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De São Luis a Natal (8 e 9/2012)


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Considerações Gerais:

 

Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, preços, hotéis, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.

 

Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então preços muitas vezes vão ser estimativas e hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes.

 

Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.

 

Informações Gerais:

 

Em todo o trecho houve muito vento e as temperaturas costumavam ficar entre 20 e 35 graus. O sol estava bastante forte e é recomendável usar bloqueador solar (eu usei FPS 30). Havia muitos aerogeradores e muitas pessoas praticando kitesurf, incluindo estrangeiros.

 

Eu adoro praias. Minhas visitas às praias foram quase sempre a pé, salvo quando eu escrever em contrário. Com isso costumava andar cerca de 20 a 40 Km por dia. Andando pelas praias muitas vezes encontrei rios. Eu atravessei quase todos andando ou nadando. Mas recomendo uma certa cautela, principalmente para quem não está acostumado a nadar ou a rios e mar, pois pode haver correntezas ou outros acidentes geográficos e a situação pode oferecer risco.

 

O mar é bravo em alguns locais e também há rochas. Recomendo certa cautela, principalmente se a pessoa não sabe nadar bem ou não está acostumada ao mar. Recomendo informar-se com os habitantes locais sobre rochas e tubarões.

 

Geralmente nas praias eu fiz uma volta de "limpador de para-brisas", isto é, fui andando até o local mais distante em um sentido e voltei (chegando de volta geralmente entre 18 e 20:30 horas) e depois fiz o mesmo no outro sentido. Raramente ambos no mesmo dia. Geralmente um sentido em cada dia. Devido a este horário de chegada, várias vezes andei pela praia já no escuro total, o que me fez dar algumas topadas em pedras e passar alguns apuros com a subida da maré, mas que por outro lado permitiu-me apreciar o céu noturno visto de praias sem iluminação e também o nascer da lua cheia no oceano. ::cool:::'>

 

Vi vários animais (aves, tartarugas, peixes, siris, caranguejos, filhote de baleia morto, etc.). Algumas aves deram rasantes sobre a minha cabeça quando passei pela praia (provavelmente consideraram-me invadindo seu território). ::cool:::'>

 

Nos lugares menores e não turísticos geralmente só foram aceitos pagamentos em dinheiro (não aceitavam cheque nem cartão).

 

A comida da região, quando pedida em pratos simples, é barata. Os bolos, tortas e quitutes regionais costumam ser fartos e baratos (aqueles para a população local e não para turistas). ::cool:::'>

 

A Viagem:

 

Minha viagem foi de SP (Congonhas) a São Luís em 13/8/2012. A volta foi de Natal a SP (Congonhas) em 20/9/2012. Não paguei o voo em dinheiro. Usei 4.000 pontos da TAM na ida e 3.000 pontos da Gol na volta.

 

Em São luís peguei um ônibus urbano comum no aeroporto que me levou até a região central (Praça Deodoro). De lá fui procurando hotéis a pé até chegar ao centro histórico, onde fiquei hospedado na Pousada internacional (há muitos estrangeiros lá). Paguei R$ 30,00 a diária, sem direito a café da manhã. Havia muitos outros hotéis e pousadas ali perto no Centro Histórico. Era perto de muitas atrações históricas, culturais e de locais de shows e festas.

 

Fiz minhas refeições num trailer na Praça onde fica a Igreja Nossa Senhora do Carmo. Se bem me lembro, o prato feito era R$ 6,00 sem carne. Era R$7,00 ou mais com carne.

 

Consegui um mapa turístico gratuito num trailer da prefeitura bem próximo à pousada. Para as atrações veja http://www.feriasbrasil.com.br/ma/saoluis/oqueverefazer.cfm, http://www.turismo.ma.gov.br/pt/polos/sao_luis/fazer.htm'>http://www.turismo.ma.gov.br/pt/polos/sao_luis/fazer.htm e http://wikitravel.org/pt/S%C3%A3o_Lu%C3%ADs. Os pontos de que eu mais gostei foram o casario histórico, os azulejos, os ateliers, o por do sol visto a partir do lado do Palácio dos Leões, a lagoa, as praias (que infelizmente estavam poluídas) e a Capela de São Pedro (com sua arquitetura diferente, mas simples e com a vista que permitia do mar). A visita ao interior do Palácio dos Leões era permitida e gratuita.

 

A partir de São Luís fiz uma ida e volta de algumas horas para Alcântara. Para tal, peguei uma balsa no porto do Centro Histórico. Para as atrações de Alcântara veja http://www.feriasbrasil.com.br/ma/alcantara/?ViaAgrupador=082307525878. Os pontos de que mais gostei foram a Casa de Cultura Aeroespacial, a Igreja do Rosário dos Pretos e a praia (acho que era a da Baronesa), que permitiu a vista de alguns guarás. Vários habitantes locais alertaram-me para não entrar sozinho nas áreas desertas ou no meio da vegetação porque havia muita criminalidade lá. Eu entrei em algumas, mas não fui muito para dentro, e realmente achei que o lugar parecia não ser muito seguro.

 

Saí de São Luís em 17/8 rumo a Cururupu, na área de transição da vegetação para o Pará (Floresta dos Guarás). Lá é caminho para a Ilha de Lençóis, porém não fui a Ilha. Fui de ônibus, que peguei no terminal da Serviporto. Fiquei hospedado numa pousada muito simples, próxima ao centro, que também era casa da família que a dirigia. Paguei R$ 10,00 a diária, sem direito a café da manhã. Fiz as refeições na praça da rodoviária, num trailer, a R$ 5,00 o prato feito sem carne.

 

Para atrações da região veja http://www.turismo.ma.gov.br/pt/ (item Floresta dos Guarás). Eu acabei não fazendo nenhuma excursão para ir ver guarás. Em vez disso, dei um passeio pela cidade, andei pela estrada que vai para a localidade de acesso a Ilha de Lençóis para conhecer alguns rios e depois decidi seguir a pé a estrada que vai para outros municípios para apreciar a paisagem. Numa casa na beira da estrada uma moradora que estava na varanda conversando com amigos ou familiares respondeu-me que não era muito seguro andar por ali, mas eu decidi continuar e não tive nenhum problema. Quando já havia andado uns 10 quilômetros, encontrei uma estrada de terra usada por carroceiros na lateral da pista e resolvi segui-la para apreciar a vegetação mais a fundo. Nesta estrada de terra realmente foi possível ver a mata bem mais densa e ver pássaros silvestres (várias espécies, como araras, periquitos, etc). Uns 8 quilômetros à frente parei para conversar com uma moradora local (tinha uma casa bem simples, fazia farinha de mandioca e vivia da agricultura e criação de subsistência). Conversamos sobre a vida naquele local e depois voltei, pegando o final do caminho na estrada asfaltada já durante a noite (durante uma parte do caminho veio um carro de boi sem iluminação atrás de min).

 

Saí de Cururupu no dia 19/8 com destino a Barreirinhas. Fui de ônibus até o trevo da estrada que saí de São Luís e vai para Barreirinhas. Lá encontrei um pescador que retornava para Barreirinhas e oferecia a passagem (de carro) por R$ 30,00. Fui com ele. Fomos no final da tarde e pegamos o trecho próximo a Barreirinhas à noite. Havia muitos jegues na lateral da pista, o que podia ser perigoso, principalmente à noite.

 

Em Barreirinhas fiquei num hotel no Centro, próximo a uma agência do Bradesco. Paguei R$ 20,00 ou R$ 25,00 a diária. Jantei no próprio hotel a R$ 7,00.

 

Barreirinhas é a cidade base para se ir aos Lençóis Maranhenses. Os Lençóis foram um dos pontos de que eu mais gostei na viagem (junto com Jericoacoara, Morro Branco e Genipabu) ::otemo:: . Além disso, Barreirinhas também é uma etapa do Rally dos Sertões, cuja largada eu fui assistir.

 

Para as atrações veja http://www.turismo.ma.gov.br/pt/polos/lencois/, http://www.parquelencois.com.br/lencois_maranhenses.php e http://www.portalbarreirinhas.com.br. Os pontos de que mais gostei foram as duas excursões aos Lençóis Maranhenses (numa delas fiz uma caminhada até a foz do Rio Preguiças, avistando Atins do outro lado - 12 km de ida e volta). A excursão de carro até os Grandes Lençóis pareceu-me mais interessante à tarde, pois o sol já havia baixado um pouco e a areia não queimava mais os pés. Também gostei de um banho no Rio Preguiças na praia da cidade, da Duna que fica no centro da cidade e da orla do rio. Paguei R$ 30,00 e R$ 35,00 pelas excursões (consegui o desconto porque expliquei que iria pesquisar preços e aí resolveram não me perder como cliente).

 

Saí de Barreirinhas 22/8 com destino a Parnaíba. Fui numa caminhonete com cadeiras para passageiros na carroceria. Ela me levou até Tutoia por R$ 20,00 ou R$ 25,00. Em Tutoia, havia um ônibus para Parnaíba, mas descobri que era possível ir pelo Delta do Parnaíba, o que imaginei que seria um ótimo passeio (e foi). ::cool:::'> Consegui ir com um pescador, morador das Ilhas Canárias. Parte do trajeto foi durante à noite, mas mesmo assim gostei muito do passeio (até dirigi o barco, algo que nunca havia feito antes). Só lamentei ter passado pela ilha dos guarás já de noite. Paguei R$ 30,00 pelo transporte até as Ilhas Canárias, que durou cerca de 7 horas.

 

Nas Ilhas Canárias fiquei hospedado numa pousada (ainda inacabada) no centro do povoado Canárias por R$ 20,00 e com o jantar por R$ 8,00. Fiquei um dia lá. Dei uma volta pelo povoado, passei pela praia (até a margem de um rio) e depois resolvi entrar em algumas trilhas para conhecer um pouco da vegetação do interior da Ilha, até uma lagoa existente e o alto de um morro (para apreciar a vista). Para mais informações veja http://guialitoraldopiaui.blogspot.com.br/2010/10/ilha-das-canarias.html. Pareceu-me um bom lugar para se descansar, sem agitação.

 

Saí das Ilhas Canárias no entardecer de 23/8 com destino a Parnaíba. Fui de barco, com duração de cerca de 1 hora.

 

Em Parnaíba fiquei hospedado no Centro, na Pousada Rio Igaraçu (http://www.pousadarioigaracu.tk/), com direito a um bom café da manhã, por R$ 20,00 a diária (aceitou cartão). Fiz as refeições em pequenos bares-restaurantes no Centro por R$ 5,00 ou R$ 6,00 o prato.

 

Para as atrações de Parnaíba veja http://www.ferias.tur.br/informacoes/5658/parnaiba-pi.html. Como eu já havia feito um grande passeio pelo Delta, não quis fazê-lo novamente, considerando que os passeios saídos de Parnaíba são bem menores. Os pontos de que eu mais gostei foram as praias e a orla do rio. As praias eram um pouco distantes (cerca de 15 Km) e eram constituídas por duas imensas faixas de areia (quase retas), com algumas pedras numa "esquina" que as dividia. Havia alguns aerogeradores perto da praia que vai até Luís Correa.

 

No dia seguinte fiz uma ida e volta a Luís Correa (veja http://www.ferias.tur.br/informacoes/5625/luis-correia-pi.html) também de ônibus urbano (são cerca de 20 Km). Fiquei o dia inteiro na praia. Indo em direção a Parnaíba pela praia cheguei a uma espécie de canal ou rio. As praias também eram constituídas por imensas faixas de areia retas.

 

Saí de Parnaíba com destino a Jericoacoara em 26/8. Para ir até a rodoviária foi necessário um moto-táxi, pois a rodoviária era distante e o ônibus saía cedo (antes que os ônibus urbanos começassem). Fui com o ônibus interestadual até Camocim (cidade costeira já no Ceará). De lá existia um ônibus jardineira que ia até Jericoacoara pela praia todos os dias, exceto domingo, que era o dia corrente. Assim, não quis ir de jipe e preferi pegar um ônibus até Jijoca de Jericoacoara e de lá pegar outro ônibus até Jericoacoara.

 

Em Jericoacoara fiquei na pousada de um casal cuja mulher chamava Miriam, no Centro. Paguei R$ 20,00 ou R$ 25,00 a diária, sem direito a café da manhã. Eu jantei num restaurante um pouco afastado, mas numa das ruas principais, por R$ 6,00.

 

Jericoacoara foi um dos lugares de que mais gostei (junto com os Lençóis, Morro Branco e Genipabu) ::otemo:: . Para informações veja http://www.jericoacoaraturismo.com.br/jericoacoara e http://www.portaljericoacoara.com.br. Os pontos de que mais gostei foram a duna do por do sol, a vista do alto de alguns morros/dunas, as praias e as lagoas (especialmente a Lagoa Azul - http://www.feriasbrasil.com.br/ce/jericoacoara/lagoadejijocalagoasazuledoparaiso.cfm).

 

Na volta de um dos passeios, já à noite, peguei carona na garupa de uma moto e na hora de descer encostei a perna (panturrilha) no escapamento, o que a queimou (na hora não senti dor), fazendo sair a pele e após alguns dias ficar em carne viva e sangue, o que me trouxe algum incômodo no restante da viagem (além de ficar com medo de atrair tubarões no mar) ::essa:: , sem contar a marca na pele que carrego até hoje. Só cicatrizou depois que cheguei em São Paulo (provavelmente não cicatrizou antes porque eu entrava muito no mar).

 

Saí de Jericoacoara rumo a Flecheiras em 29/8. Peguei uma caminhonete até Jijoca de Jericoacoara, depois um ônibus até Itapipoca e depois uma van até Flecheiras. Lá fiquei hospedado numa pousada no Centro por R$ 30,00. Jantei num restaurante afastado do centro.

 

Para informações veja http://www.flecheiras.tur.br. No dia da chegada fiquei as poucas horas de sol que me restaram na praia. No dia seguinte fiquei todo o tempo nas praias. Achei as praias boas e belas.

 

Saí de Flecheiras com destino a Lagoinha em 31/8. Peguei um ônibus até Paraipaba e depois um carro pequeno de lotação até Lagoinha (este último custou R$ 3,00). Fiquei hospedado num hotel numa praça do centro, por R$ 20,00 ou R$ 25,00. Jantei num restaurante na rua paralela à praça por R$ 8,00 ou menos.

 

Para informações veja http://www.ferias.tur.br/informacoes/1465/lagoinha-ce.html e http://guiadolitoral.uol.com.br/lagoinha-ce.html. Foi um dos locais de que mais gostei (só atrás dos Lençóis, Jericoacoara, Morro Branco e Genipabu) ::cool:::'> . Os pontos de que mais gostei foram a vista do mirante, as jangadas, a Lagoa das Almécegas e a Praia de Paracuru (um pouco distante). Foi o nascer da lua mais belo que vi durante a viagem (no meio do oceano) ::cool:::'> . Roubaram minha camisa e meu boné enquanto eu nadava na praia (cerca de 2 praias antes de Guajiru) :shock: .

 

Saí de Lagoinha com destino a Fortaleza em 02/09. Como era domingo, não se sabia se havia ônibus direto pela manhã (havia). Na dúvida, fui até Paraipaba de carro pequeno de lotação e de lá peguei o ônibus para Fortaleza. Em Fortaleza fiquei hospedado no centro (próximo ao Teatro José de Alencar), a R$ 30,00 a diária. A Pousada Avenida (http://www.pousadaavenida.com.br) parecia ser num lugar melhor, ter melhor infraestrurutra e cobrava R$ 25,00, porém estava lotada. Jantei perto do hotel por R$ 5,00.

 

Para as atrações veja http://www.feriasbrasil.com.br/ce/fortaleza/oqueverefazer.cfm. Os pontos de que mais gostei foram as praias (incluindo a orla urbanizada e com atrativos culturais e artísticos), as construções históricas e o parque do Cocó (https://www.google.com.br/search?q=fortaleza+parque+do+coc%C3%B3&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=rxcMUtWCOcS7igKh2ICIBg&ved=0CCwQsAQ&biw=1366&bih=643). A região central, à noite e no domingo, não me pareceu muito segura (porém mais segura do que SP).

 

Na 4.a feira, 5/9, fiz uma ida e volta a Cumbuco de ônibus urbano. Para as atrações veja http://www.portalcumbuco.com.br. Achei o local muito belo (o entardecer especialmente) ::cool:::'> . Meus pontos preferidos foram as praias e a lagoa. Havia muitos estrangeiros praticando kitesurf. inclusive, quando fui a uma casa para pedir para ficarem com minhas coisas enquanto eu tomava um banho de mar, as pessoas não falavam português.

 

Saí de Fortaleza em 6/9 com destino a Morro Branco. Peguei um micro-ônibus até Beberibe e depois um ônibus até Morro Branco. Foi um dos lugares de que mais gostei (junto com os Lençóis, Jericoacoara e Genipabu). Talvez, se tivesse que escolher um lugar só, escolheria este ::otemo::::otemo:: . Várias partes de obras cinematográficas foram feitas lá (novela Final Feliz da Globo, minissérie Sansão e Dalila da Record, etc).

 

Fiquei hospedado num hotel no Centro por algo entre R$ 25,00 e R$ 30,00. Jantei também no Centro por cerca de R$ 6,00.

 

Para as atrações veja http://www.portalmorrobranco.com. e https://www.google.com.br/search?q=morro+branco&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=C5ESUu-KI4qv2QXHzoCQAQ&ved=0CC4QsAQ&biw=1366&bih=643&sei=_ZMSUoy_IouAygG9kIDwBA#imgdii=_. Os pontos de que eu mais gostei foram as falésias, incluindo o labirinto, as areias coloridas, a Lagoa do Uruaú, a vista do mirante (dia e noite), a vista do farol (quando cheguei lá havia dois rapazes em atitude que me deixou um pouco preocupado quanto à segurança) e as praias. Na volta da lagoa pela praia, consegui recolocar no mar uma tartaruga marinha que parecia encalhada ou com problemas (em outras praias vi várias mortas) :) .

 

Saí de Morro Branco em 8/9 com destino a Canoa Quebrada. Peguei um ônibus até Beberibe e depois outro ônibus até Canoa Quebrada. Achei o lugar belo, mas confesso que me decepcionou um pouco, talvez pela enorme fama e também porque eu estava vindo do lugar de que mais gostei.

 

Fiquei hospedado no Centro, num quarto para aluguel de uma família (separado da casa). Paguei entre R$ 20,00 e R$ 25,00 a diária. Jantei num restaurante no centro por cerca de R$ 6,00 o prato.

 

Para as atrações veja http://www.portalcanoaquebrada.com.br e http://www.canoa-quebrada.com. Os pontos de que mais gostei foram as praias, as falésias, a vista das passarelas e a Duna do Por do Sol. A vida noturna estava bastante agitada (ainda mais porque era fim de semana com emenda de feriado). Encontrei um peixe encalhando na praia e o recoloquei no mar várias vezes até achar que ele teria alguma chance. Quando voltei não o vi morto na praia. Espero que tenha seguido seu caminho no mar :) .

 

Saí de Canoa Quebrada em 10/9 com destino a Mossoró, já no Rio Grande do Norte. Peguei um ônibus até Aracati e depois fui num carro pequeno de lotação até Mossoró. Em Mossoró fiquei hospedado no Centro. Paguei entre R$ 20,00 e R$ 25,00 a diária, com direito a café da manhã. Jantei num churrasquinho, pois não achei restaurantes simples abertos à noite.

 

Para as atrações veja http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=703684. O ponto de que mais gostei foi o Memorial da Resistência, sobre como a cidade resistiu ao ataque do bando de Lampião, e o Museu do Petróleo.

 

Saí de Mossoró em 11/9 com destino a Macau. Peguei um ônibus direto. Fiquei num hotel no Centro por cerca de R$ 15,00 a diária. Jantei no próprio hotel por cerca de R$ 4,00, com direito a sobremesa.

 

Para as atrações veja http://www.ferias.tur.br/informacoes/7209/macau-rn.html. Os pontos de que mais gostei foram a foz do rio ou riacho que se atinge andando para a esquerda na praia em direção a Ilha de Alagamar (é uma espécie de local quase intocado) ::cool:::'> e as salinas. Avisaram-me que uma pessoa sofreu ataque de cação na praia há algum tempo atrás.

 

Saí de Macau em 12/9 com destino a Touros. Peguei um ônibus até Ceará-Mirim e depois um micro-ônibus até Touros. Fiquei num hotel no Centro. Paguei entre R$ 20,00 e R$ 25,00. Jantei num restaurante no Centro.

 

Para as atrações veja http://www.tourosrn.com/servicos/turismo.php e http://www.ferias.tur.br/fotos/7300/touros-rn.html. Os pontos que mais me agradaram foram as praias, a vista do alto de uma duna perto da praia do Cajueiro e a vista do mar a partir de elevações na areia da praia de Pititinga. Na ida para Pititinga fiquei preso pela maré e tive que fazer uma pequena escalada em uma falésia. Na volta tive que vir por cima das falésias num trecho em que a praia havia sido tomada pelo mar.

 

Saí de Touros em 14/9 com destino a Maracajaú. Fui numa lotação de táxi até o trevo na estrada e depois fui a pé até metade do caminho para a cidade (a outra metade fui num veículo carro do posto de saúde que me deu carona, sem eu pedir). A distância total era de 7 Km. Fiquei hospedado no hotel de um japonês (porém ele pretendia ir embora de lá). Paguei R$ 30,00 a diária, sem café da manhã. Jantei num restaurante no Centro por cerca de R$ 8,00.

 

Para as atrações veja https://www.google.com.br/search?q=maracaja%C3%BA+turismo&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=8xMUUtb3KuOt2AWsg4GQCA&ved=0CFYQsAQ&biw=1366&bih=643&sei=YRQUUrmaL6Gp2gX784CoCQ e http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/rio-grande-do-norte/maracajau. O atrativo mais famoso era o mergulho (http://viagens.ig.com.br/destinos/mergulho-nos-parrachos-de-maracajau), mas como era necessário pegar um barco e se ficava somente 1,5 hora mergulhando eu não quis ir (já tinha estado em Fernando de Noronha e na Ilha Grande, onde havia visto muitos animais em mergulho livre). Custava R$ 75,00 o passeio de mergulho.

 

Os pontos que mais me agradaram foram as praias, e também poder conhecer o Cabo de São Roque, que é o ponto continental do Brasil mais perto da África. Um pouco antes de lá há alguns montes que permitem uma vista ampla do belo cenário. No caminho até lá encontrei uma baleia morta na praia.

 

Quando da minha visita à lagoa do Baião, vários habitantes locais disseram-me que era perigoso assalto. Quando cheguei lá um homem já de certa idade confirmou isso, mostrando-se até surpreso por eu não ter tido medo de ir lá. Com isso, acabei não entrando muito na vegetação nem nos caminhos internos.

 

Saí da Maracajaú com destino a Genipabu em 16/9. Fui a pé pela praia. Gostei muito do trajeto ::cool:::'> . A parte até o Cabo de São Roque foi repetida, pois a havia feito no dia anterior. Algumas pessoas já estavam depenando a baleia morta. Foram cerca de 40 Km.

 

Saí cedo (cerca de 8 da manhã) para pegar maré baixa e poder atravessar os rios sem nadar (posto que estava com minha mochila nas costas), além de não ficar com problemas com a redução ou inexistência da faixa de areia. Tudo correu bem. Parei para nadar algumas vezes, incluindo uma lagoa à beira-mar.

 

Em Genipabu fiquei hospedado num quarto de um restaurante, que aceitou alugá-lo para mim depois de muita insistência, pois o hotel ou pousada mais barato que eu tinha encontrado custava cerca de R$ 60,00. Pelo quarto paguei R$ 20,00, sem direito a café da manhã. Anteriormente havia um cachorro dormindo no quarto, o que fez com que houvessem alguns insetos lá, que eu não percebi nem imaginei quando aluguei. Mas o dono foi totalmente honesto comigo, dizendo que o quarto não tinha condições de ser alugado e falando do cachorro. Eu é que insisti muito, Jantei no próprio restaurante por R$ 7,00. Para minha surpresa Genipabu era deserta à noite e tudo fechava muito cedo.

 

Foi um dos locais de que mais gostei (junto com Jericoacoara, Morro Branco e os Lençóis) ::otemo:: . Para as atrações veja http://www.dunasdegenipabu.com.br/index.php e http://www.ferias.tur.br/fotos/10218/praia-de-genipabu-rn.html. Os pontos de que mais gostei foram a vista a partir do Parque Dunas de Genipabu, as praias e as lagoas. Já havia estado lá num passeio de buggy em 1994, quando fui a trabalho a Natal, mas, desta vez, com mais calma, pude aproveitar muito mais e ver outras coisas.

 

Saí de Genipabu em 18/9 com destino a Natal. Fui de ônibus urbano e desci na Praia do Meio. fiquei hospedado no bairro das Rocas, Hotel Atol da Rocas (Rua Pereira Simões, 71, (84)32122708/87299339), por R$ 30,00 a diária, sem café da manhã. Jantei num restaurante em frente ao hotel por cerca de R$ 6,00.

 

Para as atrações veja http://www.feriasbrasil.com.br/rn/natal/oqueverefazer.cfm e http://www.ferias.tur.br/fotos/7221/natal-rn.html. Os pontos de que mais gostei foram a Praia de Ponta Negra, a vista a partir do Morro do Careca (nesta viagem já não era permitido subir nele) e o ambiente geral. Já havia estado em Natal antes em 1994 e 1995 a trabalho.

 

Fui andando pela praia desde a Praia dos Artistas até a placa de proibição de entrada na Praia da Barreira do inferno ::cool:::'> . No retorno pude voltar todo o trajeto pela praia, mesmo com a subida da maré. Não houve nenhum problema de segurança, mesmo nos trechos mais desertos da Praia da Via Costeira (que já não eram tão desertos assim).

 

Para pegar o voo de volta, que saía às 4:25 do dia 20/09, decidi ir à noite ao aeroporto. Para isso peguei um ônibus intermunicipal e desci na estrada, cerca de 1 km antes do aeroporto. Ia caminhar, mas um aeroviário alertou-me que à noite poderia ser perigoso assalto. Enquanto estávamos esperando um ônibus local, passou um amigo dele de carro e fui de carona com eles até o aeroporto. Passei a noite no aeroporto.

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