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travessia: Cubatão x Paranapiacaba (linha desativada do antigo Funicular)


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  • Colaboradores

Sobre o antigo sistema Funicular

 

Funicular significa "sistema de transporte em que a tração do veículo é proporcionada por cabos acionados por motor estacionário, e frequentemente se utiliza para vencer uma grande diferença de nível".

 

A SPR (São Paulo Railway), foi a empresa que construiu e operou todo o primeiro sistema, composto por 5 casas de máquinas, 11 túneis e 16 pontes. Inaugurado em 16 de Fevereiro de 1867, teve funcionamento centenário. Tendo que ser desativada em 1982, após um incêndio datado de 14 de Janeiro de 1981, sendo sucedida por outras empresas até 1994. Inicialmente o sistema era para transporte de café entre as cidades de Jundiaí e o porto de Santos. Hoje o primeiro sistema já não opera mais, fazendo parte do Museu Tecnológico Ferroviário do Funicular, mantida pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária.

Há uma linha paralela atualmente ativa, que opera com um sistema mais avançado, chamado Cremalheira-aderência, inaugurada em 1.974 sob o comando da concessionária MRS Logística S.A.

 

 

Relato

 

No início de quando me interessei por trilhas, mergulhei de cabeça nessa história de me envolver com os grupos, ler relatos, me aventurar, coisa e tal. Procurava companhia já fazia meses, e nada de encontrar. Mais continuava entretido no fórum, lendo, e foi em um desses relatos que me empolguei com toda aquela narrativa que excita qualquer novato. Eu lía e re-lía várias vezes a ponto de ficar afiado pra encarar esse desafio quando surgisse a oportunidade, ela demorou a chegar, coisa de um ano depois.

Time escalado, e lá vamos nós ao "ataque inverso". Por que inverso? Porque os relatos que se tem por aqui, ditam que há uma necessidade de (acampar num dos túneis) pernoitar uma noite para essa travessia, e que é preferêncialmente entrar pela Vila de Paranapiacaba durante a noite para não ser vistos pelos guardas e ter que dar meia volta. Nós fizemos o oposto: entramos por Cubatão, na Rod. Conego Domênico Rangoni às 09:00h, sem nos preocupar com guardas e realizamos a travessia em 1 dia (8h entre pernadas e pausas).

 

obs.: só fizemos em 1 dia porque era isso que tinhamos como tempo disponível e um dos integrantes do grupo já havia feito o mesmo trajeto. Lembrando que, se não calcular o tempo certo, pode-se correr o risco de ficar pelo caminho no escuro da mata e atravessar os trilhos nas alturas sem visibilidade, aumentando o risco de vida. Atenção hein! Pois a neblina baixa cedo em Paranapiacaba.

 

Pegamos a Van na estação do Metro Jabaquara por volta de 07:45h sentido Cubatão, no valor de R$25,00 por pessoa, e a danada demorou para sair. Bom para o Thiago, que foi conhecer o Habbib's da região...kkk. O trânsito na Rodovia dos Imigrantes estava livre, e logo chegamos ao viaduto da Rod. Conego Domênico, também conhecida como Piaçaguera-Guaruja. Uma referência da trilha que leva aos trilhos da Funicular. Alí já está o término da travessia para quem desce da Vila e chega ao pátio de manobras dos trens da MRS Logística S.A.

Sendo aquele local, área privada e tombada como patrimônio, não demoramos muito por ali, há um certo aglomerado de casas nos arredores, e a fama de Cubatão não é das melhores quando o assunto é segurança. Pegamos logo a trilha, que de início achei meia confusa de se "navegar" , por haver várias picadas para todas as direções. Mais bastou achar os cabos de aço estirados no chão e segui-los. Pois esse é o caminho.

 

 

O cenário aguça a imaginação logo no começo da caminhada, onde a serra foi rasgada para se ter o "planalto" onde subiram e desceram vários trens construindo parte da história do Brasil, e que hoje, resta apenas uma linha férrea abandonada por décadas. E a tanto tempo inativo, todo o sistema ganhou ornamentação natural, deixando tudo o que vemos com uma imagem histórica e/ou envelhecida. A ponte que foi ao chão, ainda tem sua metade suspensa e é tomada pela vegetação, tem lá sua beleza individual e acesso restrito.

Nos primeiros km's passamos por lugares sensacionais, contornanos a primeira ponte e alguns túneis que oferecem a escuridão como desafio mesmo sob a luz do dia. O incerto te rodeia a todo instante, pois se não tens uma lanterna em mãos, não se sabe onde vai pisar, pode ser em um buraco, como pode ser em uma cobra. O negócio fica tenso.

Eu já estava ficando intediado de tanto desviar de pontes e varar túneis sem adição de alguma emoção por menor que fosse. O que mais me instigava a estar alí, seria o desafio das pontes, que até então não me surpreendiam vistas ao longe. Mais não tardou muito, e na 4° ponte eu tive minha coragem posta à prova.

A ponte mais extensa de todo o percurso, conhecida como Ponte Mãe, tem sua estrutura bem, mais beeeem comprometida mesmo, e é parcialmente tomada pela vegetação, só dificultar o caminho. A cena que se vê não é das mais animadoras, pois faz você temer cada passo que será dado em cima daqueles trilhos comidos pela ferrugem, e as madeiras (dormentes) podres esfarelando abaixo de você. A cena assusta hehehe.

 

E quem disse que deu coragem de encarar tranquilamente? ainda mais indo de pé. Deu um medo da porraaa kkk, e olha que eu não tenho medo de altura hein.

 

Em ordem e com espaço de um para o outro, seguiram: Diego e Rene (atravessando em pê), Eu, Thiago, Diogo e Terry (com medo, engatinhando nos trilhos como quem não sabe ficar de pé kkk). Tudo muito tenso e cansativo, pois estávamos expostos ao sol forte, mais na verdade, era a adrenalina que fazia o suor escorrer pelo rosto a cada metro avançando. Não é tarefa fácil, você seguir nas alturas, sem segurança, e ainda ficar vendo alguns trilhos balançando e os dormentes (madeiras), que te suportam caírem enquanto você. E pra dar mais emoção, Diego logo anuncia: tem uma cobra aqui (na metada da travessia), mais na verdade eram três cobras enroladas nos ferros. Eu me aprecei pra ver e consegui visualizar apenas duas delas descendo lentamente as barras de ferro sem obstruir nosso caminho. Ainda bem rsrs. Pois seria complicado se estivessem no mesmo nível que a gente, tão alto... aff.

 

Superamos o 1° desafio creio que uns 20 minutos, porém com segurança e do jeito que cada um se sentiu melhor. Sem pressa, na calma.

Novos km's percorridos sob o sol forte, calor de rachar. Nossa água (1L cada), acabou rápido. O bom é que temos pontos dágua pelo caminho, que dizem não ser confiáveis devido a contaminação de alguns rios locais, só que não dava para continuar sem se refrescar. Então tomamos da água corrente de alguns desses pontos assim mesmo.

Eu já estava satisfeito com a superação inicial, até me arrisquei a seguir em pé sobre os trilhos da próxima ponte em diante. E assim foi também com Diogo, menos para Terry e Thiago que realizaram todas as travessias engatinhando nos trilhos. Dou meus parabéns a eles por encararem isso, mesmo tendo medo de altura.

Conforme subiamos o declive da Serra do Mar, conversavamos sobre toda a engenharia ali empregada, as dificuldades para a construção dos túneis em uma época que não havia tantas "máquinas que fazem tudo" como hoje em dia, e como seria assistir tudo isso em funcionamento.

 

"em 1.861 foi instalado um acampamento no alto da Serra do mar, que chegou a abrigar 5.000 homens para realizar a construção de toda a linha com seus 11 túneis e 16 pontes".

 

Próximo ao meio de todo o trajeto já avistamos as primeiras caixas dágua que abasteciam as casas das máquinas, a primeira e segunda de cinco delas, estão inacessíveis devido ao mato ter tomado conta, engolindo quase que por completo esses patamares. O 3° Patamar já é maior, mais visível, porém tem "armadilhas" no solo dificultando o acesso. São valas profundas onde se fazia algum tipo de manutenção nos trens, então é complicado se arriscar e cair num buraco desses.

Andando um bom tempo depois dali, alcançamos a "cereja do bolo" desse rolê: o 4° Patamar. eita lugar fantástico. E eu pensando que já teria visto tudo o que queria ver nessa aventura (coitado). O 4° Patamar é a principal e maior casa de máquinas, com grandes engrenagens, turbinas, painéis e alavancas que geravam toda força para catracar as composições cargueiras entra o planalto de Paranapiacaba e a Baixada Santista. Localizada abaixo da ponte mais alta e bem conservada de todas (Grota funda), e que termina invadindo o morro por um túnel, o patamar merece admiração em todos os detalhes, pois o lugar te leva a outro plano, outra realidade, como se você estive estrelando em filme que retrata a antiguidade férrea de algum faroeste americano.

 

O enorme morro a nossa direita é muito íngrime e antecede o Vale do Rio Quilombo, e tem sua vegetação seca e rasteira com rochas em destaque, que fazem lembrar de paisagens internacionais (tipo: Texas, Yugoslávia, Islováquia né Diego? kkkkkkk). E abaixo de nós, um afluente de pequenas quedas que deságuam no vale do lindo Rio Mogi.

Foi naquela paisagem rica em história que registramos as melhores e mais ousadas fotos. Ainda bem que deu tempo, por que assim que decidimos prosseguir, caiu um forte neblina permitindo enxergar apenas uns 15 mts a nossa frente, no máximo.

 

Faltava pouco mais de 1h entre as poucas pontes e túneis que restam pra alcançarmos o quinto e último patamar e finalizar nosso passeio.

O frio já abraçava a Vila quando saimos da trilha. Então fomos tomar aquele cafézinho e chocolate quente para aquecer antes de pegar o Bus para Rio Gde da Serra e seguir rumo a house...rs.

 

Na Van, indo embora, ouvindo that's my way - Edi Rock part. Seu Jorge, a emoção me abraçou forte, mais tão forte, me trazendo um misto de alegria, satisfação, superação e gratidão pelas companhias e a presença divina, que não resisti, e chorei, chorei bastante enquanto eu recordava de tudo que vive naquele (01/09/2013), domingo abençoado. Só tenho a agradecer.

 

that's my way and I go

esse é meu caminho e nele eu vou!

eu gosto de pensar que a luz do sol vai iluminar o meu amanhecer,

mais se no manhã, o sol não surgir, por trás da nuvem cinza tudo vai mudar,

chuva passará e o tempo vai abrir. A luz de um novo dia sempre vai estar

Pra clarear você, pra iluminar você

Pra proteger, pra inspirar e alimentar você.

 

fim.

 

 

obs.: com muita calma, realizamos em quase 8h de pernada. Se interessou em ir pra lá? estude bem seus medos e as dificuldades que é estar lá, pois é proibido (lei Federal) transitar em linha férrea. Colha o que puder de infos antes de ir e dê preferência de ir com quem já visitou antes.

 

itens indispensáveis:

 

1 _ confiança em Deus;

2 _ não ter medo de altura;

3 _ luvas (evita ferimentos e Tétano);

4 _ lanternas (túneis escuros);

5 _ lanche rápido;

6 _ 2L de água;

7 _ boas companhias, rsrs.

 

boa sorte!

Agradeço a Deus pela minha proteção e de meus companheiros.

valeu a pena!!

abraço.

 

 

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  • 5 meses depois...
  • Colaboradores

Salve meu brother!! Só agora lendo esse relato seu .. rs

 

Desde 2012 se preparando psicologicamente, mais so de pensar a mão começa a suar.. kkkkk ::hahaha::

 

Já pulei de paraquedas, e pode chamar pra qualquer outra coisa desde que tenha segurança que eu vou.. mas falou em Funicular, pqp .. mais um dia eu faço, só ganhar confiança. ::bruuu::

 

Abraços . _/\_

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  • 2 semanas depois...
  • Colaboradores

Salve meu bom!

 

É, realmente a altura que se tem nas pontes e a estrutura que elas oferecem dá um certo medo. Deixa tenso. Mas faça essa travessia sim mano, é um desafio e tanto pra adicionar no "currículo de superações". ::hahaha::

De repente eu até repita a dose com você.

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  • 3 meses depois...

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           (Estação Brás - CPTM)

      (Nóis)

      (Entrada da trilha)
        Na entrada existe uma porteira de madeira indicando o começo da trilha. Então é só atravessar e seguir reto por uma estrada que neste dia estava alagada com alguns centímetros de água, mas nada que impedia de passar. Passamos por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama, pois tinha chovido muito no dia anterior dificultando em alguns trechos, então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
       
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol. Após este trecho a trilha começa a ficar um pouco mais fechada mata a dentro e em alguns trechos cruzara o rio tendo que continuar a trilha do outro lado. Normalmente o rio é bem raso não oferecendo perigo algum na travessia. 
       


      (Prainha)
           Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos no mirante que existe no meio da trilha, seria a segunda parada da trilha onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e as cidades, ótimo lugar para contemplar e tirar belas fotos.



      (Mirante)

       Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda chamada de Fumacinha com um volume de água muito bom caindo. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma, mas seguimos em frente pois ainda haviam alguns minutos para chegarmos ao ponto de camping.


      (Cachoeira da Fumacinha)
           Caminhando mais alguns minuto chegamos em uma bifurcação do rio. Para a esquerda fica a grandiosa cachoeira da Fumaça com vista para o mar e para a direita ficam as áreas de camping e a Cachoeira da Tartaruga. Seguimos para a direita e alguns minutos depois chegamos nas suas lindas quedas. Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali mesmo ao som das águas da cachoeira. Fizemos a trilha toda até a Cachoeira da Tartaruga em 2:00 horas, esse tempo foi por causa da lama que dificultou muito na trilha. Em dias sem chuva se faz a mesma trilha num tempo um pouco menor. 
       

      (Cachoeira da Tartaruga) 
       




           Bem de frente com a cachoeira existe uma área de camping que cabem aproximadamente umas 4 barracas de porte pequeno. O terreno é um pouco irregular mas te da um vista fantástica da cachoeira vista de frente. Já na parte de cima da Cachoeira da Tartaruga onde se chega fazendo uma trilha ao lado, existem outras áreas maiores para camping para grupos maiores de pessoas. Vi muito lixo neste local, então galera vai um apelo aqui Leve seu lixo de volta com você! 
       
                    

           Aproveitamos que o sol tinha dado as caras e fomos na Cachoeira da Fumaça. Retornamos a trilha até a bifurcação dos rios e seguimos por dentro do rio mesmo até chegar em poucos metros na Cachoeira da Fumaça com uma vista sensacional. 
       




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de cima)




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de baixo)
      Volta - 25/01/2020 - 17h00min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Uber R$5,00 - Metrô e Trem R$4,40
           Ficamos por um tempo contemplando o lindo visual que se tem de cima da cachoeira com vista para o litoral de São Paulo. Logo retornamos para a Cachoeira da Tartaruga para despedir de dois do nosso grupo que iriam acampar por ali mesmo na base da Cachoeira da Tartaruga. Partimos por volta das 17:00 horas e fizemos a trilha em aproximadamente uma hora e meia. Ao chegarmos na porteira não foi preciso esperar pelo ônibus para retornar a Rio Grande da Serra no ponto que fica a direita na rodovia. Pelo fato de terem muitas pessoas na trilha, já haviam diversos carros aguardando as pessoas para o retorno a Rio Grande da Serra. Então foi só tirar um pouco da lama nos pés embarcamos por R$5,00 cada um e em 15 minutos estávamos na estação para pegar o trem de volta a São Paulo e finalizar mais uma trilha com sucesso! 
      Gratidão!!! 


       
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    • Por VoandoAltoFH
      Video - Como ir à Paranapiacaba? Passo a passo
      Como ir à Paranapiacaba? Opção Nutella ou Raiz?
       
      Vou comentar sobre as 2 formas de se visitar Paranapiacaba. 
      A primeira, é a opção mais cara, confortável, mas limitada. Que vou expor daqui a pouco.
      A segunda, é mais barata, um pouco trabalhosa, mas com uma flexibilidade de horários.
      Vamos então para a primeira opção: 
      * Opção 1: Expresso Turístico. 
      A vantagem é que você pega ela na estação Luz e vai direto até Paranapiacaba, assim é bem mais prático e rápido.
      A desvantagem é que funciona só de Domingos. O preço da passagem é caro, atualmente o preço da passagem (ida e volta) está em torno de R$ 50,00. Há desconto se for 2 ou mais acompanhantes, mesmo assim acho que ela está cara.
      A outra desvantagem é que existem horários fixos de ida e de volta. A ida ocorre às 08:30 da manhã, na estação Luz. O retorno ocorre às 16:30. Então você meio que fica preso a esses horários pré-estabelecidos. 

      * Opção 2: Via transporte público (Metrô/Trem/Ônibus).
      A vantagem é que é mais barata, aproximadamente uns R$ 18,00 (ida e volta). Você tem uma flexibilidade maior de horários, bem como pode ir e voltar quando quiser. Inclusive dias de semana, Sábados ou feriados.
      A desvantagem é que demora um pouco mais e é mais trabalhosa. Pois você tem que utilizar o Metrô, alternar para o trem da CPTM e depois pegar um ônibus. 
      Conforme mostrei anteriormente, você deve chegar na estação Sé do metrô. Pegar a linha 3 vermelha, sentido Corinthians-Itaquera e descer na estação Brás.
      Na estação Brás, deve fazer a interligaçao do Metrô com a CPTM para a Linha 10 Turquesa, sentido Rio Grande da Serra, que é a última estação.
      No vídeo aparece que deve ir para a plataforma 2. Se não me engano, o trajeto do trem leva em torno de 1 hora. Então aproveite a viagem.
      Interessante perceber a mudança da paisagem urbana, na medida que se chega ao interior. As estações vão ficando menores e bem simples, você começa a ver mais área verde, de matas e florestas.
      Chegando no ponto final, na estação Rio Grande da Serra, aproveite o banheiro disponível, senão será só em Paranapiacaba.
      Saindo da catraca, vire à esquerda e atravesse a linha férrea.
      Após atravessar, vire à direita e siga a rua, até encontrar o ponto de ônibus, é bem pertinho. 
      O número do ônibus ou da linha é 424 e sai de hora em hora, o trajeto leva em torno de 25 a 30 minutos. 
      O valor da passagem é de R$ 4,55. Eles não aceitam o bilhete único, somente o cartão BOM ou dinheiro. 
      A retorno é só voltar ao mesmo lugar, é bem simples. As informações detalhadas estão na descrição.
      Curtam o vídeo e inscrevam-se no canal! Valeu!

      * Links
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Tarifas.aspx
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx
      http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado1.htm?pag=buscadenominacao.htm&numlinha=19080
      http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf
    • Por VoandoAltoFH
      Video - O que fazer em Paranapiacaba?
       
      Vou comentar sobre "O que fazer em Paranapiacaba". Os pontos que visitei nesse passeio.
      Como vocês sabem essa vila inglesa, nasceu como acampamento e chegou a abrigar 5.000 operários envolvidos na construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí.
      Teve o nome alterado de estação Alto da Serra para Paranapiacaba, em 15 de julho de 1945. 
      Paranapiacaba, segundo a língua Tupi, significa lugar da visão do mar ou lugar de se ver o mar.
      Digamos que o local foi moradia dos engenheiros e trabalhadores que enfrentaram o desafio de vencer as quase intransponíveis escarpas da Serra do Mar, para instalar sistema de transporte capaz de levar ao Porto de Santos o café produzido no interior de São Paulo.
      No vídeo anterior, mencionei as formas de se visitar esta cidade. Se você optou pela segunda opção, após descer do ônibus, deverá seguir por esta rua. Ao caminhar um pouco mais, terá a visão da passarela que dá acesso à Paranapiacaba.
      Aproveite para tirar boas fotos. 
      Logo que chegar na cidade, verá muitos restaurantes, mas conforme você for entrar um pouco mais para o interior, os preços ficarão um pouco mais barato. Em média a refeição por pessoa está em torno de R$ 15,00 a 25,00, sendo comida à vontade, com bebida. É lógico que existem opções mais caras, que seriam os estabelecimentos próximos à passarela.
      Vale a pena passar no Antigo Mercado para comprar iguarias feitas com o Cambuci, um fruto típico da vila, que também está fortemente presente na culinária dos restaurantes locais. 
      No local vendem cachaça, licor, geleia, bolo, doces e sorvetes derivados do Cambuci. que possui um sabor ácido e, ao mesmo tempo, refrescante.
      Ótimo para comer uma boa sobremesa. Experimente principalmente o sorvete de Cambuci.
      Aprecie a paisagem local, as antigas construções e a arquitura local.
      No topo, que está escondido pelas árvores está o Museu Castelo, em que a entrada está custando R$ 3,00. Mas quando eu fui, ele estava em reforma, sem previsão de quando vai abrir novamente.
      Visite o Clube União Lyra Serrano, a entrada foi gratuita. O local doi a sede de dois clubes da época, a Sociedade Recreativa da Lyra e o Serrano Football Club, unificados em 1936. Aqui temos o hall com a sala de troféus.
      Na Casa Fox, cobra-se a entrada de R$ 3,00 podendo observar os traços da arquitetura do século 19.
      A estação Trem Turística seria o local onde vão desembarcar, aqueles que escolheram a opção 1, via Expresso Turístico. Vale a pena visitar o local.
      Uma breve explicaçao do Locobreque, e ao fundo um trem antigo todo enferrujado, como o qual valeu a pena ter tirado as fotos. Foi muito legal.
      Esqueci de mencionar que existem opções de trilhas, com 6 passeios, variando em 
      diferentes dificuldades entre fácil, médio e difícil. O tempo pode ser de 1 a até 5 horas, dependendo da trilha.
      Importante destacar que os trajetos só podem ser feitos com acompanhamento de monitores credenciados e custa a partir de R$ 25,00 por pessoa. Altamente recomendado para não se perder na trilha, é uma questão de segurança.
      Em frente temos o acesso ao Museo Funicular, a entrada custa R$ 5,00. Lá retrata a história da ferrovia, interessante visitar.
      Na hora de voltar, ao sair da passarela, vire a direita e vá para um outro caminho. É possível ver a torre do relógio de perto, que é uma réplica do Big Ben de Londres. Tem 20 metros de altura.
      Assim termina o passeio. 
      Espero gostem as informações, curta o vídeo e inscreva-se no canal.
      Valeu!!
    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 
       
       Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 
         Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. 
       
        
         
       
       
        Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado.

                
       
        Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos.
       
                
       
        Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. 
       
                

       
        Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs.  
       
                
       
        Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. 
       
       




        
        Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. 
       
      Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90  - Metrô e Trem R$4,00 
        Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! 
        Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
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