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Massa demais essa trilha! Fiz a Salkantay recentemente e queria muito ter incluído Huaraz na mesma viagem, só que não foi possível por falta de tempo. Com esse relato, deu vontade de voltar o mais breve possível para fazer essa trilha.

 

Só uma pergunta...qual foi o gasto total no trekking? Além do gasto de 200S/., quanto mais gastou? Qual o valor mínimo possível de se pagar?

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  • Respostas 59
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Uai uai uai huash!! As pessoas dizem brincando que a Cordilheira Huayhuash é tão difícil que merecia esta denominação alternativa. Segundo a National Geographic é o 2° trekking mais bonito do mundo. M

Uau, uau, uau, huash!   De tirar o folego ! ! !     Maria Emília

Renato:   Suas fotos estão belíssimas, especialmente a terceira, as montanhas refletidas na laguna Carhuacocha ao entardecer.   Marcio: o ideal é uma aclimatação de uma semana e muito exercício ae

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  • Membros de Honra

Anderson:

 

O trekking custou 500 Soles (8 dias, grupo de 12 pessoas) + 10% gorjeta + 200 Soles pedágio.

 

Onibus Lima -Huaraz 60 a 70 Soles cada perna.

 

Cada dia em Huaraz custa entre 100 a 150 Soles (comida + hospedagem). Depende do quanto vc queira gastar ou possa gastar. Estes valores são baseados na minha média (mais para 150 S ). Na Casa de Zarela a diária era de 70 soles. Uma refeição boa varia de 25 a 50 Soles. Num restaurante popular vc come bem por 10 Soles. Tem hostel onde vc vai achar diária mais em conta. Creio que até por 20 Soles.

 

Peru não é caro se vc comparar com o Brasil.

 

Abs, Peter

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  • 2 meses depois...
  • Membros de Honra

Postei poucas fotos. Assim insiro mais algumas fotos da viagem.

 

A impressionante estrada costeira ao Norte de Lima, antes de entrar e subir para Huaraz.

 

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Visão da Cordilheira Blanca da estrada, a cerca de 2 horas de Huaraz.

 

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Vilarejo de Popca, de van a caminho do 1º acampamento.

 

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Renato subindo o 1º paso.

 

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Laguna LLanguanuco.

 

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O famoso Siula Grande.

 

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Casinhas de camponeses, antes do Paso Siula.

 

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Brejo nas alturas.

 

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Cogumelo gigante em pedra.

 

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Abs, peter

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  • Membros

Literalmente fiquei impressionada com o local e também com o seu relato.

Por meio dele, dá para preparar tudo, desde a roupa, quantidade de dinheiro, hospedagem, alimentação e até mesmo remédios.

Muito obrigada pelas dicas, vão ser bastante úteis quando for visitar esse local, pois tive de colocar em minha lista de viagem.

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  • Membros

Que bela pernada,hein! Devo estar percorrendo o Huayhuah em Maio do ano que vem.

 

Agora fiquei em dúvida Peter...no relato da Carla diz que pagou U$ 700,00 por 10 dias em 2012 e você pagou 500 soles por 8 dias. Será que trilhar com um grupo grande fica mais barato? No caso, ficou bemmmm mais barato!

 

Parabéns pela trip

 

Abraços

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  • Membros de Honra

Obrigado Tatiana. Você vai gostar muito de Huayhuash. O grande segredo é uma boa aclimatação antes de iniciar o trekking. E também certo preparo físico antes de sair do Brasil.

 

Celio: eu e Renato notamos esta grande variação de preços: dependo do nº de dias, do nº de pessoas, das mordomias oferecidas e especialmente do público alvo. Se a clientela de uma agência é principalmente de europeus endinheirados, com certeza cobrarão bem mais caro. Embora não tenha usufruído de uma expedição mais cara, minha intuição me diz que não deve ser tão melhor assim (provavelmente a qualidade da comida sim, porém nem tanto porque a dieta na altitude deve ser basicamente carboidratos, sopas, chás, ou seja, na expedição "pobre" e na "rica" a dieta em boa parte é de massas). Não tenho nenhuma queixa quanto a agência em que fomos, exceto pela desinteria, que é algo meio comum nos Andes da Bolívia e Peru.

 

Abs, Peter

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  • 3 semanas depois...
  • Membros
Obrigado Tatiana. Você vai gostar muito de Huayhuash. O grande segredo é uma boa aclimatação antes de iniciar o trekking. E também certo preparo físico antes de sair do Brasil.

 

Celio: eu e Renato notamos esta grande variação de preços: dependo do nº de dias, do nº de pessoas, das mordomias oferecidas e especialmente do público alvo. Se a clientela de uma agência é principalmente de europeus endinheirados, com certeza cobrarão bem mais caro. Embora não tenha usufruído de uma expedição mais cara, minha intuição me diz que não deve ser tão melhor assim (provavelmente a qualidade da comida sim, porém nem tanto porque a dieta na altitude deve ser basicamente carboidratos, sopas, chás, ou seja, na expedição "pobre" e na "rica" a dieta em boa parte é de massas). Não tenho nenhuma queixa quanto a agência em que fomos, exceto pela desinteria, que é algo meio comum nos Andes da Bolívia e Peru.

 

Abs, Peter

 

 

Bom saber disso

 

Estava optando em ir de forma autônoma para esta trilha por conta dos valores do relato da Carla mas vou rever tudo ou contratar pelo menos uma mula.

 

Grande abraço

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  • 1 mês depois...
  • Membros de Honra

Anderson:

 

Se vc tiver tempo pode procurar lá. Na alta estação (inverno) eles tem saída todos os dias, praticamente. O que notei é que algumas empresas fazem um pool. Eles colocam seus clientes numa mesma excursão.

 

Se vc tiver poucos dias lá, melhor já previamente acertar alguma coisa por e-mail. lembre-se que não é só Huayuash. É bom acertar ao menos 2 dias de excursão antes, para aclimatação (laguna Churup, Laguna 69). Mas estas excursões rápidas de um dia dá para acertar lá mesmo com tranquilidade.

 

O Renato, meu companheiro de Trekking, é o mestre em planejamento. Talvez ele possa acrescentar algo.

Abs, peter

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    • Por rafael_santiago
      Nevados Yerupajá e Yerupajá Chico
       
      Para informações sobre a viagem do Brasil a Huaraz e sobre o período de aclimatação que fiz, leia o meu relato em lagunas-69-churup-willcacocha-e-aguak-quatro-trekkings-de-aclimatacao-para-huayhuash-t117670.html.
       
      Depois de testar a minha adaptação à altitude em três caminhadas de uma dia acima de 4400m, e ter por sorte uma excelente aclimatação, era hora de encarar o meu grande objetivo nessa viagem ao Peru: o Circuito Huayhuash em 8 dias.
       
      Nas agências de Huaraz esse trekking é proposto para 8 dias (ou mais, se o cliente quiser e puder bancar), mas na realidade caminha-se 6 dias e meio, com o primeiro dia todo tomado pelo deslocamento até o primeiro acampamento, bem distante de Huaraz (quase 4h de viagem), e o último dia resumido a 4h30 de caminhada apenas, com o deslocamento de volta no restante do dia.
       
      O trajeto é todo ao redor da Cordilheira Huayhuash, ao sul da Cordilheira Blanca, nas imediações da cidade de Chiquian. O sentido mais comum é o horário, com início no acampamento Cuartelwain e o final variando entre as localidades de Pocpa e Llamac. Encontramos porém grupos fazendo no sentido anti-horário.
       
      Eu paguei 700 soles (US$ 222) por esse trekking pela agência Monttrek, de Huaraz. Os integrantes do meu grupo pagaram preços entre 450 e 650 soles através de outras agências ou pelo hostel onde estavam hospedados. No fim o serviço foi todo prestado pela agência Enjoy Huayhuash.
       
      Estava incluído no preço o guia, o assistente e o arrieiro (condutor da tropa de animais). Todos eles cozinhavam e havia cinco refeições/lanches por dia. Também as barracas, isolantes, sacos de dormir, a tenda-cozinha e a tenda-refeitório, tudo carregado por uma tropa de cinco burros e duas mulas, além de um cavalo de emergência. O deslocamento de/para Huaraz também estava incluído.
       
      Laguna Gangrajanca com nevados Jirishanca e Jirishanca Chico
       
      SOBRE O FRIO E AS ROUPAS
       
      Nos oito dias de trekking tivemos dias bastante ensolarados. O sol é muito forte, um protetor solar é indispensável, porém o ar é sempre frio, o que se percebe quando sopra o vento ou quando caminhamos na sombra. Durante o dia portanto eu caminhava sempre com calça de tactel e segunda-pele de manga longa de lã de merino lightweight, no mínimo. Às vezes vestia um fleece fino ainda. Alguns colegas suportavam melhor o ar frio e caminhavam de manga curta.
       
      No começo do dia muitas vezes caminhávamos um longo tempo pela sombra, dentro de um vale, e o frio da manhã era intenso. Nessas condições eu saía do acampamento com as duas blusas de fleece que tinha usado para dormir, uma mais fina e outra mais grossa (Polartec), além da segunda-pele de manga longa de lã de merino. Ainda gorro e luvas de fleece.
       
      No fim do dia, quando o sol sumia atrás das montanhas, a temperatura despencava muito rapidamente. Eu vestia sobre a segunda-pele as duas blusas de fleece e mais uma jaqueta impermeável/respirável para reter o calor. Para as pernas levei uma calça segunda-pele de lã de merino midweight para colocar sob a calça de tactel, mas não foi suficiente, sempre sentia muito frio nas pernas. Tentava reter o calor com uma calça impermeável/respirável. Além disso gorro e luvas de fleece.
       
      Durante a madrugada, a temperatura sempre caía abaixo de zero, o que podia ser conferido na quantidade maior ou menor de cristais de gelo na parte externa da barraca todas as manhãs. Eu levei um saco de dormir Marmot Alpha, de pluma de ganso, de especificação: conforto 2,6ºC, limite -2,8ºC e extremo -19ºC. Em algumas noites ele não foi suficiente, principalmente nas pernas, e tive de usar além dele um Deuter Orbit +5 de especificação: conforto 9ºC, limite 5ºC e extremo -9ºC. Aí sim dormia bem aquecido.
       
      Acampamento Cuartelwain. À esquerda: Jirishanca, Ninashanca, Rondoy e Rasac
       
      30/07/15 - 1º DIA: DE HUARAZ AO ACAMPAMENTO CUARTELWAIN
       
      As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/CircuitoHuayhuash1DiaPeruJul15.
       
      Às 8h15 a van passou no hostel para me apanhar. Fui o primeiro a entrar, mas logo comecei a conhecer meus companheiros de (longa) caminhada: Annie (americana de 55 anos), Joel (suíço de 37 anos), Antônio (Tony, espanhol de 56 anos), Robert (inglês de 27 anos), Ofri (israelense de 25 anos), Or (israelense de 26 anos) e Yoav (israelense de 28 anos).
       
      Saindo de Huaraz no sentido sul a primeira parada foi no povoado de Catac para comprar guloseimas de última hora e usar os baños (banheiros). Em seguida uma longa viagem passando pela cidade de Chiquian, onde trocamos o asfalto pelas poeirentas e pedregosas estradas de terra, depois Llamac e uma parada em Pocpa. Ali conhecemos o nosso guia Teo e seu assistente Henry, e seguimos de van até o acampamento Cuartelwain.
       
      Em Llamac e Pocpa pagamos as primeiras taxas de "protección", num total de 30 soles. Na verdade, é um pedágio que as comunidades cobram ao longo de todo o percurso do circuito, o que totaliza 195 soles. Nosso guia Teo recolheria na manhã seguinte o valor restante de 165 soles de cada um para tornar mais ágil o pagamento durante a caminhada. Lembrando que toda essa área pertence a particulares, não faz parte de nenhum parque nacional.
       
      Em Cuartelwain, às 14h10, as barracas e tendas foram rapidamente montadas. Altitude de 4172m. Tivemos nosso primeiro contato visual com as montanhas nevadas de Huayhuash, porém ainda bem discretas diante do que estava por vir. Quando o sol desapareceu atrás das montanhas, tivemos nossa primeira amostra do que seria o frio dentro dos vales. E muito mais depois, durante a noite e madrugada.
       
      O jantar sempre tinha sopa como entrada, todos os dias uma sopa diferente. O prato principal nessa primeira noite foi peixe frito, supostamente truta. Eu, evitando comer carne durante o trekking, fiquei no ovo frito mesmo. Depois chá bem quente e dormir para se preparar para o início da caminhada.
       
      As refeições foram todas fartas e com possibilidade de repetir quando quisesse. A enorme porção de arroz que vinha no prato era um tormento para os colegas europeus, não acostumados a isso, mas para mim, brasileiro, era uma quantidade que podia dar conta. Só sentia falta de um pouco de feijão para acompanhar tamanha quantidade de arroz.
       
      Uma novidade para mim nesse trekking (muito diferente do Monte Roraima) foi a existência de banheiros em todos os acampamentos, uns muito bons (e até limpos) e outros sem condições de uso. Em Cuartelwain havia uma casinha com quatro portas, mas apenas duas estavam abertas. Lá dentro vaso sanitário com caixa de descarga acoplada. Um luxo!
       
      Nevados Siulá e Yerupajá
       
      ACLIMATAÇÃO: COMO MEU ORGANISMO REAGIU À ALTITUDE
       
      Planejei essa viagem reservando quatro dias de aclimatação à altitude antes de iniciar o Circuito Huayhuash. Seriam quatro trekkings de um dia com altitudes de até 4600m retornando a Huaraz para dormir. O relato dessas caminhadas está em lagunas-69-churup-willcacocha-e-aguak-quatro-trekkings-de-aclimatacao-para-huayhuash-t117670.html.
       
      Como seria minha primeira experiência de caminhada acima dos 3000m estava preparado para tudo, inclusive a possibilidade de meu organismo reagir de forma muito negativa nesses quatro dias e eu nem tentar fazer o circuito. Logo na primeira noite em Huaraz comecei a minha dieta de mate de coca para ajudar na aclimatação. Não sei se foi bom, tem gente que diz que é placebo, mas sei que felizmente tive uma excelente aclimatação durante os quatro dias, sentindo apenas um pouco de dor de cabeça no primeiro dia, na Laguna 69.
       
      Por recomendação médica, não utilizei os medicamentos Diamox e Decadron, que supostamente ajudam na aclimatação. Durante a caminhada, continuei tomando o mate de coca duas vezes por dia, feito da infusão da própria folha, que eu mastigava depois.
       
      O problema que eu tive durante o circuito, que começou leve nos primeiros dias e depois foi piorando, foi com relação ao sono. Dormia das 20h até por volta de 0h30 ou 1h da madrugada e acordava com o nariz tampado. Dali em diante não dormia direito ou não conseguia dormir mais, mesmo assoando o nariz várias vezes para desobstrui-lo. Ao deitar o nariz entupia de novo e não conseguia pegar no sono. A noite maldormida tinha consequências no dia seguinte já que não estava suficientemente descansado para enfrentar o dia puxado de caminhada.
       
      Carnicero, Siulá, Yerupajá e Yerupajá Chico
       
      31/07/15 - 2º DIA: DE CUARTELWAIN À LAGUNA CARHUACOCHA
       
      As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/CircuitoHuayhuash2DiaPeruJul15.
       
      Nossa rotina pela manhã seria igual todos os dias: às 6h30 todos tinham que estar na tenda-refeitório tomando o desayuno, com as respectivas barracas vazias e as mochilas cargueiras entregues ao arrieiro. Às 7h todos com as mochilas de ataque nas costas para iniciar a caminhada, faça o frio que fizer. E como fazia! Às vezes arrumava a mochila sem sentir os dedos das mãos. Um pacotinho com o lanche de trilha do dia era entregue a cada um antes de iniciar a caminhada.
       
      Nesse dia nosso guia Teo não foi tão rígido e começamos a andar às 7h17. Adentramos o vale gelado no sentido nordeste por 22 minutos e começamos a subida da encosta à nossa direita em direção ao primeiro passo do dia, o Cacananpunta. A subida foi longa e cansativa, quase toda feita na sombra e no frio. Eu mantive o meu passo devagar-e-sempre: devagar para não sentir falta de ar e chegar a uma respiração estável, e sempre pois não fazia paradas para não ter de iniciar o trabalho de respiração de novo.
       
      Alguns colegas consideraram esse passo um dos mais difíceis, alguns já ficaram bem para trás. Vencido o desnível de 508m, cheguei ao Passo Cacananpunta às 9h. Altitude de 4680m. Parada para se aquecer ao sol e contemplar o imenso vale à nossa frente, o qual iríamos contornar pela direita. Às 9h36 começamos a descida do passo, toda em ziguezagues também. Cruzamos com um ou mais grupos que estavam fazendo a caminhada no sentido anti-horário. Às 9h52 a longa descida teve fim próximo a uma cruz fincada em homenagem ao alpinista polonês Radoslaw Koscinski, que morreu explorando as nascentes do Rio Amazonas-Maranhão na Cordilheira Huayhuash em 1998. Por incrível que pareça estamos na bacia do Rio Amazonas!
       
      Seguimos pela encosta direita do grande vale avistado do passo até alcançar uma placa de boas vindas ao "melhor trekking do mundo". Nesse ponto a trilha quebra de leste para sul e temos a primeira empolgante visão dos nevados da Cordilheira Huayhuash: Jirishanca Chico, Yerupajá, Jirishanca, Rondoy e Ninashanca. Parada para fotos, claro, já que o dia estava espetacular!
       
      Às 11h alcançamos o posto de "protección" de Janca (pronuncia-se ranca). Há inclusive um portão de ferro para intimidar quem porventura não queira pagar o pedágio. Nosso guia Teo já havia recolhido o valor total dos pedágios de cada um e o pagamento então ocorreu sob sua responsabilidade. Assim, todos aproveitamos para descansar um pouco e mastigar algum lanche.
       
      Jirishanca Chico, Yerupajá, Jirishanca, Rondoy e Ninashanca
       
      Liberada a nossa passagem, cruzamos o Rio Janca e começamos a longa e suave subida para o Passo Carhuac ao sul. Infelizmente não estava no nosso percurso a Laguna Mitucocha. No meio da subida paramos para o almoço, às 11h44. Tony, nosso amigo espanhol, já dava sinais de cansaço e reclamava de uma dor no joelho. Findo o almoço, às 12h35 continuamos a lenta subida ao Passo Carhuac, aonde cheguei às 13h30. Altitude de 4628m. No passo e na descida que se seguiu, à nossa direita vão surgindo mais próximos os altos e majestosos picos nevados da cordilheira, até que às 14h50 temos de um mirante à direita da trilha a estonteante visão da Laguna Carhuacocha aos pés dos principais picos da cordilheira. Entre eles o Yerupajá Grande, 6634m de altitude, segunda montanha mais alta do Peru (só perde para o Huascarán, 6768m). Após alguns minutos de admiração da magnífica paisagem, bastou descer pela face norte da laguna até o acampamento, aonde cheguei às 15h20. Altitude de 4196m.
       
      Nosso acampamento estava montado na parte alta da face norte, próximo a uma fonte de água e dos banheiros. Tínhamos apenas um grupo vizinho. Porém nas margens da lagoa, bem abaixo de nós, havia diversos outros grupos acampados. A visão dali para a cordilheira era ainda mais ampla e pudemos identificar, além do Yerupajá Grande, o Siulá (6344m), o Yerupajá Chico (6121m), o Jirishanca (6094m) e o Jirishanca Chico (5445m).
       
      Todos os acampamentos do trekking foram em lugares de grande beleza, sempre com visão dos nevados da Cordilheira Huayhuash, mas na minha opinião os mais bonitos foram este de Carhuacocha e o Incahuayin, junto às lagunas Jahuacocha e Solteracocha, no sétimo dia de caminhada.
       
      O jantar foi arroz com frango ensopado, mas para mim batatas. Depois sempre tinha um chá bem quente para espantar o frio, ou pelo menos tentar.
       
      O banheiro ali era um buraco no chão com os lugares certos para colocar os pés, e ao lado um reservatório de água com uma vasilha para dar a "descarga". Casinha com duas portas.
       
      Nesse dia caminhamos 16,8km.
       
      A ÁGUA DURANTE O TREKKING
       
      A questão da água para beber nesse trekking foi mais complicada do que eu imaginava. Em alguns dias havia água abundante, já em outros havia pouca água corrente ao longo do trajeto. Mas o problema é que sempre havia vacas, ovelhas, cavalos, além das pessoas que estavam passando ou que eram fixas. Com isso, tratar ou ferver a água era algo imprescindível. Eu não levei produtos para purificar a água pois não uso isso durante as travessias no Brasil. E não me agradava a idéia de usá-los durante oito dias seguidos. A solução foi aproveitar a água fervida (ou apenas esquentada, não sei) todos os dias para o chá e encher as minhas duas garrafinhas de 500ml para consumir ao longo do dia. Alguns colegas usavam Micropur Classic para tratar a água, disseram que é ótimo, porém deve-se esperar duas horas antes de bebê-la.
       
      Yerupajá e Yerupajá Chico
       
      01/08/15 - 3º DIA: DA LAGUNA CARHUACOCHA AO ACAMPAMENTO HUAYHUASH
       
      As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/CircuitoHuayhuash3DiaPeruAgo15.
       
      O frio desta noite foi intenso e pela manhã uma camada mais grossa de cristais de gelo cobria as barracas e todo o gramado. Mas a fonte de água não chegou a congelar. Felizmente estávamos no alto e logo o sol começou a nos aquecer.
       
      Nesse dia começamos a caminhar às 7h16. Descemos até a extremidade leste da laguna, passamos pelos outros acampamentos, Teo pagou a nossa "protección" e contornamos a Laguna Carhuacocha por toda a face sul até entrar para um vale à esquerda (sul).
       
      Pouco antes de atingir a Laguna Siulá fizemos uma pausa às 9h11 para quem quisesse subir ao mirante da Laguna Gangrajanca, alguns metros acima à direita. Quase todos subiram pois a vista vale todo o esforço. Essas duas lagunas fazem parte de um conjunto de três (com a Quesillococha, mais acima) que são um dos cartões postais de Huayhuash, de tão belas e fotografadas que são.
       
      De volta à trilha principal, cruzamos às 10h04 o riacho que brota da Laguna Siulá e prosseguimos pela sua esquerda. Ali conhecemos um casal francês que estava fazendo um caminho alternativo e sem guia ou mulas, carregando todo o peso da comida e equipamentos nas costas. Estavam muito bem aclimatados e em ótima condição física!
       
      Em determinado ponto às margens da Laguna Siulá a trilha quebra para a esquerda e se dirige para o Passo Siulá, 526m acima. Começamos a subida de verdade às 10h34. Essa foi bem cansativa também, na base do devagar-e-sempre, e por sorte o mirante das três lagunas está no meio dela para quebrar a ascensão em duas fases, com um bom descanso no mirante às 11h06 fotografando as belíssimas lagunas com os nevados ao fundo: Siulá, Yerupajá, Yerupajá Chico, Jirishanca e Jirishanca Chico.
       
      Ali conheci o meu xará Rafael, de Porto Alegre, que estava fazendo um percurso um pouco diferente do nosso, com um guia particular. Conversamos pouco ali pois o meu grupo já estava de saída.
       
      Mirante das 3 lagunas: Quesillococha, Siulá e Gangrajanca. Ao fundo nevados Jirishanca e Jirishanca Chico
       
      Retomamos a subida às 11h38, cruzamos um vale mais plano e em seguida a subida final com muitas pedras soltas. Cheguei ao Passo Siulá às 12h23. Altitude de 4823m com a primeira visão dos nevados Carnicero (5960m) e Sarapo (6127m). Joel, nosso colega superativo, já estava voltando de um mirante acima do passo, e disse que valia a pena dar uma espiada. Continuei então pela crista à esquerda e fui até 4869m, num mirante que valeu mesmo o esforço extra. Além de uma outra laguna verde escondida entre as montanhas, tive a primeira visão dos nevados Trapecio (5644m) e Jurau (5650m).
       
      De volta ao passo descemos menos de 200m para fazer o almoço pois no alto ventava muito. Às 13h38 retomamos a caminhada descendo o restante do passo. À nossa direita os impressionantes nevados Trapecio, Jurau, Carnicero, Siulá e Yerupajá. O grupo todo disparou na frente, ansiosos (não sei por quê) em chegar ao acampamento. Ficamos eu e o Tony para trás, junto com o Henry (assistente do guia), tentando identificar pelos mapas os nevados que podíamos avistar ao nosso lado. Sem nenhuma pressa, ainda paramos uns 20 minutos para descanso e fotos na Laguna Carnicero, às 14h47.
       
      Cerca de 1km depois da laguna (às 15h32) uma outra trilha entroncou à esquerda, é a trilha pela qual vêm os burros e mulas já que a subida do Passo Siulá é mais arriscada para eles, podem cair e se machucar nas pedras. E também causar excesso de erosão na trilha íngreme. Cinco minutos depois já avistávamos do alto o acampamento Huayhuash. Foram mais 15 minutos de descida até ele. Cheguei às 16h. Altitude de 4357m. No fundo do vale (sul) tínhamos o Nevado Puscanturpa e a oeste o Jurau e Carnicero.
       
      Nosso acampamento estava montado bem ao lado de um riacho de águas limpas e geladas. Nosso guia Teo pagou "protección" aqui também. Uma placa dá as boas vindas à comunidade de Tupac Amaru, porém ela fica a 5km dali por estrada.
       
      Mais tarde reencontrei o Rafael de Porto Alegre e pudemos conversar mais. Soube que havia um grupo de quatro brasileiros também, mas não estavam ali no acampamento.
       
      O jantar nesse dia foi arroz com lomo saltado. Para mim só o saltado, sem o lomo... risos. Tony, nosso amigo espanhol, perguntava a todos se estavam conseguindo dormir bem já que ele estava tendo bastante dificuldade.
       
      O banheiro desse acampamento é requintado, tem vaso sanitário com caixa de descarga acoplada e ainda lavatório. Casinha com duas portas.
       
      Nesse dia caminhamos 14,3km.
       
      Trapecio
       
      02/08/15 - 4º DIA: DO ACAMPAMENTO HUAYHUASH A ÁGUAS CALIENTES
       
      As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/CircuitoHuayhuash4DiaPeruAgo15.
       
      Esse foi o dia mais tranquilo do trekking, ou melhor seria dizer que foi o único dia tranquilo...
       
      Deixamos o acampamento às 7h09 na direção sul subindo suavemente pela encosta esquerda de um grande vale. O sol já iluminava e aquecia quase todo o vale, porém boa parte da trilha ainda estava na sombra, então mantive as roupas mais quentes. Em trechos mais úmidos havia água congelada no chão, ou seja, a temperatura foi negativa novamente durante a madrugada. Subíamos tendo os nevados Jurau e Carnicero como sentinelas à nossa direita, um pouco distantes. Mais próximo estavam o belo Nevado Trapecio, que aqui tem forma piramidal, e o Nevado Puscanturpa. Às 8h10 o Oliver (nosso arrieiro) nos ultrapassou com a tropa.
       
      Às 8h40 a trilha atravessa uma área de desmoronamento, com o caminho aberto entre grandes blocos de pedra, e às 9h05 chegamos ao Passo Portachuelo. Altitude de 4776m, com 419m de desnível desde o acampamento feito em duas horas, ou seja, um passo bem tranquilo comparado aos outros. Enquanto esperávamos os colegas para reagrupar, Robert e Annie subiram um morro próximo para ter uma visão mais panorâmica.
       
      Às 9h33 continuamos escoltados pelo Puscanturpa à direita (oeste), porém a sudeste surge um outro conjunto de nevados apartado de Huayhuash, é a bela Cordilheira Raura, que ficará sob nosso olhar ainda até o dia seguinte. A descida do passo foi bem suave também, com a trilha apontando diretamente para o Nevado Millpo, bem distante.
       
      Às 10h20 avistamos a grande Laguna Viconga, represa construída para gerar energia, segundo Teo. Em 20 minutos cheguei próximo às suas margens, porém a trilha passa bem acima da água. Pudemos caminhar pela trilha mais baixa, mas quando o nível da represa está mais alto é preciso tomar a direita numa bifurcação e caminhar pela trilha mais acima. A visão da laguna com o grande Nevado Leon Huacanan (da Cordilheira Raura) ao fundo é espetacular.
       
      De uma forma ou de outra tivemos que subir e passar por um portão onde havia dois homens cobrando a "protección". Como eu estava sozinho, eles perguntaram o nome do meu guia e liberaram a passagem. Aproveitei para perguntar o nome dos nevados avistados: Cuyoc (5550m) e Puscanturpa (5442m) a noroeste e Pumarinri (5450m) a oeste (no dia seguinte passaríamos entre eles, no Passo Cuyoc).
       
      Acampamento Águas Calientes
       
      Após o portão a descida é inclinada e em ziguezagues em direção ao grande vale por onde corre o rio que extravasa da represa e desce furiosamente a íngreme encosta. Ao final da descida uma grande e caudalosa cachoeira. Depois o rio serpenteia vale abaixo um pouco mais manso e passa bem ao lado do acampamento Águas Calientes, aonde chegamos ao meio-dia em ponto. Altitude de 4369m, o acampamento mais alto do trekking segundo o meu gps. O dia realmente hoje foi fácil demais, uma forma de descansar para o que viria pela frente. Nesse dia deu até tempo de os cozinheiros prepararem um almoço quente, arroz com hambúrguer (ovo para mim).
       
      O grande atrativo aqui, além das montanhas e do bonito rio, como o próprio nome já diz, são as piscinas de água quente. São três, a menor sendo usada para o banho completo, com sabonete e xampu, porém não havia vazão de água nela e o aspecto não era muito bom. A maioria foi direto para a piscina do meio, de temperatura bem agradável. A outra piscina grande estava com a água quente demais e ninguém conseguiu ficar. Aproveitei um tanque ao lado para lavar as minhas roupas, as quais secaram num instante por causa do vento e do ar seco.
       
      Nesse acampamento havia vários grupos também, inclusive um pessoal da Bélgica que estava num esquema de muita mordomia. A equipe deles montou um banheiro privativo para eles não terem que usar o do acampamento, que foi o pior de todos: duas cabines de madeira sem porta e com um buraco fétido no chão.
       
      Passamos o resto do dia descansando e curtindo aquele bonito lugar, primeiro nas piscinas, depois conversando na beira do rio. Robert, o inglês, sacou o seu pequeno violão para algumas bonitas canções intimistas. Joel, o suíço desinquieto, subiu uma montanha ao sul do acampamento só para não enferrujar os músculos ficando parado. Tony aproveitou para descansar e dormir um pouco, já que não estava conseguindo dormir à noite. No jantar estava até mais falante.
       
      Encontrei o grupo de quatro brasileiros, todos de São Paulo (se não estou enganado), e conversamos rapidamente. Eles estavam com um guia brasileiro e um arrieiro para levar a maior parte do peso.
       
      À noite o jantar foi espaguete com (poucos) legumes. Chá quente e cama!
       
      Nesse dia caminhamos 11,5km.
       
      Nevados Rasac, Yerupajá, Sarapo, Siulá e Carnicero vistos do Mirador San Antonio
       
      03/08/15 - 5º DIA: DE ÁGUAS CALIENTES A GUANACPATAY COM SUBIDA DO MIRADOR SAN ANTONIO
       
      As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/CircuitoHuayhuash5DiaPeruAgo15.
       
      O acampamento Águas Calientes foi o ponto extremo sul do nosso percurso. Para completar a volta ao redor da Cordilheira Huayhuash iniciamos gradualmente o retorno para o norte.
       
      Começamos a caminhada do dia às 7h14 retornando pelo mesmo caminho do dia anterior até a ponte sobre o rio que vem da represa. Ali mudamos o rumo e tomamos a trilha que sobe a encosta na direção norte. Apesar de o sol já iluminar e aquecer todo o vale, essa subida foi toda na sombra, com muito frio.
       
      Uma dica que deixo aqui é a seguinte: ao fazer esse trekking com o tempo firme e estável como pegamos, o melhor é sair do acampamento com o mínimo de roupa grossa possível, mesmo aguentando um pouco de frio no começo da caminhada. Se possível apenas uma segunda-pele e um fleece mais fino. Depois que se atinge o sol, todas as roupas quentes vão para a mochila de ataque, fazendo peso e volume para se carregar pelo resto do dia, um pequeno incômodo na minha opinião. Mas o impermeável precisa ficar na mochila de ataque sempre, pois nunca se sabe quando o tempo vai mudar, e ficar molhado num lugar frio como esse é um pulo para uma hipotermia.
       
      Nessa subida para o Passo Cuyoc nosso amigo Tony ficou muito para trás (na verdade não o vi mais, como contarei mais à frente). Após um primeiro e longo aclive, vem um trecho plano emoldurado pelos lindos nevados Cuyoc e Puscanturpa. Ali ultrapassamos os quatro brasileiros e foi a última vez que os vi também. No segundo aclive, pouco inclinado, vai se formando atrás de nós uma linda visão panorâmica da Cordilheira Raura, aquela que conhecemos no dia anterior no Passo Portachuelo. À direita, é surpreendente a grossura das camadas de neve sobre o Nevado Cuyoc, parece que a montanha está coberta por um espesso chantilly. Por ali, às 9h30, o Oliver nos ultrapassou com os burros e mulas.
       
      Às 9h43 cheguei ao impressionante e árido Passo Cuyoc, o ponto mais alto do trekking, com 5034m no meu gps. Desnível de 665m desde o acampamento, porém sem muita dificuldade. A visão para todos os lados é de cair o queixo, tudo maravilhosamente iluminado por um dia de sol e céu azul sem uma nuvem sequer. Uma recompensa por todo o esforço para se chegar até ali. A paisagem era tão inspiradora que nosso amigo Robert sentou-se para desenhar as montanhas em seu caderno de viagens.
       
      Para trás (sudeste) tínhamos uma visão ainda mais ampla da Cordilheira Raura, à direita (nordeste) a montanha de chantilly sobre o Nevado Cuyoc, ao sul o cume duplo do Pumarinri e à nossa frente (noroeste) a vista grandiosa de um imenso vale com os nevados da Cordilheira Huayhuash à direita: Rasac, Yerupajá, Sarapo, Siulá e Carnicero. Ali o nosso guia Teo nos apontou onde ficava o Mirador/Passo San Antonio, e já deu para ter uma idéia da dificuldade que seria subi-lo. O San Antonio não estava no nosso trajeto e sua subida era opcional.
       
      A pior parte do Passo Cuyoc estava por vir: a sua descida. Uma pirambeira de pedras soltas num ziguezague que parecia não ter fim. Desci com cuidado para não torcer o pé nas pedras e levei 36 minutos para chegar ao vale. Apesar da dificuldade, alguns dispararam na frente.
       
      No vale voltamos a ter visão do Nevado Trapecio, agora num outro ângulo. Às 11h03 paramos numa bifurcação. Quem fosse subir o San Antonio deveria descer a um outro vale à direita, quem não fosse subir seguiria em frente para o acampamento com Teo. Só Annie optou por não subir. Tony estava muito para trás, nem o vimos no passo, e Henry o acompanhava com o cavalo à disposição, se necessário. Seguimos portanto nós seis para o San Antonio sem guia.
       
      Passo Cuyoc. À esquerda: Ancocancha (Rosario), Caramarca e Tsacra Chico. À direita: Rasac, Yerupajá, Sarapo, Siulá e Carnicero
       
      Eu parei um pouco na bifurcação para comer algo e me distanciei do pessoal. Atravessei o vale meio encharcado (que na época das chuvas deve virar uma lagoa) e alcancei o Or (um dos israelenses) no sopé da montanha onde se encontra o mirador, às 11h31. O sol já estava forte. Comecei a subir pela ladeira de pedras e meu coração disparou, sentindo uma ligeira falta de ar. Quase desisti ali mesmo, pensando se valia mesmo a pena subir até os 5000m de novo (estava a 4524m). Mas insisti e pensei em subir até o primeiro platô, um pasto com vacas, para ter uma visão melhor do caminho e avaliar. Ao chegar lá os outros estavam me esperando (menos Joel, que quis bater o recorde de um israelense que subiu em 34 minutos). Isso me animou a continuar, mesmo sem ver como seria o caminho até o topo. Desse platô subimos pela encosta esquerda do vale, primeiro por trilha depois por um leito pedregoso cujo córrego ainda tinha placas de gelo, mas sem ter que molhar a bota. Só no alto é que pudemos ver como ainda seria difícil a chegada ao mirador, com a trilha bastante inclinada. Continuamos pelo caminho bem marcado entre pedras até alcançar a subida final, que foi se tornando mais e mais íngreme até virar uma trilha em ziguezague, que era a forma de evitar escorregar para trás ao dar o passo.
       
      Cheguei enfim ao Mirador San Antonio às 12h49, altitude de 5008m, ligeiramente mais baixo que o Passo Cuyoc pelo meu gps, porém isso varia por ser um altímetro barométrico, baseado na pressão atmosférica. E posso dizer que valeu a pena o esforço. É uma paisagem grandiosa, quase inacreditável, de tantos picos nevados e lagunas perdidas pelos vales abaixo deles. À direita temos o Rasac, Yerupajá, Sarapo, Siulá e Carnicero. À esquerda, Jullutahuarco, Caramarca e Tsacra Chico. Lagunas Jurau, Santa Rosa e Sarapococha nos vales. Para trás o Passo Cuyoc e ali no alto só o nosso grupo, depois chegaram alguns israelenses.
       
      Iniciamos a descida às 13h47 pelo mesmo caminho. Ao chegarmos ao primeiro platô (onde eles me esperaram) o Henry nos aguardava com o almoço. Depois terminamos de descer ao vale por um outro caminho, já na direção do acampamento (oeste). O grupo dos belgas acampou nesse vale, segundo o Henry eles iam subir o San Antonio e descer para o outro lado.
       
      Continuamos descendo na direção oeste, passamos por casas construídas de pura pedra, e chegamos ao acampamento Guanacpatay às 16h13. Altitude de 4316m. Esse acampamento fica bastante isolado dentro do vale, apenas com essas casas de pedra a uma certa distância.
       
      Mal cheguei e já soube que o guia Teo havia descido para a vila de Huayllapa levando o Tony, que se sentia extremamente cansado e com dores de cabeça mais fortes. Ele infelizmente estava saindo do trekking. Desde o começo ele dizia que tinha problemas à noite, não conseguia dormir, ao pegar no sono dava um pulo e acordava. Isso o deixava cansado, ficando sempre bem para trás do grupo. Nas subidas tinha bastante dificuldade, desde o primeiro passo no primeiro dia. Aquela noite ele dormiria em Huayllapa, depois em Cajatambo e só chegaria de volta a Huaraz dois dias depois. As rotas de fuga desse trekking são bastante complicadas. Teo ainda retornou naquela mesma noite ao acampamento.
       
      O jantar foi arroz, purê de batata e ovo frito (veg para todos nesse dia).
       
      O banheiro tinha vaso sanitário com caixa acoplada, ainda com assento e tampa. Luxo total. Era uma casinha com duas portas. Se não me engano havia um lavatório ao lado.
       
      Nesse dia caminhamos 17,8km.
       
      Diablo Mudo
       
      04/08/15 - 6º DIA: DE GUANACPATAY A HUATIAC COM PARADA NA VILA DE HUAYLLAPA
       
      As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/CircuitoHuayhuash6DiaPeruAgo15.
       
      Deixamos o acampamento Guanacpatay às 7h04 e caminhamos bastante tempo por dentro do vale, sempre na sombra, com muito frio. Às 7h53, ao final desse vale, tivemos finalmente o calor do sol e uma bonita vista de outros vales bem mais abaixo, porém era o início de uma descida quase vertical onde foi preciso ir devagar e com cuidado. Logo vimos que estávamos descendo a encosta ao lado de uma grande cachoeira! E o fim da descida vertiginosa foi às margens do riacho que vinha dela, o Rio Guanacpatay.
       
      Pausa para curtir o sol. Numa outra encosta para dentro do vale do Rio Calinca uma nuvem de poeira sinalizava que nossa tropa vinha por um outro caminho, já que aquele nosso seria muito arriscado para os animais.
       
      Às 8h43 continuamos descendo pelo vale do Rio Huayllapa (resultado da junção dos rios Calinca e Guanacpatay) tendo-o à nossa direita a princípio, depois à nossa esquerda ao cruzar uma ponte onde a nossa tropa de burros e mulas nos ultrapassou. Paramos todos num portão onde Teo fez o pagamento da "protección" para a comunidade de Huayllapa. Dali já avistávamos a pequena vila mais abaixo e logo chegamos a uma bifurcação: subindo à direita o caminho para o acampamento Huatiac, descendo em frente a vila. O guia perguntou quem queria descer à vila e todos aceitaram. A princípio eu e outros não gostamos da idéia pois queríamos nos manter "longe da civilização" pelo máximo de tempo possível, imaginando que iríamos encontrar ali carros buzinando e outras neuroses do tipo (trauma de Huaraz), porém na vila só andamos por vielas em que nem cabem carros, e o lugar é tão primitivo que valeu a pena conhecer.
       
      Paramos às 10h09 na Bodega Sol de Yerupajá para tomar algo gelado enquanto alguns colegas aproveitavam para recarregar as baterias de algum aparelho eletrônico. No salão dos fundos há dois interessantes mapas topográficos bem grandes na parede.
       
      Saímos às 10h46 e subimos de volta à bifurcação para Huatiac, tomando a trilha que sobe à esquerda. E como sobe! E que sol forte estava! Dos 3509m de altitude da vila subimos direto até os 4012m, onde paramos para o almoço às 12h05. Robert já estava passando mal com a subida constante sob o sol tão quente.
       
      Rio Huayllapa
       
      Toda essa subida foi feita ao longo do vale do Rio Milo, que desce das montanhas. No princípio tínhamos o rio bem próximo, até o cruzamos em determinado ponto, e vimos bonitos poços de água cristalina e pequenas quedas. A direção geral da caminhada, que era oeste (grosso modo) desde a descida do Mirador San Antonio, passou a ser norte, o que se manteria até o meio do dia seguinte.
       
      Após a pausa do almoço, retomamos a subida às 12h54. Mais acima cruzei pelas pedras um afluente do rio principal do vale e curiosamente encontrei uma senhora com roupas típicas, muito coloridas, andando pela trilha num local em que parecia não haver casa ou morador nenhum. Sua casa devia estar bem mais acima, mas numa outra direção. Será que eu já estava tendo alucinações? Culpa do mate de coca... kkkkk
       
      Subi ainda mais um pouco e quando já pensava em parar para descansar a trilha nivelou e já pude avistar o acampamento Huatiac para dentro de um grande vale, a Quebrada Huancho. Cheguei a ele às 13h51, cruzando o Rio Huancho pelas pedras. O Henry se desequilibrou nessas pedras e caiu na água. Teve de trocar rapidamente as roupas molhadas.
       
      Altitude de 4309m, exatamente 800m de desnível desde a vila de Huayllapa. No fundo desse vale o famoso Diablo Mudo (5223m), que algumas pessoas escalam durante o trekking, desde que contratado previamente com a agência pois é preciso levar equipamento para neve. A leste o Nevado Jullutahuarco.
       
      Depois do habitual chá com pipoca da tarde, colocamos as cadeiras fora da tenda-refeitório para conversar aquecidos pelo sol. Porém à medida que o sol ia se escondendo atrás da montanha íamos mudando o círculo de conversa para mais longe do acampamento em busca do calor do sol e fugindo do frio da sombra. Até que desistimos pois todo o vale ficou na sombra.
       
      O jantar foi espaguete com molho de tomate, em grande quantidade. Annie reclamou da carência de proteína na nossa alimentação e eles fritaram um ovo para ela.
       
      Tivemos apenas um grupo como vizinhos esta noite, e foi um pessoal que chegou bem mais tarde pois fizeram um caminho diferente, pelas montanhas.
       
      O banheiro desse acampamento é uma casinha com duas portas com vaso sanitário e descarga acoplada, porém só um deles estava em condições de uso, o outro estava entupido com papéis.
       
      Nesse dia caminhamos 13,9km.
       
      Diablo Mudo e Laguna Susucocha
       
      05/08/15 - 7º DIA: DE HUATIAC AO ACAMPAMENTO INCAHUAYIN/JAHUACOCHA
       
      As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/CircuitoHuayhuash7DiaPeruAgo15.
       
      Como ninguém do grupo ia escalar o Diablo Mudo, saímos todos juntos às 7h11.
       
      Esse dia para mim foi bastante desgastante, em parte pelo cansaço acumulado dos últimos dois dias e em parte por ter tido uma noite muito ruim, sem conseguir dormir depois da 1h da madrugada. E por falta de sorte foi um dia pesado, principalmente por causa do Passo Yaucha.
       
      A subida para o Passo Tapush não foi difícil, mas me cansei bastante mesmo assim. Grande parte dela foi feita pela sombra, com muito frio. Cheguei ao passo às 8h51. Altitude de 4770m, desnível de 461m desde Huatiac. Joel, o agitado, já estava no topo de uma montanha bem alta próxima, para espanto até do guia.
       
      Iniciamos a descida às 9h24 e logo fomos ultrapassados pela nossa poeirenta tropa. A bela Laguna Susucocha, à nossa direita, rendeu boas fotos. Após a laguna, a descida se torna bem mais inclinada e com muitas pedras soltas, até alcançarmos no vale o acampamento Gashpapampa, sem nenhuma barraca, apenas uma placa dando as boas vindas e uma cabine metálica que deve ser o banheiro.
       
      Às 10h11 nos deparamos com um imenso vale bem à frente. Nessa hora a direção da caminhada muda de norte para leste para adentrarmos o vale em direção às cabeceiras. É a Quebrada Angocancha. A boa surpresa são os bonitos bosques de queñuales, árvores que desprendem a casca como um papel. A má notícia é a visão do Passo Yaucha, muito acima de nós, fechando a cabeceira do vale. Da encosta sul (à direita) em que estávamos passamos para a encosta norte do vale atravessando o Rio Angocancha pelas pedras, onde Teo pagou mais uma "protección".
       
      O grupo estava por ali descansando e se preparando para a difícil subida do passo. Eu, como vinha por último, mal cheguei e todos já partiram, não descansei. Aliás nesse dia eu substituí o Tony como companhia para o Henry na rabeira do grupo. Aproveitei para exercitar meu portunhol conversando com ele, fazer o quê?
       
      E lá vamos nós para o Passo Yaucha! Segui no meu passo devagar-e-sempre mas tive que parar uma vez e sentar numa pedra para descansar um pouco. O Henry me oferecia o cavalo o tempo todo mas quem subiu montado nele foi mesmo o Or.
       
      Ninashanca, Rondoy, Jirishanca, Yerupajá Chico e Yerupajá vistos do Passo Yaucha
       
      Cheguei ao Passo Yaucha às 11h45, altitude de 4838m, e não sabia se sentava ou se continuava andando por inércia. Não foi fácil! Permaneci alguns minutos no topo e logo descemos um pouco para o almoço num gramado logo abaixo.
       
      A visão da Cordilheira Huayuash era espetacular, com a face oeste das montanhas que vimos nos primeiros dias: Ninashanca, Rondoy, Jirishanca, Yerupajá Chico, Yerupajá, Rasac e Siulá.
       
      Retomamos a caminhada às 12h38, agora descendo tudo o que subimos. Oh, vida besta! Risos. Voltamos à direção geral norte. Durante toda a descida a vista para os nevados da cordilheira era espetacular, com muitas paradas para fotos, o que me distanciou completamente do restante do grupo, sempre afoito para chegar ao acampamento (e passar o resto do dia fazendo nada). Lá atrás éramos eu, o Henry e o Pajarito (o cavalo de emergência).
       
      Às 14h uma das mais lindas paisagens de todo o trekking, como já disse anteriormente: a vista do acampamento Incahuayin com as duas lagunas, Jahuacocha e Solteracocha, e os nevados Ninashanca, Rondoy e Jirishanca ao fundo. Momento sublime!
       
      A descida foi por uma superpoeirenta trilha em ziguezague até o vale e depois uma breve caminhada por ele até o acampamento Incahuayin/Inka Wain (também chamado de Jahuacocha, pelo nome da laguna), aonde cheguei às 14h30. Altitude de 4082m, o acampamento mais baixo do trekking. Pela primeira vez tive de me deitar ao chegar para tentar dormir um pouco. Quase não fui à sessão de chá com pipoca da tarde. Mas fiz um esforço e fui tomar o chá com Joel, que já estava de volta de um passeio pelas duas lagunas e a tentativa de subir ainda a outra que ficava aos pés dos nevados. Haja energia!
       
      Este acampamento estava relativamente cheio, com diversos grupos terminando ou iniciando o circuito. Algumas pessoas pescavam trutas no límpido e gelado rio. Reencontrei o Rafael gaúcho e contamos nossas aventuras e dificuldades durante o trekking, cujos trajetos foram bem diferentes.
       
      Nosso último jantar foi sopa de entrada (como sempre) e um pratão de arroz, tomate, beterraba, batata frita e croquetes. De novo veg para todo mundo (e desespero da Annie, pela falta de proteína).
       
      Esse acampamento tinha dois banheiros. O do nosso lado do rio era bem ruim: duas cabines de metal sem porta e com um buraco fétido no chão. Do outro lado do rio duas cabines de madeira com uma bancadinha para se sentar, uma delas com assento plástico. Bem melhor!
       
      Nesse dia caminhamos 15,9km.
       
      Yerupajá Chico, Yerupajá, Rasac, Tsacra Chico e Tsacra Grande
       
      06/08/15 - 8º DIA: DE INCAHUAYIN/JAHUACOCHA A POCPA
       
      As fotos estão em https://picasaweb.google.com/116531899108747189520/CircuitoHuayhuash8DiaPeruAgo15.
       
      Saímos do acampamento para o nosso último dia de caminhada um pouco mais cedo, às 6h51. Nossa direção era oposta às lagunas, como que saindo do vale. Cruzamos então a ponte do Rio Achin (que brota das lagunas) e fomos na direção oeste até o pé da encosta à direita, lado oposto ao que descemos no dia anterior. Tomamos a direita numa bifurcação logo após um portão e em seguida começamos a subir a íngreme encosta. Se tivéssemos ido para a esquerda, pela trilha mais larga, sairíamos em Llamac.
       
      Nesse dia me sentia bem melhor, resultado da soneca da tarde anterior e da noite mais bem dormida. Durante a madrugada fez menos frio também.
       
      Na subida da encosta uma nota muito triste. Paramos um pouco junto às pedras que foram colocadas no exato local onde um rapaz israelense de 24 anos havia morrido duas semanas antes em seu último dia de trekking. E o guia era o próprio Teo, que nos contou que o rapaz parecia não estar bem desde o primeiro dia, pedindo sempre o cavalo. Talvez tivesse algum problema de pulmão, uma bronquite ou algo assim. Era uma suposição.
       
      Continuamos a subida e só alcançamos o sol às 8h25, todo esse tempo caminhamos pela sombra gelada. Olhando para trás temos a última visão espetacular nesse trekking recheado de tantas paisagens belíssimas. O sol inundando o vale e iluminando a grande cordilheira com as montanhas que foram os protagonistas desses nossos oito dias de aventura: Rondoy, Jirishanca, Yerupajá Chico, Yerupajá, Rasac, Tsacra Chico e Tsacra Grande.
       
      Chegamos ao Passo Shulca, o último passo do trekking, às 8h55. Altitude de 4559m, desnível de 477m desde o acampamento. De lá do alto já era possível ver a pequena Pocpa, muito abaixo de nós, no fundo do vale do Rio Llamac.
       
      Iniciamos a descida às 9h13 e parecia não ter fim nunca mais aquele ziguezague montanha abaixo. Não paramos nenhuma vez, os ligeirinhos como sempre sumiram na frente. Eu fiquei na retaguarda com Henry, logo atrás de Teo e Annie. As partes mais bonitas dessa descida são os densos bosques de queñuales.
       
      Às 11h22 finalmente alcançamos a vila de Pocpa, onde no início do trekking fizemos uma parada para carregar a van e conhecemos nossos guias. Altitude de 3498m, simplesmente 1061m de descida! Ali um almoço nos esperava. Depois fotos do grupo todo, infelizmente sem o nosso amigo Tony, e zarpar para Huaraz. Annie ficou por lá pois ia continuar sua cicloviagem pelo Peru. A entrega da gorjeta para a nossa equipe ficou a cargo de cada um, de acordo com o valor que achasse justo.
       
      Partimos logo depois do meio-dia, passamos novamente por Llamac, Chiquian, Catac e outros vilarejos até chegar a Huaraz às 15h48. A van deixou cada um em seu hostel e eu fiquei nas imediações da Plaza de Armas para procurar um hostel melhor e mais central do que o Santa Cruz Trek Hostel.
       
      Nesse dia caminhamos 10,7km.
      Total do Circuito Huayhuash: 100,9km.
       
      Eu, Or, Yoav, Joel, Ofri, Robert, Oliver (arrieiro), Henry (guia). À frente: Annie e Teo (guia)
       
      Informações adicionais:
      Mapas em escala 1:70.000 do Ministério da Educação:
      . de Cuartelwain ao Passo Cacananpunta: http://escale.minedu.gob.pe/documents/10156/1367926/ugel_bolognesi_2018.pdf
      . do Passo Cacananpunta ao Passo Portachuelo: http://escale.minedu.gob.pe/documents/10156/1367933/ugel_lauricocha_2018.pdf
      . do Passo Portachuelo ao Passo Tapush: http://escale.minedu.gob.pe/documents/10156/1367939/ugel_11_cajatambo_2018.pdf
      . do Passo Tapush a Pocpa: http://escale.minedu.gob.pe/documents/10156/1367926/ugel_bolognesi_2018.pdf
       
      Alguns sites de agências de Huaraz que fazem o trekking Huayhuash:
      . http://www.monttrek.com.pe
      . http://www.andeanskyexpedition.com
      . http://www.galaxia-expeditions.com
      . http://www.schelerhuayhuashtrek.com
      . http://www.andesexplorerperu.com
      . http://www.enjoyhuayhuash.com
      . http://www.miradortourshuaraz.com
      . http://www.k2-peru.com
      . http://www.activeperu.com
       
      Não vou indicar nenhuma agência pois penso que cada um deve procurar os serviços que estiverem dentro das suas expectativas e do seu orçamento. O nosso trekking foi perfeito, serviço muito bom, mas tem gente que prefere mais privacidade, caminhando num grupo bem reduzido ou mesmo somente com o guia e arrieiro. Outros preferem fazer em 9, 10 ou até 12 dias, com menos caminhada por dia e mais tempo para curtir os lugares. Vale a pena fazer contato com as agências acima e escolher o trekking que melhor se encaixar no que você procura
       
      Sem querer assustar ou desanimar ninguém, acho bastante recomendável consultar um cardiologista ou clínico geral para exames básicos, principalmente de coração e pulmão, antes de partir para um trekking como esse. As condições lá são muito diferentes do que temos aqui no Brasil. A altitude, a baixa temperatura e o ar extremamente seco podem causar sérios problemas de saúde a quem esteja vulnerável ou agravar algum problema que já se tenha. Não custa nada se precaver. Em caso de uma emergência durante o trekking as condições de resgate são precárias e demoradas demais, e mesmo as rotas de fuga são bastante complicadas. Quem leu o relato até o final sabe por que estou falando isso. Pense seriamente nisso!
       
      Rafael Santiago
      agosto/2015
      http://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
       
      Percurso na imagem do Google Earth
       
      Percurso do 2º dia na imagem do Google Earth
       
      Percurso do 3º dia na imagem do Google Earth
       
      Percurso do 4º dia na imagem do Google Earth (em amarelo)
       
      Percurso do 5º dia na imagem do Google Earth (em amarelo)
       
      Percurso do 6º dia na imagem do Google Earth (em amarelo)
       
      Percurso do 7º dia na imagem do Google Earth (em amarelo)
       
      Percurso do 8º dia na imagem do Google Earth (em amarelo)
    • Por Carol Montoaneli
      Eu sempre falei que uma boa viagem começava por um bom planejamento, só não sabia que uma aventura poderia tb começar pela FALTA DE PLANEJAMENTO! kkk
       
      Eu não sabia ao certo o que faria nas minhas férias pq estava estudando pra concurso público. Primeiro decidi não viajar e apenas estudar. Depois decidi viajar pouco. Depois eu surtei e vi que tava ficando doida estudando pra um concurso que não tinha nada a ver comigo, tranquei o curso e resolvi optar por um mochilão!
      O roteiro era assim : casa > Aracajú > Maceió > Recife > João Pessoa > Natal > Fortaleza > casa
      Nãooooooooooooooooo muda de página, não!! Tá o tópico certo sim! Vc já vai entender....kkk
       
      Passei bem uns 20 dias planejado gastos, tinha conseguido couchsurfing, carona, hostel... o diabo! Uma amiga (a Jéssica) topou tb a brincadeira e compramos as passagens numa linda tarde de uma segunda-feira!
       
      Na real mesmo, nós estávamos na dúvida pq tava rolando a maior chuva no nordeste! E estávamos com medo pq a ideia era acampar na maioria das cidades. Pensamos em Machupicchu, mas vimos que a trilha inca estava esgotada e a passagem, um absurdo... então... compramos as passagens pro nordeste mesmo! Isso foi mais ou menos por volta das 15h. Quando deu mais ou menos umas 18h uma outra amiga mandou um email “olha só gente! Promoção da Tam pra cusco!”
       
      Poutz! Desembestamos a correr atrás da empresa pra fazer a trilha! Conseguimos uma empresa com vaga para fazer Salkantay. E as passagens ficaram mais em conta que ir pro nordeste! Compramos as passagens pra Cusco e por volta das 23h estávamos cancelando tudo! Maior confusão!!!
       
      Tudo feito e passado o susto, tive que refazer todo meu check list! Trocar meu biquíni por luvas e gorros e ainda precisei pegar algumas coisas emprestadas com alguns amigos!
       
      Nossa peregrinação começou o aeroporto! Maioooooor chá de cadeira!
      Rio de janeiro (galeão) > São Paulo (Guarulhos) > Lima > Cusco. Daí descobri que faço parte daquele movimento dos “mochileiros perdidos que encostam e dormem em qualquer lugar”. Isso é uma arte e não requer prática, tão pouco habilidade! Apenas VOCAÇÃO!!!! Kkkkkkkkkkkkkkkkk
       

      Ah! Detalhe! No aeroporto de Lima eu percebi que talvez eu passasse um perrenguinho básico em relação a alimentação! A Jéssica pediu um suco típico! Era roxo com cara de suco de uva, tinha gosto de beterraba e cheirava a milho.... tipo suco de tamarindo do chaves, sabe?!
       
      De lima pra cusco pegamos um horário cretino, mas consegui apreciar o nascer do sol! Incrível!
       
      Eu tava bem feliz! Tinha acabado de fazer uma trilha com uns amigos na pedra da Mina e tava numa expectativa braba pra Salkantay!
      Daí veio aquela mocinha simpática oferecendo algo pra vc comer e beber. Pedi um café! Claro! E aí veio minha primeira decepção! O café tem gosto de milho! Rapá! Nunca fiquei tão doida de raiva! O avião tava quase pousando e eu lá com aquele café quente, transbordando (pq até o cheiro enjoava) e eu querendo me livrar daquele negócio! Kkk
      Chegamos em Cuscooooooo!!!!!! Só festa!!!!!!!! Só que não!
      Acho que eles são tão brasileiros quanto a gente! Encostou um carinha do nosso lado com aquele carrinho pra “ajudar”. Foi super simpático e nos levou até o taxi.
      A corrida até o hostel custaria 30 soles. E o cara ainda me cobra na cara lavada 20 soles por ter carregado as nossas mochilas.
      “ah! O senhor me desculpa, mas eu não sabia que cobrava. Não tenho dinheiro!”
      Ele ainda insistiu e falou que brasileiro costuma ajudar com 20 soles. Ou até em reais mesmo! Minha amiga tirou 5 reais e entregou a ele. E ele ainda ficou lá insistindo! Só de lembrar, já fico até brava! Kkk
       
      Ficamos hospedadas o Hostel Che Lagarto. O Check-in era as 14h. Então deixamos as mochilas por lá e fomos das uma volta pela cidade. Paramos numa lanchonete chamada Pan...Tástico!
      Realmente o lugar é muito bom e o sanduiche é incrível! E o café? Com gosto de milho! Hauhauahauhauahuahauhauahauhauhauh Eu já tava conformada: Café, só em casa! Kkkkkkkkkkkkk
       
      Fomos para a praça principal!
       


       
      E ainda caminhamos até o mercado municipal que tem na cidade. Tudo muuuuuuuito colorido! Tudo muito diferente! Tudo muito lindo!

      A cidade estava em festa. As crianças ensaiavam para as apresentações. Eu tinha visto antes de viajar que dia 24 de junho era a festa do Sol. Mas parece que mês de junho todo rola apresentações e são chamadas as “festas de Cusco”. Então..... eu indico viajar pra lá em junho pq fica tudo tão colorido! A cidade toda fica linda! E as crianças são lindas!!!
      Eu tinha visto algo falado sobre Mama Africa! Parece que é uma baladinha que tem lá e que todo mundo adora e recomenda. Não sei se todo mundo vai pra lá pq é a melhor opção ou se pq não tem outra opção...ahauhauahauhauah
       
      Eu e a Jéssica arrumamos nossas coisas, tomamos banho, resolvemos dormir um pouco pra depois ir pra lá. Acordamos quase uma da manhã. Um toró que só por Deus!!!! Mama Africa.... SÓ QUE NÃO! kkkkk
       
      No dia seguinte levantamos por volta das 7h. O café era servido as 8h então resolvemos usar o pc pra botar a vida em dia e avisar pra todo mundo que tava tudo bem!
      Eu não sei se vocês já ouviram falar num blog Day Trippers.
       
      Um amigo me indicou e eu os sigo no face já faz um tempinho. É um casal (Isa e Rafa) em lua de mel. Eles se casaram em dezembro e resolveram tirar o ano sabático. Eu acho surreal as coisas que eles fazem e adoro! Daí.... tô lá bisbilhotando, né?! Passei o link pra Jéssica dar uma olhada. Ela curtiu e começou a olhar também.
      Hora do café, desligamos os pc´s e subimos pro café!
      QUEM TÁ LÁ TOMANDO CAFÉ?????????? Os dois! ãã2::'>
      Tomei um susto pq eu não consegui assimilar nada com nada! Não andava, não tomava café, olhava pra Jéssica e falava bem parecendo uma retardada “Jéssicaaaaaa.... são eles?”
      Eu não sabia se ia falar com eles, ou se tomava meu café pq tava com meu estomago todo embrulhado e revirado!
      Moral da história.... não consegui falar nada. Hauahuahauhauahauhauhauahuha
      Eles passaram pela gente, deram bom dia, né?! E foram embora!
      Depois que o susto passou eu fui olhar o que tinha de café! E adivinhem só?????????????
      Café solúvel!!!!!!!!!!!!!!!!! E não tinha gosto de milho! Mas o leite era bem ralo! Mas ok! Tava razoável e fiquei bem feliz! Café! café! café!!!!
      Arrumamos nossas coisas e decidimos passear pela cidade! Cusco estava em festa!!! \o/
       


      E tem ainda um pouquinho das crianças dançando nesse link aqui!!! Vale a pena!
       
      Tem uma rua (antes de chegar na praça principal) que tem um moooonte de loja de equipamento de trekking e é tudo mega barato! TIVE QUE COMPRAR! Kkk
      Eu acho... de verdade... que tem muita coisa falsificada!
       
      Mas eu comprei um casaco impermeável super honesto. Não devo ter pago mais que R$70 reais e tô bem feliz! Kkk E tem de tudo! Mochila, bastão, capa de chuva, roupa.... claro que não dá pra falar de qualidade se tudo fica muito duvidoso, mas até aí!!!! O importante é mochilar e qto mais em conta ficar, melhor! Kkk
      Voltamos pro hostel e sentamos um cadinho lá o sofá e quem chegou? Eles!!!!!!!!!
       
      A Isa veio falar com a gente e deu muita risada qdo contei da história! Depois de muito papo conhecemos até o jipe! Cara! Eu parecia criança no parque de diversões, sabe?!
      Foi SENSACIONAL!!!!!
       

      E aqui segue uma boa indicação pra vocês! http://www.facebook.com/daytrippersbr?fref=ts
       
      Sabe aquele tipo de pessoa que você encontra por aí e tem a sensação que é seu amigo de infância? Eu não sei se algum dia encontrarei com eles novamente, mas cara..... nunca mais vou esquecer dos papos, “dos causos”, das gargalhas sinceras!
      Na minha humiiiilde opinião (e acho que já cheguei a comentar isso aqui), eu acredito que são as pessoas que encontramos pelo caminho que fazem nossas viagens valerem a pena e eu posso afirmar que ter conhecidos esses dois aí “perdidos no mundo” (assim como eu) fizeram uma boa parte da minha estadia em cusco ter valido a pena!
       
      Bom..... depois de hooooooras tentando organizar o que ia com a gente e o que ia ficar no hostel, conseguimos acertar tudo e uma moça da empresa foi até a gente pra acertar o restante do combinado. Pagamos metade da trilha como sinal, né?! E o restante a gente acertava na hora.
      Daí a moça simpática foi explicar tudo pra gente com o mapa.
       

      Daí eu sei que no meio da explicação eu só ouvi a moça falando “85km”
      Rapidinho eu virei pra Jéssica : “são 85km?”
      Ela: “é! Eu mandei isso no email pra vc. Você não viu?!”
      Eu: “são 85km? Como eu não vi isso?”
      Naquele exato momento tudo se encaixava! Todas as caras de reprovações que o povo fazia quando a gente falava que ia fazer Salkantay... pq a minha amiga tinha me falando que eu ia me fu fu de verde e amarelo... pq tinha gente me chamando de doida.....
       
      Bom..... a empresa é super, mega, ótima! Super recomendo e os dados estão no mapa!
      Tem uma ótima estrutura! Os guias são excelentes e falam inglês e espanhol! Os cozinheiros são incríveis!!! Não emagreci 10 gramas! haauhauahauhauah
      Comi muito melhor na trilha do que nos restaurantes de Cusco! De verdade!
      Detalhe: sou vegetariana e eles tem a opção. Tinham duas canadenses com intolerância a glúten e eles tinham cardápio diferenciado pra elas tb.
      E tínhamos direito a entregar até 5 quilos (por pessoa) para o cavalo transportar.
      E o esquema era assim... Os cozinheiros acordavam a gente bem cedão (tipo 5h da matina) com o chá de coca! Daí a gente arrumava as coisas e partia pra trilha. Era montado um acampamento base para almoçarmos (saladinha, sopa e almoço), e depois a gente caminhava mais umas 4 ou 5 horas. Daí a gente chegava no acampamento base pra dormir. Tinha o lanchinho (chá com pipoca) e depois o jantar (saladinha, sopa e jantar).
      TUDO SENSACIONAL!!! (exceto a história dos 85 km que eu não olhei direito no email)
       
      Enfim.... não tinha como arrumar, né?! Então.... bora chinelar!
      Eu nem sei que horas fomos dormir. Pensamos em mil estratégias por causa das mochilas... só sei que as 4h já estávamos prontas. Detalhe..... o menino lá do hostel não ascendeu a luz, não vi o último degrau e rolei com mala, mochila e o diabo! Meu pé inchou e eu não conseguia levantar do chão! Daí já vem o filminho novamente na cabeça, né?! Chinelar 85km com o pé bichado não ia ser moleza! Kkkkkkkkkkk
       
      Antes de sair do Brasil eu tinha comprado um anti-inflamatório mega, ultra, power. Nem pensei duas vezes.... encharquei meu pé e já comecei a andar pra não deixar o corpo esfriar! Até que a tática funcionou!
      bora começar, né?! A trilha eram 5 dias e 4 noites! E eu vou separar aqui pelos dias pra ficar mais fácil, tá?!
      Só lembrando que na maior parte do caminho eu não tinha relógio, celular, qq tipo de comunicação via net e banho..... só de lencinho umedecido. E pra todo o resto.... DALE COCA! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
       
      1º DIA – Morri 350 mil vezes! Chorei! Me arrependi de não ter lido o email, mas sobrevivi!
       
      O guia nos pegou no hostel, fomos até outra praça lá com ele, entramos na van e começamos a conhecer as outras pessoas do grupo. Tudo gringo! Socorooooooo! Era hora de tentar desenferrujar meu inglês!
       
      Paramos pra tomar café da manhã (esse é o único que não tá incluso o pacote)! Conhecemos as outras pessoas que estavam na outra van. No total estávamos em 18. No grupo tinha gente da Austrália, França, Inglaterra, Alemanha, Canadá, Itália e mais uns perdidos que eu não devo ter entendido (não se esqueçam que meu inglês tava enferrujado!kkkk)
      O guia parou para os explicar algumas coisas e pediu para que nos apresentássemos!
      Me apresentei e já falei de cara que não falava muito bem inglês , mas que tentaria me comunicar da melhor maneira possível. Uma canadense depois até me perguntou qto tempo fazia que eu não estudava. Daí depois ela falou que eu me virava bem pra quem não falava direito.. pq eu tentava. Daí eu brinquei “tenho que tentar... adoro falar!” hauhauahauhauha
       
      O pessoal foi bem bacana comigo. Mesmo com um inglês-tupiniquim, eles me ajudavam e consegui bater papo a trilha toda! Hauahuahauhaauh
      Olha só.... vou logo avisado que só decorei nome de alguns lugares, por isso fiz questão de guardar o mapa pra trazer pra vocês, tá?! Mas se eu não me engano..... partimos de Mollepata! Kkkkkkkkkkkkkkkkk
       
      Ah! Pra mim, era tudo igual.... mas vamos lá... vou tentar!
       

      Caminhamos um tempão...... um tempão mesmo....... eu tava num ritmo bom..... e fui vendo que fui ficando por último! Mas tava achando que tava tudo bem!
      Lembram daquela propaganda ... não lembro o nome da empresa, mas tinha uma musiquinha assim "350km! 350km! para um pouquinho, descansa um pouquinho.... 350km!" e dai depois ia aumentando.... pois eh! parecia eu na trilha! Toda hora essa musica vinha na cabeça! kkkkkk
       
      A trilha até parecia um pouco com as daqui do Brasil. Tava tudo muito bom.... qdo deu uma subida meio estranha.... o ar não entrava mais! Eu puxava e não vinha!
      O guia percebeu que eu tava começando a passar mal e me pediu pra parar.... catou umas plantinhas , bateu na mão com uma lavanda que tinha na mochila e me deu pra respirar.
      Ok! Passou... bora subir.....
      Cadê o ar? Jesus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! não tem ar naquelas bandas!!!!!!!!
      Aí eu tava entendendo porque vendia cilindro de oxigênio nas lojas e eu tava achando exagero!
      Tô lá botando os bofes pra fora e o guia tentando me acalmar!
      Ok! Passou.... bora subir.....
      Daí tinha um gringo lá passando mal tb, mas o problema dele foi outro. Foi piriri!
      E eu tô achando que tá tudo sob controle..... toca o ar sumir de novo!
      Ai gente! Nessa hora eu comecei a ficar nervosa! Pior que ficar nervosa não adianta pq junta com o choro e vc não sabe se tá morrendo e tanto chorar ou de não conseguir puxar o ar.
      Só sei que foi assim até a hora do almoço!
       
      Conseguimos chegar no acampamento base! Os cozinheiros trouxeram primeiro a entrada, depois a sopa e depois o almoço.
      Eu sinceramente não entendia o motivo da sopa, mas ela era tão gostosinha e eu tava começando a ficar com frio que acabava comendo.
      E todas as refeições eram assim e já no terceiro dia não aguentava mais comer sopa. Toda refeição eu falava que não ia mais comer a sopa e sempre acabava comendo sem dar nenhum piu! Hauhauahauhauhauahauhauha E depois das refeições..... DALE COCA!!!!!!!
      Só de lembrar do chá, meu estômago embrulha, mas me ajudou muito na hora, viu?!kkk
       
      Eu acho que eles montavam os acampamentos em pontos estratégicos. Pq depois das refeições vinham sempre as descidas..... tb.... de estômago vazio já era tenso...imagina depois de comer feito um louco! Kkk
       
      Despois das refeições só vinha descida, mas não era moleza, viu?! Quase não parávamos pra descansar e andávamos por horas!
      Eu acho que esse caminho poderia ser colocado também naquela lista de trilhas de peregrinação, sabe?! Nossa! Dá pra pagar os seus pecados e das suas próximas 2 ou 3 gerações.... de taaaanto que a gente anda!
       
      Mas nem posso reclamar muito porque depois do almoço eu conseguia acompanhar o ritmo da minha amiga (ela estava sempre no pelotão da frente...kkk).
      Pela manhã eu geralmente fazia a trilha sozinha pq ficava pra trás. A tarde conseguia acompanhar o ritmo de um ou outro! E assim ia.....
       



      As vezes com fotos, eu acho que não dá pra ter noção direito de como é o lugar. Resolvi tentar fazer alguns vídeos. Beeeeem amadores mesmo. Só pra vocês terem noção de como são os lugares.
      Só que é assim.... eu vou gravando, tentando falar, as vezes feliz, as vezes lamentando e não vou editar pq eu já tô quadrada aqui tentando fazer o relato e organizando as fotos. Se eu pensar no vídeo tb, vou desistir! Então .... um pouquinho da chegada na nossa Base nesse link!
       
      Pensa no frio!!! Muuuuuuuuuuuuuuuuuito frio!!!!!!! Ok! Agora aumenta ainda mais!!!!!! Eu nem pensei que eu pudesse vestir tanta roupa ao mesmo tempo.
      Fiz um sistema massa de camadas e dormi feito um bebê! Aliás....foi a única noite que dormi beeeem mesmo! Não sei se apaguei por causa do cansaço, ou se foi pq consegui me acomodar legal, mas o pessoal lá falou que não conseguiu dormir direito.
      Eu fiz assim.... meia calça, segunda pele, leagging e antes de entrar o saco de dormir, me enrolei no cobertor que levei.
      E com a blusa foi a mesma coisa. Usei uma blusa do mesmo material que a meia calça, segunda pele, blusa e um baita casaco de esquimó! Kkk
      O saco de dormir foi um de -10graus! Dizem que em julho e agosto esfria mais. E existe a possibilidade de alugar o saco de dormir lá com eles também.
      Jantamos e voltamos pra barraca felizes e contentes!
       
      2º DIA – O arrependimento me devorou por inteira e quase virei oferenda de PacchaMama! kkk
      Por volta das 5h da manhã os cozinheiros acordavam a gente pra entregar o chá de coca! “Buenos Dias!!!”
      A gente tinha meia hora pra se arrumar, pegar as coisas a começar a andar.
      O guia não me deixou seguir com o grupo pq eu ia passar mal novamente. Deixa eu corrigir..... ele não falou “ah! Vc não vai! Vai ficar aqui”
      Ele conversou comigo, me explicou que a subida seria mais íngreme. Falou que Salkatay está a quase 5mil metros e que não teria como me socorrer se eu passasse mal pq não teria resgate lá. Pra minha segurança ele achou melhor que eu contratasse um cavalo pra subir até lá em cima e depois eu continuaria!
      Eu não queria pagar, mas tava com medo de botar os bofes pra fora de verdade!
      Então..... pela primeira vez na vida... montei no bichinho e ele começou a andar sozinho.
      Primeiro eu pensei que era cavalo. Depois no caminho descobri que era uma mula. Qdo a mula começou a andar eu fiquei preocupada pq o guia q ia com a gente tava levando os outros dois gringos que tb estavam passando mal. E a mula ia sozinha... e não tinha ninguém na minha frente!
       

      Daí eu grudava na cela com medo de cair, não conseguia olhar pra trás pq tava vestindo todas as roupas que eu tinha levado e a mula lá... andando.....
      Eu tava ficando quadrada já! Acho que foram 2 horas subindo!
      Fora o susto! Primeira vez que eu tava montando um trem daquele! E a mula ia sozinha e passava na beirinha do precipício! Ai! Daí eu desembestava a grudar na cela e rezar pra tudo que era santo! Hauahuahauhauahauhauahauha
      Mentira! Não rezo pra santo, mas eu grudava na cela e fechava os olhos tamanho meu cagaço!
      Um trechinho bem honesto de um video pra ver como eu não mintooooooo. Essa mula só sobe pela beirinha!
      E um trechinho que a mula teve que descer! Chorei! De verdade! Rolou até uma lagrima! Hauhauahauhauhauahauhauhauahauhauahauhauahuhauhauhaauhauha
       
      Quando cheguei lá em cimão de tudo, só agradecia! Não sabia se ria ou se chorava! Salkataaaaaaay
       

      Abraçava a mula e ela nem tchum pra mim! Confesso que no inicio eu não queria pq achava que ia dar conta, pq tava com dó da mula, pq não queria gastar o dinheiro, mas no final fiquei tão grata por tudo que acho que foi essencial! Naquele momento eu entendi que eu preciso aprender a respeitar o limite do meu corpo! Até mesmo por questão de segurança! Acho que não tem “história que valha a pena” quando colocamos a nossa segurança em risco!
       



      E a volta foi bem mais tranquila!
      A trilha é beeeeem demarcada! Mas eu caso de dúvidas.... Perguntem para as mulas! Hahaha
      É sério! Elas transportam tudo naquele trecho. Vão e voltam sozinhas! Fiquei impressionada! Kkkkkkkkk

      Depois de mais uma hora ou um pouco mais de caminhada..... parada pro almoço!
      Aaaaaaaaaaaaaaahhhhh!!!!!! Esqueci de avisar. Nessas paradas tem tipo umas barraquinhas.... nem sei se tem algo que a gente possa comprar aqui no brasil, mas vende água, refri, chocolate... claro que custa tudo muito caro! E tem banheiro tb! Então... preparem as moedas! Geralmente 1 sole!
       


      E depois do almoço reforçado o que temos??? Descida!!!!!!
      Vocês não estão entendendo gente..... descida de verdade! Descida caprichada! Descida pra marmanjo nenhum botar defeito! Acho que foram 4 ou 5 horas de caminhada!
      Minhas pernas não respondiam mais! Meu corpo todo tava dolorido!
      Eu já tava ficando meio puta da vida tentando ainda entender pq não tinha lido o maldito email! E olha que a Jessica foi negociando tudo e arrumando tudo! Mas eu (pra variar) tava fazendo trilhões de coisas ao mesmo tempo).
       
      De verdade? Em certos momentos cheguei a me questionar se tava valendo a pena todo aquele sacrifício! Todo o desgaste físico e emocional!
      A gente não tava com a nossa galera de trilha, sabe?! Eu tô acostumada a fazer bagunça do inicio ao fim! Tô acostumada a dar merda no caminho, mas um anima aqui, outro puxa ali. Tô acostumada a cantar, brincar, zuar.... e cara! Aquela galera ali não era a MINHA GALERA!
       
      O pessoal era muito fechado! Tudo bem que a gente tinha praticamente acabado de se conhecer, mas tem gente que eu faço trilha na primeira e rola “amizade de infância”, sabe?!
      Eu precisei de ajuda pra descer uma pedra cabulosa lá depois do lance da mulinha e não rolou uma mãozinha sequer! Ai gente... confesso..... chorei até de saudades! Acho que nunca chorei tanto numa trilha por motivos tão diversos! kkkkkkkk
      Tinha hora que eu lembrava de algumas trilhas.... em especial a mágica que eu fiz pra Pedra da Mina e bateu uma saudade! Rolava um nó na garganta e aquele questionamento “que diabos eu tô fazendo aqui?”
      E enquanto eu e minha amiga caminhávamos (já sem esperanças de chegar no acampamento base ainda durante o dia) e com esse monte de questionamentos a cabeça, segurando o nó na garganta e tentando dizer pro arrependimento que não tinha nada pra se fazer.... bem ali... onde a trilha fez a curva..... surgiu o acampamento base! Nossa! Deu um alivio tão grande e desembestamos a descer! Arrisco a dizer que a felicidade estourou no peito que mal coube! Kkkkkkkkkkkkkkk
      Tirei a bota, jogamos nossas coisas dentro da barraca e fomos comer depois!
       
      A galera já tava animada! Tinha um pessoal com cerveja, batendo papo de forma bem descontraída! E eu lá.... tagarelando meu inglês com um “portunhol” improvisado com os franceses e os italianos! Pessoal “gente boa” pra bater papo! Pacientes que só vendo! Hahaha
       
      Antes do jantar negociamos como seria o dia seguinte. E o nosso guia nos apresentou os cozinheiros e o homem que cuidava dos cavalos (não lembro como eles o chamam por lá)
      Como a gente tava liberando peso no terceiro dia poderíamos entregar tudo o que quiséssemos para os cavalos carregarem. Eu não tinha muita coisa. Só dois quilos mesmo. A mochila nem pesava tanto. Então... eu e a Jessica ficamos com uma mochilinha de ataque só pra colocar agua e barrinhas e a câmera (que tem um peso considerável! kkk)
      Daí no dia seguinte caminharíamos até um certo trecho e depois pegaríamos uma van (tb inclusa no pacote) e de lá seguiríamos para Santa Tereza!
       
      3º DIA – Tipo SPA!
      O dia começou bem.... acordamos tarde..... 6h da matina! “Buenos dias!!!” e DALE COCA!
       


      Era o último dia do moço dos cavalos lá, então a gente tinha combinado de fazer uma vaquinha. Lá eles chamam de propina! Agradecemos pelo bom serviço prestado, entregamos e nos despedimos..... chinelar, né?!
       








       
      Andamos muuuuuito. Era um caminho sem fim! Eu tava achado que não ia acabar nunca! E o guia solta assim: “ah! Vamos parar pra descansar no shop center”
       

      OK! OK! Valeu!!!! Kkk
      Caminhamos mais um pouco e pegamos uma van... sei lá como eles chamam lá! Só sei que subi naquele treco e dei graças a Deus por conseguir dar uma folguinha pras pernas...hauhauahauha
       

      Fizemos a pausa para o almoço e enquanto os cozinheiros terminavam de arrumar tudo, os meninos pararam pra jogar futebol!
       


       
      Depois pegamos novamente o ônibus e seguimos para o local onde ficaríamos acampados a noite. Pegamos algumas coisas para visitar as águas termais de Santa Tereza!
      Ali sim..... eu tive tratamento de princesa! Hauhauahauhauahauhauahauh
      Detalhe.... eu não tinha levado chinelo por causa do peso. Lá nesse lugar que ficamos acampados, vendiam uns chinelos super leves. Foi tãoooooooooooooo bom tirar o pé da bota e usar chinelo! Hauhauahuh foram os 5 soles mais bem gastos de toda a viagem! Kkkkkkkkkk
       
      A entrada das aguas termais não tava incluso. Nem o transporte. Se eu não me engano, era opcional! Total 15 soles! E tava bom demais! Kkk nós estávamos a base de lencinhos umedecidos a 3 dias! Eu saí daquela piscina enrugadíssima!!!!
       

      Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!! Detalhe! De brinde ainda vieram os “el taradões!” os caras vão pra lá com umas câmeras a prova dágua só esperando as gringas mergulharem! Tudo bem que os australianos fizeram uma barreira lá pra gente, mas ai.... que “el malões” hauhauahuahauhauah
      Voltamos para o acampamento e o nosso guia começou a explicar como seria o dia seguinte. Tínhamos a opção de tirolesa. Quem não queria, poderia ir caminhando não sei mais qtos mil quilômetros ou poderia pegar a van até a hidrelétrica.
      Eu de primeira já falei que não queria descer de tirolesa pq gosto das coisas debaixo dos meus pés!
      É sério! Se eu gostasse já teria saltado de um mote de coisa por aí! Mas morro de medo... só que eu não queria me separar do grupo novamente, né?! Então..... resolvi optar pela tirolesa!
       
      4º DIA – Sou montanhista, não passarinho – Morri parte 2!!!
      Café da manhã mais que caprichado e despedida dos cozinheiros! Afinal... dia seguinte seria nosso grande dia, né?!
       



       
      Entramos a van rumo a Cola de Mono. A empresa é oooooootima também!
      O lugar é lindo e tem área de camping. Eu gostaria de ter ficado lá descansando! Rsrsrs

       
      Tirolesaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!! SÓ QUE NÃO!
      Não sei o que me deu! Eu tava lá... toda montada e equipada subindo a montanha lá deles bem bonitinha! Subi toda animada e quando vi a altura de onde estávamos começou a faltar ar. Passei mal, tiveram que me acudir, foi uma confusão danada!
      De verdade? Acho que dessa vez eu passei mal de nervoso! Não tinha como ter problema de altitude ali!
      Eu via o pessoal descendo e não conseguia chegar na beiradinha que já desembestava a passar mal.
      O esquema da tirolesa deles eram 6 cabos. As montanhas eram interligadas pelos cabos em alturas diferentes. Juuuuuuuro que tentei!
      Daí eu ia descendo a pé e falava pro guia “não! Tô melhor! Vou descer!”
      Daí qdo ele ia me prender no cabo eu começava a passar mal, chorava, voltava!
      Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!!! Se eu pudesse voar, teria nascido com asas, ora bolas! Hauahuahauhauahuahauhauahauha
      Não deu gente! Dessa vez... não rolou!
      Mas ó! Pra deixarem vocês com vontade, vou colocar um vídeo que a Jéssica gravou e ficou beeeeeeeeem bacana!
       
      Juuuuuuro que tentei! Mas não consegui. Os guias automaticamente pediram meu dinheiro de volta lá no caixa e explicaram que passei mal! UFA!
      Lá direto no parque custa 160 soles (eu particularmente acho que compensa pela estrutura que eles oferecem), mas como nosso grupo era grande, custou para cada um 80 soles.
      Passado o susto, voltamos para a van e seguimos para a hidrelétrica!
      Fizemos a paradinha clássica para almoçar. Dessa vez como os cozinheiros não iam com a gente, prepararam o marmitão! Comemos frio, mas tava bom! e danamos a andar!
      Eu não sei nem por quaaaaaaantas horas andamos. Sempre beirando os trilhos do trem que ligam até Águas Calientes.
       





       
      Contei sobre os australianos, né?! Um sarro!
      As roupas, o jeito de falar, brincavam com tudo e toda hora estavam cantarolando.
      Entre uma paradinha e outra.... achavam um jeito pra descontrair. Nessa hora aí eu acho que eles estavam jogando bocha (é assim que se escreve?)
      Quando nos demos conta.... tava todo mundo olhando e formando até torcida!
      Eles com toda certeza fizeram a diferença na trilha (me animaram bastante)!
       

      Enfim...... Águas Calientes!
       

      No caminho tivemos um problema porque uma canadense passou mal. Acho que ela tava machucada e desmaiou de cansaço! Conseguiram improvisar um carrinho de mão e os gringos correram pra carregar! Foi um Deus nos acuda, mas chegamos na cidade e ela reagiu bem.
       
      Em Águas Calientes nosso grupo se dividiu! Tinhamos algumas opções de hospedagens.
      Pegamos a mais barata e vou falar que tava de muuuuuuuuuito bom tamanho! Eu e a Jéssica ficamos um quarto pra nós duas. Tudo bem limpinho e organizado. Só pecou numa coisa.... eu tava bem feliz e contente e de repente..... banho frio! A água não esquentava por nada. O quarto não tinha interfone e estávamos no 4ºandar. BANHO QUENTE É PARA OS FRACOS! Hauahauhauahauhauhauahauha
      Tava precisando muuuuuito daquele banho! Pulei, gritei, xinguei! Mas tomei meu banho! Kkkkkkkkkkkkkkkkkk
      A noite fomos jantar num restaurante lá perto eeeeeeeee???? Sopaaaaaaaaaaaaaa!!!!!kkkkk
      Tomei a sopa e jantei ! posso falar? A comida dos cozinheiros lá da trilha tava muuuuuuuuito melhor!
      Ah!!!! Não falei sobre a bebida local, né?! O PISCO! É como a nossa cachaça!
      Pura não rola, mas os coquetéis são bem legais! O pisco Sour é mais fraco, mas mesmo assim, não é bom! Então... resolvi arriscar um coquetel de pisco com maga, maracujá e limão.
      Super recomendo!
      O Guia nos explicou sobre as opções de machuppichu. Poderíamos ir a pé ou de ônibus.
      Eu bem pensei que a Jéssica quisesse ir a pé, mas nem precisei fazer cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança! Ela mesmo acabou falando sobre o ônibus! Ai!!! Eu tava tão feliz! Kk
      Saímos do restaurante e fomos comprar o bilhete de ônibus. Pagamos 18,50 dólares ida e volta! O primeiro sai as 5h30!
      Recomendações : TUDO EM MP É ABSURDAMENTE CARO!!!!!!!!!!!!!
      Os guias não olham as mochilas, mas você não pode entrar com mochilas grandes. Só as pequenas! Levamos garrafinha d´agua, barrinhas de cereais, câmera e muita disposição!
      Bora dormir!!!!! Uma cama enorme só pra mim!!!!!!!!!!! Tava no paraiso! Kkk
       
      5º DIA – O grande dia!!!!!!!!!!!
      Chegamos lá no ônibus no horário combinado! Entre 4h30 e 5h!
      Eu ainda tava caindo pelas tabelas! Era um mix de sono e pisco! Hauahuahauhauhauahauha
      Compramos um sanduiche que tomate e queijo e de brinde.... abacate! Nossa! não aguento nem lembrar! Tudo eles usam o abacate. Ficou gostoso! Mas tuuuuudo tinha abacate! Salada, sanduiche, comida! Ai!!!!
      Bom.... pegamos o ônibus e subimos. Um inglês e uma canadense foram com a gente. O restante da galera foi tudo caminhando! A galera tem mó “sangue no zóio” pela amor de Deus! Eles estavam treinando rumo aos 360km! Só pode! Hauhauahauhauhauah
       

      Aqui tem um detalhe IMPORTANTÍSSIMOOOOOOOOOOOO! Quase tivemos um treco porque aquela mocinha simpática da empresa não tinha explicado isso a gente!
      Pra comprar o ingresso de MachuPicchu precisa informar um número de documento. Pode ser passaporte ou RG. Nós informamos o RG.
      Eu .... levei os dois! A Jéssica só levou o passaporte!
      Lá na portaria vc tem que apresentar o documento que está no ingresso, ou seja, Jéssica com passaporte e no ingresso o número do RG? Como entramos? A Jéssica conseguiu imprimir a cópia do Rg dela, mas por via das dúvidas.....na hora do tumulto entramos numa fila onde a fiscal nem conferia documento. Só carimbava e passava a gente!
      Detalhe.... a partir das 9h o pessoal disponibiliza o carimbo de machupicchu pra botar lá o seu passaporte! Fica lindo!
       

      Então gente..... bora parar de falar e olhar as fotos, né?!
       












      O nosso guia nos explicou sobre a história de MP, como funcionava o esquema na civilização Inca e nosso passeio guiado levou mais ou menos umas 2 horas.
      Tiramos a foto oficial do grupo! Trocamos facebook! Fizemos a vaquinha lá da proprina e depois cada um foi pra um canto! Eu e a Jéssica fomos até o mirante.... onde é tirada a tal foto clássica!
       
      Lá dentro da cidade tem a Montanha de MachuPicchu e tem a Montanha de
      Huayna Picchu . Custa 10 dólares e tem que comprar com antecedência também. Ficamos um pouco a dúvida se subiríamos ou não, mas no final optamos por tentar!
       
      Em Huayna Picchu só podem entrar 400 pessoas por dia divididas em grupos. O primeiro grupo eu não lembro o horário, mas o segundo só pode entrar das 10h as 11h e lá fomos nós!
       




      É uma escada medonhaaaaaaaaaa! Uns degrauzinhos que não cabe em o pé direito! E daaaale subida!!!
      E depois quando vc acha que já subiu tudo............... a caverna que liga até São Thomé das Letras, meu povo! Hauahuahauhauahauhauahauhauhaauhauha
       


       
      E a vista é recompensadora!!!!!! Simplesmente incrível!
       


       
      Eu vou fechar as fotos de MP com a clássica!
       

       
      MachuPicchu é de tirar o fôlego e ver tudo de lá de cima de Huayna Picchu, não tem palavras que consigam descrevem!
      Mas posso falar? Me deu uma saudade do Brasil! Me deu uma saudade de tudo! Uma vontade de voltar pra casa correndo... Senti saudades da minha galera de trilha, senti saudades dos picos que temos por aqui!
      Eu gostei da viagem e agora montando o relato as fotos, vendo os vídeos que eu tô conseguindo processar e digerir tudo o que aconteceu, mas posso falar?
      Não troco Machupicchu nenhum por qq cantinho do meu País!
       
      E eu pensando lá.... mesmo com todos os problemas que temos, com toda roubalheira, com todas as injustiças que estamos cansados de ver..... e eu lá em Machupicchu morreeeeeeeeeeendo de saudades!!!!! Só me restou curtir mais um pouquinhoe controlar a ansiedade, né?!
       
      Voltamos pra águas calientes com aquele saborzinho de “missão cumprida”, sabe?!
       
      Almoçamos, fizemos as comprinhas no mercado de artesanato, voltamos pro hotel para pegar as malas (pq já tínhamos feito o check out) e encontramos a galera pra mais um piiiiisco!!!!!!!!
       
      Pegamos o trem rumo a sei lá onde! Paramos uma cidade onde tinha um povo fazendo a maior bagunça pra pegar os gringos perdidos rumo a cusco! Kkk
      Eu tava tão cansada, tão exausta que eu vi lá o povo tentando se entender e eu lá de canto só balançando a cabeça dizendo “ok! Ok!” hauhauahauhauha
       
      Pegamos um outro ônibus e descemos em Cusco por volta das 23h.
      Nossa! Nem queria saber de Mama Africa, nem nada! Queria saber da minha cama!
      Dormi feito um bebê!
       
      No dia seguinte, fui tomar café e vi o jipe da Isa e do Rafa! Fiquei tão feliz!
      Descobri que o hostel tinha um monte de brasileiro, principalmente cariocas! Fizemos amaior bagunça! Haha
      Detalhe.... a bagunça tava rolando solta aqui no Brasil. Um Amigo tava tentando me atualizar e me fazer entender o que tava acontecendo... bem aquele momento das manifestações!!
      Como estávamos em um número considerável de brasileiros no hostel, resolvemos fazer a nossa manifestação em Cusco tb! Kkkkkkkkk
       

       
      Voltei para o Brasil feliz da Vida!
      Cheguei numa quinta-feira em meio ao tumulto e mal tinha desfeito minhas malas já tava na rua com a minha bandeira enrolada no pescoço!
      Pode ter sido um conjunto de tudo, mas eu posso garantir que NA MINHA OPINIÃO a melhor parte da viagem foi ter voltado pro Brasil! Me diverti com os brasileiros que estavam lá! Conheci gringos que fazem tanta bagunça quanto a gente, mas voltar pra sua casa e ver que tá tudo uma bagunça pq “estamos em reforma”.... isso pra mim, foi demais!
       
      Claro! Ok! MachuPicchu! Oláááá!!!!!
      Todo mochileiros que se preze quer correr até lá e tirar a foto clássica, né?!
      Foi meu primeiro carimbo no passaporte e acho que fiz bonito!
       
      Mas olha só... nada paga poder voltar pra casa!!!! Primeira coisa que eu fiz foi comer arroz, feijão e ovo frito! Kkkkkkkkkkkkkk
       
      Tenho um monte de amigos que viajam pro exterior e nem sabe o que existe por aqui!
      Sinceramente? Pode ser que depois eu olhe esse relato e diga “nossa! Qta baboseira falei. A viagem foi muito bacana e eu não soube aproveitar direito”
      Mas hoje eu posso afirmar com todas as letras que não troco MP pela minha viagem até Pico dos Marins, Não troco pela minha travessia Lapinha X Tabuleiro, muito menos pela trilha louca que fiz com uns amigos até a Pedra da Mina (e olha que nem chegamos até o topo!)
       
      Não tem nada no mundo que substitua as minhas viagens com meus amigos! Perdi as contas de qtas vezes vi o Sol lá lindão... nascendo e se pondo e a gente lá... só olhado.... agradecendo por tudo!
      Poxa! Eu fiquei muito brava pq não vi uma vez se quer o sol nascendo no Peru.... ok! No avião!
      E eu só lembrava das minhas trilhas com meus amigos! Rsrsrs
       
      Tudo bem! Aprendi também algumas coisas com essa viagem:
      - aprendi a comprimir direitinho o saco de dormir! Na base da porrada, gritos e da pancadaria, mas aprendi!
      - aprendi que lanterna de cabeça é essencial pra tudo! As vezes, até pra usar no hostel! kkk
      - aprendi que não existe idioma certo quando existe boa vontade da parte do receptor!
      - aprendi o que já sabia .... que na maioria das vezes o que importa de verdade não é o seu ponto final, mas sim o desenrolar da história! Cheguei em MachuPicchu, mas o caminho tb foi incrível!
      - e aprendi que não tem lugar melhor no mundo do que a minha casa! Ainda mais quando estamos assim... do jeito que eu gosto..... tudo junto e misturado!
      E adivinhem só? Fui pra passeata com a minha família e com meus novos/velhos amigos de mochila! Eu poderia ter presente melhor???
       
      Olha só! Não tô desmerecendo os outros países, não tá?! Só estou dando a minha humiiiiilde opinião!
      Espero que a Jéssica faça o relato dela também porque com certeza será muito diferente do meu! Talvez anime vocês mais do que eu! Hauahauhauahauhauhaauhauahauhauahauhauha
       
      Sei que me prolonguei demais nesse relato... mas vocês sabem como é, né?! Quem gosta de falar, gosta de escrever também!
       
      Vamos lá.... já sei que vão me perguntar.... gastos.... entre R$1500,00 e R$2mil.
      Com tudo! Passeio, passagem, hospedagem e lembrancinhas!!!
      Quem quiser pode me passar o email que eu mando o roteiro que a empresa me mandou tb. Aqueles dos 85km e eu não li. Continuei não lendo! Hauahauhauahauha
       
      Dicas. Junho é ótimo pra ir pra cusco! Julho e Agosto são os meses mais frios!
      Muuuuuuuuuuuuuita coca!!!!!! Muuuuuuuuuita coca!!!!!!!!
       
      Dá pra trazer chá, bala e acho que rola até folha!
      Não passamos pela receita federal. Simplesmente, pegamos as malas e fomos embora! Isso eu tô falado no aeroporto de São Paulo, tá?!
       
      Dá pra negociar o preço de tudo por lá. Tem local que aceita o pagamento até em reais! Achei isso surreal.
      Eu levei dólares e soles na mão. Acho que fica melhor pra negociar, mas eles fazem o cambio de tudo na hora.
       
      Comprar material de trekking pode ser uma boa, mas não se esqueçam que nem tudo é original.
       
      Ingresso para Machupicchu só vale para o próprio dia e o ônibus é válido por 3 dias!
       
      Acho que vale a pena levar Passaporte e RG. Tem lugar que implica com uma coisa aqui e outra coisa ali!
       
       
      Ahhhhhhhhhhhhhhhh!!! E as trilhas são bem demarcadas, mas em caso de dúvidas, sigam as mulas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
       
       
      Beijos a todos e até a próxima!
       
       
      Mais fotos -
       
      www.facebook.com.br/caroldemochila
    • Por juniorcv
      Pessoal,
       
      Pesquisando sobre como chegar a Choquequirao, me deslumbrei com um site chamado Leap Local. Este site ensina os viajantes a agirem localmente, não deixando que exploradores tomem as riquezas de um lugar.
       
      Traduzi o artigo para que todos possam ter acesso mais fácil a essas informações. O artigo original (em inglês) não tem imagens. Acrescentei algumas pra deixar vocês com água na boca.
       
      Aproveitem!!!!
       
      ----------------------------------
       
      [t1]COMO CHEGAR A CHOQUEQUIRAO?[/t1]
       
      A resposta curta é: ande! Há uma resposta mais longa, no entanto. A maioria das excursões organizadas de Cusco investe pouco dinheiro na região de Apurimac (que é onde está Choquequirao). Ao invés disso levam os trekkers de ônibus diretamente para o início da trilha e contornam as cidades de acesso de Cachora e Huanipaca. Lhe daremos as informações que você precisa para agir localmente, investir com responsabilidade em Apurimac e, ao mesmo tempo, poupar dinheiro.
       

       
      [t3]Introdução[/t3]
       
      Uma pergunta difícil que nos fazendo muitas vezes em Leap Local é, exatamente o que é agir localmente e como você define o turismo responsável? Um exemplo óbvio extremo do turismo irresponsável é reservar uma excursão ao Peru com uma agência de Londres que usa guias ingleses e você fica em uma cadeira de hotel norte-americana. Muito pouco do seu dinheiro vai para a economia local que está visitando. Mas não há regras preto no branco e muitas vezes você precisa usar o seu julgamento e ser pragmático.
       
      Choquequirao é um bom exemplo. Você pode reservar um tour em Cusco com uma agência cusquenha que utiliza seus próprios guias do Vale Sagrado. Tão longe, tão local, mas Choquequirao, que está em Apurimac, vê muito pouco do seu dinheiro, que foi todo pra região de Cusco. Isso é um problema? As cidades de acesso para Choquequirao, Cachora e Huanipaca, são ambas cidades pobres, com pouca infra-estrutura. Devido a isso, os trekkers são levados direto de ônibus. No entanto, os moradores dessas cidades gostariam de se beneficiar do turismo e começar a construir uma infra-estrutura local necessária.
       
      Você pode ajudar a superar este obstáculo, indo diretamente para Cachora e organizar a sua caminhada a Choquequirao, que é fácil de fazer, garantindo-lhe um bom momento com o pessoal local que recomendamos. E você vai economizar um dinheiro considerável sobre o preço anunciado pelas agências de Cusco.
       
      [t3]Visão Geral da Rota[/t3]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110206034150.jpg 500 293.439716312 Mapa geral Cusco x Choquequirao]Mapa geral Cusco x Choquequirao.[/picturethis]
       
      - Ônibus de Cusco a Abancay, desembarcando em Ramal
      - Microônibus, táxi compartilhado ou a pé (é descida) de Ramal para Cachora
      - Estadia de uma noite em Cachora para organizar a sua caminhada
      - Trek 5 dias (4 noites) para Choquequirao e voltando, incluindo um dia em Choquequirao
      - Leap Local recomenda voltar através de Huanipaca
      - Potencialmente ficar mais uma noite em Cachora ou Huanipaca
      - Minibus ou táxi compartilhado de volta a Ramal (você terá feito o suficiente por andar e agora é para cima!)
      - Acenar para um ônibus de volta para Cusco
      - Descanso e recuperação em Cusco!
       
      [t3]De Cusco a Cachora e de volta[/t3]
       
      Existem vários operadores de ônibus na rota de Cusco para Abancay e não é incomum acabar preso em um comboio de três ônibus atrás de um caminhão lento num trecho montanhoso da estrada! Nós viajamos com ônibus Bredde e voltamos com a mesma empresa. Ambos custam 15 soles para a ida e mais 15 soles para a volta.
       
      Ônibus Bredde deixa Cusco as 06:00, 10:00, 13:00 e 20:00 a partir do Terminal Terrestre. Cheque pelo menos meia hora antes da partida para comprar seu bilhete.
       
      Você precisa desembarcar em Ramal. O ônibus não vai parar a menos que você indique, assim preste atenção quando as placas indicarem o KM 145. Ramal é logo ali no KM 148. Isso é cerca de 3 a 4 de Cusco.
       
      Em Ramal você pode obter um micro-ônibus até Cachora por 5 soles. No entanto, estes não são freqüentes e tendem a ser no início e no final do dia. Há táxis em Ramal e custa 25 soles por táxi. Em quanto mais pessoas for, mais barato fica! Ou você pode andar ladeira abaixo, que leva cerca de 45mins a 1 hora. Não siga a estrada, que faz um zigue-zague; ao invés disso, saia da pista e ande em linha reta até Cachora, que é visível logo abaixo.
       
      Para retornar de Cachora, você pode pegar um táxi ou um minibus. Estes saem mais cedo (das 8 às 11h) para Abancay. Saia em Ramal, na estrada principal de Cusco - Abancay. Os ônibus param aqui, então acene para o primeiro que vai para Cusco e compre o seu bilhete a bordo.
       
      Todos os preços são cotados para maio de 2007.
       
      [t3]Cachora[/t3]
       
      Fique em alguns dos estabeleciomentos locais:
       
      - Hospedaje Salcantay
      - Hospedaje Choquequiraw [sic]
      - Luisa Sullcahuasami Lopez
      - Los Tres Balcones
       
      Organize seus cavalos e guias com esse pessoal local:
       
      - Dajme e Pedro Sullcahuasami Lopez
      - Los Tres Balcones
      - Domingo Peño Danon
       
      [t3]A trilha para Choquequirao[/t3]
       
      A trilha é excelente, recém-construída e mantida pelo INC. Você pode andar sozinho, sem um guia ou cavalos, mas acrescentando uma mula, obviamente, alivia sua mochila e pegando um guia você irá obter mais informações sobre o percurso e Choquequirao em si.
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110206034505.jpg 389.632107023 500 Trilha para Choquequirao]Trilha para Choquequirao.[/picturethis]
       
      O INC construiu locais de acampamento com banheiro e água encanada. Estes são gratuitos, e em cada um moram famílias que podem fornecer alimentos básicos. Além disso, existem um quarto acampamento particular no início da caminhada. Os acampamentos são:
       
      Colmena (KM 4)
      Chiquisca (KM 17)
      Santa Rosa (KM 25)
      Marampata (KM 28)
       
      acampamento
       
      Além disso, existe um acampamento da INC na própria Choquequirao (KM 32), que não tem alimento e não está nas Ruínas, mas um pouco antes. Marampata se torna um acampamento melhor à noite, uma vez que detém o sol da tarde.
       

       
      Um itinerário popular é:
       
      Dia 1: Cachora a Chiquisca
      Dia 2: Chiquisca para Marampata
      Dia 3: Marampata a Choquequirao (aproximadamente 4 km), explorar as ruínas, acampar em Choquequirao
      Dia 4: Choquequirao para Chiquisca
      Dia 5: Chiquisca para Cachora e se a hora permitir, pode-se voltar para Cusco, ou fazê-lo no dia seguinte
       
      Obviamente, uma grande vantagem de organizar seu próprio trek, é que você faz seu roteiro. Por isso, se você se sentir cansado, você pode parar mais cedo!
       
      Se andar sem um guia ou cavalos, a navegação é fácil depois dedeixar Cachora! Siga o vale a estrada abaixo, seguindo a linha de postes de telégrafo. Vire à esquerda como se quisesse atravessar o rio e logo você verá um pedestal de concreto azul grande escrito KM 0. Mantenha sua posição a esquerda e o caminho cruza o rio e sobe até Colmena. A partir daí, a estrada sobe e segue até Capuliyoc, antes de descer no Apurimac. De lá, o caminho é muito óbvio.
       


       
      [t3]Alternativa: sair por Huanipaca[/t3]
       
      O mapa acima relacionado não mostra a saída por Huanipaca, mas é fácil fazer isto. De Choquequirao existe um caminho alternativo, que desce até ao cruzamento do Rio Tambobamba com o Rio Apurimac. Esta é a Playa Santo Ignacio. De lá o caminho segue o Rio Tambobamba e se ergue acima do vale. Esta é uma subida muito mais suave do que se retornar a Cachora, e é muito linda. A partir do oásis de bananas em St Igancio através de uma terra rica com bandos de periquitos verdes até a própria Huanipaca na borda do planalto.
       
      A distância é ligeiramente mais curta do que rota de volta para Cachora. Cerca de 25km de Choquequirao para Huanipaca.
       
      mulas nas montanhas
       
      Se andar sem um guia ou cavalos, uma vez que você chegar ao Rio Tambobamba, não siga a estrada, que tem um longo zigue-zague (tá correta a tradução de switchbacks??). Ao invés disso, vá para o caminho óbvio que segue o vale do Tambobamba até Huanipaca.
       
      O percurso tem apenas um acampamento INC.
       
      A descida de Choquequirao para Playa Ignacio é demasiado íngreme para os cavalos. Alguns guias são capazes de arranjar uma maneira de contornar isso, mas se você quiser fazer esta rota, vai requerer mais organização.
       

       
      Acampe em:
       
      - Santo Ignacio
       
      Hospede-se no:
       
      - Hostal Tambobamba em Tambobamba (não é uma propriedade local)
       
      [t3]Huanipaca[/t3]
       
      Fique com um de nossos locais:
       
      Hostal Paraiso
      Hostal Virgen del Carmen
       
      Para voltar de Huanipaca, como acontece com Cachora, micro-ônibus saem de manhã para Abancay, e irão deixá-lo em Ramal por 5 soles (Maio 2007).
       
      [t3]Conclusão[/t3]
       
      Deixando de lado o turismo responsável por um minuto, fazendo esta caminhada agindo localmente irá custar-lhe muito pouco. Em maio de 2007, você poderia facilmente gastar menos de 200 soles, e isso contrasta favoravelmente com agências de Cusco cobrando $200: três vezes mais. Quando você, em seguida, considerar que seu dinheiro está sendo gasto diretamente em Apurimac, ajudando Cachora começar a desenvolver uma infra-estrutura turística, e melhorar assim sua qualidade de vida, então vencemos ao agir localmente!
    • Por Raffa
      Esse relato é para você que quer economizar US$260, que é o valor que as agências costumam cobrar.
       
      Fizemos a trilha até Choquequirao sem guia ou agência e o melhor, ajudando as pessoas em Cachora e os moradores locais por onde passamos.
       
      Primeiro dia em Cusco, tiramos para comprar comida e procurar uma van que nos levasse até Cachora (3h de viagem).
      Encontramos por 600 soles (ida e volta):
      Rosendo: 984-182387 ou 984-690136
      Elmer: 982-385511
       
      Dia seguinte, estávamos as 6am na plaza de armas em Cusco esperando a van. Turma presente: Anderson, Junior, Fabio, Vivi, Willian, Sandro e eu.
       
      Seguimos até Cachora por um caminho muito bonito entre montanhas e vales. Paramos para um desayuno. Chegamos por volta das 10h.
       
      Em Cachora, seguimos a indicação do motorista. Paramos em frente a uma agência, como estava fechada, na porta ao lado, tinha um burrico encostado e outros dois caras. Perguntamos sobre aluguel do burro e eles falaram que era 25 soles para pagar o burro + 25 soles para o Arrielo(diária). Topamos.
       
      Deixamos nossas comidas e barracas para ir no burro.
      Dica: compre aquelas sacolas plasticas de muambeiro em Cusco. Cabem bastante coisa e são práticas para guardar alimentos.
       
      Minutos depois a agência abriu e o cara falou que um burro era pouco, que a subida é forte, vai precisar outro para levar nossas mochilas que os ultimos brasileiros chegaram sem pernas. Todos olharam para ele com sangue nos olhos.
       

       
      Fechamos com um burro e só ! Sem sacrifício não há conquista
       
      Tambem conhecemos nosso Arrielo, o Carlos. Pequeno mas uma grande figura.

       
      Eram 11h e pouco quando começamos a trilha. Seguimos na frente e o Carlos e o burrico vinham atrás
       
      O começo são cerca de 17km, vai alternando descidas e retas até o mirante Huancacalle, apartir daqui é uma pirambeira master. Descida bem forte, descampada, com muito sol e dependendo do vento, risco de pedras rolarem pela montanha.
       

       
      No caminho avistamos vários nevados, inclusive Salkantay. Tambem dá para ver o Rio Apurimac (nosso rio amazonas).
       

       
      Huacancalle:

       
      e a pirambeira...
       

       
      Mais decida e sol forte
       

       
      O local do acampamento é em Chiquiscca. Chegamos por volta das 16h. Fomos em um ritmo forte, estava calor, nesse dia nosso arielo Carlos, sofreu com nosso ritmo rsrsrs No dia seguinte ele descontou... nos deixou comendo poeira na subida.
       

       
      O local do camping é simples, agua fria, banheiro simples, algumas cabanas para fazer e comer comida. Tambem tem um pequeno comércio. Pagamos 2 bolivianos pelo uso do banheiro (camping é cortesia)
       
      Ficamos com dó do nosso arrielo, existiam duas expedições indo para choquequirao e outra indo mais adiante até Aguas Calientes. Os caras levavam 3 mulas e a outra umas 6 mulas. Então levaram, bujão de gás, muita comida. E nós com nossos fogareiros e comidas by Brazil. Carlos comia bem, mas a revelação foi no final, depois eu conto. rs
       
      Tomei um banho frio, mais para tirar aquela poeira toda que pegamos na estrada. A noite logo após o jantar todos capotaram cedo. Ainda deu tempo de ver o céu todo estrelado. Mas que não durou muito, a noite caiu uma chuva. alguns tiveram forças para levantar e trazer as mochilas para o avanço das barracas. Molharam algumas coisas.
       
      zzzzz dormimos porque o dia seguinte prometia
       
      TRACKLOG: http://connect.garmin.com/activity/119601719
       
       
      Gastos/ trilha:
      Van (CuscoxCachoraxCusco) = 600 soles
      Mula + Arrielo (25 soles cada por dia)= 200 soles (4dias)
      Entrada Choquequirao: 37 soles (paguei 19 soles/estudante)
      Comida: Ficou + ou - 50 soles por pessoa
      Camping: 2 soles = 8 soles ao total
      Propina para o Carlos= 20 soles cada
      Obs: em Cachora há taxi para Cusco por 180 soles
      Custo individual: 180/200 soles
       
      Fotos do primeiro dia: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150580305874812.406954.576754811&type=3
    • Por peter tofte
      Estivemos em Lares para fazer um trekking de aclimatação de 3 dias, de 26 a 28/05/2015, uma preparação para o Circuito de Ausangate que faríamos logo em seguida. Fomos em quatro, eu (BA), Luciano (SP), Fábio e Andrea (DF).
       
      No caminho de Cusco para Lares passamos por lugares espetaculares. Parte do trajeto foi pelo Vale Sagrado. Em Pisaq cruzamos o rio Urubamba. Pouco adiante passamos pela vila de Calca. Avistamos um tambo, sítio arqueológico, onde os incas armazenavam grãos. Antes do Abra Lares (passo Lares, de 4.461 metros) seguimos por uma estrada muito sinuosa e bonita. Definitivamente motorista bêbado não se cria no Peru. Teve gente na van que ficou mareada com tantas curvas.
       

       

       
      Pegamos um engarrafamento provocado por ovelhas e alpacas, conduzidas por pastoras indígenas (o termo “cholas” é considerado por muitos como depreciativo), pouco depois do passo.
       

       
      Chegamos a pequena vila de Lares, mais conhecida por suas águas termais. Decidimos não tomar um banho termal porque iríamos começar uma trilha muito relaxados. Ia dar moleza e atrasar. O arrieiro e o guia Cirilo distribuíram a carga entre os cavalos e seguimos debaixo de chuva leve. O caminho do 1º dia é basicamente por uma estrada rural onde observávamos os sítios dos campesinos. Uma ascensão suave.
       

       
      Lanchamos a beira de um rio. Pouco depois começamos uma subida mais puxada, eu ofegante. Passamos então para um platô elevado onde, após uma curva, se descortinava o pequeno vilarejo de Huacahuasi, 3.800 m, local do nosso primeiro acampamento. Levamos cerca de 4 a 5 horas. Povoado pobre. Mas havia perto um hotel da rede Mountain Lodges of Peru, hotel de luxo para quem aprecia montanhas com mordomias.
       
      Uma pequena, velha e alquebrada igreja colonial de adobe chamava a atenção por sua beleza decadente.
       

       
      Ficamos nos fundos de uma pequena casa, no quintal, onde montamos nossas tendas (levamos nossas próprias barracas e comida). As indígenas se sentavam sem cerimônia ao lado das barracas, abriam suas mantas e vendiam artesanato têxtil. O papel de compradora ficava com Andrea, nomeada compulsoriamente a assistente social do grupo. Ela brincou muito com as crianças.
       

       

       
      Fizemos a janta na barraca refeitório e fomos dormir cedo.
       
      No dia seguinte amanheceu frio. Por volta das seis horas já estávamos acordados. Partimos após o café, desarme das barracas, arrumação das mochilas e dos duffels. Mal saímos do vilarejo e já começamos a subir rumo ao Abra Ipsaycocha. Bela vista do vale que ficava cada vez mais lá embaixo. Uma sucessão de casinhas e cercas de pedra que dividiam os pastos.
       

       

       
      A subida arrefeceu num pequeno platô onde haviam algumas casas. Descansamos um pouco e logo partimos. Mais adiante uma parada técnica para necessidades. Um companheiro se afastou muito da trilha, andando bastante, para fazer o nº 2 com privacidade. Só que podíamos vê-lo de onde estávamos, o que foi motivo de boas risadas.
       
      Na direção E-SE se destacava o pico do nevado Sirihuani com 5.359 m.
       

       
      Chegamos no Abra Ipsaycocha, de 4.350 m. Fotos e apertos de mão no que seria o primeiro passo desta viagem. Descemos e, em cerca de 40 minutos, chegamos a bonita laguna Ipsaycocha onde decidimos almoçar. Comemos e deitamos para descansar e curtir o pouco sol que havia. A água do lago estava gelada. Não tive coragem de me banhar e ganhar uma cerveja Cusqueña que me ofereceram se caísse na água. Na foto abaixo o guia Cirilo veste um traje típico dos campesinos da região.
       

       
      Começamos uma longa descida rumo a Patachanca, 3.700 m, outro vilarejo que seria nosso segundo pernoite. Belas vistas do vale a nossa direita.
       
      Pouco depois de armadas as tendas e jantarmos, resolvemos sair para tomar uma cerveja. Quem disse que tinha algo aberto depois das 7 – 8 horas da noite?
       
      Ao menos tomei uma ducha gelada. Apesar do chuveiro elétrico ligado ele não conseguia aquecer a água. A noite foi estrelada e fria. De manhã uma fina camada de gelo recobria as barracas.
       

       
      Como no 3º dia a trilha na verdade seria através de uma estrada poeirenta, com tráfego de veículos, preferimos fretar uma van até Ollantaytambo, onde facilmente pegaríamos outra van para Cusco. A estrada seguia por um vale estreito e bonito, mas andar pela estrada tiraria a essência do trekking.
       
      Em Ollantaytambo, onde normalmente as pessoas pegam um trem para Machu Picchu, bebemos umas cervejas e comemos tira gostos enquanto aguardávamos as vans. A van custou apenas 10 soles para Cusco. É incrível como táxi e transporte são baratos no Peru. Aqui no Brasil seriam5 vezes mais caro.
       

       
      Este é um pequeno trekking legal que sugiro para quem deseja fazer aclimatação antes de começar algo mais pesado ou dispõe de poucos dias. Lares permite 3 ou mais roteiros alternativos, a depender do nº de dias de que você disponha e do que deseja ver.
       
      O relato de Ausangate vem em seguida, mas redigido pelo amigo Renato, que foi quem sugeriu e promoveu o trekking maravilhoso que fizemos ao redor daquela montanha.
       
      Abs!

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