho. O garçom até que era simpático. Porém, a carne estava dura. No final o garçom ofereceu um licor de limão. Quando veio a conta, adivinha o que estava incluído? O maldito licor. O valor total ficou em 210 pesos e saímos de lá com a convicção de que foi uma péssima ideia ter ido ali.

7 - No outro dia de manhã fomos na Calle Florida, 681, Loja 26, Magic Travel, onde compramos ingressos para o MaderoTango. Compramos o show, com a janta e uma garrafa de vinho, na área vip, mas em mesa coletiva, mais a condução do hotel ao local ( e o retorno, é claro). Deu um total de 600 pesos por pessoa. Eles aceitaram reais numa boa cotação. Pagamos 240 reais pelos dois ingressos. Em seguida pegamos um taxi e fomos até os Outlets da Vila Crespo. Tem muita coisa lá. São dezenas (senão centenas) de outlets. Mas a maioria é voltada pra homens. Minha namorada não gostou muito desse detalhe. Em geral, os valores não estão tão compensando muito. Achei um outlet da Lacoste onde havia algumas camisas polo por preços interessantes, na faixa de 110 reais a camisa polo da Lacoste. De lá, fomos a pé até o restaurante La Cabrera. Restaurante estilo Don Julio. Mesma faixa de preço. Mas achamos que a carne do Don Julio estava melhor.

Saímos de lá, pegamos um taxi, e fomos pra Recoleta. Visitamos o cemitério, a igreja do lado, tiramos algumas fotos, e tomamos um sorvete na Freddo. Enquanto tomávamos sorvete veio um rapaz dizer que minha namorada não devia deixar a bolsa em cima da mesa, pois era perigoso. Em seguida, veio uma senhora dizer pra gente tomar cuidado com o rapaz que tinha dito aquilo, pois ele era perigoso. Enfim, o clima ali tava sinistro. Levantamos e fomos tomar um café no Hotel Alvear. O lugar é realmente muito bonito. Chegamos lá de mochila nas costas, e camisa polo. O povo lá dentro era bem vestido. Mas apesar disso fomos muito bem tratados pelos garçons. Não sentimos nenhum tipo de preconceito por estarmos vestidos de maneira mais simples. Pedimos um chá que deu pra duas pessoas (mais que suficiente). Pedi mais um chocolate quente e, pra terminar, duas taças de champagne. Ficou em torno de 300 pesos. Pra quem tem interesse em saber como é um lugar extremamente chique, vale à pena.

8 - À noite, ficamos aguardando a Van nos pegar para o show de tango, porém houve um atraso de uma meia hora pois ocorreu uma manifestação contra governo em frente à Casa Rosada (essas manifestações estão muito frequentes, pegamos 3 nos 4 dias em que estivemos lá), e o engarrafamento parou todo o centro. Resultado, chegamos atrasados e acabamos jantando no escuro, pois o show não esperou todos terminarem de jantar (uns, como a gente, não tinham nem começado). A comida estava boa, e o show bem interessante. No final eles pedem uma "colaboração", mas não há nenhuma pressão nesse sentido.

9 - No outro dia de manhã, seguindo o conselho do meu primo que morou um tempo lá, fomos dar uma volta na reserva ambiental, próximo a Puerto Madero, na esperança de alugar uma bicicleta pra passear na reserva. Além de não encontrarmos o local que supostamente aluga tais bicicletas, fomos atacados novamente pelos mosquitos. Passamos numa farmácia e compramos repelente, o que resolveu o problema. Como já estávamos cansados de caminhar, abandonamos a ideia de andar de bicicleta e fomos almoçar em Puerto Madero. Almoçamos no Il Gato. Como já não aguentávamos mais carne, pedi uma massa (horrível) e minha namorada pizza (ela falou que estava boa). Saímos de lá e fomos dar uma volta na praça San Martin, pertinho do nosso hotel. Sentamos no gramado, como é comum por lá, e ficamos observando o povo. Foi um momento bem agradável.

10 - À noite, pegamos um taxi e fomos pra puerto madero. Foi aí que aconteceu uma coisa muito desagradável. Pra começar o taxista pegou a direção contrária à do destino. Perguntei se não era pro outro lado, e ele disse que pelo outro lado não tinha como entrar na avenida certa (até parece). Na hora de pagar a corrida, que tinha dado 33,16 pesos, dei a ele uma nota de 20, uma de 10 e tres de 1, porém ele disse que estavam faltando 16 centavos. Como eu não tinha mais trocado, pedi de volta as cedulas e lhe entreguei uma de 50. Foi meu erro. Em seguida ele devolveu uma nota de 50 rasgada dizendo que não poderia aceitar nota rasgada. Nesse momento já comecei a desconfiar do cidadão. Pra piorar, não tinha outra de 50, e lhe entreguei uma de 100. Ele mexeu na carteira e falou que não tinha troco, e me devolveu a nota de 100 e disse que faria pelos 33 pesos que ofereci inicialmente. Ali já tinha certeza que ele tava de golpe, mas não me restava fazer muita coisa senão lhe pagar e ir embora. Em seguida, fomos ao Asia de Cuba. Chegamos por volta de 21h30 e não pegamos fila. Comemos sushi (muito bom por sinal) e duas garrafas de vinho branco em uma mesa do lado de fora, com uma bela vista do canal. Deu um total de 400 pesos. Depois da 01h o lugar vira balada. Porém as musicas são bem xaropes. Ficamos uma meia hora na balada e fomos embora. Pegamos um taxi e voltamos pro hotel. Na hora de pagar, lhe entreguei a nota de 50 pesos que havia recebido do outro taxista e adivinha? Obvio: cédula falsa. Lhe mostrei a outra nota de 100 pesos que o outro taxista também tinha pego e adivinha? Cédula falsa. O taxista então me falou que se sentia envergonhado com o comportamento de muitos colegas, que se aproveitam da situação para lesar turistas. Disse que nunca podemos pegar os taxis que não possuem identificação, que nunca era pra colocar uma nota maior que 20 pesos na mão de um taxista, e de preferencia, que era pra chamar o taxi pelo hotel, pois os taxistas das centrais de taxi, cadastrados, são muito mais confiáveis. Lembrei que aquele taxista que aplicou o golpe realmente estava em um taxi com pouquissima identificação. E que, ao contrário dos outros, não tinha uma ficha de identificação, com nome e foto, atrás do banco do motorista. Ou seja, peguei um estelionatário disfarçado de taxista. E isso tem de monte lá. No hotel perguntei novamente a respeito das cédulas, e o funcionário confirmou, através de uma caneta especial, que as referidas cédulas eram falsas. Ele disse que tínhamos que ter cuidado com taxistas e com o povo que faz cambio na Calle Florida.

Em tempo, importante dizer que em todos os passeios usei uma mochila devidamente trancada com cadeado. Toda vez que precisava abrir a mala pra pegar alguma coisa, fechava e trancava novamente. Mesmo no hotel, onde não tivemos nenhum problema, deixamos as coisas dentro das malas, trancadas com cadeado. Não caia no erro de achar que brasileiro é malandro, e que só gente tansa é furtada por lá. Muita gente tida como esperta acaba se dando mal por lá.

 

 

RESUMINDO, a viagem a Buenos Aires decepcionou. A cidade estava muito suja, muitos casos de furtos (conversamos com uma brasileira que havia tido o celular furtado de dentro da bolsa na Calle Florida), os restaurante com valores abusivos, um clima tenso, de desconfiança geral. Acredito que seja porque o país passa por uma forte crise financeira, e isso tem se refletido negativamente para os turistas que lá chegam. A educação dos argentinos continua péssima (com raríssimas exceções). A famosa carne argentina, sinceramente, não é melhor que a nossa bela picanha. Voltamos de Buenos Aires sem a mínima intenção de retornar em curto ou médio prazo. Acho que se tivéssemos escollhido o Chile como destino, teríamos acertado muito mais.

 

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[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120918181903.JPG 500 333.75 Legenda da Foto]Hotel Alvear [ ].[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120918182120.JPG 500 333.75 Legenda da Foto]Jardim Japonês.[/picturethis]

 

 

20120918182200.JPG

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120918182241.JPG 500 333.75 Legenda da Foto]Plaza San Martin [ ].[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120918182346.JPG 500 333.75 Legenda da Foto]Proximo a Reserva Ecologica, sendo atacado pelos mosquitos [ ].[/picturethis]

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120918184230.jpg 500 333.75 Legenda da Foto]Casa Rosada - Reparem nas faixas de protesto contra o governo.[/picturethis]

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Bom relato Rafazonta, pretendo ir até lá em breve e seu relato ajudou, pelo que parece os preços estão bem inflacionado em relação ao periodo que estive lá em 2009 da qual a cotação não estava tão contra.

Sem querer ser intrometido o valor citado acima de 3.500 pesos foi o que você gastou toda sua estadia, ou houveram gastos não mencionados?

 

Lamento o ocorrido , porem Bs é como qualquer grande cidade e devemos estar atentos a estes golpes, e situações não diferentes de nossas grandes cidades. Tive um conhecido que teve sua carteira roubada no metrô recentemente o mesmo relatou o golpe do cuspe no cabelo da esposa dele, para roubar a bolsa dela em BS. Quanto aos taxis é bom evitar notas altas, infelizmente estas situações nos deixam desmotivados com o Pais, porem se tiver uma melhor oportunidade explore outras cidades neste pais que você ficará maravilhado, principalmente no interior, não guarde esta má experiencia como uma avaliação generalizada. Veja meu relato.

 

Fica ai uma dica...

 

Um grande abraço...

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Olá alcssilva,

em toda a estadia, da tarde do dia 11 à manhã do dia 15, gastamos o valor de 3.500 pesos, computados todos os gastos (exceto o hotel, que paguei no Brasil através do booking.com). Além disso, o ingresso do Maderotango foi pago em reais (R$ 240,00), e o Asia de Cuba foi no cartão de crédito (400 pesos). Também estive por lá em 2009, e talvez por isso me decepcionei tanto. A cidade antes era limpa e os preços mais acessíveis. Minha sugestão é você levar uma parte em reais, pois a maioria dos estabelecimentos aceita pagamentos em reais, e com boa cotação, em torno de 2,50 pesos por real, ou seja, peso a 40 centavos de real, a mesma cotação que comprei aqui em Floripa.

Quanto a essa má impressão, concordo contigo que não dá pra generalizar. Quem somos nós pra dizer que na Argentina tem muita gente malandra. Em todo lugar tem. E no Brasil não é diferente. Li seu relato. Bem interessante. Quem sabe da próxima vez deixamos BS de lado e vamos pro interior.

Um grande abraço!!

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