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Robson de Campos

Minha primeira viagem alternativa!

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Olá pessoal! Venho por este texto descrever minha primeira experiência como guest (hóspede pelo couchsurfing) e hitchhicker (caroneiro a dedão), além de falar sobre minha primeira vez na virada cultural. Simplesmente me senti como o garoto do filme My Side of the Moutain (Minha montanha encantada), depois dessa grande aventura inesquecível, que após, ele saber que sua família havia cancelado as férias de verão, ele foi sozinho para as montanhas canadenses, onde aprendeu o valor da natureza e de sua independência.

 

Referente aos meus gastos, acabei esbanjando um pouco. Fui para uma balada e comi num shopping. Devido a isso gastei em torno de 130 dilmas. Se não tivesse ido à balada e ficasse só no miojo, tinha gastado no máximo 50 dilmas.

 

 

Minha Primeira Experiência como Hitichhicker (caroneiro)

 

 

Em poucas palavras, posso defini-la como incrível, devido ao acaso (já que não acredito na sorte), por ter sido melhor do que o imaginado.

 

Dia 16 de maio, chego da universidade em minha casa e vou arrumar minhas coisas, fazer a plaquinha – havia escrito: São Paulo – SP) - para acordar no outro dia às 5h30 e partir para a estrada. Por pouco, quase não durmo, por conta da ansiedade.

 

Dia 17 de maio. Chega o grande dia, aquele frio na barriga, o medo de não conseguir uma carona. Por alguns instantes pensei em desistir, mas meu anseio por ir à Virada Cultural era tanta, que peguei minha plaquinha e minha mochila e parti para o pedágio. Cheguei às 6h30 lá, ainda era escuro, tive que esperar amanhecer para levantar a plaquinha. O grande momento chegou, foi incrível levantar a plaquinha, havia pensado que a timidez iria me atingir naquele momento, mas muito pelo contrário, a aventura me fez sorrir, e mostrar a simpatia de minha pessoa para quem passava na rodovia naquele momento. Nos primeiros 10 minutos parou um senhor, que estava de carro, pergunto-lhe para onde estava indo, e ele me respondeu que era para a divisa entre o Paraná e São Paulo. Quase entrei no carro, mas como queria uma carona que fosse um pouco mais longe, acabei não indo. Em torno de meia hora depois, para outro carro, outro senhor, este estava indo para uma cidade relativamente perto, para Londrina, acabei não aceitando novamente. Enquanto estava ali passaram diversos caminhoneiros, acenando que estava indo para outro destino, foi em torno de uns 15, deveriam estar indo para o porto de Paranaguá, no litoral paranaense. Perdi uma carona, por não ter visto o carro parado. Depois de 1h30 no pedágio, o medo não me assombrava mais. De repente para um carro à uns 100m. Sai correndo em direção ao carro, para não perder mais uma carona. Olhei a placa e vi que era do interior de São Paulo, já fico tristonho. Um casal desce do carro, já não havia muito espaço para mim, mas a bondade dessas pessoas deram um jeitinho para me dar uma carona. Uma surpresa estava para ocorrer e a felicidade para retomar. Pergunto para o casal para onde estavam indo, e a mulher me responde, “estamos indo para São Paulo – SP” fiquei entusiasmado naquele momento, e falei “nossa, não acredito, consegui uma carona direta para São Paulo”.

 

Estava muito feliz após ter conseguido uma carona direta para Sampa e saber que iria para a Virada Cultural. Sobre o casal que me deram a carona, foram muito legais, adorei conhecê-los. Parecia que éramos amigos, da forma que conversávamos. Pagaram almoço para mim. No fim me levaram para o ponto de metrô e me convidaram para ficar na casa deles no Rio de Janeiro, quando eu precisar.

 

À volta. Acordei às 5h30, do dia 20 de maio. Estava muito cansado devido à virada cultural. Havia planejado, antes de ir para Sampa, o local onde iria pedir carona. Parti para o metrô, chego ao Butantã, e pego uma circular para Barueri, em destino a faculdade Alfacastelo, que fica perto da rodovia castelo branco, onde pretendia pegar a carona. Ao pedir para o cobrador sobre o meu destino se estava certo, ele me disse que a faculdade ficava longe do ponto em que eu iria parar, logo pensei “o Google Maps me ferrou”. O cobrador me falou qual circular eu deveria pegar para chegar a essa faculdade. Do ponto em que eu parei até a faculdade dava uns 2 km (havia olhado no GPS do celular), era o que o Google havia me informado, não tinha entendido o porquê de o cobrador me indicar outra circular para parar em frente à faculdade. Desci no ponto e tentei ir a pé, vi que era perigoso o local, por não ter muitas pessoas transitando, no fim acabei voltando ao ponto e peguei a circular que o cobrador havia me falado. Cheguei ao trecho da rodovia que ficava perto da faculdade, me ferrei novamente, pois os automóveis passavam em alta velocidade naquele lugar, era quase impossível alguém parar para mim. Ainda bem que eu tinha um “segundo plano”, ao determinar este ponto no meu planejamento, eu havia percorrido a rodovia pelo Google Street, e visto um posto de combustível há uns 5 km à frente de onde eu estava. Havia um ponto de circular por perto, e duas pessoas. Acabei perguntando a uma senhora sobre alguma circular que passasse em frente ao posto, e ela me disse que a dela passava, esperamos uns 10m, e eu embarquei com sua companhia em direção ao local. Cheguei ao posto, depois de 4h andando por São Paulo. Andei pelo estacionamento - que maravilha - encontrei dois carros de Maringá (cidade próxima de Marialva, onde moro), estava apertado para ir ao banheiro. Acabei indo. No momento em que estava voltando, havia um carro saindo, aprecei meus passos. Deu tempo de alcançar o carro. Havia duas senhoras, pedi com um gesto para abaixarem os vidros, e com receio elas abriam a janela. Perguntei para onde estavam indo. Tive como resposta o meu destino, pedi se poderiam me conceder uma carona. Mostrei meu registro acadêmico e minha carteira de motorista, falei que sou estudante da UEM(Universidade Estadual de Maringá). Devido a estes atributos, além da simpatia, acabei conquistando um pouco da confiança dessas mulheres e mais uma carona.

 

Foi muito tranquila à volta, conversamos durante a viagem toda. A motorista veio me contando toda a história de sua vida. Tinha uma poodle muito fofa, eu brinquei com ela durante vários momentos da viagem. Ela me deixou no centro da minha cidade, fiquei muito agradecido, por tal ato.

 

Ambas as pessoas que me deram carona foram muito acolhedoras, até parecia que eu fazia parte de suas famílias. Se soubesse que era tão legal pegar carona, já havia iniciado essa prática há muito tempo atrás. Recomendo a todos que pegue carona pelo menos uma vez na vida!É uma experiência incomparável, que nenhum outro tipo de viagem pode lhe dar!

 

 

Minha primeira experiência como Guest (hospede) no Couchsurfing

 

 

Há uns três meses fui atrás de um host (hospedeiro), para me hospedar durante a Virada Cultural. Pedi um sofá para diversas pessoas, mas como não tinha nenhuma referência, acredito que a maioria delas ficaram receosas em me conceder um lugarzinho em sua casa.

 

Persistente em encontrar um lugar para ficar, não desisti. Acabei conseguindo dois hosts. Mas só mantive contato com um deles.

 

O host ficou preocupado comigo por ir de carona, fui mantendo-o informado, de que tudo ia ocorrendo bem. Encontrei-me no metrô com ele, após chegar a São Paulo, e havíamos ido para seu apartamento.

 

No dia em que cheguei, ele me convidou para ir a diversos lugares, mesmo cansado, acabei aceitando. Fomos a um bar, que não me lembro do nome, e na The Week. Adorei sair naquele dia, mesmo tendo que me recuperar da viagem e da balada, para no outro dia enfrentar às 24h da Virada Cultural.

 

O host foi uma pessoa muito receptiva e simpática. Adorei conhecê-lo e ficar hospedado em seu apartamento durante a virada.

 

Após essa minha primeira experiência, já estou planejando usar novamente está ótima ferramenta que é o couchsurfing. Ferramenta que permite que pessoas de diferentes lugares do mundo se conheçam intensamente.

 

 

Minha primeira Virada Cultural

 

 

O que posso dizer sobre a virada. Foi simplesmente alucinante. Todo mundo deve ir a este esplêndido espetáculo, nem que seja somente uma vez.

 

Planejei-me em ir apenas aos shows, fiz um roteiro, que acabei seguindo quase por completo. Me encontrei com dois amigos de Votorantin. Divertimos muito nas 24h em que ficamos juntos.

 

As 19h iniciou o show do Thiago Pethit, no palco Cabaret. Foi maravilhosa sua apresentação. Suas músicas me encantam. Além de ele cantar em português, canta em inglês e francês. Que maravilha.

 

Após o show do Thiago Pethit, uma Drag Queen que comandava o palco, chamou três pessoas para dançar no palco. Quem dança-se melhor ganhava um prêmio, eu entusiasmado - já havia tomado um pouco de vodka - acabei subindo no palco e ganhando o grande prêmio que era um copo de água descartável. Que ódio, quis matar aquela trava..rsrs..mas foi legal a experiência.

 

As 21h, o show mais esperado da noite. A apresentação de Gal Costa, a rainha do MPB. Foi perfeito o show, ela cantou a maioria das músicas do CD Recanto. Eu e meus amigos estávamos dançando todas as musicas (estávamos um pouco adulterados, devido à vodka), acabamos contagiando as pessoas ao nosso redor, e interagindo com elas. Ficamos gritando a todo o momento, pedindo a música “Meu Nome é Gal”, mas por conta da multidão, ela não ouviu o nosso pedido ou nos ignorou, seguindo seu repertório.

 

Após o show da Gal Costa fomos comer e tentar recuperar a energia gasta. Iríamos ao show do Marcos Valle, mas devido ao atraso, saímos do local e ficamos andando por diversos palcos na virada.

 

As 5h iríamos ao show do Zeca Baleiro, mas por conta de ser um pouco longe de onde estávamos, acabamos indo para o show da Banda Uó. Como eu já tinha ido ao show deles, não fazia muita questão, mas acabei curtindo mesmo assim.

 

As 6h fomos ao show da Gaby Amarantos com participação da Elza Soare. A Elza Soares tem uma voz sensacional, muito perfeita, pena que ela estava debilitada, com problema na coluna e teve que fazer uma apresentação rápida e sentada numa cadeira, mesmo assim valeu a pena, ela fez uma crítica boa sobre o Infeliciano.

 

As 9h voltamos ao palco do Cabaret para a apresentação da banda Mustache e os Apaches. Como descrever essa banda, não há palavras, é muito boa. Lembra-me The Beatles, mas com um estilo peculiar. Todos se vestem de vestes circenses, ou retro. Os instrumentos musicais eram bem diferentes, do que pelo menos eu estou acostumado a ver. Enfim, quem gosta de uma boa música, recomendo que procurem escutar seu trabalho.

 

As 12h, já estávamos o pó. Foi o show do Criolo, uns dos shows que eu mais esperava, da virada cultural. Chegamos bem antes do show se iniciar, e conseguimos um lugar ótimo, praticamente na grade. Não havia mais energia, mas ao iniciar o show, ela surgiu de alguma forma, que parecia estar a 100%. Fiquei frenético, dancei, pulei, durante todo o show e a emoção. Durante o show o Criolo fez ótimas críticas sociais, que fazia toda a multidão pensar sobre a sociedade em que vivemos e a pobreza que muitas pessoas sofrem.

 

As 14h40, o show da linda, da magnífica, da delicada, da culta, enfim, da Bárbara Eugenia. Muito bom o show dessa grande cantora, que é pouco conhecida, mas que sabe fazer música boa como poucos dessa geração.

 

As 16h00, o show da Céu e do Otto, um amigo meu já havia ido embora, e apenas um ficou comigo. Estávamos muito cansados, chegamos ao show da Céu, já tinha se iniciado, havia uma multidão, e acabamos por não vê-la de perto. O show do Otto atrasou quase por 1h, ficamos esperando até iniciar, ficamos até ele tocar em torno de umas cinco músicas e fomos embora.

 

Foi demais a virada cultural. De graça fui ao shows de diversos músicos que aprecio, se fosse ir a cada show iria gastar horrores. Sem contar o contato com as pessoas que a virada cultural nos permite, conheci diversas pessoas. Teve uma menina que até me convidou para ficar na casa dela quando tiver em Sampa.

 

Quem quiser acompanha minhas aventuras, fica a disposição o meu blog: Relatos de Um Mochileiro.

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