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Salar de Uyuni em 4 dias desde o Atacama - Janeiro/2013


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Contratei a viagem para Uyuni já no primeiro dia em San Pedro, na mesma agência em que fiz todos os passeios pelo Deserto do Atacama, a World White Travel. Essa agência fica na Caracoles (principal rua de San Pedro) e eu a recomendo completamente - a filial boliviana fica em uma das principais ruas de Uyuni, a Av. Ferroviaria, bem perto da Plaza Arce, principal praça da cidade. Quando ainda estava planejando a viagem, li muito a respeito da Colque Tours e da Cordillera Traveller - você com certeza também vai ler muito sobre elas. Cheguei lá decidida a contratar uma das duas, mas tanto alguns mochileiros que conhecemos por lá quanto o dono do hostel em que ficamos nos disseram que ambas estavam tendo muitos problemas, e no final da viagem a Uyuni testemunhamos um.

 

(Quem tiver preguiça de ler tudo, as informação importantes estão compiladas lá embaixo)

 

Há algumas opções de pacotes, de dois, três e quatro dias. Escolhemos o completíssimo, de quatro dias, que custou 120.000 (cento e vinte mil) pesos chilenos. Eles aceitam todos os tipos de cartões, porém, acrescentam uma taxa de 5% a este valor. Todos os pacotes incluem café da manhã, almoço e janta, hospedagem, transporte e os passeios.

 

A programação era a seguinte:

 

1º dia: Laguna Blanca, Laguna Verde, Deserto de Dali, Aguas Termales, Geisers Sol de Mañana, Laguna Colorada

2º dia: Arbol de Piedra, Laguna Altiplanica, Salar de Chiguana, San Juan, Hotel de Sal

3º dia: Isla del Pescado, Museo de Sal, Montores de Sal, Colchani, Salar de Uyuni, Cementerio de Trenes e Uyuni

4º dia: Retorno a San Pedro de Atacama.

 

A própria agência também fez o serviço de câmbio. Compramos 150 bolivianos a 12.000 pesos chilenos. Se você não gastar esse dinheiro a agência te devolve tudo pelo preço que você comprou, sem nenhuma taxa.

 

A viagem

 

1º dia: Laguna Blanca, Laguna Verde, Deserto de Dali, Aguas Termales, Geisers Sol de Mañana, Laguna Colorada

 

Um micro-ônibus da agência nos pegou na porta do hostel às 5h da manhã do dia marcado. Seguimos numa viagem de aproximadamente cinco horas até a fronteira. Depois de sair do Chile, desembarcamos num lugar literalmente no meio do nada, que fica entre a alfândega do Chile e a da Bolívia. Só se vê horizonte para todos os lados. É onde você deixa o serviço chileno e "embarca" no serviço boliviano. É simplesmente um local a céu aberto, onde é feita a troca de carros. Tomamos café-da-manhã no micro-ônibus e em seguida iniciamos uma longa espera de cerca de 1h30 pelo nosso carro. Todo o passeio por Uyuni é feito num veículo modelo 4x4 para seis pessoas. O nosso era um Land Cruiser que cheirava a mofo e com o para-brisa quebrado. Fomos num grupo de cinco, eu com meu amigo, duas francesas e uma coreana.

 

As belezas naturais da Bolívia já podem ser percebidas desde o começo da viagem. São vulcões enormes para todos os lados, todos com o cume coberto de neve, várias formações rochosas espetaculares... é tudo grande, diferente, lindo... é de deixar qualquer um impressionado, com o dedo nervoso no botão da máquina fotográfica. O triste é que é tudo tão grande e tão espetacular, que não "cabe" em fotos, nem da melhor câmera do mundo. É pra aproveitar cada minuto e guardar na memória mesmo.

 

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Por todo o percurso somos acompanhados por dezenas de outros carros como o nosso. Todo o passeio é feito em comboio. Em todas as paradas são centenas de turistas juntos. Por isso acredito que independente da agência que você contratar, o roteiro vai ser sempre igual, a diferença vai ficar na qualidade do carro, da comida e da hospedagem.

 

Fizemos diversas pequenas paradas em lugares com formações rochosas interessantíssimas, até nossa primeira parada prevista no roteiro: a Laguna Blanca. Ficamos cerca de 1h por lá, almoçamos no carro (o guia acumula a função de cozinheiro) e seguimos para a Laguna Verde.

 

De lá seguimos pro que pra mim foi o melhor do dia: o Deserto de Dali e o Arbol de Piedra. Dizem que o deserto ganhou este nome por suas formas rochosas lembrarem as obras do pintor surrealista Salvador Dali. É simplesmente espetacular. Já começávamos a sentir os primeiros sintomas da altitude. Um forte cansaço e certa dificuldade pra respirar. Mas nada que beber água, caminhar calmamente e comer comidas leves não aliviasse.

 

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A parti daí foi onde as coisas começaram a desandar pra gente. Janeiro é tempo de chuvas fortes lá, por conta do mau tempo, boa parte dos programas que contratamos não puderam ser feitos. Ficamos um tanto desapontados com a agência, pois não fomos avisados que isso poderia ocorrer e pagamos o valor integral. Sequer houve algum desconto ou compensação pelas perdas que tivemos. Se tivéssemos sido avisados, poderíamos ao menos ter optado por não fazê-lo nesta época. O primeiro passeio que ficou de fora de nossa viagem foi a piscina de água termal, que infelizmente vai ficar para outra oportunidade. A próxima parada foi na Laguna Colorada. Um dos principais pontos turísticos dessa viagem. Ela é exatamente como vemos nas fotos: vermelhinha (e fedorentinha).

 

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Seguimos para aquela que viria a ser uma das partes mais interessantes dessa jornada: as hospedarias. Ainda por volta das 16h fomos descarregar nossas malas no lugar onde passaríamos a primeira noite. Trata-se de uma espécie de acampamento. São uns galpões enormes, com dezenas de quartos coletivos, normalmente para seis pessoas, totalmente improvisados. Não há calefação, não há um chuveiro para tomar banho, o banheiro é unissex, com quatro vasos e duas pias e não há papel higiênico - demais artigos para higiene pessoal também são totalmente por sua conta - e não há onde comprar. Esses galpões ficam no meio do nada, próximos a Laguna Colorada, então não há como se refugiar. O frio é desesperador. Há camas nesta hospedaria, mas você vai precisar de sacos de dormir para aguentar o frio. Eles os alugam a 20 bolivianos. Minha sugestão para essa primeira noite é: roupas térmicas, sacos de dormir próprios (aqueles pareciam nunca terem sido limpos) e lenços umedecidos.

 

Depois de descarregarmos nossas malas, seguimos para os Geisers Sol de Mañana. O caminho até lá é longo e árduo, e a essa altura já sofríamos com a altitude, que passa dos 4.000 metros. Dores de cabeça, taquicardia, respiração carregada e náuseas são comuns.

 

Os Geisers Sol de Mañana não são demarcados como os Geiser del Tatio, no Atacama. O chão é fofo e a fumaça nos cega às vezes, deve-se tomar muito cuidado, pois um acidente ali é fatal. A emissão de vapores pode chegar a 50 metros de altura e a lava ferve a 80ºC. Não tem nada de bonito, mas é muito interessante e diferente de tudo que já vimos. O cheiro de ovo cozinho podre é predominante e por se tratar de gases tóxicos, o tempo de permanência não pode ultrapassar os dez minutos.

 

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De lá voltamos direto para o "hotel", já exaustos e nos sentindo muito mal. Apesar de todos os pesares, o jantar foi ótimo. Não havia lugar para todos, por isso era feito esquema de "rodízio", um grupo por vez. Estávamos tão enjoados e sofrendo tanto com o frio, que comemos pouco e nos recolhemos logo, para uma noite de muito frio e muita chuva.

 

2º dia: Arbol de Piedra, Laguna Altiplanica, Salar de Chiguana, San Juan, Hotel de Sal

 

Na manhã seguinte já não havia mais chuva. Devíamos acordar às 6h, mas levantamos um pouco antes para evitar a disputa pelo banheiro. O café da manhã também era ótimo. Café, leite, chocolate em pó, doce de leite, pão, biscoito, chá, etc. Durante toda a viagem pela Bolívia nossas bagagens nos acompanham no bagageiro do carro, já que cada noite dormimos em locais diferente. Por mais que eles tentem cobrir tudo, ela acaba ficando sempre exposta à chuva e a poeira. Uma vez lá em cima, você só poderá manuseá-la novamente no final do dia, já no hotel, então leve consigo o essencial.

 

Nossa primeira parada foi novamente na Laguna Colorada, mas desta vez num angulo diferente. Num lugar onde podemos chegar mais perto. A vista do primeiro dia é de longe, de cima. Nesta podíamos chegar bem na margem.

 

No segundo dia já nos sentíamos um pouco melhor com relação a altitude. Uma dica que eu dou: visite um médico de confiança e faça um chek-up nas semanas anteriores à viagem. Explique que fará uma viagem a 4.000 metros de altitude. Ele vai te prescrever apenas alguns medicamentos leves para tratar os possíveis sintomas, entre eles: Omeprazol, Luftal, Paracetamol, Aspirina e Dramim. Ter a sua viagem atrapalhada por náuseas e dores de cabeça seria muito desagradável. Sem contar que atendimento médico lá deve ser muito difícil, já que boa parte da viagem é feita no meio do nada. Outra coisa que você deve saber é que a pressão atmosférica lá nas alturas é diferente da daqui debaixo e entre os sintomas já citados, outra coisa que nos acomete, e muito, são os gases. Por isso o Luftal (mais uma coisa que ninguém se lembra - ou tem vergonha - de dizer).

 

Seguimos pelo Salar de Chiguana por algumas horas, fazendo várias paradas. Como bons cariocas da gema, acostumados com o calor do Rio de Janeiro, nunca havíamos visto nada parecido com a neve. Desde o começo da viagem fotografávamos o cume de todas as montanhas, pois achávamos que aquilo seria o mais próximo que chegaríamos do gelo. Em poucas horas já começamos a nos deparar com as primeiras vegetações cobertas de um gelo bem fino, foi o suficiente para já ficarmos eufóricos. Mais alguns minutos adiante e estávamos no meio de uma paisagem completamente branca, suficiente para fazer bonequinhos, afundar os sapatos, fazer guerrinhas... parecíamos crianças. Até então, esta foi sem dúvidas a melhor parte da viagem para nós.

 

Infelizmente a paisagem branca durou pouco e seguimos a estrada por mais formações rochosas espetaculares, igualmente surpreendente às do dia anterior. Perdoem-me, pois não me lembro o nome. Se alguém souber, por favor, deixe nos comentários que ficarei muito grata.

 

Um verdadeiro temporal começou a cair. Tivemos que voltar correndo para os carros, pois começou a chover granizo, o que ajudou a piorar a situação do nosso para-brisa e a deixar nossas bagagens num estado deplorável. Nosso almoço seria ali, mas devido à chuva, antecipamos nossa chegada ao povoado de San Juan. Quando chegamos a chuva já tinha cessado. Acho que ficamos mais de 2h lá. É praticamente uma cidade fantasma, as casas parecem abandonadas. Não vi sequer um local por lá, só cães e os moradores do lugar onde almoçamos.

 

Mais uma decepção: assim que deixamos San Juan a chuva voltou a cair forte. Todos os demais passeios do dia foram cancelados e seguimos direto para Culpina K, outro pequeno povoado onde passamos nossa segunda noite. Às 15h já estávamos no hotel, com o resto do dia livre. Ainda saímos para dar umas voltas, conhecer a região, mas além de estar tudo coberto de lama, não havia muito o que se ver ou fazer neste povoado. O resto do dia foi dedicado a tentar secar nossas roupas e nossa bagagem, que estavam encharcadas.

 

Este hotel tinha um pouco mais de estrutura. Os quartos eram bastante limpos e confortáveis, para três pessoas. O restaurante também era bastante organizado e a comida era ótima. O banheiro tinha quatro vasos e dois chuveiros, apenas um com água quente. Além de mal-cheirosos, eram muito apertados e não tinham trancas. Eram realmente muito ruins, apesar do chuveiro com água quente, ainda era bem pior que o da noite anterior.

 

3º dia: Isla del Pescado, Museo de Sal, Montores de Sal, Colchani, Salar de Uyuni, Cementerio de Trenes e Uyuni

 

Acordamos ainda debaixo de muita chuva. O café-da-manhã neste hotel também foi ótimo. Nosso guia teve algum problema com o carro, por isso nossa saída atrasou por horas. Deixamos o hotel depois das 9h. Nossa primeira parada foi no Cemitério de Trens, ainda debaixo de um temporal, por isso acabei não aproveitando muito. Nada mais é do que carcaças enormes de trens abandonadas no meio do nada, todos pichados e enferrujados. São até divertidos para posar para fotos, mas nada de demais.

 

Passamos no centro da cidade de Uyuni para deixar nossas bagagens na agência. Na estrada para Colchani a chuva enfim nos deu uma trégua. Lá fazemos apenas uma pequena parada para almoçar e comprar bugigangas. Almoço tipicamente boliviano: carne de lhama (achei fraca) e quinoa. Colchani é onde fica a entrada para o Salar. Também não há muito o que se ver, apenas o artesanato.

 

No inicio da tarde estávamos, enfim, no lugar que motivou toda essa peregrinação - o Salar de Uyuni. E ele vale cada esforço, cada perrengue e cada centavo. O Salar estava todo inundado, mas parece que isso só acrescentou, pois a camada fina de água formava um espelho gigante, que no horizonte era impossível distinguir onde acabava o chão e começava o céu. Todos nós enfiamos nossos pés na água sem pena e ficamos horas fazendo poses em perspectiva e tirando fotos do horizonte. Estávamos tão felizes e maravilhados, que a sensação era quase de êxtase. E parece que o tempo estava ao nosso lado, pois o céu se abriu e fez um belíssimo dia. Deu até para nos livrarmos do excesso de casacos.

 

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Infelizmente, mais uma vez, nem tudo foi festa. Como o salar estava alagado, a água salgada danifica os pneus e o motor do carro, por isso não podíamos seguir mais adiante, por isso não conhecemos a Isla del Pescado, nem o Museu e o Hotel de Sal. De lá voltamos para a cidade de Uyuni para pegarmos nossa bagagem e seguimos para o hotel onde passamos nossa última noite na Bolívia.

 

Passamos a última noite em San Juan - a umas três horas de distância de Uyuni, no mesmo lugar onde almoçamos no dia anterior. Neste "hotel" os quartos davam direto para a rua, para ir ao refeitório ou para o banheiro, era preciso passar pela chuva. Essa última noite foi um total desastre. Já não estávamos mais com o nosso guia, com quem estabelecemos uma ótima relação, que foi um grande parceiro e quase um pai durante toda a viagem. O jantar foi bem diferente das ótimas refeições dos dias anteriores: salsicha com purê de batatas e água (esta porque insistimos muito). O banheiro era limpo e mais espaçoso que o de Culpina K, mas também só tinha dois vasos, uma pia e um chuveiro a gás. O banho era pago (10 bolivianos) e limitado a seis minutos por pessoa. O quarto tinha cinco camas quase coladas umas nas outras, de tão pequeno que era. Foi a cama mais desconfortável de toda a viagem, barulhenta e bamba, um colchão super fino e duro e lençóis também muito finos. Sorte que já estávamos cansados demais para nos importarmos com conforto.

 

O dia seguinte foi apenas de muita estrada. Deixamos o hotel às oito e seguimos rumo a San Pedro de Atacama, repetindo todo o processo do primeiro dia, ao inverso: imigração boliviana (onde pagamos 15 bolivianos - valor que dizem não ser oficial, pois não cobraram de todos), troca de carros no meio do nada, alfândega chilena e mais muita estrada. Nossa aventura acabou as três da tarde, em Calama, onde nos despedimos dos nossos novos amigos e seguimos para o terminal da Turbus, onde embarcamos no ônibus de volta a Santiago, em mais 24h de estrada.

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

 

Clima: o frio é muito intenso mesmo no verão, de madrugada a temperatura pode chegar aos -25º.

Melhor época: segundo o nosso guia, a melhor época é junho, mas é alta temporada e o auge do inverno. Acredito que meses intermediários como abril ou setembro sejam boas épocas também. De dezembro a fevereiro chove torrencialmente e boa parte dos passeios não podem ser feitos - não indico.

Quanto tempo ficar: de dois a quatro dias, depende do seu roteiro.

O que levar: saco de dormir, papel higiênico, lenços umedecidos, álcool em gel e hidratante labial, além de uma mochila pequena para carregar o essencial durante o dia, pois você não terá acesso a sua mala.

O que vestir: gorros, cachecol, chapéu, meias grossas, luvas, roupas térmicas, casacos bem potentes, calçados de caminhada - preferencialmente aqueles resistente a água e capas de chuvas ou aqueles casacos impermeáveis.

Quanto levar: levei 150 bolivianos, mas gastei apenas 40, 15 para a imigração, 20 do aluguel do saco de dormir e os 5 restantes em banheiros, que custavam 1 peso. Mas há muitas bugigangas legais para comprar. Isso porque fomos com uma agência, que tinha hospedagem, passeios e todas as refeições incluídas, por 120 mil pesos chilenos.

Onde e o que comer: todos os passeios são em lugares bem inóspitos, não há comércio por perto, então leve bastante água e coisas para comer, indo com a agência, você não precisará se preocupar com café-da-manhã, almoço e jantar. Recomendo experimentar quinoa e carne de lhama, são as comidas típicas de lá.

Fuso horário: UTC-4 (horário de brasília: -1; horário de verão: -2)

 

Matérias interessantes

 

Hotel no deserto de Uyuni , na Bolívia, tem paredes e móveis feitos de sal - http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/01/hotel-no-deserto-de-uyuni-na-bolivia-tem-paredes-e-moveis-feitos-de-sal.html

Maior lago de sal do mundo é único ponto brilhante visto do espaço - http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/01/maior-lago-de-sal-do-mundo-e-unico-ponto-brilhante-visto-do-espaco.html

 

Ninguém se lembrou de dizer que

 

... a lógica de pagar menos se programando com antecedência, tanto em San Pedro quanto para este passeio é invertida. O preço que as agências cobram na reserva pela internet é bem maior que o praticado lá na hora.

 

… o nosso verão é a pior época para se fazer esta viagem, pois lá chove sem parar, o Salar de Uyuni fica inundado e boa parte dos passeios não são possíveis de se fazer.

 

… segundo os próprios Bolivianos, a melhor época é Junho.

 

… esta parte da Bolívia não tem estradas. As “estradas” são as marcas dos carros na terra.

 

… na primeira noite do passeio a Uyuni o frio é de rachar e agasalhos normais não resolvem.

 

… nesta mesma primeira noite dormimos num acampamento onde não há como tomar banho.

 

… papel higiênico não existe nas hospedagens da Bolívia. Leve o seu.

 

… ao deixar a Bolívia você terá que pagar uma taxa de 15 bolivianos.

 

… ao entrar no Chile você terá toda sua bagagem revistada pela Policia Federal de lá.

 

... leve uma caneta para preencher formulários na entrada e na saída dos países, ou você vai ter que sair pela rua pedindo aos outros.

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  • Membros

Olá Vivian!

 

Eu fui para o Salar do Uyuni em abril, e tenho que concordar com você.

 

Fiquem longe da Cordillera Traveller.

 

Deixei uma bolsa dentro do carro, no meio do deserto e minha bolsa, com um tablet e óculos escuros "sumiram". O motorista estava dentro do carro o tempo todo enquanto tirávamos fotos.

 

Um dos sócios da Cordillera Traveller ficou de resolver o problema, mas na verdade ele só queria me enrolar.

 

Existem várias empresas em San Pedro, recomendo escolher uma pessoalmente quando chegar em San Pedro.

 

Abraços!

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  • Membros de Honra

olá Vivian, legal o relato com os detalhas dos percalços na viagem entre chile e uyuni !!

só gostaria de frisar que algumas das coisas que "ninguém se lembrou de dizer que..." estão exaustivamente relatadas nos inúmeros relatos desse trajeto, existentes neste fórum. sempre uma boa pesquisa antes da viagem pode diminuir os transtornos, gastos e furadas, mas no fim o astral do ambiente é o que vale e na Bolivia isso é muito bom !!

 

e bilvix valeu pelo alerta, sempre é bom ficar esperto com todos seus pertences em todo percurso

falou, boas viagens !!

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  • 2 meses depois...
  • Membros

Nossa esse foi um dos melhores relatos que já li por aqui..bem completo e cheio de detalhes importantes!!!

 

Vou pra San Pedro dia 8...quero fazer Uyuni e tá complicado decidir a agência. Leio comentarios bons e muito ruins sobre as mesmas agências, principalmente sobre as mais conhecidas Cordillera e Colque. Estou me preparando pra todos os perrengues possíveis, mas desanima ler tanta coisa ruim! kkkkk

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  • 1 mês depois...
  • Membros

Fernanda, acho que é contar com a sorte mesmo rsrs O passeio em si já é um perrengue.

Eu gostei da World White Travel. Achei todos lá muito atenciosos. Mas também não boto a minha mão no fogo não, é difícil oferecer um bom serviço nessas condições :P

 

Eu não tive a oportunidade de tirar a prova, mas acho que a melhor opção seria vc ir pra cidade de Uyuni por conta propria e se hospedar lá, num hostel que VOCÊ escolher. E lá vc contrata uma agência pra fazer os passeios. Essa que eu fui tem uma loja lá, bem no centro da cidade.

 

Se vc curte natureza, mesmo com todos os pesares, eu super recomendo essa viagem. Não só o salar, mas todos os outros passeios do "pacote". De todas as viagens que eu já fiz na vida esse foi o que mais me surpreendeu, o que mais me marcou. As pessoas que foram comigo também são unânimes nessa opinião. Não desanima não kkkkkk

 

Beijos e boa viagem!

 

PS.: depois volta pra contar se foi esse perrengue todo também :P

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  • Membros

Sensacional seu relato Vivian, estou indo para San pedro segunda-feira, vi no site a world white travel e já tinha selecionado para dar uma passada la e ver os preços, nas minhas pesquisas encontrei boas indicações da Layanna e da Cumbres também...e quanto ao hotel pretendo ficar no DUnas...

Estou ansiosa (:

Quando Voltar postaria minha aventura...

 

Abraços!

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  • 3 semanas depois...
  • Membros
Izadoris, estou indo 20/12/2013 e voltando início de janeiro, como é o tempo por lá nessa época, muita chuva, muito frio?

abç

 

Madalena, eu fui justamente nessa época e peguei muita chuva. Quase todos os dias.

Perdemos vários programas por causa disso =/

 

Em compensação, achei a visão do horizonte no salar bem mais bonita que em outras épocas. O salar fica alagado, isso forma um espelho, que você não consegue ver onde acaba o chão e começa o céu. Forma um efeito muito legal, as montanhas parecem que ficam flutuando no ar. É demais.

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  • 1 mês depois...
  • 5 semanas depois...

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