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victorsanb

Eurotrip (Amsterdam, Paris, Veneza, Florença, Roma) 14 dias.

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Excelente relato, com ótimas informações. Eu como sou alucinado por foto, estou me esbaldando com as imagens, continue postando mais. no incio qdo vi o itinerário e o tempo de viagem achei que ia ser muito corrido, mas por enquanto a viagem está muito legal!

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Show de bola Victor,

 

Estou montando um roteiro de lua de mel para final de janeiro do ano que vem, e assim como os posts dos nossos experts, o seu tem me ajudado bastante.

 

Parabéns.

 

Fala, John!

 

Obrigado pelas palavras! Em relação ao seu roteiro, se eu puder ajudar em alguma coisa, é só chamar. Estamos aí pra isso!

 

Abração!

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Excelente relato, com ótimas informações. Eu como sou alucinado por foto, estou me esbaldando com as imagens, continue postando mais. no incio qdo vi o itinerário e o tempo de viagem achei que ia ser muito corrido, mas por enquanto a viagem está muito legal!

 

Opa, rkoerich, tudo bom?

 

Muito obrigado pelas palavras! Pode deixar que vou continuar sim! Só não vou postar mais hj pq é aniversário da minha filhota e não estou com tempo. Mas amanhã sem falta eu continuo.

 

Já acompanhei outros relatos seus e eles são sensacionais! As fotos então, sem comentários! Também sou apaixonado por fotografia! Nada profissional, amador mesmo, mas aprecio um relato cheio delas, acho que enriquece demais! ::otemo::

 

Abração!

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19/04/13 - Paris (visita ao Palácio de Versalhes)

 

Caramba...por onde começar? Foi uma lambança daquelas pra chegar até Versalhes. Esse é o preço que pagamos por não prestar atenção corretamente nas instruções (e não foram poucas) que lemos tanto aqui como em outros sites... ::grr::

 

Vou colar um passo a passo CORRETO que extraí do site Conexão Paris:

 

"Você tem três opções para ir a Versailles de trem.

 

. De trem à partir da estação ferroviária Paris Montparnasse até a estação Versailles Chantiers.

 

. De trem à partir da estação Paris Saint Lazare até a estação Versailles Rive Droite.

 

. De RER C que para em duas estações de Versailles, Versailles Chantiers e Versailles Rive Gauche.

 

Qual escolher? Tudo depende da região onde você se encontra em Paris. Como moro perto da Gare Saint Lazare, escolho esta opção mesmo sabendo que uma vez em Versailles caminho 15 minutos até o castelo.

 

A estação de Versailles mais próxima do castelo é Versailles Rive Gauche."

 

Fonte: http://www.conexaoparis.com.br/2008/12/05/paris-a-versailles-de-trem-ou-rer/

 

Resumo do pagode: no papel em que eu anotei nosso plano de roteiro, coloquei assim:

 

"Versalhes: ESTAÇÃO PARIS MONTPARNASSE - RER C - ESTAÇÃO VERSAILLE RIVE GAUCHE."

 

Mas eu sou um gênio, não? ::prestessao::

 

Acabamos confundindo duas opções...e o aplicativo era inútil para Versalhes, uma vez que ele era um city guide para Paris e o palácio não se encontrava nela. Não me recordo muito dos detalhes pq o estresse foi tão grande na hora que não prestei atenção, só queria saber de chegar. A única coisa que fiz corretamente foi chegar no guichê e dizer: “Chateau de Versailles” na entrada da nossa estação de metrô. Nem precisei pedir ida e volta (Aller-Retour), a moça já me vendeu automaticamente, provavelmente devido ao meu péssimo francês... ::lol4::

 

Dali nos dirigimos à tal Montparnasse. Enfim, chegamos, saímos do metrô e tivemos que entrar em outra estação. Acho que foi isso, uma confusão só. Chegamos na plataforma e nada de achar no mapa a estação Versailles Rive Gauche ::lol4::

 

Ainda veio um carinha e "tentou" nos ajudar mas ele parecia mais perdido que a gente. Decidimos ir para a estação mais próxima da conexão com a RER C. Era a estação da torre Eiffel, eu acho. Voltamos, desembarcamos e fomos procurar a plataforma da RER C. Ainda fomos pro lado errado mas pedimos informações e uma menina nos ajudou. Chegamos no lado indicado e percebemos que estávamos na plataforma correta pois o número de turistas era imenso. Ali pelo menos fizemos o certo: prestamos atenção no monitor que indicava quais eram os próximos trens, tínhamos que ficar atentos para pegar o com direção Versailles Rive Gauche. Vimos alguns turistas entrando no primeiro que parou, dá até aquela dúvida na hora: "será que estamos fazendo m... de novo?" mas resolvemos esperar e confiar no monitor que indicava o próximo como o nosso. Assim que ele parou, embarcamos e para nosso alívio chegamos sem problemas. Quando você desembarca, é super tranquilo, tudo muito bem sinalizado e mesmo que não fosse, bastava seguir a horda de turistas. Não tem erro (pelo menos quando chega né... ::lol4:: )

 

Por favor, desconsiderem essa lambança hein!!! Nem sei se relatei nosso erro corretamente. Sigam as instruções de outros relatos e tópicos aqui do mochileiros. Ou então busquem páginas alternativas, como o Conexão Paris. Se não, vcs vão sofrer o mesmo estresse que nós. Ainda pegamos um frio danado nesse dia, infelizmente. Quando é pra dar m... vem é tudo junto...kkkkk.

 

Chegamos a Versalhes e o tempo estava super feio. O único dia que pegamos frio de verdade e tempo chuvoso na França...e logo no palácio... :cry:

 

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Nos dirigimos até um guarda que se encontrava ao lado de uma imensa fila. Estava com o Paris Museum Pass em mãos e antes que eu perguntasse ele já apontou pra tal fila e disse: "Line". Ali não tinha jeito: era enfrentar a maldita. Depois que entrei nela, percebi que existia uma outra fila para comprar ingressos, igualmente gigantesca.

 

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Apesar de imensa, não demoramos muito. Cerca de 15 minutos depois já estávamos dentro. Você passa pela segurança, apresenta seu ticket/PMP e depois já sai no pátio que dá acesso ao palácio.

 

Começava a esfriar mais. Acho que uns 10, 12 graus. Fomos para a entrada principal, nova fila, também rápida.

 

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Assim que entramos, recebemos um áudio guia. É só se dirigir ao balcão, eles perguntam a língua e te dão. E, diferente de outros lugares, é GRATUITO. Show! O português é o de Portugal mas tava valendo! ::otemo:: E o mais interessante: ele inicia automaticamente em alguns ambientes. Nós entrávamos e ele começava. Geralmente isso acontecia nos cômodos onde rolava um vídeo. Nos outros, era só procurar o número, digitá-lo e pronto: toda a explicação. Perfeito!

 

O palácio é enorme e demanda certo tempo. Mas vale. Até hoje, foi o maior e mais belo palácio que tive o privilégio de conhecer. A cada nova sala, uma aula de história, desde sua construção, sucessão monárquica até a revolução francesa.

 

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Após alguns salões, chegamos à maravilhosa Galeria dos Espelhos, símbolo de poder e riqueza da monarquia francesa. O lugar realmente é espetacular...

 

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Outro lugar bem interessante no Palácio de Versalhes é a Chambre De La Reine. Foi neste cômodo, através de uma pequena passagem, que Maria Antonieta fugiu do povo enfurecido, em 1789. Para quem gosta de história, um prato cheio.

 

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Passeamos mais um pouco, terminamos o tour e saímos do palácio, em direção aos famosos jardins. Ainda conseguimos pegar um tempo regular, sem chuva. Mas foi por pouco tempo. Encontramos muitos brasileiros, era até engraçado, eu falava com minha esposa alguma coisa e logo algum casal chegava e pedia para tirarmos fotos. Como tem brazuca na europa! ::lol4::

 

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A temperatura baixou novamente quando começou a chover. Pegamos uma braba ali, deveria estar por volta dos 7,8 graus. ::Cold:: Pra carioca isso é nevasca... ::lol4::

 

Tiramos algumas fotos mas quando a chuva veio esperamos um pouco. Ela durou cerca de meia hora e depois parou. Vimos alguns casais com uns carrinhos, tipo de golfe. Cheguei a perguntar pra um casal de brasileiros quanto eles pagaram e pelo que me lembro foi algo em torno de € 30. Achamos que, pelo tempo, não valia a pena. Mas com certeza teríamos alugado se estivesse sol. Deixamos de ver a maioria do jardim devido ao mau tempo. Ficamos ainda por ali mas logo voltou a chover e estava um frio de matar. Decidimos partir e almoçar por Versalhes mesmo.

 

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Saímos do palácio e paramos em um restaurante chamado BUFFALO GRILL. Esse restaurante me lembrou o Outback. Pedimos uma entrada, um prato principal + sobremesa. Comemos bem, batemos um papo, esperamos a chuva passar. Depois, voltamos para o metrô.

 

Restaurante Buffalo Grill: 7 Avenue de Sceaux 78000 Versailles

 

Total: € 40.

 

site: http://www.buffalo-grill.fr/

 

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O retorno foi tranquilo, sem erros. Saltamos perto da torre Eiffel e fizemos baldeação até a estação Chaussée d'Antin (linha 7 ou 9). Nosso destino eram as Galeries Lafayette, última parada em Paris. O metrô nos deixou bem em frente. Entramos, passeamos e só. Tudo caríssimo.

 

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Depois que saímos de lá, resolvemos voltar andando até o hotel. Eram 20 minutos a pé mas mesmo assim o fizemos. Acho que mais pela vontade de aproveitar os últimos momentos em Paris do que tudo. Chegamos ao nosso destino, fizemos as malas, descansamos um pouco e mais tarde descemos e repetimos nossa janta no Restaurant Paris Istanbul, gastando os mesmos € 12 da noite anterior.

 

Era o final de nossa passagem pela Cidade Luz. Saímos satisfeitos mas querendo voltar e explorar o que faltou. No dia seguinte voaríamos rumo a Veneza.

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ótimo relato, esperando a continuação...

 

Se Deus quiser ano que vem vou fazer essa viagem com minha esposa

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20/04/13 - Veneza

 

Acordamos bem cedo, por volta das 5h. Nosso vôo estava marcado para às 7:30h. Na noite anterior havíamos pedido um táxi na recepção e pontualmente às 5:30h ele estava nos esperando. Também já fizemos o check-out na noite anterior, inclusive deixando tudo pago. Só precisávamos descer e deixar as chaves do quarto no balcão da recepção (que naquele momento estava vazia). O aeroporto Charles de Gaulle é um pouco longe, chegamos após meia hora. Gastamos € 53, salgado! :shock:

 

Procuramos o balcão para realizarmos o check in mas estávamos preocupados com o peso das malas. Viajamos pela EasyJet e havíamos comprado "bagagem de porão" de 20kg/ pessoa. Como havia uma fila bem pequena, fomos até uma daquelas esteiras onde a gente faz o despacho e utilizamos a balança para verificar se estava tudo ok. Não estava. Uma das malas estourou 3kg. Abrimos rapidamente e começamos a fazer a redistribuição, inclusive pelas mochilas. Minha esposa colocou um casaco extra e eu mais umas 2 camisas... :lol:

 

Nova pesagem e tudo certo. Despachamos as benditas malas e passamos pela revista do aeroporto. E mais dor de cabeça, tira jaqueta, tira bota (minha esposa), abre a mochila, tira o laptop, mas tudo dentro da normalidade, nada que fuja ao controle dos demais aeroportos. Liberados, fomos aguardar na área de embarque. Entramos no avião sem mais problemas. O vôo foi bem tranquilo, durou cerca de 1 hora e 40 minutos. Não tenho reclamações, a Easyjet é como uma Gol, nem muito boa e nem muito ruim. Ressalto que foi uma viagem curta, se fosse mais longa acho que seria desconfortável. Compramos a passagem online, 2 meses antes da viagem, sem problemas extras. Decidimos voar principalmente pq de trem a viagem Paris-Veneza seria longa, coisa de 13h. Estávamos indo para passar apenas um dia, realizar um sonho, fazer um agrado para minha linda esposa ::love:: , logo não poderíamos nos dar ao luxo de demorar tanto em um deslocamento. Mas após chegarmos na cidade, percebi que o melhor jeito de ir para Veneza é de trem.

 

Site: http://www.easyjet.com/pt

 

Total: € 175 ( passagem + taxa por 2 bagagens de porão, 20kg cada).

 

Chegamos por volta das 9h no aeroporto Marco Polo. A animação era grande. Nós adoramos a Itália, achamos um dos países mais belos (se não o mais) da Europa. Apesar de já ter lido alguns relatos sobre grosserias e o modo estúpido dos italianos, essa não é a nossa experiência. Sempre fomos muito bem tratados, principalmente quando descobriam nossa nacionalidade. "Brasiliano" ? Eles logo perguntam, antes de abrir um sorrisão e rasgar elogios a nossa terra. O único lugar da Itália onde sentimos esse tom rude que tanto lemos foi em Roma, mas isso é coisa que irei relatar no devido momento.

 

Perto do início de nossa viagem, enviei um email para o hotel onde ficaríamos, pedindo instruções sobre a melhor forma de chegarmos a Veneza. Eles responderam prontamente, dando-nos três opções. Vou colar aqui a resposta que me enviaram:

 

"Dear Mr, Victor Silva

From the airport you can take the waterbus of the line "Alilaguna", that costs € 15,00 per person and reach San Marco Square in about 1 hour and 15 minutes.

Otherwise you can take a watertaxi, that's more comfortable but it costs aprox € 120,00 per ride.

Third solution: regular bus or regular taxi until the beginning of Venice, the square called Piazzale Roma, and from there the waterbus n1 until the waterbus station called Santa Maria del Giglio, not far from our hotel.

 

Best regards,

Augusto"

 

Bom, não havia muita dúvida de que a primeira opção era a mais indicada. Watertaxi pagando € 120,00? WTF??? Nem a pau! A terceira solução também não nos agradava. Jogamos a localização da Piazzale Roma no maps e vimos que ficava longe do nosso hotel, fora isso teríamos que pegar um ônibus ou táxi, com 2 malas pesadas e mais um waterbus e ficamos com medo de nos enrolarmos para chegar. A linha Alilaguna nos deixaria na Piazza San Marco, a 5 minutos de nosso destino.

 

No saguão onde pegamos nossas bagagens, avistamos uma máquina que vendia diversos tipos de bilhetes, inclusive o da Alilaguna. Até cheguei a dar uma olhada, mas achei melhor comprar direto no balcão, visto que ainda era cedo e não acreditava que pudessem haver filas. Saímos do setor de desembarque e nos dirigimos até o local, que realmente estava pouco concorrido. Fui até o caixa, pedi 2 tickets da Alilaguna, paguei € 30. Perguntei aonde deveria pegar o barco e ele me indicou a saída e disse que deveria virar à esquerda. Ok, saímos e, ao olhar para esquerda, não vi placa nenhuma, apenas um longo corredor. Ficamos em dúvida na hora, do lado de fora era como se fosse a saída de qualquer aeroporto, cheio de taxistas te chamado, carros passando, etc. Alguns turistas estavam perdidos, como nós, mas decidimos seguir as instruções do cara e pegamos à esquerda. Andamos por volta de uns 10 minutos, sem nenhuma placa indicativa de nada, já estava achando que tinha ido pro lugar errado mas era isso mesmo: chegamos até uma espécie de mini porto, com algumas embarcações atracadas. Achamos a nossa, apresentamos o ticket, o rapaz nos perguntou aonde desembarcaríamos, eu disse: "Piazza San Marco", ele acenou positivamente, ajeitou nossas malas em um canto e nós descemos e ficamos na parte coberta. O tempo não estava bonito, já imaginei que em breve começaria a chover. O trajeto realmente demora por volta de 1 hora. O barco vai beeeeem devagar, chega a ser irritante.

 

Como era nossa primeira viagem para Veneza, cometemos alguns erros. Pelo menos foi essa a minha conclusão. A primeira delas foi ter chegado de avião. O ideal é chegar na Itália de avião e depois se locomover de trem até lá. É muito menos dor de cabeça, a estação é dentro de Veneza, existe uma linha de waterbus que custa € 7, passa por ela e te deixa em qualquer lugar da cidade. Em uma futura viagem, com certeza irei voar para qualquer outra cidade que eu queira conhecer, como Milão, por exemplo, chego, visito e depois vou de trem até Veneza. É mais barato, menos trabalhoso e muito menos estressante.

 

Nosso segundo erro foi termos nos hospedado EM Veneza. Amigos que fizeram o mesmo cruzeiro que a gente nos contaram que ficaram em MESTRE e saiu muito mais em conta. Não estou reclamando de nosso hotel. Para um 3 estrelas, ele ultrapassou as expectativas. Mas o preço foi alto. Na verdade, sem dúvida nenhuma Veneza foi o dia mais caro de nossa viagem, desde o almoço até a hospedagem. Em Amsterdam pagamos um preço similar no hotel mas era um estabelecimento 4 estrelas, um hotel bem maior e mais confortável. Não me arrependo de ter ido, muito pelo contrário, mas acho que erramos em ficar hospedados perto do lugar mais caro.

 

Continuando, após essa mais de 1 hora de trajeto, finalmente chegamos. Assim que vc desembarca, existem algumas pessoas te oferecendo um carrinho, um serviço para carregar as malas. Eu declinei, achei desnecessário e por isso não sei dizer quanto era. Jogamos no aplicativo o nosso hotel e decidimos a rota que faríamos. Aqui, dois pontos são interessantes: lemos muitos relatos sobre a dificuldade de se achar em Veneza, são centenas de ruazinhas e é verdade. São muitas. Muitos tópicos dizem que não devemos confiar no gps, etc. Bom, nossa experiência foi bem satisfatória, utilizamos nosso aplicativo com sucesso e não nos perdemos nenhuma vez. Apesar de complicado, andamos bastante e sem pedir nenhuma informação. O outro ponto interessante: também lemos sobre a dificuldade de se locomover com malas. Cara...nada pode ser mais VERDADEIRO!!! Que braba!!! ::lol4:: Me fez até lamentar ter recusado o serviço dos carinhas com os carrinhos. As pontes são todas de escadas, imagina vc com 2 malas de 20 kg, tendo que subir uma de cada vez, depois descer uma de cada vez...pois bem, aconteceu comigo... ::quilpish:: Se vc vai viajar com sua mãe, irmã, namorada, esposa...prepare-se para ferrar a coluna! ::otemo::

 

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A recepção do hotel ficava em uma espécie de vila, bem escondidinha mesmo, mas muito típica. Fomos bem recebidos, fizemos check-in sem problemas. O hotel era pequeno, porém aconchegante. Só o elevador que era claustrofóbico de tão minúsculo. Ressalvada essa última observação, atendeu às nossas expectativas. Ficamos em um quarto excelente, amplo, banheiro limpo, cofre, cama confortável. Também estávamos preocupados pq muitos relatos diziam que os hotéis de Veneza eram mal conservados, com mofo e infiltrações. Não foi o nosso caso, graças a Deus. Outra observação importante é que esse hotel tinha café da manhã incluso. Em Amsterdam e em Paris não tinha. Minha avaliação final é: se vc não tem problemas com o valor das diárias, vale a pena.

 

Hotel do Pozzi: Via XXII Marzo 2373, San Marco, 30124 Veneza

 

Site: http://www.hoteldopozzi.it/

 

Total: € 250 (1 diária)

 

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Após deixarmos as malas e guardarmos alguns pertences no cofre, fomos até a recepção e pedimos informação para o recepcionista de onde comprar os tickets do vaporetto para a estação ferroviária Venezia Santa Lucia. No dia seguinte partiríamos para Florença e queríamos comprar os tickets com antecedência. Ele nos entregou um mapa da cidade, marcou o hotel e marcou o local da biheteria. Não era longe, chegamos em 5 minutos. Compramos os tickets e fomos passear. Vale aqui uma observação: ao fazermos o check-out no dia seguinte, o senhor da recepção reforçou instruções a serem seguidas. Primeiro, deveríamos validar nossos tickets, ele foi bem incisivo nisso, e assim nós o fizemos. Ao chegarmos no deck, existiam máquinas espalhadas, posicionamos nossos tickets e ao ouvirmos o bipe, nossas entradas estavam validadas. A outra instrução era prestarmos atenção à linha do vaporetto. Se não me engano, deveríamos pegar a linha 1. Agradecemos e seguimos a risca suas orientações. Deu tudo certo.

 

Passeamos por algumas ruas e pontes a esmo. A cidade é mágica, tudo tem um charme especial. Muitos artistas tocam ao ar livre, aquelas belas canções italianas, outros aparecem fantasiados para fotos com turistas. Passamos por umas lojinhas com várias coisas de lembranças, máscaras, copinhos, leques. Minha esposa se apaixonou por um guarda-chuva e comprou: € 10. Era muito engraçado entrar em alguma dessas lojinhas, mal abríamos a boca e eles perguntavam se éramos brasileiros. Achava aquilo incrível e me perguntava como eles sabiam. Mais tarde, em Roma, descobri, conversando com uma italiana filha de brasileiros, que é devido ao nosso sotaque. De acordo com ela, temos um sotaque muito específico, seja falando italiano, seja falando inglês. E como dá mto brasileiro na Itália, eles reconhecem de longe. Outra coisa MUITO engraçada (que descobrimos ano passado quando passamos pela Itália) é vc entrar em algum estabelecido e ser recebido com um "CIAO"! Ela é pronunciada como TCHAU mas significa "olá". A gente ria demais com isso. Pô, mal entramos na loja e mandam um tchau? hahahaha. Aí depois vc compra alguma coisa, e diz: "Grazie!" (obrigado) e recebe um: "Prego!" de volta. Putz, prego??? ::lol4:: ...enfim, "prego" eles usam pra um monte de coisas lá, por favor, de nada, etc...

 

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Decidimos ir conhecer a Ponte Rialto e o Grand Canal. Uma chuva fina, chata, começou a incomodar. Ela nos acompanharia o resto do dia... :(

 

O Grand Canal é muito bonito, dá aquela atmosfera marcante de Veneza. Caminhamos por suas margens, e logo avistamos a famosa ponte. LOTADA! É até difícil subir, um empurra empurra danado. Se tivéssemos mais tempo, com certeza voltaria ali pela manhã, cedo. Mas não tinha jeito e encaramos a multidão de turistas em busca de fotos...

 

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Passeamos mais um pouco e bateu fome. Pesquisamos ali perto da Rialto mas achamos caro. Procuramos pelo aplicativo e nada por ali nos agradou. Nos afastamos um pouco, andamos atrás de um restaurante muito bem cotado mas quando o achamos estava fechado. Ele só abria para o jantar. Continuamos nossa busca até que chegamos ao Al Vaporetto. As avaliações eram positivas (sempre procuro opinião de brasileiros) e acabamos nos decidindo por ele. Estava cheio mas conseguimos entrar sem fila. É difícil achar um lugar na Itália em que a comida não seja gostosa. Uns mais outros menos, mas para quem gosta de massa (culpado! :lol: ) aquilo ali é o paraíso!!! E naquele restaurante não era diferente, comemos uma entrada deliciosa, uma Carbonara espetacular e bebemos um vinho. O garçom ainda nos indicou uma sobremesa deliciosa, se não me engano se chamava mousse gelatto. Acabou que comemos tanto que a conta saiu cara e não adiantou bodega nenhuma andar e andar atrás de um bom preço. Mais uma observação importante: pelos restaurantes, na Itália, é comum se cobrar o que eles chamam de Coperto. É uma espécie de taxa que vc paga por sentar e comer no estabelecimento. Pedindo e levando ou pedindo e comendo do lado de fora (???) eles não cobram. Agora, se você entrar e sentar...pode estar certo que eles vão acrescentar na conta. Se eu não me engano no Al Vaporetto a taxa foi de € 2. Mas esse valor pode variar. É bom se informar. Nos poucos estabelecimentos em que o Coperto não é cobrado, existe sempre um aviso.

 

Al Vaporetto: Calle Della Mandola 3726, 30124 Veneza, Itália (San Marco)

 

Total: € 58.

 

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Após esse almoço delicioso, resolvemos procurar um gondoleiro e realizar o sonho de passear pelos canais venezianos. Antes, passamos por uma nova feirinha e dessa vez fui eu quem parei para comprar. Gosto de camisas e vi uma irresistível. Sou fã de filmes e viciado em O Poderoso Chefão. Achei uma camisa com o Marlon Brando, escrita "Il Padrino" (título em italiano). Gastei € 10 e saí feliz igual criança... ::otemo::

 

Seguindo as dicas aqui do fórum, procuramos um gondoleiro que atuasse pelas canais menores de Veneza, em busca de um passeio mais interessante. Li em algum lugar que eles chegavam a cobrar € 100 e como não sabia se era por pessoa, estávamos preparados para gastar absurdos € 200 em um passeio desses. Vê se pode, o que a gente não faz por Veneza...mas graças a Deus não foi necessário. Achamos um simpático gondoleiro, que nos lançou o preço de € 80 POR GÔNDOLA e não por pessoa. Em nossa expectativa, ficamos bem felizes pq sobraria mais dinheiro né... ::lol4::

 

E vale a pena. Não tem como vc ir a Veneza e não passear por seus canais. Acho que se vc está disposto a ir até lá, que faça então! É a mesma coisa que ir a Paris e não ver a Eiffel, ir a Roma e não ver o Coliseu...

 

O passeio durou mais de 1h mas não sei dizer o tempo correto. Na verdade ele passou por diversos canais e ruelas mas acabou indo também pelo Grand Canal. Achamos o passeio bem romântico e ficamos felizes por estarmos ali, juntos, celebrando mais um ano de casamento e de uma família linda! No caminho, o gondoleiro foi contando fatos curiosos e dizendo nomes dos lugares. Passamos também pela antiga casa de Mozart. Valeu cada minuto.

 

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Depois dos pequenos canais, ele nos levou ao Grand Canal.

 

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Terminado o passeio, resolvemos conhecer a Piazza San Marco. Mais uma vez, como tínhamos apenas um dia, resolvemos não entrar na maioria dos pontos turísticos, apenas passear mesmo. A cidade estava muito movimentada, havia uma grande comemoração, parecia uma formatura, muito jovens gritavam e cantavam. Mais tarde descobrimos que isso é bastante comum pela Itália, os formandos fazem a festa, cantando a mesma música e fantasiando-se de maneira irreverente. A Piazza estava lotada. Achei um vídeo no youtube com a tal canção:

 

 

A letra é a seguinte:

 

Dottore, dottore

Dottore del buco del cul

Vaffancul! Vaffancul!

 

Todo mundo gritando, todo mundo gargalhando e eu não fazia ideia do que eles cantavam...bom, a letra não é das mais lisonjeiras, pesquisando vc descobre o que significa pq aqui é censurado... ::lol4::

 

A Piazza San Marco é muito bonita, seus prédios são espetaculares, especialmente o Palazzo Ducale. Pena que não entramos, pois queria conhecer tudo. Deixa pra uma próxima! ::Ksimno::

 

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Após longa caminhada, cansados, resolvemos voltar para o hotel. Mais tarde, ainda descemos para jantar. Acabamos escolhendo uma pizzaria próxima ao hotel. Peço desculpas aos amigos pois não levei minha máquina e também não me recordo do nome do estabelecimento. Comemos e fomos dormir, encerrando mais um dia excelente em nossa viagem.

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ótimo relato, esperando a continuação...

 

Se Deus quiser ano que vem vou fazer essa viagem com minha esposa

 

Opa, meu amigo. Obrigado pelo feedback!

 

Abraços!

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Olá Victor.

Estou adorando o seu relato, você escreve muito bem.

Iremos, eu e meu marido no próximo dia 08/09 e retornaremos ni dia 03/10 2013.

Voaremos pela Air France para Roma, depois iremos de trem para Florença, Veneza, onde embarcaremos no Legend Of The Seas

para 10 noites nas Ilhas Gregas, no retorno 3 dias em Paris. Ainda não conhecemos nada deste lugares, então o seu relato está

nos ajudando bastante. detalhe: adorei o guarda-chuva e pretendo comprar um igual para mim. Todo dia eu olho se já tem continuação.

Parabéns e obrigada pelo excelente relato. Um abraço. Bernadete

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Olá Victor.

Estou adorando o seu relato, você escreve muito bem.

Iremos, eu e meu marido no próximo dia 08/09 e retornaremos ni dia 03/10 2013.

Voaremos pela Air France para Roma, depois iremos de trem para Florença, Veneza, onde embarcaremos no Legend Of The Seas

para 10 noites nas Ilhas Gregas, no retorno 3 dias em Paris. Ainda não conhecemos nada deste lugares, então o seu relato está

nos ajudando bastante. detalhe: adorei o guarda-chuva e pretendo comprar um igual para mim. Todo dia eu olho se já tem continuação.

Parabéns e obrigada pelo excelente relato. Um abraço. Bernadete

 

Oi, Bernadete! Obrigado pelos elogios! Olha, sua viagem está muito legal, os destinos são ótimos! Minha esposa também é louca pra fazer um cruzeiro pelas Ilhas Gregas! Você vai se apaixonar por Florença, é coisa de louco de tão bonita! Já Roma eu achei interessante do ponto de vista histórico, o Coliseu é sensacional, mas preferi mil vezes Paris. Aproveite o que postei sobre os passes em cada cidade, é importante, principalmente em Paris e em Roma (especificamente no Coliseu, onde a fila é realmente quilométrica). Amanhã continuarei o relato, dessa vez na maravilhosa toscana, sem dúvidas meu lugar preferido de todos que já visitei!

 

Abraços!

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21/04/13 - Florença

 

Acordamos um pouco mais tarde. O plano inicial era pegarmos o trem das 08:25 h mas o sono estava muito bom e decidimos ir no trem das 10:25 h. Descemos, tomamos café da manhã, subimos novamente , guardamos o que faltava nas malas e fizemos nosso check out. Conforme escrevi no post anterior, saímos do hotel e seguimos as instruções do simpático senhor que estava na recepção. Fomos até o ponto onde o vaporetto passava e aguardamos ali. Existem rotas diferentes, por isso devemos prestar atenção na linha da embarcação e também em sua direção. Esperamos coisa de 10 minutinhos e logo surgiu o vaporetto indicado pelo senhor. Entramos sem nenhum problema, estava cheio e por isso fomos em pé, o que não foi ruim, já que a viagem era curta e o visual muito bonito. Esse vaporetto era bem mais rápido do que o waterbus que nos trouxe a Veneza. Aproveitamos e tiramos mais fotos antes de desembarcar na parada que fica em frente à estação de trem Venezia Santa Lucia.

 

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Entramos na estação e fomos procurar a loja da Trenitalia. Não compramos nossas passagens no Brasil por dois motivos: o primeiro é que não estávamos em alta temporada e, pelos diversos relatos que li, nós conseguiríamos passagens tranquilamente, como em qualquer rodoviária em nosso país. O segundo motivo foi a flexibilidade, caso que aconteceu exatamente em Veneza. Estávamos cansados, decidimos dormir um pouco mais. Se tivéssemos comprado com antecedência, seríamos obrigados a correr. Fato é que essa escolha teve seu ponto negativo. Não conseguimos preços promocionais ao comprar na hora, o que encarecia a passagem. Mas mesmo assim ainda valia muito a pena, visto que cotamos passagens aéreas e elas estavam absurdamente caras dentro da Itália.

 

Quando entramos na loja, nós já sabíamos qual trem que queríamos. Vai aqui uma dica: nós utilizamos o wifi do hotel e acessamos o site da Trenitalia. Lá vc joga a data, o destino e eles te direcionam para outra página onde vc vê os trens e seus horários. Na noite anterior fizemos isso e já sabíamos quais eram as alternativas. Tirei um print da página mencionada e vou postar aqui uma simulação que fiz:

 

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Site: http://www.trenitalia.com/trenitalia.html

 

Nós nos dirigimos ao caixa, não havia fila, e pedi o trem para Firenze (Florença), no horário 10:25 h. Não precisei especificar qual classe, ele já me vendeu a mais barata disponível, que no dia estava saindo a € 45 cada. Pagamos € 90 e nos dirigimos até à plataforma. Lá é como qualquer aeroporto, existe um telão bem grande, informando os trens no binário (plataforma em italiano), os trens que estão chegando e os previstos. Outro ponto importante que devo destacar aqui: li em muitos relatos, não só aqui como em outros sites, a importância de validar os tickets de trem na Itália. Realmente existem diversas máquinas de validação ao longo da estação mas, especificamente nessa viagem, não precisamos validar. No ato da compra, perguntei ao vendedor e ele disse que não era necessário. Desconfiado, procurei algum funcionário da própria Venezia Santa Lucia, ele pediu meu bilhete, olhou e me disse o mesmo: para aquela passagem não era necessária a validação. Não sei explicar o motivo. Nosso trem era um dos 3 de alta velocidade da Trenitalia, no caso era o Frecciargento, que faz itinerários entre Roma e Veneza, Verona/Brescia/Bolzano, Bari/Lecce, Lamezia Terme/ReggioCalabria e entre Nápoles e Veneza (fonte: site da companhia). Existem ainda mais dois, o Frecciarossa e o Frecciabianca, que fazem outros itinerários. Não sei informar se é por ser um desses trens ou se todos da Trenitalia são assim...

 

Viajar de trem pela Itália é tranquilo e confortável. Só preciso fazer uma ressalva: atenção se vc estiver com malas grandes. Não há muito espaço nos trens para elas. Quando embarcamos em Veneza foi até tranquilo, não havia muitas malas entre um vagão e outro e conseguimos ajeitar as nossas. Entramos, procuramos nossos lugares e tudo ok. Talvez por Veneza ser estação final/inicial (?) haja essa tranquilidade, não sei. Estou apenas chutando. Achamos até que o trem chegou mais cedo na plataforma, estava vazio, o que nos deu mais tempo para nos ajeitarmos. Agora de Florença pra Roma foi doideira total. Quando nós embarcamos, o bagageiro estava cheio, os vagões também, as pessoas entravam, deixavam as malas e iam pra outro vagão. Exemplo: nossa carrozza (vagão) era a 10. Nós subimos na primeira entrada que havia, entre os vagões 9 e 10. O bagageiro estava lotado. As pessoas que entraram por ali, colocaram suas malas e foram para o vagão 9. Não entendemos nada. Depois percebemos que todos faziam isso: entravam pelo vão do vagão da frente e deixavam as bagagens, retornando ao seu vagão de origem. E pra saber disso na hora da correria pra embarcar? Assim que anunciaram nosso trem a gente saiu em disparada pq eles não demoram muito e não esperam os atrasados na plataforma. Daí vc vê seu vagão e sobe na primeira entrada. O que os italianos fazem? Passam o vagão inteiro e sobem na outra entrada (entre a carrozza 10 e 11, por exemplo). Daí, guardam suas malas e entram na 10 e procuram o lugar. Dentro do vagão? Esqueça. As malas grandes não cabem no bagageiro em cima das poltronas e nem no espaço entre elas, só mesmo no intervalo entre um e outro. Resultado: tivemos que largar nossas malas no chão do vão entre a 9 e 10, de qualquer jeito pq o trem já estava em movimento. Graças a Deus nada aconteceu com nossa bagagem e nem chamaram nossa atenção.

 

Voltando ao relato, um outro ponto negativo de se comprar na hora são os lugares separados. Apesar de ter pedido lugares juntos, o cara nos vendeu separados. Como o trem estava vazio, sentamos juntos mas na primeira parada uma senhora italiana entrou e eu me levantei, mas ela generosamente se ofereceu para trocar. Agradeci e pude ficar ao lado de minha esposa. A viagem foi calma, o trem é veloz, passa bem dos 200km/h em alguns momentos. Não jogue fora seu bilhete, mantenha-o em mãos, os fiscais passam e pedem. Nós apresentamos, ele não implicou com a troca de lugar e deu tudo certo. A paisagem é bonita, as poltronas são confortáveis e a temperatura agradável. Se não fosse pelas malas, eu diria que a viagem foi perfeita. Numa próxima vez certamente não levarei uma bagagem tão grande assim.

 

Chegamos ao nosso destino pontualmente. Outra dica: quando vc souber que está se aproximando da sua estação, levante-se e vá buscar suas malas pois deixamos para levantar depois que anunciaram que Florença estava próxima e já tinha um monte de gente, o que deu muito receio de não conseguirmos sair a tempo com elas. Mas, felizmente, conseguimos. Em Roma, a gente se levantou uns 15 minutos antes e fomos os primeiros a descer... ::lol4::

 

Desembarcamos na estação ferroviária de Florença, a Stazione Santa Maria Novella. É uma bela estação, grande, movimentada. Andamos um pouco e fomos em busca de um táxi. Estávamos ansiosos e queríamos largar logo as malas no hotel e andar!

 

Sou suspeito para escrever sobre Florença. Explico. Ano passado também fizemos uma travessia, onde o desembarque ocorreu em Livorno. Decidimos, juntamente com 2 amigos nossos, alugar um carro e fazer uma daytrip entre Pisa e Florença. Conhecemos Pisa, não tem muita coisa pra ver, só a torre mesmo. Mas quando chegamos em Florença...meus amigos, que lugar! Andamos algumas horinhas, mas como estávamos com minha filha, não pudemos explorar muita coisa. Ela era muito pequena (ainda é) e cansava com facilidade. Partimos de lá e no dia seguinte embarcamos para Frankfurt onde visitei minha tia e fiquei hospedado em sua casa. Eu acho Florença a cidade mais bonita da Itália, é surreal andar por suas ruas, uma viagem no tempo. Firmamos um propósito, minha esposa e eu, de retornar àquela cidade maravilhosa por mais tempo. E graças a Deus conseguimos!!! ::otemo::

 

Joguei no aplicativo o endereço de nosso hotel e vimos que, a pé, chegaríamos em 15 minutos. Mas estávamos com duas malas pesadas + mochilas. Sem contar o chão das ruas da cidade, muito irregular, o que geraria um esforço maior ainda. Então pegamos um táxi. Gastamos € 15. O taxista foi muito simpático, falante. Ao nos deixar na porta do hotel ainda entregou seu cartão para quando fôssemos embora.

 

O hotel ficava em uma excelente localização, na parte histórica da cidade. Por consequência, a aparência exterior não era das mais agradáveis. Os prédios são muito antigos, as ruas estreitas. A primeira impressão foi negativa. Tocamos o interfone, uma moça atendeu e nos identificamos como hóspedes. Entramos no condomínio e, para o nosso azar, o elevador não estava funcionando. Tive que subir as malas em duas viagens até o segundo andar ::mmm: , onde se encontrava o hotel. Quando chegamos à recepção, qualquer desconfiança foi quebrada: o hotel é muito bonito, conservado e limpo. A mulher que estava na recepção foi muito atenciosa e educada. Nos pediu mil desculpas pelo elevador. Recebeu nosso check in, nos deu um mapa da cidade, explicou o funcionamento da chave da portaria e da recepção, nos levou até o quarto, sempre sorridente e com máxima atenção. Ali ela já me ganhou pq como já disse antes, prezo um bom atendimento. Esse hotel está muito bem cotado no tripadvisor e escolhemos ele pela localização e pelos reviews positivos sobre o atendimento. Não nos arrependemos. Em questão de estrutura não foi o melhor mas no quisito atendimento foi disparado o líder.

 

La Casa Di Morfeo: Via Ghibellina 51, Firenze

 

Site: http://www.lacasadimorfeo.it/it/

 

Total: € 435 (3 noites).

 

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Entramos em nosso quarto, deixamos as malas e guardamos no cofre alguns itens importantes. Esqueci de mencionar que em Florença encontraríamos minha tia, que mora na Alemanha. Ela soube de nossa vinda e conseguiu tirar um dia para nos ver. Ficou hospedada no mesmo hotel. :lol:

 

Depois do encontro, saímos para começar o nosso roteiro. No Brasil, minha esposa e eu compramos o Firenze Card. Minha tia fez o mesmo, só que da cidade dela. Esse passe segue a mesma lógica do Paris Museum Pass. A grande diferença é que ele tem validade de 72 horas. O cartão é ativado após o primeiro uso. Além de entradas em todos os principais museus e atrações, nós pulamos as filas e tivemos acesso ao transporte público gratuitamente. Também existe um outro benefício que eu não sabia, só descobri quando peguei: wifi free por toda a cidade. Bom, na verdade não é por toda a cidade como a menina do balcão me informou. Você tem acesso ao wifi nos principais museus, que acaba se estendendo para as principais praças. Mas ao se afastar das atrações, a internet é nula. De qualquer forma, é muito válido! ::otemo::

 

Nós compramos online, na página oficial, recebemos um e-voucher, imprimimos e escolhemos o ponto mais próximo de nosso hotel para resgatá-lo. No nosso caso foi na Piazza Della Signoria, Palazzo Vecchio. Mas existe uma lista de lugares onde vc pode pegá-lo, basta saber onde está localizado seu hotel.

 

Outro ponto importante, para que vc possa se programar em sua passagem por Florença, é saber os dias e horários de funcionamento das atrações. A especialidade da cidade são os museus e estes não abrem às segundas-feiras, na maioria dos casos. Nós chegamos na cidade em um domingo, ficaríamos até terça, partindo na quarta pela manhã. Sendo assim, infelizmente pegaríamos uma segunda, o que nos fez perder a oportunidade em alguns lugares, por exemplo. Não foi só por isso, claro. Um bom local para se ter acesso à tabela de funcionamento é o próprio site do Firenze Card. Logo na página inicial, clique em "The Card" (quando vc coloca a página em inglês, é claro). Nessa página ele explica o que é o cartão. Logo abaixo existe um subtítulo chamado: "Activating the Firenze Card". Neste tópico existe um link, sublinhado, escrito: "Click here to see the monthly update timetable of the Firenze Card Museums". Ao clicá-lo, outra página se abre e vc tem acesso aos dias e horários de funcionamento de todas as principais atrações da cidade, no mês corrente. Vou colocar aqui um print da timetable desse mês e pelo que eu vi, algumas coisas estão diferentes de quando eu fui mas é pouca coisa. Sobre o transporte de Florença não posso opinar pois não utilizei, uma vez sequer, ônibus. Nós gostamos é de andar! ::lol4:: Fizemos doideiras, andamos demais nessa cidade linda, de ponta a ponta. A parte histórica da cidade é excelente de se andar, não entra carro. A parte mais puxada é quando saímos dela e vamos até locais mais distantes, como a Piazzale Michelangelo.

 

Agora vem o ponto negativo sobre o passe: ele aumentou...e que aumento!! Acabei de ver aqui. Quando compramos ele custava € 50 mas agora está custando € 72... ::vapapu::

 

Antes de adquiri-lo, faça seu roteiro e veja se vale a pena. Vale aqui o mesmo pensamento de Paris: quanto mais vc o usar, mais ele valerá. No nosso caso, além de financeiramente fazer sentido, o principal atrativo era poder pular a desanimadora fila para a Galleria degli Uffizi, um dos maiores museus do mundo.

 

Site: http://www.firenzecard.it/

 

Total: € 100 (2 passes).

 

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Bom, já eram mais de 13h e estávamos com pressa e fome. Nosso roteiro hoje seria:

 

- Pegar o Firenze Card.

- Almoçar.

- Galleria degli Uffizi.

- Ponte Vecchio.

- Experimentar um sorvete na Cantina Del Gelato.

- Retornar e passear pela Piazza Della Signoria.

- Passear pela Piazza Del Duomo.

- Jantar e passear pela cidade.

 

Parece puxado mas tudo é próximo. Do hotel, caminhamos cerca de 10 minutos até chegarmos na Piazza Della Signoria. Nela encontra-se o Palazzo Vecchio. Entramos no prédio e fomos até a recepção do museu, em um balcão chamado Info Point. Retiramos nosso Firenze Card, ativamos nossa wifi e seguimos para almoçar, cheios de fome.

 

Pesquisando pela net, não me lembro se foi aqui ou no tripadvisor, descobrimos uma opção barata e deliciosa em Firenze. É uma lanchonete, na verdade é um balcão ::lol4:: onde se vende sanduíches dos mais variados sabores, todos feitos em um delicioso pão francês e servidos com vinho, super barato (para os padrões europeus). Não estava muito cheio, pedimos dois sanduíches e dois copos. Comi o meu e rapidamente repeti! Muito bom! Ficamos ali, sentados na calçada, comendo e batendo papo, foi muito legal! Peço desculpas aos amigos do fórum pois na hora a fome estava tão grande que nem lembrei de tirar fotos do lugar. Corrijo mais uma vez tirando um print do local. Vale a pena conferir! É colado na Piazza Della Signoria.

 

I Fratellini: Via de Cimatori 38/r, 50122

 

Total: € 11 (3 sanduíches + 2 copos de vinho).

 

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Galleria degli Uffizi

 

Saindo do I Fratellini, chegamos à entrada do museu em menos de 5 minutos. Existia uma fila gigantesca na porta e uma segunda, bem menor. Pedi informações e descobri que nossa fila era essa menor. O grande problema da Uffizi é que se vc quiser entrar sem o FC( Firenze Card), tem que comprar a entrada online e agendar um horário de visita. Se não escolher nenhuma dessas opções, tem que tentar a sorte na imensa fila. Mas como a entrada é controlada (número de pessoas), vc pode ficar horas nela e não conseguir. A fila menor era justamente de pessoas com horário marcado e portadores do FC.

 

Ficamos coisa de 10 minutos aguardando a liberação de nossa fila. Depois, entramos sem problemas. O museu não é gigante, nem se compara com o Louvre ou o d'Orsay. Logo no início, já me irritei. Adivinhem? NO PHOTO! PQP! Isso era o que mais me irritava pelos museus europeus... ::grr::::vapapu::

 

É claro que não saí sem tirar pelo menos uma foto mas nem me arrisquei a tentar nas salas com as principais obras. O museu tem um acervo que inclui obras de Da Vinci, Michelangelo, Rubens, além dos quadros "Primavera" e "O Nascimento de Venus", de Botticelli. Demos uma passeada por ali, tirei uma fotografia da ponte Vecchio (isso podia...), que dali tinha um visual lindo e fomos até o terraço, onde tiramos mais fotografias. Encerramos a visita e decidimos seguir caminho.

 

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Ponte Vecchio

 

A ponte mais famosa de Florença ficava a menos de 5 minutos a pé. Saímos da Uffizi e caminhamos por ela. Existe um comércio intenso, principalmente joalherias. Tiramos fotos, passeamos, olhamos alguns preços e achamos tudo caro. Rodamos mais alguns minutos e partimos em busca da sorveteria.

 

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Cantina Del Gelato

 

Saímos da ponte e em menos de 5 minutos alcançamos a sorveteria. O dono é brasileiro, muito gente boa. O sorvete, uma delícia. Infelizmente, não tirei fotos. Procurei no street view mas as imagens são antigas e a Del Gelato ainda não está lá. O que posso fazer é colocar o link das avaliações do tripadvisor aqui para que vcs possam ler os reviews brazucas. Outro ponto positivo é que o dono nos deu uma dica para fugirmos do "pega-turista" mais famoso da cidade.

 

Um dos pratos mais conhecidos de Florença é a chamada Bistecca alla Fiorentina. Existem muitos restaurantes que oferecem-no. Nosso amigo brasileiro nos alertou, dizendo que a verdadeira bisteca só pode ser de 1kg. Não existe Bistecca alla Fiorentina de 500 gr. E o que mais vimos foi anúncio em restaurantes de 500gr ::ahhhh:: "Se tem menos de 1kg nem bisteca é, fiquem atentos!", disse ele. Acabou que, infelizmente, não comemos a tal bisteca mas pelo que vimos o preço médio da verdadeira Bistecca alla Fiorentina é € 40. Fica aqui o alerta de qualquer forma! ::otemo::

 

Cantina del Gelato: Via de Bardi, 31, Florença.

 

Total: € 9 (3 sorvetes e 1 água).

 

Link das avaliações: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g187895-d2066955-Reviews-Cantina_del_Gelato-Florence_Tuscany.html

 

Piazza Della Signoria

 

Refizemos nosso caminho e fomos até à praça. Na minha opinião, é a praça mais interessante de Florença. Um verdadeiro museu ao ar livre, com obras e mais obras. Existe em frente ao Palazzo Vecchio uma réplica do David de Michelangelo, cujo original se encontra em outro museu muito famoso, a Galleria dell’Accademia.

 

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Após esse passeio, resolvemos entrar no Palazzo Vecchio novamente, só que dessa vez para subirmos sua torre. Não quisemos olhar o museu, estávamos saturados de obras de arte... ::lol4:: Apresentamos nosso FC e ganhamos acesso. A subida é cansativa também, escadas que não acabam mais, prepare-se! Mas a vista...só mesmo as fotos podem expressar uma parte do que é ver aquele cenário...

 

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Piazza Del Duomo

 

Menos de 10 minutos andando e chegamos nela. É o principal ponto turístico de Florença. Andamos um pouco, tentamos entrar na Basílica di Santa Maria del Fiore mas estava fechando já. A cúpula não abre dia de domingo. O plano era retornar na terça e visitar tudo de novo. Infelizmente não conseguimos, acabamos mudando de planos e fazendo uma excursão pela Toscana. Fica pra uma próxima ::Ksimno:: Ponto importante: FUJA dos restaurantes na Piazza Del Duomo. Tudo é caríssimo!!! Cheguei a ver um refrigerante por absurdos € 6.

 

Observação: Na terça-feira, o clima estava maravilhoso e o céu azul. Mesmo com uma excursão pela Toscana, consegui dar um pulinho na Piazza Del Duomo para tirar fotos, já no fim do dia. As fotos que tirei no dia desse post ficaram feias, com o céu nublado demais. Então, as que postarei agora são de terça, dia 23 ::otemo::

 

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Após mais esse passeio, retornamos ao hotel. Começamos a planejar o jantar, queria marcar para mais tarde mas minha tia me alertou sobre o horário. Outro ponto importante: ATENÇÃO aos horários de almoço e jantar. Se vc quer jantar, deve jantar cedo. 21h já é considerado tarde. Eu queria marcar às 21h com minha tia mas depois do que ela falou, marcamos para às 20h na recepção. Aproveitamos para descansar um pouco, passar as fotos para o pc (backup) e verificar o cofre (sempre fazemos isso, é de praxe).

 

Encontramos minha tia novamente no horário marcado e fomos passear. Andamos pelas ruas de Firenze, a cidade estava cheia, bonita. Passamos novamente pela Piazza Del Duomo. Novas fotos, perspectiva diferente do local. Passamos também por uma sorveteria e mesmo antes do jantar não resisti: mais sorvete! rsrs. Acabamos perdendo um pouco a hora e aceleramos o passo em busca de um restaurante muito bem recomendado no tripadvisor. Ele é bem escondido, afastado dos círculos visitados pela maioria dos turistas. E o preço também agradava. Fiquei bem curioso sobre a qualidade da comida, que diziam ser maravilhosa. Usei o aplicativo e entra rua, sai rua, achamos o bendito. Chegamos lá por volta de 20:50 h, tarde como bem avisou minha tia. O restaurante estava quase vazio, entramos e fomos bem atendidos. Só quem não gostou foi o cozinheiro. Fez cara de poucos amigos ::quilpish:: mas não foi rude conosco. ::lol4:: A cozinha é aberta e conseguimos ver toda a movimentação desde o preparo até o momento de servir. Não é um restaurante chique, sua aparência é de uma pensão. Mas a comida...meus amigos, simplesmente mágica! Comi a melhor carbonara (acho que já deu pra perceber que sou APAIXONADO por carbonara né... ::hahaha:: ) da minha vida! E é muito bem servido hein. Pedimos pratos de massa, ainda pedi um prato principal que vinha um bife, com medo de vir pouco pois estava morrendo de fome. Eu fui olho grande demais e não aguentei o prato principal... ::lol3:: Bebemos um bom vinho da casa e conversamos bastante, rindo e comentando sobre o dia. Demorei a perceber que o restaurante estava vazio! Todos os clientes haviam partido...o cozinheiro fechou a cozinha e só restava o senhor que nos atendeu, creio que um dos donos. Mas em nenhum momento fomos apressados ou nos sentimos pressionados a partir. De qualquer forma, percebi que estávamos extrapolando pois para eles era muito tarde...pedimos a conta e fizemos questão de pagar a parte da minha tia, como um presente, em agradecimento pela hospitalidade do ano passado e o esforço em vir nos encontrar. ::kiss:: Foi uma bela noite!

 

Trattoria Pallottino: via isola delle stinche 1r

 

Site: http://www.trattoriapallottino.com/

 

Total: € 48 ( vinho + 3 pratos de massa + 1 prato principal). Melhor custo benefício que encontramos e também a comida mais deliciosa).

 

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Saímos do Pallottino e voltamos para o hotel. Combinamos às 9h na recepção na manhã seguinte. Fomos dormir felizes e satisfeitos com nosso primeiro dia em Florença. Foi um dia mágico! ::otemo::

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      Qdo revisitamos Santiago em novembro de 2017, já tínhamos comprado passagem para o feriado de 1º de Maio de 2018, com milhas. Custou a bagatela de 10.000 milhas por trecho somente. Irrecusável.
      Os planos variaram desde então e a verdade é que eu havia reservado um hostel no Lastarria para os 4 dias. Mas mudei pouco antes da viagem: Passaríamos o 1º dia na Isla Negra, conhecendo a casa do Neruda que nos faltava, pernoitaríamos em Valparaíso e voltaríamos para Santiago. Ficou +- assim:
      Dia 1 – Isla Negra, Valparaíso
      Dia 2 – Valparaíso, Viña del Mar
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Dia 4 – Santiago
      E assim fizemos.
      Por alguma falha séria da minha parte, eu memorizei que o voo partia às 19hs do Galeão. Na verdade ele foi alterado algumas vezes desde a compra. E na verdade ele partia às 18hs. Saí do trabalho às 16, pegamos um taxi às 16:30 e ... deu tempo. Somente no aeroporto eu me dei conta do horário! Estou piorando.
      Chegamos tarde da noite em Santiago, pegamos nosso taxi direto para o hotel. Eu havia reservado um hotel pertinho do Patio Bellavista, assim rolaria alguma saída na chegada. Hotel boutique maneiro, a 55 USD. Achei bom preço.
      Rodamos um pouco pela área para ver o agito, e tinha muita gente nas ruas. Estacionamos num canto no Patio mesmo, onde curtimos cervas e o vai e vem. Fomos dormir umas 2 da manhã.
       
      Dia 1 – Isla Negra e Valparaíso
      Acordamos cedo, umas 8hs. Depois do café, saí para fazer um câmbio rápido – desnecessário, pq tinha na rodoviária – e partimos para a rodoviária. Pegamos o metrô e descemos na Estação Universidade Santiago. Lá fomos abordados por umas meninas, uniformizadas que nos sugeriram pegar o Pulmann, que, segundo elas, era mais rápido. Ok, aceitamos. Compramos para as 11:30. 6 K cada. Eram 10:40, então fizemos hora por lá. Câmbio por lá estava 595 CLP por USD, o mesmo que no centro da cidade.
      O busum atrasou um pouco, mas lá fomos. Chegamos na Isla Negra umas 13:30. Vantagem de viajar leve é que vc carrega sua bagagem nas costas numa situação dessas numa boa. Fomos andando para a Casa do Neruda. Eu tinha receio de longas filas e tal, mas não havia ninguém na nossa frente. Maior tranquilidade. Pegamos o audioguia e lá fomos. Antigamente era guiada, agora não mais. Curtimos muito, espetáculo de lugar. “Completamos” as cass do Neruda, mas ainda voltaríamos à Sebastiana. Visual sublime dessa, com vista direto para o mar. Uma bela visita.
       
      Na volta fui comprar passagens, e a moça da cia disse que era apenas fazer sinal no ponto de ônibus. Ok. Havia gente já na espera no ponto. E logo chegou um, amem. Deu 3K e alguma coisa por pessoa. Eram umas 15hs, sinal de que nossa estadia foi de 1,5h no geral.
      Uma hora depois estávamos em Valparaíso. Decidimos ir andando para o hostel, assim respiraríamos um pouco a cidade. Os arredores da rodoviária, naturalmente, não são lá muito agradáveis, mas foi bacana o trajeto, conforme fomos nos afastando. Reservamos um hostel subindo um dos morros, perto de uma rua onde rola uma night intensa. Largamos as mochilas e saímos para explorar o fim de tarde. Em direção ao Cerro Concepcion, que é onde rola o agito que queríamos ver.
      Passamos pelo parque onde era uma antiga prisão, tinha uma galera local curtindo. Depois ficamos rodando o Concepcion de cima pra baixo e para os lados. Percorrendo os caminhos estreitos e grafitados, pasajes, ascensores, e tudo o mais que houvesse pela frente. Que lugar bacana de noite, é aquele! Belíssimas construções, belíssimo visual, belos e divertidos grafites. Lugar que merece mais tempo de curtição noturna. Curtimos um lindo pôr do sol avermelhado no Paseo Iugoslavo, e então a fome falou mais alto. Estávamos só de café da manhã.
       
      Jantamos num lugar marromeno, e logo embicamos num segundo turno na cervejaria Altamira, que fica ao lado de um ascensor. Muito boa! 
      Rola muita atração artística e gastronômica no Cerro Concepción. Recomendo muito curtir a noite por lá. Rola muito grafite também, deve valer a pena buscar um walking tour dedicado a isso – para quem curte, claro. De todo modo, andando pelas ruas e ruelas, vc vai se deparar com alguns belos exemplares de arte de rua.
      A vontade de esticar a noite era grande, mas precisávamos medir as forças e havia um dia inteiro seguinte a (re?) desbravar (de dia), então fomos dormir não tão tarde.
       
      Dia 2 – Valparaíso e Viña del Mar
      Domingo acordamos cedo para o café. Nem havia amanhecido! às 7 da matina Ideia era sair cedo mesmo, dar um rolê numas áreas lá de baixo, depois subir para a Sebastiana. Tava bem nublado. Fomos no arco inglês, pracinha da catedral (tínhamos passado no dia anterior), depois fomos subir. O ascensor estava fechado, então fomos de escada mesmo. Naquela hora da manhã, só havia bebuns. Na praça e na escadaria. Talvez assustem, mas... vivemos no Rio, né? 
       
       
      Curtimos um pouco do Museu a Céu Aberto, que anda precisando de uma repaginada, mas que ainda proporciona um belo visual. E seguimos subindo até a Sebastiana, onde fomos um dos primeiros a chegar. Visitamos a casa (novamente, no meu caso), curtimos bastante. As casas do Neruda são muito maneiras de se conhecer. E, para quem se dispõe a ouvir o audioguide, as histórias são bem interessantes também. É pena que minha insensibilidade com poesia me limite a curtição da obra dele.
       
      Depois disso repeti meu trajeto de anos antes, seguindo por toda a Av. Alemania até descer no Paseo Iugoslavo. Entramos no Museu de Belas Artes, não exatamente pelas obras, mas pelo Palácio em si, que é muito bonito. Visitamos rapidamente. Descemos de ascensor para a Praça Sotomayor, e seguimos a pé para o Artilleria. Exatamente o que eu me lembrava de ter feito antes. E, tal qual antes, havia fila para o ascensor Artilleria. Tal qual antes, subi a pé. Curtimos o visual, as casinhas, e não muito mais que isso – rola um mercado pra turistas lá em cima. Descemos a pé mesmo, e, de volta à praça, pegamos o metrô para Viña del Mar. Tanto em Santiago quanto lá, vc tem de comprar o cartão magnético para viajar no metrô. Desagradável para quem está lá só por uma viagem, mas vamos em frente. Acho que já era assim qdo fui. Devia ter guardado o cartão!
       
      Em Viña fomos direto para a Quinta Vergara, mas o Palácio que eu queria ver estava em reforma. Andamos um pouco pelo parque e seguimos para o Palacio Rioja, mas chegamos na hora em que estava fechado para o almoço. Putz (sim, falta de planejamento detalhado!). De qq forma, é bem bonito. Passamos, mas não entramos dessa vez, no Museu Fonck. Foi bem legal quando fui, mas não quis repetir. Fomos descendo para o litoral. Viña é bem agradável em suas ruas internas, muito arborizada. No litoral, uma cena interessante: estava bem nublado, e até friozinho. E a galera na praia. Cheia de roupa de frio, claro. Um conceito diferente de praia. Quando estive lá da outra vez havia galera na praia tbm, mas pegando sol. Fazia calor.
       
      Passamos pelo Cassino, visitamos o Castelo e fomos até o tradicional relógio, ponto seguro de milhões de fotos. Era hora de dar uma pausa e conseguimos encontrar um bar que servia bebidas sem precisar comer. Amem! No Chile geralmente é difícil encontrar lugares que sirvam apenas bebidas, vc necessariamente tem de pedir alguma comida para acompanhar. Depois de saborosos piscos sours e cervejas, lá fomos pegar nosso metrô de volta. Chegando em Valpo, pegamos um taxi que passou no albergue (mochilas!) e nos deixou na rodoviária. Já era fim de tarde, pegamos rapidamente um busum para Santiago. 
       
      Da outra vez em que estive em Valparaíso, em 2010, eu cheguei de manhã desde Santiago, peguei um busum para a Sebastiana, conheci a Casa do Neruda, e depois segui andando até descer pelo Paseo Iugoslavo. Gostei muito da vibe na época, e deu aquela sensação de que valeria um retorno para um pernoite. A sensação que tive dessa vez é de que teria valido a pena mais de um pernoite. Que tenha uma próxima vez. Reconfirmei a vibe Santa Tereza (RJ) que eu tinha sentido da outra vez. Com o diferencial evidente do fator segurança. Rola muita comparação entre Valpo (mais antiga, mais bagunçada, mais perigosa, mais artística) e Viña (mais moderna, mais organizada, mais tranquila, mais praiana). Gosto muito de ambas, mas minha base é Valpo mesmo.
      De busum, descemos na Pajaritos, pegamos metrô e chegamos ao nosso hostel no bairro Lastarria por volta das 20hs.
      Mal chegamos e marcamos com umas amigas da Katia de nos encontrarmos para jantar. Tentamos o Tango, umas choperias, mas tava tudo cheio. Encontramos um famoso, mas que foi meio marromeno. Várias coisas faltando, lomo que tava faltando mas depois passou a ter – e aquilo não era lomo mesmo. Depois da janta, compramos umas Kross no mercado para saborear no quarto mesmo. 
       
      Dia 3 – Cajon del Maipo
      Eu já tinha pré-acertado a visita a Cajon del Maipo por whatsapp com a TripChile. Precisava apenas confirmar qdo chegasse a Santiago, e assim fiz, na noite anterior. Cedo pela manhã lá estávamos esperando a van para o passeio. Chegou umas 7hs. Fomos os últimos a entrar, e todos eram brasileiros. Não era lá muito confortável para dormir, então fui vendo filme.
      Primeira parada, até para um café da manhã, foi em San Juan del Maipo. Tomei um café e depois fiquei rodando pela pracinha da pequena cidade. Fazia um friozinho muito bom. Lá é base para várias atrações pelas montanhas. Nosso guia era um simpático chileno que cometeu o deslize de perguntar ao grupo sobre Lula, e ainda com o agravante de elogiar o falecido ditador Pinochet. Ou seja, receita certa para a discórdia. Felizmente a galera não esticou a corda.
       
      A primeira atração é o Embase El Yeso, uma represa belíssima que é área de mineração também. Logo, há um certo conflito de espaço entre as vans de turistas (amplamente de brasileiros naquele dia) e os caminhões. O visual é espetacular. Embora estivesse frio, ainda não havia começado a nevar. Era final de abril (último dia!), consta que normalmente começa a nevar em Maio. Com ou sem neve, o lugar é muito bonito. Pena mesmo é que só temos meia hora por lá. É o mal dos tours. Eu teria ficado bastante mais tempo curtindo o lugar. Talvez uma próxima vez. 
       
      Mais 1h de viagem, e chegamos às Termas Colina. Galera nas piscinas de água quente. Funciona assim: as mais acima são mais quentes. Não consegui entrar. Ficamos numas intermediárias, só que mais próximas de baixo. Curtimos bastante. Também tem horário limite, e usamos o tempo todo de que dispomos. Ideal para lá é levar chinelos (#ficaadica), facilita muito a coisa de tirar e colocar roupas e caminhar de e para as piscinas.
       
      Tinha bastante gente por lá, muitos brasileiros naturalmente. Mas ouvimos muita gente falando espanhol tbm. Vi que muita gente vai para lá de carro, arma uma tenda, faz churrasco, etc. Curte o dia. Parece ser um programa bacana. Aquele visual belo e seco típico da região, o rio passando lá embaixo, o sol direto (fez sol!) na cabeça, o vento. Uma experiência. 
      Depois dos banhos quentes, fomos curtir um piquenique com a galera. Estava incluso (e eu nem sabia!). Garrafão de vinho e tira-gostos. Daria para ficar lá até o sol se por, mas a partida é relativamente cedo, umas 14 ou 15hs +-. De modo que chegamos umas 17hs de volta a Santiago. Eu teria ficado mais tempo!

      Ainda que seja um tour com belíssimos visuais e a experiência nas termas, deve se levar em conta que dura 10 hs do dia, das quais vc passa a maior parte do tempo na van, indo e vindo e se deslocando entre as atrações. E não é nada barato, custa 45 CLP por cabeça. Mas a ótima lembrança do visual e da experiência é o que fica, ao menos para mim. Consideraria, no entanto, repetir o passeio, mas por conta própria.
      Como chegamos ainda com luz Em Santiago, saí para passear pelo bairro Itália, que ainda não havia conhecido. O CC Gabriela Mistral, que fica ali no Lastarria, estava com as atrações fechadas na 2ª feira. Percorri Baquedano, e me embrenhei nas ruas do bairro Itália, que é bacana. Algumas áreas estavam se preparando para a noite, que começaria logo a seguir.
      Nesse dia fomos jantar com as meninas na pizzaria Tiramisu. Mais uma vez. É badalada em excesso, pra falar a verdade (minha opinião, claro). É bom, mas não tanto assim para lotar do jeito que lota. Tem fila pra entrar, enquanto os vizinhos ficam com espaço sobrando.
      Na saída ainda demos um rolê pela Isidora Goionechea antes de pegar o metrô de volta para nossa área. Tinha uma cervejaria que eu estava tentando conhecer, a Jose Ramon, mas que vivia cheia. Chegando lá, mesmo tarde da noite, estava cheia novamente. Então fomos dormir. Aproveitei um mercadinho para comprar uns refris vermelhos locais. Eram bons!
       
      Dia 4 – Santiago
      Terça-feira era 1º de Maio. Um dos feriados onde mais se fecham atrações pelo planeta (tipo 1 de Janeiro e 25 de Dezembro). Não deu outra, tava tudo fechado em termos de atrações mesmo. Nesse dia ganhamos o café da manhã de cortesia do hostel. Muito simpático!
      Saímos para passear e a Avenida principal estava fechada para o desfile de 1º de Maio. O CC Gabriela Mistral sequer abriu. Na altura de onde estávamos ficava o palco, presumo que era o final do desfile. Fomos então ao encontro das massas, em direção ao Palácio do governo, que foi onde nos encontramos com a galera desfilando. Em frente ao palácio havia barreiras, mas fora dessa área o acesso era livre. Ficamos observando e fotografando os sindicatos e outras associações de trabalhadores (assim como diversas representações comunistas) desfilando. Uma moça chilena carregava um cartaz pedindo “Lula Livre”. Geralmente era desfile com cartazes, algumas fantasias, mas havia algumas coreografias tbm, acho que de grupos de artistas. Tudo na paz, ainda bem.
      Depois de um tempo, embicamos para o centro. Tudo fechado mesmo, absolutamente nenhum museu aberto. O mercado abriu. Fizemos então uma caminhada pelo Parque Florestal, depois fizemos uma pausa na região do Bellavista. A Kross estava aberta e não lotada, como na sexta-feira em que lá estivemos. Curtimos algumas boas cervas, caminhamos nos arredores. Região bacana, aquela. Tem opções para diversos gostos e bolsos.
       
      Ainda revimos o Cerro Santa Lucia, e depois ficamos curtindo o Bairro Lastarria e toda aquela efervescência cultural que rola por lá. Artistas de rua, bandas, feirinha, painéis espetaculares nas fachadas de um prédio. Almojantamos no Tambo e depois ficamos bebericando pisco sour até a hora de ir embora. Uber para o aeroporto deu 13 CLP, acho que havia promoção de taxis por 20 CLP no hostel. 
       
      Chegaríamos ao Rio de madrugada. E assim foi mais uma viagem explorando cantos pelo mundo!
       
       
    • Por Ro St
      Junto-me ao "coro" de agradecimento aos relatos que li aqui e que me ajudaram a evitar perrengues e tomar decisões quanto ao roteiro e afins.
      Juntamente com o meu namorado, fui pro Peru do dia 06/06 à 15/06.
      Comprei as passagens GRU X Lima (meu namorado mora no Vale do Paraíba, eu moro no RS), na primeira semana de Dezembro, por 8500 pontos Multiplus o trecho para cada um + R$ 500 no total das taxas (4 trechos).
      Compramos as passagens de Lima X Cusco no site da LCPeru por 180 soles peruanos, cada trecho, diretamente no site da Cia. Não deu para comprar pelo cartão de crédito, daí foi feito pelo SafetyPay. Esta compra foi feita no mês de abril, quando havíamos definido totalmente as datas do roteiro da viagem.
       
      Estava decidida a comprar as passagens internas com Cia Peruana pq os preços da Latam e da Avianca eram muito maiores. Sabia que corria pouco risco dos vôos serem atrasados/cancelados (como é a fama quando se voa por estas Cias) em razão da época (inverno ser mais seco) e pelos horários dos vôos (li aqui, e em vários outros blogs que o problema é no aeroporto de Cusco -  se pousar ou decolar após às 17h, a chance de ter alteração é enorme).
      Eliminei a Viva Air (Viva Colômbia), pois vi que era a pior dentre as nacionais. Pelo o que li, a Peruvian seria a melhor, mas não tivemos stress com a LCPeru.
      Voamos nos 2 trechos com aviões Boeing 737, com direito a uma mala despachada de 30Kg para cada um (a minha deu exatos 10Kg). Lanches bem básicos (pacotinho de nuts variados) com direito a Inka Kola.
      Passeio para o Valle Sagrado: fizemos o tour completo (Chinchero, Maras, Moray, Ollanta e Pisac +Salineras) mas SEM ALMOÇO por 40 soles por pessoa. Levamos lanche!
      Ida para Machu Picchu: acabamos indo e voltando com o trem Vistadome da PeruRail por US$ 40 o trecho (Cyberday promotion), comprados no final de Abril.
      Ida para Huaraz: fomos pela MovilTours na opção "Ejecutivo Vip" por 45 soles peruanos o trecho, para assento de reclinação de 160 graus. O preço  normal para este tipo de assento/serviço é 65 soles, mas comprando com certa antecedência consegue-se encontrar alguns assentos promocionais.
       
      Terminada a informação sobre o investimento financeiro, irei tecer brevemente sobre o nosso roteiro e outras dicas e percepções, mas procurando evitar o óbvio.
      DIA 06/06
      Vôo GRU X Lima: saída às 7h40min (aguardamos em torno de 30min dentro do avião para poder decolar em razão do FLUXO aéreo, cfme explicação do piloto). Resultou em 1h de atraso na chegada: pousamos ao meio-dia em Lima. Avião super confortável ( poltronas no formato 2-3-2).
      Vôo Lima x Cusco: saída às 14h40min (atraso de alguns minutos no portão de embarque - fomos de bus até o avião).
      "PERRENGUE": Reservei todas as minhas hospedagens pelo Booking, que informava que a hospedagem de Cusco ofereceria transfer. Escrevi mensagem para eles ainda em SP. Acessando os 30min de wifi free do Aeroporto de Lima, e não haviam respondido. Chegamos em Cusco e... Não tinha wifi free e nada de transfer. Pagamos 25 soles para um taxista fazer a corrida até o bairro de San Blás.
      "RECOMENDO": Jantamos no SUMAQ II, na Calle Siete Angelitos - nosso restaurante em Cusco. Barato, sem movimento, pizza em forno a lenha. Pão de alho e massa da pizza feitos artesanalmente e de forma excelente. Wifi bom tb. 
      07/06
      Compramos os ingressos para Machu Picchu no "escritório" do Ministério da Cultura do Peru em effectivo (em soles, sem taxa extra nenhuma). Fiquei monitorando pelo site oficial a disponibilidade dos ingressos e, deu certo.
      "RECOMENDO": Mês de Junho é cheio de comemorações em Cusco. Pegamos vários eventos tri em razão do Corpus Christi, concurso de dança das escolas infantis de todo o Valle (ainda tem o Inti Raymi no "solstício do inverno").
      Passeamos por Cusco mas sem entrar nas opções pagas de museus,etc. Só compramos o boleto parcial (70 soles por pessoa).
      "DETALHE IMPORTANTE": Fizemos a carteirinha internacional pq estudante paga metade no boleto "general" (o mais completo), mas tem a mesma regra que M.P.: só até 25 anos! pqp!!!!  E tem outra: li aviso lá no Cosetur, que a carteirinha da ISIC (que nós fizemos) não teria mais validade nos próximos meses!
      08/06
      Fizemos o tour pelo ValleSagrado, mas sem entrar no Parque A. de Ollanta, pois pernoitamos naquela cidade, daí curtimos o acervo na manhã do dia 09/06 com toda a calma do mundo! Pq como vários relataram, é pouco tempo para contemplar e tirar fotos durante o tour grupal. Fora que, de manhã estava vazio!!!! (além dos tours grupais serem de tarde, a Copa do Mundo diminuiu mtooo o movimento lá na região!
      "DICA": se puderem ir lá pra Cusco/M.P. durante algum evento mundial importante (Copa/Olimpíadas) será ótimo! Nada de empurra-empurra, tumulto, dificuldade pra enquadrar fotos... oh maravilha!!!!
       
      09/06
      Ollanta de manhã, e de tarde pegamos o trem às 14h. Ollanta é muito agradável, mas bem pequena, com poucas opções de gastronomia (após às 21h, ao menos). De tarde pegamos o trem - confortável, pontual, etc.
      Ao chegarmos em Águas Calientes, encontramos a galera que reserva hospedagem por agência aguardando ser chamado... Meio ruim isso!
      Jantamos o prato menu (como em quase todos os dias no Peru) por 12 soles apenas! E com direito a Pisco Sour dupla gratuita! Pq? Copa do Mundo! Poucos turistas, vários restaurantes... É galera do "mete a faca no turista"! Nos mercadinhos os preços se mantinham exorbitantes, mas estavámos bem preparados. Só queria ter comprado BANANA (plátano) pois li no blog ApureGuria, que isso atraia as ilhamas em M.P.! Mas 1 sole por 1 plátano.. não!
      10/06
       Subida pela escada inca: mais do que dor nos joelhos pelos quase 35 anos "de velhice", senti minhas coxas "ficando pelo caminho". Me apavorei comigo mesma, ao ter que parar várias vezes para descansar, mas conseguimos fazer o trajeto em 1h10min! 
      Não pegamos guia, segundo informações que colhi, só o pessoal dos grupos das agências não conseguem escapar. Se fez falta/se foi melhor, acho que é questão de opinião pessoal. Pesquisamos sobre a historia de M.P. antes da viagem. Enquanto a galera dos grupos guiados tinha poucos minutos para tirar fotos dos lugares, quase zero de tempo para contemplar a energia "em paz", nós tivemos, e muito! Saímos às 10h40min, tendo feito as 2 voltas no parque. Sentado um pouco para lanchar. Explorado tudo o que tínhamos à disposição (não pegamos nenhuma montanha). 
      Na saída começou a chover. Uma garoa, mas constante. Não descemos muito rápido para evitar escorregões na escadaria, mas deu uns 45-50 minutos.
      Só na estação do trem é que fui ao WC. Ah! Sou alérgica a borrachudos, passei repelente, mas não senti nada de mosquitos querendo incomodar. Como pegamos o trem às 13h30min, chegamos cedo em Ollanta e fui tranquilo voltar de "colectivo" até Cusco (10 soles).
      "SOBRE AS  VIAGENS COM O TREM": é disponibilizado wifi... Que era ótimo, rápido! 
      11/06
      De manhã compramos alguns souvenirs e de tarde pegamos nosso vôo para Lima. Gastamos aproximadamente 5h no aeroporto de Lima (bus para Huaraz era às 23h30min - coloquei baita margem de segurança), usando o wifi do Starbucks, e tb resolvendo um PERRENGUE!
       
      "PERRENGUE": no dia anterior à saída do Brasil (05/06) recebo e-mail automático da Latam - nossa volta teria um atraso de 12 HORAS!!!! (vôo da volta seria às 23h30min de 15/06 com escala de uns 40min em Assunção). Só que o vôo "novo" sairia às 24h de Lima. E vôo saindo de Assunção às 5h40min não "existia" mais, e sim, só às 3h da madrugada (o que era inviável), ou às 17h - resultando numa chegada às 8h DA NOITE, quando inicialmente seria às 8h DA MANHÃ do dia 16/6.
      Escrevi no Twitter, no Facebook da Latam... expliquei que só teria wifi e em poucos momentos durante a viagem... Esperei por 1 semana para que tivessem a competência de resolverem. Nada! Escrevi minha reclamação no ReclameAqui. Entretanto, usei o tempo ocioso para buscar o guichê peruano da Latam. As atendentes alegavam que não poderiam remarcar os vôos por ter comprado por pontos. Mas, com mta insistência, e mostrando os e-mails de confirmação da época da compra com essa diferença absurda, elas resolveram o problema! Pegamos vôo direto, saindo às 24h30min de Lima! Então, salvem sempre suas negociações com print de tela e tal para estarem munidos!!!!
       
      ...AMANHÃ CONTINUO SOBRE HUARAZ E AS VIAGENS DE BUS!
    • Por fernandobalm
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes. 
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais
      Não foi necessário visto para ir ao Chile. Não era necessário nem passaporte, mas como minha carteira de identidade tinha cerca de 30 anos, levei-o. Não existia exigência para validade mínima. Meu passaporte vencia em fevereiro de 2018 (cerca de 4 meses depois da minha entrada). A moeda do Chile era o peso chileno, que podia ser trocada por reais diretamente (sem necessidade de dólares ou euros) em Santiago e São Pedro de Atacama. Existia a lei de isenção de imposto sobre valor agregado de 19% para pagamento de hotéis em dólares (acho que euros também), por isso levei dólares somente para este fim. Mas, como eu fiquei em hostels muito simples, não havia esta cobrança nem para pagamento em pesos e os dólares mostraram-se em grande parte desnecessários.
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva de média intensidade só peguei em algumas horas de um dia em Santiago. As temperaturas também estiveram razoáveis (para um paulistano) durante o dia, mas um pouco frias à noite. Chegavam em média a 25 C ao longo do dia em Santiago e a um pouco mais no Atacama. À noite, a temperatura caía até cerca de 13 C em Santiago e 10 C no Atacama (perto da madrugada caía mais, chegando talvez a perto de 5 C). A exceção foi a ida de madrugada para Geysers del Tatio, em que ficou abaixo de zero.
       
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil, procurando até falar português, quando sabia .
      As paisagens agradaram-me muito, principalmente dos Andes e dos vários pontos do deserto . Sofri um pouco com a altitude de algumas atrações do Atacama, que passavam de 4.500 m e queimei minha boca 🤕 nos Geysers del Tatio devido ao frio , pois não a protegi adequadamente.
      Com um trânsito bem mais tranquilo que o de São Paulo, Santiago pareceu-me uma cidade bem organizada. São Pedro do Atacama pareceu-me pequena e só apresentava congestionamento de vans nas saídas simultâneas para as excursões e de pedestres na Rua Caracoles no centro.
      Achei o país muito saudável socialmente (muito mais do que o Brasil), apesar de ter conhecido poucos locais. Mesmo sem ter a força econômica brasileira, pareceu-me muito mais equilibrado. Como consequência, pareceu-me ser muito mais seguro. Uma francesa que lá conheci confirmou que Santiago lhe pareceu mais segura do que Paris.
      Gastei na viagem R$ 2.359,37, sendo R$ 84,37 com alimentação, R$ 376,19 com hospedagem, R$ 18,37 com transporte local durante a viagem, R$ 224,49 com a passagem de ida e volta de ônibus entre Santiago e São Pedro de Atacama, R$ 242,42 com ingressos para as atrações, R$ 679,92 com pacotes para as atrações, R$ 5,23 com tarifa para câmbio, R$ 5,53 com gorjetas, R$ 495,16 com passagens aéreas, R$ 212,07 com taxas de embarque para ir e voltar a SP e R$ 16,68 com IOF. Sem contar o custo das passagens aéreas, das taxas de embarque e do IOF o gasto foi de R$ 1.652,14 (média de R$ 118,01 por dia). Mas considere que eu sou bem econômico (desta vez até que nem tanto ). Fiz todos os meus gastos no Chile em espécie, para evitar as taxas e impostos cobrados pelo uso de cartões. Só comprei a passagem de ônibus para São Pedro do Atacama com cartão porque fiz com antecedência quando estava no Brasil e porque comprando pela internet o desconto era maior do que o imposto.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (aeroporto de Guarulhos) a Santiago em 17/10/2017 pela Gol (http://www.voegol.com.br). O voo saía às 10:30 e chegava às 13:40 horas. A volta foi de Santiago a SP (Guarulhos) em 31/10/2017 pela Gol. O voo saía às 14:20 e chegava às 19:10. Paguei R$ 495,16 por ida e volta. Paguei R$ 113,38 pela taxa de embarque de ida e R$ 98,69 pela de volta usando cartão de crédito. Ao todo o preço foi de R$ 707,23.
      Antes de sair do Brasil, no dia 16/10, comprei US$ 150 para a viagem, com taxa de câmbio de R$ 3,31. Gastei R$ 496,07 de câmbio e mais R$ R$ 5,45 de IOF. A taxa até que não foi ruim, mas como eu acabei não pagando toda a hospedagem em dólares porque os hostels eram muito simples e acho que não cobravam o imposto sobre valor agregado, teria sido melhor comprar somente pesos chilenos diretamente com reais em Santiago. As taxas seriam melhores e não pagaria IOF (como diz a Jovem Pan - Brasil, o país dos impostos). Saquei os dólares diretamente do caixa eletrônico do Bradesco na agência do começo da Avenida Paulista (https://banco.bradesco/html/classic/canais-digitais/autoatendimento/moeda-estrangeira.shtm), porém gastando muito tempo para poder cadastrar a autorização no sistema do banco (cerca de 3 horas), por ser a primeira vez e eu não ter biometria cadastrada.
      Na 3.a feira 17/10, no Aeroporto de Guarulhos troquei uma das notas recebidas da máquina por outras menores em uma casa de câmbio. As atendentes foram muito gentis (até estranhei). Quando fui usar o dinheiro no Chile disseram-me que estava riscado, borrado e com carimbos e que não era costume receberem notas assim no Chile, mas acabaram aceitando. Quando as troquei em Guarulhos eu não percebi.
      No voo conheci um casal de gaúcha e paulista que deram bastante informações sobre o Chile, Santiago e sobre suas experiências por lá .
      O avião fez o sobrevoo sobre os Andes (https://www.google.com.br/search?q=sobrevoo+andes+sao+paulo+santiago&tbm=isch) na parte final da viagem para chegar a Santiago. O comandante avisou que iria começar e me pareceu ter reduzido a velocidade para que os passageiros aproveitassem a vista ou talvez por razões de segurança. O avião parecia parar. Como o tempo estava limpo, deu para ver amplamente a paisagem. Achei-a espetacular . 
      Havia levado sanduíches para a viagem e talvez o jantar, mas não pude entrar com eles. Informaram-me que era proibido e seria descartado na verificação sanitária. Resolvi comer todos no voo e após a aterrissagem, antes de passar pela verificação sanitária 🥪🥪🥪🥪🥪.
      No aeroporto perguntei a alguns taxistas sobre como chegar ao centro e me deram informações incorretas 😞. Como já havia estudado um pouco o mapa da cidade não acreditei e fui até o centro de informações turísticas, que me deu as informações corretas sobre meios de ir ao centro, localização de hostels e demais pontos relevantes para minha estada em Santiago. Deram-me gratuitamente um mapa da cidade. Fui bem atendido . Achei estranha a postura dos taxistas e incompatível com o nível do país. Lembraram-me algumas experiências desagradáveis no Brasil.
      Precisei fazer um pequeno câmbio no aeroporto para pagar o ônibus até o centro. A taxa foi desastrosa. Foi de 169 pesos chilenos por real. Troquei R$ 16,00 na AFEX e ainda paguei US$ 1.50 de tarifa. Depois descobri que isso não era necessário. Poderia ter pego um ônibus da empresa Turbus até seu terminal e pago com cartão de crédito.
      Peguei um ônibus urbano regular da empresa Centropuerto (http://www.centropuerto.cl) até a região central (Metro Los Héroes - Plazoleta central) por 1800 pesos (acho que comprando a ida e volta havia um desconto). De lá fui caminhando até a Rua Augustinas para fazer câmbio para a viagem. No caminho vi bicicletas do Itaú para aluguel, semelhantes às que há no Brasil.
      Na Laser (http://www.cambioslaser.cl - Augustinas, 1022) troquei R$ 1.050,00 com taxa de 190 pesos chilenos por real e sem tarifa. Só não troquei tudo porque não aceitava notas de R$ 20,00. Troquei R$ 130 na Suiza (Augustinas, 1036) com taxa de 189 pesos chilenos por real e também sem tarifa.
      Fiquei hospedado no kombi Hostel (https://www.facebook.com/kombihostelsantiago) por 4 noites. Paguei US$ 35 e 1200 pesos chilenos pelas 4 noites (eram US$ 37, mas eu não tinha US$ 2 trocados). Paguei em dólares para ficar isento dos 19% do imposto de valor agregado, que não é pago por quem usa moeda estrangeira forte no pagamento. Mas o atendente, filho do dono, disse que eles não emitiam aquele tipo de nota em que vale esta regra, então não fazia diferença. Assim, os dólares teriam sido desnecessários.  Achei o hostel bem razoável, com bom café da manhã e boa localização, apesar do barulho à noite devido às casas noturnas do entorno. O dono era brasileiro e seu filho falava fluentemente português. Talvez por isso havia muitos hóspedes brasileiros. Para minha avaliação completa veja (https://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g294305-d1672899-r540752838-Kombi_Hostel-Santiago_Santiago_Metropolitan_Region.html).
      Após chegar conheci alguns hóspedes e ficamos conversando. Havia duas cariocas, 1 argentino que trabalhava no Brasil, 1 baiano e 1 chileno. Depois ainda fui comprar 1 banana no Supermercado Líder (https://www.lider.cl/supermercado) por 160 pesos.
      Para informações e atrações de Santiago veja http://chile.travel/pt-br/onde-ir/centro-santiago-e-valparaiso/santiago e https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile. Os pontos de que mais gostei foram a vista dos Andes, o Parque Metropolitano, o Monte Santa Lucia, a simulação do interior do cérebro e os museus históricos e artísticos.
      Na 4.a feira 18/10 fui ao Parque Metropolitano (http://www.parquemet.gob.cl), que me disseram ser o maior parque urbano do mundo, mas que desconfio não ser uma informação precisa. De qualquer modo pareceu-me bem grande e gostei muito dele. Fiquei das 10 às 20 horas. Comecei subindo a trilha a pé para ir ao Santuário de Imaculada Conceição no Monte San Cristóbal. Fiquei lá algum tempo admirando a vista da cidade  por vários ângulos e também o santuário em si. Depois fui andar pelas trilhas do parque para explorá-lo, no meio da vegetação e às vezes na pista para bicicletas e automóveis. Havia piscinas, mirantes, áreas verdes, monumentos, casas de cultura, anfiteatros, construções para eventos e espetáculos, jardins botânicos, esculturas ao ar livre, cemitério de cachorros, etc. Encontrei muitas turmas (provavelmente de estudantes) e ciclistas. Não tive nenhum problema de segurança, embora ao perguntar para alguns profissionais de segurança, eles tenham dito para que eu evitasse trilhas desertas e algumas áreas na borda do parque. Abriu o sol e eu estava sem bloqueador solar, mas não me senti queimar muito. Achei espetacular a vista da cidade com os Andes ao fundo . Perto do belo por do sol um prédio muito alto refletia seus raios com parte lateral de suas janelas mais altas, fazendo uma imagem de que muito gostei . Todas as atrações foram gratuitas. Depois do passeio comprei 400 g de macarrão, 1 banana, 1 cebola e 1 tomate por 998 pesos chilenos no Supermercado Líder. À noite, o baiano Karlos Neon tocou algumas músicas brasileiras e estrangeiras na primeira parte de uma festa promovida pelo hostel. A festa teve uma 2.a parte e depois uma extensão numa casa noturna, mas eu fui dormir no intervalo . 
      Na 5.a feira 19/10 comecei indo ao Museu La Chascona de Pablo Neruda, mas não entrei por achar caro, somente vendo alguns versos nas paredes de fora. Segui visitando a Universidade perto do hostel e a Escola de Direito, o Bairro Bellavista, parques próximos ao hostel, o Parque Florestal, o Museu de Belas Artes e o MAC (Museu de Arte Contemporânea), em que havia uma simulação de como é dentro do cérebro , e o mercado de verduras e frutas, onde aproveitei para comprar 2 batatas por 40 pesos, 6 bananas por 270 pesos e 4 tomates por 200 pesos. Depois fui visitar um centro cultural, a Universidade Católica, igrejas, o convento franciscano mais antigo do Chile, a Estação Central, imprimi minhas passagens no terminal da empresa Turbus (lá os terminais são específicos para as empresas e não rodoviárias gerais) e terminei o dia visitando o Parque O'Higgins e agregados, de que muito gostei, com suas várias atrações . Todas as atrações que visitei foram gratuitas. Vi muitos cachorros de rua durante os passeios. Dei um dos mapas (acho que foi o do Parque Metropolitano) que havia ganho para a francesa Jane, que estava hospedada no hostel. Reencontrei as cariocas, agora juntas com outros brasileiros. 
      Na 6.a feira 20/10 comecei visitando o Parque Baquedano e o Bairro Lastarria. Depois fui visitar o Monte Santa Lúcia, que achei muito bom  com muitas atrações, construções antigas, monumentos, jardins, vistas espetaculares com 360 graus de amplitude a partir do centro da cidade , fontes, etc. Apesar da chuva, que engrossou um pouco ao longo do passeio, foi um dos pontos de que mais gostei. Havia vários brasileiros visitando o local. Saindo de lá visitei o Centro Histórico, o Centro Cultural La Moneda e o Museu Histórico Nacional, que achei apresentar uma excelente visão da história do país , com ilustrações e explicações do processo histórico. Mas, justamente por querer ver detalhadamente, não consegui completar a visita. Parei no meio do século XX, antes do Allende e do Pinochet. Saindo de lá, já sem chuva, pude ver e ouvir um grupo tocando música popular na Praça das Armas, que fazia com que as pessoas dançassem. Na volta para o hostel ainda passei por grupos folclóricos (1 deles com boneco gigante) em um beco com várias formas de arte. Todas as atrações foram gratuitas. Neste dia comprei 330 pesos em batatas e 2 tomates no mercado de verduras e frutas e 480 pesos num pacote de macarrão no Supermercado Líder, já me preparando para a viagem para o Atacama. À noite chegou um paulistano que pretendia passar o fim de semana em Santiago.
      No sábado 21/10 saí cedo para pegar o ônibus para São Pedro do Atacama. Pedi para tomar o café da manhã antes, coisa com que os atendentes do hostel concordaram, mas me disseram que não seria possível pães, pois a padaria só fornecia os pães a partir das 8 horas. Encontrei alguns pães na área em que os hóspedes deixam alimentos para compartilhar ou talvez em que o próprio hostel tenha colocado as sobras do dia anterior. Combinei então com o atendente de pegar aqueles pães e ele substituí-los quando chegassem os da padaria. Andei cerca de 1 hora a pé até o terminal da Turbus (https://www.turbus.cl), empresa de que eu havia comprado as passagens ainda no Brasil por 40.300,00 pesos. O ônibus saía às 9:31 e chegava às 8:00 do dia seguinte. Comprando pela internet havia desconto de 10 a 15% e comprando com antecedência ainda se conseguia preços mais baixos (acho que eram promocionais). Antes do ônibus sair pedi para a atendente de um bar encher minha garrafa com água da torneira, que ela disse ser potável. O condutor do ônibus alertou-me para tomar cuidado e não deixar minhas coisas sozinhas, principalmente passaporte e carteira. Foram fornecidos 2 pequenos lanches (1 suco pequeno de caixa e 1 biscoito pequeno) durante a viagem, que foi tranquila. Houve várias paradas em vários locais para embarque e desembarque. Gostei da paisagem enquanto ainda era dia , principalmente da parte que permitia vista da costa . À noite o céu estava bastante estrelado . Perto da chegada, a vista da região do Atacama também me agradou . Na parada em Chacabuco, comprei bananas, peras, pães e marraquetas (um tipo de pão) por 2932 pesos chilenos no Supermercado Unimarc (www.unimarc.cl). Conheci 2 alemãs (1 falava português, pois sua mãe era brasileira) e 1 francesa que estavam indo para São Pedro do Atacama.
      Para as atrações e informações de São Pedro de Atacama veja http://www.sanpedrodeatacama.com, https://www.visitchile.com.br/guias-de-viagem/san-pedro-de-atacama/aonde-ir.htm e https://www.dicaschile.com.br/2017/04/o-que-fazer-em-san-pedro-de-atacama.html.
      No domingo 22/10, após chegar, fui procurar locais com os menores preços para ficar. Passei por vários hostels e hotéis até encontrar o Juriques (http://www.juriques.com/hostales.html), que a alemã havia mencionado no ônibus e que eu havia pesquisado no Brasil. Quando lá cheguei o preço era menor do que o que eu havia visto no Brasil e o menor de todos que eu havia visitado lá. Fiquei nele por 6.000 pesos por diária. Para minha avaliação completa do hostel veja https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d2367239-r540755097-Juriques_Hostal-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html. 
      O atendente Hector foi muito cordial e disse que entraria em contato com a pessoa que fazia os passeios para as atrações para o hostel para fazer um orçamento. Enquanto isso eu fui para várias agências (algumas que eu já havia pesquisado e com quem já havia conversado do Brasil) para levantar preços. Os melhores preços encontrei na Andes Travel (https://www.tripadvisor.com/Attraction_Review-g303681-d8368194-Reviews-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html), Caracoles, 174, telefones 552893281, 982459568, 971044491, 942962663, que me atendeu bem. Para minha avaliação completa dela veja (https://www.tripadvisor.com/ShowUserReviews-g303681-d8368194-r540757282-Andes_Travel-San_Pedro_de_Atacama_Antofagasta_Region.html). Voltei ao hostel e Hector me disse que a sua parceira de pacotes não conseguiria cobrir os preços que eu havia encontrado. Agradeci muito e voltei para a Andes Travel para fechar o pacote. Paguei 110 mil pesos por um pacote que incluía 5 excursões (Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas; Salar de Tara; Vale do Arco-íris; Lagoa Cejar, Olhos do Salar e Lagoa Tebinquinche; e Geyser El Tatio). Saindo de lá fui agendar o Tour Astronômico na Space (http://www.spaceobs.com), que disseram ser muito concorrido e necessário ser agendado antes. Agendei para 4.a feira, 25/10, comprometendo-me a pagar US$ 30.00 (poderia alternativamente pagar 20 mil pesos) até as 15 horas do dia do evento, caso este não fosse cancelado (poderia ocorrer cancelamento devido a questões atmosféricas). Saindo de lá troquei US$ 20.00 por 2 notas de 10 e novamente comentaram dos carimbos na nota que não são bem aceitos no Chile, mas fizeram a troca. Também passei no setor de informações turísticas, onde me deram um mapa e várias informações sobre a cidade e sobre como ir ao projeto ALMA (http://www.almaobservatory.org), de observação do espaço sideral, inclusive para busca de vida extraterrestre. Depois de tudo isso resolvi aproveitar o fim de tarde para conhecer minha primeira atração, Pukara de Quitor (https://www.google.com.br/search?q=pukara+de+quitor&tbm=isch), que era próxima, somente a 3 km de distância. Fui andando. Paguei 3 mil pesos pelo ingresso de entrada. Gostei muito da vista dos mirantes  que existem ao longo da subida. Gostei também das estruturas arqueológicas, da estátua e da caverna . Na volta fiz caminho diferente e acabei não fazendo o melhor percurso. Estava de chinelo e acabei entrando no leito seco de um rio cheio de pedras, o que soltou a tira do meu chinelo . Ao voltar para o hostel conheci um grupo de israelenses, uma dupla de 1 americana e o chileno Brian, e um alemão que era engenheiro de ensino, teve uma doença e passou a trabalhar como caminhoneiro. À tarde já havia conhecido um espanhol das Canárias que estava passando uma temporada ali e vivia de tocar música. Preparei o que havia comprado para o jantar usando a cozinha do hostel. Pedi para o atendente me acordar no dia seguinte.
      Na 2.a feira 23/10 fiz a excursão para Lagoas Altiplânicas e Pedras Vermelhas (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=lagunas+altiplanicas+y+piedras+rojas). Acho que o atendente acordou a pessoa errada (ele disse que me acordou, eu recusei e não quis acordar 😪). Mesmo assim, pouco tempo depois eu acordei por conta própria e deu tempo de me preparar. A van estava prevista para passar às 7:30 e passou um pouco depois disso. Achei a excursão muito boa . Havia 6 brasileiros (de São Paulo, Limeira e Florianópolis) e 2 americanos de Miami. Achei o guia o melhor de todas as excursões que fiz. Começamos visitando o povoado de Socaire, onde havia um casa típica com uma lhama, objetos típicos e uma pequena e simples igreja histórica . Depois fomos para as lagoas altiplânicas e as pedras vermelhas. Paguei 3 mil pesos pela entrada. Achei-as espetaculares . A paisagem com as montanhas ao fundo e a cor das pedras, do solo e da água faziam uma combinação de que muito gostei nos vários locais. Chegamos inicialmente ao Salar de Talar onde tomamos café da manhã, que achei bem razoável . A água era fria, verde e salgada, e havia flamingos na lagoa. No meio da trilha havia uma estrada para carros, que eu achei que era aberta à visitação. Peguei-a para chegar mais próximo aos flamingos, mas era proibida. O guia assobiou para mim, mas eu pensei que estava achando que eu iria me atrasar e disse com gestos que só iria um pouco mais e voltaria. Quando voltei ele me disse aborrecido que o caminho era proibido. Aí que eu entendi. Eu sou meio lento mesmo . Depois fomos para as lagoas altiplânicas, com vistas igualmente espetaculares . Fizemos uma pausa para o almoço num restaurante, sendo que na subida já havíamos encomendado (e o meu pedido de almoço vegetariano foi cumprido). O preço já estava incluído no pacote. Gostei bastante da comida, simples e saborosa e do molho um pouco apimentado para se comer com pão . Dei 50 pesos de gorjeta. Após o almoço fomos para o Salar de Atacama e a Lagoa Chaxa. Paguei 2.500 pesos de entrada. Achei o salar bem interessante e amplo e a lagoa bela também, mas diferente das anteriores, por parecer ficar numa planície. Havia também bastante flamingos e crustáceos artemias. Desta vez perguntei ao guia antes detalhadamente por onde poderia andar e não saí do caminho . Ao longo do passeio vi pássaros, raposa e lagartos . Voltamos perto de 17:30. No fim do dia comprei 1 tomate por 30 pesos no Centro Agropecuário.
      Na 3.a feira 24/10 fiz a excursão para o Salar de Tara (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=salar+de+tara). Era das 9 às 17 horas. A entrada para as atrações foi gratuita. Estavam na excursão outros 7 brasileiros (2 de Brasília, 2 cariocas, 2 do ABC paulista e 1 paulistano de origem japonesa), 2 chilenas de Concepción e 1 mexicano. Os brasileiros, incluindo a mim em parte do tempo, ficaram juntos e pareciam bastante animados. O carioca mencionou a visita ao Estádio Nacional em Santiago, que eu não havia feito. A guia chamava-se Marta. A estrada era bem sinuosa e uma enorme subida em boa parte do trajeto. Houve muito vento, principalmente nas áreas mais altas e descampadas e perto da lagoa, porém até que não estava tanto frio, principalmente no sol. Paramos na estrada para o café da manhã num local com bela vista . Achei espetaculares as paisagens tanto no caminho como no próprio salar , principalmente a partir das zonas altas que permitiam vista bem ampla, do salar e da lagoa. As estruturas rochosas cujas semelhanças estimulam a imaginação também muito me agradaram . Vimos vicunhas, jumentos, pássaros e coelhos ao longo do passeio. Senti dor de cabeça a partir do meio do passeio, que foi o de maior altitude que fiz. O café da manhã foi bem razoável, mas o almoço não foi suficiente para todos com fartura. Foi servido após a visita à lagoa. Quando cheguei já estavam terminando vários itens e acabei pegando menos do que pegaria normalmente para deixar para os outros. Na volta paramos na estrada novamente para apreciar a vista e tirarem fotos. À noite ainda assisti a um jogo de futebol no pequeno estádio da cidade , com entrada gratuita. Comprei 600 pesos em tomates, cebola, pepinos, abobrinha, cenoura e pimentão no Centro Agropecuário.
      Na 4.a feira 25/10 fiz a excursão para o Vale do Arco-íris (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+del+arcoiris). Era das 8:30 às 14 horas e incluiu um bom e farto café da manhã. A entrada custou 3 mil pesos. O motorista chamava-se Julio e o guia chamava-se Burak, era turco e sabia falar português razoavelmente. Eu era o único estrangeiro, acompanhado por alguns chilenos (cerca de 6). Vimos pássaros, vicunhas e lhamas no caminho. Começamos visitando Yerbas Buenas, uma área com petroglifos, que eram variados, com muitas figuras de animais, incluindo 1 macaco, 3 flamingos, desenhos xamânicos e outros. Depois fomos para o Vale do Arco-íris que tinha rochas com formas e cores variadas, amarela, verde clara, verde escura, marrom clara, marrom escura, cinza e negra, entre as que pude perceber. Achei o cenário espetacular, principalmente as vistas a partir do alto . Voltamos para a cidade e fui até o hostel, onde a americana Grace explicou-me sobre a ida ao Vale da Lua. Fui até a Agência Space, verifiquei que o tour astronômico da noite estava confirmado e paguei por ele. Depois dei uma volta por parte da cidade e gostei do Mural do Liceu Politécnico com cenas da vida indígena, das bonitas pequenas praças com vegetação (acho que local) e da igreja central, que visitei vários dias . Procurei ONGs para conhecer e não encontrei nenhuma que necessitasse de doações. Depois de muito procurar, descobri também de onde saíam os ônibus para o Projeto ALMA nos finais de semana, pois apesar de não haver vagas para reserva nem para lista de espera, era possível ficar esperando na porta do ônibus para ver se havia desistências. À noite fui ao tour astronômico da Agência Space. Foi um dos eventos de que mais gostei . Achei espetacular a vista do céu a olho nu e com telescópios. Era num observatório um pouco (uns 15 minutos) afastado da cidade. O ônibus nos pegou cerca de 20:50 numa esquina da Rua Caracoles e nos trouxe de volta cerca de meia noite. Eram cerca de 20 pessoas. O monitor da minha visita foi o Danilo. Pareceu-me ter profundos conhecimentos da área. Inicialmente foi possível observar o céu a olho nu e, com auxílio de um laser, identificar as constelações do zodíaco visíveis no horário. Posteriormente foi possível visualizar muitos itens com telescópios (cerca de 10), como as crateras da Lua, o Planeta Saturno, a Nuvem de Magalhães, as Plêiades, nebulosas, galáxias próximas, estrelas binárias, etc. No final, com a temperatura já bem mais baixa, houve uma conversa em um auditório para dúvidas, tomando chocolate quente. Só achei que parte do tempo usado com brincadeiras no início poderia ter sido usado para informações mais relevantes sobre o assunto, sem perder o bom humor que caracterizou toda a apresentação. Depois de encerrado, o ônibus deixou cada um perto das suas respectivas acomodações. 
      Na 5.a feira 26/10 fui com Grace pela manhã ao Vale da Morte ou Vale de Marte (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+muerte+atacama). Fomos caminhando, cerca de 30 minutos. No caminho passamos por um mural sobre a população e o local. A entrada para o Vale custou 3 mil pesos. Realmente parecia com as fotos que eu costumo ver de Marte, com pouquíssimo seres vivos, só rochas e areia, de cores vermelha, laranja e marrom. As vistas me pareceram espetaculares . Havia algumas pessoas praticando descida de esqui na areia. Fomos até a borda final do Vale. Depois de contemplar bastante perguntei a Grace se queria ir para a parte de trás, que parecia um pouco distante, para contemplar a vista e depois descer pela areia, porém sem esqui. Mas ela disse que não estava muito bem, não tinha se alimentado bem e preferiria voltar. Fiquei um pouco preocupado, mas ela disse que conseguiria voltar sem problemas e que eu poderia ir. Depois dela reafirmar isso algumas vezes, mencionar que havia várias pessoas fazendo o trajeto, e portanto seria socorrida caso algo de errado ocorresse, decidi ir só para os paredões e deixá-la voltar só. Fiquei pensando se ela não poderia estar com hipoglicemia e acabei ficando preocupado durante minha ida aos paredões. Pedi autorização à guarda para ir ao outro lado do desfiladeiro e descer pela areia, ela ficou meio ressabiada, mas me autorizou, somente dizendo para eu ter cuidado, principalmente na descida. Para achar a entrada para o outro lado do desfiladeiro fiquei um tempo tentando, mas era óbvio que só poderia ser aquele caminho que peguei. Durante o começo da minha caminhada acompanhei Grace com o olhar lá de cima para ver se estava caminhando bem. Depois fui me aprofundando nos paredões e fui bem mais longe do que planejara inicialmente. Achei as vistas lá de cima espetaculares . Quando cheguei longe o bastante, já tendo passado do ponto original do caminho pelo qual viemos, decidi descer pela areia, fazendo uma espécie de esqui com os pés, o que encheu de areia meu tênis 👟. Na volta, já fora do vale, ainda subi em algumas colinas para apreciar a vista, em especial numa em que havia uma cruz. Quando cheguei ao hostel encontrei Grace conversando na mesa, com boa aparência. Perguntei-lhe se estava bem e disse que estava bem como sempre . Almocei, descansei um pouco e fui para a excursão para as Lagoas Cejar (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=laguna+cejar) e Tebinquinche (https://www.google.com.br/search?q=laguna+tebinquinche&tbm=isch) e os Olhos do Salar, a única da agência em que eu fui pegar o transporte na própria agência. Estava prevista para sair as 16 horas e atrasou cerca de meia hora. A entrada para Cejar custou 15 mil (até as 14 horas era 10 mil) pesos e para Tebinquinche custou 2 mil pesos. O motorista Eduardo do micro-ônibus era de origem boliviana e muito bem humorado. Eram cerca de 10 pessoas. Nesta excursão conheci o brasiliense Tiago, filho de mineiros, atleticano, e conversamos sobre a situação do Brasil. A Lagoa Cejar me pareceu muito bela  e com muito sal, onde não se afunda. Havia chuveiros para se tirar o sal depois do banho. A seguir fomos para 2 poços ao lado da estrada, chamados de Olhos do Salar, onde pude nadar bem, apesar da água um pouco fria. As paisagens do deserto agradaram-me bastante . Seguindo em frente fomos para a Lagoa Tebinquinche, cujas paisagens também muito me agradaram , variando de acordo com a luminosidade do fim de tarde. Dei uma volta no circuito permitido e pudemos contemplar o por do sol a partir dela, mostrando a cor da lagoa azul turquesa e as montanhas multicoloridas . No fim do passeio houve um pequeno lanche e experimentei uma bebida alcoólica chamada pisco sour, de que gostei  e achei não muito forte. Voltamos já no escuro. Em outro momento um francês que conheci no albergue me falou de sua visita à Lagoa Cejar de bicicleta. Fiquei pensando que poderia ter feito o mesmo, economizado o dinheiro da excursão, pago menos pela entrada e ficado muito mais tempo aproveitando desde a manhã. Neste dia comprei 860 pesos em pães, 120 pesos em 1 cebola e 460 pesos em cenoura, maças e abobrinha no Centro Agropecuário. Pedi para um grupo de 3 chilenas que havia chegado e ficado no mesmo quarto para me acordarem no dia seguinte por volta de 4:15.
      Na 6.a feira 27/10 fiz a excursão para os Geysers del Tatio (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=Geysers+del+Tatio). Era das 5 hs ao meio dia. As chilenas, que também iriam para a mesma excursão, porém com outra agência, acordaram-me exatamente como pedi. Durante boa parte da noite um rapaz esteve passando mal e vomitando. Perguntei se precisava de ajuda, mas não respondeu. Pelo que o atendente do hostel me falou ele estava alcoolizado. O micro-ônibus demorou um pouco para passar (atrasou mais de meia hora). O motorista novamente era o Eduardo, mesmo do dia anterior. Eram cerca de 20 pessoas, entre as quais havia uma publicitária de São Paulo. A entrada custou 10 mil pesos. Dei mil pesos de gorjeta quando o guia passou o chapéu pedindo no fim da excursão. O ônibus subiu lentamente, em parte no escuro, mas como atrasou, em parte já com um pouco de luz do amanhecer. Assim deu para ver a silueta das montanhas e alguns animais. Achei a paisagem espetacular . Ao chegar lá informaram-nos que a temperatura era de -6.4 C  e após breve explicação e recomendações de segurança fomos ver os geysers. Havia vários e a água era muito quente e jorrava bem alto em alguns. Existia um geyser chamado Mata Gringo. Narraram que uma turista belga morreu queimada quando caiu em um geyser. Na minha visita as delimitações guardavam razoável distância para os pontos de que saem água. Pude tocar em um pouco da água que escorria pelo chão de um geyser e senti o quão quente poderia ser (estava quase fervendo). Achei a vista deles muito boa e os maiores imponentes . Tomamos café da manhã (razoável, mas inferior ao da maioria das excursões anteriores) apreciando os geysers. Na volta pude ver a paisagem com a luz do dia. Entre ida e volta pudemos apreciar o vulcão que havia no caminho, as montanhas, os cursos de água, a vegetação e os animais (flamingos, pássaros, vicunhas). Paramos na estrada para ver o vulcão e as aves no rio e depois no povoado de Machuca, onde havia espetinho de carne de lhama. Eu, como não como carne, fui explorar a vila e conhecer a pequena igreja local de 1933, a vista a partir da colina em que ela ficava, as casas locais e o jardim com plantas típicas . Fizemos ainda uma parada extra no cânion de um rio com montanhas em volta . Chegamos por volta de meio dia, eu almocei e fui deitar um pouco, pois estava com dor de cabeça, provavelmente devido à altitude, que perdurou por boa parte da tarde. Após conversar com um jovem chileno recém chegado e receber algumas informações dele, saí cerca de 15 hs para conhecer a Garganta do Diabo (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=garganta+del+diablo+atacama). Fui andando, cerca de 45 minutos. Era um pouco à frente de Pukara de Quitor. A entrada para a Garganta do Diabo e Catarpe custou 2 mil pesos. Na portaria deram-me um mapa e me disseram que fechava por volta de 19 hs. Logo na saída encontrei um francês, perguntei se queria ir junto, mas ele disse que caminhava só. Inicialmente fui admirando a paisagem semidesértica e depois fui por uma trilha que ia subindo, permitindo belas vistas  e acabava em um túnel, que atravessei, só para ver o que havia do outro lado. Eu não tinha luz, mas mesmo assim consegui atravessá-lo com a iluminação que entrava pelas 2 saídas. Não quis seguir em frente do outro lado, somente apreciei um pouco a paisagem. Depois daí segui para a garganta, de que muito gostei . Pareceu-me longa e variada. Achei espetaculares os caminhos no meio do desfiladeiro e as estruturas naturais de pedra. A seguir fui para Tombo de Catarpe, um local com ruínas de construções de pedra. A vista a partir dela também me agradou . Por último visitei mais para frente a Igreja de São Isidro, que era uma capela de 1913, bem simples e antiga, parecia feita de argila. Reencontrei o francês em vários pontos do caminho e no fim quando eu voltava da capela ele estava indo e me perguntou se era longe e o quanto valia a pena. Resolveu ir também. Já bem mais para a frente, próximo da portaria, encontrei as 3 chilenas do albergue, que me pediram para tirar fotos delas. Na saída, pouco depois das 19 hs, pedi desculpas ao porteiro pelo atraso, mas ele disse que não havia problemas. À noite reencontrei o chileno que havia chegado ao hostel e conheci um grupo de alemães em viagem pela América do Sul, com quem fiquei conversando durante o jantar. Ao ir para o quarto dormir conheci um casal de chilenos, o homem era policial, que iria dormir em cima da minha cama (fiquei com medo da cama não aguentar com os 2 ). Comprei 700 pesos em pães na Tackey (https://www.yelp.com.br/biz/tackey-san-pedro-de-atacama), que achei ter os melhores preços, 550 pesos em espaguete no armazém do Vicente, que ficava um pouco abaixo, e 880 pesos em maças, cenoura, pepino e abobrinha no Centro Agropecuário.
      No sábado 28/10 o casal de chilenos e as 3 amigas chilenas foram para Yuni, Grace foi embora e chegaram um grego, australianos e uma alemã. Logo de manhã fui tentar ir visitar o Projeto Alma. Disseram-me que o ônibus saía às 9 horas e eu deveria chegar por volta de 8:30 para ficar em uma fila, caso houvesse desistências. Se desejar fazer esta visita, sugiro fortemente reservar seu lugar o mais rápido possível, pois hoje, dia 12/06 em que estou escrevendo, verifiquei que a próxima data em que se consegue confirmar a visita, sem depender de lista de espera ou desistências é 30/09, ou seja, daqui a mais de 3 meses. A página para tal é http://www.almaobservatory.org/en/outreach/alma-observatory-public-visits. Cheguei por volta de 8:35 e já havia 2 pessoas esperando, 1 alemão e 1 brasileira. Começaram a chegar mais pessoas e logo depois chegou a coordenadora da ida, que organizou a fila e começou a chamar os inscritos confirmados e os inscritos para a lista de espera. Quando acabou de chamar os da lista de espera, o ônibus ficou cheio. Aí o alemão foi embora. Alguns instantes depois a coordenadora disse que 2 pessoas haviam desistido (acho que porque nem todos do grupo em que estavam conseguiram vaga) e que havia sido aberta 1 vaga. Então a brasileira que estava na minha frente pode ir na última vaga, mas eu não. Fiquei feliz por ela, pois era a única chance dela, posto que iria embora no dia seguinte. Decidi então visitar o Vale da Lua (https://www.google.com.br/search?tbm=isch&q=valle+de+la+luna+atacama). Fui a pé e fiz todo o percurso a pé. Paguei 2.500 pesos (500 pesos a menos por ter entrado de manhã) pela entrada. Levei uma garrafa grande de água, 5 pães e 1 maça. No Centro de Visitantes a atendente deu-me uma explicação geral sobre a visita e, vendo que eu estava a pé e desejava ir depois à Pedra do Coyote, autorizou-me a sair por trás, algo que não era permitido normalmente, sendo que aquela saída estava fechada. Achei espetacular o Vale da Lua , com suas paisagens e variações. Após caminhar um pouco passei pelas Cavernas de Sal. Quando estava visitando as mais fechadas, um casal iluminou o caminho para mim, posto que eu não tinha iluminação. No fim havia um cânion, mas parte estava fechada. A seguir fui para a duna e o mirante. A duna lembrou-me as praias do nordeste brasileiro. O mirante tinha uma vista espetacular , com o anfiteatro bem à frente. Achei um pouco confusas as suas trilhas. A seguir passei por 2 minas de sal antigas. Por fim passei pelas 3 Marias e entrei num campo de sal em que havia uma mina grande. O campo de sal parecia ter aparentes lagos, rios e cachoeiras de sal, que achei espetaculares . Lá encontrei um grupo de brasileiros que tinha vindo de carro desde o sul do Brasil. Após apreciar bastante as várias construções naturais do campo de sal, voltei para a estrada e fui para a saída. Creio que saí perto de 17 horas, rumo à Pedra do Coyote. Mas a volta foi grande e demorei cerca de 2 horas para chegar lá andando. A paisagem do deserto em parte foi bem interessante, mesmo vista da estrada. Cheguei um pouco após o por do sol, mas ainda deu para aproveitar o crepúsculo para apreciar a vista . Fiquei lá até quase a escuridão total e depois voltei no escuro pela estrada, algo que não foi muito agradável, mas não teve grandes problemas. Neste dia comprei 620 pesos em pães.
      No domingo 29/10 tentei novamente ir ao Projeto Alma, mas novamente não consegui. Cheguei perto do mesmo horário do dia anterior, mas desta vez já havia várias pessoas esperando. E não houve desistências suficientes, então ninguém que estava esperando pode ir. Fui então caminhar pela estrada para apreciar com calma a vista perdida do dia anterior. Havia alguns pontos muito bons de observação para o Vale da Lua . Do outro lado reencontrei o final do Vale da Morte em que havia estado antes. Pude explorar com calma a região e contemplar o deserto. Quando voltei para o hostel para almoçar, conheci um casal de brasileiros (Bianca e o marido) que havia acabado de chegar de uma excursão ao Salar de Yuni. Narraram suas experiências, de como gostaram dos locais visitados, das instalações precárias onde pernoitaram e de como passaram mal devido à altitude. Falei-lhes do tour astronômico e se interessaram, porém não conseguiram vaga. Depoi do almoço fui ver alguns pontos da cidade que faltavam e depois fiquei admirando a vida na praça central. Não houve jogos à noite para assistir. O grego foi embora e eu fui dormir cedo para me preparar para ir embora no dia seguinte. Comprei 1450 pesos em pães e 750 pesos em tomates, maça, pimentão e abobrinha.
      Na 2.a feira 30/10 de manhã despedi-me de Hector e peguei o ônibus às 9 horas para Santiago. A viagem foi tranquila com paisagens belas de montanhas e praias . Deu para ver boa parte do que eu havia perdido na ida por estar à noite, principalmente as praias da região da Bahia Inglesa, o caribe chileno. No fim do dia o tempo fechou, mas ja estava escurecendo mesmo e não comprometeu muito. O ônibus parou várias vezes novamente e forneceram 2 lanches pequenos. Além deles, comi parte do que havia comprado e levado. Chegamos por volta de 8 horas da manhã.
      3.a feira 31/10, após chegar fui caminhando até o Palácio de La Moneda, para onde tinha enviado um email para tentar agendar uma visita. No caminho comi uma empanada de uma ambulante, que mais parecia um pastel, pagando mil pesos. Mas não consegui fazer a visita, pois não responderam meu email. Era necessário ter agendado antes (https://visitasguiadas.presidencia.cl). Como não tinha acesso a Internet, o atendente do centro cultural emprestou-me seu celular, mas não achei a resposta. Então fui visitar as salas que faltavam do Museu Histórico Nacional, mas elas estavam fechadas temporariamente para algum tipo de reforma. Ou seja, tinha optado pelo Palácio de La Moneda e pelo Museu Histórico (se desse tempo) ao invés do Estádio Nacional por ser mais viável no tempo de que disporia, mas acabei não conseguindo visitar nada . Entretanto, por coincidência, estava lá bem na hora da troca da guarda, que pude acompanhar inteiramente (cerca de meia hora) . Passeei um pouco pelo centro, comprei 700 pesos em pães Supermercado Cencosud (http://www.cencosud.com), 1250 pesos em uma empanada de queijo e champignon (neste dia foram minhas primeiras empanadas da viagem) e 630 em um creme de Berlim na Paradiso S.A. (http://www.paradiso.cl). Gostei muito destes 2 últimos . Perguntei para a atendente se poderia pagar um pouco menos pela última (acho que cerca de 20 pesos), visto que estava indo embora e aqueles eram meus últimos pesos, sem contar o ônibus, e ela concordou. Depois de comer e andar mais um pouco, peguei o ônibus para o aeroporto, pagando 1800 pesos. Um pouco antes de embarcar comi os pães que havia comprado numa mesa do Starbucks, após pedir para a atendente para usá-la, que deixou. O tempo na volta estava encoberto e não foi possível repetir a vista dos Andes, mas a da ida ficou gravada na minha memória.
       
       
    • Por Léo Tavares
      Lugar Fantástico!
      Peguei um ônibus na rodoviária de BH que me deixou na porta do Local. Existem duas empresas; Saritur e Serro, o custo está em torno de 30$. 
      Para acampar, paguei 45$(diária) +1$ por barraca. O local é bem estruturado, ótimo para passeio em família, vale a pena conferir.
      🙏
      https://www.instagram.com/leo.tavares
      Deixo aqui alguns registros que fiz 📸























      Confira mais no https://www.instagram.com/leo.tavares
    • Por Nicollas Rangel
      Eu já tinha postado aqui um texto sobre como a Bolivia mudou a minha vida, então resolvi relatar o roteiro, os custos e algumas dicas. Entaaao:
      Janeiro/2018 - saída 12/01 e chegada 02/02
      Roteiro: Campo Grande > Corumbá > Puerto Quijarro > Sta Cruz > Sucre > Potosí > Uyuni > La Paz >  Copacabana/Isla del Sol > La Paz > Cochabamba > Sta. Cruz > Puerto Quijarro > Corumbá > Campo Grande.
      Cotação: R$ 1 = BOB 2 
      Custo total dentro da Bolívia = USD 600/R$ 1800,00 - pouco dinheiro, mas fiz tudo o que planejei (custos totais por categoria no final do relato)
      Vou relatando por partes, porque é muita coisa (tentando colocar o máximo de dicas) haha e vou colocando os custos mais importantes e os que lembro, pois não me recordo dos minimos detalhes rsrs
      Meu primeiro mochilão e iniciei minha viagem em rumo à Campo Grande. Sou do interior de Minas, e toda a minha viagem de ida e volta fui rodando de onibus, sem nenhum trecho por avião (o que em um certo trecho me arrependi kkkkkk), todos os custos de transporte incluem onibus e vans.
      CAMPO GRANDE - CORUMBÁ
      Cheguei em Campo Grande no dia 13/01 em torno de 13h e já fui comprar minha passagem das 23h para Corumbá. Eu preferi pegar nesse ho´rario pelo fato de ir menos pessoas do que no de 00h, mas no final não faz diferença alguma kkkkkk os dois vão mais vazios.
      Uma dica que dou para ficar na rodoviária de CP é levar comida, meu Deussssss tudo lá é ridiculamente caro e em volta não tem nada (quando digo nada é realmente nada, porque fica na avenida de entrada da cidade, uma avenida linda mas muito extensa e meio deserta de pessoas, pois só se passa carros nessa avenida) só encontrei um restaurante que custava R$ 12,00 o prato feito. É bom até, da pra satisfazer bem, quando estiver saindo da rodoviraria pelo corredor da entrada, é só perguntar os mototaxistas onde é o restaurante mais próximo, ou já vai ter uma moça lá que vai te abordar te perguntando se está com fome kkkkkkkkkkkkkk. O bom da rodoviária é que tem WIFI e guarda volumes, além de banho de graça. Eu dormiria lá (o que por pouco não aconteceu) hahaha 🤭
      Aqui conheci um rapaz da minha idade (18 anos) que estava acabando de voltar de um mochilão de lá e que me deu seu roteiro impresso, fiquei grato demaaaaaaaaaais. Eu literalmente abordei ele por estar com a mochila tipica nas costas (primeira viagem sozinho, então mesmo que já estva em CP ainda tava inseguro, porque tudo era novo incluindo as sensações, masssss logo acostuma e já se deixa levar rsrsrs) ele me deu muita informação essencial pra passar meu medo e duvidas, ele foi importante demaaaaaaaaaaaaais rsrs. Detalhe: basicamente não vi outros mochileiros como pensei que veria.  Perto do horário do onibus conheci um casal de bolivianos mais velhos já (pelos 40 anos) e que iriam pelo mesmo caminho que o meu, ali já viraram quase meus pais e cuidaram demais de mim, principalmente no Espanhol, sabia bem básico pois eu tinha estudado uns 50% pelo Duolingo kkkkkk (ajuda demais)
      CORUMBÁ - PUERTO QUIJARRO
      Aqui começou a saga rsrsrs Chegando em Corumbá conheci a Livia, outra boliviana que também era de Santa Cruz. Loucaaaaaa e o máximo de pessoa. Estava fazendo mochilão pelo Brasil, também era mais velha, em torno dos 45, com aquela mochila imeeeeeensa nas costas kkkkkk então juntamos nós três e fomos juntos direto pr fronteira. Eu super extasiado por me forçar a falar espanhol por conta dos 3 😂😂.
      Pra chegar a fronteira desde a rodoviária de Corumbá por meio de ônibus, é só sair e atravessar a rua, tem um ponto bem em frente à rodoviraria, ele deve passar de 20 em 20 minutos: via Cristo Redentor. Depois disso, ele vai parar no terminal onde ficam todos os outros onibus, é só descer e esperar o via Fronteira chegar. Depois disso demora alguns minutos e já está na receita federal. Eu cheguei na Receita Federal no domingo 14/01 e também era horario de verão, então tinha uma diferença de hora quando atravessei a fornteira, 2 horas de diferença, sendo que quando não é epoca de horário de verão é apenas 1 hora de diferença. Dei saida do Brasil bem rápido só com a identidade e já fomos nós tres para a Anduana Boliviana. Aí sim, demorou kkkkk fiquei TRES HORAS na fila em pé com chuviscos kkkkkkkk acabei perdendo o trem da morte :ccc . 
      Não me recordo muito bem a hora que abre a receita federal brasileira, se não me engano creio que as 8h ou 9h. Na parte boliviana abre às 7h ❤️ 
      Guardar os dois papeis que se recebe, o do brasil e da bolivia, um é verde e o outro branco, é super importante. Sem eles vocÊ não sai ou não entra dos países e também precisa pra mostrar na entrada da Reserva Nacional Eduardo de Avaroa. Ninguem me pediu a Carteira Internacional de Vacina, mesmo sendo obrigatório a vacina de febre amarela para entrar na Bolivia, porém por precaução, é melhor providenciar. Todos foram bem camaradas comigo, só os agentes brasileiros que são extremamente rudes com os bolivianos, até eu fiquei ofendido pra caramba. Os agentes bolivianos não tratam ninguém de maneira diferente. Do lado da Aduana tem muitas "tiendas" hahaha lá tinha um cambio e troquei meu dinheiro e comprei um chip da Bolivia da operadora TIGO por uns BOB 12 eu acho, muitoooooooooooooo boooooooooom , bate de 100 vezes nas do Brasil cara kkkkk, coloquei BOB 25 de créditos e continuei com eles por uma semana toda usando internet, sem nenhum problema, super fácil e simples ( fica a dica se alguém vai viajar sozinho por lá e não quer depender de WIFI pra acalmar a familia aqui, o que só existe nos hostels e nas rodoviárias rsrs).
      Saindo da fronteira graças a Deussssss, já se entra em Puerto Quijarro e já ve como é a cultura boliviana. Eu ficava em extase kkkkkkkkkkk meses e meses planejando e pesquisando tudo, e depois chegar e viver de fato aquilo é emocionante, eu me empolgava cm tudooooo, com as pessoas, os carros velhos, a comida (pollo pollo pollo) kkkkk almoçamos, batemos muito papo com muita risada (principalmente com os pernilongos fomos para a Rodoviária e compramos a passagem das 19h por BOB 70.
      Gastos do dia:
      BOB 70 - onibus p/ Santa Cruz
      BOB 5 - carregar celular / BOB 7 - banho
      BOB 25 - créditos TIGO/BOB 12 - chip TIGO 
      TOTAL: +- BOB 120/R$ 60,00
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA
      Chegamos em Santa Cruz lá pelas 5h e fiquei na rodoviaria esperando ela abrir (até hj não entendi o porquê daquilo fechar, uma cidade daquele tamanho kkkk) nos separamos com tristeza, perdi o contato do casal :c e fiquei na casa da Livia na ida e na volta :)))) 
      Quando vi os micros e o fuzuê de Santa Cruz fiquei loucooooo kkkk muito louca aquela cidade kkkkk aqui gastei muito com Transporte, porque a casa da Livia era bem proxima da Plazza 24 de Septiembre (bem no centro) e a rodoviária é bem longe. Eu peguei Micro pra carambaaaaaaa uns 4 ou 5, sendo que peguei um errado e fui parar num bairro tão longe que as ruas nem eram asfaltadas 😂 😂 me desesperei kkkkk mas deu tudo certo no final. Encontrei um Restaurante Cubano andando na rua atoa e a comida era maravilhosaaaaaa, pena que não tinha nada de fora mostrando que era um restaurante, então não tem como por o nome aqui :c paguei BOB 35 no prato + salada e suco, o que é caro para o valor das comidas bolivianas, mas eu ainda não tinha muita noção dos preços então ok haha
      Gostei de Santa Cruz, é linda do seu modo de ser, mas não carrega muita história e nem muita cultura, já que é a cidade mais 'modernizada da bolivia', então de todas foi a que menos gostei. Por isso tanto na ida quanto na volta, eu não me hospedei. Acabei curtindo o dia todo (da ida e da volta) com a Livia, passeamos muito, fui fazer compras com ela, conhecer as lojas, as comidas, bebidas e tudo mais kkkk ela foi essencial pra que eu aprendesse mais o idioma, pois ela sabia o básico de português e tirava minhas duvidas haha.
      Comprei a passagem pra Sucre por BOB 100 e mais uns biscoitos e água (sempre carregue água, ninguem lá toma agua da torneira, nem as proprias pessoas que morar lá.)
      Outra questão é que as pessoas lá falaram que Santa Cruz é muito perigosa, com umas historias bem sinistras kkkkk me disseram pra nunca sentar na janela do micro com o celular na mão e muito menos com ele na rua, pois quando ele para, alguem enfia a mão na janela e te rouba ele num piscar de olhos. Achei bem louco, mas né, fiquei atento haha. Eu fiquei um pouco sismado com tantas pessoas falarem que era perigoso, mas sinceramente, não vi nada demais. O país TODO, é muito seguro, não existe assalto, nem nada do tipo. O máximo é um furto se estiver dando bobeira, mas isso existe no mundo inteiro. Creio que para O PADRÃO DELES Sta Cruz é perigosa, mas para nós brasileiros, não. Já que estamos muito acostumados com violencia e assaltos, então somos muito atenciosos com nossas coisas e sabemos reconhecer situações de perigo, o que é natural e espontâneo. Por isso em momento algum da viagem, me senti inseguro, aliás, me senti mais seguro lá que em qualquer parte que ja fui no Brasil rsrsrsrs
      CUSTOS:
      BOB 100 - passagem Sucre - 19h
      BOB 35 - almoço 
      BOB 10 - micros (BOB 2 a passagem de micro)
      BOB 15 - lanches e água
      TOTAL: +- 160 BOB/R$ 80,00
      SANTA CRUZ x SUCRE
      Essa rodovira merece atenção cara rsrs eu sabia que era ruim e perigosa por ler sobre, mas não sabia que era tantooo kkkk eu tomei DOIS remédios para dormir já imaginando o q viria, mas sem exageros, eu não dormia profundamente. Cochilava e a cada curva (que são várias, pois sai de Sta Cruz de 400 metros para Sucre de 2800 metros acima do nivel do mar, vai subindo em torno das montanhas) eu acabava acordando, olhava da janela e via o despenhadeiro e o contorno das montanhas pela luz do céu. Era aterrorizante olhar pra aquele abismo cara, eu simplesmente não ficava relaxado, e ficava putassoooooooooooooooo por que todos os outros dormiam igual criança e eu com o olho na nuca 😂 😂  foi a pior viagem da vida cara kkkkk. Uma alternativa é pegar um avião de Sta Cruz para Sucre, mas sai bem caro se comparado ao valor dos onibus. Porém tem outra opçãp bem viável, pode se comprar uma passagem para Cochabamba (que fica no centro da Bolivia) e de lá para Sucre, só vai demorar um pouco mais, mas em compensação, vai dormir bem e não vai passar medo, além de poder sair mais barato também. O onibus chacoalhava muito, pois parte da estrada era de terra. No final acabei perdendo meus tenis, pois chegando em Sucre fui calçar eles e simplesmente não estavam debaixo do meu assento!! Ai eu irei o desespero em pessoa, pois só levei um par de tenis e um de chinelo kkkkkkkkkk todos ficaram rindo da minha cara, acabei ficando um pouco bravo e me ajudaram a procurar hahaha. Hoje, dou razão pra eles, pois a cena deve ser sido hilária kkkkkkkkkk eu louco gritando "donde están mis zapatos? Mis zapatos!!" 😂 😂 😂 😂
      SUCRE
      Euforia passada, cheguei em Sucre às 7h, num frio de uns 11°C em pleno verão, gelando até meu cérebro hahahaha paguei uns BOB 1,50 (não me lembro ao certo, pois to confundindo todos os valores dos micros) até a Plazza 22 de Mayo. Sucre é lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, a cidade mais linda da bolivia, só não mais cultural que Potosí e La Paz, mas mesmo assim maravilhosa. Toda branca, muito branco, super limpa, tranquila, com gente alegre, frio, comida boa... eu viveria lá cara. Parece que eu tava na Europa, na moral kkkkkk fiquei 3 dias hospedado la. Fiquei no Hostal Clavel Blanco, calle Loa (rua paralela à Plazza 25 de Mayo) que era extremamente próximo de tudo!!!!!! Recomendo demais o lugar, lá conheci a Rosa da Holanda e a Manon da França, minhas colegas de quarto,  dali ficamos tão amigos que viajamos o resto do país juntos ❤️❤️ misturando ingles com espanhol + mímica, mas com boas risadas deu tudo certo hahaha. Paguei BOB 55 o quarto com 10 camas misto + desayuno = café da manhã rsrs. Fora que a proprietária era um amor, mas não me lembro bem o nome dela, acho que era Angela. Conheci a Laura que era da Argentina, também ficamos super amigos e nos reencontramos em La Paz ❤️ 
      Aproveitei muitooo Sucre. Fui no Mercado Campesino, no Mercado Central, comprei blusas de frio (pois havia levado somente uma, e perdi em Campo Grande rsrsrs, subi no terraço de uma igreja com uma vista maravilhosa de Sucre, conheci gente demais, cada uma de um canto do mundo, me perdi vaaaaaaaaarias vzes pelas ruas de Sucre, pois são muito iguais, sendo a arquitetura colonial em todas e tudo branco hahahaha, mas amava me perder kkkkk ficava na praça central, observando a vida passar, o q mais amavaaaaaaa!! Tomei um negocio de Oreo que era maravilhoso, não me recordo o lugar mas sei que era na mesma rua do hostel, um pouco mais para baixo. Comi um prato com a Rosa em lugar que acabamos encontrando por conta da carne assada que nos chamou haha. Acabei ficando mais no centro, então não fui à Recoleta, o que me arrependi depois. Sucre é uma cidade que guardo comigo cara, queria muito ter ficado mais tempo, a cidade é extremamente tranquila, super jovem, sério tem muitos universitarios, então é uma cidade super viva e gostosa de passear.
       
       


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