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Londres - relato prático e informativo

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Oi pessoal,

 

Esse é o relato da viagem ao primeiro país que visitamos na nossa primeira vez na Europa! Foram seis dias em Londres e nesse relato conto um pouco da nossa experiência na incrível terra da rainha! Tenho um blog de viagem e meus relatos são para ajudar quem realmente está planejando viajar, então, procurei detalhar ao máximo! Quem quiser acessar o blog, lá encontra o relato completo com fotos, anote o endereço:

 

http://www.porquetodefolga.blogspot.com

 

PRA COMEÇO DE CONVERSA...

 

QUEM SOMOS: Só para lembrar quem ainda não acompanha o blog, para mim o que determina o tipo de viagem que se vai fazer é o perfil do viajante. As preferências, a disposição e a conta bancária (hahahah sim, isso é determinante) é que vão dizer qual roteiro seguir. Eu viajei com o meu marido que, como eu, é ligado no 220! Temos trinta e poucos anos, sem filhos, gostamos de contato com a natureza, lugares históricos, baladas, espetáculos, enfim, curtirmos de tudo um pouco! O que não falta pra gente é disposição para descobrir até mesmo aquilo que nem sabíamos que gostávamos! Não temos dinheiro para esbanjar com luxos, mas antes das férias juntamos um pouquinho para não precisarmos de muitas privações nas viagens.

 

POR QUE LONDRES? Não foi fácil definir os destinos da nossa primeira viagem à Europa... são muitos países sensacionais para conhecer! A escolha pela capital da Inglaterra foi mesmo por aquilo que eu sabia da cidade e que considerei que tinha tudo a ver comigo: é sim um lugar com muita história, mas também uma cidade jovem, cheia de novidades e agitação! Pronto, minha cara! Estava escolhido nossa primeira parada da eurotrip!

 

MODO DE "USAR" ESSE RELATO: Como tive um retorno muito bom do modo como escrevi meu último relato (o de Las Vegas), resolvi fazer este nos mesmos moldes. Uma abertura sobre o planejamento da viagem e depois um relato dia a dia da viagem em si, finalizando com as considerações gerais que sempre acho importante. Ao longo do relato propriamente digo, a data está sempre destacada em negrito e, abaixo de cada dia, em caixa alta, faço tópicos dos lugares onde estive. Acredito que, assim, fica mais simples de localizar as informações sobre o que realmente interessa. Exemplo: talvez alguém não queira ler o relato inteiro (até porque está enorme!), mas busque informações sobre a troca da guarda no Palácio de Buckingham ou sobre a roda gigante London Eye. Aí é só procurar isso nos tópicos em letras maiúsculas e ir direto ao que interessa. Espero que fique claro!!!!

 

O PLANEJAMENTO

 

QUANTO TEMPO FICAR: Sempre ouvi de quem viaja para Europa coisas do tipo: "Fui para Londres, Amsterdã, Paris, Madri, Barcelona, Roma, Veneza, Lisboa, Porto e depois rodei a Alemanha, tudo isso em 15 dias"! Juro, eu sempre fiquei passada com isso! Esse tipo de viagem não serve pra mim... é possível, claro, ficar dois ou três dias em cada destino, até menos dependendo do lugar, mas eu não consigo pensar em ir a uma grande cidade, onde provavelmente não vou voltar tão cedo, sem poder conhecer esse lugar de verdade! Não conseguiria ficar apenas três dias em Londres, mas atenção!!!! Esse é MEU estilo de viajar, cada um tem o seu! Prefiro ficar mais dias num mesmo lugar do que ir a vários só para fazer "check-in" e dizer "eu estive lá". Fiquei seis dias em Londres e acho que o ideal, ideal mesmo seriam sete! Uma semana é o que recomendo que se fique em Londres para aproveitar bem tudo o que a cidade oferece!

 

QUANDO IR: Escolhi o mês de maio para ir a Londres por já ser primavera por lá, a estação em que o frio já não é tão intenso (para os padrões europeus, claro!), os dias são longos (começava a anoitecer por volta de 22h!) e em que a cidade está lindamente florida! Não é considerada alta temporada, o que também ajuda! Ficamos em Londres de 20 a 26 de maio de 2013.

 

LONDRES E NADA MAIS? Claro que pensei, durante meu planejamento de viagem, se não aproveitaria o fato de estar na Inglaterra para ir a outras cidades que não a capital. Pelo que pesquisei, o que valeria a pena seria conhecer Liverpool, mas isso se eu fosse super fã dos Beatles. Curto, mas super fã eu não sou não! Li também sobre Bath, Cambridge, Oxford... mas diante de taaaanta coisa que eu queria ver em Londres não considerei que valeria a pena sacrificar um dia na capital para ir a algum desses outros lugares! Ainda assim, de acordo com as preferências de cada um, não custa se informar um pouquinho para decidir! Eu decidi apenas por Londres e nada mais, pelo menos desta primeira vez!

 

O ROTEIRO: Como em toda viagem, para montar o roteiro primeiro li bastante a respeito de tudo que encontraria em Londres. Um pouco da história, da estrutura da cidade, dos principais pontos turísticos. Sendo minha primeira vez por lá, não teria como fugir do básico: Palácio de Buckingham com troca da guarda, Torre de Londres, London Eye, Observatório de Greenwich. Com base nessas informações e no mapa da cidade fui montando a seqüência que eu seguiria a cada dia. O que eu não esperava era a mudança repentina no clima da cidade, a previsão do tempo foi o que mais me surpreendeu porque num mesmo dia chove, fica nublado, depois abre um céu azul sem nenhuma nuvem! Então isso fez com que eu mudasse meu roteiro algumas vezes já que, com chuva, preferi priorizar os museus e atrações em lugares fechados, esperando os dias de sol para os passeios ao ar livre. É exatamente por isso que não recomendo que se compre ingressos antecipados para, por exemplo, a London Eye. Andar na roda gigante num dia de chuva não tem nada a ver né! Se vc comprar com antecedência aquele ingresso com hora marcada para fugir das filas, além de pagar mais caro, você corre o risco de pegar um dia e horário de tempo encoberto. Para mim foi muito bom não ter deixado nada pré-marcado. De tudo o que fez parte do meu roteiro, a única coisa que comprei com antecedência foi o musical "Os Miseráveis" porque tive medo que esgotassem os ingressos e eu não podia perder. De resto, acho besteira comprar antes! Então é isso, fui com um roteiro bastante "ousado" para seis dias em Londres, achei que não conseguiria fazer tudo que estava me propondo, mas no fim das contas nada do que eu planejei ver ficou de fora! Faço questão de citar as fontes de pesquisa que mais me ajudaram com a montagem do meu roteiro: o guia da Inglaterra da Folha de SP, emprestado de uma amiga (valeu Fer!), o site Londres para Principiantes, o blog Dri Everywhere, o Mapa de Londres e - é claro, sempre forever and ever - os meus blogs de viagem preferidos, o Viaje na Viagem e o Matraqueando.

 

PASSAGEM AÉREA: Como sempre, pesquisamos pelo Decolar qual empresa aérea tinha melhores tarifas. O que me surpreendeu - que era algo que eu não sabia, afinal, nunca tinha ido à Europa - é que se você compra passagem de ida e volta chegando e saindo pelo mesmo aeroporto, paga muitíssimo mais barato! Exemplo: indo de Guarulhos para Londres e depois voltando de Londres mesmo para Guarulhos fica beeem mais barato do que se vc resolver chegar por Londres e ir embora por Paris, por exemplo. Como iríamos de Londres para Paris e de Paris para Suíça, seria impossível economizar com isso, não valeria a pena voltar atééé Londres para retornar de viagem pelo mesmo aeroporto. Então, na hora de pesquisar a passagem aérea, consideramos o preço de chegar por Londres e voltar por algum aeroporto da Suíça e também a questão da escala. Fazer escalas muito longas em mais de um país faz com que se perca muito tempo! Claro, sai mais barato, mas o barato sai caro, afinal, perder tempo em euros ninguém merece né! Considerando isso tudo, encontramos o melhor preço pela Ibéria para ir de Guarulhos a Londres com escala de pouco mais de duas horas em Madri e chegada pelo aeroporto Heathrow, que é o de mais fácil acesso à cidade se não me engano! O retorno ficou saindo de Genebra, também com escala em Madrid. Precinho da brincadeira em reais: R$ 3.248,14 as duas passagens, já com as taxas de embarque. Como temos uma amiga de uma amiga que tem uma agência de viagens, compramos com ela pra não ter erro pela ASAP Viagens e Turismo. O preço foi praticamente o mesmo que encontramos no Decolar.com.

 

A ESCOLHA DO HOTEL: Nossa, como eu sofri com isso! Quando fui fazer a reserva ainda não estava muito familiarizada com o mapa de Londres para saber qual seria uma localização bacana para escolher. Esse foi o sofrimento número um! O número dois - que me fez sofrer igualmente, talvez até mais! - foi o preço da diária em Londres! Como é cara a hospedagem por lá! Claro que, quanto melhor localizado o hotel, mais cara é a diária!!! Eu, louquinha que sou, não me importaria em ficar em um hostel desde que ele fosse ajeitadinho... mas meu marido não abre mão de um quarto só pra ele, um banheiro só pra ele... enfim, ele não abria mão de um hotel de verdade. Lá fui eu pesquisar as possibilidades! Parti da velha premissa de que, em Londres, se vc estiver perto de uma estação de metrô, vc está bem localizado! Não nego que escolhi pelo preço, encontrei um valor razoável se comparado com outros hotéis, mas antes me certifiquei de que estava num lugar bacana. Só pelo nome já saquei que o Hotel Hyde Park Premier London Paddington estaria bem localizado: perto do Hyde Park (um dos parques mais bacanas da cidade) e perto da Paddington Station (uma das principais estações de lá). Fizemos a reserva pelo Hoteis.com e deu tudo certo, sem problema algum! As diárias de 20 a 26 de maio de 2013 custaram R$ 2.092,04 sem café da manhã. Nada de luxo, que fique bem claro! Hotelzinho simples, mas bonitinho, limpo, com wi-fi apenas no saguão maaaas - como somos sortudos - nosso quarto era no primeiro andar e de lá conseguíamos sinal tranquilamente! O que eu diria para quem está definindo agora a hospedagem: se vc tem dinheiro sobrando, sem dúvida alguma invista em um hotel na City of London, que é onde está o agito da cidade! Eu ficaria também nas proximidades de Covent Garden, o bairro de Londres que mais gostei, cheio de bares e atrações! Já se for para economizar, não tenha dúvidas: entre no Hoteis.com, Booking.com, no próprio Decolar ou qualquer site do tipo e procure por um hotel perto de uma estação do metrô. Não vai ter erro!

 

A VIAGEM

 

DOMINGO - 19/05

 

O VÔO: Embarcamos do Aeroporto Internacional de Guarulhos às 19h10. Eu nunca tinha voado de Ibéria e achei bem razoável essa companhia aérea. Meu marido sentiu falta da tela individual em cada assento para ver filmes ou jogar joguinhos, mas como o vôo foi noturno e eu tinha trabalhado feito uma camela até o dia anterior à viagem, eu capotei e achei tudo ótimo! Hahahahahah! Principalmente porque tinha opção de vinho como bebida no jantar (incluso, sem precisar pagar a parte), aí foi só o que eu precisava para cair no sono de vez! Ok, aprovada a Ibéria para quem não liga para luxos!

 

SEGUNDA-FEIRA - 20/05

 

IMIGRAÇÃO EM LONDRES: Como fizemos escala em Madri, achamos que a imigração seria por lá, mas não foi! No aeroporto na Espanha até carimbaram nosso passaporte, mas sem perguntas e nem nada além disso! Foi mesmo quando desembarcamos, no Heathrow Airport que passamos pela temida imigração da Inglaterra! Eu, na realidade, estava bem tranquila... levei impressos e também digitalizados, no tablet, as passagens do trem que nos levaria para Paris, as passagens do vôo de volta para o Brasil, a reserva no hotel em Londres com dia de check-in e check-out, além do ingresso para o musical que assistiríamos por lá. Ou seja, impossível não comprovarem que eu estaria ali só mesmo para turismo! No fim das contas, não tivemos que mostrar nada disso na imigração! Não ficamos nem dois minutos no guichê, só nos perguntaram o que faríamos em Londres e há quanto tempo estávamos casados. Pronto! Welcome to England! Sem problema nenhum! Se vc for capaz de provar que é turista e se responder tudo direitinho acredito que não haja motivo para preocupação!

 

DO AEROPORTO PARA O HOTEL: Durante a montagem do meu roteiro, descobri um site que mostra as melhores formas de se locomover de um lugar para o outro em Londres. É o Journey Planner. Foi por ele que descobri que tinha sim como seguir de metrô convencional do Heathrow Airport até a Paddington Station, estação mais próxima do meu hotel, mas havia também uma outra opção. Era a linha Heathrow Express, uma linha exclusiva do aeroporto que eu não poderia pagar com o cartão comum do metrô, mas que compensava muito porque em vez de descer com malas no metrô, fazer baldeação, etc e etc, eu poderia seguir direto do aeroporto e em metade do tempo chegar à Paddington Station. A tarifa do Heathrow Express é de 18 libras e é muito fácil comprar o bilhete! Quando vc sai no desembarque do aeroporto já tem gente vendendo, não é guichê e nem nada, são funcionários da linha que já ficam ali oferecendo. Eles já ficam inclusive com máquinas de cartão para facilitar o pagamento, just perfect! Só é preciso atenção ao embarcar no trem porque, para cada local de desembarque, é aconselhável que se fique em determinado vagão, mas eles orientam lá na hora, sem erro!

 

DA ESTAÇÃO PARA O HOTEL: Como eu disse, nada melhor do que escolher um hotel perto de alguma estação de metrô! Assim que desembarcamos na Paddington Station segui o que havia pesquisado sobre a localização do meu hotel no Google Maps e em cinco minutos estávamos no hotel! Estudar os mapas das ruas próximas ao local onde vc vai ficar é uma dica importante para não perder tempo tentando "se achar" ao chegar na cidade! Chegamos no hotel por volta das 15h00 e, nesse dia, eu optei por não deixar muita coisa prevista no roteiro. Na nossa última viagem, para Las Vegas, também chegamos na cidade no começo da tarde e saímos como loucos para fazer mil coisas, emendamos uma balada, fomos dormir de madrugada! Resultado: no dia seguinte estávamos pooooodres! Então, depois do check-in, saímos para explorar as proximidades do nosso hotel, isso era tudo o que estava planejado para esse dia!

 

HYDE PARK: Seguimos a pé para o Hyde Park. Pertíssimo do nosso hotel, esse é um dos "parques reais" de Londres, são áreas que no passado pertenciam à família real do Reino Unido! Pelo mapa ele parece enooorme e realmente é bem grande, mas é bom lembrar que o Hyde Park é unido ao Kensington Garden, o que parece dar uma dimensão maior a ele. Nessa tarde nossa intenção era conhecer apenas o Hyde Park, então entramos pelo acesso próximo à estação Lancaster Gate e logo nos surpreendemos com a beleza de um jardim que fica exatamente na divisa entre o Hyde Park e o Kensington Garden! O dia estava nublado, mesmo assim o cenário era lindo! Cruzamos o Hyde Park pela margem leste do Serpentine River, apesar do friozinho tinha muita gente nos gramados, bancos e cadeiras de sol espalhadas pelo parque. O rio dá um charme especial ao parque com muitos pássaros, barcos, até gente nadando tem por lá nos dias de sol! O Hyde Park funciona das cinco da manhã até meia noite! O site oficial do parque é o http://www.royalparks.org.uk/parks/hyde-park. Abaixo, mais algumas das muitas fotos que tiramos por lá!

 

O OUTRO LADO DO HYDE PARK: Depois de atravessar o Hyde Park inteirinho, a partir da Lancaster Gate Station, saímos nas proximidades do que eles chamam de "Hyde Park Speakers Corner". É uma esquina onde, aos domingos, qualquer pessoa pode subir num banquinho e fazer um discurso! Como era uma segunda-feira, não presenciamos isso! Vimos sim toda variedade de monumentos, o portão real e as ruas movimentadas desse lado do parque, que fica perto da Hyde Park Corner Station, a entrada oficial do Hyde Park! Vimos também, pela primeira vez, um dos famosos telefones com cabine vermelha, ícone da cidade! Foi ali por perto que fizemos nossa primeira refeição em Londres, já era fim de tarde então pôde ser considerado nosso jantar! Como ainda não conhecíamos a cidade para saber o que comer, segui a dica de uma amiga e fomos no Hard Rock Cafe. Tinha uma filinha para entrar, mas valeu a pena! Chopp Stella Atrois bem gelado, aquela decoração típica do Hard Rock, as músicas que dispensam apresentações e um lanche do tamanho na fome de quem não tinha almoçado naquele dia!

 

KENSINGTON GARDEN: Não era para conhecermos esse parque nesse dia... mas eu me recusei a pegar metrô para o hotel sendo que podíamos ir andando e descobrindo mais e mais coisas no caminho de volta, a pé! Fizemos isso e, quando nos demos conta, estávamos contornando o Kensington Garden, que é ainda mais lindo que o Hyde Park! Não paramos nos pontos previstos no meu roteiro porque teríamos um dia exclusivo para esse passeio, mas já deu para ter um aperitivo do que seria conhecer mais esse parque real!

 

TERÇA-FEIRA - 21/05

 

O METRÔ DE LONDRES: Antes de começar a falar desse que considero nosso primeiro dia de roteiro (já que no dia anterior chegamos no meio da tarde e os passeios foram meio que na base do que eu chamo de "improviso planejado"), é importante que eu fale sobre o metrô de Londres. Como todo mundo sabe, esse sistema de transporte é referência para o mundo inteiro e - sim! - funciona MUITO bem, é perfeito!!! Dá pra rodar a cidade inteira de metrô e por isso vale muito a pena comprar o cartão que dá direito a sete dias de uso ilimitado! Li muuuuito a respeito desse tipo de vale transporte porque não é fácil entender as vantagens dos cartões disponíveis no metrô de Londres, para quem quiser quebrar a cabeça com isso o melhor post que encontrei na web está nesse link: http://www.londresparaprincipiantes.com/tag/oyster/. Eu concluí que, para mim (e creio que para a maioria dos turistas), o cartão Oyster seria o mais vantajoso. Compramos esse cartão que vale por sete dias e foi ótimo! Usamos muuuuito tanto no metrô quanto nos ônibus que fomos obrigados a pegar na volta das baladas por já ser de madrugada e o metrô estar fechado. Não é barato não, pagamos cerca de 30 libras cada um, mas considerando o valor unitário do bilhete do metrô compensa sim! Uma dica: peça ajuda a um funcionário na hora de comprar o cartão que é vendido em terminais de auto-atendimento. Por mais que eu tenha lido as explicações, rolou uma "pegadinha" na hora de comprar e acabamos comprando cartão errado! A sorte é que depois trocamos pelo certo no guichê, mas enfim... não custa pedir ajuda em vez de se achar o espertão e querer fazer sozinho! São muitos tipos de cartão e dá mesmo pra se confundir!!!! Importante também: antes de sair do seu hotel, peça um mapa do metrô na recepção, eles sempre têm! Rapidinho vc vai entender as linhas, sacar os melhores lugares de fazer baldeação, enfim... no começo a gente quebrava a cabeça, mas no segundo dia já estávamos craques nas linhas de Londres!

 

CITY OF WESTMINSTER: Nesse dia começava pra valer a seguir o roteiro que preparei para a semana em Londres! Fiz questão de começar por algo que me falasse: "sim, você está na terra da rainha"! Por isso deixei a visita para a região do Buckingham Palace para nossa primeira manhã em Londres. Para chegar lá escolhi descer na Victoria Station. Tem gente que prefere chegar pela Green Park Station e conhecer o Green Park, que é mais um parque real de Londres, bem ao lado do palácio, mas eu li que esse parque não é lá grande coisa em comparação com outros, então preferi a Victoria Station para percorrer alguns lugares próximos dela antes de ir para o palácio!

 

ELIZABETH STREET: Da estação, caminhamos em direção à Elizabeth Street, uma rua cheia de cafés e patisseries a cinco minutos da Victoria Station. No nosso hotel havia a opção de pagar a parte pelo café da manhã, mas escolhemos por fazer isso sempre na rua! Como somos meio aceleradinhos demais da conta, chegamos tão cedo na Elizabeth Street que a maioria das patisseries ainda estava fechada! Então nosso primeiro café da manhã foi numa rede no estilo Starbucks chamada Pret a Manger. Aliás, esse café é MUITO melhor do que Starbucks porque além do óbvio desse tipo de café - que normalmente têm cookies, bolos e croissaints "ocos", sem nada dentro - é que o Pret a Manger tem salada de fruta, croissaints recheados, rocamboles diferentes! Beeem mais nossa cara, além de divulgarem que preparam tudo com ingredientes frescos, sem agrotóxicos, curti! Então, não esqueça: entre Starbucks e Pret a Manager, não tenha dúvidas em ficar com a segunda opção!

 

BUKINGHAM PALACE ROAD: Voltando do café e seguindo em direção ao palácio, conhecemos um pouco do comércio dessa região, que é bem turística, cheia de lojinhas de bugigangas! Aproveitei para comprar aquilo que eu sabia que precisaria, afinal, chove a qualquer momento em Londres: um guarda-chuva temático! Hahahahaha! Tem tudo quanto é tipo de de "umbrella" divertido por lá! Não deixaria de gastar um euros com um desses! Ok, sou meio breguinha, admito!!!!

 

ROYAL MEWS: a caminho do Palácio de Bukingham, vindo da Victoria Station, você vai ver, à esquerda, antes de chegar no palácio, uma construção imponente com cavalos e charretes entrando e saindo a todo momento! É o Royal Mews, onde fica a cavalariça real! É possível entrar e conhecer tudo por lá! Vale para quem é apaixonado por cavalos e também para crianças, pelo menos foi o que eu li a respeito! Como tínhamos que priorizar o que visitar, caso contrário não haveria nem tempo e nem dinheiro suficientes, apenas conhecemos por fora o Royal Mews, o que foi suficiente para imaginar sua imponência! Entramos no clima da pompa que envolve a famíla real! O site oficial para quem quiser fazer a visita guiada pelo Royal Mews e se informar melhor sobre ele: http://www.royalcollection.org.uk/visit/royalmews.

 

BUCKINGHAM PALACE: Chegamos ao palácio que é a residência oficial da família real por volta das 9h30. Nessa época do ano o palácio é fechado para visitação, abre apenas nas férias de verão da família real, então fomos mesmo para ver a troca da guarda. Ainda não tinha muita gente por lá, então aproveitamos para conhecer o entorno da entrada principal do Buckingham Palace: o Memorial da Rainha Victoria (que é o monumento bem em frente ao palácio), um pedacinho do Green Park que fica bem ali ao lado, o jardim real, a The Mall, que é a avenida principal de acesso ao palácio, a "entrada triunfante" onde acontecem os grandes eventos da cidade.

 

TROCA DA GUARDA: Pouco depois das dez da manhã já grudamos no portão do palácio para esperar a troca da guarda. Li muitos relatos de pessoas que não fizeram isso e não conseguiram ver nada... achei que era exagero, mas não era! Logo depois, um mar de gente já se formou atrás da gente para esperar a troca da guarda que, nessa época do ano, acontece todos os dias às 11h30. Em outros períodos é bom consultar o calendário no site: http://www.royal.gov.uk no link de eventos. Para nós a espera foi de cerca de uma hora e foi interessante observar a movimentação por ali enquanto a troca não começava! Aquilo virou um formigueiro, muita gente mesmo!!! Pontualmente às 11h30, a guarda real começou a chegar! Alguns vieram marchando pela The Mall, deviam ser aqueles que saem do St. James Palace. Logo se posicionaram de um dos lados na frente do palácio. Marcharam por um tempo sozinhos, indo pra lá e pra cá! Logo depois vieram outros na direção contrária, seguidos da cavalaria e da banda real! Quando começaram a tocar, juro que eu esperava algo tipo uma "música real", um "hino à rainha", mas qual o que... a primeira música foi "Every breath you take"! Hahahahah ri muito, mas adorei porque pude cantar junto! Enfim, foi isso! Guardinhas pra lá e pra cá, músicas ditas "universais", aquelas que todos sabem e pronto, estava trocada a guarda! Achei bonitinho e tal... mas nada de mais! Ainda assim, sem chance ir para Londres e não ver isso né! Até porque é de graça e de graça até injeção na testa hahahhaha!

 

QUEEN'S GALLERY: Eis o grande erro da nossa viagem! Vi uma galera entrando na Queen's Gallery e achei que era algo relativo aos aposentos reais! Fui que fui! Não era nada disso, o que estava rolando ali era uma exposição chamada "In fine style" que mostrava a evolução da vestimenta da família real. Interessante, mas nada que valesse nosso preciso tempo e nossas preciosas libras! Então, não se esqueça: antes de entrar na Queen's Gallery tem que prestar atenção na exposição que está rolando lá! Tipo, regra básica que na empolgação não nem me dei conta... como já estava lá, conferi com direito a áudio-guia e tudo mais a forma como se vestiam e como se vestem até hoje os monarcas ingleses! Bonitinho... ponto!

 

ST. JAMES PARK: Mais um parque real, para mim, o mais lindo entre os que visitei! Floridíssimo, cheio de animais, com a charmosa ponte que permite uma vista linda da London Eye lá ao fundo! É o parque real mais antigo de Londres, fica bem em frente ao Palácio de Buckingham, não tem como errar! Dizem que é também o parque de Londres com maior número de esquilos, vimos vários por lá!

 

ST JAMES PALACE: Esse palácio foi a residência da família real entre 1698 e 1837, é uma construção bem bonita e vale a pena dar uma passadinha por lá, afinal, é um dos prédios mais antigos da Inglaterra! Hoje o que funciona por lá é o centro administrativo da realeza, então a construção não é aberta à visitação, mas é sua chance de tirar foto pertinho de um guardinha real na entrada, sempre tem um ali na frente! O que também chama atenção é o relógio que tem na torre principal! Saindo do St. James Park, o palácio fica do outro lado da The Mall, não deixe de dar uma passada! Bem ao lado, tem a Queen's Chapel, essa sim, aberta à visitação, mas só conhecemos por fora... questão de prioridade!

 

WHITEHALL AVENUE: Descendo a The Mall, que é aquela rua principal em frente ao Palácio de Buckingham, vc vai chegar à Whitehall Avenue, à direita. Nessa rua ficam os principais prédios do governo britânico, o que sinceramente não quer dizer muita coisa... são todos prédios lindos, claro, imponentes, vale descer essa rua para observar cada um deles, mas não é nada surpreendente não! Não se comparados a todas outras maravilhas de Londres! Descendo a Whitehall Avenue vimos o Horseguard, a Banqueting House, a Downing Street, que é a residência oficial do primeiro ministro e tudo mais que tem por lá! No meio da avenida, tem também um monumento em homenagem aos mortos na guerra! Por falar em guerra, também é ali que fica o conhecidíssimo Cabinet War Room and Churchill Museum... não entramos também por questão de prioridade... não tem como visitar TODOS os museus de Londres em pouco tempo e nesse dia ainda tínhamos muita coisa pela frente! Não estou conseguindo colocar legenda, mas abaixo está um dos acessos a Downing Street e o Horseguard!

 

BIG BEN: Quando terminar de descer a Whitehall, olhe para a esquerda e você já vai vê-lo! Lindo! Imponente! Maravilhoso! O Big Ben! Ou melhor, a torre onde fica o Big Ben, que é na verdade o sino que fica dentro da Elizabeth Tower, como é chamada a construção que ostenta um dos relógios mais famosos do mundo! Eu quando vi fiquei maravilhada, achei uma das visões mais marcantes da cidade, principalmente por ele estar junto ao Parlamento, mas sobre essa outra construção vou falar mais abaixo!

 

PARLAMENTO: Coladinho com a torre do Big Ben está o prédio do Parlamento! Simplesmente a construção mais incrível que vi na minha viagem inteira! Essa estrutura neogótica foi construída depois que um incêndio destruiu o antigo Palácio de Westminster. É se das duas câmaras do Parlamento, a dos Lordes (os parlamentares designados pela rainha) e a dos Comuns (eleitos pelo povo). São mais de mil salas e cinco quilômetros de corredores!!!! Qualquer pessoa pode acompanhar os debates no parlamento durante a semana, é só agendar! Fora isso, aos sábados têm um tour guiado por lá. Para quem lida com direito público, gestão, essas coisas, deve ser sensacional acompanhar uma dessas sessões! Eu fiquei só com a beleza da construção, que me fez ficar um tempão olhando cada detalhe e pirando ao pensar como se pode ter erguido uma maravilha dessas! Amei demais o Parlamento!

 

ABADIA DE WESTMINSTER: fica logo em frente ao prédio do Parlamento e é considerada nada menos que a igreja mais importante de Londres! A Westminster Abbey é também uma construção em estilo gótico e, só isso, já era motivo suficiente para eu chegar cheia de expectativa em relação a ela. Adoro esse estilo de construção! Como se isso não bastasse, a Abadia foi palco do casamento do príncipe William com Kate Middleton em 2011, das coroações da maioria dos monarcas ingleses e é lá também que estão túmulos não só de membros da família real, mas também de personalidades como Charles Darwin e Isaac Newton! É MUITA história dentro de uma única construção! Fora isso, para mim, em particular, tem outra coisa... não me considero católica hoje em dia, para mim católico é quem vai à missa uma vez por semana, comunga e concorda com aquilo que defende a Igreja Católica. Não é mais meu caso, mas cresci tendo o catolicismo como referência e tipo PIRO numa igreja! São muitos os motivos para isso, mas o principal é a carga histórica que qualquer igrejas - ainda mais na Europa! - traz em suas construções, em suas imagens, em tudo! E a Abadia de Westminster tem história em cada mínimo detalhe! Pagamos 16 libras para visitar a Abadia, lá tem audio-guia em português de graça, indispensável para conhecer cada curiosidade sobre cada cantinho da Abadia. No interior dela não são permitidas fotos, mas sabe que até isso eu achei bacana... porque aí vc não fica preocupado em fotografar e presta mais atenção em tudo! Levamos cerca de uma hora e meia para percorrer toda a Abadia ouvindo todas as informações do áudio-guia. Passeio indispensável, lugar incrível! A visitação é a partir das 9h30. Site oficial: http://www.westminster-abbey.org.

 

CHÁ DAS CINCO: Durante a montagem do meu roteiro pesquisei bastante sobre onde tomar um chá das cinco tipicamente inglês sem ter que deixar as calças como pagamento! Li sobre o chiquérrimo hotel Ritz, onde vc tem que reservar com meses de antecedência uma mesa para o chá da cinco, pesquisei sobre outros lugares menos badalados... e resolvi deixar acontecer! Levei alguns endereços, nomes de lugares que servem chá das cinco, mas sem planejar nada. Jamais imaginava que faria isso dentro da Abadia de Westminster! Mais inglês impossível! Quando terminamos a visita à igreja já eram mais ou menos 15h30 e atenção: é nesse horário que os ingleses costumam tomar o chá das cinco, não às cinco! Ainda não tínhamos almoçado e resolvemos trocar o almoço pelo tal chá justamente em um café que funciona dentro da própria abadia. Pagamos 16 libras cada um pelo chá que inclui - além de um chá a sua escolha - uma "torre" com canapés salgados e uma grande variedade de doces e bolos, tudo pequeno, aperitivos mesmo, mas mata a fome! Achamos que seria pouco, mas não foi, vale a pena para conhecer esse hábito super charmoso dos ingleses!

 

COVENT GARDEN: O chá quentinho não foi suficiente pra aquecer... passamos MUITO frio nesse dia da viagem e resolvemos voltar para o hotel para tomar um banho antes de continuar o roteiro da segunda-feira. Nosso destino do fim da tarde era o bairro que, só pelo que eu havia lido antes, já sabia seria o meu preferido de Londres. É lá que fica o agito! Descemos na Covent Garden Station e rodamos tudo por lá... o Central Market que são lindos, cheios de bares lotados e música ao vivo, o prédio da Royal Opera House, a galeria Somerset House, a Saint Paul's Church! Mais uma vez, tínhamos muitas opções por lá, mas a intenção era dar uma "geral" no bairro, andar até cansar e parar num pub! Claro que não queríamos parar num pub qualquer... rodamos muuuito pelas lojas badaladas com a da Aplee, pelos zilhões de bares, patisseries e restaurantes, pelos teatros com filas na frente para os musicais, pelas praças lotadas de artistas de rua... até encontrar o Lamb and Flag, o pub mais antigo de Londres! Fica escondidinho num bequinho, uma rua estreita e sem saída, mas não desista, vá perguntando até encontrar! Esse pub existe desde 1623, imagina!!!! Estava lotado, lá dentro já não tinha mais lugar! O legal é que lá todo mundo compra sua cerveja e toma na rua, em frente ao pub! Fizemos o mesmo, pedimos uma Ale que é a cerveja maltada tão famosa na Europa! Essa foi sinceramente a única Ale que tomei na viagem toda, achei muito forte, sou muito "menininha" como diz meu marido, gosto de cerveja mais leve! Anyway, o Lamb & Flag é, para mim, o "must see" de Covent Garden!

 

Ainda em Covent Garden, paramos num outro pub chamado The Sussex, onde conseguimos mesa! Meu marido continuou na cerveja e no chopp, mas atenção quem curte algo mais... destilado rs! Uma dose de vodka Grey Goose com energético é o mesmo preço de um chopp! Hahahahah! Quando me dei conta disso a casa caiu né... bebemos atéééé de madrugada! Nesse primeiro pub comemos o tradicional Fish & Chips, peixe frito com batata frita que é a cara de Londres! É o tipo de coisa que eu não abro mão sabe... se eu sei que algo é MUITO típico do lugar, eu faço questão de conhecer! Não vou postar a foto do fish & chips porque está muito tremida hahahaha (reflexo da vodka boa a preço de chopp) mas eu que adoro uma friturinha adorei! Bom, do pub onde comemos o peixe com fritas fomos andar um pouco mais por Covent Garden, o Central Market é ainda mais lindo a noite! Também passamos pelo Seven Dials, um cruzamento de SETE ruas com uma pequena praça e um monumento no meio! Se vc já tiver bebido muito em algum pub talvez vá ficar confuso ao contar para conferir se são mesmo sete ruas!!! Sim, isso aconteceu com a gente!

 

Depois de mais essa caminhada pelo Covent Garden entramos em um outro bar, que tinha mais cara de balada do que de pub, chamado Velvet! Foi lá que descobri que, se vc é brasileiro, antes de viajar para a Europa, não pode esquecer uma coisa: aprender a dancinha do "Ai se eu te pego" e de algum outro sertanejo universitário que estiver bombando nas paradas de sucesso! Hahahahaha foi de verdade a surpresa da viagem para mim. Nessa balada só tocava putz putz, músicas que a gente ouve nas rádios jovens sabem, baladinhas? Eis que estamos lá, tomando todas com um grupo de colombianos e começa tocar Michel Teló! A mulherada toda colou em mim esperando que eu fizesse a coreografia para elas copiarem! Quem disse que eu sabia???? Ok, ok... "Ai se eu te pego" até deu pra enganar.... mas aí, para meu espanto, começou a tocar "Tche tcherere tche tche... Gustavo Lima e você"e os gringos queriam que eu também soubesse a dancinha! Aí não né, nem sabia que isso tinha dancinha hahahaha! Sinceramente fiquei orgulhosa de mim mesma por não saber nada desses lixos brasileiros que os europeus estão achando o máximo rs! Desculpe aqueles que curtem, mas sinceramente... tanta coisa boa no Brasil e é isso que a gente exporta! Enfim, ainda bem que eu já estava cheia de vodka na cabeça e não dei muita atenção pra isso! Mas está dado o recado, quer causar na balada, saiba sertanejo universitário!!!! Bom, nossa noite ainda foi longe (com fotos impublicáveis, diga-se de passagem) e teve direito a pizza na rua pra curar a larica e volta para o hotel de ônibus porque o metrô já estava fechado! Depois, no fim do meu relato dia a dia, vou fazer observações tanto sobre a comida da madruga em Londres quanto sobre o transporte! Ah e ainda devo falar mais sobre Covent Garden em outros dias do meu relato porque obviamente voltamos a esse bairro tão querido antes do fim da viagem!

 

QUARTA-FEIRA (22/05)

 

A "CITY" - Mesmo depois de termos ido dormir às três da madruga, às sete da manhã já pulamos da cama e pegamos o metrô em direção à "City", que é o centro de Londres, o coração da cidade! Chegamos lá bem cedo, mas já tinha movimentação de gente que estava com cara de quem chegava para o trabalho. Bancos, prédios comerciais, muitos escritórios, essa é a City! Que - é claro - também é lotada de pubs, pontos turísticos e lugares bacanas de conhecer, mesmo que seja só pelo lado de fora! Nosso principal destino era a St. Paul's Cathedral, mas como chegamos beeeem cedo, antes mesmo do horário de abertura da igreja, rodamos as ruazinhas estreitinhas dessa região, tomamos café numa outra rede estilo Starbuck's, chamada "Nero", e conhecemos alguns dos prédios históricos que tem por ali, como o Bank of England e o Bank of England Museum, pertinho da estação Bank, por onde chegamos!

 

Daqui a pouco falo mais da City, antes um parênteses para explicar por que tivemos que adiar nossa visita à St. Paul's Cathedral, que seria nossa próxima parada!

Eis o que aconteceu! Estava tudo perfeitinho no meu roteiro, normalmente a abertura da St. Paul's Cathedral é às 8h30 da manhã! Exatamente o horário em que chegamos na igreja e fomos surpreendidos por esse aviso. Justo nesse dia teria uma missa de ação de graças fechada em homenagem ao aniversário do serviço voluntário da realeza, algo do tipo... humpf! O jeito foi mudar os planos e antecipar o restante do cronograma do dia para voltar mais tarde à catedral!

 

MILLENNIUM BRIDGE: Ela é que nos levaria até nossa próxima parada, o Tate Modern. Não tem erro, saindo da St. Paul's é só seguir reto e vc está na Millennium Bridge! Acontece que, de novo, nos empolgamos pelas ruas estreitinhas da City para ver mais algumas belezas históricas do lugar antes da chegada a essa ponte suspensa de ferro, inaugurada no ano 2000 em homenagem à virada do milênio.

 

TATE MODERN: Eis algo que demorei para entender nas minhas pesquisas. Há dois "Tate's", duas galerias de arte chamadas "Tate" em Londres, que pertencem a um mesmo grupo, mas com duas propostas diferentes: há o Tate Modern e o Tate Britain. O primeiro é uma galeria de arte moderna, inaugurada no ano 2000. O segundo reúne obras menos contemporâneas, já que foi inaugurado em 1897 para receber trabalhos que, na época, a National Gallery não aceitava. Enfim, pelo que entendi, o Britain é mais um museu e o Modern é uma galeria de arte moderna mesmo. Mais uma vez, pelo tempo que tínhamos, precisei escolher um dos dois para visitar. Como já teria em meu roteiro muitos outros museus, dei preferência ao Tate Modern, que fica exatamente em frente à Millennium Bridge, do outro lado do Thamisa! Primeira - e melhor - informação tanto sobre o Tate Modern quanto sobre o Tate Britain: a entrada é gratuita tanto em um quanto em outro! Você só gasta dinheiro se quiser usar o áudio-guia, que custa 3,50 libras. Desta vez abrimos mão dele porque não tinha áudio-guia disponível em português e também porque eu havia me informado sobre os tours guiados de graça em determinados horários. Eu que não sou boba nem nada "colei" em alguns desses grupos de tours guiados para ouvir algumas explicações, mas o Tate Modern é enoooorme e - a menos que vc seja super interessado e conhecedor de arte moderna - as explicações em quadros ao lado de cada obra acabam sendo suficientes para conhecer bem a galeria. O Tate Modern tem seis pisos. Na entrada você pode comprar um mapinha uma libra, mas também pode baixar o conteúdo no seu smartphone a partir do site tate.org.uk. Nesse endereço, aliás, você descobre tudo o que precisa saber sobre essa galeria, que como eu disse, tem seis pisos. O primeiro tem somente auditório, um café, uma lojinha e uma área nova que está em obras e vai abrir em 2014. Nos pisos acima há sempre uma mostra fixa e uma temporária em cada um, sendo que as temporárias são pagas (não fomos em nenhuma, só as fixas já são enormes para conhecer). No segundo piso fica a exposição fixa Poetry and Dream, que tem mais de 70 pinturas e esculturas surrealistas. No terceiro andar fica a mostra Transformed Visions, com arte abstrata e é também onde fica um bar com vista para o Rio Thamisa. O quarto piso é dedicado principalmente a esculturas com cubismo, minimalismo, salas dedicadas a artistas específicos dessas formas de arte. Gente, lembrando que sou ZERO conhecedora desse tipo de arte, estou falando aqui o que li nos folderes que peguei por lá durante a visita, se eu estiver falando besteira não me condenem hahaha! O quinto piso do Tate Modern é fechado somente para associados e, no sexto andar, um restaurante com uma visão ainda mais maravilhosa do rio que corta a cidade! O Tate Modern é incrível, ficamos mais de duas horas lá dentro! As obras são impressionantes e a galeria é bastante interativa, principalmente as instalações do terceiro piso! Para quem quiser a experiência completa, que inclui conhecer também o Tate Britain, vale pagar 6,50 pelo Tate to Tate boat, a embarcação que leva do Tate Modern para o Tate Britain. Se quiser ida e volta o valor é 12 libras. Para nós ficou para a próxima, mas só conhecer o Tate Modern já valeu demais!

 

SHAKESPEARE'S GLOBE: bem ao lado do Tate Modern, à direita dele quando vc sair do prédio, fica esse teatro que é uma réplica de um teatro elizabetano, onde estrearam muitas peças de Shakespeare. É um prédio circular, um teatro a céu aberto, a arquitetura dele impressiona, dá pra ver bem de cima da Millennium Bridge. É possível fazer uma visita guiada por lá também, além de assistir as peças em cartaz. Nós ficamos só com a vista do prédio histórico imaginando como seria uma peça encenada ali na época de Shakespeare!

 

RESTAURANTE WAGAMAMA: Saímos do Tate Modern já perto da hora do almoço e, ainda assim, não era hora ainda de visitar a St. Pauls Cathedral, por isso fomos a um restaurante de comida oriental recomendado por uma amiga ali mesmo na City. Preço justo, comida boa e bem feita, vários sabores nada óbvios de yakissoba, mas se sua fome não for muuuuito grande e vc estiver em duas pessoas, peça um prato só! Olha só o tamanho! Esse restaurante tem várias unidade, não só na City!

 

MAIS ANDANÇAS PELA CITY: Depois do almoço andamos bastante pela City e vimos mais do vai-e-vem do pessoal dos escritórios, os ônibus vermelhos congestionando as ruas, as obras e novas construções por todos os lados, os mil prédios que parecem monumentos mas são só prédios antigos do centro de Londres mesmo rs. Achamos também uma galeria super fofinha cheia de restaurantes e lojas, toda enfeitada com bandeiras da Inglaterra, enfim, coisas da City! Vale a pena andar sem rumo por lá! Uma das construções que me intrigaram por lá foi uma que parecia uma nave espacial. Depois, pesquisando, descobri que era uma sinagoga ou algo do tipo! O que não tem como não reconhecer de cara é o The Monument, falo sobre ele abaixo!

 

THE MONUMENT: Essa é uma coluna construída para lembrar o grande incêndio que destruiu boa parte da cidade em 1666. Tem 61 metros de altura e, na prática, nada mais é do que uma coluna de pedra... mas com um significado histórico muito grande! No meu roteiro não estava previsto subir porque a vista que se tem de lá teríamos de outros lugares, mas como tínhamos tempo e por 3 libras... subimos! São nada menos que 311 degraus em uma escada em caracol e uma vista incrível, apesar da grade colocada no topo depois de uma seqüência de tentativas de suicídio! Depois que vc desce, ganha um certificado por ter encarado um total de 622 degraus entre a subida e a descida! Se tiver um tempinho e disposição sobrando, por que não subir?!?

 

ST. PAUL'S CATHEDRAL: Enfim, o passeio mais esperado do dia! St. Paul's Cathedral, a igreja com a segunda maior cúpula do mundo (atrás apenas da Basílica de São Pedro, no vaticano), a igreja onde a princesa Diana se casou com o príncipe Charles, é também onde fica a sede do bispado de Londres, enfim, motivos para conhecer essa catedral não faltam! Isso sem falar que ela é uma obra prima da arquitetura, algo inexplicável mesmo, linda demais! Sem dúvidas a igreja mais maravilhosa em que já estive! E olha que ao longo da viagem visitei dezenas! A St. Paul's é especial e já vou contar por que! Essa catedral foi erguida exatamente no mesmo lugar onde esteve a primeira igreja da história de Londres! Foi construída e reconstruída várias vezes, teve várias fases para chegar ao que é hoje, mas a data de início das obras do prédio atual é de meados 1670 e dentro da igreja há muitos trabalhos de artistas dessa época. Fotografar lá dentro é proibido, mas prepare-se para uma das visões mais lindas que se pode ter de imagens sacras em Londres! Toda a cúpula é ornamentada, a altura entre o alto da cúpula e o chão é absurda, de pirar o cabeção mesmo!!! Normalmente (se vc não der azar como eu dei, de ir num dia que teria um evento fechado) a catedral funciona das 8h30 às 16h00 e o ingresso para visitação custa 16 libras com direito a audio-guia em português e um mapa bem explicativo de cada setor da catedral (por nada no mundo deixe de pegar o áudio-guia, foi um dos melhores em termos de informações e curiosidades sobre a igreja!). Muito importante: se vc for como eu, que gosta de conhecer TUDO, chegue pelo menos 14h00, você vai precisar de bastante tempo. Isso porque além da cúpula maravilhosa, do altar, das capelas, você tem a opção de subir até a chamada "galeria dos murmúrios", onde você fala de um lado e os sussuros são ouvidos de outro! Para chegar lá ão 257 degraus! Para ganhar fôlego, lá há bancos onde vc pode sentar e admirar a pintura decorativa do domo bem de perto! Subindo ainda mais chegamos à Golden Gallery, de onde se tem uma vista sensacional da cidade, imperdível! Ok, quase morremos, no total se não me engano são 528 degraus para chegar ao mirante lá no topo (lembrando que já tinhamos subido e descido 311 degraus no The Monument)! O visual é lindo e vertiginoso, vale muito a pena, um milhão de vezes mais que o The Monument, caso vc decida escolher entre os degraus de um e outro rs! Para os preguiçosos tem uma vista panorâmica disso tudo que pode ser conferida na cripta, mas sem chance de ir até lá e ver só uma simulação né! Depois da experiência incrível "nas alturas", descemos correndo para a cripta porque faltava pouco para encerrar o horário de visitação. Essa região da igreja também é linda e ornamentada, vale a visita! Desculpem me estender muito para falar dessa catedral, mas é que ela vale muito a pena! O site para outras informações é o http://www.stpauls.co.uk!

 

REGENT STREET E OXFORD CIRCUS: Já era fim de tarde a gente estava poooodre depois de tanto subir e descer escadas... mas helloooooo, eu estava em Londres! Fora de cogitação a possibilidade de descansar, até porque o sol enfim tinha resolvido aparecer! Pegamos o metrô e fomos para as ruas mais desejadas pelos turistas consumistas! É na região da Regent Street, da Oxford Circus, Piccadilly Circus que está a maior concentração de lojas da cidade, desde aquelas de grife às lojas de departamento mais populares. O movimento nessas ruas é imenso. A quantidade de lojas é realmente enorme! Entramos primeiro no outlet da Nike porque meu marido estava atrás de um tênis do Roger Federer e encontrou lá por um preço melhor do que pagaria no Brasil. Fora isso, como diz uma amiga minha, tudo lá é "em euros" hahahah tipo, muito caro. Claro que tem as lojas suuuuper populares, como a Primark que tinham me recomendado como sendo o "must" do comércio em Londres. Realmente, tem coisa de uma libra lá... mas não sei se eu que sou um ser do outro mundo e não ligo meeesmo pra compras ou se realmente não vale taaanto a pena assim. É barato? É! Mas ainda assim é em libras! Fazendo a conversão e vendo a qualidade dos produtos, que obviamente não é das melhores, sou mais ir até a 25 de março, em São Paulo e comprar loucamente sem pensar no excesso de bagagem! Hahahahahah! Gente, juro, talvez eu esteja enganada, mas andei bastante na Primark foi essa minha impressão. Até comprei umas coisinhas diferentes que a gente não vê aqui no Brasil, mas tem que garimpar bastante dentro dessas lojas que são imensas para fazer valer a pena. As filas nos provadores estavam enormes... aí eu me perguntava: eu estou em Londres e vou ficar em fila de provador??? Ah vá! Sem chances, não é pra mim, definitivamente! Já as gastadeiras de plantão não podem deixar de ir nesses lugares, tem loja de tudo quanto é coisa lá! Uma que eu gostei e também comprei umas coisinhas, mesmo não sendo tããão barata, foi a Marks and Spencer, a M&S, é um pouco mais cara mas tem mais qualidade do que a Primark! Andamos a Regent Street e a Oxford Circus inteirinhas, mas mal entramos em lojas. Gastamos sola de sapato atéééé o Hyde Park e um dos seus monumentos!

 

MARBLE ARCH - Esse é um monumento que fica em uma das esquinas do Hyde Park. É aqui também que fica a famosa "Hyde Park Speakers Corner", onde aos domingos as pessoas costumam subir num banco e fazer discursos, qualquer um pode fazer isso, engraçado né? Bom, vamos ao Marble Arch: ele foi inspirado no Arco de Constantine, de Roma. Quando foi erguido ficava na entrada do Palácio de Buckingham e era uma passagem real. Depois de ser transferido para essa esquina do Hyde Park qualquer plebeu pode passar por ele hahahah! É bem bonito o monumento e algo de imporância para a cidade!

 

DE VOLTA AO HYDE PARK: Não consigo explicar como, mas já eram quase 20h00, estávamos destruídos, derrotados, acabados... mas aproveitamos que estávamos por ali mesmo e entramos de novo no Hyde Park! Já sei, temos problema mental... mas nem que fosse de maca eu TINHA que aproveitar aquela "noite" linda de sol! Foi incrível como o céu ficou lindo antes de começar a escurecer e como na nossa primeira ida ao Hyde Park o tempo estava fechado, convenci meu marido a não se entregar às dores nas pernas e dar um passeio por lá! Valeu muuuuito a pena, ficamos um bom tempo jogados na grama admirando tudo ao redor! O Hyde Park é tudo de bom!

 

LONDON EYE E PARLAMENTO ILUMINADOS - Depois de banho tomado, pernas esticadas por alguns minutos e roupas mais quentes vestidas, saímos de novo! A lista que eu tinha de monumentos que ficam LINDOS iluminados era enorme - a própria St. Paul's Cathedral, onde estivemos durante o dia, era um desses lugares - mas como tínhamos que escolher decidimos ir ver a London Eye e o prédio do Parlamento com as luzes acesas. Lindos, imperdíveis! As fotos falam por si!

 

JAMIE'S ITALIAN: Depois de passear pela região da London Eye voltamos ao nosso point preferido da noitada, Covent Garden. O problema é que já passava das dez da noite e quase todos os restaurantes estavam fechados. Não, Londres não é São Paulo onde a galera vira a madruga!!!! Resolvemos então parar no lugar que encontramos aberto, o Jamie's Italian, que é uma versão mais popular de um restaurante do renomado chef Jamie Oliver. Sim, é uma delícia! Sim, cabe no bolso! Super recomendo! Meu marido comeu um hamburguer gourmet e eu, claro, pedi uma massa que estava divina! Não deixe de pedir a cesta de pães da entrada, é tipo dos deuses! O vinho da casa também vale a pena! Fechamos esse dia com chave de ouro, só não tem fotos porque estávamos tãaaao podres que nossas caras nas fotos estão uó do borogodó e a maioria está tremida, hahahaha, sem coordenação motora depois de um dia cheio!

 

QUINTA-FEIRA (23/05)

 

ABBEY ROAD: Acordamos bem cedo e fomos até a famosa Abbey Road, onde fica o estúdio em que os Beatles gravaram o álbum que leva o mesmo nome e onde eles tiraram a emblemática foto na faixa de pedestres para a capa desse disco. É bem bacana pelo que o local representa, mas sinceramente é só uma faixa de pedestres como outra qualquer, precisando de uma pintura inclusive hahahahah! Gente, sou a mais insensível para coisas do tipo: "fulano já esteve aqui", "beltrano sentou nesse banco", "ciclano pisou nesse chão"! Então não sou parâmetro pra essas coisas, mas para qualquer pessoa - mesmo que não seja mega fã dos Beatles - é muito legal estar lá, tirar a típica foto na faixa de pedestres, ver o muro onde é possível deixar recados para a banda (lembrando que de tempos em tempos os recados são apagados rs), ver o estúdio onde gravavam. É pertinho do metrô, não paga nada, então... por que não??? Só espero que tenham mais sorte que nós quando pedirem para alguém tirar a foto da travessia na faixa de pedestres... o ser humano que tirou pra gente é ZERO noção de enquadramento!

 

CAFÉ DA MANHÃ EM LONDRES: Quando fui para os Estados Unidos já sabia que o café da manhã de lá seria terrível pra mim... não consigo comer bacon, ovos e cereais de manhã! Não sei por que achei que, na Europa, encontraria mil cafés, patisseries e lugares cheios de pães para comer de manhã... ledo engano!!! Sim, tem muitos desses lugares, mas não são como padarias que abrem beeem cedinho (horário em que a gente costuma tomar café nas nossas viagens)... e os outros lugares, que já encontrávamos abertos por volta das sete da manhã, era aquilo: cafés deliciosos de zilhões de tipos, bolos, cookies e outras mil alternativas de coisas doces e, na parte dos salgados, sanduíches com salame, carne, mostarda... e croissaint de vento!!!!! Eu tinha que ficar no croissant de vento mesmo! Foi meu café da manhã em praticamente todos os dias em Londres! Com exceção dos dias em que estávamos perto de um Pret a Manger, que já contei no primeiro dia de viagem, e lá sim tinha croissaint de vários sabores, inclusive presunto e queijo! Uma sugestão para quem quer economizar e ter mais alternativas de pães é ir nos supermercados da cidade, em um dos dias passamos em um Sainsburry logo cedo e compramos vários pães! Estou contando isso agora porque, nesse dia, depois da Abbey Road, paramos num café em Leicester Square e meu marido fez questão de pedir um "café da manhã inglês"! Écaaaaaa! Feijão, cogumelos, ovos, salsicha e pães tostados. Claro que, sendo assim, sou mil vezes o croissant de vento!

 

TRAFALGAR SQUARE: Saindo do café, demos uma andada na região da Charing Cross Station, onde fica também essa praça é que o point para tudo em Londres. Tem shows que acontecem aqui, finais de campeonato são comemoradas aqui, enfim, é um lugar bem movimentado e estava todo preparado a final da Champions League, que seria dois dias depois. É um lugar bem legal para fotos porque tem muitos monumentos e ruas com a "cara" de Londres ao redor. Demos uma boa enrolada aqui porque o museu que visitaríamos fica nessa praça e abriria só às 10 horas da manhã. Ah, vimos inclusive, atrás do National Gallery, outro museu onde não entraríamos, mas que é um prédio bem bonito por fora: o National Portrait Gallery (um museu só de retratos).

 

NATIONAL GALLERY: agora pára tudo porque eu tenho que estar em estado de "êxtase" pra falar desse museu! O melhor de Londres! FATO! Melhor em tudo, na minha opinião: no acervo, na distribuição e localização das salas, na clareza e nos detalhes descritos no áudio-guia! São mais de duas mil obras que datam desde o século 13, um museu incrível que não é enooorme como alguns que acabam sendo inviáveis de conhecer por inteiro, mas que "dá o recado" de uma forma como nenhum outro que eu conheci! Na entrada pegue um guia chamado "60 minute tour", seguindo as orientações vc vai direto às obras mais importantes e pode ouvir sobre elas selecionando no audio-guia. Aí o restante você vê aquilo que mais te chamar atenção, eu fiz isso! Ainda assim foram quase duas horas dentro do National Gallery! O melhor desse museu: é de graça! Vc paga só pelo áudio-guia, que vale muito a pena! Funciona das 10h00 às 18h00. Às sextas-feiras fica aberto até às 21h00. Não pode fotografar lá dentro. O site oficial é o http://www.nationalgallery.org.uk. Imperdível, se pudesse visitar apenas UM museu em Londres, escolheria esse, sem sombra de dúvidas!

 

LEICESTER SQUARE, SOHO E CHINATOWN - Bem atrás da National Gallery fica a região da Leicester Square que é lotada de lojas e ruas bacanas, além do Soho e Chinatown, onde os restaurantes orientais se multiplicam entre outros estabelecimentos ching ling! Achei lindo esse pedaço de Londres, não sei se é porque o tempo ajudou, mas achei tudo colorido, os prédios imponentes, as lojas super diferentes! Tem de tudo nessa região em que vc anda da Leicester Square Station até a Piccadilly Circus Station!!! Logo em frente à Leicester Square é difícil não querer entrar em várias lojas, para mim a mais imperdível é a da M&M, achei mais legal do que a de Las Vegas, onde eu havia estado recentemente! Enorme e super temática, vá ao piso superior para tirar foto na "Abbey Road"!

 

ALMOÇO PRE-THEATRE: não tivemos estômago para almoçar nos restaurantes chineses que vimos em Chinatown, então passamos para retirar nosso ingresso do espetáculo que iríamos mais tarde e vimos vários restaurantes perto dos teatros com menus pre-theatre. É uma espécie de refeição rápida para quem vai, em seguida, assistir alguma peça. Achei uma ótima pedida, por isso recomendo, há várias opções por preços bem justos. Escolhemos uma chapa de carne que vinha com molhos diferentes, fritas e salada. Basiquinho mas melhor do que os patos dos chinesinhos hahahah! Ah, para completar, nossa sobremesa foi na patisserie que eu elegi como a minha preferida em Londres, tem várias unidades dela pela cidade: é a Patisserie Valerie. Meu Deeeus, água na boca de lembrar!

 

Terminamos nossa tarde na Piccadilly Circus, já tínhamos estado lá perto mas não nessas ruas onde ficam os teatros, as baladas, as casas de espetáculos. Vindo da Leicester Square, tudo no caminho até Piccadilly é bacana, vale o passeio a pé admirando a construções, as lojas, os monumentos, as atrações!

 

LES MISERABLES: Depois de um banho e uma esticada de pernas no hotel, voltamos para o mesmo lugar - Piccadilly Circus - para a noite mais esperada em Londres! Fomos ao Queens Theatre assistir o musical Os Miseráveis, aquele que recentemente virou filme! Li bastante sobre os musicais em cartaz em Londres para saber se tinha algum outro imperdível como esse e, além do Les Mis, o que havia me chamado a atenção era o We Will Rock You, um tributo a Fred Mercury, mas nem tudo o que eu li sobre esse último foi positivo... então fiquei mesmo com "Os Miseráveis" já que me apaixonei pelo filme quando vi (assisti duas vezes no cinema!). Comprei o ingresso antecipado com um mês e meio de antecedência pelo site oficial http://www.lesmis.com e não tive nenhum problema! Há vários preços de acordo com o assento que vc escolhe, eu paguei 90 libras pelos dois ingressos nos assentos E13 e E14 upper circle. Não eram os melhores assentos do mundo, mas como comprei meio "no escuro" porque pelo mapa do site não dá pra saber exatamente se é bom ou não o assento, achei bem aceitável pelo preço (mas se eu fosse de novo pagaria o dobro por uma área VIP, vale demais esse espetáculo)! Olhando agora as fotos de novo, acho que fica mais claro entender o quanto pode valer pagar mais caro por assentos mais próximos ao palco. O lugar onde ficamos era bem de frente para o palco, na reta central do palco e não nas laterais. Isso foi bom, mas olhem na outra foto a altura a que estávamos do palco... então se eu fosse comprar procuraria também uma poltrona "E 13 e 14" mas talvez em um andar abaixo. Bom, estou falando isso tudo só para ajudar quem ainda for comprar! Bom, conforme recomendado no site, retiramos os ingressos a tarde, trocando pelo voucher da compra que fiz pelo site e não houve nenhum transtorno, foi tudo como tem que ser! Chegamos uma hora antes, o teatro é bem bonito, apesar de não ser muito grande. Não tenho o que falar sobre esse espetáculo, foi simplesmente sensacional, perfeito, maravilhoso, chorei do começo ao fim, amo musicais e amo histórias baseadas em acontecimentos reais, sabem, como é o caso desse com a Revolução Francesa, é uma super produção! Então saí de lá encantada e querendo assistir de novo e de novo e de novo!

 

JAMIE OLIVER'S DOG HOUSE: Saímos do teatro verdes de fome e, bem ali ao lado, encontramos mais um restaurante popular do chef Jamie Oliver! Desta vez na versão hot dog! Meu marido aaaama hot dog, então nem pensamos duas vezes antes de parar ali. Preço bom e lanche delícia, além do ambiente que imita o "gueto" mesmo, para deixar claro que é Jamie Oliver de pobre hahahaha!

 

BALADA EM PICCADILLY CIRCUS: Não, não dava pra ir embora sem tomar uma em algum lugar, afinal, helloooo, estávamos em Londres! Aí, nessa região de Piccadilly, percebi algo que não tinha visto em Covent Garden: você anda pelas ruas e divulgadores das casas noturnas ficam te chamando a entrar nesse ou naquele lugar. Como acho que estava escrito na nossa cara que éramos brasileiros, tudo quanto era balada latina o povo queria que a gente entrasse! Resistimos porque parecia meio roubada... depois descobrimos que, ao entrar com a indicação desses divulgadores, vc paga uma taxa que normalmente não pagaria! Ainda bem que não caímos nessa... entramos num bar qualquer que já nem lembro qual foi o dessa noite, dançamos um pouco, bebemos outro pouco e fomos embora. Essa noite até que foi light em comparação com as anteriores, até deu tempo de ir embora de metrô!

 

SEXTA-FEIRA 24/05

 

DIA DE CHUVA: faça o roteiro mais perfeito do mundo para sua viagem a Londres... em algum momento você vai ser obrigado a mudá-lo por causa do tempo! Do nada chove! Do nada abre sol! Daí chove de novo! Nesse dia o plano era ir na London Eye... quem disse que o tempo deixou??? Amanheceu com uma chuva incessante e um friiiiio de trincar os ossos! Sorte que já era nosso quinto dia na cidade e eu já estava manjando tudo! rs Remanejei o roteiro porque é sim possível fazer muita coisa por lá num dia chuvoso! Normalmente, eu não iria em mais de um museu num mesmo dia... fica cansativo, o cérebro passa a não processar tanta informação! Maaaas com o típico dia cinza e úmido de Londres, o jeito foi recorrer ao máximo de atrações em lugares fechados para não perder tempo! Ah... e claro: entrar em mil cafés entre uma parada e outra porque o clima chuvoso dessa cidade pede mil cafés! A sexta-feira foi, então, dia de "gastar" o guarda-chuva que comprei no primeiro dia da viagem!

 

BRITISH MUSEUM: Começamos o dia por este que é o museu público mais antigo do mundo! É enorme o British Museum, então não o percorremos inteirinho como fizemos na maioria dos outros. Selecionamos aquilo que achamos que seria mais interessante, o que não é nada fácil porque tudo parece muito interessante por lá! Como a parte de pré-história, obras egípcias e essas coisas serem sempre divulgadas quando se trata desse museu, ficamos mais nessas obras. É um museu bacana mas essa coisa de "imensidão" me deixa meio doida... fico querendo ver tudo e é inviável, aí fico irritada hahahaha! Ok, sou louca, mas gostei do British Museum a começar pela arquitetura dele, pelo saguão ter iluminação natural e pela distribuição das obras ser bem diferente dos outros. Ah! A entrada lá é gratuita, funciona das 10:00 às 17:00 e o site oficial é o http://www.britishmuseum.org.

 

HARRODS: Saindo do British Museum pegamos um ônibus até a região do Kensington Garden e descemos perto da Harrods. Lendo sobre Londres para montar meu roteiro, em todo lugar encontrava a recomendação de ir conhecer essa loja de departamentos. Algo como o "must see" do comércio londrino. Sorry, não pra mim. É realmente um shopping enorme com vários andares, lojas de várias marcas famosérrimas... onde eu não posso comprar nada! Hahahahah! Gente, inviável... devo ser muito pobre mesmo. Só loja de grife nessa Harrods, daquelas que vc olha a vitrine e deprime, sabe? Ou melhor, eu não deprimo porque não tô nem aí pra coisas de marca, mas achei um programa inútil pra mim em Londres tendo em vista que não me interesso por essas coisas de gente fresca. Só o que vale a pena na Harrods é a decoração dela, lindíssima! Tem inclusive um memorial fofo da princesa Diana! Falam muito também do food court da Harrods, mas a comida lá da praça de alimentação também é uma fortuna, saímos de lá e fomos comer no Mc Donald's hahahaha Sou pobre mas sou feliz, prefiro não gastar numa loja dessa para conhecer um ponto turístico qualquer!

 

VICTORIA AND ALBERT MUSEUM: a entrada desse museu já é linda, um prédio que tem mesmo a cara da realeza! O V&A's, como é conhecido, é dedicado a arte e design, com imensas galerias e milhões de peças de tudo quanto é tipo! Depois de muuuitos museus com obras relativamente semelhantes, esse museu se torna até mais "light"de ser visitar por ter um acervo diferenciado e ter alguma interatividade! Foi eleito meu segundo museu preferido de Londres, depois da National Gallery! Ah e lá dentro as fotos são permitidas! Tirei um moooonte! Esse museu também é de graça, funciona das 10h00 às 17h45 e o site é o http://www.vam.ac.uk.

 

NATURAL HISTORY MUSEUM E SCIENCE MUSEUM: Esses outros dois museus são praticamente na mesma rua do Victoria and Albert Museum e também são de graça! Agora pensa: quem dá conta de conhecer tantos museus num período tão curto de tempo??? Eu não! Se é pra entrar só pra dizer que conheci, prefiro deixar pra uma próxima, gosto de conhecer as coisas de verdade e não apenas fazer "check-in" pra dizer que estive lá! Entre esses três escolhi o V&A's e não me arrependo porque achei esse museu sensacional! No Natural History Museum só entrei pra ver o hall de entrada que disseram que era lindo, mas achei bem... sei lá, infantil! Acho que é o tipo de exposição que criança gosta, demos uma olhada e meu marido que foi ao mesmo museu mas em Nova York achou bem fraquinho esse de Londres... enfim, questão de gosto, eu resolvi só passar em frente a esses museus e quem sabe conhecer numa outra oportunidade!

 

KENSINGTON GARDEN: Continuamos andando na chuva e parando em cafés para aproveitar os aquecedores até chegar na entrada do Kensington Garden! Uma pena estar chovendo ainda pois esse era um lugar que num dia de sol ficaria muuuito mais bonito... mas se o sol aparecesse no nosso último dia em Londres correríamos para a London Eye, não daria pra voltar ao Kensington Garden... então lá fomos nós com chuva e tudo!

 

ROYAL ALBERT HALL E ALBERT MEMORIAL: Pela entrada do Queens Gate seguimos à direita para ver dois monumentos que se avista dali: Royal Albert Hall, uma espécie de teatro no lado de fora do parque, e o Albert Memorial, que é um memorial gótico da era vitoriana em homenagem ao príncipe Albert! Pena que estava em obras, cheio de andaimes!

 

LADY DI MEMORIAL WALK: Depois desses dois monumentos, voltamos caminhando em direção ao Kensington Palace pelo caminho real da princessa Diana, um lugar lindo e florido, cheio de esquilos como todos os parques de Londres! Pena que o tempo cinza não deixou o visual ainda mais lindo!

 

KENSINGTON PALACE: No coração do Kensington Garden está esse palácio que serviu de residência real a várias gerações da realeza. Eu imaginava outra coisa desse palácio, achei que conheceríamos algo mais perto da realidade... mas ele é totalmente cenográfico, montado mesmo para que os visitantes sintam como se estivessem numa residência real do passado, achei até meio exagerada essa montagem, parece lugar de gravação de um filme sobre a monarquia, mas enfim... é interessante porque esse "exagero" faz com que vc viaje na história que aconteceu ali mesmo, naqueles cômodos! A parte do Kensington Palace aberta para visitação é dividida em vários aposentos. O primeiro ambiente tem uma galeria de imagens de vários membros da realeza, inclusive da Lady Diana, da Kate Midleton e do príncipe William. No meio, um espécie de sofá onde você deita para ler as inscrições que ficam no teto. Depois é só ir explorando os outros ambientes... o apartamento da rainha Mary II, o apartamento do rei George. A rainha Victoria também tem um espaço para ela que mostra um pouco da sua vida. O mais interessante é a música ambiente nos cômodos, que são músicas da época, além dos "sussurros" reproduzidos nos corredores, nas janelas... eu achei bem interessante! Meu marido não gostou muito, achou tudo muito "armado", mas essa é mesmo a proposta do Kensington Palace. Levar os visitantes ao passado realmente de uma forma cenográfica. Eu curti! A entrada custou 16,50 libras. O horário de funcionamento de março a outubro - época em que fomos - é das 10:00 às 18:00. O site oficial é o http://www.hrp.org.uk.

 

JARDIM REAL: bem em frente ao palácio, o belo jardim é parada obrigatória para fotos! Lindo! Só faltou o sol!

 

PICCADILLY INSTITUTE: Depois do fim de tarde gelado (nunca passei tanto frio na vida quanto nesse dia!), seguimos para o ritual "banho quente + perna pra cima" e fomos pra rua de novo! Era nossa penúltima noite em Londres e a idéia era pegar outra balada forte! A primeira parada foi num bar perto do nosso hotel mesmo, estava rolando música ao vivo, o cara que tocava era bom pra caramba, mas ficamos uns quarenta minutos lá, a cerveja começou a subir rapidinho, lembramos que precisávamos comer mas descobrimos que a cozinha tinha fechado às 22 horas! Engraçado isso lá... os bares e casas noturnas ficam abertos até de madrugada, continuam servindo bebidas, é claro, mas a cozinha sempre fecha! Pedimos a "saideira" e fomos para Picadilly Circus, onde tínhamos conhecido uma balada bacana na noite anterior, quando estava rolando uma festa fechada por lá. Nessa noite demos sorte e o Piccadilly Institute estava aberto! Balada de patrão! Cinco ambientes super temáticos, mega decoração, música boa, gente bonita, ficamos lá até de madrugada e quase deixamos as calças pra pagar tudo o que bebemos hahahah! Valeu a pena! Só não vou postar muitas fotos porque é queimação de filme total o nosso estado de piração na balada!!!! Outra noite incrível em Londres!

 

SÁBADO - 25/05

 

DE VOLTA AO PARLAMENTO: A primeira vez que o vimos foi num dia cinza... depois admiramos o prédio todo iluminado, a noite... mas nada como ver essa maravilha com um dia ensolarado! Sim, para nossa alegria amanheceu um dia LINDO e nós corremos para esse lugar que pedia um céu azul!

 

LONDON EYE: É claro que nossa alegria pelo dia lindo não era exatamente pelo prédio do Parlamento... e sim pela atração que fica ali, pertinho dele! Esse era nosso último dia inteiro em Londres, então era agora ou nunca para subirmos na London Eye! E essa manhã de sábado estava perfeita para isso! Sol! Céu de brigadeiro! Chegamos cedo aos pés dessa roda gigante de 135 metros de altura construída em homenagem à passagem do milênio que e se tornou mais um dos símbolos da terra da rainha! O horário de funcionamento da London Eye é das 10:00 às 20h30. Chegamos lá por volta das nove horas, já que eu havia lido que tem gente que encara uma fila surreal para andar na roda gigante, li relatos de pessoas que ficaram cinco horas na fila!!!! Olha, sobre isso o que eu digo é o seguinte: planeje o seu roteiro de forma a subir na London Eye logo cedo. Aliás, TUDO o que leva a fama de ficar lotado em qualquer ponto turístico do mundo vale o esforço de pular da cama bem antes do horário de funcionamento. Lá estávamos nós de manhã mesmo depois de uma noitada brava na madrugada anterior! Meu marido entrou na fila para comprar o ingresso (que custa a partir de 18,60 libras) e enquanto isso fui comprar um café. Foi tão rápida a fila do ingresso que, quando voltei com o café, ele já estava pertinho do guichê! Lá, além do ingresso, vão oferecer pra vc um guia 360 graus da vista lá de cima da London Eye por 1 libra. Eu comprei, mas não precisa!!!! Lá nas cápsulas da roda gigante tem um computador de bordo exatamente com as mesmas informações. Então não precisa comprar. Ah, muita gente fica em dúvida sobre ir na London Eye durante o dia ou a noite... a noite deve ser lindo também, mas eu gostei muito de ir durante o dia exatamente por você conseguir identificar exatamente cada lugar que avisa lá de cima! Bom, na bilheteria vão te dizer também que vc pode assistir de graça um filme em 4D sobre a London Eye, é MUITO bacana, vale a pena! Maaaas eu recomendo que vc faça o que fizemos: primeiro vá para a fila da roda gigante, faça o passeio e, na volta, assista o filme 4D. Assim vc evita que a fila da roda gigante vá lotando mais ainda porque de manhã a cada minuto lota mais! Nossa espera para subir na London Eye foi de cerca de 15 minutos, talvez nem isso, super rápido! Vale demaaaais esse passeio, a vista é linda lá de cima!!! Depois sim, termine a atração com o filme 4D que é uma graça... e é de graça! O site da London Eye para mais informações: http://www.londoneye.com.

 

BARCO ATÉ GREENWICH: Saindo da London Eye, voltamos para o outro lado do rio para pegar o barco e seguir para Greenwich, a cidade vizinha à Londres onde fica o Meridiano de Greenwich. É possível ir pra lá também de metrô ou de ônibus, mas de barco vc vai conhecendo tudo o que tem às margens do Thamisa pelo caminho, então por que não? Compramos o bilhete de ida e volta no pier que fica em frente à estação de Westminster. Na extensão do rio são vários piers de onde saem os passeios, oferecidos por várias empresas. Não estou encontrando na minha bagunça o valor que pagamos pelo bilhete de ida e volta até Greenwich, se não me engano foi em torno de 17 libras. O percurso até o destino é de cerca de 45 minutos e, durante pelo menos metade desse percurso, um guia que vai falando sobre os lugares por onde o barco vai passando. É uma aula de história para quem entende bem o inglês e o guia é bem simpático e animado! Entre os pontos turísticos e que vimos do barco está o HMS Belfast, um navio da II Guerra Mundial. Isso sem falar na Torre de Londres e na Tower Bridge, a vista desses dois monumentos a partir do rio é demais! Muito agradável esse passeio, que também rende boas fotos. Na volta não tem o guia, afinal, ele apresenta tudo no trajeto de ida... resultado, na volta dormimos o percurso todo hahahah é bom também por isso, penúltimo dia em Londres já estávamos só o fiapo!

 

GREENWICH ROYAL OBSERVATORY: São muitos os motivos para conhecer Greenwich! A cidade é considerada Patrimônio Histórico da Humanidade e é uma gracinha! Tem o Old Royal Naval College, onde fica o Painted Hall, uma sala de jantar barroca super reconhecida por quem entende do assunto. Tem o National Maritime Museum, que abriga a maior coleção de arte da marinha no mundo! Mas a maioria dos turistas, como nós, vai até lá - é claro - para ver exatamente o lugar por onde passa o Meridiano de Greenwich, aquele que a gente aprende na aula de geografia lá pela sexta série, que divide os hemisférios! Desembarcamos e fomos caminhando devagar pelos pontos turísticos que falei acima. O meridiano não fica muito perto do pier, mas é uma caminhadinha que faz com que vc conheça um pouco da cidade, dá pra encarar tranquilamente a ida a pé até lá! A entrada do Royal Observatory já é linda por si só, tem um barco engarrafado como aqueles vendidos na Bahia sabe rs, só que em tamanho gigante! Subindo um pouquinho vc já sai no magnífico jardim do parque e, mais acima, a vista espetacular que permite enxergar até Londres! Por fim, o observatório onde você paga 7 libras para entrar e conhecer um pouco da divisão do planeta em hemisférios! Em um dos prédios, dentro do Royal Observatoty, está a Time Ball, uma das formas mais antigas de se saber as horas. A bola sobe até a metade do mastro e desce uma vez por dia e... foi exatamente no horário em que chegamos lá, 13h00! Sinceramente, na hora não entendemos o que estava rolando, na volta é que li a respeito na Internet! Fora isso tem a linha de longitude zero! Rola uma filinha para a foto com um pé em cada hemisfério, para não empatar a vida do povo que está esperando, já vá pensando na sua pose para agilizar hahahah. Eu combinei a minha com o meu marido mas ele não sacou a idéia, aí ficamos meio tortos, mas tá valendo! Na saída, passamos pelo museu das horas, que fala da forma de se contar o tempo, mas tudo bem rapidinho, claro que quem curtir pode gastar bastante tempo lá, mas ainda tínhamos muito a fazer nesse dia! Eu gostei do Royal Observatory, achei que super valeu a ida até lá! Para saber mais tanto sobre o observatório quanto sobre o que mais há em Greenwich, o site perfeito é o http://www.visitgreenwich.org.uk.

 

GREENWICH MARKET: Saímos do Royal Observatory mortos de fome! Enquanto voltávamos para o pier, onde vimos que tinha um restaurante, resolvemos entrar por umas ruazinhas de Greenwich só pra ver se tinha alguma opção que nos fizesse salivar... foi assim que, sem querer, encontramos o Greenwich Market! Uma feira super fofa com tudo o que se pode imaginar! Artesanato, roupas e aquilo que procurávamos: comida!!!! Tinha várias opções no estilo "feira", ficamos com uma paella feita na hora, estava deliciosa! Depois achamos uma barraquinha de brasileiros vendendo churros, comi um de doce de leite para prestigiar os conterrâneos! Muito fofys o Greenwich Market, demos sorte porque ele funciona todo sábado! Fica a dica de passeio bacana e comida boa em Greenwich!

 

TORRE DE LONDRES: Anote aí! Assim como a St. Paul's Cathedral é a igreja imperdível de Londres, a Torre de Londres é o lugar histórico que ninguém pode deixar de ver ao visitar a cidade!!! Eu que adoro história, nem preciso dizer que AMEI o lugar, é como se tudo tivesse acontecido nesse prédio construído em 1.080! A Torre de Londres já foi de tudo: primeiro foi erguida para ser um forte, evitar invasões e amedrontar o povo, impondo o respeito à coroa. Depois teve muitas funções até deixar de ser usado, foi construído e reconstruído várias vezes, hoje em dia há somente uma torre, mas já foram vinte! Todas essas histórias são contatadas nessa imensa construção! Muitas histórias são de mortes, resistências, há algo de filme de gladiadores naquelas paredes, um passeio que vale a pena! Para quem tem saco de seguir multidões, há visitas guiadas em determinados horários, com a torre apresentada por personagens do lugar! Nós até tentamos começar a acompanhar um grupo, mas é MUITA gente em volta, mal dá pra ouvir o que os guias dizem, se fosse em português até rolava uma leitura labial, mas em inglês foi sem chance pra eu tentar adivinhar o que eles estavam dizendo a uma certa distância. Achei tudo imperdível na Torre de Londres, mas gostei mesmo foi da White Tower. Meu marido amou a coleção de armas reais e armaduras usadas ao longo da história! Outra grande atração da torre é o castelo onde ficam as jóias da coroa, rola uma fila imensa para entrar e conhecer as pedras preciosas da realeza em várias peças. Lendo um pouco da história da Torre de Londres, você vai descobrir que os corvos mantidos lá até hoje fazem parte de uma antigo mito de que, se eles sumissem dali, Londres seria atacada! Nossa, é muita história na Torre de Londres, fora que, apesar de ser tudo muito real, vc do nada pode trombar com personagens, guardas reais, objetos que podem ser manuseados! Não dá pra perder. Os ingressos custam 20,90 libras, carinho né... mas vale! O horário de funcionamento é de terça a sábado, das 9:00 às 17:30, aos domingos e segundas das 10:00 às 17:30.

 

TOWER BRIDGE: A ponte mais famosa de Londres - e uma das mais famosas do mundo! - é simplesmente linda vista das margens ou para quem navega pelo Thamisa. Da Torre de Londres ela também é linda! Uma obra de arte da arquitetura, sem dúvidas! É daquelas pontes que "se abre" para passagem de navios, como nos filmes! Quando fomos no The Monument, compramos um ingresso combinado que dava direto também à Tower Bridge Exhibition, que é um passeio "por dentro" da Tower Bridge. Sinceramente, eu estava TÃO cansada que, se já não tivéssemos o ingresso comprado, eu não teria entrado nessa exibição. Queria ter corrido para Nothing Hill, já que era sábado e estava rolando a famosa feira por lá. Para não perder o bilhete que tínhamos na mão conhecemos rapidamente o interior da torre. Acredito que para engenheiros, arquitetos e quem goste desse tipo de curiosidade seja um baita programa, meu marido mesmo gostou bastante! Conhecemos tanta a história da construção quanto as engrenagens, na parte de baixo da ponte. Já para mim foi um passeio que eu dispensaria... só ver a Tower Bridge por fora já teria me deixado satisfeita, aí vai do gosto de cada um! Vamos aos horários de funcionamento de abril a setembro - das 10:00 às 18:30. De outubro a março, das 09:30 às 18:00. Pagamos 9 libras pelo ingresso que deu direito à subida no The Monument e na Tower Bridge Exhibition. O site oficial: http://www.towerbridge.org.uk.

 

NOTHING HILL: Queria ter mais para falar desse bairro fofo, mas sua principal atração, que é a feira que acontece aos sábados, eu tive pouco tempo para conhecer. Chegamos lá bem no fim da tarde, quando as lojas já começavam a fechar, os vendedores recolhiam as mercadorias... então não consegui aproveitar o suficiente para poder relatar algo que ajude quem for visitar. Só o que eu posso dizer é: vá em um sábado e chegue antes das 18h00. O que eu conheci, e achei lindas, foram as ruas desse bairro que ficou conhecido pelo filme "Um Lugar Chamado Nothing Hill". Ele é realmente diferenciado, é bem residencial, as casas são uma graça, tudo muito charmoso, não deixe de dar uma passada por lá, mesmo não sendo num sábado de feira!

 

COVENT GARDEN: Nossa última noite em Londres, claro, tinha que ser aqui! Nosso bairro preferido para a noitada. Como a balada anterior tinha sido fortíssima, fomos apenas para passear sem pressa pelas ruas que estava mais movimentadas do que nunca, por ser sábado! Ouvimos música ao vivo no Market, comemos queijos e petisquinhos num dos bares ao redor da piazza, que estavam todos lotados, depois andamos mais até achar um lugar que uma amiga havia me recomendado: Neal's Yard. É um bequinho fofo, com casinhas coloridas, uma gracinha! Minha sugestão é que vc passe por ele durante o dia, deve dar para ver melhor os detalhes do lugar. Mesmo sendo a noite, fiquei feliz por ter achado, é bem num miolinho de Covent Garden, na região da Seven Dials. Procure, pergunte, olhe os mapas e achará! Para encerrar a noite, andamos até a Leicester Square também para curtir aquele clima movimentado da noite londrina, tomamos um sorvete no Ben & Jerry e voltamos para o hotel. Eu sabia que sentiria saudades da noite de Londres, em especial em Covent Garden... é incrível!

 

COISAS DE LONDRES: Duas coisas curiosas desse dia que consegui fotografar! Quando saímos da Tower Bridge, vimos uma "bicicleta" com uma "mesa" no meio! É como um bar com pedais, o povo que bebia na mesa era o mesmo que pedalava!!! Hahahahah adorei! Depois, a noite, vimos uma festa em um ônibus! Muito engraçado a balada forte no busão! Isso em falar das pessoas fantasiadas pelas ruas, dos tipos de tudo quanto é tribo desconhecida, pelo menos pra mim! É por isso que amo viajar! Os turistas mais atentos conseguem ver coisas totalmente fora do comum, pelo menos para quem é de fora!

 

DOMINGO - 26/05

 

REGENT'S PARK: Li sobre todos os parques de Londres - que são muitos - e, a partir do que pesquisei, defini aqueles que não poderia deixar de conhecer. O Regent's Park foi um deles. Esse era nosso último dia em Londres! Acordamos cedo e fomos para o Regent's Park, que além de ter uma das maiores áreas para prática de esportes de Londres, abriga o London Zoo, o Open Theater, que é um teatro a céu aberto... e é LINDO! Vale a ida ate lá! Meu marido pirou nas várias quadras de tênis que tem no parque! Eu amei os lagos, os jardins e, como sempre, os esquilinhos que ficam pra lá e pra cá!

 

MADAME TOUSSAUD E SHERLOCK HOLMES MUSEUM: Tanto o museu de cera quanto o museu de Sherlock Holmes ficam pertinho do Regent's Park. Definimos que não entraríamos em nenhum dos dois porque o museu de cera Madame Toussaud já tínhamos conhecido em Las Vegas no ano passado e o de Sherlock pesquisei e achei que não era nada suuuuper mega blaster demais! Ainda bem que fomos no museu de cera de Las Vegas porque o de Londres estava com uma fila dobrando o quarteirão mais de uma hora antes do horário de abertura! Já o de Sherlock Holmes sei não... se tivesse tempo queria ter entrado! Isso porque entrei na lojinha que tem na saída do museu e me apaixonei! Só coisas fofinhas! Enfim, não tínhamos tempo! Caminhamos pela Backer Street, tomamos nosso último café em Londres e corremos para o último destino da nossa visita a Paris!

 

CAMDEN TOWN: Assim como Nothing Hill, esse é um bairro que vale MUITO a visita em Londres. Claro que ele é totalmente diferente do romântico Nothing Hill! É o bairro dos londrinos alternativos, das mais variadas tribos! Característica que vc associa de cara ao saber que Amy Whinehouse viveu ali. Assim como sábado é o melhor dia para conhecer Nothing Hill, por ter a feira, em Camden Town é no domingo que tudo acontece! Meu Deus! Fiquei encantanda com as lojinhas de lá! São vários estabelecimentos de rua e vários "markets", o mais charmoso é o Stables Market, todo temático como se fosse um estábulo, enorme, cheio de lojas alternativos! Eu, que sou super básica, tradicionalzona mesmo, até careta no jeito de me vestir, fiquei querendo tudo! Dá vontade de ser alternativo estando em Camden Town! Pirei nas lojinhas, nas pessoas, nos restaurantes de rua (comi uma gororoba chinesa pra entrar no clima)! Não deixe de ir a Camden Town num domingo! É demais, seja para comprar ou só para conhecer! Maravilhoso, fechamos com chave de ouro nossa visita à terra da rainha!

PLATAFORMA 9 3/4: Não sou suuuper fã de Harry Potter, mas li os primeiros quatro livros e não resisti a ir conhecer a famosa plataforma 9 3/4, aquela onde os alunos "embarcam" no trem para Hogwarts. Não deixei de ir principalmente porque fica na Kings Cross Station, bem ao lado da St. Pancras Station, onde iríamos embarcar no trem para Paris. A estação por si só é linda e enorme! Logo no saguão principal, seguindo em frente, você já vai ver a fila para fotografar na plataforma! Ela fica perto da loja oficial do bruxinho mais querido do mundo e, lá, fotógrafos da própria loja "ajeitam" tudo para uma foto perfeita, com direito a carrinho de malas e o cachecol da sua "casa" preferida de Hogwarts! O bom é que, se vc estiver com mais uma pessoa, como foi meu caso, essa pessoa tira exatamente a mesma foto que o fotógrafo da loja do Harry Potter! Fica perfeita a foto sem vc precisar comprar! Eu adorei, valeu a pena encarar a fila de uns 15 minutos para fazer a foto!

 

EUROSTAR PARA PARIS: Londres ficava para trás, mas nossa viagem continuaria em Paris! Escolhemos ir para lá com o trem de alta velocidade que passa pelo Eurotunel, por baixo do Canal da Mancha! Comprei a passagem com dois meses de antecedência pela Internet! É possível comprar pelo site do próprio Eurostar ou pelo Rail Europe, que tem versão em português. É bom pesquisar nos dois, às vezes pode ter uma variaçãozinha de preço e de disponibilidade de assentos. Assim como as passagens aéreas, quanto antes vc comprar, mais chances tem de encontrar melhores tarifas! O preço é meio salgado, mas pela facilidade de não precisar despachar bagagem, não precisar chegar com muuuito tempo de antecedência, pelas minhas pesquisas seria o melhor jeito de ir para Paris. Pagamos, pelas duas passagens no Eurostar, 792 reais na classe econômica, claro! Ao comprar pelo site, é enviado por email um voucher que vc deve imprimir. Se vc esquecer, pode fazer isso nos terminais de auto-atendimento que tem na estação de St. Pancras. Tudo perfeito, sem problema algum! Para mim, a viagem foi ótima porque dormi nas duas horas e dezesseis minutos de trajeto! Hahahahah! Nem vi se passamos pelo tal do Eurotunel! O cansaço depois de uma semana intensa em Londres estava pegando forte! Enfim, super recomendo o Eurostar, valeu o investimento pela facilidade que representa!

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

 

PRIMAVERA EM LONDRES: eu caí na pegadinha da primavera! Hahahahaha, não caiam! Realmente é um período perfeito para ir para lá porque a cidade está lindamente florida e começa a anoitecer perto das dez da noite, então você aproveita MUITO o dia inteiro! Porém, eu fui preparada para algo que lembrasse o outono brasileiro, levei sim roupas mais quentes, mas não para o frio polar que encontrei por lá! Sou jornalista e digo que o frio mais intenso que já havia sentido na vida tinha sido em uma entrada ao vivo no Globo Rural, às 6h15 da manhã, numa plantação onde havia geado naquela madrugada. Em Londres consegui passar mais frio do que isso! Então, não se deixem enganar, vá preparado para um frio glacial, diferente do frio que estamos acostumados a sentir, mesmo caso vá no começo da primavera, como eu fui! Essa é minha única observação sobre Londres, a única coisa que me fez sofrer por lá e para a qual não fui preparada - o frio congelante! - todo o resto foi perfeito!

 

LOCALIZANDO-SE EM LONDRES: estudei bastante os mapas da cidade para conseguir me locomover por lá. Considero isso importante em qualquer viagem para que pelo menos uma noção se tenha do lugar onde se vai. Levar um mapinha no bolso ou baixar no celular também é sempre bom, mas em Londres algo que eu achei ótimo é que, a cada esquina, tem um "you are here". Um mapa com a sua localização e os arredores. Isso ajuda muito! É uma cidade absolutamente bem sinalizada!

 

INTERNET EM LONDRES: nós somos do tipo pobrinhos rs. Não habilitamos celular e muito menos internet para viagens ao exterior, só conectamos mesmo caso haja algum lugar com wi-fi free! Em Londres você não vai ter dificuldade com isso porque muitos estabelecimentos têm internet grátis por uma conexão chamada "The Cloud" bastando apenas vc fazer um cadastro numa primeira vez. Encontrávamos o The Cloud principalmente em cafés como Nero, Pret a Manger e Starbucks. Como morríamos de frio e toda hora era hora de um café, não tivemos dificuldade com isso depois do primeiro cadastro (que um funcionário do Nero Café nos ajudou a fazer). Agora se vc não quiser pensar em cadastros ou coisas desse tipo, Mc Donald's é o lugar!!! Em todos tem wi-fi free aberto, sem cadastro e nem nada, não tem erro! Há também outras muitas formas de usar a internet em Londres, tem táxi com internet, tem as opções de cartões, entrando em cabines, essas coisas, mas sinceramente nem me informei sobre isso, viagem de pobre não tem essa de pagar por internet hahahahah! Ah, mas em Londres se vc não for neurótico por Internet e se contentar em conectar algumas poucas vezes por dia - como é meu caso, afinal, estou viajando, não vou perder meu tempo on line! - fique tranquilo porque não vai passar aperto! Na última das possibilidades, conectávamos do hotel mesmo, antes de dormir!

 

LONDON, I LOVE YOU: não posso terminar esse relato sem dizer que me apaixonei perdidamente por Londres. Cidade linda, limpa, organizada, jovem, agitada, histórica mas moderna, grande mas aconchegante, perfeita! Minha cara! Amei Londres, fiquei com vontade de morar lá! Correr todos os dias naqueles parques, andar pra lá e pra cá admirando os prédios todos tão bonitos, tomar chá das cinco sempre que possível, conhecer a fundo os lugares onde não pude estar! Tirando o frio, que se resolve com um milhão de casacos (que vou levar com certeza numa próxima visita), tudo em Londres superou minhas expectativas! Em breve vou escrever meu relato sobre Paris, que também é uma cidade apaixonante, mas que não se compara nem de longe com a terra da rainha!

 

Beijos e até a próxima! ;)

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Lenina,

 

Excelente relato!

Estou planejando a minha primeira viagem para Londres e suas dicas serão de grande utilidade.

Temos gostos parecidos, pois um dos meus últimos destinos também foi Las Vegas...

 

Abraço!

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Parabéns pela viagem!

Também me apaixonei perdidamente por Londres e pelos ingleses (mas já era pelo Benedict Cumberbatch, Jude Law, Beathes etc).

Também quero passar pelo menos 15 dias por lá da próxima vez, é muita coisa para se ver e ainda tem o interior para explorar com trekkings...

 

Recomendo para quem for, antes assistir uns filmes/series para entrar no clima:

A jovem rainha Vitoria

Senhora Brown ( rainha Vitoria depois do principe Albert)

Elizabeth a era de Ouro

The Tudors a serie (e visitar Hampton court)

O discurso do Rei

Anônimo

Sherlock (serie da BBC)

 

 

Como dizem lá: ENJOY!!

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Uau, quanta coisa você fez em só 6 dias! Sensacional, vai me servir muito de inspiração pra quando eu for dar um pulinho por lá! :)

 

Assim como você, também sou um apaixonado por Os Miseráveis, e depois do British Museum, é o que mais me atrai em ir a Londres!

 

Parabéns pela viagem!

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Lenina! Como eu disse na MP, ameeeei seu relato! Estou muuuuito ansiosa pelo de Paris.. Quando irá postar?

Eu vou ficar cerca de uma semana lá e, diferente de Londres que devorei o guia e pesquisei à beça, ainda estou insegura com relação a montar o roteiro parisiensa... Me ajuda! Posta seu relato super-detalhado-com-tudo-que-direito-e-um-pouco-mais!!!

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Aproveitarei cada detalhe deste relato.

 

Muito obrigada

 

 

Olá, estou passando aqui só para divulgar que tenho muuuuuitas dicas de Londres em meu canal de vídeos no youtube.

Se interessar, segue o link abaixo:

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Farei uma viajem agora em setembro e terei um stopover em Londres de 13 horas, vocês acham que é possível visitar o centro de londres tranquilamente? Alguma dica?

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    • Por Dérik Martins
      O downhill na estrada da morte na Bolívia não pode faltar para aqueles mochileiros que amam uma aventura, como eu! Para quem ainda não conhece, é a descida de bike em uma das mais perigosas estradas do mundo, com precipícios que beiram os 900 metros de altura e trechos com apenas 3 metros de largura.
      Nós pagamos cerca de 150 bolivianos (R$70,00) mas o valor pode variar de acordo com o tipo de bike e tração. É bom reservar um tempinho para andar na rua Sagàrnaga e pechinchar entre as agências para conseguir o melhor preço.
      Este passeio dura o dia todo, mas em nosso caso, tivemos uma situação um tanto conturbada que dobrou o tempo de duração, portanto irei dividi-lo em três partes: Início, meio e experiência de quase morte. hahahhaaha. Calma que eu vou explicar.
      Início: O tour inicia-se às 7h00 e inclui transporte até o topo da estrada, na cidade de El Alto, vestimenta (jaqueta fina, calça e luvas), equipamentos de segurança, fotos, almoço e guias para conduzir o grupo.
      Quando desembarcamos lá em cima, fazia muito frio, portanto recomendo levar mais uma blusa apenas para o início da descida, pois da metade para o final faz muito calor. Dessa forma, é importante ter uma camiseta por baixo de tudo. Também é fundamental levar óculos de sol para evitar que a poeira entre nos olhos.
      A descida começa ainda em estrada asfaltada, a uma altura de mais ou menos 4.000 mil metros. A sensação de liberdade é indescritível e é ainda mais incrível olhar para os lados e perceber que está pedalando na altura dos picos das montanhas!
      Após em média 50 minutos pedalando na estrada asfaltada, começa o temido caminho na estrada de cascalhos, terra e muita poeira. O guia fez algumas recomendações importantes e demos início a largada!
      Não vou negar que no começo fiquei com bastante medo, mas depois de 10 minutinhos, peguei o jeito e me acostumei. Ahhh! Fique tranquilo, caso não tenha experiência com bikes,  é só descer com calma e não há motivos para algo dar errado. O trajeto completo dura em média 4 horas e vai dos 4.000 aos 1.110 metros em 65km de estrada.
      Meio: O percurso passa por pequenas cachoeiras e recomendo que OLHEM PARA OS LADOS, mesmo pedalando, pois a vista é inacreditável! Eu até vi um gavião voando na mesma altura que estava! É incrível! Há paradas para descanso, fotos, lanche e histórias macabras.
      Depois de completarmos a descida, há um almoço delicioso com comida bem típica e depois, começamos a volta à La Paz, já dentro da van.
      Experiência de quase morte:  Depois do almoço, retornamos à van e notei logo de cara que o guia estava bêbado e não conseguia formar uma frase, provavelmente, tinha bebido enquanto almoçava.
      Mesmo com essa situação, ninguém se manifestou de início e seguimos viagem pela estrada, que não é da morte, mas ainda sim, haviam precipícios e neblina. Um pouco antes da metade do caminho, nossa pista estava interditada em um pequeno trecho, sendo necessário desviar por um minuto na contramão, era uma manobra fácil e foi o que nosso motorista fez, o único problema era o caminhão vindo em nossa direção e o motorista da van continuou indo, mas parou bem em cima!
      Depois desse susto, todos ficaram preocupados e alguns até mais exaltados. Assim, exigimos que eles parassem a van, o que eles se recusaram de início, mas cederam quando viram um comércio na beira da estrada. Nós descemos da van e paramos uma outra van de transporte público que estava indo para La Paz e nos levou junto.
      Nós falamos com a agência e a responsável nos reembolsou o dinheiro extra gasto com a van pediu mil desculpas. Acredito que o guia e motorista eram novos e foram advertidos ou até dispensados depois das reclamações que receberam.
      Tenho certeza de que essa situação foi uma exceção e quero que entendam o relato como uma lição para prestarem mais atenção nos guias, pois não depende somente das agências. Por favor, não deixem de fazer esse tour incrível, lindo e sensacional!!!!! As fotos dizem por si só!
       



    • Por felipenedo
      Olá Viageiros!!!
       
      Vou contar um pouco da minha passagem por Riga, capital da Letônia, que foi o início da minha viagem pela Europa, que ainda teria Ucrânia, Polônia, Alemanha e Holanda.
       
      Para mais detalhes e fotos, visitem o meu blog:
      www.profissaoviageiro.com
       
      Agora uma novidade: Um novo canal no Youtube com todos os vídeos das viagens e muitas outras coisas que pretendo mostrar por lá!
      Youtube: Profissão Viageiro
      Agradeço muito quem puder se inscrever por lá!   
       
       
      Então, eu não sou um cara muito Europa para falar a verdade... Acho que lá o turismo é mais fácil e quase tudo que eu faria lá agora, posso fazer quando estiver mais velho.
      Já outros lugares do mundo, ou é agora, ou provavelmente não vai rolar, pois exigem mais do meu físico e capacidade de me adaptar aos lugares.
       
      De qualquer forma, não preciso dizer o quanto a Europa é linda e em cada esquina tem algo bonito para ver ou fazer.
       
      Riga é assim, uma cidade muito bonita, cheia de prédios antigos e cheios de história.
       
      Vamos lá...
       
      Cheguei em Riga no início da noite em um voo vindo de Amsterdã. O voo durou pouco mais de duas horas e foi bem tranquilo.
       
      Transporte
      Riga é bem tranquilo de se locomover. Eles têm muitos ônibus, metrô e bondes. Certamente você irá encontrar uma linha que te atenda
      Eu fui do aeroporto ao centro da cidade, perto de minha pousada, em um ônibus que sai do Aeroporto e chega em poucas paradas no centro da cidade. O ponto fica logo atrás do estacionamento do Aeroporto, bem tranquilo de encontrar.
       
      Hospedagem
      Bom, como em quase todos os lugares tem opções para todos os bolsos.
      Como meu orçamento é bem apertado, fiquei em uma pousada em um prédio no centro da cidade, na avenida Satekles Iela. Nesse prédio tem um McDonald’s e uma “padaria” no térreo! Bem cômodo, principalmente porque era um dos poucos lugares abertos no final da noite.
       
      O Rolê
      Quando eu fui era Outono, final de Novembro, e já estava muito frio! E para piorar o sol nascia altas horas.
      Foi bem estranho isso... 8 da manhã ainda era noite e não tinha ninguém na rua. Nenhum comércio aberto e sequer um lugar para tomar café da manhã. Se não me engano a maioria dos lugares abria depois das 8:30.
      Bom, saí para andar no centro antigo, no escuro, com frio e fome!
      Era muito curioso... Não tinha quase ninguém na rua! Era dia de semana, mais de 8 da manhã e ninguém fora de casa ainda! Tudo vazio!!!!











       
      Depois de andar um pouco achei um lugar bem bacana que já estava aberto para tomar meu café.



       
      Alimentado, segui o rolê pelo centro...







       
      Aí fui em direção ao Rio Duína Ocidental, que corta a cidade. Ali que eu vi uma movimentação maior de gente. A avenida estava bem carregada.






       
      Voltei então para o centro para curtir aquele lugar lindo!

       
      Aqui meu conceito das pombas mudou! Estava -1 grau e as pombas estavam tomando banho na poça praticamente congelada...

      Vou falar, chamar de sujo um bicho que toma banho nesse frio me parece algo bem errado!!!!
       


       
      Aqui é uma das artes mais charmosa que achei...










       
      E foi isso! Bora pegar o ônibus de volta para o aeroporto! A próxima parada é Kiev!

       
       
      Qualquer dúvida que eu puder ajudar, é só falar!!!
       
      Valeu!
       
      Abraço,
       
      Felipe
      Instagram: @profissaoviageiro
       
    • Por Amanda Sfair Gonçalves
      Vou começar dizendo que escrever relato do Clássico Bolívia Chile e Peru é muito difícil.
      A maioria de vocês aqui já leu relatos fantásticos e super detalhados e com fotos maravilhosas.  Muitas pessoas fazem esse mochilão então muita coisa acaba se repetindo. Mesmo assim, Olha eu na América do Sul dando a minha versão de como são 23 dias por essas bandas. ^.^
      A preparação:
      A preparação dessa viagem começa lendo os roteiros postados por aqui e todas as dicas possíveis que todos os mochileiros podem nos dar. Depois vem a compra das malas, roupas, passagens e afins haha
      O que eu levei e não precisava:
      Para quem pretende ir durante o verão (também conhecida como a época de chuva!) mesmo para os passeios mais frios não é necessário luva e muitas camadas de roupa (calças e blusa segunda-pele foram e voltaram dobradas na mala). Pijama ou “roupa apenas para dormir” Tênis para passeio (se você for com essa botinhas padrão de mochilar o tênis é dispensável). Blusinha mais arrumadinha para sair a noite (aqui é muito particular, eu preferi sempre que possível dormir e descansar.. mas sou casada e fui com meu esposo.. se você é solteiro talvez queira levar uma roupa menos esportiva) Almofadas para o pescoço (aqui também é particular mas achei que ia ser útil para dormir nos ônibus, a mim mais atrapalhou do que ajudou e tinha que ficar carregando fora da mochila porque não cabia) O que esqueci e fez falta/tive que comprar:
       Desde o primeiro dia tenha contigo protetor solar e um estoque de remédio para estômago/intestino haha Uma mochila de ataque de tamanho considerável para não precisar ficar apertando todas as coisas (tem que caber uma garrafa de 1,5l de água e mais todas as suas coisas, pelo menos) Compras antes de ir:
      É muito pessoal saber o que precisa comprar, como foi meu primeiro mochilão tive que começar do zero, incluindo a compra da mochila e  muitos passeios na Decatlon. O que comprei aqui e foi importante:
      Passagens ida e volta de avião Curitiba –SP – Santa Cruz Seguro viagem Pré-reserva (sem pagamento) de hospedagem em São Paulo na ida Pré-reserva (sem pagamento) do tour de 3 D – 2 N no Uyuni  Entrada do Machu-Picchu O que comprei aqui e não precisava:
      Passeios no Atacama (reserva com pagamento de parte dos passeios antecipada) Hospedagem em Arequipa Hospedagem em Águas Calientes O que não comprei mas deveria/recomendo:
      Passagem de ônibus de Sucre-Uyuni No mais a dica é simples: quanto mais confortável melhor. Essa é uma viagem cansativa em muitos aspectos. É corrida, dorme-se em ônibus e em camas de qualidade duvidosa e a altitude pode te pegar a qualquer momento assim como a intoxicação alimentar haha Quanto mais confortável você puder estar maiores as chances de curtir tudo com a devida intensidade.
      O roteiro:
      Depois de muito ler os roteiros pesquisar e olhar infinitos instagram de viagem, ver preço de passagem e combinação com os dias de férias o roteiro final ficou o abaixo.

      Mesmo com os problemas que aconteceram durante a viagem seguimos esse roteiro ficando os dias exatos previstos em cada uma das cidades muito porque em algumas já tínhamos a reserva dos hotéis e não quisemos nos estressar com trocas ou mudanças em cima da hora.
      Espero que esse relato ajude os próximos viajantes, inspire os que estão com a viagem marcada e, se puder sirva de guia para algum detalhe de um próximo mochileiro assim como todos os relatos que li me ajudaram e inspiram e a montar o meu. Darei o meu melhor!
       
    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
      Caso queira acompanhar o post diretamente pelo blog clique no link abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/consideracoes-minha-experiencia-de.html
      Lista de Posts - meu intercâmbio para o Uruguai:
      https://viagensdosrochas.blogspot.com/search/label/URU - Intercâmbio em Montevideo c%2F passeios em Punta del Este. Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (Minas) [Fev a Mar%2F17]

      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Índice dos Relatos de Viagem; 5) Considerações Finais. 1) Alguns dados interessantes do Uruguai

      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.
       

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?
       

       
       
      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.
       

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
       
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
       
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.
       

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].
       

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.

       

       

      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.
       
       

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.
       

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
       
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
       
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.
       
      4) Índice dos Relatos de Viagem
      Intercâmbio no Uruguai [05/02 a 04/03/17] 
       
      Clique AQUI ou na imagem abaixo para acessar o índice dessa viagem:
       

      E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      5) Considerações Finais:
       

       
      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
        Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      Caso queira acessar a lista de posts referentes a essa viagem diretamente pelo blog clique AQUI ou na imagem abaixo:

      Clicar: [Índice do Relato de Viagem: Intercâmbio]
       
    • Por TMRocha
      Como o ano de 2016 foi muito difícil e puxado e praticamente não viajamos, resolvi começar 2017 com uma viagem especial para Campos do Jordão, em São Paulo.
       

      Fomos na baixa temporada, já que ainda era início de janeiro e a alta temporada por aqui costuma ser em meados de junho. Mesmo assim o passeio foi muito especial. Confira como foi o passo-a-passo dessa incrível viagem.
      Caso queira acompanhar o relato diretamente pelo blog clique no link abaixo ou numa das Partes abaixo:
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/08/campos-do-jordao-e-aparecida-sp-04.html
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      Lista de Partes:
      [PARTE 01] - [PARTE 02] - [PARTE 03]
      [PARTE 04] - [PARTE 05] - [PARTE 06]
      [PARTE 07] - [PARTE 08] - [PARTE 09]
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      Para que o conteúdo não fique massivo estarei dividindo o relato em várias partes menores, e caso você queira apenas saber o que Campos do Jordão e Aparecida têm a lhe oferecer, clique num dos links abaixo, onde coloque suas respectivas dicas de roteiro:
      Dicas de Roteiro: [Campos do Jordão, SP]

      Dicas de Roteiro: [Aparecida, SP]

      E antes de seguir com o relato, no final das contas meu roteiro ficou assim:
      Meu Roteiro
      DIA 01 - Quarta, 04 de Janeiro de 2017
      [Parte da Noite] Viagem de ônibus do Terminal Turístico JK (Belo Horizonte) para Campos do Jordão, SP.
      DIA 02 - Quinta, 05 de Janeiro de 2017
      [Início da Manhã] Chegada em Campos do Jordão, SP
      [Parte da Manhã] Visita ao Palácio Boa Vista
      [Início da Tarde] Visita ao Auditório e Museu Felícia Leirner
      [Parte da Tarde] Compras nas galerias próximas à Ducha de Prata
      [Parte da Noite] Passeando pelo Centro Comercial da Vila Capivari
      DIA 03 - Sexta, 06 de Janeiro de 2017
      [Manhã e Tarde] Visita a Aparecida, onde conhecemos os seguintes lugares:
      - Teleférico, Torre do Mirante, Galerias, Cine Aparecida e Museu de Cera
      [De volta a Campos do Jordão]
      [Parte da Tarde] Missão Fondue!
      [Parte da Noite] Missão Pastel do Maluf!
      DIA 04 - Sábado, 07 de Janeiro de 2017
      [Parte da Manhã] Visita aos Jardins Amantikir c/ direito à pedido de casamento
      [Parte da Tarde] Compras na Galeria Vila Capivari e na Vila do Artesanato
      [Final da Tarde] Ida ao Parque dos Elefantes e Mirante do Morro do Elefante
      [Ainda no Final da Tarde] City Tour na parte residencial de Campos do Jordão em um trenzinho da Alegria
      [Quase no Início da Noite] Visita a parte de baixo do Morro do Elefante, incluso suas galerias
      DIA 05 - Domingo, 08 de Janeiro de 2017
      [Parte da Manhã] Visita ao Portal da Cidade
      [Restante do dia] Viagem de volta de ônibus para Belo Horizonte
      [Quase no Início da Noite] Chegada no Terminal Turístico JK
       
      Dito o que precisava, vamos começar!

      DIA 01 - Quarta-feira [04 de Janeiro de 2017]
      Indo de BH até São Paulo de ônibus
      Ainda em meados de Junho de 2016 a Lu tinha me mostrado uma super promoção da São José Viagens, que achei bem em conta, pois teríamos a oportunidade de conhecer Campos do Jordão, um lugar frio de São Paulo que possui um chocolate super gostoso [foi isso que ela ouviu dos outros, então resolvemos ir lá pra conferir]. Achei o preço tão bom que paguei o pacote inteiro à vista pra nós dois.
       
      E o tempo passou, passou mais e ... finalmente... no dia 10 de Janeiro deste ano [2017], com nossas malas já arrumadas partimos pra Belo Horizonte, rumo ao Terminal JK, que é um dos pontos de partida da empresa.


      Às 19:30h partimos da minha casa e pegamos um coletivo que foi tranquilamente até o Terminal JK. Chegamos ali próximo das 20:20h, fizemos o check-in e ficamos aguardando dar o horário, deu tempo até de comer alguns deliciosos biscoitos de queijo comprados no Carrefour.
       
      Parece que houve algum tipo de desorganização na hora da compra, e muitos turistas tinham chegado antes das 19:00h, já que o passeio estava marcado com horário errado para eles, por isso estava um alvoroço e o pessoal estava realmente estressado, mas nada que fosse nos atrapalhar.

      Luciana toda estilosa esperando a nossa vez de entrar no ônibus!

      Às 22:00h entramos no ônibus da São José, mas ele não saiu na hora prevista porque outro turista do nosso grupo atrasou demais. Ao que parece ele [ou eles] estavam vindo de Ipatinga e agarraram no trânsito, e o bus só partiu mesmo às 22:20h, com destino a São Paulo.

      A mãe da Lu fez até umas excelentes almofadas de pescoço pra nos desgastar menos nessa viagem.

      Se você é mineiro [ou está na região metropolitana de Minas Gerais] e deseja conhecer boas agências de viagens da região, clique no link abaixo:
       
      Conhecendo Agências de Turismo Interessantes de Belo Horizonte e Região Metropolitana
      http://viagensdosrochas.blogspot.com/2018/07/viajando-com-agencias-de-turismo.html
      DIA 02 - Quinta-feira [05 de Janeiro de 2017]
      Demos nossa primeira parada às 1:00h em algum Graal da beira da estrada, que não consegui descobrir qual era ao certo porque estava chuviscando de leve e não queria molhar a câmera ou o meu óculos.


      Nesse lugar a parada foi bem rápida, menos de meia hora, apenas pra usar o banheiro e esticar um pouco as pernas, o legal é que o estabelecimento ainda estava decorado com algumas coisas de natal. Assim que o pessoal voltou continuamos nossa viagem de ônibus.

      Passado mais algum tempo, às 4:00h da manhã fizemos nossa segunda e última parada do percurso até Campos do Jordão. Dessa vez até que eu tinha conseguido dormir bastante no ônibus.



      Havia até um pequeno laguinho com alguns peixinhos que infelizmente tinham um espaço muito limitado pra ficar nadando. O Graal Bela Vista é muito grande, mas eu e a Lu nos limitamos apenas a ficar um pouco sentados no banco de fora porque ela já estava com as pernas doendo de tanto ficar sentada no ônibus sem poder esticar os pés.

      E partimos novamente depois de mais algum tempo. 
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      Campos do Jordão, SP

      Campos do Jordão está localizada no interior do Estado de São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira e fica à altitude de 1.628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro.
       
      Possui uma população de pouco mais de 50.000 habitantes e está a 173 km da cidade de São Paulo, a 350 km de distância do Rio de Janeiro e a aproximadamente 500 km de Belo Horizonte. Sua principal via de acesso é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro.

      A partir da década de 50 Campos do Jordão começou a consolidar-se como um dos principais destinos de inverno do Brasil e passou a ser apelidada por muitos de "a Suíça paulista".



      Fonte Pesquisada:
      https://pt.wikipedia.org/wiki/Campos_do_Jordão
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      Voltando ao nosso passeio...
       
      Chegando no Hotel
      Chegamos pouco depois das 8:00h no Parque Hotel, de Campos do Jordão, que por sinal é muito bonito por fora e por dentro, e ainda por cima está numa excelente localização.



      Nosso quarto estava localizado no terceiro andar e para chegar até lá a gente sempre preferia subir pelas escadas estilosas do hotel, que iam afinando aos poucos conforme a pessoa chegava perto das pontas.

      Para quem possui dificuldades de locomoção não há problema, pois o hotel conta também com um elevador para os hóspedes. Nosso quarto era lindo, organizado e bem espaçoso, contava ainda com cobertores para os dias mais frios [que não precisamos usar] e o colchão era muito bom. Então conseguimos ter boas noites de sono em todos os dias.

      Outra coisa boa era que tanto o chuveiro quanto a pia do banheiro tinham opção para água quente e fria. A única coisa que não gostei do Parque Hotel é que o WiFi só ficava disponível na área da recepção e não tinha nenhuma internet nos quartos, e a TV também era bem pequetita [nada importante, já que quem veio aqui deve é passear fora do hotel mesmo!]. Essa era a vista da janela de nosso quarto:

      Nosso roteiro do dia seria um pouco extenso. Então só tivemos tempo de lanchar e de nos arrumar, pois dentro de pouco tempo já sairíamos novamente.

      O restaurante do hotel contava com uma boa diversidade de coisas para se comer, mas que se repetem ao longo da semana, então acabou que na maioria dos dias a gente comia praticamente as mesmas coisas em nosso lanche matinal, e como o primeiro dia não estava incluso no passeio, tive que pagar a bagatela de R$ 40,00 [R$ 20,00] para cada um, somente para esse lanche.
       
      Algo que com certeza aprendemos por aqui é que comer em Campos do Jordão é algo que sempre saía bem caro para o nosso bolso!
       
      Visita ao Palácio Boa Vista
      Ás 9:00h entramos no ônibus da São José e seguimos até o Palácio Boa Vista, que é considerado como a residência oficial de veraneio do governador de São Paulo, e está localizado no Alto da Boa Vista, ainda dentro de Campos do Jordão.




      Andamos um pouco de ônibus pela cidade e enquanto isso tanto o guia da São José, o Adilson, quanto a guia da cidade explicavam algumas coisas interessantes da cidade para gente. Como o fato da cidade já ter ficado com -8ºC de temperatura, chegando a ter uma leve geada, e só não nevou porque o clima dessa região é bem seco.
       
      Mostraram um pouco da parte pobre da cidade e citaram sobre alguns de seus problemas, mas nos informaram que o lugar não era perigoso ao ponto da pessoa entrar e não sair com vida, como se acontece em algumas favelas do Rio de Janeiro.
       
      E ainda sobre algumas lendas locais, como a das árvores canadenses. As pessoas acreditam que se uma folha cair em sua cabeça você poderá se tornar milionário [mas claro, não vale retirar a folha da árvore à força e colocá-la em sua cabeça!]. Essas árvores foram plantadas na cidade como um símbolo do frio dessa região.
       
      E chegamos. De longe percebia-se que o lugar mais se parecia com um castelo por fora, mas por dentro era realmente um palácio.



      Tivemos que esperar realmente um bocado na fila antes de poder entrar no palácio, e como eles não deixavam tirar fotos ou fazer gravações lá de dentro tivemos de guardar todas as nossas coisas num guarda-volume da entrada. Ao procurar pela internet essas foram as únicas fotos que encontrei desse local:


      Por dentro o palácio é super luxuoso e interessante. Possui o piso totalmente revestido em madeira. Conta com dezenas de salões e todos eles com móveis luxuosos, alguns até importados de outros países e em sua grande maioria os objetos são bem antigos, datando das décadas de 60, 40, e até mesmo contando com algumas peças do Século XVIII.
       
      Existiam espelhos de origem belga, alguns móveis folheados a ouro, outros de latão dourado e muitas, muitas obras de arte espalhadas por todos os cômodos, que iam desde estátuas e obras antigas a diversos quadros nas paredes, com destaque especial para a artista Tarsila do Amaral.

      Essa mulher foi uma grande pintora e desenhista brasileira e era uma das figuras centrais da primeira fase do movimento modernista no Brasil, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro, "Abaporu" [essa coisa de pernas grandes na foto acima] inaugurou o movimento antropofágico nas artes plásticas brasileira.
       
      Eu, em especial, não sou tão fã nem de artes nem de história. Mas achei interessante passear um pouco por esse local e a visita até que foi bem rápida. Quando saímos aproveitamos e tiramos mais algumas fotos do pátio interno, onde ainda deixavam que as pessoas tirassem fotos.




      Capela de São Pedro
      Saindo dali fui na Capela de São Pedro, que estava praticamente do lado do palácio, já a Lu não quis entrar nesse local. É uma estrutura íntegra de concreto armado, com as paredes de vidro, que permite que se visualize a paisagem da região. Entrei rapidamente apenas para tirar fotos dessa capela.










      Se afastando um pouco dali e descendo a rua ainda existia uma lojinha, e juntos aproveitamos pra dar uma olhadinha no que havia ali, mas acabou que não compramos nada.


      Bem ao ladinho havia um jardim e mirante muito bonito, então aproveitamos pra dar uma olhada neles também.


      Essas flores são chamadas de hortênsias e são um dos símbolos da cidade. Para praticamente qualquer lugar que se olhe em Campos do Jordão nessa época do ano é possível ver ao menos algumas flores destas. Outro ponto interessante é que a cor delas muda de acordo com o PH da terra, por isso elas existem em cores variadas por toda a cidade.
       
       E voltamos novamente para o ônibus da São José para continuarmos o nosso passeio.

      Continue acompanhando, pois ainda se tem muito mais relato para contar!
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