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Viagem que foi a maior viagem


marcos.loren

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Lembrei de mais uma fresquinha!! Segura aí!

SUBINDO O VULCÃO NUM CAMINHÃO DE LIXO

Estava em Pucón, sul do Chile, e era nosso último dia. Particularmente, gostei muito de lá, embora minha amiga não partilhasse dessa opinião. Era uma espécie de Bariloche rústica, no Chile! Com o diferencial que lá haviam vulcões ativos e a cidade respirava avidamente esportes de aventuras! Estávamos lá e fizeramos pouca coisa, andamos em parques e bosques próximos, passeamos pelo enorme Lago Villarrica, aos pés do vulcão homônimo! Era último dia e tinhamos que subi-lo!

Conversamos com umas francesas que tentaram subi-lo, mas não conseguiram pois os ventos estavam muito fortes e geladíssimos!! Isso desanimou minha colega, não a mim ea convenci a irmos assim mesmo.

Precisavamos chegar à base dele, distante uns 15km, e o preço cobrado por taxis era incrivelmente salgado. Resolvemos ir de carona mesmo, pois o caminho estava cheio de fazendas e circulavam alguns veículos. Me informei do percurso e trajeto a seguir e colocamos pé na estrada rumo ao vulcão que nos chamava, fumegante.

Andamos quase meia hora, muitos carros passavam e não nos davam bola, até que uma caminhonete parou e nos levou na caçamba, ganhamos belos quilômetros. Seguimos a pé por uns dez minutos e ainda faltava muito. Uma outra caminhonete com uma família nos levou atrás, e atravessamos a portaria do parque. À medida que subíamos, a temperatura caía consideravelmente e tinhamos que nos agasalhar bem. Novamente a pé, faltavam ainda quase 5 km bem íngremes e não passava nenhum veículo. A abundante vegetação de bosque já havia sumido e agora algumas árvores se misturavam à neve que cobria a paisagem. A paisagem era linda e lembrava muito às da Europa Alpina. Quase desistindo, apareceu um caminhão caindo aos pedaços que nos deu carona. Adivinhe pra onde ia? Sim, pra base do vulcão! Ele estava subindo recolher os destroços de um refúgio que pegara fogo naqueles dias. No entanto, a viajem foi meio incômoda, pois estávamos logo na parte reservada ao lixo - atrás, e não na cabine - e havia muita sujeira. Mas quem ia reclamar agora? Eu estava me divertindo com a situação, já a minha colega morria de vergonha e torcia pra ninguem notar que viajava num caminhão de lixo e sempre se escondia quando passava algum veículo sentido contrário.

Ao chegarmos na base do vulcão, o frio era tremendo! Ventos fortíssimos varriam aquela superfície branca linda!! Era somente neve mesmo! Logo percebemos que a escalada ao topo estava fora de cogitação mesmo, além que não tinhamos equipamento apropiado e o frio aumentando. Minha colega se desapontou com neve; achava que era fofinha e viu que não passava de gelo frio mesmo! Ficamos um pouco na base do vulcão, vendo o pessoal esquiar e praticar snowboard, até que voltamos, a pé novamente! Por mim eu até que ficava mais um pouco, mas a mala da minha colega carioca insistiu em retornar devido ao frio.

Descemos durante quase meia hora, escorregando bastante na neve. E adivinhe quem passa sentido contrário? Pois é, o caminhão que nos levara pra cima! Só que desta vez estava repleto de madeira e lixo queimado! Mesmo assim, não deixaríamos essa oportunidade passar, claro. A descida, francamente, foi a coisa mais medonha que passei. O motorista descia feito doido e montanha russa era fichinha. A situação se agravava pois tinhamos que fazer acrobacias para nos desviar do entulho imundo e de madeiras repletas de pregos apontadas pra nós!!! Imagine-se você se segurando nas laterais imundas do veículo e, com as pernas, chutando e segurando toda e qualquer madeira com pregos que ameaçasse a sua integridade física!! Minha colega estava desesperada, rezava pro cara parar e emendava: "Ai, meu Deus..não sei quantos anos de faculdade pra andar num caminhão de lixo...ai, se meu pai me visse..". Depois de quase vinte minutos bem "radicais", estávamos novamente em Pucón, sãos e salvos. Os motoristas fizeram questão de ajudar minha colega a descer do veículo; depois ela me falou que os caras não economizaram passadas de mão nela..hahaha..Era o orgulho deles: passar a mão numa legitima "brasileña"!

Tinhamos que nos apressar, pois perderíamos o ônibus. Não subimos o vulcão, mas chegamos quase lá. Voltamos satisfeitos mesmo assim, pois passamos fortes emoções naquele caminhão - que apelidamos carinhosamente de "Lixo Tur". Pucon reafirmava sua tradição de ecoturismo radical.. A meu ver, o caminhão deveria ser uma nova modalidade de esporte radical!! E haja adrenalina!!!!

 

 

 

jorjebeer

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ahahahahha

 

Esse tópico é muito bom mesmo!!!

 

E eu que achava que fugir de vacas tacando mochilas num cachorro era muito prá mim,eheheheheheh

 

 

Um beijo e vejam o site:

http://www.trilhaseaventuras.kit.net meu album de fotos do Campeonato Carioca de Trekking.

 

http://www.cmfitness.kit.net

http://www.fitnessesaude.jex.com.br

Pat

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Daí galera, blz?

 

A histórinha do trem é o seguinte...

 

Era julho de 2002 e eu e meu amigo queriamos voltar de Machu Picchu para Cuzco. Até aquele momento nossa viagem estava sendo na maior seca, pois chegamos na cidade sagrada pela trilha de Salcantay, sem guia, se afundando pela neve. Em compesaçao estavamos gastando muito pouco na trip.

Chega a hora de pegar o trem pra Cuzco. Estávamos acampados na base de Machu Picchu, quase perto da hidrelétrica. O trem saía de Aguas Calientes. Mas vimos que as regras tinham mudado por alí. Não se podia mais pegar o trem dos nativos que custava 5 soles. Turistas tinham um trem especial que as passagens iam de 10 a 35 dólares!! Claro que ignoramos totalmente essa norma e fomos conversar com alguns nativos pra saber se dava pra entrar no trem deles, como clandestino. Os nativos eram gente fina, mas a fiscalização era grande, tinha guardinha pra todos os lados.

 

Quando o trem chegou, foi uma correira louca. Nós estávamos muito na vista, por causa das mochilas e da nossa cara de gringo! Então começou uma perseguição! Eu entrava num vagão, vinha o guardinha atrás, eu já pulava fora e entrava no vagão de trás. Tentamos se esconder num vagão de cargas, onde tinha dois peruanos dentro, só que eles não quiseram confusão... Dei a volta por trás no trem e subi num vagão onde as portas estavam fechadas. Implorei pelo vidro para os passageiros abrirem, dizendo que não tinha dinheiro e que ficaria preso ali, em Aguas Calientes. Eles se comoveram e abriram a porta. Mandaram nós se agacharmos no meio das sacolas e ainda jogaram por cima de nós seus panos coloridos. Foi um momento tenso. Só podia escutar os guardas entrando em todos os vagões e ameaçando todo mundo. O trem já estava atrasado e parecia que iria se mover.

 

O vacilo foi que tinha deixado minha mochila num outro canto do vagão, descoberta. Não deu outra. Um guarda achou e arremessou ela pra fora do trem. Fui obrigado a sair do esconderijo e buscar minha mochila. Nessa altura já estava mandando todo mundo se fuder, queria brigar com os guardas. Falaram que se me descobrissem no meio da viagem iriam me jogar no meio do mato. Confusão geral! Em volta do trem uma multidão acompanhava o desfecho daquela situação. Teriámos que sair dalí, senão seriámos presos.

 

Fomos até a bilheteria que vendia passagens pros turistas. Pegamos a mais barata, 10 doletas que saía as 6 da matina do dia seguinte. Na hora de pagar, não tinha troco e dei uma nota de 50. O cara da bilheteria olhou pra mim com uma risadinha: No tiene dinero, né?

 

 

Abraços

Jeferson

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  • Membros de Honra

senta q la vem estoria!

 

DESVENTURAS EM VIÑA DEL MAR, A "GUARUJÁ" CHILENA

Havíamos eu e meu amigo japonês recém retornado de uma exaustiva - e não menos emocionante - aventura no monte Aconcágua e queríamos agora algo mais relax, além de um pouco de diversão, claro!. Tomamos o sentido oposto à Cordilheira dos Andes e, de Santiago, rumamos para o litoral chileno!. Praiaaaaaaaaa!.

Saimos bem cedo da capital Chilena - de busão - em direção à Valparaiso, tal qual Che Guevara em "Diários de Motocicleta". Esta cidade é um misto de Ouro Preto e Santos, um porto cercado de morros próximo a costa. O destaque mesmo fica por conta da arquitetura colonial de todas as construções em torno e dos "funiculares", elevadores a disposição para os mais preguiçosos..

Mas a gente queria diversão, claro!. E rumamos de busão mesmo, alguns poucos kms pela costa, para Viña del Mar, que é o Guarujá (um pouco mais melhorado) dos Chilenos!. Condomínios chiques, gente bonita,azaração, enfim, o local ideal para passar o resto daquela manhã ensolarada, quente e seca do verão Chileno!.

Para começar fomos direto para a orla, andando pelo calçadão, mas logo depois seguimos pela praia mesmo, apreciando a galera toda se tostando na praia de areia grossa de lá!. Aqui não se vê nenhum fio-dental, apenas biquínis asa delta ou maiôs. E muita pele branca de doer!. Meu amigo japa queria porque queria cair nas águas do Pacifico!. Eu falei: "meu, você vai mesmo?. Olha lá!". E não é que ele ignorou o fato de quase todo mundo estar somente na praia?. Ninguém estava nadando ou imerso nas águas azuis daquele dia calorento. No máximo, algumas criancinhas na beira da água, apenas brincando..aquela coisa, ne?.Pois bem, não é que o japonês doido tirou sua blusa e foi correndo para água para dar um "tchibum"?. É, mas não deu nem alguns segundos e ele já estava saindo, desesperado. "Caralho, essa água está fria para cacete!", falou ele, todo enrugado, retorcido e pulando para se esquentar. De fato, era só colocar o pé nas águas do Pacifico que até o osso dóia!!. Depois dessa experiência, ficamos dando rolê pela orla.Artesanias, esportes de verão, camelagem, etc, nada que já não fosse visto aqui em praias tupiniquins!.

De tarde, fomos descansar nas pracinhas muito bonitas da orla, bem do lado de luxuosos cassinos. Aqui está cheio de ciganas querendo ler tua mão!. Mas não são os "turús-barangas-sujas-esqualidas" que tem no Brasil, são loironas de descendência européia até bem bonitas, que passariam por simples "ripongas" aqui!. Detalhe: elas te furtam sem você perceber. Eu já tendo ciência desta habilidade delas já alerto meu amigo japa que, quando assediado por uma delas, sai correndo morrendo de medo, como o diabo da cruz!. Muito engraçado!. Hahahaha.

Como já escurecia resolvemos já nos aprontar para balada. Compramos uma breja, outra breja com sabor de limão (sim, lá tem!) e um pisco (pinga de lá) para beber na rua. Detalhe: no Chile é proibido beber na rua sob risco de ser preso!. Mandamos ver assim mesmo!. Felizmente,nenhum carabinero (os "gambé" de lá) cruzou com a gente senão era cana na certa!.

A noite rolou, aquele "estado etílico avançado", o cansaço e sono já batendo!. E agora?. Onde dormir?. A gente estava sem saco (e grana)para buscar alojamento. O jeito foi dar uma de mendigo mesmo e voltamos para as pracinhas, claro!. Felizmente era verão senão tavamos ferrados, mas mesmo assim batia um vento frio, e nos, de bermuda e camiseta estavamos tiritando!. Aí, achamos um lugar legal - na vala de um canteiro de flores no gramado da praça - só que estava ocupado por um mendigo!. E agora?. Meu amigo japa - que foi escoteiro e queria fazer a sua boa ação do dia - chegou nele, de maneira bem polida e todo mais, falando que não era legal dormir ali, que seu estado era lastimável, etc, essas coisas!. Só que o mendigo nem se mexia, apenas balbuciava algumas frases desconexas e caia no sono!. E assim meucolega ficou varias vezes tentando dissuadir o dito cujo a se levantar dali, sem sucesso. Ai eu cheguei no ouvido do mendigo e sussurrei: "Escucha, esse japonês parece que quiere comer tu culo.." Puts, não é que o mendigo, quase que num passe de mágica,levantou!!!. Mesmo que entrelaçando as pernas e mal se segurando o cara ressuscitou, desferiu alguns xingamentos para o japa e caiu fora???. Meu amigo ficou puto mas como o fim justifica os meios deixamos para lá. E assim ocupamos a vala do mendigo para dormir na praça bem do lado da praia, pela qual ventava pacas!. Seria engraçado senão fosse trágico, claro!. Dormimos até que bem, todos encolhidos e braços dentro das camisas. Claro, com o cuidado de não dormir de bruços..vai saber, ne?. De madruga, resolvemos mudar de lugar pois o chão de terra estava bem incomodo e fomos para o parquinho infantil!.

Hahaha!. Dormimos (ou tentamos) dentro daqueles playgrounds de plástico, com tuneis, escorregador, etc!. Estava incomodo mas quebrou o galho. Felizmente la dentro ja não estava ocupado nem cagado!.Tomamos posse do parquinho assim mesmo, eu fiquei num tubo perto da escadinha!!. Hahahaha

Ainda de madruga, antes do sol nascer, fomos para o terminal e tomamoso busão para Santiago, totalmente quebrados!. Depois dessa noite,sempre me vêem a mente aquela musica do Bruno e Marrone; "Seu guardaeu não sou vagabundo...eu doormi na praaaaça!!"" Dizem que fiofó debêbado não tem dono, ahhh, mas desta vez a gente ficou bem esperto,com certeza!!.

 

jorjebeer

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  • Membros de Honra

heheheh Jorge....

Lembro em 87 ( tinha 16 para 17 anos....não sabia beber ainda....) Reveillón em Caraguá....

Enchi a cara me perdi dos amigos e qundo eram umas 5 da manhã ví vários bebuns dormindo nas areias da praia Martim de Sá....Não tive dúvida caí por lá mesmo (a casa onde estava estav a uns 5 kms...e não conseguiria andar nem 100 metros...)

Acordei com o sol na cara...umas 9 da manhã.....levantei com areia na cara (coisa de bêbado mesmo)...aquele monte de criança, avôs e avós me olhando e pensando: "olha só o estado desse moleque, coitado"....e eu com a maior vergonha.....Dei uma caída no mar e saí andando...

Chegando em casa...todos amigos dormindo e nem tinham notado minha falta....Camarada é isso aí!!!!!! ahahahaha

Abraços e beijos

LUckylu

 

www.fotolog.net/luckylu

www.luckylu.fotolog.fot.br

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  • Membros de Honra

CARONANDO COM UM DEFUNTO

Pois bem, chegara a Los Antiguos - patagônia norte argentima - por volta das onze da manhã e meu intuito era já cruzar a fronteira, afinal era cedo e o dia tinha que render uns bons quilômetros caminhando. Tratei de me informar de distancias da fronteira e tudo mais, e cheguei a conclusão que dispensava o táxi que me ofereciam...iria tentar minha sorte na carona mesmo! Comprei umas bolachas, um "alfajor" e fiz deles o meu almoço...e segui em frente!

Para se ter uma idéia do tamanho da cidade, apenas andei cinco minutos e já estava nos limites dela, carimbando meu visto de saída num mirrado posto militar, vagabundo mesmo. Depois disso uma estrada de terra e rípio (cascalho) se mostrava a minha frente e eu já tinha uma leve noção do quanto andaria ate a fronteira chilena, na pequena cidade de Chile Chico, aproximadamente uns cinco ou sete quilômetros..uma cifra tolerável e bem-vinda pra quem já estava sentado há mais de 10 hrs num busão! Claro que se alguém pasasse, meu dedão iria estar a postos! Ate entao, carona havia sido bem fácil!

Andando pela estrada sob forte sol e ventando muito, vi de longe atrás de mim uma caminhonete que estava fazendo as tramitações na fronteira e isso me animou. Esperei que ela passasse por mim pra pedir carona (os chilenos dizem "hacer dedo") Ao se aproximar parou diante minha solicitação de transporte. Que sorte! O cara da caminhonete fez sinal e eu fui na caçamba sentadinho na beirada, junto com mais uns 3 jovens, uma jovem (com traços indígenas) e um vulto envolto numa lona ou encerado bem no meio, amarrado nas laterais do veículo. E assim seguimos caminho, lentamente, cruzando os limites dos dois paises naquela estradinha esburacada e bem poeirenta, diga-se de passagem. Sua paisagem tb supreende:do lado argentino a ribeira é plana e meio agreste, e do lado chileno começa com enormes montanhas de rocha viva e arredondada pela erosão de glaciares, alem de muito bosque! A paisagem mudava enormemente, do deserto para muito verde do lado chileno.

Enquanto seguíamos rumo a fronteira algumas duvidas referente à minha carona vieram à mente: pq a caminhonete ia devagar numa estrada onde havia a possibilidade de velocidade maior? Tá bom, havia mais gente e criança junto comigo porem não havia necesidade de andar a quase 20 km/h. Via outros veículos passarem a milhão pela gente e o pior, levantando toda poeira em cima de nós! Bem, como dizem "cavalo dado não se olha os dentes", não tinha do que reclamar, ne? Mas o que me deixou mais intrigado foi o ar de tristeza que pairava atrás na caçamba, pois ninguém falava nada, todos cabisbaixos e alguns até soluçando! De repente a jovem desanda a chorar, balbucia algumas coisas sem sentido e passa a abraçar o vulto envolto na lona! Opa, será que é isso mesmo que eu estou pensando??? Pois é, e era mesmo! Durante o tempo que permaneci na caçamba e que pareceu nunca terminar, ouvi choro, lamentações, inconformismo e principalmente tristeza! O atmosfera estava mais pesada que o vento forte que agora soprava do lago! Eu via todo mundo chorando e eu não sabia que atitude tomar: se chorava também ou consolava alguém, mas lá estava eu, tentando parecer indiferente diante do enorme pesar daquela família! E olha que eu quase sento e jogo minha mochila em cima do dito cujo!?

Já mais aliviado ao chegar no posto fronteiriço, em Chile Chico, e após carimbar minha entrada no país, pude conversar com o conhecido da família que guiava a caminhonete. O finado era irmão maior do pessoal atrás e se afogara num furioso e gelado rio argentino no dia anterior, tentando salvar outro parente. Imaginei que fossem ter dificuldades pra entrar com o corpo na fronteira, mas parece que estes já haviam sido avisados e não houve muita burocracia, e assim ainda tive o restante da carona ate o centro verdejante de Chile Chico, pois eles se dirigiam até a igreja local velar o corpo. Lá desembarquei, agradeci a carona e segui rumo às docas apressado (teria que atravessar o lago na balsa rumo a Carreteira Austral), porem me senti estranho diante dos momentos que tivera há pouco e me incomodei com minha aparente indiferença! A mesma água, seja ela de rio ou lago, que trazia vida e que tornava desertos estéreis em campos verdejantes também tinha o poder legitimo de morte naquela região! A "morte por causas externas" lá muito rara, porem é igualmente sentida com a mesma intensidade que as mortes violentas as quais estamos habituados em terras tupiniquins! Talves seja por isto e pelo respeito às forças da natureza, é que aquela região inóspita ainda faz jus à fama de patagônia selvagem...

 

 

jorjebeer

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  • Membros

Bem, la vai a minha contribuicao

 

 

Uma vez, estavamos fazendo um circuito de bike eu e um amigo, quando de repente, no meio da estrada, ele comeca a passar mal... tinhamos comido bastante fituras e estavamos iniciando no cicloturismo. De repente, nao deu outra... ele cai no chao.. a pressao desabou, ele estava branco e gelado num calor de 36°.

Meu, comecei a ficar preocupado e tudo, mas ele disse que estava bem... so precisava se deitar um pouco... ele ficou deitado no asfalto um tempao ate que resolveu que precisava "lavar a burra"... Hora, estavamos na estrada e dos dois lados era terreno militar, uma base area... mas o cara nao tava nem ai, pulo a cerca de arame farpado e foi la dentro mesmo... deu a maior cagada. Quando ele ta terminando, vemos os guardas se aproximando... meu, mau da tempo de ele levantar as calcas e pular a cerca... montamos nas biciletas e sebo nas canelas... foi muito engracao... hoje eu dou risada, mas na hora... ambos eramos de menor, o aperreio foi grande...

 

Moral da historia...

 

Quando bate na porta, meu amigo, o negocio eh deixar sair...

 

Romulo Murdock

 

In God we trust!

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