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Primeiro Mochilão: 29 dias sozinha na Bolívia e Peru


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DIA 6 – La Paz e a Estrada da (minha quase) Morte

DICA: acabei de ver essa página no Facebook: La Paz Gourmet, tem umas umas dicas de lugares bonitinhos e legais pra comer.

https://www.facebook.com/LaPazGourmet?ref=stream

 

Acordei cedão, tomei café e fui esperar a van me buscar pro Downhill. O grupo só tinha 5 pessoas (eu e mais 4 ingleses, que estavam no Loki).

Um dos meus colegas de quarto, o Owen, me disse pra não levar a câmera e tal, porque o guia tirava todas as fotos e etc. Gente, me arrependi de não ter levado ::putz:: . No caminho até La Cumbre, a gente passa por umas paisagens liiindas, toda a cordilheira de montanhas pintadas de amarelo pelo sol nascente, lindo lindo lindo. Meu espírito de fotógrafa quase chorou pela falta da câmera nesse momento, eu não tenho palavras pra descrever a beleza daquela cena. Portanto, LEVEM câmera! Mesmo que vcs não possam usar durante o downhill, em algumas paradas dá pra curtir uma paisagem sem explicação. Sem mentira, a Estrada da Morte é um dos lugares mais lindos que já vi na vida. Aproveitem e curtam o visual que o lugar oferece.

 

Chegamos em La Cumbre, à 4700m de altitude. Não achei tão frio como todos dizem (mas né, sou gaúcha e gosto de frio). Fomos, então, todos devidamente apresentados: Santos (o guia), Daniel (o motora) e os ingleses Andy, Tristan, Charlie e Ollie. Recebemos as instruções do guia, vestimos todo o equipamento e montamos nas bikes. Aquele velho esquema, pedalar próximo ao penhasco, prestar atenção aos sinais do guia e, mais importante de tudo: NÃO ABUSAR DA VELOCIDADE (a gente nunca sabe o que pode estar nos esperando depois da próxima curva, falo por experiência própria hehehehehehehehe ::tchann:: ).

 

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O começo é super de boa, estrada de asfalto e tal. Segue assim até o check point, onde precisamos parar e pagar uma taxa de B$ 25. O detalhe é que a anta aqui esqueceu de trocar dinheiro e só tinha dólares hehehehehehehehehe, e os caras não aceitavam dólares. FERRRRROU MERMÃO! Mas como o santo é forte e eu tenho mais sorte que juízo, o Charlie me emprestou o dinheiro. Aqui a gente entra na van e vai até o início da Estrada da Morte, porque o trecho é de subida e, como diria Jaiminho: é pra evitar a fadiga hehehehehehe

 

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No início da estrada de terra, descemos da van e montamos novamente em nossas super bikes. Aí começou a aventura de verdade. Gente, que tensão (TEN-SÃO)! Eu sentia a tensão nos meus braços enquanto apertava o freio. Tem muitas pedras no caminho, e o menor deslize pode significar um voo em queda livre ou alguns dentes a menos ou um joelho estourado e muitas dores no corpo. Durante a descida, fazíamos paradas pra fotos e a cada parada íamos tirando uma peça de roupa. Calma gente, não é strip downhill, é que ia dando calor mesmo hehehehehehehe. De tempos em tempos, dá pra ver uma cruz e outra na beira da estrada, elas marcam os locais de acidente.

 

Teve um momento em que o Santos fez sinal pra pararmos todos porque vinha uma van na direção contrária. SÓ QUE o Andy não viu, ele não conseguiu parar a tempo e ::ahhhh:: ... teve que pular da bike pra não cair no abismo, a galera da frente segurou a bike dele. Momentos de tensão... Passado o susto, todos caímos na gargalhada e eu ainda mais, que tava atrás dele e vi tudo de camarote hehehehehe (aqui se faz, aqui se paga. VEEESH!!!)

 

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Mais ou menos na metade do caminho, fizemos uma parada pra lanche (que era fornecido pela agência): sanduíche com Coca-Cola, aquelas de garrafinha de vidro, sabe (amor amor amor ::love:: ). Até então, eu não tinha me dado conta que estava com fome hehehehehe. De bucho cheio, seguimos viagem.

 

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~VINHETA DO PLANTÃO DA GLOBO~ (cliquem no link pra dar mais dinamismo ao relato hehehehehe)

 

Gente, aqui eu faço uma pausa pra frisar alguns pontos importantes:

- Contrate uma empresa que forneça o equipamento completo de proteção (luvas, capacete, joelheiras, cotoveleiras), isso pode prevenir futuras dores de cabeça (nos sentidos literal e metafórico, sério). Vi uma galera de joelho aberto porque a agência não fornecia EPI.

- Não pegue muita confiança na estrada, ela pode ser muito traiçoeira (aí está o erro de muita gente). Com a confiança vem a sensação de que podemos pegar velocidade e pode ser que os nossos reflexos não sejam rápidos o suficiente.

- Vá no seu próprio tempo, aproveite e curta a paisagem (só não vai curtir demais e cair no penhasco hehehehehe) pois, como eu já disse, pra mim é um dos lugares mais lindos que já vi.

- A minha agência tinha várias garrafas de água, se a sua não inclui no serviço, leve. Chega um momento, mais pro final, em que a gente respira toda a poeira e dá pra sentir a terra na garganta.

 

Voltamos agora com a nossa programação normal

 

~VINHETA DO PLANTÃO DA GLOBO~ (cliquem de novo, relato interativo aumenta a emoção hehehehehehe)

 

Eu fui ficando pra trás, porque ia freando muito e quando vi estava bem longe do meu grupo. Peguei velocidade pra alcançar eles e me mandei. Mas acontece que tinha surpresinha me esperando depois da curva: terra embarrada e pedras, muitas pedras, pedras grandes. A bike esbarrou na lama e seguiu sem rumo, foi aí que eu pensei: ::ahhhh::

. E não deu outra a bike bateu de frente com uma pedra e... KAPOFT!!!... Capotei de frente e fui rolando. Neste momento, vi minha vida passar diante dos meus olhos (mentiiiiiiira, nem deu tempo hehehehehe). Na verdade só pensei: VOU MORRER! Quando dei por mim, estava deitada de costas nas pedras e não conseguia respirar, pensei que havia quebrado uma costela. Outro ciclista que estava passando por ali parou pra me socorrer, consegui levantar com a ajuda dele e em pouco tempo já estava respirando normalmente (gente, que alívio, acho que se tivesse quebrado qualquer osso, minha mãe faria o favor de quebrar o resto hehehehehehe), acho que foi só a força do impacto. Ele ficou ali comigo até chegar a van do meu grupo, o Daniel desceu pra ver se eu estava bem e checar a bike.

 

Abaixo, alguns screenshots da Go Pro mostrando momentos antes da queda e as condições da estrada, pena que estava mal configurada e a qualidade saiu ruim. Daí nem vou postar o vídeo hehehehehehe

 

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Nessa hora, eu agradeci demais por não ter economizado na contratação do passeio. Se não fosse o equipamento de proteção, acho que minha viagem teria sido interrompida e eu estaria na fisioterapia agora. A calça rasgou no joelho, eu fiquei cheia de dores e hematomas por quase 1 mês, mas teria sido muito pior se eu não tivesse EPI, como vi muita gente lá.

 

Esse vídeo mostra mais ou menos como eu me senti hehehehehehehe

http://www.youtube.com/watch?v=5EAcljh4cxw

 

Tudo em ordem, montei na bike e segui viagem, dessa vez em um ritmo mais lento. Os meninos estavam todos me esperando, viram que eu estava demorando muito e resolveram parar. Contei o drama, o Santos veio ver se eu estava legal, fez uns ajustes na bike e voltamos pra estrada. Tem um ponto em que a estrada é meio plana, e aí tem que pedalar mais (véi que doooor hahahaha). O restante do caminho foi super tranquilo, lá pro final tem umas quedas d’água e passamos por baixo delas, demais.

Terminado o passeio, me senti uma vencedora hehehehe. Fomos pra um dos barzinhos tomar uma pra comemorar. Em seguida, fomos almoçar em um hotel, onde tinha piscina e chuveiros pra tomar banho. Alimentei as lombrigas e fui tomar um banho. Me senti muito melhor depois disso. Depois de uma breve pausa pra descanso, embarcamos em nossa super van pra fazer o caminho de volta. GENT! Muito mais tenso voltar de van pela Estrada da Morte que andar por ali de bike. A cada curva eu pensava que seria a última da minha vida hehehehehe.

 

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Apesar do tombo, foi uma das coisas mais incríveis que já fiz na vida, e com certeza farei de novo quando voltar pra La Paz.

 

A van nos deixou na Calle Comercio (obrigada, Senhor), eu fui me arrastando pro hostel, o corpo esfriou e tudo doía. Descansei um pouco, me arrumei e fui pro bar. O Patrick embarcou pra Cusco de manhã, não conseguimos nos despedir, mas combinamos de nos encontrar lá no aniversário dele, dia 16/08.

No bar conheci vários brasileiros que estavam conversando com os meus colegas de quarto. Essa noite era a UV Party no WR, e o pessoal já tava empolgado desde cedo hehehehe. Bebemos algumas e, lá pelas tantas, resolvemos ir até o Loki, curtir a noite deles, era só virar a esquina e estávamos lá. Do pátio do WR, dá pra enxergar o Loki. A festa lá estava super animada. Uma das amigas do Owen conhecia um dos barmans e descolou vários drinks grátis. A essa altura eu já não sentia mais dor nas minhas pernas, na verdade não sentia nem as pernas hehehehe ::lol4:: . Encontrei os paulistas que foram comigo pro Chacaltaya e eles estavam falando com mais 3 meninas paulistas, a Tamires, a Amanda e a Gabriela, suuper gente boa. Ficamos ali jogando conversa fora e bebendo.

 

Lá pela meia-noite, começou a tocar um som de microfonia terrívelllll, de enlouquecer. Significava que eles estavam expulsando todos que não fossem hóspedes do Loki. Juntamos todo mundo e voltamos pro Wild Rover; chegando lá, a bruxa tava solta. Geral dançando no balcão, lotadaço, uma loucura. Fiz coisas das quais me envergonho, e a principal foi ter cantado e dançado Michel Teló hehehehehehe. Mas segui o princípio de que ninguém ali me conhecia hahahaha. A festa acabou umas 2h da manhã, mas ainda ficamos batendo papo até as 3h. Depois disso eu me recolhi ao meu casulo e partiu cama.

 

- Gastos e endereços:

Check point Estrada da Morte: B$ 25

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Mari, adorando seus relatos e, rindo muito. ::lol4::

 

Michel Teló. Quem nunca??? hahahahaha

 

Putz, q loucura essa queda da bike. Cara, tô tensa com as vans. Todos que já foram dizem que os caras são completamente pirados. Só Deus!

Mês q vem será a minha vez.

 

Aguardando as próximas cenas. ::otemo::

 

Bjos

 

editado
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Na boa, riiii muito!!!

Cara sensacional o relato...

 

Até aqui SENSACIONAL!! farei o mesmo roteiro em novembro.. Quero ler maissss!!

Valeu, abraços!!!

 

relato show de bola! você é uma figura! ::lol4::

 

apesar dos perrengues, ótimo humor

 

continue... em outubro estarei no Peru e vou aproveitar suas dicas ::otemo::

 

hahahaha

Valeu, gente.

 

Como diria Seu Madruga: Posso não ter um centavo no bolso, mas tenho um sorriso no rosto, e isso vale mais que todo o dinheiro do mundo hehehehehehe

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KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK muiiiito bom seu relato!!! ::lol4::::otemo::::lol4::

Estou adorando, ainda mais que vou pra la em dezembro!!!

Eu acho que você já falou mas qual foi a agencia que você fez o downhill?? Quero muito fazer mas quero uma agencia tipo a sua porque quero curti a viagem depois kkkkk ::otemo::

vlww você escreve muito bem!!! ::otemo::

 

 

Eu fechei com a Jump, fica Calle Sagarnaga. A agência fica meio escondida dentro de um prédio, mas eles deixam a bike na porta com as informações. Se eu não me engano, é logo na primeira quadra.

Mas assim, tem muitas empresas por ali, é só vc pedir pra ver o equipamento antes, pede pra ver as fotos do Downhill (pra ver se é o mesmo equipamento).

Eu pesquisei bastante aqui antes e nunca vi nada sobre a Jump, mas mesmo assim fechei com eles pq o equipamento me pareceu muito bom. Vai muito da impressão de cada um na hora que tá na agência

E sinceramente, não tenho do que reclamar, o serviço foi ótimo.

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