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Nando Silva

Monte Shyaka - O Inferno Branco

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O relato a seguir foi extraído de meu Blog, a escalada ocorreu em janeiro de 2013, mais fotos podem ser conferidas no link:

http://nandosilvauptothelimit.blogspot.com/2013/02/monte-shyaka-o-inferno-branco.html

 

DSCF4068.JPG

 

Depois de uma ótima noite de sono, resultado do cansado da escalada do dia anterior, levantei bem disposto e sai para fora de casa para avaliar as condições climáticas. Uma das vantagens de viver em frente a um grande arrozal é que sem construções temos uma ampla paisagem, e a minha por sorte da de frente com as Montanhas de Suzuka. Nuvens escuras pairavam sobre as montanhas e alguns flocos de neve ainda chegavam com o forte vento, porém acima de minha cabeça o céu azul anunciava um belo dia.

 

Consultei também as previsões do tempo via internet que indicavam um dia aberto, frio e com muito vento. Apesar de o clima em montanhas ser muito instável, com essas previsões estava claro que durante o dia não haveria nevasca. Consultei o Lord se realmente manteríamos os planos, afinal haveria muita neve por lá, ele estava doido para encarar uma montanha nevada e por isso ignorou qualquer consideração que eu fizesse. Então partimos para a montanha sem ao menos saber se conseguiríamos chegar até lá, uma vez que havia neve na pista até na cidade.

 

Conforme fomos nos aproximando das montanhas a visibilidade melhorou e pudemos avistar diversos picos cobertos de neve desde a base, a pista estava melhor do que podíamos imaginar e sem problemas chegamos a base para começar a subir o trecho mais critico. A pista possuía apenas o espaço de um carro com pouca neve e em meio a patinadas avançamos para o nosso destino, de repente a pista acabou e tudo virou neve, por conta disso tivemos que voltar uns 100 metros para deixar o carro em um local seguro.

 

Preparamos as mochilas e começamos a subir pela pista até a entrada da trilha, esse trecho é muito confuso, tem chalés, camping e pequenos comércios, tudo fechado durante o inverno. Uma grande placa com um mapa e uma caixa postal ao lado indicavam a entrada da trilha, porém com tanta neve ficava difícil saber pra onde seguir, Lord havia estado ali 15 dias antes com uma turma e eles acabaram errando a entrada e se perdendo, porém com a montanha naquelas condições não podíamos nos dar a esse luxo.

 

Visualizando uma ladeira que se encontrava na minha frente disse, vamos seguir por aqui, Lord achou uma loucura mas acabou concordando, subiríamos um pouco e se não achássemos o caminho voltaríamos. Iniciamos a subida com neve até nas coxas, romper aquilo em um trecho íngreme como aquele logo nos deixou cansados, pelo caminho achamos uma construção, mas nenhuma trilha que rumasse montanha acima, começamos a descer lateralmente e acabamos voltando em nosso ponto inicial.

 

Lord indicou que da outra vez que estivera ali eles seguiram mais para cima, então seguindo o raciocínio de que eles haviam errado a entrada sugeri que seguíssemos para baixo, descemos um pouco e lá estava a minúscula placa quase coberta de neve indicando a entrada. Seguimos com neve até o meio das canelas por uma via larga por onde passaria um caminhão, realmente haviam alguns parados mais a frente em uma obra de barragem, atravessamos um riacho e seguimos floresta a dentro.

 

O Monte Shyaka ou Shyakagatake em japonês, tem quase 1100 metros e é dentre as 7 Montanhas de Suzuka a menos visitada, o acesso não é ruim, porém está em uma região pouco movimentada e possui poucas rotas até o cume. Na rota escolhida seguiríamos por um vale até alcançarmos uma cascata e rumar para o topo, atravessando uma crista e iniciando a descida dando a volta pelo outro lado até retornarmos ao ponto inicial.

 

Seguindo pelo vale foi sempre aquele zig-zag e sobe e desce, romper a neve virgem que no início era divertido aos poucos foi se tornando estressante, por mais esforço que fizéssemos a subida parecia não evoluir e isso começou a me deixar desanimado. Caminhávamos as cegas por um caminho cheio de pedras e buracos, depois de mais de 2 horas conseguimos alcançar a Cascata Anza, que possui 40 metros de altura, porém parcialmente congelada não exibia toda a beleza que eu já havia constatado em fotos e vídeos.

 

Continuamos em frente e Lord sugeriu que pegássemos um desvio que levaria para outra rota alcançando a crista, nesse momento eu já estava muito cansado, olhei para aquela subida e tomei a decisão de seguirmos direto para o cume pois já havíamos perdido muito tempo até ali. Escalamos trechos difíceis com muita neve fofa e as cordas no local nos ajudaram e muito, nesse momento ganhamos altitude rápido e já podíamos visualizar o cume, até que chegamos em um paredão.

 

A partir daquele ponto tivemos que cramponar, enquanto estávamos sentados colocando os acessórios nos pés pensei em abortar a subida, o vento era assustador e a neve havia se tornado tipo sugar powder, comemos um onigiri, bolinho de arroz japonês, e propus ao Lord que seguíssemos ao cume e atravessássemos a crista sem parar para descansar ou comer, afinal estávamos a mais de 900 metros de altitude e uma névoa havia se formado, congelando qualquer coisa que ficasse inerte. Eu estava torcendo para que ele discordasse da minha ideia e assim seria o fim da linha, porém ele concordou e seguimos em frente.

 

Iniciamos aquele trecho muito vertical tomando o máximo de cuidado, aquela pequena parada havia me feito bem e procurei subir em um ritmo forte para chegar logo lá em cima, porém no meio dessa subida meu gás foi novamente se esgotando e iniciando um terrível sofrimento. Naquele trecho qualquer descuido seria fatal, agarrado a uma corda olhei para baixo, Lord vinha escalando também com grande dificuldade e pude perceber que naquele momento não haveria mais volta e teríamos que nos esforçar no limite.

 

Alcançamos o topo sabe-se lá como, creio que os Deuses da montanha deram um empurrão. Chegamos ao ponto mais alto que possui 1097 metros e atravessamos a perigosa crista até chegar no ponto que marca o cume a 1092 metros. Estávamos esgotados mas não havia como parar ali, as luvas estavam duras de gelo, o rosto também começou a formar gelo nas sobrancelhas e cílios, o que incomodava bastante, a temperatura era de -8 graus e um vento de 60 km/h, então imediatamente iniciamos a descida.

 

Imaginávamos pegar menos neve no caminho de volta, porém continuamos atolando na neve fofa e agora ainda tínhamos o forte vento que soprava na crista desprotegida. Comecei a imaginar se teria forças para voltar e me senti como um himalaísta, os pés já não obedeciam mais, na mão direita o bastão frouxo denunciava que não servia mais de apoio nenhum, cabisbaixo começamos um trecho de descida e quando eu olho pra frente vejo um enorme pico que a esta altura parecia gigante.

 

Lord me indicou que esse era o Monte Neko, então não haveria escapatória, teríamos que escalar ele e ainda encarar mais dois picos que viriam na sequencia. Começamos a subir e desesperado observei se não havia algum lugar para parar ao meu redor, mas não havia, então pedi para o Lord tomar a frente, ele o fez e tentou me apoiar dizendo que vencendo essa subida tudo seria mais fácil, mas infelizmente o meu corpo não respondia e assim como um bêbado chega em casa sem se lembrar como, eu cheguei ao topo dessa montanha.

 

O sol começava a baixar e passamos a acelerar a passada na descida, mais uma subida em um pico que nem recordo o nome e continuamos descendo até alcançar o Pico Hato. Ainda faltava muito, mas ter chegado ao fim daquela crista nos dava uma sensação de vitória, até paramos e sentamos uns 2 minutos no pico rochoso, presenciar rochas sem neve parecia um alívio e o pior já havia passado, porém a iluminação natural agora era nossa inimiga.

 

Retomamos a descida por uma canaleta que levaria a um vale, os crampons que tanto nos ajudaram agora começaram a atrapalhar, paramos para tirá-los e na sequencia não parávamos de pé. Comecei a me atirar de bunda para agilizar a descida, algo que não foi muito agradável devido ao solo rochoso e irregular. Chegamos no vale e novamente me lembrei do Himalaia, a trilha cruzava um riacho e tivemos que nos arremessar como se estivéssemos pulando uma greta, era isso ou encarar a água gelada.

 

A trilha passou a ter pegadas humanas, provavelmente alguém passeou por ali sem adentrar a montanha, começamos a segui-las sem prestar muita atenção no caminho, até que uma hora misteriosamente as pegadas sumiram. Sem ter prestado atenção no caminho ficava difícil determinar pra onde ir, Lord indicou algumas pegadas, mas provavelmente eram de macacos, então escolhemos uma direção e continuamos descendo onde logo encontramos o caminho de saída da trilha.

 

Já sem sol algum, minhas mãos começaram a congelar, então comecei a perceber o sentido de ser derrotado pelo frio. Você não perde para o frio somente por ter passado frio, ele nos fez não parar pra descansar, não parar para comer, fez nossas bebidas ficarem dentro da mochila para não congelar, e depois sem descansar nem comer a exaustão chega e até tirar uma garrafa de água da mochila parece ser um esforço além do possível, aí vem a desidratação, bom aí o frio já te venceu e pronto.

 

Depois de levar alguns escorregões andando pelo asfalto congelado alcançamos nosso carro, arremessei minhas coisas no porta malas e tomei a direção, Lord ainda demorou um pouco para adentrar no veículo e quando o fez o nosso humor parecia não querer comemorar coisa alguma, estávamos exaustos, sujos e famintos, andamos um tempo em silêncio até que começamos a fazer comentários e dar algumas risadas, como conseguimos vencer aquele paredão? Acho que não tem resposta, mas tenho certeza que se fosse um exame, teríamos passado de nível.

 

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Ps.: Durante a noite eu não consegui dormir e tive um pouco de febre, o Lord ficou com febre por 3 dias e não quer ver uma montanha nevada tão cedo.

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      Decidimos então ficar um tempo maior nos EAU e focar no centro do Japão, com cidades base de Tokyo, Kyoto e Osaka. Afinal o mundo sempre estará lá... podemos voltar.
      As datas tb tiveram que ser alteradas para acomodar as férias dos três adultos, João teve que matar as últimas semanas de aula... quase não gostou, rs. E tb sobre datas, nós gostamos de frio e gostamos de viajar sempre no frio! Os EAU são ótimos de se visitar no inverno tb, onde tpt chega a 32-34ºC e faz friozinho a noite. No verão é loucura, chega a 50ºC e não se anda na rua!
      Ficou assim: viagem entre 25 de Novembro e 15 de Dezembro na seguinte sequência – Londrina > São Paulo > Dubai (e Abu Dhabi) > Osaka > Kyoto (e Nara) > Tokyo > São Paulo > Londrina.
      Com isso definido pude começar a cotar passagens.
      MONITORAMENTO DO CLIMA E PREÇOS DE PASSAGENS
      Já em dezembro de 2016 eu ficava especulando passagens, rs, ansiosa ou não? Ainda não era possível cotar as minhas datas, então eu ficava fazendo exercícios pra ter ideia de preços.
      Vc pode ir pro Japão pela Europa (KLM e etc), Ásia (Emirados ou Qatar) ou América do Norte ou Central (México ,EUA e Canadá). Geralmente a rota das américas é mais barata, se vc já tiver visto americano é uma boa, mas pelos motivos que já expliquei, e pelo fato de não ter e não querer por hora o visto americano, foquei na Emirates.
      Sobre o clima, adicionei as cidades base no meu aplicativo de previsão do tempo e fiquei me divertindo vendo como seria frio quando eu fosse. Vi que poderia chover e até nevar em Kyoto... não é tão importante ficar fazendo isto, eu faço por diversão. kkkk
      COMPRA DAS PASSAGENS
      Através das pesquisas que fiz, achei que em média 4000 reais pra cada um seria o preço médio das passagens que eu queria, multidestinos, e quando chegasse neste valor eu compraria. Percebi tb que as passagens ficam no melhor preço com até 4-5 meses antes, tinha esta data como data limite em mente. Tenho datas bem amarradas, por isso uso esta estratégia e não me dou ao luxo (#inveja) de ficar esperando as mega promo!
      Mas lembra da ansiedade que não cabe? Não tem cura isso, kkkk... Faltando nove meses pra viagem, no fim de fevereiro, as tarifas bateram 10.500 (pra nós 3 aqui em casa)... abaixo do preço que considerei médio (~12.000 pra nós 3). O dólar tava super baixo e com dólar não se brinca... comprei! Via de regra dá pra esperar mais, eu via que datas mais próximas custavam cerca de 1000 reais a menos, mas todo mundo pirou que tinha que comprar e enfim, compramos, kk. No fim das contas foi uma boa... com a política e seu caos o dólar acabou subindo muito no meio do ano e ainda peguei as franquias de bagagem grátis! Monitorei pelo resto do ano – pq gosto de sofrer – e fiquei feliz em saber que fiz uma boa compra... só subiu.
      As passagens que compramos eram saindo e chegando de São Paulo, o trecho doméstico foi um caso a parte. Mas se puder, não faça isso, emita as passagens saindo da sua cidade... a franquia de malas é diferente e em caso de atrasos a responsa é da empresa.
      MOEDA
      Para os EAU eu levei dólares pra trocar lá por Dirhans. Pro Japão eu já levei Ienes mesmo. Somente hospedagens e trechos aéreos foram adquiridos com antecedência, o resto foi tudo na hora. Cartão de crédito levei para emergência.
      E quanto levei? Valores abaixo para três pessoas (2 adultos e 1 criança)
      1.500 dólares (~5.200 reais) para 5 dias completos: média de 300 dólares por dia (~1.040 reais) – hospedagens e carro não incluso, pagamos antes. SOBROU, e poderia ter sobrado muito mais.
      350.000 ienes (~10.850 reais) para 13 dias completos: média de 27.000 ienes por dia (~837 reais) – hospedagem não inclusa, pagamos antes. DEU, mas a gente torrou dinheiro, poderia ter sobrado.
      Mais detalhes de grana durante o relato.
      DEFINIÇÃO DOS MEIOS DE TRANSPORTES
      Nos Emirados alugamos carro antes da viagem pela rentalcars (tipo um decolar de carros) pela empresa Thrifty, que tem guichê no terminal 3, por onde chegamos. Isso é realmente importante, poder pegar o carro no mesmo terminal que se chega, pois o aeroporto de Dubai é imeeeeensoooo. Conto da aventura de dirigir em Dubai no relato específico, mas se vc é afim, providencie a PID (= permissão internacional de direção - nos EAU é obrigatória).
      Optamos pelo carro pq achei que seria mais funcional. Foi a primeira vez que alugamos carro na gringa!!! Funcionou! O custo de 5 diárias do carro (um versa automático pq não existe nenhum carro manual lá) ficou 215 dólares na hora de locar, mais aquele monte de taxa que eles inventam de última hora. No total acho que deu uns 1000 reais, e mesmo assim achamos uma boa relação custo benefício. Este era o segundo carro mais barato pra alugar, atrás apenas de um pequeno demais!
      No Japão todos os deslocamentos entre cidades foram feitos de trem. As passagens foram compradas no dia ou no máximo no dia anterior, nas estações de trem mesmo. E dentro das cidades, dá-lhe perna e metrô.
      RESERVA DE HOSPEDAGENS
      Depois do roteiro já finamente detalhado, rs, e definidos quantos dias em cada lugar, foi hora de achar tetos para dormir. Pesquisei booking e airbnb pra ter ideia. Sempre dou prioridade pro airbnb, principalmente viajando em quatro pessoas, e no fim pegamos airbnb pra tudo. Então ficou assim:
      Dubai: https://www.airbnb.com.br/rooms/17551027
      6 diárias 4 quatro pessoas: 1600 reais (400 para cada)
       
      Osaka: https://www.airbnb.com.br/rooms/7808510
      3 diárias para 4 pessoas: 400 reais (100 para cada)* estava com crédito de viagem tive desconto de 500 reais.
       
      Kyoto: https://www.airbnb.com.br/rooms/13212939
      5 diárias para 4 pessoas: 1200 reais (300 para cada)
       
      Tokyo: https://www.airbnb.com.br/rooms/8429102
      5 diárias para 4 pessoas: 2000 reais (500 para cada)
       
      Como dá pra ver, gastamos cerca de 1300 reais por pessoa para passar 3 semanas em destinos carésimos! Todos os locais foram bons e o relato detalhado estará descrito em cada cidade! Mas airbnb é vida, adoro e não troco por nada. Se vc ficou interessado, faça o cadastro no site usando o link abaixo que eu e vc ganhamos crédito de viagem!
      www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3
      SEGURO VIAGEM
      Tivemos que dividir as passagens entre dois cartões e por pressa acabamos perdendo o direito ao seguro viagem do Platinum... Tivemos que contratar. Foi pela Porto Seguro e custou 350,00 para cada um, totalizando 1.050,00 reais. Não precisamos usar!
      VISTOS
      Tanto os EAU quanto o Japão exigem vistos de brasileiros.
      Visto Emiradense
      O dos EAU tiramos pelo próprio site da Emirates, depois de compradas as passagens. Dá pra tirar este visto de outras formas caso vc não compre as passagens pela Emirates, mas me pareceu meio burocrático.
      Eles têm alguns tipos de visto, começando pelo de 96 horas, que era o mais barato. Mas para nós não servia, pagamos 95 dólares por pessoa pelo visto de 30 dias. Achei caro.
      É um pouco chatinho tirar este visto, cheio das regras. Você só pode solicitar este tipo de visto (30 dias) faltando 57 dias da viagem, isso pq ele vale por 60 dias apenas. Apesar do visto ter data certa pra sair, você tem que ter passaporte válido por 6 meses, igual em outros locais. Vai precisar apresentar pelo menos a primeira e a última página do passaporte em formato jpg com no máximo 200k. A foto eles dizem que tem que ser formato passaporte, mas não é. Tem que ter no máximo 40k e no máximo 300x369pixels. Tirei do celular mesmo. Pode-se apresentar outros documentos, eu apresentei só entradas “schengen” anteriores e comprovante de residência.
      Depois que preenche formulários e faz o upload dos documentos, alguns e-mails vão chegando. Um de admissão do pedido, um de pagamento, um de “estamos processando” e um com o visto, que você deve imprimir e levar. Nem todos os e-mails chegaram, para meu desespero. Cheguei a escrever pro serviço de emissão... mas depois deu tudo certo. Dois dias depois da solicitação chegou o do meu filho e meu, e dias depois (já estava em pânico, kkk) o do marido. Já estava achando o que eu tinha feito de errado no dele... se é pq a foto tava sorrindo, se é pq ele ficou com cara de terrorista, hahahahahauaha, mas deu tudo certo. Do Lio solicitamos depois e chegou super rápido!
      Visto japonês
      O do Japão já consegue ser um pouco mais chato ainda pq tem que ir no consulado tirar. Não precisa ir todo mundo, pode ir um só com procuração dos demais caso tenha alguém que não seja da família (pai, mãe, filhos, etc). Eu até verifiquei a possibilidade do meu irmão tirar nossos vistos no Rio de Janeiro, mas como sou do Paraná, obrigatoriamente tinha que tirar por Curitiba.
      Verifiquei tb se compensava tirar por agência, mas de 97 reais (que era a taxa de visto) iam me cobrar 400 por pessoa, hahahauaha, dava pra eu ir de taxi pra Curitiba com 1600 reais, kkk.
      Reunida toda a papelada, fui pra Curitiba tirar os nossos vistos em outubro. Os sites dos consulados são bem organizados e os atendentes muito educados, lá tem toda a informação que vc precisa! Então não vou ficar aqui me estendendo e colocando toda a documentação necessária.
      Mas... nem tudo são flores, vejam o perrengue!
      #perrengue – depois a gente ri mas na hora... (pule esta parte se não quiser rir, é longa)
      Eu sou a louca da lista, a louca da planilha, psicoticamente organizada. Eu reuni toda a papelada (pq é muuuita coisa) e conferi mil vezes, afinal, tive que ir pra Curitiba só pra isso! O consulado do Japão, que funciona no prédio do Shopping Itália, no centro de Curitiba, funciona das 9-11h para a solicitação de visto e das 14-17h para a retirada do visto (sempre um dia depois).
      Eu tenho família em Curitiba e estava na casa de um tio, minha prima me deu carona até o consultado! Cheguei umas 9:15 de uma quinta-feira e só tinha uma pessoa na minha frente, lindo. Logo uma japa mega fofa me chamou e entreguei os kilos de papel. Cerca de 10 minutos ela volta e diz “sra Juliana, não posso aceitar sua solicitação... os formulários de pedido do sr. Guilherme (marido) e sr. João Guilherme (filho) não estão assinados!
      PÁRA TUDO – MEU MUNDO CAIU. Claro que pra tudo dá-se um jeito mas e o preju de ter ido até lá e não conseguir tirar a porra do visto? Eu não tinha conferido isso!
      A japa fofa vendo minha cara de pânico me perguntou... vc não é daqui? E eu disse quase chorando, não... sou de 400km daqui, vim só pra isso... e ela disse, péra, vamos ver o que dá pra fazer.
      Vai lá pra dentro e volta 10 min depois: vc pode pedir pro seu marido e filho assinar as vias e me mandar escaneado por email (e eu, SIM, SIM, agora!!), mas amanhã, na hora de retirar, vc tem que me trazer os originais... dei uma brochada, ela tentou ver se precisava mesmo com os chefões lá dentro e sim, precisava... pensei no sedex 10 e transportes rodoviários, eu ia dar um jeito. Falei com ela que blz, que eu ia ligar pro meu marido e pedir pra enviar os docs... e ela disse... tem que ser até as 11h da manhã pra eu te emitir o protocolo, senão fica pra amanhã!
      Não podia ficar pra amanhã... eu estava com passagem emitida pra sexta-feira as 17:30, se não desse certo só poderia ir embora na segunda e isso ia ferrar muito minha vida e meu bolso.
      Fui pegar meu celular pra ligar pro Gui e cade... cade a poooorraaaaa do celular... tava no carro da minha prima, deixei no console do carro! Minha prima trabalha a 1,5km de onde eu estava!! E eu nem podia ligar pra ela, primeiro pq não tinha celular e segundo pq só sei o número do meu marido! Tb não podia pegar um Uber (porque estava sem telefone) e não sabia se ia achar taxi na rua...
      Pedi o celular de um cara emprestado pra ligar a cobrar pro meu marido ir adiantando as coisas e ele fez cara de cú... sorte que um outro cara que tava na sala (uma hora destas já tinha chegado umas 5 pessoas) me disse que eu podia ligar e que nem precisava ser a cobrar. Fofo! Liguei pro Gui e estava dizendo que ele precisava urgente providenciar isso... ele estava na cidade vizinha da nossa mas disse que ia correr com tudo... e tinha que correr, o limite era as 11h... e antes que eu pudesse dizer pra que email ele tinha que mandar as coisas fui interrompida por um funcionário que me disse que era proibido (óbvio, tinha várias placas) falar no celular lá dentro...
      Morri de vergonha, pedi desculpas e devolvi o celular pro moço que me ajudou. Eu definitivamente PRECISAVA do meu, precisava falar pro Gui onde estavam os documentos, pra que email mandar, enfim! Decidi ir até o trabalho na minha prima a pé, afinal 1,5km não é nada de outro mundo.
      Com pressa e desesperada saí pelas calçadas de paralelepípedo da Rua João Negrão e depois de alguns tropeços é claro que eu levei maior tombo e arrebentei minha sandália! Meeeeooooo, que faaaase! Com as mãos doendo e com as canelas com câimbra, levantei cheia de orgulho, sem olhar pros lados, e segui minha jornada... acho que em 10 min cheguei na minha prima!
      Contei em 5 segundos meu drama, e ela disse que o carro dela estava estacionado há duas quadras dali (Puuutz) e que eu devia ir lá buscar meu celular... tb me disse que era pra eu voltar pro shopping/consulado com o carro dela... só que deixa eu contar: eu tenho um UNO... UNOOOO, e normalmente tb dirijo um Mobi e um Onix no trabalho... e ela tem um SUV Mitsubishi automático. Eu nunca dirigi carro automático, nunca dirigi carro grande e não sei andar em Curitiba! Estava decidida a ir no estacionamento e seguir a pé, mas chegando lá já era 10:30... não ia dar tempo!
      Liguei pro Gui, passei a senha do drive pra ele imprimir as coisas (pq chega mensagem no celular pra eu acessar). Nisto ele já tinha ligado pra minha mãe, que estava com meu filho, e pedido pra ela levar o baby pro trabalho dele pra dar tempo dele mandar até as 11... João tb tinha que assinar o papel!
      Olhei praquele carrão e pensei, vou ter que encarar ‘saporra! A voz da minha prima dizendo “relaxa que se bater o seguro paga” ecoavam na minha cabeça. Subi no carro, perguntei pro moço como ligava e como saía e lá fui eu dirigir um SUV automático no centro de uma cidade grande que não conheço.
      Tirando uma freada brusca deu tudo certo. Tb tive que ligar pra prima pra perguntar como dava ré pra estacionar o monstrão numa vaga de shopping e sem espelho, pq eu não sabia como arrumar os espelhos...
      ESTACIONEI! Kkkkk
      Subi correndo e suando no consulado e avisei que meu marido estava por mandar os docs... o que ocorreu uns 5 minutos depois. A japa fofa veio, me confirmou o recebimento e me deu o protocolo, reiterando a necessidade de apresentar os originais no outro dia (o Gui despachou por sedex 10).
      Voltei pro estacionamento que a minha prima deixa o carro e felizmente não bati o carro dela, kkkk... enquanto isso minha mãe contava que saiu dirigindo as pressas pra levar João no trampo do meu marido e que deu uma fechada numa moça, que a xingou de tudo que é nome! Kkkkkkkk
      No dia seguinte os docs chegaram pontualmente às 10 da manhã, e a tarde fui buscar os vistos... quando a japa veio sorrindo e disse vistos concedidos... aaaaffffeeee, que  alívio, kk!
      Minha família inteira mais meio estado do Paraná ficou sabendo desta minha aventura e fui muito zuada! Mas continuemos com os preparos!
      POCKET WIFI
      Nos EAU alugamos um pocket, que é um modem portátil que vc carrega pra onde vai alimentando os celulares com internet, ainda no aeroporto, não lembro ao certo o valor mas não era baratinho não. Pegamos um pacote de 5MG e usamos tudo, foi importante pq não tínhamos GPS, então usávamos outros navegadores. Usei bastante tb pra me encontrar com a minha amiga de lá. No Japão, em Tokyo e Osaka as hospedagens disponibilizaram pocket wifi. Achei FUNDAMENTAL ter isso pra se virar, pois o japanenglish dos japa é tenso, hahauahauaha... se sua hospedagem não disponibilizar o pocket wifi tem várias formas de alugar! Em Kyoto a gente se virou com redes abertas de wifi, tem bastante.
      ARRUMANDO MALAS
      Em 2015 tínhamos viajado por um mês no inverno e levamos bastante coisa. Desta vez coloquei em prática o que aprendi na viagem à Europa e levei pouquíssima coisa, pois com 3 semanas teria que lavar roupa pelo caminho mesmo (airbnb com máquina de lavar).
      Viajamos de calça e levamos mais uma só. Um casaco mais forte, um calçado de inverno, um chinelo. Malhas, calcinha, cueca e meia levamos um pouco mais, umas 7-9 pra cada. Um gorro, luva e alguns lenços e cachecóis pra mudar a cor da foto, kkkkk, e pronto. Tb levei umas roupinhas mais leves pros Emirados, pq lá é sempre 40 graus!
      Nós aqui de casa viajamos com 2 malas de 23 kilos, mas um pouco vazias, e levei uma mala dentro da outra, então no total eu tinha 3 malas. Nossa franquia era de 2 malas pra cada um, então estávamos tranquilos. E na bagagem de mão uma mochila cada com uma troca de roupa, documentos e estas coisas.
      CHEGOU A HORA
      Ansiedade batendo a mil, no sábado, dia 25 de novembro de 2017, partimos de Londrina com direção a São Paulo, mas chegamos em Congonhas (cerca de 10 da manhã, passagem emitida com milhas) e fomos encontrar uma amiga pq nosso voo era só na madruga! Ficamos o dia todo zanzando com ela, tomamos um banho e da casa da Ari fomos pra GRU. Pontualmente à 01:25 do dia 26 de novembro, decolamos de A380 pra Dubai...
      No próximo post: Emirados Árabes Unidos! Chegada, aluguel do carro e a inacreditável terra dos Khalifas!
    • Por Feerssilva
      Boa noite, bom dia, boa tarde, tudo bem com você? no fim de outubro ou começo de novembro estou indo ao japão,gostaria de saber se mais alguém estaria indo para lá ou passando por lá, um abraço a todos espero que possamos conversar sobre a viagem um abraço
    • Por mspriscila
      INFORMAÇÕES GERAIS (2019) 
      Visto: exigido (R$86); dura cerca de 05 dias para ser emitido
      Passaporte: documento válido
      Moeda: iene (¥) – cotação em 16.12.18: R$1,00 = 29,07¥
      Idioma oficial: japonês
      Cod. telefone: +81
      Padrão bivolt: 100V
      Tomadas: A, B Grutt Pass: ¥2200/R$76; cartão que dá acesso gratuito ou com desconto a cerca de 75 museus da capital japonesa.
      Japan Rail Pass: absolutamente indispensável para suas viagens no trem-bala. Ele é vendido por pacotes de dias (07, 14 ou 21) e não é vendido no Japão, pois é voltado apenas para turistas. Assim, você recebe em casa (não confie no prazo de 03 dias estipulado pelos sites). Para programar suas viagens de trem-bala, use o aplicativo Hyperdia.
        Dica 01: todos as hospedagens no Japão, sejam hotéis, albergues, capsulas, ryokans, dispõe de pijama, xampu, condicionador, sabonete e secador de cabelo; portanto, não leve nada disso.
        Dica 02: compre eventual trecho aéreo interno depois das 8h e antes das 19h, por conta do funcionamento do metrô, que começa às 5h e vai até cerca de 1h. As distâncias em Tóquio são muito grandes, por isso, é necessário tempo para deslocamento e táxi/uber não são opções porque são extremamente caros.
        Dica 03: não se preocupe em se hospedar próximo ao aeroporto nos dias de voo; isto porque esse percurso é realizado por trens super confortáveis e rápidos, e ficando perto dos aeroportos, você estará isolado de tudo e, ainda assim, não terá serviço de shuttle, por exemplo. O serviço de shuttle oferecido pelos hotéis, na verdade, não são deles; é necessário ir até uma estação de metrô mais próxima e pegar um ônibus em um ponto específico. Portanto, sempre será necessário o caminho até o trem/metrô; assim, fique sempre bem localizado.
        Dica 04: apesar de o Japão ser um país extremamente moderno e informatizado, por incrível que pareça, há sérios problemas de acessibilidade. Os metrôs e trens contam com escadarias enormes; apenas alguns dispõe de escadas-rolante e não são a maioria. Os elevadores ficam extremamente longe; a maior parte dos pontos turísticos dispõe de muitas subidas, mais e mais escadas. Portanto, não aconselhável para pessoas com problemas de mobilidade.
        Dica 05: se tiver interesse em ir para balada em Tóquio, hospede-se ao lado do local, pois como disse anteriormente, táxi é muito caro na cidade e o metrô só funciona até por volta da 1h da manhã; depois só volta a funcionar às 5h.
        Dica 06: para quem for na primavera, fuja da Golden Week (que acontece final de abril e início de maio), e corresponde a junção de quatro feriados nacionais, o que causa grande aglomeração em todos os lugares.
      NOSSO ITINERÁRIO
      Nossos dias foram adaptados a partir do roteiro proposto pela Patrícia, do site Bagagem de Memórias, o que nos ajudou muito. Ficou da seguinte forma:
      Hiroshima: 02 dias (um para descanso) Miyajima: 01 dia
      Quioto: 04 dias Nara: 01 dia (base em Quioto)
      Hakone: 02 dias Toquio: 09 dias Shirakawa-Go: 02 dias
      Okinawa: 03 dias
        HIROSHIMA (02 dias)
      Tempo de deslocamento Tóquio-Hiroshima: 4h no Shinkansen (trem-bala) Como se locomover na cidade: andando e ônibus Sightseeing (hip on hip off)
      Obs.: o ônibus turístico Sightseeing está incluso no JR Pass (por quanto dias o turista quiser; andamos por 02 dias nele) e sai da própria estação de trem, na região central de Hiroshima.
      Principais Pontos Turísticos
        Parque da Paz
      Memorial da Paz de Hiroshima Horário: 8:30-18h Preço: ¥200/R$7 Obs.: na mesma área está o cenotáfio, museu da bomba atômica, etc.
        Shukkeien Gardens – jardim japonês Horário: diariamente de 09-17h Preço: ¥260/R$9
      Castelo de Hiroshima Horário: diariamente de 09-17h Preço: ¥370/R$13 Obs.: não vale a pena entrar; o castelo foi destruído com a bomba e em seu lugar fizeram um réplica, mas apenas exteriormente! Dentro não tem estrutura nenhuma de castelo.
        Taishaku Valley Horário: diariamente de 8:30-18h Atividades: caiaque (R$140 reservado com 02 dias); barco de passeio (R$55) ILHA DE MIYAJIMA (01 dia; bate e volta) Como chegar: na estação de trem de Hiroshima, pegue a Sanyo Line (incluido no JR PASS) e vá até a estação de Miyajima (os trens saem da plataforma 01 e qquer um deles para em Miyajima; trecho 30min). Lá você pega um ferry boat da JR (também incluído no JR PASS) e vai até a Ilha de Miyajima (trajeto dura 10min).
      O que comer: okonomiyaki.
      Monumento de Torii (dentro do Santuário de Itsukushima) Entrada gratuita
        Santuário de Itsukushima Horário: diariamente de 06:30-16:30h Preço: ¥500/R$18 (incluso no JR) Monte Misen (subir de teleférico) Horário: 9:00-16:30 Preço: ¥1000/R$35 (ida) ou ¥1800/R$65 (ida e volta)
      Templo de Daisho-in Horário: 8:00-17h Entrada gratuita   QUIOTO (03 dias) Faça seu check-out em Hiroshima cedinho e pegue o shinkansen (trem-bala) para Kyoto. Tempo de deslocamento Hiroshima-Quioto: 2h no Shinkansen (trem-bala) Como se locomover na cidade: ônibus
      Vestir-se como gueixa: Studio Shoot Plan (¥13000/R$450)
      “Miyako Odori” 2019 (em abril somente): show de gueixas Horário: 12:30; 14:30; 16:30 Preço: ¥4000/R$145
      Caminho do filósofo: alugue sua magrela (na estação de trem) e siga a rota do filósofo (1,5km). Esse percurso começa, termina e passa por outros interessantes templos e santuários (Miroku-In-in; Honen-in; Anraku-ji; Ootoyo-jinja; Koun-ji; Nyakuouji-jinja). Começa em Ginkaku-Ji e termina em Nanzen-Ji.
      Ao fim do caminho, você encontra o templo Eikan-do (maravilhoso).
      Templo Ginkaku-ji - pavilhão de prata Horário: 08:30-17h Preço: ¥500/R$16 Obs.: não pode entrar no templo.
        Parque Eikan-do ou Zenrin-ji Temple Horário: 9-16h Preço: ¥600/R$20 Fushimi Inari-taisha Horário: 24h Entrada gratuita
      Castelo de Kyoto ou Castelo Nijo Horário: 9-16h Preço: ¥1000/R$35
      Nishiki market street (mercado de peixes) Horário: 9-18h Gratuito
      Bairro de Gion (bairro das gueixas)
        Templo Kinkaku-ji – pavilhão de ouro Horário: 09-17h Preço: ¥400/R$15 Obs.: não pode entrar no templo. Templo Ryoan-ji – jardim de pedras
      Horário: 08-16:30h Preço: ¥500/R$16
      Templo Kiyomizu-dera Horário: 06-18h Preço: ¥800/R$29
      Templo Daigoji Horário: 09-16:30h Preço: ¥1500/R$54
      Distrito de Arashiyama (em Quioto): alugue uma bicicleta próximo à estação de trem da linha JR e pedale pela area rural: cruze a ponta Togetsukyo; caminhe pela via Saga-Toriimoto e visite os templos.
          Floresta de Bambu de Sagano Como chegar: da estação central de Quioto, basta pegar um dos trens da JR Sagano Line (também conhecida como JR Sanin Line) – que sai a cada 30 minutos – e saltar na Saga-Arashiyama Station Horário: 24h Preço: Gratuito   Tenryu-ji Temple Horário: 8:30-17h Preço: ¥500/R$16 Okochi-Sanso Villa: é a mansão particular da estrela do cinema mudo japonês Denjiro Okochi (1898-1962), cujos jardins estão abertos para visitação.
      Horário: 9-17h Preço: ¥1000/R$35
      Templo Otagi Nenbutsu-ji Horário: 8-17h Preço: ¥300/R$10
        NARA Mantenha Quioto como base para visitar essas duas cidades. Logo pela manhã vá para Nara (Parque Nara; 45min de Quioto) e depois Osaka (40min de Quioto). Aproveite para jantar por lá, antes de voltar para Quioto. Se tiver com a agenda mais folgada, dedique mais um dia para Osaka. - Prato típico: buta jyu Obs.: na estação de Nara, no centro de informações, você pode comprar o Nara Day Pass (Preço: ¥500/R$16), que te permite viagens ilimitadas de ônibus pelos pontos turísticos. Eu, particularmente, não gostei de Nara.
      Templo Todaiji - maior Buda de bronze do mundo Horário: 9:30-16:30h Preço: ¥1000/R$34
      Templo Kofuku-ji Horário: 9-17h Preço: ¥600/R$20
      Templo Kasuga Horário: 6:30-17h Preço: ¥500/R$16
      Parque Nara Horário: 8-16:30h Gratuito
      Isui-en Garden Horário: 9:30-16:30h Preço: ¥900/R$32 Obs.: absolutamente decepcionante e caro; apesar de estarmos na primavera, o jardim não estava florido; é extremamente pequeno e sem a beleza dos outros.
      OSAKA
      Castelo de Osaka Horário: 9-17h Preço: ¥600/R$20
      Dotonbori & Shinsaibashi (bairro moderno de Osaka a noite)
      Tsutentaku Tower Horário: 10-18h Preço: ¥500/R$16
      Umeda Sky Building Gratuito
      HAKONE O forte da região é ficar hospedado em um ryokan. Outra opção é já se hospedar em Tóquio, pois Hakone fica há menos de 1 hora de shinkansen da capital. Tempo de deslocamento Quioto-Odawara: 2h3min no Shinkansen (trem-bala). De Odawara, pega-se um trem para Hakone Tozan ou Hakone-Yumoto.
      Comprar o Hakone Free Pass: USD54 (02 dias)
      Hospede-se em Gora: Gora Hotel Paipuno Kemuri Plus (hotel ao lado da estação de trem e do teleférico).
      Odawara: uma velha cidade-castelo que serve de porta de entrada para a região de Hakone.
      Lago Ashi: o lago é famoso pelo reflexo invertido do Monte Fuji, que pode ser visto no lago em dias claros.
      Miyanoshita: constitui o mais florescente grupo de fontes termais. A uma altitude de aproximadamente 400 metros acima do nível do mar, tem um clima geralmente fresco, mesmo no verão.
      Chokoku-no-mori (Bosque das esculturas): parque destinado a exposições, inclusive ao ar livre, de esculturas de artistas modernos, tais como Rodin, Boudella, Moore e Zadkine. É o primeiro do gênero no Japão.
      Aowakudani (Vale Fumegante Menor): é uma popular estância de água e tem esse nome graças a uma fumaça de enxofre que vem de uma gruta da vizinhança.
      Jardim Kowakien
      Gora: o terminal de bonde Hakone Tozan Railway fica a uma altitude de 800 metros, na encosta leste do Monte Souzan e comanda uma extensa vista que inclui parte do Rio Hayakawa. As águas termais são trazidas através de tubos da fonte termal de Owakudani.
      Owakudani (Vale Fumengante Maior): desfiladeiro que solta fumaça sulfurosa
      Barreira Hakone: a barreira original foi estabelecida em 1618, pelo líder Tokugawa, para a defesa e manutenção da ordem na cidade de Edo.
      Santuário Hakone: localizado em uma colina na margem norte do lago, o santuário é notável pela vista do Festival do Lago ou Festival das Lanternas Flutuantes.
      Cedar Avenue
      Mishima Skywalk Horário: 9-17h Preço: ¥1000/R$34
        TÓQUIO (09 dias) Tempo de deslocamento Odawara-Toquio: 2h Como se locomover na cidade: metrô (conheça Tóquio por regiões) Onde se hospedar: quem quiser aproveitar o lado mais antigo da cidade deve optar pelas áreas de Ueno e Asakusa. Mas, se você preferir o burburinho moderno, hospede-se nas áreas de Shibuya, Shinjuku, Akasaka ou Roppongi.
      Parque Fugi Q (é o melhor parque para quem gosta de aventuras) Horário: 9-17h Preço: ¥5500/R$190 Principais montanhas-russas: Fujiyama, Dodonpa, Eejanaika e Takabisha; Scary Labyrinth of Fear (terror); Fuji Airways (simulador de voo); Red Tower (torre); Panick Clock (pêndulo); Tonde-Mina. Como chegar (2h): Para quem está em Tokyo, uma das formas de chegar é pegar um trem na JR Shinjuku Station e seguir pela JR Chuo Main Line até a Otsuki Station (reserve assento; coberto pelo JR); depois pegar a Fuji Express Line até a Fuji-Q Highland Station (¥1680/R$61). Outra opção é pegar um dos ônibus que saem da Tokyo Station, Shinjuku Station, Yokohama Station, Shibuya Mark City ou Haneda Airport que vão para Fuji Five Lakes e passam pelo Fuji-Q Highlands no caminho.
      Campos de Shiba-Sakura - Festival de Primavera (Yamanashi) Horario: 8-17h Preço: ¥600/R$20 Como chegar: ir de Toquio para Otsuki (coberto pelo JR); e de Otsuki até a estação de Kawaguchiko ((¥1140/R$41). Durante o período do festival, há um shuttle bus (Shibazakura Liner), que conecta a estação Kawaguchiko à entrada do festival e parte de 1 a 2 vezes por hora (último ônibus sai às 15h). O ticket não é barato (¥2000/R$71), mas inclui também a entrada ao festival. O percurso dura 1h. Os ônibus saem da plataforma 07 mas os tickets são vendidos na plataforma 01.
        Restaurantes temáticos em Tóquio: 1) Lock up (terror): em Shibuya 2) Vampire cafe: em Ginza 3) Ninja Akasaka: em Akasaka obs.: somente com reserva e preços a partir de 5700¥/R$206 Baladas em Toquio: 1) ID Bar: em Nagoya Horário: 19-01h Preço: ¥2000/R$68
      2) Ageha: em Sin-kiba Horário: 23-6h Preço: ¥3000/R$109
      3) Womb Horário: 22-4:30h Preço: ¥2000/R$68
      4) Big Echo Karaoke: sao cabines de karaokê privativas, que podem ser reservadas pelo tempo que o cliente quiser.
      Principais Pontos Turísticos em Tóquio
      Happoen Garden Parque Japonês Hitachi – Hitachinaka Horário: 9:30-16:30h Preço: ¥450/R$16
      Bairro de Shinjuku Jardins Shinkug Gyoen Horário: diariamente de 9-16h Preço: ¥200/R$7
      Escultura do Amor Endereço: 6-5-1 Nishishinjuku
      Museu Nacional Horário: 9:30-17h, exceto às segundas Preço: ¥620/R$20 Incluso no Grutt Pass
      Bairro de Harajuku
      Bairro de Shibuya - Maior faixa de pedestres do mundo, em frente à Estação Shibuya
        Bairro de Ginza Teatro Kabuki Horário: matinée (por volta das 11h) e um programa vespertino (iniciando às 16h30) Preço: ¥3000/R$100 a 20.000/R$635 Bairro de Asakusa Templo Sensoji ou Asakusa Horário: diariamente de 6:30-17h Entrada gratuita
      Parque Ueno Horário: 10-18h Entrada gratuita Dentro do parque, existe o zoológico: 9:30-16h (fecha às segundas) por ¥600/R$20
      Tokyo Sky Tree Horário: diariamente de 8-21h Preço: ¥2.060/R$73
      Museu de Arte Metropolitana Horário: 9:30-17h Entrada gratuita
      Bairro de Shibakoen Tokyo Tower Horário: diariamente de 9-22:30h Preço: ¥2800/R$99
      Bairro de Chiyoda-ku Palácio Imperial Horário: diariamente de 09-14:30, com reserva Entrada gratuita
      Ponte Nijubashi
      Bairro de Sumida-ku Ginásio Ryogoku Kokugikan – luta de sumo Horário: seg-sex de 9:30-17h Preço: ¥2.800/R$90 a ¥14.800/R$180
      Museu Edo-Tokyo Horário: ter-dom de 9:30-17:30h e sáb de 9:30-19:30h Preço: ¥600/R$20 Incluso no Grutt Pass
      Bairro de Chuo-ku Jardins de Hama-Rikyu Horário: diariamente de 9-16:30h Preço: ¥300/R$10
      Tsukiji Fish Market (mercado de peixes)
      Bairro de Odaiba (ilha futurista cheia de exposições e tecnologia) Digital Art Museum Horário: seg-qui, dom e feriados de 10-19h; sex-sab de 00:00-21h Preço: ¥3200/R$110 Como chegar: Aomi Station Obs.: comprar com antecedência
      Bairro de Akihabara (bairro dos eletrônicos)
      Onde comprar aparelhos eletrônicos: BIC CAMERA Ikebukuro East Outlet Store.
      OKINAWA (03 dias) Como se locomover na ilha: se você estiver em um resort, apenas de carro ou limousine bus (a ida até nosso resort custou ¥2200/R$80); antes de reservar o resort, certifique-se de que ele possui money exchange, mais de um restaurante a la carte e estabelecimentos ao redor. Para quem vai ficar no centro da ilha, há um trem que liga o aeroporto ao centro (monorail por ¥330/R$12, comprado no aeroporto em máquinas).
      Melhores ilhas: Ishigaki, Akajima Melhores praias: Okuma, Mibaru, Zampa, Sunset, Manza e Moon         Castelo de Shuri - Shuri-jo Horário: 8-18:30h Preço: ¥820/R$28 Como chegar: Estação Shuri do Monorail. São 4 estações da Estação Omoromachi (custo trajeto é de ¥ 260/R$10). Após descer pela saída 1 da estação, caminhe 700 metros para direita na avenida Ryutan Dori e vire a esquerda. Basta seguir em linha reta até chegar ao Castelo. Churaumi Aquarium Horário: mar-set de 8:30-20 (última admissão as 19h); out-fev de 8:30-18:30 (17:30h) Preço: ¥1850/R$63
      Former Navy Headquarters Underground Horário: 8:30-17h Preço: ¥440/R$15
      Gyoku Sendo Horário: 9-17h Preço: ¥1650/R$56
      Castelo Zakimi
      Fukushūen
      Tamaudun Horário: 9-18h Preço: ¥300/R$11
      Busena Marina Park Horário: 9-17h Preço: ¥1030/R$35
      Mergulho na Blue Cave (Empresa Cerulean ou Aloha Divers) Valor: ¥12000/R$407
        VILA SHIRAKAWA-GO Como chegar: pegar um trem Tóquio-Kanazawa (2h30min); de Kanazawa, pegar um ônibus para Shirakawago-Gifu (1h25min), que custa cerca de ¥4000/R$156 (ida e volta), e deve ser reservado um mês antes da viagem. A vila mais famosa de Shirakawa-Go é Ogimachi. Hospedagens típicas: ryokans     Wada House Horário: ter-dom de 9:30-17:30h e sáb de 9:30-19:30h Preço: ¥300/R$10   Mirante de Shiroyama   Hospedagem Nodaniya House Preço: ¥9300/R$313
      MERGULHO EM YONAGUNI Voo de Tóquio até Okinawa (3h de voo); avião de Okinawa para Yonaguni (1h30min) Operadora: Reef Encounters
      Publicado em: https://mspriscila1.wixsite.com/meusite/blog/roteiro-japão-2019-24-dias
       
    • Por Mariana Tavano
      Gente alguém já foi visitar o Lago Motosuko (um dos 5 lagos do Monte Fuji) saindo de kawaguchiko? Vi que tem um ônibus saindo da estação de kawaguchiko, e meu plano seria ir de manhã para voltar na hora do almoço, será que da? Obrigada!
    • Por Mariana Tavano
      Oi gente!
      Queria saber duas coisas
      1) Alguem que ja foi no chureito pagoda lembra de ter armários para guardar bagagem na estação de trem mais próxima? (Shimo Yoshida)
      2) Saindo de Kawaguchiko, qual o melhor caminho para ir para kyoto de trem? Pelo que eu entendi tem que voltar até a estação Otsuki e de la até a estação Yokohama e então pegar o trem-bala. É isso mesmo? Obrigada 


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