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renatomayer

Torres del Paine - circuito "O" (completo) - março/2009

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É isso ai pessoal, ta batido o martelo!!

To indo pra Torres del paine, fazer o circuito completo agora no dia 24/11 vou sair de Curitiba no Busao pra Buenos Aires.

Assim que voltar pretento postar novas dicas e atualizações pra quem posso interessar.

 

Valeu por todas as ticas e informações postadas aqui que me ajudaram muito no meu planejamento.

Até

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Oii pessoal !!!

 

Alguem pode me dizer o que levar para torres del Paine em questão de comida para café da manha, janta etc

 

Grato.

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Gente, acabei de voltar (fui em novembro/2010)... é maravilhoso... o circuito 360 nem se compara ao W.. quem só faz o W não sabe o que etá perdendo! é lindo demais! a parte do paso gardner é incrível... amei tudo!!! ::cool:::'> vale a pena... Abraços e quem quiser dicas é só falar!!! ::otemo::

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CIRCUITO EM 29/11/10 ATÉ 06/12/10

 

Vou tentar passar aqui como foi minha experiência fazendo o circuito completo no parque Torres Del Paine, fiz no sentido anti horário, e sinceramente acho muito mais legal do que se tivesse feito de outra forma. Fui de busão mesmo, da minha cidade, São Bento do Sul SC até o parque, mas a viagem de ônibus vou passar como foi em outro tópico.

Fui sozinho, não usei guia (a não ser na parte da neve, onde tive que seguir com mais um pessoal) e voltei de busao novamente. Espero que ajude outros que queiram conhecer esse lugar fantástico, que, acreditem, pode realmente ter as quatro estações do ano num mesmo dia, eu achava que isso era balela, mas senti na pele.

Nunca tinha feito nenhum desses circuitos de treking então aprendi muita coisa que vou levar pra sempre, e espero passar um pouco disso pra quem estiver interessado.

Valeu!!

 

29/11 CHEGADA AO PARQUE TORRES DEL PAINE

 

O ônibus chega à entrada do parque, em Laguna Amarga (não esqueçam de dizer que querem ficar em Laguna Amarga, pois de lá o ônibus segue para outras partes do parque), pedem para que todos desçam e formem fila para pagar a entrada na portaria. Me deram o tique e ficam abertos para tirar qualquer duvida sobre o parque ou o funcionamento, me disseram que todos os campings estavam funcionando, beleza!!

O mapa que é fornecido para que se faça o circuito é o suficiente e ninguém precisa comprar aqueles mapas que te vendem na cidade, inclusive se alguém comprar um daqueles, assim como o Renato já tinha colocado na narração da viagem dele, não deve servir de base para os campings, pois tem alguns que já não estão mais em funcionamento, mas o que entregam na entrada do parque, esse sim está atualizado.

Depois disso fiquei meio perdido e acabaram me enfiando em um transfer que ia até o acampamento do Hotel Las Torres, mas ninguém precisa pegar esse transfer, eu me arrependi depois, mas já era tarde, dá pra ir direto da entrada em Laguna Amarga, para o camping Seron (para ir direto para o Seron é só ir pela rua que passa pela ponte de ferro que dá pra ver da entrada do parque, depois disso tem uma placa que indica Refugio Dikson e seguir a trilha que é bem demarcada, são mais ou menos umas 4,5 horas mesmo com a mochila cheia).

Como eu acabei chegando ao Hotel Las Torres pelas 16:40 acabei ficando por lá mesmo, ainda mais que não tinha certeza de como seria a trilha de lá para frente.

No camping muito vento, mas a barraca suportou muito bem. Tem banheiros limpos e chuveiros, segundo o pessoal do parque, calhentes (mas acreditem não estavam muito calhentes), bastante movimento de pessoal.

 

 

 

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30/11 LAS TORRES PARA SERON

 

Saí apenas pelas 09:00, depois de ter tomado aquele cafezão e demorado muito pra arrumas as coisas e me bater pra ajeitar tudo, pois tinha um vendaval desgraçado, também caia uma chuvinha o tempo todo, e eu pensei em esperar pra ver como ia ficar o tempo (bobagem, pois depois que me dei conta que aquela chuvinha tinha o tempo todo, pois o vento sopra a neve de cima das montanhas que derrete e vira aquilo que eu achei que era chuva). No mapa diz que o trajeto é de 4 horas, mas eu pelos fortes ventos e por bastante inexperiência levei 6. O vento de que falo não era um ventinho, era realmente um negocio absurdo, muito, mas muito forte. Eu tinha que andar fazendo força pra frente e usando sempre os bastões de caminhada, porque o vento empurrava valendo mesmo e se isso não fosse o suficiente a minha capa pra mochila era meio pequena e ficava se soltando e eu tinha que parar e ajeitar novamente, isso aconteceu pelo menos umas 8 vezes no caminho até que desisti dela e levei a capa na mão mesmo e aquela chuvinha que vinha e ia embora muitas vezes pelo caminho que se dane mesmo. Não tinha grandes subidas ou grandes descidas, e a trilha muito bem definida. Não tinha ninguém na minha frente e fui eu quem chegou primeiro no camping Seron naquele dia. Nesse camping também tinha banheiros limpos (pelo menos quando cheguei estavam limpos hehe) e chuveiro que disseram que era calhente (quando tinha tirado a roupa e abri o tal chuveiro calhente descobri que tava frio pra caramba e o tempo também ajudou com um frio desgraçado) me lavei como deu. Também tem uma área comum que serve de cozinha na casinha do camping, todos se reúnem pra cotar historia e fazer o macarão.

Armei a barraca bem atrás e encostadinha, como deu, na casinha da sede do camping, assim evitei pelo menos uma parte do vento. A noite bastante chuva e frio, muito frio (pelo menos pra mim que nunca tinha ido pra aquele lugar, pena que não tinha levado um daqueles termômetros pequenos, ninguém tinha), dormi dentro do saco com duas blusas e duas calças e mesmo assim tava bem frio.

 

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01/12 SERON ATÉ REFUGIO DIKSON

 

Quando sai da barraca pelas 08:00, não acreditei no que vi, cara, tinha gelo nas abas da barraca (ligeiro tirei fotos, pois não acreditava que isso podia acontecer nessa época do ano, mesmo lá), a chuva da noite congelou por fora da barraca. Quando olhei para os lados, que lindo tava tudo branco, onde ontem era não bem verde mas quase, que show, muito legal. E logo veio o sol. Fiquei me amarando de novo pra fazer café e arrumar a mochila. Parti para o Refugio Dikson só as 09:30, menos vento hoje e apesar do sol o frio continuava e eu passei o dia inteiro de blusa, mesmo com o sol e a caminhada tava bem frio. O caminho é por campos e depois tem umas subidas por cima de alguns morros e cruza-se alguns rios, que sempre tem algum tipo de ponte, é só ir margeando e seguindo as fitas que tem nas arvores e indicam o melhor caminho. Parei muito pra tirar fotos, tem lagos lindos mesmo. E quando estava chegando no Dikson, não acreditava que lugar show era aquele, o Refugio na frente do lago Dikson e na borda do lago um bloco de gelo enorme do tamanho de um ônibus tava encalhado. Nunca tinha visto isso e foi muito show mesmo.

No camping tem até mantimentos que alguém precisar, mas realmente não vale a pena, é melhor levar tudo o que vai precisar pois as coisas são muito caras.

Nesse camping tinha banheiros limpos e também chuveiros calhentes (que nem fui verificar pois acho que era frio igual aos outros). Não tem lugar pra preparar comida então fiz na barraca mesmo, mas tinha umas mesas ao ar livre assim como todos os outros campings e tinha outras pessoas preparando o alimento nessas mesas.

O resto da tarde passei praticamente na barraca pois pra minha surpresa começou a nevar de verdade e não parou mais e eu que nunca tinha visto neve na vida passei um frio desgraçado (talvez mais ainda pois tava tudo meio úmido da noite anterior pois eu não consegui secar a barraca pra dobrar).

 

 

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02/12 REFUGIO DIKSON ATÉ CAMPING LOS PERROS

 

Hoje sim, consegui sair bem cedinho, não fiquei esperando esquentar, já sabia que não ia esquentar mesmo. Caramba quando coloquei a cara pra fora da barraca achei muito lindo, nunca tinha visto neve antes e tava tudo branquinho com uma fina camada de neve por cima. Fui o primeiro que sai do Dikson e segui para Los Perros. Conforme fui avançando a camada de neve por cima de tudo tava mais grossa, todo o chão estava coberto. No inicio da trilha já tem uma subida por entre arvores e essas também ficam bem grossas, não dava pra ver o chão mas a trilha estava bem tranqüila pois o caminho era bem definido entre os arbustos no inicio da trilha. O inicio achei a neve o negocio mais sensacional que já tinha visto (era novidade), cara depois que esse negocio ficava caindo na minha roupa e virava água gelada foi perdendo a graça (eu tinha levado roupa impermeável mas só fiquei com a calça porque como a gente transpira a minha capa ficava muito molhada por dentro e era pior do que a jaqueta de flise que eu tava usando), tem umas pontes pelo caminho (tem mais pontes do que o mapa indica, não contei quantas mas tinha pelo menos umas 5 e no mapa indica 2). Não tinha marcas na neve de ninguém que estivesse na minha frente mas eu a principio não me preocupei muito, tinha certeza que tava na trilha. Depois o caminho foi ficando sem os tais arbustos pois as arvores ficaram maiores e por baixo tudo tava bem parecido, já não tinha mais bem certeza se tava na trilha ou não pois tava tudo com uns 20 cm de neve por cima, mas como ainda tava encontrando as marcas vermelhas ou fitas nas arvores fui em frente. De repente encontrei duas pessoas e fiquei mais tranqüilo pois tinha certeza que eles tinham vindo do camping a frente e agora eu ia ter marcas pra seguir bem de boa. De repente as marcas dos caras saia do que eu tinha certeza que era a trilha, puts fiquei na duvida, seguia a marca dos caras ou seguia o que agora achava que era a trilha? Segui as marcas e fitas nas arvores e não tinha novamente marcas de pegada na neve, mas fui em frente. Quando acabou todo o mato e a trilha seguia por um trecho que era só de pedras o negocio ficou foda. Eles pintam algumas pedras de vermelho pra indicar o caminho mas a neve cobriu tudo. Mas eu tinha andado umas 3 horas e não queria voltar já então segui por onde achava que tinha que ser a trilha. De vez em quando errada e me atolava até o meio da cocha na neve, daí eu gelei mas como ainda não era nem meio dia fui seguindo pra onde eu tinha certeza que tinha que ser o camping pois tinha que ser por ali, nos lados só tinha montanha mesmo. Quando passei em frente ao glaciar Los Perros não tinha mais trilha nenhuma eu fui indo um poço pra lá e um pouco pra cá até encontrar umas estacas vermelhas de vez em quando que indicavam que tava no caminho. Finalmente entrei de novo em alguma coisa que achei que era a trilha e logo vi uma casinha. Beleza cheguei!!!! Eram 11:40 da manha e o meu plano inicial era ir até o próximo camping. Quando falei com o cara que cuidava desse camping ele disse que não tinha como ir sozinho pro próximo camping por que tinha neve até o meio da cocha e era muito perigoso pra ir sozinho. E como eu já tinha passado um pequeno sufoco antes disso e tava todo molhado e com frio claro que fiquei por lá, e como tinha mais gente depois de mim e no dia seguinte iam pro próximo camping eu iria depois deles pra pelos menos saber por onde ir.

O Camping Los Perros é o mais isolado de todos, também tem alguma coisa de mantimentos, e deve ser bem úmido mesmo quando o tempo esta firme, pois fica no meio de duas montanhas e bem perto do glaciar Los Perros. Tinha banheiros e dessa vez o cara disse que eram apenas com água normal nada de calhente. Tem um ranchinho que serve de cozinha comunitária com um tambor onde fazem fogo dentro. Deu pra me secar e secar todas as roupas penduradas atrás desse tambor com fogo (antes ficar fedendo fumaça do que todo molhado naquele frio absurdo).

Como não dava pra ver o chão perguntei onde era melhor pra armar a barraca, o cara me indicou um lugar e me deu um rastel (daqueles de varrer grama) pra tirar a neve do chão e armar a barraca. Depois chegou mais gente que veio do Dickson. Fiquei conversando com os caras que tavam de guia e que também tavam levando mantimentos pros outros campings e eles iriam sair no outro dia (se o tempo melhorasse um pouco) em direção ao próximo camping e disseram que era melhor todos seguirem juntos pois no próximo trechos tínhamos que cruzar o passo John Gardner e o caminho cava com muita neve. Eu só fiquei imaginando como ia ser cruzar esse negocio e fui dormir.

 

 

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03/12 REFUGIO LOS PERROS ATÉ PAINE GRANDE

Bom o dia hoje começou sem neve, pelo menos era o que eu achava, o pessoal começou a partir pro outro camping pelas 08:00, e eu não tava com pressa e só saí pelas 09:00. Dessa vez eu queria ter alguns passos para seguir. Não demorou muito eu acabei encontrando o pessoal e segui junto com eles. No inicio a trilha sobe por entre arvores, e passa por alguns riachos, no relato do Renato ele colocou que tem vários pântanos e banhados nessa parte, mas eu não cheguei a ver, acho que tava tudo meio congelado e não chegou a ser um grande problema. Depois a trilha sai das arvores e ficam apenas pedras, e começou a neve de novo, agora com bastante vento também, doía no rosto. Eu seguia agora junto com o restante do pessoal e deu um grupo de umas 20 pessoas, e com uns guias na frente fazendo o caminho. Essa foi a única parte que senti que não tivesse ninguém pra me ajudar eu com certeza não acharia o caminho, pois tinha uns 30 ou 40 cm de neve e não tinha como saber por onde caminhar (mas se alguém tiver passado pelo lugar no dia em que você for passar é tranqüilo porque dá pra seguir as marcas na neve). Depois de chegar no topo do passo John Gardner deu pra ver o glaciar Grey, muito grande e bonito, mas as minhas fotos não ficaram aquelas coisas pois tava muito nublado e ainda nevando bastante. Depois disso a descida é bem forte e o mundo começa a mudar e ficar mais quente conforme vamos descendo. A maior parte do pessoal ficou no acampamento Passo depois de umas 6 horas de caminhada (esse camping é gratuito e meio abandonado e sem bons lugares para armar barraca). Segui para o camping Los Guardas e se estivesse bem seguiria até o Refugio Grey. Passei pelo Los Guardas, não tem estrutura nenhuma e parece meio abandonado. Continuei caminhando e agora encontrava mais gente pela trilha indo e vindo, pois já estava no que também faz parte do circuito em W. Me distraí e não sei como fiz isso mas passei direto pelo Refugio Grey, puts, acho que olhei pro outro lado ou não tinha nenhuma barraca e acabei passando, por isso não posso dizer como era esse camping. O jeito foi seguir para o Paine Grande, fiquei chateado pois achei que aquele dia eu ia conseguir dormir seco e quentinho pois não tava mais chovendo e no relado do Renato ele falou muito bem do Refugio Grey. Começou a chover valendo e com muito vento mesmo, a chuva era vertical. Cheguei no Paine Grande as 19:30, tava muito muido, cansado pra caramba e ainda tive que montar a barraca na chuva e novamente dormir meio molhado. Esse camping até que é bem bonito com um hotel muito show no nado. Mas tinha muita gente acampando lá e as barracas ficam totalmente desprotegidas do vento. Não recomendo que acampem por aqui. Acho que é melhor passar a noite no Refugio Grey e seguir direto pro Cuernos no dia seguinte.

 

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04/12 PAINE GRANDE ATÉ LOS CUERNOS.

Tomei um café e saí até o camping Italiano, o dia estava muito bonito, céu com poucas nuvens os lagos ao fundo, hoje completamente diferente da outra parte do parque. Mais movimento de pessoas muito bonito mesmo. Trilha muito tranqüila até o Italiano. Nesse camping dá pra deixar as mochilas com o guarda parque e seguir ao mirante bem mais leve. A trilha até o mirante é uma subida bem puxadinha e é muita pedra. Mas quando se chega o visual com certeza compensa muito. É realmente fantástica a vista do lago Nordenskjoide com sua água esverdeada. Muito show mesmo. Na volta fiz um lanche no acampamento Italiano, esse é gratuito, mas fede bastante e só tinha um banheiro pra bastante gente. Não é um lugar dos mais agradáveis sabe, mas também não é nenhum fim do mundo. Segui até o Los Cuernos, dava vontade de ficar tirando foto o tempo todo, o tempo abriu e o céu tava bem azul. Tem uma praia de pedrinhas na beira do lago que é muito Show, e muito fria também hehe. Até o Cuernos a trilha é bem fácil e sem muito sobe e desce, é bem layt, no mapa diz 2,5 horas mas da pra fazer tranqüilo em 1,5 horas.Quando cheguei no acampamento Los Cuernos confesso que espera uma estrutura um pouco melhor, pois esse foi o camping mais caro de todos. Não tinha lugar pra fazer comida, os banheiros deixaram bastante a desejar e o chão pra armar as barracas erra pedra pura, era meio foda de armar a barrada, mas no final deu tudo certo.

Nesse camping encontrei o primeiro brasileiro do caminho, nome dele era André, assim como o meu, até que enfim encontrei um bazuca por aqui.

 

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05/12 LOS CUERNOS ATÉ HOTEL LAS TORRES

 

Hoje saí de Los Cuernos as 08:00, e pé na tabua. Acho que meus tendões de Aquiles tavam meio inflamados porque doíam pra caramba. Meu objetivo, nesse dia, era ir até o mirante que fica depois do camping Torres e dar uma olhada como era o Camping Chileno. Até o Camping Chileno a trilha tem alguns sobes e desce mas é relativamente tranqüila. Quando estava no caminho tinha uma indicação de atalho pra o camping Chileno, como era um atalho bem sinalizado segui em frente, e depois de andar bastante e de uma subida bem puxada estourou a fivela da barrigueira da minha mochila, puts, isso não ia ser legal, mas consegui improvisar com a fivela da mochila pequena que eu tava levando na frente, deu boa e logo cheguei no camping Chileno. Esse camping fica incrustado no meio das montanhas e vi que no máximo o pessoal consegue chegar de cavalo ou só a pé. Não sei se podia mas encostei minha mochila numa arvore perto da área de camping e segui para o mirante apenas com a mochila pequena, o que me facilitou a vida. Do Camping Chileno até o mirante é uma subida bem puxadinha de novo, com muita pedra. Mas essa subida vale cada gota de suor, pois é nesse mirante que se tem a melhor vista das Torres Del Paine, que dão nome ao parque. Olha gente é muito lindo, eu levei muita sorte pois bem quando cheguei no mirante as nuvens deram uma trégua e pude tirar uma boa foto, se tiver nuvens vale a pena esperar. Nesse trajeto encontrei mais dois casais de brasileiros, vi que eram brasileiros graças a uma bandeirinha no boné de um deles. E na descida mais um casal de brasileiros novamente vi uma bandeirinha e perguntei se eram brasileiros, foi um cumprimento rápido mas foi muito bom encontrar com esse pessoal, todos de São Paulo. Na volta, resolvi descer até o Camping do Hotel Las Torres, que eu já conhecia, pois achei o Camping Chileno muito exposto ao vento e também ficava chovendo o tempo todo, acho que porque ele ficava no meio das montanhas e sobrava neve o tempo todo e essa se derretia e formava uma chuvinha bem chata mesmo. Foi uma descida bem puxada, mas em fim, as 16:30, tomei um bom banho e o circuito estava fechado.

 

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06/12 SAÍDA DE HOTEL LAS TORRES ATÉ LAGUNA AMARGA

 

Com o circuito fechado e meu busao que ia sair apenas as 14:30, eu fiquei curtindo e olhando pras montanhas até as 11:00. Fui caminhando bem com calma os 7,5 km de estrada de brita, que vão do Camping do Hotel Las Torres até a portaria do parque em Laguna Amarga que era de onde saía o ônibus até Puerto Natales. No caminho fui surpreendido por um vento que acho que não tinha conhecido antes, minha sorte que esse vento veio de trás e pegou mais na mochila do no meu rosto, foi muito forte mesmo, sorte que não tinha guardado os bastões de caminhada que me ajudaram a não cair. Sumiu tudo e, mesmo com os óculos de sol, não tinha abrir os olhos, pensei em deitar pra deixar o vento passar um pouco mas não conseguia nem ver onde eu tava pisando. O vento levantava pedras do chão e olha levei uma saraivada de pedregulhos pelas costas. Quando o vento passou dei uma respirada e pra minha surpresa veio outro com a mesma intensidade, foi foda, me senti no meio duma daquelas tempestades de areia que a gente vê nos filmes. Acho que só durou alguns minutos, mas sinceramente, demorou muito pra passar. Quando tudo passou olhei pra minhas calças e roupas e parecia que tinham despejado um balde de poeira em cima de mim. Fui pegar a câmera do bolso da calça, quando coloquei a mão tava até a metade cheio de areia. O resultado foi que minha câmera imperou com a bendita areia. Ainda bem que era o fim do passeio e não a chegada hehehe. Ainda deu pra tirar umas fotos de uma nuvem em forma de rosquinha e de uns guanácos que tavam mais perto. As 14:30 peguei o busão pra Puerto Natales.

 

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Olha gente a trilha é realmente muito show, e com meu relato espero ajudar quem também deseje fazer.

 

Algumas dicas:

• Botas impermeáveis, pois tem muitos trechos com água pra cruzar pelo caminho.

• Proteção para as orelhas, pois o vento é muito forte e facilmente causa dor de ouvido.

• Se for sozinho leve um fogareiro reserva, se o meu tivesse falhado eu estaria bem ferrado com comida.

• Não precisa comida pra mais de 8 dias, com certeza faz o circuito completo com menos tempo do que isso.

• Leve toda a comida pois nos pontos em que tem comida a venda dentro do parque o preço é uma facada.

• Não precisa comprar nenhum desses mapas do parque que te vendem nas agencias e nas cidades, pois eles tem algumas informações de campings que já não existem mais, e quando compra a entrada te dão um mapa que serve pra fazer todo o percurso.

• Não precisa levar grande quantidade de água, pois tem por todo o caminho, eu andei por tudo com duas garrafinhas de 500 ml cada e não me apertei.

• Leve baterias extras para as câmeras pois com o frio as baterias se esgotam bem rápido, eu deixei de tirar muita foto nos primeiros dias por medo de ficar sem bateria.

• Leve todo o material de camping já daqui do Brasil, pois os preços que tem por lá não são muito melhores e as marcas e qualidade talvez não muito conhecidas.

• Quanto a comida o que tem a passagem restrita na fronteira com o Chile são produtos não industrializados (carne, frutas in natura), alimentos industrializados (maçarão instantâneo, comida liofilizada, enlatados, chocolate e bolachas) passam tranqüilo.

• Dentro do parque não tem nenhuma estrutura para cartão de credito (claro a não ser nos hotéis super luxuosos que nem entrei), e as passagens até o parque também precisam ser pagas em dinheiro.

• Em Punta Arenas tem vários bancos e casas de cambio que inclusive trocam reais por pesos chilenos.

 

Gastos dentro do parque:

• Entrada 15000 pesos

• Camping Hotel Las Torres 4000 pesos

• Camping Seron 4000 pesos

• Camping Dikson 4000 pesos

• Camping Peros 3500 pesos

• Camping Paine Grande 4500 pesos

• Camping Cuernos 5000 pesos

• Camping Hotel Las Torres 4000 pesos

Total dentro do Parque (7 noites) 44000 pesos chilenos (+ou- 191,00 reais os campings e a entrada, vale lembrar que levei toda a comida que precisei e paguei apenas a entrada e os campings).

 

Ônibus que peguei de Punta Arenas até o parque:

 

Buses Pacheco de Punta Arenas saída as 11:00 hrs (se comprar ida e volta com data em branco fica 7000 pesos) a Puerto Natales chegada as 14:15 e já dá pra pegar outro de Puerto Natales que sai as 14:30 e chega na Portaria da Laguna Amarga no Parque Torres Del Paine as 16:30 (também dá pra comprar a ida e volta com data em aberto e dessa forma custa 15000 pesos ida e volta)

 

Fico a disposição se alguém tiver alguma duvida e eu puder ajudar.

Valeu!! ::otemo::

E quero agradecer principalmente ao relato fantastico do Renato, que deu origem a esse topico.

pois provavelmente foi usando as dicas dele que decedi ir pra esse paraiso.

 

e abaixo estou colocando o link das outras fotos que estão no picasa.

https://picasaweb.google.com/107529831628704572302/TORRESDELPAINE?authkey=Gv1sRgCN7o6uGV6uew7QE&feat=directlink

valeu gente!! ::otemo::::otemo::::otemo::

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E aí Bayerl, tudo bem?

Muuuuito bom o seu relato, parabéns!

E fico muito feliz de saber que o meu relato serviu para ajudar a inspirar essa viagem... E é sempre bom mantermos os dados atualizados, já vi que preço do camping subiu em 2011... rs!

Sem dúvida o lugar é inesquecível, e lendo o seu relato já me deu vontade de voltar lá (quem sabe daqui alguns anos?) :) .

Que bom que vc não pegou o pântano no pior estado... kkk eu não tive essa sorte! E o clima então, como muda rápido!

Abração! Agora vou ver as outras fotos que você tirou...

Renato

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Pessoal,

 

Para quem planejava ir conhecer o parque Torres del Paine nestas férias e ainda não foi, e para todos no geral, uma notícia realmente triste:

Um incêncio de enormes proporções, provocado acidentalmente por um turista, tomou conta de uma boa parte do Parque, atingindo em cheio os principais pontos dos tradicionais circuitos "O" e "W". O incêncio ainda não foi controlado e já consumiu mais de 11000 hectares. O parque está oficialmente fechado agora, e assim permanecerá pelo menos até o final de janeiro.

 

Informações atualizadas podem ser encontradas no twitter:

http://twitter.com/TorresPaineCom

 

Não tenho nem palavras para expressar o quanto fico triste com essas notícias e com as imagens e vídeos do parque devastado pelas chamas.

 

Obrigado,

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Olá pessoal,

 

Vi que a última postagem aqui foi sobre o incêndio... Fiz a trilha na primeira semana após a reabertura do parque, em Jan 2012.

Não vou me alongar no relato completo, pois já tem vários sobre os aspectos gerais aqui... deixo com vocês o link para o vídeo que fiz, acho que vai ajudar a botar aquela "pilha" nos que estão com viagem marcada, e os que estão pensando em ir para TDP vão se decidir logo!

 

 

TRAJETO GERAL

Em relação às condições do parque: Nossa intenção era fazer o "O", porém o setor Grey estava fechado. Acabamos fazendo um "C", com algumas idas e voltas. Iniciamos em Laguna Amarga, fomos pela frente do parque (parte do W) até o acampamento Los Cuernos, e voltamos entrando no Vale Ascencio. Depois rumamos para os fundos (parte do O), passando por Serón e Dickson, até Acampamento Perros. Apartir do Perros não foi possível continuar para o Passo Gardner, mas fizemos um desvio até o Glaciar Punta Puma e voltamos para o Dickson.

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Esse é o roteiro que fizemos.

 

Dicas Valiosas:

PUNTA PUMA

Essa ida até Punta Puma é umas duas horas no máximo apartir do Perros. Acho que vale a pena para quem está com tempo... Tem uma geleira e embaixo dela uma caverna de gelo enorme, de onde sai um rio. Dá pra chegar bem perto, e é claro que eu não aconselho entrar na caverna (parece bem frágil, e apesar de ela estar ali há anos, eu não iria querer virar picolé no caso de algum desmoronamento). Ah, o caminho é pouco usado, tem marcações, mas é bom prestar atenção para não se perder. Ainda, tem uma pequena represa/ponte improvisada para atravessar um rio: Mesmo com botas impermeáveis, molhei até a panturrilha (ver vídeo). Na volta choveu muito, e o riacho virou um rio volumoso e rápido, e a ponte improvisada se foi! Passamos um trabalhão pra atravessar, e meu amigo quase deu um mergulho forçado (relato no vídeo).

 

ACAMPAMENTO PERROS E A RAPOSA

Se você não deu a sorte de ver um Zorro (zorro=raposa em castelhano, em TDP tem o zorro gris, cinza, muito comum no sul do RS, Uruguay, Argentina, e o zorro colorado, mais comum só na Patagonia), pergunte pelo "Charlie" no acampamento. É um zorro colorado que vive por ali, e passeia pelo acampamento as vezes, em busca de comida fácil. (Ele está no vídeo também)

 

MIRADOR - DICAS PARA AQUELA FOTO

Ademais, pra reforçar: O tempo muda a toda hora sim! tivemos um dia com chuva, sol, neve, e sol+neve (lindo). Outra dica clássica e válida: Chegando no mirante Las Torres (da foto clássica), espere se o tempo estiver feio... vai mudar! Alias, uma coisa legal que fizemos foi acampar no Base Torres, que é um pouco mais pra dentro do vale Ascencio que o Chileno. Dessa forma, é possível acordar na madrugada e ver o sol nascer no mirador sem muita gente. Levamos alguma comida e fogareiro pra tomar café lá em cima, e esperar a melhora do tempo caso estivesse ruim. Se der muito azar (como nós) e o tempo estiver péssimo pela manhã, é fácil descer ao Base Torres, almoçar e voltar à tarde com sol!

 

Se quiserem ver as fotos, segue o link para um livro meu com as fotografias:

http://br.blurb.com/books/3312932

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Galera ATUALMENTE, quanto voces acham que gastarei pra fazer o ( O COMPLETO ) saindo de SP, incluindo passagem aérea!

 

Obrigado desde de já,

ABS

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