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Trekking Vale do Paty e outros atrativos da Chapada Diamantina.


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Esta travessia foi realizada em novembro de 2012, mas somente agora tive disposição para escrever sobre ela, e espero poder ajudar algum mochileiro que deseje fazer o mesmo trekking.

 

Na ocasião, havíamos formado um grupo de 6 pessoas (Eu (Alexsandro Leite), Fábio Viana, Heinz Schoneborn, Rodolfo Guzansky, Ralf Berenck e Guilherme Adolf), combinando detalhes através deste site e de um fórum criado no facebook. A princípio, queríamos realizar a travessia em 4 dias, iniciando em Andaraí e terminando nos Gerais do Vieira, mas como um dos colegas teve problemas com cancelamento de seu vôo, tivemos que diminuir o tempo de travessia, fazendo em apenas 3 dias e finalizando nos Gerais do Rio Preto.

 

INÍCIO DA VIAGEM

 

Como eu estava de carro, recepcionei uma parte do grupo (Fábio e Heinz) no aeroporto de Salvador, de onde viajamos para Lencóis logo em seguida (por volta das 23:00h), aproveitando a madrugada e alternando o volante entre os condutores. Isto nos permitiu chegar até a cidade de Lencóis por volta das 08:30h, pois paramos em um posto para descansar durante a viagem. A viagem normal de carro dura cerca de 6 horas de carro e ônibus de 7-8 horas.

 

Para se chegar até Lencóis, partindo de Salvador, pode-se seguir pela BR-324 em direção a Feira de Santana (cerca de 100 km), entrar na BR-116 e andar por cerca de 88km até o entroncamento com a BR-242, nesta segue-se por mais 214 km até chegar a rotatória da entrada para a cidade de Lencóis (mais 12 km), em um total de 414 km.

 

Alternativamente, pode-se sair um pouco do fluxo de veículos e caminhões da BR-116, e após um pequeno trecho nesta BR, entrar na BA 052 até a cidade de Ipirá, pegar a BA-488 até a cidade de Itaberaba e entrar na BR-242, chegar até a cidade de Lencóis daí fica fácil. Como informei, esta segunda opção apresenta menor fluxo de veículos e diminui-se o tempo de viagem, no entanto, aumenta em cerca de 15 km a distancia final. As estradas estão em boas condições em qualquer um dos intinerários..

 

1º DIA DE VIAGEM - CACHOEIRA DOS MOSQUITOS

 

Como éramos 3 pessoas, dois integrantes chegariam somente na noite deste mesmo dia e o último dos participantes do grupo chegaria somente 2 dias depois (por causa do cancelamento do voo), tivemos algum tempo para visitar outros pontos turísticos da Chapada Diamantina antes do início da travessia do Vale do Paty.

 

Buscamos no mapa alguma cachoeira próxima de onde tomamos café da manhã (um posto de combustível às margens da BR-242), e vimos que a mais próxima era a cachoeira dos Mosquitos. Esta cachoeira tem aproximadamente 60 metros de altura e é muito bonita. Ela está sempre estampada nos mapas da Chapada Diamantina, mas é pouco conhecida quando comparado aos principais pontos da principal rota do turismo na região. Decidimos esta cachoeira como destino e partimos orientados pelo mapa e pelas informações de moradores locais. Não foi difícil encontrar o sítio que dá acesso à cachoeira. Enfrentamos aproximadamente 35 km de estrada de chão a partir da BR-242, mas a maior parte do trajeto com bom nivelamento. Na paisagem, passamos por vários trechos devastados pelas queimadas que assolavam a região naquela época. Por sorte, algumas chuvas antecederam nossa viagem e resolveram momentaneamente o problema das queimadas.

 

Na fazenda “Os impossíveis”, fomos recebidos pelo seu proprietário e a sua esposa. O lugar é muito aconchegante e funciona também como hospedaria e restaurante para os visitantes. Confesso que tive vontade de voltar depois com a namorada e ficar umas duas noites escondido naquele refúgio, pois é ali que a tranquilidade mora (talvez eu faça isto um dia). Encomendamos o almoço ao custo de 30,00 R$/pessoa e fomos visitar a Cachoeira dos Mosquitos. O custo do almoço parece alto, mas garanto que é comida farta e muito boa, com as mais diversas “misturas” (galinha caipira, carne de sol, etc) e incluía também a iguaria salada de palma (com a mesma palma forrageira que é fornecida para o gado em alguns locais do sertão nordestino), que por sinal, após temperada e preparada, tem um ótimo sabor.

 

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001 por alexleite_eng, no Flickr

Mirante da cachoeira dos Mosquitos.

 

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Cachoeira dos Mosquitos (por cima). Lençóis/BA.

 

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. por alexleite_eng, no Flickr

Cachoeira dos Mosquitos (por baixo). Lençóis/BA.

 

O acesso à cachoeira é feito após o pagamento de uma taxa de 10,00 R$ ao proprietário do sítio, e o percurso é bem tranquilo, com cerca de 20 minutos de caminhada (aproximadamente 2 Km). Após isto, chega-se no alto da Cachoeira dos Mosquitos. Para descer tem uma trilha bem demarcada durante o seu trajeto, o problema, porém, foi encontrar o início desta trilha. Mas chegaram alguns visitantes com um guia, e este nos informou a sua localização. Curiosamente não tivemos incômodo de nenhum mosquito. O nome da cachoeira faz referência a diamantes de pequeno tamanho, que localmente são conhecidos como “mosquitos”.

 

Após curtir a cachoeira, fomos para Lencóis, onde jantamos e partimos com destino a Andaraí. A esta altura, outros dois amigos já nos aguardavam nesta cidade. Restava somente o último integrante do grupo, que chegaria às 21:00h do dia seguinte.

 

2º DIA DE VIAGEM

 

POÇO AZUL

 

O Poço Azul é bastante conhecido pelos que visitam a chapada, e é ponto quase que obrigatório para os visitantes. Como já é bem conhecido e de muito fácil acesso, não vou me alongar com maiores informações. Para mergulhar no poço azul, paga-se uma taxa de 20,00 R$/pessoa.

 

Estando lá, você terá duas opções de restaurante. O primeiro é um casarão com boa estrutura, e a segunda é uma casa um pouco humilde, pertencente a Dona Deja. Pela segunda vez visitando o poço Azul, eu almoçei e tomei minha cerveja no restaurante da Dona Deja, que tem atendimento super pessoal e é uma Sra. de muito bom coração. Peça pelo caldinho de feijão (delicioso). Este caldo não está no cardápio oficial, mas de tanto eu pedir por ele das vezes em que fui lá, acho que ela já o acrescentou, rs.

 

GRUTA DA PAIXÃO

 

Após sairmos do Poço Azul, seguimos para a gruta da paixão. O acesso é feito em sua maioria por estradas carroçáveis e barro com cerca de 30 km até do poço Azul até a gruta, mas o terreno estava bem nivelado e não tivemos problemas. Para localizar o caminho, peça informações aos guias da Gruta Azul.

 

A caverna fica na propriedade do Sr. João Paixão, guardião da gruta. Paga-se uma taxa de 10,00 R$/pessoa para entrar ali, incluído aí o valor da lanterna (caso os visitantes não a possuam). Como tivemos que aguardar a chegada do Sr. João Paixão, que não encontrava-se em sua residência, entramos na gruta já após o cair da noite. Isto não fez a menor diferença, pois no interior da caverna a escuridão é total tanto durante o dia quanto após o anoitecer, óbvio. De acordo com o Sr. Paixão, a gruta tem cerca de 7 km de extensão e é pouco visitada pelos turistas que vão para a Chapada Diamantina. A beleza do lugar é peculiar, com muitas formações calcárias e exuberantes esculturas formadas pelas estalagtites e estalagmites. Vale à pena conhecer!.

 

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120 por alexleite_eng, no Flickr

Gruta da paixão, Nova Redenção/BA.

 

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Gruta da paixão sob iluminação artificial e sem flash, Nova Redenção/BA.

 

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Gruta da paixão, Nova Redenção/BA.

 

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Gruta da paixão, Nova Redenção/BA.

 

Após a visita à gruta, fomos à Lencóis novamente, onde jantamos e “resgatamos” o último dos integrantes do grupo que iria fazer a travessia do Vale do Paty no dia seguinte. Ele havia partido do ES com atraso devido ao cancelamento no seu vôo. O seu trajeto Salvador-Lençois foi feito por meio de ônibus. Retornamos então para Andaraí e descansamos.

 

3º DIA DE VIAGEM (1º DIA DA TRAVESSIA)

 

Vi muitos relatos aqui no Mochileiros.com de travessias iniciando pelo Capão e terminando em Andaraí, mas o grupo decidiu fazer o sentido inverso, iniciando em Andaraí e finalizando no Guiné, isto por causa do pouco tempo disponível.

 

Andaraí é uma cidade pequena e simples, porém, devido à sua aquitetura, torna-se bastante bonita. Na cidade não se tem uma grande infraestrutura hoteleira como Lençóis e Mucugê (Cidades que mais recebem visitantes na Chapada), no entanto, vale à pena conhecer esta cidade, que entre outros atrativos, possui diversas cachoeiras como a cachoeira do Ramalho.

 

Em Andaraí, contamos com o apoio logístico do Don’annas Hostel, nas pessoas do Júlio e da Carol, sempre muito atenciosos e prestativos, nos orientaram sobre os riscos da travessia e outros detalhes importantes.

 

A idéia inicial era fazer a travessia sem auxílio de guia (As trilhas são bem demarcadas, e o nível de dificuldade é moderado a alto), e para isto buscamos várias fontes, contando inclusive com alguns relatos aqui do fórum mochileiros.com. No entanto, havia previsão de muitas chuvas para os dias da travessia, e por isto, fomos orientados a não fazê-la sem o acompanhamento de alguém que conhecesse bem a região, pois existiam alguns trechos bem perigosos, que com as chuvas, aumentariam consideravelmente os riscos de nos perdermos ou de algum acidente de percurso. Optamos então pela segunda ideia. O guia sugerido pelo Júlio do Don’annas Hostel se chama Henrique (custo de 160,00 R$/dia), ele realmente conhece bem a região, é super gente boa e muito paciente, pois nos “suportou” pelos 3 dias (e olha que foi muita comédia durante a travessia, rsrsrs).

 

Fechamos também com o Júlio a logística do transporte de volta, pois como nosso tempo havia sido reduzido, chegaríamos ao destino final (comunidade do Guiné) somente ao final do 3º dia de trekking, ficando difícil conseguir condução para retornarmos à Andaraí. Assim, o Júlio foi nos recepcionar em seu veículo 4x4 no final do trajeto (25,00 R$/pessoa). Ao final, o somatório dos custos com as diárias do guia e o transporte de volta saiu a 630,00 R$, que divididos por 6 pessoas, ficou por 105,00 R$/pessoa.

 

Ficamos hospedados no Don’annas Hostel nas duas noites que antecederam a travessia e na noite do nosso retorno. O custo por diária foi de 38,00 R$/pessoa em quarto coletivo e incluindo café da manhã. O albergue fica situado em um casarão antigo, mas muito bem conservado. Sua limpeza é impecável e com ótimas e espaçosas acomodações. A dona do hostel, Carol, nos permitiu ocupar um dos armários para deixarmos algumas coisas desnecessárias para a trilha, possibilitando reduzirmos o peso das nossas mochilas.

 

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Donana Hostel, Andaraí/BA

 

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Donana Hostel, Andaraí/BA

 

Como já citei, a travessia iniciou por Andaraí, e saímos por volta das 06:00h da manhã. Inicialmente enfrentamos um trecho com inclinação bem acentuada, o que nos fez cansar bastante. A dificuldade aumentou por causa do peso de nossas bagagens. Havíamos combinado de ficar em barracas e fazer todas as refeições no próprio camping, e isto nos custou alguns quilogramas a mais nas mochilas. Poderíamos ter evitado este peso extra, pois existe a opção de durmir e fazer as refeições na casa de moradores no Vale do Paty, e se não me falha a memória, o custo pela pernoite, incluindo “almojanta” e café da manhã era de 60,00 R$/pessoa, o que na minha opinião, vale à pena, pois a redução na bagagem faz diminuir também o esforço físico nas caminhadas.

 

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390326_376735762420303_2068250922_n por alexleite_eng, no Flickr

Partida para o Trekking.

 

No primeiro dia de trilha, subimos morros e montanhas até chegar no alto do Vale do Paty, nos permitindo observar uma paisagem deslumbrante de todo o Vale. É realmente impressionante a beleza do lugar.

 

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218 por alexleite_eng, no Flickr

Início da subida, e já percebíamos que não seria fácil.

 

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Vale do Paty (por cima), Chapada Diamantina, BA

 

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28067_376736625753550_497423575_n por alexleite_eng, no Flickr

Vale do Paty (por cima), Chapada Diamantina, BA

 

Descemos então pela estrada Real até o vale. Após cerca de 8 horas de caminhada no total, chegamos enfim ao ponto do primeiro camping, que fica localizado próximo a uma escola. O custo no camping foi de 15,00 R$/pessoa, bastante caro, ainda mais pelo fato de não dispor de estrutura alguma, somente o espaço para as barracas. Montamos acampamento e fomos para o rio tomar banho. No retorno, preparamos o “volumoso” para recarregar as baterias e tomamos uma boa cachaça para afastar o frio e relaxar um pouco.

 

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64576_320107571441028_119662385_n por alexleite_eng, no Flickr

Água super gelada, mas vale à pena.

 

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Vale do Paty (Morrão ao fundo), Chapada Diamantina, BA

 

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Camping instalado

 

4º DIA DE VIAGEM (2º DIA DA TRAVESSIA)

 

No segundo dia de trekking, decidimos fazer a trilha para o cachoeirão “por baixo”. Desmontamos as barracas e deixamos as mochilas na casa de um morador, levando somente mochilas de ataque.

 

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Casa de morador, que serve de apoio aos visitantes.

 

A trilha é bem demarcada, não é tão cansativa quanto a que foi feita no primeiro dia, porém, deve-se ter bastante atenção com as pedras que são bastante escorregadias. Durante toda a caminhada, observa-se paisagens de tirar o fôlego. Rios, cachoeiras e mata atlântica nos faz esquecer qualquer cansaço que possa-se estar sentindo.

 

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A vegetação dá um toque especial ao lugar.

 

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Trilha para o cachoeirão (por baixo)

 

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532324_376738222420057_186438413_n por alexleite_eng, no Flickr

Trilha para o cachoeirão.

 

Ao chegar no cachoeirão, observam-se um cânion com cerca de 200 m de altura que vai afunilando-se até fechar completamente, como uma espécie de ponto final. Várias cachoeiras desaguam do alto dos cânions, e em épocas de inverno, informam os guias que podem ser vistas 12 grandes cachoeiras. O Cachoeirão (por cima), assemelha-se a uma bacia. Esta trilha somente é possível por outro caminho, e por conta do nosso tempo escasso, não pudemos realizá-la.

 

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Cachoeirão (por baixo)

 

No retorno, resgatamos nossas mochilas e partimos para o segundo ponto de apoio, a casa do Sr. Wilson. Esta caminhada foi exaustiva, pois além de não estarmos recuperados fisicamente do cansaço do dia anterior, enfrentamos uma parte da trilha à noite (sorte que levamos headlamps).

 

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Caminhando em direção à casa do Sr. Wilson, observa-se constantemente o Morro do Castelo (ao fundo).

 

O Morro do castelo (visto na foto acima), é possível ser visitado através de uma outra trilha, com duração de um dia inteiro, e informa o guia que do alto, é possível ter uma visão privilegiada do Vale do Paty, além de uma caverna no topo do Morro. O Pôr-do-sol visto de lá deve ser maravilhoso. Não pudemos realizar esta trilha por conta da falta de tempo.

 

Chegamos na casa do Sr. Wilson por volta das 21h, onde armamos o acampamento, tomamos banho e preparamos nosso rango. O camping custo 15,00 R$/pessoa, contando com estrutura de banheiro e cozinha. O cansaço e o sono tomou conta da turma, que rapidamente se refugiou em suas barracas.

 

5º DIA DE VIAGEM (3º DIA DA TRAVESSIA)

 

Acordamos cedo, preparamos um café reforçado, e iniciamos a caminhada para a comunidade do Guiné (destino final), com passagem pelos Gerais do Rio Preto. Este terceiro dia também foi bastante cansativo, pois tínhamos que subir ao topo do chapadão para chegar até os Gerais. É deslumbrante poder apreciar o Vale do Paty ao amanhecer. A névoa cobrindo os paredões rochosos impressionam.

 

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164606_320099091441876_1259455580_n por alexleite_eng, no Flickr

Amanheceu no camping do Sr. Wilson, é hora de partir.

 

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Trilha de retorno

 

No caminho para os Gerais do Rio Preto, pode-se ainda apreciar a cachoeira dos funis. Para isto, pega-se uma trilha pouco conhecida (aí precisa-se de informação de moradores locais) e caminha-se por cerca de 40 min, até chegar na cachoeira.

 

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Cachoeira dos funis.

 

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Serpente encontrada no caminho para a cachoeira dos Funis.

 

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Formatos curiosos

 

À medida que caminhávamos, ficávamos cada vez mais distantes dos Chapadões e do Vale, e nos aproximávamos de um imenso paredão, da qual precisávamos escalar para chegar aos Gerais. A visão como sempre encantava aos olhos.

 

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416 por alexleite_eng, no Flickr

Detalhe para o avião que sobrevoava o Vale (tentem localizar, rs).

 

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P1150072 por alexleite_eng, no Flickr

Uma parte da trilha que percorremos, visto enquanto subíamos o paredão.

 

Enfim, após muito esforço e já exaustos, chegamos aos Gerais do Rio Preto. De lá, tem-se uma visão impressionante do Vale do Paty, e pode-se observar parte do caminho que percorremos. Neste momento bateu uma satisfação imensa em ter conseguido realizar este trekking, mas por outro lado, já sentia o coração apertado por estar deixando este lugar maravilhoso.

 

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P1150109 por alexleite_eng, no Flickr

Mirante, no topo do paredão escalado

 

Ainda restava uma caminhada de cerca de 2h pelos gerais do Rio Preto, e a descida por uma imensa ladeira composta por pedras. No total, após a chegada aos Gerais, foram cerca de 3 h de caminhada até a chegada ao povoado do Guiné.

 

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Gerais do Rio Preto

 

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Final do trekking.

 

No povoado do Guiné, o Júlio nos aguardava em sua Defender 4x4 conforme tínhamos combinado. O retorno para Andaraí serviu para descansar os pés, e lógico, após esta aventura, tínhamos que comemorar com umas brejas, hehehe.

 

Espero que com este relato eu possa contribuir de alguma forma a enriquecer o acerto deste site, que sempre nos ajuda no planejamento e programação das viagens. Para quem curte trekking, minha opnião é que vale muito à pena conhecer este lugar maravilhoso. Desejo retornar um dia e conhecer os locais que não pude visitar na ocasião desta viagem, mas da próxima vez, irei com um tempo a mais para poder desfrutar o Vale com a calma que ele merece.

 

Qualquer informação, coloco-me à disposição.

 

Abraço à todos!

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Poxa, que saudades mesmo!!! Tanto do trekking como das resenhas da galera... O lugar é fantástico e valeu todo o esforço. Também espero retornar várias vezes a Chapada pois é um lugar incrível. Excelente relato Alex. Com certeza vai ajudar muito quem pretende visitar a Chapada e principalmente a quem ainda tem duvidas sobre o trekking do Vale do Paty.

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