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Uruguai-Argentina-Chile-Peru-Bolívia, 3000 reais (42 dias)


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42 dias, gastei pouco menos de R$ 3000,00

 

Resumo da viagem:

São Paulo – saída dia 26 de janeiro

Porto Alegre – chegada dia 26 e saída dia 28 janeiro

Montevidéu – chegada dia 29 de janeiro e saída dia 04 de fevereiro

Colônia de Sacramento – chegada e saída dia 4 de fevereiro

Buenos Aires – chegada dia 4 e saída dia 19 de fevereiro

Mendoza – chegada dia 20 e saída dia 24 de fevereiro

Santiago – chegada dia 24 e saída dia 28 de fevereiro

Cuzco – chegada dia 2 e saída dia 4 de março

Campo Grande – chegada dia 7 e saída dia 9 de março

São Paulo – chegada dia 9 de março

 

Galera, fiz essa viagem entre 26 de janeiro e 9 de março de 2013. Foi a viagem mais incrível que já fiz na vida, eu não tenho palavras para descrever o quanto, portanto, se vocês estão querendo adquirir cultura, praticar seu espanhol e seu inglês e conhecer pessoas do mundo inteiro façam um mochilão. Hoje minhas redes sociais estão internacionais e viciei em pesquisar por viagens, espero que meu roteiro de viagem ajude muitas pessoas que desejam se aventurar por um caminho longo e relativamente muito barato. Como as passagens de avião para fazer dentro do Brasil estão muito baratas fiz apenas vôos para dentro do país, os outros trajetos realizei de ônibus para economizar. Confiram:

 

São Paulo – Porto Alegre – Montevidéu – Buenos Aires – Mendoza – Santiago – Arica – Tacna –Arequipa – Cuzco – La Paz – Santa Cruz de la Sierra – Quijarro – Corumbá – Campo Grande – São Paulo.

 

São Paulo

 

Minha viagem começou em São Paulo, no dia 26 de janeiro de 2013, um sábado de feriado prolongado pelo aniversário da cidade no dia 25. Na época estava morando no Butantã e precisava me deslocar até o aeroporto de Guarulhos, pesquisei minha viagem desde ai, um táxi custaria no mínimo 120 reais, mas, descobri que na estação Tatuapé do metrô sairia um micro-ônibus de 20 em 20 minutos em direção ao aeroporto, custando pouco mais de 4 reais, foi isso que fiz, com uma mochila cargueira de 80 litros nas costas e uma outra mochila com alças para as mãos cheguei ao aeroporto sem problemas. A passagem de São Paulo para Porto Alegre pela Avianca custou 189 reais com todas as taxas inclusas, comprei pelo site submarinoviagens.com.br e valeu muito a pena, para se ter uma ideia, a passagem de ônibus custaria 200 reais, hoje não vale mais a pena fazer grandes distâncias de ônibus para economizar dinheiro, hoje tudo é mais viável no nosso país.

 

Porto Alegre

 

Chegando em Porto Alegre no dia 26 de janeiro, ainda pela manhã me desloquei até o hostel que iria me hospedar por 2 dias, o Hostel Porto do Sol (30 reais a diária), muito bem localizado, bem ventilado, funcionários educadíssimos e atenciosos, no entanto, o banheiro dos homens ficava no térreo e o quarto no primeiro andar, ou seja, acordar com vontade de ir ao banheiro de madrugada era fazer uma maratona para chegar do outro lado do albergue, é claro que nesse caso eu usava o banheiro das mulheres, pois até eu voltar já teria perdido o sono kkkkkkkkkkkkk. Porto Alegre não é uma cidade turística, pode acreditar, palavra dos próprios portalegrenses. Mas tenho que dizer que pedir informação ou uma ajuda para os gaúchos é de impressionar, eles param e explicam sem nenhuma cerimônia, um povo muito simpático que está sempre disposto a te auxiliar e achei uma cidade muito barata, almoçava muito bem por 10 reais, existe condução para todos os lugares. O que fiz então foi visitar os poucos lugares interessantes da cidade como o centro histórico e algumas praças de artesanato, além das baladas é claro, já que cheguei em Porto Alegre no fim de semana e pude aproveitar bastante a noite de lá. Os pontos turísticos de Porto Alegre não são muito distintos das grandes cidades da América do Sul como mercadão, construções históricas e bairros boêmios. Preferi ir primeiro a Porto Alegre, pois não conhecia o Rio Grande do Sul e era bem viável fazer a viagem de ônibus até Montevidéu, sendo assim, economizaria uma grana, já que meu plano de viagem não caberia compra ida e volta de avião, mas se quiserem fazer por essa via compensa muito, as passagem de ida e volta de avião internacionais são mais baratas que só de ida, portanto, se forem visitar 1 ou 2 países compensa voltar pelo mesmo lugar que chegou, mas para mim não valeria a pena, já que voltaria para o Brasil pela Bolívia. A passagem de Porto Alegre a Montevidéu custou 170 reais e durou por volta de 16 horas, cheguei em Montevidéu sentindo a sensação de estar um outro país pela primeira vez entre 8 e 9 da manhã.

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Montevidéu

 

Cheguei em Montevidéu dia 29 de janeiro. A rodoviária de Montevidéu é de surpreender, muito bonita e com uma casa de câmbio lá dentro. Viajei para o Uruguai sem pesos uruguaios, estava apenas com reais e meu cartão do banco, então, realizei saques nos caixas eletrônicos em todos os países que passei, mas fica a dica, é muito mais vantajoso trocar dinheiro nas casas de câmbio, no caixa eletrônico você acaba perdendo dinheiro pelas taxas que são cobradas por saque e pelo preço mais barato da moeda, mas fiz isso por segurança. Na viagem, o mais interessante é que você entrega o seu RG ou no meu caso o passaporte para a auxiliar de bordo e nem vê quando passa pela fronteira, a passagem é muito fácil e rápida, nem precisando sair do ônibus, como foi de madrugada e estava no terceiro sono não faço a menor ideia de quanto tempo durou.

Fui da rodoviária para o Hostel Ukelele (27 reais a diária) de ônibus mesmo, pedi informação na porta da rodoviária e os uruguaios são pessoas incríveis, adoram os brasileiros. O Hostel é uma mansão, o melhor lugar que já me hospedei na vida, os funcionários extremamente atenciosos, os hóspedes do mundo todo fenomenais e o hostel tem uma piscina incrível e isso é um ponto muito importante no Uruguai, quando fui estava um calor infernal. O hostel é muito bem localizado e está perto de tudo, recomendo o site http://www.booking.com/ para fazer reservas de albergues, leia todos os termos de cancelamento e uso e por mais que você faça a reserva no seu cartão de crédito, eles sempre cobram na hora da entrada no hostel e eles não descontam do seu cartão, pelo menos no meu caso não descontaram.

O mercado municipal é muito bonito, a orla é um ótimo lugar para se exercitar, em minha opinião a melhor forma de conhecer os pontos turísticos dos lugares é pesquisando na internet mesmo, no meu caso, levei meu notebook, fiquei com muita dúvida se levaria ou não, por uma questão de segurança e por espaço, já que minhas duas malas estavam estufadas, mas levei e não me arrependo nadinha, creio que para viagens curtas de uma ou duas semanas é viável usar o computador do hotel, mas em viagens longas recomendo sim, principalmente para mim, que queria conhecer a vida noturna dessas cidades, nesse caso, o notebook foi essencial. Infelizmente passei por uma situação desagradável em Montevidéu, quando estava assistindo o carnaval de rua fui furtado, me roubaram 200 reais, tiraram a carteira do meu bolso na muvuca, graças a Deus devolveram os documentos e consegui prosseguir minha viagem.

Obs: as uruguaias são muito, muito, muito bonitas e posso dizer que toda população uruguaia é assim, até os mendigos usam cachecol ou echarpe.

Atenção: Montevidéu é a cidade mais cara que estive na América do Sul, é tão cara que até os europeus que tem seus euros compravam comida no supermercado para fazer na cozinha do hostel.

Em Montevidéu fiquei uma semana e de lá fui de ônibus até a cidade de Colônia de Sacramento.

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Colônia de Sacramento

 

Dia 4 de fevereiro cheguei em Colônia de Sacramento (3 a 4 horas de viagem), não me recordo do valor da passagem até Colônia, aliás, isso será um problema da minha descrição de viagem daqui para frente, mas creio que não passou dos 40 reais (acho importante colocar os preços em reais para os mochileiros de primeira viagem).

A cidade de Colônia é bem pequenininha, dá para caminhar por ela e isso não vai demorar mais que 2 horas, contando com paradas e visitas aos museus, lá você compra um ingresso que te dá direito a visitar todos os 7 ou 8 museus da cidade. Trata-se de uma cidade portuária que faz fronteira com a Argentina, mas é claro que tem o oceano dividindo as cidades de Colônia e Buenos Aires, por isso, é necessário pegar um barco até o outro lado. Fui pela empresa Seacot, creio que paguei pouco menos de 100 reais no trajeto mais rápido, de 1 hora.

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Buenos Aires

 

Cheguei em Buenos Aires dia 4 de fevereiro a noite. A primeira vista a cidade de Buenos Aires é linda e a segunda, terceira e quarta vista também. Sou de São Paulo, amo minha cidade, mas tenho que reconhecer que em matéria de beleza Buenos Aires é incrível.

Fui até o Hostel Milhouse (creio que 25 reais a diária) de ônibus e minha primeira surpresa, ao entrar me deparei com o motorista e uma trambolho de metal, perguntava ao motorista como pagava a passagem e ele falava tão rápido que não conseguia entender nada, mas, como Deus é poderoso e como tem brasileiro em todos os lugares, tinha um brasileiro no primeiro banco do ônibus que me explicou que na Argentina só se paga ônibus com moedas, então, ele me deu as moedas para seguir viagem. A maioria dos portenhos é gentil, mas quando querem ser grossos eles são campeões, então, não conte com a ajuda deles com um sorriso no rosto sempre, mas encontrei muitas pessoas sensacionais naquele país, tenho alguns que levarei para sempre. Infelizmente sofri muito preconceito por parte dos funcionários do primeiro do Hostel, o Milhouse, comentários por eu ser brasileiro e infelizmente por ser negro, então, mudei de hostel. Saí do centro de Buenos Aires para ir a um bairro boêmio (minha cara kkk) San Telmo, adorei, bairro incrível, mas não vou ficar recomendando lugares, pois isso, é extremamente relativo aos seus gostos pessoais. Fiquei hospedado a partir do dia 8 de fevereiro no Hostel Aires Porteño, lugar muito bom, sendo que a maioria das camas é de solteiro, já que, particularmente acho um incômodo dormir em beliche. Esse é o lugar que mais fiz amigos, mas que infelizmente irá fechar, uma pena!

Lugares imperdíveis em Buenos Aires são os bairros de Recoleta, San Telmo, Caminito, Puerto Madero e não percam os museus da cidade, principalmente um que não é muito conhecido pelos turistas, o da Eva Peron, além do cemitério, parques e o estádio do River e Boca. A vida noturna de Buenos Aires é abundante, mas, para quem é de São Paulo irá perceber que não tem cidade melhor para noite que a capital paulista, mas as argentinas gostam muito dos brasileiros (rsrs), um ponto mais que positivo, se é que vocês me entendem. Ok, acabei ficando 2 semanas em Buenos Aires e não me arrependo, foi muito divertido, inesquecível. Saí de Buenos Aires dia 19, de ônibus como sempre, mas não me lembro mesmo quanto foi a passagem até Mendoza, mas creio que foi um pouco caro, entre 100 e 150 reais, mas posso estar redondamente enganado.

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Mendoza

 

Cheguei em Mendoza dia 20 de fevereiro pela manhã numa viagem que durou entre 16 a 18 horas, era uma terça-feira, reparem que optei por viajar sempre no período da noite para aproveitar mais os dias, mas sou bom para dormir, as pessoas que não conseguem dormir em qualquer lugar podem fazer um opção diferente. A cidade de Mendoza fica a beira da Cordilheira dos Andes, a cidade é linda e muito se engana pensar que se trata de uma cidade pequena, na verdade, achei grande demais, lá tem de tudo, desde linhas de ônibus até taxi para o período da noite, já que os lugares não são tão perto assim. Tive sorte da rodoviária não ser muito longe do Hostel, mas tive que andar uns 20 minutos até lá, mas cheguei sem muitos problemas no Hostel Lagares (20 reais a diária). A princípio iria ficar 2 dias na cidade, mas acabei ficando 4, isso porque a cidade é encantadora, as pessoas ao contrário de Buenos Aires são todas muito gentis e as mulheres são muito bonitas. Quando se pesquisa sobre Mendoza encontra-se passeios como vinícolas, passeios equestres, desculpe a sinceridade, mas são passeios de velho, então só fui para Mendoza porque era caminho para Santiago no Chile, mas quando cheguei no Hostel e vi os passeios radicais falei “agora eu vou realizar meus sonhos”. Nesses 4 dias fiz rafting pelas corredeiras, canopy, que é uma espécie de tirolesa mas sentado, saltei de bungee jump e fiz um passeio que dessa vez vou recomendar, se chama Alta Montaña, nesse passeio você é levado a conhecer as montanhas mais altas das Américas, como o Aconcágua, indo até a fronteira com o Chile, lá faz 0 grau mas a visão é incrível. Sai de Mendoza dia 24, sempre viajei no período da noite, mas o caminho de Mendoza a Santiago já faz parte do turismo. É muito conhecido o caminho em caracol logo depois da fronteira do lado chileno e as montanhas cobertas de neve do lado argentino, mas, esse último, já é realizado no passeio de Alta Montaña, que recomendei anteriormente.

A fronteira da Argentina com o Chile foi a primeira que tive que sair do ônibus para fazer os trâmites legais e foi bem demorado, creio que umas 2 horas, por isso, acabei chegando em Santiago apenas no final da tarde, durando cerca de 9 horas a viagem, mas não me recordo do valor.

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Santiago

 

Cheguei em Santiago por volta das 17 horas do dia 24 de fevereiro, a cidade de Santiago é muito organizada, tem metrô pela cidade inteira (ônibus urbano pra que?que inveja, exemplo pra São Paulo), cheguei no Hostel Casa Mosaico Backpacker e foi esse hostel o mais barato de todos que me hospedei durante toda viagem, onde paguei menos de 18 reais a diária e vocês verão a diferença de preços quando chegar em Santiago, lá é tudo muito barato, você consegue almoçar num belo restaurante por 8 ou 9 reais. Eu gostei muito desse hostel, um café-da-manhã muito bom, muitos brasileiros no hostel e uma localização privilegiada, mas o ruim foi que os quartos não tinham ventilador, mas conversei com o dono e ele me garantiu que iria providenciá-los em breve. Confesso que não achei a cidade muito atraente para os turistas, os moradores da cidade e os amigos chilenos que fiz na Argentina e os reencontrei em Santiago me falaram que o melhor da região não era Santiago e sim Viña del Mar e Val Paraiso, mas tinha que chegar em São Paulo no máximo dia 10 de março e ainda tinha um longo caminho pela frente, então resolvi ficar na cidade apenas por 4 dias, mas aproveitei bem a noite de lá.

Atenção: a partir daqui para usar o banheiro público tem que pagar!

Por favor conheçam o museu Chascona do Pablo Neruda, mas ainda tem o Mercado Central, Plaza de Armas, Cerro Santa Lucia (muito bonito, mas prefiro o Pico do Jaraguá) e Cerro San Cristobal.

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Arica, Tacna e Arequipa

 

Saí de Santiago no dia 28 de fevereiro para uma viagem muito longa até o extremo norte chileno, pois dali, meu destino era a cidade de Cuzco, mais precisamente o tour sulamericano mais sonhado pelos mochileiros, Machu Picchu. Creio que paguei mais de 100 reais de Santiago a Arica, uma viagem desgastante de 30 horas passando pelo deserto do Atacama por horas e horas. Arica é apenas um lugar fronteiriço para se chegar ao Peru e o que irei postar é muito importante para os mochileiros de primeira viagem, ao chegar na rodoviária peça informações de onde pega táxi até Tacna, primeira cidade peruana, creio que foi uns 15 reais, bem baratinho pela distância que ele percorre, o táxi vai lotado com outros passageiros e o taxista ajuda na passagem da fronteira, é tudo muito rápido, acredito que o trajeto e a passagem da fronteira demore 1 hora e meia no máximo. Quando cheguei em Tacna já era muito tarde, quase meia noite e pela primeira vez passei um perrengue terrível, não tinha mais ônibus para Arequipa, já que não tem ônibus direto para Cuzco, então, fui procurar um hotel para passar a noite e é claro que não tinha mais vagas em nenhum deles, então, voltei para a rodoviária e dormi lá mesmo, nos bancos da rodoviária até as 5 da manhã do dia 1 de março. Naquele momento já estava muito tempo sem tomar banho, então aproveitei para usar a ducha da rodoviária (que era podre) e para comer, aliás, preparem-se para engordar no Peru, a comida é maravilhosa e muito barata. Outro problema que tive que enfrentar, não conseguia sacar nos caixas e estava quase sem dinheiro, mesmo assim consegui comprar uma passagem para Arequipa. Saí de Tacna as 5 da manhã do dia 1º de março e cheguei em Arequipa por volta da 1 hora da tarde, fui até uma lan house e entrei no site do Banco do Brasil e descobri que o meu banco só permitia realizar saques de até 30 dólares, a partir de então fiquei aliviado e consegui fazer minhas operações bancárias. De Arequipa fui para Cuzco, viajei as 4 da tarde e cheguei 3 da manhã em Cuzco, sou muito resistente ao frio, mas dessa vez eu subestimei meus limites, quis fazer a viagem de blusa, mas de bermuda, passei um frio terrível e lamentavelmente a janela estava toda úmida, além de estar com frio estava molhado.

Obs: Esqueçam de comprar passagens via internet, principalmente no Peru e na Bolivia as empresas de ônibus nem website tem, então, você só saberá o valor e os horários das viagens direto nas agências.

 

Cuzco

 

Cheguei em Cuzco dia 2 de março as 3 da manhã, peguei um táxi super baratinho até o Hostel Casa Azul (25 reais a diária), aliás, a cidade é bem barata, a única coisa cara na cidade são os passeios turísticos. Cuidado com os taxistas, quando eles não sabem o endereço te mandam para um lugar qualquer e te deixam lá, além disso, a vida noturna da cidade é bem escassa e o que tem lembra muito um puteiro, então, fiquei nos passeios o tempo todo.

No primeiro dia conheci a cidade de Cuzco, já que não é possível comprar os passeios mais importantes nas agências no mesmo dia, sendo assim, fui dar um passeio pela cidade e é encantadora, linda, limpa, iluminada, um conjunto arquitetônico belíssimo, sem palavras. No dia 3 de março fui iniciar meu passeio para Machu Picchu (cerca de 100 dólares o pacote), a van sempre te pega na praça principal, nesse dia, iniciei a viagem as 8 da manhã, o caminho é longo e perigoso, como vocês podem ver na foto dois palmos para o lado a van cai num precipício. Cheguei a Hidroelétrica as 2 da tarde, de lá você tem duas opções, ou vai de trem ou vai andando pelos trilhos, que é bem perigoso, principalmente quando o grupo que está com você pega o caminho errado e passa por túneis que não era para passar, mas economizei uma boa grana. A caminhada é perigosa, mas a vista que você tem das montanhas é gratificante, sendo assim, são mais de 4 horas de caminhada, chegando na micro cidade de Águas Calientes as 7 da noite, lá, os funcionários do hotel já estão te esperando (a hospedagem já estava inclusa no pacote) e assim você passa a noite naquela cidade. No outro dia antes de amanhecer já começa a caminhada até o topo da montanha, é desgastante, porque tem muita escada, mas em 2 horas se chega com certeza. Lá no alto o guia te espera e você começa a ouvir uma história incrível dos incas e se deliciar numa vista maravilhosa de um dos lugares mais lindos do mundo.

A volta para cidade de Cuzco dá para fazer no mesmo dia chegando as 9 da noite no hostel, de lá não tinha mais tempo, já era dia 4 e como as estradas bolivianas são terríveis decidi ir embora sem conhecer o Valle Sagrado e peguei o ônibus as 10 da noite chegando em La Paz no dia seguinte.

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La Paz, Santa Cruz de La Sierra, Quijarro, Corumbá

 

Cheguei em La Paz ao meio dia do dia 5 de março, o problema da Bolívia é que eles vendem as coisas para você mais caro pois sabem que é turista e as pessoas de lá, vamos dizer assim, não tem uma higiene muito apurada e a comida é horrível, eles adoram pollo a horno, nem queiram saber a nojeira que é, me dá até ânsia de vômito. De lá comprei uma passagem para Santa Cruz de la Sierra que saia de La Paz as 4 da tarde, com a intenção de pegar o trem da morte até Quijarro, divisa com Corumbá no Mato Grosso do Sul, mas como a Bolívia é um país que os policiais param o ônibus o tempo todo para conseguir propina e as estradas são fechadas por deslizamentos e os próprios motoristas têm de sair dos carros para tirar a terra que caiu na estrada, só cheguei a Santa Cruz as 3 e 45 da tarde e o trem que ficava do lado da rodoviária saia as 4, foram 23 horas de viagem, sendo que estava prevista para ser 16, mas eu precisava tomar um banho e comer, estava morrendo de fome, então, decidi pegar um ônibus até Quijarro que saia as 18 horas. Cheguei em Quijarro na mesma hora que o trem chegaria e acabei pagando bem mais barato, quase metade do preço, mas não tive a emoção de andar no conhecido trem. A fronteira da Bolívia com o Brasil é extremamente demorada, passei horas na fila do lado boliviano, até que uma família que fiz amizade conseguiu passar na frente (que feio! rsrs) e me levou junto como se fosse da família, então, do lado brasileiro acontece uma situação muito desagradável, os bolivianos e os peruanos são discriminados ao chegarem no Brasil e passam por uma burocracia terrível para atravessar a fronteira e nós brasileiros e os europeus passamos na frente da fila. De lá peguei um táxi até a rodoviária de Corumbá, e logo que eu cheguei já estava saindo um ônibus para Campo Grande, viagem que duraria 6 horas,

 

Campo Grande e São Paulo

 

Cheguei no hostel em Campo Grande dia 7 de março no início da noite, fui andando do ponto que o ônibus me deixou até o hotel, não me recordo do nome desse hotel, mas tive problemas para confirmar minha reserva, que nesse caso, não fiz no site booking.com, mas consegui fechar com o que tinha acordado, que foi 25 reais a diária. No dia 8 de março fiz um city tour de ônibus pela cidade e no dia 9 de março peguei meu vôo pela manhã para São Paulo (164 reais, com todas as taxas incluídas, comprei uma semana antes pela decolar.com). E assim terminou essa grande aventura, tem alguns detalhes que não tenho como contar por serem experiências pessoais, mas estive perto da morte, me machuquei feio, fiz muias loucuras e tudo isso valeu muito a pena.

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Prezado Marcos

Moro em Botucatu e estou pretendendo ir até Mendoza e Santiago de carro em janeiro com minha família. Gostaria muito de incluir a Bolívia, mas li em seu relato a prática dos policiais bolivianos e resolvi excluir, por enquanto, a Bolívia. De Buenos Aires até Santiago a estrada é tranquila? Tem opções de pernoite? Há segurança?

Prefiro ir de carro para apreciar a paisagem.

Zé Luís

Botucatu, SP

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Zé luiz, eu já li muitos relatos de pessoas que adoraram a Bolívia, no meu caso, eu só usei o país como passagem do Peru para o Brasil. Essa prática nas estradas bolivianas existe e me deu muito medo, pois eles tiram as malas do ônibus e vc não pode ver nada. Tinha coisas de valor na minha mala e a primeira coisa que fazia quando chegada no meu destino era verificar se estava tudo lá, mas a Bolívia é um país muito bonito, infelizmente não conheci a beleza desse país, mas pretendo voltar ano que vem para conhecer os pontos turísticos, mas dessa vez, já sabendo dos hábitos das pessoas de lá. Sinceramente, se vc for de carro não recomendo a Bolívia mesmo, mas talvez vc possa ter uma outra sorte da que eu tive.

As estradas argentinas são muito boas em geral, eu não me recordo da estrada e Buenos Aires para Mendoza, pois, eu dormi o caminho todo, mas creio que seja muito boa. De Mendoza para Santiago a estrada é boa e a vista é maravilhosa, mas me decepcionei um pouco com a estrada de caracol, esperava mais. Na época o caracol estava em reforma, por isso, tinha muito trânsito do lado chileno.

Enquanto a pernoite eu não poderei te ajudar, pois eu não me hospedei em hotéis, apenas em hostels (albergue), nos hostels eles costumam cobrar um preço diferenciado para ficar um pouco mais depois do check out, por exemplo, o check out normalmente é ao meio-dia, mas se quiser ficar até as 6 da tarde vc paga uma taxa que normalmente é um pouco mais que a metade de uma diária, por isso, pode ser que eles negociem como caso a parte, mas não acredito que isso ocorra.

Eu me senti bem seguro tanto na Argentina quanto no Chile, não acredito que terá problemas em viajar de carro por esses países, mas, todo o cuidado é pouco e a burocracia de um assalto fora do país é muito pior que aqui dentro. Abraço, qualquer dúvida e se eu puder te ajudar estou a disposição.

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Jaques Douglas, o que escrevi na verdade foi um exagero (rsrsrrs). É que quando fiz o caminho para Águas Calientes pelos trilhos a caminho de Machu Picchu eu e um grupo de meninas chilenas que conheci lá acabamos indo por um caminho errado e passamos por túneis longos e escuros e que não tinha espaço nas laterais o suficiente para sairmos se caso o trem viesse naquele momento, mas no momento que estávamos fazendo a caminhada não sabíamos que aquele não era o caminho errado, nós estávamos muito na frente dos outros grupos, mas quando chegamos no hotel as pessoas já estavam lá, ai estranhamos e perguntamos por onde eles tinham vindo, mas aparentemente ainda não tínhamos entendido, quando eu estava voltando para Cuzco encontrei as meninas chilenas na van e elas me contaram que era para irmos por uma escadaria antes de passarmos pelos túneis, por isso, demoramos mais tempo e que no caminho que fizemos já houve casos de morte naqueles túneis, pois os turistas tentaram correr do trem e não conseguiram, mas no momento que passei não havia nenhum trem vindo e não sei se essa história que contaram para as chilenas é realmente verídica, mas é sempre bom saber dessas coisas, da próxima vez pego o caminho certo. kkkkkkkkkkk

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Glaucia Ribeiro, paguei 270 soles, isso dá mais ou menos 100 dólares, mas conheci pessoas na van que pagaram até menos, 95 dólares. O pacote incluia um guia em Machu Picchu, hotel em Águas Calientes (meu passeio durou 2 dias, portanto precisei de apenas uma pernoite), a entrada em Machu Picchu, café-da-manhã, almoço e jantar, além disso, ainda tinha o transporte que não incluia o trem da hidroelétrica até Águas Calientes (fiz caminhando) e também não incluia a van de Águas Calientes até Machu Picchu (fui pelas escadarias). Pela sua foto estou vendo que já fez a viagem, mas eu recomendo para as pessoas que ainda irão fazê-la para não comprar o passeio para Machu Picchu com antecedência ainda no Brasil, pois os peruanos cobram um preço muito mais caro para os estrangeiros, mesmo as pessoas que queiram fazer o caminho inca completo, creio que dure de 4 a 5 dias, compre lá em Cuzco. Para se ter uma ideia quando fui nas primeiras agências de viagem em Cuzco me foi cobrado até 370 soles (mais ou menos 140 dólares) e fui pechinchando até que consegui por esse valor, mas pelo que vi se vc chorar eles barateiam ainda mais.

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Obrigada pela resposta, eu já fui, mas fui de trem de Ollanta até Aguas Calientes, pretendo ir novamente até o final do ano, mas quero ir de van e pela hidrelétrica para sentir a emoção... hahahaha Li relatos de gente que foi por conta, sem agencias e gastaram MUITO pouco, coisa de aproximadamente 30,00 para chegar em aguas calientes + a entrada de MP, mas não tem horário, não tem certeza de ter onibus.... achei meio punk... rsrs estou estudando as possibilidades...

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