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MERGULHO EM GALÁPAGOS - LIVEABORD (Com Fotos)

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Mais uma vez venho aqui postar minha contribuição para um destino que é muito pouco visitado por brasileiros, o arquipélago de Galápagos.

Nossa viagem foi entre os dias 05 e 19 de outubro de 2013.

Antes de iniciar, é importante deixar claro que nossa viagem teve, acima de tudo, um objetivo principal: mergulhar pelas águas frias de Galápagos, a bordo de um liveabord. Mas, também conhecemos lugares lindo na terra.

 

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1- Passagens Aéreas

 

Para chegar às ilhas de Galápagos que recebem voos, é necessário ir para Quito ou Guayaquil. Optamos pela segunda opção. Compramos passagem aérea pela Copa Airlines (http://www.copaair.com), partindo direto de Brasília, com uma conexão na cidade do Panamá. O voo de ida foi super tranquilo. Na volta, fizemos uma parada de 2 dias na cidade do Panamá (sem custo adicional). O custo da passagem, ficou em torno de R$ 1900,00.

Nosso liveabord iniciaria da fantástica ilha de San Cristóbal. Optamos então por comprar passagem de ida para San Cristóbal e o de retorno por Santa Cruz, principal ilha do arquipélago. Compramos as passagens diretamente do site da LAN (http://www.lan.com). O custo de foi de aproximadamente R$ 1.000,00 (ida e volta).

Fica a observação de que tinhamos 2 opções para chegar em Guayaquil. A primeira seria pela LAN e a outra pela Copa. Pela LAN, o voo é bem mais demorado, fazendo conexão em Santiago ou Buenos Aires. Sem contar que o custo era maior. Já tinhamos voado pela Copa antes e não tínhamos tido problemas. Mas, desta vez, tivemos um atraso grande na volta. O sistema informatizado da companhia deu problemas e atrasou todos os voos do dia de nosso retorno. Nosso voo atrasou umas 7 horas. Mas, teve voo que atrasou mais e outros que foram cancelados. O ruim é que os monitores do aeroporto do Panamá não informavam a previsão de horário do voo. Bom, pelo menos eles nos deram usd 10,00 para comer algo em qualquer restaurante da praça de alimentação do aeroporto. No mais, o voo de volta foi super tranquilo.

 

2- Hotéis

 

a) Guayaquil

Passamos apenas uma noite neste cidade. Ficamos no hotel Manso Boutique Guest House. F: +59334256644; email: [email protected]. Custo aproximado de USD 50,00, de um quarto para casal, mas com banheiro compartilhado. Reservamos pelo booking.com. No ato da reserva, não percebi que o banheiro seria compartilhado. Chegando lá, fiquei chateado, mas paguei pelo meu erro. Até me ofereceram um quarto com banheiro privado, mas seria só uma noite e o banheiro seria dividido com apenas mais um quarto, que não tinha ninguém (mas chegou gente a noite). Bom, o hotel é razoável. O quarto tem ar condicionado e uma cama razoável. Possui internet WIFI boa. Pegou inclusive no quarto. O café da manhã, incluso no preço, é bom. O que não gostei foi do chuveiro do banheiro, que só pingava água. Se você quiser um pouco de conforto, não vá para este hotel. Mas se for apenas por uma noite, dá para ficar. Ele é super bem localizado, bem em frente ao Malecón 2000, um calçadão imenso a beira dum rio. É um imenso complexo de lazer.

 

b) Ilha de San Cristóbal

Ficamos no hotel Casa Blanca (http://www.casablancagalapagos.com - email:[email protected]). Preço de USD 70,00, quarto de casal, com banheiro privado, TV e café da manhã. Excelente hotel. Fica de frente para o mar, bem em frente ao cais turístico de atracação. Para o preço pago, o hotel é bom. Os quartos são novos, com ar condicionado e TV. A proprietária é uma simpatia só. Muito gente fina. Por 2 vezes nos deixou fazer o check in antes do horário. Uma das vezes, entramos no quarto antes das 10 da manhã.O café da manhã é razoável, é suficiente para começar bem o dia. O único defeito seria com relação a falta de porta no banheiro do quarto e o fato de ele ser de meia parede. Mas, nada demais. Nada que estrague a estadia. Recomendo muito este hotel e a ilha de San Cristóbal.

 

c) Ilha de Santa Cruz

Ficamos hospedados no Hotel Fiesta (email: [email protected]). Reservamos pelo booking.com. O preço foi de USD 74,00 pelo quarto de casal, com café da manhã. O hotel é muito bom. É bem espaçoso. O café da manhã é muito bom. O quarto é grande e novo, com uma ótima cama, ar condicionado, TV. O hotel possui ainda piscina e salão de jogos. Fica a beira duma linda lagoa. Fica a uns 400 metros da rua principal de Santa Cruz. É bem tranquilo. Os donos são ótimos. Dão sempre atenção e tiram todas as dúvidas sobre o que fazer. Recomendo bastante este hotel.

 

d) Cidade do Panamá

Ficamos no hotel Tryp Panamá Centro. Reservas feitas pelo booking.com. Preço de USD 90,00 (já com o imposto de 10%) para casal, com café da manhã. O hotel é muito bem localizado. Fica numa região perto de vários bares e restaurantes. Fica perto dos shoppings e das atrações turísticas. Não sei se foi sorte, mas nos colocaram num quarto excelente, bem completo. Super novo. Nada a reclamar. O café da manhã é bom, do tipo buffet. A dica é que para fazer passeios turísticos ou mesmo tomar um táxi, o hotel tem algumas Vans turísticas conveniadas, que cobram um pouco mais caro, mas é super confiável.

 

3- DIVING LIVEABORD CRUISE (IATE DEEPBLUE - http://www.deepbluegalapagosdiving.com)

 

Sim, nós somos mergulhadores e amamos o fundo do mar.

 

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Antes de prosseguir, entenda-se que quando falo em mergulhar em Galápagos, não é mergulhar em suas principais ilhas, mas ir bem além, em Wolf e Darwin. Para chegar nestas ilhas, só em um liveabord de mergulho.

Mergulhar em Galápagos é um sonho de anos. A ideia já vinha na minha cabeça a tempo. Já tinha lido algumas matérias na revista Mergulho sobre as ilhas Darwin e Wolf e fiquei fascinado.

Então, este ano, após voltar de uma viagem do México, onde fizemos de tudo para ver o magnífico tubarão baleia, e não conseguimos, fiquei com a idéia de Galápagos na cabeça. Eu sabia que lá eu veria não só tubarão baleia, mas uma imensidade de peixes e tubarões que não se vê em mergulhos no Brasil e na maioria dos destinos de mergulho no mundo. Pois é, mergulhar nas ilhas Darwin e Wolf é o maior desejo de 10 entre 10 mergulhadores. Estas ilhas são consideradas um dos melhores lugares do mundo para se mergulhar.

Foi com tudo isso na cabeça, que comecei a pesquisar.

Segundo se fala, os melhores liveabord de Galápagos seriam o Agressor (I e II) ou o Body Diving. Só que esses são os mais caros (algo em torno de Usd 5.200,00 por pessoa na alta temporada, por 7 noites de cruzeiro). Após pesquisar, descobri um outro que acabou sendo um ótimo negócio. É o liveabord DEEPBLUE. Excelente. É um Iate com capacidade para 16 mergulhadores, divididos em 8 cabines. As cabines são suítes, com banheiro, TV, ar condicionado. Um luxo só. Se você quiser, volta do passeio gordo, pois a comida é farta. Nunca mais tinha comido tanto camarão. Nas saídas dos mergulhos, tinham toalhas à disposição e sempre tinha algo quente para beber na saída do mar frio. Os 10 tripulantes são excelentes, super atenciosos.

Nosso cruzeiro de mergulho durou 7 noites. Com 3 dias entre Wolf e Darwin.

Bom, o DEEPBLUE é considerado um IATE First Class. Portanto, não é barato. Mordomia é bom, mas é caro... quem mergulha sabe que mergulhar é um hobie muito caro, principalmente as operações de mergulho, e mergulhar num liveabord é bem caro. Fomos na alta temporada, época em que há o tubarão baleia (de julho a novembro). O preço normal do cruzeiro de 7 noites é de USD 4.500,00, por pessoa. Mas, tivemos sorte de pegar uma promoção de último minuto e pagamos a "bagatela" de USD 3.100,00 por pessoa (sei que é caro, mas dentro da realidade, foi uma economia de Usd 1400,00 por pessoa). Eram os 2 últimos lugares do barco. Como o preço é promocional, nós ficamos com uma cabine um pouco mais fraca em relação às demais. É que ela fica ao lado da sala de jantar e em frente a cozinha. Mas, não incomodou. Às vezes, o cheiro de comida entrava um pouco no quarto, mas nada demais. Quando pensava na economia que fizemos, eu ficava era feliz....

Informações detalhadas sobre o Iate DEEPBLUE está no site oficial: http://www.deepbluegalapagosdiving.com/. No site você pode ver a programação de saídas, preços e as promoções Last Minute. Também pode enviar email para o Sr. Wilson: [email protected]. Um detalhe é que o pagamento deve estar todo feito até 1 mês antes do início do cruzeiro. Eles só aceitam pagamento por transferência bancária internacional (Swift). Não tive problemas. Tudo correu conforme combinado.

Bom, recomendo bastante o Iate DEEPBLUE DIVING. É caro, mas valeu cada dólar gasto.

 

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1º Dia - Guayaquil

Viagem Brasília - Guayaquil. Nosso voo, como já dito, foi pela Copa Airlines. Os voos para Galápagos saem todos no turno da manhã. O voo da Copa chegou em Guayaquil no começo da tarde. Tivemos então que dormir o primeiro dia em Guayaquil.

Tínhamos reservado um transfer no Hostal Manso, por 10 dólares. Como li que Tal cidade não é muito segura, resolvi pagar mais por um transfer. Para nossa surpresa, ao chegar no aeroporto, não havia ninguém nos esperando. Acabamos pegando um táxi oficial no aeroporto, por USD 5,00.

Guayaquil não tem muito o que fazer. Possui uma praça onde há algumas iguanas para ver e uma bonita igreja. Também há o Malecon 2000, um calçadão de 2km na orla dum belo rio, cheio de atrações. Numa das extremidades do Malecon fica um morro onde se pode subir e ter uma bela vista da cidade (não subimos). Há também um mercado de artesanato na outra extremidade do Malecon 2000. Uma tarde é suficiente para conhecer um pouco de Guayaquil.

 

2º dia - San Cristóbal

 

Dia de voar de Guayaquil para a ilha de San Cristóbal. Como não tinhamos mais o que fazer, resolvi chegar cedo no aeroporto. Chegamos cerca de 2,5 horas antes do horário do voo. foi a nossa sorte. Tenham bastante cuidado. Para os voos para Galápagos, deve-se chegar pelo menos com 2 horas de antecedência. É que no aeroporto, antes de fazer o check-in, tem-se que pagar uma taxa de USD 10,00 por pessoa e a bagagem deve passar por uma vistoria. As filas são grandes. No final, ingressamos na sala de embarque faltando apenas cerca de 30 minutos para o voo. Foi meio corrido.

Ao chegar a Galápagos, nova fila. Nossos passaportes são conferidos e temos que pagar uma taxa fixa de USD 50,00 por pessoa (isso por sermos brasileiros. Outros turistas pagam USD 100,00).

Para chegar ao hotel, toma-se um táxi, que é uma caminhonete. Preço de USD 2,00. Muito barato.

Chegamos no hotel Casa Blanca antes das 11h e nos deixaram fazer o check-in antecipado. A dona do hotel e suas filhas são muito simpáticas.

Deixamos as bagagens e fomos atrás dos equipamentos de mergulho que tínhamos reservado para alugar. Chegamos então ao centro de mergulho PLANET OCEAN DIVING CENTER (email: [email protected]), que fica bem ao lado do hotel Casa Blanca. O proprietário, Alex Villamar, é bem atencioso e fez o melhor preço para os equipamentos que tivemos que alugar lá: colete, regulador e roupa de neoprene de 7mm - custo aproximado de USD 200,00 por pessoa e pelos 7 dias de cruzeiro. Os equipamentos não eram nenhuma maravilha, mas nos atenderam, principalmente a ropa de neoprene de 7mm. Mergulhar em Galápagos é sinônimo de mergulhar em águas frias. Portanto, deve-se usar roupa semi-seca ou pelo menos de 7mm. Chegamos a mergulhar em águas de 18ºC.

Bom, de equipamentos em mãos, resolvemos economizar em alguma coisa (já que tudo é tão caro lá) e foi no almoço. Almoçamos num lugar local, no centro de San Cristóbal, por USD 3,50 (uma sopa e um prato principal). Esta é uma coisa boa de ficar nas ilhas, dá para comer pagando pouco. Claro que a comida não é nenhuma maravilha, mas é razoável.

De barriga cheia, fomos passear pela ilha. Tínhamos toda a tarde.

Um detalhe, é que o clima estava bastante ameno, fazendo até um pouco de frio na sombra (foi assim durante boa parte dos dias). É que estávamos no inverno (Outubro).

Bom, San Cristóbal foi sem dúvida a melhor surpresa terrestre da viagem. Adoramos muito esta ilha. Chegando na orla, já se topa com dezenas de leões marinhos nas calçadas e bancos. Isso mesmo, eles são os donos das calçadas e até mesmo das ruas. São muitos. Ficamos impressionados como eles saem do mar e vão "andando" meio desajeitados para os bancos que ficam na orla. Muito bonito. Lá, os humanos são invasores. A terra ainda é dos animais. Pois bem, San Cristóbal é tomada pelos leões marinhos. Aonde quer que se vá, sempre há muitos leões marinhos.

Da orla, seguimos para as praias próximas e para o Centro de Interpretação Isla San Cristóbal. Bom, as praias são muito bonitas, porém com água bem fria. Também tem-se que "dividir" elas com os leões marinhos que estão dentro do mar e aos montes na praia. Muitos turistas e locais se arriscam a tomar um banho frio. Nós não arriscamos. O Centro de Interpretação é um passeio imperdível. É o único lugar de Galápagos que conta toda a história do arquipélago (ocupação, bichos, correntes marinhas, etc). Vale muito a visita.

 

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3° Dia - San Cristóbal - Iate Deep Blue

 

Este era um dia muito aguardado por nós, pois seria o dia em que embarcaríamos no Iate Deep Blue para passar 7 maravilhosos dias.

Ainda com desacostumados com as 3 horas a menos de fuso horário, acabamos acordando cedo. Tomamos o café da manhã do hotel, que é bom, apesar de não ser tão farto, e fomos passear. Nosso embarque só seria depois das 13h.

Andamos pela cidade e compramos algumas lembranças.

No começo da tarde, aguardamos no cais turístico o pessoal do Deep Blue.

Fomos recepcionados pelo Alejandro e pelo Geofrey, que seriam nossos guias no Deep Blue. Ao chegar no Iate, fomos recepcionados com um copo de suco natural. Após o embarque de todos, fizemos nosso primeiro briefing, onde recebemos algumas explicações gerais e fomos informados em qual quarto ficaríamos. Conforme já relatei, ficamos no único quarto que fica no piso principal do barco, ao lado da grande sala e ao lado da cozinha. O tamanho do quarto é o mesmo dos demais. A diferença é a localização, o que não foi nenhum problema. Não tivemos problemas com barulho. O que incomodou um pouco foi a proximidade da cozinha, o que era resolvido colocando-se uma toalha de piso na fresta da porta.

Bom, o almoço foi servido e começamos a passar bem.

Em seguida, já tivemos que fazer nosso primeiro mergulho, que seria um check-out. Serviria para os guias verem se estávamos bem para mergulhar e serviria para nós checarmos os equipamentos que alugamos e para nos acostumarmos com as roupas de neoprene de 7mm e com o lastro (peso). No Brasil, somos acostumados a mergulhar com apenas 6 quilos de lastro. Lá, tivemos que utilizar entre 13 e 14 quilos, o que nos fez apanhar um pouco nos 2 primeiros mergulhos (e olhe que temos perto de 100 mergulhos).

Lá pelas 23h, partimos de San Cristóbal, com destino a ilha de Baltra. Passamos a noite viajando. Para nós que éramos marinheiros de primeira viagem em liveabord, estranhamos algumas coisas. Primeiro, não poderia ser diferente, o balanço. Nesta primeira noite, o Iate balançou um pouco, mas nada demais, principalmente porque já estávamos deitados. O ruim foi ter que se acostumar com o barulho do gerador do barco e do motor. Eram barulhos constantes. Acho que só na terceira noite nos acostumamos um pouco.

 

4º Dia - Iate Deep Blue - Ilha de Baltra e Seymour Norte

 

Já acordamos em Baltra (ilha onde chegam os voos para quem vai para Santa Cruz). Tomamos café e já fomos nos arrumar para cair na água.

Foi mais um mergulho para testar o lastro. Pela segunda vez, apanhamos. O mergulho foi razoável, considerando o que ainda estava por vir. Mas, já vimos tubarão, tartaruga, arraia, etc.

Como opção ao segundo mergulho, nos foi sugerido um passeio terrestre, pela ilha Seymour Norte. Acabou se revelando um ótimo passeio. A ilha é seca, mas cheia de aves, especialmente os Blue Footed Boobies (atobás de patas azuis) e fragatas. Também possui iguanas terrestres. Muito legal. Para quem for para Santa Cruz, vale a pena conhecer esta ilha.

De volta ao Iate, almoçamos e começamos a navegar para a ilha Wolf. Seria uma longa viagem. Creio que levamos umas 18 horas para chegar em Wolf. É longe. Por isso, só se chega nessas ilhas em liveabord.

 

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5º, 6º e 7º dia - Ilhas Wolf e Darwin.

Certamente esses 3 dias foram o grande motivo de nossa viagem a Galápagos. As ilhas são santuários de vida submarina. Posso escrever aqui mil páginas e mesmo assim não conseguiria descrever a emoção que foi mergulhar nessas ilhas, especialmente Darwin.

Antes de prosseguir, tivemos uma ótima surpresa com relação a temperatura da água, que foi bem menos fria do que pensávamos que seria. Nessas ilhas, a temperatura da água oscilava entre 24 e 25 graus celsius (enquanto em San Cristóbal, e Isabela, a temperatura média foi de 19ºC - um gelo). A roupa de neoprene de 7mm que levamos foi mais do que suficiente.

Pois bem, chegamos em Wolf por volta das 10h do 5ºdia de viagem. Acordamos às 7h para o café. Tivemos o briefing sobre a ilha. Um detalhe importante é que o pessoal do Deep Blue tem uma grande preocupação com segurança. Os briefings eram longos, justamente para nos alertar sobre questões de segurança, já que os mergulhos nessas 2 ilhas são com correntes de moderada a forte. É justamente a corrente marinha de humbolt a grande responsável por trazer nutrientes para a região, atraindo uma imensa quantidade de vida marinha.

Em Wolf, tivemos a oportunidade de mergulhar 4 vezes, 3 de dia e 1 a noite. Em Darwin, tivemos 5 mergulhos no primeiro dia e 3 no segundo.

Posso dizer que, sem sombra de dúvida, foram os melhores mergulhos de minha vida. E olhe que já mergulhamos em boa parte do Caribe e na Polinésia Francesa, além de abrolhos e Noronha. Mas, Galápagos é especial.

Em um único mergulho, vimos dezenas de tubarões martelo, muitas arraias, moreias, milhares de pequenos peixes, tubarões silke, entre outros. E, claro, o fantástico tubarão baleia. Pense numa emoção que foi nadar ao lado desses grandões. Para quem não sabe, o tubarão baleia é um tubarão que chega a 15 metros de comprimento (daí o nome "baleia"), mas se alimenta dos nutrientes trazidos pelo planctôn. Ele costuma nadar muito lentamente, contra a correnteza e com a boca aberta, para filtrar o planctôn. Como já estávamos em final de temporada dos tubarões baleia, só conseguimos vê-los em Darwin. Mas, vimos vários. Quase em todos os mergulhos víamos pelo menos 1. Teve mergulho que nadamos ao lado de 4 deles. Sempre que localizávamos um deles, era uma correria embaixo d'água. Acho que gastava metade do meu tanque de ar para chegar perto deles. Mas, valeu demais nadar coladinho com esses gigantes com bolinhas brancas.

Outro peixe fantástico são os tubarões martelo. Víamos uma quantidade imensa deles em todos os mergulhos em Wolf e Darwin. Em todos os mergulhos lá estavam vários deles a nos observar de longe (às vezes de bem perto...rsrs). O tubarão silke também dava as caras, principalmente perto do bote inflável que nos levava aos pontos de mergulho. Muito show. Quem pensa que há algum risco de ataque, não há. O ambiente lá é muito equilibrado. Tem comida de sobra para os tubarões. Em 12 anos de operações do Iate Deep Blue, não foi registrado nenhum acidente ou ataque.

É importante reforçar que o mergulho em Wolf e Darwin só é indicado para quem tem certificação Avançada, tendo em vista que o mergulho é feito em correnteza. Mas, não é nada de super difícil. Apenas alguns cuidados básicos devem ser tomados para não ser levado pela correnteza. Utilizar luvas é essencial para conseguir se segurar nas pedras sem arrancar a mão fora.

Bom, mergulhar nessas 2 ilhas foi um sonho (e continua a ser). Ir lá só aumentou a vontade de retornar um dia.

Na tarde do segundo dia em Darwin, zarpamos para Isabela. Um mergulho que prometia ser o mais gelado de todos os que faríamos em Galápagos (e foi).

 

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8º e 9º Dia - Ilha Isabela e Pedra Cousin

 

Depois de umas 15 horas navegando, chegamos, por volta das 8h da manhã, na bela ilha de Isabela, onde estavam previstos fazer 3 mergulhos.

O ponto de mergulho seria Punta Vicente Roca. Havia promessa de mergulharmos com leões marinho, peixe morcego, filhote de tubarão Bull Head, e o fantástico peixe Lua, ou Mola Mola. Pois bem, a promessa foi muito bem cumprida.

O mergulho em Isabela gerou muita expectativa aos mergulhadores, por causa da temperatura da água, que pode chegar, no fundo, aos 14ºC. Mas, segundo o guia, tivemos muita sorte. A visibilidade estava ótima, o que não é tão comum, e a temperatura da água chegou ao mínimo de 18ºC, com média de 19ºC. Confesso que mesmo com a roupa grossa que eu usava, não foi suficiente para evitar o frio, mas foi suportável, principalmente pela qualidade do mergulho.

No nosso primeiro mergulho vimos o estranho peixe morcego (o sudeste do Brasil possui muitos peixe morcego), que fica estático no fundo do mar, parecendo que está caminhando lentamente. Vimos o filhote de Bull Head Shark, que também ficava bem paradinho no fundo. Leões marinho brincavam conosco o tempo todo, pareciam cachorrinhos fazendo festa. Mas, o melhor nos aguardava para o segundo mergulho. Foi quando apareceu muitos peixes Lua, Mola Mola. São ao mesmo tempo estranhos e belos. São imensos, com uns 2 ou 3 metros de diâmetro. Realmente valeu muito vê-los.

Na superfície, a ilha Isabela é fantástica. Muito bonita. Rendeu belas fotos.

De Isabela, navegamos mais umas 15 horas para chegar na pedra Cousin, local de nossos últimos mergulhos.

Infelizmente, devido a água fria, minha garganta foi pro espaço. Desde Darwin que ela já não vinha boa, e com os mergulhos gelados de Isabela, piorou bastante, o que me impediu de mergulhar no último dia. Quem fez o mergulho falou que foi legal, mas não trouxe nada de novo em relação ao que já tínhamos visto.

Bom, de Isabela, seguimos para a ilha de Santa Cruz.

 

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10º dia - Ilha de Santa Cruz

Esta ilha foi nossa última parada antes de retornar para San Cristóbal. A programação seria desembarcar e conhecer alguns pontos turísticos de Santa Cruz. Para os que não quisessem retornar a San Cristóbal, havia a opção de já desembarcar com as malas e ficar em Puerto Ayora. Nós preferimos retornar a San Cristóbal.

O passeio pela ilha consistiu em visitar uma fazenda na parte alta da ilha, onde foi possível ver várias tartarugas gigantes de Galápagos e ir a estação científica Charles Darwin (também para ver tartarugas gigantes), que fica em Puerto Ayora, principal cidade da ilha. Os passeios foram bem interessantes. Valeu muito, inclusive porque já adiantou passeios que poderíamos fazer em nossa estadia futura em Santa Cruz.

Já na parte da noite, retornamos ao Deep Blue, onde jantamos e partimos de volta para San Cristóbal.

 

11º dia - Retorno a San Cristóbal

Quando acordamos, já estávamos ancorados em San Cristóbal. Tomamos o café da manhã e nos preparamos para desembarcar.

Nos despedimos do pessoal tristes por deixar o Deep Blue, porém felizes por ter feito um cruzeiro fantástico, onde não tivemos problemas nenhum de segurança e porque conseguimos ver tudo o que queríamos nos maravilhosos mergulhos, principalmente o tubarão baleia.

Já em terra, retornamos para o hotel Casa Blanca, para mais uma diária. Mais uma vez, fomos muito bem recebidos e nosso quarto foi liberado cedo novamente, por volta das 10h.

Na parte da tarde, resolvemos conhecer o outro lado da ilha. Paramos um táxi na rua e contratamos um tour para Punta Chino, Estação Científica de San Cristóbal e para o vulcão (custo de Usd 45,00). O passeio foi muito interessante. A primeira parada foi na estação científica, onde pudemos acompanhar as tartarugas gigantes se alimentando. Muito legal, principalmente porque o taxista guia era muito disposto para explicar e tirar fotografias nossas. Depois fomos a Punta Chino, que é uma praia com vários leões marinhos (não poderia ser diferente) e, na parte alta da praia, uma bela vista e vários Blue Footed Boobies (atobás de patas azuis).

No final do passeio, no lugar do vulcão (que estava encoberto em neblina), fomos a loberia, local onde há vários leões marinhos e iguanas marinhas. Também valeu a visita.

A noite ainda comemos uma pizza no restaurante da própria pousada e fomos passear pelas várias lojas de lembrancinhas. O legal é que mesmo a noite os leões marinhos também estão pelas calçadas e bancos que beiram o mar.

 

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12º e 13º dia - Ilha de Santa Cruz

 

A travessia entre ilhas foi de lancha rápida. A passagem custou USD 30,00 por pessoa.

O percurso durou cerca de 2 horas (feito em 7 ou 8 horas pelo Iate). É aconselhável não comer e tomar um remédio para enjoo. A lancha bate e pula muito. O ideal é ir na parte traseira, local que bate menos.

Chegando a Santa Cruz, tomamos um táxi, custo de usd 1,00, até o hotel Fiesta, onde ficamos por 2 noites. Mais uma vez, nos deixaram ingressar no quarto cedo, por volta das 10h.

Chegamos no hotel e tomamos café da manhã no restaurante do hotel, pagando cerca de usd 6,00 por pessoa (para os demais dias estava incluído).

O pessoal do hotel é super solícito e a proprietária, junto com seu filho, são ótimos. Recomendo muito este hotel. Os usd 74,00 pagos foram muito bem pagos.

Como já havíamos conhecido a estação científica e a fazenda de tartarugas, e não queríamos mais fazer passeios de lancha (estávamos cansados do bate bate), fomos aconselhados a ir para Turtle Bay, uma praia muito bonita, que se alcança a pé, por uma trilha calçada e depois andando um pedaço pela praia. A baía é uma praia muito bonita. O mar é cheio de filhotes de tubarões, inclusive o martelo (vimos um nadando bem perto da faixa de areia da praia). Não tomamos banho porque o tempo estava nublado e meio frio. A água do mar é bem fria lá, principalmente para quem é acostumado com as águas quentes do nordeste do Brasil. Uma ótima opção é alugar um caiaque e remar pelas águas calmas da baía (custo de usd 20,00 pelo caiaque duplo).

A noite fomos para o centrinho para jantar. O hotel fica a uns 400 metros da rua principal. Muito perto. No horário que fomos, quase todos os restaurantes estavam cheios, por conta do jogo entre Chile e Equador, jogo que definiu a classificação do Equador para a Copa do Brasil. Até carreata de comemoração teve na cidade. Foi divertido ver.

Jantar nos restaurantes para turista não é barato. Um prato para uma pessoa custa entre usd 10,00 e 15,00, fora os impostos (uns 12%) e taxa de serviço (10%). Mas, este dia, resolvemos comer bem.

Assim como em San Cristóbal, também há os restaurantes do pessoal local, onde a comida é barata (porém simples). No dia seguinte, almoçamos num desses restaurantes, onde por uma sopa de carne de entrada e um prato de arroz com peixe, pagamos, cada um, usd 4,00. Muito bom, se comparado aos restaurantes de turista da rua principal.

No segundo dia em Santa Cruz, resolvemos fazer um tour de barco pela baía de Santa Cruz. O passeio custou usd 30,00 por pessoa e consistiu em um passeio de barco, saindo do cais turístico de Santa Cruz e passando por uma ilha de leões marinhos, outra ilha onde se via de cima alguns tubarões nadando, e um Canion muito bonito (Cretas). Para nós, que já havíamos visto muita coisa, não teve tanta graça, mas para quem acabou de chegar em Galápagos, é bem interessante.

 

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14º dia - Santa Cruz - Guayaquil - Cidade do Panamá

 

Este foi um dia bem cansativo, pois tomamos 2 voos até a cidade do Panamá.

No dia anterior, reservamos um táxi para o aeroporto, por usd 18,00. O aeroporto não fica em Santa Cruz. Fica na ilha vizinha de Baltra. Para chegar lá são 45 minutos de carro, mais uns 15 minutos de travessia e outros 15 minutos num ônibus, já em Baltra, para chegar no aeroporto. O aconselhável é sair do hotel umas 3 horas antes do horário previsto para o voo.

Chegamos tranquilos em Baltra. Ainda arrumamos um casal de Argentinos para dividir o táxi até o ferry que faz a travessia entre ilhas.

Bom, os voos da Lan (Santa Cruz - Guayaquil) e da Copa (Guayaquil - Cidade do Panamá), foram super tranquilos.

Chegando no Panamá, tomamos um susto quando vimos nossas malas sem os cadeados de segurança. Registramos uma ocorrência na Copa. Graças a Deus, nada estava faltando. Ao que tudo indica, a polícia do Equador abriu os cadeados (são aqueles cadeados universais que podem ser abertos pelas polícias) e não os colocou de volta. Pelo menos o prejuízo foi pequeno. A Copa até se dispôs a nos reembolsar pela compra de um novo cadeado, mas acabamos não comprando antes do embarque.

Bom, contratempos a parte, desembarcamos e lá estava nos esperando o Riolando Fajardo (F: 507-65784858 - email: [email protected]) , para fazer nosso transfer até o hotel Tryp Centro Panamá. Ele nos cobrou USD 30,00. O Riolando é um brasileiro super atencioso e responsável. Uma pena que ele não pode ficar conosco nos 2 das que ficamos na cidade do Panamá. No caminho para o hotel ele nos deu algumas dicas do que fazer no dia seguinte, inclusive alguns shoppings para compras.

No dia seguinte, contratamos um taxista conveniado com o hotel para nos levar para um rápido city tour pelo Casco Antíguo (parte antiga da cidade) e depois para o shopping Multi Plaza, indicado pelo Riolando. O Casco Antíguo é muito bonito. Valeu muito voltar lá com o tempo bom. Não gosto muito de shopping, por isso não quis ir ao Albrook Mall, maior shopping de lá. Além do mais, Riolando informou que os preços das lojas melhores, como a Tommy, são similares . Acabamos rodando a tarde toda no Multiplaza. Não por mim, mas por minha esposa. O que a gente não faz pelas mulheres. Mas, pelo tempo rodado, não compramos quase nada. os preços do shopping são bons e são os mesmos do aeroporto acrescentado do imposto de 7%. Mas, alguns estabelecimentos dão desconto que acabam compensando o imposto. Para conseguir o desconto, pode-se tirar um cartão de turista que fica num quiosque (basta perguntar que o pessoal local informa).

 

15º dia - Cidade do Panamá - Brasília

Dia de voltar ao Brasil.

Nosso voo era só na parte da tarde. Acordamos então cedo e fomos fazer um rápido passeio na calçada do amador. Muito legal. A região é um complexo de lazer, com pista para cooper, marinas, restaurantes, free shopping, hoteis. Muito bonito. Vale a visita.

Já no aeroporto, fizemos checkin e embarcamos. Demos o azar de o sistema informatizado da Copa ter tido problemas. Resultado, o aeroporto estava um caos só. Todos os voos da Copa estavam atrasados. A maior confusão.

Bom, nosso voo atrasou umas 7 horas. Pelo menos ganhamos cada um usd 10,00 para fazer um lanche.

Chegamos bem em Brasília e, principalmente, muito felizes de ter conhecido o fundo do mar mais belo de nossas vidas e faunas terrestres fantásticas também. Valeu muito ter ido a Galápagos.

Dúvidas adicionais, podem escrever para [email protected].

  • Gostei! 1

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Que relato bacana Cleber. Parabéns!

 

Gostei dos atobás de patas azuis e da fragata com o peito cheio, nunca tinha visto.

 

Intééé

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Beleza Lico.. tentei passar um pouco da nossa experiência. Com certeza, voltarei um dia a este lugar tão fantástico e ainda tão preservado.

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Muito legal, os primeiros mergulhos da minha vida foram em Galápagos, lá realmente é sensacional. Você achou Wolf e Darwin muito melhor que os outros pontos?

Não quis ir para as Gordon Rocks?

 

Abs

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Sim, Wolf e Darwin, principalmente Darwin, dão de 1000 a zero nos demais pontos. Mergulhamos em vários pontos de Galápagos, mas nada se comparou a Wolf e Darwin. Só aí é possível ver Tubarões Baleia, por exemplo. Também se vê centenas de tubarões martelo no mesmo mergulho.

Mas, claro, os mergulhos nos outros pontos de Galápagos também são bons, principalmente se comparados a outros locais, como a maioria dos locais do Brasil. Mas, nada que se compare a Darwin e Wolf.

Não fomos em Gordon Rocks, mas imagino que seja similar a alguns dos outros pontos que fomos.

Pelo que você falou, é iniciante em mergulhos. Para mergulhar em Wolf e Darwin, só tendo a certificação Avançada, pois lá o mergulho é com correnteza, exigindo uma certa experiência dos mergulhadores.

Se puder, faça o curso avançado e retorne a Galápagos para mergulhar em Wolf e Darwin. Mas, vá na época dos tubarões baleia, que, se não me engano, vai de junho a outubro.

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Já sou avançado agora mas ainda só tenho uns 20 mergulhos.

De qualquer forma eu dei muita sorte em Galápagos, consegui ver bastante coisa. Gordon rocks é cheio de tubarão martelo, mas é bem perigoso.

 

Valeu pelas dicas

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Cleber

pra quem nao tem curso de mergulho vale a pena fazer os cruzeiros? eu mergulhei míseras 2 vezes, entao com certeza essa rota que voces fizeram está descartada, mas voce comentou que a superficie das ilhas mais distantes tambem sao interessantes. Será que combinaçao de snorkel + superficie vale a pena? queria muito conhecer Galapagos nos cruzeiros, mas lendo teu relato fiquei na duvida se vale a pena pra quem nao mergulha (e nao vou conseguir fazer curso antes de ir!)

Obrigada

Déia

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Deia,

O cruzeiro que fiz é exclusivamente para mergulhadores certificados, e certificação Avançada, pois os mergulhos exigem um pouco de experiência dos mergulhadores... A maioria dos cruzeiros de mergulho apenas aceitam mergulhadores com certificação avançada.

Mas, para não mergulhadores há vários cruzeiros que ficam visitando as várias ilhas da região de Galápagos. Parecem ser bem interessante. Em cada parada você pode fazer snorkel.. não posso te indicar algum cruzeiro porque não lembro... mas, vi que há vários.. pesquise pelo google que achará... vá preparada para as águas frias.

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