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Viagem que foi a maior viagem


marcos.loren

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  • Membros

Oi...

 

Quando estava voltando dos USA embarquei num aeroporto no interior da Carolina do Norte e paguei um dos maiores micos da minha vida...

 

Toda a bagagem estava sendo revistada nos míimos detalhes e o local da revista era no próprio saguão do aeroporto que estava lotado, quando a mulher foi tirar uma necessaire de dentro da minha mala a necessaire acabou abrindo e todas as minhas calcinhas que estavam dentro dela sairam voando pelo saguão do aeroporto.

 

A cena era deprimente... a policial catando minhas calcinhas no chão... todo mundo olhando pra minha cara e eu tendo um treco de tanto rir....

 

 

Carol

 

Blessed Be

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  • Respostas 110
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  • Membros de Honra

Olah pessoal...

Pois bem...resolvi dar uma pequena contribuição pra este tópico, que é o mais agitado!!!

Aconteceu quando eu estava em Luxemburgo(LU), agora no começo do ano. A temperatura durante a tarde era de uns -4o celsius e tinha muita muita muita neve (uns 5 cm, de tarde!!!).

Pois bem, voltando à história; fiz amizade com um francês (Mayel) no hostel, e como o café da manhã de lá era horrível, resolvemos procurar um mercado na cidade. O grande problema é que não achamos nenhum mercado na cidade!!! Pasmem!

Voltamos pra comer no hostel e encontramos um portugês (Pedro)comendo cachorro quente, tomando suco de caixinha....logo, fomos direto perguntar a ele onde havia um mercado na cidade; ele deu mais ou menos as coordenadas...e lá fomos nós (eu e o francês) atrás de um mercado...

O grande problema é que os mercados em Luxemburgo ficam na área industrial da cidade (não existem mercados na cidade, em si), ou seja, uns 5 Km do centro (logicamente não sabíamos disso, e continuamos caminhando, nos baseando nas coordenadas do português: passa a ponte, dobra em tal igreja, e assim por diante).

Nevava muito, e nós lá, caminhando meio sem rumo...com o peso da neve, além de tudo que carregávamos...

Pois bem...finalmente, depois de quase 3 horas e 5 km depois, achamos o tal mercado...(muito bom, pois pertencia a uma cadeia francesa).

Estávamos tão "quebrados", que quase não conseguimos comer....rsrsrsrs

Na volta (com as mochilas cheias de comida) pegamos um ônibus, e chegamos ao centro em pouco mais de 5 minutos...rsrsrs

Bom, pelo menos conhecemos a cidade toda por causa desta verdadeira "jornada"....

O pior foi quando chegamos no hostel...

Fomos loucos atrás do português, reclamando da distância que percorremos até achar o mercado...

E ele simplesmente respondeu:

"Vocês me perguntaram onde era o mercado...mas eu não disse que era pra vocês irem andando até lá..."

É...depois dizem que português é que é devagar...

 

Falow

 

PANDA

CWB/PR/BR

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  • Membros de Honra

Meu professor disse que o folclore em cima do portugues que o intitula "burro" vem do fato de os portugueses levarem tudo ao pé da letra e não serem tão abrangentes em suas respostas.

Ele disse que foi num congresso onde o palestrante portugues estava falando baixo e distante do microfone. Aí o pessoal gritava: "mais alto!" "mais alto!"

Não deu outra: o portugues subiu num batente e continuou falando com o mesmo tom de voz

ehehehhehehheheh

 

José Jayme - Recife/PE

www.fotolist.com/sublime

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  • Membros

Isso é verdade Payakah!

 

Quando vc pergunta a um português:"Sabe onde fica o museu?", ele responde que sabe e vira as costas... hehe

 

Não é burrice, é cultural mesmo! HAHA! Fazer o que?

 

 

 

"Comer e viajar... as 4 melhores coisas da vida"

 

-Gustavo Ortiz-

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

citação:

To abrindo esse tópico para saber o seguinte: Qual foi a situação mais curiosa e/ou interessante que vocês enfrentaram nessas andanças pelo mundo afora?

 

Jayme


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Ok...to querendo saber se tem como incluir este topico que achei muito bacana numa espécie de FAVORITOS? sou novo no site e não sei muito bem como funciona. Valeu

 

O sonhador das rochas e motanhas sublimes.

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  • Membros de Honra

Tenho uma estória sobre nossos amigos lusos engraçada tb....

Na minha turma de faculdade tinha um português chamado Agostinho, que tinha o apelido lógico de "Tiguês"...

Em uma das viagens da nossa turma, fomos bater uma bola na praia e em determinado momento do jogo alguém do nosso time gritou para o Tiguês marcar a adversário que vinha com a bola: "Cai nele Tiguês...cai nele!!!"...Não deu outra...o portuga se jogou no chão bem na frente do cara que vinha com a bola!!!!

Gente...juro que é verdade!!!!

Nosso time caiu no chão junto para dar risada....Até o time adversário paraou a jogada!!!

DEpois veio o Tiguês com aquela desculpinha:.."Ô...eu tava brincando....rsss". Mas num tava não!!!!! rsrsrsrs

Beijos e abraços

Luckylu

 

www.fotolog.net/luckylu

www.luckylu.fotolog.fot.br

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  • Membros de Honra

CONGELANDO NUM BUSÃO EM POTOSI

Fortes emoções e grandes provações são dois fatores que andam intimamente ligados, e que geram conhecimento, seja ele qual for. Foi o que pude constatar, de forma um pouco mais tensa em Uyuni, Bolívia. Exaustos da viajem no deserto, ficamos a tarde relaxando num banquinho daquela cidade. A única maneira de sair dali era de ônibus, rumo a Sucre, e de lá seguir pro Brasil. Confiamos nas informações de uma operadora e embarcamos nessa

Saímos ao anoitecer, quase umas 7 hrs, e já naquela hora vimos que a viajem não seria das mais agradáveis. O ônibus era um trambolho caindo aos pedaços, com bancos duros e apertados. Junte esse desconforto físico ao você perceber que dentro do veículo se divide espaço com nativos carregando toda sorte de pacotes e sacolas, bem mal educados. Havia até um cachorro dentro! O cheiro de sujeira pairava no ar e isso me incomodava muito. Cedi o banco da janela pra minha colega - se alguem pudesse dormir bem, pelo menos que fosse ela - e me submeti a toda sorte de incômodos do lado do corredor. Estávamos exaustos, sem banho a 3 dias, e se houvesse teríamos tomado um ônibus melhor. Mas naquele fim de mundo não havia, havia somente aquele lá! No decorrer do trajeto, mais e mais pessoas iam entrando; o corredor estava intransitável. Será que não havia limite de passageiros? Apesar de estar quase perdendo a paciência com as inúmeras esbarradas sobre mim e pelo cheiro deságradavel, consegui dormir. No meio da noite escura, acordei ao notar que no espaço reservado à minhas pernas havia um vulto incomodando. Foi a gota d'água, invadir meu pequeno espaço não! Só sei que dei um belo dum chute na "sacola" pra afastá-la, e qual foi a minha surpresa quando vi que a tal "sacola" se mexe e levanta!? Havia chutado uma pessoa que se alojara no meu espaço!! Me desculpei e, após entrarmos num entendimento, continuei dormindo...ou ao menos tentar faze-lo.

Após meia noite, o ônibus pára em Potosi, e grande parte dos passajeiros desce. Só uns poucos permanecem, dormindo. De acordo com a operadora, ali se fazia escala e o motorista dava uma cochilada pra depois seguir adiante. Com mais espaço, nos acomodamos em mais bancos e procuramos dormir. Cochilamos até que bem, não fosse o fato da temperatura cair consideravelmente naquela noite! Detalhe: Potosi é a cidade mais alta do mundo, localizada a mais de 4000m sobre o nível do mar! Fez um frio de rachar e senti muito a falta de meu saco de dormir! Meus pés estavam úmidos e frios, e cheguei até colocar as luvas neles!! Não consegui dormir nada e fiquei esperando o sol raiar. Enquanto isso, permanecíamos em Potosi e nem sinal de seguir adiante. Caramba, quando vamos partir? Fiquei preocupado com minha colega, pois vi que ela estava tiritando e chorava silenciosamente. Tentei confortá-la um pouco, mas minha ajuda não foi muito bem recebida. Infelizmente, ela padecia daqueles "problemas" exclusivamente femeninos e estava muito tensa. Tentando entender a rispidez de sua reação, me limitei apenas a esperar o sol raiar, embora meio chateado.

O dia amanhecia e continuávamos lá. Todos haviam descido, o sol raiava e o movimento comecava a se fazer presente naquela cidadezinha! Poxa, e agora? Pedi satisfações ao motorista, que me diz aquele ser o ponto final. Puto da vida, mostro pra ele que minhas passagens são para Sucre, e, vendo minha visível perca de compostura, ele providencia lugares num outro ônibus, pronto pra sair. Minha colega, já mais calma, se desculpa comigo, e compreende que aquela situação era imprevisível e fugia à minha alçada. Entretanto, as duras palavras da noite anterior ainda ressoavam em minha cabeça; apenas concordei com ela, silenciosamente.

No trajeto rumo a Sucre nenhuma palavra é dita. De repente, ela pede desculpas novamente, me abraça e desanda a chorar. Desta vez retribuo com um forte abraço. Estávamos juntos nessa aventura, de bons e maus momentos. Precisávamos de ajuda mútua, assim teríamos ânimo e força pra seguir adiante, pois, embora estivéssemos conhecendo muitos lugares, estávamos conhecendo a nós mesmos.

 

TAXISTA DOIDÃO EM BARILOCHE

Pois bem, acordámos cedinho do albergue - eu e uma amiga - e tinhamos que arrumar rapidamente nossas coisas, pois estaríamos saindo de Bariloche rumo ao Chile, e tinhamos que chegar à tempo no terminal para nao perder o ônibus às 7, que iria cruzar a Cordilheira dos Andes!! Acontece, porém, que ao levantar não havia luz alguma e, estranhamente, não havia energia! Chovia razoavelmente lá fora - felizmente nao estava nevando, seria pior - e o albergue estava completamente imerso na escuridão. Imaginei que fosse em função da chuva, mas era difícil crer que uma simples chuvinha fosse "empacar" a rede de Bariloche tão facilmente, afinal, Bariloche é Bariloche!! Devem haver geradores reservas pra manter toda esssa infrestrutura toda voltada para o turismo, enfim, funcionando!! Não era o caso... E olha que a infraestutura do albergue era exemplar, com uma boa dose de calefação e todas as regalias imagináveis! Bem, acontece que a falta de energia nos obrigou a fazer tudo às escuras e, felizmente, eu tinha uma velinha que quebrou temporariamente nosso galho. Mesmo assim, foi dureza arrumar nossas mochilas, ir ao banheiro, tomar um café e mastigar algo naquele" bréu" todo, já que éramos as únicas almas vivas naquela madrugada, que se anunciava fria e preguiçosa. Terminado o sadio ritual do café-da-manhã, ficamos esperando na entrada o taxi (ou remisse, como os argentinos chamam) que no dia anterior reservamos pra que nos levasse ao terminal, distante alguns quilometros. A chuva caía insistentemente e rapidamente o taxi chegara. Colocamos a bagagem atrás e entramos no veículo. Eu sentei ao lado do motorista; minha colega, atrás. De repente, notamos que a luz retornava às ruas, menos mal. Logo a seguir, o silêncio parecia ser nossa companhia ate o final do percurso, visto que o taxista nao tinha cara de ser comunicativo ou algo que o valha. Pra quebrar um pouco o gelo - que já bastava do tempo propriamente dito - puxei conversa com o cara. Não sei se disse as palavras certas ou não, apenas sei que destravei o cara a tal ponto que o cara desandou numa conversinha pra lá de esquisita. Se me recordo bem, merece até transcrição, e foi mais ou menos assim:

- Chuvinha chata esta, não? Provocou até queda de energia.... - falei, bem sossegado.

- Pois é, isso sempre ocorre quando os UFOS passam por aqui...- respondeu o motorista, naturalmente.

Imaginei ter escutado mal, razão pela qual procurei me convencer de que tinha de fato ouvido isso.

- O quê????

- Sim, os UFOS!! Foram eles que deixaram a cidade escura! Eles sempre passam por aqui! - falou o cara, já se animando.

- Tá brincando!!! Sério? - falei, demonstrando interesse.

- Sim, eles sempre passam por aqui; às vezes tem contato com as pessoas!!

- Como o senhor sabe disso? - perguntei, forçadamente desconfiado.

- Oras, eu mesmo já vi um montão em tal e tal local! - respondeu, convicto.

- Mas como o senhor sabe que são UFOS? Podem ser qualquer coisa... - indaguei, tentando encurralar o doido.

- Por que o Benitez me incumbiu da função de ficar de olho nos avistamentos daqui, que são frequentes porém nunca divulgados!!!

Pronto, por mim já não havia necessidade de ouvir mais nada; mas acredite ou não, se não era séria, a conversa estava muito divertida. Até ali tudo até que tinha sua parcela de credibilidade, mas na hora que o cara se coloca como "serviçal-olheiro" do J.J. Benitez, autor do best -seller "Operação Cavalo de Tróia", a coisa já parece estar saindo dos trilhos. Tínhamos pego taxi logo com um biruta digno de figurar no seriado "Arquivo X", doidinho, doidinho. Felizmente, a neurose dele era inofensiva e muito divertida. Minha colega, que acordara de mau humor - pra variar - já esboçava um interesse pela prosa e desferia uma discreta risada de deboche, no banco detrás do taxi.

- Jorge, não entendo muito bem o espanhol, mas o que ele tá falando é isso mesmo que eu tô pensando? - cochichou ela, curiosa.

- ÉÉÉÉ!! - respondi, segurando o riso.

- Ahhh, seiiiii... - falou ela, sorrindo maliciosamente.

Logo, o motorista, que até então estava tão silencioso, começa a falar pelos cotovelos, entusiasmadíssimo. Muitas vezes ele até ficava falando diretamente pra nós, nem prestando atenção na rua pela qual dirigia, embora estivesse deserta naquelas horas. A viajem de taxi, que prometia ser sacal e tediante, estava sendo uma doideira só!! Minha colega me olhava sarcásticamente e vez por outra dirigia alguma pergunta ao cara.

- Sim, o Benitez tem olheiros pelo mundo todo!! Eu sou um dos de Bariloche!! - reiterava o cara, orgulhoso.

- Mas olheiro pra quê? - perguntei, dando mais corda ao homem.

- Pra fazer uma classificação dos avistamentos e dos seres!! Há tempos que avistamentos e abducções ocorrem aqui!!

- Ah, é??? - perguntei.

- Sim, pois tem os UFOS bons e os UFOS maus... - falou o cara, com toda a convicção do mundo, só faltando jurar de pé junto.

- Bons e maus.... - pensei, tentando assimilar essa informação. Nem havia notado, mas já era final de viajem. Chegáramos à rodoviária.Por incrível que pareça, queriamos ficar batendo papo com o cara por mais e mais tempo. Era conversa pra noite toda e fluía tão naturalmente como surgira. Sem dúvida, esse cara tinha ainda muita coisa mais pra contar. Nos despedimos e nos encaminhamos ao onibus que nos levaria ao outro lado da Cordilheira. A chuva nos dava uma trégua permanente. Minha colega alentou a possibilidade de que talves ele tivesse "tirando uma" da gente. Pode ser, mas via difícil. Só sei que, quando menos se espera, se encontra os tipos mais estranhos possíveis, e figurinhas carimbadas desse tipo não se limitam somente ao nosso Brasilzão; podem sim, ser encontradas nos nossos países "hermanos tambien"! A tempestade de neve que nos aguardava na Cordilheira era brava, mas era nossa menor preocupação; quem sabe, preocupação mesmo fosse uma eventual possibilidade de abducção pelos UFOS maus?

 

jorjebeer

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  • Membros de Honra

Putz, esse tópico é hilário!

 

Vou contribuir com uma histórinha também...

 

Eu e uma amiga estávamos contornando o litoral brasileiro apenas na carona. Em Eunápolis, na Bahia, aguardávamos uma caroninha até Ilhéus, mas tava difícil. Depois de um bom tempo no acostamento, um caminhão de abacaxi resolve parar no para ver alguma coisa que tinha pifado e sem querer acaba nos dando carona. Numa coincidência incrível, seu destino final era Ilhéus. O caminhão estava sobrecarregado e, em qualquer subidinha, o motorista tinha que engatar a primeira. Na reta, raramente o velocímetro passava dos cinqüenta quilômetros por hora. A viagem que podia ser feita em três horas durou seis.

 

O motorista tinha uma aparência sinistra e era de poucos amigos. Por perto estava sempre seu facão, que era usado para filar uns abacaxi. À noite, quando começou a chover, o motorista descobriu que o limpador do pára-brisas não funcionava. A solução foi amarrar uma cordinha em cada limpador. O motorista puxava a cordinha do lado dele e eu a minha. Apesar da situação tensa, não me contive e comecei a rir. Assim fomos até a entrada de Ilhéus, quando o pneu furou.

 

Já não agüentávamos mais aquela situação. Aproveitamos que o pneu furou em frente a um posto policial para esperarmos outra carona com mais segurança, mesmo estando noite. Demos um tchauzinho pro motorista, que ficou trocando o pneu puto da vida. Rapidamente um carro de passeio parou e nos levou até o centro de Ilhéus...

 

 

Mais além eu conto sobre minha quase prisão de tentar embarcar como clandestino num trem no Perú...

 

Abraços

 

Jeferson

www.carona.pop.com.br

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