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Junho/13: Paris-Bruxelas-Frankfurt-Berlim-Hamburgo-Amsterdã (24 dias)


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Opa, então vamos ressuscitar isso aqui! ::hãã2::

 

DIA 06 (BRUXELAS – 08/06)

 

Logo pela manhã fui ao Mini Europe, que é basicamente um “parque” de miniaturas dos monumentos e atrações mais famosas da Europa inteira. Junto do ingresso vem um livreto explicando cada uma, os recursos utilizados para construi-la, etc, é bem interessante pra ir lendo enquanto se caminha pelas miniaturas. Sim, é uma atração mais voltada ao público infantil, mas eu curto miniaturas e a riqueza de detalhes impressiona. O interessante também é que todas as miniaturas são na mesma escala, então dá pra ter uma noção de comparação bem legal.

 

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Mini-Europe

 

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Mini-Europe

 

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Mini Grand Place :)

 

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Aí vemos como o Portão de Brandeburgo é pequeniniiinho :P

 

Após o “momento criança’, fui dar umas voltas e tirar umas fotos ali no Atomium, que fica bem ao lado. Não subi pois não achei tão interessante, pelas pesquisas e leituras que fiz.

 

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Atomium

 

Hora de então finalmente conhecer a Grand Place, a atração mais famosa da cidade. Sinceramente? Não achei nada demais, não. É bonita, claro, mas esse tipo de prédio você encontra pela Europa inteira, e o conjunto não é nada tão diferente, que você fale “oooh” :P É claro que deve ser outra coisa ir lá quando tem aquele tapete de flores (acho que é só uma vez por ano, né?), enfim... eu gostei de Bruxelas justamente por sua simplicidade, e essa “ostentação” dos prédios góticos/barrocos não combinou muito bem haha!

 

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Grand Place

 

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Fiz de tudo, mas não coube a pontinha haha! E olha que minha lente é larga! :P

 

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Ah, foi aí também que finalmente experimentei os tais chocolates belgas! Hmmmmm que perigo! Hahaha! Comprei um moooonte pra trazer pra família e amigos (e pra mim, lógico haha), o que acabou sendo meu calvário, porque esses bichos são pesados pra caramba e ocupam um espaço do cão!!! Pensem na mala quando forem comprar! :D

 

E lógico, fui ver o menino mijão! Hahaha! Sim, eu já sabia do tamanho minúsculo da estátua, então só fui lá constatar mesmo hahaha! Gente, que fenômeno inexplicável é esse? Turistas e mais turistas acotovelando-se pra tirar uma foto, incrível. Eu só fiquei de longe observando e rindo. Depois comprei um waffle ali na lojinha do lado (dica que peguei aqui no fórum, inclusive ::cool:::'> ), e continuei observando mais um pouco (gente, alguém me explica como os belgas não são obesos?? Só tem comida engordante naquele lugar hahaha!)

 

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Sem comentários...

 

Ainda tinha planejado dar uma passeada num parque perto do meu hotel, mas o cansaço (e a comilança) falou mais alto. Casa e cama.

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DIA 07 (IEPER – 09/06)

 

Por que não ir a Brugges ou a Ghent, Cristiane? Por que escolher uma cidade que nunca ninguém ouviu falar pra fazer sua day trip? De novo, culpa dos velhinhos do Iron Maiden. 8) Em 2003 eles lançaram uma música chamada Paschendale, que conta a história da batalha de mesmo nome que se deu durante a Primeira Guerra Mundial, adivinhe onde? Sim, em Ieper (em seus arredores, mais precisamente). Essa cidadezinha foi de importância estratégica muito grande durante a Primeira Guerra devido à sua localização geográfica e relevo.

 

Houve cinco grandes batalhas lá durante o período, a batalha de Paschendale foi a terceira e permanece até hoje como um símbolo da crueldade e futilidade da guerra. Nos seis meses em que duraram a batalha, estima-se pelo menos 400 mil mortes, e pra quê? O avanço das tropas aliadas foi de apenas OITO QUILÔMETROS. ::putz:: Como resultado também, a cidade de Ieper restou 100% destruída, ou seja, tudo que vemos lá hoje foi construído após 1920, mesmo a história da cidade remontando tempos muito antigos (lá dos romanos!).

 

Eeeeeeeenfim, acordei cedo e peguei o trem pra lá. A passagem tinha comprado no dia anterior, numa passada rápida pela estação central. São aproximadamente 2h30 de viagem e tem que trocar de trem duas vezes. Se alguém se interessar, me pergunte que dou mais detalhes sobre os trens etc.

 

Cheguei lá por volta das 10h e fui dar uma caminhada pela cidade. Eu tinha agendado um “tour” pras 14h, pois pra conhecer os locais de batalha, cemitérios e tal, só de carro/van mesmo (no máximo bicicleta), já que tudo aconteceu nos arredores da cidade, então as distâncias são grandes. Tem várias empresas que prestam esse serviço, pesquisei tudo pela internet antes de ir e já deixei acertado pra chegar lá tranquila.

 

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Saindo da estação de trem :)

 

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A pacata Ieper

 

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Antigo fish market da cidade

 

Cheguei na Market Square (basicamente a ‘pracinha’ principal da cidade) e, depois de comer mais um waffle maravilhoso (gordice pura, pois havia tomado um ótimo café da manhã no hotel :lol: ), fui ao Cloth Hall, que é um prédio enoooorme que fica ali e na época medieval servia como local de armazenagem e venda de tecido (um negócio bem importante naquele tempo). Hoje o prédio abriga o Escritório de Turismo de Ieper e também o In Flanders Field Museum, que fui visitar.

 

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Cloth Hall

 

O museu é bem interativo e tem bastante conteúdo sobre todas as batalhas que ocorreram ali nos arredores e sobre a Primeira Guerra em geral, tudo em ordem cronológica, bem bacana. No meio da visita você pode parar e subir a torre pra ter uma visão panorâmica da cidade, o que eu fiz, lógico (aliás, esse foi o principal motivo pra eu ter escolhido visitar o museu em primeiro lugar). Como a cidade é pequenininha, dá pra ver bastante além, o que é muito legal.

 

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Sininhos na subida à torre :D

 

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Pouco vento hehehe

 

Após o almoço fui para o Menin Gate, que era o ponto de encontro com o guia da excursão que eu tinha agendado. O Menin Gate é um memorial que foi construído no mesmo lugar onde, na época da Guerra, havia um portal por onde muitos dos soldados que foram à luta passaram. Nele estão gravados os nomes de quase 55 mil soldados desaparecidos durante a guerra e toda vez que algum resto mortal é encontrado/identificado (ainda acontece hoje em dia, e o avanço da tecnologia de DNA tem ajudado bastante), o nome é apagado de lá. ::love:: Todos os dias, pontualmente às 8 da noite, é realizada uma breve cerimônia no Menin Gate, pra relembrar os mortos (é o chamado Last Post).

 

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Menin Gate

 

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Menin Gate

 

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Detalhe dos nomes gravados na parede interna

 

Enfim, encontrei o guia e descobri que a excursão era de uma pessoa só, euzinha hahahaha! Começamos visitando um cemitério britânico, depois um dos alemães, alguns memoriais, bunkers... muita coisa bacana (e triste ao mesmo tempo).

 

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Um dos cemitérios visitados

 

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Neste cemitério está enterrado o soldado mais jovem da Primeira Guerra, que morreu com apenas 14 anos.

 

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Memorial aos canadenses

 

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Tyne Cot Cemetery de Paschendale, o maior, com mais de 11 mil sepulturas

 

Mas o lugar (e a história) mais interessante que conheci foi o chamado Hill 60. Basicamente era essa colina que estava tomada pelos alemães e o plano dos aliados pra retomá-la era o seguinte: cavar túneis em diversos pontos do território ocupado e plantar bombas (minas) pra explodi-los de baixo pra cima! E conseguiram! Demoraram seis meses pra fazer tudo (as escavações tinham que ser em total silêncio pra manter o segredo da operação) e no fim explodiram tudo ao mesmo tempo (se não me engano, no total eram 19 minas, mas algumas falharam). No fim, ganharam o território, só para perdê-lo novamente dentro de alguns meses. Ou seja, aquela história da futilidade de novo....

 

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Hill 60, resultado de uma das explosões depois de quase 100 anos. Pela foto não dá pra ter muita noção, mas essa cratera tem uns 100 metros de diâmetro, fácil.

 

Quatro horas e muito aprendizado depois, estava de volta ao Menin Gate, e fui caminhando até a estação pra pegar o trem de volta a Bruxelas, não sem antes comprar um cone de batata frita com maionese pra comer no caminho (já mostrei minha indignação pelos belgas não serem gordos, né??).

 

No dia seguinte era hora de começar a explorar a Alemanha, e mal sabia eu que seria o dia mais emocionante da viagem (em vários sentidos hahahaha)!

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