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Trilha de Salkantay e Machu Picchu - Relato de 2011

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Cheguei em Cuzco de madrugada vindo de La Paz, no ônibus conheci 3 brasileiros do Rio Grande do Sul e rachamos o taxi até o hostel Loki. Depois de algum descanso, fomos a Plaza de Las Armas para procurar agencias para fecharmos nossos passeios, eu iria para Salkantay e eles para Trilha Inka Jungle. Acabamos fechando em agências diferentes pela razão do preço, fechei com a Liz’s Explorer (http://www.lizexplorer.com) e paguei $180 dólares.

 

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Galera fazendo os ultimos acertos nas mochilas.

 

Às 04:00 da manhã do dia seguinte o guia apareceu na porta do hostel para me buscar, nisso conheci um casal de suíços que também fariam a trilha e que estavam no mesmo hostel que eu. Fomos caminhando até a Plaza São Francisco onde encontramos o resto do grupo, no total estávamos em 12 turistas, 1 guia, 1 cozinheiro e 1 homem que cuidava dos cavalos. No grupo havia um casal de alemães, um de suíços, um de brasileiros, mãe e filha canadenses, duas israelenses, um alemão solo e eu.

Por volta das 5:30 partimos de van para o inicio da trilha, são aproximadamente 3 horas de estrada. O começo da viagem não é muito atraente, mais é possível ver picos gigantes cobertos de neve. Com o passar do tempo a paisagem vai mudando e a vista fica muito agradável. As duas ultimas horas de viagem variam entre uma descida por um vale maravilhoso e uma subida em uma estrada de terra até o vilarejo de Mollepata (2.900m). Chegando lá nós tomamos café em uma padaria e começamos a nos arrumar para a trilha.

 

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Pau de arara.

 

Era permitido colocar uma mala com até 3kg com nos cavalos que iriam carregar as coisas. Como nós só teríamos acesso às malas no final de cada dia, peguei uma blusa, agua e alguns sneakers e despachei a minha cargueira. Levei apenas uma mochila de ataque de 15L.

Às 9:30 subimos em um “pau-de-arara” e pegamos uma estrada de terra por mais uns 20 minutos. A vista do mar de montanhas deixava qualquer um de queixo caído, elas lembravam muito as montanhas de Minas Gerais, porém, com um tamanho muito maior. Descemos do “pau-de-arara” e começamos a trilha sob um tempo ensolarado mais com algumas nuvens. O começo foi bem puxadinho, subida forte e em zig-zag que me lembrou “isabeloca” da travessia Petrópolis-Teresópolis. Depois a trilha começa a andar em um sentido só e sem muita inclinação.

 

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Brasil, Alemanha, Canada, Israel e Suiça.

 

A primeira parada foi depois em um campo aberto, onde haviam alguns cavalos e burros se alimentando do pasto e uma coisa que não gostei de ver foram as patas dianteiras dos animais amarradas. Segundo o guia era para eles não atacarem os humanos, mais não seria mais fácil fazer um caminho cercado para os trilheiros? Deu muita dó ver os bichos tendo de “pular” para conseguir se locomover. Também era possível ver outros grupos que iriam fazer a trilha nesse campo aberto.

 

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Mar de montanhas.

 

Depois da breve parada continuamos a trilha, a caminhada já estava bem mais tranquila e ainda sem problemas com a altitude. Conforme íamos contornando as montanhas a vista ia mudando, deixávamos de ver o mar de montanhas e entravamos em um vale onde era possível ver algumas geleiras. Também era possível ver o caminho que seguiríamos pelo vale e olhando até que não parecia tão longe.

 

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Nuvens a esquerda e trilha que seguimos a direita.

 

Quanto mais próximo chegávamos das geleiras, mais o tempo fechava. Nuvens de chuva vinham da nossa esquerda e fazia todo mundo ficar alerta para colocar as roupas de chuva a qualquer momento. Por sorte, quando começou a chover nos estávamos chegando no primeiro ponto de apoio, lugar onde nos almoçaríamos. Logo após pisarmos na área coberta, o céu despencou em uma chuva de granizo que até assustou um pouco. Outros grupos não tiveram a mesma sorte que nós e chegaram ensopados para o almoço. O almoço foi bem caprichado, de entrada tomamos uma sopa e o prato principal foi arroz, salada e hambúrguer. De bebida tivemos chá quente.

Enquanto almoçávamos a chuva parou e entre as nuvens abriu um baita de um sol que fez secar a grama em alguns minutos, grama na qual deitamos para descansar e fazer a digestão. 40 minutos depois voltamos a caminhar pelo vale e agora já era possível ver onde seria o acampamento do primeiro dia, bem na base da montanha.

 

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Chegando ao acampamento.

 

Chegamos ao acampamento no final da tarde e as barracas já haviam sido montadas pelo cozinheiro e o cara do cavalo. O lugar tinha uma certa infraestrutura, era coberto e cercado com uma lona para nos proteger do vento que é muito forte na região, mais não tinha eletricidade. Arrumamos as coisas dentro da barraca e fomos para o lado de fora tomar uma cerveja em um “barzinho” que tinha ali, pagamos 10 Soles em cada cerveja quente de quase 1 litro. Lá fizemos amizade com um grupo de brasileiros que também estavam fazendo a trilha. Varias cervejas depois, o dia foi acabando e o jantar foi servido. Além da sopa e pimenta, não lembro o que mais comemos.

Depois da janta ficamos jogando baralho até que fomos vencidos pelo cansaço. Fui escovar os dentes e quando sai dei de cara com uma das coisas mais bonitas que já vi na minha vida: As geleiras da montanha sendo iluminadas por uma lua quase cheia em um céu lindo! A cena realmente foi de deixar os olhos cheios de lagrimas. Tentei tirar varias fotos, mais não saiu de jeito nenhum. O importante é que guardo essa imagem na cabeça.

 

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Imagina essa geleira reluzindo com a luz da lua. Simplesmente incrivel.

Dia seguinte fomos acordados as 06:00 com um chá na cama, puta mordomia. Rs. Levantamos, tomamos um café caprichado com direito a panquecas e arrumamos as coisas para voltar a camelar. A mochila de 15L que eu estava carregando estava machucando meus ombros, então resolvi carregar a minha cargueira de 45L e deixar a de 15L para o cavalo levar. Apesar de estar levando mais peso, a cargueira era muito mais confortável.

 

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Começando a subida.

 

Por volta das 09:00 começamos a andar sob um tempo instável, o caminho desse dia era com uma paisagem bem diferente da do primeiro. A vegetação era baixa e deixava às pedras a mostra. Também enfrentamos uma bela subida em ziguezague que foi de tirar o folego e foi ai que comecei a perceber os males da altitude. A subida começava em 3.800 metros e nos levava até 4.600, a parte mais alta da trilha. O folego acaba muito antes do que o de costume, você tenta puxar ar e ele simplesmente não vem. A cada ziguezague eu tinha que parar para tomar ar. Mais como o famoso ditado diz e eu repito para todos: devagar e sempre.

 

 

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Subidinha do capeta.

 

Depois da parte mais pesada da subida, a chuva se juntou ao vento forte e eles começaram a torturar a gente sem trégua. A tortura chegou a tanto que em certos mementos até nevou. Por volta de meio dia chegamos ao ponto mais alto onde tem a famosa placa de Salkantay e as centenas de totens de pedras. Segundo o guia, cada visitante tem que levar uma pedra da base da montanha para aquela parte como “oferenda” para a montanha, para que ela te proteja. Para não contrariar a tradição, eu coloquei uma pedra que havia pego na base da montanha no topo do totem mais alto.

 

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Parte mais alta da trilha! Primeira experiencia acima dos 4 mil metros.

 

Tiramos algumas fotos e logo voltamos a andar, o frio estava castigando muito e minhas mãos estavam começando a dar sinais de congelamento. Como estava com os bastões de caminhada e sem luvas impermeáveis, minhas mãos ficaram expostas ao clima o tempo todo. Daquele ponto a trilha já ficava mais fácil e rápida, pois era apenas descida. Os passos apressados nos levaram rapidamente para baixo e em pouco tempo a temperatura aumentou, mais a chuva não parou. Descemos o tempo todo sob chuva e com muita lama nas botas.

 

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Imagina o frio que estava lá.

 

Apesar da descida rápida, parecia que o ponto de parada para o almoço não chegava nunca. Quando finalmente chegamos na cabana coberta e seca, percebi que minha blusa havia falhado e que minha barriga e peito estavam completamente ensopados. Acho que a fricção da barrigueira com a blusa fez com que a agua infiltrasse o tecido.

Coloquei minhas roupas o mais perto possível de onde o pessoal cozinhava para ver se dava uma secada, mais não adiantou, ela pingava de tão molhada. Batemos um rango maravilhoso e tomamos muito chá para nos aquecer. Ficamos um bom tempo batendo um papo esperando a chuva passar mais ela não dava trégua, às vezes caia até granizo.

 

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Pessoal montando acampamento.

 

Ficamos quase duas horas descansando antes de voltarmos a andar, a chuva estava intermitente e a trilha um lamaçal só. Novamente o caminho era só descida e a vegetação voltava a mudar, agora estávamos entrando em mata fechada, bem parecida com a do Brasil. Também era possível ver “cachoeiras” nas encostas das montanhas devido à quantidade de agua que caia do céu.

No meio da tarde chegamos ao segundo acampamento, esse que já tinha uma infraestrutura um pouco melhor do que o primeiro. Tinha luz e até algumas pessoas morando lá. Chegamos embaixo de chuva e fomos para uma cabana esperar a galera terminar de montar as barracas, lá penduramos as roupas molhadas e ficamos tomando algumas cervejas, comendo pipoca e conversando. A noite foi caindo e o jantar foi servido, novamente sopa de entrada e um prato principal que eu não lembro qual era. Rs. De bebida tivemos chá quente e um energético que parecia chocolate quente. Ficamos jogando baralho até o sono bater e irmos todos dormir.

 

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Atravessamos a ponte e começamos a longa descida

 

No terceiro dia fomos acordados novamente com um chá quentinho na porta de nossas barracas, uma maravilha. Ao abrir a porta da barraca já pude ver que o tempo continuava feio, com muita neblina e uma garoa chata. Arrumamos nossas coisas e esperamos o café da manhã ser servido, novamente comemos panquecas, pão com manteiga e chá. Depois do rango ainda ficamos conversando um bom tempo na esperança do tempo dar uma melhorada e enquanto isso, o nosso guia e um outro ficaram jogando bola na chuva. Antes de sairmos o guia nos falou que esse seria o dia mais longo mais que não teríamos muitas dificuldades, pois a trilha era bem nivelada.

Começamos a andar e logo no começo já passamos por uma ponte para atravessar um dos afluentes do rio, essa seria a primeira de muitas. A paisagem lembrava muito as matas aqui do Brasil e o que para mim era comum, para os gringos era totalmente novidade. Eles não paravam de tirar fotos e perguntar sobre as plantas. As encostas das montanhas tinham muitas corredeiras de agua e também muita marca de erosão, sinal de que a natureza ainda não se recuperou das enchentes que afetaram o Peru alguns anos atrás. Por conta dessas erosões, em certo momento tivemos que sair da trilha e ir para uma estrada que seguia pelo outro lado do rio, pois, parte dela havia sido destruída e uma cachoeira havia se formado lá. Seguimos pela estrada o restante do caminho até chegarmos em La Playa, onde almoçamo. Depois de um ótimo rango, algumas brejas e um bom descanso, embarcamos em uma Van e seguimos para o Santa Teresa, vilarejo que teve boa parte de suas construções destruída pelas enchentes.

 

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Águas termais. Já reconstruíram boa parte.

 

Em Santa Teresa nós colocamos nossas malas nas barracas, pegamos as roupas de banho e subimos na van novamente para irmos até as aguas termais para aproveitar já que a chuva havia dado uma trégua. São uns 15/20 minutos de van até chegar, pagamos 15 soles pela van e mais 5 ou 10 para entrar nas aguas termais, tudo por pessoa. O lugar está sendo reconstruído, pois foi totalmente destruído pelas enchentes. Ficamos um bom tempo relaxando nas piscinas, tomando cerveja, jogando conversa fora e sendo comidos pelos pernilongos.

Voltamos ao acampamento e enquanto esperávamos o jantar assistimos o jogo de Peru 2 x 4 Chile (se não me engano) comendo pipoca. O jantar foi maravilhoso e era o que faltava pra botar todo mundo para dormir. Na madrugada caiu uma baita de uma chuva e alagou todas as barracas e consequentemente todas as malas, mais por sorte havia levado meu saco impermeável e minhas roupas se mantiveram secas.

 

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Criançada ensaiando.

 

No quarto dia tomamos um café mais relaxado e sem muita pressa. Arrumamos as coisas e quando iriamos partir apareceu à oportunidade de pegar uma van para cortar mais da metade do caminho do dia que seria por estradas, mais preferi fazer a trilha do jeito “normal”. Saímos andando e passamos pela praça central de Santa Teresa onde estava havendo um ensaio para algum desfile, havia banda e crianças dançando coreografias. Bem legal.

 

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Pedra por pedra a galera foi construindo aquela "barragem".

 

Seguimos andando até avistar o rio, lá o guia fez uma breve parada para explicar como a enchente afetou a região. Mostrou onde haviam algumas casas mais que agora só existem pedras. Descemos até chegar quase na altura do rio e atravessamos uma ponte, lá pudemos ver pessoas pegando pedra por pedra para construir um tipo de barreira. Também vimos caminhões e tratores trabalhando e atravessando um afluente para buscar pedras. Dessa vez estávamos andando contra o fluxo do rio, sempre andando por uma estrada de pedra/terra.

 

 

Uma certa hora o guia perguntou se nos queríamos ter uma experiência diferente e é claro todos nos respondemos que sim. Ele então desceu por uma trilhazinha até o nível do rio onde havia um tipo de tirolesa, um cabo de aço esticado que ligava as duas margens e um carrinho. Eu achei que ele estivesse brincando, mais quando pediu dois voluntários caiu a ficha. Eu e um outro alemão nos voluntariamos, pegamos nossas malas e subimos no carrinho. O esquema era entrar no carrinho e puxar uma corda até chegarmos do outro lado. Lá nos descemos, tiramos as malas e empurramos o carrinho de volta. Do outro lado o pessoal puxou o carrinho pela corda e fez mesmo esquema, colocaram duas meninas e algumas malas no carrinho e empurraram. O carrinho parava na metade do rio, de lá para frente eu e o alemão que puxávamos o carrinho pela corda.

 

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Muito curioso.

 

Depois dessa pequena aventura voltamos a caminhar por uma estrada só que dessa vez do lado esquerdo do rio. Mais durou muito tempo para cruzarmos o rio de novo, só que dessa vez por uma ponte pênsil. A caminhada não tinha muita coisa bonita para ver e a chuva não ajudava, mais quando chegamos perto da hidroelétrica vieram duas imagens um tanto curiosas. Do lado esquerdo havia uma parede de rocha e um buraco gigante de onde brotava uma imensa quantidade de agua, mais a frente havia uma montanha que tinha um “fenômeno” bem parecido. Quando parei para tirar algumas fotos percebi que Armin (Alemão) não estava se sentido muito bem e me ofereci para trocar de mochila com ele, já que a minha estava visivelmente mais leve que a dele. Mochilas trocadas, alemão feliz e seguimos viagem.

Chegamos até a portaria do Santuário Histórico de Machu Picchu e lá tivemos que apresentar nossos passaportes. Após passar a portaria, contornamos a montanha de onde a agua brotava de um buraco e achamos a linha de trem que nos levaria até Aguas Calientes. Lá existem vários “botecos” e banquinhas, mais apenas as banquinhas estavam abertas. Acho que os botecos só abrem em alta temporada.

 

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Dizem que essa foi o homem que fez.

 

Paramos em um desses botecos fechados para comer, o rango havia sido dado para nos quando saímos do camping em um isopor. Comemos, descansamos e seguimos viagem. O caminho a partir daí foi bem “monótono”, o tempo todo acompanhando a linha do trem, rodeado de mata e no final acompanhando um rio do lado esquerdo. A única coisa que distraia a trilha era quando o trem passava. Rs Esse caminho foi o mais fácil e o que pareceu mais demorado.

Depois da longa caminhada finalmente chegamos a Aguas Calientes, uma cidade até que bonita e bem arrumada. Lá o guia nos indicou o hotel em que dormiríamos e como só tinha eu e Armin “sozinho” acabamos ficando no mesmo quarto. No quarto tinha 3 camas e um banheiro, tudo muito apertado mais depois dessa trilha aquilo mais parecia um resort! Rs

Desfizemos as malas para tentar secar algumas roupas, tomamos um banho e saímos para comer alguma coisa. Era por volta de 16:00 quando voltamos e para não perder o jantar colocamos 2 despertadores para tocar as 19:00. Mesmo assim não acordamos de nenhum jeito e se não fosse o pessoal do apartamento da frente nos perderíamos o jantar, que estava marcado para as 20:00. Levantamos rápido, nos trocamos e descemos para encontrar o resto do pessoal na frente do hotel. O guia apareceu e nos levou em um restaurante bem meia boca onde comemos, recebemos os nossos ticket’s de Machu Picchu, do trem para voltar para Cuzco e as instruções para o dia seguinte. Depois do rango voltamos para o hotel onde capotamos já que no dia seguinte teríamos que acordar as 03:00 para irmos para o tão esperado Machu Picchu.

 

Acordamos as 03:30 de matina e apensar da noite passar voando, dormir em uma cama foi revigorante. Deixamos as cargueiras no hotel e partimos apenas com mochilas de ataque. Fomos até a entrada da cidade onde fica uma ponte que segue para o início da escadaria de Machu Phichu.

 

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Começo do sofrimento.

 

A escadaria é íngreme, constante e as vezes com uns degraus muito estreitos. Ela vai cortando a estrada em que os micro-ônibus usam para chegar até a portaria do parque. Conforme íamos subindo, o dia ia clareando, o tempo esquentando e algumas construções de Machu Pichu ficando visíveis. O que nos dava mais animo para terminar de subir aquela escadaria sem fim.

 

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Mapa de Machu Pichu

 

Quando chegamos na portaria do parque só havia um casal de italianos que haviam começado a trilha antes de nos. Mais alguns minutos depois chegou um ônibus com funcionários do parque e uns 30 minutos depois começaram a chegar o ônibus trazendo os turistas. Se não me engano, cada trajeto custa $8. Ficamos na fila esperando o guia chegar e quando ele chegou entramos no parque. Ele foi andando e explicando coisas da civilização, das construções, crenças, etc...

 

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Esperando o guia chegar.

 

Machu Puchu é realmente impressionante, você fica de boca aberta ao ver aquelas milhares de pedras empilhadas de forma tão perfeita. A forma como eles pensavam em tudo, em como ter plantações, sistema de agua e irrigação, organização da cidade... Simplesmente impressionante. Eu passaria uma semana inteira lá para observar tudo, até os mínimos detalhes.

 

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Imagina o trampo para fazer tudo isso.

 

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Tempo e paciencia

 

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Sistema de agua e irrigação funcionam até hoje.

 

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Encaixe perfeito das pedras.

 

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Machu Pichu era uma escola de astronimia e eles estudavam o ceu pelo reflexo das estrelas nessas poças.

 

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Area onde ficavam as plantações. Tudo muito bem planejado.

 

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Pequena fila para subir.

 

Passamos cerca de duas horas acompanhando o guia e depois fomos liberados para poder subir o WaynaPichu. O acesso ao WaynaPichu é restrito e apenas 400 pessoas podem subir por dia, mais conseguimos pegar lugar na fila e partimos em direção ao pico sem problemas. O único problema mesmo eram as centenas de degraus que enfrentaríamos novamente. Demoramos cerca de 45 minutos para chegar ao topo.

 

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Quase nada ingrime e sem degraus.

 

A vista do topo do WaynaPichu é simplesmente incrível. De lá é possível ver de uma vista privilegiada de todo Machupichu, suas construções e formas. É uma ótima oportunidade para sentar, ouvir um reggae e refletir. Só desci de lá pois haviam nuvens de chuva chegando e seria bem perigoso descer aquela escadaria molhada.

 

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O visual compensa tudo.

 

Fui embora do parque com o casal de brasileiros de micro-onibus pois já estava exausto. A viagem de volta demorou coisa de 15 minutos. Chegando em Aguas Calientes nos pegamos nossas coisas no hotel, fomos comer e ficamos esperando dar a hora de pegar o trem para Ollantaytambo.

A estação de trem estava completamente lotada e o grupo acabou se separando. O trem balançava um pouco mais isso só contribuiu para pegar no sono mais fácil. Chegando em Ollantaytambo nós encontramos uma van que nos levaria de volta para Cuzco. Cheguei em Cuzco já de madrugada.

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Olá. Seu relato ficou muito 10. Muito claro de entender como é o percurso. Estarei lá em Abril e me ajudou muito o que escreveu.

 

Valeu!!

Valeu Leticia!

Com certeza você irá fazer uma viagem inesquecível! Cada passo, degrau e suor vai valer a pena!

Boa viagem! :D

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    • Por evelynlaitz
      Minha vinda a Cusco foi mais precisamente para visitar Machu Picchu. Três dias de passeios em Cusco me proporcionou um monte de fotos e muito conhecimento dos tão desconhecidos Incas, Visitei Maras y Moray com suas lindas salinas. Pisaq e Ollaytaitambo com suas misteriosas ruínas. Para visitar esse lugares você deve comprar o boleto turístico (parcial 60 soles) total 130s e contratar uma agência que te leve lá. O boleto também pode ser comprado na hora no ingresso da atração já que o parcial é válido somente para dois dias compensa comprar no ingresso da atração. O total e válido para 10 dias. Bem depois de uma prévia do que seria Macchu Picchu era hora de partir para fazer a trilha salkantay. Acordei as 3:30, já havia agendado o táxi para as 4:00 para me levar até o ponto da van que sai para Mollepata. Essa van não tem horário para sair, fechou lotação sai. Saímos as 6:00 da manhã, chegamos em Mollepata as 8:30 e fui direto tomar um café que fica ali na praça mesmo. O senhor do café disse que seria necessário pegar um táxi para começar a trilha e eu insisti que queria ir caminhando, queria saber onde estava meu marido e o porquê de eu estar só. Fui pedir informações para o policial da cidade e disse que era para eu esperar o seu companheiro que eles então me levariam até o começo da trilha, eu aceitei a ajuda. Logo seu colega de trabalho chega e me levam até Marcocasa, que seria onde o taxista iria me levar. Os policiais dão lição de moral o caminho todo dizendo que uma mulher sozinha não deveria ficar andando por aí sozinha e que eu deveria estar em casa cuidando dos filhos, nessa altura eu já havia inventado que era casada e que as férias de meu suposto marido não dava certo com a minha. Comecei a trilha e logo alcancei um casal com seu guia que iriam a frente. Parei um pouco, não queria alcançar eles pois assim poderia segui los. Já logo um pouco mais a frente ultrapassei eles, pois estavam bem devagar.

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Já eram às 17, preparei algo para comer e logo já fui dormir pois noutro dia a trilha seria mais puxada. Acordei às 5:30 com barulho de chuva o que era bem desanimador para aquele dia, iria caminhar cerca de 10 horas e chuva não era a companhia mais desejada. Há opção de continuar o trajeto alugando um cavalo para você ou despachando suas coisas, para quem não anda de cavalo é bem cansativo fazer um trajeto desse. Desarmei acampamento e às 7 já estava pronta para sair e a chuva deu uma trégua. Segui o caminho observando algumas pessoas que iam à cavalo, outras me ultrapassaram, eu era a única que carregava todo o peso, todos os outros tinham contratados empresas ou pelo menos cavalos para levar suas coisas. A visibilidade era pouca e a Monte Salkantay passou despercebido, escondido entre nuvens. A medida que a subida ia aumentando meu ritmo diminuía, mas estava indo bem até chegar a 4.200 metros, nessa altura comecei a ter tontura, cansaço e movimentos muito lentos, tive que me espertar e coordenar melhor os movimento porque a vontade de dormir era quase incontrolável. Finalmente alcanço o Passo, o ponto mais alto da caminhada, neblina e frio predominavam o momento, mal consegui tirar uma fota e logo já vinha a tão desejada descida. Desci bem rapidinho, mas essa também não terminava mais, cheguei no ponto do almoço às 14:00 horas, parei num ponto que parecia realmente uma parada para o almoço, já estava bem atrasada, não havia nenhum resquício de gente naquele momento, esquentei o que sobrara da janta e continuei caminhando cheguei em Chaullay às 17 e decidi caminhar até o próximo vilarejo: Colcapampa. Acampei por lá, comprei uma cerveja da dona do camping que não quis cobrar pelo camping e noutro dia um guia que também estava dormindo lá me deu dicas para chegar até La Playa. Como era época de chuvas a trilha estava fechada então teríamos que compartilhar a estrada com carros, vans, patolas e desmoronamento. Em apenas 40 minutos de caminhada havia um desmoronamento que bloqueava a estrada toda e graças a aptidão da patola a estrada estava limpa e pronta para uso em 30 minutos. Seguia a descida contemplando a paisagem com o céu se abrindo, bem empolgada para chegar em La playa. Lá era a parada para o almoço então tinha que esperar todos os grupos almoçar para seguir de van sentido hidroelétrica, a priori meu plano era seguir o caminho a pé, mas como a trilha que cortava caminho estava em condições precárias e sem visibilidade e iria caminhar provavelmente noite adentro para chegar em Águas Calientes naquele dia, na verdade precisaria de mais um dia para chegar lá caminhando,  mas no próximo já teria que estar em Machu Picchu pois as minhas entradas ja estavam compradas. O guia que havia dado as dicas para mim de manhã me chamou para almoçar, como eu estava com preguiça de esquentar minha comida aceitei o agrado para a minha infelicidade a comida começou a fazer mal uns 40 minutos após ingerida. Quase na hora da van sair tive que correr com urgência ao banheiro, detalhe que a minha mochila com o papel já estavam lá em cima da van, Não deu tempo de pensar tive que correr no banheiro, o negócio foi sinistro. E durante a viagem toda minha barriga fazia ruídos e remexido. A estrada que seguia só dava espaço para um carro passar o que fazia com que cada vez que encontraássemos um outro carro alguém teria que manobrar, cuidando para não cair precipício abaixo. Finalmente chegamos ao ponto final: a Hidroelétrica, é lá também a parada se você vem de van de Cuzco. São três horas de trilha pelos trilhos até águas calientes, é uma caminhada bem agradável, não dá para sentir a elevação e além da mata tem o rio te acompanhando. Há alguns restaurantes pelo caminho. Quando cheguei em Águas Calientes um alegre rapaz veio ao meu encontro a oferecer pouso, era exatamente o preço que pretendia pagar e iria ter um quarto com banheiro privativo o que me salvou durante a noite de rainha. Meu plano era acordar às 4:30 para subir as escadas que te leva a MP, mas as 3:00 da manhã já havia passado mais tempo no banheiro do que na cama, então resolvi tomar um antibiótico que sempre me acompanha para esses fins, acordei às 6:00 me sentindo a fraqueza em pessoa, então decidi pagar o bus para subir até a portaria de MP. Lá na portaria fiquei no aguardo na formação de um grupo para compartilhar um guia, tem guias tanto em inglês ou em espanhol. Havia três americanos no meu grupo, o tour guiado foi excelente, tinha entrada para a Montana às 10:00 mas minha condição física não era a melhor, é possível sair do parque e voltar depois depois e foi o que eu resolvi fazer, havia uma quiosque escondido que vendia comida para os guias, o meu guia me levou lá, acabei ficando umas duas horas descansando nos bancos e tomei 1 litro de Gatorade. Após isso melhorei consideravelmente e voltei visitar parque e tirar todas as fotos que o dia permitia. Fiquei até às 17:00 no parque e finalmente desci as escadas. A noite sai dar uma passeada e procurar algo para comece, há várias opções charmosas em Águas Calientes. No outro dia acordei cedo bem melhor e me arranquei a descer os trilhos para chegar a hidroelétrica. Cheguei lá às 10:45 e os turistas ainda não haviam começado a descer. Peguei a van que iria para Santa Teresa e de lá foi um sufoco sair, o motorista passava de casa em casa pegando as pessoas ou esperando por elas. Perdi o dia todo para chegar em Cusco pois às 2:30 ainda estava em Santa Maria esperando lotação e a viagem seria de 4 à 5 horas.
       
       teria valido muito a pena se eu tivesse voltado de trem para Cusco, pois a viagem de volta foi terrível, era muita mas muita curva, eu que dificilmente passo mal em estrada fiquei mal a viagem toda ou ido para Cusco de trem após a visita à Ollaitaytcambo indo direto a Águas Calientes e fazer a trilha na volta, assim poderia até ficar mais tempo esperando o tempo abrir.
      .




    • Por zfernand
      Caraca....num sei se é um tópico repetido...mas ta valendo...
      to com uma pergunta meio dificil de responder:
       
      vale a pena ir pela Trilha de Salkantay...???? será q vou perder mta coisa indo por ela???
       
      ou a salkantay tem algum ponto positivo em relação a trilha inca q não seja o preço...??
       
      valeu
    • Por landi
      Pessoal
       
      Alguém já fez essa trilha? É tão boa quanto a tradicional?
    • Por Lucas magedanz
      Olá caros mochileiros, gostaria de contribuir com algumas informações atualizadas sobre esta incrível jornada de 5 dias.
       
      Realizei esta trilha na 1ª semana de Março, quando ainda estamos na estação chuvosa do Peru, porém para quem gosta de trilhas e não se incomoda em pegar alguns momentos de chuva, vale muito a pena. Também, os 2 primeiros dias são os mais difíceis, em que se caminha por até 8h alcançando as maiores altitudes, então um pouco de preparo físico é interessante (mas para quem já é atleta de triathlon, corrida de aventura, ou outros esportes que lhe expõem continuamente por várias horas, estas trilhas não serão problema).
       
      Cheguei em Cusco 3 dias antes do início da trilha, e foi um ótimo período para aproveitar as atrações da cidade (plaza de armas, mercado público, museu inca, comidas típicas) e você já vai se ambientando na altitude de 3600m da cidade.
       
      Atentando aos vários relatos, decidi fechar o pacote da trilha em Cusco. Fiz o contrato com a agência SALKANTAY, que fica ao lado da Plaza de Armas, por um preço de US$220,00, o que inclui van até o início da trilha (que inicia e Mollepata), 4 cafés da manhã, 4 almoços, 4 lanches no final do dia antes do jantar, 4 jantares, sleeping bag, colchonete, barraca, ingresso à Machu Picchu, trem e bus de retorno à Cusco e noite em Hostel na quarta noite em Águas Calientes. O que não está incluso é o café da manhã do primeiro dia (7 soles) e a janta do 5º dia (10 - 20 soles). Fora estes gastos, há a opção de fazer um zipline (tirolesa) na manhã do 4º dia por 90 soles que recomendo bastante. Ao todo gastei 200 soles durante a trilha, 90 com o zip line, e restante com alimentos, mas as agências recomendam levar em torno de 350 soles.
       
      Nosso grupo tinha 11 pessoas, que fecharam por agências diversas, o que comprova que as agências conversam entre si para fechar grupos maiores. Em nosso grupo, os valores do pacote variaram entre US$215,00 e US$250,00 para o mesmo tratamento, e todos fecharam diretamente em cusco cerca de 2-5 dias antes do início da trilha.
       
      O passeio se desenvolveu sem grandes problemas, realmente tudo que me foi falado pela agência realmente ocorreu. Nosso guia Edwin, porém me forneceu o email dele, e é possível fechar o pacote diretamente com ele por um preço mais em conta (o email dele é [email protected]). Nossa trilha, por ter um grupo formado basicamente por estrangeiros, teve o inglês como língua principal de comunicação.
       
      De roupas, para esta época mais fria, tentei levar o mínimo possível: uma calça de treking, uma calça de suplex, 2 camisas de manga comprida, 1 camisa manga curta, 1 suéter térmico, 1 blusão de lã, 1 jaqueta corta-vento e 1 poncho para chuva, e só, sendo que apenas tinha uma pequena mochila nas costas que não pesava mais do que 4kg, e nem precisei deixar nenhuma mochila com os cavalos. Para mim acabou sendo a quantidade ideal de roupa, usei tudo, e não cheguei a passar frio, mesmo no salkantay em que pegamos temperatura de 0ºC.
       
      O 4º e 5º dias de trilha você passará por floresta subtropical, quente e úmida, então apenas precisará de uma jaqueta corta vento para se sentir confortável. Já a capa de chuva deve estar sempre disponível nesta época do ano.
       
      Bom, o resto da trilha deixo para vocês conferirem ao vivo, mas posso dizer que será uma experiência fascinante, principalmente se você não se importa em atravessar alguns perengues de vez em quando, afinal tudo é história depois.
       
      Abraços e boas trilhas.
    • Por LeoPera
      Pessoal,
       
      Primeiramente gostaria de agradecer a todos os que compartilham suas experiências aqui nesse fórum. As informações que eu consegui aqui foram muito úteis no primeiro trekking que fiz com a minha namorada: a Trilha Salkantay.
       
      Esse é o meu primeiro post e vou dar algumas dicas para os que também gostariam de fazer esse percurso. Não entrarei nos detalhes nem farei um relato diário da trilha, pois aqui já tem vários posts sobre isso, porém irei dar algumas dicas e informações atualizadas.
       
      Acabo de voltar do Peru e eu e minha namorada fizemos a trilha entre os dias 8 e 11 de Outubro, optamos pelos 5 dias (4 de trilha e 1 em MP). Seguem as dicas que eu gostaria de passar adiante, apenas lembrem de que essas dicas de maneira alguma estão certas ou erradas, são apenas as minhas impressões e o que eu faria diferente em outras oportunidades:
       
      - Muitos já disseram aqui, mas não esqueçam, deixem para fechar o pacote da trilha em Cusco. Tem saídas para todos os dias. O melhor valor que eu vi para a trilha de 5 dias foi de U$180 (dólares)
      - Eu fechei com a Inka Peru Travel (a do Rimber) mas me arrependi. Muito desorganizada, informações erradas e se eu não brigasse iria ficar sem o transporte da volta de Ollantaytambo até Cusco, o qual já estava incluso no pacote, mas quando cheguei lá não tinha carro algum esperando
      - Caso queira ir de avião de LIma pra Cusco pesquise a empresa LC Peru. Consegui 2 passagens ida e volta por apenas 120 dólares (valor total das duas passagens)
      - Façam aclimatização em Cusco, pelo menos 2 dias. A altitude pega mesmo, recomendo 3 dias para que aproveitem a cidade e façam um passeio pelo Vale Sagrado
      - Precisa comprar equipamentos específicos? Essa é uma pergunta complicada. Eu e minha namorada compramos grande parte do equipamento pois nossa intenção é continuar nessa vida de aventura. Se você quer apenas fazer essa trilha, alugue em Cusco a maior parte (mochila, capas de chuva, etc). Invista apenas em uma bota boa
      - Reforçando o que eu disse acima. COMPRE UMA BOTA DE BOA QUALIDADE. Eu comprei uma Salomon GTX e minha namorada uma Timberland. Não me arrependo. Mesmo ao fim dos 5 dias meus pés estavam muito bem, não tem nada como andar durante 8 horas, chegar no acampamento e estar com os pés secos e sem dor nenhuma
      - Bastões....se você souber usá-los eles são muito úteis. Comprei um em Cusco por 20 soles.....me arrependi, quebrou assim que a trilha começou....sorte consegui comprar um bastão de madeira por 5 soles...foi perfeito. Então a dica é, a não ser que você pretenda fazer outros trekkings e queira investir em bastões bons, sugiro que você compre os de madeira logo na saída da trilha
      - O que levar de roupas? Outra pergunta complicada. Eu levei roupa demais. Se fizesse novamente levaria: 5 cuecas (1 para cada dia), 4 meias (3 sintéticas e 1 de algodão), uma calça para caminhada, 1 bermuda, bota, par de chinelos, 3 camisetas Dry Fit, segunda pele (para a primeira noite e 2º dia), casaco tipo fleece, jaqueta impermeável, chapéu e quem sabe luvas (dependendo da época do ano)
      - O que levar de comida? Também levamos demais, pense em 1-2 duas barras de cereais por dia e mais umas castanhas, é mais do que suficiente. Leve folhas de coca
      - Não se esqueçam de protetor solar e repelente!
      - Preciso ser praticante de atividades físicas para fazer essa caminhada? Depende. Tenho 32 anos, faço academia, estou no meu peso ideal e mesmo assim não foi fácil. O fim do primeiro dia e a primeira metade do segundo são bem cansativos, a altitude pega mesmo. Sugiro que você se prepare com pelo menos 3-4 meses de antecedência para aproveitar o melhor do passeio e não sofrer. Minha namorada é sedentária e no segunda dia fez a subida até o Paso Salkantay de cavalo
      - O terceiro e o quarto dia de trilha são bem curtos e fáceis. Uma sugestão é fazer a trilha em 3 dias, porém eu gostei de poder ver MP e outras ruínas enquanto estava nos trilhos de trem no 4º dia
      - Chegando em MP....você tem a possibilidade de subir até os portões a pé ou de ônibus...se você pretende subir WP mais tarde eu aconselho que você suba de ônibus, para se preservar. Eu não achei que fosse cansar, mas ao chegar aos portões eu estava morto
      - Volta de trem....CUIDADO.....muitas pessoas sugerem a volta pelo trem Vistadome....eu comprei e me arrependo demais. Primeiro porque é muito mais caro.....segundo porque ele sai de Aguas Calientes muito mais cedo que os outros trens (o último Vistadome é 15:38), o que encurta seu tempo em MP...e último, após 4 dias de caminhada, subir MP e WP, no fim do dia você está cansado e quando chega no trem você quer dormir e não ficar vendo as mesmas paisagens que viu nos dias anteriores...ou seja, para mim não valeu a pena
       
      Bom, é isso, pelo menos o que eu me lembro hehehe. Recomendo esse trekking para todos, as paisagens são demais e apenas nos motivaram mais a seguir nessa vida de trilhas!!! Fim de semana que vem estamos indo para o Pico Paraná, vamos subir o Itapiroca. Mês seguinte vamos para o Caratuva e até o fim do ano iremos acampar no PP!!!


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