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Estrada Real a pé - Perguntas e Respostas - 2013 a 2015

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9º DIA - 05/02/2013 - Terça-feira

 

De Lagoa Dourada a Prados - aprox. 20 kms em +- 06:00 horas

 

A proprietária da pousada muito gentilmente secou nossa roupa na secadora da casa dela(muito prestativa).. O dia amanheceu nublado, o primeiro marco fica fora da cidade, pegamos uma subida bem forte até lá.

Entramos na trilha desse trecho, no início plantação de eucaliptos, num marco, fui ler o que estava escrito, umas abelhas me picaram na mão/braço/perna, foi tenso...tive que tirar minha camisa(segundo pessoal de lá, elas(abelhas) somente vê as cores pretas e vermelhas, e atacam mesmo)....... essa trilha é curta, mas devido as fortes chuvas estava com muito barro e lama, tivemos que atravessar um pequeno riacho.....

Obs.: terminando a trilha, logo a seguir, na estrada, vc visualizará um marco, atrás dele tem uma seta branca, indicando que é prá virar à direita....não vire, o certo é pela esquerda(parece que o marco não tem explicação).

O resto do trecho é com muitas subidas/descidas íngremes.....uns 3 kms antes de Prados, tem um restaurante típico mineiro, com algumas cachoeiras...muito legal.

Na chegada de Prados, vc pegará uma descida medonha, se tiver com o joelho ruim, ali vc vai sofrer mesmo....mas procure hospedar na parte baixa da cidade(tem hospedagem de todo preço...a partir de R$25 p. pessoa, mas simples.....até Apart hotel, tem...foi no que ficamos).

 

 

HOSPEDAGEM: Água Linda Apart hotel,(32) 3353-6396, tv a cabo, wi-fi, frigobar, camas ótimas, ventilador, bem conservado, fica na saída para Tiradentes, café da manhã ótimo...preço:R$120,00 o casal - ÓTIMO

 

 

Prados: Cidade pequena, estrutura razoável(hotéis, restaurante....), tem um centro histórico bem preservado, as igrejas são lindas por fora(estavam fechadas).

 

Estrada de terra, com muita lama...

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Pinguela

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Centro histórico de Prados

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10º DIA - 06/02/2013 - Quarta-feira

 

De Lagoa Dourada a Tiradentes - aprox. 19 kms em +- 04:10 horas

 

Um dos trechos mais fáceis da ER, poucas subidas/descidas, alguns trechos são em asfalto, outros em terra, e um pouco em pé-de-moleque.Tivemos sorte, apesar do tempo nublado, não choveu.

O ponto alto desse trecho é o distrito de bichinho, várias lojas que comercializam artezanto em madeira e ferro, muito bom gosto. Casas pintadas com cores vibrantes, outras estilizadas ao estilo mineiro....vá com calma nesse trecho e pare nas lojas para apreciar...vale a pena... Não compramos nada.

A chegada a Tiradentes foi tranquila, várias pousadas de todo preço...cuidado em reservar em datas festivas.

Como chegamos cedo, curtimos muito o belo e restaurado centro histórico da cidade, igrejas antigas(fechadas), casarões antigos.. e uma praça para jogar conversa fora.

Como não tínhamos informações dos outros trechos, fomos ao posto do Senai na cidade, próximo a praça principal, obtivemos informações o que facilitou muito a nossa vida.

É impressionante, em Tiradentes, a quantidade de lojas especializadas em doces e queijos, mineiro comemos muito.... pra quem gosta e pode, é um prato cheio....eu me deliciei....mas no final da viagem paguei o preço(estou com sensibilidade ao leite).

 

Hospedagem: Como estávamos cansados, prefirimos ficar bem próximo do centro histórico, para facilitar os deslocamentos, mas tem pousadas mais baratas na cidade...ficamos na Pousadas São José da Serra, simples mas limpo, tv(somente aberta), ventilador, tudo perto(supermercado, resturantes....) café da manhã +-, preço R$100,00 o casal

 

TIRADENTES: Cidade turística, ótima estrutura de apoio, tem wi-fi na praça central, aproveite para deliciar com os doces de frutas secas e queijos(em toda cidade mineira)...Os restaurantes perto da praça oferece opção de self-service na faixa de R$33 o kg

 

algumas fotos:

Distrito de bichinho suas casas e a serra

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Loja especializada em doces, pimentas......as coisas aqui são bem caras...

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Amanhecer em Tiradentes, lindo aquilo lá..

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Um fordinho 29 dando um show na cidade...

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11º DIA - 07/02/3013 - Quinta-feira

 

De Tiradentes a São João del Rey - aprox. 10 kms em +- 02:30 horas

 

Acordamos bem cedo, tomamos café da manhã numa padaria próxima ao hotel. Aproveitamos que o trecho era fácil, fomos ver o nascer do sol na igreja matriz. A cidade ainda dormia, alguns cachorros teimavam em nos acompanhar numa ladeira na saída da cidade.

Visitamos o primeiro marco da estrada real.

Esse trecho mescla estrada de pedra, asfalto e pé-de-moleque, mas muito tranquilo.

Como chegamos cedo a SJDR, caminhamos muito na cidade, mas as igrejas(ponto alto da cidade) estavam todas fechadas.

Comemos num restaurante no centro da cidade, colher de pau, self-service R$25,80 o kg - muito bom.

Aproveitei e já comecei a planejar os próximos dias, pois começaria o carnaval no sábado e, não fizemos nenhuma reserva para os dias posteriores.

As informações são desencontradas, ninguém sabe se tem hospedagem na próxima pernada.

Diante da falta de informações sobre hospedagem pra frente....e todos hotéis de sjdr estavam lotados pro carnaval, resolvi ir a pé até próximo a rodoviária e verificar a disponibilidade...achei dois que tinham vagas para os dias de carnaval, deixei mais ou menos reservado....(estavam cobrando entre R$100 a 130 casal no carnaval).

Se, por acaso, S.S. Vitória não tivesse hospedagem, pegaríamos um busão e dormiríamos novamente em sjdr.

 

HOSPEDAGEM: Pousada Chiaini, perto quartel/maria fumaça, camas boas, tv a cabo, wi-fi, banho quente, piscina, gentilmente deixaram lavar nossas roupas na lavanderia sem ônus.... preço: R$110,00 o casal, mas sem café da manhã.

 

TIRADENTES: Cidade histórica mineira, ótima estrutura hoteleira, restaurantes, comércio.....

 

Algumas fotos

Marco zero da estrada real

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Igreja São Francisco em SJ del Rey, estava fechada para visitação, uma pena!

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Cair da noite em SJ del Rey

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Ainda vai rolar a continuação do relato? Tenho um sonho junto com minha namorada de percorrer esse caminho a pé, e lendo este post me dá uma vontade ainda maior de fazê-lo. Parabéns pela iniciativa!!!

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Thiago,

 

Claro que postarei todo o relato, mas na medida do possível.....

 

Complementando o relato sobre TIRADENTES:

 

OS MINEIROS SÃO DEMAIS:

"depois de caminhar quase 20 kms, entre Prados x Tiradentes.... na entrada da cidade de Tiradentes, vi uma senhora com uma forma de pão de queijo assados...olhei para ela e perguntei: "a senhora está vendendo?"...ela: não, fiz para uma vizinha! ...... imediatamente ele nos ofereceu para degustar.... ficamos assim sem jeito, mas não perdi a oportunidade de saborear ali mesmo........ mineiro é assim mesmo.....são tremendamente hospitaleiros"

Estamos acostumados em cidade grande, onde os vizinhos nem se ligam....nas cidades pequenas, os vizinhos são parceiros....

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12º DIA - 08/02/2013 - Sexta-feira

 

DAQUI PARA FRENTE OS PROBLEMAS COMEÇARAM A APARECER, O CARNAVAL COMPLICOU UM POUCO!! MAS DEU TUDO CERTO!

 

De São João del Rey a São Sebastião da Vitória à pé; depois caquende(de busão) e logo a seguir Capela do Saco(balsa) no total +- 14 horas.

 

Dia complicadíssimo!

Saimos, como sempre, muito cedo, o primeiro marco fica defronte a estação ferroviária, após segue-se pela avenida, e anda dentro da cidade, pega-se a trilha, com forte subida no início, logo a seguir caminha-se num charco, passamos perto de um lindo lago, do lado esquerdo uma indústria poluindo aquele lugar....depois do charco, os marcos estão em lugares errados, nos perdemos, como sempre, é só voltar ao marco anterior e seguir outro caminho; como choveu muito nos dia anteriores, tivemos que atravessar 2 riachos com água nos joelhos com muita lama; No final subidas fortes e o sol escaldante.... a última parte é em asfalto(pouco).

Na entrada do distrito(ss vitória), tem um posto que serve comida, R$12 por pessoa, come-se a vontade, comida simples, mas gostosa...

A única pousada de SS Vitória, fica numa casa, depois do posto, na mesma estrada, em frente a um quebra-mola....batemos várias vezes, tentamos ligar para os telefones que estavam anunciando, e nada...não atendiam..... batemos nos vizinhos, eles também, não tinham informações.... aguardamos até as 14 horas, como ninguém chegava e nem atendiam o telefone.... ficamos em dúvida...e ai...o quê fazer? ou voltariamos para sjdr(como era sábado de carnaval, ligamos para os hotéis perto da rodoviária, eles tinham vaga, ainda, mas tínhamos que reservar) ou iámos a Caquende(próxima pernada)...... caminhamos mais um pouco e chegamos a matriz do distrito(ssv), numa farmácia, uma pessoa nos informou que em caquende ou em capela do saco possivelmente conseguiríamos hospedagem...e que o busão que iria para lá, passaria uns 30 minutos depois..... então resolvemos ir até caquende.........pegamos o busão, chegamos um tempo depois(ponto final do ônibus), para nossa surpresa não tinha hospedagem.....as pessoas já tinham alugado suas casas para os visitantes..... só nos restava, dormir na rua ou atravessar o lago e ir até a única pousada de Capela do Saco e verificar se tinham disponibilidade(tentamos ligar, mas não antendiam)... e assim fizemos, atravessamos de balsa(R$1 por pessoa), para nossa sorte tinha vaga....ufa..... mas somente para aquele dia(NO SÁBADO DE CARNAVAL A POUSADA ESTAVA LOTADA)....e ai.....pois no outro dia, teríamos que ir a ss vitória e voltar caminhado para capela do saco(completando a pernada).........Mas ai, entrou em cena mais DOIS ANJOS PARA NOS SALVAR.....conto

depois...

 

HOSPEDAGEM EM CAPELA DO SACO: POUSADA REIS(http://www.pousadareis.com.br/) - fones: (035) 9848-3243 e (032) 3331-0892, sabe daqueles lugares, onde vc se sente em casa, o lugar é esse; mãe(Cléia) e a filha(Debora), administra o lugar com maestria, deixando os hóspedes bem a vontade, tentando resolver todos os problemas que possam aparecer(conosco apareceu, pois no outro dia não tínhamos lugar para dormir, e elas resolveram)....Nos receberam com muito amor e carinho......

A Pousada: apesar de estar num lugar ermo, longe de tudo, ela é muito confortável, camas boas, colchões novos, banho quente, ventilador, roupas de camas novas e limpas, tv a cabo, wi-fi, restaurante(R$15 por pessoa), piscina, salão de jogos, estacionamento, tela mosquiteira, agilizam passeios nas cachoeiras da região, pesca... - RECOMENDADÍSSIMA....mas liguem antes, principalmente em feriados, pois a procura é grande.....

Preço da diária: R$90 casal(período de feriados, o valor aumenta) com ótimo café da manhã.

 

SÃO SEBASTIÃO DA VITÓRIA: distrito sem estrutura hoteleira(somente um pequena pousada, deve ter somente dois ou três quartos, mas não me atenderam...), mas tem lanchonete, restaurantes, padaria, farmácia, supermercado......

 

CAQUENDE: distrito menor ainda do que ssv, tem somente um ou dois bares/lanchonete...não tem hospedagem, o pessoal costuma alugar as casas em feriados, segundo informações, algumas pessoas podem alugar quartos esporadicamente.

 

CAPELA DO SACO: minúsculo distrito, tem uma ótima pousada, os moradores não costumam alugar suas casas para viajantes, portanto, antes de atravessar a balsa se informe da disponibilidade de hospedagem na pousada.... não tem estrutura para turistas....somente nos feriados. Se a pousada estiver lotada, converse com a débora(dona da pousada) se ela pode conseguir alguma casa de morador para dormir....ela é super atenciosa

 

Obs.: para verificar os horários do busão entre SJ del rey e caquende(passa em ss vitória), vá até a rodoviária, que tem um guiche que informa, mas peguei os fones do dono dos ônibus: 032 3371-5685 / 3372-2180 - a empresa Transilveira... SS vitória a caquende vale R$6,60 por pessoa.

 

BALSA: ela funciona todos os dias, a última viagem é as 17 horas....à noite não funciona, portanto chegue mais cedo, aqueles que vão de carro, chegue ainda mais cedo, pois a balsa é bem pequena, cabe no máximo uns 5 veículos pequenos.

horários da balsa: das 08:00 as 12:00 e das 14:00 as 17:00 horas, preço R$1,00 por pessoa.

 

Algumas fotos:

Foto tirada na primeira subida depois de sj del rey....à esquerda fábrica poluindo, a direita lago..... no horizonte, onde chegaríamos no mesmo dia...longe pra caramba.....subidas fortíssimas...perto de uma pedreira.....

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Charco perto do lago....

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Lindo lago

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Um marco depois de uma porteira inundada por um riacho....antes dai, perdi meus óculos e tive que retornar

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O que a vida tem de bom...que cheiro...

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Riacho para atravessar

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Passei pela Pousada Reis em Capela do Saco durante a semana e fora de feriado... tem estrutura para turista sim, amigo! Elas (mãe e filha) moram na pousada e estão à disposição 24 horas por dia, todos os dias. Também adorei o atendimento delas. É um verdadeiro paraíso e extensão da nossa casa. Até serviço de lavanderia tem lá.

Mas me conta: qual foi o problema que elas resolveram para vocês?

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Cléa,

 

Veja bem, disse que o distrito de Capela do Saco não tem estrutura turística, somente a pousada Reis....essa sim tem tudo(piscina, quartos ótimos...boa comida).... Por isso a necessidade de fazer reserva com antecedência, principalmente nos feriados prolongados....

 

No sábado de carnaval a pousada estava lotada, mas ela me disse de manhã, antes de sairmos pra ssv, que iria conversar com os moradores do distrito e provavelmente conseguiria uma casa para nos abrigar..... elas tiveram dificuldades, mas conseguiram........no domingo acordaram bem cedo(05:30 horas) para fazer café da manhã(dormi numa casa de família e tomei o café com ela(paguei a parte)).......

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13º DIA - 09/02/2013 - SÁBADO

 

DE Capela do saco a caquende de balsa - CAQUENDE A SS. VITÓRIA Á PÉ - SS.VITÓRIA A CAQUENDE DE CARONA X CAQUENDE A CAPELA DO SACO DE BARCO - o trecho a pé fizemos em 04:50 horas

 

Acordamos é já tínhamos um grande problema pra resolver: arrumar hospedagem para aquela noite, a pousada que ficamos, estava lotadaça....tudo reservado com antecedência...mas a Débora, me disse que iria conversar com os moradores do lugar, e verificaria a disponibilidade de dormimos numa casa de família e, que era pra nós voltarmos à tarde......

 

Como estava fazendo muito calor, resolvemos atravessar o lago, via balsa, e fazer o caminho inverso(capela do saco x caquende), a balsa saiu de CS as 07 horas, quinze minutos depois já estávamos caminhando... O início pegamos uma subida fortíssima, depois mesclava trechos subidas/descidas leves....Esse trecho tem muita plantação de milho, café/soja.... segundo o pessoal de caquende, tem muita cobra(urutú, cascavel...) no trecho de plantações, ficamos bem atentos, mas não vimos nenhuma......

próximo ao viaduto da estrada férrea, erramos o caminho, e caimos nos trilhos da ferrovia, aguardamos alguém passar, e pedimos informação, tivemos que pegar um atalho dentro de uma plantação de eucalipto e caimos novamente na ER.... chegamos cedo em ss vitória, comemos uns pães-de-queijo e linguiça mineira, muito bom)....e ficamos no ponto esperando o ônibus que nos levaria de volta da caquende e depois pegar a balsa a CS.... nisso apareceu um casal pedindo informação de como chegar a caquende, pronto, era o que estávamos esperando...pegamos carona com eles,....chegamos bem cedo em capela do saco... a Débora até aquele momento não tinha conseguindo hospedagem pra nós........ mais tarde um casal de moradores foram até a pousada para nos conhecer e ver se iam como a nossa cara.....ESTÃO CERTOS...tem que ver quem colocar dentro de casa...gostaram de nós....e combinamos de ir para casa deles as 19 horas.....ficamos curtindo o resto da tarde na piscina, pois estava muitooo calor....

 

Á noite fomos para a casa da Teresinha, pessoa da comunidade, ela e seu marido(bell), nos receberam com o coração aberto, ficamos até tarde conversando com os seus dois filhos....que família linda.....

De manhã acordamos ao som dos passarinhos, quando fui ao banheiro, vi os filhos dela dormindo, um no sofá e, outro num improvisado colchão na sala.... Mineiro é assim mesmo: sempre ajudando a quem precisa...eu não sabia que iríamos dormir na cama deles...mas tudo bem.... Mas no final paguei todo esse carinho para conosco...OBRIGADO TERESINHA/BELL POR TUDO....VALEU MESMO!!

 

HOSPEDAGEM: na casa da teresinha... obs.: nessa comunidade não costumam dar alojamento para viajante, tem que correr atrás.

 

Algumas fotos:

Lindo amanhecer na pousada Reis em Capela do Saco(foto tirada da janela do cozinha da pousada):

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TV ao vivo, ao fundo lago da represa....próximo a capela do saco.....estrada real

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Atalho dentro plantação de eucaliptos caminho capela do saco x ss vitória

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Olhem o nível da água da represa...

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14º DIA - 10/02/2013 - DOMINGO

 

Capela do saco a Carrancas - fizemos em aprox. 06:40 horas

 

Acordamos bem cedo na casa da Teresinha, a despedida foi com muita emoção(todos choraram), curtimos cada momento na presença deles, pessoas magníficas...

Até pra retribuir o que fizeram para nós(tudo mesmo), negociamos no dia anterior, em tomar o café da manhã na pousada(cobrada à parte - R$15,00 por pessoa), muito bom..... OBRIGADO DÉBORA/CLEIA POR TUDO QUE FIZERAM POR NÓS.

 

No início muitas subidas/descidas leves, passamos por vários mata-burros, o sol queimava nossa pele, forte mesmo...no caminho encontramos com uma caravana de 4 x 4 fazendo um tour por lá...O mais difícil desse trecho e o mais bonito também, é a subida da serra de carrancas.... tenso viu!! além de íngreme, vc já caminhou cerca de 4 horas debaixo do sol forte, nesse trecho o piso é em pedra (deve ser ardósia, não estou certo), o que reflete ainda mais o efeito do sol, quase dissolvemos naquela subida....mas é lindo...uma visão fantástica a perder de vista, de lá dá pra visualizar o lago que saimos 5 horas antes.... tem cachoeiras de todo tamanho.....flores uma mais bonita que outra...pedra em formatos variados....

Para chegar a Carracas ainda tivemos que descer uma forte descida, e como todos sabem, descer é muito mais complicado do que a subida....o sol cada hora mais forte...e a cidade não chegava........pqp sofri muito nesse trecho....no final deu tudo certo....

 

Como informamos anteriormente, era carnaval, sabíamos que possivelmente os hotéis de Carrancas estavam lotados, se estivessem, tentariamos arrumar uma casa de família, ou dormir numa cidade próxima....saimos de Capela do saco com esse pensamento.... mas no final deu tudo certo, conseguimos um hotel próximo a praça principal, mas pagamos muito caro.

Almoçamos um self-service no hotel(muito bom) por R$26 o kg...valeu a pena!

Á tarde tomamos um açaí na praça....

 

HOSPEDAGEM: Pousada Roda Viva, detrás da igreja matriz, grande estruta, piscinas grandes, sauna, tv, wi-fi, mas o apto. era bem simples, camas pequenas com colchões finos e ruins, roupa de cama pior ainda...o café da manhã foi o melhor da viagem, tinha tudo....preço: R$200,00 (ISSO MESMO, ERA CARNAVAL)...era isso ou dormir na rua...

Obs.: gentilmente deixaram lavar nossas roupas no tanque do hotel; coloquei minha bota para secar

 

MAIS UM GRANDE PROBLEMA:

Entre Carracas x Cruzilia(quase 70 kms) tem somente uma pessoa que fornece hospedagem em sua casa(perto da fazenda traituba), é o Roberto, irmão do Dutra dono da pousada Carrancas.... então, à tarde fomos a casa dele solicitar o contato do roberto para verificar se ele podia nos receber na casa dele.....

Gentilmente o Dutra tentou em vão entrar em contato com o Roberto, e nada...ele não atendia.....dormimos aguardando a liberação da casa dele através do contato do Dutra.... No outro dia cedo iríamos na casa do Dutra saber se conseguiu...dormimos ansiosos, pois não dava para partir sem um OK do roberto(não tem outra opção), e é praticamente impossível caminhar quase 70 kms em um único dia...muito forte o trecho, ainda mais o forte calor que estava reinando no pedaço!!!

 

Algumas fotos:

No início, algumas sombras...

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Imaginem esse piso ai as 13 horas....pqp que calor.....subida fortíssima, sol a pino...e o cansaço batento forte......

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Um visual de tirar o fôlego.....no horizonte o lago que saímos umas 5 horas antes......tenso!!

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Vcs acham que foi fácil descer isso ai.....vcs acham que Carrancas tava perto né......foi phoda........ ao fundo a serra de traituba, onde no outro dia iríamos dormir, na casa do Roberto.....Longe a bessa!

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Ufa, chegamos....igreja matriz de Carracas, do lado direito fica a Pousada Carrancas, do Dutra, irmão do Roberto, única pessoa que fornece hospedagem entre Carracas x Cruzília....se forem fazer esse trecho a pé....guardem bem esses nomes....são pessoas FINÍSSIMAS

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    • Por otavio_aon
      Desde o ano passado, quando conheci a Estrada Real, soube que retornaria. Em partes pelas experiências, que transformaram meus gostos, meus paradigmas e minha vida; em partes pela curiosidade sobre o que o caminho ainda teria para me oferecer.
       
      Nesse espírito, com a experiência adquirida desde a minha primeira viagem a pé (que foi exatamente a viagem pela Estrada Real, em 2008) e o equipamento necessário, inovei na companhia. Convidei alguns amigos mas (novamente) apenas uma pessoa se dispôs a me acompanhar: o Rodrigo; amigo de faculdade com gosto por trilhas e fotografia.
       
      O plano era caminhar pelo Caminho do Sabarabuçu, de Acuruí (distrito de Itabirito/MG) até Caeté/MG, percorrendo menos de 100km. Como tínhamos pouco tempo disponível, optamos por pular o trecho próximo a São Bartolomeu, para haver tempo de conhecer o Santuário do Caraça.
       
      Um mês antes da data prevista para a viagem, já tínhamos todo o equipamento necessário e a passagem para Belo Horizonte/MG já estava comprada. Como sairíamos de lugares diferentes e nos encontraríamos em Belo Horizonte, eu fui de avião e o Rodrigo de ônibus.
       
      Eu cheguei em Belo Horizonte dois dias antes e aproveitei para fazer um pouco de "turismo convencional" (mas isso é assunto para outros relatos). Depois que o ônibus (da Viação Motta) caiu em um imenso buraco durante a noite, o Rodrigo chegou em Belo Horizonte, com algumas horas de atraso. Mas depois de alguns acertos de última hora e histórias sobre o acidente; seguimos de ônibus (Santa Fé Transportes) para Itabirito, nosso ponto de partida.
       
      Lá, nos hospedamos no Hotel Dallas e já arrumamos um táxi (R$40, somente ida) para nos levar até Acuruí (distrito de Itabirito) na manhã seguinte. Com tudo pronto para novamente colocar o pé na estrada, dormimos cedo, cheios de ansiedade.
       
      Dica: Não há ônibus, ou qualquer outro transporte público, para Acuruí aos domingos, e mesmo nos dias de semana os horários são poucos. Procure se informar com antecedencia.
       
      Informações locais:

      Hotel Dallas: R. Dr Eurico Rodrigues, 487, Centro - Tel: (31) 3561-2500
       
      [li=]Mais relatos e fotos em: http://sobreviagens.blogspot.com/[/li]
    • Por JeffSantos
      Em junho do ano passado fiz a pé a Estrada Real, de Diamantina a Paraty. Abaixo algumas considerações sobre a caminhada que escrevi logo quando terminei. O relato completo está no blog longadistancia.com .
       
      Foram 32 dias de Estrada Real, quase 1200 quilômetros percorridos a pé. Muita gente fica curiosa com alguns detalhes de uma viagem como essa. Me perguntam como a coisa funciona na prática, o que se leva, o que se come, quanto se anda por dia, quanto custa, que horas sai, que horas chega, coisas assim. Vou tentar responder a algumas dessas perguntas nesse texto.
       
      De modo geral, a Estrada Real é muito bem dotada de estrutura de hospedagem e alimentação. Minas Gerais é o estado brasileiro com o maior número de cidades, então dá pra se ter uma ideia. O que não quer dizer que as pousadas sejam boas, nem que você vai conseguir jantar todos os dias…
       
      Fiquei em lugares decadentes e sujos como a casa do Roberto, em Traituba, e paguei R$70, por uma cama de solteiro e um banheiro compartilhado (ok, ele fez uma janta e me deixou chupar quantas laranjas eu quisesse). Em Cruzília, gastei R$50 no quarto mais confortável da viagem, com cama king size, chuveiro privado excelente, TV a cabo, travesseiros à escolha. Por mais R$30 eu teria hidromassagem. Em Morro do Pilar o quarto era simples, mas o café da manhã era excelente. E custou R$35, o mais barato da viagem. O mais caro que paguei foi em Passa Quatro: R$135, mas o conforto do lugar vale o preço. Poderia ter ficado no albergue, mas tava lotado. Em média os quartos custavam entre R$50 e R$60 por noite.
       
      Alimentação em Passa Quatro também foi caro: duas cervejas e um Hamburger, R$68, sem 10%. A janta na Pousada Rural de Embaú, com arroz, feijão, carne, ovo, salada e purê de abóbora, saiu por R$12. Ficando no trivial, na janta, o preço era em torno de R$15.
       
      Eu não almocei nenhum dia. Minha rotina era acordar meia hora antes do horário do café na pousada (meu limite era as 7h. Se a pousada começasse a servir café só as 8h, meu plano era a) convencer a servir mais cedo, b) negociar de deixar um café já preparado, com o que tivesse, pra eu tomar quando acordar e cair fora e c) pedir um desconto na diária. Quase sempre a) funcionava), comer bem no desjejum e só parar pra comer quando chegasse ao meu destino. Na mochila eu levava barrinhas de cereais, frutas secas e frutas que tivesse na pousada – quase sempre bananas e maçãs. Com isso – e três litros de água, em média – me sustentava até a janta.
       
      Minha estratégia era começar a caminhar o mais cedo possível. Como clareava às 6:30 mas o sol só saía mesmo às 10h, esse horário era excelente. A partir das 10 já começava a ficar quente, depois das 11 já suava bicas. Parava lá pelas 3 ou 4 da tarde em um dia normal. Um dia extrapolei: quando fui do Serro a Tapera, quando poderia ter parado em Alvorada de Minas ou Itaponhacanga. Cheguei já noite. Outro dia saí ainda noite: no último, quando precisava andar os 60km de Cunha a Paraty. Em média andava o que me deixava satisfeito: entre 35 e 40km por dia (7 ou 8 horas, sem parar pra almoço). Meu objetivo era sair cedo e chegar cedo.
       
      Na minha mochila eu levava o básico do básico. Quatro sacos, que eu chamava de roupas, primeiros socorros, tecnologia e comida.
       
      O roupas é um saco estanque de 20 litros que ia com o seguinte:
       
      1 camiseta extra de caminha
      1 camiseta pra cidade
      1 calça de compressão extra
      1 par de meias extra de caminhada
      1 par de meias soquete
      1 calça de nylon pra cidade
      1 calça quente pra dormir
      1 segunda pele pra dormir
      1 manga longa pra cidade
      1 Mini toalha de alta absorção
      Tudo leve, nada de algodão, tudo de secagem rápida.
       
      O primeiro socorros era o mais pesado. Com os machucados no pé durante a caminhada foi ficando maior e no final tinha o seguinte:
       
      Kit óculos: porta-óculos, óculos, lente de contato, 100ml de soro pra lente
      Kit dental: escova, creme, fio
      Kit primeiros socorros: pomada anti-inflamatória, pomada pra alergia, pomada pra assadura, linha e agulha (pras bolhas), esparadrapo microporos, bandaid, gase, protetor labial (que nunca usei), Salompas
      Kit higiene: Mini sabonete, desodorante, papel higiênico, lenços umedecidos, protetor solar
      Kit comprimidos: ibuprofeno, Cataflan (só usei esses dois), tylenol, aspirina
      Kit unha inflamada (comprei quando a unha 5 caiu): algodão, água oxigenada, mertiolate
      Cada kit desse ia em saco plástico e todos eles em uma sacola de tecido.
       
      O tecnologia tinha:
       
      Dois adaptadores usb-tomada
      T
      Carregador extra celular
      Lanterna de cabeça
      Cabo iPhone
      Cabo mini-usb (carregador e lanterna)
      Mini tripé
      Fone de ouvido
       
       
      Na sacola comida ia o que eu tivesse de comida naquele dia. E um par de tênis de iatismo da Tribord (um achado, pesa menos que um par de havaianas) era meu sapato pra cidade e ia numa sacola de supermercado.
       
      Os três primeiros sacos iam dentro de um saco de lixo dentro da mochila, uma Quechua 40l. Assim, caso eu pegasse chuva, minhas coisas não molhariam. Na parte de cima da mochila ia o kit comida, o passaporte da estrada real (num saco plástico) e um capa de chuva barata (coisas que eu precisaria usar em emergência ou assim que chegasse na cidade, e que caso precisasse não teria que abrir a mochila toda). Num bolso na frente da mochila, na cintura, eu levava um canivete e duas ou três barrinhas de cereal. Dependurado na alça da mochila uma bandana multi-uso. Nas laterais, duas garrafas pet 1,5l de água. Só de água eram 3 quilos, mas a mochila toda, completa, não chegava a 9. O peso base, sem comida e água, era pouco menos de 5 quilos. Tudo muito enxuto. Andar leve é o segredo.
       
      Eu usava tênis (um Asics Fuji), meia, calça que vira bermuda, calça curta de compressão, camiseta, camisa manga longa, corta vento, boné. Óculos de sol eu perdi em Entre Rios. Levava também dois bastões de caminhada, essenciais tanto em subidas quanto descidas. No bolso esquerdo da calça o celular. Numa pochete, dinheiro, cartões de crédito e débito e um iPod Mini, que usava pra marcar a distância percorrida.
       
      Na chegada de cada cidade ia até o ponto final indicado na planilha, onde desligava a contagem da distância. A partir daí ia procurar local pra carimbar o passaporte e pousada (às vezes era no mesmo lugar). No local de estadia, um ritual: tirava tudo da mochila, conferia se estava tudo ok, tomava um banho quente e demorado, botava a roupa de cidade, descansava um pouco e ia procurar o que comer e conhecer a cidade. Voltava, atualizava o blog e normalmente já estava dormindo antes das nove.
       
      Como a maioria das cidades é bem pequena, não tinha muito o que ver. A igreja (que em muitas era o ponto de chegada) e muitas vezes só. Mas acontece que em muitas dessas cidades as atrações mesmo estão no entorno, como as cachoeiras em Carrancas ou Milho Verde. Aí não dava pra visitar, mas ia anotando mentalmente os lugares que quero voltar (Diamantina, Milho Verde, Serro, Morro do Pilar, Circuito das Águas).
       
      Dos 32 dias de Estrada Real, andei efetivamente 28. Tirei quatro dias “zero”, onde fiquei parado. Não andei os dias 12, 14, 19 e 20. Quando cheguei a Caeté, do lado de BH, passei a ir dormir em casa ao invés de procurar pousada. Era mais barato e mais confortável. Além de Caeté, fiz isso em Sabará e Rio Acima. Tirei um dia zero antes de voltar a Rio Acima e seguir a Glaura, onde Alê foi me encontrar e tirei o segundo zero. Depois voltei de São João Del Rei pra BH para um final de semana com a família. Nos 28 dias caminhados foram percorridos 1.172,45 quilômetros. O que dá uma média de uma maratona (quase 42km) por dia. Não conto aqui as caminhadas pra procurar pousada, restaurante, farmácia ou sinal no celular. Meu ritmo de caminhada é puxado e paro raramente. Nos dias que andei pouco, fiz quase 30 km (de Conceição do Mato Dentro a Morro do Pilar e de Capela do Saco a Carrancas). Vários foram os dias com mais de 50. O último, de Cunha a Paraty, bateu nos 60, doze horas de caminhada quase sem parar.
       
      Mas tenho que confessar: eu não fiz a Estrada Real completa. Além do Caminho Novo (Ouro Preto a Petrópolis), ficaram faltando trechos em todos os caminhos que fiz. O Caminho dos Diamantes, por exemplo, sai de Diamantina e vai a Ouro Preto. A partir de Cocais segue para Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Santa Rita Durão, Camargos e Mariana. Por causa do acidente em Bento Rodrigues, que ficava entre Santa Rita e Camargos, a estrada está bloqueada a partir de Santa Rita, o te obriga você a pegar um asfalto com grande número de caminhões e sem acostamento. Por causa disso optei por pegar o Caminho do Sabarabuçu, que começa em Cocais. No caminho do Sabarabuçu não andei o trecho final, de Glaura a Ouro Preto. E no Caminho Velho, o trecho inicial, que sai de Ouro Preto, passa por Glaura e vai a Santo Antônio do Leite, também foi omitido (fiz de carro com a Ale). Sem contar que saltei Itamonte. Se tivesse feito todos esses trechos seriam pelo menos mais 150 quilômetros. Mas não acho que tenham comprometido a caminhada e seu objetivo.
    • Por luiz-gonzaga.barbosa-aragã
      Essa travessia envolveu um percurso de quase 170 km. Fui sozinho, entre 11 e 18 de julho de 2017.

      Começa no povoado "fantasma" de Cemitério do Peixe e termina em outro povoado, Serra dos Alves. Sempre de norte pra sul.

      Mochila cargueira (70 litros no mínimo) com material de cozinha + suprimentos para 10 dias é importante.

      Levei aquele aparelhinho, o Spot Satellite Messenger, comprado em 2013 (mais conhecido hoje como Spot Gen3) para o caso de um resgate emergencial (que pra mim seria uma picada de cobra, um osso quebrado ou uma cólica renal - quem já teve pedra nos rins, sabe do que tô falando…). Como eu disse, estava “solo”.

       
      Saí de Taubaté-SP de ônibus para BeloHorizonte-MG; de BH peguei outro busão para Conceição do Mato Dentro e de lá, outro pra Congonhas do Norte. Aí tem um problema de logística: não existe transporte oficial para o povoado de Cemitério do Peixe. Carona? Não tem tráfego constante pra lá… carro? Vc sozinho vai sair caro. Moto? Foi o que me sobrou: conversa daqui e dali, consegui a garupa de uma motoca por 50 reais. Detalhe: não vá com a mochila nas costas, peça pra colocar sobre o tanque ou coisa parecida. Serão 33km até Cemitério do Peixe e chegará com a lombar no bagaço (isso se não cair da moto, pois será uma briga constante com o seu centro de gravidade naquela garupa).

      No povoado do Cemitério do Peixe, comecei a caminhar perto do pôr do sol, pois os horários de ônibus vão te colocar nessa enrascada. Caminhei então apenas 1km para sair da área do Peixe (antes fiz um “turismo” pela vila “fantasma”) e acampei a primeira noite ali por perto mesmo.

       
      Nos dias seguintes, sempre comecei a caminhar no máximo às 0800h e parava sempre por volta das 1700h (lembrando que o pôr do sol era perto das 1730h). Depois do camping próximo ao Peixe, acampei mais 3 noites antes de chegar no povoado da Lapinha (a noite Nr 04 foi próxima ao Poço do Soberbo, antigo garimpo de diamantes). E a noite Nr 05 já foi na Lapinha da Serra.

      Ali abasteci a mochila com suco em pó, biscoito e pão sovado numa das 3 mercearias que lá existem. Detalhe: do Peixe até ali só cruzei com 2 cavalos soltos no cerrado. Ou seja, prepare-se pra ouvir apenas sua respiração/batidas do coração/passadas durante esses dias.



      Depois da Lapinha, parti na direção do Alto do Palácio, para entrar no PARNA CIPÓ (Parque Nacional da Serra do Cipó), emendando o Trekking com a famosa travessia daquele parque.

      Saindo da Lapinha é fácil perceber a saída nítida pra sudeste, logo depois da saída para leste na clássica travessia para Tabuleiro.



      Não é uma trilha muito usada. Depois que vc sobe a serra, lá no planalto, terá uma vista maravilhosa de uma campina bem extensa e verde até onde a vista alcança. E uma casinha vazia na direção SE. Segui direto pra ela. Lá eu encontrei a passagem para outro compartimento do terreno que, através de algumas estradas abandonadas e fechadas, e depois de pular uma porteira trancada com cadeado, me levaram até o asfalto da MG-10 de onde foi fácil encontrar a sede do Parque Nacional, chamada de Alto do Palácio e assim entrar no PARNA CIPÓ.



      Um detalhe: o planejamento inicial era chegar na estátua do Juquinha na MG-10, via Cachoeira da Capivara (que está fechada ao acesso de turistas). Essa cachoeira fica nas terras da CEDRO TEXTIL que mantém uns “vigilantes” moradores por ali, cuidando da pequena Usina Hidrelétrica que gera energia para a fábrica de tecelagem. Um grupo grande caminhando por ali pode chamar a atenção. Encontrei com um vigilante, o Toninho, “gente boa” que, ao me descobrir “sozinho” naquela aventura, não encheu o saco e até me ensinou o caminho para o asfalto. Mas optei seguir a rota que eu havia planejado em casa e estava no GPS (e que era mais a LESTE da cachoeira). Olhando o Google Earth agora, talvez subindo a cachoeira, eu chegasse mais rápido ao asfalto… acabei que não segui nem via Cachoeira, nem via Juquinha. Fui por umas estradas antigas que por lá existem.



      Não consegui chegar no asfalto naquele mesmo dia e dormi a noite Nr 06 acampado de novo longe de tudo. No dia seguinte, acabei batendo numa ponte “destruída”, o que me fez explorar as redondezas dela para cruzar o rio que não dava vau. Perdi tempo ali mas conseguir cruzar o rio.



      Depois, já dentro do Parque, acampei a noite Nr 07 na Casa de Tábuas e a noite Nr 08 na Casa de Curral - locais obrigatórios para pernoite - dentro dessa última casa, o pessoal do ICMBio/Brigadistas de Incêndio, ficam lá por 7 dias pernoitando e patrulhando o parque e revezando com uma outra turma de 5 brigadistas semanalmente. Ou seja, não conte com pernoite dentro da Casa de Curral. Fica cheio de funcionários. O chefe da equipe daquela semana era o Geraldinho, gente boa.



      A noite Nr 09 (se necessário caso esteja cansado) já pode ser no povoado de Serra dos Alves, que é bem menor que Lapinha ou um pouco antes de chegar no povoado, se não quiser pagar camping/pousada. Lá só existe a pousada Portal da Serra, do Sr. Francisco, que cobra 70 reais a diária pra uma pessoa. Eu apenas almocei ali (25 reais com WIFI), tomei um banho e paguei 60 reais para me levarem, desta vez de carro ) até Ipoema, cidade próxima, onde peguei um busão de volta pra BH (direto em 2 hs) e de lá, outro pra Taubaté-SP



      Total de km: 169.

      Total de noites: 8.

      Média de km diário: 20km

      Obs.:

      - Levei um GPS MAP64s da Garmin, com os tracklogs planejados em casa.

      - Levei um mosaico de 4 cartas topo na escala 1:100.000 (Baldim, Presidente Kubitscheck, Conc Mato Dentro e Itabira), recortei o que interessava e plastifiquei.

      - Água: 2 litros no CamelBak e 1,5 litros pra cozinhar num Dromedary da MSR.

      - Clorin em todas as águas que bebi.

      - Meu BIG THREE (Pack/Shelter/Sleeping) : mochila Deuter Air Contact Pro 70+15 (velha e pesada…3,3kg), Barraca Kelty Salida 2 pessoas (1,8kg fly+corpo) e o saco de dormir da Marmot Plasma -1C pena de ganso (0,650kg).

      - Temperaturas variaram entre 7 graus de noite e 36 graus durante o dia.

      - Kit S.O.S com antibiótico + remédio pra cólica renal + diversos: fundamental. Usei antiinflamatórios (gripado).

      - Não precisa de luva nem facão de mato (pro pessoal que tá acostumado com a Serra da Mantiqueira).

      - Não paguei nenhum tipo de taxa para passar/entrar/permanecer em lugar algum. Nem no PARNA CIPÓ.

      - Entrei em contato com o ICMBio para solicitar autorização para entrar no PARNA CIPÓ via e-mail.

      - Encontrei “seres humanos” apenas na Lapinha (noite Nr05); mais tarde o vigia Toninho da CEDRO (antes da noite Nr 06) e depois, dentro do PARNA CIPÓ nas duas noites apenas com um grupo de universitários fazendo a travessia do Parque, ou seja, é uma caminhada bem isolada e solitária: esteja preparado física e psicologicamente pro caso de dar pane no trajeto.





    • Por casal100
      A viagem foi concluída em fevereiro/2013, foram mais de 850 kms entre Ouro Preto x Paraty (+) 100 kms entre Paraty x Aparecida(sp) (+) 20 kms no PN Itatiaia(cachoeiras) (+) 20 kms Visconde Mauá até o PASSA UM.
       
      Vejam mais no relato: estrada-real-a-pe-caminho-velho-jan-fev-2013-t81301.html
    • Visitante
      Por Visitante
      Estrada Real – Caminho Velho / Paraty a Ouro Preto – 4x4
       
      Há algum tempo que eu planejava percorrer a estrada real, e depois de conseguir informações suficientes, grande parte no próprio site da estrada real http://www.estradareal.tur.br o que faltava definir era qual caminho e como percorrê-lo. Devido ao pouco tempo, decidi que o primeiro caminho seria o caminho velho e seria de 4x4, assim, teria uma base de como é o percurso e suas dificuldades.
       
      Desde o inicio que planejei a estrada real, queria fazer a pé, o que somente o caminho velho leva em torno de 48 dias caminhando. Infelizmente, não disponho desse tempo e agora que finalizei o percurso de 4x4, vi que embora caminhar leve suas vantagens, sobretudo visualizar e sentir a estrada real mais intensamente, a cada passo e cada gota de suor perdida no calor das Serras, quando o caminho nos leva as rodovias o perigo é eminente. Muitos trechos não há acostamento, e ficava ao todo tempo imaginando eu mesma passando por esses trechos. Bicicleta também não me arriscaria. Bom, acho que escolhi o melhor trajeto e meio de me locomover, ao menos, para as MINHAS necessidades.
       
      De São Paulo a Paraty
      Fiz o caminho ao contrário, subindo ao invés de começar por Ouro Preto. Achei que fazia mais sentido, e a volta eu poderia passar em alguns trechos ou fazer outro caminho.
      Deixei São Paulo no começo da tarde, e só nesse trecho já é uma aventura... A serra Taubaté – Ubatuba estava lindíssima, muitas árvores com flores roxas, alegrando todo o caminho, lindo de ver. O que não foi lindo de ver foram todos os acidentes que vi na viagem, só de SP a Paraty foram três carretas tombadas, e todas em curvas.
      Cheguei em Paraty à noite, e fui logo rever a cidade que já não visitava há dois anos. Caminhei pelas ruas de pedras de Paraty, o centro histórico é um deslumbre a parte... Muitos tropeções depois (andar naquelas ruas de pedras é complicadinho viu rs) Cervejas, papo furado e música ao vivo, voltei ao carro para um cochilo rápido, pois as 7:00hs eu precisava retirar meu passaporte da Estrada Real no Centro de informações ao turista, ali no centrinho mesmo, em frente à Pousada do Sandi. Esse passaporte pode ser retirado em Paraty, Ouro preto e Diamantina, assim como o certificado do final do trajeto percorrido.
      As 7:20hs estava em frente ao Centro de informações, e foi aí que soube que só abriria as 9:00hs. Tudo bem, tomei um ótimo Café e caminhei mais um pouco sem pressa no cais e centro histórico de Paraty.
       

      A atendente foi super atenciosa, me entregou o passaporte e ficou receosa sobre eu subir a serra de Paraty a Cunha. Isso por que ano passado as vésperas de Natal, houveram vários incidentes na serra de assaltos e até mesmo morte. E por eu estar sozinha, a recomendação era que eu voltasse por Taubaté e seguisse para Cunha. Bom, o caminho era esse e eu lembrava desse caminho, e sabia que era muito lindo de se ver, queria novamente percorrê-lo e segui em frente, não antes de visitar alguns pontos interessantes de Paraty.
       
      Segui para a Cachoeira da Pedra branca, e passei um bom tempo por lá aproveitando que não havia mais ninguém, e proseando com o senhor que toma conta do local, que também recomendou que eu não fosse pela serra, devido estar só. A cachoeira na parte de cima estava maravilhosa, a água estava em uma temperatura muito boa e aproveitei bastante. No caminho, ainda passei pela Cachoeira do Escorrega, onde várias pessoas estavam aproveitando o local, e subi mais um pouco para o poço do Tarzan, que fica subindo a cachoeira do escorrega, e tem uma pedra alta onde os mais corajosos pulam de lá, gritando... Daí, o nome do lugar. Ali sim, curti mais um pouco a água para refrescar pois o calor estava muito forte e ainda era cedo.

       
      Enfim, a Serra de Paraty Cunha. Trecho pavimentado 36km – Estrada de terra 20km.
      Foi muito tranqüilo e até alguns carros baixos estavam descendo. A não ser um Honda Fit que decidiu voltar no meio do caminho rs. No KM 38 a vista de Paraty é de tirar o fôlego, parei rapidinho e tirei algumas fotos mas, não fiquei muito com receio de ficar muito tempo por ali sozinha.

       
      Em Cunha, carimbei o passaporte no centro de informações e bati papo com os funcionários de lá, todos ávidos em saber sobre o caminho e ouvi com suspiros “ah seu eu pudesse”... Bom, tudo é possível, basta querer não é mesmo? O centro de Cunha achei uma correria, já conhecia a cidade, mas somente as cachoeiras do Desterro e Pimenta, o centro mesmo não conhecia ainda e parti dali logo quando pude rs. Para meu próximo destino escolhi Passa Quatro, que já tinha apenas passado por lá para iniciar e finalizar a travessia da Serra Fina, mas não tive tempo de conhecer a cidade, o que resolvi nessa minha estadia.
       
      Centro de Informações (Centro)
      Telefone: (24) 3371-1222
      Endereço: Rua Dr. Samuel Costa, 29 – Centro Histórico.
      Horário de funcionamento: 09h00min às 20h00min – Todos os dias
       
      Passa Quatro
      Cheguei em Passa Quatro no final da tarde, a cidade é muito aconchegante e o visual das montanhas ao redor é de sentir saudades da Travessia da Serra Fina. O centro de informações ao visitante já estava fechado, porém, a Pousada São Rafael carimba o passaporte e te dá todas as informações do que fazer na cidade e também um preço camarada para hospedagem. Não me hospedei nessa pousada, e sim, no hostel Harpia onde fui muito bem recebida pela Dona Doca. É um casarão enorme, que era uma fazenda antigamente na própria cidade. O lugar é bem limpo, chuveiro quente, cozinha, wi fi, e a vista para a montanha é revigorante.
       
      Foi muito bom bater papo com a Doca, que além de me deixar a chave do lugar, pois só voltava no dia seguinte para fazer o Café da manhã para mim, e como eu era a única hospede, o casarão foi todo meu hehe. Não bastasse a simpatia dela, ainda buscou limões do pé para eu fazer uma limonada a noite antes de ir dormir, e após voltar da cidade. Detalhe: A cidade de Passa Quatro dorme as 20:00hs kkkkk... Andei pela cidade e tudo já estava fechado, salvo a Choperia Napoleão, não podia finalizar a noite sem uma cervejinha. Ainda hoje, trago belas lembranças dessa cidade viu
      Voltei ao casarão flutuando rs, dormi um pouco e as 7:30hs o café estava pronto pela Dona Doca. Sai do quarto bem recebida pelos gatinhos do quintal que corriam para lá e para cá rs. Reorganizei a mala do carro, me despedi da Doca e fui até a estação de Passa Quatro, e comprei o bilhete para passear no trem conduzido por uma Maria Fumaça marca Baldwin de 1929.

      O roteiro começa na histórica estação de Passa Quatro, com uma parada para compras na Estação do Manacá, seguindo até à Estação Cel. Fulgêncio, na boca do túnel de mesmo nome, na divisa de MG/SP onde a memorável batalha entre os dois estados foi travada com presença de JK. Um percurso histórico de 12km inaugurado por D. Pedro II, no século XIX. O cenário é deslumbrante: uma floresta de Mata Atlântica e muitas montanhas, vales e riachos. Viagem embalada por um violeiro muito animado.

       

       
       
      O passeio dura cerca de 2 horas e possui duas saídas: Sábados as 10:00hs e 14:30hs, Domingo somente as 10:00hs.
       
      Por volta de 12:30hs estava de volta a Passa Quatro e segui viagem para Itanhandu.
       
       
      Pousada São Rafael - A diária estava R$ 130,00
      Telefone: (35) 3371-2211
      Endereço: Rua Ângelo D'Alessandro, 95 - Centro
      Horário de funcionamento: 08h00min às 23h00min – Todos os dias
       
      Hostel Harpia - Pernoite R$ 60,00
      Rua Ângelo D’Alessandro, 137 – Centro de Passa Quatro – MG
      (35) 3371-2616
      (35) 9149-0080
       
      Chopperia Napoleão
      Rua Tenente Viotti, Centro
       
      Trem da Serra (Maria Fumaça) - Valor passeio R$ 45,00
      - Maiores informações, reservas e viagens especiais:
      - Tel: (35) 3371 2167


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