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Pessoal mochileiro, venho relatar minha última viagem, de uma semana, pela Paraíba e RN. Voltei ontem e vou relatar logo antes que esqueça alguns detalhes!!!

 

Cheguei em João Pessoa no sábado dia 30 de março, nesses voos malucos da madrugada. Se você for pra João Pessoa terá uns 80% de chance de chegar na madrugada, já que de dia deve ser um aeroporto quase deserto. Pousei em João Pessoa às 2:30 da madrugada e nada me restava fazer a não ser recarregar o celular e ficar zanzando de bobeira no aeroporto pela madruga até esperar amanhecer. Pelo menos nisso você tem um trunfo em João Pessoa, pois amanhece às 5 da manhã. Depois de umas duas horinhas de espera no aeroporto, fui para o ponto de onibus esperar a primeira linha que deveria passar às 5 da manhã. E passou! O onibus da Viação Wilson que faz a linha pro aeroporto é realmente como falam por aqui, um cacareco, mas por mim, sem problema algum, afinal só precisava ir pra rodoviária. A passagem custa 2 reais e ele para bem em frente a rodoviária de João Pessoa. Em questão de onibus, João Pessoa está bem servida. Em média, meu tempo de espera nos pontos de ônibus foi de 5 minutos. Cheguei na rodoviária às 5:40 já com sol alto. Me livrei da minha mochila 45 litros no guarda volume da rodoviária e fui circular pelo centro de João Pessoa. Primeira parada na praça Antenor Navarro e Largo Pedro Palácios onde fica o Hotel Globo. Coisa linda demais. Um dos três pontos imperdíveis pra quem vai a João Pessoa é esse centro histórico, a primeira impressão que se tem nessas praças é de muita beleza, prédios coloridos, estava tudo muito limpo, não vi lixo espalhado, tudo perfeito, apenas com um porém em relação ao forte cheiro de mijódromo em alguns cantos, e isso em toda parte histórica da cidade, uma pena. Adorei ficar sentado na escadaria da praça de São Pedro Palácios observando aquela arquitetura, combinado com o céu todo azul. E a praça deserta (eram 6 da manhã). Sensação de paz, um pouquinho de medo pelo deserto naquela praça ao amanhecer, mas a sensação de paz era ainda maior. Dali fui pras igrejas no alto da colina, sempre passando por ruas vazias ao amanhecer, limpas, repletas de casas históricas e coloridas. Passei pelo Mosteiro de São Bento, Basílica de Nossa Senhora das Neves e Igreja de São Francisco. Decepcionante, pois já esperava que o mosteiro e a basílica estivessem fechados, mas queria muito visitar a igreja São Francisco e o Convento de Santo Antônio, mas tinha um aviso que não abriria no feriado da Semana Santa e só retornaria na segunda-feira de manhã, justamente quando eu estaria indo embora de JP. A única igreja que encontrei aberta foi a de Nossa Senhora do Carmo, que tem um jardim lindo na sua lateral, o jardim interno da arquidiocese. E a igreja fechou assim que eu saí!!! eu entendi nisso tudo que existe ainda um certo despreparo de JP para o turismo. Fechar para visitação um lugar que é o mais famoso atrativo do centro histórico da cidade bem no feriadão é frustrante. Depois fui reordenar as ideias no Parque Arruda Câmara, mas não tem nada muito interessante por lá, um parque urbano como outros que conheço. Passei no Tambiá Shopping pra comer algo e principalmente curtir o ar condicionado. Mineiro das montanhas encarando o calor de JP, não tava fácil!! Aliás, passei muito calor em JP, cidade muito abafada e a brisa era muito leve. Depois fui para o Parque Solon, que pensava ter mais infraestrutura turística, mas na verdade é simplesmente uma lagoa com uma orla pra caminhadas. De toda forma, um local muito bonito. Depois fui para a Praça dos Três Poderes, essa a praça mais limpa da cidade e onde não tinha cheiro de mijódromo nos cantos. No geral, JP é uma cidade muito limpa, bem cuidada. Por fim, terminei o roteiro na praça que tem próximo ao Teatro Santa Roza, onde descansei nos bancos à sombra das arvores de frutos amarelos pequenos. Seriam mangabas?? depois de virar a noite viajando, andar no centro a manhã toda, como canta Bruno e Marrone, dormi na praça!! Pois é, cochilei ali uns 15 minutos!!! tratei então de voltar pra rodoviária, pegar a mochila no guarda volume, paguei a taxa de 2 reais e já comprei a passagem pra Natal na segunda-feira. Apesar de ir pra Pipa e descer em Goianinha, tem que pagar até Natal, mas comprei pro horário de 11:30 que é um ônibus mais barato, custa 27,50 mais 1,50 de taxa de embarque. Fui pro terminal urbano em frente a rodoviária e logo chegou o onibus que me levou pra Manaíra. Fiquei hospedado no Manaíra Hostel. No final do relato vou fazer um balanço dos hostel. Me acomodei e já saí rumo ao segundo local imperdível de João Pessoa: o por do sol no Jacaré. Voltei pra Orla de Manaíra e peguei a linha 513 que vai até o terminal do Bessa. Os coletivos urbanos de JP custam 2.30. no terminal do Bessa, peguei a linha 5104/Jacaré, que passa bem pertinho da praia do Jacaré. Cheguei lá às 15:50 e junto comigo chegavam vários onibus de turismo e carros particulares. A partir de 16 horas os bares já começam com as músicas ao vivo pra já ir entrando no clima do por do sol. Preferi ficar circulando pelas lojinhas. São muitas lojinhas de artesanato por lá e os preços são bem parecidos com os de João Pessoa. Depois de 17 horas o lugar já está lotado. Já é bom guardar seu lugar para assistir o Jurandy do Sax. Às 16:50 já peguei meu lugar e pouco depois quem chegava já ficava mais atras pois não tinha mais lugar pra encostar no muro e ficar na frente. Lá pelas 17:10 ele já começa a apresentação que termina por volta de 17:25 assim que o sol se poe. Assim que terminou já fui embora. Fui a pé até o ponto da BR-230 pois pegaria qualquer onibus que passasse, mas tive sorte e veio a linha do Jacaré que iria pra integração do Bessa, nem precisaria ir até a BR, mas de qualquer forma foi uma caminhada rápida, nem 10 minutos. Voltei então pro hostel e por lá fiquei, porque depois de virar a noite acordado e andar o dia todo, não aguentava mais nada!

 

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Domingo, 31 de março. Peguei o onibus e fui pro terminal do centro e de lá a linha 507 pra Cabo Branco. Fui conhecer mais essa obra de Niemeyer, bem característica dele, prédio suspenso, redondo, com um espelho d'água embaixo e esculturas espalhadas na água e pelo gramado. Esse é o terceiro ponto imperdível de JP. O lugar é muito interessante, com exposições de arte, feiras de químicas e ciências e um terraço com vista panorâmica sensacional. Depois fui ao farol do Cabo Branco. Geograficamente não é o extremo oriental das Américas, é a ponta do Seixas que fica ali perto, dá pra ver do muro em frente ao farol, mas parece haver um “interesse comercial” em “vender” o Cabo Branco como o extremo oriental, talvez pela facilidade de acesso pra quem está na estação Cabo Branco e como tem alguns ambulantes perto, e porque não é fácil descer dali pra Ponta do Seixas. Eu, por exemplo, não achei como descer pra Ponta do Seixas e acabei não indo lá. Só tirei uma foto dela do muro em frente o farol. Já era início de tarde e fui então atravessar a região metropolitana e ir pro Forte de Sta. Catarina em Cabedelo. Tudo isso pagando só 2,30. Linha 507 de Cabo Branco pro terminal do Centro, linha 601 do centro pro terminal do Bessa e linha 5101 pra Cabedelo. Todos eles pouco esperei, como já disse, o transporte por ônibus em relação à frequencia deles, JP está de parabéns! Chegando em Cabedelo, o forte fica bem perto do ponto final do onibus. Entrada custa 2 reais e não tem meia entrada pra estudantes. É um forte bem posicionado entre a foz do rio Paraíba e o mar. muitos canhões, grande quantidade e só. Gostei mais pela vista que ele tem pro rio, principalmente à tarde, que foi o horário que eu estava lá. Voltando pra praça de Cabedelo, no km 0 da Transamazônica tem um painel bem bonito com desenhos de alguns lugares por onde a rodovia passa. Voltei pra Manaíra passando pelo terminal do Bessa. Desci perto do Mercado de Artesanato pra comprar as lembranças. Dois andares de artesanato pra tudo que é gosto. E tem variação de preços entre as lojas, é bom pesquisar. Voltei pro hostel, tomei banho e saí pra comer algo. Onde? Tinha que ser no Mangai, fica pertinho do hostel e é muito famoso. E o melhor de tudo, não é assim tão caro. O restaurante é totalmente típico, meio rústico, garçons e garçonetes trajados de cangaceiros, tem self service, mas pedi um cuscuz de carne de sol com tomate, muito bom, e suco de cajarana. O que é cajarana? Nunca ouvi falar e resolvi experimentar. Suco meio azedinho, valeu a experiência. Prefiro mangaba!

 

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Segunda-feira, 01 de abril. Saí de manhã só pra ir molhar o pé no mar da Paraíba. Uma volta pela orla de Manaíra, visitar algumas lojas perto do Hotel de Tambaú e voltar pro hostel arrumar a mochila e seguir viagem. As praias de João Pessoa não são muito boas e todo meu arsenal de praias eu tinha reservado pra Pipa. Então, vamos lá. Peguei o onibus que passa a 2 quadras do hostel, desci no terminal urbano, de onde só se atravessa a rua e está na rodoviária. Linha João Pessoa-Natal saindo 11:30, desci em Goianinha 13:30. almocei num restaurante self service por 7 reais numa rua que desce à direita atrás da igreja. Depois do almoço peguei uma van pra Pipa. O preço da van está em 3,50 e tem muita van de Goianinha pra lá, deve ser de 10 em 10 minutos. Não sei quanto tempo até Pipa, talvez uma meia hora. Chegando em Pipa não tem como não lembrar de outras vilas ou cidadezinhas pelo Brasil, como Trindade, Ibitipoca, São Thomé das Letras... Me acomodei no Pipa Hostel, quarto coletivo com 8 camas e fiquei sozinho nos 2 dias! Início da baixa temporada e começo de semana. E logo já saí pra minhas intençoes em Pipa: praia!!! Praia do Centro, água morna, pouca gente, piscinas naturais, o mar quebra nas pedras lá na frente e chega só a marolinha, delícia, passei ali todo o resto da tarde, não queria que anoitecesse! Mas anoiteceu. Então fui pras lojinhas comprar lembranças. No hostel só tinha eu, algumas argentinas e um casal de uruguaios.

 

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Terça-feira, 02 de abril. Dia de desbravar Pipa. Comecei pela Praia do Amor, mas tinha muita onda forte e não gostei muito dessa praia. Fui depois no mirante de Pipa, fui em um que fica dentro de uns chalés. Lugar ideal pra fotos da vila com as falésias e o mar. voltei pra minha preferida, praia do centro, de manhã a maré estava alta mesmo assim ainda dava pra aproveitar muito a parte rasa da praia. Caminhei até a Baia dos Golfinhos. Tinha pouca gente lá e eu não tinha intenção de ver golfinhos. Ainda me falaram que a época dos golfinhos é entre agosto e setembro. Voltei pra Pipa, almocei self service por 10 reais. Depois peguei uma van até o Mirante de Cacimbinhas. No trajeto entre pipa e Tibau do Sul a van cobra 2 reais. O Mirante de Cacimbinhas pra mim é o lugar com vista mais bonita. Fiquei apaixonado por ele já na van antes de chegar em Pipa quando vi aquele lugar. Desci pelas escadas da falésia e dei de cara com uma praia deserta, já toda na sombra por causa das falésias e tive ali momentos de paz maravilhosos. Praia na sombra, vento agradável, um convite a ir caminhando pela areia até Tibau do Sul. Lá, tirei a foto mais linda da viagem, o por do sol na Lagoa Guaraíras. Peguei a van e voltei pra Pipa.

 

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Quarta-feira, 03 de abril. Logo cedo fui de me despedir da Praia do Centro e sua deliciosa piscina natural. Foi amor à primeira vista, melhor praia que fui até hoje. Voltei pro hostel, tomei café, arrumei a mochila e, rumo mais ao norte, Natal! Penosa caminhada no sol até o estacionamento de onde saem os ônibus pra Natal, lá na entrada de Pipa. O onibus pra Natal custa 11,50 e saí no horário de 11 horas. Desci em Natal no Via Direta às 12:40 e fui recebido pelo forte vento que ameniza o calor, que tanto falta em João Pessoa e, graças a Deus, sobrava em Natal. Atravessei e passarela e peguei um coletivo pra Ponta Negra. A tarifa de ônibus em Natal é 2,20, ligeiramente mais barata que JP, mas em compensação, ligeiramente mais demorados também. Mas nada excessivo, esperei nos pontos em Natal algo em torno de 5 a 10 minutos, apenas notei que JP é mais bem servido de onibus e em Natal eles são um pouquinho mais escassos. De qualquer forma, o trauma que eu peguei com onibus no Nordeste por causa de Salvador (ônibus em Salvador é um caos, vejam meu relato) foi tirado pelo bom serviço em Natal e principalmente JP. Cheguei no Lua Cheia Hostel (todo mundo fica lá né!) e logo já saí pra conhecer o cajueiro. A linha de onibus passa pela avenida principal de Ponta Negra e tem ponto bem em frente ao cajueiro. Tarifa de 2,80. admito que não tinha grandes expectativas com o cajueiro, era só pra completar meu tempo que estava livre na tarde de quarta, mas me surpreendi. O ingresso no cajueiro é 3 reais e eu com carteira de estudante paguei meia entrada. O cajueiro é realmente enorme, área amena, com sombra, tem guia que explica detalhes sobre o cajueiro, um mirante muito bonito pra tirar uma foto com a copa do cajueiro e o mar ao fundo e suco de caju de brinde. Valeu a pena e adorei. Passei depois no Marina Badauê, só pra tirar uma foto e voltei pra Natal, pro hostel.

 

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Quinta-feira, 04 de abril. City tour em Natal. Pra começar, uma furada: Ia pro Forte dos Reis Magos e peguei a linha 56 que ia pela Via Costeira. Um casal de argentinos pediu o motorista pra parar no ponto mais próximo. Só que o ponto mais próximo não é nada próximo. São uns 40 minutos a pé no sol forte. Parei um pouco no centro de artesanato pra refrescar mas la não tinha ar condicionado e não estava com intenção de comprar nada, então voltei pro sol e rumo ao forte. Os argentinos iam pro centro depois e eu também, então pensei em combinar com eles de rachar um táxi pra ir pro centro quando saírmos do forte, mas, surpresa, não tem um pontinho de táxi sequer perto do forte. Pelo menos pra ir pro centro o ponto de onibus é mais próximo, tem um na saída da ponte. Acho que pra quem tá em Ponta Negra e quer ir de onibus pro forte, é melhor ir até o centro e de lá pegar outro onibus que pare mais perto do forte. Em relação ao forte, o ingresso é 3 reais e eu paguei meia com carteira de estudante. Forte muito mais bem estruturado, histórico e atrativo que o de Cabedelo. Tem exposições em todas as salas. Com uma bela vista para a ponte e para a cidade. Depois do forte fui para o centro, desci no terminal da Ribeira, passei pelas ruas mais antigas da cidade até o Porto e depois fui para a igreja da Ribeira. Entrei no teatro Alberto Maranhão, muito bonito por dentro e queria entrar também no Solar Bela Vista, mas estava fechado, assim como a igreja do Rosário e a Catedral Velha. Entrei na igreja de Santo Antônio e no Museu Câmara Cascudo e na Pinacoteca, onde tinham exposições muito interessantes. Passei pela prefeitura, catedral nova e terminei o giro pelo centro na Casa de Detenção onde tem lojas de artesanato e um terraço na parte de trás ideal pra boas fotos. O centro de Natal não é tão bonito como o de João Pessoa. Voltei pra Ponta Negra e fui comprar lembranças no Shopping de Artesanato Potiguar.

 

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Sexta-feira, 05 de abril. Dia de fazer o passeio de buggy pelo Litoral Norte. Fiz o passeio organizado pelo hostel, valor de 85 reais por pessoa mais 6,25 pela balsa no rio Ceará-Mirim. Fui eu e a Valéria que estavamos no Lua Cheia e um casal de BH que estava em outro hotel. O bugueiro foi o Jean Jacques e foi com muita emoção. Um lugar que gostei bastante foi a Lagoa Pitangui, água morna e tirolesa por 8 reais. Na Lagoa de Jacumã onde tem o skibunda também é legal. Já a outra lagoa onde tem a tirolesa maior eu não fui porque achei a lagoa mais funda e era muito alto, mas quem ia se divertiu bastante. Paramos para almoço no restaurante Mirante de Muriú e pedimos um almoço que ficaria em 40 reais por pessoa. Outro grupo de paulistas que estava no hostel e foram com outro bugueiro almoçaram num self service que era 35 reais por pessoa. De toda forma, o almoço na parada dos bugueiros é realmente mais caro e não sei como fazer pra contornar isso. No geral, o passeio de buggy é sensacional, eu nunca tinha tido uma experiência parecida e afirmo que quem vai em Natal e não faz um passeio de buggy não foi em Natal!! na volta do buggy fiquei na praia de Ponta Negra, mas só pra fotos no Morro do Careca, pois a praia não era interessante. De noite, de volta ao hostel e já em clima de despedida, hora de curtir o Taverna Pub com os amigos que fiz no hostel: Flor Rodrigues, Valéria gaúcha, Alessandra de SP e os goianos, Jean, Aline e Renata, ao som de um ótimo pop-rock e o clima excelente e temático do pub.

 

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Sábado, 06 de abril. Depois de uma semana viajando, passei a manhã descansando no hostel e de tarde fui pro aeroporto. Só nesse momento que foi mais complicado de ônibus pois no ponto do Carrefour perto do Natal Shopping não passava a tal da linha A que me levaria pro aeroporto. Depois de esperar mais de meia hora, peguei um onibus qualquer que ia pra Parnamirim e desci na entrada do aeroporto. Atravessei a passarela e ia a pé os 200 ou 300 metros que me separavam do aeroporto, mas como tinham muitos microonibus circulares entrando pro aeroporto e a tarifa é 1,75, preferi pegar um deles pra não ter que ir andando no sol quente com a mochila pesada. Mas fica esse detalhe: muito complicado o acesso por onibus de Natal pro aeroporto!

Obs:

O centro histórico de João Pessoa é muito mais interessante que o de Natal.

Fiquei 2 dias em João Pessoa. Pra quem quer conhecer o básico da capital paraibana, destaco 3 pontos: Centro Histórico, Cabo Branco e Por do Sol no Jacaré.

As praias de João Pessoa não são muito legais, não conheci o litoral sul da Paraíba, mas se você quer curtir praia, melhor ir pra lá ou pra Pipa.

Pipa é fantástico, não vale a pena fazer os passeios de bate e volta como tem tantos de Natal pra Pipa. Vale a pena se hospedar em Pipa, tem muita opção de pousada e hostel por lá.

Tanto Natal como João Pessoa são limpas, João Pessoa é mais limpa, só tem uns lugares com cheiro de mijódromo.

O imperdível em Natal é o Forte dos Reis Magos e o passeio de buggy.

Me senti seguro em todos os locais, principalmente em JP onde não vi muitos "seres estranhos"

 

Comparação dos hostel:

Manaíra Hostel, João Pessoa, diária para alberguista 34 reais no quarto com ar condicionado. Café da manhã mais fraco dos 3, mesmo assim muito bom com 4 tipos de frutas, pao com mortadela e queijo branco, café, leite, 2 tipos de sucos e alguns biscoitos. Os quartos tem nomes de praias paraibanas, fiquei no quarto Tabatinga com 6 camas, totalmente ocupado na primeira noite e com 3 pessoas na segunda noite. Boa localização próximo aos pontos de ônibus, à praia e principalmente ao Mangai. Listerine no banheiro da copa, com copinhos pra vc usar, nunca vi isso!!! Destaque pra super atenciosa e simpática recepcionista Selma.

 

Pipa hostel, diária para alberguista 30 reais no quarto com ar condicionado. Café da manhã ligeiramente melhor que o de Manaíra com 3 tipos de frutas, outros itens igual Manaíra e destaque para bolo de chocolate e um pudim de pão maravilhoso. Localização próxima do centro mas numa rua bem deserta. Atendentes mais fechados, pelo sotaque são todos paulistas, a maior atenciosa foi a Vanessa, mas minha preferida foi a cozinheira do café da manhã, mulher arretada e divertida!! cheguei numa segunda e saí na quarta depois do feriado da semana santa e início da baixa temporada. O hostel tava vazio, tinha eu, 5 argentinas e um casal de uruguaios. Quarto coletivo com 8 camas só pra mim.

 

Lua Cheia, Natal, diária para alberguista 39 reais no quarto com ventilador, pois não tem ar condicionado, mas pela arquitetura do prédio, que faz ele mais fresco, só o ventilador já deu pra suportar o calor. Faltam tomadas! Meu quarto só tinha uma tomada e outra no banheiro. Imagina se estivesse cheio e todo mundo com o celular descarregado?? Não gostei das pulseiras que a gente tem que usar só pelo fato dela ser uma identificação que eu sou turista e acho que isso às vezes não é muito bom, dá margem pra abordagem de vendedores e gente de toda espécie. O hostel é lindo. Café da manhã top. 4 tipos de frutas, já descascadas!! pão, torrada, café, leite, 2 tipos de sucos e tapioca!! tirando o carequinha carrancudo da noite, os atendentes são show, destaco a Jose e a Bethise porque tive mais contato com elas e são 10. Os quartos tem nomes exóticos, medievais, fiquei no Caldeirão Mágico com 6 camas, passei as 2 primeiras noites sozinho e só na última noite que chegou um cara já de madrugada. Mas foi lá, naquela mesa enorme do café da manhã, que fiz as melhores amizades da viagem com o pessoal com quem fui pro Taverna e já citei acima mais o trio de paulistas de S.Bernardo. E aquelas redes no jardim interno do hostel, pra deitar de noite e olhar as estrelas, jogando papo fora com a galera...incrível!!

 

Essa foi minha viagem. Acho que contei tudo. Dúvidas? Só perguntar, comentar, trocar ideias... Abração galera mochileira!!

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Pessoal mochileiro, venho relatar minha última viagem, de uma semana, pela Paraíba e RN. Voltei ontem e vou relatar logo antes que esqueça alguns detalhes!!!   Cheguei em João Pessoa no sábado dia 3

Olá Rezzende! Muito Obrigado pelo seu relato sobre a viagem, João Pessoa-Natal. Eu e minha esposa dia 14.10.2017, faremos este roteiro vindo de Recife até Natal e volta a Recife. Na verdade

Muito obrigada pelo relato, quase não estava encontrando informações completas de Jampa! 

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Olá Rezzende!! Vou ficar 10 dias no RN mês q vem, sendo 3 dias em.são.Miguel do gostoso, 3 dias em Pipa e 4 dias em ponta negra... Vc acha q vale a pena qdo estiver em Pipa, um tarde após o almoço fazer um bate-volta pra JP ver o por do sol do jacaré?? Ou nada tao imperdível assim???

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