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  • Membros de Honra

Melhor dormir em São Jorge. De manhã vc pega a estrada pra Alto Paraíso, para nas Almécegas, que fica do lado da São Bento (também vale a pena conhecer), e no fim da tarde pega a estrada de novo.

Tempo na cachoeira depende do freguês... rsrs. Eu fico o dia inteiro fácil, mas tem gente que só dá um tempo e vai embora.

Se vc resolver conhecer as 3 leva um dia sim.

Só acho que vc deve ficar ligado caso esteja chovendo. Se informa com o pessoal da vila onde não é legal ir, por causa do risco de tromba d'água. O Vale da Lua, por exemplo, é um lugar perigoso em tempo chuvoso; já teve isso algumas vezes lá.

Inté!

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  • Membros

Fala galera, blz?

 

Alguem sabe o horário do ônibus de São Jorge x Alto Paraíso, depois Alto Paraíso x Cavalcante e volta de Cavalcante x Alto Paraíso?

Olhei os horários nos posts do pessoal, mas cada post tem um horário diferente. rsrsrs

 

Em Cavalcante alguem conhece alguma pousada ou albergue baratinho? Os preços estão todos berando os R$80,00, ai quebra o orçamento. rsrsrs

Outra coisa, em Cavalcante é difícil conseguir guia e fechar grupos??

 

Agradeço desde já a ajuda.

 

Abraço a todos.

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  • Membros

Mais uma dúvida.

 

É difícil comprar passagem da viação Santo Antonio para São Jorge? Tipo, é necessário comprar dias antes ou chegar umas duas horas antes da pra comprar de boa?

Tem algum site deles pra compra de passagens?

 

Estou ligando faz tempo para empresa mas até agora não consegui falar com ninguém. rsrsrs

 

Abraços!!!

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  • Membros de Honra

Na minha opinião, São Jorge é mais legal. É que Alto Paraíso é uma cidade, pequena mas é. Tem cachoeiras e lugares legais pra conhecer, mas é diferente de São Jorge, que é uma vila sem asfalto, com apenas 3 ruas e vááários lugares lindos. Depende do que vc está querendo.

Sobre os preços eu não sei. Acho que se der uma ligada em algumas pousadas vai dar pra ter uma base da diferença de preço.

Com relação ao transporte, muita gente anda bastante lá de carona, mas se quer ficar independente, é bom ir de carro. Alguns lugares até dá pra ir de bicicleta, mas outros são mais longe, quilômetros de estrada de chão. Pode não ser muito agradável...

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  • Membros de Honra

Fernando,

o que vc colocou como Passeio 1 e 2 são as 2 trilhas do Parque. Cada trilha é feita em um dia inteiro. Reserve 1 dia para cada passeio desse. Os outros, como são independentes de guia, vc pode ficar o tempo que quiser.

Os de Alto Paraíso eu não conheço.

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  • Membros

Olá pessoal,

 

Pesquisando na net sobre as atrações da Chapada dos Veadeiros, acabei me interessando bastante em conhecer as Cataratas dos Couros e a cachoeira do Segredo.

 

Sobre os Couros, já li que é bem distante de Alto Paraíso (aprox. 50km), indo-se de carro até o início da trilha. Como devo ir lá em abril/2010, será que nessa época é possível ir de carro comum ou apenas de 4x4? E chegando nos Couros, pode-se acampar por lá, voltando no dia seguinte, pra se aproveitar bem todas as cachoeiras que existem por lá? Também li que é possível ir para os Couros através de uma caminhada. Seria a que cruza a Serra da Boa Vista? Alguém tem infos sobre essa caminhada?

 

Sobre a cachoeira do Segredo, onde seria a base pra se fazê-la? São Jorge? Dá pra ir de carro comum até o início da trilha? O caminho é tranquilo ou é necessário a contratação de um guia pra me levar até lá? Quanto tempo de caminhada?

 

Bem, é isso. Qualquer outra dica, por favor, me falem!

 

Valeu pessoal e feliz 2010!

Carlos Lessa

Rio de Janeiro/RJ

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  • Colaboradores

Oi Carlos,

Espero ajudar um pouco.

Bjooo

 

Olá pessoal,

 

Pesquisando na net sobre as atrações da Chapada dos Veadeiros, acabei me interessando bastante em conhecer as Cataratas dos Couros e a cachoeira do Segredo.

 

Sobre os Couros, já li que é bem distante de Alto Paraíso (aprox. 50km), indo-se de carro até o início da trilha. Como devo ir lá em abril/2010, será que nessa época é possível ir de carro comum ou apenas de 4x4? Como abril é mais seco, dá para ir de boa com carro comum. E chegando nos Couros, pode-se acampar por lá, voltando no dia seguinte, pra se aproveitar bem todas as cachoeiras que existem por lá? Não pode mais acampar lá. Também li que é possível ir para os Couros através de uma caminhada. É possível sim. Mas a caminhada é longa e deve ser feita com guia. De São Jorge são 17km e 53km de Alto. Porém de São Jorge não são todos os guias que fazem. Seria a que cruza a Serra da Boa Vista? Alguém tem infos sobre essa caminhada?

 

Sobre a cachoeira do Segredo, onde seria a base pra se fazê-la? São Jorge? São Jorge! Dá pra ir de carro comum até o início da trilha? Dá para ir de carro comum de boa. O carro fica na fazenda do Seu Claro e continua a trilha a pé. O caminho é tranquilo ou é necessário a contratação de um guia pra me levar até lá? O caminho é tranqüilo, mas é necessário guia. A trilha tem quase 9 km e passa pelo rio Segredo umas 12 vezes. Isso pode confundir quem não conhece e até mesmo quem conhece. Melhor não arriscar. Em épocas de chuva o risco é maior, pois podem ocorrer trombas d’ águas e ficar “preso” esperando o rio baixar para seguir. Quanto tempo de caminhada? Isso depende do seu ritmo. 18 km ida e volta mais ou menos.

 

Bem, é isso. Qualquer outra dica, por favor, me falem! Os dois luagres são lindos e vale a pena conhecer

Valeu pessoal e feliz 2010!

Carlos Lessa

Rio de Janeiro/RJ

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  • Colaboradores

Oi Guilherme, posso dar palpite também? :D

 

Cavalcante parece ser perto e fácil de chegar. Mas nem é! Para sair de Alto ou de São Jorge e ainda conhecer as cachoeiras demora pelo menos uns 3 dias, isso de ônibus. As vezes ir em outro momento e curtir mais Cavalca seja mais interessante, afinal o lugar é incrível.

 

No mais, ficou massa!

 

Bjooo

 

 

Fala galera, blz?

 

Estou querendo ir para Chapada dia 3 de Jan.

Fiz o seguinte roteiro:

 

-São jorge

Saltos do Rio Preto (1 dia)

Canyon 2 e Cariocas (1 dia)

Mirante da Janela (1 dia)

Cachoeira Segredo (1 dia)

Vale da Lua (manhã) - a tarde onibus para Alto Paraíso

(t: 4 dias)

 

-Alto Paraíso

Cachoeira do Vale do Rio Macaco (1 dia)

Cachoeiras Almécegas I e II (1 dia)

Cataratas dos Couros (1 dia)

(t: 3 dias)

 

*Talvez - Cavalcante

Cachoeiras do Rio Prata OU

Cachoeira Santa Bárbara

(1 dia)

 

Esse roteiro está legal e com um tempo viavél? Estarei indo de ônibus e posso ficar por lá no máximo por 9 dias.

Aceito sugestões.

 

Agradeço desde já.

Abraço!

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  • Silnei changed the title to Chapada dos Veadeiros

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    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
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      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
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      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
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      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por Mônica Ferreira Lima
      Pessoal, nunca vi tanta caverna num lugar só, de tudo qto é jeito! Com muita aventura: salões, rios subterrâneos... A hospedagem é num vilarejo super simples, em ruas ainda de terra, mas com uma comidinha caseira deliciosa! Pra contrabalançar, tinha um boia-cross super relaxante. Imperdível!



    • Por victoralex
      Quinta-feira, 30 de abril de 2020.
      Saravá, mochileiros!
      Escrevo esse relato no dia 30 de abril, em plena pandemia de COVID-19. Estou pra escrever o relato já algum tempo. A viagem foi em fevereiro de 2020, no carnaval, logo antes do primeiro caso de coronavírus ser confirmado no país. E nesse momento de stress, a coisa que eu mais sinto falta é pegar a mochila e viajar, sem sombra de dúvidas. De certa forma, o relato vai ser meio bucólico pelo fato da gente não poder sair. E escrever sobre viagens talvez seja a atividade mais terapêutica que eu conheço, além de viajar, claro. Então se você, como eu, está aflito com toda a situação, ficando em casa e lembrando de viagens antigas e bons momentos, aproveite esse relato pra te inspirar e lembrar que tudo isso vai passar 😊. Afinal, melhor que surtar com toda a situação é nos apoiar nos momentos que marcaram a sua vida. E com certeza, conhecer a Chapada foi um dos grandes expoentes da minha vida de viajante! 🌎
      Antes de tudo, vale conferir dois relatos que me ajudaram bastante ao planejar a viagem: O relato geológico do Guilherme e também o divertidíssimo e detalhado relato do Stanlley. Ambos abordam de forma diferente a Chapada, dando uma ideia geral, junto com esse relato, do que esperar lá!
      Vamos lá!
      1. Cronograma
      A viagem se divide em duas partes. A primeira, em Brasília, que fui sozinho, por dois dias. Nunca tinha ido à capital e era um sonho conhecer o lugar onde fica o Itamaraty, o Planalto, o STF...como um bom economista, BSB é destino obrigatório em algum momento da sua vida. E foi incrível! Depois os últimos 4 dias foram na Chapada, onde encontrei meu irmão Flávio e minha grande amiga Thaís. Viajamos os 3 juntos de BSB pra Vila de São Jorge. Aqui vai o cronograma:
      Dia 1: Quinta, 20/fev/2020: Voo Congonhas-BSB, Congresso, Esplanada, 3 Poderes e Pontão do Lago Sul.
      Dia 2: Sexta, 21/fev/2020: Banco Central, Caixa Cultural, Itamaraty, CCBB. 
      Dia 3: Sábado, 22/fev/2020: Saída de BSB para São Jorge, chegada às 15h.
      Dia 4: Domingo, 23/fev/2020: Parque Nacional, Saltos, Corredeiras.
      Dia 5: Segunda, 24/fev/2020: Cachoeira do Cordovil.
      Dia 6: Terça, 25/fev/2020: Mirante da Janela e Cachoeira do Abismo.
      Dia 7: Quarta, 26/fev/2020: Voo BSB-Congonhas, chegada 13h30. 
       
      2. Gastos
      A viagem não é cara, se você for prudente. O que fizemos foi poupar nas hospedagens para poder gasta um pouco mais nos restaurantes/bares. Aqui vão os gastos:
      Voo ida e volta SP-BSB: 703,00 BRL
      Hospedagem em BSB (Econotel, 2 diárias): 298,00 BRL
      Hospedagem em São Jorge (Savana Hostel) 420,00 BRL
      Entrada trilhas/parque: 120,00 BRL
      Comidas/souvenirs: 400,00 BRL
      Aluguel carro (4 diárias, com combustível incluso, pra cada um): 255,00 BRL
      Total sem passagem aérea: 1493,00 BRL
      Total com passagem aérea: 2196,00 BRL
       
      3. São Jorge ou Alto Paraíso?
      Esse foi uma pergunta que ficou na nossa cabeça desde o planejamento da viagem. A Vila de São Jorge é uma vilarejo a 40km da cidade de Alto Paraíso de Goiás, que se autointitula "capital da Chapada dos Veadeiros". Acho que vai de cada um, do tipo de viagem. Uma das vantagens de São Jorge é que, caso vá visitar o Parque Nacional, ele fica em São Jorge, dando pra ir a pé. A maioria das cachoeiras/trilhas da região fica na estrada que liga as duas cidades. 
      A Chapada é enorme e claro, não conhecemos Cavalcanti e etc, vai ficar pra próxima. Você já deve ter ouvido que para conhecer a Chapada inteira você tem que ir váaarias vezes, e é real!! Conhecemos inclusive uma garota, a Paula, que ela tava pela quarta vez em 1 ano na Chapada. Gente fina demais!
      Basicamente então minha dica é: se você curtir um clima mais simples, com direito a forró e samba na praça, escolha São Jorge. Se você quer algo mais reservado, com pousadas, etc, vá para Alto Paraíso. Ficamos em São Jorge e curtimos demais!
       
      4. Condicionamento físico, roupas, etc
      Aqui uma dica de ouro. Se você não tem, providencie uma bota/tênis de trekking. Eu já tinha feito viagens de trilha pra Patagônia e Atacama, então já tinha uma ideia do que esperar. Mas por exemplo, meu irmão teve bastante problemas com o joelho por causa do tênis. Ele levou um New Balance urbano. Grande erro! O sapato praticamente se desfez e jogamos no lixo antes de voltar pra SP. 
      De resto, o básico: você vai fazer uma viagem de trilha, então trate de ir adequadamente! Camisetas leves, bermudas/calças, capa de chuva (pegamos uma chuva pesadíssima na volta do Mirante da Janela!), chapéu/boné, protetor solar...Vimos uma quantidade imensurável de gente que tava indo maquiada e despreparada (sim!!! haha fizemos piada a viagem inteira disso) pras trilhas. Imagino como ficaram depois de tomar a chuva que a gente tomou no último dia. 
      Sobre condicionamento, depende da trilha que você escolher fazer. A mais difícil que fizemos foi bem tranquila, mas sei que tem umas trilhas bem pesadinhas lá! Então não que você precisa ser um atleta, mas tenha um pouco de condicionamento físico. Ele será importante, principalmente nas partes de subida . Sobre isso, eu também levei meu bastão de trekking que tinha comprado para ir à Patagônia e foi de ótima utilização! Subir e descer com o auxílio do stick poupa muita energia! Fica a dica.
       
      5. Época de ir e clima
      Estamos falando do cerrado! E ele é bem característico e previsível! Então basicamente há dois períodos: a seca e a cheia. A seca é entre abril e setembro, e a cheia é de outubro a março. Como fomos no Carnaval, pegamos o fim da cheia. Então sim, todo dia chovia! Ou pelo menos dava aquela chuviscada. Demos sorte e pegamos chuva em apenas uma das trilhas, o resto já estávamos no hostel. Em Brasília é a mesma coisa. Era bizarro, o dia amanhecia com um sol escaldante e, do nada, às 14h da tarde vinha um temporal. Mas aí o Sol voltava a surgir às 15h. Eu achava muito legal! 
      A vantagem de ir na cheia é que algumas cachoeiras, como a do Abismo, estão, como o nome diz, cheias! Na seca ela simplesmente não existe! E foi bem agradável ficar por lá! Na seca porém não há risco de tromba d'água, coisa que nos alertavam toda entrada de trilha. Mas basicamente a dica é: se for na cheia, quando entrar na cachoeira, fixa um ponto de referência. Caso o nível da água começar a subir, saia da água, porque vem tromba d'água vindo! Não pegamos nenhuma, mas dizem que é bem comum!
      Quero voltar ainda na seca, para não correr o risco de chuva nas trilhas. Fica pra próxima! Mas foi muito legal ir na cheia, com a vegetação toda florida! O cerrado e sua vegetação foi uma das coisas que mais me encantou. Muitas árvores, arbustos, flores, palmeiras...vimos diversas vezes araras voando pela trilha, tucanos...Foi demais!
       
      6. Relato
      Dia 1: Chegada em BSB, Esplanada, Congresso Nacional e Pontão do Lago Sul (11,8km andados)
      Brasília é espetacular! Sempre quis conhecer e não me deixou desapontado. Lendo os relatos, vi que, pelo menos para fazer o básico, 2-3 dias estava mais que suficiente. Saí de SP pela manhã para chegar em BSB pelas 13h30. De lá, uber até o hotel Econotel para fazer o check-in. O hostel é aquilo que promete: econômico. Mas de forma geral, confortável. Minha maior preocupação era ter ar condicionado hehe, e me certifiquei que sim. A vantagem é que ele fica na Zona Hoteleira Sul, então deu pra ir para a maioria dos lugares de BSB a pé. 
      Saindo do hotel, fui passear andando, com destino final até o Congresso Nacional. E aí senti na pele o que todo mundo fala de Brasília: não, não é de uma cidade de pedestres hehe. É bizarro, o caminho acaba, do nada! Tive que achar uns túneis, viadutos para atravessar alguma avenidas. Sem contar o sol. A cidade em si é muito arborizada, mas ali no Eixo Monumental é basicamente um deserto. Então sempre andar com chapéu e protetor! 
      No caminho passei pelo Complexo Cultural, Catedral Metropoliatana, Esplanada dos Ministérios...até chegar na frente do Congresso Nacional. Caminhada de 1h mais ou menos. E que lugar espetacular! Brasília é um encanto e, apesar de andar ser um longo caminho, valeu muito a pena! Tinha reservado antecipadamente online a visita no Congresso Nacional, que foi bem bacana! Deu pra conhecer as duas casas, o Senado e a Câmara dos Deputados, ambos os plenários, a sala de imprensa...sabe aquele lugar que você vê na TV o Rodrigo Maia dando entrevista, o Salão Verde? Estava lá! 

      Palácio do Itamaraty

      Congresso Nacional

      Plenário Ulysses Guimarães (foda!)
      Depois do Congresso, dei uma passada na Praça dos Três Poderes e tem muita coisa legal por lá! Além claro, da sede dos 3 poderes, na praça têm alguns museus bem interessantes, como o Panteão da Pátria e da Liberdade, onde tem uma exposição fixa do Tancredo Neves e também o Livro dos Heróis da Pátria, um livro de ferro todo prateado em que somente os considerados heróis da república entram, tais como Tiradentes, Santos Dumont, Zumbi dos Palmares...e não só isso, mas o "herói" deve ser nomeado pelo Presidente e também ter falecida há um determinado número de anos, é bem interessante! Na praça há também o Espaço Lúcio Costa, uma exposição fixa sobre o urbanista que projetou Brasília...enfim, muita coisa bacana!
      De lá, peguei um Uber até o Pontão do Lago Sul, que tinha lido que era um pico bem legal de ver o pôr-do-sol. Basicamente, é uma orla do Lago Paranoá em que ficam muitos restaurantes e bares. Tem um calçadão e opções de passeios de lancha, caiaque...e que lugar bonito! Sentei num bar chamado Fausto & Manoel bem em frente ao lago, para ver o pôr-do-sol e tomar um chopp. Incrível! Além de servirem um happy hour com chopp e comida bem em conta, o lugar é bem confortável para ver o pôr-do-sol. Valeu muito a pena e foi uma ótima forma de terminar o dia na primeira vez conhecendo a capital :). 

      Lago Paranoá, vista do Pontão Lago Sul

      O chopp em BSB é muito, mas muito mais barato que em SP.
      Dia 2: Mané Garrincha, Eixo Monumental, Banco Central, Caixa Cultural, CCBB e bares na Asa Norte (12,4 km andados)
      O segundo dia começou com um belo café da manhã no Econotel. Além do ar condicionado, procurei um hotel barato que também tinha um café da manhã, para poupar uma refeição. Aos que perguntaram, até procurei hostels em BSB, mas o preço do hotel era se não o mesmo, muito parecido...então resolvi ficar com o quarto privativo mesmo! Depois de uma café reforçado, saí mais uma vez andando pela cidade, só que dessa vez primeiro para o oeste, indo na direção contrário ao Congresso Nacional, até o estágio Mané Garrincha.
      Como apaixonado por futebol, queria conhecer (e também lamentar) o elefante branco que o estádio, que custou BRL 1,778 bilhões, um absurdo. Mas o estádio é bonito. Fui andando até lá e, mais uma vez, a dificuldade de atravessar as ruas no Eixo Monumental é um turbilhão de emoções, já que são poucas faixas de pedestres. No caminho você passa pela Torre de TV de Brasília, que é nada mais que uma antenona hehe (os brasilienses simplesmente odeiam que chamem a Torre de "antena"), mas é uma antena gigante! Infelizmente não consegui subir, estava em obra, mas sei que dá pra subir lá em cima e ter uma boa vista da cidade! Chegando ao Mané Garrincha, também não pude entrar. As visitas são só de sábado, e vale a pena visitar o site deles para se certificar dos horários. Mas deu pra bater umas fotos de fora e apreciar a magnitude do estádio. É bem bonito mesmo...ainda por cima com os arcos olímpicos bem em frente...(lembrando que o Mané também sediou jogos nas Olimpíadas Rio 2016). Pena que não tem nenhum time da Série A que jogue regularmente por lá. 

      Eu e o Mané! Estádio belíssimo, mas também caríssimo!
      De lá, cruzei o Eixo Monumental mais uma vez e fui em direção ao Banco Central do Brasil. No caminho, deu até pra ver o posto de gasolina que foi o marco zero da Operação Lava Jato haha. Como um economista, sempre foi um sonho conhecer o Bacen e quem dirá trabalhar lá. O prédio é muito bonito, e a única visitação disponível regular é o Museu de Valores do Banco Central, que tem uma exposição fixa sobre o desenvolvimento dos meios de pagamento (ouro, moeda, etc) no Brasil e, no período que eu fui (fev/2020), uma exposição temporária celebrando os 25 anos do Plano Real! E que museu legal! Conta a história do Bacen, a importância da instituição, o desenvolvimento dos meios de pagamentos brasileiros e também um suco de história econômica. Sobre a exposição do Plano Real, é bem legal para quem não conhece a história! Na minha opinião, o Plano Real é a política pública mais importante da história da República. Seu papel na redução da inflação é inestimável e envolveu um esforço acadêmico de dar inveja. A exposição é bem acessível para quem não é economista e me fez pensar o quão importante isso é ser difundido no povo...ainda mais para nós que nascemos pós hiperinflação (sou de 1993, então nasci no pré Real). Mas chega de economês. Vamos falar de viagem hehe. Do lado do Bacen, tem a Caixa Cultural! Tinha lido que lá reúne muitas exposições bacanas temporárias, e fui dar uma checada. No resumo, vi uma exposição de paisagens modernistas, que tinha até algumas obras da Tarcila do Amaral e uma outra que nem lembro qual era o conteúdo. Só sei que foi a pior exposição que eu já vi na minha vida hehe. Dei azar com a programação, porque 1 semana depois ia ter uma exposição sobre ciência bem legal! De lá, fui andando mais uma vez até o Congresso, já que tinha passado reto pelo Palácio da Justiça, Itamaraty, STF, STJ, etc. Desses só consegui tirar foto por fora, sem entrar. Ambos tem visitação guiada, com agendamento prévio no site, mas por algum motivo misterioso, as visitas estavam suspensas. Uma pena. 
      A tarde, já na Praça dos 3 Poderes, peguei um Uber até o CCBB. Tinha lido que lá tinha umas exposições mais legais que a da Caixa Cultural, além de restaurantes ótimos. O CCBB é perto do Lago, longe da Praça dos 3 Poderes, então não dava pra ir andando. E que prédio bonito! Peguei a exposição fixa deles, bem interessante, contando a história do BB. Além de uma coleção de arte que eles tem do Portinari. Mas, mais uma vez, dei azar com as exposições temporárias. Estavam em fase de montagem para a próxima...estavam aguardando o Carnaval pra isso. Mas deu para tomar uma cerveja e comer algo pelo bistrô deles. O CCBB é realmente bem legal, quando voltar a BSB quero passar mais tempo lá, ver alguma peça, algo do tipo. Lá é enorme!! Bem maior que o CCBB de São Paulo. Passei a tarde por lá e depois peguei um Uber até o hotel, para dar uma descansada. A noite encontraria o Flávio, meu irmão, e a Thaís, minha amiga. Ambos chegariam em BSB de noite. Fomos a dois bares na asa norte: o primeiro, Carne Moída, é um butecão justo com um karaokê. Bem divertido. Mas como tinha acabado tanto a cerveja quanto a comida, migramos para outro, a Área 51, um bar cheeeio de mesa de sinuca. Jogamos um bocado, mas não ficamos até muito tarde, já que no dia seguinte iríamos para São Jorge. Ah, detalhe. Diferente de SP, os bares em BSB fecham bem cedo. O Carne Moída fechava 0h e o Área 51 fechava 3h. Depois dos bares, cama. A viagem estava só começando. 
      Dia 3: Ida a São Jorge, Matula no Rancho do Waldomiro e Jardim de Maytrea (7,1 km andados)
      Acordamos de manhã e tomamos um café reforçado no hotel, já que iríamos viajar para São Jorge de manhã. Alugamos o carro na Unidas. A locadora é boa, alugo sempre nela aqui em SP, mas em BSB as coisas foram diferentes. Iríamos pegar o carro na zona hoteleira, do lado do hotel, e devolver no aeroporto na quarta-feira de cinzas. Mas, ao chegar na unidade da zona hoteleira, mesmo com reserva, eles não tinham carro com a categoria que reservamos, que era a segunda mais simples (Ônix, Polo, HB20...). Lamentável. Eles nos levaram a uma unidade que ficava marginalmente fora de Brasília, uns 30 min de onde estávamos, para pegar um carro. A ideia era sair de BSB já de manhã, mas por conta do atraso, da burocracia, só saímos depois do 12h. Briguei com eles para ter um upgrade por conta do transtorno, mas eles foram irredutíveis. Consegui barganhar um pouco e eles nos deram 1/4 do tanque de graça, mas mesmo assim...Em BSB, nunca mais alugo com a Unidas, o serviço foi péssimo. Em SP sempre deu muito bom. Pegamos um Polo. O carro é ótimo. Ficamos na dúvida se pegávamos o carro da categoria que pegamos ou uma Duster, algo 4x4...mas depois de muito ler, vimos que uma Duster/4x4 só seria necessário se fôssemos fazer cachoeiras mais remotas, como Santa Bárbara, por exemplo. Como não era o caso, pegamos a categoria menor. Isso é importante. Em São Jorge vimos muitos carros alugados com o parachoque quebrado, provavelmente porque foram para rotas mais acidentadas e não pegaram uma 4x4. Então, ao planejar a sua viagem, pense aonde quer ir e qual carro seria adequado. Só para constar, não fomos pra Santa Bárbara dessa vez porque lemos que no Carnaval o negócio lota. Coisa de ter que sair 3-4h da manhã para pegar um lugar. Não valia a pena. Volto para lá em baixa temporada. 
      O caminho até São Jorge é bem legal, uma retona. A estrada é boa, bem bonita, com muitas plantações de milho, cana-de-açucar, soja...era a primeira vez que visitava o Goiás e é legal ver essa parte do Brasil. Dirigir até lá foi uma delícia. Quase em São Jorge, na estrada que liga a Vila e Alto Paraíso, paramos no famoso Rancho do Waldomiro para comer a famosa Matula. E que coisa espetacular. Matula é o que eles chamam de "marmita" no Goiás. Mas que baita marmita, com uma abóbora refogada, um feijão tropeiro, arroz e uma carne de panela. É simplesmente espetacular. E tem a versão vegetariana também que é muito bom! A Thaís comeu. O lugar é simples, muitos trilheiros por lá, gente chegando na Chapada. Comemos e brindamos com uma cerveja gelada para celebrar o início da viagem. Vimos ali que o clima seria excelente!

      A espetacular Matula do Rancho do Waldomiro. A direita, de carne e a esquerda, vegetariana.
      Depois do almoço, finalmente chegamos em São Jorge. A Vila já nos encantou de cara! Rua de terra, casinhas simples, muita gente na rua, é animal! Fizemos o check-in no Savana Hostel. O Savana foi uma indicação de um amigo que tinha ido para lá no réveillon 2020. E o hostel é bem bom! O quarto que a gente ficou tinha até ar condicionado. Café da manhã excelente, um bar bem legal para passar o tempo, muitos banheiros, sempre limpos, pessoal gente fina. A atendente do hostel era muuuito firmeza, trocamos altas ideias. Valeu a pena! 
      Depois de nos alojar, já era quase o pôr-do-sol. Pegamos o carro e fomos ao famoso Jardim de Maytrea, ver o pôr-do-sol. O Jardim nada mais é que uma vista bem bacana do cerrado. Faz parte do Parque e não podemos entrar lá, só apreciar. A vista fica na estrada que liga São Jorge e Alto Paraíso, pouco antes do Waldomiro. Vista espetacular! Dá para ver as palmeiras, muitas, mas muuitas araras voando, maritacas. É espetacular! O Sol não se põe lá, mas com a golden hour dá pra ver uma vista bem bacana. Mas aqui vai uma dica: ali lota. Então toma cuidado ao parar o carro. Você para no acostamento mesmo. Além disso, aqui vai uma sugestão: aprecie a vista!! O que vimos de gente só querendo tirar foto sentado na estrada não tá escrito. Além de ser perigoso, o pessoal acabou perdendo uma paz de vista! Quão bom era ficar em silêncio vendo (e ouvindo) a natureza. Inesquecível

       
      Depois do sol se pôr, voltamos pro hostel e ficamos tranquilos, tomando umas cervejas e também demos uma volta pela Vila. Jajá falo disso, já que aproveitamos a noite só a partir do próximo dia. De resto, cama porque no dia seguinte acordaríamos 6:30-7h pra primeira trilha da Chapada!
      Dia 4: Parque Nacional, Saltos, Corredeiras e Vila de São Jorge (15,9 km andados)
      O primeiro dia de trilha começou com um belo café da manhã no hostel. Acordamos cedo para conseguir pegar as trilhas vazias (dica de ouro para o Carnaval) e também o café da manhã vazio no hostel. Saímos às 7h30, a pé, para a entrada do Parque, que abria às 8h. No Parque Nacional, existem 3 percursos diferentes: i) A trilha que chega nas Cachoeiras dos Saltos, ii) a trilha que dá na Cachoeira das Corredeiras e iii) a trilha que dá nos Cânions. A priori, queríamos fazer todas no domingo mesmo. Mas depois de fazer 2 delas, optamos por voltar, para não pegar a trilha de noite (o Parque fecha às 17h, então você deve voltar antes disso!). Pagamos preço de brasileiro para entrar no Parque, bem tranquilo. 

      Fomos primeiro o circuito dos Saltos, onde você passa pelas duas cachoeiras maiores do Parque: O Salto de 120m, que você vê só o panorama, de cima e o Salto de 80m, que dá pra nadar! Aqui mais uma coisa que acertamos: entrar cedo no parque nos proporcionou uma trilha bem vazia e, quando chegamos no Salto de 80m para nadar, também. A medida do tempo, foi enchendo. E foi quando saímos em direção às Corredeiras, fugindo do povo hehe. E que lugares bonitos! Foi a primeira vista que tivemos da magia da Chapada, e fomos muito bem recebidos! A vista do Salto de 120m é impressionante, e nadar no Salto de 80m é bem agradável, apesar de ter lotado rápido. A cachoeira das Corredeiras é legal pra você descansar, já que ela é menos atrativa em termos de banho. Não ficamos bastante tempo por lá. Mas o mais legal do Parque Nacional é fazer a trilha em si. Foi a primeira vez que vimos a vegetação e os animais do Cerrado. Muitas árvores com flores, já que estávamos no fim do verão. Imagino que nos períodos de seca deve ser bem diferente, o que me dá mais vontade ainda de ir em outro período! A trilha em si não é difícil...mas é aquilo: Vá com os calçados certos. Meu irmão já começou a ter as primeiras consequências de ter ido com o New Balance, sentindo o joelho. É questão de ir apropriado! No caminho de volta, já era quase 15h30 e decidimos não ir nos Cânions, já que não daria tempo para aproveitar o lugar. E assim voltamos para a entrada do Parque.

      Salto de 120m. Espetacular!

      Salto de 80m. Esse dá pra nadar!
      Como não tínhamos almoçado (só comido uns snacks de trilha), voltar "cedo" do Parque foi ótimo. E não só nesse dia, mas nos próximos sempre voltávamos das trilhas ao redor das 15h. Isso nos dava a oportunidade de descansar a tarde, almoçar tranquilo e ainda aproveitar a cidade a noite! Como acordávamos muito cedo, a estratégia foi perfeita: chegávamos no início do dia, com as rotas vazias e saímos quando começava o ofurô. Mais uma vez, lá no Carnaval é cheio e, as vezes, vale mais a pena você escolher horários em que consiga de fato aproveitar as cachoeiras :). Agora a questão é, aonde almoçar? Não teve dúvida: voltamos ao Rancho do Waldomiro porque ninguém tinha superado ainda aquela Matula da massa. O negócio é espetacular. Nos empanturramos, tomamos umas Antarcticas e ainda deu pra ver mais uma vez o pôr-do-sol no Jardim de Maytrea, que é do lado! As coisas deram certinho!
      Voltamos para a Vila de São Jorge e demos um tempo lá. A noite, foi a vez de aproveitar a Vila de São Jorge. E que vilarejo legal! O que mais nos impressionou foi a simplicidade de lá..não só do lugar mas também das pessoas. Todos te tratam bem! Tínhamos visto que rola um forró na Casa de Cultura Cavaleiro de São Jorge todos os dias, mas, quando tentamos ir, o preço era salgadíssimo. Coisa de 50/cabeça. Não estávamos nessa brisa e, ao voltar para o centrinho, na pracinha mesmo tinha um restaurante chamado Casa da Pankeka com uma banda de forró muito charmosa! Sentamos lá e ficamos tomando uma cerveja ouvindo. Foi bem agradável! Voltaríamos lá ainda nos próximos dias! O lugar serve comido e bebida com preços bem justos, além de ser mesa ao ar livre e com música. Melhor que pagar 50/cabeça, né?
      Dia 5: Cachoeira do Cordovil e mais Vila de São Jorge (15km andados)
      O dia 5 começou de novo com todos acordando cedo e sendo os primeiros a tomar café. Não tínhamos um roteiro definido ainda. A priori íamos para uma cachoeira que todo mundo do hostel tava falando: a Cachoeira do Segredo. Mas por outro lado, todos os relatos eram de que estava muito cheio no Carnaval. Então seguimos a dica de um pessoal do hostel também e fomos à Cachoeira do Cordovil. E acertamos! A trilha que dá acesso fica na estrada que vai pra Alto Paraíso, dentro de uma fazenda.
      Foi a nossa primeira trilha fora do Parque. E você já consegue ver que as coisas são bem diferentes! A primeira: as trilhas são mais freestyles, já que quem realiza a manutenção são os proprietários da fazenda. E por outro lado, você tem um olhar mais aberto do ecossistema. A trilha em si é muito legal, com muitos campos abertos e fechados, onde conseguimos ter um p anorama bem grande do ecossistema e da fauna. Gostei mais que a trilha do Parque! Na parte final você passa pelo Poço Esmeralda também, que fica num desvio antes de chegar à Cachoeira do Cordovil. Mas o acesso estava restrito para o Poço. O rapaz que controlava a entrada da Fazenda disse que muita gente estava se acidentando por lá, então eles fecharam.
      Chegando no ponto final, a Cachoeira do Cordovil é belíssima! Mas geladíssima também ahha. Só eu que pulei na água (YOLO, certo?). E foi muito bacana. A cachoeira estava vazia, então pudemos ficar um tempo por lá. Em compensação, o tempo estava começando a fechar, então não nos estendemos muito. Mas o lugar é realmente muito bonito e, imagino que ir em algum dia com o céu limpo seja mais legal ainda! No fim da trilha você passa por bastante pedra, então trate de tomar cuidado de não cair. Nisso, meu bastão de trekking ajudou bastante. Caso você goste de fazer viagens do tipo, vale a pena ter um! Não vejo necessidade em 2, já que eu gosto de ficar com uma mão livre. 


      Caminho para o Cordovil. Essa última foto representa bem o que é a vegetação do Cerrado no verão! Essa trilha é demais!

      Cachoeira do Cordovil
      A volta foi tranquila. Demos uma sorte, já que o tempo estava fechando, conseguimos inclusive ver a chuva no horizonte..então foi uma corrida contra o tempo hehe. Assim que pisamos na recepção da trilha, começou o temporal. Demos uns 20min e voltamos. Nisso, tome cuidado: Na maioria dos acessos das trilhas a estrada é de terra. Então controle bem a permanência e olhe a previsão. Não queremos ninguém atolado no caminho né?
      Chegando em São Jorge, o padrão: banho, cochilo e um descanso. Ficamos um tempo ainda tomando uma cerveja no hostel até dar a hora da "alma-janta". Isso nos fez poupar bastante dinheiro, já que optamos por almoçar tarde, e assim conseguir aproveitar as trilhas no horário vazio e ainda ter menos refeições ao dia. Claro, levamos bastante snacks durante as trilhas, mas deu super certo. Escolhemos para comer nesse dia talvez no restaurante mais famoso da Vila: a Santo Cerrado Risoteria. É um restaurante animal, com diversos tipos de risottos e bebidas! Pedimos 2 risottos para dividir em 3 pessoas e deu muito bom. Comida de excelente qualidade, mas cara. Conseguimos baratear por não pedir 3 porções, e deu mais que o suficiente! As panelas vêm cheias. Acho que vale a pena guardar um pouco do budget para ir lá sim! No fim da noite ainda sentamos de novo na Casa da Pankeka pra tomar umas e ouvir uns sons na praça. 

      Risoteria!
      Dia 6: Mirante da Janela, Cachoeira do Abismo, Alto Paraíso e último dia de São Jorge! (11km andados)
      No dia 6 decidimos terminar as trilhas numa das mais famosas: o Mirante da Janela! Sabe aquela foto clássica da Chapada, em que o pessoal consegue tirar a foto como se fosse numa janela, com o Salto de 120m no fundo? É exatamente essa. Mas o mais legal é: O mirante em si é a menor das coisas por lá! E ainda tem uma fila danada pro povo colocar no Instagram hehe. Jájá vocês entendem o que eu tô falando. 
      A trilha em si foi a mais legal que fizemos. Para começar, tem uma trilha até a entrada da trilha. E ela não é curta! Haha, mas depois disso a coisa fica bem legal. A maior parte do trajeto é plano, só no fim que é uma subida, em torno de uns 15min de caminho íngrime. Mas o mais espetacular da caminhada é a vista em si. Não dá nem 20min andando e você já se depara com a imensidão do Parquer Nacional. Vamos explicar: A trilha que dá no Mirante da Janela fica atrás do Parque Nacional. Então você consegue ver, de cima, tudo o que nós vimos no primeiro dia, em especial o Salto de 120m. E eu particularmente gosto demais de vistas panorâmicas! E nessa trilha é o que mais tem :), além, claro, da sempre presente vegetação encantadora do Cerrado. E não só isso, mas ir no verão têm seus méritos: A calma e belíssima Cachoeira do Abismo está cheia! Paramos nela tanto na ida quanto na volta e...que calmaria! Mais uma vez a estratégia de sair cedo do hostel foi boa, já que pegamos tanto a Cachoeira quanto o caminho bem tranquilos, onde deu pra relaxar tanto na ida na volta. A Cachoeira do Abismo tem seu charme como o próprio nome diz: uma piscina natural com borda infinita se forma com o horizonte ao fundo, o que dá um efeito bem legal! É como se você estivesse num jacuzzi natural apreciando a natureza. Espetacular!

      Cachoeira do Abismo

      Nós 3 e o Abismo!
      Seguimos pela trilha até o Mirante. Mais uma vez, o caminho é bem legal e você passa por tanto campos abertos quanto fechados! É bem legal! No final há uma subida de uns 15min...Nada impossível, mas o pessoal normalmente costuma cansar. Mas o que importa é que você chega na melhor parte da trilha: a vista! E aqui vai uma dica de ouro: Apesar da trilha chegar no famigerado Mirante da Janela, o Mirante em si é o que menos nos atraiu! Primeiro porque tinha uma fila de 1h para só tirar a foto clichê. Segundo porque nem é a melhor vista de lá! Mas o melhor lugar pra ver é um pico logo antes da Janela, numa pedra no fim da trilha. A vista você pode conferir embaixo, onde fiz questão de tirar uma foto pra guardar  . E não só isso, mas lá tem 3 mirantes bem legais para ver, com 3 diferentes ângulos do horizonte. É simplesmente espetacular. A minha pergunta é: Você vai ficar mesmo 1h esperando para tirar uma foto na janela (que nem é tão legal assim) e não ficar apreciando a natureza nos mais de 4 ângulos do lugar? Cada um tem sua prioridade né haha. O lugar é realmente impecável...e alto! Passamos bastante tempo lá contemplando, em silêncio a maravilha que é a Chapada dos Veadeiros. Cheguei até a chorar. Foi a forma perfeita de encerrar a viagem. E só me deu vontade de voltar para sentir aquilo de novo 😍. 

      A melhor vista do Mirante da Janela!

      Bons momentos!
      Na volta, mais um banho no Abismo antes de ir. Só que, para lavar a alma da viagem, a Chapada nos deu de presente uma tempestade na metade final da trilha! haha não foi tão ruim assim, estávamos com capa de chuva, mas os sapatos molharam todos. E foi uma chuva de verão, forte e rápida (uns 20min de chuva). Pra ficar na memória!
      De volta a São Jorge, depois do banho e descanso, fomos almoçar. Estávamos com uma "lombriga" de comer um peixe frito com cerveja e fomos em busca do famigerado. Recomendo o restaurante Luar com Pimenta, que fica logo antes da estrada que dá no Parque Nacional. Peixe muito gostoso e cerveja bem gelada para brindar o fim da viagem!
      A noite, fomos para Alto Paraíso para i) abastecer e ii) levar a Thaís para a rodoviária da cidade, já que ela voltaria na madrugada pra SP, saindo de BSB. Eu e Flávio ainda dormimos mais uma noite em São Jorge. Foi legal para conhecer Alto Paraíso, uma cidade "grande" quando comparado a São Jorge. Mas foi bacana, consegui comprar uns souvenirs por lá e ainda jantamos num ótimo restaurante Vendinha 1961, que descobrimos no Foursquare. Vale a pena! Mas, pelo pouco que vimos de Alto Paraíso, ficamos com São Jorge hehe. O clima intimista e simples é insuperável .
      De resto, eu e Flávio voltamos para São Jorge e capotamos, já que no dia seguinte iríamos cedinho voltar para o aeroporto de Brasília!
       
      7. Conclusão
      Eu sempre quis aproveitar o período de Carnaval para fazer uma viagem fora da realidade. Apesar de SP estar com um ótimo Carnaval, ir pra Chapada foi uma terapia que eu estava precisando. A gente corre tanto no dia-a-dia e pouco lembra que temos que nos dar algum tempo para aproveitar não só nós mesmos, mas também a natureza espetacular que o Brasil nos oferece. Lembro que era dezembro de 2017, na Patagônia, que decidi que ia tornar o trekking um hobby na minha vida. E tenho conseguido! A Chapada dos Veadeiros foi a primeira das grandes viagens que fiz só com o intuito de fazer trilhas. E que privilégio ter tido a companhia do meu irmão Flávio e da minha grande amiga que é a Thaís . Agradeço a vocês por terem feito parte disso!
      E aqui vai uma reflexão: Como disse no início, escrevi essas memórias em tempos de pandemia. Não vai ser agora que você vai viajar para lá, por questões sanitárias, mas o relato é pra lembrar que as coisas vão voltar ao normal. E não só isso, mas vão voltar de uma forma completamente diferentes. Sabe aqueles tabus que tínhamos antes de tudo isso acontecer? Sabe aquela ligação para seus amigos, para sua família que você sempre deixava pra depois? Isso é passado. Eu realmente acredito que a gente vai mudar pra melhor. Tornar a vida mais leve e mais sustentável. É a primeira vez no século XXI que estamos, de fato, em guerra com o incontrolável. E fica a lição que a natureza é o que temos de mais supremo e mais magnífico na humanidade. Então tratemos de aproveitá-la!
      E, depois de conhecer a capital federal, andar mais de 73km em 6 dias e chorar copiosamente lembrando dos bons momentos, concluo o relato com uma mensagem de amor a todos vocês. De nada adianta se ficarmos martelando a cabeça em coisas que não nos faz bem. E se tem alguma coisa que deixa o ser humano mais completo é viajar. E, se for viajar com a natureza, pode ter certeza que estará em uma formidável companhia 😊.
      Chapada, eu volto!
      Um abraço e boa viagem! 🌎
       
       
       

    • Por Leandro Z
      Antes de visitar Caiapônia, li um bom relato aqui do fórum que me ajudou muito: 
      Mesmo assim, quero deixar o meu e espero ajudar.
      🏦 CIDADE
      Caiapônia é uma pequena cidade goiana (19 mil habitantes) quase na divisa com MT, distante 410km de Goiânia (indo por Rio Verde, cujo trajeto é duplicado). Fui de carro e fiquei 4 dias em janeiro de 2020. A cidade ainda não está acostumada a receber turistas, tem poucos hotéis, ouvi falar pouco de guias e não há placas para muitas das cachoeiras da região. Assim vale ainda mais a visita!  No Booking, só há um hotel cadastrado. No GoogleMaps tem mais. Eu fiquei no Hotel Central e paguei R$60 por noite.
      ✅CACHOEIRAS Da Jalapa: perto da cidade, tem placa indicando e também está no GoogleMaps. Caminho tranquilo. Como era período de chuva, estava bem barrenta e não nadei, ainda bem que não tinha ninguém cobrando. Parece bonita, quando não está com lama. Cachoeira da Jalapa Do Sereno: mais uma perto da cidade e fácil de se chegar, tem placa indicando a partir do caminho que se faz no GoogleMaps. Também não paguei nada para entrar. Poço bom pra banho, apesar dos galhos. Estava um pouco barrenta. Santa Helena: fica uns 80km do centro, o GoogleMaps indica o caminho certo até você se deparar com um rio, aí estacione o carro, pule a cerca e ande uns 10 minutos seguindo o mesmo rio. Estranho que, pelo caminho de carro, encontrei placas da cachoeira Lageado, Paraíso e Três Barras, mas não desta Sta. Helena. A cachoeira é bonita, limpa, bom poço, queda baixa, mas larga, tem muitas árvores por perto, não tem estrutura e não paguei para entrar. Recomendo subi-la, que tem pequenos poços acima. Santa Helena Lageado: no trajeto pra Sta. Helena, só que mais perto. Tem estacionamento, bar, sinuca, som alto, paga R$5 pra entrar. Poço bom pra banho, queda pequena, a água estava meio turva e muitos farofeiros, fiquei pouco tempo. Samambaia e Abóbora: deu muito trabalho pra chegar, pois o Googlemaps indica o caminho errado! Mas vale a pena! Se ele te mandar rodar muito pela BR158, está errado. O certo é rodar apenas 10km por ela a partir do trevo de Caiapônia. Aí, entra a esquerda na estrada de chão onde tem uma placa indicando a "Fazenda Olho D'água" (não tem placa indicando a cachoeira, só essa fazenda). Vc ainda roda uns 23km pela estrada de chão e pelas plantações de soja até perder de vista e um barracão, onde tem uma casa e um monte de cachorros bravos. Logo após este barracão (vale a pena perguntar pro pessoal da casa o caminho, mas cuidado se for descer, os cachorros realmente são bravos), vira a direita e vai até o final, uns 5km, sempre vendo as plantações de soja. Se chegar a algum pasto, está errado (eu fiz isso). Como sabe que chegou? A estrada acaba, aí desça do carro e logo a frente está o rio. Você chega por cima da cachoeira da Samambaia. Atravessa o rio e desce a trilha bem marcada com cabo de aço até o poço, é tranquila. Cachoeira linda, alta, muito boa para banho. Pra ir a cachoeira da Abóbora, suba quase tudo o que desceu e vire a esquerda, seguindo uma trilha também bem marcada (logo aparece o cabo de aço). Caminha uns 10 min. Esta também é muito bonita, alta e um poço gigantesco para banho. Não paguei nada para entrar. Caminho correto para a cachoeira da Samambaia e Abóbora Cachoeira Samambaia Cachoeira Abóbora Soja que não acaba mais... Cachoeiras da região que não fui, mas com certeza valem a visita: Pântano, Três Tombos, São Domingos, Salto Paraguassú (longe, mais pra Barra do Garças-MT). https://zahiandoporai.blogspot.com/2020/04/caiaponia-go.html
      https://www.curtamais.com.br/goiania/municipio-goiano-e-um-verdadeiro-e-incrivel-paraiso-das-cachoeiras-perdidas
    • Por guilhermenavarro
      Um relato de Guilherme e Thais, com nossos amigos de viagens e do interiorrrr de SP, Daniel e Dayane. Realizamos uma viagem de 03 dias completos para Chapada dos Veadeiros entre 19/06 e 23/06, durante feriado prolongado. 
      Origem: São Paulo. Avião com destino Brasília e aluguel de veículo (Duster) no próprio aeroporto. Optamos pela Duster pra evitar problemas com buracos, maior espaço interno e em eventuais travessias de rios, apesar de que em época seca (junho) o nível é baixo.
      Hospedagem e Clima: Camping Pachamama. Durante a noite faz frio (+/- 13ºC), utilizamos sacos de dormir (10ºC) + Isolante Térmico, foi o suficiente.
      Objetivo do Relato: Apresentar um conteúdo que facilite uma viagem ao local, com as nossas impressões, planejamento, custos e dicas.
      Aplicativo para Trilhas e Locomoção: aplicativo Avenza Maps. Mesmo na ausência de sinal ou internet, com mapas georreferenciados, é possível se guiar em trilhas e rodovias, com a sua posição aparecendo no mapa. Os mapas georreferenciados estão disponíveis para download ao final do relato. Nem todos os mapas foram utilizados na viagem, creio que o mais útil seja referente à trilha para Cachoeira do Segredo, nas proximidades da vila de São Jorge.
      Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros contém parte dos atrativos da região, e é localizado cerca de 3 horas distantes de Brasília (244 km). A entrada para visitantes é localizada na vila de São Jorge, pertencente ao município de Alto Paraíso de Goiás. Outra cidade integrada à região é Cavalcante, onde é situado o quilombo Kalunga, que contempla boa parte de outras cachoeiras de interesse.
      Dessa forma, a vila de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante constituem-se nos principais destinos turísticos da região, e opções de hospedagens. Uma vez que o nosso grupo (de dois casais) prefere a hospedagem em camping, distante de cidades, optamos por nos hospedarmos no Camping Pachamama, localizado entre a vila de São Jorge e Alto Paraíso.
      Roteiro: O roteiro foi baseado na distância entre os locais, sendo que os agrupamos conforme a distância entre eles e o Camping.
      Consideramos o período de 03 dias para realização dos mesmos. Sendo assim, nos baseamos em mapas com a localização dos atrativos (disponíveis na internet e outros, que criamos para um melhor planejamento) e informações sobre acesso e interesse. O resumo do roteiro está abaixo:
      Quinta-Feira: Cachoeira Candaru e Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga, município de Cavalcante)
      Sexta-Feira: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas (vila de São Jorge)
      Sábado: Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra e Jardim da Maytrea (Entre Alto Paraíso e vila de São Jorge)
      Quarta-Feira (19/06): Brasília - Chapada dos Veadeiros (Camping Pachamama)
      Chegada à Brasília (18:00) e trajeto (244 km) para o Camping Pachamama. Trata-se de uma estrada de boa qualidade e boa sinalização, realizamos o trecho em menos de 3 horas.  Estradas: GO-030, GO-010, GO-239. A rodovia GO-10 é seguida até a cidade de Alto Paraíso, posteriormente é tomada à esquerda a GO-239, que liga Alto Paraíso à vila de São Jorge. O Camping Pachamama é localizado à beira da rodovia em questão. Caso o destino seja a cidade de Cavalcante, basta permanecer na GO-010.
      O Check in no Camping Pachamama ocorre até as 22:00, onde a recepção, assim como durante comunicação prévia via e-mail, fornece uma série de informações sobre as acomodações do Camping, orientações de convivência e dicas sobre as atrações da região. O Camping fornece espaços de convivência, como a fogueira, oferece churrasqueira, armários para acondicionamento de alimentos, cozinha, banheiros com chuveiro quente. As acomodações são todas bem equipadas, limpas e bonitas.
      No Camping, o silêncio é preservado e são realizadas atividades como observação dos astros, através de telescópios. A área de Camping é gramada e com ótima vista para os planaltos (Figura 1 e Figura 2), que representam principalmente a porção central do Parque Nacional, ilustrado, no caso do Camping, pelo Morro da Baleia.

      Figura 1: Área de Camping (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) 

      Figura 2: Nós e o friozin de manhã cedo (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) 
      Quinta-Feira (20/06): Cavalcante (Quilombo Kalunga) -> Cachoeira Santa Bárbara e Cachoeira Candaru
      Uma vez que se tratava de feriado prolongado, a estratégia para visitar a Cachoeira Santa Bárbara (a mais disputada da região), localizada no quilombo Kalunga, Município de Cavalcante, foi realizar esse passeio no primeiro dia, uma vez que parte dos visitantes ainda não estariam instalados na região.
      A estratégia deu certo, saímos às 06:30 do Camping em direção a Cavalcante. Por volta das 08:00 chegamos no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Cavalcante, onde acompanhados da Guia Ivana nos dirigimos ao Quilombo Kalunga. Quando a procura é grande, no Quilombo Kalunga são distribuídas senhas para acesso à Cach. Santa Bárbara (Figura 3), sendo que o local comporta 300 visitantes por dia (fomos a senha 257). Enquanto nossa vez não chegava, visitamos a Cachoeira Candaru (Figura 4).
      Para contextualizar o local, o Quilombo Kalunga contém 03 principais cachoeiras: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira Candaru e Cachoeira Capivara. Ao menos em relação às duas primeiras, o acesso é feito através de uma carona em pau de arara, e que com certeza agrega ao passeio. Uma vez que o acesso é feito através dessa carona, o trecho de caminhada é curto.
      Alimentação: Tanto no CAT, na cidade de Cavalcante, quanto no Quilombo Kalunga é possível comprar lanches para um café da manhã. No Quilombo ainda é possível almoçar, por 30,00 R$, coma a vontade.
      Valores: Diária da Guia é cerca de 150,00 R$ por grupo. Carona sede do Quilombo - Cach. Candaru é 20,00 R$ ida e volta por pessoa. Carona sede do Quilombo - Cach. Santa Bárbara é 10,00 R$ ida e volta por pessoa.
      Janta: Ao retornar para região de Alto Paraíso, resolvemos fazer um churrasco no Camping. A estrutura do Camping é ótima, compramos gelo para a cerveja e nos foi gentilmente fornecido um isopor pela responsável do Camping. Utilizamos as mesas do Camping para jantar.

      Figura 3: Nós e a Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO)

      Figura 4: Dani e a Cachoeira Candaru (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO)
      Sexta-Feira (21/06): Vila de São Jorge -> Parque Nacional - Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas
      Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros possui entrada de visitantes na Vila de São Jorge. São 04 opções de trilhas (http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html), e os caminhos são devidamente sinalizados durante todo o trajeto. A dificuldade é variável, sendo que é possível (com agendamento prévio) realizar a travessia do parque, com acampamento durante o percurso, ou mesmo trilhas simples, de poucos metros.
      Por conciliar cachoeiras favoráveis ao banho e paisagens bonitas, optamos pela Trilha dos Cânions (Figura 5) e Cachoeira Cariocas (Figura 6). Trata-se de 06 km de ida, e 06 km de volta, o desnível é baixo se comparado à Trilha dos Saltos, Carrossel e Corredeiras. A Geologia do PARNA Chapada dos Veadeiros se refere ao Grupo Araí (Mesoproterozoico, 1770 Ma.), formado em ambiente de rift (semelhante ao que se passa atualmente próximo à Etiópia, através da separação de duas porções da África) caracterizado por marés e ações de ondas (Figura 7), e predominam na trilha visitadas quartzitos com estratificações cruzadas que... traduzindo, indicam o sentido e direção do transporte de sedimentos à época.
      Alimentação: Na recepção do Parque é possível tomar café da manhã e lanches.
      Valores: A entrada do Parque é gratuita (junho/2019). Foram gastos 15,00 R$ de estacionamento, à frente do Parque.
      Janta: Ao sair do Parque fomos ao restaurante Rústico, ainda na Vila de São Jorge. O local apresenta cardápio variado (carnes, massa, hamburgeres), o hamburger realmente muito bom. Também tomamos uma Cerveja Local da Chapada dos Veadeiros (32,00 R$). O preço do local é salgado.

      Figura 5: Nós e o Canyon ❤️

      Figura 6: Cachoeira Cariocas

      Figura 7: Marcas de Ondas nos quartzitos do Grupo Araí...
      Sábado (22/06): GO-239 (ligação Alto Paraíso - Vila de São Jorge) -> Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra (Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas) e Mirante do Jardim de Maytrea
      Contextualização: O Vale da Lua e a Fazenda Volta da Serra são próximos entre si, e do Camping Pachamama.
      O Vale da Lua (Figura 8) apresenta grande beleza cênica e ao final do percurso há a possibilidade de nadar, inclusive entre as fendas na rocha. A caminhada é curta, poucos metros.Tem como atração as rochas conglomeráticas (Figura 9) de matriz carbonática (Conglomerado São Miguel, base do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica... traduzindo, de 1 a 1,6 bilhões de anos). A matriz carbonática é solúvel, assim como ocorre em cavernas de rochas carbonáticas, e apresenta feições cársticas. A alta solubilidade desse conglomerado faz com que o Ribeirão São Miguel escave a superfície rochosa, crie marcas que demonstrem o fluxo de água, e as chamadas "Panelas". Mais informações sobre a história geológica do Vale da Lua: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf
      Alimentação: É possível comprar lanches na recepção do local.
      Valores: A entrada no Vale da Lua é 20,00 R$ por pessoa.
      A Fazenda Volta da Serra tem como principais atrações a Cachoeira Cordovil (Figura 11) e Poço das Esmeraldas, optamos por iniciar o passeio pela Cachoeira Cordovil, e ao retornarmos fizemos pequeno desvio que nos levou ao Poço das Esmeraldas. O percurso é 4 km ida, 4 km volta até a Cach. do Cordovil, sendo que o caminho é por si só uma atração (Figura 10), onde a paisagem do das serras, de campos limpos e do cerrado com árvores retorcidas toma conta. A dificuldade de uma trilha varia conforme o relato, sendo que ouvi amigos que fizeram o passeio anteriormente afirmarem que o trecho final é extremamente difícil, com pedras escorregadias; realizamos a trilha com bota, em época seca, e a dificuldade da trilha foi baixa. 
      O Poço das Esmeraldas possui águas cristalinas, esverdeadas. As camadas pelíticas (sedimentos finos) da Formação São Miguel parecem aflorar (no linguajar geológico... quando uma rocha aparece por aí), onde são claras as gretas de contração... traduzindo:  sabem aquelas  imagens famosas do nordeste, onde o fundo de lagos, rios secos ficam todos craquelados? isso é uma greta de contração! e no registro geológico, isso também permanece. Vemos, portanto, gretas de contração bem antigas (Figura 12).
      Alimentação: É possível comprar lanches e brindes na recepção do local. O Café da Fazenda Volta da Serra e o Mel, também produzido no local, são bem gostosos.
      Valores: 25,00 R$ por pessoa.
      Após sairmos da Fazenda Volta da Serra, e antes de ir a vila de São Jorge, nos dirigimos ao mirante do Jardim de Maytrea (Figura 13). Localizada na própria GO-239, que liga Alto Paraíso a vila de São Jorge. Trata-se de uma vista super famosa da Chapada dos Veadeiros, é um passeio rápido mas que vale a pena, ainda mais ao final da tarde.
      Janta: Provavelmente no melhor restaurante da Vila de São Jorge, o Restaurante Buritis. Há a opção de comer massas, ao estilo Spoleto, com diversos ingredientes e podendo repetir o prato. Ou pedir pratos individuais, fartos, com arroz, feijão, e carnes. O preço é camarada, a comida é muito boa. Nota 10.

      Figura 8: Nós <3, Aia, do Conto de Aia, e o Vale da Lua

      Figura 9: Clastos em Paraconglomerado São Miguel, pronto a ser retrabalhado (novamente solto e carregado) pelo rio atual

      Figura 10: Trilha na Faz. Volta da Serra, sede da fazenda - Cachoeira do Cordovil

      Figura 11: Cachoeira do Cordovil, Fazenda Volta da Serra

      Figura 12: À esquerda gretas de contração em rochas do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica (1 a 1,6 bilhões de anos) que margeiam o Poço das Esmeraldas na Faz. Volta da Serra. À direita, apenas para exemplificação, gretas de contração atuais, em algum outro lugar do Brasil rsrsrs

      Figura 13: Jardim da Maytrea... não me pergunte o porquê do nome
      Informações Geológicas:
      Mapa Geológico (Folha Cavalcante), ao norte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geologia_basica/pgb/mapa_cavalcante.pdf
      Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Sítio SIGEP 096): http://sigep.cprm.gov.br/sitio096/sitio096.htm (clique em ver Capítulo Impresso)
      Vale da Lua (Sítio SIGEP 077), informações geológicas: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf
      Mapas Georreferenciados (Abrir no app Avenza Maps):
      -São Jorge-Alto Paraíso - Trilha Cach. Segredo - Avenza Maps
      -Alto Paraíso - Trilha Couros e Muralha - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1x2q2qU7a2QSbn_5dj8L-4UswVcQZDuGN/view?usp=sharing
      -São Jorge - Trilhas Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1coEOgUTiXCTxjkwilzZcSzdEXHyKu16w/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso (Trilhas na região de vila de São Jorge e Alto Paraíso) - Fotos Aéreas - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1dJ_KsofUVhLlGA0AQmvnkNz_-6Lvag2M/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso - Topografico - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1kGxgt1PY9Xf1aP-RA2udc1kAAgfTfIPR/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso - Ruas  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/19LslnGKD5ncxiFxWQJkCLAlcA9lcbiMp/view?usp=sharing
      -Cavalcante (Trilhas na região de Cavalcante) - Ruas  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1yZYagn1-lUD4Yuu3-Gjh8WtdwZtMKfhW/view?usp=sharing

       

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