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Juliano,

 

Pegar a anhanguera(pista dupla) até Uberba-MG - estrada ótima, mas os pedágios $$$$, e de matar - ~=400kms;

 

Uberaba x Uberlândia - Trecho em fase de duplicação, tomar muito cuidado com máquinas pesadas, após 50kms de Uberaba, pista muito ruim, ficar atendo - 100kms;

 

Uberlândia x catalão-GO, pista simples, com muitas curvas e asfalto gasto(trechos com buracos), tomar muito cuidado - ~=100kms!!

 

Catalão-GO x Cristalina-GO, pista simples mas muito boa, grandes retas, dá para tirar o atraso, heheh - ~=180kms;

 

Cristalina x Brasília, pista simples(~=75kms) + pista dupla(~=60kms), cuidado alguns trecho com buracos e curvas perigosas;

 

Brasília x Alto Paraiso de Goiás, pista simples, com grandes retas, dá para tirar a diferença (~=240kms);

 

Saindo de Brasília vá em direção a cidade satélite de Planaltina, cuidado que existe uma planaltina de Goiás(e são vizinhas), a uns 10 a 20kms tem um trevo, onde dá acesso a Alto paraiso de Goiás;

 

Sobre o melhor lugar para ficar, acho que depende, se vc quer tranquilidade e ficar próximo ao parque, vale da lua, o melhor é São Jorge; mas se prefere um pouco de conforto de uma cidade(que também fica próxima de algumas atrações) o melhor e Alto Paraiso, mas acho que vc deve consultar as mensagens anteriores para formar uma melhor opinião a respeito,

Boa viagem..

Mário

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Oi galera,

sou mochileira de 1º viagem...

tô programando uma viagem pra chapada agora em dezembro/janeiro.

Gostaria de saber como é lá nesse período, que chove bastante já fui avisada, só espero q nao atrapalhe mto os passeios... mas quero saber se é mto agitado por lá e queria também algumas dicas de passeios em locais menos agitados e se tem lugares que é permitido conhecer sem ter um guia acompanhando...

Meu irmão foi e disse q é um lugar incrível.

Ele conheceu um camarada q chama João Fernandes, mora em Brasília e tem uma chácara em São Jorge, mas perdi o fone dele, alguém conhece???

 

Valeu galera...

Abraços

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Oi, Bettipoty. Conheço, sim, o João Fernandes, que é uma figura muito legal, um cara idealista, humanitário, do bem. Ele é o dono do Raizama, um local ótimo para se ir, a pé, de São Jorge, com altas cachoeiras, canions, hidromassagens etc. Não sei se ele tem telefone... Estarei com ele este fim de semana, pois vai rolar um som de amigos lá. Se quiser mandar algum recado, liga pra mim: 61-84156695.

A Chapada sempre tem algum movimento, mesmo nessa época de chuva, principalmente nas festas do fim do ano. Mas é um período menos agitado, pois a chuva espanta muita gente. Eu gosto muito da Chapada na chuva e estarei por lá sim. Abismo e Janela (em São Jorge) e as Loquinhas (Alto Paraíso), por exemplo, são lugares que ficam ainda mais legais no período da chuva. Outros lugares, principalmente os atrativos do Rio São Miguel (o vale da lua, por exemplo), tornam-se perigosos com a chuva e não se deve ir sem consultar um guia ou as pessoas do local (pois pode chover na cabeceira e vir uma tromba d'água que já matou gente). Também dá pra curtir as águas quentes.

Espero ter sido útil.

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Nossa Nito,

que ótimo que vai se encontrar com o João Fernandes.

Se eu não conseguir falar contigo pelo fone diga que tenho muita vontade de conhecê-lo pessoalmente. Não sei se ele vai lembrar de mim, mas nos falamos uma vez por telefone. Meu irmão, Deck, esteve em São Jorge durante um tempo e falava muito bem de tudo da região, principalmente da hospitalidade e camaradagem do João. Infelizmente meu irmão sofreu um acidente no raizama em novembro/97 e morreu. Desde então tenho vontade de conhecer esse lugar mas só agora consegui me organizar e criar coragem pra ir.

Espero poder conhecer o João e vc tbém...

Brigadão mesmo!!!

Abraços

 

Viviane Zarnott

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E ae galera!!!

Já tá quase tudo certo para a minha viagem para São Jorge no fim do ano... ansiedade...

 

Será que alguém teria alguma indicação de hospedagem (pousada) barata em São Jorge?? Andei ligando para algumas, mas estão querendo cobrar no mínimo 550 reais pelo pacote para duas pessoas... tenho certeza que existem pousadas mais baratas, mas não consigo achar pela internet.. se alguém souber o telefone de alguma, poste aí, por favor!!! Não quero conforto, não vou pra Chapada pra ficar dentro do quarto! eheheh!!!

 

Abraços!!!

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Oi, Viviane!!!

Acabei de voltar da Chapada e, ao ver sua mensagem, liguei imediatamente para o João Fernandes (o telefone dele é 62-92390262), e ele ficou contente da notícia de sua ida à Chapada e quer muito te conhecer pessoalmente.

O Deck está sendo homenageado em um projeto do João que vc vai conhecer e que é muito legal. Eu conheci pessoalmente o Deck, um cara que deixou a marca dele em São Jorge e que fez amigos de verdade por lá. Eu estava lá no dia, na hora do choque que nos deixou, todos que estavam com ele lá no dia-a-dia, transtornados e profundamente tristes. Posso falar sobre isso com você pessoalmente, se você quiser...

Que bom que você vai para São Jorge! Com certeza você não será apenas uma visitante. Você vai conhecer os amigos do Deck, que também são meus amigos do peito. Vamos nos falar. Tanto aqui em Brasília como lá em São Jorge a minha casa está com as portas abertas para a sua amizade.

Um grande abraço.

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Oi, Disgrassator.

Você não precisa se preocupar com reservas em São Jorge nessa época do ano. Em julho você corre perigo de não conseguir vaga, mas em dezembro/janeiro não. E lá tem algumas pousadas que não tem telefone e com certeza são muito mais baratas. É só botar a mochila nas costas e chegar ...

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Oi pessoal!

Também estou procurando pousadas baratas, mas no Reveillon é sempre mais caro. Tenho aqui alguns telefones:

Alto Paraiso: Rubi (62) 34461200 Tradição: 34461202 Portal do Beija Flor: 34461806

São Jorge: Recanto da Paz: (62)34551030 São Jorge: 34551059 Casa Grande: 34551064

O valor mínimo que eu consegui até agora foi R$ 160,00 por quatro noites em Alto Paraiso, mas preciso conseguir algo mais barato. Mas como li, em tópico anterior, há pousadas em São Jorge que não tem telefone e podem ser mais baratas. Acho que vamos ficar no ano novo em Alto Paraiso pois não sabemos extamente em que horas vamos chegar em AP e se conseguiríamos transporte para São Jorge. Então estamos com esta dificuldade, pois me parece que é melhor fazer uma reserva em AP, já que a cidade é mais movimentada. Depois de uns três dias sondando Alto Paraiso, ai sim vamos para São Jorge sem a reserva.

Espero ter ajudado com os fones. Um abraço.

Vanlorenzi

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Fala, Weber !

Impossível alugar carro na Chapada dos Veadeiros! Tem agências de turismo que faz passeios para ir de Alto Paraíso, com guia, para várias cachoeiras, inclusive as de São Jorge. Mas para alugar carro, o local mais próximo é Brasília (230 km).

Um abraço,[:o)]

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    • Por Anderson Paz
      Período: 15 a 19/11/2017 (período chuvoso)
      Cidade-Base: Caiapônia/GO, a 550 km de Brasília e 335 km de Goiânia.
       
      Relato escrito pela companheira de viagem Maria Fernanda. Fiz só algumas pequenas adaptações. Dessa forma muitas vezes vai estar se referindo a mim na 3ª pessoa...hehehe

      Além dela o Raphael também integrou o grupo, na verdade foi ele o mentor da viagem em seu Uninho Mille.

      Dia 15/11, quarta:
       - Saída DF: 05h30
      - Chegada Caiapônia: 13h30
      - Estrada via Iporá em ótimo estado de conservação ao longo de todo o trajeto
       
      - Fomos direto às Cachoeiras Jalapa e Tobogã.
      No caminho de terra à direita avista-se ao longe o "Morro do Gigante Adormecido". Lindão!
      Nível dificuldade das cachús: Zero!
      Segundo nossa avaliação, são as mais "simples", de menor beleza cênica e sujeitas a estarem lotadas nos feriados e finais de semana. Entretanto, quando lá chegamos só havia mais 3 pessoas.

      Depois de ficarmos ali um tempinho, seguimos rumo a Cachoeira Três Tombos
       
      Como chegar: 5 km antes de Caiapônia na GO-221 no sentido Iporá-Caiapônia

      Cachoeira Três Tombos
      Chega-se por cima, onde o Rio São Domingos encontrava-se raso, (na altura de minhas canelas, se tanto!). Do alto, aprecia-se um lindo desfiladeiro e a bela Três Tombos (nome autodescritivo). Próximo ao local do estacionamento à direita há uma trilha para a descida com mais segurança, com cordas para apoio. Não é preciso fazer como nosso audaz e intrépido Anderson Paz que - não encontrando a "descida oficial" - bancou o "Indiana Jones" numa descida arriscada pirambeira abaixo, ok?! O poço dessa cachú é DE-LI-CI-O-SO!! Todos concordamos que suas águas são as mais deliciosas em que tivemos a experiência de nadar / mergulhar. NÃO DEIXEM DE VIVENCIAR ISSO, certo?!
       
      Como chegar: BR 158, 46km em direção a Piranhas a partir do trevo que sai de Caiapônia + 16km de estrada de chão. Tem algumas placas. Confie nelas. (Digitar “Cachoeira 3 Tombos” no Google Maps)
       
      À noite: Restaurante do Ernesto, frente do Hospital Municipal. Fernanda e Rapha foram de "jantinha" (PF reforçado!) e Anderson foi de sanduba sem carne (com ovo, tomate, milho, alface e maionese).
       
      Dia 16/11, quinta feira.

      Cachoeiras Samambaia e Abóbora
      Chega-se por cima da Samambaia, literalmente! Inclusive, cruzamos o riacho q a origina sem que déssemos fé disso. Um pouco mais a frente percebemos que havíamos passado do ponto - ela estava logo à direita do riacho. Ao fazermos o retorno, tivemos a sorte de avistarmos 2-3 catetos ariscos.

      A de scida da Samambaia é tranquila e sinalizada. Queda d'água bonita. Há um poço pequeno .

      Para chegarmos a Abóbora, voltamos ao ponto de início da descida à Samambaia e pegamos uma trilha em frente, curta (talvez 250 m) e discretíssima! É provável q exista outra trilha por baixo, mas não vimos! A queda e o poço da Abóbora são maiores do que a Samambaia. No entanto, ao chegarmos, deparamo-nos com um fedor forte e nauseante de algum bicho morto nas proximidades.  Não permanecemos mais do que alguns poucos minutos por ali. Peninha...
       


      Nota Importante: das que visitamos, estas duas cachoeiras ficam muuuito próximas de pastagens e plantações imensas.
       
      Como chegar: BR 158, 10km em direção a Piranhas a partir do trevo que sai de Caiapônia + 30km de estrada de chão. Na BR entrar na placa escrita "Vivas Samambaia". O carro para em um estacionamento ao lado do córrego que desemboca na Samambaia. A primeira cachoeira é a Samambaia. Uns 300m de trilha a direita fica a Abóbora (digitar “Cachoeira Abobora” no Google Maps)
       
      Após, retornamos ao carro e seguimos nossa aventura em busca à Cachoeira São Domingos...

      Nessa tarde, fomos agraciados com um original e generoso "Safari no Cerrado".

      Além dos catetos que avistamos mais cedo conseguimos ver: 10 ou 12 emas, vários tucanos, dezenas de periquitos, muuuuitas corujas, alguns carcarás, seriemas aos montes, curicacas às dezenas, muuuuuitas Araras. Em especial, passamos por um grande pequizeiro e, logo atrás dele, uma fascinante "Árvore de Araras" com 12 exemplares delas, algumas com pequis nos respectivos bicos!

      Muitos bichos depois, chegamos ao mirante natural da cachú São Domingos...
       
      Cachoeira São Domingos
      Respirações suspensas, expressões estupefatas... Até agora, não encontramos a palavra exata para descrevê-la... BELÍSSIMA! EXUBERANTE! ENCANTADORA!*
      Para quem conheceu o *"Buraco das Araras" em Formosa... 3 ou 4x o diâmetro dela x 96 m de altura. Para quem conheceu o "Véu de Noiva da Chapada dos Gimarães...mais bela na nossa opião!

       

      Após muitas fotos e contemplações, ficamos por uns 40 min procurando a trilha para descer até seu poço.
      Já estávamos desistindo da descida, quando um som de esperança inundou o ar... uma moto estacionou: era uma das moradoras da casa logo na entrada do terreno de acesso à cachoeira. Apontou-nos o início da trilha ao lado da cerca da propriedade. Após uns 15 min de percurso no sentido contrário à cachoeira, em um caminho plano, a trilha inicia uma descida relativamente inclinada rumo ao vale; por baixo, retorna-se por cerca de 1 km em direção à cachoeira e VOILÁ: a queda belíssima e o poço magnífico!! Dá pra chegar bem embaixo da cachoeira, como é possível ver na foto abaixo.


      Após uns 40 min, vimo-nos obrigados a abandonar o paraíso recém-encontrado e retornar: já eram 17h40h. Não queríamos correr o risco de retomar a trilha, em geral bem marcada, mas com alguns trechos que requeriam um pouco mais de atenção, e realizar a subida no escuro.

      Ao chegarmos no topo, não pudemos apreciar o pôr do sol... dia nublado. Mas, fomos premiados com um belo passarinho azul da cara preta e mais 2 casais de curicacas.
       
      Como chegar: a partir da Abóbora, há uma estrada de chão de aproximadamente 40 km (digitar Cachoeira de São no Google Maps)
       
      Início da noite. Já na estradinha deserta em direção à Caiapônia avistamos 3 belíssimos veados (um deles galhado), pastando serenos até que o Anderson tentou tirar uma foto deles e... saíram em disparada!
       
      Chegamos famintos na cidade e fomos jantar no Varandas: restaurante e lanchonete do Daniel, próximo à Universidade Rio Verde. Recomendamos o delicioso macarrão ao molho branco.
       
       Dia 17/11, sexta feira

      Cachoeira e Corredeiras Santa Helena
      Local de acesso facílimo, extenso, prazeroso, com variados poços e cascatas. À direita da estrada, sobe-se para um dos seus melhores e maiores poços. Contaram-nos depois que em algum ponto mais acima há um encontro de águas quentes e frias, com uns ótimos poços de banho seguindo pela esquerda.
       



      De volta ao carro e a caminho das Três Barras, em dois momentos distintos, avistamos tatus próximos à estrada.
       
      Como chegar: seguir 45 km pela GO-221 em direção a Doverlândia, seguir 13 km na GO-188 e entrar a esquerda onde há placa indicativa da Cachoeira Paraíso (acesso 2 km depois da Cachoeira Lageado), seguir por mais 11 km

      Cachoeira Três Barras
      Outro local que nos deixou estupefatos, boquiabertos e sem palavras...talvez DESLUMBRANTE! seja uma boa palavra para descrevê-lo. Ainda pouquíssimo conhecida pelos próprios nativos. Seguindo uma trilha bastante discreta após a segunda ponte, conseguimos chegar na cabeceira da que fica mais no alto (nível da estrada) e tomamos um banho nela. Pela lateral à sua esquerda, "achamos"(?!) uma trilha (discretíssima, cheia de folhas e plantas) que desembocou numa pirambeira perigosa. Retornamos, não sem antes perder o rumo de onde estava o nosso valente Fiat Uno Mille, embrenhados que estávamos literalmente num mato sem cachorro, porém pleno de carrapatos e micuins.
       


      No que pese a deslumbrante paisagem, não recomendamos esta aventura para turistas incautos ou iniciantes no trekking. Por enquanto e pelo que pudemos avaliar in loco, temos a firme convicção de que apenas pessoas com ampla experiência em trilhas, com os equipamentos necessário, possam fazer esse desfiladeiro magnífico!
       
      Como chegar: seguir 12 km pela GO-118 após o acesso para a Cachoeira Santa Helena e depois entrar a esquerda onde há placa indicativa da cachoeira e andar mais 13 km
       
      À noite, voltamos ao restaurante Varandas. O Rapha comeu e recomenda o Burritos de Frango. Fernanda não gostou do contra-filé com mandioca: estavam duros! E Anderson manteve-se na aposta segura e apetitosa do macarrão com molho branco!
       
      Dia 18/11, sábado chuvoso

      Mais um dia de aventuras, descobertas e encantos na Serra do Caiapó/GO.

      Excepcionalmente, fomos acompanhados do Guia Valdivino "Jacaré".

      Cachoeiras Salomão e Índio
      O estacionamento fica logo acima e à direita da cabeceira da Salomão. A descida foi tranquila, ainda que escorregadia (há cabo de aço para apoio). Queda de 26 m e um poço pequeno.


      Ao subirmos e nos dirigirmos à cachú do Índio, tivemos a enorme felicidade e emoção de ver bem próximo um belíssimo exemplar do Tamanduá Bandeira. Chegando em sua cabeceira, o Guia e o Raphael avistaram um Cangambá.

      A descida era muito inclinada, fechada e, por conta das chuvas, estava um pouco escorregadia. Mas mesmo assim o Anderson quis descer até o poço da cachoeira. Não teve jeito: lá foi o pobre do Jacaré acompanha-lo!  

      Fernanda e o Rapha aguardaram na cabeceira. Minutos depois, eles retornaram da empreitada sãos, salvos e felizes (desconfio que o guia mais ainda que o Anderson! ) Retornamos todos ao Valente Fiat Mille.

      Cachoeiras Rio Verdão e do Coqueiro
      Para chegar nelas, paramos o carro próximo à sede de uma fazenda e atravessamos a pé 1 km d'uma estrada barrenta, escorregadia e mais uns 600m d'um pasto verdejante, sob uma chuva fina.
      A descida foi tranquila. "Rio Verdão" consiste num paredão em formato de meia-lua com uma queda d'água abundante e um grande poço, mas o fundo estava com muitos troncos e (não sei se porque chovia?) a água estava escura. Quando saíamos dela, a chuva engrossou!
       

       
      A "Cachoeira do Coqueiro" é uma "irmã-menor" da Rio Verdão. Foi a nossa quarta e a mais difícil do dia, pois a fizemos varando o mato, SEM TRILHA, meio que às cegas e com chuva forte!
       


      Quando retornávamos absolutamente encharcados e com frio ao carro, o guia Jacaré informou que poucas vezes viera até ali, uma vez q os turistas preferiam ir nas atrações mais conhecidas e badaladas.
       
      Após um reconfortante banho quente no Hotel e deliciosas roupas secas, fomos no "Jantinha Ki Delícia", bem ao lado da Igreja Matriz. Um local simples, mas surpreendeu-nos com UM SHOW de DELÍCIAS e SABORES!!
      Tudo o que comemos estava DE-LI-CI-O-SO: a jantinha, os bolinhos de arroz, o caldo de galinha, o pudim de leite... PUTZ!! Afirmamos: quem ainda não provou as gostosuras feitas pela Dona Elma e sua filha, não sabe o que está perdendo.

      19/11/2017, domingo nublado

      Anderson e Raphael saíram cedo para uma aventura "exploratória" à Cachoeira Pantano. Fernanda que já estava cansadinha, com dores nos joelhos das aventuras dos últimos e intensos 4 dias, descansou até às 10h e depois foi bater pernas pela simpática e limpa Caiapônia. Tentei visitar a Igreja Matriz, mas estava fechada. A imensa Assembléia de Deus (logo em frente) estava em pleno funcionamento. Fui até a feirinha local, onde comprei alguns hortifrutigranjeiros a bom preço. E descobri que há mais hotéis e pousadas no Centro do que supõe nossa vã internet.
       
      *** [Agora é a parte que eu entro na escrita do relato... hehehe]

      Cachoeira Pantano
      A cachoeira é uma das mais próximas da cidade, a apenas 10 km dela. O dono da fazenda não permite o acesso de grupos ou pessoas que não estão acompanhadas por guia. Como não queríamos pagar um apenas para ir nessa cachoeira. Paramos o carro na estrada, pouco depois da ponte que passa sobre o rio da cachoeira, e seguimos andando pela beira da mata de galera/ciliar, acompanhando um tracklog. Há trilhas abertas na mata, tanto de um lado quanto do outro do rio. Atravessamos o rio e seguimos pela sua margem direita, acompanhando o tracklog. Chegamos ao ponto final e não achamos a cachoeira. Voltamos, acreditando que poderíamos ter passado ela, mas não a encontramos. Depois de algumas idas e voltas e de muita perda de tempo, consideramos que o tracklog estava errado e resolvemos seguir a nossa intuição.
      Seguimos então acompanhando a mata da margem direita do rio e depois de uma caminhada de aprox. 30 min a partir da ponte, avistamos a cachoeira deslumbrante do alto. Vista maravilhosa e uma grande satisfação de termos encontrado a cachoeira seguindo a nossa intuição.

      Infelizmente, como estávamos com o tempo um pouco apertado e também como não conseguimos ver facilmente uma trilha para descer até a parte de baixo da cachoeira, tivemos que deixar a vontade de conhecer a cachoeira por baixo para uma próxima viagem.
      Como chegar: GO - 221, 10km em direção a Doverlândia. Deixamos o carro na estrada logo após a ponte.
       
      Depois da cachoeira, voltamos ao hotel, tomamos banho, terminamos de arrumar nossas coisas e pegamos a estrada. Na saída da cidade, paramos para abastecer e percebemos que o restaurante do posto estava aberto. Era o único aberto no domingo. Comemos ali uma boa comida goiana no self-service com precinho camarada.
       
      Depois do almoço,  nos despedimos de Caiapônia, já pensando em um retorno para conhecermos a Pantano por baixo, a maravilhosa Cachoeira Alvorada (que segundo relatos estava com pouca água) e outras cachoeiras como a bela Campo Belo.
       
      Hospedagem: Hotel Palace Avenida. Limpo, organizado e observei que todos os dias a camareira promovia o arejamento e limpeza dos quartos - ainda que desocupados. Ótimo café da manhã. Apreciei, em especial, o capricho da cozinheira Márcia que procurava enfeitar as bandejas, fazendo esculturas com os alimentos. Apreciei também sua higiene e cuidado com os utensílios e ambiente de trabalho. Funcionários simpáticos.
    • Por luiiizsoares
      Bom dia, gostaria de montar um grupo de moto de Goiânia para compartilhar conhecimentos, amizades, rolês. Quem tiver interessado chama aí. 
    • Por Bruno Prieto
      Fala galera, então! Me Chamo Bruno e estou junto com um irmão, a sair pelo Brasil a fora no final de novembro, sendo mais exato, na semana do dia 25/11. 
      Sendo assim,  peço algumas.dicas sobre mochila roots, tanto quanto cuidados a ter com esse tipo de viagem, como o que fazer para auto sustento. Queria algumas dicas também sobre o Wordpackers, baixei mas queria entender melhor como funciona. 
      Para conclui o post, deixo aqui também meu convite para essa jornada, será minha primeira vez na estrada desta forma, e qualquer ajuda será valida! 
      (61) 98317-1261 (Meu contato, para troca de experiências) 
    • Por StanlleySantos
      “no meio do caminho havia uma pedra
      E essa pedra era um quartzo rosa gigante
      Com um parque que vivia em cima dela”
      ~Parque nacional da chapada dos veadeiros
       
      Inicio o relato com essa frase, o que resume em grande parte a história e a cultura da região. E não é para menos! Passei uma semana maravilhosa desbravando alguns dos inúmeros lugares existentes nesse mundo repleto de boas vibes, misticismo e natureza. O objetivo do relato é passar informações atualizadas acerca do lugar para os futuros visitantes, e tentar descrever a experiência de outro ponto de vista, para diferenciar um pouco dos muitos relatos do mesmo local. Eu gosto de detalhar um pouco nos textos, então alerta de textão, ein (!)
      É importante ressaltar que, em outubro do ano passado, um grande incêndio criminoso assolou o lugar, repercutindo nas grandes mídias. Graças aos esforços dos moradores, brigadistas, e voluntários de diversos lugares, o fogo foi combatido, e o cerrado, um bioma forte, para dizer o mínimo, se recupera gradativamente como uma fênix surge das cinzas. Pensei que veria um cenário de certa forma seco e feio, mas me enganei, e ainda bem que me enganei.

      A flora do Cerrado é acostumada com incêndios, o ciclo de vida de algumas plantas e animais gira em torno disso. Ainda vemos marcas do incêndio de 2017.
       
      Para resumir as infos básicas, reservei 7 dias da minha vida apenas para conhecer o lugar (é o tempo mínimo, na minha honesta opinião, se vc quiser conhecer bem a chapada, e sempre vai ficar faltando lugar pra visitar, o que motiva mais ainda para uma próxima visita ), e sobrou mais um final de semana para conhecer Brasília (se der para emendar, emende porque Brasília é RICA em opções do que fazer), estipulei um gasto médio de R$ 1.500,00 (barato, comparado com outras chapadas, vai por mim), e aluguei um carro com mais 4 viajantes (dá para ir sem carro, mas vc fica sem poder ver muita coisa dependendo do seu tempo lá, fora o risco de perder vôo, ficar preso em cidade ou vila tal, enfim). Ah, optei pelo mês de maio, por ser o final das chuvas, ou seja, ainda veria o cerrado mais verde e com os cursos d'água volumosos, perfeito. 
      Partiu?
      1º dia: chegada à chapada
      A viagem mesmo iniciou no dia 5 (um sábado), depois de meses de expectativas e conversa com mais 4 pessoas com o mesmo objetivo em comum. Saímos pela manhã do sábado (a viagem leva entre 2 e 3 horas de BSB à chapada se não houverem imprevistos). Basicamente eu tinha elaborado um roteiro para essa trip, sabe como é, tentar “devorar”  essa maravilha ao máximo, sem ficar perdido nem nada. Incrível que dos 5, só eu tinha isso  graças a ele deu para curtir quase tudo, sem maiores imprevistos.
      Saímos, acho que umas 10 horas de Brasília, mas a viagem custou um pouco, tivemos que fazer compras, fora que paramos para almoçar no Rancho do Waldomiro, para provar a tão famosa matula. Comida caseira ok, com licores e umas cachaças de diversos sabores para degustação (e quem sabe compra). Ah, o Rancho agora conta com um camping, que te dá acesso a trilhas para subir o conhecido morro da baleia, era uma coisa que queria fazer, e muito, mas acabou não dando pela falta de tempo kkkk

      Paisagem apaixonante de um dos morros que cercam o rancho do Waldomiro.
       
      A priori era começar a aventura em São Jorge, e deixar Alto Paraíso por último. Iríamos para o quilombo kalunga conhecer a Santa Bárbara, no meio da semana, então logisticamente era melhor começar em SJ, depois Cavalcante x quilombo para retornar e ficar em Alto paraíso. Isso pouparia tempo e combustível. Mas foi um planejamento meu, vocês decidem o que é melhor para vcs .
      Enfim, atrasamos bastante, chegamos em São Jorge quase às 16:00  e descobri que muitos dos atrativos fecham as portas cedo (Raizama às 15:00, Morada do Sol às 16:00, Vale da Lua às 16:00 se não me engano), então meio que perdemos o dia para boa parte das atrações. Fica a dica: Tentem ir cedo para os banhos, fecham cedo para dar o tempo para as pessoas retornarem, já houveram muitos acidentes em alguns lugares, então esse controle é um pouco justificado.
      Mas há lugares que não fecham cedo! As termas do Éden e do Morro vermelho (basicamente clubinhos com piscinas de água quentinha) ficam abertas até a noite, então o grupo partiu para ter um pouco do sábado disponível. No meio da estrada, parada para tirar fotos em uma vista maravilhosa da região.

      Se na estrada já é bonito assim, imagina nos lugares, não?

      Quase qualquer foto rola com um plano de fundo desses

      Diga xis
       
      Passamos umas horas nas termas do morro vermelho (R$ 20,00, vc fica até de noite), e retornamos para São Jorge.
      Cara, a vila é um charme. Simples, com ruas de terra, basicamente tem uma grande rua principal, onde rola o “tudão” do dia e noite da pacata vila. Lembranças, mantimentos e um chopp gelado, td funciona ali. No sábado costuma ser BEM animado, pensei que estava rolando uma festa em particular  mas não, simplesmente separam os sábados para os bares, o tal do forró, e a vila fica cheia de gente e carro circulando nas ruas (pode andar sem medo, é mais fácil uma dupla na moto te dar uma flor do que te assaltar). Gente alternativa aqui e ali, indígenas, hippies, desenhos estranhos em algumas casas, é uma vibe bem diferente da cidade grande.

      Típica noite na vila

      A rua principal
       

      Pista de pouso para OVNIS?

      O primeiro et da chapada a gente nunca esquece kkkkkkkkk vai se acostumando
      Fato que não vi em relato algum: a chapada costuma ser F R I A pela noite, e olha que estávamos no início da época seca. É tipo assim: sol de rachar o dia todo e noites frias da peste. Todo mundo andando agasalhado, vc se sente numa cidade sulista  confesso que sofri no camping, levei pouquíssima roupa pro frio tbm. E como sou do norte, acostumado com a “quentura”, aí já viu Mas, há chuveiro elétrico em praticamente todo lugar. Leve roupas para o frio, caso vc não for acostumado(a).
      Lugar pra repousar não falta, eu e o Ricardo (um dos viajantes) escolhemos o camping Aracoara, Ambiente show de bola, vibe super positiva, e o dono é um cara mega humilde e gente boa, e guia também. Existem lugares para todos os bolsos, hostel, camp, até camping mais “gourmet” como o Ricardo falou , e do camp onde fiquei não tenho do que reclamar.
       
      2º dia: compensando o dia anterior
      Estipulei dois dias para conhecer o parque Nacional da Chapada, e é o recomendado, no mínimo, pq as trilhas são longas, você vai querer ficar nos locais para banho por um bom tempo, fora as fotos, que você tira mais de 8000. Então, um dia para cada trilha é bom (existem 4 principais, saltos e corredeiras, cânions e carioquinhas, Seriema e travessia das 7 quedas.). A seriema pode até ser emendada com alguma outra, por ser a menor. Por ora, a única coisa cobrada no parque é o estacionamento (15 temeres), há boatos de que o parque será privatizado, aí vc já viu ne. Mas até então é 0800. E o parque é do lado de São Jorge, se vc está hospedado(a) na vila, poupe o combustível e faça um aquecimento indo a pé. 
      Ah, o parque abre às 8:00 e fecha as portas às 12:00 ou quando alcança o limite diário de pessoas, que esqueci agora LOL

      Finalmente nessa delícia de lugar
      O domingo foi de Saltos e corredeiras. A trilha no cerrado é magnífica, te dá uma experiência maravilhosa de conhecimento, eu que estou acostumado com floresta amazônica, fiquei maravilhado com a flora do lugar (fauna também, mas dos mascotes do cerrado mesmo, só consegui ver 1, e no final da viagem).

      A trilha é autoguiada. Você praticamente só se perde se quiser 

      Mimosa

      A imensidão desse espetáculo da natureza é de encher os olhos, sério
      O primeiro ponto é o salto de 120m. De lá vc tem uma vista TOP DOS TOP do vale x cânion da região, se vc tem um olho de águia, consegue até deduzir onde deve estar o mirante da janela. Essa cachoeira não é acessível, mas a visão por si só já é o suficiente.

      Chuchu beleza, um dos cartões postais da Chapada
      Logo em seguida vc chega no salto de 80m. Nesse sim vc pode nadar, a água é FRIA PACAS, mas não chega a ser a mais fria da chapada (!). Dá para passar umas boas horinhas aqui. Há limite de lugares para o nado, é bom respeitá-lo, ok?

      A maravilha de 80 mts. As cordas de segurança estão por um motivo ali, então seja consciente.

      Lugar perfeito para se concentrar na confecção de arte, n eh msm?
      Por fim, a trilha acaba nas corredeiras que alimentam as cachus, vc volta um pouco até a bifurcação na trilha principal. O acesso a este ponto se dá por uma trilha suspensa em madeira, isso é MUITO LEGAL para a acessibilidade de pessoas de idade, ou PNE’s (o parque tem até uma cadeira adaptada para se fazer a trilha, o que achei foda demais, sabe, fé na humanidade restaurada).

      Rumo às corredeiras

      E o passeio fica cada vez melhor!

      A água dança e renova a vida no meio das pedras
      Terminada a trilha, uma boa notícia: ainda havia tempo para conhecer mais um lugar. Decidimos conhecer o famoso vale da lua, que pelo que vc já deve estar careca de saber, tem a aparência de uma superfície lunar. Entrada 20 contos, vc dirige um pouco no ramal de acesso, mas a trilha da entrada é mega fácil e rápida. Eu não recomendaria ir a pé. De bike até pode rolar.

      Gravidade zero em solo lunar

      é bonito, mas cair ali é a última coisa que vc iria querer
      Show de bola. O Vale é lindo, misterioso, e também fatal para os desavisados. Os buracos e grutas submersas oferecem perigo de morte a quem cair ali. Muito cuidado, e se possível vá de bota, por oferecer maior estabilidade no passo. O vale não abre em caso de chuva, até pq é comum formarem trombas d’água em muitos locais (veja um vídeo de tromba d’água num youtube da vida pra vc ver que não é brincadeira). Água também super gelada, no final há um poço para nadar e tirar fotos show de bola.

       
      Engraçado que nesse dia dei de cara com mais um rapaz que conheci no mochileiros, mas pelo grupo já estar completo no carro, não deu para viajar junto. Eu nadando de boa e ele perguntando do nada se meu nome era tal, confesso que foi mega engraçado  aliás, espero que sua estadia na chapada tenha sido ótima, amigo!
      Começa o toque de recolher às 17:15: e por sorte o sol estava começando a descer, ou seja, dava para dar um bate e volta no Jardim de Maytrea para ver o espetáculo da mãe-terra. Super obrigatório ver o pôr do sol ali. Atração 0800, é fácil achar, só ver o monte de carros parados no acostamento da estrada Alto Paraíso – São Jorge.

      Se lembra daquela primeira fase do primeiro donkey kong? Veio na cabeça, rs

      Massa, ne. Camping ae deve ser coisa de outro mundo
      O dia super rendeu, compensamos o que não podemos fazer no sábado, e com juros. E a noite ainda não tinha acabado. Fomos para a pizzaria Canela d´ema, na principal de São Jorge, não tem erro. Pizza ok, meio carinha, mas rachando pra um grupo fica de boa. A decoração é show, toda temática com os famosos alienígenas da chapada, bebidas variadas, e tem karaokê, ainda por cima! Todos beberam e foram roubar a cena cantando, mas como eu sou cantor de chuveiro, e não de barzinho, resolvi ir dormir cedo para o dia seguinte.

      E ae, amigo.

      Ets hoje, ets amanhã, ets sempre
       
      3º dia: trilhas difíceis e final de tarde sussa.
      Nas segundas o parque da Chapada não abre, MAS é possível fazer a trilha do famoso mirante da janela, que te dá uma visão dos dois saltos do parque. É possível ir sem guia? Até é, mas é arriscado pq o caminho tem partes pedregosas que podem confundir, então pessoalmente sugiro que de primeira, contrate um guia. Vc decora o caminho, e das próximas vezes, show de bola. Contratamos o Rodrigo, do camping Aracoara (mais uma vez, super recomendo), e tratamos de sair cedo, para pegar pouco sol (pois é sol o dia todo, e essa é uma trilha de nível difícil). Ah, se vc vai com guia a entrada sai um pouco mais barata (15 reais), fora o valor do guia (geralmente em torno de 150 reais até 5 pessoas).

      Pegar estradinha de terra na traseira da Pick up não tem preço, me senti o rei do gado agora kkkkk
       
      O Rodrigo vai explicando de tudo um pouco: história da chapada, o lance dos ets, a geologia do lugar, histórias curiosas, um resumo da flora local... descendo um pouco chegamos na casa do guardião da trilha, um senhor humilde e gentil. Dá pra beber água para pegar um pique também.
      Encontramos uma cobrinha na trilha, mas fora isso, nenhuma surpresa. A parte fácil da trilha acaba quando chegamos nas proximidades da cachoeira do abismo. Ela já estava seca, e a água meio feinha, então seguimos.

      A caminhada é intensa, mas visões assim te enchem de determinação
      A caminhada exige um pouco, é um sobe e desce em pedras medonho, mas o esforço é recompensado com uma visão de reis do parque! Eu poderia passar o dia só sentado ali, contemplando toda aquela paisagem de cartão-postal e pensando em toda a minha vida =D

      Cara.....a gente estava ali ontem...

      A foto tradicional da janela, mas com uma pequena variação

      Como a chapada é magnífica, cara!
      Se a ida foi cansativa, a volta foi uma via sacra para algumas pessoas kkkkkkkkk o sol da tarde em cima da sua cabeça, mais o cansaço da vinda cobram seu preço na volta. Para quem não está condicionado(a) com trilhas, é possível ir, mas vc pode passar mal, então tente se condicionar um pouco com caminhadas antes de viajar. Ah sim. É possível ir ver o pôr do sol no mirante, o que deve ser uma coisa muito show. Fica para a próxima.
      Ainda havia tempo de visitar mais um lugar, então resolvemos conhecer a Morada do Sol. Na maioria dos relatos essa atração costuma ficar de fora, mas garanto que a visita vale. Paga 20 pila para entrar, chegue antes das 16:00 e fica de boa. Mas às 17:00 já precisa retornar, então se puder chegue às 15:00 no máximo. Tem uma trilha fácil em mata fechada no início, e consta de três ambientes: Morada do sol, um pequeno cânion para contemplação, apenas, e uma corredeira de águas calmas no final. Show de bola para descansar, nadar, tirar fotos.

      uma parte do cânion (vale das andorinhas)

      O final da trilha, bom para mergulhar e ser mordido por peixinhos

      A morada do sol propriamente dita. Super tranquila de nadar, mas pode haver tromba d'água na chuva

      Chegando a São Jorge, demos de cara com uma caravana de voluntários realizando o cursinho de brigadistas, particularmente isso deu um certo sentimento de esperança na humanidade, sabe..... de tempos em tempos o parque abre editais, então fica a dica, se puder ajudar, faça a sua parte, ok;
      A noite foi para descansar. Dia bem aproveitado.
      4º dia: se despedindo de São Jorge =’(
      Como era terça, o parque estava aberto novamente! Então, partiu parque. Poderia ter rolado cachoeira do segredo por parte dos meus colegas, mas como eu já estava no parque adiantando a trilha, não tivemos como discutir juntos, talvez rolasse um desencontro e eu ficasse preocupado com eles, então o dia foi de parque mesmo. Cachoeira do segredo que me aguarde na próxima ida!
      Mais uma vez, atração 0800. A trilha dos cânions e Cariocas é a vermelha, e coincide com a trilha dos saltos por quase 2 km.
      Essa trilha é mais “plana” e fácil que a trilha dos saltos, porém é maior, vc anda, anda, e anda, e pensa que não vai chegar kkkkkk, mas só a paisagem de cerrado é o suficiente para vc se distrair e devorar o momento 😃  em uma parte vc tem a bifurcação, tanto nos cânions quanto nas cariocas vc pode se banhar, mas os cânions são mais para contemplação, aí vai de vc.

       

      O famoso chuveirinho do cerrado
      Os cânions são cercados por estruturas de pedra milenares, mais que milenares, datam de tempos pretéritos da terra, e dão mesmo a impressão de que pelo menos um vulcão poderia ter passado ali, não; lindo o lugar, só tome muito cuidado, pois há perigo de acidentes, e o parque não dispõe de serviço de resgate. Aprecie com cuidado

      Lindo

      Sim, eu usei bandana e óculos praticamente a viagem toda. Sol infinito, meus amigos!
       
      Depois teve as cariocas, que consiste de um paredão aquático muito bonito, espaço de sobra para nadar, muitos peixinhos te mordendo, e uma piscina acima, que dá um bom banho também. Dá para ficar um dia inteiro fácil ali. Visão de encher os olhos mesmo. Nessa cachu meu cel caiu num poço com água  o coração quase sai pra fora, mas felizmente ele resiste um pouco à água, e ficou de boa kkkkk imagina queimar e perder umas 1500 fotos 

      Magnífico tesouro do Parque 

      Só de olhar da vontade de pular dentro e se molhar, não?

       
       
      Voltamos cedo para São Jorge, curioso que a vila fica bem pacata durante a semana, só abrem as lojas de lembrancinhas mesmo, e olha lá. O agito é aos sábados, feriados, e quando os colegas alternativos resolvem festejar algo (ali é uma mistura de culturas, tá ligado irmão?).
      Com isso, nossa estadia em São Jorge estava, por ora, encerrada. Triste, mas algo mais bonito estava nos esperando no dia seguinte.
      5º dia: a menina dos olhos da chapada.
      Nesse dia, pegamos o rumo a Cavalcante x Quilombo dos Kalungas, no sertão do cerrado goiano. Objetivo: Santa Bárbara. Para isso, precisamos passar por Alto Paraíso, aproveitamos para reabastecer o vrum vrum pq a viagem custa. Saímos relativamente tarde, umas 9 horas, em alta temporada isso poderia nos custar um dia de espera, mas por sorte era dia de semana, e não estávamos em alta temporada, então foi tudo perfeito. Dica: na dúvida vá cedo.
      No caminho passamos pela entrada da cachoeira dos Cristais (que não visitamos), o jardim zen de pedras e o suposto paralelo 34 (que também não deu pra visitar), e o poço encantado (adivinha? não deu também kkk).
      Obs: você não para em Cavalcante, apesar de muita gente associar a cach. Santa Bárbara a Cavalcante. Isso é mito, ela é vizinha dos quilombolas, apesar de que há atrações próximas de Cavalcante, também. Passando da pequena cidade, você anda um pouco numa estrada de terra, meio complicado de chegar, mas com visões do cerrado e serras que compensam a viagem. Após umas 2 horas de carro, de alto paraíso, chegamos no pequeno engenho II, sede dos guias quilombolas. Nessa hora temos um choque cultural, vemos a realidade de um povo guerreiro, que vive de forma simples e aposta no turismo e venda de produtos para ganhar seu suado dinheiro, diante das dificuldades. Então aqui fica uma dica do tio, que com certeza já foi falado em outros relatos: contratem guias quilombolas direto da comunidade. Eles costumam ser mais baratos do que os guias de Cavalcante, e você está fomentando a economia do pequeno vilarejo, ajudando os habitantes. Sério.
      Aqui, confesso que você gasta um pouco, mas vale cada centavo: 30 reais para a associação responsável pelos passeios (mas vc pode fazer umas 3 cachoeiras de uma vez!), mais 100 trocados para o guia, e mais 10 para o pau de arara, caso seu carro não aguentar a estrada de terra para a Sta. Bárbara (mas até Uno caixinha vi na entrada, então se vc manja de volante e se garante, pode poupar esse cash).
      Os guias quilombolas contam diversas histórias, e no geral estão dispostos para tirar quaisquer dúvidas. Contratamos o Sr. Jesuíno, super gente boa, discutiu diversos assuntos, contou sobre seu ponto de vista do incêndio que assolou a região também.  Ah, é possível encomendar um almoço para ser consumido na volta, comida caseira derivada da terra e trabalho dos próprios quilombolas. Nada de nutella, conservantes ou enlatados. 30 reais para comer à vontade. Tem coisa melhor?

      Até o posto militar tem um design rústico no engenho, simples e bonito.

      Mais trilha aberta
      Você já ouviu a expressão “um oásis no deserto”? pois é. Santa Bárbara é isso e muito mais, de longe a mais linda da chapada. De tão azul e cristalina, nem parece natural, mas com certeza dá de dez a zero em qualquer piscina criada pelo homem. Aproveite cada segundo, pois há um limite de tempo de uma hora no local, além do limite de visitantes. O motivo: causar o mínimo de impacto natural possível. O horário mais disputado é o do final da manhã, pois o sol bate bem em cima da água, realçando o efeito das cores. As fotos parecem pinturas feitas a dedo. É. A chapada e suas jóias. 

      A Santa Barbarinha. Que cor de água é essa, cara?

      Obrigado a Deus, grande Mãe, Gaia, Iemanjá, Espaguete Voador, qualquer um que tiver criado isso merece meu agradecimento! 

      As únicas fotos submersas que prestaram foram aqui. Pq será?

      Legendas para isso serão poucas para descrever essa maravilha
      Após Santa Bárbara, fomos para a cach. da capivara, que emendamos com o guia. Dá para fazer Sta. Bárbara, Capivara e Candaru no mesmo dia, com o guia, como chegamos meio tarde, ficaria meio corrido de fazer as 3 e aproveitar bem. Capivara tem uma piscina com borda infinita, um piscinão para banho mais embaixo, e um cânion imenso para contemplação em seguida. Show de bola também.

      Outro tesouro guardado pelos quilombolas

      Piscina em Dubai? Nah, eu dispenso
       
      Chegamos cansados, os demais colegas com fome, foram almoçar/jantar, enquanto que eu tratava de administrar a memória dos celulares. Levei 3 aparelhos, e ainda precisei comprar um cartão pra armazenar mais fotos e vídeos 
      Voltamos ao anoitecer, a estrada é um breu. Vá com cuidado e sem pressa que você chega lá. É possível dormir em Cavalcante, ou ir de uma vez para Alto Paraíso. Fica a seu critério. Em Alto, ficamos todos no Jardim da Nova Era, hostel e camping bem estruturado, equipe organizada e disponível para tirar dúvidas. Seria nosso lar nos próximos dois dias. Com tempo sobrando, aproveitei para dar uma volta na cidade.
      Alto Paraíso é aquela cidade de interior com seu toque alternativo. A Av. Ary Valadão é a principal para o turista, uma mistura de sons, cores e cultura. Aparentemente às terças e quartas ela fica mais parada, enquanto que nos finais de semana ela começa a “bombar”. Noite parada, aproveitei para provar os pastéis da vendinha 1961, point tradicional de pastéis e comidas mais completas, costuma dar gente quase todo dia. Infelizmente não tinham sucos regionais na ocasião, mas isso não desanimou meu estômago

      Lanche a luz de velas, isso pede uma companhia, ne
      Sabe quando eu disse que faz frio na chapada? Pois é. Em Alto é ainda mais frio do que em São Jorge  todo mundo agasalhado como se estivesse numa Nova Iorque de inverno, e eu de calça e camisa normais. Não chega a incomodar para sair de noite, mas para dormir sim. E olha que dormia de calça, camisa de manga e capuz, saco de dormir, e acordava de madrugada reclamando do bendito frio. Com isso eu pensava. “P%#*@, como que eu vou fazer a travessia da praia do cassino, ou subir o monte Roraima, Pico da Bandeira e afins no futuro, onde a temperatura é mais baixa ainda? Tou lascado bicho”.
      6º dia: Ets em todo o lugar.....e a água mais gelada da chapada (na minha opinião)
      Alto Paraíso é uma cidade segura. Vc sai de madrugada para andar, sem maiores preocupações. Nos dias em que fiquei lá já levantava às 5 (sangue tem que correr ne), e ia conhecer um pouco da cidade. Podia virar uma rotina sair para caminhar ou correr todo dia nesse horário que por mim estava de boa. Temperatura na faixa dos 18,20 graus, ok. Nascer do sol bonito, procurava sempre um lugar bom para assistir o raiar do dia, até numa torre de um posto de gasolina abandonado subi 

      Menino barrigudo me encarando

      Um amanhecer desses, bicho

      O que vc tá olhando?
      Como é de conhecimento geral, a chapada tem fama de energia mística, que possivelmente atrai seres de outros planetas pra cá. A cidade tem referências de Ets em todo o lugar, o que deixa a coisa toda mais divertida. O portal da cidade é uma nave espacial, po.

      Será que isso sairá do chão um dia?
      Para o dia, o combinado era loquinhas + Cristais. Eu sempre vi a Loquinhas como uma cachu secundária, sem muita coisa pra ver, passeio de umas horinhas. Como estava enganado também. Ela é fácil de chegar, de dentro da cidade, anda por um ramal ok, chega na entrada da fazenda e desembolsa 30 mangos. Parece caro, mas assim, o lugar de fato é estruturado, e as trilhas são suspensas, até mirante e local para descanso ou piquenique tem. E a loquinhas é uma das trilhas, A cachoeira mesmo é a das esmeraldas.

      vai por mim, rola

      O poço do sol, que de sol não tem nada, gelado que nem o cão isso aí
      O poço do sol é um bem conhecido nas fotos, e o último da trilha loquinhas, ele é semelhante à da Santa Bárbara no quesito cor da água, mas este é esverdeado ao invés de azul. E ele é tão lindo quanto G E L A D O! Saía da água com o corpo dormente, em nenhuma de São Jorge tinha acontecido isso *lerigo.....go....*

      Ah, que coisa boa
      As trilhas são compostas de pocinhos, alguns ok, alguns bem sem graça e alguns lindos e fundos para nadar. Além do poço do Sol, adorei o poço da xamã, da trilha loquinhas, o poço do Saci, da trilha violetas, e o tranquilitas, da trilha rubi. Achei o poço da Xamã o mais bonito do local, tbm.

      O magnífico poço da Xamã

      O poço do Saci. Será que foi o Saci que botou esses totens?

      Tranquilitas.
       
      O grupo ficou uma boa parte do dia aqui, cochilamos até, no poço tranquilitas (olha o nome também ne), decidimos que a Cristais não seria bem aproveitada no dia, então voltamos para o hostel e camp mais cedo.
      Com tempo de sobra, tratei de procurar aluguel de Bike. Eu perguntei no fórum, há uns tempos atrás, mas ninguém me respondeu, então cabe a mim a decência de dizer: HÁ ALUGUEL DE BIKE SIIIM!!! Tanto em São Jorge quanto em Alto. Aluguei uma no paraíso das bikes pq precisava pedalar na cidade, e curtir o pôr do sol na estrada de São Jorge (que aliás, possui uma ciclovia bacana). Já me sentia um só com o cerrado, um lobo-guará em formação, correndo pelos campos de gramíneas e arvoretas...melhor sensação do mundo, vai por mim.

      Estacionamento errado, chapa!

      Indo para o jardim.

      O ar esfria mas o sangue ferve de excitação

      Pôr do sol na estrada com a magrelinha
      Após isso, só restava dormir cedinho, e pensar no quanto a semana estava sendo bacana, com tanta coisa para conhecer. O dia seguinte tecnicamente seria o último dia de chapada, então a tristeza, saudade de casa, entre outras coisas, começavam a se misturar. Noite afogada em pensamentos, quase não dormi.
      7º dia: Fechando com chave de ouro num cartão postal
      Nesse dia, ficou decidido que visitaríamos a badalada catarata dos couros. Ela é um pouco problemática, pois fica no meio do cerrado e de ramais de fazendas, assentamento de sem-terra, campos de milho e abdução, e outras coisas mais. Guia é uma boa para essa, mas eu fui no CAT e nada de aparecer guia na manhã.
      Então surge a nossa salvação: um casal de moças resolveu ir “na cara e na coragem” usando o Waze (obrigado desde já e sempre, casal do Waze, vcs são fodas demais ), me meti na conversa, perguntei se podíamos acompanhar elas, por elas tudo bem. Eu já sabia que a trilha estava no google maps, mas como vc anda por uma hora dentro de ramais e ramais em território desconhecido, um erro e vc para na casa do leatherface kkkkkkk então era melhor ir de guia. Mas como tempo é precioso...
      Conseguimos. Por uns instantes pensamos que estávamos perdidos, mas enfim chegamos. Eu vou deixar uma dica aqui, mas que seja nosso segredinho, senão a associação dos guias de Alto bate aqui em casa, ok? há pouquíssimas placas da cachoeira nos ramais, mas vc pode usar o rancho da dona Luzia como referência, há referências no caminho, se vc estiver indo ao rancho da Luzia vc está no caminho. Vimos uma Seriema no final, mas não deu pra tirar foto.
      No estacionamento tem umas banquinhas pra vc comprar água ou comida, e paga um valor simbólico pro guarda cuidar dos carros. Acho super justo uns 15 reais simbólicos. A trilha é fácil a média, você chega primeiro na cachoeira da muralha, que é linda e a melhor para o nado. Pode ser deixada por último, para vc andar menos.

       
      La muralha

      Show de bola pra nadar
      Para ir para couros, só seguir a trilha do lado esquerdo do rio, há lugares nas corredeiras para tirar boas fotos e nadar também. Lindo, mas o melhor estava por vir

      Eita poha

      Cheio de curvas e poços para o banho....mas aguenta coração ae

      Caraca! Não imaginava que a imponente Couros fosse tão grande! Você precisa descer um tantinho para chegar na base dela, e dependendo da época do ano, ficar na base dela é arriscado, realmente o lugar é perigoso, pq um passo em falso e vc é arrastado para os níveis inferiores, fraturas e afogamentos não devem ser difíceis ali, então tome muito cuidado. Se Choveu, melhor sair fora.

      aviso dado.

      Para vc ter uma idéia do tamanhinho da bichinha

      Nível inferior, rola um banho, mas com cuidado.
       
      Passamos um tempo em todos os lugares, e no final da tarde, retornamos, enfim, para Alto. Se vc for sem guia, é bom que memorize as referências dos ramais, há sempre uma porta, placa ou peculiaridade de uma bifurcação que pode te ajudar. Dá para se perder sim, então leve combustível suficiente para evitar perrengue.
      A noite de sexta se resumiu em afogar as mágoas (os lugares badalados estavam abertos), e andar mais pela cidade, há sempre algo novo para se ver. Percebi que o povo goiano gosta muito de açaí e caldos diversos. Bem legal isso. Caldo combina com o frio, também, ne... Ah sim, há muita opção vegan e alternativa de comidas, também.
      Enfim.....a Chapada dos Veadeiros é mágica, misteriosa, repleta de histórias, uma verdadeira aquarela da humanidade, com tantas culturas e caras diversas em um só ponto, é um lugar onde passaria meus anos finais de vida, com certeza. O globo repórter fez uma ou duas matérias sobre o lugar, mas sabe.....aquilo só te dá uma noção mega superficial do ato de estar chapado pela magia daquele ambiente sobre a grande placa de quartzo. E com certeza será local de férias em oportunidades futuras. 😃
       
      Agora as infos básicas:
      Transporte: Como é sabido, de BSB para alto vc pode pegar um ônibus da Real Expresso, a viagem é demorada, diz que os bus costumam atrasar.....para são Jorge existem viações e transportes específicos, pelo que vi num ponto da vila. Mas a cultura da carona existe. No Face existem vários grupos. Só entrar e anunciar. Em alto Paraíso existe uma parada de ônibus perto da nave espacial da cidade, é o point de carona. Em são Jorge o point é numa parada de ônibus na entrada da vila. Mas a melhor opção sem dúvida é carro próprio.
      Hospedagem: isso não chega a ser um problema se vc não está indo em temporada alta, em casa esquina há um hostel ou camp, alguns ok, outros meia-boca, e outros de excelência, vai do seu gosto.
      Custos: olha, rachando em grupo vc gasta menos do que o esperado, mas de uma maneira geral essa chapada tem um ótimo custo-benefício. Levei R$ 1.500,00 em espécie, fora o cartão, e ainda sobrou, e olha que gastei loucamente em algumas besteiras. Sendo mais “Julius”, poderia ter gastado em torno de 1.200,00, e isso incluindo um final de semana em Brasília que fiz após a viagem!
      Levo dinheiro ou cartão? Leve ambos, em muito lugar de alto e São Jorge vc pode passar o cartão. Eu achei tudo bem seguro ali, então levar dinheiro em espécie (devidamente guardado) é super de boa. Posso confirmar que tem itaú e casa lotérica em alto paraíso e banco do brasil em cavalcante (mas não confie muito nos serviços). Não cheguei a ver caixa em São Jorge.
      melhor época: o mês de maio é uma transição entre a época úmida e seca, então chega a ser uma boa pois vc vai pegar cachus caudalosas e céu limpo. E ainda não será alta temporada. Por que não ir no verão: cachoeiras e poços mais secos, sol mais forte. Por que não ir no inverno; Atrações fechadas pelo risco de trombas d’água, água não tão cristalina. Lá pro meio do ano rola o tal encontro de culturas, então se vc é caça-festa, acho que vai encontrar a chapada bem animada.
      O que levar: além do básico pra viagem, recomendo roupa pro frio (para andar de noite e dormir), protetor solar e labial forte (estou com ferimentos nos lábios até agora em virtude da secura, e olha que usei protetor labial e me mantive hidratado), MUITA, muita água mesmo, e lanchinhos para as trilhas (vc vai passar o dia fora, dependendo do lugar, com os lanches certos vc nem chega a passar fome, comidinhas com fibras, sementes, sucos, frutas e sanduíches são uma boa).
      Quanto tempo ficar: olha, mesmo com uma semana, faltou conhecer muita coisa. Eu não fui na cristais, almécegas, raizama, que são bem conhecidas, entre outras, a chapada é IMENSA, opção não falta, para todos os bolsos, pra isso, faça uma pesquisa prévia a respeito do que lhe interessou. Tem canionismo, tirolesa, vôo de balão, a pessoa que vive em 220v (que nem eu) fica bugada com tanta alternativa  Se não conheceu tudo, já reserve uma visita futura, quem sabe vc não vê os etzinhos...
      Ah, devo contratar uma agência? NÃO PRECISA! Essa chapada te dá uma liberdade que muitos lugares não dão, vc pode ir de boa para muitos lugares por conta própria. Aproveite.
       
      Então é isso, gente boa. Permita-se, e seja abduzido(a) também 😃
    • Por Andrei Tunes Claro
      Olá amigos mochileiros. Hoje vou compartilhar com vocês um relato sobre a travessia das 7 quedas da Chapada Dos Veadeiros com eventos que podem ajudar todos que quiserem realizar a travessia, ou estejam pensando em fazer a primeira trilha com camping.
      Todo mundo que ingressou nesse mundo de trekking passou por perrengues que acrescentou grande vivência e amadurecimento, conhecimento dos limites do corpo, aprendizados valiosíssimos que carrega-se para o resto da vida.
      Esse fim de semana eu e a Nanda realizamos a famosa travessia das 7 quedas pela segunda vez junto com quem nunca havia feito e com quem já fez, mas não adquiriu muita noção ainda. E essa experiência me inspirou a contar para vocês como faz diferença ter um bom planejamento, conhecer o corpo e saber tomar boas decisões.
      São 23 quilômetros de caminhada feita em dois dias e conhecer a trilha (tipo do terreno, clima, fauna e flora) é fundamental antes mesmo de iniciar a aventura, pois é a partir daí que começamos a montar a mochila com as coisas mais essenciais, e isso faz muita diferença, pois previne de levar coisas desnecessárias que se transformaria em peso e previne de esquecer coisas extremamente necessárias.
      Primeiro vou fazer uma breve explicação sobre esse pequeno trekking.
      A Chapada dos Veadeiros se situa no estado de Goiás, é uma região muito extensa no coração do cerrado, região essa que é predominada por árvores baixas, vegetação rasteira e clima extremamente seco, a travessia só é permitida ser realizada no período da seca, de julho a setembro, período este que o clima é mais duro ainda. O percurso tem ao todo 23 quilômetros (não é uma trilha longa) que se inicia na entrada do parque nacional da Chapada Dos Veadeiros na cidade de São Jorge e acaba na beira da estrada a 11 quilômetros da cidade. Normalmente a travessia é realizada em dois dias e no final tem-se 3 opções: alguém deve estar esperando os trilheiros para serem resgatados na rodovia, ou os trilheiros pedem carona para voltar para São Jorge, ou voltam a pé pela beira da estrada. Voltando a trilha, ela é iniciada seguindo as setas vermelhas, caminho para os Canions, até encontrar com as setas laranjas que são as especificas das 7 quedas, nesta trilha há contato com com o rio em 3 ocasiões, uma quando se encontra o acesso aos Canions I (Não recomendado), outra quando tem que atravessar o rio e a última no camping.
      Agora que vocês ja conhecem o básico, vamos ao relato:
      Organizamos a travessia com um grupo que a princípio seria de 12 pessoas, mas ao final restaram apenas 6. Como só há 30 vagas no camping e é necessário agendar a travessia pela internet, se a pretensão é ir no fim de semana, o recomendado é que faça a reserva logo no dia que é aberta a temporada de reserva, pois elas acabam muito rápido. A reserva custa 18 reais.
      Vou apresentar os integrantes dessa aventura:
      - Eu (Andrei) e Nanda: os experientes do grupo, já tendo realizado a travessia das 7 quedas e outras trilhas de longa distância com camping.
      - Sônia (minha mãe) e Gabi (minha sobrinha): Já haviam realizado a travessia das 7 quedas uma vez e outra trilhas pequenas sem camping.
      - Kleber e Livia (amigos): Já realizaram trilhas pequenas sem camping.
       Como falei anteriormente, conhecendo para onde vamos é que podemos montar a mochila. Em uma trilha que, apesar de curta, é no cerrado em época de seca e com poucos pontos de água, devemos levar um reservatório de água de no mínimo 2 litros por pessoa, lanches leves com grande fonte de energia, uma farmacinha completa também não deve faltar (com no mínimo anti-séptico, álcool, algodão, bandaid, comprimidos para dores musculares, dores de estômago, problemas intestinais, problemas alérgicos, soro, sal e açúcar, pinça, etc). Como a caminhada é com muito sol, tem que ter protetor solar fator 50 no mínimo, repelente, camiseta de manga comprida, calça leve tipo tactel, tênis apropriado e amaciado. Como terá camping, temos que pensar também na barraca, saco de dormir, colchonete ou isolante (algo para não dormir no chão duro) fogareiro (pois é proibido fazer fogo), panela, copo, talher e comidas que não pesem muito na mochila, pois caminhar com muito peso nas costas de baixo de um sol quente não é fácil e lanternas. Por último, roupas leves para mais um dia, roupas para entrar no rio, bonés ou chapéu que cubram o pescoço. Nesta época faz muito calor, então é dispensável roupas de frio.
      Fomos sexta-feira em dois carros para São Jorge as 16:00hs, saindo de Brasília. Já com reservas feitas em uma pousada com o nome de Pousada Refúgio. Decidimos ficar em uma pousada e não em camping para descansarmos melhor, tomar café, poupar tempo para sair e as 8:00hs estarmos iniciando a trilha. A informação que tinha era que o parque abria as 8:00hs, então levantamos as 7:00hs, nos arrumamos e colocamos as mochilas no carro. Fui verificar a equipe, todos ja estavam acordados, fui no quarto de minha mãe e parecia que tudo ja estava pronto, as mochilas pareciam arrumadas, faltando pequenos itens. Dei bom dia e fui pegando uma das mochilas que entendi estar pronta, perguntando se ja podia levar, elas me deram um ok e eu levei. Aquele quarto tudo parecia certo, já eram 7:20hs. Depois fui no quarto do Kleber e da Livia e parecia que as mochilas também estavam prontas, o Kleber estava com uma nas costas dizendo estar testando, olhei a mochila de relance e parecia uma mochila de trilha com alças de peito e barrigueira e não dei muita atenção para a outra. Como tudo parecia ok falei que ia tomar café e que aguardava todos lá. Eu, a Nanda e a Gabi estávamos no horário tomando café, minha mãe chegou um pouco depois, mas o Kleber e a Livia se atrasaram um pouco e acabamos demorando e se atrasando em meia hora.
      Chegamos no parque por volta das 8:20hs e como da última vez, deixaríamos os carros em um chácara ao lado que tinha parceria com o pessoal do estacionamento do parque, mas surgiu o primeiro imprevisto, não havia mais parceria, se fôssemos deixar o carro no estacionamento além de ter que pagar 15 reais por dia, não teríamos segurança a noite. Minha mãe então resolveu falar com um funcionário do parque que ofereceu carona para que pudéssemos deixar os carros na pousada, levar os carros para a pousada e voltar de carona para o parque foi mais atraso. Ao entrarmos no parque, tivemos outro imprevisto, agora além de pagarmos a reserva da pernoite no camping, temos que pagar 17 reais de entrada para uma empresa nova que administra o local. Ainda ficamos sabendo que para os que vão realizar a travessia o parque abria as 7:00hs, falha nossa. Para resumir, iniciamos a trilha ad 9:30hs. O que aprendemos foi sempre se atualizar com todas as informações novas que possa ter e sempre sair no mínimo 30 minutos antes do planejado.
      A trilha:
      Começamos a caminhada seguindo as setas vermelhas. Como estávamos atrasados não tiramos fotos. A Nanda puxava o grupo e eu seguia atrás com os mais lentos. Ao andarmos alguns metros percebi um problema, a Livia estava com uma mochila muito grande para a altura dela, a barrigueira ficava folgada e as alças também, isso iria prejudicar seus ombros. A mochila que minha mãe utilizava também não era apropriada, mas se encaixava bem nas costas. Não falei nada, mas sabia que mais na frente teríamos problemas.

      Apesar do atraso resolvemos passar nos Canions II e relaxar lá por uns 30 minutos. Todos entenderam e tudo foi conforme o planejado, a trilha, incluindo o Canions, aumentou em 3 quilômetros, totalizando 19 quilômetros até o camping. Neste dia tivemos a sorte de estar nublado o tempo todo, minimizando o efeito dos raios do sol. A caminho dos Canions II a Nanda, que puxava o grupo, não percebeu a planta angiquinho, uma planta nativa do cerrado que tem uma flor linda, e acabou batendo o rosto e se cortando toda, foi a primeira necessidade da farmacinha, limpamos o rosto dela e batemos anti-séptico e passamos pomada.

      Quando estávamos no lago dos Canions II, acabei colocando minha mão em uma rocha cheia de minúsculo espinhos que só consegui tirar com pinça, utensílio indispensável na farmacinha. A Nanda estava sentindo dor na virilha e a Gabi estava com dor de cabeça, então a farmacinha novamente entrou em ação com comprimidos para dor.
      Seguimos caminho, voltando dos Canions II para seguir as setas laranjas, a partir deste ponto surgiram novos imprevistos: caminhamos por mais 3 quilômetros e a Gabi começou a passar mal do estômago, com náuseas e dor, paramos na sombra de uma árvore para dar um tempo e analisar a situação, então o Kleber aproveitou para urinar ali perto, foi ai que surgiu a primeira preocupação séria. O Kleber havia feito uma cirurgia para retirada de pedras no rim e estava com um catéter na uretra e só ficamos sabendo naquele momento, pois ele havia urinado sangue e estava preocupado. A história era que o médico do Kleber havia liberado ele para realizar a travessia, mesmo com a informação de que seriam dois dias de caminhada com mochila pesada nas costas. Pelo ponto que estávamos, ou ele e a Livia voltavam 7 quilômetros, ou seguiam por 9 quilômetros até o camping. Ai vai uma dica, nunca pense em fazer alguma trilha logo depois de qualquer tipo de cirurgia, pois seu corpo precisa se recuperar muito bem. Voltando a história, Kleber acabou por assumir o risco e resolveu seguir em frente, a Nanda para ajudar resolveu carregar a mochila do Kleber por um tempo para evitar que ele fizesse muito esforço, a Gabi se recuperou um pouco comendo uma barrinha de cereal e nós seguimos para o camping, eram 11:30 da manhã e foi ai que a Livia começou a sentir o desconforto da mochila, era impossível regula-la em seu corpo, então dei a idéia do Kleber trocar de mochila com ela, não ficou 100%, mas melhorou muito, uma mochila no tamanho ideal para o corpo e bem ajustada nunca irá prejudicar a lombar. Seguimos viagem e por algumas vezes precisei abastecer os cantis da Gabi e de minha mãe, pois a garrafinha que elas levaram era apenas de 500ml e para caminhar em um cerrado na seca não era suficiente, ai mais uma dica, nunca leve menos de 2 litros de água para uma trilha de mais de 20 quilômetros.
      Como estávamos um pouco atrasados e sem fome, decidirmos não almoçar ao meio dia e seguir em frente. Ao chegarmos no cruzamento do rio, um ponto onde é necessário atravessar o rio para seguir do outro lado do seu leito, resolvemos dar uma paradinha para encher as garrafinhas de água, ai tivemos mais um probleminha, minha mãe e a Gabi não haviam levado pastilhas de clorin (purificadora de água), por essa razão acabamos compartilhando as que nós tínhamos e isso iria fazer falta, nova dica: se quiser tomar água mais segura sempre tem que levar clorin. No rio resolvemos também dar uma pequena pausa para comer o que minha mãe tinha levado, ela havia preparado charutos de carne enrolados na couve, já prontos e congelados que, com o tempo, foram descongelando, como não era necessário preparar, foi essencial para não perder tempo, comidas rápidas podem poupar muito tempo em uma trilha.
      Após atravessarmos o rio começamos o trajeto mais difícil do dia, pois seriam 8 quilômetros de trilha subindo sem água, com pouca sombra e muito calor e seca. Não sei se aquelas plaquinhas que indicam a distância do camping mais ajudam ou mais atrapalham:

      Só sei que quando encontrávamos com uma era uma alegria e um desespero misturados.
      Fomos caminhando e tivemos que parar novamente, pois a Gabi não estava muito bem, acabou passando mal do estômago novamente, com dores de cabeça e náuseas, estava cansada e próximo de estar naqueles dias. Nada que a farmacinha não possa ajudar, dei para ela um comprimido de buscopan e a Nanda novamente se prontificou em carregar a mochila da Gabi até a plaquinha de 3 quilômetros, demos um tempo para o remédio fazer efeito e seguimos.

      Depois de passarmos a plaquinha de 3 quilômetros, a Gabi já se sentia muito melhor e pode levar sua bagagem, mas logo na subida do morro na metade do trecho minha mãe sentiu o cansaço da subida e precisou parar. A Wonder Woman, Nanda, agiu novamente e resolveu levar a mochila de minha mãe, um detalhe, quando ela levava mochila dos outros era carregando a dela nas costas e a dos outros na frente, fazia isso puxando o grupo ainda. Minha mãe precisou de um tempo para se recuperar e eu fiquei com ela, depois que se sentiu melhor emprestei meus bastões de caminhada para que ela pudesse caminhar melhor, mas uma dica para os que sentem o peso da mochila nas pernas e pés, o bastão de caminhada é essencial e ajuda a distribuir o peso do corpo.
      Mesmo sem a mochila, foi difícil para ela chegar, mas quando chegou foi uma alegria só. Chegamos por volta das 16:30hs e a dica era montar as barracas antes de qualquer coisa no camping. Depois de devidamente instalados fomos curtir o rio das sete quedas, relaxar as costas, tomar um banho sem químicos, pois é proibido utilizar shampoo e sabonete no rio, abastecer nossas garrafas e fazer o almoço. Foi nesse momento que tivemos outro contratempo, pois para um grupo de 6 pessoas nós só tínhamos o meu fogareiro. Isso não foi um problema, mas quando o grupo é grande o ideal é ter no mínimo um fogareiro para cada duas pessoas, ou fazer um jantar bem coletivo de uma panela só, se não acaba gerando fila. Para nós isso foi facilmente resolvido pois fizemos um almoço que deu para todos.

      Mais tarde resolvemos tirar fotos das estrelas, relaxar mais um pouco e depois ir pra cama. Como resultado da trilha a Lívia acabou com o pé cheio de bolhas, pois o tênis era muito novo e não fora amaciado direito, iria ser um problema para o dia seguinte. A dica aqui é sempre amacie o tênis muito bem antes de realizar uma trilha longa, assim diminui o atrito no pé e evita as bolhas. O Kleber e a Lívia não tinham levado nada para deitar, então para eles a noite foi um pouco mais dura pois dormiram apenas em cima do saco de dormir. É sempre bom levar pelo menos um isolante térmico para não deitar diretamente no chão.

      No dia seguinte acordamos as 6:00hs da manhã, mas o problema de ter apenas um fogareiro acabou por alongar demais o tempo do café da manhã e eu também acabei perdendo a noção do tempo no rio, fazendo com que fôssemos sair as 10:00hs da manhã. É sempre importante deixar todos os horários bem definidos com o grupo, pois ai todo mundo aproveita o dia e não atrasa ninguém. Por causa disso minha mãe acabou que entrou na água das sete quedas por 10 minutos apenas e a Lívia nem entrou, uma pena.
      A trilha final é bem puxada, são 7 quilômetros onde, metade é subindo o morro e o resto é por uma estrada de chão. Na subida a Gabi novamente passou mal e ficou pra trás comigo, foi preciso tomar outro buscopan e esperar um pouco, no meio do caminho ainda teve uma farpa imensa entrando em seu dedo e adivinhem, tinha na farmacinha álcool, anti-séptico, algodão, pinça, agulha e bandaid, tudo que precisamos para tirar qualquer farpa do dedo. Após ela melhorar ainda acabamos por alcançar a Lívia e o Kleber algumas vezes, pois devido as bolhas nos pés da Lívia ela andava com dificuldade, mas no final todos se encontraram na casinha da torre de celular. Dali para frente seriam mais 3 quilômetros de estrada de terra. Minha mãe emprestou um chinelo para a Lívia e ela conseguiu seguir a caminhada mais aliviada.
      Na torre liguei para os resgates nos pegar na rodovia e todos se superaram e chegaram bem as 12:40hs. Fomos agraciados pelo Célio com uma maravilhosa ducha e uma sauna para relaxar os músculos na pousada Refugio.
      Espero que esse relato ajude todos os trilheiros de primeira viajem a estarem mais preparados.
      Um grande abraço!



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