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Montanhas Rochosas Candendes (Jasper e Banff National Parks) e Fotos

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Esse é meu primeiro relato aqui no Mochileiros! Espero não decepcionar ::mmm:

 

Dividí o post em 3 partes para não ficar grande demais:

* Montanhas Rochosas Canadenses – O Planejamento

* A Viagem Parte 1 – Relato pelo Parque Nacional de Jasper, no Canadá

* A Viagem Parte 2 – Relato pelo Parque Nacional de Banff, no Canadá

 

Montanhas Rochosas Canadenses – O Planejamento

 

Que o Canadá é um país de muito frio, de bandeira vermelha e branca, da típica Maple Leaf, de Niagara Falls e de inglês e francês, muita gente sabe. Não é difícil que Vancouver, Quebec, Montreal e Toronto já tenham feito – ou ainda fazem – parte da lista de destinos de muitos viajantes. Grandes cidades e modernidade, por ali não falta. Mas o que mais esse país tão extenso tem a oferecer? Eu e meu namorado partimos rumo às Montanhas Rochosas Canadenses para explorar cenários que fogem do comum. Com a mochila nas costas, seguimos viagem nos sentindo exploradores. Queríamos ir além das dicas de revistas, além do turismo padrão, além da multidão. E conseguimos! Agora trazemos tudo para vocês sentirem que foram com a gente – e os desafiamos a não quererem arrumar as malas agora e partir ::otemo::;) !

 

Essa viagem é indicada para casais, famílias, ou grupos de amigos que estejam procurando contato com a natureza. O Período ideal é de junho a setembro. [No inverno (dez/jan) a proposta do passeio passa a ser outra, com grande oportunidade de ski e snowboard e possibilidade de visitar cachoeiras e lagos congelados. - Este relato, entretanto, contempla apenas informações de verão.] É necessário passaporte e visto para brasileiros que queiram visitar o Canadá. Escala de Custos (1 a 5): 3 – Alto.

 

Entendendo os locais, a logística, o período e a duração

 

- O que são as montanhas rochosas, onde estão localizadas e pelo quê são conhecidas?

 

As Montanhas Rochosas (ou Rocky Mountains) são uma importante cordilheira localizada na América do Norte ocidental. Elas possuem mais de 4.800km de extensão, seguindo desde British Columbia, no oeste do Canadá, até o Novo México, no sudoeste dos Estados Unidos. Os picos mais altos estão no Colorado: é para lá que muitos amantes dos esportes de inverno partem para a prática de snowboard e ski, com destaque para as cidades de Aspen e Vail. A parte canadense das Rocky Mountains também tem grande importância no inverno, mas é no verão que elas são mais convidativas: nessa época, os lagos originados pelas geleiras formadas nos topos das montanhas ganham tons azul turquesa que causam grande admiração naqueles que passam por ali. As Rockies estão presentes em 4 parques nacionais reconhecidos como patrimônio mundial pela Unesco. O mais famoso deles, o Parque Nacional de Banff, é o que abriga o tão falado Lake Louise; mas há também os parques de Jasper (o maior entre eles), Kootenay e Yoho.

 

Resolvemos explorar os Parques Nacionais de Jasper e Banff devido à suas grandes extensões e alto número de atrações naturais. Além disso, a estrada que os conecta é considerada a mais cênica do Canadá, já fazendo valer a viagem. Abaixo mostramos a localização das Rockies, dos Parques Nacionais e do trajeto que fizemos.

 

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Para dirigir por eles, é necessário adquirir o Park Pass. Falaremos sobre isso adiante.

 

Os aeroportos mais perto dos parques de Jasper e Banff são aqueles localizados nas cidades Edmond e Calgary respectivamente (veja no mapa acima). Como já falamos no post anterior, chegamos em Jasper de trem, partindo de Vancouver. Precisaríamos de um avião apenas para o retorno. Utilizamos o aeroporto de Calgary – por isso nossa rota termina aí. Escolhemos o sentido Jasper-Banff simplesmente para aproveitarmos o passeio de trem no início da viagem, mas não há impedimentos para aqueles que desejam fazer a mesma rota no sentido contrário, partindo de Calgary a Jasper e de lá embarcando tanto no trem para Vancouver quanto em um avião saindo de Edmond. É possível também fazer a rota Vancouver – Jasper de carro, mas se prepare para achar um lugarzinho para passar a noite na estrada, afinal serão quase 800km!!

 

A nossa dica é que visitem os Parques Nacionais de carro. Nós escolhemos a Budget para o aluguel (o site era mais bem estruturado, o preço bom e a empresa de confiança). Pegamos o carro em Jasper e o devolvemos no aeroporto de Calgary. A Budget está em praticamente todas as cidades que passamos e oferece essa mordomia de alugar o carro em um local e fazer a devolução em outro. Outra sugestão de locadora seria a Avis, também muito boa.

 

Existem diversas excursões, de duração aproximada de 4 dias, que levam turistas para conhecer as Rocky Mountains. Se essa é a sua única saída, tudo bem! Não é tão ruim assim e é definitivamente melhor que nada :) Mas em um lugar tão lindo como esse, nada se compara à flexibilidade de poder parar aonde quiser, ficar o tempo que desejar em cada destino e escolher o seu próprio roteiro e trajeto.

 

A temperatura média nas montanhas é de 6 °C. No inverno ela cai facilmente até -14 °C e as chuvas são mais comuns. Essa é a estação mais úmida e fria, indicada apenas para aqueles que buscam os esportes de neve. Já os verões são mornos e secos e a temperatura média é de 15°C. Não é muito raro, entretanto, que a sensação térmica chegue aos 25°C: os dias de sol podem ser bem quentes. O outono é, na nossa opinião, a estação mais indicada. Além de possuir menor probabilidade de chuvas, ela não conta com a aglomeração de turistas do verão. A temperatura média será realmente mais baixa, próxima aos 10°C, mas a sensação térmica facilmente chegará aos 20°C nos muitos dias de sol. Considere viajar em setembro ou aproveitar o finalzinho do verão no mês de agosto.

 

Os parques nacionais têm muito a oferecer, principalmente com um tempo bom e sem chuvas. Indicamos reservar 6 ou 7 dias para fazer o roteiro com calma, principalmente se você for um grande amante da natureza e decidir alugar um carro. Cinco dias também é um período bom, mas as visitas serão mais corridas e alguns “luxos”, como passar uma manhã inteira na beira de um lago para um mergulho e um pic-nic, talvez precisem ser eliminados, além de algumas caminhadas mais extensas. Entretanto, se trekking não é muito a sua praia e só de pensar em caminhar por mais de 2km já bate aquele cansaço, 4 ou 5 dias serão extremamente suficientes!

 

Para entender um pouco mais sobre os parques a serem visitados, veja os mapas abaixo. Eles mostram:

 

1. Os locais que visitamos (em destaque verde); 2. As cidades (em destaque laranja) e 3. As rodovias pelas quais passamos.

 

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Para ter uma rápida ideia do que foi nossa viagem, veja esse videozinho abaixo:

 

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Continuando...

 

A Viagem Parte 1 – O Relato pelo Parque Nacional de Jasper, no Canadá

 

Primeira parada: JASPER

 

Com tudo decidido, seguimos viagem no trem da ViaRail para Jasper.

 

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Chegamos em Jasper às 16:30hs. A estação de trem é pequenininha, bem proporcional à cidade, que conta com apenas 4.500 habitantes. Desembarcamos e aguardamos alguns poucos minutos a chegada de nossas bagagens. Bem em frente à estação, estava nosso hotel, o Whistler’s Inn. A localização do hotel é muito boa – mas considerando o tamanho de Jasper, isso não é muito difícil. :) O quarto é amplo, com duas camas de casal, TV e um bom banheiro. Um forte ponto positivo do hotel são duas hidros no terraço, que funcionam até as 23hs e oferecem uma bela vista do entardecer. Muito agradável relaxar por ali no fim do dia. O Whistler’s Inn também conta com um restaurante, um Pub e uma casa de câmbio (mas não indicamos trocar dinheiro aí, pois foi a pior cotação que encontramos). O café da manhã não está incluído.

 

Após fazermos o check-in, fomos direto para a o Centro de Visitantes de Jasper. Sempre aconselhamos vistar o centro ao chegar em uma nova cidade, mesmo que já tenham sido feitas várias pesquisas sobre ela. Os funcionários dali podem te dizer o que está acontecendo na região, se alguma via está fechada, se há alguma atração especial, além de distribuir mapas e responder qualquer dúvida que você possa ter sobre o local. A nossa dúvida, no caso, era se havia algum lago próximo à cidade que pudéssemos conferir e aproveitar para dar um mergulho – as águas são geladas, é verdade, mas a gente não resiste a um mergulhinho!

 

Nos indicaram os Lakes Annete e Lake Edith, que ficam a menos de 10 minutos de carro da cidade. A imagem abaixo mostra a cidade de Jasper e os lagos que iríamos visitar. Eles estão indicados por setas vermelhas.

 

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Pegamos um taxi e fomos conferir!

 

O taxi foi caro para o curto trajeto: 20 dólares canadenses cada trecho (o câmbio estava praticamente CAD1 = US$1). Mas topamos mesmo assim – só alugaríamos um carro no dia seguinte e não teríamos tempo suficiente para ir caminhando. Já eram 18:30hs e o sol se poria por volta das 20:00hs.

 

lakeedithOs lagos são muito bonitos e ficam muito próximos um do outro, nem dois minutos a pé. Indicamos muito que os conheçam! Caminhamos pela margem do Lake Annete e demos um mergulho. Há ali um deck onde umas garotas faziam um pic-nic. Encontramos uma pequena trilha, à esquerda, que liga essa área do deck a uma ótima prainha para se tomar sol ou para relaxar admirando a vista. Havia aproximadamente 10 pessoas por ali.

 

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Atravessamos em seguida uma estrada logo atrás da praia e chegamos ao Lake Edith, que estava praticamente vazio. Encontramos apenas um casal andando de caiaque. Tiramos algumas fotos, caminhamos um pouco pela margem e voltamos para o Lake Anette. Vimos próximo a ele uma área reservada para pic-nic com algumas mesas de madeira. Se tiver oportunidade, leve seu lanchinho ;) É uma ótima opção para o fim do dia. Ficamos na região até as 19:40hs, quando nosso taxista chegou e nos levou de volta a cidade.

 

-> A dica é deixar combinado com o taxista o horário da volta. Não há telefones por lá e não passam taxis com frequência.

 

Voltamos ao hotel e nos preparamos para ir jantar. Infelizmente, os restaurantes que queríamos conhecer já estavam fechados. O jantar por lá é bem cedo, por volta das 21:00 horas. Já eram 22:30hs quando chegamos, então, no Earls, que por sorte estava aberto. Nossa escolha da noite foi salmão grelhado com cogumelos, e eles não nos decepcionaram! Existem vários restaurantes charmosos pela cidade, mas lembre-se de chegar antes das nove da noite e até fazer uma reserva. O site OpenTable é uma boa saída para isso.

 

No dia seguinte, acordamos cedo e fomos à Budget. Alugamos um SUV com GPS. Como passaríamos 7 dias com o carro, resolvemos pegar um mais confortável, com espaço até para, caso precisássemos, dormir dentro dele. A Budget de Jasper foi recentemente comprada pela AVIS. Foi um pouco difícil encontrar o escritório deles pois não havíamos recebido essa informação. Se você for à cidade por esses dias, saiba que o escritório agora é o mesmo que o da AVIS.

 

Já com o carro, seguimos para o supermercado para comprarmos nossos mantimentos da viagem. Sanduíches, sucos e algumas frutinhas… Não sabíamos como seria a alimentação na estrada nos próximos dias e, como o Canadá não é lá um país muito barato, fazer supermercado é um jeitinho de economizar. O supermercado que escolhemos foi o Robinsons, que fica na mesma avenida que o nosso Hotel, a Connaught Drive. Ele está à direita quando olhamos de frente para o Centro de Informações. Nossa próxima parada foi na loja Jasper Dollar Store (625, Patricia St.), mais para a ponta esquerda de Jasper. Passamos aí para comprar um cooler (para armazenar nosso lanches) e toalhas. A loja tem de tudo, e é um super quebra-galho para esses momentos.

 

Com tudo pronto, chegava a hora de cair na estrada. Íamos explorar a Maligne Road, uma rodovia linda, cercada por muita natureza.

 

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Uma das atrações mais famosas do Jasper National Park é o Maligne Lake, e essa é a rodovia que nos levaria a ele. Ligamos o GPS e seguimos viagem.

 

A Maligne Road possui aproximadamente 45km de extensão e segue no sentido sul, partindo de Jasper.

 

Chegando na Maligne Road: Da saída leste de Jasper, pegue a Highway 16 EAST. Depois de 1.5km, vire a direita na Maligne Road.

 

Nossa primeira parada foi no Maligne Canyon, a apenas 10km da cidade. Estacionamos o carro e seguimos pelas trilhas e pontes que existem no local. Logo ao chegar, você encontrará dois murais com um mapa apresentando sugestões de trajetos para admirar os canyons. Dependendo da disposição de cada um, o caminho percorrido pode ser maior ou menor, variando, consequentemente, a quantidade de cachoeiras que se observará. O lugar é lindo e a visita vale muito a pena. No inverno, inclusive, o cenário muda completamente. O rio congela e pode-se caminhar sobre a água congelada, explorando o canyon lá de dentro. Dizem que é imperdível!

 

http://vamospraonde.com/2013/10/09/jasper-nacional-park/#jp-carousel-221

 

Fomos caminhando até considerarmos que já não haveria mais nenhuma novidade para se ver por ali. Não temos dúvidas de que a caminhada inteira seja linda, mas ainda queríamos chegar no Maligne Lake. Devemos ter caminhado aproximadamente 3 km (ida e volta).

 

Voltamos então ao carro e seguimos pela estrada. No caminho, nos deparamos com um visual maravilhoso à nossa direita. Era o Medicine Lake.

 

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Há um local para se estacionar o carro e admirar a paisagem (mas algumas pessoas param o carro um pouquinho antes também). O lago fica bem abaixo da estrada, ao final de um caminho de pedras. Resolvemos descer até lá: o namorado, pra variar, queria dar um mergulho. :) A água estava congelante, mas ele encarou muito bem! Não tinha mais ninguém nas margens do lago, mas depois desse mergulho, os turistas se empolgaram e resolveram descer pelas pedras também. Uma latina muito simpática tirou essa foto pra gente. Importante: Esse não é um lago muito interessante de se visitar no inverno: o nível da água desce muito e o deixa com um aspecto barrento.

 

Mergulho dado, seguimos para o principal destino do dia, o Maligne Lake. Ele está a 44km de Jasper, e marca o fim da Maligne Road. O lago é enorme: possui 22.3km de extensão e sua profundidade chega a 96m! A temperatura média da água é 4°C. Veja aqui um mapinha. Mostramos com uma seta o seu local de chegada.

 

Chegamos lá por volta das 13:00 horas. Paramos o carro e fomos direto à Boat House para alugarmos uma canoa. Nunca tínhamos andado e escolhemos esse lindo lago para a primeira experiência. Fizemos o passeio de uma hora. A Boat House também aluga caiaques duplos e individuais.

 

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Existe por ali um passeio de 90 minutos em um barco turístico, chamado de Spirit Island Cruise. Ele vai até a Spirit Island. Não o fizemos mas dizem que é muito bonito. Foi muito bem recomendado inclusive pelo Centro de Informações Turísticas, mas nós preferimos encarar nossa canoa! Clique aqui para ver preços, horários de saída e reservas.

 

Ao voltarmos, depois de muito remar (e sentir que não saíamos do lugar), tiramos nosso cooler do carro e fizemos um pic-nic para o almoço. Depois, resolvemos caminhar um pouquinho até o Moose Lake, um outro lago ali pertinho – mas não valeu muito a pena. A melhor parte dessa caminhada, na verdade, foi a sorte que demos ao ver uma família de 4 ursos (o que deduzimos ser a mãe e três filhinhos) descendo de uma árvore e tentando atravessar para o outro lado do Maligne River, o rio que parte do Maligne Lake. Estávamos na ponte em frente ao lago quando os vimos. Eles passaram por debaixo da ponte várias vezes (a mãe até subiu na ponte e ficou ali, cara a cara com o turistas – veja nas fotos abaixo – mas não apresentou perigo algum). Depois, eles resolveram atravessar o rio, mas um dos filhotes foi levado pela correnteza. É incrível como esses bichinhos são fortes, pois ele conseguiu nadar contra o curso do rio e chegar até a família na margem do outro lado. Foi sensacional ver aquilo tudo acontecendo ali, na nossa frente! Tiramos muitas fotos – junto a um aglomerado de turistas que os admirava também! :)

 

Quando começou a entardecer retornamos ao carro e pegamos a Maligne Road para voltarmos a Jasper, mas resolvemos curtir o fim de tarde nos lagos Pyramid e Patricia, a apenas 15 minutinhos da cidade. Clique na imagem abaixo para ver o mapa do caminho de Jasper até os lagos. O acesso é pela Pyramid Lake Road.

 

O primeiro a aparecer no caminho é o Patricia Lake, com quase 2km de extensão e profundidade média de 30 metros. Ele é um pouco menor que o outro e possui uma pequena prainha para mergulho. Passamos rapidamente por ele e resolvemos ficar no Pyramid Lake, onde há uma ilhazinha. Fomos até ela para conhecê-la e depois retornamos até a praia, que conta com uma pequena mas agradável extensão de areia. Havia uma grande família fazendo um pic-nic por ali. Demos um mergulho na água, mais uma vez congelante, e ficamos admirando a paisagem. Este lago tem quase 3km de extensão e possui o nome de Pyramid Lake por causa da montanha em forma de pirâmide que existe em sua margem.

 

Na imagem abaixo mostramos o lago e a montanha que lhe deu o nome.

 

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Aí é possível alugar canoa, equipamento para windsurf e pesca. No inverno, o lago vira uma grande pista de patinação de gelo.

 

Em frente a ele, há um maravilhoso hotel chamada Pyramid Lake Resort. Não sabemos dizer se é uma boa opção de hospedagem pois não tivemos a oportunidade de conhecê-lo, mas é muito bonito e a localização, apesar de não ser na cidade de Jasper, é sem dúvidas privilegiada. O hotel possui um restaurante aberto ao público, o The Pines Restaurant.

 

Próximo ao Patricia Lake, também há uma boa opção de hospedagem, o Patricia Lake Bangalows, muito bem avaliado no Trip Advisor. Nós gostaríamos de ter passado uma noite aí, mas quando procuramos por hotéis (com aproximadamente 1 mês de antecedência) já não havia mais vagas.

 

Passamos mais uma noite em Jasper. Voltamos ao hotel e enrolamos muito para sair para jantar. O resultado foi que, naquela hora (já quase 23h) nada mais estava aberto. Acabamos comendo nossa marmitinha que carregávamos sempre no cooler. Resolvemos, nesse tempo, pesquisar mais um pouquinho sobre Jasper na internet, até que descobrimos que o Parque Nacional de lá é um dos melhores lugares do mundo para se observar o céu, devido à escuridão absoluta. Pesquisando mais um pouquinho, vimos que é possível observar a Aurora Boreal no próprio parque naquela época do ano. Fomo correndo para o site http://www.aurorawatch.ca/ para ver a intensidade da aurora no Canadá e, para a nossa sorte, ela estava bem significativa.

 

Curiosidade: A Royal Astronomical Society of Canada designou o Jasper National Park, em 2011 como Dark Sky Preserve (uma área livre da poluição de luzes artificiais). Existem várias regiões no Canadá que possuem esse selo, mas o interessante do Parque Nacional de Jasper é que ele é a maior área do mundo e a única que engloba uma cidade, facilitando aqueles que querem observar o céu nessas perfeitas condições, pois têm um local próximo com estrutura para dormir, comer e acesso fácil devido às rodovias que existem por lá. (Se tiver interesse de ler mais sobre o assunto, veja a matéria aqui. Ela está em inglês) Existe até um evento anual de Dark Sky em Jasper: http://www.jasper.travel/dark-sky-festival-2013

 

Lemos também que o Pyramid Lake (principalmente sua ilhazinha) é um dos melhores lugares para a observação do céu em Jasper. Como somos apaixonados pela Aurora, e sempre sonhamos em conseguir vê-la, resolvemos voltar para o carro e seguir para o Pyramid Lake. Chegando em nosso destino, bateu a realidade: “Estamos no meio de um parque nacional, cheio de animais selvagens e não enxergamos um palmo à nossa frente”. Como saímos de última hora, não compramos lanterna nem nada. Eu fiquei morrendo de medo, não só de ursos mas de tudo, acho que escuridão não é comigo! Heheh Resultado? Não consegui sair do carro! A ideia da ilhazinha então foi eliminada. (A foto abaixo mostra a escuridão que deveríamos enfrentar). Não conseguimos ver nada de aurora. Mesmo assim, ficamos por ali observando um pouco do céu de dentro do carro – e cabeça pra fora da janela. Realmente, o céu estava maravilhoso, era estrela que não acabava mais. Vimos várias estrelas cadentes.

 

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O tempo foi passando e resolvemos voltar.

 

Ainda nas margens do lago, vimos um carro estacionado e resolvemos parar mais um pouquinho por ali também – ter outra pessoa por perto nos dava mais segurança ;) .

 

Demos a volta com o carro e quando paramos: SURPRESA! Havia luzes verdes no horizonte, que por cerca de 10 minutos ficaram variando de intensidade. Não podíamos acreditar na nossa sorte. Era a Aurora, bem ali, na nossa frente. A intensidade nem se compara com as fotos clássicas que vemos por aí, mas a primeira vez a gente nunca esquece! :) Tentamos muito fotografar o fenômeno, mas não conseguimos. Ainda precisamos aprender a configurar a câmera para isso. Se alguém ai souber como fazer, por favor, divida com a gente aqui nos comentários! Voltamos para a rodovia a caminho de Jasper e nos encontramos com dois amiguinhos nas margens das florestas. Só conseguimos fotografar esse curioso aí embaixo, que ficou nos observando.

 

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O dia seguinte chegou e nossa hora de partir rumo a Icefields Parkway também. São apenas 230km até o Lake Louise (que marca o fim da rodovia), mas resolvemos fazê-los em dois dias para aproveitar o que tem de melhor a oferecer.

 

Antes de sair da cidade, passamos novamente no supermercado para comprarmos sanduíches (que seriam o café da manhã) e reabastecer nosso cooler.

 

Viajamos sem pressa, visitando os diversos pontos turísticos que se encontram por ali, além de outros pontos menos divulgados.

 

É importante relembrar que, para dirigir pela estrada e transitar pelos parques, é necessário possuir um passe canadense para os Parques Nacionais. Ele pode ser adquirido no Centro de Informações de Jasper ou nos próprios Check Points (National Park Gates) da estrada.

 

Passamos por dois na nossa viagem. Você passará por eles naturalmente, mas se quiser ver a exata localização, clique aqui. Você também pode fazer a compra online. Dependendo do tempo que se deseja passar na região e do número de pessoas viajando, pode ser mais interessante comprar o passe anual do que vários passes diários. No nosso caso, por exemplo, de duas pessoas viajando sempre juntas por 7 dias, foi mais vantajoso comprar o passe anual. Ele vale para até 7 pessoas no mesmo veículo.

 

A Icefields Parkway (Hwy 93N), ou Promenade des Glaciers, é considerada umas das rodovias mais cênicas do Canadá, e não é para menos! O caminho é muito bonito, sem contar os diversos lagos e cachoeiras que existem por ali.

 

Nossa primeira parada da estrada foi o Horseshoe Lake, um lago cristalino em meio a dois cliffs (essas pedras que vocês vêem na foto abaixo), excelente para cliff jumping. Ele está localizado a 25km a sul de Jasper. Muitos turistas acabam passando despercebidos por esse lago pois ele não é muito divulgado. Não deixem isso acontecer! Foi um dos nossos preferidos de toda a viagem. É indescritível sua beleza e o quão cristalina é a água.

 

Ao chegar, estacione o carro e vá seguindo a pequena trilha pra dentro da floresta, pegue a segunda parte da trilha a esquerda. Você imediatamente verá o lago e os cliffs para o salto. O trajeto não dura nem 5 minutos.

 

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Encontramos um casal de alemães que saltavam das pedras sem parar. A dica é pular bem retinho, como se você fosse um lápis ou uma vela. Uma queda desajeitada pode ser muito perigoso, causando até um rompimento na costela. Vimos notícias de vários acidentes que já ocorreram aí. De todo jeito, a gente não resistiu e pulou. O namorado ainda foi 3 vezes, eu uma só! ;) Não há risco aparente de bater nas pedras e o lago é bem fundo.

 

Existem várias alturas, acredito termos escolhido uma das mais baixinhas, talvez uns 8 metros. Mas foi muito bom! A água é linda, apesar de muuuito fria, e cair nela foi revigorante!

 

As próximas paradas foram em duas cachoeiras: a Athabasca Falls e Sunwapta Falls. Elas são bem bonitas, mas se for preciso fazer a Icefield Parkway em apenas um dia, pode-se eliminar do roteiro alguma delas, ou até mesmo as duas. Dentre todas as cachoeiras que vimos nessa viagem, essas são as que menos nos chamaram a atenção. A primeira é mais interessante pois é possível caminhar por um pequeno canyon até as margens do rio Athabasca.

 

Já a segunda, é menor, bem menos interessante, mas é um ótimo ponto para se fazer um lanche na estrada. Existe ali um hotel, o Sunwapta Falls Rocky Mountains Lodge, que conta com um restaurante que oferece sanduíches, sopas, saladas e frutas. Nós fizemos nosso lanchinho saudável por ali antes de seguir viagem. Além das frutas e legumes, pedimos também uma sopa que estava divina. ;) Quanto ao hotel, não sabemos dizer se é uma hospedagem boa ou não, mas não indicaríamos a localização: há locais bem melhores nessa estrada! O restaurante, que a noite se transforma em um belo local para jantar, com lareira acesa e todo o charme de um lodge.

 

Ao passarmos dessa última cachoeira, entramos no Parque Nacional de Banff.

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Amei seu relato bem detalhado. Muito legal. Estou indo pra passar 18 dias entre Calgary, Canmore, Banff, Lake Louise e Jasper. Deixo aqui a dica de um primo morando na região. O valor do aluguel de hotel em Canmore é menor e fica a poucos km de Banff, por isso iremos fazer de Canmore nossa base até o dia de partir pra Jasper. Qto a pergunta sobre motorhome de outro leitor, o valor médio de um motorhome é de 3000 a 3500 dólares canadenses já com o seguro incluso para uma família de 4 a 5 pessoas. Tb pesquisei pois era a nossa idéia inicial, mas achamos inconveniente pois teríamos que procurar áreas de camping e todas cobram pelo local, cobram tb taxas de fogueira e outras taxas. Sai entretanto mais em conta que hotel e locação de carro dependendo do seu tipo de hotel e carro, lógico. Mas vc tem que considerar se saberá lidar com o motorhome, inclusive em casos de problema com canos de limpeza pra esvaziar no camping caso seja necessário. Uma opção legal para quem for mais aventureiro e souber inglês, é alugar as o-tents que são as barracas mais ajeitadas nos campings, mas parecem casinhas de lona com deck em madeira. Não saem tão caras mas a reserva tem que ser feita com antecedência no site parcscanada.ca se não me engano.

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Em 13/06/2018 em 20:37, Rosi roedel disse:

Legal, e quanto a viajar sozinha alguma dica?  Estava procurandk companhia p viajar em setembro e tentar baratear a viagem!!!!!

Olá, conseguiu viajar sozinha? Conte sua experiência, devo ir esse ano.

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      ·         Preço do ingresso para o mirante principal: 38 CAD adultos, 34 CAD idosos e 28 CAD crianças até 12 anos. Entenda os tipos de ingressos e compre pelo site oficial.
      ·         Todos os detalhes sobre a visita, atividades possíveis nas minhas dicas sobre a CN Tower.
      ·         O passeio pode ser feito de 3 formas: LookOut, SkyPod e EdgeWalk. O primeiro é o ticket básico, que te dá direito a subir até o andar de janelas de vidro, aos 346m de altura. Se você quer explorar alturas mais extremas, a segunda opção é o ideal, que permite a visita a 100m acima, por uma taxa extra. E se você busca mesmo aventura, você pode fazer o EdgeWalk, que é a visita no nível mais alto da torre, mas do lado de fora! Se você tem coragem de fazer a última opção, é necessário verificar disponibilidade on-line antes (no inverno não é oferecida). 
       
      Casa Loma
      A Casa Loma (termo espanhol que significa Casa na Colina), antiga residência do financista Sir Henry Mill Pellatte, construída entre 1911-14, é um castelo, em estilo medieval, com 98 cômodos e  20 mil m² de jardins, tendo sido considerada a maior residência da América do Norte, entretanto, ela nunca foi terminada, pois o ricaço entrou em falência, tendo todos os seus bens foram confiscados, incluindo o castelo. O local hoje é um museu onde estão expostas relíquias de época, como móveis, aparelhos eletrônicos antigos, louças, tapeçaria e objetos de decoração.
      ·         Preço do ingresso: 32 CAD para adultos, 27 CAD para idosos e adolescentes e 22 CAD para crianças (site oficial).
      ·         Tempo estimado: 1 hora e meia.
      ·         A atração fecha às 17h.
       
      Yonge-Dundas Square
      A Yonge-Dundas Square é práticamente a Times Square de Toronto. Além de ser um ótimo centro de compras, é onde está localizado o Toronto Eaton Centre, o principal shopping da cidade.
      Queen Street
      A Queen St Wé uma das ruas mais agitadas de Toronto e muito próxima da Yonge-Dundas Square. Ela é muito extensa, então cabe a você medir o quanto você deseja andar e o quão longe quer explorar. A rua tem muitas lojas legais, galerias de arte e paredes grafitadas, então aproveite para fazer compras, passear e tirar fotos sem pressa. Lá, você encontra fast fashions, como Zara, H&M e Urban Outfitters, assim como marcas locais e brechós. Uma opção é jantar no restaurante  Richmond Station, que é próximo, pois fica localizado na 1 Richmond St W, e ir para uma balada depois, como a Cube, na Queen St. Também há outras opções de restaurantes e baladas para encerrar o dia, clique aqui e aqui para conferir. É nesta rua que está o Graffiti Alley, um beco colorido cheio de arte de rua.
      ·         Restaurantes: As opções são inúmeras e incluem o The Burger Priest (considerada uma das melhores hamburgerias de Toronto), o Alo Restaurant (bistrô francês que possui ótimos reviews), Cacao 70 (se o que você quer é chocolate) ou Bistro Jules (outro francês que está fazendo sucesso).
       
      Royal Ontario Museum (ROM)
      O maior museu de culturas mundiais e história natural do Canadá e um dos dez maiores do mundo. Com mais de 100 anos de idade e um misto de arquitetura clássica e futurista, por si só esse museu já é uma atração turística. Não é um museu apenas de arte. Lá estão mais de 6 mil objetos relacionados a temas como cultura universal e história natural. Entre meteoritos, esqueletos e réplicas de dinossauros, é possível passar horas a fio admirando seu acervo.
      ·         Preço do ingresso: 23 CAD para adultos, 18 para estudantes (site oficial)
      ·         Aberto diariamente 10 às 17:30h, exceto às segundas-feiras.
      ·         Dica esperta: o ingresso fura fila é o mesmo preço pelo site GetYourGuide
       
      Art Gallery of Ontario (AGO)
      A mais antiga galeria de arte do Canadá, e uma das maiores da América do Norte, possui mais de 90 mil obras de arte e 40 mil fotografias em exposição de nomes como Monet, Picasso, Andy Warhol e muitos outros gênios.
      Dependendo do dia, o museu funciona até às 21h (quarta e sexta-feira), já nas terças e quintas-feiras somente até às 17h, ao finais de semana até às 17:30h e nas segundas-feiras o museu não abre.
      ·         Preço do ingresso: 25 CAD para adultos, 18 para estudantes (site oficial). Gratuito às quartas-feiras.
      ·         Funcionamento: terças e quintas-feiras das 10 às 17h; quartas e sextas-feiras das 10:30 às 21h; sábados e domingos das 10:30 às 17h. Fecha às segundas-feiras.
      ·         Localizado na 317 Dundas St W.

      Queen’s Park e arredores
      Ainda na região, é bacana conhecer o Queen’s Park e suas atrações ao redor, como uma das construções mais bonitas da cidade, que é o Ontario’s Legislative Building (onde é possível fazer um tour gratuito). Não deixe de conferir a Bloor St, principalmente quando ela se encontra com a Yonge St, que é um ponto bem bacana (e bem caro) para compras.
      High Park
      No High Park dá para fazer trilhas, andar de bicicleta, praticar esportes ou simplesmente relaxar em um dos lugares mais bonitos da cidade. Ainda em clima de natureza, você pode voltar para estação Spadina do metrô e almoçar em um restaurante super banaca da cidade, que é o Harvest Kitchen, localizado dois quarteirões da Spadina, na 124 Harbord St.
      Universidade de Toronto
       Os prédios distribuídos ao longo do campus apresentam uma arquitetura histórica e impecavelmente conservada. É possível encontrar alguns food trucks ao longo da sua caminhada e aproveitar para almoçar no local.
      Ilhas de Toronto
      A cerca de 20 minutos de balsa do centro de Toronto, o pequeno arquipélago de Toronto Islands tem diferentes atrações: é possível fazer caminhadas, exercícios físicos, ou simplesmente explorar a ilha que também proporciona uma vista incrível da cidade. É possível levar um lanche e fazer um piquinique no almoço ou também comprar algo e fazer a refeição por lá. Lá estão o parque de diversões Centreville Amusement Park, o histórico e mal-assombrado Farol de Gibraltar, algumas praias, jardins e uma loja de aluguel de bicicletas. E um dos jeitos mais legais de explorar o máximo das ilhas, é justamente pedalando. Sem falar que de lá se tem a melhor vista de Toronto.
      ·         Preço da passagem: para chegar lá, o jeito mais barato é pegar a balsa no  Jack Layton Ferry Terminal, por 8 CAD ida e volta.
      ·         Cruzeiro rápido: é possível fazer um passeio de barco com apenas 1 hora de duração, com guia explicando o básico sobre a região.
      ·         São três ilhas: a Centre, Hanlan’s e Ward’s Island. O barco para na ilha principal, Centre, e de lá, é possível andar para as outras duas ilhas em um agradável passeio. Não há uma estimativa exata de quanto tempo você deve passar no arquipélago.
      ·         A primeira embarcação sai às 6:35 da manhã e demora, em média, 15 minutos para chegar lá link.
       
      Distillery District
      Uma antiga destilaria de 1823. Depois de 153 anos produzindo bebidas alcoólicas (entre as quais uísque e rum), o empreendimento deixou de funcionar. Ele ocupava o maior conjunto de edifícios em estilo vitoriano na América do Norte e deu lugar a uma das mais interessantes áreas comerciais e gastronômicas de Toronto. O local concentra lojas, cervejarias, cafés e restaurantes. Caminhe pelo local com calma, bata muitas fotos e jante por lá. Entre os locais eu tenho posts aqui no blog dos que já visitei estão El Catrin, Archeo, Balzac’s Coffee e Cacao 70. Fica a menos de 3 km de distância do centro.
      Old City Hall  e a Praça Nathan Phillips Square
      Essa clássica torre da foto, que lembra o Big Ben de Londres, está no prédio da antiga prefeitura de Toronto. Está ali desde 1899 e atualmente abriga o poder judiciário local. Em frente a ele está a praça com o letreiro de Toronto, na Nathan Phillips Square. No prédio vizinho, fica o Osgoode Hall escondido por uma cerca e muitas árvores, vale uma passadinha para ver a fachada e se conseguir entrar para ver a biblioteca “Law Library of Osgoode Hall“, eu recomendo! Ela é linda, mas não pode tirar foto
      Scotiabank Arena - Estádio de Hóquei
      Assistir a um jogo de hóquei em Toronto é uma das coisas mais legais por lá. Um programa totalmente diferente do que estamos acostumados. Por si só, o estádio não é um ponto turístico, por isso recomendo checar a agenda de jogos e incluir uma partida na sua viagem. Fica ao lado da Union Station, principal estação de metrô de Toronto, então é muito fácil chegar lá. O preço do ingresso varia de acordo com o jogo. O meu foi 30 CAD.
       
      St Lawrence Market
      Pra quem gosta de comer bem e sem gastar muito, não há lugar melhor para visitar em Toronto. O St Lawrence Market é o mais turístico dos mercados públicos da cidade e guarda relíquias da culinária canadense. Fica em localização estratégica no centro e combina com vários outros atrativos pelo caminho. Recomendo comer o Peamel Bacon, uma das melhores comidas típicas do Canadá, na lanchonete Carousel Bakery. Preço: 6,45 CAD. É possível tomar café da manhã neste mercado, podendo começar o roteiro por aqui, dada a proximidade da estação de trem do aeroporto.
       
      A região ao redor do mercado é linda e super antiga e não deixe de visitar a nova fonte dos cachorros do Berczy Park, atrás do Flatiron Building de Toronto. Ali pertinho também fica a Union Station (estação central da cidade), o Hockey Hall of Fame (museu do Hockey) e o Brookfield Place (lindo edifício). E vale falar que embaixo da maior parte desta região fica o The Path, a parte subterrânea da cidade (que merece uma visita mesmo no verão). Obs: o mercado está fechado nas segundas-feiras. 
       
      Chinatown
      Região ótima para comprar bugigangas e coisas baratas.
       
      Cataratas do Niágara
      ·         Está a 130 km de distância de Toronto
      ·         É a queda d’água mais volumosa da América do Norte, na divisa entre Estados Unidos e Canadá
      ·         Voo de helicóptero nas cataratas
      ·         Roda gigante das cataratas
      ·         Passeio de barco nas cataratas
      ·         Apesar de a viagem de carro ou ônibus ser teoricamente mais rápida, com cerca de 1h30 de duração em horários de menor fluxo de veículos, recomendo ir de trem para evitar o trânsito pesado e garantir que chegará lá em menos de 3 horas.
      ·         Fazer umas comprinhas no Outlet Collection at Niagara
      ·         As opções de passeio na catarata são muitas, dentre elas: Journey Behind the Falls e o passeio de barco Hornblower, que te deixam muito próximo das quedas d’água.
       
      Locais interessantes para comer:
      Nom Nom Nom Poutine
      Blaze Pizza
      Steam Whistle Brewing
      Tim Hortons
      Old School Toronto (panquecas)
       
      Tim Hortons
      O café é muito famoso no Canadá, sendo o maior estabelecimento que oferece comidas rápidas do país. Na Yonge-Dundas Square tem pelo menos um. O destaque e o verdadeiro vício de seus clientes é o Timbits, um bolinho super molhadinho de vários sabores, que deixa qualquer um com vontade de comer mais. O cardápio também conta com donuts, muffins, cookies, além de sanduíches quente e frios, e muitas outras opções. 
      Blaze Pizza
      Pizzaria onde você escolhe os ingredientes na fila, tipo um subway. Muito boa e com preço abaixo da média da cidade.
       
      Pubs!
      A apenas 500m do Ripley’s Aquarium of Canada está localizado o Real Sports Bar & Grill, um pub super famoso em Toronto em um ambiente bem descontraído. A apenas 650m do aquário está localizado o OverDraught Irish Pub, que conta com uma ótima variedade de cervejas. Esses são alguns exemplos que recomendamos. Além disso, vale andar pelo bairro para conhecer o Entertainment district. Mills Street: um dos melhores pubs para beber cerveja em Toronto. Madison: na 14 Madison Ave, está um dos pubs mais famosos de Toronto. Ele é super bacana (o dia mais cheio é às quintas-feiras, porque a cerveja é mais barata) e, ao anoitecer abrem a pista para a balada.
       
      Poutini’s House of Poutine
      lanchonete simples de comida pesada, o tradicional Poutine Canadense, uma espécie de batata frita com tudo em cima. Porção de poutine para duas pessoas. Preço: 12,70 CAD
      Graffiti Alley, um beco todo grafitado.
       
       
      COMPRAS: Dollarama
      Loja que vende tudo por até 4CAD. São várias unidades na cidade e sempre vale dar uma espiadinha, pois os produtos podem ser diferentes. Leia: Dollarama | A loja que vende tudo por até 4 dólares no Canadá.
       
       
      SAINDO DO AEROPORTO E CHEGANDO EM TORONTO
      1. QUANTO TEMPO DEMORA O TRÂMITE DE IMIGRAÇÃO EM TORONTO
      Se tudo correr sem problemas, geralmente esse trâmite demora cerca de 45 – 60 minutos. Há alguns fatores a serem levados em conta ao decidir se você terá tempo suficiente para deixar o aeroporto durante uma conexão.
      A decisão de sair ou não do aeroporto, precisa ser pesquisada antes mesmo de sair do Brasil, verifique:
      com a companhia aérea se o seu bilhete permite que você saia da área de trânsito do aeroporto. se sua bagagem vai direto para o destino final ou se você precisa recolher na esteira ao desembarcar em Toronto. Se tiver que pegar as malas na esteira, verifique se você já poderá despachá-las logo depois que passar a alfândega ou se terá que permanecer com as malas e refazer o check-in em Toronto. Se tiver que ficar com as malas, no Pearson Airport tem lugar para guarda-las na area de check-in nos dois terminais (T1 e T3) – veja aqui as instruções de como proceder para guardas as malas no aeroporto. 2. VALE A PENA SAIR DO AEROPORTO?
      Você vai demorar cerca de 20-30 minutos para guardar a mala e/ou refazer o check-in. O trem que liga o aeroporto ao centro de Toronto (UP Express) demora 25 minutos, e ele sai a cada 15 minutos (tanto saindo do aeroporto para cidade e vice-versa). Dessa forma são 10 minutos para chegar do lobby do aeroporto a estação do trem + 15 minutos de espera entre um trem e outro + 25 minutos de trajeto de trem = 50 minutos (pensando nisso ida e volta são praticamente 2 horas “perdidas” de transfer).  Reserve um tempo extra para se perder e para não entrar em pânico por causa disso (se você já conhece Toronto e todo esse procedimento do trem, desconsidere essa parte). Se você precisar fazer câmbio para pegar alguns dolares canadenses, reserve um tempo para isso também (tem casa de câmbio nos dois terminais na aérea de retirada de bagagem dos voos internacionais e na área do lobby de desembarque (T1 e T3). Terminal 1: International Currency Exchange (ICE) – Ph: +1 (416) 776-1311
      Terminal 3: ICE services – Ph: +1 (416) 776-2497  
      Saindo da imigração e sabendo o que fazer com as malas (despachar direto após a alfândega, guardar na bagagem no maleiro do aeroporto ou já refazer o check-in), aí sim, do tempo que sobra eu reservaria 4 horas para os trâmites de transfer e check-in (2 horas de trânsito, 1 hora para ir a Toronto e outra para retornar ao aeroporto, mais 2 horas do check-in e trâmites do aeroporto) e o resto será o quanto você terá para passear em Toronto. Total: 6 horas.
      3. Como ir do aeroporto até o centro de Toronto?
      Para começo de conversa, é preciso saber que Toronto tem 2 aeroportos, mas os que recebem os voos internacionais de longa distância, como os que chegam do Brasil, é o Toronto Pearson International Airport. Uma vez lá, você pode chegar à região central da cidade de:
      ·         Táxi – é a maneira mais rápida e em média custa entre C$65 a C$75, mas ao valor final deve se acrescentar uma gorjeta de 10% a 15%.
      ·         Ônibus – nos terminais 1 e 3 passa o ônibus 192, que te deixará na estação Kipling do metrô (linha verde). De lá, você continua no sentido Kennedy até a estação que for melhor no seu caso. Custo de C$3,25, válido para ônibus+metrô. O valor será pago ao motorista (atenção, ele não dá troco!).
      ·         UP Express (trem de superfície)
      4. COMO CHEGAR EM TORONTO COM O UP EXPRESS
      O trem de superfície que liga o aeroporto de Toronto (Pearson Airport) a Union Station (estação central) é chamado de UP Express e sai do T1. Quem desembarcar no T3, basta pegar o Link Train (gratuito) até o T1 e logo ao lado fica a estação do UP Express.
      O trem demora apenas 25 minutos para percorrer o trajeto do aeroporto a cidade (e vice-versa). Além do ponto final, há também duas paradas extras para atender principalmente aos residentes, são elas: Weston e Bloor.
       
      O que você precisa saber antes de embarcar:
      Horário de Funcionamento: 7 dias por semana das 5h30 a 1h. A cada 15 minutos um trem sai em direção a cidade e vice-versa. Preços para adultos (há descontos para crianças e terceira idade, ver aqui😞 $12,35 (ida) / $24,40 (retorno) Se usar o ticket de retorno em menos de 7 horas, só precisa comprar o ticket chamado Long Layover Return, que custa somente o preço de uma jornada, $12,35 Os tickets podem ser comprados online, smart phone, máquinas de vendas ou atendentes nas estações do UP Express. É possível comprar a passagem diretamente no trem somente com cartão de crédito e há um acréscimo de $2 pelo serviço.  5. Como se locomover pela cidade e quanto custa o transporte urbano?
      Toronto é uma cidade basicamente plana e que convida para longas caminhadas, o que, para a gente, é a melhor maneira de conhecer qualquer lugar. Mas, claro, tem horas que usar o transporte público é necessário.
      No caso de Toronto, além de táxi ou Uber (usamos muito), você poderá usar metrô, ônibus ou bonde (streetcar), e, nesse caso, uma boa opção é comprar o Metropass, que serve para usar nos três. O Day Pass, para uso ilimitado durante um dia, custa C$ 12, por exemplo. Já uma passagem individual custa C$ 3,25. Faça as contas para saber o que será mais vantajoso para você.  Bilhete de 48H para o Ônibus Hop-On Hop-Off.
    • Por anselmoportes
      Entre Maio e Junho de 2019 viajei para o Canadá e Estados Unidos. Meu roteiro foi esse:
      São Paulo - Toronto - Ottawa - Montreal - Quebec - Chicago - Washington DC - Filadelfia - Nova Iorque - São Paulo
      ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura.
      Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de TORONTO.
      LEGENDA
      USD - Dólar Americano
      CAD - Dólar Canadense
      1º dia de viagem: SP ->Toronto, 18 de Maio de 2019 (sábado)
      Vôo pela American Airlines (SP-Toronto-NYC-SP) R$2.920,00
      Consegui um lugar para dormir pelo Couchsurfing, mas como iria chegar muito tarde em Toronto resolvi a primeira noite ficar em um hostel.
      Deixei SP às 10h30. Meu vôo fez escala em Miami e fui chegar em Toronto por volta das 23h30. 
      Comprei em uma máquina automática (aceita cartão e dinheiro) um bilhete do UP (trem que liga o aeroporto ao centro da cidade) por CAD 12,35. Cheguei à UNION STATION 0h40 e fui caminhando para o hostel. No caminho passei em um mercado 24h e comprei 1 batata Lay’s e 1 coca (CAD 4). 
      Cheguei ao Hostelling International Hostel por volta da 1h. Fiz meu check in (CAD 33) e fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 6,5km
      Dinheiro gasto no dia: CAD 49,35
      2º dia de viagem: Toronto, 19 de Maio de 2019 (domingo)
      Acordei 8h, tomei banho e fui tomar café no hostel. O café da manhã é OK: comi 1 fatia de pão de forma, 4 fatias de queijo, 2 fatias de presunto, salada e 1 café com leite.
      Fui caminhando até o apto da Reneé, couchsurfer que iria me hospedar. A localização era incrível: bem no centro da cidade! Conversei um pouco com ela deixei o apto às 10h10 para pegar o FREE WALKING TOUR das 10h30 que saía da Union Station.
      Enquanto esperava o Free Walking Tour fiquei conversando com o Fred, um simpático voluntário que ficava no balcão de informações. Deu 11h10 e não apareceu ninguém do tour. Não sei o que pode ter acontecido, mas resolvi ir embora.
      Caminhei até a STEAM WHISTLE BREWERY, uma cervejaria que fica em frente à CN Tower. Comprei o tour das 12h (CAD 12) e 1 pint de cerveja (CAD7).

      Pint na Steam Whistle
      Bebi a pint esperando o tour que começou pontualmente às 12h. Dei um azar pq peguei um guia que falava MUITO rápido. Consegui entender uns 50% do que ele explicava (isso que eu tenho inglês fluente…). Logo no começo do tour vc toma ½ pint. Depois é dado uma garrafa de 341ml para vc ir bebendo durante o passeio pela fábrica. Passamos por alguns setores de produção e também por alguns escritórios. O tour levou uns 40 minutos e gostei muito. Altamente recomendável pra quem curte cerveja!

      CHEERS!

      DENTRO DA FÁBRICA
      Depois fui à CN TOWER. Como já tinha comprado o TORONTO CITY PASS não peguei fila pra comprar o ingresso.
      ***DICA: Pra quem vai ficar ao menos 3 dias em Toronto, vale a pena comprar o CITY PASS. Vc tem desconto nas principais atrações da cidade e evita algumas filas. Para mais informações: https://pt.citypass.com/toronto
      A vista da CN Tower é incrível e é melhor visitá-la em dias claros e com poucas nuvens para ter uma visibilidade melhor.

      VISTA DA CN TOWER

      CN TOWER
       
      Desci e voltei pra tomar mais uma cerveja no Steam Whistle (CAD 7).
      Segui caminhando até o FERRY BOAT (CAD 8,20) que leva até a TORONTO ISLANDS.
      Cheguei lá 15h50 e fiquei caminhando sem rumo. Comi uma fatia de pizza de pepperoni (CAD 5,30) e segui andando. O complexo de ilhas é um parque gigante. Lugar perfeito para andar de bicicleta (havia algumas para alugar) e fazer um picnic. 
      ***DICA: Havia muitas filas para tudo (inclusive para alugar bicicletas). Isso pq eu cheguei tarde lá. Para evitar filas, chegue bem cedo. E deixe para visitar as ilhas em dias ensolarados e quentes. Lá é tudo aberto e não perca seu tempo lá em dias frios e chuvosos.
      Peguei o Ferry boat pra voltar e notei a bela “skyline” da cidade.

      TORONTO ISLANDS

      TORONTO ISLANDS
      Passei em um supermercado e comprei coisas para o café da manhã e algumas cervejas (CAD 29). Cheguei de volta ao apto e fiquei conversando com a Reneé até umas 22h quando ela foi dormir. Tomei banho e fui dormir 23h30.
      Distância percorrida no dia: 17,5km
      Dinheiro gasto no dia: CAD 69
      3º dia de viagem: Toronto -> Niagara Falls -> Toronto, 20 de Maio de 2019 (segunda-feira)
      Tour pela  Niagara & Toronto Tours - R$383
      Acordei às 7h, tomei café da manhã e fui para o ponto de encontro do tour para NIAGARA FALLS. Já havia comprado o tour antes de sair do Brasil, pelo site Get Your Guide e a empresa foi a Niagara & Toronto Tours. Assim que minha compra foi confirmada me enviaram um email para marcar o local que iriam me pegar.
      Nossa van chegou às 8h e pegamos outras pessoas no caminho. Nosso motorista e guia foi o Scott, que foi muito atencioso e divertidíssimo.
      No caminho paramos em 2 vinícolas: PILLITERI e REIF STATE. Nas 2 vinícolas teve degustação gratuita e experimentamos os vinhos branco e ice wine.
      Passamos por um condomínio de mansões e disseram que o ator Tom Selleck tem uma lá. Chegamos às cataratas por volta do meio-dia. O guia nos entregou os tickets para o passeio de barco e nos deixou livre para conhecer o lugar, marcando o retorno às 15h30.
      Descemos por um funicular até a embarcação que nos esperava para levar até próximo às cataratas. Ganhamos uma capa de chuva mas mesmo assim me molhei muito, principalmente nos pés. O passeio é bem legal mas prepare-se pra ficar ensopado.
      Depois do passeio vc tem o resto da tarde livre para caminhar pela cidade. A rua principal me  lembrou Las Vegas, tamanho a quantidade de luzes, restaurantes de franquia e lugares de entretenimento (parques, fliperamas, etc). Comi um lanche no Wendy’s (CAD 13) e depois comi um FUDGE (doce típico de lá) de chocolate walnut (CAD 7,20). Caminhei mais um pouco e 15h30 estávamos retornando à Toronto.

      CATARATAS DO NIÁGARA

      CATARATAS DO NIÁGARA

      "LITTLE" VEGAS
      Por volta das 17h30 estávamos de volta. Fui até o pub FOX & FIDDLE e tomei 1 cerveja (Corrs Light, CAD8). Voltei ao apto e fiquei conversando com a Reneé e a Mahsa (sua colega de apto). Por volta das 20h resolvi sair pra dar uma volta. Parei no pub SHOELESS JOE e tomei 2 cervejas (Malson Canadian, CAD 5,95 cada). Por volta das 21h30 voltei. Tomei banho e fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 10km
      Dinheiro gasto no dia: CAD 42

      4º dia de viagem: Toronto, 21 de Maio de 2019 (terça-feira)
      Acordei 7h40, tomei café, me arrumei e sai às 8h30. Às 9h em ponto estava entrando no RIPLEY’S AQUARIUM (o Toronto City Pass dá acesso à essa atração).
      ***DICA: Final de Maio e começo de Junho é uma época excelente pra viajar pro Canadá e EUA. Só que coincide com o final do ano escolar. Muitas escolas usam esse período para fazer excursões com os alunos pelas atrações da cidade. Portanto, se viajar nessa época do ano procure chegar bem cedo nos lugares pq quanto mais tarde, mais cheio de crianças fica.
      O Ripley's Aquarium merece ser visitado sem dúvida nenhuma! Além de muita informação sobre uma grande parte da vida marinha (de peixes, mamíferos, crustáceos, etc) em alguns pontos é possível tocar em algumas espécies. Há um tanque com pequenos camarões escarlates e ao colocar sua mão eles vêm comer a pele morta. Também é possível tocar no tubarão bambu, caranguejo ferradura e raias! Incrível!

      LIMPEZA DE PELE

      SHARK!

      ÁGUA VIVA
      Fui deixar o aquário por volta das 11h30 e passei no Steam Whistle pra tomar 1 cerveja (CAD 7).
      Caminhei por uns 30 minutos até o DISTILLERY DISTRICT. O Distillery Historic District é um complexo industrial onde funcionava uma fábrica de whisky. Ele foi completamente revitalizado e hoje conta com bares, restaurantes e até galerias de arte. Há também algumas "street arts" como grafitti, fotos e cartazes bem interessantes. As galerias de arte são gratuitas mas o preço das cervejas é um pouco acima do normal. Tomei uma cerveja amber ale (CAD 11) no Mill St. Brewpub que, apesar de cara, estava uma delícia!
      Voltei caminhando até o ST. LAWRENCE MARKET. É um mercado fechado de 2 andares com muita coisa pra comer (comidas de diversos países) e peixarias. O lugar não é grande e dá pra ver tudo em 15 minutos.
      Segui caminhando até o BROOKFIELD PLACE, uma galeria com um arquitetura interna bem interessante. Passei pela Union Station e confirmei que meu ônibus no dia seguinte para Ottawa não saía de lá, mas de uma rodoviária não muito longe dalí.

      BROOKFIELD PLACE
      Peguei o STREETCAR número 510 (bonde) na Union Station (CAD 3,25) e em 30 minutos desci no ponto da NASSAU ST, onde fica o KENSINGTON MARKET. Trata-se de um mercado de rua com vários restaurantes e lojas “descoladas”. Me lembrou um pouco o Camden Market de Londres. Parei num bar chamado RONNIE’S e tomei 1 Stratford Pilsner (CAD 7,50).

      GRAFITTI NO KENSINGTON MARKET
      Voltei ao Steam Whistle para encontrar com o Guilherme, uma amigo de infância que mora no Canadá há muitos anos. Tomamos uma cerveja e fomos ver um jogo de beisebol do Toronto Blue Jays x Boston Red Sox no ROGERS CENTRE . Antes de entrar no estádio (que fica ao lado da cervejaria, CN Tower e Ripley’s Aquarium) comemos um hotdog (CAD 5).
      O Rogers Centre é um moderno estádio que fica bem no centro de Toronto. Há tours para conhecê-lo, mas preferir ir ver um jogo.
      A experiência de conhecer um esporte completamente novo pra mim foi legal, mas o jogo em si não me agradou não. Beisebol é MUITO parado e as regras podem parecer um pouco confusas no início. Tomamos 2 Budweiser (CAD 5 cada) vendo o jogo e fomos embora antes do fim. O Blue Jays já vencia por 5x0 e resolvemos ir a um pub ver um dos jogos das finais da NBA entre o Toronto Raptors x Golden State Warriors.

      BEISEBOL
      Todos os pubs da região estavam lotados de torcedores. Conseguimos achar um “menos” cheio e paramos pra ver o jogo. Tomei uma Stella Artois (CAD 12) e no final do 3º quarto fomos embora.
      Cheguei em casa umas 23h, tomei banho e fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 18km
      Dinheiro gasto no dia: CAD 67
      5º dia de viagem: Toronto -> Ottawa, 22 de Maio de 2019 (quarta-feira)
      Acordei 7h40, tomei café, respondi umas mensagens no celular e deixei o apto 8h30.
      Fui até a Spadina Ave. e peguei o streetcar 510 (CAD 3,25). Desci no ponto final e caminhei por uns 20min até a CASA LOMA. Cheguei lá às 9h20 e esperei até as 9h30 quando a atração abre.
      A Casa Loma é uma mansão com arquitetura de castelo e foi construída pelo milionário Henry Pellat que no final da sua vida morreu miserável, sem dinheiro algum.
      O ingresso dá direito a um áudio guia que explica cada detalhe interno e externo. A mansão tem quartos enormes, salas e salões, orquidário, torre de observação e muitas escadas. Vários quadros ornamentam as paredes. Há um túnel que liga a casa ao outro lado da propriedade. Lá se encontram um estábulo, estufa e uma coleção com 6 ou 7 carros antigos.

      CASA LOMA
      Deixei o local por volta das 12h e voltei caminhando até KOREATOWN. Parei pra almoçar no YUMMY KOREAN FOOD e pedi um bibimbap com bulgogi no pote de pedra (CAD12) e tomei uma cerveja Molson Canadian (CAD 2,95). A comida estava excelente e o kimchi (acelga temperada) que veio no acompanhamento estava muito bom!
      De lá caminhei por 20min até o ROYAL ONTARIO MUSEUM. Entrei usando o City Pass, mas tive que pagar CAD 3 para deixar minha mochila no guarda volumes.
      O Royal Ontario Museum é enorme e bem diversificado. Tem uma ala dos dinossauros, mamíferos e outros animais. Uma ala de arte oriental, mais especificamente Japão, China e Coreia. Depois uma sessão com arte da Europa e África (com uma ala exclusiva para o Egito) Havia também várias atrações interativas para crianças.

      ROYAL ONTARIO MUSEUM

      ARTE COREANA
      Deixei o museu e peguei e peguei o streetcar (CAD 3,25) de volta ao centro. Tinha combinado de encontrar minhas anfitriãs num pub perto do apto. Tomei uma Stella Artois (CAD 6,50) e ficamos conversando até umas 20h30. Voltamos pro apto, dei uma descansada e umas 23h chamei um UBER para a rodoviária (CAD 11,50).
      A rodoviária de Toronto é pequena e bem acanhada. Pra falar a verdade nem parece um terminal de transporte de uma cidade grande. Comprei um suco de maçã (CAD 3) e às 0h30 estava pegando meu ônibus para Ottawa.
      Distância percorrida no dia: 14km
      Dinheiro gasto no dia: CAD 53
      Fim de Toronto. Próximo relato: OTTAWA.
    • Por Raquel Fett
      O Lago Moraine fica nas Montanhas Rochosas Canadenses, no Banff National Park. Nós fizemos uma viagem incrível de muitos dias, praticamente só fazendo trilhas na região. 
      Junto do Moraine Lake há algumas trilhas que você pode fazer. Nós escolhemos 2 e as fizemos no mesmo dia. No total, caminhamos 17,5km, dando 23.500 passos.
      SHORELINE TRAIL : É bem curta, plana, às margens do Moraine Lake, com vistas incríveis dos Ten Peaks. São 3km ida e volta. Começamos por ela como aquecimento.
      LARCH VALLEY TRAIL/SENTINEL PASS TRAIL: Esse foi um dos melhores dias de trilhas das nossas vidas. As paisagens são maravilhosas. 
      A primeira parte  é inclinada e passa pelo meio do mato, onde vimos um cervo bem de perto. Depois, você chega no Larch Valley propiamente dito, com riachos, montanhas muita vida animal. 
      E o final da trilha é deslumbrante. As montanhas são imponentes, há 3 lagos que servem de "espelho" para a paisagem e mesmo no verão você encontra neve. Divino! Use botas adequadas para fazer essa trilha. Bastões também ajudam muito. 
      Distância: São 11,6km;
      Ganho de elevação: 725m.
      Temos um post super completo sobre esse dia, com as trilhas em detalhes, além de como e quando ir, onde ficar e muito mais em http://meusdestinosimperdiveis.com.br/lago-moraine-canada-moraine-lake-canada/.
       





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