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  • 1 ano depois...

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Queria muito terminar o relato dessa viagem, mas a memória não me permite resgatar nenhum detalhe, e também não tenho mais o caderninho com as anotações. Então vou contar alguns fatos mais memoráveis e prometo que vou responder quem mais tiver perguntas.

 

* MACHU PICCHU *

 

Comprei o ticket uns 2 dias antes, lá em Cusco mesmo. Lembro que para o dia seguinte eles já estavam esgotados.

 

Agendei minha ida com uma van que iria pelo caminho do pesadelo: Hidrelétrica. Na boa, o caminho é maravilhoso, as paisagens são lindíssimas, mas o medo que eu passei ainda está fresco na minha memória, quase 2 anos depois. A van quebrou logo que saímos de Cusco, e o motorista nos deixou na beira da estrada, com as mochilas e tudo, e voltou pra cidade sozinho com a promessa de arrumar a van e nos resgatar logo em seguida. Acho que levou umas 2h e enfim continuamos o caminho. Quando chegamos a hidrelétrica já era bem tarde e começamos logo a caminhada pelos trilhos; escureceu no meio do caminho e ficamos com muito medo de o trem aparecer do nada e nos pegar ali. No fim, deu tudo certo.

 

Dormi num hostel baratinho e preparei uns sanduíches para o dia seguinte. Acordei bem cedo, por volta de 4h, e já comecei a caminhada. Fui até o começo da trilha e subi pela "escadinha" de pedra. Pra mim a subida foi bem pesada, levei umas 2h ou mais pra chegar ao topo. Quando cheguei já estava claro, porém estávamos literalmente no meio das nuvens. Era impossível ver qualquer coisa a mais de 2 palmos de distância, e não parava de cair uma chuvinha. De repente eu comecei a ver um pouco melhor, a chuva foi passando e a névoa começou a baixar. Quando eu consegui ver as montanhas ao meu redor e me dei conta de onde eu estava, eu comecei a chorar. Sentei no chão molhado, sozinha, e chorei mesmo. Um desses momentos que te marcam pra vida toda ::love::

 

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Andei muito lá por cima e não tive pernas pra descer caminhando, então paguei muitos dólares pelo ônibus (tabelado) e cheguei lá embaixo sem esforço nenhum. Comecei logo minha caminhada pelos trilhos de volta à Hidrelétrica; fui sozinha e num ritmo tranquilo, ouvindo o barulhinho do rio e feliz demais. Pra fechar com chave de ouro, "surfei" numa folha de bananeira quando estava descendo uma trilhazinha e torci o pé. Doeu muito muito muito. Mas eu estava sozinha no meio do mato, então respirei fundo, contei até três e fiquei em pé. E continuei andando, como se nada tivesse acontecido. Foi terrível, mas consegui. Peguei a van maldita e voltei pra Cusco.

 

* PROBLEMAS NA FRONTEIRA DE DESAGUADERO *

 

Vou fechar meu relato incompleto com um alerta: cuidado com os policiais nessa fronteira.

 

Estava num ônibus de Cusco para La Paz e atravessamos a fronteira em Desaguadero. Quando chegamos lá, todos descemos do ônibus para pegar o carimbo, normal. Quando eu estava indo pro ônibus, já saindo do lado peruano, 2 policiais me chamaram e pediram pra eu esperar em frente a um prédio. Ali tinha uma mochileira com cara de assustada. Ela começou a falar comigo em inglês para os policiais não entenderem: disse pra eu tomar cuidado com dinheiro e com o que eu dizia a eles lá dentro. Já comecei a ficar assustada, mas meu dinheiro estava na bolsinha por baixo da roupa, então pensei que não teria problemas... quando entrei na salinha, tinha 2 homens e uma mulher, os 3 da polícia peruana. Pediram pra eu esvaziar minha mochila (estava só com a pequena, o mochilão estava no ônibus). Bisbilhotaram tudo que eu tinha e encontraram minha bolsinha de remédios. A mulher começou a falar alto comigo, insinuando que eu tinha drogas, enquanto os outros 2 continuavam a vasculhar minhas coisas. E eu tentando dizer calmamente que eram remédios normais, que tinha a bula de todos eles ali. Aí eu entendi um dos caras dizendo pra ela que não tinha nada na bolsa, e ela me perguntou onde estava meu dinheiro. Eu respondi "guardado". Ela apontou pra minha cintura e pediu pra ver minha bolsinha, enquanto os outros 2 continuavam me perguntando sobre os remédios. Ela pegou minha bolsinha de dinheiro, abriu, olhou meus documentos e o dinheiro que estava lá...então do nada ela disse "ok, pode ir". Juntei as coisas de volta na mochila e saí. Corri pro ônibus e só meia hora depois, já na estrada, consegui ter calma pra contar o dinheiro: 150 reais a menos.

 

 

É isso, gente. Não se deixem assustar por essa última parte do relato, basta ser um pouco mais esperto pra isso não acontecer (por exemplo, deixar pouco dinheiro na cintura só pra disfarçar e guardar o principal em outro lugar, tipo dentro do sapato).

 

Bolívia e Peru são meus amores, nunca me canso de relembrar essa viagem. ::otemo::

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vou começar a ler teu relato e já tenho uma dúvida: nenhum ônibus de tour que tu andou tinha banheiro?? eles param em algum lugar no meio da viagem pro pessoal fazer um lanche e ir no banheiro ou a comida é servida no ônibus quando o percurso é longo? ::hein:

bjos

 

Respondendo a isso: nenhum ônibus na Bolívia tinha banheiro, e na maioria das vezes eles paravam no meio dos penhascos pra gente fazer xixi no escuro :o

Já no Peru os ônibus eram maravilhosos, todos bem aquecidos, com banheiro, confortáveis e até com serviço de bordo!!!

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