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BetaRJ

Peru e Bolívia - 29/03 A 09/04.

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Boa noite!

 

Cheguei hoje pela madrugada da minha viagem dos sonhos pelo Peru e Bolívia. Foram dias maravilhosos, inesquecíveis e que só foram possíveis com a ajuda dos colegas do Mochileiros.

 

Vou fazer o relato aos poucos, preciso conferir minhas anotações e quero ser o mais fiel possível para poder ajudar outras pessoas como tantas me ajudaram.

 

Estou à disposição para dúvidas de quem ainda vai viajar.

 

Minha viagem começou no Rio de Janeiro e inicialmente éramos apenas eu e meu marido, o Dani, mas como conto no relato, conhecemos o Eduardo, de São Paulo, que nos acompanhou nessa aventura.

 

Beijos!!!!!

 

29/03/09

Saímos do Rio por volta das 05:45 e fizemos a conexão para Lima em Guarulhos. O vôo saiu as 8:25 e as 12h já estávamos em Lima.

No avião conhecemos um paulista que estava descontente com o roteiro e a duração da viagem do grupo com o qual estava e o convidamos para seguir viagem conosco a partir de Ica, já que ele precisava negociar o adiamento de sua volta para o Brasil e por isso ficaria um dia em Lima.

Assim que chegamos trocamos alguns dólares, câmbio de us$1=3,10.

No aeroporto de Lima contratamos um táxi a 55 soles e nos dirigimos à rodoviária para pegarmos o ônibus das 13:16 para Ica. Como o taxista nos ajudou com as bagagens até a entrada no ônibus e negociou nossas passagens (Peru Tours – 30 soles por pessoa), pagamos os 60 soles inicialmente pedidos por ele. Foi o táxi mais caro de toda a viagem, mas estávamos chegando no país e não tínhamos muita noção de valores.

O trajeto de Lima até Ica é muito bonito e acaba nos distraindo durante a viagem de 4:30.

Chegamos na rodoviária de Ica por volta das 17h e pedimos ao taxista, que nos cobrou 5 soles para nos levar até o Casa de Arena II, em Huacachina, que nos levasse à garagem da empresa Cial, que faz o trajeto até Arequipa, já que pretendíamos viajar no dia seguinte à noite.

A passagem Ica-Arequipa custou 65 soles por pessoa em um excelente ônibus de 2 andares, semi-cama, que saiu de Ica as 21h e chegou em Arequipa as 8h. O vendedor da empresa de ônibus inicialmente informou o valor de 65 soles por pessoa ao meu marido, mas ele foi me chamar no táxi para que eu fosse comprar as passagens, já que estava mais informada quanto aos valores, e quando eu fui pagar o mesmo vendedor me cobrou 85 soles por pessoa. Foi a primeira tentativa de “roubo” que sofremos no Peru. Eu respondi secamente que se ele queria vender as duas passagens já emitidas ele deveria ser honesto e manter o valor informado inicialmente, paguei apenas os 65 soles por pessoa e ele enrolou tanto para entregar as passagens que chegamos em Huacachina por volta das 19:20.

O hostal Casa de Arena II, conforme indicação de pessoas daqui do Mochileiros, é realmente muito bom, atendimento prestativo, quarto limpo e água quente; excelente restaurante e bons preços,os quartos são muito simples e os únicos contras, que não chegam a atrapalhar a estadia, são a falta de toalhas e de café-da-manhã e o movimento e a música altos, que duram até o fim da madrugada. Pagamos 50 soles em quarto matrimonial com banheiro privado.

Contratamos no próprio hostal o passeio para Ballestas y Paracas para 6:30 da manhã seguinte, a 65 soles por pessoa com transporte em van nova com ar condicionado (faz muito calor nessa região).

Aproveitamos o resto da noite para dar uma volta no oásis e pesquisar os preços dos restaurantes. Acabamos optando por jantar no restaurante do nosso hostal, comemos uma pizza divina (foi a melhor de toda a viagem) e fomos conhecer as dependências do casa de Arena II, que é muito charmoso.

A noite foi de tanto calor que eu dormi só de top e deixamos as janelas abertas, embora elas sejam de frente para a rua. Caprichamos bastante no repelente para dormir, os mosquitos em Huacachina são gigantes.

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30/03/09

As 6:35 a van passou no hostal para nos buscar para o passeio a Ballestas y Paracas. O dia amanheceu perfeito e ainda no hostal eu já conseguia sentir a emoção de estar rumo a um dos pontos principais da minha viagem.

Chegando no cais em Paracas é necessário pagar 1 sol para entrar na plataforma dos barcos. O artesanato nesse ponto tem preço muito similar ao praticado nos mercados de artesanato de Cuzco, e é mais baixo que nos mercados de artesanato de Lima, portanto, se gostar de algo na feirinha de Paracas é só negociar o preço e comprar sem medo. Algumas coisas que vi em Paracas não encontrei mais em outros lugares.

Assim que chegamos no cais eu vi muitos pelicanos, um senhor fica alimentando-os para tirarmos fotos em troca de um dinheirinho. Já fiquei feliz de cara, eu AMO pelicanos e até então só os tinha visto no Chile, em Viña del Mar, e não tão de perto. Me chateei com ele e nem quis posar para fotos ao lado dos bichinhos, pois esse senhor escolhe o pelicano que está mais próximo da gente e bate nos outros para que se afastem, não me contive e briguei com ele.

 

Amei cada segundo do passeio, cada centavo gasto valeu à pena. Fiquei extremamente emocionada ao entrarmos em Ballestas, cada cantinho percorrido tem uma mágica incomparável.

A emoção que sentí foi reforçada pela reação de uma criança autista, que estava com o pai no banco ao lado do nosso. Essa criança chorou ao entrar no barco, estava com medo e não queria ficar ali, e quando chegamos em Ballestas a emoção dela foi tal que para que ela parasse de gritar e de bater palmas o pai teve que abraçá-la. Só de lembrar desse momento eu me emociono novamente.

Havia tantos filhotinhos de leões-marinhos, tantas aves e pinguins que eu não sabia para onde olhar, eu não conseguia parar de tirar fotos, e não consegui conter as lágrimas durante todo o passeio.

Os leões-marinhos que estavam nas pedras tomando sol eram tão fofos e o barco chegava tão perto deles, mas tão perto que parecia que ia bater nas pedras, que eu tive que me conter para não apertar o nariz de um, rsrsrs.

Quando o barco entrou no berçário dos leões-marinhos eu fiquei maluca! O barulho ensurdecedor, o cheiro muito forte e a quantidade absurda de bichinhos e bichões é incrível. Cada onda que invadia a praia levava dezenas de filhotes rolando para dentro d'água, coisa fofa que eles são!

 

O passeio terminou as 11h, e devido a um protesto que interditou a estrada para Paracas o motorista da nossa van resolveu ir pelo meio do deserto, apesar dos protestos do motorista da outra van que nos seguia. Protestaram mas seguiram a nossa van, quando vimos havia uma fila de carros e vans nos seguindo. No final deu tudo certo e foi mais uma emoção pro passeio.

Almoçamos no único restaurante que fica realmente às margens da lagoa em Huacachina. O Dani comeu ceviche misto (15 soles) e bebeu pisco (15 soles). Eu pedí uma porção de batatas fritas, pois ainda estávamos no início da viagem e não queria correr o risco de sofrer um envenenamento como aconteceu em uma viagem ao Chile e ir parar em um hospital, estragando tudo. Pizza e papas fritas foram minhas fiéis companheiras nessa viagem.

O ceviche, eu apenas provei, estava maravilhoso, e o pisco além de caro, é ruim demais, eca!

No próprio restaurante um rapaz nos ofereceu aluguel de prancha de sandboard por período ilimitado com instrutor, 15 soles por pessoa. Inicialmente eu tive receio, eu sou uma pessoa que se machuca à toa, sou estabanada e tenho os joelhos muito ruins, prato cheio para algo dar errado, mas resolví confiar na diversão, e foi a melhor coisa que eu fiz. Com 15 minutos com o instrutor já o liberamos e aproveitamos a tarde toda de brincadeira nas dunas, as 18:30 entregamos as pranchas e fomos nos arrumar para pegarmos o ônibus para Arequipa.

Curioso que por onde passávamos as pessoas perguntavam: sandboard?

Eu pensava: como eles sabem?

Pois então, quando cheguei no hostal tive a resposta. Fiquei todo o tempo de óculos e entregamos as pranchas já escurecendo, tirei os óculos e ganhei um segundo par de sobrancelhas de areia preta, além de várias manchas pretas no rosto, rsrs. Fui fantasiada de palhaça até o hostal!

Quando chegamos no hostal recebemos um recado de que nosso “amigo do avião”, o Eduardo, queria saber se íamos mesmo para Puno, e que ele telefonaria novamente. Não é que ele confiou, largou tudo e foi atrás de nós para seguir viagem conosco? Ele já estava em Ica quando nos telefonou, explicamos onde ele deveria comprar a passagem e marcamos na garagem da Cial. A passagem dele já saiu por 105 soles, 40 a mais que a nossa, portanto, além de pechinchar, compre com antecedência.

Contra da Cial – a comida é muito ruim, eu não conseguí nem provar. No jantar serviram arroz embolado e duro com uma carne picada que o Daní só reconheceu como frango porque achou um ossinho e uma cartilagem. O Eduardo jurava que tinha comido carne de boi. Na dúvida eu nem quis ver, rs. O café da manhã é ruim também, serviram pão velho com uma fatia de mortadela que eu também não comi, fiquei só com o pão. Portanto, não dá pra confiar nas refeições do ônibus, leve lanche.

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31/03/09

Como a visita à Isla del Sol não tinha espaço no roteiro e não abríamos mão de conhecê-la, resolvemos cortar Arequipa e partir logo para Puno. Chegamos na rodoviária de Arequipa, compramos as passagens para Puno, 20 soles por pessoa, e fomos correndo, literalmente, com as malas nas costas e a passagem na mão para conseguir embarcar. Perguntamos ao motorista quanto tempo levaria até Puno, ele disse que seria entre 4 e 5h no máximo. Fiquei tranquila, chegaríamos em Puno por volta das 13h, faríamos o passeio para Uros e seguiríamos para Copacabana, onde dormiríamos, para no dia seguinte cedo fazermos o passeio na Ilha do Sol. Grande engano...

Tivemos que dormir em Puno e o passeio de dia inteiro na Isla del Sol se transformaria em uma passeio de meio dia conhecendo somente o sul da ilha.

Quando disserem que um trajeto durará tantas horas, some pelo menos 1h ao máximo que derem. Nossa viagem a Puno durou 6:30, contratamos o passeio às ilhas dos Uros ainda na rodoviária, 20 soles por pessoa, e já aceitamos a indicação do hotel da mesma pessoa da agência, Hotel Don Tito, 20 soles por pessoa em quarto triplo e banheiro privado, sem café da manhã. Recomendo: limpo, água forte e quente e boas camas.

Embora os planos fossem de dormir em Copacabana chegamos em Puno 15h e o último passeio para Uros saía as 15:45. Pegamos um táxi (3soles) e fomos deixar as malas no hotel, trocar dólares e comer algo. Tudo corrido demais, pois as 15:30 uma van nos pegaria no hotel.

O passeio às ilhas dos Uros é muito bonito, foi nosso primeiro contato com o Titicaca, cujo lado peruano é muito sujo por sinal, mas decepcionou a mim e ao Dani o cunho comercial do passeio. A cultura fica em terceiro plano... Já na ilha um nativo foi muito simpático e nos convidou para conhecer a casa dele. Mal entramos na casa e ele já queria que comprássemos os tapetes que a mãe dele faz a preços absurdos, o mais simples custava 80 soles, sendo que os mesmos tapetes em Cuzco custavam 40 soles e em La Paz 60 bolivianos. São 27 dólares comprando com esse nativo contra 13 dólares em Cuzco e menos de 10 dólares em La Paz. Durante todo o passeio esse nativo ficou nos perseguindo com a frase: amigos, tem que comprar, vamos negociar. Muito chato, rs!

Tiramos muitas fotos e fomos dar o passeio no barco de totora, foram mais 5 soles por pessoa.

No barco uma pequenina vestida a caráter veio sentar no meu colo, começou a me dar beijo e a brincar com meus cabelos, dizendo que eram lindos, de algodão (pois são cacheados e lá não há cabelos com cachos). Achei a menina uma fofa, até que ela levantou do meu colo e me estendeu o chapéu pedindo dinheiro. Alguém me perguntou se eu queria comprar carinho? Como podem ensinar isso para uma criança tão pequena?

Não compramos nada em Uros, tudo lá tem preços exorbitantes. O barquinho de totora pequeno que estavam vendendo a 20 soles na ilha eu encontrei a 5 soles em La Paz.

Mas recomendo muito o passeio, os guias eram ótimos, o lugar é sensacional e a magia do lago com o pôr do sol, o clima e a felicidade de estar lá são imperdíveis.

Sofremos a segunda "tentativa de roubo" da viagem: o senhor que nos vendeu o pacote para Uros e nos levou ao Hotel Don Tito ofereceu também as passagens para Copacabana por 12,50 soles por pessoa, como eu já tinha visto que as passagens custavam 15 soles, resolvemos fechar com ele. Já no hotel eu perguntei novamente o valor das passagens e ele confirmou, 12,50 por pessoa. Tínhamos pouquíssimo tempo para deixar as mochilas e seguir para Uros e por isso deixei o Dani acertando com ele o pagamento do passeio, da estadia e das passagens, e fui até o quarto, mas cometí o erro de não fazer a soma com o Dani e falar para ele o preço de cada ítem em separado. Pronto, o senhor, cujo nome não lembro, cobrou 20 soles por cada passagem para Copacabana. Quando encontrei o Dani, já indo para Uros, e fomos detalhar os pagamentos feitos vimos o que tinha acontecido, o Dani voltou ao hotel, mesmo com protestos do motorista da van e, já por telefone, pois ele sumiu, falou com esse senhor que exigia a devolução do dinheiro, pois não iríamos mais a Copacabana através da agência dele. O Dani já estava se preparando para dar uns tapas quando chegasse ao hotel, mas não foi preciso, nosso valor estava certinho na recepção.

Fomos dar uma volta pelo entorno do hotel, que fica muito bem localizado, um policial fica fazendo ronda todo o tempo na rua do hotel e o movimento é bom até alta madrugada.

Jantamos em um restaurante muito charmoso, não me recordo o nome, pizza novamente, e fomos descansar.

O hotel fecha cedo, mas nada que uns socos na porta de ferro, já que a campainha foi tocada 3 vezes sem êxito, não resolva.

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01/04/09

Saímos as 7h do hotel em direção à rodoviária, onde ainda iríamos comprar as passagens para Copacabana.

Fomos a Copacabana pela empresa Panamericana, em bom ônibus turístico (só turistas mesmo), que saiu as 8:30 de Puno e custou 15 soles por pessoa. Pegamos os 3 últimos lugares do ônibus, portanto, procure comprar as passagens com antecedência para não ficar de fora.

Tudo certo, passagem pela fronteira sem problemas, câmbio de 6 bolivianos por 1 dólar (muito ruim, em Copacabana conseguimos 6,9 bolivianos por dólar e em La Paz 7,1 bolivianos por dólar).

Compramos o passeio para a Ilha do Sol, 20 soles por pessoa, e o ônibus para La Paz, 15 soles por pessoa, com uma pessoa dentro do ônibus da Panamericana mesmo, com isso ficamos mais tranquilos, pois se o passeio à ilha atrasasse eles teriam que nos esperar com o ônibus.

Almoçamos um menu turístico a 15 bolivianos em um restaurante cujo nome também não lembro, nem sei se tinha nome, e não gostamos da comida. Na rua principal, de onde partem ônibus e vans para La Paz, e que vai descendo em direção ao cais, tem um restaurante grande, que fica quase na esquina, à direita de quem desce a rua (ele tem entrada por duas ruas e as mesas em um jardim). Recomendo esse restaurante, excelentes preços, limpo, bonito e a pizza é ótima (só comi pizza).

As 13:30 iniciamos o passeio a Isla del Sol, e no barco contratamos o guia, Andreas, um excelente guia, nativo da ilha, por 20 bolivianos por pessoa.

O barco que leva à ilha é muuuito lento, levamos 1:30 para chegar. Ao entrar na ilha cada pessoa deve pagar 5 bolivianos.

Uma surpresa muito desagradável: o banheiro, que custa 2 bolivianos por pessoa, é imundo, a água fica em um balde fora da cabine e se quiser jogá-la no vaso ou lavar as mãos você tem que dar seu jeito. Além disso o banheiro é misto e tem as portas baixas, foi o pior banheiro de toda a viagem, com certeza!

A ilha é lindíssima, mas sentimos demais a altitude, e como o passeio é um tanto corrido, só 1:40h para conhecer a parte sul da ilha, eu sofrí um bocado, o ar não entrava de jeito nenhum.

Com apenas alguns minutos na ilha a minha câmera quebrou, o zoom saiu e não quis mais entrar. Fiquei arrasada. Será que foi por isso que conhecemos o Eduardo no avião? Será que ele estava destinado a nos acompanhar para podermos tirar fotos? rsrsrs

A volta para Copacabana foi uma delícia, ficamos na parte de cima do barco e pudemos acompanhar o início do pôr do sol.

Incrível como a água do Titicaca no lado boliviano é limpa, é totalmente cristalina, podemos ver as algas no fundo.

Tivemos pouco menos de 30 min para arrumar algo para comer (compramos uma pizza no bom restaurante que citei no início deste relato) e seguimos viagem em direção a La Paz.

O maior frio que senti em toda a viagem foi durante a travessia do lago, em que o ônibus segue na balsa e os passageiros vão em um barco, estava gelado, o Dani me deu o casaco dele e eu ainda morri de frio.

Atenção para o valor do barco na travessia, 1,50 bolivianos. Dois israelenses não sabiam do valor e deixaram o dinheiro no ônibus, pagamos as passagens deles.

Chegando na rodoviária em La Paz pegamos um táxi a 10 bolivianos para irmos até o hotel Torino, mas o hotel, como a maioria dos demais, estava lotado e só tinha disponibilidade de camas em quartos coletivos. Começava aí a nossa saga...

Foram 2:30 de caminhada procurando um hotel (começou as 22:20 e terminou 00:55), meu nariz sangrando e o cansaço desesperador da altitude e das mochilas pesadíssimas, já estávamos entrando até nos hotéis de 40 dólares por pessoa, quando resolvemos pegar um táxi e voltar a um dos primeiros hotéis caros que tínhamos visto e ainda tinha quartos vagos. O motorista do táxi parou em frente ao hotel Sagarnaga e perguntou se já tínhamos tentado ele. Ótimo, foi lá que ficamos. Bom hotel, com elevador, quarto limpo, água quente e forte, inclusive na pia, 50 bolivianos por pessoa em quarto triplo com banho privado, além de excelente localização.

No final, ficamos felizes de não termos encontrado vagas no Torino...

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02/04/09

Compramos o passeio para Tiwanaku assim que a agência do hotel abriu, Diana Tours, recomendadíssima!

O pacote com almoço incluído custou 25 dólares por pessoa.

Mal conseguimos tomar café da manhã, pois o guia já estava no saguão do hotel nos esperando.

Depois de quase 2 horas na van chegamos a Tiwanaku. Eu amei tudo, ainda há muito o que ser escavado e a impressão é a de que eles estão precisando de dinheiro, por isso permitem as visitações, pois passeamos sobre um terreno onde, com certeza, ainda há muito a ser descoberto.

Acredito ser fundamental conhecer Tiwanaku, onde tudo começou, para poder aproveitar bem as ruínas incas.

O passeio pede alguma resistência física: altitude, frio e longa caminhada somados exigem bastante do organismo.

No almoço pedimos sopa de quinua, truta e salada de frutas. Uma delícia! Se ficasse somente na sopa já bastaria, além de gostosa é muito nutritiva e encarar a truta, apesar de ter sido melhor da viagem, foi um esforço extra.

O artesanato em Tiwanaku é o mais barato de toda a viagem, pode comprar sem medo pois preços menores não existem, mesmo nas banquinhas em La Paz. Negociar com os artesãos é fácil, eles chegam a preços muito baixos e as peças são lindas.

Na volta para La Paz o guia parou duas vezes na estrada para fotos, uma vez dos montes nevados e outra da vista de La Paz a partir da cidade de El Alto.

O passeio dura o dia todo, começa as 8:30 e termina as 16h.

Usamos o resto do dia para compras, as roupas de frio em La Paz são baratíssimas. Pode-se comprar casacos de couro por 30 dólares.

Chegamos no hotel às 21h, com a Diana Tours fechando, e conseguimos os dois últimos lugares para o passeio Valle de la Luna e Chacaltaya no dia seguinte, 90 bolivianos por pessoa com as entradas incluídas.

Jantamos em um restaurante chamado El Lobo (é escondidinho, a escada de subida para ele fica em uma portinha ao lado do Hard Rock) que é muito bom, embora o serviço deixe a desejar. Em La Paz tudo fecha cedo, as 22 h já não há mais restaurantes abertos, só encontramos esse. Por 57 bolivianos comemos uma pizza imensa, a maior que eu já vi, embora no menu esteja classificada como pizza grande. Maravilhosa a pizza e o ambiente também, jovens do mundo todo viram a madrugada lá.

A volta para o hotel foi cruel para mim, frio e falta de ar, mas estamos sofrendo quase nada com a altitude, somente o comum: tonteira ao levantar, cansaço e falta de ar.

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Pô BetaRJ !! Seu relato ta muitooooo show !!

Queria até pegar algumas informações contigo, pois pretendo (agora mais do antes) fazer esse mesmo roteiro (PERU / BOLIVIA) se pudesse me ajudar, agradeceria bastante !! abraço. e parabens pela viagem ! ::otemo::

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03/04/09

Saímos do hotel as 8:30 rumo ao Valle de la Luna. Encontramos um casal de brasileiros na van, finalmente encontramos brasileiros!

Eu achei o vale da lua totalmente dispensável. O dia estava frio demais, o cansaço maior do que o dia anterior e a guia nos mandou andar aleatóriamente. Andamos até o fim da trilha e sentamos para esperar a guia e o resto do pessoal, a guia era uma chata, falava rimando, decorado, e sempre dividia as sílabas da última palavra da frase, demorando séculos para falar qualquer coisa.

Do vale da lua até o Chacaltaya demora demais, umas 2 horas. A subida até o abrigo da montanha é maravilhosa, na estrada só cabe mesmo a van, em diversos momentos é como se fossemos rolar abismo abaixo, a van parece só estar com duas rodas na estrada, de tão estreita. É muito lindo, o visual é incrível, há muitas lagoas coloridas e as montanhas nevadas nos acompanham todo o tempo. Confesso que em vários momentos tive pânico do conjunto van-estrada, a guia fez duas paradas para tirarmos fotos e eu tive mesmo vontade de subir andando ao invés de ir na van equilibrista.

Friiiiio, veeento e falta de neve no Chacaltaya, o ser humano está destruindo mesmo o planeta, a mais alta estação de esqui do mundo hoje só tem pedras. Quando estive em Santiago do Chile no ano passado também pude constatar a falta de neve, os chilenos com os quais conversamos se mostraram preocupados com as mudanças climáticas e disseram que em alguns anos só veremos neve no sul do Chile. Triste, muito triste...

Subimos a montanha, uma parada para descanso a cada 5 passos, falta de ar desesperadora, o vento frio pedindo pra que a gente desistisse, mas nosso objetivo estava ali, pertinho, e conseguimos atingi-lo. Quando cheguei no topo eu sentei e fiquei alguns minutos não acreditando em tudo que eu estava vendo. Não tive forças para andar, o Dani encontrou um pouco de neve e fizemos um boneco em miniatura para não dizer que a paisagem era só de pedras.

A descida não foi tão mais fácil, as paradas foram menores, mas já perto do pé da montanha eu tive que ficar uns 10 minutos esperando o enjôo e a tontura passarem, o caminho de volta dançava aos meus olhos e eu não conseguia levantar os pés.

Fomos direto para a van esperar o restante do grupo, o esforço já tinha sido demasiado para nós.

De volta a La Paz fomos à rodoviária comprar as passagens para Cuzco na manhã seguinte. Compramos na Nuevo Continente, saída de La Paz 8:30 e chegada em Cuzco 19:30, 13 dolares por pessoa.

Sofremos a terceira “tentativa de roubo” da viagem: eu e o Dani pagamos nossas passagens em dólar, trocadinho, e conferimos cada uma das notas que demos no guichê, pois sabemos da dificuldade em usar notas antigas ou com qualquer mínima deterioração (inclusive tinhamos algumas notas mais antigas e separamos para pagar a taxa de saída do Peru, no aeroporto) . Passagens pagas e emitidas, eu fui telefonar para minha mãe e na saída do locutório vem a vendedora da Nuevo Continente com um bolo de notas velhas nas mãos, dentre elas uma toda rasgada e faltando um pedaço em cima, dizendo que não poderia aceitar nosso pagamento devido ao estado das notas. O Dani continuou firme e disse que aquelas notas não eram as nossas, que nós conferimos cada nota antes de fazer o pagamento e, além do mais, da mesma forma que eles só aceitam reclamações na hora ele não aceitaria qualquer reclamação dela depois de tanto tempo do pagamento ter sido feito. Ela foi muito cara de pau, mas não teve êxito com a gente.

Em tempo: fizemos o câmbio de reais para dólares em uma casa de câmbio reconhecida aqui no Rio, levamos todo o nosso dinheiro em notas de 5, 10 e 20 dólares, novas e perfeitas.

Jantamos com o casal de brasileiros que conhecemos no passeio ao Chacaltaya no El Lobo, novamente, e mais uma vez pedimos a pizza grande. Apesar da fome não conseguimos comê-la toda e o Eduardo, que foi gastar o resto do dinheiro que sobrou e não foi jantar com a gente, se deu bem, ganhou 2 pedações de pizza, rsrs.

Muito frio na volta para o hotel, segundo o rapaz da recepção estava 4 graus, com sensação de menos 1!

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Pessoal, os meus relatos não estão nem metade do que eu gostaria, mas falta tempo para que eu me dedique mais a escrever o que foi a viagem, me preocupei mais com as dicas que podem ajudar os futuros viajantes.

 

Fico muito feliz que estejam gostando.

 

João Paulo Cabral, eu estou indicando nos relatos todas as dicas que tenho para passar, os hotéis nos quais me hospedei e os valores, nomes de empresas de ônibus e horários de saídas, tempo de duração das viagens, preços... Acredito que ler os relatos e pegar essas dicas te ajude. Boa sorte!!!

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