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Nicole1990

Lisboa-Madrid-Barcelona-Munique: 1ª vez na Europa (e sozinha!)

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Bom, amigos. Meu nome é Nicole. Tenho 22 anos (completados hoje, aliás, que é meu aniversário hehe) e estou indo para meu 4º ano de Direito na USP. Moro em São Paulo, e moro sozinha, o que com certeza contribuiu para que minha viagem fosse tranquila e eu não entrasse em depressão por estar só. Afinal, quem mora sozinho em São Paulo pode morar sozinho em qualquer lugar do mundo. E na Europa então... é fichinha hehe. A ideia dessa viagem surgiu ano passado, mais ou menos em outubro quando recebi meu primeiro salário após começar a trabalhar. Eu fiquei pensando em o que fazer com aquele dinheiro. E resolvi viajar, fazer aquele mochilão que todo mundo sonha quando é jovem, mas poucas pessoas conseguem, de fato, cumprir esse sonho.

 

Depois disso foram meses e meses de muita pesquisa, e muito dinheiro economizado, poupando até nos mínimos detalhes. É verdade que em alguns momentos cheguei a desanimar um pouco e pensar em deixar essa "bobagem" de lado. Mas, em maio, comprei minha passagem, e aí não tinha mais volta. O site aqui do Mochileiros me ajudou pra caramba, de forma que, quando eu cheguei lá na Europa, já sabia exatamente o que fazer, o que não fazer, e muito mais. Então, é lógico, eu resolvi contribuir. Contribuir não com um relato qualquer, mas com um relato pelo menos parecido com aqueles que eu gostava de ler quando passava minhas tardes e noites navegando aqui pelo fórum, tentando aprender um pouco mais. Não sei se vou conseguir, mas, como forma de gratidão, vale pelo menos a tentativa. Vou tentar abordar alguns aspectos que foram os que me causavam mais dúvidas, como a segurança nos lugares, o dinheiro que se gasta, o clima...

 

Preliminarmente eu já aviso: perdi meu caderninho que eu tava levando comigo e anotando diária e religiosamente os gastos que eu tinha. Uma pena, pois aquilo era uma fonte muito útil de informações. Mas, por sorte, um pouco antes de perder eu tinha resolvido somar tudo que eu já tinha gastado e tirar a média diária. E deu uns 85 euros por dia. Isso com hospedagem e transporte interno incluídos, inclusive com o luxo que me dei de viajar de Madrid para Barcelona de trem rápido, que custa mais ou menos o triplo que o trem normal hehe.

 

Eu fiquei do dia 28 de novembro ao 15 de dezembro viajando. Gastei, em média, 4 dias em cada cidade, com exceção de Madrid, que fiquei uma semana. Se tem alguma coisa que eu mudaria nessa trip é o tempo. Ficaria menos tempo ao todo e mais tempo em cada lugar. Porque chega uma hora que realmente cansa. Quando chegou em Munique eu não consegui aproveitar tudo que eu queria por causa do cansaço. Da próxima acho que 15 dias, 7 dias numa cidade e 7 em outra devem ser melhor gastos.

 

Ah, eu viajei de mochila mesmo (nada de mala de rodinha). Comprei uma de uma marca que deve ser ruim, mas é que não pretendo viajar tão cedo de novo e quando eu comprei tava meio sem grana para gastar com mochila. Ela é NyCow, e tem 65 litros. Olha, deu e sobrou. E a mochila não deu problema não, apesar da aparência meio frágil dela. Tá pronta para outra.

 

Bom, vamos ao que interessa :D

 

Dia 1 - Lisboa - Portugal é muito legal!

 

Bem, as coisas em Portugal não começaram exatamente do jeito que eu tinha planejado. Bom, claro, o voo com a TAP foi maravilhoso, eles servem boa comida, jantar e café da manhã. Tem aquela telinha deles que é super legal, com uns 20 filmes pra escolher, jogos, seriados, músicas... Se não conseguir dormir (meu caso) pelo menos entediado você não fica. Chegando em Portugal, no entanto, aconteceu a parte mais chata da viagem. Na imigração passei tranquilamente, sem problema nenhum. O cara só perguntou quanto tempo eu ia ficar, para onde eu ia depois e onde eu ia me hospedar e carimbou meu passaporte. Fiquei feliz, imaginando se era só aquilo mesmo. Mas não era. Após pegar a mochila, a gente tem que passar pela alfândega. E naquela fila encanaram comigo. A maioria das pessoas passavam tranquilamente por lá, mas eu não tive a mesma sorte. Me chamaram para uma sala que tinha ao lado e começaram a revistar minha mochila. Perguntaram de novo onde eu ia ficar, se eu tinha parentes ou amigos na Europa, por que eu estava viajando sozinha, por que eu tinha escolhido aquelas cidades para visitar, quem havia pago pela viagem, por que eu estava tão nervosa, me pediram passagem de volta, foi meio tenso e eu fiquei pensando "ih, fodeu, vão me mandar de volta pro Brasil e a viagem dos meus sonhos vai acabar antes mesmo de começar... mas o pior de tudo vai ser passar mais 9 horas no avião ::putz:: ). O ápice foi quando eles me chamaram para outra salinha e começaram a me revistar. Mas depois disso, pelo menos, como não conseguiram encontrar nenhum papelote de maconha ou cocaína, e como eu respondi com uma firmeza muito grande para o guarda que eu não tinha ABSOLUTAMENTE NENHUM parente na Europa, eles tiveram que me deixar ir. Bastante a contragosto, mas deixaram. Ninguém foi rude ou mal-educado comigo em nenhum momento, mas a situação foi bastante chata, e eu, que sou meio paranóica, comecei a pensar que a qualquer momento a polícia ia me parar na rua e me mandar ir embora da Europa hehe.

 

Bom, o que é ótimo em Lisboa é que no aeroporto tem metro, então é facílimo ir de lá para qualquer lugar da cidade, e sem nem cobrar aquelas tarifas adicionais, já que o aeroporto fica na mesma zona que a maioria das estações. Em Lisboa vale a pena pegar aquele cartão Lisboa Viva, que custa 0,50E e tem validade de um ano. É legal carregar com o passe de um dia, que custa 5E e ta dá direito a andar em todo tipo possível de transporte público que tem em Lisboa, à vontade, quantas vezes quiser. Vale pro metro, pros ônibus, pros eléctricos e até para o Elevador de Santa Justa.

 

Peguei o metro e desci no Hostel. Fiquei no Lisbon Old Town, que fica no Chiado. 100% recomendado, muito aconchegante, limpo, barato e perto de duas estações de metro e do centro da cidade. Tava cedo para caramba, e eu tinha ficado a noite toda praticamente sem dormir. Assim mesmo, estava eufórica e tudo que eu queria era sair para passear e curtir. O primeiro lugar a que fui foi a Estação Santa Apolónia, para comprar a passagem de trem para Madri. Não quis comprar as passagens antes, porque simplesmente perdi a paciência com o site da RENFE. Depois, fui para o Parque das Nações. E aí me apaixonei por Lisboa. Que lugar maravilhoso, meu Deus. As pessoas tão simpáticas e educadas, aquele jeito de cidade do interior, com poucos carros até nas avenidas mais movimentadas, tudo muito limpo e bem organizado. Nem parece que aquele é um dos países mais pobres da Europa e que está na pior crise de sua história.

 

Eu adorei passear às margens do Tejo, junto com as pessoas que vão lá de manhã para fazer caminhadas, passear com os cachorros e por aí vai. É bastante agradável. O Tejo é realmente gigante perto de sua foz. Se ninguém te avisar que aquilo é um rio você pode muito bem achar que é mar. E a ponte Vasco da Gama é muito bonita e impressiona. Bom, depois de andar bastante pelo Parque, fui ao Oceanário. Sabia que era caro, 16E se não me engano, mas mesmo assim quis ir. É bem legal lá. Estava tendo uma exposição temporária sobre tartarugas marinhas, e o nosso Projeto Tamar tava marcando presença. Depois, na sala principal, tem o maior aquário do mundo. É muito impressionante, muito legal. Todos os peixes e animais ficam juntos, então tem peixes junto com tubarões e tal. Fiquei imaginando se os tubarões não comem os peixes hehe. Se bem que tinham tantos peixes lá que eles formavam até cardumes. Eu realmente fiquei impressionada. Bom, além desse aquário grandão, tem áreas menores que simulam o ecossistema dos 4 cantos da terra. É legal como eles deixam os animais soltos, as aves podem sair livremente (mas não saem). Me diverti com os pinguins e gostei das lontras. E tinha o ambiente que simulava uma floresta tropical. Quando entrei lá me senti no Brasil hehe.

 

Mas, nessa hora, o cansaço começou a bater. Além dele, a fome também. Fui até o Shopping Vasco da Gama e comi um burgerking. Incrível como o Whoper custa 5,50, foi nessa hora que descobri como as coisas em Portugal são realmente baratas. Quando saí de lá, passei no supermercado e comprei pão, queijo, presunto e coca cola para jantar. Foi nessa hora que eu percebi como em Portugal parece que tudo custa 5 euros hehe. Eu tinha que ir até a Praça do Comércio, pois ia encontrar uma amiga. Mas não. Tudo o que consegui fazer foi voltar pro hostel, cair na cama e dormir. Minha amiga apareceu mais tarde. Em Lisboa, ela ia me acompanhar. A gente comeu o pão e à noite fomos a um restaurante, relativamente famoso, mas que agora não me recordo o nome, que fica no alto de uma das inúmeras colinas lisboetas, e que é também um mirador. Meu, que legal que é lá. Tomamos umas duas taças de vinho e voltamos pro hostel, para dormir, felizes.

 

É, Portugal é muito legal!

 

(to be continued...)

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Muito legal e bem escrita a primeira parte! Acompanhando.

 

E feliz aniversário! :D

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Lisboa é muito bacana, lembra muito o Brasil até no preço!

Tudo parece as cidades antigas do Brasil, melhor de tudo é ouvi o português, sente-se em casa mesmo longe e muito de casa. Bom essa ampliação do metro para o aeroporto, nas vezes que fui precisei pagar taxi, mesmo assim não era absurdo, 12 a 15 euros para o centro.

Realmente essa sua imigração/ alfandega foi bem tensa... Nunca me perguntaram nada alem de onde vim, nem perguntam para onde vou !

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Realmente, LIsboa lembra o Brasil! Só que tirando alguns pontos negativos, é mais limpa e mais bem organizada, e com menos pessoas mal educadas hehe. No final da viagem eu fiquei algumas horas em LIsboa, para fazer a conexão e foi maravilhoso voltar a ouvir as pessoas falando português hehe. Bom, vamos continuar!

 

 

Dia 2 - Lisboa: Belém, Belém, a gente sempre tá de bem

 

Nesse dia, acordamos cedo para ir para Belém. A primeira coisa foi ir até o Cais do Sodré para pegar o famoso Eléctrico (bonde) para o bairro. Aqueles eléctricos são engraçados, parece que são os mesmos que eram usados no início do Século XX (não sei se eram mesmo, só parece hehe). São de madeira por dentro. E dão problema, nossa, como dão. Como era de manhã, as pessoas estavam indo trabalhar, então estava meio cheio, e as ruas com um pouco de congestionamento. E aqueles bondinhos travando no meio do caminho, não deixando os carros passarem... ainda bem que eu estava de férias, se estivesse indo trabalhar aquilo seria meio estressante hehe.

 

Bom, o eléctrico para bem na frente do Mosteiro dos Jerónimos. O impacto que ele causa é bem legal, ele é grande e bonito, bastante imponente. Entramos lá para visitá-lo por dentro. Eu não me lembro exatamente, mas o Mosteiro tem duas partes, uma tem descobertas arqueológicas e a outra é o Mosteiro em si. Talvez essa parte arqueológica não seja do Mosteiro em si, mas fica bem perto, então se alguém souber me corrija ::otemo:: . Lembro que paguei 10 euros num tíquete que dava direito a uma visita ao Mosteiro e à Torre de Belém. Comprando separado fica mais caro. Lá dentro é bacana, estava tendo uma exposição sobre as religiões ibéricas pré-cristãs, com várias ruínas romanas e até mesmo egípcias. Além disso, na exposição permanente eles marcam a evolução do manejo do ferro, desde que o homem apredeu a utilizar esse material. É legal ver como a técnica foi evoluindo.

 

Na parte do Mosteiro tema Igreja, que é bonita, e o mais legal são os túmulos do Camões e do Vasco da Gama. Minha amiga pirou com isso, pois ela achou o máximo como puseram lado a lado os dois, já que o Camões escreveu os Lusíadas em homenagem às descobertas do Vasco da Gama hehe. Além dos túmulos dos dois, têm os túmulos do Alexandre Herculano e do Fernando Pessoa, para quem curte literatura é bem legal.

 

Saindo de lá, fomos ao Padrão dos Descobrimentos. Com o dia lindo (apesar do frio) que estava fazendo, aquilo foi uma experiência épica. A gente sobe, vê o Tejo, a Ponte 25 de Abril e a cidade ao fundo. É para passar vários minutos admirando e para tirar fotos incríveis. Claro que, como eu disse, a gente deu sorte de pegar um dia de muito sol, sem uma única nuvem no céu. Para subir nos cobraram 2 euros, isso porque conseguimos desconto de estudante, mesmo com nossas carterinhas da facul aqui do Brasil. Tinha uma exposição no sub-solo do monumento também, mas não parecia tão interessante, então nem fomos.

 

Descendo de lá, fomos explorar a Torre de Belém. Mais uma vez, o dia maravilhoso que estava fazendo contribuiu para o passeio. Lá dentro, não tem nada muito interessante para ver. O que é legal mesmo é a arquitetura, é bem bacana. E, claro, a vista para o Tejo. Meu, eu me apaixonei pelo Tejo, aquele rio enorme, azul e (aparentemente) bastante limpo. Tem a escadaria lá também, mas é tranquilo de subir, e vale bastante a pena. Apesar de ser meio estreito, de forma que não dá para subir enquanto tem alguém descendo, e vice versa, é uma escadaria bem light, principalmente se comparada a algumas que eu encontrei mais para frente, em outros lugares que fui visitar hehe.

 

Saindo de lá, estávamos azuis de fome. Fomos seguindo umas placas de restaurantes, sem nos importarmos muito para onde estávamos indo (a fome faz isso com a gente) até que encontramos um restaurante, que me pareceu chique demais por dentro. E quem disse que ligamos? Pedimos logo um prato de bacalhau para cada uma e uma taça de vinho verde (um tipo de vinho branco, típico de Portugal). Olha, eu não gosto de bacalhau, mas achei que seria uma heresia ir para Portugal sem provar. E que diferença para o bacalhau que temos aqui no Brasil. Foi um dos melhores pratos que comi na vida. Agora eu posso dizer que gosto de bacalhau, mas só de bacalhau de verdade hehe. O melhor de tudo foi a conta: 8 euros.

 

Saindo de lá, fomos provar os famosos pastéis de Belém. Esse tipo de pastel de nata sempre foi meu doce favorito aqui no Brasil, então estava realmente ansiosa para provar os originais. E eles não me decepcionaram. Realmente muito bons, quentinhos hum... só me arrependo de não ter comprado mais e trazido aqui pro Brasil. E é baratinho também, acho que 1,20 euro.

 

Saindo de lá, ainda estava meio cedo, então resolvemos fazer mais alguma coisa. Pensamos no Castelo de São Jorge. Pegamos um ônibus para a Praça do Comércio e pegamos o famoso Eléctrico 28 perto da Rua Augusta. Acontece que infelizmente perdemos o ponto, descemos tudo errado, foi uma loucura haha. Quando finalmente chegamos lá no Castelo, ele já estava fechando e não deu para entrar. Para não perder a viagem, subimos numa espécie de plataforma que tem logo na entrada e vimos o por do sol mais incrível da minha vida. Não consigo encontrar palavras para descrever aquilo, o sol se pondo no Tejo, a cidade ficando colorida por causa da luz indo embora, ainda tinha um grupo de jovens e um deles estava cantando um fado, muito legal... Foi um dos pontos altos da viagem, sem dúvida (com perdão do trocadilho hehe).

 

Então, foi só voltar para o albergue. Não antes de passarmos no mercadinho para comprar pão, presunto, queijo, coca e uma garrafa de Casal Garcia. Casal Garcia é uma marca de vinho verde, que é tema de um música que curto

, então não podia deixar de prová-lo. Ficamos jogando cartas e matamos a garrafa à noite. Ah, e curti o vinho também. Tem quase gosto de refrigeranete hehe.

 

Dia 3 - Lisboa: Quando a chuva estraga nossos planos

 

Acordamos cedo e, depois de muita ponderação, resolvemos ir à Sintra. Apesar de sabermos que estava chovendo, eu não queria perder a oportunidade, afinal não sabia quando poderia ter novamente a oportunidade. Eu não digo que foi um erro, mas pelo menos foi uma pena, pois não pudemos aproveitar nem 30% do que a cidade tinha a oferecer.

 

A primeira coisa que fizemos foi ir à estação do Rossio, para comprarmos as passagens e pegarmos o trem. Essa foi minha primeira experiência com trens na Europa, e eu achei interessante, apesar de ser apenas um trem suburbano. Pagamos algo perto de 20 euros para usar a linha Sintra-Lisboa o quanto quiséssemos e para usar os ônibus em Sintra à vontade também. Depois de uma viagem de cerca de meia hora ou 40 minutos, chegamos a Sintra. O caminho é legal para a gente observar um pouco a periferia de Lisboa e ver o contraste com a parte mais histórica e turística da cidade. Não tem nada daqueles prediozinhos charmosos, mas também não chega a ser feio.

 

Chegando em Sintra, pegamos o ônibus. É um ônibus só, circular, que vai parando em frente aos principais pontos turísticos da cidade. Eu estava louca para visitar o Castelo dos Mouros, que deve ser fantástico, mas infelizmente não deu, já que lá é tudo aberto e estava chovendo bastante. Faltava-me um casaco de nylon impermeável, e eu estava com medo de sair de lá encharcada e pegar uma bela gripe. Aliás, minhas luvas, meu gorro, ficou tudo molhado, foi terrível, passei bastante frio. Minha única sorte é que comprei sapatos impermeáveis aqui no Brasil e meus pés ficaram a salvo (o que eu acho bastante importante, para não dizer crucial).

 

Fomos então para o Palácio da Pena. Compramos uma entrada conjunta para a Pena+Palácio de Queluz, não lembro quanto ficou, mas deu para poupar um pouquinho. Lá eu descobri que Sintra era a residência de verão dos reis de Portugal, pois era mais fresquinha que Lisboa. Esse "mais fresquinho" no inverno não é tão legal hehehe. Lá é legal, e imagino que tenha vistas fantásticas da serra, mas não deu para aproveitar, por causa da chuva e da neblina. VImos a parte de dentro, que tem os aposentos reais e tal. Sofrimento foi para sair e ficar esperando o ônibus na chuva. O que tava me preocupando mais que o frio era o medo de molhar minha roupa e ficar doente. Causou um efeito psicológico meio ruim.

 

Saímos e voltamos para perto da estação. Lá comemos. Minha amiga comeu mais um bacalhau, eu resolvi provar a francesinha, que é um sanduíche meio monstro dos portugueses. Vem com queijo, presunto, carne, linguiça, ovo frito, batata frita e um molho parecido com o de estrogonofe. Muito gostoso, ainda descubro onde vendem isso aqui no Brasil hehe.

 

Pegamos o trem e partimos para Queluz, que fica mais perto de Lisboa, numa região meio periférica da cidade. Saindo da estação lá foi só seguir as placas que chegamos ao palácio. A chuva tinha dado uma trégua, ainda bem, mas ainda estava um friozinho chato. Lá dentro do Palácio é bem bacana. Foi residência de reis que têm bastante a ver com a gente aqui no Brasil, como D. Maria, a Louca, D. João VI e D. Pedro IV ( o nosso D. Pedro I). Acho que foi por isso que gostei tanto. Ele é opulento, mas nesse quesito não chega a 10% do Palácio Real de Madrid, por exemplo. Tinha o quarto onde D. Pedro I nasceu e morreu, muito foda hehe.

 

Saímos de lá e voltamos para a estação. Queluz é um lugar meio barra pesada e deu um pouco de medo à noite, na Estação. Acho que tinha alguém querendo nos roubar, então saímos de perto. Finalmente o trem para Lisboa chegou. Descemos na Estação Oriente, para irmos ao Shopping Vasco da Gama, onde jantamos. Com o trauma da chuva também me convenci a comprar um casaco de inverno, impermeável. Custou 45 euros e me acompanhou no resto da viagem, servindo muito bem para todos os lugares por que passei. E foi isso.

 

Bom ano novo!

 

(continua...)

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Minha única sorte é que comprei sapatos impermeáveis aqui no Brasil e meus pés ficaram a salvo (o que eu acho bastante importante, para não dizer crucial).

 

Nicole, qual sapato impermeável você comprou? Aquelas botas de trekking? Vou em junho, e apesar de não ser frio, é um dos meses mais chuvosos por lá, então estou preocupada com isso...

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Sim senhor Nicole, aqui está a nascer um relato à maneira! Gosto da sua forma de fazer o relato, quando eu faço também tento descrever ao máximo as peripécias da viagem :)

 

CrisB, em Junho na Europa Ocidental só apanha chuva se tiver muito muito azar!

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CrisB, em Junho na Europa Ocidental só apanha chuva se tiver muito muito azar!

 

O que seria exatamente "Europa Ocidental"? Eu vou pra França, Bélgica, Alemanha e Holanda e, pesquisando no weather.com, na maioria das cidades o histórico é de bastante chuva em junho. :(

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CrisB, eu não comprei bota não, apesar de todo mundo ter recomendado que eu fizesse isso hehe. Comprei um tênis, marrom da Timberland com goretex. Por sorte, achei um "usado" no mercado livre, de uma mulher que morava super perto da minha casa e calçava o mesmo que eu! A mulher disse que comprou em nova york mas não teve coragem de usar (pois o achou "bonitnho demais" ::mmm: ). Foi a primeira coisa de todas que comprei, mais de um ano antes de viajar. Ela me vendeu por R$ 150,00, o preço que ela pagou lá nos states.

 

Apesar de ser mais baixinho que a bota, eu não tive problema, porque tomava cuidado para não afundar o pé na neve e em poças d'água. Ah, claro, eu dei sorte pra caramba também porque peguei só um dia de tempo ruim hehe

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CrisB, em Junho na Europa Ocidental só apanha chuva se tiver muito muito azar!

 

O que seria exatamente "Europa Ocidental"? Eu vou pra França, Bélgica, Alemanha e Holanda e, pesquisando no weather.com, na maioria das cidades o histórico é de bastante chuva em junho. :(

 

Ah sim, mais para norte como é o seu caso as coisas já mudam de figura. Eu estava-me a referir mais a Portugal, Espanha, grande parte da França, etc..

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