Use o menu Tags para buscar informações sobre destinos! - Clique aqui e confira outras mudanças!

Ir para conteúdo
CAROLINA BONFIM

Dicas: O que fazer em Buenos Aires

Posts Recomendados

[info]Tópico para compartilhar dicas sobre Buenos Aires

 

Participe!

Deixe aqui aquela dica de passeio que você adorou, aquele boliche nota 10 que conheceu, daquele restaurante bom e barato ou daquele outro que serve um prato especial que você adorou. Vale também a dica daquela noitada inesquecível que você foi em Buenos Aires.

 

Regras do Tópico

Neste tópico não serão aceitas perguntas, apenas dicas sobre Buenos Aires. Perguntas devem ser postadas nos Tópicos de Perguntas e Respostas. Todas as perguntas postadas aqui serão deletadas pelo editor deste fórum.[/info]

 


 

Uma dica imperdível para que estiver em buenos aires:

 

ir a show da banda ORQUESTA TIPICA FERNANDEZ FIERRO

 

http://www.fernandezfierro.com

 

 

 

 

DEPENDENDO DA ÉPOCA DO ANO, TÊM SHOWS TODAS ÀS QUARTAS-FEIRAS EM UM GALPÃO ANTIGO.

 

MAIS INFOS NO SITE

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Iniciando...

 

1- Não deixe de provar o melhor sorvete do mundo, o de dulce de leche da Freddo!! É sensacional!!!

 

2- Não deixe de provar diversas marcas de alfajor. O da Havanna é delicioso e é obrigatório trazer algumas caixas de lá (só não vale exagerar, conheço muita gente que perdeu caixas de alfajor para os carabineros do aeroporto), mas é essencial provar os que vendem naqueles quiosques 24h, ou melhor, 25h! São, às vezes, menos da metade do preço da Havanna. Entre esses, gostei muito do Jorgelín. Fuja dos uruguaios...

 

3- Não dê idéia pros fanfarrões no centro da cidade que querem te empurrar de qualquer jeito pra um bordel. Se disser um "No, gracias", já é o suficiente pra puxarem assunto contigo. Faça um não com a cabeça e vire a cara!

 

4- Conheça a cidade a pé - é a melhor maneira! Andei tudo a pé por lá, só não fui a La Boca a pé e não recomendo ir. Peligroso...

 

5- Tá com fome? Come um sanduíche de miga!! Tem vários vendendo por lá, os 25h são uma opção... Ah, tem ainda as deliciosas empanadas!! Essas não podem faltar, assim como as medialunas servidas no café da manhã... Ah, e uma gaseosa de Pomelo pra acompanhar o lanche ou almoço e um té con leche no café!

 

6- DULCE DE LECHE!!! Não há doce melhor na Argentina. Coma no café, lanche, janta - coma sempre! É muito bom!! Aproveite e traga um pote (e deixa outro lá em casa)!

 

7- Faça um piquenique no Parque 3 de Febrero com seu par... vai ser tradicional e romântico! Depois emenda no Jardín Japonés...

 

8- TANGO!! Não pode faltar, mesmo que seja na rua!!

 

Tem muita coisa, mas já dá pro começo!!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

1 - Freddo ! Realmente é muito bom ! - 2 votos

2 - Realmente o Havanna é muito gostoso, como desde "mucho niño", hoje não precisamos mais ir a BsAs para prová-los !! - 2 votos

3 - Compre CD's, DVD's na Musimondo, é bem barato !!

4 - Compre roupas de marca: adidas, timberland, nike, puma

5 - Compre equipamentos de trekking/camping: doite, tnf, ansilta, columbia

6 - Vá ao Cafe Tortoni

7 - Compre uma camisa da seleção argentina pra sacanear na copa do mundo

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Concordo com tudo o que foi falado acima... Apenas, um adendo: Freddo é bom, mas eu sempre achei o Volta, na Avenida del Libertador, MUITO melhor. Minha opinião! ::otemo::

 

Agora, imperdível (e que pouca gente faz) é o Zoo de Lujan. Quer voltar com história pra contar? Então, amigo, essa é a boa!

 

Uma imagem vale mais do que mil palavras... Então, segue o vídeo que fiz por lá: http://www.youtube.com/watch?v=plJ2AoWkYtc

 

"Imagine um lugar em que você toca os animais em suas jaulas?". Foi com essa frase que me convidaram para a aventura do dia seguinte, ainda no hostel em que eu estava. E, cá entre nós, em 16 dias eu fiz de tudo em Buenos Aires (aula de tango, caminhadas culturais, cassinos, restaurantes, boates) e nada se comparou a entrar numa jaula com uns 8 leões e sair inteiro de lá. Sério mesmo!

 

Chegar no local não é a coisa mais fácil, mas também não é a mais difícil do mundo. Há o mapa aqui: http://www.zoolujan.com/mapa.php ; e há dicas aqui: http://descubrabuenosaires.blogspot.com/2008/03/zoo-de-lujn-recoleta-e-o-tango.html .

 

Caso tenha se interessado, no que eu puder ser útil, faça contato. Pra mim, essa dica sim é IMPERDÍVEL!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

CityTour Bus - pegue esse ônibus que vale a pena! Sai da Estação Catredal, na Rua (Calle) Florida. Não tem erro. Ele para nos principais pontos turisticos da cidade (Plaza de Mayo, La Boca, Puerto Madero, Palermo, Recoleta, etc.) e sai a cada 30 min. Você pode usar o passe o dia inteiro, parar em cada ponto, passear e depois esperar o próximo bus passar para ir para outro lugar. Os preços variam, mas para mayores para um dia custou $25 pesos, e dois dias $35. E você pode escolher a narração em espanhol, inglês, francês ou em português falado num sotaque meio gringo!

www.buenosairesbus.com

 

Cemiterio da Recoleta - meio macabro!! mas interessante!! É possível fazer uma visita guiada para conhecer os túmulos de personalidades, como Eva Peron, e etc. Além dos diversos gatinhos que ficam circulando pelo cimeitério... só não esqueça de fazer suas preces em respeito aos falecidos e de jogar o sal nas costas depois de sair!!! uuuuuu.....

 

ChoriPan em Palermo - proximo aos parques no bairro de Palermo, tem várias barraquinhas que vendem sanduba de Choriço, o "Choripan"!! se você for em algum parque ou no Planetário, não vai resistir ao cheiro de churranquinho na chapa (tipo aquelas barraquinhas que vendem sanduba de pernil na saída dos estádios de futebol aqui em Sampa....) Uma delícia!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Imperdível mesmo são os Tangos... impossível ir a Buenos Aires e não assistir um belo Tango!

Nós preferimos os mais tradicionais. Fomos assistir o El Viejo Almacén e foi simplesmente divino!!!

 

Um jantar fantástico e imperdível é no "Te mataré Ramirez" , no Palermo Soho. Além de uma gastronomia exótica - do menu ao nome dos pratos - os shows são ótimos, muito divertidos, diferente de tudo ao que estamos acostumados.

Entre no site: www.tematareramirez.com e confira mais detalhes e a agenda.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Sou amante de Salsa e recomendo FORTEMENTE o Azucar de Buenos Aires.

 

Fui sozinha e não fiquei sentada nenhum minuto!

Os caras da "panelinha que bate cartão" lá dançam super bem, não tem pegação que nem os bares de dança aqui no Brasil, nem ficam dançando olhando pra sua cara que nem uns patetas, te desconcentrando.

Ou seja!

Eles vão lá pra dançar MESMO.

 

Só não adianta reclamar da galera suando... Lá o ar condicionado é forte, mas se vc não quiser suar, é melhor ir fazer Yoga! ::lol4::

Azucar - sexta e sábado apenas - após 0h

Ritmos: Salsa, Merengue, Reggaeton, Zouk, Tcha-tcha-tcha e outros ritmos caribenhos.

Avenida Corrientes 3330, entre Agüero e Gallo

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

sei que pode parecer uma dica inútil, mas para quem mora numa metrópole (São Paulo) como eu...acho que o que valeu pra mim pode valer para outras pessoas...em São Paulo voce tem que 'bater perna' pra tudo, em Buenos Aires fiz a mesma coisa!! Adorei aquelas bancas espalhadas pelas grandes avenidas da capital argentina, tinha revistas, souvenirs, doces, alfajor :P...e fora que andando você entra no clima da cidade, das pessoas ao seu redor, às vezes pode se meter num protesto contra os Kirchner, acha lojas com roupas e sapatos com preços em conta, descobre bons restaurantes (e péssimos também)....bem, fica a minha dica:

 

CAMINHAR...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crista! Eu concordo! Caminhar SEMPRE!

Odeio usar o metrô porque não dá pra ver nada!

Beijoca

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Algumas cositas que não foram citadas ainda:

 

- A Bombonera (estádio do Boca) é um passeio bem interessante, mesmo se não gostar de futebol, com visitas ao museu, campo e vestiários. Como o Caminito costuma ser parada obrigatória (bacaninha, mas nada de mais), dá pra dar uma esticadinha fácil até lá. Se quiser ver um jogo, não procure ingressos atrás dos gols, onde ficam os barrabravas.

 

- Para passear à pé, o bairro de Santelmo é bem interessante. Bairro boêmio da cidade, um pouco caidaço, mas com muitas construções históricas. Saindo da Casa Rosada é logo ali. Aos domingos tem a Feira de Antiguidades, mas não conheci. Dá pra andar de lá até La Boca, uma boa esticada, mas dá pra encarar. Disseram lá em cima que é peligroso. Até é, mas não mais que o centro de São Paulo, por exemplo.

 

- Falaram do parque de Palermo (3 de febrero) e do Jardim Japonês. Só pra amarrar: ficam no mesmo lugar e são bons passeios.

 

- Delta do Tigre: passeio de barco pelo Rio Tigre quando se encontra com o Rio da Prata, lugar com inúmeras mansões de final de semana. Tem um trem que vai pra lá, mas me falaram que se for de carro, a viagem é mais bonita. Não diria que é um passeio imperdível, mas é legal. Perde-se metade de um dia, no total.

 

- Comer uma parrillada é imperdível. Pode ser bife de chorizo, de lomo ou vacío, tanto faz, normalmente cortes altos e não adianta querer bem passado, isso não existe.Se for nesses shows de Tango (programa turistaço, mas tem que fazer) dá pra matar duas coisas de uma vez.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Boato antigo e que até hj não consegui confirmar......foi dito que a alguns anos atrás, os donos originais da sorveteria Freddo a teriam vendido a um grupo.

 

Depois disso, eles teriam aberto outra rede que seria a sorveteria Persicco.

 

Sendo assim, concordo que o sorvete da Freddo seja ótimo, mas o da Persicco não deixa nada a desejar.

 

Provem os dois. A redes por toda Buenos Aires.

 

Vou coloca dois endereços aqui

 

 

Persicco

 

Salguero, 2591 – Palermo

 

www.persicco.com

 

 

Freddo

Av. Del Libertador, 5200

 

www.freddo.com.ar

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Uma dica para quem tiver com tempo em BsAs é ir na Huemul e buscar as mochilas que eles devem pro PauloMotta, Rmcolpani e para mim, a mais de mês pagas e não entregues! ::carai::

Ah, sim, reembolsamos despesa de taxi e munição ::lol4::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Uma dica para quem tiver com tempo em BsAs é ir na Huemul e buscar as mochilas que eles devem pro PauloMotta, Rmcolpani e para mim, a mais de mês pagas e não entregues! ::carai::

Ah, sim, reembolsamos despesa de taxi e munição ::lol4::

 

 

Hahah, to aqui pra reforçar a dica e dizer que ela ainda está valendo. ::toma::

Se aparecer algum voluntario... ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Pessoal,

 

Uma dica, para quem for assistir algum jogo no Bambonera, tente fechar com algum taxista para te buscar no final do jogo. Quando fui em Setembro de 2007, na saída do jogo, mais ou menos 19:00, simplesmente não havia táxi na rua. Andei um bom tempo sem rumo para encontrar um táxi e quase fui assaltado no meio do caminho. Minha sorte foi que um dono de uma padaria nos alertou no momento que percebeu que eu seria assaltado. Como ele já estava fechando a padaria, pediu que eu esperasse e fosse embora com ele, que não teria problema. Foi meio assustador andar nas ruas do La Boca de noite. Depois soube que em dias de jogos, os taxis evitam passar por aquela região.

 

No mais, é curtir o espetáculo que eles fazem durante o jogo. Para os fanáticos de futebol como eu, é uma experiência inesquecível.

 

Abraços

 

Alex Santos

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Uma dica para quem tiver com tempo em BsAs é ir na Huemul e buscar as mochilas que eles devem pro PauloMotta, Rmcolpani e para mim, a mais de mês pagas e não entregues! ::carai::

Ah, sim, reembolsamos despesa de taxi e munição ::lol4::

 

 

Hahah, to aqui pra reforçar a dica e dizer que ela ainda está valendo. ::toma::

Se aparecer algum voluntario... ::otemo::

 

 

::lol4::::lol4::::lol4:: Isso é sério? Como assim? gente....

 

Lendo o relato do Alex aqui, me lembrei que na virada aconteceu algo semelhante comigo.

Eu tava numa praça, sei lá onde, que tava rolando uma rave, mas eu tinha que pegar o avião às 7h e já eram 4h. Aí tive que ir embora andando, sozinha, sem nem saber pra que lado era o norte. hahaha.... Nisso, um moleque de uns 12 anos veio com um canivete me pedir dinheiro. E eu até tinha, mas eu tava tão "alcolizada" que não entendi nada que o menino falou e fingi que ele não tinha nada na mão. Só faltou eu dar um abraço de Feliz Ano Novo nele. Ele ficou me olhando sem entender nada e foi embora.

Então, outra dica é: se vc vir que será assaltado, se finge de bêbado alienado que pode ser que dê certo. ::lol4::::lol4::::lol4::

Senão: CORRE! Pq eu não me responsabilizo por essa informação, não! ::hahaha::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Só um detalhe...

 

O Zoo Lujan, não abre mais as jaulas para ninguém!

 

Vc pode ainda interagir com alguns animais como patos, marrecos, ovelhas, cavalos, lhamas, etc que ficam soltos pelo zoo.

Mas leões, tigres e até fiquei sabendo que antigamente podia nadar com os lobos marinhos, hj não é mais possível.

 

Ainda é interessante ir, tem o passeio de Elefante e Dromedário que rendem fotos unicas.

Fora que ainda deixam vc dar leite para filhotes de leões.

 

Não sei se infelizmente ou felizmente, já que tinham vários boatos que eles deixavam os animais sedados.

 

mas está dado o recado ^^

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Não deixe de conhecer as sorveterias de Palermo Soho

As pizzas de lá além de serem baratas são maravilhosas, mas não exagere nos recheios como roquefort pois eles capricham tanto que fica até difícil de comer!

Pra quem quer comprar o mlehor endereço é o Once- um bairro que quase não é visitado por turistas, fica meio afastado mas dá pra ir de metrô tranquilamente! Lá é tudo muito barato, mas barato mesmo!

Outra atração legal é o Terra Santa- um parque temático que retrata Jerusalém- sem religião! é bem curioso!

O museu nacional de belas artes é um passeio obrigatório!

E pra ver show de tango procurem o museu deo tango! è barato e vale á pena

vcs vão amar buenos aires!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

- Puerto madeiro (parte gastronimica é fantastica)

- Cassino flutuante

- Caminito, estadio do boca

- Recoleta (nao deixe de tomar um sorvete da fredo sorveteria)

- Palermo (jardim Botanico)

- Calle Florida com suas centenas de lojas e a Galeria Pacifico

- Feira de Santelmo (nos domingos, fantástico, com antiguidades)

E para mim o lugar mais especial que fui doi o Senor Tango. Vá com calma, aproveite o jantar a francesa com um bom vinho e aprecie o espetáculo maravilhoso. Por alguns segundos (bem poucos viu?) fiquei com vontade de ser argentino... rs....

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Mais uma dica para os amantes de futebol:

 

Existe também a visita ao estádio Monumental de Nuñez (River Plate). É próximo ao Aeroparque.

O estádio é bem maior que o do Boca (Bambonera), mas está muito mal conservado (pelo menos estava em 2008, qdo fui).

A visita é guiada e ouve-se algumas histórias interessantes sobre o River. Ela passa pelas dependências do clube, sala de honra, camarote presidencial, sala de imprensa, sala de troféus, arquibancada e campo. Acontece de terça a sexta (menos em dias de jogos e eventos) em dois horários: 14:00h e 16:30h.

 

E quem quiser comprar a camisa do River (personalizada, se vc quiser): a lojinha do clube, na entrada do estádio, é bem legal e tem preços bem interessantes (mais baratos que os da Florida).

 

Endereço: Av. Figueroa Alcorta 7597, Bs. As

 

Aqui vai o site com as informações da visita:

http://www.cariverplate.com.ar/tpl.php?cat=es&url=visita.php

 

Abraços,

Daniel

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dica de rango BBB (bom, bonito e barato):

 

1- Um boteco meio pé sujo com uma empanada deliciosa!!!! A tia lá ainda bota no forno pra dar uma esquentadinha!

Esse boteco fica na rua Piedras, entre a Av. de Mayo e a Hipólito Yrigoyen. É perto dos albergues Milhouse e Portal del Sur.

 

2- Não muito longe dalí tem uma lanchonete com um cachorro quente (super pancho) campeão! Vc compra o super pancho e pode botar várias paradas nele (temperos, maioneses, etc.). Muito bom! (É tipo um podrão daqui do Brasil)

Fica na esquina da Cerrito com Rivadávia ou Av. de Mayo (desculpem não saber com exatidão o lugar, mas chegando ali perto, num tem erro. É só perguntar "Donde hay un Super Pancho cerca de acá?".

 

Qdo vc volta da noitada, na madruga, ou a qquer hora do dia. Esses dois são 24h!

 

Abraços,

Daniel

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora


  • Conteúdo Similar

    • Por trotatorres
      Tópico para troca de informações sobre El Chaltén 
      PARAÍSO DO MONTANHISMO E DO TREKKING...EL CHALTÉN
      Vai encarar uma travessia nos gelos continentais?
      Escalar o mítico Fitz Roy?
      Ou irá caminhar alguns dias pelas trilhas? O seu lugar é aqui!
    • Por Dan Wollker
      Vou fazer um mochilão outubro .. 
      Recife a buenos aires (via jorge AEP) dia 05.10
       
      Voltando para Recife de Montevideo) 14.10
      Passagens compradas 
      Porém estou com uma dúvida; sei q vai muito de estilo.... porém notei que palermo é um bairro que " praticamente não dorme" mas pessoas nas ruas e fica bem perto do meu aeroporto, tem as estações de trem é pouco perto da Retiro Terminal de Ómnibus (buenos a montevideo)
      ministro, palermo e plaza entre os hostel cogitado e assim posso ir e voltar de trem!
      tem os bares, cafés etc ..
       
      confere ? 
    • Por carlos.alberto1
      Olá a todos, vou relatndando aqui alguns detalhes dessa trip durante a viagem mas quando chegar vou colocar um relato mais detalhado.
       
      Se alguém tiver alguma dúvida sobre esses trechos que passei, dúvidas sobre essas estradas para montar algum roteiro ou quiser trocar uma ideia pode entrar em contato no e-mail [email protected]
       
      1° dia: saímos de Goiânia as 8 horas da manhã e chegamos em Rondonopolis no MT as 17 horas. Em geral as estradas muito boas, depois de Minérios apenas pista simples além de muitos caminhões pesados. Na cidade tivemos dificuldade para achar um hotel na rodovia mas no centro havia muitas opções. Apesar de um dia cansativo, no final da tarde tivemos uma boa surpresa com o mirante da chapada.

    • Por ferpaisrael
      Fala mochileiros, como vão?? 
      Então galera, vim aqui para mostrar pra vocês como foi nossa primeira aventura como mochileiros... caronas, perrengues e tudo mais.
      Enquanto planejávamos nosso mochilão, buscamos relatos acerca de viajar de carona, como dicas e dificuldades, porém não encontramos muita coisa aqui no site. Então esse post é direcionado principalmente a pessoas que tem o interesse ou curiosidade de viajar de carona, por isso não vou focar muito nos lugares que conhecemos, mas sim no nosso dia-a-dia pedindo carona e como foi essa aventura. Os lugares que conhecemos tem bastante coisa aqui no site e o TripAdvisor salva todo mundo.
      Quando começamos a planejar o mochilão buscamos três principais coisas: a distância que iriamos percorrer diariamente, o lugar que passaríamos a noite e o custo envolvido. Nossos planos eram de certa forma ousados, pelo fato de nenhum dos dois já ter saído do país, nenhum dos dois saber falar espanhol e mesmo assim já nos jogamos em um mochilão de 5.000 quilômetros assim pedindo carona... nunca fui chamado de louco tantas vezes rsrsrs
      No final do post vou fazer um tópico com dicas valiosas na hora de pegar a estrada e pedir carona.
      Tempo esperado de viagem: 30 dias (leia e descubra o porque da nossa volta antecipada)
      Dinheiro: R$2.000 por pessoa
      Principais cidades percorridas: Lages, Porto Alegre, Cabo Polônio, Punta del Este, Montevidéu, Colônia del Sacramento, Buenos Aires, Rosário, Córdoba, Ciudad del Este e Foz do Iguaçu.
      Nosso roteiro:
      Urubici - Lages
      Lages - Pelotas
      Pelotas - Fortaleza Santa Teresa
      Fortaleza Santa Teresa - Cabo Polonio
      Cabo Polonio - Punta del Este
      Punta del Este - Montevidéu
      Montevidéu - Buenos Aires
      Buenos Aires - Rosário
      Rosário - Cordoba
      Cordoba - Foz do Iguaçu
      Foz do Iguaçu - Ciudad del Este
      Ciudad del Este - Urubici
      19/12/2017 – Lages
      Saímos de Urubici rumo a Lages de carona com um amigo no final da tarde, nossa intenção era ir para Porto Alegre no ônibus das 23:30 para viajar a noite e ganhar tempo para pedir carona no outro dia, porém chegamos na rodoviária e já demos de cara com o primeiro perrengue, NÃO TINHA MAIS VAGA NO ÔNIBUS. Esse ônibus era indispensável, pois faríamos cerca de 500km e nosso roteiro estava com tempo programado. Acabamos passando a noite na casa de um amigo que mora em Lages e conseguimos uma carona pelo Blablacar para Caxias do Sul no outro dia as 7:00h.
      20/12/2017 – Pelotas
      Caxias não estava no nosso trajeto, porém era a única carona para o Rio Grande do Sul naquele dia, nos obrigamos a ir assim mesmo. Pegamos nossa carona até Caxias do Sul logo cedo, dormimos praticamente a viagem toda, pois em Lages na noite anterior nós saímos para beber e fomos dormir tarde. O cara nos deixou próximo a um shopping que era na rota para Porto Alegre, sacamos dinheiro e fomos para a estrada pedir carona. Caminhamos um pouco até um lugar onde havia um pequeno acostamento e começamos a pedir carona.
      1ª CARONA – 4 minutos depois
      Empresário super gente boa de Caxias do Sul que também já viajou de carona viu que nós estávamos em um lugar muito ruim e resolveu nos dar uma carona até um trecho mais para frente, até saiu da sua rota original para nos deixar em um ligar bom. Ficamos em um trevo próximo a cidade de Carlos Barbosa e começamos novamente a pedir carona. O tempo ameaçava chover.
      2ª CARONA – 9 minutos depois
      Viajamos com um mineiro muito calmo e sangue bom que trabalhava com detonação de rochas, nos deu várias dicas sobre Porto Alegre, também saiu da sua rota para nos deixar em um lugar seguro, pois disse que o lugar onde a gente queria ficar era muito perigoso. Nos levou para Gravataí até um ponto de ônibus. Pegamos um ônibus metropolitano e paramos no centro de Porto Alegre. Uma das dicas desse mineiro era não passar a noite dentro da região metropolitana de Porto Alegre, pois a criminalidade na região está muito alta. Com isso acabamos decidindo pegar um ônibus até Pelotas, que era um trecho bom e o custo não era muito alto (cerca de R$60,00 por pessoa). Entramos no ônibus as 18h e ainda não tínhamos lugar para ficar em Pelotas, então começamos a mandar mensagens no couchsurfing e a segunda pessoa já nos aceitou. Arrumamos uma mãe pela estrada, Dona Marli, mulher super gente fina que nos acolheu com muito carinho. Fizemos uma janta e ficamos jogando conversa fora até tarde. Fomos dormir.
      21/12/2017 – Fortaleza Santa Teresa
      Acordamos bem cedo e já fomos para a estrada começar a pedir carona. Ficamos em um posto cerca de 15 minutos pedindo carona, mas sem sucesso. Logo em frente havia uma rótula onde o fluxo de carros era bem maior, resolvemos ir para lá.
      3º CARONA – 17 minutos depois (15 no posto + 2 na rótula)
      Carona com um representante da Petrobrás que passava por essa estrada quase todos os dias. Demos sorte, pois havia 2 pessoas um pouco a frente também pedindo carona. Ele nos deixou em um trevo próximo a cidade de Rio Grande, caminhamos até a saída que ia em direção ao Chuí, paramos em uma sombra e já começamos a pedir carona.
      4ª CARONA – 12 minutos depois
      Viajamos com um senhor gaúcho que transportava fertilizante e ia até uma parte do trecho onde queríamos chegar. O caminhão andava a 60 km/h, foi uma viagem que exigiu paciência, mas não tem problema, o que importa é progredir no roteiro. Ficamos em um posto de beira de estrada no meio do nada, devia estar uns 35 graus, fomos para a BR pedir carona. Ficamos um tempo pedindo carona, porém demorava uma eternidade para passar algum carro ou caminhão, então voltamos ao posto e tentamos outra forma de carona, abordando pessoalmente as pessoas que paravam ali.
      5ª CARONA – 35 minutos depois
      Era um caminhoneiro de Blumenau que tinha família em Ibirama (cidade onde estudamos), mundo pequeno esse em! Conversamos a viagem toda e ele nos deixou em um posto policial desativado em Santa Vitória do Palmar, ficamos ali por um tempo mas não conseguimos nada. Caminhamos uns 800 metros até um trevo mais para a frente e voltamos a pedir carona.
      6ª CARONA – 10 minutos depois
      Carona com um homem que estava indo ao Chuy comprar peça para seu carro que estava quebrado em Santa Vitória. O carro que ele estava usando para ir buscar a peça era um gol 89 caindo aos pedaços que ele havia conseguido emprestado. Dessa vez deu medo, mas nossa meta era chegar no Chuy, então não temos escolha. Chegamos na fronteira do Brasil com o Uruguai, primeira meta atingida. Mandamos um sinal de vida para a família e já começamos a pedir carona novamente. Ficamos um tempo na divisa pedindo carona, porém não tivemos sucesso. Um casal que passava por ali disse que seria mais fácil conseguir se nós estivéssemos para frente da Aduana, local onde é feita a imigração. Então caminhamos cerca de 1km até lá (o sol estava insuportável), fizemos nossos papéis e fomos em direção a saída da Aduana.
      7ª CARONA – zero minutos depois
      Nem precisamos pedir e um Uruguaio parou em nosso lado oferecendo carona. Perguntamos até aonde ele iria, e por sorte ele estava indo para a Fortaleza Santa Teresa, mesmo local onde também iríamos acampar. Essa até então foi a carona de ouro. Chegamos na fortaleza e fomos arrumar um lugar para armar a barraca. Após estarmos com o acampamento montado saímos para conhecer o lugar, caminhamos até a praia e ficamos lá por um bom tempo jogando conversa fora. Voltamos ao acampamento, organizamos tudo e fomos procurar um lugar para comer e beber algo. Já era noite e não fazíamos ideia de onde tinha algum bar por lá, até que encontramos duas argentinas que foram muito queridas e nos levaram até o bar (que por sinal era bastante longe). Chegamos lá e comemos uma pizza de tamanho médio, cerca de R$25,00 e tomamos uma Heineken 1L por R$21,00. Preparem-se, Uruguai é um país extremamente caro para brasileiros. Voltamos ao acampamento e fomos dormir.
      22/12/2017 – Cabo Polônio
      Acordamos não muito cedo nesse dia, arrumamos nossas coisas com bastante calma e depois fomos para a praça dos mochileiros tirar algumas fotos. Feito isso, caminhamos até a saída da fortaleza (essa caminhada foi tensa, muito longa) e quando chegamos até o asfalto para pedir carona demos de cara com aquelas duas argentinas que nos ajudaram a achar o bar na noite anterior pedindo carona também, ferrou, concorrência. Ficamos um pouco a frente delas onde tinha um ponto de ônibus (sombra, amém) porém não tivemos sucesso por um bom tempo, assim como elas. Deu um tempinho e elas conseguiram carona, então agora era a nossa vez. Fomos para onde elas estavam e continuamos pedindo, mas o dia não tava sendo muito bom pra nós. Ficamos mais um tempo ali e resolvemos caminhar para mudar de lugar. Nós estávamos no meio do nada, não sabíamos o que tinha a frente, mas novos ares trazem novas oportunidades. Enquanto caminhávamos em direção ao nada, uma camionete com 3 mulheres que tinham ido até o Chuy fazer compras pararam.
      8ª CARONA – 2 horas e meia depois
      As mulheres estavam indo até um acampamento 10 km para frente de onde estávamos e nos deixaram novamente na beira do asfalto. Faltavam 3 km para chegar até Punta del Diablo, resolvemos caminhar essa distância, pois carona nesse trecho estava quase impossível. Com certeza foi a caminhada mais desgastante e longa que fizemos em toda a viagem, mas fomos guerreiros e chegamos até o trevo de acesso a Punta del Diablo. Paramos em uma venda, compramos água e algumas frutas e descansamos um pouco, lá tinha wifi. Nosso destino do dia seria Valizas, onde iríamos acampar e fazer um bate – volta até Cabo Polônio. Na estrada principal para Valizas já havia dois rapazes pedindo carona também (concorrência novamente). Nossa ideia era esperar eles conseguirem e depois ir para o lugar deles, porém também não estavam conseguindo e resolvemos ficar em uma das estradas que davam acesso ao trevo. Pedimos carona cerca de uma hora até o primeiro carro parar, ficamos extremamente felizes, mas ao perguntar para onde iriam, responderam que estavam indo para o Chuy, detalhe, nossas coisas já estavam todas no carro. Mas tudo bem, voltamos ao lugar de origem. Estava arrumando as coisas que havia tirado da mochila para poder entrar no outro carro enquanto minha amiga pedia carona.
      9ª CARONA – 1 hora e meia depois
      Dois uruguaios malucos (Sebas e Russo) que iam para Cabo Polônio nos deram carona, fomos tão apertados no carro que mal dava para se mexer, pois eles carregavam muitas coisas também. Ao conversar com eles durante o caminho, nos recomendaram ficar em Cabo Polônio, que era muito melhor que Valizas. Conseguiram uma casa para ficarmos por 300 pesos (cerca de R$38,00) pois em Cabo Polônio não pode acampar. Aceitamos a dica e resolvemos ir para lá então. Os dois eram donos de um bar em Cabo Polônio e passavam todos os verões lá, conheciam todo mundo. Cabo Polônio é uma reserva ambiental e o único acesso ao vilarejo é com caminhão 4x4, pagamos cerca R$14,00 para chegar até la. Nossos planos eram ficar apenas um dia e no outro seguir para Punta del Este, porém nos apaixonamos pelo lugar e acabamos ficando 4 dias. Tivemos que cancelar nosso hostel em Punta e pagamos 30 dólares por isso. Prejuízo, mas tudo bem.
      PS: Não recomendo Cabo Polônio para pessoas que são contra a cultura da maconha, pois o lugar é bastante hippie e todos fumam.
      26/12/2018 – Punta del Este
      Para irmos a Punta del Este acordamos muito cedo para pegarmos o primeiro 4x4 de volta para a Puerta del Polônio, mas dessa vez decidimos ir de ônibus para Punta del Este pelo fato de termos apenas 1 dia para conhecer Punta, e se dependêssemos de carona talvez a gente chegasse muito tarde na cidade e nem pudesse conhecer os principais lugares pelo menos. Pegamos um ônibus até San Carlos e outro até Punta del Este, custou no máximo R$50,00 (não lembro exatamente). Reservamos o hostel no caminho para Punta, escolhemos o Hostel del Barcito, mas não recomendo muito, os banheiros não eram muito limpos e o café da manhã é super fraco. Turistamos o dia todo e a noite fomos para uma balada, e o detalhe, fomos de carona na caçamba de uma saveiro para essa festa rsrsrs a noite foi doida.
      27/12/2018 – Montevidéu
      Acordamos não muito cedo, tomamos um café bem tranquilos e saímos para trocar dinheiro já com todas as mochilas. Depois de feito o que tinha para fazer, fomos até um ponto de ônibus para pegar um para fora da cidade. Conseguimos um que nos deixou numa distância bem boa e que saiu barata, uns R$10,00. Mais uma vez estávamos em um trevo no meio do nada pedindo carona, e o sol infernal nos acompanhando novamente. Paramos em um ponto de ônibus para aproveitar a sombra enquanto pedimos carona. Mas não tivemos sucesso nesse lugar, então resolvemos caminhar até um viaduto que unia mais duas estradas, cerca de 600m para frente de onde estávamos. Algum tempo depois passou um carro com 3 rapazes olhando muito para nós e pararam o carro, porém pararam muito longe, e por se tratar de um trevo, pensamos que poderiam ter parado para entrar em uma das vias. NÃO ERA, estavam esperando a gente, porém como não nos mexemos eles arrancaram e seguiram viagem. DROGA, perdemos nossa carona. Mas não tem problema, continuamos na batalha.
      10ª CARONA – mais de uma hora depois
      Um senhor que amava o Brasil nos deu carona, o cara era meio maluco, mas salvou nossas vidas. Nos mostrou todos os seus filhos, todos os amigos do Brasil (me fez até conversar com um deles), até o cachorro que ele ia comprar para usar de cão de guarda em sua oficina ele mostrou, e o mais engraçado, fazia tudo isso dirigindo e mexendo no celular. Loucura. Esse senhor nos deixou bem na entrada de Montevidéu, pegamos apenas um ônibus e chegamos em nosso hostel. Isso já era final do dia. Estávamos exaustos, arrumamos nossas coisas no hostel, tomamos banho e saímos para dar apenas uma caminhada pelo bairro. Fomos dormir.
      28/12/2017 – Montevidéu
      Caminhamos por todo o centro antigo de Motevidéu, pela rambla (um tipo de beira-mar, mas para quem conhece cidades tipo Florianópolis ou Balneário Camboriu não vai se surpreender) e depois fomos ao Mercado Agrícola. A cidade é bonita, mas não me encantou como as outras. Aqui no site tem bastante coisa falando sobre, e no TripAdvisor também, então não comentarei a respeito dos pontos turísticos aqui.
      29/12/2017 – Buenos Aires
      Preparem-se, esse dia vai ser longo rsrsrs
      Acordamos cedo para tomar café no hostel e logo já fomos pegar o ônibus para fora da cidade. Dessa vez pegamos um até um pouco mais longe, Vila Maria se não me engano. Como sempre, ficamos no meio do nada. Encontramos uma venda, pedimos para usar o banheiro e se nos davam um pedaço de papelão para escrever nosso próximo destino: Colônia del Sacramento. Nossa ideia inicial era chegar o quanto antes em Colônia para podermos visitar a cidade e a noite pegar o barco para Buenos Aires. Porém nossos planos não deram muito certo, acabamos demorando um pouco para conseguir a primeira carona. Era com certeza o dia mais calor que já havíamos enfrentado, então caminhamos um pouco pela estada até encontrar uma sombra. Revezamos um pouco, cada um ficava um tempo pedindo carona enquanto o outro ficava na sombra. Em um momento eu tive que ir “ao banheiro” e deixei minha amiga sozinha pedindo carona, foi nesse espaço de tempo que um caminhão resolveu parar para dar carona, quando eu vi isso saí correndo do meio do mato em direção ao caminhão, e adivinhem?!?! O caminhão arrancou ao me ver. De duas, uma: ou ficou com medo de ser um assalto, ou interessava ao caminhoneiro apenas a presença feminina em seu caminhão. Mas tudo bem, continuamos na luta. Em um momento eu resolvi ir para sombra com minha amiga e ficar um pouco ali, nisso aponta um caminhão e eu falo, “nem vou pedir carona para mais um caminhoneiro, esses pelo tipo não são carona aqui”, porém minha amiga insistiu que eu fosse para estrada e levantasse a plaquinha.
      11ª CARONA – inúmeros minutos depois
      Graças a Deus eu ouvi minha amiga e fui para a estrada, um caminhoneiro muito querido resolveu nos ajudar. Carregava madeira para uma fábrica de papel. Falamos para ele que estava difícil conseguir carona e ele nos explicou que as empresas proíbem os motoristas de dar carona, pelo fato de que se houver algum acidente, não poderíamos estar dentro do caminhão, e quem responderia por isso era o próprio caminhoneiro. O mesmo nos deixou em um trevo a uns 70 km de Colônia del Secramento. Fomos caminhando alguns metros em direção ao ponto de ônibus e minha amiga resolveu levantar a plaquinha enquanto caminhávamos.
      12ª CARONA- 1 minuto depois
      Era um senhor, com um carro japonês super compacto que ia para Colônia e resolveu nos dar uma carona. Muito simpático, porém não conversava muito. Ele nos deixou exatamente na frente do local onde é feita a compra das passagens do barco para Buenos Aires, muito bom. Era umas 16:30h quando chegamos lá, minha amiga não estava bem, provavelmente todo aquele sol a deixou fraca. Então por isso acabamos não saindo para conhecer Colônia e compramos a passagem para Buenos Aires o quanto antes. Fizemos a travessia com a empresa Colônia Express, custou R$90,00, muito mais barato e rápido que as outras empresas que fazem a travessia com a Buquebus e a Seacat. Durou cerca de 1h e 15min e chagamos no final do dia em Buenos Aires. Tínhamos um lugar para dormir fora de Buenos Aires e só teríamos que pegar um ônibus para chegar la. Porém nos demos conta de uma coisa muito importante que complicou bastante nossa vida: não tínhamos NEM UM PESO ARGENTINO na carteira, e como já era tarde não havia nenhuma casa de câmbio aberta. Fomos em um mercado para ver se trocavam dinheiro, porém não nos ajudaram. Nosso principal problema era que em Buenos Aires os ônibus funcionam com o cartão SUBE, e não aceitam dinheiro de forma alguma. Tentamos falar com outras pessoas para eles pagarem para a gente, porém como não tínhamos pesos argentinos para pagar dar de volta, ninguém aceitou. Entramos em um ônibus rápido meio que para tentar andar um pouco sem pagar, porém, o motorista nos mandou descer cerca de 3 quadras para frente. Havia uma casa lotérica próximo de onde descemos e resolvemos ir lá tentar trocar dinheiro. O cara que trabalhava lá era MUITO, mas quando eu digo MUITO, é porque ele era MUITO gente boa rsrsrs vocês vão entender o porquê. Explicamos nossa situação para ele, que não tínhamos nem cartão SUBE nem pesos argentinos, e que precisávamos trocar dinheiro. Ele nos explicou que na lotérica não fazem câmbio, porém como nossa vida dependia disso, ele nos ajudou e trocou 20 reais. Deu 125 pesos. Porém ainda não tínhamos o cartão para andar de ônibus, então o cara da lotérica deixou um cliente lá esperando e nos acompanhou até o lugar onde vendiam o carão SUBE, mas...... NÃO TINHAM O CARTÃO, apenas para a outra semana. FUDEU. Mas a cordialidade do cara não parou por aí, ele nos deu seu cartão, isso mesmo, NOS DEU seu cartão para que pudéssemos andar por lá e ainda recarregou ele para nós. O cartão dele custava 50 pesos e ainda pode ser usado mesmo sem créditos, ou seja, caso acabasse nosso limite, poderíamos usar mais 25 pesos no “crédito”.  Com certeza esse cara foi um anjo. Vamos lá, parte do nosso problema foi resolvido. Ao nos informarmos qual ônibus pegar, descobrimos que onde iríamos ficar era bastante perigoso e longe, muito longe. Levamos quase 1 hora de ônibus para chegar lá, já era quase 22h. Ao descer do ônibus e pegar o celular para procurar a casa, um homem nos aborda rapidamente perguntando se precisávamos de ajudar para nos localizar, porque onde estávamos era muito perigoso, então ele colocou o endereço no seu celular e nos levou exatamente até aonde iríamos ficar. Outro anjo, pois estávamos indo para o lado errado e não tínhamos internet. Chegamos na casa na menina, comprei uma coca bem gelada, conversamos um pouco e fomos dormir.
      30/12/2017 – Buenos Aires
      Acordamos e fomos para a rua procurar um ônibus que nos levasse até o bairro Palermo, onde tínhamos nosso hostel reservado. Perguntamos a algumas pessoas e finalmente achamos um que ia para onde queríamos. Havia um casal la esperando outro ônibus e conversamos bastante, até que o ônibus deles chegou e a mulher embarcou, o homem não. Ele veio e continuou nos acompanhando no ponto porque disse que o lugar era muito perigoso (mais um) e ficou conversando com a gente até nosso ônibus chegar. Nossa estadia em Buenos Aires apesar de curta, já nos mostrava a cordialidade da população. Chegamos ao centro, procuramos onde trocar dinheiro, porém não tínhamos mais reais para trocar e tivemos que achar um banco que aceitasse a bandeira no nosso cartão. Sacamos 2.500 pesos e pagamos 191 de taxa (cerca de R$30,00) e a cotação no banco foi de 4,7 pesos por real, ou seja, NOS FERRAMOS nesse câmbio. Fomos ao hostel, arrumamos tudo e saímos tomar uma cerveja. Nesse dia teria a noche de los tragos no hostel, quando voltamos do rolê fomos para onde tava rolando as bebidas. A noite foi longa, ficamos bebendo e conversando com o pessoal do hostel até 6 da manhã. Eram pessoas da Inglaterra, Argentina, Estados Unidos e Brasil, valeu a pena.
      Ficamos até dia 02/01/2018 em Buenos Aires, mas como falei anteriormente, não vou focar no que fizemos nas cidades, mas sim nas caronas.
      02/01/2018 – Rosário
      Nosso mochilão só tinha um roteiro até Buenos Aires, dali para frente, decidiríamos para onde ir a partir do dinheiro que nos restou e das dicas que pediríamos as pessoas. Tínhamos duas opões: Chile ou Salta, no norte da Argentina, acabamos decidindo ir para Salta, porque para o Chile a distância seria um pouco maior e ao conversar com alguns viajantes, nos falaram que está tudo MUITO caro lá, então tiramos do nosso caminho. Acordamos cedo um Buenos Aires e saímos em direção a rodoviária. Caminhamos um bom trecho até chegar lá e descobrimos que os horários dos ônibus para fora da cidade iam demorar muito e atrasaria demais a gente. Então caminhamos mais um pouco até achar um ponto de ônibus que nos levaria até outra estação que teria ônibus em outros horários. Porém ao chegarmos la, descobrimos que tinha um metro que nos levaria até um ótimo lugar, bastante afastado da cidade, rodamos 60km por R$5,00, muito bom. Chegamos de trem até Zárate e de lá pegamos um ônibus circular até a estrada, paramos em um pedágio. Lá começamos a pedir carona em direção a Rosário.
      13ª CARONA – 5 minutos depois
      Caminhoneiro gente boa, tomamos vários mates com ele durante a viagem e conversamos bastante. Ele nos deixou a uns 80 km de Rosário em um trevo, caminhamos uns 800m até a estrada principal e começamos a pedir carona novamente. Não estava muito fácil, os carros passavam em alta velocidade por onde estávamos, o que acabou complicando bastante, mas fé que dá certo.
      14ª CARONA – não sei quanto tempo depois, mas demorou
      Era um homem que viajava a trabalho pela região e estava indo para Rosário, deu boa. Nos deixou no centro, próximo a casa do couchsufing onde iríamos passar dois dias. Caminhamos até a casa do nosso couch, arrumamos tudo e saímos para jantar e tomar um chope a note. Fomos dormir.
      Passamos mais um dia em Rosário, cidade muito agradável, muitos parques e famílias fazendo piquenique por todos os lados. Vale a visita.
      04/01/2018 – Córdoba
      Aqui começa um dia bastante difícil. Acordamos cedo e fomos para o centro em busca de um ônibus para a saída da cidade, mas acabamos pegando um tipo de táxi intermunicipal por um preço bom e nos deixou 60km de rosário. Ficamos em um posto, comemos algo, usamos o wifi e voltamos a estrada para pedir carona. Coloquei uma música no celular porque sabia que seria um dia difícil e esperamos.
      15ª CARONA – muitos minutos depois
      Era um senhor em uma carreta caindo aos pedaços e carregava fertilizante. O caminhão não importa, queremos mesmo é rodar. Porém talvez não tenha sido uma boa escolha. Levamos 4 horas para percorrer cerca de 200km, foi uma carona tensa. E para piorar, ao estarmos chegando no local onde o caminhoneiro nos deixaria, comecei a procurar meu celular e adivinhem: NÃO ACHEI. Eu tinha usado ele dentro do caminhão, então tinha que estar ali, porém eu e o caminhoneiro reviramos o caminhão de ponta cabeça, mas não achamos. Coisa sinistra. Tudo bem, bola pra frente e sem celular. Entramos no posto, tomamos uma água e voltamos para a estrada.
      16ª CARONA – 5 minutos depois
      O caminhoneiro iria até próximo a Córdoba e nos deu uma carona. Ele carregava uma colheitadeira monstruosa e também andava bastante devagar. Durante o trecho, o homem recebeu uma ligação: era seu patrão dizendo que vendeu a máquina. FERROU, ele teve que nos deixar no meio do caminho pois teria que fazer outra rota. Ficamos em uma cidade no meio do nada, de 8 mil habitantes, parecia uma cidade deserta. O calor era infernal, não tinha nenhum vento e não tínhamos água. Fomos até a rodoviária, esperamos uma hora e pegamos um ônibus para Córdoba, carona ali seria impossível. Chegamos em Córdoba e não tínhamos onde ficar, sabíamos que isso ia acontecer e já estávamos preparados para passar a noite na rodoviária. Foi uma noite longa e cansativa. Eu dormir 30 min, minha amiga não dormiu.
      05/01/2018 – Córdoba
      Saímos cedo da rodoviária e fomos para o hostel que tínhamos reservado para aquele dia. Caminhamos muito, muito mesmo. Chegamos no hostel umas 9 horas, porém o check-in era apenas as 12:30, pedimos para entrar e ficamos no sofá, dormi em 5 minutos que cheguei a roncar rsrsrs até que minha amiga me acorda falando que tínhamos um problema, ela havia se confundido nas datas e fez a reserva para a noite do dia 04, aquela que passamos na rodoviária. Ela não gostou do hostel que estávamos, então conversamos com o dono e o mesmo não nos cobrou nada por ter feito essa reserva errada. UFA!  Como ela não tinha gostado, acabamos encontrando outro no booking e fomos caminhando, longe pra [email protected]#$&%. Chegamos lá, tomamos banho, dormimos um pouco e saímos caminhar pela cidade. Voltamos ao hostel, comemos e fomos dormir. Estávamos destruídos.
      06/01/2018 – Córdoba
      O dia começou com minha amiga perguntando até que hora queríamos dormir, era 8:30, falei para dormirmos até as 9:30. Dormimos, e um tempo depois ela acordou novamente e falou comigo:
      “Ferpa, tais com meu celular? “
      “Não, usei ele ontem e deixei na tua cama”
      CARALHO, CADÊ O CELULAR DA MINHA AMIGA
      Pois não é que o filho da mãe que estava no mesmo quarto que a gente (era a única pessoa no quarto) roubou o celular dela enquanto dormia?!?! Ferrou, ferrou e ferrou.
      Eu já tinha perdido meu celular, agora era ela sem celular também. Para quem viaja de carona, é impossível andar sem um GPS. Ou seja, nossa viagem se encerrou mais cedo, não tinha como continuar viajando de carona assim. DROGA. Tentamos resolver tudo com nossa família, saímos do hostel e fomos para a rodoviária. Pegamos dois ônibus para chegar em Puerto Iguazu, custou R$450,00 por pessoa e durou 22 horas.
      07/01/2018 – Foz do Iguaçu
      Chegamos em Foz do Iguaçu no final do dia e não tinha mais como irmos ao Paraguai. Temos um amigo que mora la e ia nos receber em sua casa, porém não tínhamos como ir naquele dia. Então tá, mais uma noite na rodoviária. Porém dessa vez a barra foi pesada, a rodoviária fechada as 23:30, ou seja, tivemos que passar a noite na rua. Estavamos com um argentino que conhecemos na rodoviária e depois apareceu mais um irlandês por la. Agora vem a parte foda da noite, esse irlandês foi dormir em um banco um pouco afastado de onde estávamos e pediu para nós o acordarmos as 4:00h da manhã. No relógio da rodoviária mostrava 3:57h, eu estava pronto para ir acordá-lo, até que um moleque de bike passa e rouba a mala do irlandês, olha que loucura. O coitado tinha tudo naquela mala, TUDO MESMO... roupas, celular, PASSAPORTE, documentos e MIL EUROS. Pra ele a noite foi pior que a nossa. Fomos para Ciudad del Este e ficamos por lá 3 dias fazendo compras.
      10/01/2018 – Lages
      Pegamos um ônibus de volta para lages e assim encerra antecipadamente nosso mochilão.
       
      AGORA VOU DEIXAR ALGUMAS DICAS PARA QUEM QUER VIAJAR DE CARONA
      1 - Andem sempre bem arrumados, vários pessoas que nos deram carona falaram que a roupa conta bastante
      2 - Usem sempre uma placa para indicar o lugar onde querem ir
      3 - Procurem sempre vias movimentadas 
      4 - Trevos são os melhores lugares para conseguir carona
      5 - Sombra é a melhor saída para pedir carona, por algumas podem demorar horas
      6 - Mudar de lugar quando não conseguem carona é uma boa ideia, sempre que fizemos isso ajudou bastante
      7 - No Brasil é mais fácil do que vocês imaginam andar de carona
      8 - Mulheres, não andem com roupas atraentes na hora de pedir carona
      9 - Protetor solar é seu melhor amigo na hora de pedir carona
      10 - Se forem fazer viagem de curta duração, levem sempre em reais todo seu dinheiro, a cotação é muito melhor do que se for sacar no banco.
       
      Espero que vocês gostem dessa aventura que fizemos, boa noite a todos. 
       


































       












    • Por henriquefarage
      Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível.
      Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba.

      Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso.
       
      Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco.
       
      Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades).
      Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que?
      Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz.
       
      Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá.
       
      Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil.
       
      Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando.
       
      Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível.
      Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
×