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Ilha de Páscoa + Santiago - 11 dias de viagem

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Bom dia meus amigos.

 

Passado um mês do retorno das minhas curtas férias, decidi hoje compartilhar as experiências desta última viagem.

 

Como meu lazer é fotografia, as vezes posso colocar mais fotos do que o relato em si. Por isso peço desculpas e se alguém tiver qualquer dúvida é só perguntar.

Minhas fotos estavam hospedadas em um site que passou a cobrar pela hospedagem e caiu todas as imagens que tinha upado aqui. Vou colocar o link da minha galeria da viagem caso alguem queira ver alguma foto:

https://goo.gl/photos/cw6M86CzqcD6cjXz8

Comprei junto com uma parte significativa aqui do mochileiros, aquela promoção sensacional da LAN para Ilha de Páscoa saindo de Florianópolis (ida e volta) por R$ 910,00 com as taxas. Emiti a volta com 10 dias pois no voo de volta para o Brasil que sai de Santiago fiz um "no show" e fiquei 5 dias em Santiago. Emiti por milhas da TAM na promoção o trecho Santiago-Florianópolis por 4 mil milhas.

 

Sobre dinheiro e câmbio: Na ilha, você consegue se virar facilmente com dólar. Muitos lugares não aceitam cartões de crédito. A conversão em todos os estabelecimentos estavam 1 dólar para 450 pesos chilenos enquanto no banco da ilha estava 1 para 462, logo não estava muito abusivo. Para quem é cliente Santander recomendo sacar dinheiro no caixa eletrônico que a conversão é bem melhor do que em qualquer lugar na ilha. Já em Santiago, a conversão de restaurantes não é das melhores. logo o cartão de crédito ajuda. Nos arredores da Passeo Ahumada (sentido La Moneda) você encontra muitas casas de cambio com boas conversões (paguei 1 para 475).

 

Dia 01

Eu e minha esposa embarcamos no dia 04/05 (sábado) em Floripa, fizemos a conexão em Guarulhos e pegamos o avião da TAM para Santiago chegando lá por volta de 20:30. Até passar pela imigração e pegar as bagagens, saímos do aeroporto as 22:00. Fizemos um pouco de cambio no aeroporto mesmo pois o transporte coletivo não aceita dólares. Pegamos um ônibus da Centro Puerto (1.300 pesos chilenos cada) até a estação da Universidade de Santiago, aonde ficava o nosso hotel que reservei pelo booking apenas para passar a noite, tendo em vista que o voo de conexão para Ilha de Páscoa saia as 08:30 e não estava querendo ficar 12 horas no aeroporto esperando o avião.

 

hotel ìbis - 75 US a diária: http://www.booking.com/hotel/cl/ibis-santiago-estacia3n-central.pt-br.html?sid=ef52abe65638ef8d91dfec8d6665735a;dcid=2

 

Dia 02

Acordamos bem cedo e fechamos um taxi na recepção do hotel por 12 mil pesos. Chegamos no aeroporto sem problemas, fizemos o checkin e fomos para a sala de embarque. O aeroporto de Santiago é bem acanhado mas muito fácil de se locomover. Nosso voo saiu no horário pela LAN, e diga-se de passagem um espetáculo de voo. Serviço de bordo impecável (com direito a copo de cristal e talheres de prata) e um sistema de entretenimento fantástico.

 

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Sala de embarque para ilha de páscoa em Santiago.

 

Chegamos as 13:30 no aeroporto, compramos o acesso do parque nacional lá mesmo, por 60 US por pessoa. Não tem essa de no aeroporto ser mais barato e só tem dois lugares para comprar em toda a ilha, no aeroporto ou no acesso para o Vulcão Rano Kau. No aeroporto tinha uma taxista me esperando (sem custos) para nos levar para o hostel, eu não esperava isso, foi cortesia do hostel mesmo.

 

Vou entrar em detalhes mais tarde sobre o Hostel, mas antecipo que não recomendo a ninguém ficar aonde fiquei. Abaixo o link do hostel. A proprietária é louca, trabalha no aeroporto e nunca está no Hostel. Ela só tem uma funcionária que limpa e faz o café da manhã e fica só até o meio dia. Se você precisar de qualquer coisa como um taxi, esqueça! O hostel estava vazio, somente nós estavamos lá e foi uma decepção.

 

Hostel Akapu (320 US 04 diárias) - http://www.booking.com/hotel/cl/hostal-akapu.pt-br.html?sid=ef52abe65638ef8d91dfec8d6665735a;dcid=2

 

 

Fizemos o Checkin e saímos para caminhar pela praia, ver os primeiros moais e ir para o centrinho comer alguma coisa. Acabamos nos empolgando e ficamos até o por do sol na rua tirando fotos e passeando nas proximidades do Hostel.

 

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Ahu Hanga Kio'e

 

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Ahu Hanga Kio'e

 

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Oceano Pacífico

 

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Contemplando o Moai

 

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Ahu Vai Uri

 

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Pôr do sol

 

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No final do dia, muito cansados, retornamos ao Hostel e comemos algo por lá mesmo, que compramos em um dos mercadinhos do centrinho. Não levamos nada de Santiago para lá então pagamos os preços altos da ilha mesmo. Uma garrafa de 1,5l de água custa aproximadamente R$ 7,00.

 

Tínhamos um carro acertado com a dona do Hostel por 35 mil pesos e a louca não aparecia para pegarmos o carro. Já era 11 da noite quando ela apareceu ( a casa dela é dentro do terreno aonde ficam as cabanas ) e finalmente consegui pegar a chave.

 

Dia 03

 

Acordamos super cedo, umas 04:45 da manhã para pegarmos o nascer do sol em Tongariki. Foi uma aventura! Os mapas que são fornecidos na ilha não são tão precisos. O nosso carro não tinha o farol muito regulado e a luz não iluminava bem a estrada e não tem postes de luz nas estradas na ilha. Como não tínhamos feito um reconhecimento do trajeto antes, foi super difícil achar o Ahu Tongariki. E as 05 da manhã não tem ninguém na rua para ficar dando dicas... Mas conseguimos, isso que importa. A dica é ir antes de carro durante o dia para no outro já ter uma ideia do caminho a ser percorrido.

 

Lá como fica de frente para o mar e era cedo, estava bem frio. Chegamos ainda com noite fechada (lanterna é essencial) e nos posicionamos para pegar o nascer do sol. O Ahu é simplesmente sensacional. Os 15 imponentes Moais são de deixar de boca aberta. Já o nascer do sol eu esperava bem mais, acho que por causa da época do ano, o sol não nasce atrás dos Moais e sim atrás de um morro que tem no canto esquerdo. Logo quando o sol sobe já não está mais aquela luz bonita.

 

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Voltamos para o centrinho para tomar um café, pois saímos correndo e estávamos em jejum. Aqui sentimos o preço da ilha... Paramos em um café na rua principal e pedimos dois mistos quentes e dois espressos com leite. Apenas R$ 52,00.

 

Depois de ficar um pouco mais pobre, pegamos o carro e fomos para a o vulcão Rano Kau. A estrada estava interditada por causa de obras, a única maneira foi subir fazendo o trekking até o cume do vulcão. 1 hora de caminhada, mas vale muito. A subida é puxada mas recompensada pela beleza do Pacífico que vai surgindo a cada momento em que você vai subindo cada vez mais.

 

Quando chegamos no mirador da cratera do vulcão, a sensação é fora do comum. Foi um dos momentos mais impressionantes que já tive nas minhas viagens. A cratera de 1.6km com o pacífico ao fundo é de arrepiar. As imagens falam por si só...

 

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Caminhamos por todo o entorno da cratera até chegar em Orongo, que é um lugar fechado e que se você não tiver comprado o acesso ao parque nacional não pode entrar.

Embora não seja o museu da ilha, tem relatos do descobrimento, das lendas do homem pássaro, etc. Muito interessante. E um passeio ao redor das casas em que os rapa nui viveram. Lá também é possível observar as ilhotas Moto Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao.

 

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Aproveitamos o dia de sol e a disposição e voltamos caminhando para o carro (para baixo todo o santo ajuda) e comendo muitas goiabas pelo caminho para ir para a praia de Anakena tomar um banho no pacifico, já que fazia calor demais. Chegando lá minha mulher que adora água se jogou para o mar. Eu já resolvi ficar só com os pés dentro da água. Depois fomos ver o Ahu Nau Nau que fica ali mesmo em Anakena.

 

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Fomos para o Hostel novamente acabados, mas com a sensação de que aproveitamos e muito o dia inteiro. Não jantamos novamente, somente na base de beliscos e pão de fatia com patê... Definitivamente foi o melhor dia na Ilha e um dos melhores da viagem.

 

 

Dia 04

 

Depois de um excelente dia, veio o dia para esquecer...

 

O dia amanheceu com uma chuva fina e constante. Sabíamos que nesta época do ano o tempo não ajudava, pois era a estação do ano que mais chovia. Não podíamos reclamar também depois do dia que tivemos antes. Mas como estávamos sem carro nesse dia, ficamos completamente ilhados no hostel. Tomamos o café da manhã e fomo ao museu que era próximo. Quando voltamos, a mulher que trabalhava no hostel não estava mais lá e a proprietária nem apareceu nesse dia... Ficamos dormindo o dia inteiro. A noite queríamos pedir um taxi para irmos comer no centro (que era aproximadamente uns 35 minutos de caminhada) mas como não tem poste de luz, uma escuridão só e não tinha ninguém para pedir o taxi, ficamos ilhados no hotel com fome. Isto para mim foi um absurdo... um hostel sem recepção, sem nada... Muito desorganizado. Comemos tudo que tinha para comer no quarto e fomos dormir famintos. No final da noite ouvimos o barulho do carro e quando fui ver eram duas brasileiras (Amanda e Aline) que tinham feito o checkin durante o dia. Fizemos amizade e combinamos de sair no outro dia para dividirmos o aluguel do carro.

 

Dia 05

 

Acordamos, tomamos café da manhã e partimos cedo pois era nosso último dia na ilha. As mineiras toparam fazer os passeios que faltavam para a gente e pegamos a estrada. A primeira parada foi voltar a Anakena para tirar mais umas fotos, pois era caminho para aonde íamos...

 

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Continuamos o caminho e chegamos ao Te Pito Kura, aonde fica o "Umbigo do Mundo" - Te Pito O Te Henua. Lá em muitas das histórias contadas sobre a ilha, dizem que a pedra tem energias e que pessoas que são sensíveis a este tipo de energia conseguem sentir a vibração da pedra. outras lendas dizem também que é uma pedra de fertilidade... e por aí vai...

 

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Continuamos na estrada sentido vulcão Rano Raraku que era o ponto alto do último dia da viagem. Antes de chegar no vulcão fizemos uma parada em Papa Vaka (petroglifos). Não achei nada de interessante, mas paramos pois é um dos pontos turísticos da ilha.

 

Chegando no vulcão tomamos um café com empanado lá dentro (muito bom por sinal) e começamos a caminhar até a cratera. A cratera em si não tem nada tão atrativo. O bacana do vulcão são os Moais caídos por todos os lugares. Dizem que são Moais que foram fabricados no vulcão e não se sabem se ficaram lá porque os Rapa Nui desistiram de coloca-los nos Ahus a beira-mar ou se eles não eram dignos de serem transportados e colocados nos altares.

 

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Vista do Ahu Tongaraki do vulcão Rano Raraku

 

Próxima parada: Ahu Akivi. Diferente dos outros Ahus espalhados pela ilha, este não fica próximo ao mar, fica no meio do nada...

 

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Eu peguei uma dica com um mochileiro aqui do fórum de uma caverna com vista para o pacífico (cave de las ventanas) e era "próximo" ao Ahu Akivi. Comecamos a perguntar para algumas pessoas que lá estavam e falaram que a estrada era ruim demais, que não dava para ir com o carro. Como bons brasileiros e com a minha mulher dirigindo (que não é fraca) resolvemos arriscar... A estrada era de pedregulho, e foi selvagem... fora vários pontos de alagamento (de chegar a ter que entrar nas poças para saber se o carro ia passar), tínhamos que sair do carro direto para "construir" a estrada pelo meio do caminho. Várias crateras absurdas que dava medo do carro tombar... Eu achava que não passava e a mulher ia lá e aterrorizava com o 4x4 na reduzida...

 

Chegando na local (mal placa tem), é um buraco no chão bem estreito que você nunca vai pensar que realmente é ali o lugar... você vai se espremendo e abaixando até conseguir entrar na caverna e olhar o visual alucinante da caverna. Conseguimos chegar bem na hora do por do sol... demais!

 

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Fomos para o hostel tomar um banho e encerramos a noite com um belo jantar e cerveja chilena. Gastamos em torno de 12 mil pesos por pessoa.

 

Dia 06

 

Nosso vôo para santiago ia sair as 13:10, mas houve atraso de mais de duas horas. Fizemos o checkin e saimos para caminhar um pouco, pois o aeroporto até o centrinho fica uns 15 minutos caminhando. Passamos pela frente do estúdio do Mokomae, um famoso tatuador Rapa Nui da ilha. Botei uma pilha na mulher para fazer uma tatoo Rapa Nui e ela topou...

 

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Compramos mais algumas lembrancinhas e voltamos para o aeroporto até a hora do nosso embarque. Quando o voo atrasar, peça por um voucher de alimentação que eles fornecem.

 

Chegamos em Santiago as 22:00. Pegamos novamente um Centro Puerto até a estação de metro Pajaritos. De lá pegamos o Metro até o nosso Apart que alugamos que está no link abaixo:

 

MG Apartments (320 US 05 diárias) - http://www.booking.com/hotel/cl/apart-costa-pedro-valdivia.pt-br.html?aid=356986;label=gog235jc-hotel-pt-cl-apartNcostaNpedroNvaldivia-unspec-br-com;sid=ef52abe65638ef8d91dfec8d6665735a;dcid=1;checkin=2013-10-05;checkout=2013-10-06;srfid=1012648df515c415e7d3ed85765f3613dfbbcb90X1

 

Dia 07

 

Aproveitamos para descansar um pouco mais e saímos próximo ao horário do almoço para caminhar por Santiago. Pegamos o metrô e fomo para o Mercado Público. Lá tem que se tomar cuidado, você é aliciado por todas as partes e todo mundo sabe que você é brasileiro. Restaurantes, agencias de turismo, todo mundo tentando te vender alguma coisa. Impressionante também como tem brasileiros trabalhando por lá. Saí do Brasil com o tour da concha y toro reservado, mas infelizmente soube que os funcionários estavam em greve quando cheguei lá. Aproveitei que a Touristik (maior agencia de Santiago) fica lá e fechei um pacote para o último dia (dia que iria a Concha y Toro) para ir ao Vale do Colchágua visitar umas vinícolas Premium do Chile. Passeio caro, mas para quem gosta de vinho como eu, vale a pena. (150 US por pessoa).

 

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De lá fomos caminhando para o Bairro Bellavista, uma bela caminhada. Embora longa e cansativa, gostamos muito de caminhar para olhar com calma todos os lugares. Chegando lá, o colorido das casas chama a atenção, mas durante o dia é só isso. O bom do bairro é a noite, quando a imensidão de bares e restaurantes dão vida ao local. Esticamos um pouco mais e chegamos ao Cerro San Crsitobal. O Funicular já estava funcionando e subimos até o mirante. Antes paramos no zoologico nacional para passear e ver os animais.

 

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Bairro Bellavista

 

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Tigre Branco

 

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Onça Pintada

 

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Mirante no Serro San Cristobal

 

Voltamos caminhando novamente para o Mercado Central para comer algo, pois já eram 5 da tarde e não haviamos almoçado. Resolvemos experimentar a famosa Centolla (A lagosta gigante do Pesca Mortal). Valeu a pena apenas a experiência, achei muito sem gosto. Prefiro o nosso camarão.

 

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Dia 08

 

Deixamos para ir logo cedo no Palacio La Moneda para pegarmos a troca de guardas que acontece a cada 02 dias. Eu não botava muita fé, achei que seria uma simples cerimonia protocolar. Como chegamos cedo, deu tempo para tirar algumas fotos do palácio ainda vazio. Quando comecaram a tocar os instrumentos, guardas sairam de dentro do palácio e iniciaram o ritual. O que impressionou foi que começamos a ouvir um som alto vindo de trás, do fundo da avenida que passa na frente do palácio e para a nossa surpresa veio aproximadamente uns 100 soldados tocando instrumentos e montando cavalos para fazer a troca de guardas. Foi um belo espetáculo com direito a aquarela do brasil tocada pelos soldados.

 

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Palacio La Moneda

 

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Inicio da Cerimonia

 

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Mais soldados se juntando

 

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Cavalaria chegando

 

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Troca de guarda

 

Ao final da troca, caminhamos pela Passeo Ahumada (melhor lugar para fazer compras em Santiago na minha opinião) para comprar algumas lembranças e para irmos até a Plaza de Armas. A plaza em si chama atenção pela concentração de pessoas e artistas e pela bela Catedral de Santiago. Por fora você não dá muita bola, mas por dentro ela é extremamente bonita.

 

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Catedral de Santiago

 

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Catedral de Santiago

 

Pegamos um Metrô e fomo até o Cerro Santa Lucia, um cerro um pouco menor do que o San Cristobal, mas um lugar lindo. Para você ficar e passar o dia conversando, namorando, fazendo piquenique. A vista em si não é tão bonita, mas o parque em si é demais. vale muito a pena passar lá. Tem uma estação de metro bem perto que é a Santa Lucia.

 

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O parque visto de baixo

 

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O parque visto de cima

 

Com o fim da tarde se aproximando, pegamos outro metrô para ir em um do Parques mais bonitos de Santiago, o Parque Balmaceda. Lá dizem que a noite fica muito bonito, os chafarizes fazem um estilo de águas dançantes e parece que a noite fica tudo iluminado. Eu acabei ficando só um pouco para tirar algumas fotos.

 

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Voltamos caminhando para o hotel (e mais uma caminhada daquelas). Após uma descansada, tomamos um banho e saímos para jantar no famos "Como água para chocolate". Esse restaurante foi uma ótima indicação dada pela Amanda que conhecemos na Ilha de Páscoa. O restaurante é sensacional. Do ambiente, atendimento, comida, tudo. Não é um lugar barato, mas uma noite nos demos o luxo de sair para jantar em um lugar que saberíamos que valeria a pena. Fica a indicação a todos.

 

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Dia 09

Era o dia do nosso passeio ao Vale do Colchágua, que fica aproximadamente a 200km de distância de Santiago. O carro da agencia nos buscou as 08:00 e pegamos a estrada com o nosso guia nos explicando tudo (tudo mesmo, ele não parava de falar, rs)... Mas eu as vezes tenho que dar o braço a torcer, pois sempre faço todas as viagens e passeios por conta e como é bom as vezes ter um guia para pontuar todos os detalhes do que estamos vendo...

 

O passeio é longo mas tranquilo, estradas muito bem pavimentadas e sinalizadas. Chegamos a primeira Vinícola que iriamos conhecer (a que eu mais aguardava) que era a Montes. O vinho que eles fabricam é fora do normal, é para mim um dos melhores vinhos do Chile. A vinicola tem toda uma filosofia Feng Shui, então você vê água em todos os lugares, como chafarizes, etc. Os barris tem faixas roxas e eles tocam música gregoriana no salão aonde os barris ficam descansando, é de arrepiar. Após a degustação, conseguimos após chorar um pouquinho, um tour privado de charrete pelos campos da Vinicola para comer algumas uvas (essa foi uma vantagem ser brasileiro), pois isso não fazia parte do tour.

 

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Voltamos para o carro com o guia e paramos no centro da cidade de Santa Cruz para almoçarmos. Esta cidade é a base para os passeios para as vinícolas da região do Colchágua. Após o Almoço fomos para a Vinícola Santa Cruz. Esta vinícola não possui vinhos premium como a Montes, mas oferece um bom vinho também. Mas ela é mais atrativa pela parte turística. Possuem uma bela propriedade com museu e seus vinhos são associados a cultura Mapuche. O destaque é o teleférico que leva para o alto do morro aonde tem um mirante para o vale.

 

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Após o fim do passeio retornamos para Santiago chegando por volta das 9 da noite. Como estávamos acabados, comemos algo na rua e fomo para o quarto dormir e descansar.

 

 

Dia 10

 

Como o dia amanheceu nublado, resolvi dar folga para a câmera e consequentemente para mim. Tinha deixado para ir no museu do Pablo Neruda neste dia, mas não me liguei que era uma segunda feira e que os museus nao abrem em Santiago na segunda. acabei ficando sem visitar. ::prestessao::

 

Fomos ao Parque Arauco, o maior shopping da america do sul (senão me engano) e o lugar é monstruoso mesmo. Dá para se perder facilmente. O parque na frente dele também é muito bonito.

 

Fomos depois do almoço para a Passeo Ahumada novamente para comprar as lembrancinhas, roupas, etc. Essa brincadeira levou a tarde toda. A noite acabamos indo a rede de supermercados Jumbo (eu fui no Shopping Costanera Center) para comprar vinhos, pois é mais negócio comprar os vinhos nos mercados do que nas próprias vinicolas. O supermercado é TOP, compramos um rango para fazer no hotel e descansarmos para a volta no outro dia.

 

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Resultado da brincadeira.

 

Dia 11

 

Nosso voo saiu de Santiago para o Brasil as 12:30. Como demos sorte de voltar num 777, a volta foi super rápida (3 horas e meia). Ficamos um tempão no aeroporto de Guarulho esperando as nossa bagagens, foi um absurdo a falta de respeito da TAM com todo mundo. Foi quase uma hora e meia em pé na frente da esteira. Depois retornamos para Florianópolis e encerramos as férias.

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Belíssimas fotos. Muito bom ver que Rapa Nui continua a mesma. Também fizemos tatoo com o Mokomae

Como vc consegue ter uma assinatura tão longa. Liberaram os caracteres?

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Parabéns pelo relato, realmente um sonho conhecer essa ilha, sem contar com fotos de tirar o folego.

 

Qual é o equipamento fotográfico?

 

abraços !!

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Gomes, eu gastei R$ 910,00 com o trajeto aéreo de florianopolis + 4.000 milhas do trecho de santiago - florianopolis (pois resolvi ficar em santiago na volta e nao voltar direto). US 350 dolares de hospedagem na ilha de pascoa e US 395 em Santiago. A alimentação saiu em torno de R$ 100,00 por dia para duas pessoas. O resto é variável conforme o perfil de viagem. Eu gastei bastante com vinhos e passeios, mas isso tudo você consegue economizar fazendo por conta ou deixando de comprar algumas coisas.

 

Alisson, eu tive que excluir um relato pq não coube mais (risos)... acho que o limite são 550 caracteres.

 

Harry e Luciano, nesta viagem levei pouco equipamento, pois fui com minha esposa e não necessariamente apenas para fotografar... Levei uma Canon EOS 5D, uma 24-70mm L 2.8, 15mm fisheye 2.8 e flash 580EX. Mas o equipamento que geralmente uso é o seguinte:

 

- Canon EOS 5D Mark II

- Canon EOS 5D

- 15mm fisheye 2.8

- 24-70mm L 2.8

- 70-200mm L 2.8 IS

- 50mm 1.4

- 85mm 1.8

- Flash 580EX

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Luciano e Harry, esqueci de mencionar... Senti falta de um tripé e o do controle remoto da câmera para fazer foto de longa exposição (15 minutos ou mais) dos moais a noite. Como é muito escuro, precisa colocar no modo bulb... acho que o resultado seria excepcional, principalmente com o céu estrelado...

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Parabéns pelas fotos, preciso fazer um curso de fotografia urgente e assim deixar de usar o modo automático das máquinas.

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nand0 eu sempre recomendo se cadastrar no digiforum.com.br e dar uma espiada na sessão de tutoriais para iniciantes. para quem é auto didata dá pra ter uma boa base e começar a praticar.

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    • Por Aullyanna02
      Planejo fazer uma viagem com destino ao Chile em julho/2019, e desejo visitar os dois destinos que estão no título do post. Gostaria de saber se há possibilidade de comprar as passagens para a Ilha de Páscoa no aeroporto de Santiago, pois aqui no Brasil elas são absurdamente caras - leia-se R$5.000 em alguns sites - e não cabem no meu orçamento inicial. Por favor, me ajudem! Desde já, agradeço!!!
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      INFORMAÇÕES SOBRE A ILHA DE PÁSCOA
      Os Gigantes da Ilha de Páscoa

      Foto: Voluti
      No ano de 1722, domingo de páscoa, às 18 horas. A bordo do navio de Afrikaanske Galei, os marinheiros trabalham normalmente. Há quatro meses e meio tinham levado ferros da Holanda em viagem de exploração e comércio e afora o rápido combate com um grande galeão espanhol, que tinha deixado para trás graças a sua superior velocidade, tudo havia corrido ao gosto do comandante comodoro Jacob Roggeveen. Súbito o vigia , anuncia " terra à vista" . Aproximam-se de uma ilha não assinalada no mapa. Com a pouca luz do entardecer chegam em tempo de avistar no litoral, sobre longas muralhas de pedra, enormes gigantes que parecem dispostos a evitar desembarque. Roggeveen manda ancorar longe da costa e decide esperar pelo amanhecer para tomar uma decisão. Quando o dia clareia os europeus têm sua segunda surpresa. Os gigantes permaneciam parados e com óculos de alcance foi possível avistar gente de tamanho normal que se movia entre eles. Tinha-se assustado com estátuas. Resolvem então desembarcar, após batizar a ilha em honra a data de sua descoberta. (Texto retirado do livro "Grandes Enigmas da Humanidade" Luís Carlos Lisboa e Roberto Pereira de Andrade )
      Estátuas colossais, de mais ou menos 5 metros reinam em toda ilha do Pacifico desafiando a ciência. Como explicar o transporte das colossais estátuas, chamadas Moais, ninguém até hoje soube dizer. As estátuas olham para o norte e nordeste, sul, sudoeste e sudeste. A ilha toda tem 170 km2 de extensão, 3500 km da costa oeste da América do sul. Existem hieróglifos por toda parte da ilha e se fossem decifradas iriam revelar muito sobre a cultura daquela época. Fica a seguinte pergunta no ar: Quem e que ferramentas foram usadas na construção daquelas estátuas? Simplesmente esta pergunta está entre nós desde o descobrimento da Grande Pirâmide do Egito. Mas se pensarmos bem o Mundo está repleto de enigmas do qual só temos uma resposta, ou fomos auxiliados por seres inteligentes de outras galáxias, ou tivemos uma grande catástrofe da qual esquecemos tudo e recomeçamos da estaca zero... A ilhota é de formação vulcânica, tendo um relevo moderado, superfície de 118 km quadrados, com altitudes que variam de 200 à 500m. Faz parte da província de Val Paraíso no Chile, e constitui a Oceania Chilena. Sempre os mesmos traços de impossibilidade, nos canteiros do vulcão, sem terminar ficaram mais de 200 Moais, que não foram terminados nem distribuídos. Batizada como "Te pita, te henua" (umbigo do mundo ).
       
      *Existem três tipos de estátuas gigantes:
       
      -As primeiras estátuas estão situadas nas praias à borda do mar. Seu número é de mais ou menos 200 à 260 e algumas estão à uma distância de mais de 20 km do canteiro do vulcão onde foram modeladas. Estas estavam instalados em vários números, sobre monumentos funerários chamados "ahus"e davam as costas para o mar. Originariamente estiveram tocados por um tipo de chapéu cilíndrico chamado "Punkao", feito com uma rocha avermelhada, tirada do vulcão "Puna Pao".
       
      -O segundo grupo é o das erigidas ao pé do "Rano Raraku". São estátuas terminadas, porém diferentes das outras, pois seus corpos estão cobertos por símbolos. As órbitas dos olhos não estão desenhadas e precisam de um chapéu ou "punkao". No entanto estas são mais enigmáticas que as anteriores.
       
      -O terceiro grupo há anos a mais conhecida de todas elas "tukuturi", que possui a particularidade de ter pernas, foi comparada as estátuas da arte pré-incaica criando sérias dúvidas sobre a tese comum da origem dessas populações. A ilha porém foi abandonada por alguma razão... Os obreiros abandonaram suas ferramentas e oficinas. Como se suas causas desta paralisação tivessem sido provocadas por uma catástrofe de caráter natural, como maremoto, por alguma invasão ou epidemia.
       
       
      Pára-Raios?
       
      Porém alguns cientistas, no ano de 1989, caracterizaram os Moais como "PARA RAIOS", devido a constantes descargas elétricas naquela ilha. Mesmo assim à quem se atribui a inteligência de produzir "para raios" naquela época? Assim do meu ponto de vista, até acho que os moais tenham sido destruídos por raios naquela época, e seus criadores tenham feito os chapéus Punkao, para que as grandes estátuas não fossem danificadas pelo impacto dos raios... já que os chapéus não tem um formato muito criativo, sem ornamentos, digo, bem simples em vista que os monumentos têm muitos detalhes, são ricos de finos traços.
       
       
      Eis abaixo o texto retirado do Jornal O Globo - Mundo/Ciencia e vida - Ribamar Fonseca:
       
      "São Luís - As estátuas monolíticas de até dez metros de altura da ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, foram construídas pelos antigos nativos para funcionar como para-raios e, desse modo protegê-los das descargas elétricas freqüentes naquela região. Essa teoria, já comprovada científicamente através de pesquisas nos laboratórios da Universidade Federal do Maranhão, foi levantada pelo professor Francisco Soares, que passou seis meses na ilha estudando a função dos misteriosos Moai - nome dado às estátuas pelos nativos.
       
      Soares, de 31 anos, que é engenheiro eletrônico especializado em computação, descobriu que os antigos habitantes da ilha de Páscoa já conheciam na prática a Lei de Gauss, que aplicavam empiricamente, através das gigantescas estátuas para proteger-se das descargas elétricas. A Lei de Gauss determina o comportamento da distribuição de cargas elétricas espaciais sobre uma superfície dielétrica. O chapéu na cabeça das estátuas, de material vulcânico poroso, absorvia os raios e impedia que elas fossem destruídas. Até então imaginava-se que os moai tinham apenas funções religiosas ou estéticas.
       
      Dedicando-se, desde 1979, à pesquisa sobre equipamentos primitivos de computação, como o ábaco, uma tábua de cálculos criada pelos chineses, Francisco Soares chegou a civilização Inca, que possuía a mesma técnica com o quipu, feito de fios. E no rastro do quipu, Soares chegou a Rapa-nui, nome nativo da Ilha de Páscoa, descoberta em 1722, num domingo de páscoa, pelo holandês Jacob Roageveen. Ele conduziu suas pesquisas a partir de de quatro perguntas; Por que os moai foram construídos? Por que eram altos e tinham a forma alongada? Por que o chapéu? Por que só ocupavam a faixa costeira da ilha?
       
      Até então as gigantescas estátuas haviam sido estudadas apenas por antropólogos e etnólogos, que viam nelas um sentido místico; teriam poderes mágicos ( os nativos diziam que quem tocasse na sua cabeça morria ) e ao mesmo tempo, seriam uma homenagem aos seus ancestrais. Francisco Soares, no entanto concluiu que as estátuas, dispostas somente no redor da ilha, tinham a função de para-raios, atraindo as descargas elétricas. Ficava assim protegido o centro dessa ilha, de 179 km² e a cerca de quatro mil quilômetros da costa do Chile. Ali estavam as habitações e lavouras de subsistência.
       
      Com o auxílio do professor Antônio Oliveira, mestre em física e matéria condensada do Departamento de Física da Universidade Federal do Maranhão, Soares recriou em laboratório as condições necessárias para a simulação de descargas elétricas. Usou uma fonte de alta tensão, uma campânula para fazer vácuo, e miniaturas das estátuas, confeccionadas com o mesmo material dos Moai, dispostas numa maquete da ilha. Comprovou-se, desse modo, que as estátuas com chapéu atraiam todas as descargas elétricas, que eram absorvidas e distribuídas pelo corpo, sem danificá-las. E mais: no escuro, os chapéus, carregados de energia, ficavam iluminados, o que, segundo ele, explica os poderes mágicos atribuídos aos moai.
       
      Soares concluiu, diante disso, que os antigos nativos da ilha dominavam o conhecimento prático da Lei de Gauss, pois a função de pára-raios só se tornou possível por causa da forma dos chapéus das estátuas e do material vulcânico poroso com que foram confeccionadas, diferentes do material do corpo. Se fosse outro material utilizado, elas seriam destruídas pela primeira descarga elétrica. O jovem cientista maranhense, que deu ao seu trabalho o título de aplicação empírica da Lei de Gauss e difusão elétrica nos moai de Rapa-Nui, volta a ilha em julho para novas pesquisas."
       
      Maior estátua construída na ilha tem 10 metros e 90 toneladas. E ainda existe uma outra inacabada com 20 metros de altura.
       
    • Por tchebes
      VOCÊ ACABA DE ENCONTRAR UM RESUMO DE TODAS AS INFORMAÇÕES QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO CHEGAR PERDIDO À ILHA DE PÁSCOA.
       
      * VOCABULÁRIO:
      - Iorana: saudação que serve tanto como OI como TCHAU
      - Ahu - são os altares (ou templos) onde eram expostos os Moais
      - Moais - são representações dos ancestrais chefes das tribos Rapa Nui (da antiguidade) e de seus parentes próximos
      - Ana - caverna
      - Hanga - baía
      - Motu - Ilha
       
      * NOME DA ILHA:
      - Ilha de Páscoa: porque a chegada pelos ocidentais à Ilha se deu em um domingo de Páscoa de 1722, por um holandês.
      - Rapa Nui: não é o nome original dessa cultura. Rapa na verdade é uma outra ilha da polinésia de cultura muito parecida e Nui seria ''grande'', formando portanto Grande Rapa.
      - Umbigo do Mundo (Te Pito o Te Henua): dizem ser este o nome original da ilha, pela sua localização estratégica no centro do globo.
       
      * HISTÓRIA DA ILHA E DA CULTURA RAPA NUI (desculpem se houver falhas de informações):
      - A Ilha de Páscoa foi descoberta pelos navegadores da Polinésia, que chegaram ao local para estabelecer moradia aproximadamente nos anos 800 d.C. Havia abundância de árvores, vegetação em geral e animais, principalmente pássaros de muitas espécies.
      Estabeleceram a sua cultura tradicional e por aqui dividiram-se em inúmeras tribos pelo litoral da ilha. Cada tribo tinha seu próprio Ahu (altar). Assim, com a morte dos líderes tribais e familiares próximos, esculpiam-se o Moais, 'sempre' de frente para a vila e de costas para o mar, para simbolizar que este líder seguia espiritualmente vigiando e protegendo aquele povoado. Nesse período, os Rapa Nui tinham um poder centralizado pelo o líder/rei Hotu Matu'a e pelo que parece as tribos viviam em harmonia.
      Contudo, com a escassez de árvores/madeira e com a dificuldade de sobrevivência por outras questões de busca por elementos básicos (ex. água, comida), as tribos começaram a digladiar entre si. Período em que se perdeu a fé pela proteção ancestral dos Moais e TODOS eles foram derrubados pelos próprios Rapa Nui.
      Bom, após a crise do sistema concentrado de poder, as tribos passaram a estabelecer um sistema mais democrático de liderança, com alternância anual, quando cada chefe de tribo preparava seu guerreira combatente para participar da competição do Homem Pássaro (se jogavam ao mar, nadando até o Motu - ilha - onde os pássaros de primavera vindos de todos os cantos deixavam seus ovos para reprodução. Aquele que retornasse com o primeiro ovo posto na ilha, intacto, garantia o poder ao lider de sua tribo, naquele ano).
      Já a chegada dos ocidentais na ilha se deu aproximadamente na década de 1720, através de navegação holandesa, que aportou em um domingo de Páscoa, dando o nome à Ilha.
      Dizem que a presença dos padres e as missões da igreja foram ferindo a cultura original Rapa Nui.
      Ademais, na década de 1805, os peruanos chegaram à ilha e escravizaram grande parte da população para venda no continente, sendo o maior crime na história da cultura local.
      Por fim, a partir da década de 1950 passaram a restaurar as peças e na década de 1990, com auxílio do governo japonês, reergueram e retomaram os principais Moais aos seus respectivos Ahus.
       
      *CUSTOS - Maio 2013
      - Moto: 20 mil
      - Bike: 8 a 10 mil
      - Carro: 30 a 40 mil
      - Quadriciclo: 30 a 40 mil
       
      *CAMPING POUSADA MIHINOA
      - Valor: quartos compartilhados de 8 mil (4 camas) e 10 mil (3 camas)
      - Localização: de frente pro mar. 10 pontos neste quesito ! Pra mim foi o fator chave para escolher! E não é só. É de frente para o pôr do sol ! Contudo fica há 10 min de caminhada numa semi ladeira até o início do centro. O que pra mim não representa nenhum problema(já que adoro caminhar). Mas casais que não curtem andar, considerem esse fator.
      - Higiene: Ótimo. O cuidado da Dona Isabel é fantástico. Contudo, como por todos lado da ilha (creio!), tem bastante baratas pelos banheiros e área comum. Acredito que seja um mal por todos os hotéis. Verifiquem isso.
      - Atendimento: Bom. Sem café. Mas com transfer IN e OUT. Internet pagando a parte 5 mil por toda a estadia, contudo, MUITO lenta! A ponto de as vezes não dar para abrir a caixa de entrada do email. Atendentes de recepção atenciosos na medida do possível. Senti falta de um pouco mais de prestatividade.
      - Em geral: Recomendo para viajantes sozinhos ou casais que queiram economizar ou gostem de acampar ou lugares simples.
       
      *RESTAURANTES
      Em geral os pratos custam (maio 2013) o valor de 10.000 pesos, o que equivale a R$50,00. É possível procurar por MENUS a 5.000 pesos, que são pratos executivos. A maior parte dos restaurantes não divulgam a existência, mas consegui encontrar em dois lugares:
      - Rest. Tataku vave - altamente recomendado. Comida muito bem preparada (pouca quantidade) e visual de frente para o mar. Comi um atum fresco com purê delicioso. Deck de madeira praticamente sobre as pedras. Incrível. Melhor custo benefício da ilha. (no litoral de Hanga Roa, no caminho para a gruta Ana Kai Tangata);
      Rest. próximo ao cemitério, lado direito de quem vai. Não lembro o nome, lugar simples, bastante comida / comida mais caseira.
       
      *SHOWS
      - Te Ra’ai ( Kaituoe s/n (só seguir a Calle Tuki Haka Hevari depois do Hospital) Tel. 32-255-1460, 32-255-1460 e 9-9414-4972 - [email protected]
      -Vai Te Mihi (Calle Policarpo Toro, ao lado do cemitério) - [email protected] - Tel. 9-493-8990 - Funcionamento: Segundas, Quintas e Sábado, 21 horas.
      - Kari-Kari (Calle Principal Atamu Te Kena & Tuki Haka Hevari) - Tel. 32-210-0767, 7-532-5637 e 9-489-2780 - Funcionamento: Terças, Quintas e Sábado, 21 horas.
      Obs.: Informações obtidas no site andarilhospelomundo.com - e o valor em Maio 2013 só para ver o show (sem jantar) era 10 mil pesos no Kari Kari e Vai Te Mihi e 15 mil pesos no Te Ra'ai (onde fui).
       
      ROTEIRO
      * Considerando a chegada do vôo LAN às 12 / 13 hs.
      Comprar o seu ingresso de entrada no aeroporto mesmo, logo ao sair do avião, ao lado esquerdo, antes de entrar no setor de bagagem. Valor R$30.000.
       
      * 1o DIA - VINAPU . RANO KAO . ORONGO (considerando o vôo LAN chegando 12hs / 13hs)
      Método: BIKE
      - Vinapu (Após ver o Ahu, pegar a estrada de terra atrás do aeroporto, mais curta, sentido Vulcão Rano Kao)
      - Volcán Rano Kao (subir pela trilha de quem vai a pé, conduzindo a bicicleta até em cima)
      - Orongo (fica junto com o Vulcão, no topo deste)
      - Ver o pôr do sol lá de cima e descer de bike pela estrada dos carros (o que é rapidíssimo).
      - Passar rapidamente pela caverna Ana Kai Tangata, observando as pinturas dos pássaros amarelados no teto (onde residia uma família canibal e ponto importante para avistar o vencedor da competição do homem pássaro)
       
      * 2o DIA - LITORAL NORTE
      Método: CARRO ou QUADRICICLO ou MOTO
      - Tongariki: ver o nascer do sol e fazer um picnic lá como café da manhã (recolher todo o lixo, claro!)
      - Rano Raraku: visitar o cemiterio de Moai que fica logo atrás
      - Papa Vaka: ver os peroglifos
      - Te Pito Te Kura: cruzar para o lado norte e visitar a pedra do umbigo e o maior Moai (que está quebrado e caido no chão)
      - Praia de Perouse: Para fotos e quem sabe banho (não é recomendável, por não ter salva vidas e risco de desabamento de terra do litoral)
      - Praia de Anakena: passar o resto da tarde relaxando
      - Descansar a noite e dormir cedo
       
      *3o DIA - TREKKING A TEREVAKA
      Método: BIKE + TREKKING
      - Manhã: subir o Vulcão Terekava (ponto mais alto da ilha) - Ir pedalando pela estrada principal e deixar a bike presa em alguma árvore no início da trilha (a trilha inicia no Ahu Akivi) e seguir a pé
      - Tarde : Após Descer o Terevaka, conheça o Ahu Akivi + seguir para para a trilha do litoral (estrada amarela, no mapa), passando pela Gruta Tepahu + Gruta Ana Kakenga (2 ventanas) + ver o por do sol no Tahai e voltar pela costa apreciando os moais e as baías (hangas)
      Obs: Tb é possível assistir o por do sol de dentro da Caverna Ana Kakenga, o que é um espetáculo a parte ! O sol se põe diante da janela da gruta, fazendo entrar raios avermelhados no seu interior, ficando lindo para fotos.
      - Noite: jantar e descansar
       
      *4o dia: POIKE
      Método: Tour guiado +-20 a 35 mil por pessoa
      - MANHÃ e INÍCIO DA TARDE: Subir o caminho de Poike, conhecendo o moai de pedra, a gruta da virgem etc (o visual panorâmico mais incríveis da ilha)
      - FIM TARDE/NOITE: Explorar mais o centro a tarde (lojinhas, por estampa no passaporte no correio (se tiver aberto), jantar)
      - NOITE: ver show de musica tradicional
       
      *5o dia: Museu e ir viagem de volta
      - Museu que abre as 9h30. Ficar até 10h30 e seguir para o aeroporto.
       
      Obs.: Se você prefere fazer tudo com mais calma, almoçando e jantando bem, considere a possibilidade de ter pelo menos 01 dia a mais.
      Obs.: Se você curte mergulho Scuba de cilindro, é possível fazê-lo em meio período do dia. Procure informações on line. Existe um Moai (acredito que fake!) submerso para fotografias.
      Obs.: Esse roteiro é recomendado para quem já leu sobre a história da ilha ou tem facilidade em comunicar-se com nativos para ir adquirindo informação ao longo da viagem, já que não está incluído guia para os dias iniciais, mas tão somente para a trilha guiada obrigatória no 4o dia.
      Considere que rodar a ilha sem entender a história (descoberta pelo povo da Polinésia, a cultura Rapa Nui na época dos moais e mais tarde com a idolatração do Homem Pássaro) não tem graça alguma.
      Assim, se preferir, uma alterativa é, na tarde do dia de chegada, conhecer o centro da cidade, se ambientar e observar o Museu (que não abre segunda e fecha domingo às 12h30m), reajustando todo o esquema acima.
    • Por peaga1502427177
      Olá,
       
      Estive na Ilha de Páscoa recentemente. Cheguei na noite do dia 14 e fui embora na noite do dia 22. Inicialmente, lendo os relatos aqui, pensei que seria muito tempo lá; não foi e você já vai saber porquê.
       
      A precipitação na ilha é alta o ano todo, mas na minha estadia peguei 4 dias de chuvas quase intermináveis, os primeiros 4 dias. No primeiro dia, a despeito da chuva, resolvi bater perna na cidade para me localizar. Já na cidade, você encontra vários moais [estátuas Rapa Nui] e ahus [plataformas cerimoniais]. Mas a chuva, apesar de leve, quase não dava trégua. Antes de ir à ilha, chequei a previsão do tempo e esperava chuva para todos os dias da minha estadia, então levei duas jaquetas de chuva que uso para correr, mas elas apenas retardaram o inevitável e fiquei molhado até a alma. O pior foram as botas, que ficaram encharcadas. Fiquei pensando que deveria ter gastado mais e comprado botas de cano mais alto (evitam torções) e goretex (impermeáveis).
       
      Noutro dia, aluguei uma bike com um inglês que também estava hospedado sozinho no meu hostel e encaramos o tempo. Minha bicicleta Cannondale custou 18.000 chilenos a diária; a do inglês, mais simples, saiu por 12.000. Não lembro o nome do lugar onde as alugamos, mas achei caro, e as bicicletas não eram nada demais, meio velhas. Depois de algumas horas pedalando, sentimos muita dor porque os assentos eram bem duros. Se você é ciclista e não tem problemas em pedalar 30, 40 quilômetros (ou mais) por dia de subidas e descidas, acho uma boa ideia levar assentos mais confortáveis do que os que você vai encontrar nas bicicletas de aluguel. Um detalhe: quando chove lá, por motivos óbvios quase ninguém sai para pedalar. O inglês e eu fomos os únicos bravos (ou estúpidos) a nos arriscar. Não achei perigoso pedalar na ilha. Na estrada, os motoristas, em sua maioria turistas, diminuiam a velocidade e se afastavam ao passar pela gente. Os locais fazem o mesmo. Você também vai encontrar muito gado e cavalos na pista, mas eles não representaram perigo.
       
      A melhor coisa que eu fiz, independentemente do tempo, foi alugar um carro (Suzuki Jimmy) para recorrer a ilha. Apesar de caro (aluguei sozinho), me deu muita liberdade e segurança. O aluguel saiu por 35.000 a diária por três dias, ou seja 105.000. Recomendo orçar antes de alugar. O meu tinha ar condicionado (que nem usei), era novo e saia mais barato que nas maiores agências da cidade, que cobravam mais caro (45.000 a diária).
       
      Eu me hospedei no Hostal Kona Tau. Acredito que seja o hostel mais barato da cidade, apesar de ainda ser caro. A diária me custou mais ou menos 60 dólares. Maureen Crichton, que meio que gerencia o lugar, é adorável e nos ajudou com tudo. O hostel, por outro lado, é bem simples. O café da manhã era menos que aceitável e contava apenas com uma fatia de bolo ou uma panqueca meio enjoativa, um pão (não era francês), manteiga e geleia, um copo de refresco (não era suco), café e alguma fruta. Os quartos tinham cheiro a umidade, e os banheiros nem se fala. O chão da cozinha era um nojo e estava tão sujo que 'colava', me comentou o inglês, que entrou descalço lá uma vez. A internet é bem lenta e praticamente só funciona na sala de jantar (onde tomamos café da manhã) e numa areazinha na entrada do hostel. A cidade sofre com as baratas e você deve ver algumas nesse hostel. Lá você vai ver também galos e galinhas, gatos e cachorros, o hostel é praticamente um sítio.
       
      A Ilha de Páscoa é cara. Não vou falar nos custos das passagens, pois moro em Buenos Aires e, depois da ilha, fui passar as festas com a família no Recife, então não tenho como isolar as passagens para Rapa Nui do restante. O que eu posso dizer é comer lá é bem caro. Se puder, leve comida. Eu levei muitas barras de cereal e proteína. Levei creme de amendoim e outros alimentos não perecíveis para cozinhar no hostel, mas pelos motivos apontados acima, preferi não usar muito a cozinha e acabei jantando sempre fora. Meu almoço, todos os dias: as barrinhas de cereal.
       
      A grande atracão da ilha, na minha opinião, é a natureza, afinal depois do ducentésimo moai (sério), observar as esculturas e plataformas perde um pouco a graça. Meus lugares preferidos: Vulcão Rano Kau, Vulcão Maunga Terevaka, Península Poike. As trilhas do Rano Kau são claras e fáceis. Recomendo tomar a que fica à esquerda do mirador e caminhar até o finalzinho onde você pode ver as ilhas Motu Nui, Motu Iti e Motu Kao Kao do lado oposto da vista que você tem de Orongo. Maunga Terevaka tem trilhas também muito claras, a mais clara e larga leva ao topo, mas outras mais estreitas levam a outros pontos interessantes. O percurso leva algumas horas, mas vi senhoras de idade voltando sem dificuldades. A península Poike é enorme e mereceria dias de exploração. Eu fui sozinho num dia de tempo instável e me senti um pouco oprimido e assustado, quase como se o lugar me dissesse para ir embora. As trilhas não eram claras, desapareciam e o lugar era meio ermo e por isso só recomendo para quem realmente goste de trekking ou para quem não goste tanto assim, mas encontre um dia com bom tempo e tenha companhia.
       
      Você pode comprar a entrada (obrigatória) para o Parque Nacional Rapa Nui em três lugares: no desembarque no aeroporto, na sede no Conaf e numa lojinha na rua principal da cidade. O custo é de 30.000 para estrangeiros, 10.000 para residentes do Chile. Vi um americano morador de Santiago comprar a entrada dele por 10.000 sem precisar comprovar residência. Eu preferi pagar o valor todo. O ingresso vale por 5 dias apenas a partir do momento em que você entra em Orongo (vila cerimonial) ou em Rano Raraku (fábrica dos moais). O meu se expirou antes do fim da viagem, mas não tive problemas.
       
      Por qualquer dúvida, mandem mensagem.


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